Roland Garros – Dia 1

O 2º Grand Slam começou neste domingo com uma sessão não muito grande, mas já algumas surpresas.

Feminino

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Angelique Kerber caiu na 1ª rodada

Logo no 2º jogo da Philippe-Chatrier, a principal quadra do complexo, a número 1 do mundo Angelique Kerber caiu por fáceis 62 62 para a russa Ekaterina Makarova. Ano passado, Kerber também havia caído na estreia. Na abertura da quadra, a checa Petra Kvitova derrotou a americana Julia Boserup por 63 62. Também tivemos vitória de Venus Williams (64 76(3) em Wang Qiang-CHN), Dominika Cibulkova (62 61 em Lara Arruabarrena-ESP), Svetlana Kuznetsova (75 64 em Christina McHale-USA) e a porto-riquenha campeã olímpica Monica Puig (63 36 62 na cabeça 31 Roberta Vinci-ITA).

Masculino

O brasileiro Thomaz Bellucci bobeou no começo e por pouco não se complicou para vencer o sérvio Dusan Lajovic por 46 75 64 64. Bellucci agora enfrentará o cabeça 16 Lucas Pouille, que derrotou num longo duelo francês Julien Benneteau por 76(6) 36 46 63 64. O brasileiro não chega a 3ª rodada de Roland Garros desde 2011.

Principal favorito a jogar neste domingo, o austríaco cabeça 6 Dominic Thiem atropelou o australiano Bernard Tomic por 64 60 62. Também venceram Grigor Dimitrov (62 63 64 em Stephane Robert-FRA), Ivo Karlovic (76(5) 75 64 em Stefanos Tsitsipas-GRE), Albert Ramos Viñolas (67(7) 61 64 62 em Marius Copil-ROU) e Pablo Carreño Busta (64 62 62 em Florian Mayer-GER). O único cabeça de chave a perder no dia foi o 26º, o luxemburguês Gilles Muller, que perdeu por 76(4) 67(2) 62 62 para o espanhol Guillermo García López.

Bom início pra canoa

Em sua primeira competição global no ano, a equipe de canoa do Brasil obteve bons resultados na 2ª etapa da Copa do Mundo de canoagem velocidade, na tradicional raia de Szeged, na Hungria.

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Pódio do C2 200m feminino, com Andrea Oliveira e Angela Aparecida

A equipe conquistou 2 medalhas, sendo a prata de Isaquias Queiroz no C1 1.000m e o ouro de Andrea Oliveira e Ângela Aparecida no C2 200m. Foi a 1ª competição global delas desde o anúncio da inclusão da canoa feminina no programa olímpico.

Isaquias não competia desde o Jogos do Rio, quando levou 3 medalhas. Na Hungria, subestimou o checo Martin Fuksa no C1 1.000m e acabou com a medalha de prata por 0.6. Nos 200m, Isaquias não se classificou pra Final A, mas venceu a B.

Na canoa feminina, boa competição da equipe brasileira. Além da ótima vitória no C2 200m por quase 1s, elas ficaram em 8º na Final A do C2 500m, que será a prova olímpica. Andrea ainda ficou em 4º no C1 200m (prova olímpica) e Valdenice Conceição venceu a Final B do C1 200m. No C1 500m, Angela foi 6ª na Final B.

Na canoa, o melhor resultado foi de Edson Silva no K1 200m, 2º colocado na Final C (20º no geral).

Foi um ótimo início de temporada pra canoa numa forte etapa que contou com muitos dos melhores canoístas do mundo. Agora, a equipe só disputará o Mundial no final de agosto na República Checa.

Polêmica solta no levantamento de peso

Na outra semana, BH recebeu o Brasileiro de levantamento de peso, que contou com 87 atletas, brigando por medalhas e por vaga na seleção que irá ao Pan, em Miami, em julho. Tivemos resultados bem fracos, mas alguns bem interessantes.

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Rosane Santos nos Jogos do Rio

O melhor resultado foi da Rosane Santos nos 53kg. Ela somou 192kg no total, apenas 1kg abaixo da sua marca nos Jogos do Rio, quando terminou na surpreendente 5ª colocação, a 6kg de uma medalha. Letícia Moraes fez 190kg na mesma categoria, outra boa marca. As duas, aliás, fizeram marcas bem melhores que os 180kg que deu ouro para Eliane Nascimento na categoria bem acima, os 69kg.

No masculino, destaque para Marco Tulio Machado, nos 94kg. Ele levantou no total 360kg o que o colocaria em 11º nos Jogos do Rio. Sem Fernando Reis, Mateus Machado venceu a categoria +105kg com 394kg no total, ainda longe dos 435kg do Fernando no Rio.

A polêmica veio com a convocação para o Pan, que não tem Fernando Reis, parecendo uma retaliação da CBLP por ele não ter vido ao Brasil disputar o campeonato nacional, única seletiva pro torneio, optando por ficar nos EUA treinando. Bicampeão dos Jogos Pan-Americanos, ele seria uma das maiores chances de ouro. Mas a CBLP seguiu os seus critérios, parecido com o que ocorre na CBDA. Quer ir ao Mundial? Tem que fazer índice nas provas no Brasil. Ele fará falta, mas #ficaadica.

Seis medalhas na Rússia e equipe pro Mundial começa a tomar forma

Com a equipe A quase completa, o Brasil enviou 18 judocas para o forte Grand Slam de Ekaterinburg, na Rússia, faturando 6 medalhas, 2 de cada cor.

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David Moura

Érika Miranda (52kg) e David Moura (+100kg) ficaram com o ouro, Charles Chibana (66kg) e Marcelo Contini (73kg) foram prata e Rafaela Silva (57kg) e Mariana Silva (63kg) foram bronze. Outros 6 atletas chegaram às repescagens. Foi um bom saldo para a competição, que contou com 9 japoneses, que venceram 6 ouros, e com a sempre forte escola russa.

Já podemos ver uma certa movimentação da seleção que irá pro Mundial, em agosto em Budapeste. Nos 100kg, Rafael Buzacarini não vem bem e pode perder a vaga para  o veterano Luciano Correa. Rafael está em 20º no ranking e Luciano em 22º. Marcelo Contini subiu 23 posições no ranking dos 73kg e é agora o 13º do mundo, deixando Eduardo Barbosa pra trás e se aproximando do Mundial. Victor Penalber ficou em 7º na Rússia, mas tem boa vantagem sobre o Eduardo Yudi Santos. Como o Brasil pode levar 9 judocas pro Mundial, muito provável que mandem 2 nesta categoria, os 81kg. A outra categoria que deve ter 2 judocas é o +100kg, com David Moura (5º) e Rafael Silva (10º).

No feminino, atenção nos 52kg. Érika Miranda é a 2ª do mundo e Sarah Menezes, que subiu de categoria, é apenas a 33ª, sendo que Jéssica Pereira está melhor, em 18ª. Mayra Aguiar ainda não estreou em 2017 e caiu para 12ª, mas tem tudo para ir para mais um Mundial, ao lado de Samanta Soares, que já está em 9º lugar.

O próximo compromisso da seleção é de 16 a 18 de junho, no Grand Prix de Cancun, que terá a estreia de Mayra.

Resumo olímpico da semana

Vôlei de Praia

Festa em casa no Rio de Janeiro no torneio 4 estrelas de vôlei de praia, disputado nas quadras de tênis do Parque Olímpico da Barra.

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Os campeões olímpicos Alison e Bruno Schmidt venceram todos os 6 jogos por 2-0 até faturarem o título com 25-23 21-12 sobre os poloneses Losiak/Kantor, para faturar o 12º título do circuito da dupla. No feminino, a campeã mundial e prata olímpica Ágatha, jogando agora com a maior revelação da modalidade nos último anos, Duda Lisboa, venceu o ouro no feminino num jogo duro contra as canadenses Sarah Pavan/Melissa Humana-Paredes por 21-14 13-21 15-13. Na semifinal, Ágatha/Duda venceram Bárbara (ex-parceira da Ágatha) e Fernanda Berti por 21-23 21-15 15-7. Na disputad o bronze, Bárbara/Fernanda perderam para as checas Hermannova/Slukova por 23-21 21-18.

Foi a 58ª vez desde 1992 que o Brasil venceu os torneios masculino e feminino em uma mesma etapa do circuito!

Outros Esportes

– Na 2ª etapa da Copa do Mundo de Paraciclismo de Estrada, na Bélgica, 3 medalhas: Lauro Chaman foi ouro na prova de resistência C5 e prata no contrarrelógio C5 e Jady Malavazzi ficou com o bronze na resistência H4. Após 2 etapas, Lauro lidera com folga a sua categoria.

– No Torneio Nacional de esgrima no Rio tivemos como campeões: no sabre Karina Trois e Enrico Pezzi, na espada Clarisse Menezes e Athos Schwantes e no florete Ana Beatriz Bulcão e Henrique Marques. Vale ressaltar o bronze de Luana Pekelman no sabre aos 14 anos!

– Pelo Sunshine Tour de golfe, na África, Adilson da Silva foi 31º no Lombard Insurance Classic, na Suazilândia. Já pelo web.com Tour, Alexandre Rocha não passou pelo corte em prova na Carolina do Sul.

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– Marcelo Melo e Lukasz Kubot chegaram até as 4as do Masters 1.000 de Roma, perdendo de 64 76(6) para a dupla cabeça 1 Henri Kontinen/John Peers. Durante o 2º set, Marcelo levou uma bolada na cabeça de um saque de Kubot e caiu no chão, claramente com muita dor, mas não foi nada sério.

Notícias de saltos ornamentais, judô e ginástica artística em posts individuais no blog.

Domingo dourado na Croácia

Depois das medalhas na Eslovênia, os ginastas brasileiros foram para Osijek, na Croácia, disputar mais uma Copa do Mundo por aparelhos, a Challenge Cup.

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Pódio da trave

Os ginastas brasileiros garantiram 11 vagas em 8 das 10 finais (fora dos saltos), mas o sábado não foi bom. A melhor performance foi de Arthur Zanetti no solo, com 14,067 e o 4º lugar na decisão, fora do pódio por apenas 0,066. Flávia Saraiva foi 5ª nas barras assimétricas com 12,800, Francisco Barretto 6º nas barras paralelas com 13,467 e Lucas Bitencourt 8º no cavalo com alças com 11,933.

Já no domingo, apesar de alguns errinhos, a equipe brasileira brilhou em solo croata. Na trave feminino, Thais Fidelis ficou com o ouro com 13,467. Thais fez sua estreia internacional na semana anterior na Eslovênia, quando ficou com o bronze nesta mesma prova com 12,850, quando caiu. Flavia Saraiva fez a Simone Biles e tocou a trave pra não cair. Mesmo assim fez 12,933 e ficou com o bronze.

Um pouco depois, as duas voltaram a competir no solo, sendo as 2 últimas a se apresentar. Mesmo sem apresentar sua melhor séria, Flavinha fez 13,633, assumindo a liderança. Thais veio logo depois e fez grande apresentação, tirando 13,733 (com 0,100 de dedução).

Thais sai de Osijek com dois ouros e mostrou que veio para ficar. Flavia Saraiva teve problema no pé na semana passada, mas nada grave. Reduziu sua dificuldade nesta etapa justamente para não forçar o pá. Rebeca Andrade só disputou as barras, sendo poupada no solo e salto. Arthur Zanetti precisa subir sua dificuldade, pois está longe do grego campeão olímpico, mas mostra enorme regularidade. Em 4 apresentações, tirou três vezes 14,900 e um 14,850. Um bom início de ciclo olímpico.

Saltos Ornamentais define equipe pro Mundial

O Parque Aquático Maria Lenk recebeu o Troféu Brasil de Saltos (sem piscina verde) que definiu a equipe da modalidade pro Mundial de Budapeste em julho. Os 6 nomes da equipe estiveram no Mundial de Kazan em 2015 e 4 disputaram os Jogos do Rio.

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Ian Matos

As definições vieram apenas no último dia de disputas, no sábado. Maior polêmica da equipe brasileira nos Jogos do Rio, Ingrid Oliveira venceu a plataforma com 329,55. Em 2º lugar, Giovana Pedroso também fez o índice pro Mundial com 308,10. No trampolim masculino, Ian Matos venceu com 418,30, acima do índice.

À tarde, Tammy Galera venceu o trampolim feminino com 297,65, também superando o índice.  Luana Lira ficou em 2º com 262,65, sem índice. Mas em fevereiro ela fez 287,30 e, assim, também conseguiu a vaga pro Mundial.

Para encerrar o Troféu, a plataforma masculina com show de Isaac Souza, considerada a maior revelação da modalidade no país. Isaac somou excelentes 454,55, marca de final olímpica, e tirou duas notas 10 durante sua apresentação! Mesmo sendo descartadas (já que as 2 maiores o são), não deixa de ser um fato de destaque e raro nos saltos brasileiros.

Há alguns anos, parecia que os saltos brasileiros não mostravam renovação e eram quase sempre os mesmo nomes nas competições internacionais. Essa será a 1ª grande competição sem os veteranos César Castro, Hugo Parisi e Juliana Veloso. César e Juliana se aposentaram e Hugo só disputou a plataforma sincronizada. Agora é esperar que acertem os saltos no Mundial e fica a expectativa até por uma final de Isaac na plataforma.