Resumo Rio-2016 – Canoagem Slalom

C1 masculino

Esta prova teve basicamente 2 nomes em sua história olímpica: o francês Tony Estanguet e o eslovaco Michal Martikan. Eles venceram as últimas 5 Olimpíadas, mas ambos estão aposentados. Restou ao medalhista de prata em Londres, o alemão Sideris Tasiadis chegar como favorito.

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Denis Gargaud Chanut (FRA)

E não decepcionou na eliminatória. Tasiadis não fez uma 1ª descida tão boa, com 100,47, mas voou na 2ª com 92,23, sem cometer falta, e fechou com o melhor tempo. O francês Denis Gargaud Chanut foi o 2º melhor com 93,48, seguido do britânico David Florence, prata em Pequim, com 94,11. Felipe Borges não foi bem e ficou em 6º com 105,14, mesmo zerando sua 2ª descida. Na semifinal, Tasiadis novamente sobrou, zerando com o melhor tempo de 95,63, seguido do espanhol Ander Elosegi com 97,93 e do francês Chanut cm 98,06.

Já na final, em ordem inversa à semi, o eslovaco Matej Benus foi o 3º a descer e fez excelentes 95,02. Florence foi o seguinte, mas cometeu duas faltas e teve problema, fazendo altos 109,00 para terminar na última posição. O japonês Takuya Haneda também zerou, mas com 97,44 e aparecia na 2ª posição, faltando os 5 favoritos ainda. O checo Vitezslav Gebas fez 97,57 e aparecia em 3º. O esloveno Benjamin Savsek cometeu duas faltas e com 99,36 fica longe do pódio. Depois foi a vez do francês Chanut, que fez uma descida brilhante. Zerando novamente, sobrou com 94,17 e assumiu a liderança, já garantindo lugar no pódio. O espanhol tocou a 1ª barreira e perdeu suas chances logo no início. Ele ainda tocou mais uma porta para terminar em 8º. Fechando a final, o alemão Tasiadis. Ele não conseguia fazer a mesma linha do francês e, quando bateu na porta 9, o ouro caiu nas mãos de Denis Gargaud Chanut. Tasiadis completou com 97,90, ficando em 5º. Prata pro eslovaco Matej Benus e bronze pro japonês Takuya Haneda, a 1ª medalha da história do Japão na canoagem slalom.

K1 masculino

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Joe Clarke (GBR)

O único medalhista olímpico presente na prova era o alemão Hannes Aigner, bronze em Londres. Na qualificação, foi o italiano Giovanni de Gennaro que fez o melhor tempo, com 86,85 obtidos na 1ª descida. O britânico Joe Clarke fez o 2º tempo com 86,95 e Aigner o 3º com 87,31. Pedro da Silva foi muito bem, fazendo 88,48 e conquistando o ótimo 5º lugar.

Na semifinal, prova perfeita do eslovaco Jakub Grigar, melhor tempo com 88,84, bem a frente do checo Jiri Prskavec com 90,62. Mesmo com uma falta, Pedro fez 95,68 obtendo o 10º tempo e a última vaga pra final. Bronze no último Mundial, o americano Michal Smolen também fez uma falta, mas ficou fora da final, em 12º.

Na final, Pedro foi logo o 1º a descer. Numa bela descida, ele zerou com o tempo de 91,54.Os 3 seguintes fizeram tempos piores, incluindo o italiano e o brasileiro mantinha a liderança, até o alemão Aigner completar em 89,02 e assumir o 1º lugar. A situação ficou mais tensa quando os 4 últimos desceram. O esloveno Peter Kauzer, bicampeão mundial, fez 88,70 para ir pra frente, mas logo depois, Joe Clarke brilhou para 88,53, assumindo a liderança por muito pouco. Atual campeão mundial, o checo Jiri Prskavec vinha muito bem, mas bateu na porta 13. Ainda assim, ele voou em Deodoro e ficou com o 3º tempo com 88,99, deixando o alemão em 4º por apenas 0,03! Restava apenas o eslovaco Jakub Grigar. E ele ia muito bem. Na 2ª parcial, liderava com quase 1s sobre o britânico, mas um errinho no final o tirou do pódio, terminando em 5º com 89,43.

Ouro pro britânico Joe Clarke, o 1º do país na história do K1, prata pro esloveno Peter Kauzer e bronze pro campeão mundial, o checo Jiri Prskavec.

C2 masculino

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Ladislav e Peter Skantar (SVK)

Os grandes nomes dessa prova na história olímpica foram os irmãos gêmeos eslovacos Pavol e Peter Hochschorner. Tricampeões olímpicos e bronze em Londres, eles estão em fim de carreira e não foram selecionados para os Jogos. Em seus lugares, os irmãos (não gêmeos) Ladislav e Peter Skantar.

Nas eliminatórias, que só eliminaram a dupla japonesa, os Skantar fizeram o melhor tempo com 100,89 na 1ª descida, seguidos pelos franceses Gauthier Klauss e Matthieu Péché com 102,43 e pelos britânicos David Florence e Richard Hounslow, bronze em Londres, com 103,27. A dupla brasileira Charles Correa e Anderson Oliveira ficou na ótima 7ª posição com 106,14. Já na semifinal, foi a vez dos alemães Franz Anton/Jan Benzien fazerem o melhor tempo com 107,93. A dupla brasileira cometeu 3 faltas, ficando em 11º e fora da final por apenas 0,23, sendo a única eliminada na rodada. Os franceses ficaram em 5º e os eslovacos em 6º.

Os irmãos Skantar desceram em 5º na final, zerando sua passagem e completando em 101,58. Os franceses foram os seguintes, mas não conseguiam melhor o tempo da ótima descida eslovaca e completaram em 103,24, 2º tempo até então. A dupla da Polônia também não melhorou com 104,97. Logo depois, foi a vez dos britânicos, que vinham mais rápido que os eslovacos: na 2ª parcial tinham quase 1 segundo e meio de vantagem, mas atrasaram e terminaram com 102,01, assumindo o 2º lugar. Aí vieram os checos Jonas Kaspar e Marek Sindler, que voavam e vinham mais rápidos que os Skantar, mas bateram na 22ª e na 23ª portas, perdendo 4s. Terminaram com 108,35 em 8º. Para fechar a final, os alemães que também vinham melhor, mas não superaram o excelente final de prova eslovaco. Completaram em 103,58 fora do pódio em 4º.

Com a vitórias dos irmãos Ladislav e Peter Skantar, a Eslováquia conquistaou seu 4º ouro em 8 edições olímpicas do C2. Os britânicos David Florence e Richard Hounslow repetiram a prata de Londres e Gauthier Klauss e Matthieu Péché ficam com o bronze, a primeira medalha francesa na prova desde o ouro em Atlanta-1996.

A prova foi retirada do programa olímpico e será substituída pelo C1 feminino em Tóquio.

K1 feminino

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Maialen Chourraut (ESP)

A campeã de Londres, a francesa Emilie Fer, não foi selecionada para levar a vaga francesa e se juntou à alemã Ricarda Funk entre as principais ausências da prova. Na primeira descida da qualificação, o melhor tempo ficou com a britânica Fiona Pennie com 100,52. Já na 2ª, boa parte melhorou o tempo e a melhor marca foi da italiana Stefanie Horn com 99,07. Apenas ela e a australiana Jessica Fox (2ª com 99,51) fizeram o tempo abaixo dos 100s. Ana Sátila vinha extremamente bem embalada das etapas da Copa do Mundo este ano. Na 1ª descida fez o 12º tempo (15 passariam para a semifinal) com 110,80. Na 2ª, vinha muito bem, mas cometeu um erro grave no final e não passou pela porta 20. Ela vinha para um excelente tempo, mas não melhorou a sua marca e terminou em 17º lugar, não passando para as semifinais.

Na semi, a melhor marca foi da austríaca Corinna Kuhnle com 101,54, seguida de Pennie com 101,81 e da espanhola Maialen Chourraut, bronze em Londres, com 101,83. Na grande final, a alemã Melanie Pfeifer começou já com um toque na porta 16. A final, aliás, teve um nível abaixo do esperado, já que apenas 2 das 10 tiveram uma descida limpa. 4ª a descer, a neozelandesa Luuka Jones foi a 1ª a zerar com 101,82 e assumiu a liderança. As duas seguintes tiveram uma punição: a eslovaca Jana Dukatova fez 103,86 e a australiana Jessica Fox marcou 102,49. A checa Katerina Kudejova vinha bem, mas cometeu uma falta também e ainda piorou bem seu tempo. Ela terminaria em 10º com 108,76.

Aí veio o show da espanhola. Maialen Chourraut tinha 0.31 de vantagem sobre a neozelandesa na 1ª parcial e melhorou para 1.72 na 2ª! Seguiu sem faltas e fechou com o excelente tempo de 98,65. O ouro foi confirmado para Chourraut quando a britânica Fiona Pennie e a austríaca Corinna Kuhnle cometeram duas faltas cada, sendo a 1ª logo no começo do percurso. Primeiro ouro para a Espanha na canoagem slalom, enquanto Luuka Jones faturou a 1ª medalha da história da Nova Zelândia na modalidade. Aos 22 anos, Jessica Fox garantiu sua 2ª medalha olímpica da carreira.

Mundial de Escalada Esportiva – Resumo

Mal acabaram os Jogos e já tivemos o 1º mundial adulto de modalidade olímpica! Foi o da Escalada Esportiva, que fará sua estrei em Tóquio-2020! Paris recebeu na semana passada o Mundial da modalidade que contou com 386 atletas de 49 países, incluindo 3 brasileiros.

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Adam Ondra (CZE)

Confesso que ainda estou aprendendo sobre a modalidade, que tem 3 tipos de prova: velocidade, dificuldade e boulder. Na velocidade, há uma quali e esquema de mata-mata, vencendo quem subir mais rápido a parede padronizada, sempre igual em competições oficiais. Na dificuldade, a mais interessante, deve-se subir uma parede de 15m em um tempo determinado (6min na quali e 8min nas semis e finais), ganhando quem atingir a maior altura . Os atletas não conhecem a parede antes e não assistem aos outros competidores. E no boulder, há uma série de “problemas” (estruturas de 4m) que devem ser resolvidos. Ganha quem resolver mais estruturas em menos tentativas. Na final são 5 problemas.

Na dificuldade, o ouro foi pro checo Adam Ondra, um dos maiores nomes da atualidade na modalidade e que acaba de se tornar bicampeão mundial da categoria. Ele foi o único a completar a subida na final. Na prova feminina, vitória da eslovena Janja Garnbret, de apenas 17 anos. Ela e a belga Anak Verhoeven completaram a subida, mas Garnbret foi melhor na semifinal e por isso levou o ouro.

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Final da velocidade feminina

Na velocidade, o polonês Marcin Dzienski venceu a final com apenas 5.83, o melhor tempo de toda a competição, ficando perto do recorde mundial que é de 5.60. Ele derrotou na final o iraniano Reza Alipour para se tornar o 1º polonês campeão mundial. No feminino, a russa Anna Tsyganova levou o ouro com espetaculares 7.52, batendo o recorde mundial por 0.01! Ela venceu na final a francesa Anouck Jaubert, que fez 7.79.

Na prova de boulder, ouro pro japonês Tomoa Narasaki que completou 3 subidas, mesmo número do Adam Ondra, mas o japonês fez em 6 tentativas contra 11 do checo. No feminino, vitória da suíça Petra Klingler com 3 subidas em 4 tentativas contra 3 subidas em 9 tentativas da japonesa Miho Nonaka.

Os brasileiros não foram bem. Aliás, o Brasil sequer tem uma Confederação pro esporte. Janine Cardoso foi 69ª na quali da dificuldade, Camila Macedo 71ª na quali da boulder e Pedro Nicolo 87º na boulder masculina.

A prova olímpica em Tóquio será numa espécie de triatlo vertical, com as 3 provas sendo disputadas e o campeão saindo da somatória dos pontos das 3 provas. Já começo a achar mais interessante o esporte.

Jogos Paralímpicos Rio-2016 – Dia Final

Sete finais fecharam os Jogos e o Brasil eleva sua última medalha, atingindo a meta de “Pódio Todo Dia”.

Atletismo

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Cinco maratonas para encerrar o atletismo nos Jogos. Pela manhã, as provas de andantes e à tarde, para cadeirantes. A última medalha brasileira veio na maratona feminina T11/12 com Edneusa Dorta. Ela completou os 42.195m em 3:18:38 e conquistou a medalha de bronze. O ouro foi pra espanhol Elena Congost, com 3:01:43. A chinesa Zhen jin foi 4ª colocada com 3:19:46, batendo o WR da categoria T11.

Na maratona T12 masculina, ouro pro marroquino El Amin Chentouf com 2:32:17. Já na T46 masculina, o vencedor foi o chinês Li Chaoyan com 2:33:35. Alex Douglas Silva chegou a liderar até os 15km, mas abandonou a prova.

À tarde, destaque para a disputadíssima maratona T54 feminina, com 7 atletas chegando praticamente juntas. No photo finish, a chinesa Zou Lihong passou na frente da americana Tatyana McFadden, ambas com 1:38:44, recorde paralímpico. McFadden buscava 7 ouros no Rio, mas ficou com 4 ouros e 2 pratas, nada mal, claro.

Na T54 masculina, vitória do suíço Marcel Hug, que venceu com 1:26:16, apenas 1s na frenet do australiano Kurt Fearnley. Interessante que a prova teve participação de atletas do atletismo e do ciclismo, da categoria handcycling.

Vôlei Sentado

O Brasil disputou o bronze contra o Egito e fez um grande jogo. Mas infelizmente foi derrotado por 3-2, mesmo placar do encontro prévio na 1ª fase. A equipe africana venceu com parciais de 28-26 29-31 19-25 25-22 15-13 em 2h21 de jogo e terminou com a medalha no peito.

Já na final, Irã e Bósnia fizeram pela 5ª vez seguida a final do vôlei masculino. O confronto direto em Jogos estava em 2-2 e o Irã foi melhor, vencendo por 3-1, parciais de 25-21, 21-25, 25-18, 25-15, com 28 pontos de Morteza Mehrzadselakjani, o gigante de 2,46m. O Irã chega ao 6º ouro da história em Paralimpíadas no vôlei sentado masculino.

Rugby em CR

Em uma final espetacular, a Austrália faturou o bicampeonato da prova ao vencer os EUA por 59-58 após 2 prorrogações! A partida terminou empatada em 49-49 com um goal americano faltando 2s. Na 1ª prorrogação foi a vez da Austrália empatar faltando 1s pro final, fazendo 54-54. Na 2ª, era um gol para cada lado, quando a Austrália fez 59-58, faltando 49s. Os americanos não conseguiram atacar e a Austrália se tornou bicampeã paralímpica da prova. Na disputa do bronze, Japão fez 52-50 no Canadá, vencendo sua 1ª medalha na modalidade.

Medalhas brasileiras por dia:

1º dia:   2 – 1 – 1
2º dia:   1 – 5 – 1
3º dia:   2 – 3 – 3
4º dia:   1 – 2 – 2
5º dia:   3 – 6 – 2
6º dia:   1 – 4 – 3
7º dia:   0 – 3 – 2
8º dia:   0 – 1 – 4
9º dia:   2 – 0 – 5
10º dia: 2 – 4 – 5
11º dia: 0 – 0 – 1
Total:    14 – 29 – 29

Medalhas brasileiras por esportes:

Atletismo:             8 – 14 – 11
Natação:                 4 – 7 – 8
Bocha:                     1 – 1 – 0
Futebol de 5:         1 – 0 – 0
Judô:                        0 – 4 – 0
Tênis de Mesa:     0 – 1 – 3
Ciclismo:                0 – 1 – 1
Halterofilismo:    0 – 1 – 0
Hipismo:                0 – 0 – 2
Canoagem:            0 – 0 – 1
Futebol de 7:         0 – 0 – 1
Goalball:                 0 – 0 – 1
Vôlei Sentado:      0 – 0 – 1
Total:                       14 – 29 – 29

Agora acabou, mesmo…😦

E assim chegou ao fim o Rio-2016. Foram 47 dias desde o pontapé inicial entre Suécia e África do Sul pelo futebol feminino no Engenhão no que já parece um longínquo 3 de agosto.

Foram 306 finais olímpicas e 528 paralímpicas. 11.303 atletas olímpicos de 207 países e 4.342 paralímpicos de 159 nações. 87 países medalharam na Olimpíada e 59 venceram ouro. 83 medalharam nas Paralimpíadas e 63 faturaram pelo menos um ouro.

Foi um sonho participar disso tudo, como voluntário, espectador, torcedor, blogueiro, amante de esportes e brasileiro. Valeu, Rio 2016 por tudo! Foi inesquecível!

E vamos lá, pois Tóquio-2020 já tá chegando!

Troféu José Finkel de Natação – o que rolou

São Paulo recebeu o Troféu José Finkel de natação, disputado em piscina de 25m e única seletiva brasileira pro Mundial de Piscina Curta a ser disputado em dezembro no Canadá. Os índice eram fortíssimos e quem quisesse ir ao Mundial teria que mostrar que tem tempo para medalhar.

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Nicholas Santos

Foram tão fortes que apenas 5 nadadores conseguiram em 8 provas. Pode-se ver que o Brasil segue como uma das grandes forças do nado peito:

  • Etiene Medeiros: 50m livre e 50m costas;
  • Felipe França: 50m, 100m e 200m peito;
  • Nicholas Santos: 50m borboleta;
  • Felipe Lima: 100m peito e
  • Thiago Simon: 200m peito.

Entretanto, há um asterisco nos critérios de seleção e com isso a CBDA deve incluir os 11 melhores índices técnicos da competição para completar a equipe de 16 nadadores. São eles:

  • Leonardo de Deus – 200m borboleta – 908 pontos
  • Lucas Kanieski – 1.500m livre – 901 pontos
  • Manuella Lyrio – 200m livre – 900 pontos
  • Brandonn Almeida – 1.500m livre – 900 pontos
  • Guilherme Guido – 100m costas – 899 pontos
  • Kaio Márcio – 200m borboleta – 899 pontos
  • Henrique Rodrigues – 200m medley – 893 pontos
  • Viviane Jungblut – 400m livre – 891 pontos
  • Larissa Oliveira – 100m livre – 890 pontos
  • Fernando Scheffer – 200m livre – 888 pontos e
  • Daiane Dias – 100m borboleta – 887 pontos.

Caso algum deles desista de ir, os próximos seriam Nicolas Olivera (200m livre), Alessandra Marchioro (100m livre), Gabriel Santos (100m borboleta), Daynara de Paula (100m borboleta), Luiz Altamir (400m livre) e Joanna Maranhão (400m medley).

Seria meio chato mandar apenas 5 nadadores pro Mundial, já que o Brasil veio do último em 2014 como líder do quadro de medalhas com 10 medalhas, sendo 7 de ouro. Mas ao mesmo tempo, após os vários fracassos da natação nos Jogos do Rio, salvo algumas exceções, seria bom apostar apenas em quem teria chance de medalha ou então mandar caras novas.

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Viviane Jungblut

Mesmo sem alguns nomes fortes do esporte disputando o Finkel, os resultados foram muito bons. Foram 12 recordes sul-americanos e 13 brasileiros na competição, além de 17 do campeonato:

  • 4x100m medley fem: Minas Tênis Clube – 3:57.00 (apenas SulAm, pois havia uma argentina na equipe)
  • 200m costas: Leonardo de Deus – 1:51.51 (apenas recorde brasileiro)
  • 50m peito fem: Jhennifer Conceição – 30.31
  • 400m livre masc: Leonardo de Deus – 3:41.75 (apenas recorde brasileiro)
  • 400m livre fem: Viviane Jungblut – 4:03.68
  • 800m livre masc: Miguel Valente – 7:42.78
  • 4x200m livre fem: EC Pinheiros – 7:52.71
  • 800m livre fem: Viviane Jungblut – 8:19.57 (apenas recorde brasileiro)
  • 50m livre fem: Etiene Medeiros – 23.88
  • 100m medley fem: Joanna Maranhão – 1:00.21
  • 200m peito fem: Julia Sebastian – 2:22.28 (apenas SulAm, pois ela é argentina)
  • 200m peito masc: Thiago Simon – 2:02.58
  • 1.500m livre masc: Lucas Kanieski – 14:40.31
  • 200m livre fem: Manuella Lyrio – 1:55.90 (batido nas eliminatórias)
  • 200m livre fem: Manuella Lyrio – 1:54.76 (batido na final)

O Mundial novamente está entuchado de revezamentos, com 12 no total: 4x50m livre, 4x100m livre, 4x200m livre, 4x50m medley, 4x100m medley masculino e feminino e 4x50m livre e 4x50m medley mistos.

Se a delegação brasileira for confirmada com os 16 nomes acima, é interessante notar que não há nenhum brasileiro nos 50m e 100m livres no masculino. Ainda assim, chegaríamos fortíssimos para os revezamentos medley e pro 4x50m livre misto. E levar ver nomes novos na seleção adulta como Viviane Jungblut e Fernando Scheffer.

Como é ano olímpico, o mundial de piscina curta deve estar esvaziado, mas deverá ter nomes fortíssimos como a incansável Katinka Hosszu, o russo Vladimir Morozov e a delegação canadense completa que conquistou 6 medalhas no Rio. Ainda assim, o Brasil deve levar alguns ouros e algumas outras medalhas. Mas isso não salvará o ano da natação brasileira. De olho mesmo no ano que vem, em Budapeste.

Jogos Paralímpicos Rio-2016 – Dia 10

No último dia da natação, a coroação de Daniel Dias, mais medalhas inéditas e um tetracampeonato.

Natação

Em sua última prova individual, Daniel Dias deu mais um show e sobrou demais para vencer os 100m livre S5. O brasileiro completou a distância em 1:10.11, longe do seu recorde mundial de 1:08.36, mas muito a frente do americano Roy Perkins, com 1:14.55. Em sua última entrada na piscina, Clodoaldo Silva ficou em 8º com 1:20.80 e se aposenta das piscinas.

Na prova seguinte, nos 100m livre S5 feminino, Joana Maria Silva levou sua 3ª medalha no Rio ao ficar em 3º com 1:23.21, bem atrás da chinesa Zhang Li, campeã com 1:18.85.

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Encerrando as provas na piscina, o revezamento 4x100m medley 34 pontos masculino. Daniel Dias abriu para o Brasil no nado costas, mas por ser S5, bateu bem a trás dos outros, a quase 10s do penúltimo. Depois entrou Ruan de Souza pro nado peito, deixando o Brasil mais pra trás ainda. Mas aí foi a vez dos nossos S10 fecharem. André Brasil foi pro borboleta recuperando bem e por fim Phelipe Rodrigues fechou com ótimos 51.47, para fechar com o bronze em 4:17.51. A China levou o ouro com 4:06.44 e a Ucrânia a prata com 4:07.89.

Daniel Dias nadou 9 provas no Rio e levou 9 medalhas, sendo 4 ouros, 3 pratas e 2 bronzes. Na carreira, ele chega a 24 medalhas paralímpicas, sendo 14 ouros, 7 pratas e 3 bronzes.

O bielorrusso Ihar Boki se torna o maior campeão dos Jogos ao vencer sua 6ª medalha de ouro, agora nos 100m costas S13 com o novo recorde mundial de 56.68. Um dos principais nomes dos Jogos de Pequim e Londres, a americana Jessica Long levou sua 1ª medalha de ouro no Rio apenas no último dia da natação, ao vencer os 200m medley SM8 com 2:40.23.

Outros campeões do dia:

– 50m livre S4 masc: Gi Seong Jo (KOR) com 39.30
– 50m livre S12 masc: Maksym Veraksa (UKR) com 23.67
– 100m livre S6 masc: Lorenzo Escalona (CUB) com 1:04.70 (PR)
– 200m medley SM8 masc: Oliver Hynd (GBR) com 2:20.01 (WR)
– 200m medley SM14 masc: Marc Evers (NED) com 2:10.29 (PR)
– 50m livre S4 fem: Rachael Watson (AUS) com 40.13 (PR)
– 50m livre S12 fem: Hannah Russell (GBR) com 27.53
– 100m livre S6 fem: Yelyzaveta Mereshko (UKR) com 1:11.40 (WR)
– 200m costas S13 fem: Anna Stetsenko (UKR) com 1:08.30 (PR)
– 200m medley SM14 fem: Bethany Firth (GBR) com 2:19.55 (PR)

Futebol de 5

A seleção brasileira venceu a final o Irã por 1-0 e conquistou o tetracampeonato paralímpico da modalidade! Com gol de Ricardinho aos 12 minutos de jogo, o Brasil abriu 1-0 e segurou a partida. O domínio brasileiro foi absoluto no jogo, com 11 chutes a gol contra apenas 2 iranianos. O Brasil mantém a invencibilidade de 9 anos e jamais perdeu em Jogos Paralímpicos! Foram 4 edições da modalidade nos Jogos e 4 ouros brasileiros.

Na disputa do bronze, a Argentina ficou no 0-0 com a China no tempo normal e a partida foi pra disputa de pênaltis. O 1º chinês errou, enquanto o 1º argentino fez. Com mais dois erros chineses e um dos hermanos, a Argentina ficou com o bronze.

Atletismo

Foram mais 3 pratas brasileiras no Engenhão, todas na parte da tarde. Porta-bandeira e ouro no dardo, Shirlene Coelho foi prata no lançamento de disco F37/38 com 33,91m, bem atrás da chinesa Mi Na, ouro com 37,60m e novo WR.

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Numa arrancada espetacular, Petrúcio dos Santos, o homem mais rápido da Paralimpíada, foi prata nos 400m T45/46/47 com 48.87 e por pouco não passou o cubano Ernesto Blanco, ouro com 48.79.

A última medalha nas pistas veio com Felipe Gomes, nos 400m T11 com 50.38, bem pouco atrás do espanhol Gerard Puigdevall, campeão com 50.22.

O alemão Markus Rehm dominou a final do salto em distância T43/44! Dono da espetacular marca de 8,40m, que lhe daria ouro nas últimas 3 Olimpíadas, Rehm venceu com 8,21m, muito superior ao resto. A prata foi pro holandês Ronald Hertog com 7,29m.

Outros campeões do dia:

– 100m T54 masc: Leo Pekka Tahti (FIN) com 13.90
– 200m T12 masc: Leinier Pineda (CUB) com 22.23
– 400m T38 masc: Dyan Neille Buis (RSA) com 49.46 (PR)
– 400m T51 masc: Peter Genyn (BEL) com 1:20.82 (PR)
– 800m T36 masc: James Turner (AUS) com 2:02.39 (WR)
– Revezamento 4x400m T53/54 masc: China com 3:04.58
– Salto em distância T42 masc: Heinrich Popow (GER) com 6,70m (PR)
– Arremesso de peso F57 masc: Wu Guoshan (CHN) com 14,42m
– 100m T42 fem: Martina Caironi (ITA) com 14.97
– 100m T44 fem: Marlou van Rhijn (NED) com 13.02 (PR)
– 100m T52 fem: Michelle Stilwell (CAN) com 19.42 (PR)
– 200m T35 fem: Zhou Xia (CHN) com 28.22 (WR)
– 400m T12 fem: Omara Durand (CUB) com 51.77 (WR)
– 400m T13 fem: Nantenin Keita (FRA) com 55.78
– 800m T53 fem: Zhou Hongzhuan (CHN) com 1:47.45 (WR)
– 800m T54 fem: Tatyana McFadden (USA) com 1:44.73 (PR)
– 1.500m T11 fem: Zheng Jin (CHN) com 4:38.92 (WR)
– Arremesso de peso F32 fem: Maroua Brahmi (TUN) com 5,76m
– Arremesso de peso F36 fem: Birgit Kober (GER) com 11,41m (PR)
– Lançamento de disco F55 fem: Dong Feixia (CHN) com 25,03m
– Lançamento de dardo F13 fem: Nozimakhon Kayumova (UZB) com 44,58m (WR)

Tênis de Mesa

Jogando demais, o brasil foi bronze na disputa por equipes das classes 6-10 feminina. Bruna Alexandre e Danielle Rauen venceram por 3-2 as australiana Melissa Tapper e Andrea McDonnell na 1ª partida em grande jogo. Na 2ª partida, Bruna dominou Tapper fechando em 3-0 (11-7 11-9 11-8) e dando o bronze pro Brasil. O ouro foi para a Polônia, que contou a Natalia Partyka, vencendo em 2-1 a China de virada, após perder a partida de duplas.

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O 2º bronze do dia veio na disputa masculina por equipe das classes 1-2. Guilherme Costa e Iranildo Espíndola venceram por 3-2 em 45min de jogo a 1ª partida de dupla sobre a Eslováquia. Guilherme perdeu de 3-1 para Jan Riapos, mas na partida decisiva, Iranildo suou para vencer Martin Ludrovsky por 3-2 em 49min e com isso conquistarem o bronze, a 4ª medalha do tênis de mesa brasileiro no Rio, um recorde. Na final, a França fez 2-1 na Coreia do Sul.

A China venceu as duas outras finais do dia, com títulos nas classes 4-5 feminina, derrotando a Sérvia por 2-0, e nas classes 9-10 masculina, com 2-1 sobre a Espanha na final.

Vôlei Sentado

A equipe feminina repetiu o resultado da 1ª fase e venceu a Ucrânia por 3-0 com parciais de 25-12, 25-22, 25-20 e faturou a inédita medalha de bronze, a 1ª do país nesta modalidade em Paralimpíadas.

Na final, os EUA quebraram o domínio chinês, arrasando as asiática spor 3-0 (25-12 25-12 25-18) e faturando o ouro pela 1ª vez, quebrando a sequência de 3 ouros chineses. As últimas 3 finais foram entre China e EUA.

Ciclismo de Estrada

Lauro Chaman conquistou a medalha de prata na prova de estrada C4-5 masculina, vencendo no sprint final italiano e eslovaco, após 2:13:46 de prova. O ouro foi pro holandês Daniel Gebru, com 2:13:08 após 84km. A nota triste ficou por conta do acidente envolvendo o iraniano Bahman Golbarnezhad, que acabou falecendo após a prova.

Sarah Storey venceu seu 3º ouro no Rio e 14º na carreira. Ela comlpetou os 72km da prova de estrada C4-5 feminina em 2:15:42, 3min e meio a frente da 2ª colocada, a ponolesa Anna Harkowska. Nas provas B, para deficientes visuais, ouro para o holandês Vincent Ter Schure e para a polonesa Iwona Podkoscielna.

Basquete em CR – Após um jejum de 6 Paralimpíadas sem chegar à final, os EUA foram ouro no basquete masculino, com 68-52 sobre a Espanha na final. Na disputa do bronze, vitória da Grã-Bretanha com 82-76 sobre a Turquia. Ótimo resultado do Brasil com a 5ª posição, ao vencer por duríssimos 70-69 a Austrália e garantir a inédita colocação.

Tiro com Arco – Pódio todo britânico na categoria W1 feminina, onde Jessica Stretton derrotou na final por 137-124 sua compatriota Jo Frith. Nas duplas mistas W1, Frith e John Walker deram mais um ouro para os britânicos ao vencer a dupla da Coreia do Sul por 139-129.

Vela – A Austrália reinou quase absoluta na Baía de Guanabara. Na classe SKUD18, para duplas, levou o ouro após vencer 8 das 11 regatas! Na classe Sonar, para trios, sobrou para levar o ouro com 26 pontos, contra 44 da equipe americana. Já na classe 2.4mR, individual, o francês Damien Seguin foi ouro com 30 pontos contra 36 do australiano Matthew Bugg, que liderava, mas teve um péssimo sábado.

Rugby em CR – EUA venceu 60-55 o Canadá na semifinal e marcou encontrou na final contra a Austrália, que passou com 63-57 pelo Japão. O Brasil perdeu de 59-54 para a França e terminou na 8ª posição.

Medalhas brasileiras por dia:

1º dia:   2 – 1 – 1
2º dia:   1 – 5 – 1
3º dia:   2 – 3 – 3
4º dia:   1 – 2 – 2
5º dia:   3 – 6 – 2
6º dia:   1 – 4 – 3
7º dia:   0 – 3 – 2
8º dia:   0 – 1 – 4
9º dia:   2 – 0 – 5
10º dia: 2 – 4 – 5
Total:    14 – 29 – 28

Medalhas brasileiras por esportes:

Atletismo:             8 – 14 – 10
Natação:                 4 – 7 – 8
Bocha:                     1 – 1 – 0
Futebol de 5:         1 – 0 – 0
Judô:                        0 – 4 – 0
Tênis de Mesa:     0 – 1 – 3
Ciclismo:                0 – 1 – 1
Halterofilismo:    0 – 1 – 0
Hipismo:                0 – 0 – 2
Canoagem:            0 – 0 – 1
Futebol de 7:         0 – 0 – 1
Goalball:                 0 – 0 – 1
Vôlei Sentado:      0 – 0 – 1
Total:                       14 – 29 – 28

Jogos Paralímpicos Rio-2016 – Dia 9

Depois de dois dias sem ouros, dois novos pra conta.

Atletismo

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De maneira espetacular, a recordista mundial do salto em distância T11 Silvânia Costa de Oliveira conquistou o ouro na prova. ela começou bem com 4,66m, depois 4,78m e 4,76m, sendo levemente ameaçada pela marfinense Fatimata Diasso, com 4,74m. Mas na 4ª rodada, Diasso saltou 4,89m, assumindo a liderança e pressionando a brasileira, que fez 4,82m na 5ª série. Diasso não melhorou e a pressão toda sobre Silvânia que, apoiada pela torcida, fez no seu último salto 4,98m e levou o ouro! Lorena Spoladore ainda ficou com o bronze com 4,71m, dando mais uma medalha ao Brasil.

Precisando se redimir após duas desclassificações em provas individuais, Terezinha Guilhermina ficou com o bronze nos 400m T11 com 57.97. A chinesa Liu Cuiqing sobrou para vencer com 56.71 enquanto a outra brasileira na final, Thalita da Silva, foi desclassificada.

Outros campeões do dia:

– 400m T36 masc: Paul Blake (GBR) com 54.49
– 400m T37 masc: Charl du Toit (RSA) com 51.13 (PR)
– 1.500m T46 masc: Samir Nouioua (ALG) com 3:59.46
– Salto em altura T47 masc: Roderick Townsend-Roberts (USA) com 2,09m (PR)
– Arremesso de peso F36 masc: Sebastian Dietz (GER) com 14,84m (PR)
– Arremesso de peso F40 masc: Garrah Tnaiash (IRQ) com 10,76m
– Arremesso de peso F55 masc: Ruzhdi Ruzhdi (BUL) com 12,33m (WR)
– Lançamento de disco F44 masc: David Blair (USA) com 64,11m (WR)
– Lançamento de club F51 masc: Zeljko Dimitrijevic (SRB) com 29,96m (WR)
– 200m T47 fem: Deja Young (USA) com 25.46
– 800m T34 fem: Hannah Cockroft (GBR) com 2:00.62
– 1.500m T20 fem: Barbara Niewiedzial (POL) com 4:24.37 (PR)
– Arremesso de peso F33 fem: Asmahan Boudjadar (ALG) com 5,72m

Natação

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Mais uma vez, Daniel Dias deu show. Favoritíssimo para a prova dos 50m costas S5, ele não decepcionou e venceu com muita tranquilidade. Daniel completou a piscina em 35.40, um pouco acima do seu recorde mundial de 34.95, mas ainda assim venceu com uma margem de 2.54 sobre o britânico Andrew Mullen! Grande distância para apenas uma prova de 50m. Foi sua 13ª medalha de ouro em Paralimpíadas e a 22ª na carreira.

O bielorrusso Ihar Boki continuou seu show na categoria S13. Ele venceu seu 5º ouro no Rio, agora levando 100m livre com facilidade ao vencer com 50.90, recorde paralímpico. Nos 200m medley SM11 feminino, a simpática holandesa Liesette Bruinsma venceu sua 5ª medalha, a 2ª de ouro, com 2:49.87. Outro que tem dominado sua classe é o chinês Huang Wenpan, que faturou seu 5º ouro, agora nos 150m medley SM3 com 2:40.19, recorde mundial.

O dia rendeu apenas 4 recordes mundiais, o pior dia dos Jogos.

Outros campeões do dia:

– 50m livre S8 masc – Wang Yinan (CHN) com 26.24
– 100m livre S7 masc: Pan Shiyun (CHN) com 1:00.82
– 50m costas S4 masc: Arnost Petracek (CZE) com 43.12
– 100m costas S9 masc: Tamas Toth (HUN) com 1:04.30
– 200m medley SM11 masc: Israel Oliver (ESP) com 2:24.11
– 50m livre S8 fem: Maddison Elliott (AUS) com 29.73 (WR)
– 100m livre S7 fem: McKenzie Coan (USA) com 1:09.99
– 100m livre S13 fem: Anna Stetsenko (UKR) com 59.19
– 50m costas S4 fem: Cheng Jiao (CHN) com 48.11
– 50m costas S5 fem: Teresa Perales (ESP) com 43.03
– 100m costas S9 fem: Ellie Cole (AUS) com 1:09.18 (PR)
– Revezamento 4x100m medley 34 pontos fem: Grã-Bretanha com 4:45.23 (WR)

Futebol de 7

Com 3 gols de Leandro, o Brasil venceu a Holanda por 3-1 e ficou com o bronze na modalidade, voltando ao pódio após 2 ausências seguidas. Leandro fez o 1º logo no primeiro minuto da partida e o Brasil ampliou para 2-0 faltando 11min para o final do jogo. 5 minutos depois, a Holanda diminuiu, mas segundos depois, o Brasil ampliou e garantiu a medalha.

Na final, a Ucrânia venceu o Irã por 2-1 para faturar o ouro pela 3ª vez em sua 5ª final seguida. Esta edição marcou a saída da modalidade do programa paralímpico e não estará presente em Tóquio.

Goalball

Num jogo duríssimo com grande virada, o Brasil foi medalha de bronze no goalball masculino. A Suécia foi pro intervalo do jogo com 3-0 sobre a seleção brasileira. No 2º tempo, abriu 4-0 e parecia tudo perdido, assim como na semifinal. Mas como dois gols de Josemárcio e do Leomon, um dos melhores jogadores do mundo, o Brasil empatou. Faltando 42s pro fim, a Suécia fez o 5º, mas Leomon se manteve calmo e, na bola seguinte, empatou! A partida foi pra prorrogação com gol de ouro. Após 3min, o 1º tempo da prorrogação terminou sem gols. No 2º tempo, a Suécia errou o 1º arremesso, mas Leomon fez no lançamento seguinte e o Brasil venceu a medalha.

Já no feminino, as brasileiras, ainda abaladas da derrota na semifinal para a China no gol de ouro, perderam para os Estados Unidos por 3-2 e ficaram sem medalha. Nas finais, a Turquia foi ouro no feminino com 4-1 sobre a China (foi a 3ª derrota seguida na final das chinesas) e no masculino, a Lituânia derrotou os americanos por 14-8.

Hipismo

Nas provas de estilo livre, Sérgio Oliva faturou seu 2º bronze dos Jogos no grau Ia. Montando Coco Chanel, Sérgio ficou novamente atrás das duas britânicas. Ele fez 75,150 para levar o bronze. Sophie Christiansen, que faturou seu 3º ouro no Rio, fez 79,700 e Anne Dunham foi prata com 76,050.

O mito Lee Pearson faturou sua 13ª medalha de ouro nos Jogos! O britânico venceu a classe Ib com 77,400. A britânica Natasha Baker venceu o grau II, a holandesa Sanne Voets venceu o grau III e a belga Michele George venceu no grau IV.

Ciclismo de Estrada

Alessandro Zanardi fez parte do revezamento italiano que foi ouro na prova por equipes H2-5. A Itália venceu com 32:34 contra 33:21 da equipe americana e 34:02 da Bélgica. Zanardi sai do Rio com 2 ouros e 1 prata, o mesmo conquistado em Londres.

Nas provas de estrada, o alemão Steffen Warias levou na classe C1-2-3 masculina, a americana Jamie Whitmore faturou a mesma prova no feminino, o alemão Hans-Peter Durst venceu no T1-2 masculino e a australiana Carol Cooke no T1-2 feminino.

Basquete em CR – Os EUA venceram o torneio feminino de basquete com 62-45 sobre a Alemanha na final. Na disputa do bronze, a Holanda venceu por tranquilos 76-34 a Grã-Bretanha. O Brasil jogou na disputa do 7º lugar, e venceu por 57-39 a França, terminando na melhor posição da história.

Tênis em CR – Em mais uma final holandesa, as finalistas do individual jogaram juntas. Jiske Griffioen e Aniek van Koot venceram por 64 62 as compatriotas Marjolein Buis e Diede de Groot. A Holanda jamais perdeu um ouro em Paralimpíadas no feminino. Na final masculina entre britânicos, Gordon Reid derrotou tranquilamente Alfie Hewett por 62 61.

Bocha – Nas finais, 4 ouros para 4 países. No BC1, vitória do britânico David Smith, no BC2 Watcharaphon Vongsa venceu em final toda tailandesa. No BC3, ouro pro sul-coreano Ho Won Jeong por 8-1 sobre grego. E na BC4, Yuk Wing Leung, de Hong Kong, venceu de virada 4-3 sobre eslovaco.

Esgrima em CR – Mais domínio chinês nas provas de florete por equipe. No masculino venceu na final por 45-27 a Polônia e no feminino derrotou por 45-28 a Hungria. 9 ouros chineses em 14 provas da esgrima.

Tênis de Mesa – A China venceu dois ouros por equipes, na classe 3 masculina e nas clases 1-3 feminina. A Coreia do Sul faturou as classes 4-5 masculina e a Ucrânia venceu nas classe 6-8. O Brasil disputou o bronze da classe 3 masculina, mas perdeu por 2-0 para a Tailândia.

Tiro com Arco – Final chinesa nas disputas do composto feminino. Após empate em 138-138, Zhou Jiamin fez 9 contra 7 da sua compatriota Lin Yueshan e foi ouro. Na categoria W1 masculina, o britânico John Walker derrotou por 141-139 o checo David Drahoninsky.

Medalhas brasileiras por dia:

1º dia: 2 – 1 – 1
2º dia: 1 – 5 – 1
3º dia: 2 – 3 – 3
4º dia: 1 – 2 – 2
5º dia: 3 – 6 – 2
6º dia: 1 – 4 – 3
7º dia: 0 – 3 – 2
8º dia: 0 – 1 – 4
9º dia: 2 – 0 – 5
Total: 12 – 25 – 23

Medalhas brasileiras por esportes:

Atletismo:             8 – 11 – 10
Natação:                 3 – 7 – 6
Bocha:                     1 – 1 – 0
Judô:                        0 – 4 – 0
Tênis de Mesa:     0 – 1 – 1
Halterofilismo:   0 – 1 – 0
Hipismo:               0 – 0 – 2
Canoagem:            0 – 0 – 1
Ciclismo:               0 – 0 – 1
Futebol de 7:        0 – 0 – 1
Goalball:                0 – 0 – 1
Total:                      12 – 25 – 23

Jogos Paralímpicos Rio-2016 – Dia 8

Em mais um dia sem ouros, veio a 1ª medalha da história da canoagem, que fez a estreia nos Jogos do Rio. E duas duras derrotas no goalball.

Atletismo

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As medalhas brasileiras só vieram na sessão noturna. Nos 200m T11 masculino, dois brasileiros na final, mas eles não foram páreo para Ananias Shikongo, da Namíbia, que venceu com 22.44. Felipe Gomes ficou com a prata com 22.52 e Daniel Silva bronze com 23.04.

Numa prova dominada em absoluto por uma chinesa e por uma ucraniana, a brasileira Marivana Oliveira brigou com as outras pelo bronze e se deu bem. No arremesso de peso F35, Marivana fez 9,28m para medalhar. Enquanto isso, a chinesa Wang Jun venceu com 13,91m, recorde mundial, e a ucraniana Mariia Pomazan foi prata com 13,59m, as duas muito a frente do resto.

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Marcel Hug

O suíço Marcel Hug finalmente venceu uma prova, faturando os 800m na classe T54, seu 1º ouro paralímpico! Um dos grandes nomes dessa categoria, Hug levou 5 ouros no Mundial de 2013, mas jamais tinha vencido nos Jogos. Ele venceu com 1:33.76 contra 1:34.74 do tailandês Saichon Konjen. Nos 5.000m T54 feminino, novamente um pódio todo americano, com mais um ouro de Tatyana McFadden, com 11:54.07, o 3º ouro dela no Rio.

Outros campeões do dia

– 100m T12 masc: Leinier Savon Pineda (CUB) com 10.97
– 100m T42 masc: Scott Reardon (AUS) com 12.26 (PR)
– 400m T13 masc: Mohamed Amguoun (MAR) com 47.15 (WR)
– 400m T44 masc: Liam Malone (NZL) com 46.20 (WR)
– 800m T53 masc: Pongsakorn Paeyo (THA) com 1:40.78
– 1.500m T52 masc: Raymond Martin (USA) com 3:40.63 (PR)
– 5.000m T13 masc: Henry Kirwa (KEN) com 14:17.32
– Salto em distância T38 masc: Hu Jianwen (CHN) com 6,64m (PR)
– Lançamento de dardo F34 masc: Mauricio Valencia (COL) com 36,65m
– Lançamento de dardo F38 masc: Reinhardt Hamman (RSA) com 50,96m
– 200m T44 fem: Marlou van Rhijn (NED) com 26.26 (PR)
– Revezamento 4x100m T35/38 fem: China com 3:32.11 (WR)
– Revezamento 4x400m T53/54 fem: China com 3:32.11 (WR)
– Salto em distância T20 fem: Mikela Ristoski (CRO) com 5,79m
– Lançamento de disco F41 fem: Raoua Tlili (TUN) com 33,38 (WR)
– Lançamento de disco F57 fem: Nassima Saifi (ALG) com 33,33m

Canoagem

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Na estreia da modalidade em Jogos Paralímpicos, o Brasil foi um pouco abaixo do esperado. Na última das 6 finais, Caio Ribeiro de Carvalho, com uma bela recuperação, foi bronze na prova do KL3 com 40.199. Vitoria do ucraniano Serhii Yemelianov com 39.810 e prata pro alemão Tom Kierey com 39.909.

Decepção na KL1 masculino. Luis Carlos da Silva foi campeão mundial no ano passado e desta vez ficou em 4º, a 0.41 do pódio. Ouro pro polonês Jakub Tokarz com 51.084.

Outros campeões do dia:

– KL2 masculino: Curtis McGrath (AUS)
– KL1 feminino: Jeanette Chippington (GBR)
– KL2 feminino: Emma Wiggs (GBR)
– KL3 feminino: Anne Dickins (GBR)

Hipismo

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No adestramento grau Ia, Sérgio Oliva fez ótima apresentação e só ficou atrás das britânicas. Ele fez 73,826 para ficar com o bronze. Sophie Christiansen foi ouro com 78,217 e Anne Dunham prata com 74,348.

Por equipes, mais um ouro britânico com 453,306 pontos no total, seguida de Alemanha e Holanda. O Brasil foi muito bem e ficou em 7º no geral com 418,693 entre 14 equipes. No grau II, mais um ouro britânico com Natasha Baker com 73,400.

Natação

Nenhuma medalha pro Brasil na quinta-feira nas piscinas. Uma das principais provas foi os 400m livre S10 masculino, que marcou a despedida do grande Benoit Huot. O canadense ficou com o bronze com 4:04.63. A prova foi vencida pelo ucraniano Maksym Krypak com 3:57.71.

Outros campeões do dia:

– 100m livre S11 masc: Bradley Snyder (USA) com 56.15 (WR)
– 200m livre S3 masc: Huang Wenpan (CHN) com 3:09.04 (WR)
– 50m costas S1 masc: Hennadii Boiko (UKR) com 1:00.85
– 50m costas S2 masc: Zou Liankang (CHN) com 47.17 (WR)
– 100m peito SB6 masc: Ievgenii Bogodaiko (UKR) com 1:18.71 (WR)
– 100m borboleta S9 masc: Dimosthenis Michalentzakis (GRE) com 59.27 (PR)
– 100m livre S11 fem: Xie Qing (CHN) com 1:08.03
– 400m livre S10 fem: Aurelie Rivard (CAN) com 4:29.96 (WR)
– 50m costas S2 fem: Pin Xiu Yip (SIN) com 1:00.33
– 100m peito SB6 fem: Tiffany Thomas Kane (AUS) com 1:35.39 (PR)
– 100m borboleta S9 fem: Xu Jialing (CHN) com 1:07.90
– 200m medley SM5 fem: Sarah Louise Rung (NOR) com 3:15.83
– Revezamento 4x100m livre 34 pontos fem: Austrália com 4:16.65 (WR)

Ciclismo de Estrada

No primeiro dia de provas de estrada, destaque para a H5 masculina. O ex-campeão de Fórmula 1 Alessandro Zanardi dessa vez perdeu na chegada para o sul-africano Ernst van Dyk e ficou com a prata, sua 5ª medalha paralímpica. Ambos completaram os 60km em 1:37:49, mesmo tempo do holandês Jetze Plat, bronze.

Outros campeões do dia:

– H2 masculino: William Groulx (USA)
– H3 masculino: Paolo Cecchetto (ITA)
– H4 masculino: Vico Merklein (GER)
– H1-2-3-4 feminina: Christiane Reppe (GER)
– H5 feminino: Andrea Eskau (GER)

Goalball – Depois de dominar na 1ª fase, o Brasil jogou muito, mas muito mal e perdeu de 10-1 para os EUA na semifinal masculina. Foram 9 gols de pênaltis pros americanos, mostrando que o Brasil estava muito desequilibrado. A Lituânia venceu 7-2 a Suécia e se garantiu na final. No feminino, o Brasil abriu 3-1 na China, mas as adversárias empataram em 3-3. O jogo foi pra prorrogação com gol de ouro, feito pelas chinesas, que pegam na final a Turquia, que fez 11-1 nos EUA.

Esgrima em CR – Na espada por equipes, a França venceu no masculino de maneira inesperada. A final terminou em 41-41 com a China, mas a França venceu no sorteio. Estranho não ter ponto de ouro. Na final feminina, ouro chinês com 45-35 em Hong Kong.

Tênis em CR – Em final holandesa, Jiske Griffioen derrotou Aniek van Koot por 36 61 64 na chave feminina. Nas duplas masculinas, os franceses Stephane Houdet e Nicolas Peifer derrotaram por 62 46 61 os britânicos Alfie Hewett e Gordon Reid.

Tiro com Arco – A iraniana Zahra Nemati derrotou na final 6-4 a chinesa Wu Chunyan e levou o ouro no recurvo feminino. Nemati também disputou os Jogos Olímpicos no Rio.

Tênis de Mesa – A China venceu duas disputas por equipes, na classe 3 masculina e na 1-3 feminina. Nas classes 6-8 masculina, ouro para a Ucrânia e na 4-5 masculina para a Coreia do Sul.

Basquete em CR – Nas semifinais, EUA venceu 89-78 a Grã-Bretanha no feminino e se garantiu na final contra a Alemanha, que fez 55-45 na Holanda. No masculino, os americanos venceram 74-54 a Turquia e pegam a Espanha na final, que fez 69-63 na Grã-Bretanha.

Futebol de 5 – De virada com dois gols de Jefinho, o Brasil venceu por 2-1 a China e se garantiu na final pela 4ª vez seguida e rumo ao 4º ouro. Enfrenta na final o Irã, que eliminou a Argentina nos pênaltis por 2-1, após empate em 0-0.

Rugby em CR – O Brasi perdeu a 3ª partida de 72-45 pra Austrália e encerrou a 1ª fase sem vitórias.

Vôlei Sentado – Nas semifinais femininas, o Brasil perdeu para os EUA por 3-0 por 25-13 28-26 25-18 e vai disputar o bronze contra a Holanda, que perdeu de 3-0 para a China.

Medalhas brasileiras por dia:

1º dia: 2 – 1 – 1
2º dia: 1 – 5 – 1
3º dia: 2 – 3 – 3
4º dia: 1 – 2 – 2
5º dia: 3 – 6 – 2
6º dia: 1 – 4 – 3
7º dia: 0 – 3 – 2
8º dia: 0 – 1 – 4
Total: 10 – 25 – 18

Medalhas brasileiras por esportes:

Atletismo:           7 – 11 – 8
Natação:               2 – 7 – 6
Bocha:                   1 – 1 – 0
Judô:                      0 – 4 – 0
Tênis de Mesa:   0 – 1 – 1
Halterofilismo:  0 – 1 – 0
Canoagem:          0 – 0 – 1
Ciclismo:              0 – 0 – 1
Hipismo:              0 – 0 – 1
Total:                     10 – 25 – 18