Rio-2016 – Dia Final

E após 16 dias de muito esporte, muito trabalho, muita emoção como espectador e como voluntário, os Jogos terminaram de maneira brilhante.


Minha última competição foi o bronze do basquete masculino entre Austrália e Espanha. No começo, parecia que a Espanha iria ganhar tranquilamente, terminando o 1º quarto com 23-17, mas a Austrália foi melhorando e buscou o placar. No 2º tempo, ninguém abria mais que 4 pontos e a liderança trocava a cada cesta. No inicio do último quarto, a Espanha abriu 70-64, mas os australianos empataram com ótima atuação de Patty Mills, com 30 pontos. Faltando 9s, Austrália tinha 88-87 e só precisava segurar, mas o árbitro deu uma falta pra Espanha e Sergio Rodriguez converteu os dois lances livres para dar o bronze pra Espanha.


Despedindo-me do Parque Olímpico, a noite segui rumo ao Maracanã para o Encerramento dos primeiros Jogos na América do Sul. Confesso que não esperava grande coisa, mas me surpreendi com a beleza e a simplicidade da festa.


Destaque para os artistas que formaram figuras como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, para 27 pessoas de branco que formaram as estrelas da bandeira brasileira que foi projetada no chão na hora do hino nacional cantado por um coral infantil, para as homenagens às rendeiras e às figuras de barro. Incrível um estádio inteiro cantando Asa Branca.

Após o cerimonial com a premiação da maratona e a passagem da bandeira para a recém-eleita governadora de Tóquio, veio uma parte de 8 minutos do Japão, que deu um show de criatividade com cubos luminosos e o primeiro-ministro Shinzo Abe saindo de um cano igual ao do Super Mario vestido como o encanador italiano. Sensacional!

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Mariene de Castro cantou debaixo de uma chuva artificial (embora a garoa forte tenha permanecido quase a noite toda no Rio de Janeiro) para que a pira fosse apagada em um lindo momento da cerimônia. Aí depois, foi a vez do Carnaval, com o Cordão do Bola Preta cantando marchinhas e por fim, uma enorme bateria de escola de samba cantando os sambas-enredo clássicos.


Não tinha como uma festa incrível de 16 dias onde praticamente tudo deu certo não acabar em Carnaval. Um belíssimo encerramento para uma edição muito especial dos Jogos, que com certeza calou muita gente e fez muita gente repensar o que pensava sobre o Brasil.

Obrigado LOCOG, obrigado COI e obrigado Rio de Janeiro por 20 dias espetaculares que jamais sairão da minha memória.

Nos vemos em Tóquio! Na verdade, sigo aqui com muito mais até Tóquio! :))

Rio-2016 – Dia 15

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Para não ter problemas como no dia 11, quando quase perdi a final do C1 1.000m por conta da fila, nem levei mochila para não ter que ficar na fila do raio-x. Assim, cheguei cedo e pude assistir a todas as provas sem problemas. A primeira prova foi o K1 200m masculino, onde Liam Heath defendeu o ouro para a Grã-Bretanha (quem venceu em 2012 foi seu compatriota Ed McKeever). A vitória veio com 35.197, contra 35.362 do francês Maxime Beaumont. Pelo bronze, um raríssimo empate entre o espanhol Saul Craviotto e o alemão Ronald Rauhe.

Na prova seguinte, o C2 1.000m! Campeões mundiais em 2015, Isaquias Queiroz e Erlon Silva dominaram a prova por 800m, sendo levemente ameaçados pela dupla russa, mas nos 200m finais, em uma arrancada sensacional, os alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey tiraram a diferença de um barco dos brasileiros, passaram e abriram para vence com 3:43.912 contra 3:44.819 dos brasileiros. A dupla da Ucrânia completou o pódio com 3:45.949. Apesar da derrota, Isaquias se tornou o 1º brasileiro da história a vencer 3 medalhas em uma mesma edição de Jogos Olímpicos! Resultado excepcional. Confirmando o favoritismo, a Hungria levou o K4 500m feminino dando o 3º ouro no Rio de Janeiro para Danuta Kozak, que chega a 5 ouros e 1 prata na carreira. Alemanha e Bielorrússia completaram o pódio. No K4 1.000m masculino, a Alemanha confirmou o favoritismo e levou, com Eslováquia em 2º e República Checa em 3º.

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Encerradas as provas na Lagoa, segui ao Parque Olímpico para ver a qualificação da ginástica rítmica em equipe, algo que sempre tive vontade ver. A prova individual é bonita e tal, mas cansa um pouco. Por equipe há muitas trocas de aparelho o que deixa bem mais dinâmico e interessante. Fui pra 2ª sessão, com as apresentações do conjunto misto, com maças e arcos. As 2 sessões foram muito próximas uma da outra o que complicou bastante entrada na Arena Olímpica. Fila muito grande para entrar e acabei perdendo a 1ª equipe, de Israel e cheguei na metade do Brasil. Mas vi a Itália dar show logo depois tirando 17,833, a chinesa torcer o pé no final e prejudicar muito a equipe, a Rússia ir bem como sempre, mas sem brilhar e show da Bielorrússia e da Espanha, melhor nota da rotação com 17,966. Com o problema da China, o Brasil acabou em 9º, fora da final por muito pouco.

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Na saída, show da Esquadrilha da Fumaça sobre o Parque Olímpico que estava insuportavelmente cheio. Eram muitas sessões no mesmo dia, mas até aí tudo bem, mas tirando as finais do taekwondo, todas as outras eram de manhã ou a tarde, o que fez uma multidão lotar tudo por volta das 14-15:00. Erro grave na programação. Tenho pena de quem foi conhecer o Parque apenas nesse dia, pois por mais cheio que estivesse nos outros, estava transitável.

Rio-2016 – Dia 14

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Na final do nado sincronizado por equipe, o resultado final já era mais que esperado, ainda mais após a rotina técnica no dia anterior. Começaram as equipes mais fracas que só estavam lá para cumprir as cotas continentais. Aliás, sou contra vagas continentais na prova de grupo, pois são apenas 8 vagas e o nível cai bastante. Nos duetos, com certeza, pois são 24, mas nos grupos não concordo. Após Egito e Austrália com suas notas bem baixas, veio a Itália e o Brasil, que brigariam pelo 5º lugar. Embora tenha achado a apresentação do Brasil melhor que a da Itália, a diferença de nota foi enorme. As italianas tiraram 92,2667 contra 87,2000 do Brasil.

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Logo depois, com a Rússia, foi possível ver a superioridade das russas. Criatividade, leveza, técnica e um ritmo alucinante que ninguém chega perto. A performance foi tão boa que 3 das 15 notas foram 10s e 10 foram 9,9. A China fez uma ótima apresentação para ser prata e o Japão ficou com o bronze, repetindo o pódio do dueto.

À noite, foi a vez do atletismo com 5 grandes finais. No salto com vara feminino, sem Fabiana Murer, foi a vez da grega Ekaterini Stefanidi finalmente mostrar seu repertório. Com as saídas precoces de Yarisley Silva e Jenn Suhr, que não passaram em 4,70m, ficou aberto para os novos nomes da prova, Stefanidi e a americana Sandi Morris. Ambas passaram em 4,85m na 2ª tentativa, mas a grega tinha apenas 2 erros na prova toda contra 3 da americana e levou o ouro. Enorme surpresa com o bronze para a neozelandesa Eliza McCartney, que fez uma linda prova até 4,80m, novo recorde nacional.

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No martelo masculino, Wagner Domingos não fez boa prova, terminando em 12º com 72,28m, bem abaixo das suas melhores marcas. Mas foi sensacional ele chegar a final da prova que o Brasil até há pouco tempo mal tinha um bom competidor. Sem o polonês favorito Fajdek, que nem passou pra final, a prova ficou aberta pro tadjique Dilhsod Nazarov vencer com 78,68m, o 1º ouro da história de seu país. Nos 5.000m feminino, decepção da etíope Almaz Ayana, que havia batido o recorde mundial dos 10.000m uns dias antes. Ela abriu demais, mas cansou e viu a dupla queniana passar um pouco antes da última volta. Vitória de Vivian Cheruiyot com 14:26.17, novo recorde olímpico.

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Fechando a noite com os dois revezamentos 4x100m. No feminino, as americanas se aproveitaram da lambança do dia anterior e venceram com 41.01, aproveitando uma Jamaica que não é mais tão forte e foi prata com 41.36. Grã-Bretanha completou o pódio com 41.77. Na prova masculina, mais um show de Usain Bolt, que fechou para 37.27, coroando sua carreira com seu incrível 9º ouro olímpico, para a felicidade de um estádio. Ídolo mundial, só a menção de seu nome já era suficiente para o Engenhão ir abaixo. O Japão vem crescendo a cada ano e conquistou a prata com 37.60, ficando a frente dos americanos, que depois foram desclassificados, deixando o bronze para o Canadá com 37.64. A equipe do Brasil, que só passou para a final por conta de uma desclassificação na eliminatória, ficou em último, mas por conta de duas desclassificações, acabou em 6º com 38.41.

Rio-2016 – Dia 13

Esperando uma medalha de Aline Ferreira, fui à tarde a Arena Carioca 2 para a luta olímpica feminina. Pela manhã, a brasileira venceu a 1ª luta sobre japonesa, mas perdeu na 2ªpara russa. Para seguir a repescagem, era necessário que a russa vencesse mais uma e chegasse a final, mas ela perdeu e com isso o sonho da brasileira acabou. Ainda assim, as finais das 3 categorias restante da luta feminina foram marcantes. No dia anterior, foram 3 ouros para o Japão, incluindo o 4º seguido do mito Kaori Icho. Neste dia, um outro mito lutaria na final dos 53kg em busca de sua 4ª medalha dourada em Jogos, da japonesa Saori Yoshida.

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Na final, Yoshida enfrentou a americana Helen Maroulis, campeã mundial no ano passado na categoria acima, 55kg. A japonesa tinha um histórico de apenas 2 derrotas em uma carreira com 3 títulos olímpicos de 13 mundiais. Confiante em mais um ouro, Yoshida segurou a luta e se defendia dos ataques da americana. Maroulis tomou uma penalidade por passividade, não conseguiu pontuar nos 30s e com isso Yoshida abriu 1-0. Parecia que o 4º viria, quando Maroulis a surpreendeu e virou o combate em 4-1. Desesperada, a japonesa não conseguiu o contra-ataque e viu o ouro ir embora. Um dos momentos mais inacreditáveis dos Jogos, de um ouro que era praticamente certo pro Japão. Na final dos 63kg, as coisas voltaram ao normal com mais um ouro japonês, dessa vez de Risako Kawai com 6-0 sobre a bielorrussa Maryia Mamashuk. Na última final do dia, nos 75kg, a principal ausência foi a americana Adeline Gray, bicampeã mundial e grande favorita. Gray perdeu nas 4as para bielorrussa, que perdeu em seguida e, assim como aconteceu com a Aline, ficou fora da repescagem e do pódio. Na final, a canadense Erica Wiebe aproveitou a ausência de Gray e venceu a cazaque Guzel Manyurova por 6-0 para levar o ouro. Dia histórico na Arena Carioca 2.

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Para encerrar o dia o jogão de semifinal do handebol feminino entre a bicampeã olímpica e atual campeã mundial Noruega e a Rússia, única invicta até o momento nos Jogos. E que jogo foi esse! Com grandes atuações da goleira Kalinina e de Vladlena Bobrovnikova, que marcou 8 gols no jogo, a Rússia segurava a Noruega, que não conseguia chegar perto do placar. A Noruega até ficou boa parte do 1º tempo na frente, até que a Rússia chegou ao empate em 11-11. Aí foi um show russo de ataque e defesa e elas encerraram o 1º tempo com 18-16. No 2º tempo, a Noruega buscava o placar e chegou a ficar 3 gols atrás faltando poucos minutos, com 27-24 da Rússia. Com 2 gols de Kristiansen e um de Nora Mork, a Noruega empatou em 27-27. Aí era um gol para cada lado, até a Rússia abrir 31-30 faltando 18s pro final. Cm um belíssimo gol de Stine Oftedal faltando 4s, a Noruega empatou e levou a partida para a prorrogação.

Os 10 minutos adicionais foram iguais ao final do 2º tempo normal, com um gol para cada lado. Faltando 30s, Bobrovnikova fez 38-37 e viu o chute errado da norueguesa Camilla Herrem encerrar a partida. Rússia chegou a final e levou o ouro dois dias depois, seu 1º no feminino em uma Olímpiada como Rússia. A União Soviética venceu duas vezes em 1976 e 1980.

Rio-2016 – Dia 12

Dia de ir pela primeira (e única) vez a Deodoro. Achava que seria muito complicado e só comprei ingresso para a final por equipes do hipismo saltos, mas depois vi que seria bem tranquilo chegar lá, só um pouco mais longe do Parque Olímpico. Mas também há uma longa andada até chegar nos locais de competição, que ficam dentro da Vila Militar.

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Fazia um calor insuportável e ficar de baixo do sol a manhã toda não foi fácil. Muitos cavalos tiveram problemas nos dias anteriores, o que ocasionou desistências de favoritos como a americana Beezie Madden, a francesa Penelope Leprevost e o holandês Jur Vrieling. Com um cavaleiro a menos, por conta da desclassificação de Stephan Barcha, os brasileiros não podiam errar e brigaram por medalha até o final, mas quando o último a entrar, o Doda, cometeu uma falta, o Brasil ficou em 5º por equipe, novamente perto do pódio. Com nenhuma falta nos obstáculos e apenas 2 estourando o tempo, a França assegurou o ouro com boa antecedência, assim como os americanos ficaram com a prata. Canadá e Alemanha empataram com 8 pontos e foram para o desempate, vencido pelos alemães, que zeraram todas as passagens.

Ainda não tinha ido ao Boulevard Olímpico e com bastante tempo até o jogo de vôlei do Brasil, aproveitei para conhecê-lo. E ficou maravilhoso. Estava lotado, mas tudo ficou lindo. Já tinha visto o Museu do Amanhã no ano anterior quando fui ao evento-teste do tiro com arco, mas desta vez pude dar a volta nele. Estava muito cheio e acabei não indo a todos os armazéns, mas dá para dizer que tudo ficou muito muito bonito. Não pude deixar de fazer selfies com a pira olímpica e tirar muitas fotos na Praça Mauá. Da próxima vez que for ao Rio, com certeza voltar aqui para conhecer tudo direitinho.

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Próximo passo, Maracanãzinho para as quartas do vôlei masculino entre Brasil e Argentina. O Brasil havia passado em 4º enquanto os hermanos surpreenderam com o 1º lugar do grupo e, claro, o jogo foi muito disputado, como qualquer duelo entre os dois países é em qualquer esporte. A Argentina fez um ótimo jogo e aproveitou um Brasil completamente apagado no 2º set para empatara a partida, mas depois tudo voltou aos eixos e com 24 pontos de Wallace, o Brasil venceu por 3-1 rumo ao ouro.

Rio-2016 – Dia 11

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Dia de ver a primeira medalha de Isaquias Queiroz. Cheguei um pouco em cima da hora na Lagoa e a fila para passar nas máquinas de raio-x estava imensa. Por muito pouco não perdi a prova. Muita gente perdeu. A primeira final foi logo o C1 1.000m. Isaquias foi o 2º em todas as parciais e não conseguiu acompanhar o ritmo do favorito alemão Sebastian Brendel. Brendel venceu tudo neste ciclo e o encerrou de maneira primorosa, vencendo com 3:56.926. Isaquias ficou com a prata, a primeira da história da canoagem brasileira! O brasileiro terminou com 3:58.529 e o moldávio Serghei Tarnovschi foi bronze com 4:00.852, mas depois foi pego no exame antidoping. Ainda não foi decidido o destino da sua medalha.

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Na final seguinte, as húngara Danuta Kozak e Gabriella Szabo confirmaram o favoritismo para vencer o K2 500m com 1:43.687, apenas 0.051 melhor que a dupla da Alemanha. O bronze foi para a Polônia. No K1 200m feminino, a neozelandesa Lisa Carrington dominou para vencer com 39.864, novo recorde olímpico, e se tornar bicampeã da prova. Prata pra polonesa Marta Walczykiewicz e bronze pra azeri Inna Osipenko-Rodomska. Na última final do dia, o espanhol Marcus Walz venceu  K1 1.000m masculino, seguido do checo Josef Dostal e do russo Roman Anoshkin.

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Da Lagoa para o Parque Olímpico, onde assisti às quartas de final do pólo aquático masculino. O Brasil enfrentaria a Croácia e vinha de ótima campanha na 1ª fase, incluindo a espetacular vitória sobre a Sérvia, que seria a campeã. No 1ª quarto, a Croácia liderava por 3-2, mas no 2º abriu para 7-3. O Brasil não encaixava seus ataques e viu a Croácia manter a diferença até vencer por 10-6 e garantir uma vaga nas semifinais. No 2º jogo da sessão, a Itália venceu a Grécia por 9-5. De lá, correndo pro telão para assistir a grande vitória de Robson Conceição na final do boxe, o 1º ouro brasileiro do esporte na história!

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Encerrando o dia com o jogo de quartas de final do handebol feminino entre Rússia e Angola. As russas, que ficariam com o ouro, fizeram uma 1ª fase impecável e Angola passava pela 1ª vez para as 4as. A equipe africana bem que segurou o jogo e tinha toda a torcida ao seu lado, mas não foi páreo para as russas. A torcida gritava pela goleira Ba, mas o grande destaque foi a goleira russa Kalinina. Vitória das russas por 31-27 e mais um dia encerrado.

Rio-2016 – Dia 10

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Acordando cedinho par acompanhar a maratona aquática em Copacabana! De olho nas brasileiras favoritas ao pódio Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto. Com uma prova espetacular, a holandesa Sharon van Rouwendaal brilhou, disparando no final para vencer com tranquilidade, com 17s de vantagem. A briga pelas outras medalhas ficou entre 3: a italiana Rachele Bruni, a brasileira Poliana Okimoto e a francesa Aurelie Muller, que estava atrás do pelotão e foi buscar. Poliana ficou um pouco para trás, e Muller e Bruni bateram juntas. Era um amargo 4º lugar. Confesso que fui embora irritado com o resultado. PArei para tomar um suco e vi na TV o inesperado! Na ânsia de bater, Muller passou por cima de Bruni e bateu em 2º, não deixando a italiana bater. Com isso, a francesa foi desclassificada e o bronze caiu no colo da brasileira. Uma medalha mais que merecida, a 1ª da natação feminina do Brasil numa Olimpíada! Nada melhor do que ir para a primeira brasileira campeã mundial de uma prova olímpica, em 2013 em Barcelona.

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De lá, pega metrô, faz baldeação em General Osório, pega o BRT, anda e chega no Parque Olímpico para acompanhar 3 finais por aparelho na ginástica. A sessão começou com a tão esperada prova de argolas. Melhor na quali, o grego Eleftherios Petrounias fez uma apresentação monumental tirando incríveis 16,000, nota jamais atingida pela Arthur Zanetti. Último a se apresentar, o brasileiro fez uma boa prova, com alguns errinhos, aparentemente bem nervoso. Mas saiu a nota: 15,766 e a prata! O primeiro ginasta brasileiro a medalhar em uma Olimpíada agora é o único a ter 2 medalhas olímpicas! Completou o pódio o russo Denis Abliazin com 15,700.

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Na final seguinte, no salto masculino, vitória do norte-coreano bicampeão mundial Ri Se Gwang com 15,691. Prata pro russo Abliazin com 15,516 e bronze pro japonês Kenzo Shirai com 15,449, que se redime um pouco após falhar no solo. Na trave, a queridinha Simone Biles veio para vencer. Bicampeã mundial, a americana errou, se desequilibrou e precisou colocar a mão na trave, tirando baixos (para ela) 14,733. Logo após ela, veio a holandesa Sanne Wevers, que com muitos giros tirou altíssimos 15,466, assegurando o ouro. A americana Lauren Hernandez fez 15,333 para levar a prata. Flávia Saraiva foi a última a entrar e vinha da 3ª nota da qualificação. Com o erro da Biles, dava para sonhar sim, mas um desequilíbrio médio a tirou do pódio. A brasileira tirou 14,533 e ficou em 5º lugar, a 0,200 do pódio. Uma pena, pois merecia uma medalha.

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Da ginástica, para realizar o sonho de ir a um velódromo. Numa tarde com praticamente apenas provas da Omnium, o encerramento do masculino foi espetacular. Na corrida por pontos, o italiano Elia Viviani controlou a liderança e não deixou seus principais adversários chegarem perto. O italiano fechou com 207 pontos, deixando o britânico Mark Cavendish com a prata com 194 pontos e o dinamarquês campeão em Londres Lasse Norman Hansen com o bronze com 192. Gideoni Monteiro terminou na boa 13ª posição geral.

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De lá ainda dei uma passada no basquete para Espanha x Argentina. O Brasil, que fez uma campanha pífia, precisava de uma vitória argentina para se classificar. Mas jogando mal e aparentemente com muito pouca vontade, os argentinos foram derrotados por 92-73 e assim, o Brasil foi eliminado precocemente. Ainda assim, foi lindo ver a torcida argentina, que incentiva a sua seleção se parar, com muitas músicas e gritos. Uma lição de torcida.