Brasil conhece seus adversários no tênis de mesa

O pré-olímpico mundial de tênis de mesa em Gondomar (POR) definiu as últimas 9 equipes no masculino e 9 no feminino para Tóquio. O Brasil não participou pois já estava classificado, assim como China, Japão, Alemanha, Egito, Estados Unidos e Austrália.

Andrej Gacina vence britânicos e classifica a Croácia para Tóquio

A grande surpresa ficou por conta da eliminação da Grã-Bretanha no masculino. Com a equipe que foi bronze no Mundial por equipes em 2016 pela Inglaterra, com Paul Drinkhall e Liam Pitchford, os britânicos perderam para a Croácia por 3-0 no jogo que valia uma vaga e pararam na 1ª rodada da repescagem, caindo com 3-1 para a Hungria.

As vagas no masculino ficaram com Coreia do Sul, Croácia, Eslovênia, França, Hong Kong, Portugal, Sérvia, Suécia e Taiwan. No feminino, foram para Áustria, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Hong Kong, Hungria, Polônia, Romênia, Singapura e Taiwan.

Hoje, o Brasil é o 7º do ranking mundial por equipes no masculino e o 28º no feminino e seria cabeça-de-chave entre os homens. As 8 primeiras equipes entre os homens se classificaram para Tóquio, enquanto as que estão em 9º, 10º e 11º não conseguiram classificação (Índia, Áustria e Grã-Bretanha). Sendo assim, há um leve folga até o 12º do ranking, que é Portugal. Se isso se manter até os Jogos, o Brasil pode ter uma estreia boa no masculino e, quem sabe, fugir da China e Japão nas quartas. Já no feminino, as meninas não vão conseguir ser cabeça-de-chave e pegarão na estreia alguma pedreira, assim como aconteceu em Londres-2012 (pegou a Coreia do Sul) e no Rio-2016 (a poderosa China).

Vale explicar como funciona o ranking mundial por equipes do tênis de mesa. Os 3 melhores de cada país formam uma equipe teórica e faz-se o confronto hipotético entre todas as equipes do ranking no formato olímpico (BC vs YZ, A vs X, C vs Z, A vs Y, B vs X), comparando o ranking mundial individual desses jogadores. A China tem os 3 melhores do ranking mundial, então num confronto hipotético de ranking, venceria todos os países. O Brasil se beneficia e muito com a excelente 7ª colocação do Hugo Calderano, o que nos coloca a frente de equipes muito fortes.

Lembrando que em março teremos o Mundial por Equipes na Coreia do Sul.

CBTKD define atletas para o pré-olímpico de taekwondo

A Confederação Brasileira de Taekwondo definiu nesta segunda-feira os atletas que irão disputar o pré-olímpico das Américas, que será disputado em março na Costa Rica.

Milena Titoneli, ouro no Pan de Lima-2019

Alguém bom ficaria de fora mesmo, já que cada país só pode mandar dos homens e duas mulheres, mas o Brasil vem numa fase espetacular na modalidade. E vale lembrar que em 2019 a seleção brasileira deu show vencendo cinco medalhas no Mundial e sete no Pan de Lima.

Os escolhidos foram:

  • Edival Pontes (68kg): ouro no Pan de Lima-2019, campeão panamericano em 2018, ouro no YOG de 2014 e campeão mundial Júnior em 2014
  • Ícaro Soares (80kg): prata no mundial de 2019, prata no Pan Lima-2019 e prata no campeonato Pan-Americano de 2018
  • Talisca Reis (49kg): prata no Pan Lima-2019
  • Milena Titoneli (67kg): bronze no mundial de 2019, ouro no Pan Lima-2019 e bronze no campeonato Pan-Americano de 2018

E ainda assim o medalhista de bronze olímpico e medalhista de bronze no último mundial Maicon Andrade ficou de fora e não poderá defender a sua medalha olímpica.

Como é bom ter uma equipe tão boa que um medalhista olímpico em boa fase nem tem chance de disputar novamente uma Olimpíada!

Como está a corrida olímpica do judô brasileiro

Alguns brasileiros foram até a Austrália para o Aberto de Perth de judô em busca de pontos preciosos para a corrida olímpica, que começa a se definir. Foram 3 medalhas, a prata de Rafael Macedo nos 90kg e os bronzes de Beatriz Souza no +78kg e de Eduardo Yudy Santos nos 81kg.

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Rafaela Silva com o bronze do Mundial este ano

No momento, o Brasil teria equipe completa se classificando para os Jogos de Tóquio, com as 14 vagas possíveis.

O ranking final será o 30 de maio de 2020. Este ano ainda temos o Grand Slam de Osaka e o Masters na China. Em 2020 temos os Grand Slams de Paris, Düsseldorf, Ekaterinburg e Baku, o Masters de Doha e os Grand Prix de Tel Aviv, Rabat, Tbilisi e Antalya. Além disso, teremos o campeonato pan-americano em abril e vários Opens continentais. Tem muito ponto em jogo ainda. Ou seja, tudo pode mudar.

Vou dar uma panorama de como está a definição da equipe:

60kg masculino

Eric Takabatake é o 11º da corrida olímpica com 2422 e ficaria com a vaga. Phelipe Pelim em 32º com 1079, Allan Kuwabara em 34º com 1035 e o medalhista olímpico Felipe Kitadai em 38º com 935  estão um pouco longe do Takabatake, que se garantiria graças à boa fase entre o final de 2018 e início de 2019, que levam apenas 50% dos pontos. A final do Grand Slam de Brasília (700 pts) foi fundamental. Kuwabara só aparece bem pois surpreendeu com o ouro em Brasília (1.000 pts).

66kg masculino

Daniel Cargnin está em 6º no ranking com 2872 pontos e dificilmente perde a vaga. Tem aí os 1.000 pontos do ouro em Brasília e o ouro no campeonato pan-americano de 2019. Campeão mundial júnior em outubro, Willian Lima é o 26º com 1315 e estaria em posição de classificação, mas precisa de muitos bons resultados para passar o Cargnin.

73kg masculino

Nossa pior categoria masculina, só consegue a vaga hoje pelas cotas continentais. Eduardo Barbosa é o 35º com 1166 pontos e teria a 2ª vaga das 10 para as Américas contemplando todas as categorias masculinas. Prata em Brasília, David Lima é 48º com 809 e corre por fora pela vaga da categoria.

81kg masculino

Até semana passada, o Brasil não tinha vaga nesta categoria. Graças ao bronze em Perth (350 pontos), Eduardo Yudy Santos subiu para 23º com 1597 e entra na zona de classificação direta. Os outros brasileiros estão bem longe: João Macedo em 50º com 709 e Guilherme Schmidt em 52º com 704.

90kg masculino

Rafael Macedo é provavelmente o nome mais certo em Tóquio. 10º no ranking com 2341 pontos, faturou 490 hoje com a prata em Perth e não é ameaçado por nenhum outro judoca brasileiro. O 2º melhor é Igor Morishigue na distante 102ª colocação com apenas 182 pontos conquistados com o 7º lugar no Mundial Jr.

100kg masculino

Rafael Buzacarini é o 13º no geral com 2333 pontos, após a prata em Brasília (700 pts). Leonardo Gonçalves não está tão longe, em 21º lugar, mas tem 1562 pontos, 771 atrás de Buzacarini. Tem chances de passá-lo, já que há muito ponto em jogo ainda. A disputa por essa vaga deve ser boa.

Acima de 100kg masculino

Aqui a decisão da vaga deve ir pro photo finish. David Moura hoje tem a preferência, com o 5º lugar com 2777 pontos, que incluem a prata em Brasília, o 7º lugar no Mundial e a prata no campeonato pan-americano. Rafael Silva, bronze nas últimas duas Olimpíadas, vem colado em 7º com 2575, que incluem o 5º lugar no Mundial (720), o 5º lugar em Brasília (360) e o ouro no Pan sobre o David (350 pontos). A disputa será emocionante e pode ficar para a última competição.

48kg feminino

Gabriela Chibana está em 25º com 1298 pontos e estaria com a penúltima vaga direta da categoria ajudada pelo vice em Brasília. Nathalia Brígida vem em 29º  com 1005 pontos, mas não competiu nesse 2º semestre de 2019. Esta é a categoria feminina que o Brasil está pior ranqueado, mas mesmo que nenhuma brasileira consiga a vaga direta da categoria, herdaria uma das vagas das cotas continentais.

52kg feminino

Larissa Pimenta está em 11º lugar com 2632, vindo da prata em Brasília e do bronze no Mundial Jr em outubro. Também carrega do 1º período de pontuação o título pan-americano e algumas medalhas em Grand Slam e Grand Prix. Eleudis Valentim é 23ª com 1493 e teria poucas chances de alcançar a Larissa. A campeã olímpica Sarah Menezes é 43ª, mas não embala nesta nova categoria. Jéssica Pereira, que vinha de bons resultados no final de 2018, segue afastada por doping.

57kg feminino

Campeã olímpica Rafaela Silva já pode comprar sua passagem para Tóquio. É a 2ª do mundo com 4319 pontos, atrás apenas da sino-canadense Christa Deguchi, com 5256. Rafa faz uma temporada excepcional e vem super embalada. A 2ª melhor brasileira é Ketelyn Nascimento, em 44º lugar com 713 pontos.

63kg feminino

Bronze em Pequim-2008, Ketleyn Quadros é a 7ª do mundo com 2768 e vem se firmando como a favorita pra vaga. Foi ouro em Brasília, bronze no Grand Slam de Abu Dhabi e prata no GP de Budapeste. Alexia Castilhos é a 15ª com 2029, mas não tem a constância da Ketleyn. Difícil brigar pela vaga.

70kg feminino

Maria Portela é a 16ª com 2338 pontos e tem a vaga praticamente garantida. Foi bronze em Brasília e carrega pontos importantes do 1º período de pontuação. Embora não tenha emplacado este ano, não deve perder a vaga. Ellen Santana em 45º com 607 é a 2ª melhor brasileira.

78kg feminino

Mayra Aguiar segue rumo a sua 3ª medalha olímpica com folga. É a 6ª do ranking com 3550 pontos, incluindo os 1.000 pontos do bronze no Mundial, o ouro no GP de Budapeste, o título do campeonato pan-americano e do GS de Düsseldorf. Samanta Soares está teoricamente na zona de classificação olímpica, em 26º lugar, mas com 1135, muito longe da Mayra.

Acima de 78kg feminino

Assim como ocorre no pesado masculino, a disputa do pesado feminino está boa entre Maria Suelen Altheman e Beatriz Souza. Sussu é a 3ª do ranking com 4152 e Bia a 5ª com 3592. As duas estão em ótima fase. Bia foi ouro em Brasília, 5ª no Mundial, bronze nesta semana em Perth enquanto Sussu também foi 5ª no Mundial, prata em Brasília  e bronze no Grand Slam de Abu Dhabi. Neste 2º período de pontuação, Bia vem melhor, mas sua idade e menor experiência podem pesar na decisão. As duas estarão no Grand Slam de Osaka no fim do mês em disputa direta pela vaga olímpica.

Atletismo brasileiro finalmente confirma critérios olímpicos

Demorou, mas finalmente a CBAt divulgou nesta semana os critérios para a equipe olímpica brasileira de atletismo.

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Darlan Romani. Foto: Wagner Carmo/CBAt

Sem grandes novidades, ela adotou os mesmos critérios da IAAF. Quem conseguir índice nos períodos estabelecidos ou quem conseguir classificação pelo ranking mundial irá para Tóquio. As únicas alterações são para quando mais de 3 conseguirem índice e para a composição dos revezamentos. Os detalhes estão aqui.

Sendo assim, temos já 16 atletas com índice:

Masculino
Paulo André Camilo de Oliveira (Pinheiros) – 100 m – 10.04 (0.9)
Aldemir Gomes Junior (Pinheiros) – 200 m – 20.17 (0.9)
Gabriel Constantino (Pinheiros) – 110 m com barreiras – 13.18 (0.8)
Eduardo de Deus (Orcampi) – 110 m com barreiras – 13.30 (0.7)
Alison Brendom dos Santos (Pinheiros) – 400 m com barreiras – 48.28
Márcio Teles (Orcampi) – 400 m com barreiras – 48.60
Thiago Braz (Pinheiros) – salto com vara – 5,92 m
Augusto Dutra (Pinheiros) – salto com vara – 5,80 m
Alexsandro Melo (Orcampi) – salto triplo – 17,20 m
Almir Cunha dos Santos (Sogipa) – salto triplo – 17.15 (1.0)
Darlan Romani (Pinheiros) – arremesso do peso – 22,61 m
Daniel Chaves (Instituto ICB) – maratona – 2:11:10
Caio Bonfim (CASO) – 20 km marcha atlética – 1:18:47

Feminino
Vitória Cristina Rosa (Pinheiros) – 200 m rasos – 22.72 (0.4)
Erica Rocha de Sena (Orcampi) – 20 km marcha atlética – 1:27:37
Andressa Oliveira de Moraes (Pinheiros) – lançamento do disco – 65,34 m

Além disso, o Brasil já está garantido no 4x100m masculino e no 4x400m misto. Apenas Paulo André está confirmado como membro dos revezamentos. Lembrando que a Andressa está provisionalmente suspensa por doping, mas essa marca do índice foi obtida antes desse exame positivo.

Não foi nenhuma surpresa a atitude tomada pela CBAt, sem exigir confirmação de índice ou índices mais exigentes. O Mundial de Doha mostrou que o Brasil tem dois níveis de atletas: aqueles que se sobressaem em competições importantes, batendo marcas pessoais e aqueles que apenas vão para completar a equipe, fazendo marcas fracas e bem longe dos índices.

Claro que eu quero ver uma equipe enorme nas Olimpíadas, no maior número de provas, mas ter um alto número de atletas apenas para passear não é o ideal. A CBAt deveria exigir índices mais fortes que a IAAF ou então que o atleta confirmasse o índice em 2020. Pelo jeito isso vai ter que esperar…

Brasil vira sobre Bulgária e chega a 104 vagas para Tóquio-2020

A seleção masculina de vôlei foi para a Bulgária para a disputa do Grupo A no pré-olímpico mundial e conquistou a vaga para Tóquio de maneira dramática.

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Brasil contra Bulgária. Foto: FIVB

Começou vencendo Porto Rico por 3-0 (25-23, 25-19, 25-19) com um pouco dificuldade, depois passou fácil pelo Egito por 3-0 (25-12, 25-19, 25-14). No domingo, pegou os donos da casa que também vinham de duas vitórias e começou muito bem, abrindo 2-0 sobre a seleção brasileira. Uma derrota por 3-0 era iminente, já que a Bulgária abria vantagem. De forma espetacular, o Brasil foi buscando aos poucos e venceu o 3º set por 32-30. No 4º pegou uma Bulgária abalada e venceu bem por 25-16 e, no 5º, mesmo a frente de 6.500 búlgaros na torcida, fechou a incrível virada por 3-2 (23-25, 19-25, 32-30, 25-16, 15-11), com destaque para 22 pontos de Leal, 20 de Wallace (sendo 4 de saque) e 14 de Lucarelli.

Assim, o Brasil chega a 104 atletas classificados para Tóquio-2020 em 11 esportes, sendo apenas 4 com atletas definidos:

Futebol Feminino – 18
Handebol Feminino – 14
Hipismo – 9
Maratona Aquática – 1 (Ana Marcella Cunha)
Natação – 12
Pentatlo Moderno – 1 (Maria Ieda Guimarães)
Rugby 7s Feminino – 12
Tênis – 1 (João Menezes)
Tênis de Mesa – 1 (Hugo Calderano)
Tiro com Arco – 1
Vela – 10 (classes Laser, Finn, 49er, 470 feminina, 49erFX e Nacra 17)
Vôlei Masculino e Feminino – 24

Além disso, já são 14 atletas com índice olímpico no atletismo. Mas como a CBAt ainda não definiu os critérios de seleção, eu ainda não incluo na lista. São eles:

No masculino:
100m (índice 10.05) – Paulo André de Oliveira (10.04)
200m (20.24) – Aldemir Gomes da Silva Jr (20.19)
Maratona (2:11:30) – Daniel Chaves da Silva (2:11:10)
110m com barreiras (13.32) – Gabriel Constantino (13.18) e Eduardo Rodrigues de Deus (13.30)
400m com barreiras (48.90) – Alison Santos (48.45)
Salto com Vara (5,80m) – Thiago Braz (5,92m)
Salto Triplo (17,14m) – Alexsandro Melo (17,20m) e Almir dos Santos (17,15m)
Arremesso de Peso (21,10m) – Darlan Romani (22,61m)
Marcha 20km (1:21:00) – Caio Bonfim (1:18:47)

No feminino:
200m (22.80) – Vitória Cristina Rosa (22.62)
Lançamento de Disco (63,50m) – Andressa de Morais (65,98m)
Marcha 20km (1:31:00) – Érica Rocha de Sena (1:27:38)

Também já temos 11 atletas nadando abaixo do índice olímpico na natação, mas o Troféu Brasil de 2020 será a única seletiva nacional:
50m livre masc (22.01) – Bruno Fratus (21.45)
100m livre masc(48.57) – Marcelo Chierighini (47.76) e Breno Correia (48.33)
200m livre masc (1:47.02) – Fernando Scheffer (1:45.83)
100m costas masc (53.85) – Guilherme Guido (52.95)
100m peito masc (59.93) – João Gomes Jr (59.25) e Felipe Lima (59.91)
100m borboleta masc (51.96) – Vinícius Lanza (51.83)
200m borboleta masc (1:56.48) – Leonardo de Deus (1:55.71)
200m medley masc (1:59.67) – Leonardo Coelho Santos (1:58.99)
1.500m livre fem (16:32.04) – Viviane Jungblut (16:30.00)

Guia de vagas olímpicas do Pan

O Pan dá vagas diretas e indiretas aos Jogos de Tóquio em 22 esportes. Abaixo um guia com as vagas em jogo por dia de competição. Horário dos inícios das finais (ou da etapa que definirá a vaga) pelo horário de Brasília (2 horas a frente de Lima):

Sábado, 27/07

13:30 – Final do Tiro – Pistola de ar 10m feminina – 2 vagas
17:30 – Laser-Run do Pentatlo Moderno Feminino – 5 vagas, sendo 2 para a América do Norte/Central/Caribe, 2 para a América do Sul e 1 geral

Domingo, 28/07

13:30 – Final do Tiro – Pistola de ar 10m maculina – 2 vagas
15:00 – Final do Tiro – Rifle 350m 3 posições feminina – 2 vagas
17:30 – Laser-Run do Pentatlo Moderno Masculino – 5 vagas, sendo 2 para a América do Norte/Central/Caribe, 2 para a América do Sul e 1 geral

Segunda, 29/07

10:30 – Final do Hipismo – Adestramento por Equipes – Vagas pras 2 melhores equipes (USA já tem vaga)
15:00 – Final do Tiro – Fossa feminina – 2 vagas

Terça, 30/07

15:00 – Final do Tiro – Rifle 50m 3 posições masculino – 2 vagas
16:30 – Final do Tiro – Fossa masculina – 2 vagas
22:30 – Final do Handebol Feminino – Vaga pra equipe campeã

Quarta, 31/07

14:00 – Final do Nado Artístico – Dueto – Vaga pro dueto campeão (ou vice, caso seja o mesmo vencedor da equipe)
22:30 – Final do Nado Artístico – Equipe – Vaga pra equipe campeã

Quinta, 01/08

13:30 – Final do Tiro – Rifle de ar 10m feminina – 2 vagas
15:00 – Final do Tiro – Pistola de fogo rápido 25m masculina – 2 vagas

Sexta, 02/08

13:30 – Final do Tiro – Rifle de ar 10m masculino – 2 vagas
15:30 – Final do Tiro – Skeet feminina – 2 vagas

Sábado, 03/08

12:00 – Semifinais do Tênis – Individual feminino – 2 vagas para as finalistas
14:00 – Semifinais do Tênis – Individual masculino – 2 vagas para os finalistas
14:30 – Final do Tiro – Pistola 25m feminina – 2 vagas
16:30 – Final do Tiro – Skeet masculino – 2 vagas
21:00 – Final dos Saltos Ornamentais – Plataforma Feminina – Vaga para a campeã (sem realocação)

Domingo, 04/08

12:00 – Prova dos Saltos no Hipismo – CCE por Equipes – Vagas pras 2 melhores equipes
15:40 – Final do Surfe Feminino – Vaga pra campeã
16:05 – Final do Surfe Masculino – Vaga pro campeão
21:00 – Final dos Saltos Ornamentais – Trampolim 3m Masculino – Vaga para o campeão (sem realocação)

Segunda, 05/08

21:00 – Final dos Saltos Ornamentais – Trampolim 3m Feminino – Vaga para a campeã (sem realocação)
22:00 – Final do Handebol Masculino – Vaga pra equipe campeã
22:30 – Final dos Saltos Ornamentais – Plataforma Masculina – Vaga para o campeão (sem realocação)

Terça, 06/08

Nenhuma vaga em jogo

Quarta, 07/08

16:00 – Final do Hipismo – Saltos por Equipes – Vagas pras 3 melhores equipes (USA já tem vaga)
20:00 – Final do Tênis de Mesa – Individual feminino – Vaga pra campeã
21:15 – Final do Tênis de Mesa – Individual masculino – Vaga pra campeão

Quinta, 08/08

Nenhuma vaga em jogo

Sexta, 09/08

13:30 – Regatas da Medalha na Vela – 2 vagas na Laser masculina e 2 na Laser Radial feminina. 2 vagas, sendo 1 pra América do Norte/Central/Caribe e 1 pra América do Sul na 49er masculina, na 49erFX feminina e na Nacra 17 mista
19:15 – Final do Hóquei na Grama Feminino – Vaga pra Equipe campeã

Sábado, 10/08

14:30 – Final do Pólo Aquático Feminino – Vaga pra equipe campeã (USA já tem vaga)
16:00 – Final do Hipismo – Saltos individual – Vagas pros 4 melhores não classificados por equipe
19:15 – Final do Hóquei na Grama Masculino – Vaga pra Equipe campeã
21:30 – Final do Pólo Aquático Masculino – Vaga pra equipe campeã

Domingo, 11/08

11:22 – Final do Tiro com Arco – Duplas Mistas – Vaga pra dupla campeã
16:25 – Final do Tiro com Arco – Individual feminino – Vaga pra campeã
16:59 – Final do Tiro com Arco – Individual masculino – Vaga pra campeã
Além disso, o karatê também dará 3 vagas para os campeões do Pan, mas a definição será apenas em abril de 2020. Isso porque as vagas continentais são bem limitadas, e juntarão os campeões de todos os continentes. H;á uma ordem de escolha dos continentes de acordo com o ranking mundial dos campeões. Bem confuso.

Sem vaga direta, o Pan pode ajudar na classificação olímpica em vários outros esportes, como chance para obtenção de índices no atletismo e na natação (pro Brasil não) e dando pontos importantes no ranking mundial de várias modalidades, como pentatlo moderno, esgrima, judô, karatê, hipismo, badminton, tênis de mesa, taekwondo.

Boletim Rumo à Tóquio #8

Junho foi um mês agitado com classificações no rugby, futebol, tiro com arco, tiro, hipismo, pentatlo, tênis de mesa e mais.

Tiro com Arco

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Brady Ellison é campeão mundial de tiro com arco. Foto: WA

O Mundial deu vaga para 8 equipes e mais 4 individuais por gênero. Quem não classificar uma equipe pode enviar no máximo um arqueiro por sexo. Os Jogos Europeus realizados em Minsk, na Bielorrússia, também deram vaga. Os Jogos davam 1 vaga pra dupla mista campeã e mais 1 por cada prova individual. A Itália venceu nas mistas, mas já tinha 1 vaga no masculino pelo Mundial, com isso essa vaga foi pra disputa individual. Mas, considerando países não classificados, apenas a Espanha chegou na semifinal, então essa vaga extra fica pro pré-olímpico mundial de 2020 em Berlim.

Equipe masculina: AUS, CHN, GBR, IND, JPN, KAZ, KOR, NED, TPE

Individual masculino: 3 por cada equipe + BAN, ESP, INA, ITA, MAS, PRK, USA

Equipe feminina: BLR, CHN, GBR, GER, KOR, JPN, RUS, TPE, UKR

Individual feminino: 3 por cada equipe + DEN, INA, ITA, MEX, MDA, NED, PRK, SWE

Rugby Sevens

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Brasil classificado para Tóquio no Rugby 7s feminino

A Série Mundial de Rugby 2019-20 definiu as 4 equipes classificadas no masculino e no feminino. Entre os homens, o atual campeão olímpico Fiji venceu a temporada e se classificou, assim como os Estados Unidos, Nova Zelândia e África do Sul. No pré-olímpico sul-americano, a vaga ficou com a Argentina, que venceu o Brasil na final por 26-0. No feminino, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e Austrália conseguiram a vaga pela Série Mundial e o Brasil pelo sul-americano.

Masculino: ARG, FIJ, JPN, NZL, RSA, USA

Feminino: AUS, BRA, CAN, JPN, NZL, USA

Pólo Aquático

Em uma final espetacular vencida por 10-9, os Estados Unidos ficaram com o título da Liga Mundial de Pólo Feminino em Budapeste sobre a Itália e se juntam ao Japão como os únicos classificados no pólo até então. Na Liga Mundial masculina, a Sérvia se sagrou campeã pela 12ª vez da competição ao vencer a batalha contra a arqui-rival Croácia na decisão por 12-11.

Masculino: JPN, SRB

Feminino: JPN, USA

Futebol

No Europeu Sub-21 realizada na Itália e em San Marino, foram definidas as 4 vagas do continente no masculino. A Espanha ficou com o título ao vencer 2-1 a Alemanha. França e Romênia perderam na semifinais e também se classificaram. No feminino, as 3 vagas europeias saíram da Copa do Mundo encerrada neste domingo com o 4º título norte-americano. Como tivemos apenas 3 equipes europeias nas semifinais, não há necessidade de um pré-olímpico e as vagas ficaram com a campeã europeia Holanda, a vice-olímpica Suécia e a Grã-Bretanha (na verdade a vaga foi conquistada pela Inglaterra, que é a representante oficial na FIFA pra Grã-Bretanha).

Masculino: ESP, FRA, GER, JPN, ROU

Feminino: BRA, GBR, JPN, NED, NZL, SWE

Hipismo

Moscou sediou o pré-olímpico do grupo C de adestramento e levou a vaga por equipe. Nos saltos, também sediou o pré-olímpico do grupo regional C1, com a vaga indo para Israel, e Budapeste sediou o grupo C2, com a vaga indo pra Ucrânia.

Saltos por Equipes: AUS, GER, ISR, JPN, NED, SUI, SWE, UKR, USA

Adestramento por Equipes: AUS, ESP, GBR, GER, JPN, NED, RUS, SWE, USA

Tênis de Mesa

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Timo Boll e Patrick Franziska na final por equipes dos Jogos Europeus. Foto: ITTF

Os Jogos Europeus definiram as primeiras vagas pro torneio de tênis de mesa. É um sistema difícil de entender, cheio de etapas de classificação e teremos ainda muitas realocações, pois há disputa em equipes. Ou seja, se a equipe ganhar vaga depois, mudam os classificados no individual.

A Alemanha levou ouro nas equipes masculinas e femininas nos Jogos e garantiu equipe completa para Tóquio! No torneio de mistas, Patrick Franziska e Petrissa Solja foram ouro e garantiram seus nomes em Tóquio nas equipes alemãs. No individual, vagas para o dinamarquês Jonathan Groth e pro croata Tomislav Pucar. Entre as mulheres, a portuguesa Fu Yu e a veteraníssima de 55 anos Ni Xialian (agora 56, completados semana passada), que representa Luxemburgo, se garantiram em Tóquio.

Pentatlo Moderno

Tóquio recebeu a etapa final da Copa do Mundo de Pentatlo e os campeões garantiram o retorno à capital japonesa ano que vem. O britânico Joe Choong e a campeã olímpica de 2012, a lituana Laura Asadauskaite, se juntam ao egípcios campeões africanos como os primeiros nomes em Tóquio.

Quotas

Ainda sem contabilizar atletismo e natação, já são 1.254 vagas definidas para Tóquio e 70 países já estão classificados.

Pelos meus controles estes são os países com ao menos 5 vagas:

Japão – 400
Estados Unidos – 93
Nova Zelândia – 56
França – 51
Grã-Bretanha – 49
China – 46
Alemanha – 45
Rússia – 43
Brasil – 36
Austrália – 33
Espanha – 30
Dinamarca – 26
Itália – 24
Romênia – 19
Canadá, Coreia do Sul e Holanda – 16
Argentina e Sérvia – 15
África do Sul e Angola – 14
Ucrânia – 13
Fiji e Suécia – 12
Índia e Noruega – 10
Polônia – 9
Croácia, Israel, Suíça e Taiwan – 8
Bulgária – 7
Grécia – 6
Áustria, Eslováquia e Hungria – 5

Rugby se classifica para Tóquio!

Como esperado, o Brasil venceu sem grandes problemas o pré-olímpico sul-americano de rugby 7s, disputado em Lima, no Peru.

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Maior potência do continente, o Brasil destruiu os adversários na 1ª fase, arrasando a Venezuela por 55-0, a Guatemala pelo mesmo placar, o Paraguai por 50-5 e o Peru por 40-12. No outro grupo, Argentina e Colômbia empataram em 24-24 e o 1º lugar acabou decidido pelo saldo de pontos: Colômbia com +133 e Argentina com +130.

Na semifinal, o Brasil venceu a Argentina por 36-14 e, na decisão no domingo à noite, derrotou a Colômbia por 28-15. Vale lembrar que o Brasil já havia sido campeão do sul-americano este ano mesmo, em abril, em Assunção, no Paraguai, com 22-7 sobre as argentinas na decisão.

Este ano também as Yaras surpreenderam ao vencer o Hong Kong Sevens, que servia como única seletiva classificatória para a Série Mundial 2019-20, o que colocou o Brasil na elite mundial onde poderá enfrentar várias vezes na temporada as melhores equipes do mundo, numa excelente preparação olímpica.

Com a classificação do rugby, o Brasil chega a 36 atletas oficialmente classificados:

Futebol feminino – 18 vagas
Rugby feminino – 12 vagas
Vela Classe 49erFX feminina – 2 vagas
Vela Classe Nacra 17 mista – 2 vagas
Vela Classe Laser – 1 vaga
Vela Classe Finn – 1 vaga

Outros 4 atletas conseguiram índice olímpico no atletismo, mas como a CBAt ainda não definiu os critérios, não os considero na equipe. São eles: Darlan Romani no arremesso de peso, Daniel Chaves da Silva na maratona, Érica Sena e Caio Bonfim na marcha 20km.

Neste mês de junho, o Brasil disputa vagas olímpicas no pré-olímpico de rugby 7s masculino, no Mundial de Tiro com Arco e no Mundial de Vôlei de Praia.

Boletim Rumo a Tóquio #7

Fiquei 3 meses sem postar sobre as vagas olímpicas, então vamos a uma atualização das vagas disputadas em março, abril e maio.

Atletismo e Natação

Desde 1º de janeiro, as provas de 10.000m, marchas, maratonas e combinadas já valem para índice no atletismo e desde 1º de maio os índices para as outras provas do atletismo já podem ser feitos. Na natação, a janela para obter índice começou em 1º de março. Não vou contabilizar ainda as vagas individuais dessas modalidades, pois cada país tem seu critério próprio e muita coisa pode mudar.

A CABt ainda não divulgou os critérios para a equipe brasileira de atletismo, mas o mais provável é que quem fizer o índice, irá. 4 brasileiros já fizeram índice olímpico: Daniel Chaves da Silva na maratona, Caio Bonfim e Érica de Sena na marcha 20km, Darlan Romani no arremesso de peso.

Na natação, os índice só podem ser obtidos em competições específicas. O Troféu Brasil não estava nessa lista, mas alguns brasileiros já fizeram índices em outras competições, como Bruno Fratus nos 50m livre, mas a CBDA muito provavelmente terá apenas uma competição como válida para índice olímpico, o Troféu Brasil de 2020.

Tiro

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Pódio da Fossa masculina na Copa do Mundo de Chnagwon (KOR)

Foi o esporte que mais deu vagas nesses 3 meses, com 5 etapas da Copa do Mundo, 3 de tiro ao prato no México, Emirados Árabes e Coreia do Sul, e 2 de rifle e pistola, em Pequim e Munique. Em vermelho as vagas conquistadas nessas 5 competições. O Brasil ainda não tem nenhuma vaga no tiro. Em compensação a China já conseguiu 20 vagas.

Rifle de ar 10m masculino: AUT, CHN (2), CRO (2), IND, ITA, JPN, RUS (1+1), UKR, USA
Rifle 3 posições 50m masculino:CHN (1+1), CZE, HUN, ITA, JPN, KOR, NOR, POL, SRB, USA (2)
Pistola de ar 10m masculina: CHN (2), IND (1+1), JPN, KOR (2), MGL, RUS, SRB, UKR, USA
Pistola de fogo rápido 25m masculina: CHN (2), CUB, FRA (1+1), GER (2), JPN, RUS (1+1), UKRUSA
Fossa masculina: AUS, CHN, CRO, CYPEGY, ESP, JPN, KUW, GBR, MEX, PER, SVK,
Skeet masculino: CZE, DEN, FIN, FRA, ITA (1+1), JPN, KORKUW, NOR, USA (2)
Rifle de ar 10m feminino: CHN (2), DEN, HUN, IND (2), IRI, JPN, KOR (2), ROU, USA
Rifle 3 posições 50m feminino: CHN, CRO, GBR, GER, JPN, KOR, NOR (2), RUS (1+1), SUI, USA
Pistola de ar 10m feminina: CAN, CHN (1+1), GEO, GRE, IND, JPN, KOR (2), MGL, SRB, TPE
Pistola 25m feminina: BUL (2), CHN, GER (1+1), HUN, IND, JPN, TPE, RUS, UKR, USA
Fossa feminina: AUS, CHN (1+1), FRA (2), GBR, GUA, ITA (1+1), JPN, SVK, USA (1+1)
Skeet feminino: CHI, CHN, CYP, ITA (2), JPN, NZL, POL, RUS, SVK, USA (2)

Ciclismo

Algumas competições continentais definiram vagas na estrada e no mountain bike. Mas como o ranking é preferencial, as vagas continentais podem mudar, caso esses países conquistem vaga pelo ranking. Tivemos disputas do pan-americano, africano e asiático de estrada e do pan-americano e africano de mountain bike.

Estrada masculina: JPN (2), ALG, CHN, COL, ECU, ERI, KAZ
Estrada feminina: JPN (2), ERI, MEX, UZB
Mountain Bike masculino: CAN, JPN, RSA
Mountain Bike feminino: JPN, RSA,USA

Vela

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Jorge Zarif

O Campeonato Europeu da Classe Finn valeu como classificatório Mundial. Disputado em Atenas, deu 4 vagas. Com o 7º lugar, Jorge Zarif conquistou a vaga pro Brasil. Noruega, Estados Unidos e Grécia também se garantiram.

Finn masculino: ARG, BRA, CAN, GBR, GRE, HUN, JPN, NED, NOR, NZL, SWE, TUR, USA

Hipismo

Dois campeonatos no fim de maio definiram 3 vagas por equipe para o Concurso Completo de Equitação. Na Polônia, uma vaga para o Grupo C (Leste Europeu) em jogo e na França, duas vagas pros grupos F e G (Ásia e Oceania). A Polônia se deu bem em casa e ganhou e vaga. Como Japão tem vaga por ser sede e Austrália e Nova Zelândia conquistaram a vaga pelos Jogos Equestres, China e Tailândia se deram bem e levaram as vagas continentais, algo inimaginável antes dos Jogos Equestres.

CCE por Equipes (3 vagas por equipe): AUS, CHN, FRA, GBR, GER, IRL, JPN, NZL, POL, THA

Nado Artístico

A Copa dos Campeões Europeus definiu as vagas continentais para a Europa. E a vitória da Rússia não foi nenhuma surpresa. Assim, ela se junta ao Japão como únicos classificados até agora na prova de grupo. Quem disputa o grupo, tem vaga pro dueto. A vaga europeia apenas para o Dueto ficou com a Ucrânia que ainda pode brigar pela equipe no Mundial.

Quotas

Sem contar natação e atletismo, já temos 996 vagas definidas até agora, para 64 países. Países com ao menos 5 vagas:

Japão –  394
Estados Unidos – 81
Nova Zelândia – 56
China – 41
Rússia – 37
França – 32
Brasil, Dinamarca, Grã-Bretanha – 24
Itália – 22
Austrália, Alemanha – 18
Angola, África do Sul – 14
Fiji, Holanda – 12
Coreia do Sul – 11
Espanha, Noruega, Suécia – 10
Polônia – 8
Bulgária, Croácia, Índia, Suíça – 7
Grécia, Ucrânia – 6
Áustria, Eslováquia, Hungria – 5

Em junho teremos, valendo vaga olímpica, os pré-olímpicos sul-americanos masculino e feminino de Rugby 7s, a Copa do Mundo de Futebol feminino, a Liga Mundial feminina de Pólo Aquático, o mundial de Tiro com Arco, o Eurobasket feminino, o mundial de Vôlei de Praia, os Jogos Europeus (vagas no Tiro, Tiro com Arco e Karatê), o Europeu Sub21 masculino de Futebol, a final da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno e 3 qualificatórios no Hipismo, 2 de saltos e 1 de adestramento.

Saem os índices olímpicos pro Atletismo

Demorou, mas finalmente a IAAF divulgou os índices olímpicos pro atletismo.

Desta vez, a IAAF mudou seu sistema de classificação pros Jogos. Os índices estão bem mais fortes e poucos conseguirão classificação via índice. As vagas restantes para cada prova serão completadas pelo novo ranking da entidade.

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Thiago Braz no Rio-2016

Aliás, que baita ranking!

A IAAF usou suas tabelas de pontuação (não são as mesmas tabelas usadas nas provas combinadas) para converter cada performance em pontos. Além disso, há uma bonificação para o nível da competição. Ou seja, se um atleta fizer uma baita marca para vencer em um meeting local (como muitos brasileiros fazem em São Bernardo e em Bragança Paulista), ele soma apenas 15 pontos. Se ele vencer uma final olímpico ou de mundial, soma 350 pontos independente da marca. No ranking, é tirada a média das 5 melhores performances de cada atleta dos últimos 12 meses (18 meses para os 10.000m).

Considerando as marcas de 2018 e desde ano, o Brasil teria 15 atletas com índice olímpicos já classificados para Tóquio:

  • Paulo André de Oliveira (100m – 10.02; índice 10.05)
  • Vitor Hugo dos Santos (200m – 20.21; índice 20.24)
  • Derick de Souza Silva (200m – 20.23; índice 20.24)
  • Aldemir Gomes da Silva Jr (200m – 20.23; índice 20.24)
  • Thiago André (800m – 1:45.10; índice 1:45.20)
  • Gabriel Constantino (110m com barreiras – 13.23; índice 13.32)
  • Márcio Teles (400m com barreiras – 48.70; índice 48.90)
  • Almir Cunha dos Santos (salto triplo – 17,53m; índice 17,14m)
  • Thiago Braz (salto com vara – 5,80m; índice 5,80m)
  • Darlan Romani (arremesso de peso – 22,00m; índice 21,10m)
  • Vitória Cristina Rosa (100m – 11.03; índice 11.15 e 200m – 22.73; índice 22.80)
  • Érica Sena (marcha 20km – 1:28:11; índice 1:31:00)
  • Nubia Soares (salto triplo – 14,69m; índice 14,32m)
  • Andressa de Moraes (lançamento de disco – 65,10m; índice 63,50m)
  • Fernanda Martins (lançamento de disco – 64,66m; índice 63,50m)

O último ranking foi divulgado no último dia 5. Coloca abaixo os outros brasileiros que pegariam vaga olímpica por estarem dentro das vagas por prova considerando 3 por país (só não contabilizei a maratona):

Jorge Henrique Vides – 100m (32º)
Rodrigo Pereira do Nascimento – 100m (63º)
Lucas da Silva Carvalho – 400m (28º)
Alexandre Russo – 400m (52º)
Altobeli Santos da Silva – 1.500m (65º) e 3.000m com obstáculos (33º)
Eduardo Santos Rodrigues – 110m com barreiras (26º)
Éder Antonio de Souza – 110m com barreiras (41º)
Talles Souza Silva – salto em altura (23º)
Alexsandro de Melo – salto em distância (21º)
Paulo Sérgio Oliveira – salto em distância (24º)
Mateus de Sá – salto triplo (18º)
Wagner Domingos – lançamento de martelo (14º)
Allan Wolski – lançamento de martelo (23º)
Caio Bonfim – Marcha 20km (55º)
Rosângela Santos – 100m (34ª)
Franciela Krasucki – 100m (79ª)
Geisa Coutinho – 400m (26ª)
Tatiane Raquel da Silva – 3.000m com obstáculos (38ª)
Juliana de Menis Campos – salto com vara (21ª)
Eliane Martins – salto em distância (14ª)
Geisa Arcanjo – arremesso de peso (17ª)
Mariana Marcelino – lançamento de martelo (28ª)
Laila Ferrer de Silva – lançamento de dardo (11ª)
Elianay Pereira – Marcha 20km (62ª)

A equipe teria 39 nomes mais os maratonistas, isso sem considerar a classificação dos revezamentos. Em Londres-2012 o Brasil levou 36 atletas no atletismo e no Rio-2016 contou com 67 competidores.