Mundial de Canoagem Slalom – Parte II

Ninguém segura Jessica Fox.

jess_fox_c1gold_rio2018

Jessica Fox (AUS). Foto: ICF

Após brilhar no K1 no sábado, a australiana brilhou na final do C1 no domingo. Numa descida perfeita, ela voou e completou o percurso em 109,07, quase 5s mais rápida que a 2ª melhor, a britânica Mallory Franklin, com 113,85. Franklin também repetiu a cor da medalha do K1 no sábado. A checa Tereza Fiserova ficou com o bronze com 116,74. Ana Sátila terminou na 6ª posição, com 117,41, a apenas 0.26 do 4º lugar. Ana esbarrou a ponta do barco na porta de remonta 16 e tomou uma falta. Se zerasse, seria bronze. Fox encerra uma temporada espetacular, onde ela venceu todas as 5 etapas da Copa do Mundo. Aos 24 anos, ela chega a espetaculares 9 títulos mundiais adultos, fora o 4 juniores e 8 Sub-23.

hannes_aigner_k1gold_rio2018

Hannes Aigner (GER). Foto: ICF

No K1 masculino, show do alemão Hannes Aigner, bronze em Londres-2012. Zerando sua passagem, ele voou para 89,69, único abaixo dos 90s. Bronze no Rio-2016 e campeão mundial em 2015, o checo Jiri Prskavec foi prata com 90,65 e o russo Pavel Eigel, que jamais medalhou nesta prova em Copas do Mundo, surpreendeu com o bronze com 92,17. O campeão olímpico do Rio, o britânico Joe Clarke, foi 5º e o esloveno bicampeão mundial Peter Kauzer vinha muito bem, mas perdeu uma porta e acabou em 10º. Na semifinal, o brasileiro Pedro Gonçalves, 6º no Rio-2016, acabou em 27º, a 3s da vaga na final.

ana-sc3a1tila-k1-extreme-mundial-de-canoagem-slalom

Foto: Olimpíada Todo Dia

Mas Ana Sátila não zerou pro Brasil. Ela ficou com o ouro na empolgante e divertida prova do K1 Extreme, onde descem 4 por bateria e os 2 primeiros avançam de fase. Ela venceu sua bateria de 8as, de 4as, foi segunda na sua semifinal e ficou com o ouro, melhorando a prata de 2017. No masculino, vitória do italiano Christian de Dionigi e um intressante bronze para o argentino Thomas Bersinger.

O próximo Mundial de slalom será em 2019 em La Seu d’Urgell, na Espanha, local que recebeu várias etapas de Copas do Mundo e outros 2 Mundiais. E este valerá vaga olímpica.

Anúncios

Mundial de Canoagem Slalom – Parte I

Este é o 1º Mundial de um esporte olímpico no Rio de Janeiro após os Jogos de 2016 (tivemos um paralímpico de ciclismo na pista em março). Alguns problemas de organização, pois havia dúvida se teríamos mesmo o Mundial por falta de dinheiro, mas o governo federal bancou e cá estamos nós novamente na linda raia de Deodoro. E todos os melhores do mundo vieram.

jessica_fox_riok1gold

Jessica Fox (AUS). Foto: ICF

Nesta sábado, a australiana Jessica Fox deu mais um show para coroar uma excelente temporada  no K1. Das 5 etapas da Copa do Mundo, Fox venceu 3 e levou o título geral da temporada pela 1ª vez. Fox foi a melhor na 1ª descida nas eliminatórias, mas na semifinal teve um probleminha e ficou em 6º. Na decisão, novamente zerou sem faltas e venceu com o melhor tempo de 102,06 para levar o Mundial pela 3ª vez na carreira na prova! A britânica Mallory Franklin foi prata com 104,34 e a alemã Ricarda Funk completou o pódio com 105,32 (1 falta). Ana Sátila chegou à final, mas perdeu uma porta e deu 3 toques em portas, terminando em 9º com 162,99.

franz_anton_germany_c1goldrio

Franz Anton (GER). Foto: ICF

No C1 masculino, o título ficou com o alemão Franz Anton, que havia sido campeão mundial em 2015 no agora extinto C2 masculino. Zerando na final, Anton completou o percurso em 97,06, deixando a prata pro britânico Ryan Westley com 97,94 e bronze pro também alemão Sideris Tasiadis, com 98,87. Depois veio a armada eslovaca com Matej Benus 4º, Alexander Slafkovsky 5º e o mito Michal Martikan em 6º. Martikan, aos 39 anos, segue entre os maiores nomes da prova, com 5 medalhas olímpicas (ele não esteve no Rio-2016) e 22 em Mundiais, sendo 14 ouros! Desde 1995 ele está entre os melhores. Na semifinal da prova, Felipe Borges conseguiu um ótimo 18º lugar entre 30.

Nas provas por equipe, a Eslováquia venceu no C1 masculino, a Grã-Bretanha no K1 masculino e no C1 feminino e a França levou o K1 feminino. No C2 misto, ouro para os poloneses Marcin Pochwala e Aleksandra Stach.

Mundial de Canoagem – Final

O domingo trouxe a 3ª medalha brasileira em Portugal e a 10ª na carreira de Isaquias Queiroz em Mundiais!

whatsapp20image202018-08-2620at2014_01_31

Foto: Alvaro Acco

A primeira final do dia foi a do C2 200m feminino, que fez sua estreia em Mundiais. As bielorrussas Alena Nazdrova e Kamila Bobr venceram com 45.234. Em seguida tivemos os K1 200m. No feminino, a neozelandesa Lisa Carrington segue imbatível na prova. Bicampeã olímpica, venceu pela 6ª vez seguida no Mundial e com uma enorme vantagem. Completou em 38.821 contra 40.548 da dinamarquesa Emma Jorgensen, prata. Na mesma prova masculina, o ouro ficou com o espanhol Carlos Garrote com 35.259 contra 35.366 do lituano Arturas Seja. No C1 200m masculino, que não é mais olímpica, o bielorrusso Artsem Kozyr venceu pela 3ª vez seguida.

No K2 500m, vitória dos russos Artem Kuzakhmetov e Vladislav Blintcov. No C2 500m, os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon Silva, dupla prata olímpica na prova dos 1.000m, sobrou e venceu com 1:40.043, com um barco de vantagem sobre a dupla da Rússia. Foi a 10ª medalha mundial do Isaquias em sua 6ª prova diferente e a 3ª do Erlon em sua 3ª prova diferente. Na mesma prova feminina, as canadenses Laurence Vincent-Lapointe e Katie Vincent venceram com mais de 2s de vantagem.

Para fechar as provas curtas, deu o esperado nos K4 500m. No feminino, o super quarteto húngaro venceu numa espetacular disputa com a Nova Zelândia em mais um confronto direto entre Danuta Kozak e Lisa Carrington. As húngaras marcaram 1:33.761 contra 1:33.771 das neozelandesas. E no K4 500m masculino, a Alemanha venceu com 1:20.056 contra 1:20.423 da ótima equipe da Espanha.

german_menk4_montemor2018

K4 500m maculino da Alemanha. Foto: ICF

Mais tarde tivemos as provas de 5.000m. Para delírio da torcida local, o português Fernando Pimenta venceu no K1, seguido do forte dinamarquês René Poulsen. No K1 feminino vitória da britânica Lizzie Broughton com mais de 10s de vantagem. Agora no C1, duas vitórias históricas. O monstro alemão Sebastian Brendel levou pela 5ª vez seguida para faturar seu 10º título mundial e 18ª medalha. Na estreia da prova feminina, ouro da quase imbatível canadense Laurence Vincent-Lapointe, que fatura seu 11º título mundial. Apesar da canoa feminina ser relativamente nova, já tivemos 17 provas em várias distâncias e formações na história de mundiais e Vincent-Lapointe esteve 11 vezes no topo do pódio.

A Alemanha saiu de Montemo-o-Velho com 7 ouros e 13 medalhas em 30 provas, seguida da Hungria com 6-1-2, Rússia 3-3-5, Bielorrússia 3-2-3 e Canadá 3-0-1. O Brasil veio em seguida com 2-0-1. Laurence Vincent-Lapoint e Danuta Kozak saem com 3 ouros cada, mas Lisa Carrington foi a única a levar 4 medalha, com 1 ouro e 3 pratas.

O próximo Mundial será em 2019 em Szeged, na Hungria, e servirá como principal pré-olímpico para Tóquio.

Mundial de Canoagem – Dia 3

O sábado trouxe a 9ª medalha de Isaquias Queiroz na história, novamente na prova olímpica dos 1.000m e a coroação de Sebastian Brendel, além de outras 8 finais.

1535208837001

Fuksa, Brendel e Isaquias no pódio do C1 1.000m

A primeira final do dia foi do K1 500m feminino, no duelo entre a neozelandesa Lisa Carrington e a húngara Danuta Kozák, 3 ouros no Rio-2016. E mais uma vez deu Kozák, que fez 1:47.254 contra 1:47.984 de Carrington, cuja especialidade é os 200m. Na prova seguinte, os esperados C1 1.000m. Bicampeão olímpico e até então tricampeão mundial, o alemão Sebastian Brendel foi pra frente na largada e, numa prova espetacular, não perdeu a frente. Com 3:48.390, segurou seus únicos adversários, o checo Martin Fuksa e o brasileiro Isaquias Queiroz. Fuksa foi prata com 3:49.625 e Isaquias bronze com 3:50.190. Brendel se tornou tetracampeão mundial da prova.

fernando_pimenta_portugal_final2018

Fernando Pimenta (POR). Foto: ICF

No K1 1.000m masculino, festa dos donos da casa com a belíssima vitoria de Fernando Pimenta, ídolo local. Ele venceu com 3:27.666 contra 3:28.391 do alemão Max Rendschmidt. No C1 200m feminino, a canadense Laurence Vincent-Lapointe segue sem adversárias, vencendo a prova pela 6ª vez e com uma bela vantagem sobre o resto.

A Alemanha venceu mais dois ouros no dia com Franziska Weber e Tina Dietze no K2 200m feminino e no K4 1.000m masculino. A Hungria também saiu com mais dois ouros com Márk Balaska e Balázs Birkás no K2 200m masculino e Anna Kárász e Danuta Kozák no K2 500m feminino. Foi mais um duelo entre Kozák e Carrington e novamente ouro pra húngara e prata pra neozelandesa. Na não usual prova do C4 500m masculino, a Rússia ficou com o ouro.

As 9 medalhas mundiais do Isaquias até então:

2013: ouro no C1 500m e bronze no C1 1.000m
2014: ouro no C1 500m e bronze no C2 200m
2015: ouro no C2 1.000m e bronze no C1 200m
2017: bronze no C1 1.000m
2018: ouro no C1 500m e bronze no C1 1.000m

Foi apenas a 2ª medalha brasileira em provas olímpicas em mundiais em 2018:

Bronze – Anderson Ezequiel – Ciclismo BMX masculino
Bronze – Isaquias Queiroz – Canoagem C1 1.000m masculino

Mundial de Canoagem – Dia 2

isaquias_queiroz_brazil_montemor

Isaquias Queiroz. Foto: ICF

Novamente Isaquias Queiroz entra para a história! Primeiro brasileiro a ganhar 3 medalhas em uma mesma edição olímpica, Isaquias mostrou que segue no topo e venceu pela 3ª vez o título mundial do C1 500m, prova que não é olímpica, mas que contou com todos os grandes atletas da canoa mundial. O alemã Sebastian Brendel largou melhor, mas com 250m de prova o brasileiro já assumia a ponta e seguiu abrindo até ter quase 1 barco de vantagem sobre o alemão. Mas Brendel forçou no final e foi chegando, colando no brasileiro, que segurou firme e venceu com 1:49.203, apenas 0.293 melhor que o alemão. O checo Martin Fuksa foi bronze com 1:50.143. Foi a 8ª medalha do Isaquias em Mundiais!

Tivemos outras 7 finais nesta sexta-feira. A fortíssima dupla alemã de Max Hoff e Marcus Gross venceu o K2 1.000m com 3:15.797 contra 3:16.617 dos espanhóis Francisco Cubelos e Iñigo Peña. Foi o 3º título da prova de Gross, que também é o atual campeão olímpico. O checo Jozef Dostál venceu o K1 500m com 1:37.905 e se tornou bicampeão da prova, com o alemão Tom Liebscher em 2º com 1:38.912.

Na canoa masculina, os alemães Yul Öltze e Peter Kretschmer conquistaram o bicampeonato do C2 1.000m, agora com 3:38.207, contra 3:39.462 da dupla de Cuba. Os bielorrussos Hleb Saladukha e Dzianis Makhlai venceram o C2 200m com 37.646, evitando o tetracampeonato do russo Ivan Shtyl. Ao lado de Alexander Kovalenko, eles venceram o Mundial em 2017 e agora foram bronze.

hungary_dora_bodonyi_montemor2018

Dora Bodonyi (HUN). Foto: ICF

No feminino, a Hungria mostrou sua força no caiaque. No K1 1.000m, Dora Bodonyi venceu com 4:02.892 e no K2 1.000m, vitória de Tamara Csipes e Erika Medveczky com 3:39.811. Foi o 6º título mundial de Csipes e 5º de Medveczky. Tivemos a estreia do C1 500m feminino, onde a russa Kseniia Kurach levou com 2:10.991.

Tivemos outras eliminatórias e semifinais após estas finais. No K1 500m feminino, uma prévia da final na 1ª semi com a neozelandesa Lisa Carrington vencendo a húngara Danuta Kozak com 1:49.484 contra 1:50.414. Kozak, 3 ouros no Rio-2016, tirou 2017 para ser mãe e está de volta. No C2 500m feminino, as canadenses Laurence Vincent-Lapointe e Katie Vincent sobraram com o melhor tempo das eliminatória com 1:59.752, enquanto as brasileiras Andrea Oliveira e Angela Silva ficaram em 6º com 2:16.853 na mesma bateria e vão pra semi. No K2 500m masculino, melhor tempo nas eliminatórias dos russos Artem Kuzakhmetov e Vladislav Blintcov com 1:30.844.

O Mundial segue no sábado com mais 9 finais.

Com 24 anos, Isaquias tem 8 medalhas em Mundiais adultos:
2013: ouro no C1 500m e bronze no C1 1.000m
2014: ouro no C1 500m e bronze no C2 200m
2015: ouro no C2 1.000m e bronze no C1 200m
2017: bronze no C1 1.000m
2018: ouro no C1 500m

Brasileiros com mais medalhas em Mundiais:
Robert Scheidt – 18 medalhas (13 ouros, 3 pratas e 2 bronzes)
César Cielo – 17 medalhas (11 ouros, 2 pratas e 4 bronzes)
Torben Grael – 14 medalhas (3 ouros, 7 pratas e 4 bronzes)
Ana Marcela Cunha – 10 medalhas (3 ouros, 2 pratas e 5 bronzes)
Isaquias Querioz – 8 medalhas (4 ouros e 4 bronzes)

Mundial de Canoagem – Dia 1

A cidade portuguesa de Montemor–o-Velho recebe o Mundial de canoagem, com os canoístas já de olho no Mundial do ano que vem, que será pré-olímpico. Brasil conta com 9 atletas e o destaque, claro, é Isaquias Queiroz, dono de 3 medalhas olímpicas. Isaquias vai competir no C1 500m, C1 1.000m e no C2 500m ao lado do Erlon Silva. Mas no C1 1.000m, Erlon competirá com Maico Santos. A estratégia do técnico Jesus Morlan é esconder o jogo e não colocar Isaquias e Erlon para competir juntos até os Jogos de Tóquio. Tivemos eliminatórias e algumas semifinais de 14 provas.

danuta_kozak_montemor2018

Danuta Kozak (HUN). Foto: ICF

Isaquias começou muito bem. Pela manhã competiu no C1 500m, prova que é bicampeão mundial, e venceu sua bateria com 1:50.589, já se classificando pra Final A. O checo Martin Fuksa e o francês Thomas Simart venceram as outras eliminatórias. Já o alemão Sebastian Brendel competiu na mesma do brasileiro e foi 3º, a 2.395 de Isaquias, e vai pra semifinal nesta sexta. No C1 1.000m, Isaquias também venceu sua bateria com 4:10.934, melhor tempo do dia, e também já está na Final A. Fuksa e Brendel venceram as outras com 4:13.321 e 4:17.098 respectivamente.

Já Erlon e Maico, no C2 1.000m, ficaram em 5º na sua bateria com 3:42.987 e precisarão passar pela semifinal. Atuais campeões mundiais, os alemães Yul Öltze e Peter Kretschmer ficaram em 6º na sua bateria. Melhor tempo dos italianos Daniele Santini e Luca Incollingo com 3:38.627. Também tivemos eliminatórias da pouco usual C4 500m, onde a equipe da Rússia fez o melhor tempo, 1:38.402.

Na canoa feminina, Valdenice Nascimento ficou em 3º na sua eliminatória do C1 200m com 54.420 e avançou pra semifinal com praticamente todas as outras atletas. Melhor tempo da polonesa Dorota Borowska com 49.221. Pentacampeã mundial, a canadense Laurence Vincent-Lapointe venceu su bateria com 49.341. No C1 500m, melhor marca da canadense Katie Vincent com 2:06.507 na estreia da prova em Mundiais.

No caiaque, Vagner Souta ficou em 6º na sua bateria do K1 1.000m com 3:38.705 e vai pra semifinal. Os favoritos Josef Dostál, da República Checa, e o Fernando Pimenta, de Portugal, venceram sua baterias. No K1 500m, Dostál venceu a sua bateria com o melhor tempo do dia, 1:38.238. Os alemães Max Hoff e Marcus Gross fizeram o melhor tempo no K2 1.000m com 3:12.197. Gross é o atual campeão olímpico e já venceu 2 vezes o Mundial nesta prova, mas com outro parceiro, Max Rendschmidt. Atuais campeões mundiais, os sérvios Marko Tomicevic e Milenko Zoric, venceram sua bateria com 3:12.592. Os espanhóis campeões olímpicos Saul Craviotto e Cristian Toro venceram sua bateria do K2 200m com 32.203, mas o melhor tempo foi na outra bateria, com a dupla russa fazendo exatos 32.000.

O K1 500m feminino promete com a neozelandesa Lisa Carrington, a super húngara Danuta Kozak, campeã olímpica e que tirou 2017 para ser mãe, e a bielorrussa Volha Khudzenka, atual campeã mundial. Cada uma venceu uma bateria. Ana Paula Vergutz foi 5ª na sua bateria e vai pra semifinal. No K1 1.000m, Ana Paula foi 6ª na sua bateria e segue pra semifinal. A australiana Alyssa Bull, atual campeã mundial, venceu sua bateria e já está na Final A. A disputa entre Danuta Kozak e Lisa Carrington também promete no K2 500m. Na eliminatória elas já se enfrentaram e dupla da Nova Zelândia venceu com 1:39.626 contra 1:40.347 das húngaras. E no K2 200m, melhor tempo de 38.234 das alemãs Franziska Weber e Tina Dietze, vice olímpicas nos 500m, mas a dupla da Hungria atual campeã mundial também já está garantida na final.

Nesta sexta, as primeiras 8 finais do Mundial, incluindo o C1 500m do Isaquias.

Ouro no remo, mas alguns mundiais de base bem ruins…

Terminou neste domingo em Plovdiv, na Polônia, o Mundial Sub23 de Remo e o Brasil enviou 3 atletas para a competição, voltando com bons resultados, pelo menos para a realidade do remo brasileiro.

132229_12-lg-hd

Uncas Batista (centro) no pódio do Mundial Sub23 de Remo na Polônia. Foto: FISA

O destaque foi Uncas Batista, que se tornou bicampeão mundial sub23! Ele fez uma excelente campanha, mas na prova de single skiff peso leve, que não é olímpica. Uncas venceu sua eliminatória com 7:09.05, venceu a sua bateria de 4as com 7:27.70 e foi 2º na sua semifinal com 7:18.44. Na final, o francês Hugo Beurey começou melhor, abrindo 3s sobre o Uncas, que na segunda metade foi se recuperando até vencer com 6:51.27 contra 6:54.10 do francês.

Lucas Ferreira, bronze no Mundial Jr de 2016, chegou à Final A do single skiff, essa sim prova olímpica, e terminou em 6º, bem longe dos líderes. O brasileiro fez 7:06.45 e o canadense Trevor Jones foi o campeão com 6:48.70. No single skiff feminino, Milena Viana foi 3ª na Final B, 9ª o geral entre 17 atletas. Forma bons resultados se levarmos em conta a atual situação do remo brasileiro. Precisamos urgente achar um companheiro pro Uncas pro double skiff peso leve.

Também terminou neste domingo o Mundial Jr/Sub23 de canoagem velocidade e o Brasil saiu sem nenhum medalha. Pior, sem nenhuma Final A. Nem Jacky Godmann, que foi 4º no C1 200m Jr no ano passado pegou final. Agora ele é Sub23 e pegou Final B.

Também rolou essa semana o Mundial Jr de Saltos Ornamentais em Kiev, Ucrânia. A China levou 14 das 17 provas (!) e o Brasil conseguiu apenas uma final, e numa prova não olímpica. Luis Felipe Moura ficou em 11º no trampolim de 1m, categoria A (sub18).

Na semana anterior, Ana Sátila decepcionou ao perder portas na final do K1 e do C1 Sub23, mas saiu com um ouro de consolação na ‘gincana’ do Extreme K1. No Mundial Jr de Nado Artístico, em Budapeste, Brasil não conseguiu nenhum top-12. Na prova de equipes ficou em 13º na prova técnica e na livre, atrás até da Grã-Bretanha. No Mundial da Juventude de Vela, os destaques brasileiros foram no feminino, com um 5º lugar (Rafaela Salles e Fernanda Blyth na 29er), um 6º (Larissa Schenker na RSX) e um 7º (Marina da Fonte e Marina Arndt na 420). O único top-10 no masculino foi de Tiago Quevedo na Laser Radial.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 31 medalhas na base (10O-9P-12B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)