Isaquias é ouro nos C1 1.000m pela 1ª vez!

Um ouro inédito para encerrar o Mundial de canoagem na Hungria!

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Foto: Divulgação/COB

Foi uma prova espetacular do Isaquias Queiroz na final do C1 1.000m! O brasileiro estava em 4º na parcial dos 500m, mas a apenas 0.19 do alemão bicampeão olímpico Sebastian Brendel. Só que aí o brasileiro disparou de um jeito sensacional e foi abrindo, até vencer com 3:59.23, colocando dois barcos de vantagem sobre os concorrentes. O polonês Tomasz Kaczor foi prata com 4:00.92 e o francês Adrien Bart bronze com 4:01.55, deixando Brendel em 4º e o checo Martin Fuksa em 5º.

Esta foi a 12ª medalha do Isaquias em Mundiais, que agora acumula 6 ouros e 6 bronzes!

Contando apenas as 12 provas olímpicas, tivemos 8 países ficando com medalhas de ouro, sendo Alemanha, Hungria, China e Nova Zelândia com 2. Brasil, Estados Unidos, Bielorrússia e Grã-Bretanha também saíram com ouro.

A neozelandesa Lisa Carrington segue brilhando. Bicampeã olímpica do K1 200m, Carrington venceu esta prova em Mundiais pela 7ª vez, além de ter vencido o K1 500m. A forte equipe alemã levou o K2 1.000m e o K4 500m, ambos no masculino. Surpresa foi a China, que estava sumida da canoa em Mundiais, e venceu o C2 1.000m masculino e o C2 500m feminino, além de outras duas provas não-olímpicas, o C2 500m masculino e o C2 200m feminino.

Outro belo destaque foi a Bielorrússia, que vem crescendo demais nos últimos anos e saiu de Szeged com 6 ouros, 4 pratas e 4 bronzes, a melhor campanha deste Mundial! Já os donos da casa venceram 5 ouros, 4 pratas e 3 bronzes.

O próximo Mundial de canoagem será em 2021 em Copenhagen e o de paracanoagem em 2020 na cidade alemã de Duisburg.

Isaquias e Erlon são bronze no Mundial

O Brasil enviou apenas 4 atletas para o Mundial de Canoagem Velocidade na Hungria, que é a 1ª oportunidade de conquistar vagas olímpicas. Como este é o principal objetivo, Isaquias está focado apenas nas duas provas olímpicas da canoa, o C1 1.000m e C2 1.000m.

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Isaquias e Erlon. Foto: CBCa

Isaquias Queiroz e Erlon Silva venceram sua bateria eliminatória do C2 com 3:29.32 e a sua semifinal com 3:27.34. Já na final, o domínio foi dos chineses Hao Lui e Hao Wang, que logo na largada foram pra frente e foram abrindo aos poucos para vencer com 3:40.55. Os cubanos Sergey Torres/Fernando Jorge apertaram nos 200m finais, mas não tinham como alcançar os chineses e ficaram com a prata com 3:41.46. Isaquias e Erlon brigaram com as dupla alemã e romena e ficaram com o bronze com 3:44.34.

Esta foi a 11ª medalha em Mundiais do Isaquias, que chega a 5 ouros e 6 bronzes e a 4ª do Erlon, que tem 2 ouros e 2 bronzes.

Além da medalha, eles conquistaram a vaga olímpica pro Brasil, que chega a 106 atletas para Tóquio:

Canoagem – 2
Futebol Feminino – 18
Handebol Feminino – 14
Hipismo – 9
Maratona Aquática – 1 (Ana Marcella Cunha)
Natação – 12
Pentatlo Moderno – 1 (Maria Ieda Guimarães)
Rugby 7s Feminino – 12
Tênis – 1 (João Menezes)
Tênis de Mesa – 1 (Hugo Calderano)
Tiro com Arco – 1
Vela – 10 (classes Laser, Finn, 49er, 470 feminina, 49erFX e Nacra 17)
Vôlei Masculino e Feminino – 24

Mais dois títulos mundiais de Ana Sátila!

Duas Olimpíadas nas costas, 3 medalhas em Mundiais e 2 em Jogos Pan-Americanos, mas Ana Sátila ainda disputa mundiais de base!

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Ana Sátila. Foto: CBCa

Ela esteve na Cracóvia, na Polônia, na semana passada para a disputa do seu último Mundial Júnior/Sub23 de canoagem slalom. Ana fez 23 anos em março, mas ainda pode disputar esta categoria até o fim do ano.

Após ir mal no K1 na sexta-feira, ao perder uma porta na semifinal, ela voltou com tudo no sábado para uma belíssima prova do C1, sua favorita. Ela não cometeu nenhuma falta e, numa prova perfeita, completou em 101,06. A russa Alsu Minazova fez um tempo melhor, com 100,45, mas bateu em 2 portas e terminou com a prata com 102,45. Bronze para a eslovaca Monika Skachova com 105,95.

No domingo, Ana voltou pra disputar o Extreme K1 e ela saiu com mais um ouro, repetindo o topo do pódio de 2018! Apesar de não ser olímpica, ela prova será disputada no Pan, onde a Ana busca dois ouros: no C1 e no K1 Extreme.

Ana Sátila chega a 10 medalhas em Mundiais! Em adultos tem 1-1-1, em Sub23 3-2-0 e em Jr 1-0-1.

Ana Sátila é bronze na Eslováquia

Depois de decepcionar na 1ª etapa semana passada na Grã-Bretanha, Ana Sátila é bronze no domingo na 2ª etapa da Copa do Mundo em Bratislava no C1.

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Pódio do C1 feminino: Vilarrubla, Jaquet e Ana Sátila. Foto: Reprodução/Youtube

Na eliminatória do C1 na sexta-feira, Ana Sátila foi a melhor com 104,76 se classificando direto pra semifinal. Neste domingo, Ana foi a 5ª na semi com 120,04, 2,91 atrás da líder alemã Andrea Herzog. Na decisão, ela vinha muito bem, quando bateu na 19ª e na 23ª e última porta, levando 4 pontos de penalidade, terminando com 113,80, 1,65 atrás da campeã, a francesa Claire Jacquet. Monica Villarubla, de Andorra, foi prata com 112,32. No K1, Ana parou na semifinal em 22º, após perder a 18ª porta. Foi o 4º bronze da Ana Sátila no C1 em Copas do Mundo.

Quem não vem tão bem na Copa do Mundo é a australiana Jessica Fox. No ano passado, ela venceu as 5 etapas do C1 e 3 no K1, se sagrando campeã da temporada nas duas modalidades. Este ano, ela foi bronze nas duas provas na 1ª etapa, mas decepcionou em Bratislava, ficando em 6º no K1 e nem pegando final do C1. A britânica Mallory Franklin, que venceu as 2 provas na 1ª etapa, não competiu na Eslováquia.

O namorado da Ana, o francês naturalizado brasileiro Mathieu Desnos chegou na semifinal do K1, onde terminou em 22º a 7,62 do líder e 5,13 da final. Felipe Borges foi 24º na semifinal do C1 masculino. Na prova do K1 Extreme, que não é olímpica, mas terá nos Jogos Pan-Americanos, Pedro Gonçalves foi prata

Isaquias leva ouro, mas ainda preocupa

Tá difícil saber se Isaquias Queiroz está bem ou mal.

Pela 2ª semana seguida ele venceu o ouro na prova não-olímpica do C1 500m, prova em que é tricampeão mundial, e falhou no C1 1.000m, prova em que foi prata no Rio-2016.

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Isaquias após vencer os 500m em Poznan

Na semana passada em Poznan, na Polônia, pela 1ª etapa da Copa do Mundo de Canoagem, Isaquias terminou em 7º na final do C1 1.000m com 3:49.214, em prova vencida pelo desconhecido cubano Jose Ramon Cordova, com 3:45.142, seguido do forte checo Martin Fuksa. O campeão olímpica Sebastian Brendel terminou em 4º. No dia seguinte, Isaquias voltou pros 500m, sua prova favorita, e levou o ouro com 1:46.555, quase 2s a frente do Fuksa.

Neste fim de semana, na 2ª etapa em Duisburg, na Alemanha, foi exatamente igual. Isaquias começou a final até brigando pela liderança, mas foi caindo e nos 250m finais praticamente abandonou a prova, terminando em 9º com 4:15.010. Quem venceu desta vez foi o francês Adrien Bart com 3:48.399, seguido por Fuksa. Brendel novamente ficou fora do pódio, repetindo o 4º lugar. Só que aí no domingo, Isaquias sobrou nos 500m vencendo sua semifinal e a decisão com 1:44.731, seguido novamente pelo Fuksa.

Não dá pra saber o quanto o falecimento do técnico Jesus Morlan em novembro de 2018 afetou a preparação e o psicológico do nosso multimedalhista olímpico. Ele tem ido mal nos 1.000m, mas sobrado no 500m. Vale lembrar que nesta mesma etapa em 2016, 2 meses antes dos Jogos do Rio, Isaquias caiu e não terminou a final dos 1.000m.

O Mundial será no final de agosto, em Szeged, na Hungria e vale vaga olímpica. Pelo jeito teremos que esperar até lá para saber real situação do brasileiro.

Mundial de Canoagem Slalom – Parte II

Ninguém segura Jessica Fox.

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Jessica Fox (AUS). Foto: ICF

Após brilhar no K1 no sábado, a australiana brilhou na final do C1 no domingo. Numa descida perfeita, ela voou e completou o percurso em 109,07, quase 5s mais rápida que a 2ª melhor, a britânica Mallory Franklin, com 113,85. Franklin também repetiu a cor da medalha do K1 no sábado. A checa Tereza Fiserova ficou com o bronze com 116,74. Ana Sátila terminou na 6ª posição, com 117,41, a apenas 0.26 do 4º lugar. Ana esbarrou a ponta do barco na porta de remonta 16 e tomou uma falta. Se zerasse, seria bronze. Fox encerra uma temporada espetacular, onde ela venceu todas as 5 etapas da Copa do Mundo. Aos 24 anos, ela chega a espetaculares 9 títulos mundiais adultos, fora o 4 juniores e 8 Sub-23.

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Hannes Aigner (GER). Foto: ICF

No K1 masculino, show do alemão Hannes Aigner, bronze em Londres-2012. Zerando sua passagem, ele voou para 89,69, único abaixo dos 90s. Bronze no Rio-2016 e campeão mundial em 2015, o checo Jiri Prskavec foi prata com 90,65 e o russo Pavel Eigel, que jamais medalhou nesta prova em Copas do Mundo, surpreendeu com o bronze com 92,17. O campeão olímpico do Rio, o britânico Joe Clarke, foi 5º e o esloveno bicampeão mundial Peter Kauzer vinha muito bem, mas perdeu uma porta e acabou em 10º. Na semifinal, o brasileiro Pedro Gonçalves, 6º no Rio-2016, acabou em 27º, a 3s da vaga na final.

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Foto: Olimpíada Todo Dia

Mas Ana Sátila não zerou pro Brasil. Ela ficou com o ouro na empolgante e divertida prova do K1 Extreme, onde descem 4 por bateria e os 2 primeiros avançam de fase. Ela venceu sua bateria de 8as, de 4as, foi segunda na sua semifinal e ficou com o ouro, melhorando a prata de 2017. No masculino, vitória do italiano Christian de Dionigi e um intressante bronze para o argentino Thomas Bersinger.

O próximo Mundial de slalom será em 2019 em La Seu d’Urgell, na Espanha, local que recebeu várias etapas de Copas do Mundo e outros 2 Mundiais. E este valerá vaga olímpica.

Mundial de Canoagem Slalom – Parte I

Este é o 1º Mundial de um esporte olímpico no Rio de Janeiro após os Jogos de 2016 (tivemos um paralímpico de ciclismo na pista em março). Alguns problemas de organização, pois havia dúvida se teríamos mesmo o Mundial por falta de dinheiro, mas o governo federal bancou e cá estamos nós novamente na linda raia de Deodoro. E todos os melhores do mundo vieram.

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Jessica Fox (AUS). Foto: ICF

Nesta sábado, a australiana Jessica Fox deu mais um show para coroar uma excelente temporada  no K1. Das 5 etapas da Copa do Mundo, Fox venceu 3 e levou o título geral da temporada pela 1ª vez. Fox foi a melhor na 1ª descida nas eliminatórias, mas na semifinal teve um probleminha e ficou em 6º. Na decisão, novamente zerou sem faltas e venceu com o melhor tempo de 102,06 para levar o Mundial pela 3ª vez na carreira na prova! A britânica Mallory Franklin foi prata com 104,34 e a alemã Ricarda Funk completou o pódio com 105,32 (1 falta). Ana Sátila chegou à final, mas perdeu uma porta e deu 3 toques em portas, terminando em 9º com 162,99.

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Franz Anton (GER). Foto: ICF

No C1 masculino, o título ficou com o alemão Franz Anton, que havia sido campeão mundial em 2015 no agora extinto C2 masculino. Zerando na final, Anton completou o percurso em 97,06, deixando a prata pro britânico Ryan Westley com 97,94 e bronze pro também alemão Sideris Tasiadis, com 98,87. Depois veio a armada eslovaca com Matej Benus 4º, Alexander Slafkovsky 5º e o mito Michal Martikan em 6º. Martikan, aos 39 anos, segue entre os maiores nomes da prova, com 5 medalhas olímpicas (ele não esteve no Rio-2016) e 22 em Mundiais, sendo 14 ouros! Desde 1995 ele está entre os melhores. Na semifinal da prova, Felipe Borges conseguiu um ótimo 18º lugar entre 30.

Nas provas por equipe, a Eslováquia venceu no C1 masculino, a Grã-Bretanha no K1 masculino e no C1 feminino e a França levou o K1 feminino. No C2 misto, ouro para os poloneses Marcin Pochwala e Aleksandra Stach.