Bom início pra canoa

Em sua primeira competição global no ano, a equipe de canoa do Brasil obteve bons resultados na 2ª etapa da Copa do Mundo de canoagem velocidade, na tradicional raia de Szeged, na Hungria.

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Pódio do C2 200m feminino, com Andrea Oliveira e Angela Aparecida

A equipe conquistou 2 medalhas, sendo a prata de Isaquias Queiroz no C1 1.000m e o ouro de Andrea Oliveira e Ângela Aparecida no C2 200m. Foi a 1ª competição global delas desde o anúncio da inclusão da canoa feminina no programa olímpico.

Isaquias não competia desde o Jogos do Rio, quando levou 3 medalhas. Na Hungria, subestimou o checo Martin Fuksa no C1 1.000m e acabou com a medalha de prata por 0.6. Nos 200m, Isaquias não se classificou pra Final A, mas venceu a B.

Na canoa feminina, boa competição da equipe brasileira. Além da ótima vitória no C2 200m por quase 1s, elas ficaram em 8º na Final A do C2 500m, que será a prova olímpica. Andrea ainda ficou em 4º no C1 200m (prova olímpica) e Valdenice Conceição venceu a Final B do C1 200m. No C1 500m, Angela foi 6ª na Final B.

Na canoa, o melhor resultado foi de Edson Silva no K1 200m, 2º colocado na Final C (20º no geral).

Foi um ótimo início de temporada pra canoa numa forte etapa que contou com muitos dos melhores canoístas do mundo. Agora, a equipe só disputará o Mundial no final de agosto na República Checa.

Resumo olímpico da semana

Canoagem

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O Brasil dominou o Sul-Americano de canoagem velocidade em Paipa, na Colômbia, com 32 ouros, 14 pratas e 8 bronzes. Considerando-se apenas as 12 provas olímpicas, o Brasil levou 5 ouros, 3 pratas e 1 bronze, sendo que nas 6 provas masculinas ou foi ouro ou prata.

Isaquias Queiroz sobrou para levar os 200m, 500m e 1.000m do C1. Lembrando que agora apenas os 1.000m são olímpicos. No C2 1.000m, o medalhista olímpico Erlon Santos com Maico Ferreira ficou com o ouro, assim como Vagner Souta no K1 1.000m, a dupla Roberto Mahler/Celso Dias no K2 1.000m e o quarteto no K4 500m. Valdenice do Nascimento venceu o C1 200m feminino, que agora é olímpica. No C2 500m feminino, Angela Silva/Andrea Oliveira ficaram com a prata e Édson Isaíasa foi prata no K1 200m. O K4 500m feminino ficou com o bronze. Nas outras 3 provas femininas, resultados bem ruins. Ana Paula Vergutz foi 4ª no K 200m e no K1 500m e ao lado de Bruna Domingues no K2 500m ficou apenas na 6ª posição, a 13s da dupla campeã.

Ainda assim, o Brasil dominou o Sul-americano, que também contou com provas de paracanoagem, juvenis e sub23.

Natação

Em Cali, na Colômbia, o Brasil fez uma campanha histórica no Sul-Americano Juvenil de Natação. Somando as categorias juvenil A (até 15 anos) e B (16 a 18 anos), a equipe brasileira conquistou 107 medalhas, sendo 46 ouros, 37 pratas e 24 bronzes, mas que o dobro de medalha da Argentina, 2ª colocada. Foi o recorde de medalhas do Brasil na competição (15 a mais que 2015), mas conquistamos 8 ouros a menos que há dois anos.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Murilo Sartori

O Brasil venceu todas as 16 provas de revezamento. Um dos destaques brasileiros foi Murilo Sartori, no juvenil A. Ele venceu os 100m, 200m e 400m livre, 200m medley e esteve nos 5 revezamentos campeões: 4x100m livre, 4x200m livre, 4x100m medley, 4x100m livre misto e 4x100m medley misto. Resultados completos aqui.

Outros Esportes:

– A seleção feminina de rugby 7s ficou em 11º no torneio do Japão, 4ª etapa do circuito mundial feminino. Na 1ª fase, perdeu feio de 38-0 pra Austrália e 34-7 para Fiji, mas venceu 27-10 a Irlanda. Na disputa do 9º ao 12º, acabou perdendo de 24-5 para a Irlanda e, na decisão do 11º lugar, venceu o Japão por 12-10. O Brasil está em 11º após 4 etapas e precisa melhorar caso queira permanecer no circuito mundial.

Bárbara Seixas e Fernanda Berti venceram o título do Aberto de Xiamen de vôlei de praia, torneio de 3 estrelas do circuito mundial. Na decisão, venceram por 21-12 19-21 16-14 as chinesas Wang/Yue.

Nubia Soares fez 14,35m no salto triplo em prova em São Bernardo, 25cm melhor que o índice para o Mundial de Londres. Andressa de Morais venceu o disco com 61,88m, lançando novamente acima do índice pro Mundial.

– Na maratona de Londres, 3 brasileiras correram os 42.195m abaixo do índice pro Mundial de Londres: Adriana Aparecida com 2:35:44, em 6º lugar, Valdilene dos Santos Silva com 2:36:33, em 7º, e Andreia Aparecida Hessel, 11ª com 2:40:25. Em Viena, Paulo Roberto de Almeida Paula, 15º nos Jogos Olímpicos, foi 9º na maratona com 2:14:17, ratificando o índice pro Mundial.

Henrique Avancini venceu prova de maratona de mountain bike em Santana dos Montes, Minas Gerais, com 2:25:14. Em prova de BMX nos EUA vencida pelo americano campeão olímpico Connor Fields, Anderson de Souza Filho foi 6º colocado.

– Em competição em Indiana pelo web.com Tour de golfe, Alexandre Rocha ficou em 38º com 296 tacadas, 14 a mais que o campeão. Pelo PGA Latino-Americano na Argentina, Rodrigo Lee terminou em 14º.

– As duas duplas com brasileiros foram eliminadas nas 4as do Masters 1.000 de Monte Carlo de tênis. Bruno Soares e Andy Murray caíram para uma dupla convidada com dois desconhecidos e Marcelo Melo e Lukasz Kubot perderam para os espanhóis Feliciano e Marc López.

Daniel Xavier foi prata no GP Mexicano de tiro com arco. Apenas 12º no ranqueamento, Daniel venceu 4 combates até perder na final para o mexicano Luis Tapia por 6-2. Marcus Vinícius D’Almeida foi o melhor no ranqueamento com ótimos 671 pontos, mas perdeu nas 4as para argentino.

Matheus Diniz foi bronze na Copa Americana de Sprint Triatlo em Barbados com 58min12s.

Resumo do fim de semana

Ginástica

Pódio do individual geral masculino

Caio Souza foi campeão brasileiro no individual geral em São Paulo. Ele somou 87,200 pontos após os 6 aparelhos para ficar com o título. Francisco Barretto foi prata com 86,350 e Bernardo Miranda ficou com o bronze com 85,700. No feminino, Rebeca Andrade sobrou para vencer com 58,300, bem a frente de Carolyne Pedro com 54,750 e Milena Theodoro com 53,700, que completaram o pódio.

Nas finais por aparelhos, Caio Souza venceu no solo (14,550) e nas barras paralelas (15,625). Os outros campeões masculinos foram: Lucas Bitencourt no cavalo com alças (14,550), Henrique Flores nas argolas (15,225). Luis Porto no salto (14,450) e Francisco Barretto na barra fixa (15,225). No feminino, Rebeca Andrade venceu nas barras assimétricas (14,450) e na trave (14,525), enquanto Raquel Silva levou o salto (13,725) e Thaís Fidelis faturou o solo (14,775).

Atletismo

O Brasil dominou o sul-americano Sub-18 de Atletismo, disputado em Concórdia, na Argentina, conquistando 19 ouros, 9 pratas e 8 bronzes.

Entre os destaques brasileiros, tivemos Vinicius Rocha Moraes, que venceu os 100m (10.36, 6º tempo do ano na categoria) e os 200m (21.41), Gabriel Menezes Oliveira, que levou o salto em distância (7,45m) e o salto triplo (15,45m) e Saymon Hoffmann, ganhador do arremesso de peso (19,67m) e do lançamento de disco (60,92m). No feminino, boas vitórias de Lorraine Martins nos 100m (11.78), Tiffani Marinho nos 400m (54.90) e Naiuri Krein no heptatlo (4.811 pontos).

Canoagem

A equipe brasileira completa ficou em 2º lugar no sul-americano de canoagem, disputado em Tigres, na Argentina, conquistando 20 ouros, 21 pratas e 12 bronzes, mesmo com a equipe completa.

O destaque veio na canoa, que levou quase tudo. O multimedalhista olímpico Isaquias Queiroz venceu o C1 200m, 500m e 1.000m enquanto Erlon Silva e Ronilson de Oliveira faturaram o C2 nas 3 distâncias também. A nova geração dominou a canoa juvenil e sub-23 com nomes como Jacky Godmann e Maicon dos Santos, que também fizeram a trifeta nas distâncias. O caiaque foi a grande decepção, com apenas 2 ouros: Bruna Rodrigues no K-1 200m júnior e com a equipe do K-4 200m masculino sênior.

Outros Esportes

– Ariel João da Silva e Priscilla Steveux venceram o brasileiro de BMX em Londrina. No contrarrelógio, vitórias de Renato Rezende e de Priscilla Steveux. Ela conquistou o tricampeonato brasileiro da prova.

– Em Tóquio, Ghislain Perrier e Guilherme Toldo pararam na chave preliminar da Copa do Mundo de florete masculino. Toldo perdeu para o polonês Leszek Rajski por 15-11 e Ghislain de 15-13 para o espanhol Carlos Llavador.

Adilson da Silva foi 22º em torneio de golfe nas Filipinas, válido pelo Tour Asiático. Somou 275 tacadas, 6 atrás do campeão, mas não pontuou para o ranking. No Tour Latino-Americano, Rodrigo Lee foi o melhor brasileiro em torneio na Argentina, terminando em 16º também sem pontuar.

– Jovens brasileiros dominaram os pan-americanos de judô na República Dominicana. No sub-15, todos os que competiram medalharam, trazendo 7 ouros, 3 pratas e 3 bronzes. No Sub-13, foram 9 ouros, 1 prata e 1 bronze. Apenas um jovem judoca não medalhou.

– No brasileiro de carabina e pistola em Brasília, o medalhista olímpica Felipe Wu venceu a pistola de ar 10m com 574 pontos. Na pistola 50m, Vladimir da Silveira ficou com o ouro com 546. Nos rifles, Cássio Rippel faturou o deitado 50m com 594 e o de 3 posições 50m com 1143. No feminino, destaque na pistola de ar 10m com Cibele Martins com 375.

– A seleção juvenil de taekwondo embarcou para o Mundial da categoria no Canadá nesta semana, com equipe de 16 atletas, 8 no masculino e 8 no feminino.

Torben Grael foi eleito vice-presidente da World Sailing, a federação internacional de vela, durante a Assembleia Geral da entidade. No mesmo evento, foi definido na manutenção das classes disputadas no Rio-2016 para Tóquio-2020.

Resumo do fim de semana

Canoagem

Ana Sátila. Foto: CBCa

O complexo de Deodoro foi palco da 1ª competição após os Jogos Olímpicos de Canoagem Slalom, com os Campeonatos Pan e Sul-Americanos. Sem a participação de EUA e do Canadá, o Brasil dominou a competição, vencendo 11 das 12 categorias em disputa.

Mesmo perdendo uma porta na final do C1, Ana Sátila venceu a prova e levou o 2º ouro no K1, como única a zerar a pista, vencendo com mais de 20s de vantagem. No K1, Pedro da Silva, 6º nos Jogos Olímpicos, ficou com o ouro e Anderson Oliveira/Charles Correa faturaram o C2. A única prova não conquistada por um brasileiro foi no C1, onde o argentino Sebastian Rossi venceu Charles Correa por apenas 0.16. O brasil ainda venceu todas as 5 provas juvenis e as 2 adultas que valiam apenas como Sul-americano.

Maratona Aquática

Poliana Okimoto foi bronze na última etapa do Circuito de 10km da FINA em Hong Kong. A brasileira completou os 10km em 2:17:28.2, mesmo tempo da italiana Arianna Bridi, 2ª colocada. A vitória ficou com a vice-campeã olímpica, a italiana Rachele Bruni, com 2:17:12.7. Simone Ruffini conquistou a prova masculina com 2:10:15.8.

Com o bronze, Poliana Okimoto termina em 2º lugar no geral na Copa do Mundo com 74 pontos, ficando atrás de Bruni, com 86. Poliana foi campeã do circuito mundial em 2009 e 3ª colocada em 2007. O Brasil tem outros 4 títulos gerais, sendo 3 de Ana Marcella Cunha (2010, 2012 e 2014) e um de Allan do Carmo (2014).

Atletismo

No brasileiro Sub-18 de atletismo, em São Bernardo, bons resultados da equipe de menores. O grande destaque foi sem dúvida a performance de Caio Henrique da Silva no decatlo. Com ótimos 7.396 pontos após as 10 provas, ele bateu o recorde sul-americano da categoria e ainda por cima estabeleceu a melhor marca de 2016 no mundo para a prova, superando em 14 pontos a marca do alemão Manuel Wagner.

Naiuri Krein

Foram mais dois recorde brasileiros da categoria: Naiuri Krein venceu o heptatlo com 5.052 pontos e Alencar Pereira levou o martelo masculino com 73,93m.

Outros Esportes

– Brasileiros venceram 7 medalhas no Aberto de Glasgow de judô, na Escócia. Phelipe Pelim (60kg) e Eduardo Barbosa (73kg) ficaram com o ouro. Já Raquel Silva (52kg) e Camila Nogueira (+78kg) perderam na final e ficaram com a prata. Os 3 bronzes foram para Gabriel Pinheiro (66kg), Eduardo Santos (81kg) e Nadia Merli (70kg).

Bruno Soares perdeu a chance de se tornar número 1 do mundo ao perder nas 4as do Masters 1.000 de Xangai. Ele e Jamie Murray foram derrotados por 63 76(4) para o finlandês Jenri Kontinen e para o australiano John Peers. O brasileiro segue com chances neste semana.

– Ygor Coelho fez ótima campanha no Aberto da Holanda de badminton, vencendo 3 jogos até perder nas 4as de final para o indiano Ajay Jayaram por 21-15 21-18.

– No Troféu Júlio de Lamare, que equivale ao brasileiro juvenil de natação, Guilherme Costa deu show nos 1.500m livre Juvenil 2, vencendo com 15:14.04, o 3º melhor tempo da história de um brasileiro na prova.

– Gabriela Yumi foi o grande destaque do Brasileiro de Ciclismo de Pista, em Maringá. Ela venceu 4 provas: Sprint individual, Sprint por equipes, 500m contra relógio e Keirin.

– Na etapa de Brasília do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Álvaro Filho/Saymon e Larissa/Talita ficaram com os títulos.

– Adilson da Silva foi 25º em prova em Macau do Tour Asiático de golfe, uma posição abaixo do necessário para ganhar pontos no ranking mundial.

– Guilherme Toldo venceu o Brasileiro de Esgrima disputado no Rio no florete. William Zaytounlian no sabre e Athos Schwantes na espada ficaram com os títulos masculinos. No feminino, vitórias de Karina Lakerbai no sabre, Rayssa Costa na espada e Ana Bulcão no florete.

– No mundial de Basquete 3×3, na China, a Sérvia venceu a competição masculina com 21-16 nos EUA na final. No feminino, ouro para a República Checa, que venceu 21-11 a Ucrânia. O Brasil não disputou o Mundial.

Resumo Rio-2016 – Canoagem Velocidade: 500m e 1.000m

C-1 1.000m masculino

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Isaquias Queiroz (BRA) e Sebastian Brendel (GER)

Como esperado, a prova foi uma disputa entre o brasileiro Isaquias Queiroz e o alemão Sebastian Brendel. Campeão em Londres e bicampeão mundial da prova, Brendel venceu a 1ª bateria eliminatória com 3:58.044, se garantindo direto na final. Na 2ª série, foi a vez de Isaquias vencer bem com 3:59.615 enquanto Serghei Tarnovschi, da Moldávia, levou a 3ª com 4:05.193. Com os 3 já na final, as semifinais definiram os outros 5 classificados para a final, com destaque pro russo Ilia Shtokalov, que fez o melhor tempo, com 3:58.259.

Na final, Tarnovschi começou mais forte, passando em 1º na parcial dos 250m, com Isaquias a 0.12 e Brendel a 0.41. Só que aí o alemão começou a forçar e já liderava na metade da prova. Ele venceu praticamente todas as provas que disputou nessa distância no último ciclo olímpico e não perderia esta. O brasileiro tentou acompanhá-lo, mas não foi páreo. Brendel fechou em 3:56.926 contra 3:58.529 de Isaquias. Esta foi a 1ª medalha do brasileiro nos Jogos e a 1ª da história do país na canoagem. Na briga pelo bronze, Tarnovschi e Shtokalov se alternavam na colocação, mas o moldávio fechou na frente com 4:00.852 contra 4:00.963 do russo.

Brendel se tornou bicampeão da prova, o primeiro a fazer o feito desde o checo Josef Holecek em 1948 e 1952. Alguns dias após a prova, Serghei Tarnovschi foi suspenso por doping, mas o COI não confirmou se ele perdeu a medalha.

K-1 1.000m masculino

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Marcus Walz (ESP)

A prova foi dominada pela Noruega, que venceu 4 das últimas 5 Olimpíadas, mas dessa vez não mandou nenhum representante. O campeão de Londres (e de Atenas), Eirik Veras Larsen, se aposentou. Assim, o favoritismo caiu sobre o campeão mundial, o dinamarquês René Holten Poulsen, que venceu a 1ª bateria eliminatória com 3:35.722. O melhor tempo foi do português Fernando Pimenta, com 3:33.140 na 3ª bateria, mas ninguém foi direto pra final. Nas semifinais, o australiano Murray Stewart venceu a 1ª série com 3:32.602, seguido de Pimenta e com Poulsen em 4º. Na outra bateria. o russo Roman Anoshkin levou tranquilo com 3:34.833, seguido do alemão Max Hoff, bronze em Londres. Campeão mundial em 2014 e vice em 2015, o checo Josef Dostál passou em 4º para a final. Prata há 4 anos em Londres, o canadense Adam van Koeverden decepcionou e não conseguiu vaga na Final A, mas venceu a Final B com 3:31.872, tempo que lhe daria a prata na decisão.

Na decisão, quem começou muito forte foi o português Fernando Pimenta. Na parcial de 250m, já tinha quase 1s de vantagem e manteve a liderança até a metade da prova. Só que o resto dos atletas começou a apertar o ritmo e o português não aguentou. Murray Stewart, Roman Anoshkin e Josef Dostal cresceram e já brigavam metro a metro na parcial dos 750m. Enquanto isso, o espanhol Marcus Walz estava em 5º, a pouco mais de 2s atrás da briga. Mas numa recuperação espetacular, Walz os alcançou e ainda abriu para fechar com 3:31.447 e levar o ouro. A 0.698 chegou o checo Dostal para a prata e, bem atrás, o russo Roman Anoshkin levou o bronze com 3:33.363.

Marcus Walz levou o 1º ouro da Espanha em uma prova de K1 na história dos Jogos e foi seu 1º ouro em uma competição mundial. Josef Dostal faturou sua 2ª medalha olímpica e levaria a 3ª 4 dias depois. Roman Anoshkin faturou a 1ª medalha da Rússia na prova.

C-2 1.000m masculino

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Em pé: Erlon Souza e Isaquias Queiroz (BRA) e Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk (UKR). Agachado: Sebastian Brendel e Jan Vandrey (GER)

Os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon Silva foram campeões mundial desta prova em 2015, mas tiveram uma atuação ruim na etapa da Copa do Mundo que disputaram antes dos Jogos. Ainda assim, o favoritismo era deles, mas a dupla alemã vinha muito forte com Sebastian Brendel e Jan Vandrey. Na 1ª bateria eliminátoria, os brasileiros venceram com 3:33.269, 2s a frente da dupla da Ucrânia, enquanto os alemães levaram a 2ª, meio segundo a frente de Cuba. Ambas as duplas se garantiram na final, enquanto todas as outras disputaram as semifinais, vencidas por Ucrânia e Cuba.

Na decisão, Isaquias e Erlon abriram muito forte e lideraram quase toda a prova. Com um ritmo de remadas bem superior às outras embarcações, seguiam bem na liderança. Na metade da prova, lideravam por 0.62 sobre a dupla da Rússia e mantiveram a distância com 750m. Enquanto isso, a dupla alemã estava em 6º nos 500m, a um segundo e meio dos brasileiros, mesma diferença nos 750m. Só que a reação veio nos 150m finais. Os brasileiros não caíram, mas os alemães dispararam e passaram faltando menos de 50m. Vitória de Sebastian Brendel e Jan Vandrey com 3:43.912 contra 2:44.819 de Isaquias e Erlon. A dupla ucraniana de Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk assumiu o 3º lugar faltando 400m e ficou com o bronze, seguidos da Hungria e da Rússia.

Sebastian Brendel venceu seu 3º ouro olímpico da carreira e o 2º do Rio, se tornando o 1º da história a vencer o ouro em uma mesma Olimpíada na prova individual e nas duplas da canoa. Jan Vandrey vence sua 1ª medalha em uma competição mundial. Esta foi a 3ª medalha de Isaquias Queiroz no Rio de Janeiro, se tornando o 1º brasileiro a levar 3 medalhas em uma mesma Olimpíada. O bronze ucraniano foi a 1ª medalha do país em uma prova de C2.

K-2 1.000m masculino

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Marcus Gross e Max Rendschmidt (GER)

Campeões mundiais em 2013 e em 2015, os alemães Max Rendschmidt e Marcus Gross eram os favoritos e não decepcionaram. Nas eliminatórias venceram a sua bateria com muita tranquilidade, com 3:19.258, mais de 5s de vantagem sobre a dupla da Eslováquia, já garantindo vaga na final. Na 2ª bateria, os sérvios Marko Tomicevic e Milenko Zoric venceram com 8s de vantagem sobre os australiano Ken Wallace e Lachlan Tame. Nas semifinais, a dupla da Austrália venceu uma e a de Portugal levou a outra.

Os alemães começaram muito bem a final, assumindo a liderança desde o início. Com metade da prova, tinha 0.64 de vantagem sobre os australianos e 0.79 sobre os portugueses, enquanto os sérvios estavam apenas em 6º, a mais de 2s dos líderes. Aí veio a reação de Tomicevic e Zoric, que fizeram as melhores parciais entre 500m e 750m e já apareciam em 3º, enquanto os portugueses assumiam a vice-liderança e os australianos caíam para 4º. Na parcial final, novamente os sérvios fizeram a melhor, tirando 2s dos alemães, que se esforçaram para manter a frente e vencer com 3:10.781 contra 3:70.969 da Sérvia. Fechando muito bem também, a Austrália assumiu o 3º lugar e levou o bronze com 3:12.593 contra 3:12.889 da dupla de Portugal.

Este foi o 1º ouro de Max Rendschmidt e de Marcus Gross, que levaria o 2º dois dias depois no K4 1.000m e o 4º da Alemanha na prova a história. Bronze no último mundial, a prata de Marko Tomicevic e Milenko Zoric foi a 1ª medalha da Sérvia na história da canoagem como país (há outras como Iugoslávia). O australiano Ken Wallace faturou sua 3ª medalha olímpica, sendo que as outras 2 vieram em Pequim-2008.

K-4 1.000m masculino

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Max Rendschmidt, Tom Liebscher, Max Hoff e Marcus Gross (GER)

A equipe da Eslováquia havia vencido o Mundial de 2015 e contava com a mesma composição do barco pro Rio-2016. Prata em 2015, a Hungria vinha com uma equipe completamente diferente e renovada e, portanto, não figurava mais entre as favoritas. Sem vencer o ouro na prova desde Atlanta-1996, a Alemanha chegou embalada nesta que foi a última final dos Jogos, vinda de 3 ouros na Lagoa Rodrigo de Freitas.

A equipe alemã venceu a 1ª bateria eliminatória com 2:52.836 enquanto a República Checa, bronze no mundial de 2015, venceu a 2ª com 2:52.027. Nas semifinais, Austrália, Eslováquia, Portugal e Espanha também avançaram, enquanto a Hungria decepcionou mais uma vez e teve que disputar Final B, assim como a forte equipe russa.

Na decisão, a equipe alemã dominou de início ao fim. Com metade da prova, já tinha perto de 1s de vantagem sobre os eslovacos e foram abrindo. Seguindo o ritmo forte, já tinha 1.78 nos 750m e abriram mais ainda para vencer com 3:02.143 contra 3:05.044 da equipe eslovaca, que se manteve em 2º lugar durante toda a prova. A República Checa assumiu o 3º lugar com 200m de prova e não perdeu mais. Austrália, Espanha e Portugal completaram o top-6.

A equipe alemã foi formada por Max Rendschmidt, Tom Liebscher, Max Hoff e Marcus Gross. Rendschmidt e Gross venceram também o K-2 1.000m no Rio. Hoff levou sua 2ª medalha olímpica após o bronze no K-1 1.000m de Londres e Liebscher faturou a sua 1ª. Na equipe eslovaca, destaque para Erik Vlcek, que faturou a sua 3ª medalha olímpica. Já o barco checo tinha exatamente a mesma formação que em Londres, quando também foram bronze.

K-1 500m feminino

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Danuta Kozak (HUN)

Depois de vencer os 200m, a neozelandesa Lisa Carrington chegava forte para os 500m, com o título mundial de 2015 na bagagem. Ela venceu a sua bateria com tranquilidade, fechando em 1:54.765, apenas o 12º tempo no geral após as 4 eliminatórias. Campeã em Londres-2012, a húngara Danuta Kozak seguia rumo ao bi com força, vencendo a sua bateria. O melhor tempo foi da azeri Inna Osypenko-Radomska, com 1:51.750.

Nas semifinais, a bielorrussa Maryna Litvinchuk levou a 1ª com 1:55.641, ficando a frente de Carrington, 2ª, mas garantida na Final A. Kozak levou a 2ª semi enquanto a alemã Franziska Weber vecneu a 3ª. Bronze em Londres, a sul-africana Bridgette Hartley foi apenas a 5ª na sua semi e foi para a Final B.

A húngara dominou a final A. Largando forte, liderou praticamente desde o início, com a bielorrusa Litvinchuk na sua cola até a metade, com Osipenko-Radomska logo atrás e as outras 6 bem próximas. Kozak aumentou a velocidade e com 350m já tinha quase 1 barco de vantagem. Osipenko-Radomska cansou e foi ficando para trás enquanto 4 barcos seguiam juntos na briga pela prata e bronze, incluindo uma Carrington em recuperação. Danuta Kozak cruzou isolada na frente em 1:52.494 enquanto a dinamarquesa Emma Jorgensen, Carrington e Litvinchuk cruzavam muito próximas atrás. Jorgensen ficou com a prata com 1:54.326 e Carrington com o bronze com 1:54.372.

Danuta Kozak venceria outras 2 provas no Rio e chegaria a 5 ouros olímpicos na carreira, além dos 11 títulos mundiais. Foi o 4º título húngaro da prova. A prata de Emma Jorgensen foi a 1ª medalha dinamarquesa a prova desde Melbourne-1956 e Lisa Carrington chegou a sua 3ª medalha olímpica.

K-2 500m feminino

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Gabriella Szabo e Danuta Kozak (HUN)

Ao lado de Gabriella Szabó, Danuta Kozak era novamente a grande favorita. A dupla veio para substituir a parceria de Katalin Kovacs e Natasa Janics, que já venceu 2 ouros e 1 prata em Jogos Olímpicos. Kozak e Szabo venceram juntas 3 mundiais, mas seriam fortemente ameaçadas pelas alemãs Franziska Weber e Tina Dietze, campeãs de Londres e mundiais em 2013.

Szabo e Kozak venceram bem a 1ª eliminatória, assim como as alemãs na 2ª, ambas avançando diretamente para a final. Nas semifinais, melhor tempo da dupla polonesa de Karolina Naja e Beata Mikolajczyk.

Numa grande final, a dupla alemã começou se impondo. Weber e Dietze lideraram até 230-240m, quando Szabo e Kozak passaram na parcial de 250m e lideraram por 0.28. As alemãs começavam a ficar pra trás e brigar pela prata com a Polônia, mas acertaram o sincronismo e alcançaram a Hungria. Forçando mais ainda, Szabo e Kozak seguraram as alemãs e venceram com 1:43.687, apenas 0.051 na frente das alemãs! Com tranquilidade, a dupla polonesa levou a prata, deixando Ucrânia, Rússia e Bielorrússia em seguida.

Este foi o 3º ouro de Danuta Kozak e o 2º de Gabriella Szabo. Mas Kozak venceria ainda o K-1 500m dois dias depois e ambas levariam o ouro no K-4 500m quatro dias depois. Foi o 3º ouro húngaro na prova em 4 Olimpíadas. Naja e Mikolajczyk repetem o bronze de Londres.

K-4 500m feminino

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Gabriella Szabo, Danuta Kozak, Tamara Csipes e Krisztina Fazekas (HUN)

Desde Seul-1988 o ouro da prova alternou entre Alemanha e Hungria e em 6 dessas últimas 7 Olimpíadas esses dois países levaram ouro e prata. Tirando o Mundial de 2015, vencido pela equipe da Bielorrússia, foram 5 vitórias seguidas da Hungria e 28 seguidos com ouro para um desses países.

A Bielorrússia venceu a 1ª eliminatória com 1:30.320 enquanto a Hungria levou a 2ª com 1:29.497, enquanto a equipe alemã foi apenas 3ª na bateria. Nas semifinais, a equipe alemã venceu a sua bateria para se classificar à final com o melhor tempo com 1:34.710.

Na decisão, Alemanha e Hungria ficaram lado a lado até a metade, passando praticamente juntas na parcial de 250m, enquanto a equipe da Rússia vinha em 3º, com quase 1 barco de diferença. Só que a equipe húngara foi mais forte para fechar e vencer com 1:31.482 contra 1:32.383. A Bielorrússia passou a Rússia no final e levou o bronze. O pódio foi exatamente igual ao de Londres-2012.

Gabriella Szabo, Danuta Kozak e Krisztina Fazekas repetiram o ouro de Londres com Tamara Csipes completando a equipe no lugar da grande Katalin Kovacs, agora aposentada. Apenas Franziska Weber e Tina Dietze estavam na equipe alemã prata em Londres enquanto 3 canoístas da Bielorrússia repetiram o bronze vencido em Londres.

Resumo Rio-2016 – Canoagem Velocidade: 200m

C-1 200m masculino

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Valentin Demyachenko (AZE), Yuriy Cheban (UKR) e Isaquias Queiroz (BRA)

Com a eliminação da Bielorrússia da canoagem por conta dos vários casos de doping, a grande ausência foi o campeão mundial de 2015, Artsem Kozyr. Nas eliminatórias, o espanhol Alfonso Benavides venceu a 1ª bateria com 40.610 com o campeão de Londres, o ucraniano Yuriy Cheban, em 3º com 41.220. Na 2ª bateria, vitória do francês Thomas Simart com 40.415, seguido do brasileiro Isaquias Queiroz com 40.522. Vitória do russo Andrey Kraitor na 3ª bateria com 39.985 e do azeri Valentin Demyanenko na 4ª com 39.749. Como passavam os 5 primeiros de cada bateria mais o melhor 6º, apenas 4 canoístas eliminados.

Nas semifinais, o melhor tempo veio na 1ª, com Isaquias Queiroz, completando em 39.659. Kraitor liderou a 2ª com 40.394 e o georgiano Zaza Nadiradze levou a 3ª com 40.146. Na final, o brasileiro largou mal enquanto o ucraniano Cheban e o azeri Demyanenko abriram vantagem. Campeão em Londres, o Yuriy Cheban completou em 39.279 contra 39.493 do azeri Valentin Demyanenko.

Numa prova curta, não há espaço para erros, mas Isaquias fez uma recuperação espetacular para buscar o 3º lugar na prova que teria maior dificuldade. Ele foi bronze com 39.628, muito pouco a frente do espanhol Alfonso Benavides, com 39.649. Cheban conquistou sua 3ª medalha olímpica, enquanto Demyanenko faturou sua 1ª. Esta foi a 2ª medalha de Isaquias no Jogos do Rio. Ele viria a vencer mais uma dois dias depois.

K-1 200m masculino

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Liam Heath (GBR)

O britânico campeão em Londres, Ed McKeever, não esteve o Rio para defender seu título. Na 1ª bateria eliminatória, vitória do veterano alemão e pentacampeão mundial da prova Ronald Rauhe com 34.350. Atual bicampeão mundial, o canadense Mark de Jonge ficou em 3º lugar com 34.898, suficiente para se classificar para as semifinais. Na 2ª, vitória do francês Maxime Beaumont com 34.322 com o espanhol Saúl Craviotto em 2º. Na última, o britânico Liam Heath levou com 34.327.

Nas semifinais, melhor tempo de Heath na 1ª com 34.076, seguido de Rauhe com 34.180 e Craviotto com 34.545. Na 2ª semi, Beaumont venceu novamente com 34.398. Campeão mundial em 2013, o sueco Petter Menning ficou fora da final A.

Na decisão, o francês abriu muito bem, com uma ótima saída, seguido colado pelo britânico Heath. Os dois já tinham quase meio barco sobre os outros competidores, mas aí nos 100m finais, Heath apertou até passá-lo e fechar na frente com 35.197 contra 35.362 do francês. Um raro empate ocorreu na medalha de bronze entre Craviotto e Rauhe, ambos com 35.662.

2ª vez que a prova é disputada nos Jogos, 2º ouro britânico, mas esta foi a 3ª medalha olímpica de Liam Heath, que também venceu uma prata dois dias antes com o K2 200m. A prata de Maxime Beaumont foi a 1ª medalha francesa na canoagem de velocidade masculina desde Seul-1988! Saul Craviotto faturou sua 4ª medalha olímpica e foi a 2ª vez que ele faturou um bronze com um empate, sendo o anterior no Mundial de 2014. 4ª medalha olímpica do veterano alemão Ronald Rauhe, que venceu sua 1ª medalha em Sydney-2000.

K-2 200m masculino

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Cristian Toro e Saul Craviotto (ESP)

A principal ausência foi a dupla russa de Alexander Dyachenko e Yury Postrigay, campeões olímpicos em 2012 e mundiais em 2013. As duplas vencedoras das duas baterias eliminatórias já se garantiram na final. Os lituanos Aurimas Linakas e Edvindas Ramanauskas levaram a 1ª com 31.755 e os espanhóis Saúl Craviotto e Cristian Toro faturaram a 2º com 31.161. Nas semifinais, melhor tempo dos britânicos Liam Heath e Jon Schofield com 31.899, campeões da 2ª bateria. Os campeões mundiais de 2015, os húngaros Sandor Totka e Peter Molnar venceram 1 ª com 32.138 e se garantiram na final A.

Edson Isaías e Gilvan Ribeiro por pouco não se classificaram para a Final A e ficaram em 2º na final B com 33.922 atrás da dupla da Coreia do Sul, terminando em 10º geral entre 13 duplas. A Final A começou com os lituanos vindo bem fortes abrindo um pouco sobre as duplas espanhola e britânica, mas um pouco depois da metade, Saul Craviotto e Cristian Toro forçaram, passando e abrindo, para levar o ouro com 32.075. Os britânicos e os húngaros também cresceram e as 3 duplas chegaram praticamente juntas. Prata para os britânicos com 32.368 e bronze para a Lituânia com 32.382. A Hungria foi 4ª colocada com 32.412.

K-1 200m feminino

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Lisa Carrington (NZL)

A neozelandesa Lisa Carrington era definitivamente a mulher a ser batida na prova. Tetracampeã mundial e ouro em Londres, dificilmente ela iria deixar escapar o ouro. Nas eliminatórias ela venceu a sua bateria com 40.422, quase 1s de vantagem. Apenas 4 atletas foram cortadas para a semifinal. Na rodada seguinte, Carrington sobrou para vencer a sua semi com 39.561. Nas outras semifinais, vitórias da polonesa Marta Walczykiewicz com 40.619 e da azeri Inna Osypenko-Radomska com 39.803. A brasileira Ana Paula Vergutz foi a 8ª na sua série e não avançou à final B.

Tricampeã mundial dessa prova (2007, 2009 e 2010) antes do do domínio de Carrington, a húngara Natasa Dusev-Janics venceu a Final B. Valendo medalha, as 4 atletas das raias centrais já se destacavam na largada: Carrington, Walczykiewicz, Osypenko-Radomska e a francesa Sarah Guyot. Mas Carrington só aumentava o ritmo e foi abrindo nos últimos 50m para vencer com 39.864, faturando o bicampeonato olímpico.

A polonesa segurou o ataque da azeri e Marta Walczykiewicz garantiu a prata com 40.279 contra 40.401 de Inna Osypenko-Radomska. A francesa foi perdendo força e terminou em 5º, deixando a eslovena Spela Ponomarenko passar para o 4º lugar. A polonesa é a eterna segunda colocada, ficando com a prata nos últimos quatro mundiais vencidos por Carrington. Osypenko-Radomska conquistou sua 5ª medalha olímpica, mas a primeira representando o Azerbaijão. Antes≠Venceu as 4 anteriores pela Ucrânia.

Resumo Rio-2016 – Canoagem Slalom

C1 masculino

Esta prova teve basicamente 2 nomes em sua história olímpica: o francês Tony Estanguet e o eslovaco Michal Martikan. Eles venceram as últimas 5 Olimpíadas, mas ambos estão aposentados. Restou ao medalhista de prata em Londres, o alemão Sideris Tasiadis chegar como favorito.

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Denis Gargaud Chanut (FRA)

E não decepcionou na eliminatória. Tasiadis não fez uma 1ª descida tão boa, com 100,47, mas voou na 2ª com 92,23, sem cometer falta, e fechou com o melhor tempo. O francês Denis Gargaud Chanut foi o 2º melhor com 93,48, seguido do britânico David Florence, prata em Pequim, com 94,11. Felipe Borges não foi bem e ficou em 6º com 105,14, mesmo zerando sua 2ª descida. Na semifinal, Tasiadis novamente sobrou, zerando com o melhor tempo de 95,63, seguido do espanhol Ander Elosegi com 97,93 e do francês Chanut cm 98,06.

Já na final, em ordem inversa à semi, o eslovaco Matej Benus foi o 3º a descer e fez excelentes 95,02. Florence foi o seguinte, mas cometeu duas faltas e teve problema, fazendo altos 109,00 para terminar na última posição. O japonês Takuya Haneda também zerou, mas com 97,44 e aparecia na 2ª posição, faltando os 5 favoritos ainda. O checo Vitezslav Gebas fez 97,57 e aparecia em 3º. O esloveno Benjamin Savsek cometeu duas faltas e com 99,36 fica longe do pódio. Depois foi a vez do francês Chanut, que fez uma descida brilhante. Zerando novamente, sobrou com 94,17 e assumiu a liderança, já garantindo lugar no pódio. O espanhol tocou a 1ª barreira e perdeu suas chances logo no início. Ele ainda tocou mais uma porta para terminar em 8º. Fechando a final, o alemão Tasiadis. Ele não conseguia fazer a mesma linha do francês e, quando bateu na porta 9, o ouro caiu nas mãos de Denis Gargaud Chanut. Tasiadis completou com 97,90, ficando em 5º. Prata pro eslovaco Matej Benus e bronze pro japonês Takuya Haneda, a 1ª medalha da história do Japão na canoagem slalom.

K1 masculino

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Joe Clarke (GBR)

O único medalhista olímpico presente na prova era o alemão Hannes Aigner, bronze em Londres. Na qualificação, foi o italiano Giovanni de Gennaro que fez o melhor tempo, com 86,85 obtidos na 1ª descida. O britânico Joe Clarke fez o 2º tempo com 86,95 e Aigner o 3º com 87,31. Pedro da Silva foi muito bem, fazendo 88,48 e conquistando o ótimo 5º lugar.

Na semifinal, prova perfeita do eslovaco Jakub Grigar, melhor tempo com 88,84, bem a frente do checo Jiri Prskavec com 90,62. Mesmo com uma falta, Pedro fez 95,68 obtendo o 10º tempo e a última vaga pra final. Bronze no último Mundial, o americano Michal Smolen também fez uma falta, mas ficou fora da final, em 12º.

Na final, Pedro foi logo o 1º a descer. Numa bela descida, ele zerou com o tempo de 91,54.Os 3 seguintes fizeram tempos piores, incluindo o italiano e o brasileiro mantinha a liderança, até o alemão Aigner completar em 89,02 e assumir o 1º lugar. A situação ficou mais tensa quando os 4 últimos desceram. O esloveno Peter Kauzer, bicampeão mundial, fez 88,70 para ir pra frente, mas logo depois, Joe Clarke brilhou para 88,53, assumindo a liderança por muito pouco. Atual campeão mundial, o checo Jiri Prskavec vinha muito bem, mas bateu na porta 13. Ainda assim, ele voou em Deodoro e ficou com o 3º tempo com 88,99, deixando o alemão em 4º por apenas 0,03! Restava apenas o eslovaco Jakub Grigar. E ele ia muito bem. Na 2ª parcial, liderava com quase 1s sobre o britânico, mas um errinho no final o tirou do pódio, terminando em 5º com 89,43.

Ouro pro britânico Joe Clarke, o 1º do país na história do K1, prata pro esloveno Peter Kauzer e bronze pro campeão mundial, o checo Jiri Prskavec.

C2 masculino

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Ladislav e Peter Skantar (SVK)

Os grandes nomes dessa prova na história olímpica foram os irmãos gêmeos eslovacos Pavol e Peter Hochschorner. Tricampeões olímpicos e bronze em Londres, eles estão em fim de carreira e não foram selecionados para os Jogos. Em seus lugares, os irmãos (não gêmeos) Ladislav e Peter Skantar.

Nas eliminatórias, que só eliminaram a dupla japonesa, os Skantar fizeram o melhor tempo com 100,89 na 1ª descida, seguidos pelos franceses Gauthier Klauss e Matthieu Péché com 102,43 e pelos britânicos David Florence e Richard Hounslow, bronze em Londres, com 103,27. A dupla brasileira Charles Correa e Anderson Oliveira ficou na ótima 7ª posição com 106,14. Já na semifinal, foi a vez dos alemães Franz Anton/Jan Benzien fazerem o melhor tempo com 107,93. A dupla brasileira cometeu 3 faltas, ficando em 11º e fora da final por apenas 0,23, sendo a única eliminada na rodada. Os franceses ficaram em 5º e os eslovacos em 6º.

Os irmãos Skantar desceram em 5º na final, zerando sua passagem e completando em 101,58. Os franceses foram os seguintes, mas não conseguiam melhor o tempo da ótima descida eslovaca e completaram em 103,24, 2º tempo até então. A dupla da Polônia também não melhorou com 104,97. Logo depois, foi a vez dos britânicos, que vinham mais rápido que os eslovacos: na 2ª parcial tinham quase 1 segundo e meio de vantagem, mas atrasaram e terminaram com 102,01, assumindo o 2º lugar. Aí vieram os checos Jonas Kaspar e Marek Sindler, que voavam e vinham mais rápidos que os Skantar, mas bateram na 22ª e na 23ª portas, perdendo 4s. Terminaram com 108,35 em 8º. Para fechar a final, os alemães que também vinham melhor, mas não superaram o excelente final de prova eslovaco. Completaram em 103,58 fora do pódio em 4º.

Com a vitórias dos irmãos Ladislav e Peter Skantar, a Eslováquia conquistaou seu 4º ouro em 8 edições olímpicas do C2. Os britânicos David Florence e Richard Hounslow repetiram a prata de Londres e Gauthier Klauss e Matthieu Péché ficam com o bronze, a primeira medalha francesa na prova desde o ouro em Atlanta-1996.

A prova foi retirada do programa olímpico e será substituída pelo C1 feminino em Tóquio.

K1 feminino

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Maialen Chourraut (ESP)

A campeã de Londres, a francesa Emilie Fer, não foi selecionada para levar a vaga francesa e se juntou à alemã Ricarda Funk entre as principais ausências da prova. Na primeira descida da qualificação, o melhor tempo ficou com a britânica Fiona Pennie com 100,52. Já na 2ª, boa parte melhorou o tempo e a melhor marca foi da italiana Stefanie Horn com 99,07. Apenas ela e a australiana Jessica Fox (2ª com 99,51) fizeram o tempo abaixo dos 100s. Ana Sátila vinha extremamente bem embalada das etapas da Copa do Mundo este ano. Na 1ª descida fez o 12º tempo (15 passariam para a semifinal) com 110,80. Na 2ª, vinha muito bem, mas cometeu um erro grave no final e não passou pela porta 20. Ela vinha para um excelente tempo, mas não melhorou a sua marca e terminou em 17º lugar, não passando para as semifinais.

Na semi, a melhor marca foi da austríaca Corinna Kuhnle com 101,54, seguida de Pennie com 101,81 e da espanhola Maialen Chourraut, bronze em Londres, com 101,83. Na grande final, a alemã Melanie Pfeifer começou já com um toque na porta 16. A final, aliás, teve um nível abaixo do esperado, já que apenas 2 das 10 tiveram uma descida limpa. 4ª a descer, a neozelandesa Luuka Jones foi a 1ª a zerar com 101,82 e assumiu a liderança. As duas seguintes tiveram uma punição: a eslovaca Jana Dukatova fez 103,86 e a australiana Jessica Fox marcou 102,49. A checa Katerina Kudejova vinha bem, mas cometeu uma falta também e ainda piorou bem seu tempo. Ela terminaria em 10º com 108,76.

Aí veio o show da espanhola. Maialen Chourraut tinha 0.31 de vantagem sobre a neozelandesa na 1ª parcial e melhorou para 1.72 na 2ª! Seguiu sem faltas e fechou com o excelente tempo de 98,65. O ouro foi confirmado para Chourraut quando a britânica Fiona Pennie e a austríaca Corinna Kuhnle cometeram duas faltas cada, sendo a 1ª logo no começo do percurso. Primeiro ouro para a Espanha na canoagem slalom, enquanto Luuka Jones faturou a 1ª medalha da história da Nova Zelândia na modalidade. Aos 22 anos, Jessica Fox garantiu sua 2ª medalha olímpica da carreira.