Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Parte I

Muita coisa interessante aconteceu nessa 1ª semana de Jogos em Lausanne, incluindo medalhas inéditas para países sem tradição e .

Esqui Alpino

Dois nomes foram o destaque no esqui alpino. No masculino, o sueco Adam Hofstedt venceu o ouro em duas provas: no Super-G logo no 1º dia e no slalom, com mais de 1s de vantagem sobre o 2º colocado. Ele ainda foi bronze na combinada. Nesta prova, aliás, aconteceu um raro empate pelo ouro entre o francês Auguste Aulnette e o norueguês Mikkel Remsøy, ambos com 1:28.41, contra 1:28.69 do sueco.

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Amélie Klopfenstein (SUI)

No feminino, a suíça Amélie Klopfenstein venceu o 1º ouro dos Jogos no Super-G e faturou o ouro no slalom gigante, além do bronze na combinada. Klopfenstein, aliás, nem era para estar na equipe suíça. Ela era a reserva e conseguiu a vaga depois que uma atleta teve que desistir dos Jogos por conta de lesão.

A israelense Noa Szollos entrou para a história ao conquistar o bronze no Super-G logo no 1º dia faturando a 1ª medalha de inverno de seu país em uma edição olímpica. Ela ainda levaria a prata na combinada.

Biatlo

A Rússia foi o destaque do biatlo em Lausanne, vencendo 3 das 6 provas. Alena Mokhova levou os ouros no individual 10km e no Sprint 6km, neste último por menos de 2s sobre a sua compatriota Anastasiia Zenova. No masculino, vitória do polonês Marcin Zawol no Sprint 7,5km e do russo Oleg Domichek no individual 12,5km.

Nos revezamentos, a Itália venceu o misto individual, formado por um menino e uma menina que competem por duas vezes, e a França venceu o misto convencional, com 4 participantes.

A brasileira Taynara da Silva ficou em 92º lugar no Sprint e em 94º no individual.

Curling

A Noruega foi a grande campeã da equipe mista, mas eles quase não passaram para as finais. Pelo Grupo C, ficaram empatados com a Grã-Bretanha com 3 vitórias e 2 derrotas e só avançara pois tinham vencido os britânicos por 8-3. Na decisão, a Noruega venceu o Japão com ponto no end extra por 5-4. O bronze ficou com a Rússia, que venceu a surpresa Nova Zelândia por 9-5.

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Equipe brasileira de curling

O Brasil jogou pela 2ª vez no YOG no curling terminando em último no seu grupo com 5 derrotas e em 24º e último no geral. Ainda assim, a equipe teve bons momentos, conseguindo alguma vitórias em ends. O Brasil começou perdendo de 15-1 para a Alemanha, depois de 14-1 para a China, 12-3 para a Dinamarca, 13-2 pra Hungria e fechou com derrota de 10-2 pra Suíça.

Patinação Artística

A Rússia foi o grande país da modalidade em Lausanne, subindo duas vezes ao pódio por prova, mas não levando nenhum no individual.

No masculino, a vitória ficou com o japonês Yuma Kagiyama. Ele brilhou no programa livre com 166,41, e conseguiu tirar a diferença que os russos tinham colocado no programa curto. Kagiyama somou 239,17 contra 237,94 do russo Andrei Mozalev e 215,21 do também russo Daniil Samsonov.

No feminino, a sul-coreana You Young venceu o programa curto, o livre e levou o ouro com 214,00, deixando as russas Ksenia Sinitsyna e Anna Frolova com a prata e o bronze.

Nos pares e na dança artística, tivemos dobradinha russa no ouro e prata. O bronze nos pares dos georgianos Alina Butaeva e Luka Berulava foi a 1ª medalha em uma edição de inverno da Geórgia. Na prova por equipes, vitória da equipe Coragem, que contou com o estoniano Arlet Levandi, a russa Ksenia Sinitsyna, o par georgiano e uma dupla da dança do Japão.

Patinação de Velocidade

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Diego Amaya entra para a história do esporte latino-americano

Os japoneses dominaram as disputas masculinas no oval. Yudai Yamamoto venceu os 500m com 36.42, 0.18 melhor que o espanhol Nil Llop, o 1º patinador de velocidade da história a defender a Espanha em uma edição olímpica. Já Motonaga Arito levou os ouros nos 1.500m com 1:52.24 e na prova de saída em massa. Foi nesta prova, aliás, que o colombiano Diego Amaya entrou para a história como o 1º medalhista sul-americano em uma edição olímpica de inverno! Amaya tinha batida na trave nas outras duas finais, ficando em 4º nos 500m a 0.38 do pódio e também em 4º nos 1.500m a 0.13 do pódio. Na saída em massa soube se posicionar e ficar com a prata histórica.

No feminino, as holandesas venceram as provas de distância. Isabel Grevelt venceu os 500m e Myrhte de Boer os 1.500m. Na saída em massa, ouro para a chinesa Yang Binyu.

Hóquei no Gelo

Antes do torneio de hóquei em si, tivemos a disputa do hóquei 3×3 formado por equipes mistas de países, contando com os atletas que venceram as disputas de habilidades em seus países. Com isso, temos a presença das mais variadas nacionalidades nas equipes, incluindo países com nenhuma tradição no hóquei no gelo.

No masculino, vitória da equipe Verde, que venceu a Vermelha na final por 10-4. No feminino, o time Amarelo venceu com 6-1 na decisão sobre a equipe Preta. Nesta equipe amarela estava presente a mexicana Luisa Wilson, que se tornou a 1ª latino-americana a medalhar em uma edição olímpica de inverno, mas não de forma individual, como foi o caso do colombiano.

Montanhismo em Esqui

Esporte que fez sua estreia olímpica, o montanhismo consiste em uma subida de montanha, onde os atletas tem que subir ou com esquis ou em momentos a pé, e depois descer pelo outro lado.

Em casa, a Suíça venceu 3 das 5 provas em disputa. Logo no 1º dia, fizeram a dobradinha na prova individual longa feminina com Caroline Ulrich vencendo em 58:34.48 e Thibe Deseyn na prata com 59:38.58, únicas abaixo da marca de 1h. Também rolou dobradinha na masculina, vencida pelos gêmeos Thomas e Robin Bussard. Thomas fio ouro com 47:49.85 contra 49:16.54 de Robin. No revezamento misto, os 4 brilharam para levar o ouro com 35:07, mais de 2min sobre a França, medalha de prata.

Nas provas de Sprint, que tem o formato igual ao Sprint no cross-country, com tomada de tempo e baterias, vitória do italiano Rocco Baldini e da espanhola Maria Costa Diez.

Quadro de medalhas após 35 das 81 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 15

No penúltimo dia dos Jogos (já???), Ester Ledecka faz mais história, mais um ouro coreano, surpresa no curling e ouro pra Finlândia na maratona.

Cross Country

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Na disputa da grande maratona masculina de 50km no estilo clássico, o finlandês Iivo Niskanen começou a apertar o ritmo com 17km de prova e já abriu uma boa diferença sobre o resto do pelotão. Niskanen tinha ao seu lado o russo Alexander Bolshuov, que não deixava o finlandês disparar. Com 40km de prova, Niskanen parou para trocar seus esquis. Os dois abriram demais, colocando mais de 2min sobre os perseguidores.

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Bolshunov, Niskanen e Larkov. Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Bolshunov liderou por quase 10km, quando, faltando 1km pro fim, o finlandês atacou e o russo ficou pra trás. Iivo Niskanen completou a prova mais longa dos Jogos em 2:08:22.1 e Bolshunov foi prata a 18.7. Na perseguição vinham o russo Andrey Larkov, o canadense Alex Harvey e os noruegueses Martin Sundby e Hans Holund. Larkov disparou nos últimos quilômetros e conseguiu o bronze 2:37.5 atrás de Niskanen, 6s a frente de Harvey e Sundby a 13 s sobre Holund. Foi a 1ª medalha de ouro da Finlândia nos Jogos e a 4ª do Bolshunov, que sai dos Jogos com 3 pratas e 1 bronze. Ele se torna o 1º atleta desde Roald Larsen em 1924 a vencer 4 ou mais medalhas nos Jogos de inverno, nenhuma de ouro. Foi também a 1ª prova do cross country sem Noruega no pódio.

Esqui Alpino

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A estreia da prova por equipes do esqui alpino foi marcada por duas grandes ausência: Marcel Hirscher pela Áustria e Mikaela Shiffrin pelos Estados Unidos. Na 1ª rodada, a única surpresa foi a derrota dos Estados Unidos na estreia para a Grã-Bretanha. Eles empataram em 2-2, mas os britânicos venceram na soma dos melhores tempos 41.71 a 41.90. Áustria fez 4-0 na Coreia do Sul, Suécia 3-1 na Eslovênia, Noruega 4-0 nos russos, Itália 3-1 nos checos, França 2*-2 no Canadá, Alemanha 2*-2 na Eslováquia e Suíça 4-0 na Hungria. Nas 4as, a Áustria marcou 4-0 na Suécia, que contava com os dois campeões olímpicos do slalom, Frida Hansdotter e André Myhrer. A Noruega teve trabalho com os britânicos e empatou em 2-2, vencendo no tempo 41.18-41-39. A França contou com Tessa Worley e Alexis Pinturault para derrotar por 3-1 a Itália e a Suíça empatou 2-2 com a Alemanha, vencendo no desempate (40.47-40.87 no tempos).

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Suíça. Foto: Getty Images

Na semifinal, a Áustria teve trabalho com a Noruega, vencendo por 3-1, mas nos 3 pontos as vitórias foram por menos de 0.20. Na outra semi, a França abriu 1-0 com Adeline Baud Mugnier, mas os suíços viraram 3-1 com os medalhistas individuais Ramon Zenhäusern e Wendy Holdener. O bronze ficou com a Noruega num duelo muito apertado com os franceses. A França venceu os dois duelos no feminino e a Noruega os dois no masculino, mas na somatória dos tempos, a vitória norueguesa foi por apenas 0.12! A final foi com as duas maiores potências da modalidade: Áustria e Suíça e contou com dois confrontos entre medalhistas de prata e bronze no slalom masculino e feminino. Katharina Liensberger fez 1-0 pra Áustria sobre Denise Feierabend por 0.31, mas Zenhäusern empatou pra Suíça quando Michael Matt errou uma porta. Wendy Holdener virou pra Suíça vencendo Katharina Gallhuber por 0.10 e Daniel Yule selou a vitória suíça no erro de Marco Schwarz.

Snowboard

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A checa Ester Ledecka definitivamente marcou seu nome na história olímpica ao confirmar o favoritismo e vencer o slalom gigante paralelo e se tornar a 1ª atleta da história a medalhar no esqui alpino e no snowboard, ainda mais com 2 ouros e na mesma Olimpíada! Nas 8as, Ledecka tirou a forte suíça Patrizia Kummer. Também saíram nas 8as a austríaca Julia Dujmovits, ouro no slalom paralelo em Sochi, e a russa Ekaterina Tudegesheva. E começou a polêmica que a pista vermelha estava mais rápida que a azul. Dessa vez era apenas uma descida, diferente dos outros Jogos, quando desciam duas vezes, uma em cada pista. Nas 8as, 7 das vencedoras estavam na pista vermelha.

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Jörg, Ledecka e Hofmeister. Foto: Getty Images

Nas 4a, todas que estavam na vermelha venceram: Ledecka, as alemãs Ramona Hofmeister e Selina Jörg e a russa Alena Zavarzina, bronze em Sochi. Na semi, Ledecka, na vermelha, venceu Hofmeister e na Jörg, dessa vez na azul, eliminou Zavarzina, que não terminou. A russa errou novamente na disputa do bronze e a medalha ficou com Hofmeister. Na decisão, Ledecka, pela vermelha, venceu Jörg por 0.46 e confirmou o ouro.

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Na disputa masculina, a sina da pista vermelha se manteve e 7 das 8 baterias de 8as foram vencidas por quem estava na vermelha. Na 7ª bateria, a reedição da final do último Mundial, entre os austríacos Benjamin Karl e Andreas Promegger. O segundo venceu no Mundial, mas desta vez deu Karl por 0.29. O russo Vic Wild perdeu pro italiana Roland Fischnaller. Nas 4as, o coreano Lee Sang-ho, campeão mundial junior em 2015, eliminou o favorito Benjamin Karl por 0.94, enquanto o suíço Nevin Galmarini venceu o italiano Roland Fischnaller.

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Lee, Galmarini e Kosir. Foto: Getty Images

Nas semifinais, Galmarini venceu o francês Sylvain Dufour e Lee passou pelo esloveno Zan Kosir numa batera extremamente polêmica. Lee venceu por 0.01, mas no vídeo parece que o esloveno passou bem a frente do coreano. Na decisão do bronze, Kosir venceu Dufour e na decisão, Galmarini derrotou Lee por 0.43, ficando com o ouro.

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O canadense Sebastien Toutant dominou a final do Big Air masculino. No 1º salto, tirou 84,75 e no 2º fez 89,50, somando 174,25. O americano Kyle Mack também veio bem nos dois primeiros saltos, com 82,00 e 86,75, somando 168,75, e Chris Corning colocava dois americanos no pódio no momento com 153,00.

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Mack, Toutant e Morgan. Foto: Getty Images

Na última passagem, o britânico Billy Morgan fez 85,50 para somar 168,00 e roubar o bronze de Corning. Tountant e Mack não melhoraram e só esperaram o resto cair, inclusive o canadense Max Parrot, único que poderia mexer no pódio, para confirmar o pódio.

Patinação de Velocidade

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Tivemos no sábado a estreia olímpica da prova de saída em massa. Nas semifinais femininas, a italiana Francesca Lollobrigida venceu a 1ª e a checa Nikola Zdrahalova a 2ª. Todas as favoritas avançaram com exceção da canadense Ivanie Blondin.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Kim, Takagi e Schouten. Foto: ISU

Na decisão, a estoniana Saskia Alusalu disparou e liderou a prova por 6 das 8 voltas, vencendo todos os 3 sprint intermediários, mas na 7ª volta foi alcançada pelo pelotão. Na disputa pelo ouro, a japonesa Nana Takagi acabou com o ouro terminando em 8:32.87, deixando a sul-coreana Kim Bo-Reum com a prata por apenas 0.12 e a holandesa Irene Schouten com o bronze por 0.15!

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Entre os homens, o austríaco Linus Heidegger venceu a 1ª semifinal e o neozelandês Peter Michael a 2ª. O norueguês Sverre Lunde Pedersen foi o maior nome dos que não avançaram.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Swings, Lee e Verweij. Foto: ISU

O suíço Livio Wenger pontuou nos 3 sprints intermediários, mas o que importa é quem passa em 1º no final. Ele chegou a abrir 5s dos favoritos faltando 3 voltas, mas logo o pelotão buscou, deixando-o pra trás. No sprint final, a vitória ficou com o sul-coreano Lee Seung-Hoon, dando o 5º ouro pra Coreia do Sul, com 7:43.97, deixando o belga Bart Swings com a prata a 0.11 e o holandês Koen Verweij com o bronze a 0.27. Sven Kramer competiu, mas essa não é a prova dele e terminou em 16º e último sem ponto e com o pior tempo. Campeão mundial, o americano Joey Mantia acabou em 9º, também sem ponto. A prata de Swings foi a 1ª medalha belga nos Jogos de inverno desde Nagano-1998.

Curling

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A final do curling masculino seguiu muito equilibrada até o 7º end. A Suécia de Niklas Edin, grande favorita, estava empatada em 5-5 com a equipe americana de John Shuster, quando tudo deu certo para os americanos no 8º end.

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Suécia, Estados Unidos e Suíça. Foto: Getty Images

Na penúltima pedra do end, a Suécia tinha duas pedras pontuando no martelo americano com 3 guardas de segurança e no meio de 3 pedras americanas. Mas Shuster fez uma jogada espetacular para tirar as duas pedras suecas da casa e conseguir marcar 5 pontos, abrindo 10-5. Os suecos ainda fizeram 2 pontos no 9ª, mas, perdendo de 10-7 e sem o martelo, os suecos desistiram do jogo, dando um ouro inédito para os Estados Unidos.

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A disputa do bronze feminino começou morna, com cada time fazendo um único ponto alternadamente nos 5 primeiros ends e a Grã-Bretanha liderava por 3-2 sobre o Japão. Com o martelo, o Japão zerou os dois ends seguintes, empatando no 8º. No 9º, Eve Muirhead precisava de um takeout simples na pedra final, mas errou e bateu numa guarda, dando um ponto extra pro Japão. No 10º end, o martelo novamente era britânico, mas Muirhead não conseguiu acertar a pedra final, deu mais um ponto pro Japão, que venceu por 5-3 pra ficar com o bronze, 1ª medalha japonesa da história no curling.

Hóquei no Gelo

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Depois da derrota inesperada na semifinal para a Alemanha, o Canadá entrou com tudo contra a República Checa na disputa pelo bronze. Com 9min de jogo, Andrew Ebbett abriu o placar pro Canadá, mas 16s depois os checos empataram com Martin Ruzicka. Aí 15s depois, o Canadá ampliou com Chris Kelly e fez 3-1 ainda no 1º período. O 3º período também foi animado. Ebbett marcou main um e Jan Kovar diminuiu pros checos, mas Kelly marcou seu 2º e Wojtek Wolski ampliou pro Canadá que abria 6-2. Roman Cervenka fez dois, sendo um com power play, mas o jogo acabou e o Canadá ficou com a medalha com 6-4.

Bobsled

O alemão Francesco Friedrich fez o melhor tempo na 1ª descida do bobsled de 4 masculino com 48.54, 0.11 melhor que o trenó sul-coreano liderado por Won Yunjong e 0.20 a frente do alemão Nico Walther, ouro no trenó de 2. O trenó brasileiro não fez uma boa largada (21º tempo de 29) e terminou na 25ª posição com 49.75.

Na 2ª descida, Friedrich manteve a liderança, fazendo o melhor tempo de descida com 49.01 para somar 1:37.55. A equipe coreana manteve o 2º lugar com 1:37.84, enquanto o trenó alemão do Walther também se manteve, mas em 3º, a apenas 0.06 dos coreanos. O trenó brasileiro fez o 24º tempo com 49.94 e, na somatória, acabou em 25º a 2.14 do líder alemão.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 14

Russas impecáveis na patinação, uma revezamento no biatlo espetacular, dobradinha canadense, mais um ouro holandês no gelo e um zebraça no hóquei.

Patinação Artística

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Foi uma final do individual feminina lindíssima dominada pelas russas, como esperado. Antes do grupo final, o grande destaque foi a sul-coreana Choi Dabin, com 131,49 no programa livre e 199,26 no total, 7º lugar, e a russa Maria Sotskova com 134,24 no livre e 198,10 no total, 8º lugar. O grupo final começou com a japonesa Satoko Miyahara, com excelentes 146,44 no livre, somando 222,38 no total pra liderança do momento. A italiana Carolina Kostner, que deve se aposentar no Mundial de Milão daqui um mês, teve problema no seu triplo Flip e tirou 139,29 para somar 212,44, atrás da japonesa. Kaori Sakamoto ao som da trilha de Amélie Poulin tirou 136,53, 209,71 no total, 6º lugar.

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Medvedeva, Zagitova e Osmond. Foto: ISU

Aí veio a líder do programa curto, a russa Alina Zagitova, ao som de Dom Quixote, numa apresentação extremamente plástica. Aos 15 anos, Zagitova foi impecável para tirar 156,65 e somar 239,57. A canadense Kaetlyn Osmond veio em seguida com uma mistura de Lago dos Cisnes com Cisne Negro, mas perdeu pontos preciosos no Triplo Lutz e, com 152,15, somou 231,02, ficando atrás de Zagitova. Só restava a outra russa, Evgenia Medvedeva que, ao som de Anna Karenina tirou a maior nota técnica do dia (81,62 contra 79.18 de Zagitova), tirando os mesmos 156,65 no programa longo. Mas como Zagitova fora melhor no curta, ela levou com 239,57 no total contra 238,26 de Medvedeva. Foi o 1º ouro dos Atletas Olímpicos da Rússia nos Jogos.

A brasileira Isadora Williams foi a 12ª a entrar. Visivelmente nervosa, fez uma apresentação muito abaixo do esperado, sendo penalizada em 7 dos 12 elementos e ainda teve uma queda. Ela somou 38,39 nos elementos e 51,05 no componentes do programa, tirando 88,44 no programa longo, a pior nota do dia, somando 144,18 no total, terminando na 24ª e última colocação. Ainda assim, o feito de Isadora foi enorme, classificando-se para o programa longo com uma bela apresentação no curto, quando obteve o excelente 17º lugar.

Biatlo

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As condições climáticas pro revezamento 4×7,5km masculino estavam muito melhores que na prova feminina no dia anterior. Mas mesmo assim algumas surpresas rondaram na prova. Na 1ª sessão de tiros, 11 equipes zeraram, nem precisando de tiro extra. Erik Lesser levava a Alemanha pro 1º lugar no momento, mas o pelotão era grande. SImon Desthieux precisou de 2 tiros extras e começou a complicar pra França. Na 2ª série, Lesser precisou de um extra, mas seguia na frente, enquanto Desthieux errou 5 e precisou dar duas voltas de penalidade! Na 1ª troca, a Lesser entregou para Benedikt Doll em 1º com 18.4 de vantagem sobre a Eslováquia e 24s sobre Ucrânia e Noruega. Doll abriu após o 1º tiro dele, enquanto Tarjei Boe complicava pra Noruega, precisando de 3 extras. Na 4ª série, Doll afundou a Alemanha, precisando dar 2 voltas de penalidade e a liderança foi para a República Checa com Michal Slesingr, que entregou para Jaroslav Soukup em 1º, 16s a frente da Suécia e da Áustria.

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Foto: IBU

Após o 5º tiro, Soukup seguia na frente, mas Joahnnes Thingnes Boe buscou no esqui e já aparecia em 2º lugar a apenas 3s. Áustria e Suécia brigavam pelo 3º lugar a 10s. Soukup se complicou no 6º tiro e precisou de uma volta de penalidade, enquanto Johannes Boe só precisou de um tiro extra e foi pra liderança. Neste momento, Sebastian Samuelsson zerou e a Suécia encostou na Noruega e as duas equipes chegaram juntas pra troca final. A Suécia viria com Fredrik Lindström e a Noruega com Emil Hegle Svendsen. A Alemanha vinha isolada em 3º, 13s atrás e a Áustria era um distante 4º lugar a 1min23s. No 7º tiro, Lindström e Svendsen zeraram, enquanto Simon Schempp se atrapalhou, precisando dos 3 extras. Apesar da demora, a Alemanha seguia firme em 3º, com quase 40s de vantagem sobre o 4º lugar. Aí no 8º e último tiro, foi a vez do Svendsen se complicar, errando 4 e precisando de uma volta extra, enquanto o sueco passou incólume e abriu 40s de vantagem. Sozinho, Lindström foi pra chegada e a Suécia ficou pela 1ª vez na história com o ouro no revezamento masculino, completando em 1:15:16.5. A Noruega foi prata a 55.5 e a Alemanha bronze a 2:07.1. Foi a 8ª medalha olímpica do Svendsen. A França acabou na 5ª posição, 1min20s do bronze e os Estados Unidos surpreenderam com um ótimo 6º lugar.

Patinação de Velocidade

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Para encerrar as provas em distância, os 1.000m masculino com um duelo entre o campeão dos 500m e o campeão dos 1.500m. O sul-coreano Cha Min Kyu liderou por um bom tempo com 1:09.27 na 5ª bateria de 18. Apenas na 10ª o americano Mitchell Whitmore o superou com 1:09.17, mas na 12ª o alemão Nico Ihle foi pro topo com 1:08.93. Na 13ª, o americano Joey Mantia voou para 1:08.56 e só não foi superado na seguinte pelo japonês Takuro Oda por 0.004.

Speed Skating - Winter Olympics Day 4

Kjeld Nuis. Foto: ISU

Na 15ª, o sul-coreano Kim Tae-Yun se tornou líder com 1:08.22. Na seguinte veio o campeão dos 500m, o norueguês Havard Lorentzen, que marcou 1:07.99 para se tornar líder. Na 18ª e última veio o campeão dos 1.500m, o holandês Kjeld Nuis. Na 1ª parcial de 200m, Nuis estava 0.15 abaixo de Lorentzen, mas na 2ª a diferença caiu para 0.03. Na volta final cruzou com 1:07.95, melhorando o tempo do norueguês em apenas 0.04 para garantir o 7º ouro holandês na pista longa dos Jogos.

Esqui Freestyle

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Logo na 1ª bateria das 8as do Ski Cross feminino, a maior surpresa da fase, com a eliminação da canadense Marielle Thompson, dona do melhor tempo no ranqueamento. Campeã em Sochi, Thompson perdeu toda a temporada por conta de uma lesão no joelho num treinamento em outubro de 2017. Nas 4as, os principais nomes que não avançaram foram as austríacas Andrea Limbacher e Katrin Ofner. A sueca que venceu tudo na temporada Sandra Näslund vinha tranquila e venceu a sua bateria semifinal, avançando pra decisão com a suíça Fanny Smith. Na outra semi, dobradinha canadense com Brittany Phelan e Kelsey Serwa.

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Phelan e Serwa. Foto: Agence Zoom

Na grande final, pareceu um jogo das 3 contra Näslund, grande favorita. Serwa foi pra frente desde o início enquanto Smith e Phelan encaixotaram a sueca. Phelan começou a se desgarrar das europeias e, após um salto, Smith e Näslund chegaram a se tocar no momento mais tenso da final. No fim, dobradinha canadense com Serwa pro ouro e Phelan pro bronze, enquanto Fanny Smith pegou o bronze, deixando a sueca sem medalha.

Curling

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Na disputa de bronze masculina, a Suíça liderada por Peter de Cruz derrotou o Canadá de Kevin Koe por 7-5. Pela 1ª vez na história desde que o curling voltou aos Jogos em 1998, o Canadá fica sem medalha nas disputas por equipe, masculino ou feminino. O que salvou o país foi o ouro nas duplas mistas.

Nas semifinais femininas, a Coreia do Sul venceu o duelo asiático com o Japão por 8-7 e a Suécia passou com 10-5 pela equipe britânica de Eve Muirhead, garantindo pela 4ª vez seguida uma equipe sueca na decisão feminina.

Hóquei no Gelo

Na 1ª semifinal do torneio masculino, os Atletas Olímpicos da Rússia venceram por 3-0 a República Checa para se garantir na decisão. Depois de um 1º período zerado, abriram 2-0 no 2º em menos de 30s e ainda fizeram 3-0 faltando 20s pro fim da partida. Apesar disso, os checos tiveram muito mais chances de gols que os russos, com 31 chutes contra 22.

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Na outras semifinal, a grande zebra do torneio, a Alemanha, venceu pela 1ª vez na história o favorito Canadá. Com um power play duplo no 1º período, a Alemanha abriu 1-0 com Brooks Macek. No 2º período, abriram 3-0, mas logo em seguida o Canadá diminui em um power play. 4min depois, ainda no 2º período, Patrick Hager aumentou a vantagem alemã para 4-1. Na volta pro 3º período, o Canadá partiu para cima e diminui com Mat Robinson e Derek Roy, mas não conseguiu o empate. Mesmo com 31 chutes a gol contra apenas 15 alemães, o Canadá perdeu e foi pra disputa de bronze. Será a 1ª final olímpica alemã.

 

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 13

A decepção de Marcel Hirscher, mais uma derrota de Mikaela Shiffrin, show de Anna Gasser, 3 grandes finais na pista curta e um revezamento completamente imprevisível no biatlo.

Esqui Alpino

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A prova do slalom masculina foi muito dura. Com uma neve muito prensada, foi um show de escorregões e menos da metade dos 106 atletas que participaram conseguiu terminar a 1ª descida. Um dos que erraram foi justamente o grande favorito, o austríaco Marcel Hirscher, o maior esquiador da atualidade. Apesar de ter já dois ouros em PyeongChang, foi uma decepção ele ficar sem o título na sua prova principal. O norueguês Henrik Kristoffersen foi o melhor na 1ª descida com 47.72, seguido do sueco Andre Myhrer com 47.93 e do francês Victor Muffat-Jeandet com 48.34. O brasileiro Michel Macedo errou no meio da descida e foi um dos 54 que não completou.

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Zenhäusern, Myhrer e Matt. Foto: AFP

Na 2ª descida, o austríaco Michael Matt, 19º a descer, voou com 50.66 somando 1:39.66 para ser o líder. Três atletas depois, veio o suíço Ramon Zenhäusern, que só tem uma vitória na carreira em Copas do Mundo, em janeiro deste ano. Ele fez 50.67, somando 1:39.33 e assumindo a liderança. O francês Clement Noel pegou o 3º lugar momentâneo com 1:39.70. Muffat-Jeandet não foi bem na 2ª descida e fez o 5º tempo no momento. Myhrer tinha uma boa vantagem sobre Zenhäusern e, mesmo com 51.06 na 2ª descida, foi pro topo com 1:38.99. Restava apenas Kristoffersen, que tinha 0.27 de vantagem, mas errou ainda no começo da descida e o ouro foi pro sueco.

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Fechando o esqui alpino individual (ainda temos a prova em equipe no sábado), a prova combinada feminina. No downhill, a americana Lindsey Vonn foi a melhor com 1:39.37, seguida da norueguesa Ragnhild Mowinckel com 1:40.11 e da suíça Michelle Gisin com 1:40.14. Mikaela Shiffrin fez o ótimo 6º tempo com 1:41.35 e era a especialista no slalom mais bem ranqueada. Aliás, apenas 22 atletas terminaram o downhill.

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Shiffrin, Gisin e Holdener. Foto: Getty Images

No slalom, a eslovaca Petra Vlhova, especialista nesta prova, fez 40.41 para somar 2:22.99 e assumir a liderança. Pouco depois veio Wendy Holdener, campeã mundial em 2017. Com 40.23, melhor tempo da prova, somou 2:22.34 e assumiu o 1º lugar. Logo veio Mikaela Shiffrin. Não fez uma descida brilhante, 40.52, mas somou 2:21.87 e assumiu a liderança! Michelle Gisin não tem no slalom a sua especialidade, mas soube descer bem com 40.76 e aproveitou sua boa vantagem sobre Shiffrin para pular pra liderança com 2:20.90. Mowinckel fez 42.52 e, com 2:22.63, foi pro 4º lugar, sem medalha. Só restava Lindsey Vonn, em sua despedida olímpica, mas a americana, que tinha 0.77 de vantagem sobre Gisin, mas Vonn errou após a 1ª parcial e com isso o ouro foi pra suíça.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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Favorito ao ouro, o chinês Wu Dajing venceu a sua bateria de 4as de final dos 500m com tranquilidade, marcando 39.800, novo recorde mundial! Entre os principais eliminados, o sul-coreano Seo Yira se envolveu num acidente com chinês na 3ª bateria e o húngaro Liu Shaoang foi penalizado na 4ª. Na 1ª semifinal, Wu Dajing novamente liderou toda a prova vencendo com 40.087, com o canadense campeão dos 1.000m Samuel Girard em 2º a 40.185. Na 2ª semi toda asiática, dobradinha sul-coreana com Hwang Daeheon 40.108 e Lim Hyojun 40.132.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

Hwang, Wu e Lim. Foto: ISU

Na decisão, Wu repetiu a sua receita de sucesso e disparou logo na largada, colocando muita força e não deixando ninguém se aproximar. Numa prova muito rápida, a mais rápida da história, o chinês liderou de ponta a ponta para vencer o 1º ouro chinês em PyeongChang com 39.584, batendo novamente o recorde mundial! Os coreanos completaram o pódio com Hwang Daeheon pegando prata com 39.854 e Lim Hyojun o bronze com 39.919. Samuel Girard não largou bem e acabou em 4º com 39.987.

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Nos 1.000m feminino, a canadense Kim Boutin venceu a sua bateria de 4as, assim como a italiana Arianna Fontana e as sul-coreanas Choi Minjeong e Shim Sukhee. Entre as eliminadas, a canadense Marianne St-Gelais, que sai dos Jogos sem medalha. Na 1ª semifinal, Boutin e Fontana ficaram a frente eliminando a coreana Kim Alang em 3ª e a canadense Valerie Maltais, penalizada. Na 2ª semi, a holandesa Suzanne Schulting venceu por milímetros Shim Sukhee. Choi Minjeong chegou em 3º, mas avançou por ter sido atrapalhada pela chinesa Qu Chunyu, penalizada.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

Boutin, Schulting e Fontana . Foto: ISU

Com duas sul-coreanas na final, parecia duas medalhas tranquilas para as donas da casa. Schulting e Boutin foram pra frente logo no início, deixando as coreanas encaixotadas com Fontana no fundo. Na penúltima volta, a italiana partiu pro ataque a assumiu o 3º lugar. As coreanas forçaram para atacar e, na última volta caíram juntas, ficando sem medalha. Suzanne Schulting segurou a canadense e levou o 1º ouro da história da Holanda em pista curta, com 1:29.778 contra 1:29.956 de Boutin, que fecha os jogos medalhando nas 3 provas individuais. Arianna Fontana fica com o bronze e agora soma 8 medalhas olímpicas.

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Para encerrar a modalidade nos Jogos, o revezamento 5.000m masculino. Na Final B, vitórias dos Estados Unidos com 6:52.708. Na grande decisão,  Coreia do Sul, Hungria, China e Canadá na disputa. Coreia e China foram para a frente e lideraram por quase toda a 1ª metade, quando Lim Hyojun se embananou em uma troca e caiu na 23ª volta de 45, acabando com as chances coreanas de medalha, para desespero do público.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

A disputa ficou entre China e Canadá, quando de repente a Hungria começou a crescer e, na última, assumiu a liderança para levar o ouro por centímetros com 6:31.971, novo recorde olímpico! A China foi prata com 6:32.035 e o Canadá acabou com o bronze com 6:32.282. Foi o 1º ouro húngaro na história nos Jogos de Inverno e sua 1ª medalha desde Lake Placid-1980!

Biatlo

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Muita neve e vento no revezamento 4x6km feminino do biatlo e tudo poderia acontecer. E foi bem estranho, mesmo. No 1º tiro, 9 equipes passaram zeradas, mas na 2ª, várias precisaram dar tiros extras e quem entregou na frente pra primeira troca foi a italiana Lisa Vittozzi, que fez uma Olimpíada espetacular. A americana Susan Dunklee veio atrás a 5.2. No 2º tiro, Franziska Preuss se complicou, precisou dar os 3 tiros extras e mais uma volta de penalidade, diminuindo as chances da Alemanha de pódio. Na 2ª perna, foi a vez da Eslováquia crescer, por conta de Anastasiya Kuzmina, mas no 4º tiro ela também errou demais e precisou dar uma volta de penalidade. Quem liderava na metade era a Finlândia, com Kaisa Makarainen, 14s na frente da Itália, que vinha com Dorothea Wierer e 16s sobre Eslováquia e EUA. Enquanto isso, Denise Herrmann seguiu afundando a Alemanha, que chegou apenas em 12º na metade.

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Insira uma legenda

Na 3ª perna, quem começou a aparecer foi a Bielorrússia e a Polônia, que se recuperavam por conta dos inúmeros erros das outras equipes. Após o 6º tiro, Dzinara Alimbekava era a líder, mas foi ficando pra trás na hora da troca. Quem entregou na frente foi a Polônia, com 8s sobre a França, 12s sobre a Itália e 17s sobre a Bielorrússia. Neste momento, Suécia e Noruega estavam a 1min das líderes e a Alemanha a 1min12s. Darya Domracheva veio pela Bielorrussia e foi perfeita no 1º tiro, assumindo a liderança por 11.4 sobre a França, de Anais Bescond, 14.9 sobre a Polônia e 16.4 sobre a Eslováquia. Na última sessão, a bielorrussa assustou errando 3 tiros, mas com os extras conseguiu acertar e saiu na frente. Bescond precisou de 2 extras e saiu 6.4 atrás, mas quem aproveitou o erro do resto foi Hanna Öberg, da Suécia, que foi perfeita e saiu da linha de tiro em 3º a 10.9 de Domracheva. Com boa vantagem, a bielorrussa disparou e foi pra vitória, completando em 1:12:03.4, dando um ouro totalmente inesperado. Öberg ultrapassou Bescond e levou a prata 10.7 atrás da campeã e a França foi bronze a 17.6, com Noruega em 4º, Eslováquia em 5º e uma decepcionada Laura Dahlmeier completando pra Alemanha em 8º.

Snowboard

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Na 1ª final da história do Big Air feminino, a austríaca campeã mundial Anna Gasser levou o ouro com 185,00. Ela abriu com 85,50 na 1ª passagem e fez 89,00 na segunda. Bicampeã do slopestyle, a americana Jamie Anderson fez 90,00 no 1º salto e 87,25 no 2º e liderava a prova.

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Anderson, Gasser e Sadowski-Synnott. Foto: FIS

Na 3ª tentativa, Anderson fez apenas 47,50 e não melhorou sua pontuação total, ficando com 177,25. Só que Gasser, última a descer, deu um show e tirou 96,00, para somar 185,00 e pegar o ouro no último salto! A neozelandesa Zoi Sadowski Synnott ficou com o bronze com 157,50, a 1ª medalha de seu país em Jogos de Inverno desde Albertville-1992.

Combinado Nórdico

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Fechando as disputas na modalidade, a prova por equipe na rampa longa com o revezamento 4x5km. Nos saltos, a Áustria abriu vantagem com 469,5 pontos, pouco acima da Alemanha com 464,7, o que dava apenas 6s de vantagem no cross-country. O melhor salto dos austríacos foi de Wilhelm Denifl com 124,4 pontos, enquanto no lado alemão foi o de Johannes Rydzek, campeão olímpico na prova individual, com 129,3. O Japão ficou em 3º com 455,3 (19s atrás) e a forte equipe da Noruega em 4º com 449,2 (27s). Com 417,9 (1min09s), a França aparecia num já distante 5º lugar.

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Foto: FIS

Denifl abriu pra Áustria no revezamento, mas logo foi alcançado pelo alemão Vinzenz Geiger, que passou e entregou para Fabian Riessle em 1º, com 12s de vantagem para a Noruega e para a Áustria. Na 2ª perna Riessle seguiu abrindo pro dream team alemão e entregou para Eric Frenzel com 42s de vantagem, que passou a bola pra Rydzek com 1min de vantagem. Enquanto isso, lá atrás, Áustria e Noruega brigavam pela prata. Mas os austríacos abriram um pouco com Bernhard Gruber. Na última perna, Joergen Graabak forçou para alcançar os austríacos e passar, colocando a Noruega na frente com uma boa vantagem faltando 1,5km. Rydzek completou em 46:09.8, a Noruega foi prata 52.7 atrás e a Áustria pegou bronze a 1:07.8. Com isso, a Alemanha sai com os 3 ouros do combinado nórdico, repetindo o feito da Finlândia em Salt Lake City-2002.

Hóquei no Gelo

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No maior duelo da atualidade no esporte, Canadá e Estados Unidos fizeram um jogão, extremamente disputado e imprevisível. As americanas abriram o placar no finzinho do 1º período com Hilary Knight num powerplay. Com 2min do 2º período, o Canadá empatou com Haley Irwin e virou 5min depois com Marie-Philip Poulin. Faltando pouco mais de 6min pro fim, Monique Lamoureux empatou e levou o jogo pra prorrogação, que persistiu sem gols.

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Foto: IIHF

A decisão foi pros shootout, portanto. Duas erraram de cada lado e na 4ª rodada as duas equipes marcaram. Estava 2-2. Mais um erro pra cada lado e, nas cobranças alternadas, os EUA vieram com Jocelyne Lamoureux, que marcou. E o Canadá entrou com sua grande jogadora, Meghan Agosta, que errou e finalmente deu o ouro pros Estados Unidos após 20 anos de espera!

Esqui Freestyle

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O americano Alex Ferreira abriu a final do halfpipe masculino com 92,60, seguido do canadense Noah Bowman com 89,40. Na 2ª passagem, o neozelandês Nico Porteous fez 94,80 para assumir o 1º lugar, mas mais tarde veio Ferreira e melhorou para 96,00. Enquanto isso, o campeão de Sochi, o também americano David Wise, havia caído nas 2 primeiras passagens.

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Ferreira, Wise e Porteous. Foto: FIS

Na última descida, Wise tirou alguns coelhos da cartola e fez uma grande prova, atingindo 97,20 pontos! Ferreira voltou e conseguiu melhorar sua nota para 96,40, mas não alcançando seu compatriota. Porteous levou o 2º bronze neozelandês do dia. Nada mal para um país que não medalha em Jogos de Inverno desde 1992.

Curling

Suíça e Grã-Bretanha começaram o dia com a disputa do tiebreak para definir a última vaga nas semifinais e os suíços venceram por 9-5. À noite, Niklas Edin e sua excelente equipe sueca passeou pelos suíços com 9-3 em 8 ends e se garantiram na decisão. Na outra partida semifinal, um jogo muito travado entre Canadá e Estados Unidos. Com 7 ends, a partida estava em 2-2 e o Canadá tinha o martelo, mas dois erros seguidos de Kevin Koe deram 2 pontos de graça pros americanos, que forçaram 1 ponto pro Canadá no 9º e fecharam com 5-3 para chegar na final. Desde que o curling voltou em Nagano-1998 que não teremos Canadá nas finais por equipes.

 

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 12

Recorde de Marit Bjoergen, derrotas pra Holanda na patinação, medalha americana inédita e um fato histórico pro esporte brasileiro!

Patinação Artística

 

Foi um dia histórico para o esporte brasileiro no programa curto feminino na terça-feira. Segunda a competir, a brasileira Isadora Williams estava confiante e calma e fez uma bela apresentação, cravando todos os movimentos e sem descontos ao som de Hallelujah, de k.d. Lang, tirando 29,83 nos elementos e 25,91 no componentes do programa (nota média 6,5), somando 55,74. Isadora bateu o seu recorde pessoal em 2 pontos e precisaria ficar à frente de 6 patinadoras para conseguir a inédita vaga no programa longo. E conforme cada uma ia se apresentando, a pontuação vinha inferior à da brasileira. Treze atletas tiraram menos que a brasileira, que terminou na espetacular 17ª posição garantindo seu nome na final olímpica.

A russa Evgenia Medvedeva foi a 25ª a competir e com uma apresentação quase perfeita (9,60 de média nos componentes) tirando 81,61 e estabelecendo o novo recorde mundial no programa curto. Mas alguns minutos depois veio a sua maior adversária pro ouro, a sua compatriota Alina Zagitova, de apenas 15 anos. Ela foi levemente pior nos componentes, mas melhor nos elementos e somou 82,92, melhorando o recorde mundial e terminando o programa curto na frente. A canadense Kaetlyn Osmond ficou em 3º com 78,87 seguida das japoneses Satoko Miyahara com 75,94 e Kaori Sakamoto com 73,18.

Esqui Alpino

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Na final do downhill feminino, Tina Weirather, de Liechtenstein, bronze no Super-G foi a 3ª a descer e assumiu a liderança com 1:39.85. Só que logo depois veio a italiana Sofia Goggia, que faz uma grande temporada nesta prova e voou pra marcar 1:39.22 e se tornar a nova líder. Aí veio Lindsey Vonn. Em sua última Olimpíada, a americana venceu esta prova em 2010 e vem de várias vitórias na temporada, mas cometeu alguns pequenos erros no início da descida e fez 1:39.69, 2º lugar no momento.

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Mowinckel, Goggia e Vonn. Foto: Agence Zoom

A que chegou mais perto depois delas foi outra americana, Alice McKennis, com o 4º tempo do momento 1:40.24. A 19ª a descer foi a norueguesa Ragnhild Mowinckel que começou com parciais abaixo da italiana, passou acima na 4ª parcial, encostou na 5ª a apenas 0.04 e fechou com 1:39.31, 0.09 pior e com a prata. A americana acabou com o bronze.

Cross Country

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Nas semifinais do sprint por equipes feminino, sem surpresa, com Marit Bjoergen e Maiken Caspersen Falla colocando a Noruega em 1º na 1ª semifinal com 16:33.28, seguida da boa dupla da Suíça a 6.55. Na 2ª semi, Kikkan Randall e Jessica Diggins venceram pros Estados Unidos com 16:22.56, seguidas da Suécia de Stina Nilsson e Charlotte Kalla.

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Kikkan Randall e Jessica Diggins. Foto: NordicFocus

Na final, como esperado, Noruega, Suécia e Estados Unidos foram pra frente e abriram sobre o resto. Na última perna, tivemos o duelo entre Diggins, Nilsson e Falla, que se alternavam na frente, mas no quilometro final, Diggins e Nilsson apertaram, deixando a norueguesa levemente pra trás. Elas entrara juntas na reta final e a americana superou a sueca pro 1º ouro da história dos Estados Unidos no esqui cross-country. Estados Unidos venceu com 15:56.47, Suécia prata com 15:56.66 e a Noruega foi bronze com 15:59.44. Com esse bronze, Marit Bjoergen se tornou a maior medalhista da história em Jogos de Inverno, com 7 ouros, 4 pratas e 3 bronzes, 14 medalhas no total, passando as 13 de Ole Einar Bjoerndalen! Bjoergen só perde no total para Michael Phelps (28) e Larisa Latynina (18).

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Na prova masculina, os atletas da Rússia venceram a 1ª semi com 15:58.84 com a Suécia em 2º a apenas 0.15. Na 2ª semi, Johannes Hoesflot Klaebo e Martin Johnsrud Sundby colocaram a Noruega em 1º com 16:03.97, a França foi 2ª a 0.48 e os Estados Unidos surpreendeu em 3º a 0.72.

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Johannes Hoesflot Klaebo. Foto: Reuters

Na decisão, Noruega, Rússia, França e Suécia foram pra frente. No final, não deu pra ninguém. A dupla da Noruega foi perfeita e venceu com 15:56.26, dando o 6º ouro pra Noruega no cross-country nesses Jogos, o 3º do Klaebo. Alexander Bolshunov fechou bem e deu a prata pros russos a 1.71 da Noruega e Richard Jouve a 2.02 pra dar o bronze pra França.

Bobsled

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A alemã Mariama Jamanka seguiu na liderança após a 3ª descida do bobsled feminino. Com 50.49, ela somou 2:31.75. Mas a americana Elana Meyers Taylor fez o melhor tempo na 2ª descida 50.46 e diminui a vantagem da alemã para a 4ª para apenas 0.04. Bicampeã olímpica, a canadense Kaillie Humphries fez sua melhor descida até então com 50.52 para manter o 3º lugar a 0.37 da líder e a americana Jamie Greubel Poser em 4º a 0.42 de Jamanka.

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Buckwitz e Jamanka. Foto: IBSF

Na descida final, a alemã Stephanie Schneider fez 50.70, melhor tempo na descida final  somou 3:22.97 e passou Jamie Greubel Poser, que ficou com 3:23.02. Humphries e Phylicia George completaram em 50.77 e garantira o bronze ao somar 3:22.89. Meyers Taylor e e sua pusher Lauren Gibbs fizeram mais uma vez uma saída impressionante, mas perderam aos poucos durante a descida e, com 50.73, somaram 3:22.52. Jamanka e Lisa Buckwitz não largaram bem e chegaram a ficar 0.17 atrás da americana, mas foram recuperando na descida até fechar com 50.70, somando 3:22.45 pro ouro.

Patinação de Velocidade

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Na perseguição por equipes feminina, sem surpresas nas semifinais com a vitória da Holanda sobre as americanas na 1ª e do Japão sobre as canadenses na 2ª. O Japão já mostrou força na semi ao vencer com 2:58.94 contra 3:00.41 das holandesas na outra semi.

Speed Skating - Winter Olympics Day 12

Time do Japão. Foto: ISU

Na disputa do bronze, Estados Unidos venceu o Canadá por 2:59.27 a 2:59.72. As canadenses chegaram a ficar 3s atrás, mas foram crescendo no final e por pouco não venceram. Brittany Bowe e Heather Bergsma quase que precisaram empurrar a Mia Manganello na chegada. Na decisão, o Japão liderou nas 2 primeiras voltas, aí a Holanda com Marrit Leenstra, Ireen Wust e Antoinette de Jong passou na frente, mas faltando 1 volta e meia, o Japão cresceu com Nao Kodaira, Miho Takagi e Ayano Sato e fechou com 2:53.89, novo recorde olímpico, contra 2:55.48 das holandesas. Ireen Wust faturou sua 11ª medalha olímpica!

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Entre os homens, a Coreia do Sul derrotou a Nova Zelândia na 1ª semi com 3:38.82 a 3:39.53, garantindo medalha. Na outra semi, a Holanda foi surpreendida pela Noruega por 3:37.08 a 3:38.46. Mesmo com Patrick Roest, Sven Kramer e Jan Blokhuijsen, a Holanda caiu pra equipe liderada pelo campeão dos 500m Sverre Lunde Pedersen.

Speed Skating - Winter Olympics Day 12

Time da Noruega. Foto: Getty Images

No bronze, a Holanda voou para acabar com qualquer chance da Nova Zelândia vencendo por 3:38.40 contra 3:43.54. Já na decisão, a Noruega começou mais forte, liderando por 4 voltas, quando a Coreia do Sul se recuperou e assumiu a ponta, mas apenas por uma volta. A Noruega cresceu e forçou até levar o ouro com 3:37.32 contra 3:38.52 dos coreanos.

Esqui Freestyle

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O suíço Alex Fiva foi o melhor na rodada de ranqueamento do Ski Cross masculino com 1:08.74, seguido do russo Sergey Ridzik com 1:09.21. Nas 8as de final, Fiva venceu a sua bateria para avançara para as 4as. Entre os eliminados ainda nas 8as, dois favoritos ao pódio, o sueco Victor Oehling Norberg e o canadense Christopher Delbosco, que caiu feio e precisou de atendimento médico. Na 1ª bateria das 4as, Fiva se envolveu num acidente com o austríaco Adam Kappacher e foi eliminado. Na 4ª bateria, foi a vez do francês campeão em Sochi Jean-Frederic Chapuis ficar em último e não avançar.

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Ridzik, Leman e Bischofberger. Foto: FIS

Na semifinal 1, o canadense Brady Leman avançou com o suíço Marc Bischofberger para a final, enquanto na 2ª semi avançaram o também canadense Kevin Drury e o russo Sergey Ridzik. Leman foi finalista em Sochi, terminando em 4º lugar atrás de 3 franceses. Entre os eliminados na semifinal, o esloveno campeão mundial Filip Flisar e o francês vice olímpico em Sochi, Arnaud Bovolenta. Na decisão, Leman ficou com o ouro a frente de Bischofberger. Drury e Ridzik se chocaram e o canadense perdeu um dos esquis na confusão. Ridzik se arrastou no resto do percurso para terminar e ficar com o bronze.

Hóquei no Gelo

A grande surpresa das 4as de final do torneio masculino foi a derrota da Suécia, equipe com a melhor campanha na 1ª fase, para a Alemanha, que passou em 3º lugar no grupo. A Alemanha abriu 2-0 com 2 gols em menos de 30s no 1º tempo e o jogo acabou em 3-3, indo pra prorrogação. Com 1min30 de jogo no período adicional, Patrick Reimer marcou e classificou seu país pra semifinal olímpico pela 1ª vez desde 1976. Os alemães enfrentarão na semifinal o Canadá, que venceram a Finlândia pelo magro placar de 1-0.

Do outro lado da chave, a República Checa venceu nos shootouts os Estados Unidos após empate em 2-2. Apenas Petr Koukal marcou o seu shootout entre os 10 que cobraram (5 de cada lado). Eles enfrentarão os Atletas Olímpicos da Rússia na semi, que passaram com tranquilidade pela Noruega, por 6-1.

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A Finlândia venceu as russas na disputa do bronze no feminino. Após abrir 2-0, a Rússia diminuiu, mas Linda Välimäki ampliou pra 3-1. No começo do 3º período, Liudmila Belyakova diminuiu para 3-2, mas a Finlândia segurou a equilibrada partida para ficar pela 3ª vez na história com o bronze.

Curling

A Suécia venceu seus 2 jogos finais no feminino com 8-4 na China e 9-6 nos Estados Unidos e fechou em 2º lugar no geral atrás da Coreia do Sul, que fechou com mais duas vitórias: 11-2 nas russas e 9-3 na Dinamarca. A Grã-Bretanha, liderada por Eve Muirhead, venceu o Canadá de Rachel Homan por 6-5 e também se classificaram. Mesmo perdendo de 8-4 pra Suíça, o Japão conseguiu a última vaga para as semifinais. Outros resultados: Suíça 6-4 Dinamarca e Canadá 9-8 Rússia. Nas semifinais, teremos Coreia do Sul x Japão e Suécia x Grã-Bretanha.

Entre os homens, a Noruega se despediu com 7-2 sobre a já líder da 1ª fase Suécia. Estados Unidos venceu 10-4 Grã-Bretanha, Canadá fez 8-3 na Dinamarca e a Coreia do Sul derrotou 10-4 o Japão. Suécia, Canadá e Estados Unidos avançaram pra semifinal. Suíça e Grã-Bretanha precisam disputar uma partida de tiebreak para definir a última vaga.

Snowboard

O canadense Max Parrot foi o melhor no Grupo 1 na quali do Big Air masculino com 92,50 no 2º salto, seguido do sueco Niklas Mattsson com 90,00 e do americano Kyle Mack com 88,75. No 2º grupo, a vitória foi do neozelandês Carlos Garcia Knight com espetaculares 97,50! O suíço Jonas Bösiger com 96,00 e o canadense Mark McMorris com 95,75 vieram em seguida.

Quadro de medalhas após 12 dias e 76 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 11

Foi uma terça-feira espetacular nos Jogos com uma das noites mais bonitas da história da patinação, o show Martin Fourcade, uma incrível final de patinação de velocidade e um pódio em toda a Alemanha.

Patinação Artística

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Foi uma noite espetacular no longo programa de dança artística, mas a coisa pegou fogo no último grupo com as cinco últimas duplas. Os italianos Anna Cappellini/Luca Lanotte fizeram 108.34 para somar 184.91, atrás dos russos Ekaterina Bobrova/Dmitri Soloviev com 186.92. Então foi a vez dos irmãos americanos Maia e Alex Shibutani que, ao som de Paradise do Coldplay, eles somaram 192,59. Seus compatriotas Madison Hubbell/Zachary Donohue ficaram em 3ª na dança curta por centésimos, mas depois do longo eles estavam atrás do Shibutani com 187,69.

Figure Skating - Winter Olympics Day 11

Papadakis, Cizeron, Virtua, Moir, Maia e Alex Shibutani. Foto: ISU

Mas antes tivemos a bela apresentação dos franceses Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron, que venceu com recorde mundial no programa longo com 123,35 e no total com 205,28. Só faltavam os canadenses Tessa Virtue/Scott Moir, melhores no programa curto. Em uma apresentação espetacular ao som da trilha sonora do filme Moulin Rouge, Virtude e Moir foram impecáveis, mas eles tiraram menos que os franceses: 122,40. Mas, como eles haviam feito melhor no programa curto, somaram 206,07 para levar o ouro e o recorde mundial total. 5ª medalha olímpica dos dois.

 

Patinação de Velocidade em Pista Curta

Screen Shot 2018-02-21 at 00.37.53Era difícil alguém prever o que aconteceria na final do revezamento 3.000m feminino. Na Final B, a disputa entre Hungria e Holanda foi ótima e ambas terminaram abaixo do recorde mundial sul-coreano de 2016, mas com a Holanda na frente com 4:03.471 contra 4:03.603 da Hungria. A Holanda garantia o 5º lugar. Mas…

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 11

Coreia, Itália e Holanda no pódio. Foto: ISU

Na grande final, Coreia do Sul, China, Itália e Canadá. As 4 equipes estavam juntas, mas na 23ª volta de 27, uma sul-coreana caiu na troca e atrapalhou Itália e Canadá. Na frente, Coreia e China estava lado a lado até o ataque de Choi Minjeong, deixando a chinesa Fan Kexin pra trás e levando o ouro com 4:07.361, seguida da China com 4:07.424. Após a queda, a Itália acabou em 3º com o bronze com 4:15.901 e o Canadá em 4º com 2:26.361. Mas aí os árbitros entraram em cena. No momento da queda da sul-coreana, as canadenses não se tocaram e não fizeram a troca corretamente, sendo desclassificadas, E a China também acabou penalizada! Com isso, a Holanda herdou o bronze tendo vencido a Final B! E com recorde mundial! Algo inimaginável.

Antes, tivemos as eliminatórias dos 1.000m feminino, marcadas pelo fim do sonho olímpico de Elise Christie. Na 5ª bateria, a britânica que levou tudo no último Mundial deu adeus aos Jogos desclassificada e com cartão amarelo. Uma Olimpíada para esquecer. Todas as outras favoritas avançaram, como as 3 sul-coreanas, as 3 canadenses, a italiana Arianna Fontana, a chinesa Li Jinyu e as 3 holandesas.

Nos 500m masculino, o chinês Wu Dajing venceu a 1ª bateria com 40.264, estabelecendo um novo recorde olímpico. Na 4ª, o canadense Charles Hamelin foi penalizado e desclassificado e na 5ª, o holandês Sjinkie Knegt também foi penalizado por empurrar. Sua 3ª desclassificação nos Jogos, mas pelo menos ele saiu com a prata nos 1.500m. Os 3 sul-coreanos e os irmãos húngaros Shaoang Liu e Shaolin Sandor Liu venceram sua baterias.

Biathlon

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O revezamento misto 2x6km+2×7,5km começou com um show da italiana Lisa Vittozzi, atirando rapida e perfeitamente nas duas sessões, liderando toda a perna, mas seguida de perto pela Alemanha com Vanessa Hinz e pela França de Marie Dorin Habert, que também foram perfeitas no tiro. Na 2ª perna entraram Dorothea Wierer, Laura Dahlmeier e Anais Bescond. No 3º tiro, Wierer e Dahlmeier zeraram enquanto Bescond precisou de um tiro extra. Na 4ª, todas precisaram de extras, mas Dahlmeier abriu na liderança entregando para os homens com 30s sobre a Itália, 32s sobre a Bielorrússia, que contou com uma grande prova de Darya Domracheva, e 49s sobre a França.

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Dorin Haber, Bescond, Desthieux e Fourcade. Foto: IBU

A Alemanha continuou muito bem, agora com Erik Lesser, que não precisou de nenhum tiro extra, enquanto Itália, Bielorrússia e França vinha juntas mais pra trás. Johannes Thingnes Boe fazia uma excelente recuperação pra Noruega e entregou com França e Itália para a última perna. Martin Fourcade vinha pela França buscando a liderança alemã, que contava com o campeão do sprint Arnd Peiffer. Os dois chegaram juntos pro último tiro. enquanto Fourcade foi perfeito, Peiffer foi péssimo. Errou 4 tiros, precisou dos 3 extras e ainda precisou dar uma volta de 150m de penalidade. Nisso, Emil Hegle Svendsen colocou a Noruega em 2º com 12s de vantagem sobre Itália e Alemanha. COm enorme vantagem, Fourcade fechou pra França com o ouro em 1:08:34.3 e a Noruega foi prata a 20.9. No sprint final, Dominik Windisch superou Peiffer, levando o bronze pra Itália. Peiffer afundou a Alemanha e ele sequer estava inscrito pra prova inicialmente. Era para Simon Schempp competir, mas os técnico optaram pela troca. Fio a 5ª medalha de ouro de Fourcade, que se torna o maior campeão olímpico da história da França, seja verão ou inverno.

Combinado Nórdico

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O japonês Akito Watabe foi o melhor nos saltos do LH/10km com 138,9 pontos, seguido bem perto do norueguês Jarl Magnus Riiber, com 138,6, dando apenas 1s de vatagem pro japonês. O austríaco Wilhelm Denifl foi o 3º com 135,0 (16s atrás), seguido da armada alemã com Eric Frenzel (24s), Johannes Rydzek (31s) e Fabian Riessle (34s).

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Pódio alemão: Frenzel, Rydzek e Riessle. Foto: dpa

No cross-countruy, foi a vez dos alemães fazerem uma grande prova de recuperação, brilhando para cruzarem praticamente juntos a linha de chegada. Johannes Rydzek foi campeão com 23:52.5, seguido de Riessle com 23:52.9 e de Frenzel com 23:53.3. Riiber terminou em 4º a 2.8 e Watabe em 5º a 12.5.

Esqui Freestyle

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A canadense Cassie Sharpe deu um show na final do halfpipe em esqui feminino. Na 1ª rodada marcou 94,40, mas a francesa Marie Martinod, prata em Sochi, vinha logo atrás com 92,20 e a americana Brita Sigourney em 3º com 89,80. Na 2ª passagem, Sigourney marcou 88,60, mas Martinos melhorou para 92,60 e Sharpe também cresceu para 95,80.

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Martinod, Sharpe e Sigourney. Foto: FIS

Na passagem final, a americana Annalisa Drew fez 90,80, roubando o bronze de Sigourney, que respondeu logo em seguida com 91,60, retomando o bronze. Quando Martinod caiu, o ouro já era de Sharpe, que caiu na 3ª, marcando 42,00. Sem considerar a última passagem, a sequencia da canadense desde a quali foi sempre crescente: 93,00, 93,40, 94,40 e 95,80.

Na quali do halfpipe masculino, o domínio foi todo americano. Aaron Blunck fez 94,40, Alex Ferreria 92,60 e Torin Yates-Wallace 89,60. Em seguida os irmãos neozelandeses Byron Wells com 88,60 e Beau-James Well com 88,20.

Bobsled

Na abertura da competição feminina, a americana Elana Meyers Taylor saiu na frente na 1ª descida com 50.52, seguida da alemã Mariama Jamanka com 0.02 atrás e da tabém americana Jamie Greubel Poser a 0.07. Na 2ª descida, Jamanka foi a melhor com 50.72, assumindo a liderança geral com 1:41.26, com Meyers Taylor na cola a 0.07. Três trenós vem logo atrás muito próximos entre si: a alemã Stephanie Schneider a 0.03, Greubel Poser a 0.32 e a bicampeã olímpica Kaillie Humphries a 0.34.

Hóquei no Gelo

Os stados Unidos abriram os playoffs com 5-1 sobre a Eslováquia enquanto a Noruega surpreendeu a Eslovênia por 2-1, com gol de ouro em 3min de prorrogação. A Finlândia venceu a Coreia do Sul por 5-2 e também chega às 4as. Para fechar a rodada, Alemanha e Suíça empataram em 1-1. Na prorrogação, Yannic Seidenberg marcou com apenas 26s de jogo, colocando a Alemanha na próxima fase. Eis a chave:

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No torneio feminino, Suécia abriu 1-0 na equipe unificada da Coreia , que emaptou 30s depois com Han soo-jin. Mas logo as suecas aumentaram para 6-1 e conquistaram o 7º lugar. Na disputa do 5º lugar, a Suíca venceu o Japão por 1-0.

Curling

A Suécia de Niklas Edin venceu mais uma no torneio masculino com 7-3 sobre a Itália. O Canadá de Kevin Koe venceu o Japão por 8-4, que se recuperou na sessão noturna com 6-4 na Dinamarca. Outros resultados do dia: Grã-Bretanha 10-3 Noruega, Coreia do Sul 8-7 Suíça, Estados Unidos 8-4 Suíça e Itália 6-4 Noruega.

No feminino, a equipe da Coreia do Sul segue sua ótima campanha, vencendo agora por 9-6 os Estados Unidos. China derrotou o Canadá por 7-5 e as britânicas venceram 8-6 o Japão.

Quadro de medalhas após 11 dias e 69 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 10

Com apenas 3 finais, a segunda-feira em PyeongChang foi tranquila, mas muito emocionante! E a Noruega segue dando show pronta pro topo do quadro de medalhas.

Bobsled

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Não faltaram emoções nas duas descidas finais das duplas masculinas. O alemão Francesco Friedrich fez o melhor tempo na 3ª descida com 48.96, melhor tempo de toda a prova até então. Mesmo assim, ele ficou atrás do canadense Justin Kripps no tempo somado: 2:27.58 contra 2:27.64 do alemão. O alemão Johannes Lochner veio bem consistente também, 0.09 atrás de Kripps. O letão Oskars Melbardis a 0.12 e o 3º alemão Nico Walther a 0.13 mostraram que tudo poderia acontecer na descida final. O trenó brasileiro marcou 50.35, sua pior descida, e terminou na 27ª posição, 3.13 atrás de Kripps. Apenas as 2o melhores duplas avançariam para a 4ª descida.

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Dupla alemã e dupla canadense. Foto: Filip Singer/EPA

Na descida final, Walther foi o 1º a descer dos 5, marcando 49.35 e assumindo a liderança. Depois veio Melbardis com 49.21, melhor tempo da 4ª descida, somando 3:16.91, 0.15 melhor que Walther. Já Lochner não foi bem e terminou atrás dos outros 4 favoritos. Friedrich, pra variar, largou perfeitamente, melhor tempo de largada e pilotou muito bem para se tornar líder com 3:16.86, apenas 0.05 melhor que o letão. Restava apenas Kripps, que a cada parcial ou estava na frente do alemão ou levemente atrás. Até que na chegada, marcou o mesmo tempo de 3:16.86 e com isso tivemos um raro empate pro ouro olímpico!  Tá mais que na hora da IBSF começar a cronometrar usando os milésimos.

Patinação de Velocidade

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A disputa dos 500m masculino pegou fogo no oval. Na 1ª das 18 baterias, o japonês Tsubasa Hasegawa abriu com 35.08, ficando por um bom tempo na liderança. Na 10ª bateria, o holandês Jan Smeekens com 34.93 assumiu o topo, mas foi desbancado na 12ª bateria pelo chinês Gao Tingyu com 34.65. Na 14ª, o sul-coreano Cha Min Kyu igualou o recorde olímpico com 34.42 e foi pro topo pra delírio do público.

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Cha, Lorentzen e Gao. Foto: ISU

Só que na 16ª veio o favorito, o norueguês Havard Lorentzen. Ele largou pior que o coreano, marcando 9.74 nos 100m contra 9.63, mas foi crescendo e completou os 500m com 34.41, novo recorde olímpico por apenas 1 centésimo, jogando um balde de gelo na torcida. Nas duas baterias restantes, quem chegou mais perto do pódio foi o finlandês Mika Poutala com 34,68, ficando a 0.03 do bronze do chinês Gao. Mais uma vez os holandeses ficam fora do pódio dos 500m, a pior prova historicamente pro país. Vale destacar o ótimo 20º lugar do colombiano Pedro Causil, com 35.196.

Nas eliminatórias da perseguição por equipes feminina, a Holanda marcou o melhor tempo com 2:55.61, novo recorde olímpico, com seu super time formado por Marrit Leenstra, Ireen Wüst e Antoinette de Jong. O Japão fez o 2º tempo com 2:56.09. Nas semifinais, a Holanda enfrentará os Estados Unidos, 4º com 2:59.75, e as japonesas pegam o Canadá, 3º com 2:59.02. China e Alemanha farão a Final C e Coreia do Sul e Polônia a Final D.

Saltos em Esqui

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Como esperado, a prova por equipes do Large Hill ficou entre Noruega, Alemanha e Polônia. A fortíssima equipe norueguesa formada por Daniel-Andre Tande, Andreas Stjernen, Johann Andre Forfang e Robert Johansson já largou an frente na 1ª rodada somando 545,9 contra 543,9 da Alemanha e 540,9 da Polônia. A Áustria vinha em 4º, bem longe com 493,7.

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Alemanha, Noruega e Polônia. Foto: FIS

Na 2ª rodada, Tande abriu pra Noruega com 145,5, colocando bela vantagem sobre os concorrentes, enquanto Karl Geiger marcava 131,7 pra Alemanha e Maciej Kot 127,0 pra Polônia. No 2º salto, Stefan Hula marcou 134,8 pra Polônia contra 126,0 de Stephan Leyhe e colocou os poloneses na frente dos alemães. Enquanto isso, a Noruega se firmava na frente e o duelo pela prata foi pro último salto, entre Andreas Wellinger e Kamil Stoch, os dois campeões individuais desses Jogos. Wellinger fez 138,3 contra 134,4 de Stoch e a Alemanha ficou com a prata com 1075,7 contra 1072,4 da Polônia. A Noruega acabou com o ouro com 1098,5.

Hóquei no Gelo

Nenhuma surpresa nas semifinais do torneio feminino. No 1º jogo, a equipe dos Estados Unidos goleou a Finlândia por 5-0, que soube muito bem aproveitar os power plays. Num PP duplo no 2º período marcou dois gols em pouco mais de 30s. Na outra semifinal, o Canadá também aplicou 5-0, mas sobre as Atletas Olímpicas da Rússia. A equipe também marcou dois gols em pouco mais de 30s no 3º período. Com isso, será a 23ª final entre as equipes em 24 Mundiais/Olimpíadas. Nas 22 finais realizadas, são 13 ouros canadense e 9 americanos. Mas desde 2013, a única vitória em finais do Canadá foi nos jogos de Sochi. As americanas venceram os últimos 4 Mundiais (2013, 15, 16 e 17).

Patinação Artística

Figure Skating - Winter Olympics Day 10

Tessa Virtue e Scott Moir (CAN). Foto: ISU

Os canadenses favoritos ao ouro Tessa Virtue e Scott Moir foram os melhores na dança curta, 1ª fase da dança no gelo. A dupla campeã em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014 somou 83,67 pontos, ficando a frente dos franceses Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron, com 81,93. Em 3º lugar, os americanos Madison Hubbell/Zachary Donohue com 77,75 ficando levemente a frente dos compatriotas Alex e Maia Shibutani com 77,73.

Snowboard

Atual campeã mundial do Big Air, a austríaca Anna Gasser obteve a melhor nota na quali da modalidade que faz sua estreia nos Jogos com excelentes 98,00 pontos obtidos no 2º salto. Duas japonesas vieram logo depois: Yuka Fujimori com 94,25 e Reira Iwabuchi com 92,75. A americana bicampeã olímpica do slopestyle Jamie Anderson passou pra final com a 6ª nota: 90,00.

Esqui Freestyle

A canadense Cassie Sharpe obteve a melhor nota na qualificação do halfpipe feminino e, esqui. Na 1ª descida ela já havia feito uma descida espetacular com 93,00 e na 2ª ainda melhorou para 93,40. A francesa Marie Martinod, prata em Sochi, também fez bonito: 91,60 na 1ª descida e 92,00 na 2ª. As americanas Brita Sigourney (90,60 nas duas descidas) e Annalisa Drew (85,40 e 86,00) completaram o top-4. Ouro em Sochi, a americana Maddie Bowman foi 6ª.

Curling

Que dia para a Suécia no curling! Eles estavam invictos no masculino e no feminino, mas nesta segunda-feira perderam os 3 jogos disputados! Entre os homens, a equipe de Niklas Edin apanhou de 10-3 pra Suíça, levando 5 pontos no 7º end! O Canadá de Kevin Koe perdeu de 9-7 pros Estados Unidos e ainda tivemos Grã-Bretanha 7-6 Dinamarca e Coreia do Sul 8-6 Itália. Apesar da derrota, a Suécia já se classificou para as semifinais restando 2 jogos:

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No feminino, a equipe sueca de Anna Hasselborg perdeu de 7-6 pra Coreia do Sul na rodada da manhã e na da noite de 5-4 para o Japão. Já o Canadá de Rachel Homan parece que realmente acordou e venceu por 8-3 as japonesas, 3ª vitória seguida o que coloca o Canadá ainda na briga por vaga na semifinal. Estados Unidos venceu duas partidas: 7-6 na Dinamarca e 10-4 na China. Outros jogos: Suíça 11-2 Atletas Olímpica da Rússia, Grã-Bretanha 8-7 Suíça e Rússia 8-7 Dinamarca. Com esses resultados, a equipe da Coreia assume o 1º lugar da 1ª fase:

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Quadro de medalhas após 10 dias e 64 finais. 27 países já medalharam, um recorde para Jogos de Inverno! 26 países medalharam em 2006, 2010 e 2014.

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 9

Com dois ouros a Noruega assume a liderança do quadro de medalhas, Ucrânia leva o seu 1º ouro, a coroação de Marcel Hirscher e um pódio sem Holanda.

Esqui Alpino

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Numa pista com neve muito compacta, muitos atletas tiveram dificuldade na 1ª descida do slalom gigante masculino. O francês Alexis Pinturault foi o 1º a descer e marcar 1:08.90 e só foi ultrapassado pelo grande austríaco Marcel Hirscher, 5º a descer, com 1:08.27. O norueguês Leif Kristian Nestvold-Haugen fez o 3º tempo com 1:08.93, mas vários dos favoritos tiveram problema principalmente nas três últimas, onde vários escorregaram ou caíram. O brasileiro Michel Macedo finalmente conseguiu fazer sua estreia olímpica. Ainda sentindo o joelho lesionado, ele fazia uma descida lenta para terminar, mas escorregou no final da descida e não terminou.

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Kristoffersen, Hirscher e Pinturault. Foto: AFP/Getty Images

Na 2ª descida, os 30 melhores foram em ordem inversa. 21º a descer e 10º tempo na 1ª parte, o norueguês Henrik Kristoffersen fez grande prova com 1:09.73 somando 2:19.31 para assumir a liderança. O esloveno Zan Kranjec veio logo em seguida com 2:19.77 e aparecia em 2º lugar. Depois veio o francês Victor Muffat-Jeandet, bronze na combinada fez 2:19.85 e aparecia em 3º, mas seu compatriota Thomas Fanara roubou a sua colocação por apenas 0.02. Pinturault não fez grande descida, mas aproveitou a boa vantagem que carregava da 1ª descida e pegou o 2º lugar com 2:19.35. Depois veio Hirscher que novamente fez uma grande prova, 0.04 pior que o Kristoffersen na 2ª descida, mas como tinha enorme vantagem somou 2:18.04 e levou seu 2º ouro nos Jogos, seguido do norueguês e de Pinturault.

Biatlo

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Era esperado a grande disputa entre o francês Martin Fourcade e o norueguês Johannes Thingnes Boe na prova de saída em massa 15km masculina. Na chegada pro 2º tiro, praticamente todo mundo chegou junto, mesmo alguns que tinham errado tiro na 1ª passagem. Os alemães Benedikt Doll e Erik Lesser lideravam após o 2º tiro e Fourcade, que tinha errado 1 na 1ª, estava em 8º a 9.4. Boe errou 3 e despencou, acabando com qualquer chance de pódio. A cada parcial, Fourcade ia se aproximando dos alemães e os 3 com mais 5 atletas chegaram juntos pro 3º tiro, agora em pé.

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Schempp, Fourcade e Svendse. Foto: IBU

Doll errou 1, o norueguês Erlend Bjoentegaard e o sueco Fredrik Lindstroem 2 cada, e Fourcade era o líder, com os alemães Simon Schempp e Lesser na cola. Os três seguiam juntos e abrindo do resto e chegaram pra última série com 35s de vantagem. Fourcade e Doll erraram 1 cada e Lesser 2. Mas a vantagem era tão boa que mesmo com uma volta de penalidade eles ainda eram os líderes. Benedikt Doll e o veterano norueguês Emil Hegle Svendsen zeraram e se juntaram a Lesser na busca dos líderes, uns 20s atrás. Fourcade e Schempp foram lado a lado até o final, entraram juntos na reta final e cruzaram com o mesmo tempo, 35:47.3, mas no photo finish deu o francês por meio pé, faturando seu 4º ouro olímpico. Johannes Thingnes Boe terminou em 16º, a 1:20.0.

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Chegada da saída em massa masculina

Cross Country

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A Noruega faturou o ouro no revezamento 4x10km masculino se recuperando do fracasso na prova em Sochi-2014. Com metade da prova, disputada no estilo clássico, os Atletas Olímpicos da Rússia lideravam enquanto o time norueguês, que vinha com Martin Sundby na 2ª perna, aparecia apenas em 4º, 32s atrás. Mas Simen Hegstad Krueger levou a Noruega de volta pra briga na 3ª perna, entregando em 1º.

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Didrik Tonseth, Martin Johnsrud Sundby, Simen Hegstad Krueger e Johannes Hosflot Klaebo. Foto: NordicFocus

Johannes Hoesflot Klaebo fechou pra equipe, recebendo junto com a França, que fecharia com Adrien Backscheider, enquanto os russos vinham em 3º 16s atrás com Denis Spitsov. Klaebo e o francês foram alcançados pro russo na metade da perna, quando o Backscheider começou a cansar e foi ficando pra trás. No último km, o norueguês apertou e foi deixando Spitsov pra trás até vencer em 1:33:04.9, 9.4 na frente dos russos e 36.9 dos franceses. A Finlândia veio em 4º, 1min40 atrás, e a campeã de 2014 Suécia em 5º, a 2min05. Finalmente Martin Johnsrud Sundby faturou o seu ouro olímpico.

Patinação de Velocidade

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Pela 1ª vez em PyeongChang, a Holanda não subiu no pódio de uma prova da patinação de velocidade de pista longa, nos 500m feminino. Esta é, aliás, a pior prova dos holandeses nos Jogos, com apenas 1 bronze em toda a história. Mas a holandesa Jorien Ter Mors bem que tentou, marcando 37.53 na 4ª bateria. Apenas na 11ª a americana Brittany Bowe tirou a liderança de Ter Mors. Ela também fez 37.53, mas saiu na frente nos milésimos: 37.530 contra 37.539. Na 14ª, veio a japonesa Nao Kodaira, grande favorita e imbatível há um bom tempo já nesta prova. Ela voou para marcar 36.94, novo recorde olímpico, assumindo a liderança. Na mesma bateria, a checa Karolina Erbanova pegava o 2º lugar com 37.34.

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Lee, Kodaira e Erbanova. Foto: ISU

Na 15ª, veio a bicampeã da prova, a sul-coreana Lee Sang-hwa. Mas não foi desta vez que Lee entrou pra seleta lista de tricampeões no inverno, ficando 0.39 da japonesa com 37.33 e roubando a prata de Erbanova por 1 centésimo. Na 16ª e última bateria, a austríaca Vanessa Herzog fez 37.51, 4º lugar, selando a vitória japonesa.

Nas baterias eliminatórias da perseguição por equipes masculina, a Coreia do Sul marcou o melhor tempo com 3:39.29, seguida da Holanda, que contou com Koen Verweij, Sven Kramer e Jan Blokhuijsen, com 3:40.03, Noruega com 3:40.09 e Nova Zelândia com 3:41.18. Nas semifinais, os coreanos pegam a Nova Zelândia e os holandeses enfrentam a Noruega. Japão e Itália farão a Final C e Canadá e EUA a Final D.

Esqui Freestyle

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O sueco Oscar Wester foi o melhor na qualificação do esqui slopestyle masculino com excelentes 95,40 pontos e o suíço Andri Ragettli veio em 2º com também excelentes 95,00. Aliás, 8 atletas fizeram mais de 90 pontos na quali. Na final, o norueguês Oysten Braaten abriu com uma volta de 95,00, jogando a pressão pros outros 11 finalistas. O canadense Evan McEachran obteve a 2ª melhor nota com 89,40.

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Goepper, Braaten e Beaulieu-Marchand. Foto: FIS

Na 2ª passagem, o britânico James Woods marcou 91,00 e o canadense Alex Beaulieu-Marchand 92,40, passando McEachran e aparecendo em posição de medalha, enquanto Braaten caía e marcava 46,40. Na 3ª descida, nenhum desses melhorou sua nota enquanto o americano Nick Goepper fez tudo certo para atingir 93,60 e assumir o 2º lugar, tirando o britânico do pódio. Diferente da quali, apenas 5 atletas tiraram 90,00 pontos ou mais. O americano Gus Kenworthy terminou em último na final com apenas 35,00, enquanto o líder da quali Wester foi 11º com 62,00.

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Na decisão do aerials masculino, o chinês Qi Guangpu foi o melhor na Final 1 com 127,44 a frente do russo Pavel Krotov com 126,11, enquanto o americano campeão mundial Jonathon Lellis ficava em 7º com 121,68, se classificando pra Final 2. Na 2ª fase, foi outro chinês que ficou na frente, Jia Zongyang, com 128,76 com o canadense Olivier Rochon colado com 128,05. Só que Qi e Lellis fora eliminados em 7º e 8º respectivamente.

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Jia, Abramenko e Burov. Foto: Reuters

Na Final 3, o russo Ilia Burov começou com 122,17 enquanto Krotov fez um pouso ruim para marcar 103,17. O ucraniano Oleksandr Abramenko fez um ótimo Back Full-Full-Double Full (dificuldade 4,525) nota 28,4 de 30 para assumir a liderança com 128,51. O bielorrusso Stanislau Hladchenko arriscou demais com um Back Double Full-Double Full-Full (dificuldade 4,900), mas caiu e terminou em último com 92,61. Jia fechou a prova com o mesmo salto do ucraniano, tirando praticamente a mesma nota, 28,3, mas ficou em 2º com 128,05 e levou a prata. Primeiro ouro ucraniano em PyeongChang e o 3º da história pro país em Jogos de Inverno. Foi a 4ª Olimpíada de Abramenko, que jamais venceu uma medalha em Mundiais ou Olimpíadas.

Bobsled

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Brasil desce no bobsled de 2. Foto: COB

Começou a disputa do trenó de duplas masculinas. Na 1ª descida o piloto letão Oskars Melbardis ficou com o melhor tempo de 49.08 seguido do canadense Justin Kripps a apenas 0.02 e do alemão Nico Walther a 0.04. Na 2ª descida, Walther marcou o melhor tempo, 49.27, e foi pro 1º lugar geral com 1:38.39, 0.10 melhor que Kripps, 0.19 melhor que o alemão Johannes Lochter e 0.23 na frente de Melbardis. O trenó brasileiro pilotado por Edson Bindilatti fez o 27º tempo na 1ª descida com 50.14 e o 28º na 2ª com 50.22, aparecendo e 27º no geral, 1.97 atrás de Walther. O melhor trenó brasileiro é o de 4 pessoas.

Curling

Niklas Edin e o time da Suécia seguem invictos no torneio masculino, conquistando mais uma vitória de 11-4 sobre o Japão. A Noruega de Thomas Ulsrud respirou ao vencer duas seguidas neste domingo, 10-8 na Dinamarca e 8-5 nos EUA. No grande duelo do dia, numa partida de altíssimo nível, a Suíça venceu por 8-6 o Canadá e as duas equipes vem em 2º lugar no geral, com 4 vitórias em 6 jogos. Outros resultados foram: Japão 8-2 EUA, Dinamarca 9-8 Coreia do Sul e Grã-Bretanha 7-6 Itália. Classificação geral após 6 rodadas:

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No feminino, a equipe sueca também está invicta e venceu por 8-6 o time britânica de Eve Muirhead. O Canadá de Rachel Homan venceu a 2ª, agora com 10-8 na Suíça e a Coreia do Sul segue sua excelente campanha ao passar por 12-5 pela China, conquistando a 4ª vitórias em 5 jogos. Classificação até agora:

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Hóquei no Gelo

No encerramento do Grupo A, a República Checa venceu a Suíça por 4-1 e o Canadá passou pela Coreia do Sul por 4-0. No Grupo C, a Alemanha venceu a Noruega por 2-1 nos shootouts enquanto a Suécia venceu o grupo ao derrotar a Finlândia por 3-1. Com os resultados, Suécia, República Checa e Atletas Olímpicos da Rússia venceram seus grupos e, junto com o Canadá, melhor 2º colocado, já se garantiram nas 4as de final. Eis a chave dos playoffs:

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Nas disputa do 5º ao 8º no feminino, a Suíça passou com 2-0 pelo time unificado da Coreia e vai disputar o 5º lugar contra o Japão, que surpreendeu a Suécia por 2-1, com gol de ouro com 3min na prorrogação de Ayaka Toko. Na 1ª fase, a Suécia havia vencido por 2-1.

Quadro de Medalhas após 9 dias e 61 provas:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 8

Num dia espetacular, a vitória mais inesperada em muito tempo no esqui alpino, o show eslovaco no biatlo, o recorde de Marit Bjoergen e 3 novos bicampeões olímpicos.

Esqui Alpino

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Acho que ninguém poderia prever o que aconteceu na espetacular final do Super-G feminino, muito menos uma snowboarder checa. A americana favorita Lindsey Vonn foi a 1ª a descer e vinha muito bem, mas na penúltima curva saiu do caminho e perdeu preciosos décimos, marcando 1:21.49. Logo depois veio a italiana Johanna Schnarf, que acertou tudo e assumiu a liderança com 1:21.27. Daí em diante as coisas foram definidas nos mínimos detalhes. A suíça Lara Gut fez 1:21.23 desbancando a italiana por 0.04. Mas Tina Weirather, de Liechtenstein, tirou a liderança de Gut por apenas 1 centésimo, com 1:21.22! Seria a 1ª medalha olímpica do pequeno país desde Calgary-1988 e o 1º ouro desde que sua mãe Hanni Wenzel venceu o slalom e o slalom gigante em Lake Placid-1980.

 

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Veith, Ledecka e Weirather. Foto: Reuters

Tudo se encaminhava para o título de Weirather quando apareceu a campeã de Sochi-2014, a austríaca Anna Veith (ex-Anna Fenninger, agora casada). Veith não conseguia grandes resultados desde o casamento e a contusão que a tirou por toda uma temporada, mas ela assumiu a ponta com 1:21.12, 0.10 melhor que Weirather. A prova seguia e iam vindo as atletas pior ranqueadas no circuito e as chance do pódio mudar iam sumindo. Até a 26ª a descer, a checa Ester Ledecka. Ela foi campeã mundial no slalom gigante paralelo do snowboard, mas se aventura também no esqui alpino, apesar de jamais ter tido um pódio em Copas do Mundo. Ledecka foi espetacular e terminou com 1:21.11, tirando o ouro de Veith por 0.01! A checa não acreditava na cronometragem e sua ficha não caía, precisando ser avisada que sim, ela era a nova campeã olímpica, para desespero de Veith. Talvez a medalha olímpica mais inesperada desde a vitória do australiano na patinação de velocidade em 2002. Foi o 1º ouro da República Checa no esqui alpino.

Cross Country

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Com uma brilhante equipe de Ingvild Oestberg, Astrid Jacobsen, Regnhild Haga e Marti Bjoergen, a Noruega ficou com o ouro recuperando da péssima prova de revezamento de 2014. As coisas começaram a se definir na última perna. Noruega, Suécia e Atletas Olímpicas da Rússia fizeram a última troca juntas. Mas Bjoergen e a sueca Stina Nilsson começaram a forçar, deixando a russa Anna Nechaevskaya pra trás e ficaram lado a lado.

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Suécia, Noruega e Rússia. Foto: FIS

Faltando 1,5km, Bjoergen, 13 anos mais velha que Nilsson, forçou muito pra cima da campeã do sprint e começou a abrir distância com menos de 1km pro fim e cruzou com 51:24.3 para levar o ouro, seu 7º ouro olímpico e 14ª medalha no geral! Nilsson fechou pra Suécia com 51:26.3 e as russas ficaram com o bronze com 52:07.6. Finlândia fechou com Krista Parmakoski em 4º a 1:02.6 e a boa equipe norte-americana foi 5ª, 1:20.5 da Noruega. Com o ouro, Bjoergen se igualou ao mito Ole Einar Bjoerndalen com 14 medalhas olímpicas de inverno. E ela tem tudo para ultrapassá-lo.

Biatlo

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Na prova de saída em massa 12,5km feminino, apenas 30 atletas brigando pelo título, incluindo todas as medalhistas dos Jogos e as líderes da Copa do Mundo. A prova começou com 17 zerando, mas a alemã bicampeã dos Jogos Laura Dahlmeier não era uma delas, já que errou um tiro e foi ficando pra trás. Alheia à situação da alemã, a eslovaca Anatasiya Kuzmina seguia muito forte com seu excelente cross-country. Kuzmina seguiu zerando na 2ª e na 3ª, enquanto sua principais concorrentes erravam pelo menos um tiro e foram ficando. Entre elas a bielorrussa Darya Domracheva e a sueca Hanna Öberg.

Pyeongchang Olympics Biathlon

Domracheva, Kuzmina e Eckhoff. Foto: AP

Na última sessão, Kuzmina vinha perfeita e com uma larga vantagem de mais de 40s, o que lhe dava o luxo de errar um tiro. Ela acertou os 4 primeiros e, na hora do 5º demorou muito. Mas muito mesmo. Ficou quase 20s acalmando o nervosismo, at;e que atirou… e errou. Nisso, Domracheva chegou na linha de tiro, mas mesmo cumprindo os 150m de penalidade, Kuzmina tinha uma ótima vantagem e seguiu com folga rumo ao título, completando a prova em 35:23.0 para faturar seu 3º ouro olímpico e sua 3ª medalha em PyeongChang. Domracheva zerou na última e ficou com a prata com 35:41.8 enquanto a norueguesa Tiril Eckhoff, que ficou quietinha a prova tosa apareceu pra pegar o bronze com 35:50.7 e dois erros, deixando a italiana Lisa Vittozzi em 4º e a sueca campeã do individual Hanna Öberg em 5º. A italiana Dorothea vinha numa prova linda, mas errou um na última e terminou em 6º. Dahlmeier errou 2 tiros na prova e se poupou de olho nos revezamentos, terminando em 16º.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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As eliminatórias dos 1.500m feminino contaram com a eliminação precoce da sul-coreana Shim Suk-hee. Na semifinal 1, a sul-coreana Kim Alang venceu seguida da canadense Kim Boutin, enquanto a também canadense Marianne St-Gelais foi penalizada e segue mal nos Jogos. Na 2ª, vitória da holandesa Jorien Ter Mors, que venceu esta distância nos Jogos na patinação em pista longa, seguida da italiana Arianna Fontana. Na última semi, Choi Minjeong venceu pra delírio do público com a húngara Petra Jaszapati em 2º. A chinesa Li Jinyu avançou por vantagem após ser derrubada pela britânica Elise Christie, que também segue zerada no Jogos.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 8

Li, Choi e Boutin. Foto: ISU

Na decisão, show da sul-coreana Choi Minjeong. Depois da desclassificação na final dos 500m, ela veio determinada a vencer, assumindo a liderança com 3 voltas pro fim e abrindo boa vantagem para vencer o 3º ouro sul-coreano nos Jogos com 2:24.948. Li Jinyu pegou a prata com 2:25.703 e a canadense Kim Boutin pegou seu 2º bronze com 2:25.834.

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A 1ª bateria de 4as contou com 3 sul-coreanos para duas vagas nas semis. Seo Yira venceu com 1:24.053 seguido de Lim Hyojun. Na 3ª bateria, o holandês Sjinkie Knegt foi penalizado novamente nos Jogos e fez o americano John-Henry Krueger avançam. Na 1ª semi, Lim venceu e pegou a vaga pra final ao lado do húngaro Liu Sandor Shaolin. Na 2ª, Krueger venceu deixando o sul-coreano Seo Yira em 2º. O canadense Charles Hamelin foi penalizado e avançou seu compatriota Samuel Girard pra decisão.

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Krueger, Girard e Seo. Foto: ISU

Na decisão, os 5 finalistas vinham juntos nas primeiras voltas, com Girard e Krueger levemente a frente. Quando os outros foram pro ataque, o húngaro acabou derrubando os dois sul-coreanos e também caiu. Lá na frente, o canadense e o americano foram pra chegada e Samuel Girard ficou com o ouro com 1:24.650 com Krueger prata 1:24.864. Os coreanos se levantaram e Seo Yira foi bronze com 1:31.619. Krueger levou a única medalha americana nos últimos dois dias.

Patinação Artística

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O programa longo masculino foi espetacular. Depois de ter ido péssimo no programa curto no dia anterior, o americano Nathan Chen fez uma prova incrível com 6 saltos quádruplos, o 1º na história em uma competição oficial, e tirou altíssimos 215,08 no programa longo, a 3ª maior pontuação da história. Mas como tinha ido mal no dia anterior, somou 297,35 no total e teve que aguardar muito, já que ele foi o 9º de 24 a se apresentar. A coisa começou a ser definida no último grupo de 6 patinadores. O chinês Jin Boyang fez 194,45 e somou 297,77 assumindo a liderança.

Figure Skating - Winter Olympics Day 8

Uno, Hanyu e Fernandez. Foto: ISU

Aí veio o campeão de Sochi e bicampeão mundial Yuzuru Hanyu. O japonês teve uma forma impecável e tirou 206,17, graças a uma nota média de componentes 9,66. Ele somou 317,85 para assumir a liderança, restando apenas dois atletas. O espanhol pentacampeão europeu Javier Fernandez também tem altíssimas notas nos componentes e fez uma apresentação sem erros para tirar 197,66, somando 305,24, 2º lugar no momento. Para fechar, o japonês Shoma Uno, que ao som de Turandot, de Puccini tirou 202,73, mesmo caindo num Quádruplo Loop na abertura da sua apresentação. Com 306,90 no total, Uno pegou a prata na dobradinha japonesa e deixando o bronze com o espanhol.

Saltos em Esqui

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O polonês Kamil Stoch foi o melhor na 1ª rodada da final do Large Hill masculino com 143,8 pontos (135,0m), seguido do austríaco Michael Hayböck com 140,4 pontos (140,0m), o salto mais longo da rodada. Campeão do Normal Hill, o alemão Andreas Wellinger ficou em 3º com 138,8 e o norueguês do bigodão Robert Johansson em 4º com 138,3.

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Wellinger, Stoch e Johansson. Foto: FIS

O norueguês Daniel-Andre Tande não tinha ido bem no 1º salto com um 15º lugar, mas no 2º voou para 138,5m assumindo a liderança com 273,1 pontos. Apenas 11 atletas depois que alguém o passou, o medalhista de bronze no Normal Hill, o também norueguês Robert Johansson saltou menos, com 134,5m, mas por conta da boa vantagem no 1º salto somou 275,3. Andreas Wellinger foi muito longe com 142,0m e roubou a liderança com 282,3. Hayböck, entretanto, ficou com apenas 131m e com 267,7 pegava o 5º lugar no momento. Aí veio Kamil Stoch, buscando o bicampeonato. Com 136,5m e 141,9 pontos, Stoch foi o mais regular da prova para somar 285,7 pontos e faturar seu 3º ouro olímpico.

Skeleton

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A austríaca Janina Flock assumiu a liderança geral após a 3ª descida com 2:35.80, apenas 0.02 melhor que a campeã de 2014, a britânica Lizzy Yarnold. A alemã Jacqueline Lölling vinha em 3º a 0.10 e a também britânica Laura Deas em 4º a 0.19. Diferente das otras provas de trenó, o skeleton feminino estava muito imprevisível e até as alemãs Anna Fernstädt e Tina Hermann, 5ª e 6ª, brigavam por medalha.

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Lölling, Yarnold e Deas. Foto: Getty Images

Na última descida, Fernastädt piorou seu tempo em relação a Hermann, que virou líder. Deas desceu e assumiu a liderança por 0.08, que depois foi pra Lölling por 0.17. A britânica Yarnold não teve uma grande largada, mas fez uma descida final impecável numa ótima linha fazendo 51.46, a melhor descida de toda a competição e foi pro topo por 0.45! Só restava Flock, que não foi nada bem, marcou o 10º tempo da 4ª descida e ficou fora do pódio por 0.02!

Esqui Freestyle

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No esqui slopestyle feminino, a sueca Emma Dahlstrom foi a melhor na qualificação com 91,40, seguida de duas norueguesas, Tiril Christiansen com 89,00 e Johanne Killi com 87,80. Na final, nenhuma pegou medalha. A suíça Mathilde Gremaud abriu com 88,00 na 1ª descida da final, ficando na frente por um bom tempo. Sua compatriota Sarah Höfflin vinha logo atrás com 83,80 e a canadense Yuki Tsubota em 3º com 74,40.

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Gremaud, Höfflin e Atkin. Foto: FIS

Na 2ª passagem, a britânica Isabel Atkin com 79,40 e a norueguesa Killi com 76,80 jogaram a canadense para 5º. Na descida final, a americana Maggie Voisin entrou no pódio em 3º com 81,20. Depois veio Höfflin para marcar ótimos 91,20 e assumir a liderança da prova. Gremaud caiu novamente e não melhorou, ficando em 2º, enquanto Atkin roubou o bronze da americana com 84,60.

Os homens participaram da qualificação do aerials. Na 1ª parte, o americano campeão mundial Jonathon Lillis fez a melhor marca com ótimos 127,44, num salto quase perfeito, média 9,60! Os chineses Qi Guangpu com 126,70 e Jia Zongyang com 126,55 vieram logo atrás e os 6 primeiros já se classificaram pra final. Na 2ª quali, que deu mais 6 vagas, foi a vez do russo Ilia Burov ficar na frente com 126,55 numa prova fortíssima, com mais 7 fazendo mais de 120 pontos. Foi tão forte que o campeão de Sochi, o bielorrusso Anton Kushnir ficou em 7º e está fora da decisão.

Curling

Finalmente Rachel Homan e companhia venceram! Depois de 3 derrotas, a grande equipe canadense arrasou o EUA na sessão noturna com 11-3 em apenas 7 ends e dão uma respirada, embora a situação canadense ainda seja bem delicada. A Suécia de Anna Hasselborg venceu 8-7 a Suíça e é a única equipe ainda sem perder no torneio feminino. A equipe chinesa venceu duas e também respira, com 7-6 no Japão e 10-7 na Dinamarca. Outros resultados do dia foram: EUA 7-6 Rússia, Grã-Bretanha 7-6 Dinamarca, Japão 10-5 Rússia e Coreia 7-4 nas britânicas. A classificação após 6 sessões está assim:

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Na rodada masculina, tivemos o duelo dos invictos numa prévia da final. A Suécia de Niklas Edin venceu bem o Canadá de Kevin Koe num jogo muito estudado por 5-2 e chega a 5 vitórias. As outras partidas foram Coreia do Sul 11-5 Grã-Bretanha, Japão 6-5 Itália e Suíça 7-5 Noruega. Após 6 sessões, esta é a classificação:

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Hóquei no Gelo

A República Checa surpreendeu o Canadá na 2ª rodada do Grupo A. Após empate em 2-2, o jogo foi pra prorrogação e pros shootouts, vencidos pelos checos, que chegaram à 2ª vitória. No outro jogo do grupo, a Suíça arrasou a Coreia do Sul por 8-0, com destaque para os 3 gols de Pius Suter.

Já o Grupo B foi encerrado. A equipe russa venceu os americanos por 4-0, 2 de Nikolai Prokhorkin e 2 de Ilya Kovalchuk, e ficou com o título do grupo, se garantindo nas 4as. Na outra partida, a Eslovênia vencia por 2-0 e deixou a Eslováquia empatar. A partida foi pros shootouts e os eslovenos venceram, conquistando o 2º lugar no grupo.

Nas 4as femininas, as russas passaram com 6-2 pela Suíça de virada e vão enfrentar na semifinal o Canadá. A Finlândia arrasou a Suécia por 7-2 na outra partida e se garantiu na semi para enfrentar as americanas.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 7

No dia de derrotas americanas, 7 ouros para 7 países diferentes. Entre eles, o 2º ouro sul-coreano e a coroação de Dario Cologna.

Esqui Alpino

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A final do Super-G masculino começou com os dois primeiros a descer, o italiano Peter Fill e o suíço Mauro Caviezel, errando e não terminando. Depois veio o austríaco Vincent Kriechmayr, que marcou 1:25.13 e ficou na liderança por mais 4 descidas. Até que veio o norueguês Kjetil Jansrud, campeão da prova em 2014, que marcou 1:24.62. Campeã da prova em 2010 e ouro no downhill no dia anterior, seu compatriota Aksel Lund Svindal fez 1:24.93, dando dobradinha norueguesa, mas na ordem inversa do downhill. O seguinte foi o francês Blaise Giezendanner, que jamais teve um pódio em Copas do Mundo, e completou em 1:24.82, se colocando entre os dois noruegueses.

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Feuz, Mayer e Jansrud. Foto: AP Photo

Os seguintes não chegavam a ameaçar o pódio, até que veio o austríaco Matthias Mayer, ouro no downhill em Sochi-2014. Com apenas 4 vitórias na carreira e nenhuma medalha em Mundiais, Mayer faturou seu 2º ouro olímpico ao marcar 1:24.44. Logo depois de Mayer, o suíço Beat Feuz fez 1:24.57 e conquistou sua 2ª medalha nos Jogos. Apenas o italiano Dominik Paris conseguiu entrar no top-20 depois, marcando o 7º tempo. O brasileiro Michel Macedo sentiu dores no joelho e não disputou a prova.

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Na prévia do Super-G masculino, rolou a 1ªª descida do slalom feminino, com a favoritíssima Mikaela Shiffrin. A americana vinha de 7 vitórias na prova nesta temporada da Copa do Mundo e com o retrospecto de jamais ter perdido no slalom em competições globais, somando 3 títulos mundiais e 1 olímpico. Mas na 1ª descida mostrou que não estava no seu dia. A 1ª a descer foi a suíça Wendy Holdener que marcou 48.89 numa prova espetacular. A norueguesa Nina Haver-Löseth fez 49.75 e em seguida veio uma das favoritas, a eslovaca Petra Vlhova, que não foi bem com 51.12.Em seguida veio Shiffrin, que não largou bem, chegou a piorar, mas diminuiu um pouco no final, marcando 49.37. Só que em seguida vieram as suecas Frida Hansdotter e Anna Swenn Larsson com os tempos de 49.09 e 49.29, respectivamente, jogando a americana para 4º lugar 0.48 da líder. Péssima prova de outra eslovaca favorita, Veronika Velez Zuzulova.

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Holdener, Hansdotter e Gallhuber. Foto: CTK

Na 2ª descida, em ordem inversa das 20 melhores, o grande resultado veio com a austríaca Katharina Gallhuber. Com apenas 20 anos, ela tem apenas 29 provas da Copa do Mundo no currículo, nenhum pódio, mas 6 top-10 na temporada. Gallhuber fez 48.83 na 2ª descida, o melhor tempo da prova toda e assumiu a liderança com 1:38.95. 5 atletas depois, foi a vez de Shiffrin. Ela começou mal novamente, perdendo meio segundo da vantagem de 0.75 que tinha da austríaca, melhorou, mas com dois errinhos na prova, somou 1:39.03 aparecendo na 2ª posição. Larsson veio depois pegando o 3º lugar com 1:39.61. Só que Frida Hansdotter não se intimidou, marcou 49.54, a 2ª melhor na 2ª descida, e com 1:38.63 assumiu a liderança. Para fechar o grupo das melhores, Holdener largou com apenas 0.20 de vantagem sobre a sueca e, na 1ª parcial, já estava 0.01 acima. A diferença seguiu mínima até encerrar com 1:38.68, pegar a prata e jogar Shiffrin para fora do pódio, em 4º lugar. Aos 32 anos e após 3 pódios seguidos em mundias, Hansdotter faturou sua 1ª medalha olímpica.

Skeleton

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Nada como coroar uma temporada perfeita com uma competição olímpica perfeita. E em casa! O sul-coreano Yun Sungbin foi o melhor nas 4 descidas do skeleton masculino, marcando 50.28, 50.07, 50.18 e 50.02 para ficar com o ouro com 3:20.55, com uma vantagem absurda sobre o 2º colocado. Maior nome do esporte na história, octacampeão da Copa do Mundo e pentacampeão mundial, o letão Martins Dukurs vinha em 2º lugar, longe de Yun, mas com 0.07 de vantagem sobre o russo Nikita Tregubov. Só que um erro na última descida do letão o fez perder centésimos preciosos e terminar na ingrata 4ª colocação com 3:22.31.

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Tregubov, Yun e Parsons. Foto: IBSF

Tregubov aproveitou o erro de Dukurs para ficar com a prata com 3:22.18 e o britânico Dominic Parsons foi bronze a apenas 0.02 do russo. Tomass Dukurs, irmão mais velho de Martins, foi 5º com 3:22.74. Uma pena foi o erro do neozelandês Rhys Thornbury, que brigava para ficar entre os 8 melhores, mas errou feio na largada da última descida, quando o trenó saiu dos grooves, e acabou em 14º.

As mulheres fizeram as suas duas primeiras descidas no skeleton e está um reflexo do que foi a temporada: muito equilíbrio. A alemã Jacqueline Lölling lidera com 1:43.86 e a austríaca Janine Flock vem logo atrás a 0.02. Depois temos as britânica Lizzy Yarnold, campeã de Sochi, a 0.10 e Laura Deas a 0.17.

Snowboard

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Líder da Copa do Mundo, a italiana Michela Moioli vem numa temporada excepcional e foi uma das responsáveis por mais um enorme fracasso americano no dia. Na qualificação, que acabou classificando todas as 24 que participaram (eram 26 inscritas, mas a canadense Meryeta Odine e a brasileira Isabel Clark não competiram), a checa campeã de Sochi Eva Samkova fez o melhor tempo com 1:16.84, mas Moioli veio logo em seguida com 1:16.97. Nas 4as de final, sem grandes surpresas. Já na 1ª semifinal, Samkova saiu vitoriosa com a americana Lindsey Jacobellis em 2º e a búlgara Aleksandra Jekova em 3º. Na 2ª bateria, Moioli e as francesas Chloé Trespeuch e Julia Perera de Sousa Mabileau avançaram pra final, graças a um acidente que tirou as outras 3 da prova.

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Mabileau, Moioli e Samkova.

Jacobellis é pentacampeã e a atual campeã mundial, mas segue sem ouro olímpico. Tinha tudo para levar em 2006, mas fez uma graça no último salto e caiu, perdendo o ouro. Depois em 2010 e 2014 ficou sem medalha. Na grande decisão, a americana saiu melhor e foi pra frente, mas no meio da prova Moioli a ultrapassou e segurou a liderança para levar o ouro. Jacobellis ainda viu Mabileau, Samkova e Trespecuh a ultrapassarem e, na chegada, Trespeuch caiu e a americana acabou na 4ª posição. Mabileau, de apenas 16 anos, conquistou a prata e Samkova pegou o bronze.

Cross Country

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Tetracampeão da Copa do Mundo e bicampeão dos 15km, o suíço Dario Cologna se tornou o 1º tricampeão olímpico de uma prova individual no esqui cross-country. Disputada no estilo livre, o primeiro a fazer uma boa marca foi o suíço Roman Furge, 20º a largar, que completou os 15km em 34:56.3. Dez minutos depois veio o finlandês Matti Heikkinen, que assumiu a liderança com 34:45.4. Logo em seguida foi a vez do sueco Calle Halfvarsson se tornar líder com 34:44.5. Enquanto isso, Cologna vinha fazendo as melhores parciais a cada intermediária.

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Krueger, Cologna e Spitsov. Foto: Nordic Focus

O novo líder foi o russo Denis Spitsov, tirando quase 40s, com 34:06.9 e o sueco Marcus Hellner entrou pra prata com 34:22.6. Aí vieram os favoritíssimos. Campeão do skiathlon, o norueguês Simen Hegstad Krueger foi pra frente com 34:02.2 e Martin Johnsrud Sundby entrou pro pódio com o 3º tempo de 34:08.8. Hans Christer Holund com 34:18.4 foi o 3º norueguês Top-4. O canadense Alex Harvey pegou o 5º tempo no momento, mas Cologna vinha logo atrás do canadense e, com 33:43.9, o suíço assumiu a liderança com folga, 18.3 melhor que Krueger. O último dos favoritos a cruzar foi o francês Maurice Manificat, pegando o 5º lugar com 34:10.9. Assim, o pódio ficou com Cologna, 4º ouro olímpico na carreira, Krueger e o russo Spitsov.

Esqui Freestyle

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A Bielorrússia comprovou que é a principal escola do aerials ao lado da China, faturando o 4º ouro na modalidade desde Vancouver (considerando masculino e feminino). Na final feminina em PyeongChang, Hanna Huskova foi a melhor entre 12 atletas na Final 1 com 94,15 pontos, seguida da chinesa Xu Mengato com 91,00, da também bielorrussa campeã em Sochi Alla Tsuper com 90,82 e de outra chinesa, Kong Fanyu, com 89,77.

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Zhang, Huskova e Kong. Foto: Reuters

Na Final 2, apenas com 9 atletas, tivemos uma dobradinha chinesa com Kong com 97,29 e Zhang Xin com 94,11. Prata em Sochi, Xu Mengtao caiu e terminou em 9º. As 6 melhores seguiram pra Final 3, que começou com duas quedas, da americana Madison Olsen e de Alla Tsuper; Huskova, por outro lado, fez um difícil Back Lay-Full-Full, de 3,800 de dificuldade, de maneira quase perfeita, pousando bem e tirando 96,14. A australiana Laura Peel também caiu e só restavam as duas chinesas, que fariam o mesmo salto, um Back Full-Double Full, de 3,525 de dificuldade. Zhang Xin foi quase perfeita com um pouso excelente, mas devido ao valor menor de dificuldade ficou com 95,52 atrás da bielorrussa. Kong Fanyu voou bem e fez um bom salto, mas pecou no pouso. Mesmo assim beliscou o bronze com 70,14.

Patinação de Velocidade

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A Holanda voltou ao topo com o ouro nos 5.000m feminino. Na 1ª de 6 baterias, a holandesa Annouk van der Weijden fez 6:54.17. Após o intervalo para alinhar o gelo, na 4ª bateria Esmee Visser marcou 6:50.23 para assumir a liderança com dobradinha holandesa. Na 5ª bateria, a veteraníssima alemã Claudia Pechstein buscava sua 6ª (!!) medalha na prova. Aos 45 anos em sua 7ª Olimpíada, Pechstein marcou 7:05.43, 6º tempo até então, e ficou atrás da canadense Ivanie Blondin, que assumiu o 3º lugar com 6:59.38.

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Esmee Visser. Foto: Getty Images

Restava apenas a última bateria com a checa Martina Sablikova, que buscava o tricampeonato. Até a marca de 2.200m, Sablikova estava mais rápida que Visser, mas não manteve a vantagem e, com 6:51.85, pegou a medalha de prata, 1.62 pior que a holandesa. A russa Natalia Voronina veio na mesma bateria que a checa e, com 6:53.98, ficou com o bronze, 0.19 melhor que van der Weijden. Em 7 provas, a Holanda conquistou 6 ouros e 11 medalhas.

Patinação Artística

Campeã em Sochi, o japonês Yuzuru Hanyu brilhou no programa curto masculino. Com uma apresentação beirando a perfeição, ele obteve bonificação máxima em quase todos os seus elementos, incluindo na dificílima sequência de Quádruplo Toe+Triplo Toe. Tirou ainda dez notas 10 nos componentes para somar 111,68 pontos, ficando a apenas 1,04 do recorde mundial que é dele mesmo de setembro de 2017.Logo atrás veio o espanhol pentacampeão europeu Javier Fernandez. Também com uma apresentação impecável, ele somou 107,58. Acima de 100 pontos ainda tivemos o japonês Shoma Uno com 104,17 e o chinês Jin Boyang com 103,32. Destaque negativo para o americano Nathan Chen, apontado como um dos favoritos ao ouro, que tirou 82,27, ficando em 17º. Ele fez em novembro 104,12! Bronze em Sochi, o cazaque Denis Tem vem irreconhecível após sofrer com repetidas lesões e terminou em 27º com 70,12, ficando de fora do programa longo.

Curling

As coisas não vão bem pra equipe de Rachel Homan. Depois de um mundial de 2017 brilhante com 13 vitórias, a equipe favorita ao ouro perdeu pela 3ª vez em 3 jogos, agora por 9-8 no end extra para a Dinamarca. O Canadá tinha o martelo no end extra e Homan errou seus dois lançamentos, dando o ponto de graça pras dinamarquesas. A Suécia venceu a 3ª com 5-4 nas Atletas Olímpicas da Rússia e segue invicta e a Coreia do Sul fez 7-5 na Suíça e segue bem em busca da vaga nas semifinais.

Se no feminino a coisa vai mal pro Canadá, entre os homens a equipe de Kevin Koe segue perfeita, vencendo a 4ª por 7-6 sobre a Coreia do Sul. A Suécia de Niklas Edin também segue 100%, com duas vitórias nesta sexta-feira, 10-4 sobre os Estados Unidos e 8-6 sobre a Grã-Bretanha. A Noruega de Thomas Ulsrid venceu a 1ª com 7-5 sobre os coreanos, que seguem sem vitória. Outros resultados do dia foram: Dinamarca 6-4 Itália, Suíça 6-5 Japão e Estados Unidos 9-5 Dinamarca.

Hóquei no Gelo

Depois de levarem viradas na 1ª rodada do Grupo B, os Estados Unidos venceram por 2-1 a Eslováquia na 1ª rodada do torneio masculino. Já os Atletas Olímpicos da Rússia passearam com 8-2 pela Eslovênia. Começaram com 2-0 no fim do 1º tempo com diferença de 22s entre os gols. Chegou a abrir 5-0 na metade do 2º tempo. Destaque para Kirill Kaprizov com 3 gols. No Grupo C, quem venceu na 1ª rodada venceu na 2ª. A Finlândia fez 5-1 na Noruega com 2 de Eeli Tolvanen e a Suécia venceu a Alemanha por 1-0, com gol de Viktor Staalberg aos 2min de jogo.

Saltos em Esqui

Na qualificação do Large Hill masculino, sem surpresas, já que apenas 7 dos 57 atletas foram eliminados. O norueguês Robert Johansson, bronze no Normal Hill, foi o melhor com 131,9 (135,0m), seguido do seu compatriota Johann Andre Forfang com 128,7 e do japonês Ryoyu Kobayashi com 127,6. Campeão do NH, o alemão Andreas Wellinger foi 4º com 127,1, o polonês campeão de Sochi Kamil Stoch foi 7º com 125,6 e o austríaco campeão mundial Stefan Kraft foi 11º com 121,1.

Quadro de medalhas após 7 dias e 46 finais:

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