Mundial Sub20 de Atletismo – Final

O Brasil saiu com 2 medalhas do Mundial na Finlândia, uma prata no domingo com Mirieli Estaili Santos no salto triplo e um bronze no sábado com Alison dos Santos nos 400m com barreiras!

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Alison dos Santos (direita) no pódio dos 400m com barreiras. Foto: Getty Images

Alison começou em segunda na sua eliminatória com 51.08, venceu sua semifinal com 50.90 e na decisão correu muito bem para segurar o 3º lugar desde a metade da prova e fechar com 49.78, seu recorde pessoal. Ele ficou atrás do sul-africano Sokwakhana Zazini com 49.42 e do qatari Bassem Hemeida com 49.59. Já Mirieli começou brilhando na qualificação, onde fez 13,60m, recorde pessoal, passando para a final com a 2ª marca, atrás apenas da búlgara Aleksandra Nacheva, com 13,68m. Na final, a brasileira começou com 13,30m e foi pros 3 saltos finais apenas em 6º. Mas na 5ª tentativa tirou um lindo 13,81m da cartola para subir pro segundo lugar e ficar com a prata, atrás novamente de Nacheva, que voou para 14,18m.

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Mirieli Estaili. Foto: CBAt

Mas o Mundial foi marcado pela fraca atuação americana. Apesar de terem levado o maior número de medalhas, 18 no total, o 1º ouro veio apenas na última prova do sábado, a 35ª do Mundial. Foi no revezamento 4x100m masculino, com 38.88, seguidos de Jamaica 38.96 e Alemanha 39.22. No domingo, Tia Jones levou os 100m com barreiras com 13.01, exatamente o mesmo tempo (até nos milésimos) da jamaica Britany Anderson, que para a IAAF foi prata. No 4x400m feminino, as americanas sobraram para vencer com 3:28.74, mas no masculino, onde também eram favoritos, eles derrubaram o bastão na primeira passagem, tentaram uma corrida de recuperação e ficaram com a prata, perdendo para a surpreendente Itália, com 3:04.05 contra 3:05.24 dos americanos.

O Quênia levou o maior número de ouros, 6 no total. Ale’m dos 3 do 1º post, também venceram os 800m masculino com Solomon Lekuta 1:46.35, os 5.000m masculino com Edward Zakayo 13:20.16 e os 3.000m com obstáculos feminino, prova completamente dominada pela Celliphine Chespol com 9:12.79. Já na prova masculino, onde o Quênia jamais havia perdido em Mundiais Sub20, o ouro foi pro etíope Takele Nigate, com 8:25.35. Alemaz Samuel levou os 1.500m feminino com 4:09.67, dando o 3º ouro etíope em Tampere.

Outros resultados excepcionais do Mundial ficaram com o sueco Armand Duplantis nos alto com vara, com 5,82m (ele tentou 6,01m, mas não deu), Briana Williams nos 200m feminino com 22.50 para fazer a dobradinha 100m-200m, e o cubano Jordan Diaz no salto triplo com 17,15m.

Na pista, também venceram o britânico Jona Efoloko nos 200m com 20.48, o belga Jonathan Sacoor nos 400m com 45.03, o chinês Zhang Yao na marcha 10.000m com 40:32.06, a sul-africana Zeney van der Walt nos 400m com barreiras com 55.34 e a mexicana Alegna Gonzalez na marcha 10.000m com 44:13.88.

No campo, dobradinha no salto em altura masculino com 2,23m com o grego Antonios Merlos e o mexicano Roberto Vilches, e vitórias do jamaicano Kai Chang no disco com 62,36m, do britânico Jake Norris no martelo com 80,65m, do australiano Nash Lowis no dardo com 75,31m, da bielorrussa Karyna Taranda no salto em altura com 1,92m, da alemã Lea-Jasmine Riecke no salto em distância com 6,51m, da canadense Camryn Rodgers no martelo com 64,90m e da britânica Niamh Emerson no heptatlo com 6.253 pontos.

Os brasileiros também conseguiram bons resultados com o 5º lugar de Pedro Henrique Rodrigues no dardo com 72,44m, 7º lugar de Lorraine Martins nos 200m com 23.91 e o 8º lugar do revezamento 4x400m feminino com 3:34.55, recorde sul-americano sub20.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 29 medalhas na base (8O-9P-12B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)

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Natação de olho no Pan-Pacífico

Em ano sem Mundial, JO ou mesmo Jogos Pan-Americanos, a principal competição internacional da temporada da natação brasileira será o Pan-Pacífico, no começo de agosto em Tóquio, na piscina que receberá o pólo aquático em 2020.

Na preparação, duas competições fortes: o torneio Sette Colli, em Roma, e o Aberto de Paris. Ao todo, os brasileiros conquistaram 53 medalhas nos dois torneios, sendo 15 no torneio italiano e 38 no francês. Foram 14 ouros, 24 pratas e 15 bronzes.

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Guilherme Costa

O principal destaque foi Guilherme Costa, que bateu o recorde sul-americano dos 800m livre no meeting italiano com 7:50.92, quando ficou com a prata. Ele ainda foi bronze nos 1.500m livre em Roma, ouro nos 400m livre e prata nos 1.500m livre em Paris. Luiz Altamir Melo foi muito bem, levando os 200m livre (1:46.84, empatado com Fernando Scheffer) e os 200m borboleta (1:55.83) em Roma e repetindo o feito em Paris, com 1:48.26 na prova livre e 1:57.19 no borboleta.

Bruno Fratus nadou novamente bem levando os 50m livre em Paris com 21.80, além das pratas em Roma nos 50m livre (21.77) e nos 100m livre (48.58). Nas provas olímpicas masculinas, o único outro ouro foi de Pedro Spajari nos 100m livre em Paris com 49.02.

No feminino, Manuella Lyrio foi o destaque ao vencer os 400m livre em Paris numa prova extremamente esvaziada com fracos 4:17.61, mas mostrou que está voltando ao seu melhor nos 200m livre, ao ser prata nas duas competições, com 1:57.99 em Roma e 1:58.47 em Paris. Larissa Olivera foi bronze nas duas, com 1:58.55 em Roma e 1:58.66 em Paris. Bom ver Etiene Medeiros voltando a nadar bem, mas ainda um pouco longe do seu melhor.

Vale lembrar que o Brasil enviará para Tóquio apenas 16 atletas para a piscina e mais 4 para as águas abertas. Na piscina, apenas Lorrane Ferreira e Larissa Oliveira serão as representantes femininas.

Mundial Sub20 de Atletismo – Parte 1

Após 3 dias de disputas na cidade finlandesa de Tampere, duas situações se destacam. A primeira é o sucesso asiático na competição e a outra é o fracasso norte-americano.

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Lalu Muhammad Zohri. Foto: IAAF

Talvez a grande surpresa tenha sido a vitória do indonésio Lalu Muhammad Zohri nos 100m masculino, com 10.18, deixando os americanos favoritos Anthony Schwartz (que tinha 10.09 esse ano) e Eric Harrison para trás, prata e bronze respectivamente, ambos com 10.22. Já o Japão quase levou 3 ouros em menos de uma hora, na quarta-feira. Nozomi Tanaka venceu os 3.000m feminino com 8:54.01, Yuki Hashioka levou o salto em distância masculino com 8,03m e Tomaka Kuwazoe ficou com a prata no dardo feminino com 55,66m, perdendo o ouro por apenas 29cm, para a ucraniana Alina Shukh, com 55,95m. A 4ª vitória asiática veio com a indiana Hima Das, que levou os 400m feminino com 51.46.

As equipes africanas também vem bem, com 5 ouros até o momento. O Quênia tem 3 ouros: George Manangoi nos 1.500m masculino com 3:41.71, Rhonex Kipruto nos 10.000m masculino com 27:21.08 e Beatrice Chebet nos 5.000m feminino com 15:30.77. A etíope Deribe Welteji venceu os 800m feminino com o ótimo tempo de 1:59.75 e o sul-africano Kyle Blignaut levou o arremesso de peso com 22,07m.

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Briana Williams. Foto: IAAF

Até agora os americanos tem 5 medalhas, 2 pratas e 3 bronzes. Nos 100m feminino, a americana Twanisha Terry vinha de uma ótima semifinal com 11.03, recorde do campeonato, mas foi derrotada na decisão pela jamaicana Briana Williams, com 11.16, contra 11.19 de Terry. Nos 110m com barreiras, dobradinha jamaicana com Damion Thomas no ouro com 13.18. Os americanos também acumularam resultados muito ruins nos 400m com barreiras e em outras provas de velocidade, que ainda não tiveram a final. Vários favoritos ficaram de fora das decisões.

O australiano Ashley Moloney fez uma excelente prova no decatlo, somando 8190 pontos, recorde do campeonato, batendo suas marcas pessoais em 8 das 10 provas. A neozelandesa Madison-Lee Wesche faturou o arremesso de peso na última tentativa, com 17,09m, deixando chinesa e holandesa, que tinham ambas 17,05m, com a prata e o bronze. No salto com vara, a checa Amalie Svabikova sobrou numa bela prova com 4,51m e Alexandra Emilianov, da Moldova, confirmou o favoritismo para vencer o lançamento de disco com 57,89m.

Os brasileiros vem fazendo um mundial razoável, com boa parte avançando de fase. A melhor marca até agora foi de Lorraine Martins, que terminou em 6º na final dos 100m com 11.48, ficando a apenas 0.01 do seu PB. Valquiria Meurer foi 9ª na final do lançamento de disco com 49,03m e Fabielle Ferreira 10ª no lançamento de dardo com 50,05m. Foram ainda outras 6 semifinais: Alison dos Santos, Cheyenne da Silva e Marlene Santos nos 400m com barreiras, Bruno Silva, Tiffani Silva e Giovana dos Santos nos 400m. Alison, Bruno a Giovana fizeram parte do revezamento 4x400m misto do Brasil que foi ouro no Mundial Sub18 em 2017.

Mais medalhas para Ana Satila. E quem segura Jessica Fox?

Na 3ª etapa da Copa do Mundo de canoagem slalom, Ana Sátila faturou mais duas medalhas e chega a 5 medalhas até agora na Copa do Mundo.

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Ana Sátila na 2ª etapa. Foto: CBCa

Na cidade alemã de Augsburg, Ana ficou com o bronze no C1 com 115,79, atrás da australiana Jessica Fox com 111,15 e da britânica Mallory Franklin com 115,65. Na prova de Extreme K1, uma espécie de corrida em formato de baterias, mas que não é olímpica, Ana venceu e levou o ouro. No sábado, ela parou na semifinal do K1, perdendo duas portas e terminando em 28º.

Na 1ª etapa, há duas semanas na Eslováquia, Ana já havia ficado com a prata no Extreme K1 e pego as duas finais nas provas olímpicas, terminando em 9ª no K1 e em 10ª no C1. E na semana passada, na Polônia, ela ficou com o bronze no C1 e mais uma prata no Extreme K1, mas no K1 parou na semifinal, em 16º.

Mas quem está imbatível é a australiana Jessica Fox. Prata em Londres-2012 e bronze no Rio-2016, Fox venceu o K1 e o C1 nas três etapas! 100% de aproveitamento nas duas provas, algo simplesmente espetacular. Na classificação geral, Ana está em 2º lugar no C1 e em 15º no K1. No masculino, o britânico Joseph Clarke lidera no K1 e o eslovaco Alexander Slafkovsky, prata nas 3 etapas, no C1.

A Copa do Mundo só retorna no fim de agosto para uma etapa na Eslovênia e em setembro pra etapa final na Espanha.

 

Prata no levantamento de peso!

Luana Madeira é o principal nome da nova geração do levantamento de peso brasileiro e confirmou isso neste sábado com a prata no Mundial Jr, que começou hoje no Uzbequistão.

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Única brasileira na competição, Luana foi prata na categoria 48kg, com 172kg no total, ficando atrás apenas da tailandesa Chiraphan Nanthawong, com 181kg. Luana também foi prata no arranco com 76kg e no arremesso com 96kg, novamente atrás da tailandesa.

Foi a 3ª medalha em Mundiais de base da Luana (só considerando o total). Ela foi bronze no Mundial Infanto-Juvenil em 2015 e bronze no Juvenil em 2017. Apesar da medalha, Luana tem crescido pouco suas marcas. No Mundial Jr de 2017, ela somou 169kg, 3kg pior que a marca de hoje.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 27 medalhas na base (8O-8P-11B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)

Recorde no atletismo!

Enquanto todos estão de olho nos jogos da Copa do Mundo na Rússia, o atletismo brasileiro conseguiu marcas extremamente expressivas no meeting de Montreuil, na França, nesta terça-feira.

Gabriel Constantino ficou em 2º lugar nos 110m com barreiras com espetaculares 13.23 (vento +0,5) e bateu o recorde sul-americano da prova, que era do colombiano Paul César Villar de 2011, com 13.27, e o brasileiro do Redelen dos Santos de 2004 com 13.29. Foi a 5ª vez no ano que Gabriel completou a distância em menos de 13.50. Com o tempo de ontem, Gabriel seria bronze no Rio-2016. A vitória foi do russo Sergey Shubenkov, com 12.99, melhor tempo de 2018 no mundo.

Nos 100m, Paulo André de Oliveira foi 3º com 10.10 (vento +0,9), melhor tempo de um brasileiro desde junho-2016! Segundo o ranking da IAAF, Paula André se tornou o 3º brasileiro mais rápido da história, atrás apenas de Robson Caetano (10.00, 10.02 e 10.08) e do André Domingos (10.06), mas a CBAt afirma que ele é o 4º da história. 3º ou 4º, o que importa é a excelente marca do atleta, que junto com Vitor Hugo dos Santos, pode se tornar o 1º brasileiro a quebrar a barreira dos 10 segundos. O chinês Zhenye Xie venceu a prova com 9.97, melhorando o recorde nacional em 0.02.

O atletismo brasileiro vem mostrando grande evolução nos últimos anos e as chances de finais (top-8) no Mundial do ano que vem aumentou consideravelmente. Podemos citar, além do Gabriel, Darlan Romani (peso),Thiago Braz (salto com vara), Nubia Soares (triplo), Erica Sena (marcha), Caio Bonfim (marcha), Almir dos Santos (triplo), Wagner Domingos (martelo), Geisa Arcanjo (peso), Thiago André (800m e 1.500m), 4x100m masculino.

Mundial de BMX – Resumo

Em Baku, no Azerbaijão, Anderson Ezequiel surpreendeu muitos favoritos e conquistou a 1ª medalha da história do Brasil em um Mundial de Ciclismo nas categorias olímpicas!

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Foto: UCI

Devido aos fortes ventos, as rodadas de classificação foram adiadas da sexta para o sábado, que teve uma longa sessão. Na 1ª rodada masculina, onde cada grupo faz 3 baterias, Anderson passou em 2º no Grupo 8 atrás do australiano Kai Sakakibara e Renato Rezende foi 4º no Grupo 2, também avançando. Nas 8as, Anderson ficou apenas em 4º na sua prova, mas avançou. Já Renato foi 5º e ficou de fora das 4as por apenas 0.019. Nas 4as, Anderson foi 3º na sua bateria e passou pra semi.

Na semifinal, Anderson não largou bem, mas fez duas curvas espetaculares e foi se recuperando até chegar em 3º, atrás do suíço David Graf e do holandês Dave van der Burg. Na grande final, mais uma vez Anderson ficou um pouco pra trás na largada, em 7º, fez mais uma excelente primeira curva por dentro e subiu pra 6º. Na segunda curva, novamente ele estava por dentro e viu van der Berg cair e levar o Graf e o britânico Kyle Evans pro chão, e assumiu o 3º lugar atrás de dois franceses até cruzar em 3º para o bronze. Lá na frente, Sylvain André derrotou Joris Daudet, campeão mundial em 2016, no photo finish, por apenas 0.006.

Na prova feminina, as 3 brasileiras passaram pela classificatória: Julia Alves dos Santos, Priscilla Carnaval e Paola Reis Santos, finalista ano passado na categoria júnior. Nas 4as, as 3 tiveram largadas ruins e apenas Julia passou para a semi, ficando em 4º na sua bateria. Na semifinal, foi jogada pra fora da pista logo na 1ª curva e não avançou. Na decisão, o domínio foi total das holandesas, que fecharam o pódio. Bronze em Londres-2012, Laura Smulders ficou com o ouro, sua irmã Merel Smulders ficou com a prata e Judy Baauw completou o pódio. A americana Alise Willoughby (antes Alise Post), que defendia o título, caiu e foi a 7ª na final.

O próximo Mundial de BMX será em 2019 na cidade belga de Heusden-Zolder.