Perfil PyeongChang-2018: Carina Vogt

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Perfil 4/50: Carina Vogt (GER) – JO: 1-0-0 – Mundiais: 4-0-1

A alemã Carina Vogt é o exemplo perfeito de atleta que cresce quando o negócio vale de verdade. A saltadora em esqui foi uma das precursoras do salto feminino e compete em alto nível desde que a Copa do Mundo da modalidade tomou forma, na temporada 2011-12.

Nascida em 1992 na cidade do sul da Alemanha Schwäbisch Gmünd, Vogt começou bem cedo no esqui e com 6 anos já ensaiava seus primeiros saltos. Passou ainda pelo atletismo, ginástica artística e hispismo, mas aos 13 começou a se focar no esqui. Aos 14, disputou em 2004 uma das primeiras provas de salto feminino, numa pista de apenas 68m, terminando em 45º. Mas apenas na temporada de 2006-07 que ela começou a competir na Copa Continental e no Mundial Juvenil de 2007 terminou em 4º lugar. Ela seguiu competindo na Copa Continental nas temporadas seguintes e sua única vitória veio em janeiro de 2010, na pista de Baiersbronn, na Alemanha.

Na estreia da Copa do Mundo feminino, em 2011-12, terminou na modesta 27ª posição, com um 6º lugar seu melhor resultado. Em compensação, no Mundial Juvenil foi prata por equipes e bronze no individual, atrás de duas grandes saltadoras, a japonesa Sara Takanashi e a americana Sarah Hendrickson. Na temporada seguinte, Vogt cresceu e terminou em 7º no geral e conquistou sua primeira medalha em mundiais adultos, o bronze na equipe mista. Em 2013-14, a alemã pegou 8 pódios e terminou a temporada na 2ª posição.

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Em fevereiro de 2014, os saltos femininos fizeram sua estreia olímpica em Sochi e o favoritismo era total da japonesa Sara Takanashi, que vinha de 10 vitórias em 14 etapas antes dos Jogos. No primeiro salto, Vogt fez 103,0m e 126,8 pontos ficando em 1º lugar. No 2º salto, manteve um bom resultado e se tornou a 1ª campeã olímpica da história, sem nunca ter vencido uma etapa de Copa do Mundo. As duas primeiras vitórias (e únicas até então) vieram apenas na temporada seguinte, no começo de 2015.

No Mundial de 2015, na cidade sueca de Falun, Vogt novamente brilhou e levou o título mundial no individual e na equipe mista. Em 2015-16, teve uma temporada fraca, mas em 2016-17, voltou melhor, com vários top-10 e novamente brilhou no Mundial de Lahti, na Finlândia, ofuscando a japonesa Takanashi. Vogt fez a 3ª marca no 1º salto, mas voltou melhor no 2º para somar 254,6 contra 252,6 da japonesa Yuki Ito e 251,1 de Takanashi. Dois dias depois, saltou demais, melhor que muito homem, e ajudou a Alemanha a vencer novamente a prova de equipes mistas.

Policial formada e presente desde o início da Copa do Mundo feminino, tem 85 participações, 19 pódios e apenas 2 vitórias, mas a alemã sabe crescer quando realmente importa e conta com um ouro olímpico e 4 títulos mundiais no currículo. Será que ela repete a dose em terras coreanas, desbancando novamente as japonesas?

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Perfil PyeongChang-2018: Andreas Prommegger

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Perfil 3/50: Andreas Prommegger (AUT) – Mundiais: 2-0-0

Ainda sem medalha olímpica, mas com 2 Olimpíadas na bagagem, o austríaco Andreas Prommegger teve uma temporada passada espetacular e chegará à Coreia do Sul em fevereiro como um dos nomes a ser batido no slalom gigante paralelo.

Nascido em Schwarzach im Pongau em 1980, perto de Salzburg, Prommegger começou no esqui, mas logo trocou pro snowboard em 1992. Com 15 anos começou a competir nacionalmente e se destacou como juvenil, se classificando pro Mundial da categoria em 1997, quando terminou em 4º no slalom gigante (não era paralelo ainda). Fez sua estreia em Copas do Mundo um pouco antes deste mundial numa etapa alemã. No Mundial Juvenil de 1998, novamente terminou em 4º no slalom gigante e em 1999 estreou em Mundiais adultos no 43º lugar no snowboardcross. Neste ano, se destacou com a prata no Mundial Juvenil na Itália no slalom gigante paralelo.

Na temporada de 1999-2000 competiu bastante em Copas do Mundo, passando pelas provas paralelas e pelo snowboardcross. No meio da temporada, foi o destaque no Mundial Juvenil de 2000 ao vencer dois ouros nas provas de paralelo. Daí em diante, praticamente só disputou Copas do Mundo. Mas o 1º pódio veio apenas em 2004, no slalom gigante paralelo em Berchtesgaden, na Alemanha, com um bronze.

Daí em diante, Prommegger foi presença constante no circuito da Copa do Mundo e em Mundiais, batendo 3 vezes na trave. Ele ficou em 4º lugar no slalom paralelo nos Mundiais de 2007, 2011 e 2013. Seu 1º título geral da Copa do Mundo veio na temporada 2011-12, quando venceu 3 etapas e pegou mais 4 pódios. Ele foi top6 nas 11 etapas da temporada! Em 2012-13, ele repetiu o feito na Copa do Mundo após vencer 4 etapas.

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Com os dois ouros do Mundial de 2017, na Espanha

Nos Jogos de Turim-2006, ele foi bem na qualificação do slalom gigante paralelo, mas perdeu na 1ª rodada. Em Vancouver-2010, ele foi o melhor na quali, mas novamente caiu na 1ª rodada eliminatória. Com 2 títulos da Copa do Mundo nas costas, chegou como um dos favoritos em Sochi-2014. No slalom gigante, pegou a 16ª e última vaga na quali, venceu a 1ª rodada e perdeu nas 4as. No slalom, caiu novamente na estreia.

Depois vieram participações discretas, até a temporada passada, quando ele novamente brilhou. Venceu duas etapas e ficou com o título geral da Copa do Mundo pela 3ª vez, mas no Mundial em Sierra Nevada, na Espanha, Prommegger foi absoluto e venceu o ouro nas duas provas paralelas, repetindo o feito de seu compatriota Benjamin Karl em 2011 e do canadense Jasey-Jay Anderson em 2005. Apesar do excelente ano, ele ficou de fora da lista dos 5 melhores atletas austríacos de 2017, o que o deixou bem irritado.

Muito experiente, o austríaco seguirá para sua 4ª Olimpíada aos 37 anos com 226 etapas de Copa do Mundo no currículo, sendo 15 vitórias e 38 pódios, além de 9 Mundiais. E junto com Benjamin Karl, que perdeu as duas finais do último Mundial, deve colocar a Áustria no topo do pódio na prova de slalom gigante paralelo.

Mundial de Ginástica de Trampolim – Dias 1 e 2

A capital búlgara Sófia recebe o Mundial de trampolim acrobático que conta este ano com também com as provas por equipe. Nos dois primeiros dias, tivemos as qualificatórias das provas individuais e as primeiras finais por equipe.

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Rafael Andrade. Foto: FIG

Na preliminar do trampolim masculino, o russo Dmitrii Ushakov somou 115,260 após as 2 rotinas e fechou em 1º lugar, seguido de 3 chineses: Gao Lei (bronze no Rio-2016) com 114,570, o campeão olímpico de Londres-2012 Dong Dong com 113,545 e Tu Xiao com 113,250. Campeão olímpico em 2016, o bielorrusso Uladzislau Hancharou ficou em 5º com 113,070. Os 24 primeiros (com no máximo 3 por país) avançaram para a semifinal neste domingo, antes da final. Rafael Andrade, que disputou os Jogos do Rio, terminou em 55º com 102,315 entre 85 atletas. Carlos Pala não disputou a 2ª passagem e ficou sem classificação.

Entre as mulheres, dobradinha chinesa com Liu Lingling com 104,980 e Zhu Xueying com 104,975, seguidas da bielorrussa Tatsiana Piatrenia, 5ª no Rio-2016, e da britânica Kat Driscoll, 6ª no Rio, com 103,585. Nenhuma medalhista olímpica disputa este Mundial. A grande ausência é a canadense Rosie MacLennan, bicampeã olímpica. Daienne Lima foi a melhor brasileira e ficou fora da semifinal por muito pouco. Ela somou 98,945 e terminou em 28º no geral, ficando como 3ª reserva para a semi e 27ª se considerarmos no máximo 3 por país. Alice Gomes foi 38ª com 97,640, Lorrane Sampaio 45ª com 94,865 e Camilla Gomes foi 56ª com 71,995 entre 66 atletas. Por equipes, o Brasil terminou em 10º entre 14.

Camilla e Lorrane também disputaram a quali do trampolim sincronizada, terminando em 20º com 73,650, longe da final. As chinesas Zhong Xingping e Zhu Xueying lideraram com 91,600. No masculino, Hancharou e Aleh Rabtsau fizeram a melhor apresentação no sincronizado com 94,200. Na quali do tumbling, a chinesa Jia Fangfang foi a melhor com 73,000 e o russo Maxim Shlyakin liderou com 76,400. No mini trampolim duplo, Rússia na frente com Mikhail Zalomin no masculino com 76,200 e Polina Trioanova no feminino com 69,900. Nenhum brasileiro disputou as outras provas.

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Equipe chinesa ouro no trampolim masculino

Na sexta ainda tivemos as 4 primeiras finais por equipe, com a China levando 3 ouros. Dong Dong, Tu Xiao e Gao Lei lideraram no trampolim com 181,920, pouquíssimo a frente da Rússia com 181,625. No feminino, a China venceu com 167,495 contra 166,125 da Bielorrússia. A China ainda levou o tumbling feminino cm 103,400 contra 99,900 da Grã-Bretanha e a Rússia faturou o mini duplo masculino com 114,600 contra 109,900 da equipe americana.

Resumo olímpico de inverno

Patinação Artística

Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron (FRA)A 3ª etapa do Grand Prix foi disputada em Pequim e viu duas marcas históricas.

Na dança, os franceses Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron, atuais bicampeões mundiais e favoritos ao ouro olímpico, venceram a prova com 81,10 na dança curta, 119,33 (recorde mundial) na livre e somatória de 200,43, também recorde mundial em competições da ISU, ficando a frente dos americanos Madison Chock/Evan Bates com 184,50. Os franceses bateram a marca dos canadenses Tessa Virtue e Scott Moir de 199,86 batida uma semana antes no Canadá. Os donos da casa venceram a disputa de pares com os atuais campeões mundiais Sui Wenjing e Han Cong, que somaram 231,07, melhor marca do mundo na temporada.

O russo Mikhail Kolyada venceu no masculino com 279,38 a frente do chinês Jin Boyang com 264,48 e do americano Max Aaron com 259,69. O russo é o 1º a se garantir na Final do GP em dezembro. No feminino, vitória da russa Alina Zagitova, de apenas 15 anos, com 213,88, pouco a frente da japonesa Wakaba Higuchi com 212,52 e da russa Elena Radionova com 206,82.

A próxima etapa é neste fim de semana em Osaka, Japão.

Bobsled

Começou a temporada brasileira de bobsled na Copa Norte-Americana e o Brasil começou bem na pista canadense de Whistler. No bobsled de 4, o trenó dirigido por Édson Bindilatti venceu a 2ª etapa nesta terça-feira com 1 centésimo de vantagem sobre o trenó americano de Hunter Church com 1:43.38. Na prova de segunda-feira, o Brasil ficou em 4º a 0.91 de Church. Com estes resultados, a vaga olímpica está cada vez mais perto.

Já no trenó de duplas, o Brasil só disputou a 1ª etapa no sábado. Édson Bindilatti e Édson Martins ficarame m 7º e Cristiano Paes e Fábio Gonçalves Silva ficaram em 12º. No feminino, Heather Paes e Marino Tuono ficaram em 6º na 1ª prova e em 5º na 2ª. Os trenós de dois ainda buscam vaga olímpica.

Perfil PyeongChang-2018: Aliona Savchenko/Bruno Massot

Perfil 2/50: Aliona Savchenko e Bruno Massot (GER) – Mundiais: 0-1-1

Uma das duplas favoritas ao pódio nos pares da patinação artística, Aliona Savchenko e Bruno Massot representam a Alemanha, mas nenhum dos dois é natural do país: Savchenko é ucraniana e Massot é francês.

Extremamente experiente, Savchenko foi campeã mundial juvenil nos pares em 2000 pela Ucrânia com Stanislav Morozov. A dupla se separou em 2002 e, sem o apoio da federação ucraniana, ela encontrou como parceiro o alemão Robin Szolkowy e se tornaram uma das duplas mais vencedoras da história, com 5 títulos mundiais, 4 europeus e 4 do Grand Prix e 2 bronzes olímpicos. Com a aposentadoria do parceiro em 2014, Savchenko se juntou ao francês Bruno Massot, que não tinha ainda grandes resultados no circuito.

Como não são permitidas parcerias de diferentes países, alguém precisou mudar a cidadania e o francês se tornou alemão, apesar de protestos da federação francesa, que exigiu um pagamento de € 70.000 para liberá-lo. A dupla fez sua estreia no Troféu de Tallin em novembro de 2015, na Estônia, um evento da série challenger, onde venceram o ouro com 214,42. Na semana seguinte, venceram um torneio em Varsóvia com 209,60, mantendo a alta pontuação.

Em janeiro de 2016, eles estrearam em uma competição importante, no Europeu em Bratislava. A dupla somou 200,78 ficando com a medalha de prata, atrás apenas do russos Tatiana Volosozhar/Maxim Trankov. Em março, foram ao Mundial de Boston e terminaram com a medalha de bronze, somando 216,17, confirmando a força da nova dupla.

Na temporada seguinte, começaram de maneira arrasadora. Venceram o tradicional Troféu Nebelhorn de 2016 com 203,04, a Copa Rostelecom na Rússia com 207,89 e o Troféu da França com 210,59, este dois últimos fazem parte do Grand Prix de patinação. Em janeiro deste ano, foram pro Europeu em Ostrava levando novamente uma prata, mas com a melhor pontuação da dupla, 222,58, atrás dos russos Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov. Dois meses depois, no Mundial em Helsinque, a dupla novamente atingiu a melhor pontuação da carreira, com excelentes 230,30, mas ficaram atrás dos chineses Sui Wenjing e Han Cong, conquistando a medalha de prata.

Nesta temporada, eles ficaram com a prata no Troféu Nebelhorn, que serviu como pré-olímpico. Eles somaram 211,08 ficando atrás novamente de Tarasova e Morozov, com 218,46. Na semana passada, mais uma prata pra dupla, agora no Skate Canada, válido pelo Grand Prix. Com 215,66, eles ficaram atrás dos canadenses Meagan Duhamel e Eric Radford. Eles voltarão a competir no fim de novamente no Skate America, onde encontrarão novamente os canandenses.

Com pouco mais de 2 anos de parceira, Aliona Savchenko e Bruno Massot subiram ao pódio das 13 competições oficiais que disputaram, com 7 ouros, 5 pratas e 1 bronze, sempre com mais de 200 pontos, o que definitivamente os coloca entre os favoritos nos Jogos Olímpicos.

Perfil PyeongChang-2018: Ole Einar Bjoerndalen

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Perfil 1/50: Ole Einar Bjoerndalen (NOR) – Biatlo – JO: 8-4-1 – Mundiais: 20-14-11

Nada como começar a série de perfis dos principais atletas dos Jogos de Inverno com o maior campeão olímpico de inverno da história, o mito norueguês, de quem sou grande fã confesso, Ole Einar Bjoerndalen.

Aos 43 anos, Bjoerndalen parte para sua 7ª Olimpíada (terá 44) e se igualará ao atleta de luge russo Albert Demtschenko e ao saltador japonês Noriaki Kasai, ambos com 7 participações. E mesmo com a idade, ele segue entre os melhores do mundo e tem em seu currículo números impressionantes considerando qualquer esporte olímpico, de inverno ou de verão.

Nascido em 27 de janeiro de 1974, na cidade norueguesa de Drammer, Bjoerndalen chamou a atenção ainda como juvenil, aos 19 anos, ao vencer 3 ouros no Mundial de base de 1993, em Ruhpoling, faturando o sprint, o individual e a hoje extinta prova por equipes. Essa excelente participação o colocou em sua 1ª Olimpíada aos 20 anos em Lillehammer-1994, com uma passagem discreta, 28º no sprint e 36º no individual. Em 1995, ficou em 4º no sprint no Mundial e começou a aparecer no cenário internacional.

Já na temporada 1995-96, veio sua 1ª vitória na Copa do Mundo, nos 20km individual em Antholz, na Itália, mas seguiu sem pódio no Mundial. No ano seguinte, vieram as primeiras medalhas em Mundiais: prata no revezamento e bronze na perseguição, na estreia da prova em Mundiais. Em sua 2ª Olimpíada, em Nagano-1998, vieram as primeiras medalhas, com o ouro no sprint e a prata no revezamento. Foi nesta mesma temporada (97-98) que Bjoerndalen venceu pela 1ª vez o título geral da Copa do Mundo, mesmo com apenas 2 vitórias em provas do circuito (incluindo o ouro olímpico). No Mundial de 1998, veio o 1º ouro na prova por equipes, que não existe mais.

Depois disso, o norueguês ficou à sombra do francês Raphaël Poirée, que venceu por 3 anos seguidos a Copa do Mundo, apesar de ter participações bem modestas em Jogos Olímpicos. Bjoerndalen seguia sem um título mundial. Mas aí veio 2002. Nos Jogos de Salt Lake City, ele se tornou o grande nome dos Jogos ao levar os 4 ouros em disputa! Venceu o sprint, a perseguição, o individual e o revezamento, colocando finalmente seu nome entre os grandes, mesmo sem um título mundial individual.

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Aí veio a era Bjoerndalen, que dominou o esporte. No Mundial de 2003 venceu o sprint e a saída em massa, venceu 4 medalhas no Mundial de 2004 (sem ouros) e em 2005 faturou mais 4 ouros, só não medalhando no individual. Em Turim-2006, mais 3 medalhas olímpicas, 2 pratas e 1 bronzes. Nos Mundiais de 2007, 2008 e 2009, em 15 prova possíveis, o norueguês ganhou 12 medalhas, sendo 7 ouros. E foi na temporada de 2008-09 o seu último título do circuito, o 6º da carreira no geral. Em 2010, ele não fazia uma grande temporada, mas surpreendeu pra ficar com a prata em Vancouver-2010 no individual e o ouro no revezamento.

Bjoerndalen caiu de ritmo e enfrentou um divórcio em 2012. As vitórias eram mais raras no circuito e parecia que este seria seu último ciclo. Mas em Sochi-2014, com 40 anos, logo no 1º dia dos Jogos russos, ele surpreendeu a todos ao levar o ouro no sprint 10km, sua maior especialidade! 11 dias depois, ele ainda ajudaria a equipe a levar o ouro na estreia do revezamento misto. No revezamento masculino ele entregou em 1º lugar, mas Emil Hegle Svendsen fez uma prova bem ruim e jogou a Noruega pro 4º lugar, sem medalha.

Desde então, ele não emplacou boas temporadas na Copa do Mundo, com apenas uma vitória, mas cresce em Mundiais. No início deste ano, conseguiu um bronze na perseguição.

Em sua última Olimpíada, Ole Einar Bjoerndalen chega com um currículo impressionante de 13 medalhas olímpicas (8O-4P-1B), 45 em Mundiais (20O-14P-11B), 79 vitórias individuais e 25 em revezamentos em Copas do Mundo (sem contar JO e Mundiais), 179 pódios individuais e 72 por equipe na carreira, 6 títulos gerais da Copa do Mundo e 20 títulos de temporada da Copa do Mundo de disciplinas.

Devemos ter uma despedida histórica em PyeongChang. Ele sim é um mito do esporte.

Resumo olímpico de inverno

Apesar de já termos competições de esportes de inverno há algumas semanas, foi neste último fim de semana que começaram as Copas do Mundo da FIS no hemisfério norte. Então vamos ao resumo de olho nos Jogos de PyeongChang-2018!

Esqui Alpino

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Viktoria Rebensburg (GER). Foto: FIS

Tradicionalmente, a temporada começa na cidade austríaca de Sölden com um slalom gigante. Na abertura no sábado, a alemã Viktoria Rebensburg ficou com a vitória. Na 1ª descida, fez o 3º tempo com 55.90, atrás da italiana Manuela Mölgg com 55.57 a da americana Mikaela Shiffrin co m 55.69, mas na 2ª aproveitou a descida pior das duas e venceu com 1:55.20. A francesa Tessa Worley, campeã mundial da prova este ano, foi 2ª com 1:55.34 e Mölgg terminou em 3º com 1:55.73. Shiffrin foi a 5ª.

No domingo, os fortes ventos de 120km/h forçaram o cancelamento da etapa masculina, que não foi remarcada. A tempestade inclusive obrigou a evacuação da área de competição pela tarde.

A Copa do Mundo retorna em 12 de novembro em Levi (FIN).

Classificação Feminina (após 1 etapa de 39): 1) Viktoria Rebensburg (GER) 100; 2) Tessa Worley (FRA) 80; 3) Manuela Mölgg (ITA) 60

Patinação Artística

Na 2ª etapa do Grand Prix, no Canadá, a festa foi dos donos da casa, com 3 ouros. Prata no último Mundial, Kaetyln Osmond venceu no feminino com 212,91 pontos, sendo 76,06 no programa curto e 136,85 no livre, bem a frente da russa Maria Sotskova com 192,52. Nos pares, Meagan Duhamel/Eric Radford venceram os principais adversários ao ouro olímpicos, os alemães Aliona Savchenko/Bruno Massot, com 222,22 contra 215,66.

ISU Grand Prix of Figure Skating Skate Canada International

Shoma Uno (JPN). Foto: ISU

A 3ª vitória canadense veio na dança artística com os favoritos ao ouro em PyeongChang Tessa Virtue e Scott Moir. Ouro em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014, eles venceram com 199,86 contra 190,01 dos compatriotas Kaitlyn Waever/Andrew Poje. A festa só não foi completa por Shoma Uno levou no masculino. O japonês somou 301,10, deixando muito pra trás o americano Jason Brown com 261,14. Há alguns anos o principal nome da prova, o canadense tricampeão mundial Patrcik Chan foi 4º com 245,70.

Curling

O 2º Grand Slam do ano de curling, o Masters of Curling, só deu Canadá.

Campeã em Sochi-2014, Jennifer Jones liderou sua equipe para vencer por 6-5 na decisão a equipe da compatriota Kerri Einarson, em campanha invicta com 7 vitórias. No masculino, tivemos a reedição da final do último Mundial. Campeão olímpico em Turim-2006, Brad Gushue venceu mais uma vez o sueco Niklas Edin por 8-4 em 7 innings. Gushue também terminou de maneira invicta o torneio.

Todas as equipes de olho na fortíssima seletiva canadense que será apenas em dezembro, em Ottawa.