CBTKD define atletas para o pré-olímpico de taekwondo

A Confederação Brasileira de Taekwondo definiu nesta segunda-feira os atletas que irão disputar o pré-olímpico das Américas, que será disputado em março na Costa Rica.

Milena Titoneli, ouro no Pan de Lima-2019

Alguém bom ficaria de fora mesmo, já que cada país só pode mandar dos homens e duas mulheres, mas o Brasil vem numa fase espetacular na modalidade. E vale lembrar que em 2019 a seleção brasileira deu show vencendo cinco medalhas no Mundial e sete no Pan de Lima.

Os escolhidos foram:

  • Edival Pontes (68kg): ouro no Pan de Lima-2019, campeão panamericano em 2018, ouro no YOG de 2014 e campeão mundial Júnior em 2014
  • Ícaro Soares (80kg): prata no mundial de 2019, prata no Pan Lima-2019 e prata no campeonato Pan-Americano de 2018
  • Talisca Reis (49kg): prata no Pan Lima-2019
  • Milena Titoneli (67kg): bronze no mundial de 2019, ouro no Pan Lima-2019 e bronze no campeonato Pan-Americano de 2018

E ainda assim o medalhista de bronze olímpico e medalhista de bronze no último mundial Maicon Andrade ficou de fora e não poderá defender a sua medalha olímpica.

Como é bom ter uma equipe tão boa que um medalhista olímpico em boa fase nem tem chance de disputar novamente uma Olimpíada!

Brasil brilha no Mundial de taekwondo e cria novas esperanças para Tóquio

Foi um Mundial dos sonhos em Manchester, Inglaterra.

O Brasil sempre mandou equipe completa para os Mundiais de taekwondo, mas tirando um ou outro lutador, a campanha brasileira era bem ruim, com muitas derrotas em estreias e raras medalhas. Mas essa edição foi sensacional.

A 1ª medalha saiu com Paulo Melo na categoria mais leva masculina, os 54kg. Ele venceu neozelandês, costa-riquenho, japonês e australiano, garantindo a vaga na semifinal, onde foi dominado por 34-16 pelo sul-coreano Bae Jun-seo, que foi o campeão da categoria, e acabou com o bronze.

Milena Titoneli surpreendeu na sexta-feira nos 67kg derrotando colombiana na estreia e uma sul-coreana nas 8as por 16-15. Nas 4as, venceu a croata Matea Jelic de maneira espetacular. Milena perdia por 13-9 faltando 15s, quando a croata levou uma punição, a Milena conseguiu um soco e diminuiu para 13-11. E, faltando menos de 1s pro fim, conseguiu um chute no rosto e virou 14-13! Na semifinal, perdeu pra turca Nur Tatar, duas medalhas olímpicas por 20-3 e conquistou o 2º bronze pro Brasil.

Mas o dia mais brilhante foi logo no último, no domingo, onde os 3 atletas que competiram conseguiram medalhar. Bronze no Rio-2016, Maicon Andrade venceu no +87kg marroquino, iraniano e britânico, mas caiu na semifinal pro cubano Rafael Alba e levou o 3º bronze.

Ícaro Miguel Soares, nos 87kg, também foi muito bem, vencendo porto-riquenho, chileno, o alemão campeão mundial Alexander Bachmann nas 4as e croata na semifinal, garantindo presença na decisão, onde foi superado pelo russo Vladislav Larin, bicampeão europeu, por 19-9. A outra prata veio com Caroline Santos nos 62kg. Ela passou por iraniana, montenegrina, espanhola e croata na semifinal. Na final, acabou derrotada pela turca İrem Yaman por 21-7.

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Ícaro, Milena, Caroline, Paulo e Maicon. Foto: CBTKD

Além dos 5 medalhistas, tivemos ainda Sandy Macedo (57kg), bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, chegando nas 4as e ficando a uma vitória do pódio. Edival Pontes, que foi ouro nos Jogos da Juventude em 2014 e campeão mundial Jr no mesmo ano, chegou muito bem cotado, mas perdeu numa luta polêmica nas 8as para polonês por 25-24.

Legal ver que este ano todos os homens venceram pelo menos uma luta e apenas 3 mulheres perderam na estreia. Ao todo, Brasil venceu 29 lutas e perdeu 8. Veja abaixo a comparação com os últimos mundiais como todos os números este ano foram melhores:

2019 – 5 medalhas (2P+3B), 29 vitórias (17H+12M), 3 derrotas na estreia (0H+3M)

2017 – nenhuma medalha, 16 vitórias (10H+6M), 6 derrotas na estreia (3H+3M)

2015 – 2 medalhas (2B), 13 vitórias (8H+5M), 11 (!!) derrotas na estreia (5H+6M)

2013 – 1 medalha (1B), 11 vitórias (6H+5M), 9 derrotas na estreia (4H+5M)

2011 – nenhuma medalha, 18 vitórias (10H+8M), 4 derrotas na estreia (2H+2M)

Agora é acompanhar o desempenho deles no resto da temporada, pois eles devem mirar o top-5 do ranking olímpico, pois o 5 primeiros de cada categoria em 9 de dezembro já garantem vaga olímpica para Tóquio.

Brasil chega agora a 19 medalhas em Mundiais: 1 ouro, 6 pratas e 12 bronzes.

Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

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Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

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Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

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Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

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Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

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AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.

Primeiras medalhas da base em 2018

Na Tunísia, vieram as duas primeiras medalhas da base brasileira em Mundiais de 2018, no taekwondo. Em Hammamet, foram dois bronzes pra seleção brasileira, que teve uma participação boa na competição.

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Patrik Cardoso, Sandy Macedo e Gabriel Ramos

A primeira medalha veio no 3º dia, na quarta-feira, com Gabriel Ramos, nos 59kg. Ele começou vencendo por 16-8 português, depois venceu 25-14 o mexicano cabeça de chave 1 Norberto Santamaria. Aí fez 4-2 em tunisiano e 23-3 sobre atleta do Chade nas 4as. Na semifinal, foi derrotado por 19-12 pro turco Arslan Demir.

Na sexta-feira, o 2º bronze veio com Patrik Cardoso, no +78kg. Ele estreou com 16-11 sobre libanês, fez 2-1 em mexicano e 9-2 sobre americano nas 4as. Na semifinal, perdeu de 5-1 para taiwanês.

Única a conquistar uma vaga pros Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires, Sandy Macedo acabou sendo derrotada nas 4as dos 55kg. O Brasil levou 17 atletas para competir em 20 categorias possíveis. Ao todo foram 20 vitórias e 17 derrotas, uma participação bem razoável. O Irã foi o grande destaque do Mundial, vencendo 7 das 10 categorias masculinas.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 26 medalhas na base (8O-7P-11B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)

Medalha inédita e decepções na base

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Pódio no Mundial Cadete de Taekwondo. Foto: WTF

Na outra semana  uma medalha inédita em Mundiais de taekwondo. Pela primeira vez, o Brasil não saiu zerado do Mundial Cadete. A edição de 2017 foi disputada na cidade egípcia de Sharm El Sheikh. Nos 47kg feminino, Maria Clara Pacheco ficou com o bronze. 3ª do mundo na sua categoria, foi bye de 1ª rodada. Na 2ª venceu por 7-2 jordaniana e nas 4as arrasou marroquina por 25-5. Na semifinal, perdeu de 13-7 para iraniana Ghazal Soltani, que ficou com o ouro.

Já no Mundial de Natação Juvenil, em Indianapolis, o Brasil saiu sem medalha pela 1ª vez em 6 edições. Com 2 ouros, 8 pratas e 4 bronzes no histórico, o Brasil bateu na trave em várias provas. Chegaram perto de um pódio Caio Pumputis (5º nos 200m medley com 2:00.97), o revezamento 4x100m livre misto (5º com 3:29.54) e Breno Correia (6º nos 100m livre com 49.44). Em casa, os EUA levaram 12 ouros e 32 medalhas no total.

Entre os destaques, o americano Andrew Abruzzo (venceu 400m, 800m e 1.500m livre), o italiano Nicolo Martinenghi (50m e 100m peito, este com espetaculares 59.58), a japonesa Rikako Ikee (50m livre, 50m e 100m borboleta) e o americano Michael Andrew (50m livre, 50m costas, 50m borboleta e bronze nos 50m peito!). Dois ouros espetaculares da argentina Delfina Pignatiello nos 800m e 1.500m livre. Nos 800m, venceu com 8:25.22, novo recorde sul-americano adulto. Campeã olímpica, Penny Oleksiak só nadou revezamentos e ajudou o Canadá a vencer os 3 femininos e os dois mistos.

Mas a grande decepção do ano está nos Mundiais de base do vôlei. Já foram 5 disputados e em nenhum deles o Brasil medalhou. Na semana passada, no Sub23 masculino, ficou em 4º lugar. No Sub19 masculino, foi 8º e no Sub18 feminino, após uma péssima 1ª fase, perdeu nas 8as para a Argentina, ficando em 10º no geral. Só resta o Sub23 feminino, que começa dia 10 na Eslovênia.

Desde o fim dos Jogos do Rio, os brasileiros conquistaram em mundiais de base as seguintes medalhas (7O-6P-7B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)

Resumo da semana passada

Judô

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Nos primeiros torneios do circuito mundial do ano, os judocas brasileiros conquistaram 3 medalhas. 4 homens foram para o Aberto Europeu masculino na cidade portuguesa de Odivelas. Victor Penalber foi o melhor do país, conquistando o ouro na categoria 81kg, após vencer 5 lutas, incluindo a final por waza-ari sobre o russo Denis Kalinin. Rafael Buzacarini ficou com a prata nos 100kg, após perder a decisão por 3 waza-aris. Lembrando que as regras mudaram para esse ciclo, extinguindo o yuko, que passa a ser waza-ari e os waza-aris não viram ippon. Eric Takabatake conquistou o bronze nos 60kg, após perde na semifinal para espanhol e vencer na disputa da medalha francês.

Já as mulheres foram para o Aberto Europeu de Sófia, na Bulgária. Apenas Érika Miranda e Sarah Menezes lutaram. Érika perdeu na estreia dos 52kg para russa. Já Sarah, que agora subiu para a mesma categoria da Érika, nos 52kg, venceu na estreia alemã e perdeu na 2ª rodada para Distria Krasniqi, de Kosovo. A equipe brasileira segue agora pra o Grand Slam de Paris, a primeira grande competição do ano.

Taekwondo

Mais de 30 lutadores brasileiros foram para Las Vegas para o tradicional US Open da modalidade. Após 4 dias de competição, os brasileiros conquistaram 1 prata e 3 bronzes.

O melhor resultado foi de Edival Marques, campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanjing-2014. Ele ficou com a prata na categoria 68kg,ao perder na decisão para o espanhol Javier Perez Polo. Para chegar à final, Edival precisou vencer 5 lutas. As outras 3 medalhas de bronze foram de João Chaves (87kg), Julia Vasconcelos (62kg) e Gabriele Siqueira (+73kg).

Rugby

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Apesar do 9º lugar na etapa, a seleção brasileira feminina obteve um resultado histórico na 2ª etapa da Série Mundial 2016-17, em Sydney, Austrália. Na 1ª fase, foi superada facilmente pelas 3 equipes do grupo, perdendo de 24-7 para a Austrália, 31-10 para Fiji e 33-5 para a Irlanda. No troféu de consolação, venceu a Espanha por 10-7 e, na disputo do 9º lugar, obteve a histórica vitória de 17-12 sobre a Inglaterra, que foi a base da equipe britânica, 4ª colocada no Rio-2016.

O título ficou o Canadá, que derrotou a equipe americana na final por 21-17, enquanto a Nova Zelândia, na reedição da final olímpica, superou a Austrália por 19-0. Após 2 etapas, o Brasil está em 11º empatado com a Espanha com 5 pontos.

Na disputa masculina, sem Brasil, título da África do Sul, com 29-14 na Inglaterra na decisão. Após 4 etapas, os sul-africano lideram com 85 pontos contra 68 da Inglaterra e 64 de Fiji.

Outros Esportes

– Depois de vencer em Rouen, Thiago Braz ficou em 3º no meeting indoor de salto com vara em Clermont-Ferrand. O canadense campeão mundial Shawn Barber levou a prova com 5,83m. Seis fizeram 5,71m, entre eles o brasileiro, que ficou em 3º nos critérios de desempate.

– Excelente campanha de Mariana Pistoia na etapa de Gdansk do circuito de florete feminino adulto! Ela fez uma péssima fase de poules, mas passou, venceu 15-12 alemã e 15-12 turca, chegando à chave principal. Entre as 64, venceu 15-13 a francesa Ysaora Thibus e perdeu na 2ª rodada de 15-14 para a francesa Anita Blaze, terminando na ótima 32ª posição. Bela prova.

Tatiane Raquel da Silva e Gilberto Silvestre Lopes venceram a Copa Brasil de Cross-Country, disputada no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo. Ela completou os 10km em 39:22 e ele em 33:09. Ambos se garantiram no Pan da modalidade, que será disputa dia 19/02 em Santiago, no Chile. Também irão para a capital chilena os outros campeões: Daniel Nascimento e Graziele Zarri (sub-20) e Pedro Henrique de Oliveira e Bianca Vitória dos Santos (sub-18). O Pan é classificatório para o Mundial, que será em março na Uganda.

– Na 1ª etapa do Circuito de 10km em águas abertas, a medalhista olímpica Poliana Okimoto ficou com a medalha de prata ao completar a prova em 2:12:13.54, ficando atrás da italiana Arianna Bridi (2:11:30.42). Ainda no feminino, Ana Marcela Cunha ficou em 5º lugar e Betina Lorscheitter foi 14ª e no masculino Allan do Carmo terminou em 6º e Fernando Ponte em 7º.

Hugo Calderano segue subindo no ranking mundial de tênis de mesa. O brasileiro apareceu na 17ª posição do ranking divulgado no dia 1º de fevereiro.

– Em amistoso na Quadra Central de Tênis do Parque Olímpico da Barra, Alison e Bruno Schmidt perderam no Desafio Gigantes da Praia para os americanos Dalhausser/Lucena por 21-17 21-18.

Resumo do fim de semana

Hipismo

Pedro Veniss

Pedro Veniss foi o responsável pelo principal feito esportivo da semana, ao vencer o fortíssimo GP Rolex no Internacional de Genebra. No concurso 5 estrelas com obstáculos a 1,60m, o brasileiro, montando Quabri de l’Isle zerou a primeira passagem, assim como outros 15 conjuntos. No desempate, Pedro zerou novamente, acompanhado de mais 6 conjuntos, mas o brasileiro completou o percurso reduzido em 38.96, o melhor tempo entre os 7. O belga Olivier Philippaerts, filho do grande ginete Ludo Philippaerts, ficou em 2º com 39.21 e o britânico Scott Brash foi 3º com 39.41.

O brasileiro ficou a frente de outros grandes cavaleiros, como o sueco Rolf-Göran Bengtsson e o suíço Steve Guerdat. Pela vitória, Pedro Veniss faturou CHF 400.000. Na sexta, ele havia ficado em 2º em uma prova menor do concurso, com obstáculos a 1,50m.

Esgrima

Nathalie Moellhausen obteve uma excelente participação no forte Grand Prix de Doha de espada. Classificada diretamente para a chave principal, a italiana naturalizada brasileira e quadrifinalista olímpica no Rio venceu na estreia por 15-9 a suíça Laura Staehli. Depois passou por 15-9 pela francesa Aliya Bayram e por 11-10 pela sul-coreana A Lam Shin. Nas 4as, Nathalie caiu por 15-12 para a tunisiana Sarra Besbes, que ficaria com o título ao vencer por 15-8 na final a russa Violetta Kolobova. A brasileira termina na 7ª posição.

No masculino, Athos Schwantes fez uma excelente rodada de poules, vencendo 5 dos 6 combates. Com isso, ficou entre os 16 melhores dos 23 grupos e se garantiu diretamente na chave final, onde perdeu na 1ª rodada por 15-9 para o francês Mathias Biabiany. O ouro ficou com o sul-coreano Youngjun Kweon, com 15-13 na final sobre o francês Alexandre Bardenet.

Taekwondo

Henrique Moura foi o único a vencer um combate na Final do Grand Prix de taekwondo em Baku, Azerbaijão. Na categoria até 68kg, Henrique venceu por 1-0 mexicano para perder na 2ª rodada pro belga Jaouad Achab por 11-3. O nosso medalhista olímpico Maicon Siqueira perdeu na estreia pro Abdoul Issoufou, do Níger por 3-0. Nos Jogos do, Maicon perdeu justamente para Issoufou na 2ª rodada. O africano ficaria com a medalha de prata no Rio.

No feminino, mais duas derrotas na estreia, Raphaella Galacho perdeu de 7-0 para holandesa no +67kg e Íris Tang Sing caiu por superioridade após empate em 0-0 para ucraniana.

Outros Esportes

Bruna Takahashi

Bruna Takahashi foi o destaque brasileiro no Mundial Juvenil de tênis de mesa, na África do Sul. Ela foi a única a chegar na 2ª rodada da chave principal individual, onde perdeu por 4-0 para a sul-coreana Jiho Kim. Nas duplas femininas com Alexia Nakashima e nas mistas ao lado do inglês Tom Jarvis, Bruna também parou na 2ª rodada. Por equipes, o Brasil foi 10º no feminino e 19º no masculino entre 20 equipes.

– Em São José (SC), Bruno Schimdt e Alison venceram mais uma etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. Na final, fizeram 21-19 21-18 em Álvaro Filho/Saymon. No feminino, vitória de Juliana e Rebacca, com 21-18 21-19 sobre Patrícia/Ângela na decisão.

– No sul-americano de badminton, em Lima, o Brasil ficou com o ouro por equipes na competição adulta e na Sub15 e foi prata na equipe Sub19.

Adilson da Silva foi 14º no Honk Kong Open de golfe, válido pelo Tour Europeu de 2017. Com 275 tacadas após as 4 rodadas, ficou 8 abaixo do campeão, o australiano Sam Brazel. O brasileiro ganhou mais 2,4272 pontos pro ranking mundial, subindo 25 posições no ranking mundial para 362º.