Hóquei na grama de olho em 2024

Uma das classificações pro Rio mais surpreendentes da equipe brasileira foi sem dúvida a vaga do hóquei na grama masculino, com o espetacular 4º lugar no Pan de Toronto.

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Como esperado, perderam os 5 jogos no Rio-2016, mas a seleção segue bem e se preparando para a Copa Pan-Americana em agosto. Por isso, está no México para uma série de amistosos com a seleção mexicana e para a disputa de um torneio amistoso com times locais. E não poderia ter sido melhor. No 1º jogo, empate em 1-1. Depois, três vitórias seguidas por 2-1, 5-0 e 2-0.

Depois, disputou a Copa Flick contra equipes mexicanas, vencendo 6 jogos e empatando 1. Na decisão, passou pelo Soles e conquistou o título, encerrando a participação em solo mexicano de maneira invicta.

O Brasil é hoje a 25ª seleção do ranking da FIH enquanto o México está em 40º lugar. Mas essa colocação do Brasil é um pouco irreal, pois somou muitos pontos por conta da participação olímpica. As equipes são bem parelhas e devem brigar por posições próximas na Copa Pan-Americana.

Aliás, o Brasil estreará contra o México na Copa, em 4 de agosto. Depois enfrenta Canadá e Trinidad & Tobago. A Copa classifica para o Pan de Lima, que dá vaga para os Jogos de Tóquio. Lógico que as Olimpíadas de 2020 estão muito longe do Brasil, mas quem sabe 2024 ou 2028 estão mais perto. O trabalho é para isso.

Judô segue vencendo

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Seleção Sub-28 em Coimbra (POR)

A seleção sub-21 de judô segue em seu brilhando tour europeu. Na 3ª competição, agora em Coimbra, Portugal, a equipe conquistou 19 medalhas com 31 atletas! Foram 10 ouros, 3 pratas e 6 bronze, sendo 3 finais entre brasileiros.

Nos 60kg, Kainan Pires derrotou Renan Torres, nos 73kg Jeferson Santos Jr venceu David Lima e nos 52kg feminino, Jessica Lima passou por Maria Taba. Os outros 7 ouros vieram com: Bruno Watanabe (55kg), Tiago Pinho (81g), Arthur Barbosa (+100kg), Laura Ferreira (44kg, 2º ouro dela na Europa), Larissa Pimenta (48kg), Yanka Pascoalino (63kg) e Ellen Furtado (+78kg). Desde 2006 que o Brasil não ia tão bem uma etapa do circuito de base. Na ocasião, num torneio sub-20 em Boras, na Suécia, a equipe contava com nomes como Sarah Menezes, Ketleyn Quadros, Mayra Aguiar e Rafael Silva e levou 12 ouros.

Que essa nova geração tem muito a oferecer pro país, tem. Dificilmente neste ciclo de Tóquio, pois a maioria teria 20-21 anos, mas para os Jogos de 2024 com certeza. A equipe segue em Portugal para treinamento de campo e embarca para a Alemanha, onde disputará Copas Europeias Sub-21. Até o momento, em 3 competições das categorias de base (sub21 e Sub18), foram conquistadas 42 medalhas (16O-8P-18B).

Onze brasileiros estavam em Santiago para o Aberto Pan-Americano do Chile. Numa competição muito esvaziada, mas muito esvaziada mesmo (apenas 2 atletas no +78kg feminino, por exemplo), todos conquistaram medalha. Nada mais que o esperado. Foram 8 ouros, 1 prata e 2 bronzes.

Os títulos ficaram com Phelipe Pelim (60kg), Marcelo Contini (73kg). Eduardo Bettoni (90kg), Luciano Correa (100kg), Ruan Isquierdo (+100kg), Gabriela Chibana (48kg), Eleudis Valentim (52kg) e Ketleyn Quadros (63kg). Charles Chibana (66kg) perdeu na decisão para canadense. Equipe segue agora para Lima onde se juntará a outros 13 judocas brasileiros.

Resumo olímpico da semana

Atletismo

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Érica de Sena liderando em Monterrey

Érica de Sena foi o destaque brasileiro no fim de semana com sua primeira vitória no Circuito Mundial de Marcha. Ela se inscreveu no limite para a prova em Monterrey, no México, e venceu com 1:32:06, deixando as portuguesas Inês Henriques (1:33:21) e Ana Cabecinha (1:34:16) para trás. Grande favorita era a mexicana Maria Gudalupe Sanchez. A vice olímpica ficou em 4º lugar. Com a vitória, Érica lidera o Circuito com 22 pontos.

Tênis

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Lukasz Kubot (POL) e Marcelo Melo em Indian Wells

Depois de um início de ano bem ruim com a nova parceria, Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot finalmente obtiveram um bom resultado, ao chegar na final do 1º Masters 1.000 do ano, em Indian Wells. Na semifinal, enfrentaram Bruno Soares e o britânico Jamie Murray e veneram de virada por 36 75 [10-5]. Na decisão, foram derrotados de virada por 67(1) 64 [10-8] para o sul-africano Raven Klaasen e para o americano Rajeev Ram.

Foi um alívio necessário pra dupla do Marcelo. No Rio Open, após perderem na estreia, Marcelo admitiu que a mudança de parceria poderia ter sido um erro e eles iriam reavaliá-la. Com essa final, a situação pode mudar e veremos se realmente embalaram neste semana em Miami. Afinal, um único torneio não diz tudo.

No challenger de Irving, EUA, Marcelo Demoliner e seu parceiro neozelandês Marcus Daniell venceram o título de duplas por 63 64 sobre o austríaco Oliver Marach e o francês Fabrice Martin.

Karatê

A equipe brasileira disputou em Roterdã, na Holanda, uma das etapas da Premier League da modalidade, mas saiu sem nenhuma medalha.

Prata no último Mundial, Valéria Kumizaki (55kg) venceu argentina na estreia, mas caiu por 3-0 para italiana. Natália Spigolon (68kg) chegou às 8as de final, mas perdeu para atleta da Macedônia. Maike de Oliveira (61kg) venceu uma luta e perdeu para chinesa, que se tornou campeã da categoria. Ela voltou pra repescagem, mas caiu na 1ª luta para peruana.

No masculino, Vinicius Filgueira também caiu na 2ª luta, para austríaco nos 67kg, mesma situação de Kaique Rodrigues (84kg), que perdeu para croata. Bons resultados de Hernani Veríssimo (75kg) e Gabriel Stankunas (60kg). Ambos venceram franceses na estreia e passaram pela 2ª luta. Hernani acabou derrotado por ucraniano nas 16as de final e Gabriel para marroquino nas 8as. A próxima etapa da Premier League será no fim do mês em Dubai.

Outros Esportes

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Gabriel Medina

Gabriel Medina ficou em 3º lugar na 1ª etapa da Liga Mundial de Surfe em Gold Coast (AUS). Depois de vencer o mito Kelly Slater nas 4as por 14,34 x 13,83, ele foi superado na semifinal pelo australiano Owen Wright por 15,74 x 10,44. Ítalo Ferreira também chegou às 4as de final.

Diogo Villarinho e Ana Marcela Cunha venceram a 1ª etapa do Campeonato Brasileiros de Maratonas Aquáticas, em Porto Belo (SC). Ele venceu a prova de 5km com 57:29 e ela em 1:00:53.

– No GP de florete em Long Beach, Henrique Marques e Guilherme Toldo perderam na última fase preliminar e não chegaram à chave principal. Henrique por 15-14 para o italiano Damiano Rosatelli e Toldo de 15-7 para o chinês Chen Yu. No feminino, apenas Ana Beatriz Bulcão competiu, não passando da fase de poules.

– No Sul-Americano de maratona, no Chile, Mirela de Andrade ficou com o ouro com 2:44:43. Franck Caldeira abandonou por volta dos 35km. No sul-americano de meia-maratona, Damião Ancelmo venceu no masculino com 1:05:51 e Valdilene dos Santos Silva foi bronze no feminino com 1:15:53.

Eric Jouti foi o destaque brasileiro no Aberto da Bielorrússia de tênis de mesa. Ele chegou até as 8as de final da etapa, perdendo por 4-3 para o ucraniano Viktor Yefimov após vencer 2 russos na chave principal. Para a alegria da torcida, Vladimir Samsonov venceu a chave masculina com 4-2 na decisão sobre o “polonês” Wang Zengyi.

José Roberto Fernandez Fº montando Galip venceu o GP FEI 3* no Winter Equestrian Festival em Palm Beach. Ele zerou na 1ª passagem e venceu o desempate contra outros 5 conjuntos com o tempo de 35.57, ficando a frente do experiente americano Kent Farrington.

– No Brasileiro de Barcos Curtos de remo em São Paulo, o medalhista de bronze no último mundial juvenil Lucas Ferreira venceu a seletiva do single skiff, deixando atletas mais experientes para trás, como Uncas Batista e Steve Hiestand. No single skiff feminino, vitória de Milena Viana e no Dois Sem masculino, ouro para os atletas olímpicos Willian Giaretton/Xavier Maggi.

– O Jacareí foi campeão brasileiro do Super Sevens masculino ao derrotar o favorito Desterro por 12-5 na decisão do torneio de rugby. Decepção da equipe de São José, apenas 8ª colocada.

– Na 8ª etapa do circuito brasileiro de vôlei de praia, Larissa/Talita venceram na decisão 21-16 21-17 Ágatha/Duda e no masculino, Pedro Solberg/Guto ficaram com o título ao derrotar na final Álvaro Filho/Saymon por 14-21 21-19 15-13 em 54min. Com o vice, Álvaro/Saymon já garantiram o título do campeonato brasileiro com uma rodada de antecedência!

– Manoel Messias venceu o título do campeonato Ibero-Americano de sprint triatlo em Montevideo. Ele completou a meia distância olímpica em 57min20s. No feminino, Beatriz Neres foi a melhor brasileria em 4º lugar, a 10s do pódio.

Obstáculos no pólo aquático

Não está fácil pro pólo aquático brasileiro… Depois de anunciar que o Brasil não disputará a Liga Mundial deste ano, competição em que o Brasil surpreendeu em 2015 com o bronze no masculino, a seleção feminina acaba de perder sua principal jogadora.Izabella Chiappini, considerada pela mídia especializada a 2ª melhor jogadora do mundo, anunciou que vai defender a Itália neste ciclo olímpico. Aos 21 anos, ela sai da seleção com dois bronzes pan-americanos (2011 e 2015) na bagagem, 3 Mundiais e uma Olimpíada no currículo. Vale ressaltar que no Pan de 2011 ela já era destaque com 15 anos. Ela foi a artilheira do Brasil no Rio-2016 com 12 gols em 6 derrotas em 6 jogos. Com dupla cidadania, terá muito mais chances de crescer defendendo a Itália, que foi prata no Rio-2016, bronze no último Mundial e no último Europeu.

Depois desse banho de água fria, corre a notícia que um dos principais jogadores da seleção masculina também pode sair. Felipe Perrone já defendeu a Espanha, conquistando 2 medalhas em Mundiais, e recebeu convite para voltar a jogar pela equipe europeia. Ele disse que isto não está nos planos, mas tudo depende do plano do pólo nacional, que, depois da ótima campanha nos Jogos Olímpicos, ainda perdeu o super técnico croata Ratko Rudic.

Por outro lado, a PAB (Liga Brasileira de Pólo Aquático) começa a ganhar força como uma alternativa às competições da CBDA. Por conta de desorganização do campeonato e da crise institucional da CBDA, a PAB surgiu como uma alternativa e já conta com 10 clubes, todos do eixo Rio-São Paulo. As seleções também já estão classificadas pro Mundial de Budapeste, mas a preparação ficará bem prejudicada pela desistência da disputa da Liga Mundial.

Tomara que vento melhores venham, já que foi feito um bom trabalho no último ciclo e o Brasil ficou até perto de uma medalha olímpica.

Mundial de Patinação de Velocidade em Pista Curta – Resumo

A britânica Elise Christie e o sul-coreano Seo Yi-ra foram os grandes nomes do Mundial de Patinação de Velocidade em pista curta (short track) em Roterdã.

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Elise Christie (GBR)

Christie fez história no sábado ao vencer o 1º ouro britânico na história de um mundial, levando a prova de 1.500m com 2:54.369 na final, deixando a canadense Marianne St-Gelais com a prata e a coreana Shim Suk-hee com o bronze. Nos 500m, a chinesa Fan Kexin venceu a prova mais rápida pela 4ª vez, com 43.605 com St-Gelais novamente na prata e a coreana Kim Ji-yoo no bronze.

No domingo, Christie seguiu brilhante no Mundial para vencer os 1.000m em 1:30.818 enquanto St-Gelais garantia sua 3ª prata e a holandesa Suzanne Schulting ficava com o bronze. No Mundial, há uma classificação por pontos de acordo com as posições nas 3 provas e as 8 melhores se classificam para a superfinal dos 3.000m. Shim Suk-hee venceu a prova com Christie em 3º lugar, mas o suficiente para a britânica garantir o 1º lugar no geral e ser a grande campeã do Mundial com 89 pontos, seguida de St-Gelais com 68 e Suk-hee com 52. Fechando a porção feminina, a favorita Coreia do Sul ficou fora da final do revezamento 3.000m. Com o apoio de um ginásio lotado, a Holanda caminhava para o ouro, mas uma queda na antepenúltima volta acabou com o sonho holandês. Na chegada, a China garantiu a vitória seguida da surpresa Hungria e do Japão.

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Sjinkie Knegt (NED)

Na disputa masculina, Sin Da-woon venceu os 1.500m no sábado, com o canadense Samuel Girard em 2º e Seo Yi-ra em 3º. Nos 500m, Sjinkie Knegt fez a torcida da casa ao levar a prova mais curta, seguido do chinês Wu Dajing e se Yi-ra. No domingo, o coreano seguiu brilhando para vencer os 1.000m, com o húngaro Liu Shaoang na prata e o veterano canadense Charles Hamelin no bronze. Na superfinal dos 3.000m, Knegt e Yi-ra foram para a disputa do título geral. O holandês foi melhor, vencendo com 4:47.344 contra 4:47.594 do coreano, mas Yi-ra já garantia a vitória com 81 pontos contra 73 do holandês. No revezamento 5.000m, show de Knegt. Sem Coreia e EUA na decisão, eliminados nas semifinais, a Holanda aproveitou e levou mais um ouro. Depois de um erro com poucas voltas pro fim, Knegt fez grande recuperação e, em uma volta, já liderava. Ele fechou nas 2 voltas finais e conquistou a vitória, com China e Hungria completando o pódio.

Elise Christie se firma como o nome a ser batido nos Jogos de Pyongchang. A Coreia do Sul não fez um grande mundial e chegará pressionada em casa, principalmente no feminino, bem abaixo do esperado. E novos nomes surgem, como as equipes húngaras e o canadense Samuel Girard, que vem para tirar os irmãos Hamelin do topo.

Resumo olímpico da semana

Judô

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Após uma semana repleta de medalhas, os judocas brasileiros foram mais comedidos na Europa. No esvaziado Grand Slam de Baku, apenas uma medalha, com o ouro de Stefannie Koyama (guarde esse nome) nos 48kg, na medalha mais importante de sua carreira. Ela precisou de 4 vitórias pro ouro, incluindo uma na decisão sobre a sérvia Milica Nikolic por 2 waza-aris. Eric Takabatake (60kg), Sarah Menezes (52kg), Gilmara Prudêncio (57kg) e Samanta Soares (78kg) perderam na disputa de bronze.

Na Copa Europeia Cadete em Zagreb, novamente com 34 judocas da seleção sub-18, o Brasil conquisotu 9 medalhas, sendo 2 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Títulos para Willian Lima (60kg) e Laura Ferreira (44kg) e vices para Marcos Santos (66kg), Gabriella Moraes (63kg) e Eduarda Rosa (70kg).

Atletismo

Em torneio realizado em São José dos Campos, 4 índices pro Mundial de Londres. Fernanda Martins venceu o disco com 62,29m, quase 1m melhor que o índice. Nos 800m, Thiago André venceu com 1:45.65, quase 5s melhor que o 2º colocado e apenas 0.25 abaixo do índice. Geisa Arcanjo, que tinha batido na trave, agora conseguiu o índice no arremesso de peso com 17,78m, 3cm acima da marca. Talles Silva levou o salto em altura com 2,30m, exatamente o índice necessário.

Em Ciudad Juaréz, no México, Érica de Sena ficou com a prata na marcha 20km em sua 1ª prova do ano. A brasileira completou a distância em 1:30:49, bem atrás da campeã Maria Guadalupe Gonzalez, prata olímpica, com 1:28:59. Já Caio Bonfim fez prova ruim, marcando 1:26:47 e obtendo o 21º lugar, muito longe do campeão, o colombiano Elder Arevalo com 1:22:29.

Badminton

No já tradicional torneio internacional de São Paulo, os jogadores brasileiros saíram com 2 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Os destaque foram nas chaves de simples, apesar das duas derrotas nas finais. Ygor Coelho começou bem contra Niluka Karunaratne, do Sri Lanka, mas levou a virada por 9-21 21-14 21-18. Na final feminina, Fabiana Silva mal viu a cor da peteca contra a japonesa Haruko Suzuki, perdendo por 21-9 21-6.

Em chaves bem esvaziadas de estrangeiros, Hugo Arthuso/Fabiana Silva venceram nas duplas mistas 21-11 21-19 a dupla formada pelo alemão Jonathan Persson e por Kate Foo Kune, das Ilhas Maurício. Nas duplas femininas, Jaqueline Lima/Samia Lima venceram em final brasileira 14-21 21-19 21-15 Thalita Correa/Paloma da Silva.

Hipismo

Em tour 4*na Espanha, Pedro Veniss venceu prova de 1,50m na sexta-feira. Outros 10 conjuntos zeraram a primeira passagem, mas no desempate o brasileiro foi mais rápido. Marlon Zanotelli montando Sirene de La Motte venceu prova de 1,45m em Vilamoura, Portugal. Depois de dois vices, ele fez pista limpa em 58.59 para vencer a prova. Também em Vilamoura, Cássio Rivetti (que voltou a defender o Brasil após alguns anos pela Ucrânia) e João Victor Castro fizeram dobradinha em prova 3* a 1,40m.

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Márcio Appel

Outro destaque foi João Victor Oliva em Hertogenbosch, na Holanda. Montando Lusitano Xamã dos Pinhais, João Victor fez 67,160% no Grand Prix e 70,340% no Grand Prix Special, com música, sua 1ª nota cima de 70% na carreira. No CCE, em Portugal, Márcio Appel foi 5º em prova 3*, conseguindo o índice técnico para o Mundial de 2018. Fez 54,7 no adestramento, 15,2 no cross-country apenas por excesso de tempo e duas faltas nos saltos.

Outros Esportes

– Desempenho ruim dos brasileiros na 2ª etapa da Copa do Mundo FINA de Maratonas Aquáticas 10km em Abu Dhabi. Ana Marcela Cunha terminou em 12º lugar com 1:53:14.0 e Poliana Okimoto foi 25ª com 1:54:13.7. No masculino, Allan do Carmo terminou em 16º, a 1min12s do campeão, o britânico Jack Brunell.

Adilson da Silva foi 21º no Aberto da Índia de golfe, válido pelo Tour Asiático. Eme somou 292 tacadas, 14 acima do campeão e conseguiu 1,38 ponto para o ranking mundial. Pelo PGA Latino-americano, Rafael Becker foi o melhor brasileiro em 20º em prova em Buenos Aires.

Marcus Vinícius D’Almeida e Ane Marcelle dos Santos saíram na frente na 1ª seletiva de tiro com arco em Maricá. Após 2 rounds de duplo-70m e dois combates, ela soma 24 pontos em 26 possíveis e ele 22. Esta seletiva definiu a equipe que irá para a Copa do Mundo de Antalya, na Turquia. A 2ª seletiva, em julho, definirá a equipe para o Mundial da Cidade do México em outubro.

– No qualificatório das Américas de tênis em cadeiras de rodas, o Brasil venceu tanto no masculino como no feminino e se classificou para a Copa do Mundo por equipes em maio na Itália. Na decisão feminina, 2-0 sobre a Argentina e na masculina, 2-0 sobre os EUA.

– Na 3ª etapa do circuito sul-americano de vôlei de praia, em Rosario, Argentina, as duplas brasileiras conquistaram 1 ouro e 1 bronze. Oscar/Hevaldo venceram 28-26 21-16 dupla chilena na final e Val/Ângela venceram 21-11 21-16 as argentina Gallay/Klug na disputa do 3º lugar.

– Nos dois primeiros amistosos de uma série de 4 no México, o Brasil empatou em 1-1 e depois venceu em 2-1 os donos da casa no hóquei na grama masculino. A equipe se prepara para a Copa Pan-Americana em agosto.

Mundial de Esqui Nórdico – Final

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Marit Bjoergen liderando o domínio norueguês.

A prova de 30km estilo livre saída em massa feminina foi bem fora do comum. Nas provas longas de saída em massa, é bem comum alguém abrir bastante do resto do pelotão, mas desta vez, a armada norueguesa viu outras 5 atletas coladas por praticamente toda a prova. Marit Bjoergen, Heidi Weng, Astrid Jacobsen e Ragnhild Haga não conseguiam abrir e tinham na sua cola a finlandesa Krista Parmakoski, a americana Jessica Diggins, a fortíssima sueca Charlotte Kalla e sua compatriota Anna Haag e a surpresa austríaca Teresa Stadlober. Aos poucos, o pelotão ia diminuindo como numa prova de maratona. Apesar da pressão, na última volta de 5km, as norueguesas começaram a forçar e aí acabou o trabalho em equipe. Sabendo que teria trabalho se deixasse pros metros finais, Bjoergen forçou nos últimos 2km. Weng ia na sua cola, mas um pouco afastada enquanto as outras 2 norueguesas já estavam mais atrás. Weng não aguentou e Marit Bjoergen partiu sozinha para vencer em 1:08:36.8, faturando seu 4º título no Mundial e fechando em 100% pra Noruega no cross-country feminino. Weng cansou tanto que quase perdeu a prata para Jacobsen, que arrancou e cruzaram a linha de chegada quase juntas, mas Weng levou no photo finish. Foi o 18º título mundial do mito Marit Bjoergen.

A prova de saltos por equipe na rampa longa foi dominada pela equipe polonesa. Com show de Maciej Kot (151,9) e do bicampeão olímpico Kamil Stoch (153,4), a Polônia somou 591,9 na 1ª passagem, abrindo boa vantagem sobre a Áustria com 574,5 (Stefan Kraft voou para 161,6), Alemanha com 573,1 e Noruega com 564,3. Na 2ª passagem, o portão de referência foi baixado em 2 degraus e as pontuações caíram bem. Apesar disso, a Polônia seguiu bem para somar 1104,2 e chegar ao ouro inédito. A Noruega fez uma excelente recuperação, com 3 saltadores fazendo acima de 130 pontos e, com 1078,5, saiu do 4º lugar para a medalha de prata. Com 1068,9 a Áustria levou o bronze deixando a equipe alemã em 4º com 1052,9.

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A chegada de Alex Harvey (CAN)

Fechando o Mundial no domingo, os 50km estilo livre saída em massa masculino. E a prova foi parecida com a versão feminina, com um enorme pelotão na frente, que muito lentamente ia diminuindo. A armada norueguesa liderada por Martin Johnsrud Sundby seguia firme, mas outros grandes nomes das provas de distância os acompanhavam, como o francês Maurice Manificat, o sueco Marcus Hellner, o finlandês Matti Heikkinen, o canadense Alex Harvey, o suíço Dario Cologna e o russo favorito Sergey Ustiugov. Na definição da prova, 6 saíram na frente e, no sprint final, veio a surpresa com a vitória do canadense Alex Harvey em 1:46:28.9, deixando Ustiugov em 2º a apenas 0.6 e Heikkinen em 3º para felicidade da torcida a 1.4. Grande surpresa também com o 4º lugar do britânico Andrew Musgrave enquanto Sundby ficava num decepcionante 5º lugar a 3s do campeão.

Após 21 provas, a Noruega, claro, saiu como grande vencedora com 7 ouros, 6 pratas e 5 bronzes, sendo 7-5-5 em provas olímpicas! A Alemanha com 6-3-2 vem logo depois, seguida de Rússia 2-4-0 e Áustria 2-1-2. Os dois maiores destaques foram Marit Bjoergen e Johannes Rydzek, ambos com 4 ouros! Maiken Caspersen Falla sai com 3 ouros, Ustiugov com 5 medalhas (2-3-0) e Stefan Kraft dominando os saltos com 2-1-1. Vale lembrar que a Noruega venceu todas as provas do cross-country feminino mesmo sem a Therese Johaug, que só volta pros Jogos Olímpicos por conta do doping.

O próximo mundial será em 2019, na cidade austríaca de Seefeld, na região do Tirol.