Boletim Rumo a Tóquio-2020 #3

Em setembro tivemos 4 Mundiais que colocaram mais 8 países na lista de classificados para os Jogos.

Tiro

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Vincent Hancock (USA) na prova de Skeet no Mundial em Changwon. Foto: ISSF

O grande Mundial de tiro, em Changwon, na Coreia do Sul, alocou 4 vagas por prova individual e mais 2 por prova em equipe. Lembrando que pro tiro um atleta só pode garantir uma única quota pro seu país e cada país só pode ter no máximo 2 atletas por prova individual. Uma vez classificado, o atleta pode até disputar outras provas. Países classificados:

Pistola de ar 10m masculino: Coreia do Sul (2 vagas), Rússia e Ucrânia
Pistola de fogo rápido 25m masculino: China (2), França e Rússia
Rifle de ar 10m masculino: China, Croácia (2) e Rússia
Rifle 50m 3 posições masculino: China, Estados Unidos, Noruega e Polônia
Fossa masculina: Austrália, Eslováquia, Espanha e Kuwait
Skeet masculino: Estados Unidos, França, Itália e Noruega
Pistola de ar 10m feminino: China, Coreia do Sul, Grécia e Sérvia
Pistola 25m feminino: Alemanha, Rússia, Taiwan e Ucrânia
Rifle de ar 10m feminino: Coreia do Sul (2) e Índia (2)
Rifle 50m 3 posições feminino: Alemanha, Croácia, Grã-Bretanha e Rússia
Fossa feminina: Austrália, China, Eslováquia e Itália
Skeet feminino: Eslováquia, Estados Unidos (2) e Rússia
Pistola de ar 10m por equipe mista: China e Rússia
Rifle de ar 10m por equipe mista: China e Rússia
Fossa por equipe mista: Eslováquia e Rússia

A Rússia levou o maior número de vagas, com 12. China obteve 10, Coreia do Sul e Eslováquia 5 cada e Estados Unidos 4.

Ginástica Rítmica

RG WCh Sofia/BUL 2018:

O Mundial de Ginástica Rítmica em Sófia, na Bulgária, classificou os 3 grupos medalhistas na prova geral para os Jogos. A Rússia venceu a competição com 46,300 contra 44,825 da equipe da Itália e 42,050 da Bulgária. Apesar disso, a Rússia não levou nenhum dos ouros na finais por aparelho. Mas para a classificação olímpica o que valia era o geral.

Grupo feminino: Rússia, Itália e Bulgária.

Hipismo

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Charlotte Dujardin (GBR) no adestramento nos Jogos Equestres

Nos Jogos Equestres, que só ocorrem a cada 4 anos, tivemos 6 vagas para cada uma dos 3 eventos por equipe. E uma extra no adestramento. A equipe americana venceu em casa o saltos por equipe numa disputa emocionante no desempate sobre a Suécia, a Grã-Bretanha levou no Concurso Completo e a Alemanha confirmou o favoritismo para dominar o adestramento. Cada evento vai ter qualificatórios regionais, mas ficou definido que a vaga no adestramento do Grupo G (que compreende o Sudeste Asiático e a Oceania) sairia para o melhor classificado nos Jogos Equestres. A Austrália foi a única equipe inscrito e só precisava que 3 conjuntos se apresentassem. Diferentes das edições anteriores, cada país só pode levar 3 conjuntos por prova e não mais 4. A Alemanha foi o único país que garantiu vaga nas 3 provas pelos Jogos Equestres. A Austrália também já está nos 3, mas a vaga do adestramento veio pela quota regional.

Saltos por Equipes: Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Holanda, Suécia e Suíça
CCE por Equipes: Alemanha, Austrália, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Nova Zelândia
Adestramento por Equipes: Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e Suécia

Basquete

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Estados Unidos vence Copa do Mundo feminina. Foto: Xinhuanet.com

A equipe dos Estados Unidos venceu a Copa do Mundo feminina pela 3ª vez seguida e 10ª na história e, assim, já está classificada para os Jogos. As 10 vagas restantes sairão de 4 torneios pré-olímpicos mundiais, acabando com a representação continental no basquete feminino. Para buscar vaga olímpica, o Brasil precisa ficar entre os 8 primeiros na Copa América e depois entre os 2 primeiros de um dos 2 pré-qualificatórios americanos. Essas 4 equipes se classificam para os pré-olímpicos mundiais.

Quotas

45 países já se classificaram para Tóquio-2020. Bulgária, Eslováquia, Índia, Irlanda, Kuwait, Sérvia, Taiwan e Ucrânia entraram para essa lista.

Países com mais vagas:

Japão = 387
Estados Unidos – 41
Brasil – 23
Grã-Bretanha – 22
Austrália – 18
Rússia – 18
China – 17
Itália – 16
Alemanha – 15
França – 15
Nova Zelândia – 13
Holanda – 12
Espanha – 10
Suécia – 10
Dinamarca – 8

Em outubro teremos o início da Série Mundial de Rugby 7s feminino e o Mundial de Ginástica Artística, em Doha.

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Boletim Rumo a Tóquio-2020 #2

Neste segundo boletim de acompanhamento das classificações olímpicas, vou repassar as vagas definidas nos Jogos Asiáticos, disputados até os último domingo na Indonésia.

Tiro com Arco

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Kim Woojin (KOR) a caminho do ouro. Foto: World Archery

As primeiras vagas do esporte foram definidas na disputa de duplas mistas, que fará sua estreia olímpica em 2020. Na decisão, o Japão venceu a Coreia do Norte por 6-0 e ficou com o ouro. Como o Japão já tem equipe classificada, a Coreia do Norte garante um homem e uma mulher nos Jogos. Tivemos ainda duas vagas para os países que venceram no individual. O sul-coreano Kim Woojin e a chinesa Zhang Xinyan foram ouro e garantiram vagas pros seus países.

Vela

Eram duas vagas, uma na Laser masculina e uma na Laser Radial feminina, excluindo os países que já tinham garantido vaga pelo Mundial. O sul-coreano Ha Jee-min foi ouro na Laser masculina, mas a Coreia já tinha vaga e quem ficou com a quota foi a Malásia, que foi prata. Na Laser Radial feminina, Japão e China foram ouro e prata, mas já tinham vaga também. Assim, a Malásia também levou a vaga no feminino. Seguem classificados incluindo os garantidos no Mundial:

Laser masculina (15): Alemanha, Austrália, Brasil, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Malásia, Noruega, Nova Zelândia e Peru

Laser Radial feminina (19): Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Malásia, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Turquia

Tênis

Os campeões dos Jogos ganharam uma preferência para ir para Tóquio. O uzbeque Denis Istomin e a chinesa Wang Qiang foram ouro e estão garantidos em Tóquio desde que sejam top-300 nos rankings da ATP ou WTA em 8 de junho de 2020.

Hóquei na Grama

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Japão é ouro no hóquei feminino. Foto: AP Photo/Aaron FAvila

Os campeões dos torneios de hóquei na grama se garantiam em Tóquio. Mas apenas o campeão. Só que o Japão veio e estragou a festa de todos. Já garantido no masculino e no feminino por ser sede, o Japão levou os dois ouros. Na decisão masculina, venceu a Malásia nos pênaltis por 3-1, após empate em 6-6, placar bastante fora do comum. No feminino, as japonesas venceram a Índia por 2-1. Como a vaga era apenas para o campeão e o Japão já estava garantido, essas vagas asiáticas vão pro pré-olímpico mundial. Malásia e Índia perderam uma grande chance e vão sofrer para conseguir se classificar.

Quotas

37 países já se classificaram para Tóquio-2020. Malásia, Uzbequistão e Coreia do Norte entraram para essa lista.

Países com mais vagas:

Japão – 363
Brasil – 23
Estados Unidos – 19
Grã-Bretanha – 15
França – 10
Nova Zelândia  – 10
Itália – 9
Dinamarca – 8
Austrália – 7
China – 7
Espanha – 6
Holanda – 6
Noruega – 5

Em setembro teremos vagas em disputa no Mundial de Tiro, de Ginástica Rítmica, nos Jogos Mundiais Equestres e na Copa do Mundo feminina de Basquete.

Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

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Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

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Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

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Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

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Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

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AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.

Boletim Rumo a Tóquio-2020 #1

Nesta série de posts vou repassar todas as vagas olímpicas definidas na semana anterior.

Até a semana passada, além do Japão, o único país que tinha garantido alguma classificação havia sido o Brasil, com a vaga no futebol feminino após a Copa América em abril. Agora já tivemos 101 vagas definidas na vela e 1 no softball.

Vela

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Foto: World Sailing

Como já disse nos posts sobre o Mundial de Vela em Aarhus, Dinamarca, 33 países se juntam ao Japão na competição olímpica de vela. O grande destaque foi a Grã-Bretanha, que conseguiu garantir vaga nas 10 classes olímpicas! Apesar de ter obtido apenas 2 bronzes (49erFX e 470 feminina), sua excelente equipe já garantiu quota completa. O Brasil conseguiu apenas 3 vagas, na Laser masculina, na 49erFX feminina e na Nacra 17. Vagas definidas:

RSX masculina (10): China, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Israel, Itália, Noruega e Polônia
Laser masculina (14): Alemanha, Austrália, Brasil, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Noruega, Nova Zelândia e Peru
Finn masculina (8): Argentina, Canadá, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Nova Zelândia, Suécia e Turquia
470 masculina (8): Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Nova Zelândia e Suécia
49er masculina (8): Alemanha, Croácia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Portugal e Suíça
RSX feminina (11): China, Dinamarca, Espanha, Estônia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Israel, Itália, Polônia e Rússia
Laser Radial feminina (18): Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Turquia
470 feminino (8): China, Eslovênia, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Israel e Itália
49erFX feminino (8): Austrália, Áustria, Brasil, Dinamarca, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega e Nova Zelândia
Nacra 17 misto (8): Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Dinamarca, Grã-Bretanha, Itália e Nova Zelândia

Softball

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Foto: WBSC

A equipe dos Estados Unidos conseguiu a primeira vaga em jogo no retorno do softball feminino aos Jogos. Por ser sede, o Japão já estava classificado. Na semifinal, as americanas venceram 4-3 o Japão e foram pra final. Quando o Japão venceu por 3-0 o Canadá na small final, as americanas automaticamente se classificaram pros Jogos. Na decisão apertadíssima, os Estados Unidos venceu no 10º inning (o normal são 7) por 7-6. Perdia por 6-5 quando conseguiu 2 corridas pra encerrar o jogo e vencer o 11º título em 16 edições. As últimas 7 finais foram entre os dois países. Restam apenas 4 vagas no softball, e todas sairão apenas no 2º semestre de 2019, sendo 2 pra América, 1 pra Ásia/Oceania e 1 pra África/Europa.

Quotas

34 países já se garantiram nos Jogos. Pelo meu controle, o Japão já tem 363 vagas. Apenas não computei o boxe, o rugby 7s e a canoagem velocidade, pois ainda não saíram os seus sistemas de qualificação.

Países com mais vagas:

Japão – 363
Brasil – 23
Estados Unidos – 19
Grã-Bretanha – 15
França – 10
Nova Zelândia  – 10
Itália – 9
Dinamarca – 8
Austrália – 7
Espanha – 6
Holanda – 6
China – 5
Noruega – 5

Em agosto, teremos vagas olímpicos nos Jogos Asiáticos (hóquei na grama, tênis, tiro com arco e vela) e no Mundial de Tiro.

Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 1

Nesta semana começa o Mundial de Vela, na Dinamarca, que classificará 101 barcos para os Jogos de Tóquio. Ainda este ano teremos Mundial de Softball, os Jogos Equestres, Mundial de Ginástica Artística, de Ginástica Rítmica, de Tiro, Jogos Asiáticos e ainda pré-olímpicos de futebol e handebol. Vou detalhar cada sistema de qualificação. Alguns são meio complicados…

Vela

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Provas: 10 (5 masculinas, 4 femininas e 1 mista)
Quotas: 350 (175 homens e 175 mulheres)
Quota Máxima por País: 8 homens e 7 mulheres. No máximo 1 barco por prova.
Vagas por Prova: RSX masc – 25 barcos; Laser masc – 35 barcos; Finn masc – 19 barcos; 470 masc – 19 barcos (38 atletas); 49er masc – 19 barcos (38); RSX fem – 27 barcos; Laser Radial fem – 44 barcos; 470 fem – 21 barcos (42); 49erFX – 21 barcos (42) e Nacra 17 Misto – 20 barcos (40)

Sistema:
Será bem parecido com o do Rio-2016. As primeiras vagas saem no Mundial de Vela que começa esta semana: 10 na RSX masc, 14 na Laser, 8 na Finn, 470 masc e fem, 49er, 49erFX e Nacra 17, 11 na RSX fem e 19 na Laser Radial.

Ainda este ano, os Jogos Asiáticos darão 1 vaga na Laser e 1 na Laser Radial. Em 2019, os Jogos Pan-Americanos darão 2 na Laser e 2 na Laser Radial. Nos Mundial de cada uma das classes, mais vagas em 2019: 8 na RSX masc e 9 na fem, 5 na Laser, 10 na Laser Radial, 4 na Finn, 4 na 470 masc, 4 na 49er, 6 na 470 fem, 6 na 49erFX e 5 na Nacra 17.

Em 2019, também teremos pré-olímpicos continentais, dando pelo menos uma vaga em cada classe para cada continente: Europa, América do Sul, América do Norte/Central/Caribe, África, Ásia e Oceania. Será 1 vaga por classe por continente. Menos na Laser e Laser Radial, que dará 2 pra Europa, África, Ásia e Oceania.

Por ser sede, o Japão tem um barco garantido em cada classe. Pra fechar, teremos 2 convites na Laser e 2 na Laser Radial, totalizando 250 barcos e 350 atletas.

Baseball/Softball

Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 234 (144 homens e 90 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina
Vagas por Prova: Baseball masculino – 6 equipes (144 atletas); Softball feminino – 6 equipes (90)

Sistema:
As duas primeiras vagas do baseball saem em 2019 no WBSC Premier 12, uma espécie de mundial que reunirá as 12 principais equipes do mundo dando vagas para a melhor equipe da Ásia/Oceania e a para a melhor das Américas. Brigam por vaga no torneio Taiwan e Coreia do Sul pela Ásia e EUA, Cuba, República Dominicana, Canadá, Porto Rico, Venezuela e México pela América. Em fevereiro de 2020, um pré-olímpico conjunto Europa e África dará 1 vaga e um pré-olímpico das Américas dará 1. Um pré-olímpico mundial dará 1 vaga, onde competirão o vice e o 3º colocado do pré-olímpico das Américas, o vice da Europa, 2 times da Ásia e 1 da Oceania. O Japão, por ser sede, tem a 6ª vaga garantida pros Jogos.

No softball, a 1ª vaga sai ainda esse ano no Mundial que também começa nesta semana. A equipe campeã mundial garante vaga pros Jogos. No 2º semestre de 2019, 3 pré-olímpicos continentais serão disputados: um conjunto Ásia e Oceania que dará 1 vaga, um conjunto Europa e África que dará 1 vaga e um das Américas, que dará 2 vagas. Como sede, Japão já está classificado.

Tiro

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Provas: 15 (6 masculinas, 6 femininas e 3 mistas)
Quotas: 360 (180 homens e 180 mulheres)
Quota Máxima por País: 15 homens e 15 mulheres. No máximo 2 atletas ou equipes por prova.
Vagas por Prova: 29 vagas para cada prova individual. São ainda mais 2 vagas por equipe para cada uma das 3 provas mistas, totalizando 12 atletas.

Sistema:
O sistema é parecido com o das últimas edições dos Jogos. Um atirador dá a vaga pro seu país (não para ele) e ele só garante uma única vaga, mesmo que obtenha colocação para isso em mais de uma prova. Antes disso, ele precisa confirmar o índice mínimo para cada prova. O primeiro evento classificatório é o Mundial de Tiro em setembro em Changwon, Coreia do Sul, que dará 4 vagas por prova, totalizando 48 vagas. Serão ainda 2 vagas para as equipes mistas no Mundial, totalizando 60 no Mundial.

Cada etapa da Copa do Mundo de 2019 dará 2 vagas por prova. Serão 4 etapas de rifle e pistola (Nova Delhi, Pequim, Munique e Rio de Janeiro) e 4 de tiro ao prato (Acapulco, Al Ain, Changwon e Lahti). Ainda em 2018, teremos o Campeonato das Américas, em Guadalajara, México, que dará 1 vaga por prova, menos da fossa masc e fem, onde serão 2. Os Jogos Pan-Americanos darão mais 2 vagas por prova em 2019.

Temos ainda as seguintes vagas continentais: 14 pra África (2 nas pistola de ar e 1 para as outras), 38 pra Ásia (4 na pistola de fogo rápido masc, 4 na pistola 25m feminina e 3 nas restantes), 14 pra Oceania (2 no rifle de 3 posições 50m masc e fem e 1 nas outras) e 52 pra Europa, sendo 1 por prova nos Jogos Europeus e mais 4 vagas nos rifles de ar e skeet e 3 nas restantes, divididas em 4 torneios continentais. O Japão tem uma vaga garantida por prova. Serão mais 2 vagas por prova para convites e 1 pro melhor do ranking opr prova ainda não classificado.

Futebol

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Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 504 (288 homens e 216 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina
Vagas por Prova: Futebol masculino – 16 equipes (288 atletas); Futebol feminino – 12 equipes (216)

Sistema:
No masculino, o 1º evento classificatório será o Sul-Americano Sub-20, em janeiro/2019, no Chile, que dará 2 vagas. Em junho/2019 tem o Europeu Sub-21 que dará 4 vagas. Em julho/2019, nos Jogos do Pacífico, 1 vaga para a Oceania. Em outubro/2019, 2 vagas para a América do Norte/Central/Caribe no pré-olímpico da CONCACAF. No fim de 2019, 3 vagas na Copa das Nações Africanas Sub-23 e, em janeiro/2020, 3 vagas no Campeonato Asiático Sub-23. O Japão já está classificado.

No feminino, o Brasil foi o 1º a se classificar com o título da Copa América em abril e se junta ao Japão, classificado como sede. Em novembro/2018, a Copa das Nações da Oceania dará 1 vaga pra equipe campeã. Na Copa do Mundo 2019, na França, as 3 melhores equipes da Europa se classificam para os Jogos. Em outubro/2019, 1 vaga no pré-olímpico da África. Em fevereiro/2020, são 2 vagas no pré-olímpico da CONCACAF e 2 no pré-olímpico da Ásia. A última vaga sai de um play-off entre o vice africano e o Chile, que foi 2º colocado na Copa América.

Corrida olímpica pro triatlo esquenta no revezamento

Neste fim de semana rolou a antepenúltima etapa da Série Mundial de Triatlo, em Edmonton, no Canadá, a última com a disputa do revezamento misto.

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Vittoria Lopes entregando para Manoel Messias na etapa de Edmonton. Foto: ITU

A equipe da Austrália venceu com 1:19:29, seguida dos Estados Unidos com 1:19:31 e da Nova Zelândia, com 1:19:39, com Bélgica e França vindo logo atrás. Na etapa de Nottingham, em junho, a vitória foi dos EUA, com Grã-Bretanha e França completando o pódio. Já no Mundial de Revezamento, disputado há 2 semanas, em Hamburgo, a França, com Leonie Periault, Dorian Coninx, Cassandre Beaugrand e Vincent Luis, venceu com 1:20:06. Austrália e EUA logo atrás.

Assim, encerra-se o 1º período para o ranking de classificação olímpica do revezamento. Para Tóquio-2020, as 7 melhores equipes deste ranking garantem 2 homens e 2 mulheres nos Jogos. Em 2020, teremos um pré-olímpico mundial, que dará mais 3 vagas.

Para o ranking, são considerados dois períodos, de maio/2018 a maio/2019 e de maio/2019 a março/2020. Serão consideradas as 5 melhores pontuações de cada país, sendo 2 de um período e 3 do outro, o que der mais pontos. O Mundial dá 1.000 pontos pro campeão, as etapas da Série Mundial e o Pré-Olímpico dará 800 e os campeonato continentais 500, reduzindo a pontuação por 7,5% a cada colocação seguinte.

No momento, o ranking de revezamento está assim: 1) Estados Unidos 2.396 pontos, 2) Austrália 2.358, 3) França 2.270, 4) Grã-Bretanha 2.073, 5) Holanda 1.781, 6) Canadá 1.498 e 7) Nova Zelândia 1.482. O Brasil só pontuou no Mundial, quando terminou em 16º. Não disputou a etapa de Nottingham e, agora em Edmonton, levou uma volta dos líderes e não pontuou. No momento está em 21º com apenas 311 pontos.

Ainda assim, os países que classificarem 2 homens e 2 mulheres individual podem disputar o revezamento. São 26 vagas pelo ranking (já desconsiderando os classificados pelo revezamento). No ranking atualizado, Manoel Messias é o 25º e Diogo Sclebin 42º no masculino e, no feminino, Luisa Baptista é a 32ª e Vittoria Lopes a 38ª. Todos teriam vaga olímpica.

Ainda tem muita coisa pela frente e a vaga no revezamento está longe, mas se continuarem participando das etapas da Série Mundial, o Brasil pode conseguir classificar os seus 4 principais atletas.

A Série Mundial volta no fim de agosto para Montreal.

Faltam 2 anos!!

E esta terça-feira começa a contagem regressiva pra Tóquio-2020! Em exatos 2 anos, teremos a Cerimônia de Abertura dos Jogos no Estádio Nacional de Tóquio.

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Nesta segunda-feira o COB apresentou o planejamento para os Jogos. Eles tem a expectativa de uma equipe de 250 atletas. Segundo o COB, o Brasil tem 30 atletas/equipes entre os 3 melhores de suas modalidades e 53 como top-10. Eles esperam medalhar em pelo menos 10 modalidades.

Vamos às minhas expectativas de vagas:

Atletismo – O Brasil está com uma ótima evolução na modalidade. Hoje temos vários entre os melhores do mundo e que chegarão em Tóquio com ótimas chances de medalha, muito mais do que tivemos no Rio. Darlan Romani (arremesso de peso), Almir Cunha (salto triplo), Nubia Soares (salto triplo), Andressa de Moraes (disco), Erika Sena (marcha 20km), Caio Bonfim (marcha 20km) e Thiago Braz (vara) devem chegar muito bem. Brasil ainda pode sonhar com Gabriel Constâncio nos 110m com barreiras e com o revezamento 4x100m masculino. O grupo deve ser grande, não tanto quanto no Rio (67), mas maior que o do Mundial de 2017 (39).  Vagas: 45

Badminton – A única vaga brasileira deve ficar com Ygor Coelho, nosso melhor atleta. Apesar de não enfrentar grande fase, a expectativa é que se mantenha na briga por uma vaga olímpica. Vagas: 1

Baseball – Com apenas 6 vagas em jogo, a chance de classificação do Brasil é praticamente zero. Vagas: 0

Basquete – Do jeito que o Brasil está jogando, a vaga olímpica está muito distante, tanto no masculino como no feminino. Ainda não temos o sistema de qualificação do 3×3, mas pelo último Mundial, dificilmente as vagas virão. Vagas: 0

Boxe – Boa parte da equipe que esteve no Rio se profissionalizou e não buscará vaga pra Tóquio. Ainda assim, devemos pegar algumas vagas. A maior expectativa é pela Beatriz Ferreira, que vem em grande fase. Vagas: 5

Canoagem – Isaquias Queiroz é o grande nome da velocidade no Brasil ainda. Segue em altíssimo nível e tem tudo para repetir pódio, agora com apenas 2 chances. A canoa feminina fará sua estreia, mas as brasileiras não mostraram grandes resultados este ano. No caiaque, o nível não evoluiu tanto quanto na canoa, então uma vaga vai ser difícil. No slalom, Ana Sátila é o grande nome da modalidade e brigará por medalhas nas duas provas, no K1 e no C1, que estreará em Tóquio. O Brasil deve pegar vaga em uma prova masculina, principalmente no K1. Vagas: 7

Ciclismo – O mountain bike e o BMX devem ser os carros chefes do Brasil no ciclismo. Com as ótimas classificações de Henrique Avancini, Raiza Goulão e Anderson Ezequiel, o Brasil pode conseguir vagas extras. Na estrada, deve levar o médio de 3-4 atletas. Já na pista e no BMX Freestyle, as vagas estão um pouco mais distantes. Vagas: 8

Escalada Esportiva – Brasil tem zero tradição, não tem atletas no circuito mundial, então vai precisar se superar para conseguir uma vaga pelo campeonato pan-americano. Vagas: 0

Esgrima – A equipe de florete masculino é a única que tem reais chances de se classificar, mas depende de um top4 para os EUA, o que liberaria a vaga para as Américas. Além disso, devemos conseguir vaga no florete e espada femininas e na espada masculina. Vagas: 6

Futebol – A vaga no masculino não será tão simples, já que são apenas duas para a América do Sul, mas o Brasil, claro, sempre tem boas chances. O feminino já está garantido com o título da Copa América em abril. Vagas: 36

Ginásticas – O Brasil deve classificar as duas equipes da artística sem problema no Mundial de 2019. Na rítmica, a expectativa é pela vaga nos grupos, novamente, mas para isso precisa vencer o campeonato pan-americano de 2020, enquanto os EUA vem em grande evolução. Já no trampolim, chance quase zero. Vagas: 13

Golfe – Como o critério de classificação é único e exclusivamente pelo ranking mundial da IGF, o Brasil deve conseguir 1 vaga por gênero. Vagas: 2

Handebol – Como tem ocorrido nos último ciclos, o campeão dos Jogos Pan-Americanos ganha automaticamente a vaga. No feminino, o ouro é praticamente certo, mas no masculino a dificuldade novamente será contra a Argentina. Caso não vença, ainda terá chances nos pré-olímpicos mundiais, mas aí contra europeus. Vagas: 28

Hipismo – O Brasil deve classificar nos saltos e no CCE sem dificuldades, assim como tem acontecido já há muitas edições de JO. Já no adestramento, a dificuldade deve ser bem maior. As equipes foram reduzidas de 4 para 3 membros. Vagas: 7

Hóquei na Grama – Apesar do boa evolução no masculino, a chance de uma vaga é praticamente nula. Vagas: 0

Judô – Apesar de o Brasil não estar tão bem em uma ou outra categoria, o mais provável é a classificação da equipe completa. No momento, o Brasil não ganharia vagas pelo ranking mundial nos 73kg masculino, mas a levaria nas quotas continentais. Ainda assim, o período de qualificação mal começou. Vagas: 14

Karatê – No ranking atual, o Brasil teria vaga pelo ranking mundial em 3 categorias com Valéria Kumazaki (55kg), Douglas Brose (60kg) e Vinicius Figueira (67kg). São apenas 4 por categoria. Aí teria que brigar por outras nos pré-olímpicos mundiais ou buscar vagas continentais. Vagas: 3

Levantamento de Peso – Agora a vaga é pra categoria, pelo ranking mundial e pros melhores de cada continente. Como há limite por país de atletas, o Brasil deve conseguir vagas pelo menos com Fernando Reis e Rosane Santos. Vagas: 2

Lutas – As melhores chances são na luta feminina e na greco-romana. Serão 2 vagas para as Américas no Pré-olímpico continental, mas como EUA, Cuba e Canadá vão bem no Mundial, as chances do Brasil aumentam aí. Vagas: 4

Nado Artístico – A queda do Brasil na modalidade foi enorme, passando para 4ª (ou até 5ª) força nas Américas. A vaga deve vir apenas no dueto. Vagas: 2

Natação – Pelos índices olímpicos, o Brasil teria poucos nomes garantidos segundos os resultados do último Troféu Brasil. Esse número, claro, vai crescer até 2020, mas o Brasil não deve ter uma equipe muito numerosa, principalmente no feminino. Obtiveram índices A no Troféu Brasil em abril: Bruno Fratus (50m livre), Pedro Spajari (50m e 100m livre), César Cielo (50m livre), Gabriel Santos (100m livre), Marco Ferreira (100m livre), Marcelo Chierighini (100m livre), Fernando Scheffer (200m livre), Guilherme Costa (800m livre), Viviane Jungblut (1.500m livre), Vinícius Lanza (100m borbo e 200m medley), Leonardo de Deus (200m borbo), Luiz Altamir (200m borbo) e Leonardo Santos (200m medley). Até lá, a lista deve ter pelo menos Etiene Medeiros, Brandonn Almeida, Larissa Oliveira, João Gomes Jr, Manuella Lyrio, entre outros, além dos nomes para os revezamentos. Nas águas abertas, devemos mandar equipe quase completa, liderada pela Ana Marcela Cunha. Vagas: 25

Pentatlo Moderno – Depois da aposentadoria da Yane Marques, as vagas ficaram mais longe. A melhor chance é do William Muinhos, que recentemente pegou uma final na Copa do Mundo. A vantagem é que os Jogos Pan-Americanos dão 5 vagas, o que pode nos ajudar. Vaga: 0

Pólo Aquático – Pra sonhar com a vaga olímpica, o Brasil precisar ser ouro no Pan, ou prata, torcendo pros EUA se classificar pelo Mundial. Ainda assim, as chances são pequenas. Depois, teria que ir pro pré-olímpico mundial, cheio de europeus. Vagas: 0

Remo – Já cansei de falar aqui que o remo brasileiro só anda pra trás. Repetindo os últimos ciclos, as vagas só devem vir no pré-olímpico das Américas, provavelmente no single skiff masculino e no double skiff leve masculino. O nosso melhor barco é de uma prova não-olímpica, o dois sem leve, com Xavier Maggi e Willian Giaretton, que disputaram o Rio-2016 no double skiff leve. Resta saber se eles subirão pro Dois Sem ou mudarão pro double skiff. Vagas: 3

Rugby 7s – Ainda não temos o sistema de qualificação, mas o Brasil só tem chances no feminino, caso vença o sul-americano, o que é bastante provável. Vagas: 12

Saltos Ornamentais – O Brasil teve renovação, mas nenhum resultado importante veio com essa nova turma. Deve classificar, mas se alguém pegar uma semifinal está no lucro. Vagas: 3

Skate – Como grande potência ao lado dos EUA, o Brasil deve levar equipe completa, 3 por prova. Vagas: 12

Softball – Assim como no baseball, são apenas 6 equipes na disputa e as chances do Brasil tendem a zero. Vagas: 0

Surfe – Como uma das principais potências da modalidade, o Brasil deve levar equipe completa. Vagas: 4

Taekwondo – As vagas devem vir apenas no pré-olímpico das Américas, já que são apenas 5 pelo ranking mundial. Hoje, Iris Tang Sing é a 6ª do mundo. O esperado é que o Brasil consiga pelo menos mais uma vaga, com o medalhista do Rio Maicon Siqueira. Vagas: 2

Tênis – Hoje não temos nenhum brasileiro no Top-100 da ATP e até 2020 não vejo grandes perspectivas disso mudar. Talvez um consiga entrar e, por conta do limite de 4 tenistas por país, levar uma vaga pelo ranking. Nas duplas, Marcelo Melo e Bruno Soares já são nomes praticamente garantidos. No feminino, Bia Haddad Maia deve estar bem colocada para buscar a única vaga no feminino. Vagas: 4

Tênis de Mesa – O Brasil deve garantir tranquilamente as vagas por equipe tanto no masculino como no feminino. Vagas: 6

Tiro – Serão inúmeras chances de obter vagas, as primeiras sendo definidas já no Mundial desde ano. Os atiradores brasileiros ainda terão chance no Campeonato das Américas de 2018, nos Jogos Pan-Americano de 2019 e em todas as etapas da Copa do Mundo de 2019. Ainda assim, devemos ficar com 2 vagas na pistola masculina, 1 no rifle masculino e 1 ou 2 no tiro ao prato. Vagas: 5

Tiro com Arco – Marcus Vinícius segue como o melhor atleta do Brasil, mas sem tanto destaque como há 4 anos. Há alguns nomes interessantes surgindo, que cresceram bastante. A equipe masculina é a que mais tem chance de se classificar, mas no feminino a vaga deve ficar com apenas uma arqueira. Vagas: 2

Triatlo – A esperança é conseguir uma vaga no revezamento misto, mas são apenas 10 vagas mundiais. Pelo ranking de hoje, o Brasil classificaria 2 homens e 2 mulheres e, portanto, teria vaga no revezamento também. Vagas: 4

Vela – Uma boa parte das vagas será definida já no Mundial de 2018. Quem não conseguir ainda poderá buscar vagas nos Mundiais de 2019 e nos pré-olímpicos continentais. Haverá um exclusivo para a América do Sul. Assim, o Brasil tem boas chances de conseguir equipe completa. As maiores dificuldades serão na Nacra 17 mista e na 470 masculina. Vagas: 13

Vôlei – É praticamente impossível o Brasil não mandar as 2 equipes. Nem considero essa possibilidade. Vagas: 24

Vôlei de Praia – Apesar dos percalços principalmente no masculino nas últimas semanas, o Brasil tem várias duplas entre as melhores do mundo e enviará 2 por gênero. Vagas: 8

Minha expectativa: 308 atletas