Momento delicado no judô

Depois de zerar no Grand Slam de Paris na semana passada, a equipe feminina foi completa para o Aberto Europeu de Oberwart, na Áustria. Uma competição de nível técnico bem mais baixo, seria uma ótima oportunidade de medalhar e ganhar ritmo de luta, apesar do torneio não oferecer muitos pontos pro ranking mundial.

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Foto: CBJ

As medalhas vieram, mas nenhum ouro. Rafaela Silva e Mayra Aguiar chegaram à final de suas categorias, mas as duas perderam. A nossa campeã olímpica perdeu para a polonesa Anna Borowska por ippon. Já Mayra foi eliminada por hansokumake (3 shidos) contra a austríaca Bernadette Graf.

Foram outros 4 bronzes: Larissa Pimenta (52kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Suelen Altheman (+78kg) e Beatriz Souza (+78kg). Nathalia Brígida (48kg) e Samanta Soares (78kg) perderam as disputas de bronze e terminaram em 5º.

6 medalhas foi bom, mas um pouco abaixo devido ao baixo nível da competição. A equipe segue agora para Düsseldorf onde compete em mais um Grand Slam ao lado da equipe masculina.

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Ana Marcella vence em Doha e equipe masculina é definida pro Mundial

Numa etapa com todas as suas maiores concorrentes ao título do circuito, ao título mundial e ao ouro olímpico, Ana Marcella Cunha brilhou na abertura do circuito de maratonas aquáticas em Doha, no Qatar.

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A brasileira completou os 10km da prova em 2:03:51.5, vencendo o ouro na batida de mão, com apenas 0.4 de vantagem sobre a australiana Kareena Lee e 1.5 sobre a italiana Rachele Bruni. A prova ainda contou com a americana Haley Anderson, 4ª, a italiana Arianna Bridi, 8ª, a holandesa campeã olímpica Sharon van Rouwendaal, 12ª, a chinesa Xin Xin, 18ª, e a equatoriana Samantha Arevalo, 25ª. Viviane Jungblut não foi bem a terminou em 33º, 1:01.0 atrás da Ana Marcella.

Na prova masculina, os brasileiros não tiveram grande destaque. Allan do Carmo foi o melhor do país em 17º a 19.6 do campeão, o alemão Florian Wellbrock, que completou em 1:52:21.6. Victor Colonese foi 26º a 28.0 e, junto com Allan, garantiu vaga para o Mundial de Gwangju, em julho, na Coreia do Sul. Diogo Villarinho em 29º e Fernando Ponte em 46º estão fora da corrida olímpica.

Com a vitória, Ana Marcella chega a incríveis 21 vitórias no circuito, igualando o alemão Thomas Lurz, já aposentado. A sua primira

A próxima etapa será apenas em maio, nas Ilhas Seychelles.

Sonho olímpico nas águas abertas começa neste sábado em Doha

A fortíssima etapa deste sábado do circuito mundial de águas abertas, em Doha, é muito mais importante para os nadadores brasileiros do que uma simples etapa da Copa do Mundo de 10km.

Allan do Carmo, Diogo Villarinho, Victor Colonese e Fernando Ponte competem em Doha pelo sonho olímpico de Tóquio-2020. Será o primeiro passo para os Jogos.

A prova vale como seletiva brasileira para o Mundial de Esportes Aquáticos, que será disputado em julho, em Gwangju, na Coreia do Sul, classificando os dois melhores brasileiros para o Mundial. Quem for pra Coreia do Sul também disputará o Pan de Lima.

Só que o Mundial será a 1ª seletiva olímpica na maratona aquática. Os 10 primeiros da prova de 10km se classificam automaticamente pra Tóquio. Se os dois brasileiros conseguirem o top-10, ambos irão pra Tóquio. Se apenas um for top-10, este estará nos Jogos e o outro já estará fora. Isso porque só podem disputar a 2ª seletiva olímpica de águas abertas em 2020 (ainda sem data e local) países que não se classificarem em Gwangju.

Allan é o único com experiência olímpica, tendo disputado os Jogos do Rio-2016, quando terminou na péssima 18ª colocação.

No feminino, a CBDA já havia selecionado Ana Marcella Cunha e Viviane Jungblut como as representantes do Brasil pro Mundial de Gwangju nos 10km.

Vale ressaltar que a etapa de Doha, que abre o calendário da Copa do Mundo está com praticamente todos os maiores nomes da modalidade inscritos, como o italiano Gregorio Paltrinieri, as italianas Arianna Bridi e Rachelle Bruni, a holandesa campeã olímpica Sharon van Rouwendaal, os americanos Haley Anderson e Jordan Wilimovsky, a alemã Angela Maurer e a equatoriana Samantha Arevalo.

Zerado no 1º Grand Slam de Judô do ano

Brasil saiu zerado no 1º Grand Slam do ano no judô, em Paris. Mesmo contando com a equipe feminina completa.

A CBJ mandou 14 judocas, 2 por categoria, mas a única que chegou a brigar por medalha foi a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, perdendo o bronze para sul-coreana nos 57kg.

A competição marcou o retorno de Mayra Aguiar, que não esteve no Masters em dezembro na China. Mas Mayra perdeu logo na sua luta de estreia contra chinesa. Também caíram na estreia Tamires Crude (57kg), Ketleyn Quadros (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Maria Portela (70kg), Ellen Santana (70kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Ao todo as brasileiras fizeram 28 lutas, vencendo apenas 11 (39,3%). Mas o que chamou muito a atenção foi a quantidade de shidos levados pelas brasileiras. Foram 44 em 28 lutas, uma média de 1,57 por luta. Nada menos que 7 judocas perderam uma luta por hansokumake, que é quando um judoca é eliminado após levar 3 shidos.

Lógico que o Brasil tem que participar dessas competições fortes, mas não sei se a tática da CBJ está tão boa. Eles enviam os nossos melhores judocas para as principais competições, que costumam ter chaves muito fortes, com muitos japoneses e os brasileiros caem às vezes muito cedo, conquistando poucos pontos pro ranking mundial. A equipe principal fica de fora dos torneios mais fracos como os GPs e o Pan e acaba perdendo boas chances de pontuar. Aí num Grand Slam ou Mundial não é cabeça de chave e pode pegar logo na estreia uma pedreira.

Ainda é cedo para falar qualquer coisa, pois foi apenas a 1ª competição do ano pra maioria, mas já acendeu a luz amarela.

A equipe feminina segue agora pra Áustria, onde disputa essa semana o Aberto Europeu de Oberwart. Ótima chance de pontuar. 13 das 14 brasileiras serão cabeças de chave.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 7

Sem a equipe dos EUA (e portanto sem Mikaela Shiffrin), a prova por equipes foi dominada pelas potências Áustria e Suíça, que reeditaram a final olímpica de PyeongChang.

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Suíça comemora o título por equipes

Cabeça 1, a Áustria começou com um tranquilo 4-0 sobre a Argentina e fez mais um 4-0 na Eslováquia, que não contou com Petra Vlhová. Já a Suíça, cabeça 2, fez 4-0 na frágil Bélgica, mas empatou em 2-2 com a Suécia nas 4as. Na soma dos tempos, primeiro critério de desempate, 48.27 da Suíça a 48.60 da Suécia.

Na 1ª rodada, as maiores potências venceram, com França fazendo 3-1 na Rússia, Itália 3-1 na Finlândia, Alemanha 3-1 na Grã-Bretanha e Noruega 4-0 na República Checa.

Nas 4as, a Itália venceu a Noruega por 3-1 e a Alemanha passou por 3-1 pela França, que viu sua principal atleta do feminino, Tessa Worley, perder o combate de abertura do confronto.

Nas semifinais, provas muito equilibradas. A Áustria abriu 1-0 na Itália, que empatou, fez 2-1 e viu a Itália empatar novamente, mas na soma dos tempos, 49.23 a 49.52 pros austríacos. Na outra semi, a Alemanha fez 1-0, a Suíça virou 2-1 e a Alemanha empatou com Linus Strasser, mas nos tempos 48.75 a 48.95 pra Suíça.

Na disputa do bronze, a Itália abriu 2-0 sobre os alemães, que diminuíram pra 2-1. No último confronto, Strasser venceu Alex Vinatzer, que não terminou e parecia que ia dar Alemanha, mas Strasser foi desclassificado e, com 3-1, o bronze foi italiano.

Na decisão, mais um 2-2. Wendy Holdener, ouro na combinada, abriu 1-0 pra Suíça ao vencer Katharina Liensberger. Michael Matt venceu Daniel Yule e Katharina Truppe venceu Aline Danioth e a Áustria virou pra 2-1. Na descida decisiva, Ramon Zanhäusern empatou pra Suíça ao derrotar Marco Schwarz. Na soma dos tempos, um banho dos suíços com 48.13 a 48.90. Foi o 1º título mundial da Suíça na prova por equipes. Mas vale lembrar que a Suíça venceu a Áustria também na decisão olímpica. Holdeneer, Yule e Zenhäusern são os únicos remanescentes do ouro em solo sul-coreano em 2018.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 6

Numa prova espetacular, a francês Alexis Pinturault levou a combinada de maneira brilhante.

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Alexis Pinturault (FRA). Foto: AFP

O melhor no downhill foi o italiano Dominik Paris, ouro no Super-G neste Mundial, com 1:07.27, seguido do americano Ryan Cochran-Siegle com 1:07.30 e do norueguês Aleksander Aamodt Kilde com 1:07.65. Os especialistas no slalom ficaram lá pra trás, com Luca Aerni, campeão da prova em 2017, em 20º, o austríaco Marco Schwarz em 21º, o francês Victor Muffat-Jeandet em 23º, Pinturault em 24º, o alemão Linus Strasser em 29º e o esloveno Stefan Hadalin em 30º. Apesar de terem ficado lá pra trás, a diferença de tempo não era tão grande, menor que 2s.

No slalom, Hadalin foi o 1º a descer voando com 38.80, que seria o melhor tempo de toda a prova, somando 1:47.95. Strasser desceu em seguida fazendo 39.52, 1:48.51 no total. 7º a descer, Pinturault marcou ótimos 38.92 para assumir a liderança com 1:47.71 , 0.24 melhor que o esloveno. Marco Schwarz, 9º a descer, fez 1:48.17 e assumiu o 2º lugar. Mal sabiam que o pódio já estava formado.

Apesar de virem com vantagem do downhill, os especialistas desta prova não faziam um bom slalom. Apesar de ser uma prova bem mais curta, a diferença de tempos era muito maior e elas iam ficando muito pra trás. O que chegou mais perto foi o suíço Mauro Caviezel, 8º no downhil e 8º no slalom, terminando em 7º com 1:48.57. Aamodt Kilde fez o 34º tempo do slalom, Cochran-Siegle 36º e Paris o 26º tempo, para terminarem bem longe do pódio, dominado pelos atletas do slalom.

A última vez que um cara do downhill venceu a combinada em um Mundial foi em 2011, com Aksel Lund Svindal.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 5

Assim como na prova masculina, o downhill feminino também foi reduzido em pouco mais de 500m também com a saída do Super-G.

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Ilka Stuhec e Lindsey Vonn. Foto: Reuters

A prova foi marcada pela despedida da americana Lindsey Vonn, que fez uma super descida. Após cair no Super-G e terminar o downhill da combinada, Vonn foi a 3ª a descer com 1:02.23, assumindo a liderança. A forte equipe italiana veio em seguida com Nadia Fanchini, Sofia Goggia e Nicol Delago, mas ninguém passava Vonn, até a eslovena Ilka Stuhec. Campeã mundial em 2017, Stuhec ficou fora dos Jogos de PyeongChang em 2018 por conta de lesão. Na prova, marcou 1:01.74 e assumiu a liderança.

As 20 primeiras desciam, mas nada mudava no toip-5 da prova. Nem as austríacas Ramona Siebenhofer e Nicole Schmidhofer, nem Tina Weirather ou a suíça Lara Gut-Behrami ameaçavam.

19ª a descer, foi outra suíça que tirou a prata de Vonn: Corinne Suter. Com 1:01.97, jogou a americana pro 3º lugar, levando um inesperado bronze para encerrar sua brilhante carreira.

Vonn se aposenta com 3 medalhas olímpicas (1 ouro e 2 bronzes), 8 medalhas mundiais (2-3-3, sendo 1-2-2 no downhill), 4 títulos gerais da Copa do Mundo, 16 títulos de disciplinas e 82 vitórias em etapas, sendo 43 no downhill.

Stuhec mostrou que é o principal nome da prova na atualidade entrando no lugar da sua compatriota Tina Maze e se tornando a 1ª bicampeã mundial do downhill desde Maria Walliser em 1989.