Hugo Calderano brilha no Finals

Os melhores jogadores do ano de tênis de mesa estão na cidade sul-coreana de Incheon para o Finals da modalidade. No individual, são apenas 16 homens e 16 mulheres, numa enxurrada de chineses. São 5 no masculino e 8 no feminino.

Hugo_Calderano

Hugo Calderano após a vitória sobre Fan Zhendong. Foto: ITTF

Entre os homens, Hugo Calderano e os alemães Timo Boll e Patrick Franziska são os únicos a quebrar a hegemonia asiática.

Nas 8as, o brasileiro atual 6º do mundo pelo ranking, venceu num belo duelo o japonês Yuya Oshima por 4-3 (11-5, 4-11, 11-8, 8-11, 9-11, 11-4, 11-7) e se garantiu nas 4as de final neste sábado, para pegar ninguém menos que o número 1 do mundo, o chinês Fan Zhendong, ouro nos Jogos Asiáticos esse ano e vencedor de 3 etapas fortíssimas do circuito mundial.

Jogando de maneira impecável, o brasileiro surpreendeu Fan e venceu por 4-2 (11-6, 12-10, 4-11, 11-5, 9-11, 11-9) para chegar às semifinais do Finals de maneira inédita. Nos 4 confrontos anteriores entre os 2 (2 esse ano, uma naquela final em Doha, em março), o brasileiros jamais havia vencido 2 sets. Na semifinal também neste sábado, Calderano pegou a maior revelação do esporte da atualidade, o japonês Tomokazu Harimoto, e acabou eliminado por 4-0 (11-7, 11-8, 11-8, 11-5). Harimoto tem apenas 15 anos e é bem marrento para um japonês. Foi o 4º jogo entre os 2 e o japonês tem 3 vitórias.

Apesar da derrota, Calderano novamente entra pra história do tênis de mesa brasileiro e mundial, com mais um feito espetacular na temporada.

Anúncios

Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 4

Que prova! Que dia! O 1º ouro brasileiro em Hangzhou veio de uma maneira espetacular numa prova que o Brasil era cotado como zebra pro pódio. E veio um ouro na última prova do dia.

 

1-37_0

Luiz Altamir, Fernando Scheffer, Breno Correia e Leonardo Santos. Foto: Istvan Derencsenyi/FINA

Foi a final mais emocionante até aqui. O Brasil vinha com o 6º tempo das eliminatórias de 6:58.26, onde ninguém nadou de maneira brilhante e a melhor parcial havia sido na abertura com Fernando Scheffer 1:43.40. Na final a história foi bem diferente com a ordem mudando e a saída de Leonardo de Deus da equipe pra entrada de Leonardo Coelho Santos.

Embed from Getty Images

Luiz Altamir Melo abriu com 1:42.03, tempo que o colocaria no pódio da final da prova de 200m e ele estava atrás apenas do campeão dos 200m livre, o americano Blake Pieroni com 1:41.85. Aí veio Scheffer que voou para 1:40.99 e o Brasil era líder com 0.89 de vantagem na 2º troca. Leonardo, longe da sua especialidade, fez uma parcial ok com 1:42.81 e entregou em 3º, 0.23 atrás da China, que teve Sun Yang nessa perna, e 0.07 atrás da Rússia. Para fechar, o nome da prova, Breno Correia. Com 50m da sua perna o Brasil já era líder novamente, marcou ótimos 48.21 nos 100m iniciais e fechou para a melhor parcial da prova, 1:40.98 e 6:46.81, novo recorde mundial! A Rússia quase pegou o Brasil. Aleksandr Kranykh fechou para 1:41.08 e bateu a apenas 0.03 da equipe brasileira! Ouro inédito para o Brasil com uma equipe extremamente jovem, média de 21 anos! A China fechou o pódio e, pela 1ª vez nesse Mundial, os EUA sequer subiram ao pódio.

César Cielo disputou ainda sua última final dos 50m livre da carreira, mas não fez uma boa prova e terminou em 7º e último com 21.20 (o britânico Benjamin Proud foi desclassificado). Vitória do russo Vladimir Morozov com 20.33, desbancando o americano favorito Caeleb Dressel, prata com 20.54. Nos 50m costas, Guilherme Guido também ficou fora do pódio, terminando em 5º com 22.79. A vitória foi do russo Evgeny Rylov com 22.58. E fechando a participação brasileira em finais, Caio Pumputis acabou em 8º nos 100m medley com 52.28 e o ouro foi para mais um russo, Kliment Kolesnikov com 50.63, recorde mundial júnior.

Embed from Getty Images

A australiana Ariarne Titmus venceu seu 2º ouro com 3:53.92 nos 400m livre, novo recorde mundial. Mais um WR veio na abertura, o 4x50m livre masculino, com 1:21.80 da equipe americana. O Brasil, que seria um dos favoritos, não disputou as eliminatórias. Tivemos ainda mais um ouro de Katinka Hosszu, agora nos 100m medley com 57.26, e da holandesa Ranomi Kromowidjojo, com 24.47 nos 50m borboleta.

Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 3

Nenhum brasileiro competiu nas finais na quinta-feira, no dia com apenas 6 finais.

Logo na abertura da sessão noturna, o russo Kirill Prigoda venceu os 200m peito com excepcionais 2:00.16, novo recorde mundial em piscina curta, bem a frente do chinês Qin Haiyang, prata com 2:01.15, recorde asiático, e do alemão Marco Koch, o antigo recordista mundial, com 2:01.42.

kromowidjojo_ranomi-1

Ranomi Kromowidjojo (NED). Foto: Istvan Derencsenyi/FINA

Campeã olímpica em Londres, a holandesa Ranomi Kromowidjojo venceu os 100m livre com 51.14, novo recorde do campeonato, seguida da sua compatriota Femke Heemskerk 51.60 e da americana Mallory Comerford 51.63. Mas nos 200m costas a dobradinha foi americana com Lisa Bratton 2:00.71 e Kathleen Baker 2:00.79. A australiana Emily Seebohm foi bronze com 2:01.37 e a superhúngara Katinka Hosszu ficou sem medalha, em 4º com 2:01.99.

Num super duelo, o sul-africano Chad le Clos faturou o tetracampeonato dos 100m borboleta com 48.50, deixando o americano Caeleb Dressel em 2º com 48.71. A chinesa Wang Jianjiahe dominou os 800m livre feminino com 8:04.35 para dar o 2º ouro pra China e a italiana Simone Quadarella acabou com a prata com 8:08.03.

Embed from Getty Images

Os Estados Unidos venceram o 4x50m medley misto com mais um recorde mundial, 1:36.40. Entre as principais equipes, eles foram os únicos a fechar com um homem no livre, e Caeleb Dressel não decepcionou marcando uma parcial de 20.09! Ele pegou em 7º quase 3s atrás e entregar em 1º com 0.65 de vantagem sobre a Holanda. Até então, todos os revezamentos haviam sido vencidos pelos EUA.

Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 2

Foram 3 quintos lugares pro Brasil no 2º dia em Hangzhou.

Brasil contou com 4 finalistas em 3 provas no 2º dia. Depois de uma excelente eliminatórias com o melhor tempo (49.57, recorde sul-americano) e na semi com o 2º tempo (49.45, recorde sul-americano), Guilherme Guido piorou sua marca e terminou a final dos 100m costas com 49.75 em 5º, enquanto o ouro foi pro americano campeão olímpico Ryan Murphy com 49.23.

Embed from Getty Images

Nos 200m livre, Luiz Altamir Melo e Breno Correia fizeram uma ótima eliminatória. Luiz foi o 2º com 1:42.13 e Breno 4º com 1:42.64. Na final, os dois brasileiros começaram muito bem e ficaram em todas as parciais em 2º ou 3º. Mas nos últimos 50m caíram demais fazendo suas piores parciais e Breno acabou em 5º com 1:42.36 e Luiz Altamir em 8º 1:42.72. Já o americano Blake Pieroni liderou a prova do início ao fim e venceu com 1:41.49.

A última final brasileira no dia foi no revezamento 4x50m livre misto. Nas eliminatórias, com Marcelo Chierighini, Matheus Santana, Larissa Oliveira e Etiene Medeiros, o Brasil fez o 6º tempo no geral com 1:30.78. Na decisão, saiu Marcelo e entrou César Cielo. Mas o Brasil terminou novamente em 5º com 1:29.91 e viu mais um ouro americano em revezamento, com novo recorde mundial 1:27.89. Na prova que abriu o dia, o revezamento 4x50m medley feminino, mais um ouro americano com mais um recorde mundial 1:42.38.

van_der_burgh_cameron-8

Cameron van der Burgh (RSA). Foto: Istvan Derencsenyi/FINA

Katinka Hosszu levou seu 2º ouro neste Mundial ao faturar os 200m borboleta com 2:01.60 com a americana Kelsi Dahlia colada na prata com 2:01.73. Nos 100m peito masculino, o sul-africano Cameron van der Burgh levou com 56.01, recorde do campeonato com o bielorrusso Ilya Shymanovich na prata com 56.10. Após a vitória, van der Burgh anunciou na coletiva de imprensa sua aposentadoria. O 5º ouro americano no dia veio com Olivia Smoliga nos 100m costas feminino, com 56.19, deixando a Hosszu com a prata 56.26. Nos 50m peito feminino, a jamaicana Alia Atkinson conquistou o ouro, seu 3º na carreira em Mundiais de curta, com 29.05 enquanto a lituana Ruta Meilutyte foi prata com 29.38.

Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 1

No 1º dia, o Brasil fez 5 finais e levou sua 1ª medalha, isolando César Cielo na história do esporte brasileiro.

O CREDITO DA FOTO É OBRIGATORIO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Foto: Satiro Sodre/SSPress/CBDA

Depois de passar com o 2º tempo pra final no 4x100m livre masculino, o Brasil entrou com a mesma equipe das eliminatórias: Matheus Santana, Marcelo Chierighini, César Cielo e Breno Correia. A única alteração foi a ordem. Nas eliminatórias, Breno foi o 3º e Cielo fechou e na decisão eles inverteram. Matheus Santana abriu mal com 46.83, entregando pro Chierighini em 6º. Com 46.37, Cielo pegou também em 6º e conseguiu melhorar para 4º após uma parcial de 46.34. Breno voou pra fechar com 45.61, a 3ª melhor parcial lançada da final. Ele passou o italiano Lorenzo Zazzeri no final e o Brasil levou o bronze com 3:05.15 contra 3:05.20 da Itália. Na frente, os americanos lideraram do início ao fim e venceram com o novo recorde mundial 3:03.03 contra 3:03.11 da equipe da Rússia, que teve como destaque a parcial do Vladimir Morozov 45.06. Tanto na eliminatória como na final a equipe brasileira bateu o recorde sul-americano.

seto_daiya-5

Daiya Seto (JPN). Foto: Istavn Derencsenyi/FINA

Outros quatro brasileiros disputaram finais. Eles fizeram ótimas eliminatórias, mas não evoluíram nas finais. Fernando Scheffer fez o 3º tempo nos 400m livre 3:39.10, recorde sul-americano, mas na final piorou 3:39.40 e terminou em 8º. Vitória foi do lituano Danas Rapsys com 3:34.01. Nos 200m borboleta, Luiz Altamir Melo foi o 3º nas classificatórias 1:51.31, mas piorou 1:51.99 e foi 6º na final. Ouro pro japonês Daiya Seto 1:48.24, novo recorde mundial, impedindo o tetracampeonato do Chad le Clos, prata com 1:48.32.

Caio Pumputis foi o 2º melhor nas eliminatórias dos 200m medley com 1:53.33 e Leonardo Santos 5º com 1:53.53. Os dois melhoraram na final, mas Pumputis foi 5º com 1:53.05 e Leonardo 6º 1:53.38. Vitória do chinês Wang Shun 1:51.01.

Foram 3 finais no feminino. A australiana Ariarne Titmus levou o 200m livre com 1:51.38, passando a americana Mallory Comerford no finalzinho. Katinka Hosszu faturou seu 14º ouro em Mundiais de curta ao sobrar nos 400m medley com 4:21.40, contra 4:25.84 da americana Melanie Margalis. No 4x100m livre, as americanas venceram com 3:27.78 contra 3:28.02 da equipe holandesa.

Cielo no topo

Com o bronze no revezamento, César Cielo chega a 18 medalhas em Mundiais, se tornando o maior medalhista brasileiro da história no esporte. Ele tem agora 11 ouros, 2 pratas e 4 bronzes, sendo 6-1-0 em piscina longa e 5-1-4 em curta.

Maiores medalhistas brasileiros em Mundiais adultos:

César Cielo – 18 medalhas – 11-2-5
Robert Scheidt – 17 medalhas – 12-3-2
Torben Grael – 15 medalhas – 3-8-4
Gustavo Borges – 12 medalhas – 4-4-4
Isaquias Queiroz – 10 medalhas – 5-0-5
Ana Marcela Cunha – 10 medalhas – 3-2-5
Marcelo Ferreira – 10 medalhas – 2-5-3

Judô passa em branco em Osaka

No fortíssimo Grand Slam de Osaka, a equipe brasileira saiu sem medalha.

Se um japonês (ou às vezes dois) numa chave de um Mundial já complica, imagina colocar 4? Esse Grand Slam foi assim e os donos da casa simplesmente destruíram a concorrência. Nada menos que 35 judocas dos 56 que competiram medalharam pro Japão, que saiu com incríveis 11 ouros, 8 pratas e 16 bronzes!

132817251118macedo

Rafael Macedo. Foto: IJF

Sete brasileiros chegaram às 4as de final e quatro deles foram pra disputa de bronze, mas acabaram perdendo. Ficaram em 5º: Eric Takabatake (60kg), Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Beatriz Souza (+78kg). Acabaram em 7º: Phelipe Pelim (60kg), Jéssica Pereira (52kg) e Maria Portela (70kg).

Entre os destaques negativos ficaram a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, que caiu novamente na estreia nos 57kg, assim como Rafael Silva no +100kg.

Os únicos que conseguiram quebrar o domínio japonês foram a canadense Jessica Klimkait (57kg), o holandês Henk Grol (+100kg) e a cubana Idalys Ortiz (+78kg). Klimkait e Ortiz venceram nada menos que 3 japonesas no torneio! Mas a campanha da canadense foi um sonho, derrotando Kana Tomizawa nas 8as, a fortíssima mongol Sumiya Dorjsuren nas 4as, Haruka Funakubo na semi e Momo Tamaoki na decisão. Interessante que a única japonesa que ela não enfrentou foi Tsukasa Yoshida, que é a atual campeã mundial.

A temporada será encerrada daqui 2 semanas no Masters de Guangzhou, na China.

Ginástica feminina brilha em Cottbus

Foi uma etapa da Copa do Mundo de ginástica bem interessante na cidade alemã de Cottbus.

Rebeca Andrade, BRA - WCH Doha 2018, Oct30

Rebeca Andrade. Foto: CBG

As meninas brilharam subindo no pódio dos 4 aparelhos, totalizando 3 ouros e 3 pratas! Rebeca Andrade foi o destaque do Brasil no torneio, com ouro no salto com 14,728 (execução de 9,466 e 9,491 na final!) e na trave com 13,766 e prata nas assimétricas com 14,500. Flávia Saraiva levou o solo com 14,100 e foi prata na trave com 13,266 e Jade Barbosa fechou com prata no solo com 13,550.

O que nos deixa muito animado foi ver as notas das meninas em comparação com o Mundial de Doha, alguma semanas atrás. Com essas notas, Rebeca seria prata no salto, bronze na trave e 4ª nas assimétricas. E a Flavinha seria prata no solo. Claro que em um Mundial as exigências são muito maiores e os árbitros mais detalhistas, mas ainda assim foram excelentes notas. A única prova que não foi vencida pelas brasileiras foi as assimétricas, onde a belga campeã mundial Nina Derwael venceu com 15,100 (no Mundial fez 15,200).

Foi muito legal ver a integração das meninas com Valeri e Nastia Liukin. Ele é o novo técnico da seleção feminina e já podemos ver uma evolução espetacular. Campeã olímpica em Pequim-2008 no individual geral, Nastia Liukin virou tiete e postou tanta coisa nas redes sociais que já está virando brasileira!

Já no masculino, apenas uma final, com Arthur Nory, que terminou em 7º na barra fixa com 13,033, em prova vencida pelo campeão mundial Epke Zonderland com 14,866.