Resumo Rio-2016 – Canoagem Velocidade: 200m

C-1 200m masculino

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Valentin Demyachenko (AZE), Yuriy Cheban (UKR) e Isaquias Queiroz (BRA)

Com a eliminação da Bielorrússia da canoagem por conta dos vários casos de doping, a grande ausência foi o campeão mundial de 2015, Artsem Kozyr. Nas eliminatórias, o espanhol Alfonso Benavides venceu a 1ª bateria com 40.610 com o campeão de Londres, o ucraniano Yuriy Cheban, em 3º com 41.220. Na 2ª bateria, vitória do francês Thomas Simart com 40.415, seguido do brasileiro Isaquias Queiroz com 40.522. Vitória do russo Andrey Kraitor na 3ª bateria com 39.985 e do azeri Valentin Demyanenko na 4ª com 39.749. Como passavam os 5 primeiros de cada bateria mais o melhor 6º, apenas 4 canoístas eliminados.

Nas semifinais, o melhor tempo veio na 1ª, com Isaquias Queiroz, completando em 39.659. Kraitor liderou a 2ª com 40.394 e o georgiano Zaza Nadiradze levou a 3ª com 40.146. Na final, o brasileiro largou mal enquanto o ucraniano Cheban e o azeri Demyanenko abriram vantagem. Campeão em Londres, o Yuriy Cheban completou em 39.279 contra 39.493 do azeri Valentin Demyanenko.

Numa prova curta, não há espaço para erros, mas Isaquias fez uma recuperação espetacular para buscar o 3º lugar na prova que teria maior dificuldade. Ele foi bronze com 39.628, muito pouco a frente do espanhol Alfonso Benavides, com 39.649. Cheban conquistou sua 3ª medalha olímpica, enquanto Demyanenko faturou sua 1ª. Esta foi a 2ª medalha de Isaquias no Jogos do Rio. Ele viria a vencer mais uma dois dias depois.

K-1 200m masculino

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Liam Heath (GBR)

O britânico campeão em Londres, Ed McKeever, não esteve o Rio para defender seu título. Na 1ª bateria eliminatória, vitória do veterano alemão e pentacampeão mundial da prova Ronald Rauhe com 34.350. Atual bicampeão mundial, o canadense Mark de Jonge ficou em 3º lugar com 34.898, suficiente para se classificar para as semifinais. Na 2ª, vitória do francês Maxime Beaumont com 34.322 com o espanhol Saúl Craviotto em 2º. Na última, o britânico Liam Heath levou com 34.327.

Nas semifinais, melhor tempo de Heath na 1ª com 34.076, seguido de Rauhe com 34.180 e Craviotto com 34.545. Na 2ª semi, Beaumont venceu novamente com 34.398. Campeão mundial em 2013, o sueco Petter Menning ficou fora da final A.

Na decisão, o francês abriu muito bem, com uma ótima saída, seguido colado pelo britânico Heath. Os dois já tinham quase meio barco sobre os outros competidores, mas aí nos 100m finais, Heath apertou até passá-lo e fechar na frente com 35.197 contra 35.362 do francês. Um raro empate ocorreu na medalha de bronze entre Craviotto e Rauhe, ambos com 35.662.

2ª vez que a prova é disputada nos Jogos, 2º ouro britânico, mas esta foi a 3ª medalha olímpica de Liam Heath, que também venceu uma prata dois dias antes com o K2 200m. A prata de Maxime Beaumont foi a 1ª medalha francesa na canoagem de velocidade masculina desde Seul-1988! Saul Craviotto faturou sua 4ª medalha olímpica e foi a 2ª vez que ele faturou um bronze com um empate, sendo o anterior no Mundial de 2014. 4ª medalha olímpica do veterano alemão Ronald Rauhe, que venceu sua 1ª medalha em Sydney-2000.

K-2 200m masculino

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Cristian Toro e Saul Craviotto (ESP)

A principal ausência foi a dupla russa de Alexander Dyachenko e Yury Postrigay, campeões olímpicos em 2012 e mundiais em 2013. As duplas vencedoras das duas baterias eliminatórias já se garantiram na final. Os lituanos Aurimas Linakas e Edvindas Ramanauskas levaram a 1ª com 31.755 e os espanhóis Saúl Craviotto e Cristian Toro faturaram a 2º com 31.161. Nas semifinais, melhor tempo dos britânicos Liam Heath e Jon Schofield com 31.899, campeões da 2ª bateria. Os campeões mundiais de 2015, os húngaros Sandor Totka e Peter Molnar venceram 1 ª com 32.138 e se garantiram na final A.

Edson Isaías e Gilvan Ribeiro por pouco não se classificaram para a Final A e ficaram em 2º na final B com 33.922 atrás da dupla da Coreia do Sul, terminando em 10º geral entre 13 duplas. A Final A começou com os lituanos vindo bem fortes abrindo um pouco sobre as duplas espanhola e britânica, mas um pouco depois da metade, Saul Craviotto e Cristian Toro forçaram, passando e abrindo, para levar o ouro com 32.075. Os britânicos e os húngaros também cresceram e as 3 duplas chegaram praticamente juntas. Prata para os britânicos com 32.368 e bronze para a Lituânia com 32.382. A Hungria foi 4ª colocada com 32.412.

K-1 200m feminino

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Lisa Carrington (NZL)

A neozelandesa Lisa Carrington era definitivamente a mulher a ser batida na prova. Tetracampeã mundial e ouro em Londres, dificilmente ela iria deixar escapar o ouro. Nas eliminatórias ela venceu a sua bateria com 40.422, quase 1s de vantagem. Apenas 4 atletas foram cortadas para a semifinal. Na rodada seguinte, Carrington sobrou para vencer a sua semi com 39.561. Nas outras semifinais, vitórias da polonesa Marta Walczykiewicz com 40.619 e da azeri Inna Osypenko-Radomska com 39.803. A brasileira Ana Paula Vergutz foi a 8ª na sua série e não avançou à final B.

Tricampeã mundial dessa prova (2007, 2009 e 2010) antes do do domínio de Carrington, a húngara Natasa Dusev-Janics venceu a Final B. Valendo medalha, as 4 atletas das raias centrais já se destacavam na largada: Carrington, Walczykiewicz, Osypenko-Radomska e a francesa Sarah Guyot. Mas Carrington só aumentava o ritmo e foi abrindo nos últimos 50m para vencer com 39.864, faturando o bicampeonato olímpico.

A polonesa segurou o ataque da azeri e Marta Walczykiewicz garantiu a prata com 40.279 contra 40.401 de Inna Osypenko-Radomska. A francesa foi perdendo força e terminou em 5º, deixando a eslovena Spela Ponomarenko passar para o 4º lugar. A polonesa é a eterna segunda colocada, ficando com a prata nos últimos quatro mundiais vencidos por Carrington. Osypenko-Radomska conquistou sua 5ª medalha olímpica, mas a primeira representando o Azerbaijão. Antes≠Venceu as 4 anteriores pela Ucrânia.

Primeiro título mundial do novo ciclo

Na semana passada o Brasil conquistou seu 1º título mundial do novo ciclo olímpico. E a vitória veio em um dos esportes que fará sua estreia em Tóquio-2020.

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Weslley Dantas

No Mundial Juvenil de Surfe, nos Açores, em Portugal, Weslley Dantas se sagrou campeão na categoria masculina Sub-18. Na final, tirou 13,34 e venceu o peruano Alonso Correa por muito pouco. Correa fez 13,00 pontos. Bronze para o francês Colin Doyez com 8,40 e 4º lugar pro australiano Harley Ross com 7,74.

O Brasil é o maior campeão nesta categoria. Em 14 mundiais juvenis, 7 brasileiros venceram o título, incluindo Gabriel Medina em 2010. Depois do Medina ainda tivemos Matheus Navarro em 2012 e Luan Wood em 2014.

Nas outras categorias, os melhores brasileiros caíram na rodada anterior à semifinal: Victor Ferreira no Sub-16 masculino, Carol Boneli no Sub-16 feminino, Karol Ribeiro no Sub-18 feminino. Por equipes, o Brasil ficou na 6ª posição, enquanto o ouro foi pra França. 39 países disputaram o Mundial, um recorde.

Ainda não se sabe como será a disputa em Tóquio, nem onde será, mas o Brasil chegará como um dos favoritos no masculino, com certeza. Acho que o nível olímpico não será muito alto, já que poucos países estão em um nível competitivo de surfe. Na Liga Mundial, apenas Brasil, EUA (incluindo aí o Havaí), Austrália, Japão, África do Sul, França, Itália e Taiti (que não disputa Jogos Olímpicos) tem surfistas entre os 40 primeiros.

 

Resumo Rio-2016 – Atletismo: saltos

Salto em altura masculino

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Derek Drouin (CAN)

Uma das provas que mais tem tido atenção nos últimos anos, graças ao altíssimo nível, com pelo menos 5 atletas saltando para mais de 2,40m. A prova foi vencido por 3 russos nas 4 Olimpíadas anteriores, mas com o banimento russo no atletismo, a disputa ficaria parecida com o que ocorreu no último mundial.

Na quali, 10 atletas passaram de 2,29m, incluindo os favoritos Mutaz Essa Barshim, do Qatar, o ucraniano Bohdan Bondarenko, o canadense Derek Drouin, o americano Erik Kynard e o britânico Robert Grabarz. Todo estiveram no pódio de Londres, em prova vencida pelo russo Ivan Ukhov. Com campanhas idênticas na quali, outros 4 passaram para a final com 2,26m. A maior ausência da final seria o chinês Zhang Huowei, prata no último mundial, que parou em 2,22m.

Com 15 atletas na final, as coisas começaram a apertar mesmo em 2,33m, quando restavam 10. Nesta altura, 4 se despediram, sobrando 6. Drouin, Barshim e Bondarenko chegavam sem erros, mas Grabarz teve uma falha em 2,25m e o ucraniano Andriy Protsenko em 2,29m. Kynard fazia uma prova bem ruim com um erro em 2,25m e dois em 2,33m. Em 2,36m, esses 3 ficaram sobrando os 3 que brigariam pelas medalhas. Drouin e Barshim passaram de 1ª e Bondarenko resolveu subir de altura. Em 2,38m, Bondarenko e Barshim erraram a 1ª, mas o canadense campeão mundial Derek Drouin passou de 1ª garantindo uma ótima vantagem.

Barshim ainda tentou mais duas e errou. Como o ucraniano tinha apenas 2,33m, ele foi forçado a tentar 2,40m para tentar subir do bronze. Com uma única tentativa, ele errou e acabou em 3º e Derek Drouin levou o ouro com uma prova perfeita. O erro em 2,25m foi fatal pro Grabarz e lhe custou um bronze. Barshim levou sua 2ª medalha olímpica e Bondarenko faturou a 1ª da Ucrânia no salto em altura.

Salto com vara masculino

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Thiago Braz (BRA)

Uma das provas mais espetaculares dos Jogos. O francês Renaud Lavillenie chegava com o ouro em Londres e 17 vezes saltando acima de 6m, sendo 13 indoor, incluindo o atual recorde mundial com 6,16m, mas sem jamais vencer um título mundial. Já o brasileiro Thiago Braz tinha como melhor marca até então 5,93m obtidos este ano, mas com um péssimo retrospecto em competições adultas importantes, como no último Mundial, no mundial indoor deste ano e no Pan.

Na qualificação, apenas o americano Sam Kendricks passou sem erros até os 5,70m. Lavillenie entrou apenas em 5,70m e passou na 2ª. Quem deu o susto foi o brasileiro que teve problemas em 5,45m, queimando duas vezes. Ele resolveu pular a altura e ir para 5,60m, com apenas uma chance, e passou. Em 5,70m, passou logo de primeira. 9 atletas no total atingiram a altura e mais 3 que pararam em 5,60m avançaram à final. Augusto Dutra de Oliveira ficou em 5,45m, em 22º no geral. Campeão mundial em 2013 e prata em 2015, o alemão Raphael Holzdeppe ficou em 26º longe da final.

Na final, atrasada por uma chuva fortíssima por 1 hora, a maioria sofreu nas alturas baixas. O letão Pauls Pujats parou logo na 1ª altura, em 5,50m. Em 5,65m, outros 5 terminaram sua prova, incluindo o campeão mundial de 2015, o canadense Shawn Barber. Em 5,75m, Thiago passou apenas na 2ª tentativa, já Kendricks errou a 1ª e optou por seguir para 5,85m. O chinês Xue Changrui errou 2, enquanto Lavillenie, o checo Jan Kudlicka e o polonês Piotr Lisek passaram de 1ª.

Em 5,85m, Thiago, Lavillenie e Kendricks passaram de 1ª, enquanto os outros 3 erraram. Fim de prova pro chinês, que só tinha uma chance e o checo e o polonês foram forçados a subir de altura. Em 5,93m, Lavillenie passou de primeira e botava uma mão no ouro, já que todos erravam. Mas o brasileiro passou na 2ª e adiou a decisão, enquanto todos os outros paravam, garantindo o bronze pro americano Sam Kendricks e pelo menos uma prata pro brasileiro.

Em 5,98m, Lavillenie passou na 1ª e com isso Thiago foi forçado a ir direto pra próxima altura, 6,03m, 10cm acima da sua melhor marca pessoal. Na 1ª, os dois erraram. Lavillenie errou a 2ª, mas aí de maneira absolutamente espetacular, Thiago Bráz passou em 6,03m para delírio do Engenhão! Lavillenie mal acreditava no feito e foi forçado a ir para 6,08m com apenas uma tentativa. Mas aí vieram as vaias e um desconcentrado e irritado francês errou. 1º medalha da história pro Brasil na prova. E com certeza uma das mais sensacionais da história brasileira nos Jogos Olímpicos.

Thiago Braz conquistou a 1ª medalha mundial da história do salto com vara masculino brasileiro. Renaud Lavillenie sobe pela 2ª vez ao pódio olímpico e Sam Kendricks, com o bronze, bota os americanos de volta ao pódio da prova após 2 ausências seguidas.

Salto em distância masculino

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Jeff Henderson (USA)

O americano Jarrion Lawson chegou ao Rio com a melhor marca do ano, excelentes 8,58m obtidos na seletiva americana. Seu compatriota Jeff Henderson teve grandes marcas recentes, mas fracassou no último mundial, em Pequim. Já o britânico Greg Rutherford, que defendia o ouro olímpico, também vinha do ouro no Mundial de 2015. Na quali, apenas dois fizeram acima dos 8,15m necessários para qualificação direta à final: o chinês Wang Jianan com 8,24m e Henderson com 8,20m. Todos os principais nomes da prova passaram à final.

Na decisão, após 2 rodadas, tudo mega embolado. Henderson liderava com 8,20m, seguido de Lawson om 8,19m, Rutherford com 8,18m, Wang com 8,17m e o sul-africano Luvo Manyonga com 8,16m! No 3º salto, Lawson assumiu a liderança com 8,25m e Rutherford aparecia agora em 2º com 8,22m. Nas 3 rodadas, a prova pegou fogo. No 4º salto, Manyonga fez 8,28m e era o novo líder e Rutherford, que tinha caído para 3º, assumiu novamente o vice com 8,26m! As diferenças eram tão pequenas entre os finalistas que a vitória viria no detalhe. Na penúltima série, o sul-africano saltou excelentes 8,37m, para assumir a liderança com melhor marca pessoal! Henderson ainda melhorou para 8,22m, mas seguia em 4º.

Aí veio a última rodada. O sul-africano saltou antes e queimou, restando torcer contra. O chinês fez apenas 7,88m. Mas aí veio Jeff Henderson! O americano voou para 8,38m, assumindo a liderança por apenas 1cm na frente de um incrédulo sul-africano. Rutherford saltou pela última vez para 8,29m, melhorando sua marca, mas se mantendo em 3º. O último salto foi de Jarrion Lawson. Em 4º lugar, correu e voou. Parecia que levaria o ouro, mas apareceu a marca de 7,78m. Ele não acreditava, mas no replay foi possível ver que ele encostou o cotovelo bem antes e perdeu medalha aí.

Jeff Henderson confirmou o favoritismo e levou o ouro, o 21º pros EUA na história da prova e o 1º desde Atenas-2004. Luvo Manyonga faturou sua 1ª medalha importante da carreira e Greg Rutherford foi bronze, quebrando a sequência de vitórias importantes que vinha desde 2012.

Salto triplo masculino

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Christian Taylor (USA)

Fora de forma após uma contusão, o cubano Pedro Pablo Pichardo nem disputou a quali nos Jogos. Era esperado um duelo espetacular dele contra o americano Christian Taylor, assim como ocorreu no Mundial de Pequim em 2015, quando Taylor venceu no último salto com incríveis 18,21m. Na quali, Taylor liderou a prova com 17,24m logo no seu 1º salto, acima dos 16,95m suficientes para ir a final. Outros 4 atletas conseguiram passar da marca: o campeão de Pequim-2008, o português Nélson Évora, o americano Will Claye e os chineses Dong Bin e Cao Shuo.

A definição da prova veio cedo, logo no 1º salto! Taylor foi o 1º a saltar e fez 17,86m! Dong Bin, 9º, abriu com 17,58m e foi seguido por Will Claye que começou com 17,76m! Nos saltos seguintes, muitas tentativas queimadas dos 3. O chinês errou o 2º e o 3º e nem saltou os 3 restantes. Taylor fez mais dois saltos válidos, ambos em 17,77m, que também seriam suficientes para o ouro. Claye ainda saltou 17,61m e 17,55m.

Os outros atletas mal chegavam perto. O chinês Cao Shuo foi o que melhor fez com apenas 17,13m obtido no 5º salto. Em 5º, ficou o colombiano John Murillo com 17,09m, batendo o recorde nacional, e o português Nélson Évora foi 6º com 17,03m.

Com o ouro, Christian Taylor se tornou bicampeão olímpico da prova, o 1º desde o soviético Viktor Saneyev, que na verdade foi tricampeão entre 1968 e 1976. Will Claye repete a prata de Londres e Dong Bin se torna o 1º chinês a medalhar no salto triplo em uma competição mundial.

Salto em altura feminino

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Ruth Beitia (ESP)

Com a ausência das russas da prova, o pódio ficou um pouco mais aberto. A melhor marca do ano até então era da americana Chaunté Lowe, com 2,01m. Na quali, quem passasse de 1,94m estaria garantida na final. E nada menos que 17 atletas conseguiram a marca! Apesar do grande plantel na final, a disputa foi relativamente rápida.

A primeira marca da decisão foi 1,88m e todas passaram, sendo 11 de primeira. Em 1,93m, 5 atletas ficaram, incluindo a lituana Airine Palsyte, prata no Europeu deste ano. Com 1,97m, nada menos que 8 ficaram, entre elas a britânica Morgan lake, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, única outra atleta a passar de 2m no ano, e Levern Spencer, de Santa Lúcia.

A espanhol Ruth Beitia fazia uma prova perfeita, passando em tudo de primeira. A búlgara Mirela Demireva, que precisou de 2 tentativas lá em 1,88m, passou na primeira em 1,97m, enquanto a croata bicampeã mundial Blanka Vlasic foi na 2ª. Só restava a americana Lowe que sofreu nesta altura e passou apenas na 3ª e última chance. As 4 foram para 2,00m e cada uma foi errado uma, duas e três vezes. No último salto da prova, Lowe esbarrou por muito pouco e ficou sem medalha.

Ruth Beitia, tricampeã europeia mas sem nenhum ouro em competições mundiais, levou o primeiro ouro espanhol da história na prova. Mirela Demireva, prata no europeu deste ano, é a primeira búlgara a medalhar desde o ouro de Stefka Kostadinova em Atlanta-1996. Blanka Vlasic foi bronze, faturando sua 2ª medalha olímpica após a prata em Pequim e a 6ª 10ª em competições mundiais.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE)

A americana Sandi Morris é o novo nome desta prova, chegando ao Rio com 4,93m obtidos em julho em Houston para sua 1ª competição mundial outdoor. Mas a prova prometia grandes emoções com a cubana Yarisley Silva, a americana Jenn Suhr, a grega Ekaterini Stefanidi e a brasileira Fabiana Murer, que se despediria do esporte.

Na quali, 7 atletas passaram de 4,60m e se classificaram direto para a final, incluindo Stefanidi, Suhr e Silva. Com outras cinco empatadas em 4,55, nem foi necessário elas saltarem e se garantiram entre as 12 na final, incluindo Morris. Mas a quali foi fatal para a Fabiana Murer. A brasileira vinha do recorde sul-americano de 4,87m obtidos no Troféu Brasil e só entrou na prova em 4,55m, mas falhou 3 vezes e encerrou de maneiro amarga a sua carreira. Campeã mundial indoor e outdoor, Fabiana infelizmente ficará marcada por 3 desastres olímpicos.

Na 3ª altura da final, 4,60m, as duas medalhistas de Londres na prova já começaram a sofrer. Yarisley Silva e Jenn Suhr precisaram de 2 saltos para passar, enquanto Stefanidi, Morris e as surpresas Eliza McCartney, da Nova Zelândia, e Alana Boyd, da Austrália, passavam sem erros. Em 4,70m, Stefanidi e McCartney passaram na 1ª, Morris na 2ª e as duas até então favoritas pararam. Silva e Suhr decepcionaram e terminaram empatadas em 7º.

McCartney já havia batido o recorde nacional na altura anterior, mas em 4,80m ela surpreendeu a todas e foi a única a passar de 1ª na altura, assumindo a liderança! Stefanidi, Morris e Boyd superaram na 2ª enquanto a britânica Holly Bradshaw e a suíça Nicola Büchler se despediram da prova. Mas em 4,85m, a altura começou a pesar para a neozelandesa, que errou as 3, mas Stefanidi e Morris conseguiram na 2ª superar a marca. A McCarntey terminou em 3º lugar com o bronze e Boyd ficou em 4º. Com apenas 2 na disputa, em 4,90m, a vantagem era da grega que tinha apenas 2 erros na prova contra 3 da americana. Nenhuma delas passou em 4,90m e assim o ouro ficou com Ekaterini Stefanidi!

Foi o 1º medalha da história da Grécia na prova feminina e a 1ª medalha desde Atenas-1896, quado dois gregos foram bronze no masculino. Sandi Morris foi a 3ª americana a medalha a prova na 5ª edição olímpica do salto com vara feminino e Eliza McCartney conquistou uma inédita medalha para a Nova Zelândia.

Salto em distância feminino

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Tianna Bartoletta (USA)

De volta a sua velha forma, a americana campeã em Londres Brittney Reese havia vencido a seletiva americana com 7,31m e ia com tudo pro bi. Na quali, fez 6,78m no seu 1º salto, mais que os 6,75m para ir direto a final. A sérvia Ivana Spanovic com 6,87m e a alemã Malaiko Mihambo com 6,82m se juntaram ao grupo de finalistas. Única russa no atletismo nos Jogos, Daria Klishina também passou pra final com a 8ª marca de 6,64m. Entre as que pararam na quali, a britânica Shara Proctor, em 21º, e a americana Janay Deloach em 13º.

Spanovic começou a final com 6,95m enquanto Reese e sua compatriota Tianna Bartoletta queimaram. Na 2ª rodada, Bartoletta fez 6,94m enquanto Reese saltou 6,79m aparecendo em 4º lugar. Na rodada seguinte, Bartoletta melhorou para 6,95m empatando com a sérvia, mas como Spanovic queimou novamente, a americana que liderava nos critérios de desempate. Nada mudou na 4ª rodada, mas na 5ª, as 3 melhoraram suas marcas.

Reese assumiu a liderança com 7,09m, aí Spanovic encostou com 7,08m. Mas logo após a sérvia veio Bartoletta voando para marcar 7,17m! Pressionadas, na última rodada Reese melhorou, mas não superou a rival ficando em 2º lugar com 7,15m. Spanovic saltou novamente acima de 7m, com 7,05m, mas se manteve em 3º. Já com o ouro, Bartoletta fechou a prova com 7,13m, vencendo com 7,17m, o melhor salto em uma Olimpíada desde 1988!

Este foi o 3º ouro na carreira de Tianna Bartoletta, somando-o aos 2 dos revezamentos 4x100m em Londres e no Rio, e, por incrível que pareça, foi apenas a 3ª medalha de ouro pros EUA na prova em 18 edições. Britney Reese foi prata ao levar sua 2ª medalha olímpica e Ivana Spanovic faturou a 1ª medalha da Sérvia na prova.

Salto triplo feminino

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Caterine Ibarguen (COL)

Depois de perder o ouro em Londres, a colombiana Caterina Ibarguen ficou quase 4 anos invicta até perder sua primeira prova na Diamond League deste ano. Mas no Rio, ela não deixaria a chance passar novamente. Na quali, fez logo no 1º salto 14,52m, bem acima dos 14,30m  que a garantiriam na final. Além dela, apenas a grega Paraskevi Papachristou com 14,43m e a cazaque campeã olímpica em Londres Olga Rypakova com 14,39m fizeram acima da marca.

Na final, a americana Keturah Orji começou surpreendendo com 14,71m, novo recorde nacional. Vale ressaltar que essa é uma das provas mais fracas pros americanos. Mas Rypakova abriu com 14,73m e liderava, enquanto Ibarguen fez 14,65m e a venezuelana Yulimar Rojas 14,32m. Na 2ª rodada, Ibarguen já assumiu a liderança com 15,03m enquanto Rojas permanecia em 7º. Mas na 3ª rodada, a venezuelana melhorou para 14,87m.

No 4º salto, Rojas melhorou para 14,98m, sem ser ameaçada pela cazaque ou pela americana. Mas fechando a rodada, Ibarguen voou para 15,17m! Rypakova melhorou em 1cm sua marca para 14,74m no 5º salto, mas nada mais mudou no pódio. A portuguesa Patrícia Mamona foi 6ª com 14,65m, novo recorde português, e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko 4ª com 14,68m. O 4º lugar da americana foi o melhor resultados dos EUA na história da prova que, em 5 edições olímpicas anteriores tinham apenas uma presença em final em Atlanta-1996.

Caterine Ibarguen leva sua 2ª medalha olímpica e agora tem simplesmente todos os títulos possíveis na sua carreira. Yulimar Rojas venceu a 2ª medalha olímpica da história da Venezuela no atletismo e Olga Rypakova fica com o bronze em sua 2ª aparição no pódio olímpico após o ouro em Londres.x

Resumo do fim de semana

Karatê

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Pódio dos 60kg, com ouro para Douglas Brose

Duas medalhas na etapa de Hamburgo da Liga Premier de karatê. Campeão mundial e pan-americano e número 1 do mundo na categoria até 60kg, Douglas Brose venceu 6 lutas para levar  ouro na sua categoria, seu 3º ouro seguido no circuito. Na final, fez 3-0 no azeri Firdovsi Farzaliyev.

Também número 1 do mundo, mas nos 67kg, Vinícius Figueira ficou com a prata, perdendo na final por 4-0 para o egípcio Magdy Hanafy. 2º ouro no circuito do Vinícius esse ano.

Baseball

2013 World Baseball Classic Pool A - Team Brazil v. SoftBank Hawks

Tentando repetir 2013, a equipe brasileira foi a Nova York disputar o último qualificatório pra principal competição do esporte, o World Baseball Classic. Na competição anterior, o Brasil se classificou e fez jogos duríssimo contra o Japão, China e Cuba.

Na estreia, o Brasil arrasou o Paquistão por 10-0, mas na semifinal perdeu por 1-0 para Israel. A equipe brasileira conseguiu 3 rebatidas, mas não pontuou. Foi para a repescagem, mas perdeu para a Grã-Bretanha por 4-3. Vale ressaltar que o Brasil teve 12 rebatidas contra apenas 6 dos britânicos e mesmo assim foi derrotado.

Hipismo

A equipe brasileira ficou na 9ª posição da Copa das Nações de saltos em prova em Barcelona. Na 1ª rodada, mesmo com Rodrigo Pessoa e Pedro Veniss zerando, o Brasil ficou em 9º, graças a 2 faltas de Stephan Barcha e 3 de Felipe Amaral, ficando de fora da final.

Ainda assim, a equipe voltou o domingo pra Challenge Cup e ficou com o título. Pedro zerou, Rodrigo fez uma falta, Yuri Mansur fez 2 e Stephan foi eliminado. Mesmo com 12 pontos, venceram esta prova que contou apenas com os não classificados pra final. A vitória da prova principal ficou com a Alemanha, que venceu o desempate sobre a Grã-Bretanha.

 

Golfe

O campo olímpico de golfe recebeu sua 1ª competição importante após os Jogos, com o 63º Aberto do Brasil, que faz parte do Tour Latino-Americano da PGA. O argentino Jorge Fernandez-Valdes venceu o torneio com 280 tacadas, 4 abaixo do par do campo. O canadense Corey Conners, o americano Brad Hopfinger e o chileno Guillermo Pereira empataram em 2º.

Apenas dois brasileiros passaram pelo corte. Rodrigo Lee fez uma péssima primeira rodada, com 7 acima do par, mas uma ótima 3ª, com 4 abaixo. No total, terminou em 17º com 4 acima. Rafael Becker foi o outro a passar, terminando em 32º com 9 acima.

Alexandre Rocha disputou a penúltima etapa do Web.com Tour, a 2ª divisão do PGA, mas não passou no corte, ficando a 5 tacadas de avançar.

Outros Esportes:

Thiago Monteiro, do tênis, foi vice no challenger de Santos de tênis, perdendo de 64 76(5) para o argentino Renzo Olivo. Com o resultado, Thiago subiu para 87º no ranking mundial com 649 pontos, se aproximando de Thomaz Bellucci, atual 81º com 675.

Thiago Monteiro, do tênis de mesa, disputou o Aberto da Bélgica. Ele venceu duas partidas da chave principal, caindo nas 8as para alemão por 4-0. O indiano Sathiyan Gnanasekaran levou o título masculino. No feminino, vitória da japonesa Yui Hamamoto

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Equipe de atletismo Sub-23

– O Brasil conquistou o título no masculino, no feminino e no geral no Sul-Americano de Atletismo Sub-23. Entre os destaques, a vitória de Rodrigo do Nascimento nos 100m com a excelente marca de 10.21, com vento contra de 1,4m/s. Foram 19 ouros, 7 pratas e 9 bronzes no total.

Talita e Larissa vencem a 1ª etapa do circuito brasileiro de vôlei de praia em Campo Grande (MS) com 21-9 21-15 sobre Val e Renata. No masculino, o veterano Ricardo e André Stein venceram com 21-17 21-17 sobre sobre Saymon e Álvaro Filho.

Resumo Rio-2016 – Canoagem Slalom

C1 masculino

Esta prova teve basicamente 2 nomes em sua história olímpica: o francês Tony Estanguet e o eslovaco Michal Martikan. Eles venceram as últimas 5 Olimpíadas, mas ambos estão aposentados. Restou ao medalhista de prata em Londres, o alemão Sideris Tasiadis chegar como favorito.

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Denis Gargaud Chanut (FRA)

E não decepcionou na eliminatória. Tasiadis não fez uma 1ª descida tão boa, com 100,47, mas voou na 2ª com 92,23, sem cometer falta, e fechou com o melhor tempo. O francês Denis Gargaud Chanut foi o 2º melhor com 93,48, seguido do britânico David Florence, prata em Pequim, com 94,11. Felipe Borges não foi bem e ficou em 6º com 105,14, mesmo zerando sua 2ª descida. Na semifinal, Tasiadis novamente sobrou, zerando com o melhor tempo de 95,63, seguido do espanhol Ander Elosegi com 97,93 e do francês Chanut cm 98,06.

Já na final, em ordem inversa à semi, o eslovaco Matej Benus foi o 3º a descer e fez excelentes 95,02. Florence foi o seguinte, mas cometeu duas faltas e teve problema, fazendo altos 109,00 para terminar na última posição. O japonês Takuya Haneda também zerou, mas com 97,44 e aparecia na 2ª posição, faltando os 5 favoritos ainda. O checo Vitezslav Gebas fez 97,57 e aparecia em 3º. O esloveno Benjamin Savsek cometeu duas faltas e com 99,36 fica longe do pódio. Depois foi a vez do francês Chanut, que fez uma descida brilhante. Zerando novamente, sobrou com 94,17 e assumiu a liderança, já garantindo lugar no pódio. O espanhol tocou a 1ª barreira e perdeu suas chances logo no início. Ele ainda tocou mais uma porta para terminar em 8º. Fechando a final, o alemão Tasiadis. Ele não conseguia fazer a mesma linha do francês e, quando bateu na porta 9, o ouro caiu nas mãos de Denis Gargaud Chanut. Tasiadis completou com 97,90, ficando em 5º. Prata pro eslovaco Matej Benus e bronze pro japonês Takuya Haneda, a 1ª medalha da história do Japão na canoagem slalom.

K1 masculino

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Joe Clarke (GBR)

O único medalhista olímpico presente na prova era o alemão Hannes Aigner, bronze em Londres. Na qualificação, foi o italiano Giovanni de Gennaro que fez o melhor tempo, com 86,85 obtidos na 1ª descida. O britânico Joe Clarke fez o 2º tempo com 86,95 e Aigner o 3º com 87,31. Pedro da Silva foi muito bem, fazendo 88,48 e conquistando o ótimo 5º lugar.

Na semifinal, prova perfeita do eslovaco Jakub Grigar, melhor tempo com 88,84, bem a frente do checo Jiri Prskavec com 90,62. Mesmo com uma falta, Pedro fez 95,68 obtendo o 10º tempo e a última vaga pra final. Bronze no último Mundial, o americano Michal Smolen também fez uma falta, mas ficou fora da final, em 12º.

Na final, Pedro foi logo o 1º a descer. Numa bela descida, ele zerou com o tempo de 91,54.Os 3 seguintes fizeram tempos piores, incluindo o italiano e o brasileiro mantinha a liderança, até o alemão Aigner completar em 89,02 e assumir o 1º lugar. A situação ficou mais tensa quando os 4 últimos desceram. O esloveno Peter Kauzer, bicampeão mundial, fez 88,70 para ir pra frente, mas logo depois, Joe Clarke brilhou para 88,53, assumindo a liderança por muito pouco. Atual campeão mundial, o checo Jiri Prskavec vinha muito bem, mas bateu na porta 13. Ainda assim, ele voou em Deodoro e ficou com o 3º tempo com 88,99, deixando o alemão em 4º por apenas 0,03! Restava apenas o eslovaco Jakub Grigar. E ele ia muito bem. Na 2ª parcial, liderava com quase 1s sobre o britânico, mas um errinho no final o tirou do pódio, terminando em 5º com 89,43.

Ouro pro britânico Joe Clarke, o 1º do país na história do K1, prata pro esloveno Peter Kauzer e bronze pro campeão mundial, o checo Jiri Prskavec.

C2 masculino

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Ladislav e Peter Skantar (SVK)

Os grandes nomes dessa prova na história olímpica foram os irmãos gêmeos eslovacos Pavol e Peter Hochschorner. Tricampeões olímpicos e bronze em Londres, eles estão em fim de carreira e não foram selecionados para os Jogos. Em seus lugares, os irmãos (não gêmeos) Ladislav e Peter Skantar.

Nas eliminatórias, que só eliminaram a dupla japonesa, os Skantar fizeram o melhor tempo com 100,89 na 1ª descida, seguidos pelos franceses Gauthier Klauss e Matthieu Péché com 102,43 e pelos britânicos David Florence e Richard Hounslow, bronze em Londres, com 103,27. A dupla brasileira Charles Correa e Anderson Oliveira ficou na ótima 7ª posição com 106,14. Já na semifinal, foi a vez dos alemães Franz Anton/Jan Benzien fazerem o melhor tempo com 107,93. A dupla brasileira cometeu 3 faltas, ficando em 11º e fora da final por apenas 0,23, sendo a única eliminada na rodada. Os franceses ficaram em 5º e os eslovacos em 6º.

Os irmãos Skantar desceram em 5º na final, zerando sua passagem e completando em 101,58. Os franceses foram os seguintes, mas não conseguiam melhor o tempo da ótima descida eslovaca e completaram em 103,24, 2º tempo até então. A dupla da Polônia também não melhorou com 104,97. Logo depois, foi a vez dos britânicos, que vinham mais rápido que os eslovacos: na 2ª parcial tinham quase 1 segundo e meio de vantagem, mas atrasaram e terminaram com 102,01, assumindo o 2º lugar. Aí vieram os checos Jonas Kaspar e Marek Sindler, que voavam e vinham mais rápidos que os Skantar, mas bateram na 22ª e na 23ª portas, perdendo 4s. Terminaram com 108,35 em 8º. Para fechar a final, os alemães que também vinham melhor, mas não superaram o excelente final de prova eslovaco. Completaram em 103,58 fora do pódio em 4º.

Com a vitórias dos irmãos Ladislav e Peter Skantar, a Eslováquia conquistaou seu 4º ouro em 8 edições olímpicas do C2. Os britânicos David Florence e Richard Hounslow repetiram a prata de Londres e Gauthier Klauss e Matthieu Péché ficam com o bronze, a primeira medalha francesa na prova desde o ouro em Atlanta-1996.

A prova foi retirada do programa olímpico e será substituída pelo C1 feminino em Tóquio.

K1 feminino

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Maialen Chourraut (ESP)

A campeã de Londres, a francesa Emilie Fer, não foi selecionada para levar a vaga francesa e se juntou à alemã Ricarda Funk entre as principais ausências da prova. Na primeira descida da qualificação, o melhor tempo ficou com a britânica Fiona Pennie com 100,52. Já na 2ª, boa parte melhorou o tempo e a melhor marca foi da italiana Stefanie Horn com 99,07. Apenas ela e a australiana Jessica Fox (2ª com 99,51) fizeram o tempo abaixo dos 100s. Ana Sátila vinha extremamente bem embalada das etapas da Copa do Mundo este ano. Na 1ª descida fez o 12º tempo (15 passariam para a semifinal) com 110,80. Na 2ª, vinha muito bem, mas cometeu um erro grave no final e não passou pela porta 20. Ela vinha para um excelente tempo, mas não melhorou a sua marca e terminou em 17º lugar, não passando para as semifinais.

Na semi, a melhor marca foi da austríaca Corinna Kuhnle com 101,54, seguida de Pennie com 101,81 e da espanhola Maialen Chourraut, bronze em Londres, com 101,83. Na grande final, a alemã Melanie Pfeifer começou já com um toque na porta 16. A final, aliás, teve um nível abaixo do esperado, já que apenas 2 das 10 tiveram uma descida limpa. 4ª a descer, a neozelandesa Luuka Jones foi a 1ª a zerar com 101,82 e assumiu a liderança. As duas seguintes tiveram uma punição: a eslovaca Jana Dukatova fez 103,86 e a australiana Jessica Fox marcou 102,49. A checa Katerina Kudejova vinha bem, mas cometeu uma falta também e ainda piorou bem seu tempo. Ela terminaria em 10º com 108,76.

Aí veio o show da espanhola. Maialen Chourraut tinha 0.31 de vantagem sobre a neozelandesa na 1ª parcial e melhorou para 1.72 na 2ª! Seguiu sem faltas e fechou com o excelente tempo de 98,65. O ouro foi confirmado para Chourraut quando a britânica Fiona Pennie e a austríaca Corinna Kuhnle cometeram duas faltas cada, sendo a 1ª logo no começo do percurso. Primeiro ouro para a Espanha na canoagem slalom, enquanto Luuka Jones faturou a 1ª medalha da história da Nova Zelândia na modalidade. Aos 22 anos, Jessica Fox garantiu sua 2ª medalha olímpica da carreira.

Mundial de Escalada Esportiva – Resumo

Mal acabaram os Jogos e já tivemos o 1º mundial adulto de modalidade olímpica! Foi o da Escalada Esportiva, que fará sua estrei em Tóquio-2020! Paris recebeu na semana passada o Mundial da modalidade que contou com 386 atletas de 49 países, incluindo 3 brasileiros.

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Adam Ondra (CZE)

Confesso que ainda estou aprendendo sobre a modalidade, que tem 3 tipos de prova: velocidade, dificuldade e boulder. Na velocidade, há uma quali e esquema de mata-mata, vencendo quem subir mais rápido a parede padronizada, sempre igual em competições oficiais. Na dificuldade, a mais interessante, deve-se subir uma parede de 15m em um tempo determinado (6min na quali e 8min nas semis e finais), ganhando quem atingir a maior altura . Os atletas não conhecem a parede antes e não assistem aos outros competidores. E no boulder, há uma série de “problemas” (estruturas de 4m) que devem ser resolvidos. Ganha quem resolver mais estruturas em menos tentativas. Na final são 5 problemas.

Na dificuldade, o ouro foi pro checo Adam Ondra, um dos maiores nomes da atualidade na modalidade e que acaba de se tornar bicampeão mundial da categoria. Ele foi o único a completar a subida na final. Na prova feminina, vitória da eslovena Janja Garnbret, de apenas 17 anos. Ela e a belga Anak Verhoeven completaram a subida, mas Garnbret foi melhor na semifinal e por isso levou o ouro.

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Final da velocidade feminina

Na velocidade, o polonês Marcin Dzienski venceu a final com apenas 5.83, o melhor tempo de toda a competição, ficando perto do recorde mundial que é de 5.60. Ele derrotou na final o iraniano Reza Alipour para se tornar o 1º polonês campeão mundial. No feminino, a russa Anna Tsyganova levou o ouro com espetaculares 7.52, batendo o recorde mundial por 0.01! Ela venceu na final a francesa Anouck Jaubert, que fez 7.79.

Na prova de boulder, ouro pro japonês Tomoa Narasaki que completou 3 subidas, mesmo número do Adam Ondra, mas o japonês fez em 6 tentativas contra 11 do checo. No feminino, vitória da suíça Petra Klingler com 3 subidas em 4 tentativas contra 3 subidas em 9 tentativas da japonesa Miho Nonaka.

Os brasileiros não foram bem. Aliás, o Brasil sequer tem uma Confederação pro esporte. Janine Cardoso foi 69ª na quali da dificuldade, Camila Macedo 71ª na quali da boulder e Pedro Nicolo 87º na boulder masculina.

A prova olímpica em Tóquio será numa espécie de triatlo vertical, com as 3 provas sendo disputadas e o campeão saindo da somatória dos pontos das 3 provas. Já começo a achar mais interessante o esporte.

Jogos Paralímpicos Rio-2016 – Dia Final

Sete finais fecharam os Jogos e o Brasil eleva sua última medalha, atingindo a meta de “Pódio Todo Dia”.

Atletismo

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Cinco maratonas para encerrar o atletismo nos Jogos. Pela manhã, as provas de andantes e à tarde, para cadeirantes. A última medalha brasileira veio na maratona feminina T11/12 com Edneusa Dorta. Ela completou os 42.195m em 3:18:38 e conquistou a medalha de bronze. O ouro foi pra espanhol Elena Congost, com 3:01:43. A chinesa Zhen jin foi 4ª colocada com 3:19:46, batendo o WR da categoria T11.

Na maratona T12 masculina, ouro pro marroquino El Amin Chentouf com 2:32:17. Já na T46 masculina, o vencedor foi o chinês Li Chaoyan com 2:33:35. Alex Douglas Silva chegou a liderar até os 15km, mas abandonou a prova.

À tarde, destaque para a disputadíssima maratona T54 feminina, com 7 atletas chegando praticamente juntas. No photo finish, a chinesa Zou Lihong passou na frente da americana Tatyana McFadden, ambas com 1:38:44, recorde paralímpico. McFadden buscava 7 ouros no Rio, mas ficou com 4 ouros e 2 pratas, nada mal, claro.

Na T54 masculina, vitória do suíço Marcel Hug, que venceu com 1:26:16, apenas 1s na frenet do australiano Kurt Fearnley. Interessante que a prova teve participação de atletas do atletismo e do ciclismo, da categoria handcycling.

Vôlei Sentado

O Brasil disputou o bronze contra o Egito e fez um grande jogo. Mas infelizmente foi derrotado por 3-2, mesmo placar do encontro prévio na 1ª fase. A equipe africana venceu com parciais de 28-26 29-31 19-25 25-22 15-13 em 2h21 de jogo e terminou com a medalha no peito.

Já na final, Irã e Bósnia fizeram pela 5ª vez seguida a final do vôlei masculino. O confronto direto em Jogos estava em 2-2 e o Irã foi melhor, vencendo por 3-1, parciais de 25-21, 21-25, 25-18, 25-15, com 28 pontos de Morteza Mehrzadselakjani, o gigante de 2,46m. O Irã chega ao 6º ouro da história em Paralimpíadas no vôlei sentado masculino.

Rugby em CR

Em uma final espetacular, a Austrália faturou o bicampeonato da prova ao vencer os EUA por 59-58 após 2 prorrogações! A partida terminou empatada em 49-49 com um goal americano faltando 2s. Na 1ª prorrogação foi a vez da Austrália empatar faltando 1s pro final, fazendo 54-54. Na 2ª, era um gol para cada lado, quando a Austrália fez 59-58, faltando 49s. Os americanos não conseguiram atacar e a Austrália se tornou bicampeã paralímpica da prova. Na disputa do bronze, Japão fez 52-50 no Canadá, vencendo sua 1ª medalha na modalidade.

Medalhas brasileiras por dia:

1º dia:   2 – 1 – 1
2º dia:   1 – 5 – 1
3º dia:   2 – 3 – 3
4º dia:   1 – 2 – 2
5º dia:   3 – 6 – 2
6º dia:   1 – 4 – 3
7º dia:   0 – 3 – 2
8º dia:   0 – 1 – 4
9º dia:   2 – 0 – 5
10º dia: 2 – 4 – 5
11º dia: 0 – 0 – 1
Total:    14 – 29 – 29

Medalhas brasileiras por esportes:

Atletismo:             8 – 14 – 11
Natação:                 4 – 7 – 8
Bocha:                     1 – 1 – 0
Futebol de 5:         1 – 0 – 0
Judô:                        0 – 4 – 0
Tênis de Mesa:     0 – 1 – 3
Ciclismo:                0 – 1 – 1
Halterofilismo:    0 – 1 – 0
Hipismo:                0 – 0 – 2
Canoagem:            0 – 0 – 1
Futebol de 7:         0 – 0 – 1
Goalball:                 0 – 0 – 1
Vôlei Sentado:      0 – 0 – 1
Total:                       14 – 29 – 29

Agora acabou, mesmo…😦

E assim chegou ao fim o Rio-2016. Foram 47 dias desde o pontapé inicial entre Suécia e África do Sul pelo futebol feminino no Engenhão no que já parece um longínquo 3 de agosto.

Foram 306 finais olímpicas e 528 paralímpicas. 11.303 atletas olímpicos de 207 países e 4.342 paralímpicos de 159 nações. 87 países medalharam na Olimpíada e 59 venceram ouro. 83 medalharam nas Paralimpíadas e 63 faturaram pelo menos um ouro.

Foi um sonho participar disso tudo, como voluntário, espectador, torcedor, blogueiro, amante de esportes e brasileiro. Valeu, Rio 2016 por tudo! Foi inesquecível!

E vamos lá, pois Tóquio-2020 já tá chegando!