Rio-2016 – Dia 10

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Acordando cedinho par acompanhar a maratona aquática em Copacabana! De olho nas brasileiras favoritas ao pódio Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto. Com uma prova espetacular, a holandesa Sharon van Rouwendaal brilhou, disparando no final para vencer com tranquilidade, com 17s de vantagem. A briga pelas outras medalhas ficou entre 3: a italiana Rachele Bruni, a brasileira Poliana Okimoto e a francesa Aurelie Muller, que estava atrás do pelotão e foi buscar. Poliana ficou um pouco para trás, e Muller e Bruni bateram juntas. Era um amargo 4º lugar. Confesso que fui embora irritado com o resultado. PArei para tomar um suco e vi na TV o inesperado! Na ânsia de bater, Muller passou por cima de Bruni e bateu em 2º, não deixando a italiana bater. Com isso, a francesa foi desclassificada e o bronze caiu no colo da brasileira. Uma medalha mais que merecida, a 1ª da natação feminina do Brasil numa Olimpíada! Nada melhor do que ir para a primeira brasileira campeã mundial de uma prova olímpica, em 2013 em Barcelona.

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De lá, pega metrô, faz baldeação em General Osório, pega o BRT, anda e chega no Parque Olímpico para acompanhar 3 finais por aparelho na ginástica. A sessão começou com a tão esperada prova de argolas. Melhor na quali, o grego Eleftherios Petrounias fez uma apresentação monumental tirando incríveis 16,000, nota jamais atingida pela Arthur Zanetti. Último a se apresentar, o brasileiro fez uma boa prova, com alguns errinhos, aparentemente bem nervoso. Mas saiu a nota: 15,766 e a prata! O primeiro ginasta brasileiro a medalhar em uma Olimpíada agora é o único a ter 2 medalhas olímpicas! Completou o pódio o russo Denis Abliazin com 15,700.

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Na final seguinte, no salto masculino, vitória do norte-coreano bicampeão mundial Ri Se Gwang com 15,691. Prata pro russo Abliazin com 15,516 e bronze pro japonês Kenzo Shirai com 15,449, que se redime um pouco após falhar no solo. Na trave, a queridinha Simone Biles veio para vencer. Bicampeã mundial, a americana errou, se desequilibrou e precisou colocar a mão na trave, tirando baixos (para ela) 14,733. Logo após ela, veio a holandesa Sanne Wevers, que com muitos giros tirou altíssimos 15,466, assegurando o ouro. A americana Lauren Hernandez fez 15,333 para levar a prata. Flávia Saraiva foi a última a entrar e vinha da 3ª nota da qualificação. Com o erro da Biles, dava para sonhar sim, mas um desequilíbrio médio a tirou do pódio. A brasileira tirou 14,533 e ficou em 5º lugar, a 0,200 do pódio. Uma pena, pois merecia uma medalha.

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Da ginástica, para realizar o sonho de ir a um velódromo. Numa tarde com praticamente apenas provas da Omnium, o encerramento do masculino foi espetacular. Na corrida por pontos, o italiano Elia Viviani controlou a liderança e não deixou seus principais adversários chegarem perto. O italiano fechou com 207 pontos, deixando o britânico Mark Cavendish com a prata com 194 pontos e o dinamarquês campeão em Londres Lasse Norman Hansen com o bronze com 192. Gideoni Monteiro terminou na boa 13ª posição geral.

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De lá ainda dei uma passada no basquete para Espanha x Argentina. O Brasil, que fez uma campanha pífia, precisava de uma vitória argentina para se classificar. Mas jogando mal e aparentemente com muito pouca vontade, os argentinos foram derrotados por 92-73 e assim, o Brasil foi eliminado precocemente. Ainda assim, foi lindo ver a torcida argentina, que incentiva a sua seleção se parar, com muitas músicas e gritos. Uma lição de torcida.

Rio-2016 – Dia 9

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No domingo do meio dos Jogos, o dia começou no vôlei de praia, com as quartas de final femininas. Acabei perdendo o primeiro jogo, onde as alemãs Ludwig e Walkenhorst, eventuais campeãs, venceram as canadenses Pavan/Bansley por tranquilos 21-14 21-14. O jogo seguinte foi espetacular com as brasileiras Larissa/Talita jogando mal, mas vencendo as suíças Zumkehr/Heidrich por 21-23 27-25 15-13 num jogo muito tenso e que durou 1h10min, algo bem grande para um jogo de vôlei de praia.

De lá, parti pro Engenhão, para uma noite espetacular. No salto triplo feminino, a colombiana Caterina Ibarguen sobrou para vencer com 15,17m e finalmente levar o ouro olímpico. Ela perdeu em Londres e depois ficou quase 4 anos invicta, perdendo pela 1ª vez este ano em junho. Nos 400m masculino, o campeão mundial Wayde van Niekerk deu show. Correu demais tanto que quase desmaiou no final. Venceu com 43.03 e bateu o recorde mundial que durava quase 17 anos! O recorde anterior, de 43.18, era do mito Michael Johnson estabelecido no Mundial de Sevilla em 1999.

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Bela introdução para os 100m. E dizer o que? Usain Bolt sobrou na prova para levar seu 7º ouro olímpico com 9.81. Deixou para trás seu maior rival, o americano Justin Gatlin, que foi prata com 9.89 e o canadense Andre De Grasse ficou com o bronze com 9.91. Estádio foi abaixo idolatrando o maior velocista da história. Já o vi vencer algumas vezes, como no Mundial de Berlim-2009 e em Londres-2012, mas a vitória no Rio foi a mais icônica.

 

Rio-2016 – Dia 8

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No sábado, primeiro dia em trabalho, comecei com esgrima, nas preliminares do sabre feminino. Sem muitas opções, tinha comprado porque gosto muito de esgrima e queria ver algo, apesar de depois comprar as finais da espada feminina pro 1º dia dos Jogos. Destaque ficou com as semifinais com Rússia 45-42 na forte equipe americana que tinha Mariel Zagunis e Ucrânia 45-42 na Itália.

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Saindo da Arena Carioca 3, correndo para a Arena Olímpica, onde assisti a ginástica de trampolim. Show do bielorrusso Uladzislau Hancharou, que venceu na final com 61,745, ficando a frente da dupla chinesa Dong Dong, que defendia o título, com 60,535 e Gao Lei, bronze com 60.175. Acabando a competição, correndo pra ver o Brasil perder da Argentina no basquete no telão, que fica no fundo do Parque Olímpico.

Ainda no pique, parti pro Engenhão para ver 4 finais. No salto em distância, a disputa foi imensa, com os 5 primeiros em certo momento da prova com 1cm de diferença para cada. Na 5ª série, o sul-africano Luvo Manyonga assumiu a ponta da prova com 8,37m, mas na última tentativa, o americano Jeff Henderson fez 8,38m para levar o ouro por 1cm! Bronze pro campeão em Londres, o britânico Greg Rutherford, com 8,29m.

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Nos 10.000m, mais uma vez Mo Farah brilhou. Ficou boa parte da prova no final do pelotão, depois partiu pra frente e, na última volta, deu aquele seu sprint final característico para vencer o bicampeonato com 27:05.17. No heptatlo, grade surpresa com a vitória da belga Nafissatou Thiam com 6810 pontos, melhor marca do mundo em 2016. A belga foi a melhor em 3 provas (salto em altura, arremesso de peso e salto em distância) e contou com uma prova ruim de Jessica Ennis no dardo. Ennis tinha que tirar 142 pontos nos 800m, mas tirou apenas 107 e o ouro ficou com a belga. Completou o pódio a canadense Brianne Theisen-Eaton com 6653, a esposa do Ashton Eaton.

Na principal prova da noite, show da jamaicana Elaine Thompson! Favorita, Thompson venceu a prova mais rápida com 10.71, abrindo nos 20m finais. Prata para a americana Torie Bowie com 10.83 e bronze para a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce com 10.86, que buscava o tricampeonato da prova.

Rio-2016 – Dia 7

Fiquei uns dias sem escrever, mas vou falar sobre a sexta-feira antes, meu último dia de trabalho como voluntário.

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Dia de finais masculinas, a manhã estava muito chuvosa, garoando, fria e parecia que teríamos um dia horrível no Sambódromo. Pela manhã, as 8as de final, sem brasileiros. Fiquei como “walker”, levando os atletas para as disputas e trazendo-os de volta, pois havia um pedaço que passava no meio do público. Nos intervalos, o clima era de festa para os que perdiam e todo mundo aproveitava para tirar fotos e trocar pins.

Na hora do almoço, clima de despedida, com fotos da equipe no campo de combates. Na última sessão, abrindo com as quartas-de-final, onde o francês Jean-Charles Valladont venceu na flecha de morte o italiano Mauro Nespoli. No 2º combate, surpresa com o jovem holandês Sjef van den Berg eliminando o favorito sul-coreano Lee Seung-yun por 6-4. O outro sul-coreano na disputa, Ki Bonchan, foi muito ameaçado pelo australiano Taylor Worth e venceu apenas na flecha de desempate, por 10-9. No último combate da rodada, o americano Brady Ellison venceu por 6-2 o japonês Takaharu Furukawa.

Nas semifinais, em duelo europeu, onde Valladont venceu van den Berg por 7-3 e se garantiu na final. Na final antecipada, Ku Bonchan e Brady Ellison fizeram um duelo espetacular, que foi para a flecha de desempate, onde o sul-coreano venceu por 9-8, para alívio da sua equipe.

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Ellison voltou em seguida para a disputa de bronze, vencendo o holandês por 6-2 e ficando com um bronze. O americano chorou demais ao conquistar sua 1ª medalha olímpica individual. Já na final, muita disputa com uma final sensacional, vencido por Ku Bonchan por 7-3! Com isso, pela 1ª vez na história, a Coreia do Sul faturou os 4 ouros da modalidade em uma Olimpíada!

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Galera do FOP (Field of Play)

Encerrada, assim, a minha participação ativa nos Jogos Olímpicos Rio-2016! Foram 9 dias de trabalho, muito trabalho. Carregando flecha, levando atleta, carregando alvo, prancheta, trabalhando com o público na experimentação, debaixo de muito sol, de chuva, e pé e andando 8 horas por dia, mas foi tudo muito gostoso.

Alguns problemas, claro, algumas situações chatas, muitos momentos bem divertidos e, claro, se sentir parte do maior evento do planeta. Ótimo reencontrar muita gente que trabalhou no evento-teste no ano passado, que descobriu o tiro com arco há menos de um ano e já ama o esporte, que aprendeu as regras e conhece os atletas de longe. Que descobriram os coreanos e idolatram Ki Bo Bae, Ku Bonchan e Kim Woojin. Não sei se trabalharei novamente em Tóquio, mas fica o gostinho de quero mais. Obrigado a todos!

Rio-2016 – Dia 4

Eu no Rio-2016

No segundo dia de preliminares do tiro com arco, os 4 brasileiros que faltavam estrear competiram. O dia dos brasileiros começou com Daniel Xavier contra o candidato a medalha e campeão olímpico por equipes, o coreano Lee Seungyun, que venceu por 6-2. Depois, foi a vez de Bernardo Oliveira vencer o australiano Alec Potts num duelo apertadíssimo por 6-4. Em seguida, foi a vez de Sarah Nikitin enfrentar a norte-coreana Kang Un Ju. A brasileira aturou muito mal e perdeu de 6-0. Depois, Bernardo voltou e perdeu para o jovem chileno de 16 anos Ricardo Soto por 7-1.


À tarde, o confronto mais esperado do dia, entre Marcus Vinícius D’Almeida e o americano Jake Kaminski. Marcus começou bem mal, com um 5, mas foi melhorando, mas o americano respondia com vários 10s e venceu por 6-2. Sendo assim, apenas Ane Marcelle dos Santos segue na competição. Foi o primeiro dia que levei flechas de volta aos arqueiros e varias pessoas me viram nas transmissões.

À noite, fui ao Maracanãzinho ver Brasil e Canadá no vôlei masculino. Aliás, o ginásio está incrível. A iluminação do início das partidas com projeções na quadra e as trocas de luz no teto estão sensacionais. Um jogo onde o Brasil não jogou tão bem e viu um Canadá que cresce a cada ano, tanto que venceu o primeiro set por 26-24. Mas o Maracanãzinho lotado ajudou o Brasil a virar e vencer por 3-1, parciais de 24-26, 25-18, 25-22, 25-17.

Pelo Rio

No basquete, o Brasil obteve uma incrível vitória sobre a toda poderosa Espanha nos últimos segundos! Perdíamos por um ponto, mas uma cesta faltando 5s para o final de Marquinhos deu a vitória de 66-65 para o Brasil. Já no feminino, a seleção vencia a Bielorrúsia por quase toda a partida, mas no último quarto cedeu e perdeu a 3ª seguida por 65-63.

No handebol masculino, o Brasil perdeu de 31-28 para a Eslovênia. No futebol feminino, um 0-0 com a África do Sul em Manaus, mas o suficiente para garantir o 1º lugar do grupo e a vaga nas 4as para enfrentar a Austrália. No hóquei sobre grama masculino, o Brasil fez o seu 1º gol em Olimpíadas, com Stephane Smith contra a Grã-Bretanha logo no começo da partida, mas levou a virada e perdeu por 9-1. Na estreia do pólo aquático feminino, derrota de 9-3 para a Itália e no rugby 7s masculino, duas derrotas, de 40-12 para os favoritos ao ouro Fiji e de 26-0 para os Estados Unidos.

Pedro Solberg/Evandro seguem em péssima campanha e perderam a 2ª nos Jogos, agora de 2-1 para os canadenses Schalk/Saxton. Já Larissa/Talita venceram 2-10 (21-16 21-13) as americanas Fendrick/Sweat.

Em uma das maiores decepções dos Jogos pro Brasil, Marcelo Melo e Bruno Soares foram derrotados por 64 57 62 para os romenos Florin Mergea/Horia Tecau nas 4as. Em compensação, em simples, Thomaz Bellucci venceu o uruguaio Pablo Cuevas por 62 46 63 e está nas 8as! Rafael Nadal e Andy Murray venceram, mas Serena Williams foi surpreendida pela ucraniana Elena Svitolina por 64 63 e foi eliminada.

Como esperado, os Estados Unidos brilharam na final por equipes da ginástica feminina e venceram com 184,897, muito a frente da Rússia com 176,688 e da China com 176,003. Com apresentações ruins no solo e na trave, o Brasil terminou na 8ª posição na final.

Na natação, os Estados Unidos sobraram com 3 ouros em 4 provas. Michael Phelps foi o nome da noite com um ouro nos 200m borboleta com 1:53.36 e o seu 21º título olímpico, agora no revezamento 4x200m livre, onde os americanos venceram com 7:00.66. Katie Ledecky levou seu 2º ouro ao vencer os 200m livre com 1:53.73 contra 1:54.08 da sueca Sarah Sjoestroem. Nos 200m medley, a Dama de Ferro Katinka Hosszu quase perdeu, mas levou o seu 3º ouro no Rio com 2:06.58. Na semifinal dos 100m livre, Marcelo Chierighini conseguiu a 8ª vaga pra final com 48.23.

Mariana Silva chegou à disputa de bronze do judô nos 63kg, mas perdeu por yuko para a holandesa Anicka van Emden. A favorita eslovena Tina Trstenjak foi ouro e nos 80kg masculino, vitória do russo Khasan Khalmurzaev.

Dois ouros chineses no levantamento de peso. Deng Wei sobrou nos 63kg feminino e levou com 262kg no total, novo recorde mundial, 14kg a mais que a norte-coreana Choe Hyo Sim. No 69kg masculino, vitória de Shi Zhiyong com 352kg, um a mais que o turco Daniyar Ismayilov. Interessante o bronze para Izzat Artykov, do Quirguistão, apenas a 4ª medalha da história do país.

Mais um ouro chinês nos saltos ornamentais, agora na plataforma sincronizada feminina com as excepcionais Chen Ruolin e Liu Huixia. Prata pra Malásia e bronze para o Canadá.

O sul-coreano Park Sangyoung venceu na final da espada masculina da esgrima com 15-14 sobre o húngaro Geza Imre.

No hipismo CCE, o favorito alemão Michael Jung foi ouro no individual, mas na prova por equipes, ouro para a França com a Alemanha na prata, graças ao ruim desempenho de Sandra Auffarth. O Brasil terminou na boa 7ª posição por equipes e Carlos PArro foi o mlehor no individual na 18ª posição.

No tiro, a grega Anna Korakaki foi ouro na pistola 25m feminina, sua 2ª medalha no Rio. Na final, venceu a alemã Monika Karshc por 8-6.

Na canoagem slalom, na 1ª final em Deodoro, o francês Denis Chanut venceu o ouro com 94.17, contra 95.02 do eslovaco Matej Benus.

Rio-2016 – Dia 3

Eu no Rio-2016

Esta segunda-feira foi o 1º dia de combates individuais no Sambódromo, com primeira e segunda rodadas no masculino e no feminino. Assim como em outros dias, fiquei levando os atletas do campo de treino para o campo de combates. E tivemos muita coisa interessante neste dia!


A primeira brasileira a entrar foi Marina Canetta, que perdeu de 7-1 para a chinesa Qi Yuhong. Mas duas surpresas enormes ocorreram no final da sessão da manhã. Prata em Londres, a mexicana Aida Roman perdeu logo na estreia para Alexandra Mirca, da Moldávia, por 6-4! 20 minutos depois, pela 2ª rodada no masculino, o sul-coreano Kim Woojin, ouro por equipes no sábado e recordista mundial da rodada de ranqueamento na sexta-feira, foi surpreendido pelo indonésio Riau Ega Agatha por 6-2! Kim fez um 7 em um dos sets!

Voluntários na experimentação com os arqueiros americanos Mackenzie Brown e Jake Kaminski


À tarde, o destaque foi para Ane Marcelle dos Santos! Na primeira rodada, chegou a abrir 5-3 na japonesa Saori Nagamine e começou mal no 5º set, com um 7 e um 5. A japonesa abriu com um 8 e parecia que iria empatar, mas mandou um 1 (!!) e com um 10 no final, Ane venceu na estreia. Logo depois, voltou para enfrentar a australiana Alice Ingley. Num combate onde o vento atrapalhou demais, nenhum 10 e Ane se deu bem, vencendo por 6-0 e se garantindo nas 8as de final, na quinta-feira. Outros favoritos como o holandês Sjef van den Berg e a sul-coreana Ki Bo Bae venceram os dois combates do dia.

Não fui a nenhum evento no dia, pois a natação no dia anterior foi bem pesada.

Pelo Rio

O destaque, claro, foi Rafaela Silva! Vinda da Cidade de Deus e descoberta em um projeto social, sofreu muito após a eliminação na segunda rodada de Londres por desclassificação. Xingada nas redes sociais, se redimiu no ano seguinte também no Rio, ao ser campeã mundial, o primeiro ouro de uma brasileira. Agora, foi a rainha do waza-ari para faturar o 1º ouro brasileiro no Rio-2016!

Ela começou a campanha com dois waza-aris sobre a alemã Miryam Roper, a mesma que venceu na estreia de Londres. Depois, vitória sobre sul-coreana por waza-ari e nas 4as pegou a húngara Hedivg Karakas, a mesmo de quem havia perdido 4 anos antes. Numa luta mais tensa, Rafael também fez um waza-ari e chegou à semifinal, onde enfrentou a romena Corina Caprioru. A luta ficou empata em 0-0 e foi pro golden score, que demorou longuíssimo 3min e, também com um wazari, Rafael venceu e chegou à final. Na decisão contra a mongol Dorjsürengiin Sumiyaa, a número 1 do mundo, Rafaela fez um waza-ari que demorou pra ser confirmado e depois foi só manter a vantagem e levar o ouro! Vitória espetacular dessa grade judoca e exemplo de brasileira.

A equipe feminina de handebol se vingou da derrota no último mundial e destruiu a Romênia ao vencer a 2ª partida no Rio por 26-13! No pólo aquático masculino, o Brasil goleou o Japão por 16-8 e já tem duas vitórias em dois jogos! Já no basquete feminino, mais um derrota, agora pro Japão 82-66.

Enorme decepção na canoagem slalom. Candidata a medalha, Ana Satila até fez uma 1ª descida ok, mas na 2ª perdeu uma porta e terminou em 17º, fora até mesmo da semifinal. No C2, Charles Correa/Anderson Oliviera ficaram em 7º e estão na semi.

O Brasil fez boa apresentação na final por equipes da ginástica masculina, mas terminou em 6º. Zanetti fez 15,566 nas atolas e Diego 15,133 no solo, mas o fraco desempenho nas barras paralelas e uma queda do Sasaki no solo deixaram a medalha longe.

Marcelo Melo e Bruno Soares venceram nas duplas 64 64 a Sérvia e com isso, Novak Djokovic se despede do Rio-2016 sem medalha e com apenas 1 vitória. Algo inacreditável para ele.

Num jogo espetacular, Hugo Calderano perdeu de 4-2 para o japonês Jun Mizutani nas 8as de final. Campanha absolutamente sensacional dele!

A natação segue decepcionando e nenhum brasileiro estava nas finais do dia. Destaque pro ouro do Sun Yang nos 200m livre cim 1:44.65, o 2º ouro da Katinka Hosszu, agora nos 100m costas com 58.45 e dois ouros pros americanos, nos 100m costas masculino com Ryan Murphy e nos 100m peito feminino com Lilly King. Em 12 finais disputadas, os americanos medalharam em 11.

A Aistralia surpreendeu a Nova Zelândia com 24-17 e ficou com o 1º ouro da história do rugby de 7, no feminino. Outros destaque do dia foram a final russa no sabre feminino, com ouro para Yana Egorian, e o 2º ouro nos saltos ornamentais para a China, agora na plataforma sincronizados masculina.

Rio-2016 – Dia 2

Eu no Rio-2016

De volta ao trabalho no Sambódromo para a prova de equipes femininas. Pela manhã, 4 combates de 8as onde o Brasil atirou mal e perdeu da Itália por 6-0. Foram dois 5s e poucas flechas no amarelo. A minha função do dia foi levar os atletas ao campo de combate. E hoje vi o que é a experimentação em uma Olimpíada.


No evento-teste em setembro, fizemos uma experimentação, mas quase não havia público. Agora foi diferente, com 6 voluntários dando as instruções e uma fila enorme que não para. Mas ainda assim é divertido. Vale a história de uma senhora de 80 anos que votou que ela atirava aos 20 anos. Ao contar sua história, o presidente da federação do Rio pediu seus contatos, pois ele quer resgatar as histórias, as fotos da época. Emocionada, ela saiu chorando de emoção. E nós voluntários emocionados juntos.


A tarde, 4as, semis e finais, onde o destaque foi a semi entre Itália e Rússia. As italianas venciam por 4-0 e estavam muito perto da vaga na final, quando uma delas faz um 3! A Rússia empata e vence nas flechas de morte. Logo depois, Itália voltou pro bronze, ainda abalada com a semi. Começaram mal contra Taiwan, mas melhoraram. Só que Taiwan tem Tan Ya-ting e venceu o bronze. De uma quase prata para voltar sem medalha…


Na final, um show da Coreia do Sul, assim como foi o dia todo. Com performances incríveis, as coreanas confirmaram o favoritismo e levaram o ouro. Em 8 edições que a prova por equipes existe, a Coreia venceu OITO vezes.

Como não sou de ferro, encerrei a noite com as finais da natação. Na bela piscina que fica ao fundo do Parque Olímpico, foram 3 recordes mundiais em 4 finais! Sarah Sjostroem dominou os 100m borboleta para vencer sua 1ª medalha olímpica e com recorde mundial. Nos 100m peito, Adam Peaty voou para o ouro também com RM. Katie Ledecky sobrou nos 400m livre e venceu. Para encerrar a noite, o 4x100m livre, onde Michael Phelps deu show na 2ª perna e não deixou ninguém chegar perto. Mais um ouro americano e o 19º ouro de Phelps!


Os brasileiros não conseguiram melhoras seus tempos e ficaram sem medalha. Nos 100m peito, João Gomes Jr ficou em 5º e Felipe França em 7º, sem baixar de 59.30 e no revezamento, o Brasil terminou em 5º, a 1.84 do bronze. Dava para ter medalhado em uma das provas sim.