Jogos Olímpicos PyeongChang-2018 – Dia 9

Com dois ouros a Noruega assume a liderança do quadro de medalhas, Ucrânia leva o seu 1º ouro, a coroação de Marcel Hirscher e um pódio sem Holanda.

Esqui Alpino

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Numa pista com neve muito compacta, muitos atletas tiveram dificuldade na 1ª descida do slalom gigante masculino. O francês Alexis Pinturault foi o 1º a descer e marcar 1:08.90 e só foi ultrapassado pelo grande austríaco Marcel Hirscher, 5º a descer, com 1:08.27. O norueguês Leif Kristian Nestvold-Haugen fez o 3º tempo com 1:08.93, mas vários dos favoritos tiveram problema principalmente nas três últimas, onde vários escorregaram ou caíram. O brasileiro Michel Macedo finalmente conseguiu fazer sua estreia olímpica. Ainda sentindo o joelho lesionado, ele fazia uma descida lenta para terminar, mas escorregou no final da descida e não terminou.

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Kristoffersen, Hirscher e Pinturault. Foto: AFP/Getty Images

Na 2ª descida, os 30 melhores foram em ordem inversa. 21º a descer e 10º tempo na 1ª parte, o norueguês Henrik Kristoffersen fez grande prova com 1:09.73 somando 2:19.31 para assumir a liderança. O esloveno Zan Kranjec veio logo em seguida com 2:19.77 e aparecia em 2º lugar. Depois veio o francês Victor Muffat-Jeandet, bronze na combinada fez 2:19.85 e aparecia em 3º, mas seu compatriota Thomas Fanara roubou a sua colocação por apenas 0.02. Pinturault não fez grande descida, mas aproveitou a boa vantagem que carregava da 1ª descida e pegou o 2º lugar com 2:19.35. Depois veio Hirscher que novamente fez uma grande prova, 0.04 pior que o Kristoffersen na 2ª descida, mas como tinha enorme vantagem somou 2:18.04 e levou seu 2º ouro nos Jogos, seguido do norueguês e de Pinturault.

Biatlo

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Era esperado a grande disputa entre o francês Martin Fourcade e o norueguês Johannes Thingnes Boe na prova de saída em massa 15km masculina. Na chegada pro 2º tiro, praticamente todo mundo chegou junto, mesmo alguns que tinham errado tiro na 1ª passagem. Os alemães Benedikt Doll e Erik Lesser lideravam após o 2º tiro e Fourcade, que tinha errado 1 na 1ª, estava em 8º a 9.4. Boe errou 3 e despencou, acabando com qualquer chance de pódio. A cada parcial, Fourcade ia se aproximando dos alemães e os 3 com mais 5 atletas chegaram juntos pro 3º tiro, agora em pé.

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Schempp, Fourcade e Svendse. Foto: IBU

Doll errou 1, o norueguês Erlend Bjoentegaard e o sueco Fredrik Lindstroem 2 cada, e Fourcade era o líder, com os alemães Simon Schempp e Lesser na cola. Os três seguiam juntos e abrindo do resto e chegaram pra última série com 35s de vantagem. Fourcade e Doll erraram 1 cada e Lesser 2. Mas a vantagem era tão boa que mesmo com uma volta de penalidade eles ainda eram os líderes. Benedikt Doll e o veterano norueguês Emil Hegle Svendsen zeraram e se juntaram a Lesser na busca dos líderes, uns 20s atrás. Fourcade e Schempp foram lado a lado até o final, entraram juntos na reta final e cruzaram com o mesmo tempo, 35:47.3, mas no photo finish deu o francês por meio pé, faturando seu 4º ouro olímpico. Johannes Thingnes Boe terminou em 16º, a 1:20.0.

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Chegada da saída em massa masculina

Cross Country

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A Noruega faturou o ouro no revezamento 4x10km masculino se recuperando do fracasso na prova em Sochi-2014. Com metade da prova, disputada no estilo clássico, os Atletas Olímpicos da Rússia lideravam enquanto o time norueguês, que vinha com Martin Sundby na 2ª perna, aparecia apenas em 4º, 32s atrás. Mas Simen Hegstad Krueger levou a Noruega de volta pra briga na 3ª perna, entregando em 1º.

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Didrik Tonseth, Martin Johnsrud Sundby, Simen Hegstad Krueger e Johannes Hosflot Klaebo. Foto: NordicFocus

Johannes Hoesflot Klaebo fechou pra equipe, recebendo junto com a França, que fecharia com Adrien Backscheider, enquanto os russos vinham em 3º 16s atrás com Denis Spitsov. Klaebo e o francês foram alcançados pro russo na metade da perna, quando o Backscheider começou a cansar e foi ficando pra trás. No último km, o norueguês apertou e foi deixando Spitsov pra trás até vencer em 1:33:04.9, 9.4 na frente dos russos e 36.9 dos franceses. A Finlândia veio em 4º, 1min40 atrás, e a campeã de 2014 Suécia em 5º, a 2min05. Finalmente Martin Johnsrud Sundby faturou o seu ouro olímpico.

Patinação de Velocidade

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Pela 1ª vez em PyeongChang, a Holanda não subiu no pódio de uma prova da patinação de velocidade de pista longa, nos 500m feminino. Esta é, aliás, a pior prova dos holandeses nos Jogos, com apenas 1 bronze em toda a história. Mas a holandesa Jorien Ter Mors bem que tentou, marcando 37.53 na 4ª bateria. Apenas na 11ª a americana Brittany Bowe tirou a liderança de Ter Mors. Ela também fez 37.53, mas saiu na frente nos milésimos: 37.530 contra 37.539. Na 14ª, veio a japonesa Nao Kodaira, grande favorita e imbatível há um bom tempo já nesta prova. Ela voou para marcar 36.94, novo recorde olímpico, assumindo a liderança. Na mesma bateria, a checa Karolina Erbanova pegava o 2º lugar com 37.34.

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Lee, Kodaira e Erbanova. Foto: ISU

Na 15ª, veio a bicampeã da prova, a sul-coreana Lee Sang-hwa. Mas não foi desta vez que Lee entrou pra seleta lista de tricampeões no inverno, ficando 0.39 da japonesa com 37.33 e roubando a prata de Erbanova por 1 centésimo. Na 16ª e última bateria, a austríaca Vanessa Herzog fez 37.51, 4º lugar, selando a vitória japonesa.

Nas baterias eliminatórias da perseguição por equipes masculina, a Coreia do Sul marcou o melhor tempo com 3:39.29, seguida da Holanda, que contou com Koen Verweij, Sven Kramer e Jan Blokhuijsen, com 3:40.03, Noruega com 3:40.09 e Nova Zelândia com 3:41.18. Nas semifinais, os coreanos pegam a Nova Zelândia e os holandeses enfrentam a Noruega. Japão e Itália farão a Final C e Canadá e EUA a Final D.

Esqui Freestyle

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O sueco Oscar Wester foi o melhor na qualificação do esqui slopestyle masculino com excelentes 95,40 pontos e o suíço Andri Ragettli veio em 2º com também excelentes 95,00. Aliás, 8 atletas fizeram mais de 90 pontos na quali. Na final, o norueguês Oysten Braaten abriu com uma volta de 95,00, jogando a pressão pros outros 11 finalistas. O canadense Evan McEachran obteve a 2ª melhor nota com 89,40.

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Goepper, Braaten e Beaulieu-Marchand. Foto: FIS

Na 2ª passagem, o britânico James Woods marcou 91,00 e o canadense Alex Beaulieu-Marchand 92,40, passando McEachran e aparecendo em posição de medalha, enquanto Braaten caía e marcava 46,40. Na 3ª descida, nenhum desses melhorou sua nota enquanto o americano Nick Goepper fez tudo certo para atingir 93,60 e assumir o 2º lugar, tirando o britânico do pódio. Diferente da quali, apenas 5 atletas tiraram 90,00 pontos ou mais. O americano Gus Kenworthy terminou em último na final com apenas 35,00, enquanto o líder da quali Wester foi 11º com 62,00.

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Na decisão do aerials masculino, o chinês Qi Guangpu foi o melhor na Final 1 com 127,44 a frente do russo Pavel Krotov com 126,11, enquanto o americano campeão mundial Jonathon Lellis ficava em 7º com 121,68, se classificando pra Final 2. Na 2ª fase, foi outro chinês que ficou na frente, Jia Zongyang, com 128,76 com o canadense Olivier Rochon colado com 128,05. Só que Qi e Lellis fora eliminados em 7º e 8º respectivamente.

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Jia, Abramenko e Burov. Foto: Reuters

Na Final 3, o russo Ilia Burov começou com 122,17 enquanto Krotov fez um pouso ruim para marcar 103,17. O ucraniano Oleksandr Abramenko fez um ótimo Back Full-Full-Double Full (dificuldade 4,525) nota 28,4 de 30 para assumir a liderança com 128,51. O bielorrusso Stanislau Hladchenko arriscou demais com um Back Double Full-Double Full-Full (dificuldade 4,900), mas caiu e terminou em último com 92,61. Jia fechou a prova com o mesmo salto do ucraniano, tirando praticamente a mesma nota, 28,3, mas ficou em 2º com 128,05 e levou a prata. Primeiro ouro ucraniano em PyeongChang e o 3º da história pro país em Jogos de Inverno. Foi a 4ª Olimpíada de Abramenko, que jamais venceu uma medalha em Mundiais ou Olimpíadas.

Bobsled

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Brasil desce no bobsled de 2. Foto: COB

Começou a disputa do trenó de duplas masculinas. Na 1ª descida o piloto letão Oskars Melbardis ficou com o melhor tempo de 49.08 seguido do canadense Justin Kripps a apenas 0.02 e do alemão Nico Walther a 0.04. Na 2ª descida, Walther marcou o melhor tempo, 49.27, e foi pro 1º lugar geral com 1:38.39, 0.10 melhor que Kripps, 0.19 melhor que o alemão Johannes Lochter e 0.23 na frente de Melbardis. O trenó brasileiro pilotado por Edson Bindilatti fez o 27º tempo na 1ª descida com 50.14 e o 28º na 2ª com 50.22, aparecendo e 27º no geral, 1.97 atrás de Walther. O melhor trenó brasileiro é o de 4 pessoas.

Curling

Niklas Edin e o time da Suécia seguem invictos no torneio masculino, conquistando mais uma vitória de 11-4 sobre o Japão. A Noruega de Thomas Ulsrud respirou ao vencer duas seguidas neste domingo, 10-8 na Dinamarca e 8-5 nos EUA. No grande duelo do dia, numa partida de altíssimo nível, a Suíça venceu por 8-6 o Canadá e as duas equipes vem em 2º lugar no geral, com 4 vitórias em 6 jogos. Outros resultados foram: Japão 8-2 EUA, Dinamarca 9-8 Coreia do Sul e Grã-Bretanha 7-6 Itália. Classificação geral após 6 rodadas:

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No feminino, a equipe sueca também está invicta e venceu por 8-6 o time britânica de Eve Muirhead. O Canadá de Rachel Homan venceu a 2ª, agora com 10-8 na Suíça e a Coreia do Sul segue sua excelente campanha ao passar por 12-5 pela China, conquistando a 4ª vitórias em 5 jogos. Classificação até agora:

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Hóquei no Gelo

No encerramento do Grupo A, a República Checa venceu a Suíça por 4-1 e o Canadá passou pela Coreia do Sul por 4-0. No Grupo C, a Alemanha venceu a Noruega por 2-1 nos shootouts enquanto a Suécia venceu o grupo ao derrotar a Finlândia por 3-1. Com os resultados, Suécia, República Checa e Atletas Olímpicos da Rússia venceram seus grupos e, junto com o Canadá, melhor 2º colocado, já se garantiram nas 4as de final. Eis a chave dos playoffs:

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Nas disputa do 5º ao 8º no feminino, a Suíça passou com 2-0 pelo time unificado da Coreia e vai disputar o 5º lugar contra o Japão, que surpreendeu a Suécia por 2-1, com gol de ouro com 3min na prorrogação de Ayaka Toko. Na 1ª fase, a Suécia havia vencido por 2-1.

Quadro de Medalhas após 9 dias e 61 provas:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 8

Num dia espetacular, a vitória mais inesperada em muito tempo no esqui alpino, o show eslovaco no biatlo, o recorde de Marit Bjoergen e 3 novos bicampeões olímpicos.

Esqui Alpino

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Acho que ninguém poderia prever o que aconteceu na espetacular final do Super-G feminino, muito menos uma snowboarder checa. A americana favorita Lindsey Vonn foi a 1ª a descer e vinha muito bem, mas na penúltima curva saiu do caminho e perdeu preciosos décimos, marcando 1:21.49. Logo depois veio a italiana Johanna Schnarf, que acertou tudo e assumiu a liderança com 1:21.27. Daí em diante as coisas foram definidas nos mínimos detalhes. A suíça Lara Gut fez 1:21.23 desbancando a italiana por 0.04. Mas Tina Weirather, de Liechtenstein, tirou a liderança de Gut por apenas 1 centésimo, com 1:21.22! Seria a 1ª medalha olímpica do pequeno país desde Calgary-1988 e o 1º ouro desde que sua mãe Hanni Wenzel venceu o slalom e o slalom gigante em Lake Placid-1980.

 

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Veith, Ledecka e Weirather. Foto: Reuters

Tudo se encaminhava para o título de Weirather quando apareceu a campeã de Sochi-2014, a austríaca Anna Veith (ex-Anna Fenninger, agora casada). Veith não conseguia grandes resultados desde o casamento e a contusão que a tirou por toda uma temporada, mas ela assumiu a ponta com 1:21.12, 0.10 melhor que Weirather. A prova seguia e iam vindo as atletas pior ranqueadas no circuito e as chance do pódio mudar iam sumindo. Até a 26ª a descer, a checa Ester Ledecka. Ela foi campeã mundial no slalom gigante paralelo do snowboard, mas se aventura também no esqui alpino, apesar de jamais ter tido um pódio em Copas do Mundo. Ledecka foi espetacular e terminou com 1:21.11, tirando o ouro de Veith por 0.01! A checa não acreditava na cronometragem e sua ficha não caía, precisando ser avisada que sim, ela era a nova campeã olímpica, para desespero de Veith. Talvez a medalha olímpica mais inesperada desde a vitória do australiano na patinação de velocidade em 2002. Foi o 1º ouro da República Checa no esqui alpino.

Cross Country

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Com uma brilhante equipe de Ingvild Oestberg, Astrid Jacobsen, Regnhild Haga e Marti Bjoergen, a Noruega ficou com o ouro recuperando da péssima prova de revezamento de 2014. As coisas começaram a se definir na última perna. Noruega, Suécia e Atletas Olímpicas da Rússia fizeram a última troca juntas. Mas Bjoergen e a sueca Stina Nilsson começaram a forçar, deixando a russa Anna Nechaevskaya pra trás e ficaram lado a lado.

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Suécia, Noruega e Rússia. Foto: FIS

Faltando 1,5km, Bjoergen, 13 anos mais velha que Nilsson, forçou muito pra cima da campeã do sprint e começou a abrir distância com menos de 1km pro fim e cruzou com 51:24.3 para levar o ouro, seu 7º ouro olímpico e 14ª medalha no geral! Nilsson fechou pra Suécia com 51:26.3 e as russas ficaram com o bronze com 52:07.6. Finlândia fechou com Krista Parmakoski em 4º a 1:02.6 e a boa equipe norte-americana foi 5ª, 1:20.5 da Noruega. Com o ouro, Bjoergen se igualou ao mito Ole Einar Bjoerndalen com 14 medalhas olímpicas de inverno. E ela tem tudo para ultrapassá-lo.

Biatlo

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Na prova de saída em massa 12,5km feminino, apenas 30 atletas brigando pelo título, incluindo todas as medalhistas dos Jogos e as líderes da Copa do Mundo. A prova começou com 17 zerando, mas a alemã bicampeã dos Jogos Laura Dahlmeier não era uma delas, já que errou um tiro e foi ficando pra trás. Alheia à situação da alemã, a eslovaca Anatasiya Kuzmina seguia muito forte com seu excelente cross-country. Kuzmina seguiu zerando na 2ª e na 3ª, enquanto sua principais concorrentes erravam pelo menos um tiro e foram ficando. Entre elas a bielorrussa Darya Domracheva e a sueca Hanna Öberg.

Pyeongchang Olympics Biathlon

Domracheva, Kuzmina e Eckhoff. Foto: AP

Na última sessão, Kuzmina vinha perfeita e com uma larga vantagem de mais de 40s, o que lhe dava o luxo de errar um tiro. Ela acertou os 4 primeiros e, na hora do 5º demorou muito. Mas muito mesmo. Ficou quase 20s acalmando o nervosismo, at;e que atirou… e errou. Nisso, Domracheva chegou na linha de tiro, mas mesmo cumprindo os 150m de penalidade, Kuzmina tinha uma ótima vantagem e seguiu com folga rumo ao título, completando a prova em 35:23.0 para faturar seu 3º ouro olímpico e sua 3ª medalha em PyeongChang. Domracheva zerou na última e ficou com a prata com 35:41.8 enquanto a norueguesa Tiril Eckhoff, que ficou quietinha a prova tosa apareceu pra pegar o bronze com 35:50.7 e dois erros, deixando a italiana Lisa Vittozzi em 4º e a sueca campeã do individual Hanna Öberg em 5º. A italiana Dorothea vinha numa prova linda, mas errou um na última e terminou em 6º. Dahlmeier errou 2 tiros na prova e se poupou de olho nos revezamentos, terminando em 16º.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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As eliminatórias dos 1.500m feminino contaram com a eliminação precoce da sul-coreana Shim Suk-hee. Na semifinal 1, a sul-coreana Kim Alang venceu seguida da canadense Kim Boutin, enquanto a também canadense Marianne St-Gelais foi penalizada e segue mal nos Jogos. Na 2ª, vitória da holandesa Jorien Ter Mors, que venceu esta distância nos Jogos na patinação em pista longa, seguida da italiana Arianna Fontana. Na última semi, Choi Minjeong venceu pra delírio do público com a húngara Petra Jaszapati em 2º. A chinesa Li Jinyu avançou por vantagem após ser derrubada pela britânica Elise Christie, que também segue zerada no Jogos.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 8

Li, Choi e Boutin. Foto: ISU

Na decisão, show da sul-coreana Choi Minjeong. Depois da desclassificação na final dos 500m, ela veio determinada a vencer, assumindo a liderança com 3 voltas pro fim e abrindo boa vantagem para vencer o 3º ouro sul-coreano nos Jogos com 2:24.948. Li Jinyu pegou a prata com 2:25.703 e a canadense Kim Boutin pegou seu 2º bronze com 2:25.834.

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A 1ª bateria de 4as contou com 3 sul-coreanos para duas vagas nas semis. Seo Yira venceu com 1:24.053 seguido de Lim Hyojun. Na 3ª bateria, o holandês Sjinkie Knegt foi penalizado novamente nos Jogos e fez o americano John-Henry Krueger avançam. Na 1ª semi, Lim venceu e pegou a vaga pra final ao lado do húngaro Liu Sandor Shaolin. Na 2ª, Krueger venceu deixando o sul-coreano Seo Yira em 2º. O canadense Charles Hamelin foi penalizado e avançou seu compatriota Samuel Girard pra decisão.

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Krueger, Girard e Seo. Foto: ISU

Na decisão, os 5 finalistas vinham juntos nas primeiras voltas, com Girard e Krueger levemente a frente. Quando os outros foram pro ataque, o húngaro acabou derrubando os dois sul-coreanos e também caiu. Lá na frente, o canadense e o americano foram pra chegada e Samuel Girard ficou com o ouro com 1:24.650 com Krueger prata 1:24.864. Os coreanos se levantaram e Seo Yira foi bronze com 1:31.619. Krueger levou a única medalha americana nos últimos dois dias.

Patinação Artística

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O programa longo masculino foi espetacular. Depois de ter ido péssimo no programa curto no dia anterior, o americano Nathan Chen fez uma prova incrível com 6 saltos quádruplos, o 1º na história em uma competição oficial, e tirou altíssimos 215,08 no programa longo, a 3ª maior pontuação da história. Mas como tinha ido mal no dia anterior, somou 297,35 no total e teve que aguardar muito, já que ele foi o 9º de 24 a se apresentar. A coisa começou a ser definida no último grupo de 6 patinadores. O chinês Jin Boyang fez 194,45 e somou 297,77 assumindo a liderança.

Figure Skating - Winter Olympics Day 8

Uno, Hanyu e Fernandez. Foto: ISU

Aí veio o campeão de Sochi e bicampeão mundial Yuzuru Hanyu. O japonês teve uma forma impecável e tirou 206,17, graças a uma nota média de componentes 9,66. Ele somou 317,85 para assumir a liderança, restando apenas dois atletas. O espanhol pentacampeão europeu Javier Fernandez também tem altíssimas notas nos componentes e fez uma apresentação sem erros para tirar 197,66, somando 305,24, 2º lugar no momento. Para fechar, o japonês Shoma Uno, que ao som de Turandot, de Puccini tirou 202,73, mesmo caindo num Quádruplo Loop na abertura da sua apresentação. Com 306,90 no total, Uno pegou a prata na dobradinha japonesa e deixando o bronze com o espanhol.

Saltos em Esqui

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O polonês Kamil Stoch foi o melhor na 1ª rodada da final do Large Hill masculino com 143,8 pontos (135,0m), seguido do austríaco Michael Hayböck com 140,4 pontos (140,0m), o salto mais longo da rodada. Campeão do Normal Hill, o alemão Andreas Wellinger ficou em 3º com 138,8 e o norueguês do bigodão Robert Johansson em 4º com 138,3.

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Wellinger, Stoch e Johansson. Foto: FIS

O norueguês Daniel-Andre Tande não tinha ido bem no 1º salto com um 15º lugar, mas no 2º voou para 138,5m assumindo a liderança com 273,1 pontos. Apenas 11 atletas depois que alguém o passou, o medalhista de bronze no Normal Hill, o também norueguês Robert Johansson saltou menos, com 134,5m, mas por conta da boa vantagem no 1º salto somou 275,3. Andreas Wellinger foi muito longe com 142,0m e roubou a liderança com 282,3. Hayböck, entretanto, ficou com apenas 131m e com 267,7 pegava o 5º lugar no momento. Aí veio Kamil Stoch, buscando o bicampeonato. Com 136,5m e 141,9 pontos, Stoch foi o mais regular da prova para somar 285,7 pontos e faturar seu 3º ouro olímpico.

Skeleton

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A austríaca Janina Flock assumiu a liderança geral após a 3ª descida com 2:35.80, apenas 0.02 melhor que a campeã de 2014, a britânica Lizzy Yarnold. A alemã Jacqueline Lölling vinha em 3º a 0.10 e a também britânica Laura Deas em 4º a 0.19. Diferente das otras provas de trenó, o skeleton feminino estava muito imprevisível e até as alemãs Anna Fernstädt e Tina Hermann, 5ª e 6ª, brigavam por medalha.

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Lölling, Yarnold e Deas. Foto: Getty Images

Na última descida, Fernastädt piorou seu tempo em relação a Hermann, que virou líder. Deas desceu e assumiu a liderança por 0.08, que depois foi pra Lölling por 0.17. A britânica Yarnold não teve uma grande largada, mas fez uma descida final impecável numa ótima linha fazendo 51.46, a melhor descida de toda a competição e foi pro topo por 0.45! Só restava Flock, que não foi nada bem, marcou o 10º tempo da 4ª descida e ficou fora do pódio por 0.02!

Esqui Freestyle

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No esqui slopestyle feminino, a sueca Emma Dahlstrom foi a melhor na qualificação com 91,40, seguida de duas norueguesas, Tiril Christiansen com 89,00 e Johanne Killi com 87,80. Na final, nenhuma pegou medalha. A suíça Mathilde Gremaud abriu com 88,00 na 1ª descida da final, ficando na frente por um bom tempo. Sua compatriota Sarah Höfflin vinha logo atrás com 83,80 e a canadense Yuki Tsubota em 3º com 74,40.

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Gremaud, Höfflin e Atkin. Foto: FIS

Na 2ª passagem, a britânica Isabel Atkin com 79,40 e a norueguesa Killi com 76,80 jogaram a canadense para 5º. Na descida final, a americana Maggie Voisin entrou no pódio em 3º com 81,20. Depois veio Höfflin para marcar ótimos 91,20 e assumir a liderança da prova. Gremaud caiu novamente e não melhorou, ficando em 2º, enquanto Atkin roubou o bronze da americana com 84,60.

Os homens participaram da qualificação do aerials. Na 1ª parte, o americano campeão mundial Jonathon Lillis fez a melhor marca com ótimos 127,44, num salto quase perfeito, média 9,60! Os chineses Qi Guangpu com 126,70 e Jia Zongyang com 126,55 vieram logo atrás e os 6 primeiros já se classificaram pra final. Na 2ª quali, que deu mais 6 vagas, foi a vez do russo Ilia Burov ficar na frente com 126,55 numa prova fortíssima, com mais 7 fazendo mais de 120 pontos. Foi tão forte que o campeão de Sochi, o bielorrusso Anton Kushnir ficou em 7º e está fora da decisão.

Curling

Finalmente Rachel Homan e companhia venceram! Depois de 3 derrotas, a grande equipe canadense arrasou o EUA na sessão noturna com 11-3 em apenas 7 ends e dão uma respirada, embora a situação canadense ainda seja bem delicada. A Suécia de Anna Hasselborg venceu 8-7 a Suíça e é a única equipe ainda sem perder no torneio feminino. A equipe chinesa venceu duas e também respira, com 7-6 no Japão e 10-7 na Dinamarca. Outros resultados do dia foram: EUA 7-6 Rússia, Grã-Bretanha 7-6 Dinamarca, Japão 10-5 Rússia e Coreia 7-4 nas britânicas. A classificação após 6 sessões está assim:

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Na rodada masculina, tivemos o duelo dos invictos numa prévia da final. A Suécia de Niklas Edin venceu bem o Canadá de Kevin Koe num jogo muito estudado por 5-2 e chega a 5 vitórias. As outras partidas foram Coreia do Sul 11-5 Grã-Bretanha, Japão 6-5 Itália e Suíça 7-5 Noruega. Após 6 sessões, esta é a classificação:

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Hóquei no Gelo

A República Checa surpreendeu o Canadá na 2ª rodada do Grupo A. Após empate em 2-2, o jogo foi pra prorrogação e pros shootouts, vencidos pelos checos, que chegaram à 2ª vitória. No outro jogo do grupo, a Suíça arrasou a Coreia do Sul por 8-0, com destaque para os 3 gols de Pius Suter.

Já o Grupo B foi encerrado. A equipe russa venceu os americanos por 4-0, 2 de Nikolai Prokhorkin e 2 de Ilya Kovalchuk, e ficou com o título do grupo, se garantindo nas 4as. Na outra partida, a Eslovênia vencia por 2-0 e deixou a Eslováquia empatar. A partida foi pros shootouts e os eslovenos venceram, conquistando o 2º lugar no grupo.

Nas 4as femininas, as russas passaram com 6-2 pela Suíça de virada e vão enfrentar na semifinal o Canadá. A Finlândia arrasou a Suécia por 7-2 na outra partida e se garantiu na semi para enfrentar as americanas.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 7

No dia de derrotas americanas, 7 ouros para 7 países diferentes. Entre eles, o 2º ouro sul-coreano e a coroação de Dario Cologna.

Esqui Alpino

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A final do Super-G masculino começou com os dois primeiros a descer, o italiano Peter Fill e o suíço Mauro Caviezel, errando e não terminando. Depois veio o austríaco Vincent Kriechmayr, que marcou 1:25.13 e ficou na liderança por mais 4 descidas. Até que veio o norueguês Kjetil Jansrud, campeão da prova em 2014, que marcou 1:24.62. Campeã da prova em 2010 e ouro no downhill no dia anterior, seu compatriota Aksel Lund Svindal fez 1:24.93, dando dobradinha norueguesa, mas na ordem inversa do downhill. O seguinte foi o francês Blaise Giezendanner, que jamais teve um pódio em Copas do Mundo, e completou em 1:24.82, se colocando entre os dois noruegueses.

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Feuz, Mayer e Jansrud. Foto: AP Photo

Os seguintes não chegavam a ameaçar o pódio, até que veio o austríaco Matthias Mayer, ouro no downhill em Sochi-2014. Com apenas 4 vitórias na carreira e nenhuma medalha em Mundiais, Mayer faturou seu 2º ouro olímpico ao marcar 1:24.44. Logo depois de Mayer, o suíço Beat Feuz fez 1:24.57 e conquistou sua 2ª medalha nos Jogos. Apenas o italiano Dominik Paris conseguiu entrar no top-20 depois, marcando o 7º tempo. O brasileiro Michel Macedo sentiu dores no joelho e não disputou a prova.

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Na prévia do Super-G masculino, rolou a 1ªª descida do slalom feminino, com a favoritíssima Mikaela Shiffrin. A americana vinha de 7 vitórias na prova nesta temporada da Copa do Mundo e com o retrospecto de jamais ter perdido no slalom em competições globais, somando 3 títulos mundiais e 1 olímpico. Mas na 1ª descida mostrou que não estava no seu dia. A 1ª a descer foi a suíça Wendy Holdener que marcou 48.89 numa prova espetacular. A norueguesa Nina Haver-Löseth fez 49.75 e em seguida veio uma das favoritas, a eslovaca Petra Vlhova, que não foi bem com 51.12.Em seguida veio Shiffrin, que não largou bem, chegou a piorar, mas diminuiu um pouco no final, marcando 49.37. Só que em seguida vieram as suecas Frida Hansdotter e Anna Swenn Larsson com os tempos de 49.09 e 49.29, respectivamente, jogando a americana para 4º lugar 0.48 da líder. Péssima prova de outra eslovaca favorita, Veronika Velez Zuzulova.

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Holdener, Hansdotter e Gallhuber. Foto: CTK

Na 2ª descida, em ordem inversa das 20 melhores, o grande resultado veio com a austríaca Katharina Gallhuber. Com apenas 20 anos, ela tem apenas 29 provas da Copa do Mundo no currículo, nenhum pódio, mas 6 top-10 na temporada. Gallhuber fez 48.83 na 2ª descida, o melhor tempo da prova toda e assumiu a liderança com 1:38.95. 5 atletas depois, foi a vez de Shiffrin. Ela começou mal novamente, perdendo meio segundo da vantagem de 0.75 que tinha da austríaca, melhorou, mas com dois errinhos na prova, somou 1:39.03 aparecendo na 2ª posição. Larsson veio depois pegando o 3º lugar com 1:39.61. Só que Frida Hansdotter não se intimidou, marcou 49.54, a 2ª melhor na 2ª descida, e com 1:38.63 assumiu a liderança. Para fechar o grupo das melhores, Holdener largou com apenas 0.20 de vantagem sobre a sueca e, na 1ª parcial, já estava 0.01 acima. A diferença seguiu mínima até encerrar com 1:38.68, pegar a prata e jogar Shiffrin para fora do pódio, em 4º lugar. Aos 32 anos e após 3 pódios seguidos em mundias, Hansdotter faturou sua 1ª medalha olímpica.

Skeleton

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Nada como coroar uma temporada perfeita com uma competição olímpica perfeita. E em casa! O sul-coreano Yun Sungbin foi o melhor nas 4 descidas do skeleton masculino, marcando 50.28, 50.07, 50.18 e 50.02 para ficar com o ouro com 3:20.55, com uma vantagem absurda sobre o 2º colocado. Maior nome do esporte na história, octacampeão da Copa do Mundo e pentacampeão mundial, o letão Martins Dukurs vinha em 2º lugar, longe de Yun, mas com 0.07 de vantagem sobre o russo Nikita Tregubov. Só que um erro na última descida do letão o fez perder centésimos preciosos e terminar na ingrata 4ª colocação com 3:22.31.

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Tregubov, Yun e Parsons. Foto: IBSF

Tregubov aproveitou o erro de Dukurs para ficar com a prata com 3:22.18 e o britânico Dominic Parsons foi bronze a apenas 0.02 do russo. Tomass Dukurs, irmão mais velho de Martins, foi 5º com 3:22.74. Uma pena foi o erro do neozelandês Rhys Thornbury, que brigava para ficar entre os 8 melhores, mas errou feio na largada da última descida, quando o trenó saiu dos grooves, e acabou em 14º.

As mulheres fizeram as suas duas primeiras descidas no skeleton e está um reflexo do que foi a temporada: muito equilíbrio. A alemã Jacqueline Lölling lidera com 1:43.86 e a austríaca Janine Flock vem logo atrás a 0.02. Depois temos as britânica Lizzy Yarnold, campeã de Sochi, a 0.10 e Laura Deas a 0.17.

Snowboard

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Líder da Copa do Mundo, a italiana Michela Moioli vem numa temporada excepcional e foi uma das responsáveis por mais um enorme fracasso americano no dia. Na qualificação, que acabou classificando todas as 24 que participaram (eram 26 inscritas, mas a canadense Meryeta Odine e a brasileira Isabel Clark não competiram), a checa campeã de Sochi Eva Samkova fez o melhor tempo com 1:16.84, mas Moioli veio logo em seguida com 1:16.97. Nas 4as de final, sem grandes surpresas. Já na 1ª semifinal, Samkova saiu vitoriosa com a americana Lindsey Jacobellis em 2º e a búlgara Aleksandra Jekova em 3º. Na 2ª bateria, Moioli e as francesas Chloé Trespeuch e Julia Perera de Sousa Mabileau avançaram pra final, graças a um acidente que tirou as outras 3 da prova.

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Mabileau, Moioli e Samkova.

Jacobellis é pentacampeã e a atual campeã mundial, mas segue sem ouro olímpico. Tinha tudo para levar em 2006, mas fez uma graça no último salto e caiu, perdendo o ouro. Depois em 2010 e 2014 ficou sem medalha. Na grande decisão, a americana saiu melhor e foi pra frente, mas no meio da prova Moioli a ultrapassou e segurou a liderança para levar o ouro. Jacobellis ainda viu Mabileau, Samkova e Trespecuh a ultrapassarem e, na chegada, Trespeuch caiu e a americana acabou na 4ª posição. Mabileau, de apenas 16 anos, conquistou a prata e Samkova pegou o bronze.

Cross Country

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Tetracampeão da Copa do Mundo e bicampeão dos 15km, o suíço Dario Cologna se tornou o 1º tricampeão olímpico de uma prova individual no esqui cross-country. Disputada no estilo livre, o primeiro a fazer uma boa marca foi o suíço Roman Furge, 20º a largar, que completou os 15km em 34:56.3. Dez minutos depois veio o finlandês Matti Heikkinen, que assumiu a liderança com 34:45.4. Logo em seguida foi a vez do sueco Calle Halfvarsson se tornar líder com 34:44.5. Enquanto isso, Cologna vinha fazendo as melhores parciais a cada intermediária.

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Krueger, Cologna e Spitsov. Foto: Nordic Focus

O novo líder foi o russo Denis Spitsov, tirando quase 40s, com 34:06.9 e o sueco Marcus Hellner entrou pra prata com 34:22.6. Aí vieram os favoritíssimos. Campeão do skiathlon, o norueguês Simen Hegstad Krueger foi pra frente com 34:02.2 e Martin Johnsrud Sundby entrou pro pódio com o 3º tempo de 34:08.8. Hans Christer Holund com 34:18.4 foi o 3º norueguês Top-4. O canadense Alex Harvey pegou o 5º tempo no momento, mas Cologna vinha logo atrás do canadense e, com 33:43.9, o suíço assumiu a liderança com folga, 18.3 melhor que Krueger. O último dos favoritos a cruzar foi o francês Maurice Manificat, pegando o 5º lugar com 34:10.9. Assim, o pódio ficou com Cologna, 4º ouro olímpico na carreira, Krueger e o russo Spitsov.

Esqui Freestyle

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A Bielorrússia comprovou que é a principal escola do aerials ao lado da China, faturando o 4º ouro na modalidade desde Vancouver (considerando masculino e feminino). Na final feminina em PyeongChang, Hanna Huskova foi a melhor entre 12 atletas na Final 1 com 94,15 pontos, seguida da chinesa Xu Mengato com 91,00, da também bielorrussa campeã em Sochi Alla Tsuper com 90,82 e de outra chinesa, Kong Fanyu, com 89,77.

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Zhang, Huskova e Kong. Foto: Reuters

Na Final 2, apenas com 9 atletas, tivemos uma dobradinha chinesa com Kong com 97,29 e Zhang Xin com 94,11. Prata em Sochi, Xu Mengtao caiu e terminou em 9º. As 6 melhores seguiram pra Final 3, que começou com duas quedas, da americana Madison Olsen e de Alla Tsuper; Huskova, por outro lado, fez um difícil Back Lay-Full-Full, de 3,800 de dificuldade, de maneira quase perfeita, pousando bem e tirando 96,14. A australiana Laura Peel também caiu e só restavam as duas chinesas, que fariam o mesmo salto, um Back Full-Double Full, de 3,525 de dificuldade. Zhang Xin foi quase perfeita com um pouso excelente, mas devido ao valor menor de dificuldade ficou com 95,52 atrás da bielorrussa. Kong Fanyu voou bem e fez um bom salto, mas pecou no pouso. Mesmo assim beliscou o bronze com 70,14.

Patinação de Velocidade

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A Holanda voltou ao topo com o ouro nos 5.000m feminino. Na 1ª de 6 baterias, a holandesa Annouk van der Weijden fez 6:54.17. Após o intervalo para alinhar o gelo, na 4ª bateria Esmee Visser marcou 6:50.23 para assumir a liderança com dobradinha holandesa. Na 5ª bateria, a veteraníssima alemã Claudia Pechstein buscava sua 6ª (!!) medalha na prova. Aos 45 anos em sua 7ª Olimpíada, Pechstein marcou 7:05.43, 6º tempo até então, e ficou atrás da canadense Ivanie Blondin, que assumiu o 3º lugar com 6:59.38.

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Esmee Visser. Foto: Getty Images

Restava apenas a última bateria com a checa Martina Sablikova, que buscava o tricampeonato. Até a marca de 2.200m, Sablikova estava mais rápida que Visser, mas não manteve a vantagem e, com 6:51.85, pegou a medalha de prata, 1.62 pior que a holandesa. A russa Natalia Voronina veio na mesma bateria que a checa e, com 6:53.98, ficou com o bronze, 0.19 melhor que van der Weijden. Em 7 provas, a Holanda conquistou 6 ouros e 11 medalhas.

Patinação Artística

Campeã em Sochi, o japonês Yuzuru Hanyu brilhou no programa curto masculino. Com uma apresentação beirando a perfeição, ele obteve bonificação máxima em quase todos os seus elementos, incluindo na dificílima sequência de Quádruplo Toe+Triplo Toe. Tirou ainda dez notas 10 nos componentes para somar 111,68 pontos, ficando a apenas 1,04 do recorde mundial que é dele mesmo de setembro de 2017.Logo atrás veio o espanhol pentacampeão europeu Javier Fernandez. Também com uma apresentação impecável, ele somou 107,58. Acima de 100 pontos ainda tivemos o japonês Shoma Uno com 104,17 e o chinês Jin Boyang com 103,32. Destaque negativo para o americano Nathan Chen, apontado como um dos favoritos ao ouro, que tirou 82,27, ficando em 17º. Ele fez em novembro 104,12! Bronze em Sochi, o cazaque Denis Tem vem irreconhecível após sofrer com repetidas lesões e terminou em 27º com 70,12, ficando de fora do programa longo.

Curling

As coisas não vão bem pra equipe de Rachel Homan. Depois de um mundial de 2017 brilhante com 13 vitórias, a equipe favorita ao ouro perdeu pela 3ª vez em 3 jogos, agora por 9-8 no end extra para a Dinamarca. O Canadá tinha o martelo no end extra e Homan errou seus dois lançamentos, dando o ponto de graça pras dinamarquesas. A Suécia venceu a 3ª com 5-4 nas Atletas Olímpicas da Rússia e segue invicta e a Coreia do Sul fez 7-5 na Suíça e segue bem em busca da vaga nas semifinais.

Se no feminino a coisa vai mal pro Canadá, entre os homens a equipe de Kevin Koe segue perfeita, vencendo a 4ª por 7-6 sobre a Coreia do Sul. A Suécia de Niklas Edin também segue 100%, com duas vitórias nesta sexta-feira, 10-4 sobre os Estados Unidos e 8-6 sobre a Grã-Bretanha. A Noruega de Thomas Ulsrid venceu a 1ª com 7-5 sobre os coreanos, que seguem sem vitória. Outros resultados do dia foram: Dinamarca 6-4 Itália, Suíça 6-5 Japão e Estados Unidos 9-5 Dinamarca.

Hóquei no Gelo

Depois de levarem viradas na 1ª rodada do Grupo B, os Estados Unidos venceram por 2-1 a Eslováquia na 1ª rodada do torneio masculino. Já os Atletas Olímpicos da Rússia passearam com 8-2 pela Eslovênia. Começaram com 2-0 no fim do 1º tempo com diferença de 22s entre os gols. Chegou a abrir 5-0 na metade do 2º tempo. Destaque para Kirill Kaprizov com 3 gols. No Grupo C, quem venceu na 1ª rodada venceu na 2ª. A Finlândia fez 5-1 na Noruega com 2 de Eeli Tolvanen e a Suécia venceu a Alemanha por 1-0, com gol de Viktor Staalberg aos 2min de jogo.

Saltos em Esqui

Na qualificação do Large Hill masculino, sem surpresas, já que apenas 7 dos 57 atletas foram eliminados. O norueguês Robert Johansson, bronze no Normal Hill, foi o melhor com 131,9 (135,0m), seguido do seu compatriota Johann Andre Forfang com 128,7 e do japonês Ryoyu Kobayashi com 127,6. Campeão do NH, o alemão Andreas Wellinger foi 4º com 127,1, o polonês campeão de Sochi Kamil Stoch foi 7º com 125,6 e o austríaco campeão mundial Stefan Kraft foi 11º com 121,1.

Quadro de medalhas após 7 dias e 46 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 6

Noruega brilha em dia de muitas finais, Alemanha segue liderando o quadro, Shiffrin leva a 1ª, surpresa no biatlo e uma vitória heroica no snowboard.

Esqui Alpino

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Depois de muitos cancelamento e dúvidas se conseguiriam fazer as provas, as duas finais do esqui alpino atrasadas ocorreram nesta quinta-feira.

O primeiro a descer no downhill masculino foi o almeão Thomas Dressen, eu marcou 1:41.03 no belo percurso com grandes saltos. O 3º a descer foi o italiano Dominik Paris, que melhorou a marca do alemão com 1:40.79. Um pouco depois veio o suíço Beat Feuz, atual campeão mundial, que marcou 1:40.43 se tornando o novo líder. Mais aí veio o norueguês Aksel Lund Svindal. Depois de reclamar muito na combinada com a mudança do gate de saída do downhill, ele marcou 1:40.25 para assumiur o 1º lugar. Quem mais chegou perto foi seu compatriota Kjetil Jansrud, que ficou a prova inteira abaixo do Svindal, mas no final marcou 1:40.37, confirmando a dobradinha do país.

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Jansrud, Svindal e Feuz. Foto: NTB

Os seguintes faziam belas descidas, mas ninguém chegava perto do tempo dos medalhistas. A armada austríaca não foi bem e Vincent Kriechmays foi o mlehor do páis, em 7º com 1:41.19. Depois de várias pratas da Noruega na prova, Svindal faturou o 1º ouro do país no downhill. Foi o 2º ouro olímpico do Svindal, que venceu op Super-G em 2010.

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O slalom gigante feminino começou com a italiana Manuela Mölgg, 1ª a descer, marcando 1:10.62 a 1ª descida. Mas nada estava definido e viu a favorita Mikaela Shiffrin marcar 1:10.82 para ficar com o 2º tempo, seguida da italiana Federica Brignone com 1:10.91, da norueguesa Ragnhild Mowinckel com 1:11.17 e de Marta Bassino, 3ª italiana no Top-5, com 1:11.19. Campeã em 2010, a alemã Viktoria Rebensburg marcou 1:11.45 e a campeã mundial Tessa Worley foi apenas a 14ª com 1:12.06.

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Mowinckel, Shiffrin e Brignone. Foto: Agence Zoom

Na 2ª descida, Worley fez um ótimo trabalho com 1:09.00 somando 2:21.06 e demorou um pouco para perder a liderança para Rebensburg que, com 1:09.15, somou 2:20.60. Mowinckel foi pra liderança ao somar 2:20.41 e Brignone ficou logo atrás com 2:20.48. A seguinte foi Shiffrin, que não fez a melhor descida, foi o 4º tempo, mas na somatória tomou o 1º lugar com 2:20.02. Só restava Mölgg, que fez uma péssima prova, 23º tempo, e, com 2:21.20, terminou em 8º. Shiffrin vai disputar as 6 provas do esqui alpino e tem tudo para fazer história com apenas 22 anos.

Biatlo

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Assim como no sprint e na perseguição, a prova individual 15km feminina foi definida pra quem se deu melhor nos tiros. Uma das primeiras a largar, a eslovaca Anastasiya Kuzmina errou 2, mas fez uma prova impecável no esqui e foi a única entre as 87 atletas a esquiar a distância em menos de 40min, marcando 39:31.9. Com os dois tiros de penalidade, ficou com o tempo de 41:31.9 e aí foi só aguardar. A bielorrussa Darya Domracheva, que defendia o ouro, vinha bem, zerando nas 2 primeiras sessões de tiro, mas errou 1 na 3ª e ainda vinha com boas chances. Só que na última 3 erros a tiraram totalmente da briga por medalha e ela terminou em 27º lugar. A sueca Hanna Öberg vinha muito bem, atirando perfeitamente, mas sempre levemente atrás do tempo da Kuzmina. Mas quando ela zerou a 3ª série, assumiu a liderança para não perder mais. Com uma prova perfeita, Öberg completou em 41:07.2 e restava aguardar Laura Dahlmeier, que largou entre as últimas.

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Kuzmina, Öberg e Dahlmeier. Foto: IBU

Dahlmeier, que buscava o 3º ouro em PyeongChang, errou o 1º tiro na 1ª passagem e chegou a ficar 1:30 atrás das líderes, mas daí em diante foi 100% nos tiros e foi buscando a vantagem da sueca e da eslovaca. Enquanto isso, seu compatriota Franziska Preuss foi 20/20 nos tiros e começou a ameaçar a liderança de Öberg, mas não fazia um grande esqui. Outras favoritas iam errando tiros e saindo da briga por medalha, como a finlandesa Kaisa Makarainen (13ª e 3 erros), a italiana Dorothea Wierer (7ª e 2 erros), a norueguesa Tiril Eckhoff (23ª e 4 erros). Quando Dahlmeier zerou a 4ª série, sua diferença para Öberg era de 31s e ela foi aumentando até que a aleemã cuzou a linha de chegada com 41:48.4 e a medalha de bronze, atrás da zebra Hann Öberg e da eslovaca Anastasiya Kuzmina.Belas prvas de Preuss (4ª), da eslovanca Paulina Fialkova (5ª), da polonesa Monika Hojnisz (6ª) e da eslovena Urska Poje (12ª sem erros).

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Nos 20km masculino, o norueguês Johannes Thingnes Boe vinha de dois resultados bem ruins no sprint (31º) e na perseguição (21º). Desta vez, ele apostou no seu excelente esqui para levar o ouro. Mesmo com 2 erros, 1 na 1ª série e 1 na última, Boe foi o melhor no esqui, com 46:03.8, tempo corrigido de 48:03.8. Nono a largar, Boe foi um dos primeiros a completar e precisou aguardar quase todo o resto da prova. Martin Fourcade largou em 23º e vinha perfeito, brigando com o Boe a cada parcial. Ao chegar para a última sessão de tiros, Fourcade liderava com 26.8 de vantagem sobre Boe. Só que o francês errou os dois últimos tiros da prova e, de 1º caiu para 6º. Abalado, tirou apenas 10s e acabou na 5ª posição, 42.4 pior que Boe.

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Fak, Boe e Landertinger. Foto: IBU

Sentado no sofá do líder, Boe aguardava e viu o austríaco Dominik Landertinger e o esloveno Jakov Fak zerarem a prova. Landertinger chegou a liderar com 16,6km de prova, mas cansou e cruzou 14.2 atrás. Nestre momento, Fourcade ainda tinha o bronze. Só que o sueco Sebastian Samuelsson veio bem e roubou o 3º lugar do francês por 13s. 10 minutos depois, foi a vez de Fak terminanr a prova. Após o último tiro, o esloveno tinha apenas 3.9 de desvantagem sobre Boe, mas não conseguiu tirar e terminou com 48:09.3, apenas 5.5 pior. O checo Michal Krcmar, bronze no sprint, segue brilhando nos Jogos e ficou em 7º a 1:15.5. O ouro no sprint Arnd Peiffer foi 21º a 2:25.8 com 3 erros e o atual campeão mundial da prova, o americano Lowell Bailey, foi 51º a 4:53.0 com 4 erros.

Patinação Artística

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Depois de bater duas vezes na trave com o bronze, Aliona Savchenko finalmente levou o ouro, agora com seu novo parceiro Bruno Massot. Os alemães deram um show no programa longo dos pares após uma apresentação impecável, sem erros. Além disso, conseguiram 9 notas 10 nos componentes para tirar 159,31 e bater o recorde olímpico, somando 235,90 para levar o ouro. A dupla chinesa campeã mundial Sui Wenjing e Han Cong foi tecnicamente muito bem, mas teve problemas em dois elementos, quando Sui pôs a mão no chão. No longo, eles fizeram 153,08, mas conseguiram a medalha de prata graças ao ótimo program curto, somando 235,47, apenas 0,43 a menos que os alemães.

Figure Skating - Winter Olympics Day 6

Han COng, Sui Wenjing, Aliona Savchenko, Bruno Massot, Meagan Duhamel e Eric Radofrd. Foto: Getty Images

Os canadense Meagan Duhamel e Eric Radford tiraram 153,33 no programa longo somando 230,15 para pegar o bronze, ficando a frente dos russos Evgenia Tarasova/Vladimir Morozov com 224,93. 10 pares tiraram mais que 200 pontos no geral. Destaque para o 13º lugar dos norte-coreanos Ryom Tae Ok/Kim Ju Suk com 193,63.

Cross Country

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Nos 10km estilo livre feminino, com saída intervalada, Marit Bjoergen foi a 1ª entre as favoritas a largar, apenas a 32ª. E quando passou pela linha de chegada era a líder com 25:32.4 e forte rumo ao único ouro olímpico que ela não tinha. Ela já foi ouro nas outras 5 provas do esporte. Demorou um pouco para alguém chegar perto do mito norueguês, até a finlandesa Krista Parmakoski fazer exatamente o mesmo tempo de Bjoergen e as duas eram as líderes.

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Kalla, Haga, Bjoergen e Parmakoski. Foto: NordicFocus

Mas 30s depois de Parmakoski, a também norueguesa Ragnhild Haga marcou 25:00.5 e assumiu a liderança, fora o show. Logo em seguida, foi a vez da sueca Charlotte Kalla cruzar a linha com 25:20.8 e roubar o 2º lugar, jogando o empate de Bjoergen e Parmakoski para 3º lugar. A americana Jessica Diggins segue sem medalha olímpica e ficou em 5º a 3.3 do bronze. Na prova tivemos também a estreia do Brasil com Jaqueline Mourão em sua 6ª Olimpíada. A brasileira de 42 anos, a mais velha da prova, fez o 74º tempo com 30:50.3 entre 90 atletas. Bjoergen conquistou sua 12ª medalha olímpica!

Patinação de Velocidade

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Na prova mais longa masculina, os 10.000m, o fim da hegemonia holandesa! Ou quase isso. Com apenas 6 baterias, o sul-coreano Lee Seung-Hoon veio na 3ª e marcou 12:55.54 e assumir a liderança, mas na seguinte veio o campeão de Sochi, o holandês Jorrit Bergsma, que estraçalhou o tempo do coreano, marcando 12:41.98. Na seguinte, o canadense Ted-Jan Bloemen e o italiano Nicola Tumolero. Bloemen é holandês de nascimento, mas se mudou para o Canadá em 2014 após problemas com seu ex-clube, se naturalizando.

Speed Skating - Winter Olympics Day 6

Bergsma, Bloemen e Tumolero. Foto: Getty Images

Bloemen fez uma prova espetacular, fazendo menos de 30.50 em praticamente todas as parciais e completando as 25 voltas com 12:39.77, novo recorde olímpico e a pouco mais de 3s do recorde mundial, que é dele mesmo. Tumolero fez 12:54.32 e fez o 3º tempo. Só restava na última bateria Sven Kramer e o alemão Patrick Beckert, mas nenhum dos dois ameaçou os medalhistas. Kramer terminou em 6º com 13:01.02 e Beckert em 7º com 13:01.94.

Luge

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Após 2 ouros e 1 bronze nas outras provas, a Alemanha sobrou para vencer pela 2ª vez seguida o revezamento no luge. Após 7 países descerem, a Itália veio para assumir a ponta com 2:25.093 e assistir os americanos a ultrapassarem por míseros 0.002! Depois veio o Canadá que se tornou líder com 2:24.872, já garantindo o bronze.

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Geisenberger, Ludwig, Wendl e Arlt

A Áustria veio depois, mas abriu com o trenó feminino em 5º. O campeão no masculino David Gleirscher recuperou e colocou sua equipe em 1º por apenas 0.039, mas Peter Pen/Georg Fischler foram mal e ficaram atrás do Canadá. Para fechar, o dream team alemão. Natalie Geisenberger assumiu a ponta desde a 1ª parcial. Johannes Ludwig fez apenas o 5º tempo entre os homens, mas a Alemanha seguia na frente. Aí com Tobias Wendl/Tobias Arlt foi só correr pro ouro e vencer com 2:24.517! Geisenberger se torna a maior atleta olímpica do luge com 4 ouros e 1 bronze e os Tobias vem logo atrás com 4 ouros!

Snowboard

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Foi uma competição sensacional no snowbaord cross, com muitas e muitas quedas. Na 1ª rodada, já tivemos uma enorme surpresa na 8ª bateria com a eliminação de 2 favoritos, o espanhol Lucas Eguibar e o italiano Omar Visintin. Nas 4as, quedas em todas as baterias, mas os favoritos seguiram: o australiano Alex Pullin, o francês Pierre Vaultier, o austríaco Alessandro Hämmerle e o americano Nick Baumgartner.

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Hughes, Vaultier e Hernandez. Foto: Reuters

Na semifinal, Vaultier bateu no australiano Jarryd Hughes, mas ambos conseguiram avançar pra grande final. Na grande final, uma trombada entre os americanos Baumgartner e Mick Dierdorff e Pullin tirou os 3 da prova. Enquanto isso, na frente, Vaultier, Hughes e a surpresa espanhola Regino Hernandez iam lado a lado pro ouro e, por centímetros, Vaultier conquistou o 2º ouro seguido pra ele, Hughes foi prata e Hernandez bronze, conquistando a 1ª medalha da Espanha nos Jogos de Inverno desde Albertville-1992!

Curling

Na 2ª rodada feminina, a Coreia do Sul foi a grande surpresa ao derrotar o favoritíssimo Canadá por 8-6, mas na 3ª rodada perdeu de 7-5 para o Japão, que tinha vencido mais cedo a Dinamarca por 8-5 e é por enquanto a única equipe com 3 vitórias. Os outros resultados do dia foram: Atletas da Rússia 7-6 China, Estados Unidos 7-4 Grã-Bretanha em um jogo com muitos erros, Grã-Bretanha 8-7 China, Suécia 7-6 Canadá e Suíça 6-5 Estados Unidos. O Canadá é a grande decepção com 2 derrotas em 2 partidas!

Entre os homens, entretanto, a equipe do Canadá segue invicta após vencer a 3ª com 7-4 na Noruega de Thomas Ulsrud. Os britânicos venceram por 6-5 o Japão, a Itália fez 10-9 nos Estados Unidos e a Suíça fez 9-7 na Dinamarca.

Esqui Freestyle

Doze atletas se classificaram para a final do aerials feminino. Na 1ª quali, melhor nota da russa Alexandra Orlova com 102,22, que fez um back-lay-full-full, seguida da bielorrussa Hanna Huskova com 100,45 e da chinesa Xu Mengtao, prata em Sochi e 5 medalhas em Mundiais, com 99,37. Na 2ª quali, classificaram outras 6 atletas com a bielorrussa que defende o título olímpico Alla Tsuper com 99.37. Destaque para as eliminações da australiana campeã de Vancouver-2010 Lydia Lassila e da americana campeã mundial Ashley Caldwell.

Hóquei no Gelo

Na prévia da final feminina, o Canadá venceu os Estados Unidos por 2-1. Meghan Agosta abriu o placar e Sarah Nurse ampliou, mas no início do 3º tempo, Kendall Coyne diminuiu. No outro jogo do Grupo A, a Finlândia pegou o 3º lugar com 5-1 sobre as russas. A chave final ficou assim:

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O Canadá estreou no Grupo A da competição masculina com tranquilos 5-1 na Suíça enquanto a República Checa venceu por 2-1 com dificuldades a Coreia do Sul, que abriu o placar aos 7min34 de jogo. A virada checa veio ainda no 1º tempo. Pelo Grupo C, Finlândia fez 5-2 na Alemanha e a Suécia passou com 4-0 pela Noruega.

Skeleton

Após 2 primeiras descidas da prova masculina, o sul-coreano Yun Sungbin é o líder com 1:40.35. Ele foi o melhor nas duas descidas:50.28 na 1ª e 50.07 na 2ª. O russo Nikita Tregubov vem em 2º com 1:41.09 e o letão Martins Dukurs, maior da história, em 3º com 1:41.23.

Quadro de medalhas após 5 dias e 39 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 5

No dia com mais adiamentos, apenas 4 finais na quarta-feira em PyeongChang. Shaun White entra 2 vezes pra história, Holanda segue dominando e Alemanha faz bonito com dois bicampeonatos!

Snowboard

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Que Shaun White é o cara isso não é dúvida pra ninguém. Bicampeão olímpico, ele ficou fora do pódio em Sochi, mas deu um show duplo na final do halfpipe nesta quarta-feira para faturar o 3º ouro e, além disso, faturar o 100º ouro americano em Jogos de Inverno. Último a descer, White marcou 94,25 na 1ª descida, já mostrando que não veio pra brincadeira, deixando o australiano bicampeão mundial Scotty James em 2º com 92,00. Na 2ª descida, um susto com uma queda muito feia do japonês Yuto Totsuka, que caiu na lateral do pipe e foi levado de maca pro hospital.

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Shaun White. Foto: The New York Times

O também japonês Ayumu Hirano brilhou na 2ª passagem ao assumir a liderança com 95,25, jogando toda a pressão pro americano, que veio logo em seguida, mas caiu, fez 55,00 e não melhorou. Na última passagem, outros 4 atletas tiraram mais que 87,00, mostrando o alto nível da final. James e Hirano caíram e só sobrava White, que não sentiu a pressão, voou muito alto e muito longe com pousos perfeitos e tirou um nota de 97,75, dando o 4º ouro americano nos Jogos, o 4º no snowboard.

Combinado Nórdico

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Na 1ª parte da prova de Gundersen NH/10km, no salto da rampa menor, o austríaco Franz-Josef Rehrl ficou em 1º com 130,6 pontos (112,0m), seguido do norueguês Jarl Magnus Riiber, com 126,9 (111,0m), 15s de desvantagem no cross-country. O japonês Akito Watabe veio em 3º com 123,7 pontos e 28s de desvantagem. O alemão campeão olímpico Eric Frenzel foi 5º com 121,7 (36s) e seu compatriota campeão mundial Johannes Rydzek 11º com 109,1 (1:26).

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Watabe, Frenzel e Klapfer. Foto: Reuters

No cross-country de 10km, Rehrl logo ficou pra trás e viu Riiber, Watabe, Frenzel e o austríaco Lukas Klapfer chegarem e o ultrapassarem na 2ª volta. Rydzek fazia uma prova de recuperação e, em metade da prova, tinha tirado 1min da vantagem. Mas aí Frenzel e Watabe começaram um jogo de equipe para não deixar Rydzek se aproximar. Cansado pela perseguição, Rydzek não diminuía a diferença e ficou pra trás. Faltando 1km, Frenzel disparou e foi pro ouro ao vencer com 24:51.4. Akito Watabe veio atrás a 4.8 e o austríaco Klapfer foi um bronze surpresa a 18.1

Patinação de Velocidade

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As japonesas Nao Kodaira e Miho Takagi chegaram com todo o favoritismo para a prova de 1.000m feminino, mas não contavam com um dia brilhante da holandesa Jorien Ter Mors. Longe de estar na sua prova mais forte, a holandesa Ireen Wüst comeptiu na 4ª bateria de 16 e fez a melhor marca com 1:15.32. A coisa mudou apenas na 12ª, quando Ter Mors e a americana Brittany Bowe competiram juntas. As duas começaram voando, principalmente Bowe, que chegou a abrir quase 1 segundo e meio do tempo de Wüst, mas claramente cansou enquanto Ter Mors crescia. A holandesa marcou 1:13.56, novo recorde olímpico, contra 1:14.36 da americana, 1º e 2º tempos respectivamente.

Speed Skating - Winter Olympics Day 5

Kodaira, Ter Mors e Takagi no pódio. Foto: Getty Images

Na 14ª veio Takagi, que começou forte, mas foi piorando até marcar 1:13.98 e marcar o 2º tempo até o momento. Na 15ª, Kodaira vinha muito forte e consistente, mas perdeu na última volta e marcou 1:13.82, tirando a americana da pódio. Na última bateria, a holandesa Marrit Leenstra e a americana Heather Bergsma também assustaram, mas não aguentaram e terminaram com 1:14.85 (6º) e 1:15.15 (8º). Ter Mors faturou seu 3º ouro olímpico e também competirá na pista curta, querendo se tornar a 1ª mulher a medalhar nos 2 esportes e a 2ª pessoa na história. Apenas o americano Eric Flaim conseguiu esse feito. Ela ainda participará dos 1.500m na pista curta.

Luge

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Como esperado, o ouro das duplas ficou com uma dupla alemã. Mas não com os que venceram tudo nas duas últimas temporadas. Sascha Benecken e Toni Eggert fizeram apenas o 3º tempo na 1ª descida com 45.931 e viram os campeões de Sochi Tobias Wendl e Tobias Arlt com 45.820 e os austríacos Peter Penz e Georg Fischler com 45.891 na frente. Um pouco mais trás vinham os canadenses Tristan Walker/Justin Snith com 46.134 e os austríacos Thomas Steu/Lorenz Koller com 46.172.

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Na 2ª descida, em ordem inversa, os irmãoes letões Andris e Juris Sics, 9º tempo na 1ª descida, viram 3 duplas errarem e eles subiram para 6º. Steu/Koller passaram na frente de Walker/Snith e ficaram em 4º. Eggert/Benecken pioraram um pouco o tempo na 2ª descida com 46.056, garantiram medalha, mas teriam que torcer contra duas duplas. Penz/Fischler praticamente repetira o tempo da 1ª com 45.894, apenas 0.003 pior, e foram pro topo. Restando apenas os Tobias, os campeões de Sochi marcaram 45.877 e, com 1:31.697 ficaram 0.088 na frente dos austríacos e 0.290 de seus compatriotas para levar o bicampeonato e o 7º ouro alemão em PyeongChang.

Patinação Artística

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Campeões mundiais, os chineses Sui Wenjing/Han Cong foram o melhor no programa curto dos pares com 82,39, acertando praticamente todos os elementos com louvor e com algumas notas 10 de performance, composição e interpretação da música. Os russos Evgenia Tarasova/Vladimir Morozov ficaram em 2º com 81,68, muito perto. Outras 7 duplas ficaram um pouco atrás, com pontuações maiores que 74,00. Entre elas, os canadenses Meagan Duhamel/Eric Radford e os alemães Aliona Savchenko/Bruno Massot. Portanto, nada definido ainda.

A dupla norte-coreana de Tae Ok Ryom/Ju Sik Kim ficou com a 11ª nota, com 69,40, e se classificou para o programa livre.

Curling

Começaram as disputas das equipes. No masculino, o Canadá de Kevin Koe venceu seus dois jogos 5-3 na Itália e 6-4 na Grã-Bretanha, assim como a Suécia de Niklas Edin, com 9-5 na Dinamarca e 7-2 na Coreia do Sul. Na 1ª sessão tivemos ainda Estados Unidos 11-7 Coreia do Sul e Grã-Bretanha 6-5 na Suíça e na 2ª sessão masculina Itália 7-4 Suíça e Japão 6-4 Noruega.

No feminino, a Grã-Bretanha de Eve Muirhead venceu 10-3 os Atletas Olímpicos da Rússia, Japão fez 10-5 nos Estados Unidos, Suécia 9-3 na Dinamarca e China 7-2 na Suíça.

Hóquei no Gelo

No encerramento do Grupo B, a equipe unificada da Coreia finalmente marcou seu 1º gol nos Jogos, com a americana naturalizada sul-coreana Randi Griffin, pra delírio dos 4.110 torcedores que lotaram a Arena de Kwandong. Mas a vitória ficou mesmo com o Japão, que venceu as coreanas por 4-1 terminando em 3º no grupo. No outro jogo, que definia o campeão do Grupo B, a Suíça venceu a Suécia por 2-1 e pega nas 4as o perdedor de Rússia e Finlândia.

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E finalmente começou o torneio masculino com dois jogos pelo Grupo B. E foram duas viradas! Os Estados Unidos abriram 2-0 na Eslovênia, que empatou no 3º tempo, com o 2º gol a 1min37 do fim de Jan Mursak. Na prorrogação, o mesmo Mursak fez o 3º com apenas 38s de jogo e veio a vitória. Já os Atletas Olímpicos da Rússia tinham 2-0 na Eslováquia com 4min de jogo. Ainda no 1º tempo, os eslovacos empataram e a virada veio num power play no 3º tempo.

Outras Notícias:

– Os cancelamentos por causa dos ventos seguiram nesta quarta. O slalom feminino foi transferido para sexta-feira, dia 16, no mesmo dia do Super-G masculino.

– O biatlo também sofreu com o vento e a prova dos 15km individual feminina passou para esta quinta, 3h antes dos 20km masculino.

– A FIVB promoveu um jogo exibição de vôlei na neve na Casa da Áustria com Giba, Emanuel, o sérvio Vladimir Grbic, a sul-coreana Kim Yeon-Koung, a chinesa do vôlei de praia medalhista olímpica Xue Chen, a austríaca Stefani Schwaiger e o austríaco Nikolas Berger. Para ver a partida, que foi acompanhada pelo Príncipe Albert de Mônaco, segue o link.

Quadro de Medalhas após 5 dias e 30 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 4

Finalmente começa o esqui alpino com ouro pro Hirscher, final do curling, o brilho de uma adolescente, Holanda segue no topo e vitória italiana no gelo.

Esqui Alpino

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Após dois dias de provas canceladas, a combinada masculina ocorreu, mas com muita crítica. Ainda com ventos fortes, a descida do downhill foi feita no Super-G, reduzindo a distância, o que daria vantagem para o especialistas no slalom. E foram eles que subiram ao pódio. No downhill, o melhor tempo foi do primeiro a descer, o alemão Thomas Dressen com 1:19.24, seguido do norueguês Aksel Lund Svindal com 1:19.31 e do austríaco Matthias Mayer com 1:19.37. O austríaco Marcel Hirscher foi 12º com 1:20.56, a apenas 1.32, diferença bem tranquila para ele tirar no slalom.

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Pinturault, Hirscher e Muffat-Jeandet no pódio. Foto: Agence Zoom

Na 2ª parte da prova, Svindal resolveu não descer, como forma de protesto, muito irritado com a diminuição da prova do downhill. Alheio a isso e seguindo as regras, Hirscher marcou 45.96, somando 2:0652 e assumindo a liderança, que era do francês Victor Muffat-Jeandet com 2:07.54. Depois do Hirscher ainda veio o francês Alexis Pinturault e somou 2:06.75, pegando o 2º lugar. Faltavam 11 (10, sem o Svindal) descerem, mas os tempos no slalom eram altos e ninguém chegava perto do austríaco. Quando Dressen marcou 2:08.94, Hirscher pôde comemorar finalmente o seu ouro olímpico, seguido dos dois franceses.

Cross Country

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A sueca Stina Nilsson já mostrou seu favoritismo desde a qualificação do sprint estilo clássico, fazendo o melhor tempo com 3:08.74 seguida da norueguesa Maiken Caspersen Falla com 3:09.13. Nas 4as, Nilsson, Falla, a sueca Hanna Falk, e as russas Yulia Belorukova e Natalia Nepryaeva venceram as suas baterias.

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Nas semifinais, Nilsson e Falla fizeram o principal duelo na 1ª bateria, vencida novamente pela sueca por apenas 0.03, enquanto Belorukova faturou a 2ª seguida da americana Jessica Diggins. Na decisão, a sueca mostrou que não iria perder e disparou desde o início, abrindo larga vantagem sobre o resto e vencer por 3:03.84. Falla e Belorukova vinham atrás, mas a norueguesa venceu no sprint final com 3:06.87 contra 3:07.21 da russa. Diggins, que buscava a 1ª medalha americana feminina no esporte foi 6ª.

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No masculino, o melhor tempo na quali foi do finlandês Ristomatti Hakola com 3:08.54 com o favorito norueguês Johannes Hoesflot Klaebo em 2º com 3:08.73, enquanto o italiano Federico Pellegrino pegou o 9º tempo com 3:13.18. Klaebo venceu a 1ª bateria das 4as com tranquilidade, assim como Pellegrino levou a 2ª. O russo Alexandr Bolshunov, o sueco Oskar Svensson e o finlandês Martti Jylhae venceram as outras.

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Pellegrino, Klaebo e Bolshunov no pódio. Foto: NordicFocus

Na semifinal, Klaebo e Pellegrino se enfrentaram na 1ª bateria, vencida pelo norueguês por 0.16 com Bolshunov em 3º, enquanto Hakola levou a 2ª. Na decisão, a prova foi bem parecida com a feminina. Bolshunov saiu na frente com Klaebo e Pellegrino atrás, mas no meio da prova o norueguês atacou e disparou, deixando o italiano e o russo brigarem pela prata. Johannes Hoesflot Klaebo abriu e venceu com 3:05.75. No photo finish, Pellegrino marcou 3:07.09 contra 3:07.11 do russo e ficou com a prata.

Snowboard

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Favorita antes dos Jogos, a adolescente americana Chloe Kim, de origem coreana, deu show absoluto na final do halfpipe. Brilhando na 1ª passagem, ela tirou espetaculares 93,75, colocando 9 dedos no ouro. A chinesa Liu Jiayu assumiu o 2º lugar com 85,50 na 1ª tentativa e melhorou na 2ª com 89,75, enquanto Kim caiu na 2ª, tirando apenas 41,50. A veterana americana dona de 3 medalhas olímpicas na prova Kelly Clark fez 76,25 na 1ª e vinha pro bronze, melhorando para 81,75 na 2ª.

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Liu, Kim e Gold no pódio. Foto: Agence Zoom

Na 3ª tentativa, a americana Arielle Gold, que vinha em 4º pegou o 3º lugar de Clark com 85.75. Clark veio logo depois e fez uma ótima prova, mas com 83,50 terminou em 4º, sem medalha. Quando Liu caiu na 3ª passagem, o ouro já era de Chloe Kim, que fechou a prova de maneira simplesmente espetacular, tirando 98,25 e confirmando o 3º ouro americano dos Jogos.

Na quali do halfpipe masculino, o americano bicampeão olímpico Shaun White confirmou o favoritismo com 98,50 na 2ª passagem (já tinha feito ótimos 93,25 na 1ª), mas viu o australiano Scotty James colado em 2º com 96,75 e o japonês Ayumu Hirano em 3º com 95,25.

Curling

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Na 1ª final das duplas mistas, um show dos canadenses Kaitlyn Lawes e John Morris sobre os suíços Martin Rios e Jenny Perret. No 3º end, a partida estava empatada em 2-2, mas 3 arremessos ruins de Rios (no penúltimo a pedra passou direto), o Canadá marcou 4 e abriu 6-2. No 6º, o Canadá tinha 8-3 e duas pedras no botão, mas o martelo era suíço. Perret tentou colocar a sua pedra no centro, mas deu tudo errado e ela acabou tirando as suas pedras e dando mais 2 pontos para o Canadá, que abriu 10-3. Sem chances de buscar o jogo, a Suíça entregou o jogo e a vitória ficou com o Canadá.

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Suíça, Canadá e Atletas Olímpicos da Rússia no pódio. Foto: WCF

Na disputa do bronze, a dupla russa de Anastasia Bryzgalova e Aleksandr Krushelnitckii derrotou a Noruega por 8-4 e completou o pódio da estreia das duplas mistas. No meio do jogo, Bryzgalova levou um tombo no gelo.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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As 4as de final dos 500m feminino tiveram como destaque a eliminação da canadense Marianne St-Gelais, penalizada na bateria 1, onde avançaram a italiana Arianna Fontana e a holandesa Yara van Kerkhof. A britânica Elise Christie bateu o recorde olímpico na 2ª com 42.703. Nas semifinais foi a vez da chinesa campeã em Sochi Fan Kexin ser penalizada e desclassificada, enquanto a sul-coreana Choi Minjeong venceu com novo recorde olímpico 42.422 e Fontana em 2º. Na semi 2, mais uma chinesa desclassificada, Qu Chunyu.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 4

Van Kerkhof, Fontana e Boutin no pódio. Foto: ISU

Na grande final, Fontana e Choi assumiram a ponta, trocando a liderança a cada curva. Christie vinha encaixotada por van Kerkhof e pela canadense Kim Boutin e caiu faltando 2 voltas. A italiana e a sul-coreana batalharam cada centímetro e houve alguns encontrões. Na chegada, melhor para Arianna Fontana, que venceu com 42.569. Após a prova, os juízes desclassificaram a sul-coreana e a holandesa Yara van Kerkhof herdou a prata com 43.256 e Boutin o bronze com 43.881. Foi a 6ª medalha olímpica da italiana, a 1ª de ouro.

Nas eliminatórias dos 1.000m masculino, as principais baixas foram o húngaro Liu Shaoang na 1ª bateria, desclassificado, e o americano JR Celski, 3º na 8ª bateria. Na 5ª, o canadense Charles Hamelin bateu o recorde olímpico com 1:23.407. Também tivemos as semifinais do revezamento 5.000m masculino. Na 1ª bateria, a China venceu com 6:36.605 e a Holanda passou em 2º na frente do Canadá, mas Sjinkie Knegt deu um empurrão no Charles Hamelin e a Holanda foi desclassificada e o Canadá passou pra Final. Na 2ª semi, passaram pra final com tranquiladade a Coreia do Sul com novo recorde olímpico, 6:34.510, e a Hungria.

Patinação de Velocidade

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A história do domínio holandês seguiu na 4ª prova, os 1.500m masculino. Na 4ª bateria de 18, o jovem holandês Patrick Roest, de 18 anos, marcou 1:44.86, com grande vantagem sobre o resto. Apenas na 10ª que alguém chegou perto, o belga Bart Swings, com 1:45.49. Aí na 14ª veio o campeão mundial Kjeld Nuis, que voou para marcar 1:44.01, ficando a apenas 0.06 do recorde olímpico de 2002, enquanto o japonês Takuro Oda fez 1:45.44 assumindo o 3º lugar.

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Roest, Nuis e Kim no pódio. Foto: ISU

Na 15ª bateria, belo duelo entre o sul-coreano Kim Min Seok, que marcou 1:44.93 para pegar o 3º lugar, e o letão Haralds Silovs, com 1:45.25, 4º lugar. Na 16ª, o holandês Koen Verweij decepcionou com 1:46.26, terminando em 11º, longe do pódio. Quando na 18º o americano Joey Mantia marcou apenas 1:45.86, a dobradinha holandesa foi confirmada e o 4º ouro em 4 provas pro país.

Luge

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Depois do fracasso de Felix Loch na prova masculina, a favorita alemã Natalie Geisenberger não bobeou e faturou o bicampeonato olímpico ao somar 3:05.232 após as 4 descidas. Quem vinha em 2º era a sua compatriota Tatjana Hüfner, mas a campeã olímpica de 2010 errou no final e acabou em 4º lugar. Quem se aproveitou do erro de Hüfner foi a outra alemã da prova, Dajana Eitberger, que saiu de 4º lugar para a prata com 3:05.599. Ela também viu a canadense Alex Gough, 3ª após 3 descidas, errar e acabar em 3º com 3:05.644.

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Eitberger, Geisenberger e Gough no pódio. Foto: FIL

Mas o destaque negativo da prova ficou por conta do erro da americana Emily Sweeney. No meio da 4ª descida, ela errou a frenagem e virou de lado, batendo na parte de cima da curva feio com os pés. Após atendimento médico e um parada de quase 15min, ela saiu andando para alívio de todos. Isso atrapalhou muito as americanas que vieram depois. Summer Britcher, que tem o recorde da pista, errou na última descida e foi de 8º para 19º.

Hóquei no Gelo

Pela 2ª rodada do Grupo A, o grupo forte, o Canadá venceu sua 2ª partida por 4-1 sobre a Finlândia. Na 2ª partida, os Estados Unidos passaram fácil pelas Atletas Olímpicas da Rússia com 5-0. As russas bem que seguraram, mas no 2º tempo, levaram um gol de Jocelyn Lamoureux e, logo após o face-off, tomaram mais um dela, em menos de 6s. A superioridade americana foi enorme, com 50 chutes a gol contra 13 das russas. Canadá e EUA já se classificaram para as semifinais e jogam na quinta-feira como uma prévia pra final. Rússia e Finlândia disputam o playoff de 4as de final.

Quadro de medalhas após 4 dias e 26 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 3

2º ouro da Laura Dahlmeier, Fourcade se recupera, Wüst entra pra história (mais uma vez) e 2 ouros pro Canadá nesta segunda-feira.

Biatlo

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Largando com 24s de vantagem sobre a norueguesa Marte Olsbu, a alemã Laura Dahlmeier venceu a perseguição 10km feminina com tranquilidade, se tornando a 1ª atleta da história olímpica e vencer o sprint e a perseguição na mesma Olimpíada no feminino. Apenas Ole Einar Bjoerndalen fez isso no masculino em 2002. Dahlmeier entrou correu bem segura e sem se forçar demais. Enquanto isso, a eslovaca Anastasiya Kuzmina acelerava para tirar os 54s de desvantagem que tinha. Após 2 sessões de tiro, Kuzmina alcançou a alemã, mas na 3ª série, errou 2 enquanto Dahlmeier zerou.

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Kuzmina, Dahlmeier e Bescond no pódio. Foto: IBU

Fazendo uma bela prova, a francesa Anaïs Bescond largou em 19º a 1min15 da alemã, mas foi se recuperando até empatar com a Kuzmina após a 3ª fase de tiros. Dahlmeier zerou na 4ª e aí foi partir pro ouro com muita folga com 30:35.3. Kuzmina e Bescond foram lado a lado até a linha de chegada, mas a eslovaca venceu no sprint com 31:04.7 contra 31:04.9 da francesa. Olsbu errou 4 tiros no total e terminou em 4º, 38s do bronze. Bronze no sprint, a checa Veronika Vitkova errou 3 tiros e foi 7ª, a italiana Dorothea Wierer errou 5 e foi 15ª e a bielorrussa Darya Domracheva, que defendia o ouro, errou 6, sendo 4 na última, e foi apenas 37ª, quase 4min atrás da alemã. Laura Dahlmeier esteve no pódio de todas as provas que disputou em Mundiais e Olimpíadas desde 2016: são 13 pódios seguidos!

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Logo depois tivemos a perseguição 12,5km masculina. Os líderes zeraram na 1ª passagem e 4 alemães apareciam entre os 6 primeiros, incluindo o campeão do sprint Arnd Peiffer. O francês Martin Fourcade voava no esqui buscando os líderes, mas errou um tiro na 1ª e ficou um pouco pra trás, mas foi buscando graças ao seu cross-country espetacular. Peiffer zerou no 2º tiro, assim como Fourcade, o sueco Sebastian Samuelsson, o norueguês Tarjei Boe e o alemã Simon Schempp e foram pra frente.

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Samuelsson, Fourcade e Doll no pódio. Foto: IBU

Na 3ª sessão, todos erraram 1 tiro, menos Fourcade que foi pra liderança sozinho e foi abrindo. Samuelsson e o alemão Benedikt Doll se isolaram em 2º, uns 30s atrás do francês. Na 4ª sessão, mais uma série perfeita do francês, que tinha tanta vantagem que poderia até errar 2 tiros e venceu com 32:51.7 sua 3ª medalha de ouro olímpica. Samuelsson e Doll também saíram zerados e foram pra disputa da prata. No final, o sueco abriu e foi prata com 33:03.7 contra 33:06.8 do alemão. Boe, Schempp e Peiffer erraram mais tiros na 4ª passagem e ficaram bem pra trás. Boe foi 4º, Schempp 5º e Peiffer 8º.

Patinação Artística

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Com uma performance quase perfeita nas 3 provas que faltavam, o Canadá venceu o ouro por equipes. No programa longo masculino, Patrick Chan fez 179,75 contra 173,57 do russo Mikhail Kolyada e 172,98 do americano Adam Rippon. No programa longo feminino, a russa Alina Zagitova fez uma apresentação incrível e lindíssima para vencer com 158,08, muito acima da americana Mirai Nagasu com 137,53 (ela se tornou a 1ª americana a fazer um triplo Axel nos Jogos Olímpicos) e da canadense Gabrielle Daleman com 137,14. Com esse 3º lugar, o Canadá já tinha garantido o ouro antes da dança.

Figure Skating - Winter Olympics Day 3

Atletas Olímpicos da Rússia, Canadá e Estados Unidos no pódio. Foto: Getty Images

Na performance final, Tessa Virtue e Scott Moir brilharam na dança longa com 118,10 para carimbar o ouro canadense. Os irmãos americanos Maia e Alex Shibutani ficaram em 2º com 112,01 e os russos Ekaterina Bobrova e Dmitri Soloviev em 3º com 110,43. Soberano, o Canadá levou o ouro com 73 pontos contra 66 dos Atletas Olímpicos da Rússia, prata, e 62 dos Estados Unidos, bronze. Itália foi 4ª com 56 e Japão 5º com 50.

Patinação de Velocidade

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A holandesa Ireen Wüst já era um mito e a maior medalhista olímpica da história da Holanda empatada com Ankie van Grunsven, do hipismo adestramento, com 9 medalhas. Na prova dos 1.500m, a holandesa deu show para levar sua 10ª medalha e o 5º ouro olímpico. A americana Brittany Bowe veio na 7ª bateria e fez 1:55.54 para assumir a liderança, onde ficou por um bom tempo. Apenas na 11ª veio Wüst, que vinha atrás de Bowe, mas passou na frente na parcial de 1.100m por apenas 0.01, até fechar com 1:54.35 e se tornar a nova líder.

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Na 12ª, a holandesa Marrit Leenstra entrou na briga por pódio ao marcar 1:55.26, pegando o 2º lugar. Lotte van Beek veio na 13ª e marcou 1:55.27, 3º lugar no geral, e formar no momento um pódio todo holandês. Na 14ª e último veio a favorita que venceu tudo que disputou na temporada, a japonesa Miho Takagi, e a americana Heather Bergsma, que levou tudo na temporada passada. As duas estavam cercando o tempo de Wüst, mas na metade já estavam acima. Takagi fez 1:54.55 e roubou a prata de Leenstra, enquanto Bergsma fez 1:56.74 para terminar em 8º.

Esqui Freestyle

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48 vitórias em Copas do Mundo e 7 medalhas em Mundiais, mas ainda faltava o ouro olímpico no moguls para o canadense Mikaël Kingsbury, considerado o melhor da história. Não falta mais. Na Final 1, o japonês Sho Endo foi o melhor com 82,72 contra 81,39 do australiano Matt Graham, 81,29 do japonês Daichi Hara e 81,27 de Kingsbury.

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Na Final 2, Hara foi o melhor com 82,30 e Kingsbury veio logo atrás com 82,19. Endo e o campeão mundial Ikuma Horishima caíram e não passaram pra Final 3. Na prova decisiva, Graham foi o 3º a descer e fez excelentes 82,57. Kingsbury foi o 5º e brilhou com espetaculares 86,63, com 2 saltos quase perfeitos. Só restava Hara, que desceu muito bem, mas não fez saltos tão bons e ficou com o bronze com 82,19. Com a prata, a Austrália conquistou sua 1ª medalha em PyeongChang e chega a 7 Olimpíadas de Inverno seguidas medalhando.

Saltos em Esqui

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Líder da Copa do Mundo, a norueguesa Maren Lundby deu um show na prova feminina do normal hill. No 1º salto fez 125,4 pontos (105,5m) terminando em 1º e no 2º voou de maneira espetacular para 110,0m. Como ela pediu para ir em um portão mais baixo que as outras, ainda ganhou pontos de bonificação para fazer 139,2 pontos, somando 264,6 e garantir o ouro.

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A alemã Katharina Althaus somou 252,6 com 123,2 e 129,4 nos 2 saltos para levar a prata. Maior vencedora da história disparada em Copas do Mundo, a japonesa Sara Takanashi finalmente conseguiu sua medalha olímpica, ao somar 243,8 pontos e ficar com o bronze. Bicampeã mundial e campeã olímpica, a alemã Carina Vogt fez uma prova ok e terminou em 5º lugar com 227,9. Ainda há um abismo entre as 10 melhores e o resto do plantel.

Snowboard

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Depois de cancelarem a quali no domingo, o slopestyle feminino foi disputado em final direta com apenas 2 passagens por atleta, que enfrentaram muito vento na pista, e foi um show de quedas e atletas desistindo de saltar nas rampas por conta do perigo do vento. Mesmo assim, a americana Jamie Anderson deu um show na 1ª passagem marcando 83,00 e foi apenas uma das 5 que conseguiram uma passagem limpa entre as 26 atletas que desceram.

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Blouin, Anderson e Rukajarvi no pódio. Foto: FIS

A 2ª passagem foi um pouco melhor e várias conseguiram uma passagem mais limpa. A canadense Laurie Blouin foi uma delas para fazer 76,33 e ficar com a prata. A finlandesa Enni Rukajarvi, prata em Sochi, também se recuperou na 2ª passagem e fez 75,38 para ficar com o bronze. Pelo menos 15 atletas não conseguiram um passagem completa.

Curling

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Na primeira semifinal do torneio de duplas, Kaitlyn Lawes e John Morris fizeram 8-4 em 7 ends na Noruega e colocaram o Canadá na final do torneio de estreia olímpica. Na 2ª semi, entre Suíça e Atletas Olímpicos da Rússia, tudo indefinido até o 8º end. A Suíça de Martin Rios, que é o único da dupla que varre, tinha 6-5, mas o martelo no 8º era russo. Na última pedra, eles só precisavam de um draw tranquilo no botão para empatar e levar pro end extra, mas Aleksandr Krushelnitckii jogou forte demais e a pedra passou por pouco, ficando atrás da pedra suíça. Com 7-5 a Suíça de Rios e Jenny Perret se classificou para a final.

Hóquei no Gelo

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A Suíça passou por 3-1 pela Japão na 2ª rodada feminina do Grupo B, com 2 gols de Sara Benz. No jogo seguinte, entre a forte Suécia e a Coreia unificada, mais uma goleada sobre as coreanas. A Suécia venceu por 8-0 com 7 jogadoras marcando e, com isso, Suécia e Suíça se classificaram para as 4as, enquanto Coreia e Japão vão se enfrentar para cumprir tabela pelo Grupo e depois jogam novamente pela disputa do 7º lugar. E a Coreia segue sem marcar um único gol.

Luge

Após 2 descidas na disputa feminina, a alemã quase imbatível Natalie Geisenberger ;e a líder com 1:32.454 (46.245 e 46.209 nas duas descidas). Logo depois vem sua compatriota Dajana Eitberger com 1:32.574 e a canadense Alex Gough com 1:32.645. Ouro em Vancouver, a alemã Tatjana Hüfner é 4ª com 1:32.661. Na 2ª descida, a americana Summer Britcher bateu o recorde da pista com 46.132, mas por conta da 1ª descida ruim é apenas a 9ª no geral.

Outras Notícias:

– Novamente uma prova de esqui alpino foi adiada. Por conta do clima, o slalom gigante feminino foi transferido para quinta-feira, dia 15, no mesmo dia do downhill masculino.

– O presidente do COI Thomas Bach anunciou que vai visitar a Coreia do Norte após os Jogos Olímpicos.

– A FIVB segue firme para tentar incluir o vôlei na neve no programa de inverno. Para isso, fará uma exibição em PyeongChang e chamou para participar grandes jogadores como Giba e Emanuel. A exibição será no dia 14 na Casa da Áustria.

Quadro de Medalhas após 3 dias e 18 finais:

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