Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Lausanne-2020

É ano olímpico! Mas antes de Tóquio, teremos os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, que começaram com a Cerimônia de Abertura nesta quinta-feira, na cidade suíça de Lausanne!

Esta será a 3ª edição (já tivemos Innsbruck-2012 e Lillehammer-2016), e disparado a maior de todas! Serão quase 1.800 atletas de 79 países disputando 81 eventos em 16 modalidades. Em 2016, para efeito de comparação, foram aproximadamente 1.100 atletas de 71 países em 70 eventos de 15 modalidades.

Entre as novidades desta edição temos a inclusão do montanhismo em esqui, das provas de Big Air (tanto para snowboard quanto para esqui), o luge de duplas femininas e o combinado nórdico feminino. Com essas inclusões, o programa está idêntico para os dois gêneros!

Pira olímpica foi acesa nesta quinta-feira na Suíça

Serão 13 dias de disputas em 3 sedes: Lausanne (cerimônias, hóquei, short track, patinação artística), Jura (cross-country, biatlo, combinado nórdico e saltos) e os Alpes, com competições em lugares clássicos dos esportes de inverno. St. Moritz, que já sediou duas Olimpíadas de Inverno e 3 Mundiais de esqui alpino, recebe as provas de trenó e a patinação de velocidade.

Brasil em Lausanne

O Brasil conta com sua maior equipe da história no YOG, com 12 atletas. Por pouco não superam os 13dos Jogos de Sochi-2014.

Assim como em 2016, o Brasil classificou a equipe mista de curling. Estamos no Grupo B com China, Dinamarca, Alemanha, Hungria e Suíça. Um bom nome para ficar de olho é o de Noah Bethonico, que disputa o snowboard cross. Em abril de 2019 ele obteve o ótimo 18º lugar no Mundial Junior e ainda conseguiu boas classificações em provas menores, aparecendo em 109º no ranking mundial.

No skeleton, o Brasil conta com Lucas Oliveira e Larissa Brito, que podem conseguir uma boa classificação também. Assim como Gustavo Ferreira, no monobob masculino. A delegação ainda conta com a equipe de cross-country: Rhaick Bomfim, Manex Silva, Taynara da Silva (que também disputa o biatlo) e Eduarda Ribera.

Prévia olímpica

Primeiro contato desses jovens atletas com uma Olimpíada, o YOG tenta crescer e se manter como uma prévia olímpica, embora não tenha ainda a divulgação e a transmissão maciça que uma Olimpíada tem.

Apenas 4 atletas na história venceram medalhas de ouro em YOG de Inverno e em Olimpíadas de Inverno:

– Lim Hyo-jun (KOR): ouro nos 1.000m masculino no Short Track em Innsbruck-2012 e dos 1.500m em Pyeongchang-2018

– Shim Suk-hee (KOR): ouro nos 500m e nos 1.000m feminino no Short Track em Innsbruck-2012 e ouro nos revezamentos 3.000m em Sochi-2014 e em  Pyeongchang-2018

– Andreas Wellinger (GER): vitória nos saltos com esqui por equipes em Innsbruck-2012 e dois ouros olímpicos, no Large Hill por equipe em Sochi-2014 e no Normal Hill individual em Pyeongchang-2018

– Chloe Kim (USA): ouro no halfpipe e nos slopestyle do snowboard em Lillehammer-2016 e ouro praticamente sem concorrentes no halfpipe em Pyeongchang-2018

Medalhistas em Lillehammer-2016 que medalharam em Pyeongchang-2018:

Chloe Kim (USA) – Snowboard – Ouro no halfpipe e no slopestyle no YOG e ouro no halfpipe em Pyeongchang

Kim Min-seok (KOR) – Patinação de Velocidade – Ouro nos 1.500m e na saída em massa masculina no YOG e prata na perseguição por equipes e bronze nos 1.500m em Pyeongchang

Madeleine Egle (AUT) – Luge – Bronze no YOG e bronze no revezamento misto em Pyengonchang

Hwang Dae-heon (KOR) – Short Track – Ouro nos 500m e 1.000m masculino no YOG e prata nos 500m em Pyeongchang

Shaoang Liu (HUN) – Short Track – Bronze nos 1.000m masculino no YOG e ouro no revezamento 5.000m em Pyeongchang

 

Antes dos Jogos, o COI confirmou a data do YOG de verão de 2022, que serão em Dakar, no Senegal, entre 22 de outubro e 9 de novembro. Além disso, decidiu incluir dois novos esportes na disputa: o Baseball5 e o Wushu. O Baseball5 é uma adaptação do baseball para equipes mistas, sem bastão e sem arremessador e o Wushu é mais conhecido mundialmente como kung-fu. Também ficou determinado que a Província de Gangwon, na Coreia do Sul, receberá o YOG de Inverno de 2024.

Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Dia 7

Em outro dia tranquilo em Lillehammer, mais 5 finais.

Cross-country

Na prova clássica do esporte, a com largada em intervalos, o sul-coreano Magnus Kim levou seu 2º ouro e 3ª medalha nos Jogos. 41º a largar, Kim completou os 10km no estilo livre em 23:04.8, tirando quase 1min45s do até então líder, o finlandês Remi Lindholm. Aí foi só esperar até os outros terminarem para confirmar seu ouro. O último a largar foi o norueguês Vebjoern Hegdal que passou nas parciais de 2,9km e de 5km com tempo melhor que o sul-coreano. Mas na de 7,9km, já estava a 8.3 acima. Ele tentou, mas Kim fechou muito forte e Hegdal ficou com a prata a 16s. O bronze foi pro russo Igor Fedotov a distantes 54.4. O brasileiro Altair Firmino foi o 47º a 6min49s9 do Kim.

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Foto: IOC

Na final feminina dos 5km, a russa Maya Yakunina venceu de maneira bem tranquila. Penúltima a largar, ela fechou a distância em 12:58.8 e tirou a surpresa chinesa Chi Chunxue, que liderava com 13:29.9 e acabou com a prata. Fechou o pódio a finlandesa Rebecca Immonen com 13:35.9. Nenhuma tinha ganho alguma medalha ainda em Lillehammer.

Esqui Alpino

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Favorita desde que chegou, a suíça Aline Danioth dominou a prova de slalom. Na primeira descida, fez o tempo de 53.53, quase 1s melhor que a 2ª colocada. Na 2ª, também obteve o melhor tempo, com 49.68 e fechou com 1:43.21 e o ouro. Com 2 ouros e 2 bronzes, Danioth sai com 100% nas provas individuais em Lillehammer. A distantes 1.59, a canadense Ali Nullmeyer foi prata e a 2.65 a eslovena Meta Hrovat ficou com o bronze.

Saltos

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Foto: IOC

Na prova mista por equipes deu o esperado. Depois de dominar nas individuais, a fortíssima equipe da Eslovênia levou o ouro com 709,5 pontos. Ema Klinec fez 229,2, quase o mesmo que seu compatriota Vid Vrhonik com 231,8. Com 248,5, o campeão do individual masculino Bor Pavlovcic fechou para a equipe campeã, bem distante da Alemanha, prata, com 675,5. A tradicional Áustria completou o pódio com 666,7.

Hóquei no Gelo

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Foto: Fredrik Olastuen

Na disputa de habilidades masculina, o mais consistente foi o romeno Eduard Casaneanu, somando 14 pontos após 6 provas. Ele venceu a prova de rebatida mais rápida e foi o 2º na volta mais rápida e no controle do puck. O eslovaco Sebastian Cederle com 12 pontos foi prata. 3 atletas fizeram 11 pontos, mas 2 deles venceram uma prova cada. Aí o desempate foi pra quem tinha mais segundos lugares, e aí se deu melhor o alemão Erik Betzold, bronze.

Fechando a primeira fase do hóquei, Canadá venceu por 6-0 os donos da casa e EUA venceu o clássico contra a Rússia por 4-2. As semifinais serão Canadá x Finlândia e EUA x Rússia novamente. Canadá e EUA empataram em tudo no grupo, 9 pontos, 11 gols de saldo e 18 a favor, mas o Canadá venceu os americanos e por isso passou em 1º.

No hóquei feminino, Suécia goleou a Noruega por 5-0 e a República Checa fez 2-1 na Suíça. As semifinais serão Suécia x Eslováquia e República Checa x Suíça.

Após 51 eventos, 28 países já medalharam e 18 levaram ouro.

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Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Dia 6

A quarta-feira foi um dia bem tranquilo em Lillehammer, com apenas 4 finais.

Biatlo

Foto: Mariya Osolodkina/IBU

Mas que final foi a do revezamento individual! Nesta prova, cada país é formada por uma dupla mista. A menina começa, depois vai o menino, volta a menina e o menino fecha. Em cada perna, duas sessões de tiros. E como mudou a liderança! Após a primeira passagem feminina, a chinesa Meng Fanqi fez prova perfeita e a primeira troca com 4s de vantagem foi da China, com a Noruega e Itália coladas. Aí o chinês teve uma sessão de tiros em pé desastrosa, com direito a duas voltas de penalidade, mesmo com os 3 tiros extras do revezamento e entregou em 10º, 50s atrás da Finlândia, que liderava isolada. Na volta das meninas, mais uma vez a chinesa deu show. Zerou as duas sessões de tiro sem nenhum extra e voltou ao grupos das líderes, entregando em 4º lugar, mas a 3s da Noruega, EUA e França. Aí viéramos os meninos e todo mundo falhava nos tiros. Menos o chinês. Zhu Zhenyu fez a prova dos seus sonhos. Na última sessão, zerou os tiros em pé e saiu com uns 10s de vantagem sobre o norueguês da linha de tiro. Faltando 1,5km pra linha de chegada, Fredrik Bucher-Johannessen bem que tentou buscar, mas o chinês conseguiu fechar em 1º em 41:35.4, apenas 0s2 melhor que a Noruega! A disputa do bronze foi no photo finish, com a Rússia na frente da França por um triz.

Prova espetacular. A China jamais havia vencido uma medalha no biatlo em Olimpíadas. A última medalha de um chinês em Mundiais foi em 2005!

Esqui Alpino

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River Radamus já é o maior nome desse Jogos. Depois do ouro no Super-G e na combinada, deu mais um show, agora no slalom gigante. O americano fez uma excelente primeira descida em 1:17.16 e foi pra 2ª descida com vantagem de 0.53 sobre o italiano Pietro Canzio. Na segunda, o italiano errou e não conseguiu terminar, praticamente dando o ouro ao americano, que completou em 1:17.89, o 3º tempo, mas somando 2:35.05, 1.07 melhor que o japonês Yohei Koyama, medalha de prata. A única medalha japonesa no esqui alpino em Olimpíadas foi uma prata em 1956, no slalom masculino. O alemão Anton Grammel fechou o pódio com 2:36.54. Michel Macedo novamente falhou e não terminou a 1ª descida.

Curling

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Sempre favoritos, a equipe canadense não deu chances aos americanos. Logo no 1º end da final, abriram 5-0 e aí foi só alternar o martelo até o final para fechar o jogo em 10-4 no 7º end. Na disputa do bronze, a Suíça arrasou a Rússia em 11-3 para ficar com a medalha. Agora todos os atletas serão misturados para a disputa de duplas mistas.

Patinação de Velocidade

Equipe campeã do Sprint por equipes. Foto: YIS/IOC

Na interessante prove de sprint por equipes, cada equipe começa com 4 atletas, 2 meninos e 2 meninas e a cada volta, o que lidera sai da equipe, até que o último cruze sozinho após 1.600m. Foram 13 equipes formadas por atletas de diferentes países. Quem venceu foi a equipe 6, formada pela italiana Noemi Bonazza, a mongol Sumiya Buyantogtokh, o sul-coreano Chung Jae Woong e o chinês Shen Hanyang, que completou em 1:57.85. A equipe 9 (NED/POL/USA/KAZ) foi prata com 1:58.80 e a equipe 10 (ITA/ROU/GER/NOR) bronze com 1:58.87. Prova muito apertada e definida no detalhe. Com o ouro de Buyantogtokh, a Mongólia conquista a sua primeira medalha na história em uma edição de Jogos de Inverno!

Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Dia 5

Eslovênia domina saltos, russas na dobradinha na patinação artística e a Ásia segue dominando na velocidade, contando com um fato raro na prova feminina.

Saltos

Ema Klinec. Foto: Simon Bruty/YIS/IOC

Oitava na Copa do Mundo no momento, a eslovena Ema Klinec era a favoritíssima ao ouro nos saltos feminino e confirmou a previsão. No primeiro salto, 95m e 124,5 pontos. Na segunda rodada, 96m e mais 124,8 pontos para fechar o ouro com 249,3 no total. A russa Sofia Tikhonova fez um ótimo primeiro salto com 97m, o mais longo da final, mas uma marca mais fraca na 2ª passagem a deixou com a prata com 237,6. A italiana Lara Malsiner fechou o pódio com 231,6 pontos, bem a frente da 4ª colocada.

Na prova masculina, mais um domínio esloveno, com Bor Pavlovcic. Ele abriu com o melhor salto dos Jogos, de 101m e 130,9 pontos, com o norueguês Marius Lindvik colado com 129,2. Mas na 2ª série, Pavlovcic fez 99m e 131,9 pontos, somando 262,8 para garantir o ouro. Lindvik fez apenas 94m, somando 251,0 pontos. O alemão Jonathan Siegel foi bronze com 236,0.

Short Track

Fato raro na final feminina dos 500m. Numa final com a queda da húngara Petra Jaszapati, a sul-coreana Kim Jiyoo cruzou a linha de chegada em 1ª, seguida da chinesa Zang Yize e da outra sul-coreana Lee Suyoun, mas os árbitros reviram o vídeo e as duas sul-coreanas foram penalizadas. Com isso, a chinesa subiu pro ouro e a húngara Jaszapati foi prata. Sem 3º lugar na Final A, o bronze foi pra vencedora da Final B, a búlgara Katrin Manoilova!

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Na final dos 500m masculino, só asiáticos. Sempre uma prova muito disputada, o sul-coreano Hwang Daeheon liderava até a última curva, quando se desequilibrou, atrapalhou o chinês e foi desclassificado. Quem venceu foi outro sul-coreano, Hong Kyunghwan, com 41.885, seguido do japonês Kazuki Yoshinaga com 41.969 e do chinês Ma Wei, com 42.129.

Esqui Alpino

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A suíça Melanie Meillard fez o segundo tempo nas duas descidas da final do slalom gigante para levar o ouro com 2:33.28, faturando sua segunda medalha em Lillehammer. Melhor na 1ª descida, a alemã Katrin Hirtl-Stanggassinger perde o ouro no detalhe, ficando a apenas 0.06 de Meillard! Campeã na combinada, a suíça Aline Danioth fechou o pódio e conquistou sua 3ª medalha nos Jogos, completando em 2:33.95.

Cross-Country

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Nas finais do sprint classic, a sueca Johanna Hagstroem, prata no cross no 1º dia, venceu a final com 3:19.55, com a russa Yuliya Petrova e a norueguesa Martine Engebretsen logo atrás. Na final masculina, inversão do pódio do cross. Quase no photo finish, o norueguês Thomas Larsen faturou o 2º ouro dos donos da casa com 2:55.39 contra 2:55.72 do sul-coreano Magnus Kim. Outro norueguês, Vebjoern Hegdal, fechou o pódio com 2:56.49.

Combinado Nórdico

Nos saltos, o alemão Tim Kopp fez a melhor marca, com 99,5m e 131,8 pontos no total, largando com 8s de vantagem sobre o americano Ben Loomis para a prova de 5km. Os dois e o checo Ondrej Pazout disputaram o título lado a lado por metade da prova. Na chegada, Kopp abriu para vencer com 13:31.4, contra 13:36.6 do americano e 13:39.3 do checo.

Patinação Artística

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Na final da dança artística, os russos Anastasia Shpilevaya e Grigory Smirnov confirmaram a melhor nota na prova curta, tiraram 83,95 somando 141,88 no total para levar o ouro, mesmo com uma queda. Os americanos Chloe Lewis/Logan Bye ficaram com a prata com 136,37. O bronze foi pra outra dupla russa, Anastasia Skoptcova/Kirill Aleshin com 134,62. Eles sofreram 2 punições, um ponto por queda e um ponto por um levantamento muito longo e perderam a prata por muito pouco.

Na final feminina, a reedição do resultado da final do Grand Prix juvenil. Polina Tsurskaya foi muito superior no programa longo com 127,39 e somou 186,04. Atrás dela, a outra russa, Maria Sotskova com 169,50 no total. Com uma queda e por estourar o tempo da apresentação, a cazaque Elizabet Tursynbaeva ficou com o bronze com 167,88, deixando a japonesa Yuna Shiraiwa em 4º com 166,66.

Luge

No revezamento, prova quer estreou nos Jogos de Sochi, primeiro desde a menina, depois o menino e por último a dupla. A Alemanha, maior potência mundial no esporte, foi prata nas 3 provas separadamente e, com a melhor equipe teórica, confirmou e venceu com 2:52.520. A equipe foi formada por Jessica Tiebel, Paul-Lukas Heider e pela dupla Hannes Orlamuender e Paul Gubitz. A equipe da Rússia foi prata com 2:52.708 e a boa equipe italiana ficou com o bronze com 2:53.040, graças ao excelente fechamento de Felix Schwarz e Lukas Gufler, campeões nas duplas. A equipe italiana é treinada por ninguém menos que o bicampeão olímpico Armin Zoeggeler, dono de 6 medalhas olímpicas!

Snowboard e Esqui Freestyle

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Na prova por equipe de ski-snowboard cross, primeiro desce a menina no snowboard, depois a menina no esqui, depois o menino no snowboard e fecha com o menino no esqui. Um só pode sair depois que o anterior cruza a linha de chegada. Na grande final, a equipe da Alemanha ficou com o ouro, mas numa chegada bem apertada, Suíça e uma equipe mista foram para o photo finish, dando a prata aos suíços. O bronze ficou com uma equipe mista, que contou com dois suecos, um búlgaro e um ucraniano.

Hóquei no Gelo

Pódio da disputa de habilidades

Na final do concurso de habilidades feminino, a japonesa Sena Takenaka foi a mais regular e levou o ouro com 16 pontos. Ela venceu apenas a última etapa de 6, o controle do puck, mas ficou em 2º em outras 3: agilidade em patinação, precisão de passe e jogada mais rápida. A italiana Anita Muraro começou muito bem nas 3 primeiras provas, mas foi mal nas outras e terminou com a prata com 14 pontos enquanto a austríaca Theresa Schafzahl completou o pódio com 13 pontos.

Mais 4 jogos no hóquei no gelo. No masculino, Canadá venceu o clássico contra os EUA por 4-2 e a Rússia fez 2-1 na Finlândia. No feminino, Suíça 4-2 na Eslováquia e a Suécia venceu 2-0 a República Checa.

Curling

No playoff de tiebreak, a Turquia venceu 6-5 a Itália e se classificou para as quartas de final, onde perdeu de 10-2 para o Canadá. Suíça 7-3 Suécia, EUA 5-4 Noruega e Rússia 9-5 Grã-Bretanha completaram a rodada. Nas semifinais, Canadá passou com 7-5 pela Suíça e os EUA venceram 8-6 a Rússia.

Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Dia 3

Domínio americano no halfpipe, mais dobradinhas e Coreia do Sul segue bem.

Esqui Alpino

Nas provas combinadas, uma descida de Super-G e uma de slalom.

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Aline Danioth. Foto: YIS/IOC

No feminino, as suíças dominaram o Super-G, abrindo uma boa vantagem para a prova de slalom. Melanie Meillard foi a melhor com 1:13.44, 0.15 melhor que Aline Danioth. No slalom, Danioth fez o melhor tempo de todas as atletas, tirou a diferença da compatriota e foi pro ouro com o tempo somado de 1:55.74, com 1:56.12 de Meillard. 3ª no Super-G, a alemã Katrin Hirtl-Stanggassinger assegurou o bronze com 1:57.25.

No masculino, novamente o americano River Radamus dominou o Super-G. Com 1:11.15, ele abriu quase 1s de vantagem e foi pro slalom, prova que não é sua especialidade. Com o 7º tempo do slalom, Radamus somou 1:52.87 e levou o eu segundo ouro em Lillehammer com apenas 0.07 de vantagem sobre o austríaco Manuel Traninger. O italiano Pietro Canzio fechou o pódio com 1:53.65. Os 3 formaram o pódi do Super-G no dia anterior, mas o austríaco trocou de lugar com o italiano. Michel Macedo novamente foi bem no Super-G, ficando com o 17º tempo entre 42 que terminaram, mas cometeu um erro no slalom e não terminou a prova.

Biatlo

O francês Emilien Claude zerou a prova de sprint 7,5km para levar o ouro, completando em 19:01.5. Mesmo com dois erros, o norueguês esquiou muito para chegar na prata com 19:08.6. Por pouco não tirou a diferença do francês! Também com dois erros, o russo Egor Tutmin, prata no Mundial menor no revezamento, fechou o pódio com 19:19.5.Eles terão uma ótima vantagem na perseguição.

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No sprint 6km feminino, o ouro foi para a alemã Juliane Fruehwirt, que também zerou nos tiros. Ela completou a distância em 18:23.5. A norueguesa Marthe Johansen errou um tiro e com isso perdeu a vitória. Ela ficou a apenas 5.6 da alemã. Com dois tiros errados, a cazaque Arina Pantova, campeã mundial menor na perseguição há duas semanas, completou o pódio a 17.1 da alemã.

Snowboard

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Dia de halfpipe. Com 3 chances para cada atleta, a americana Chloe Kim dominou. Qualquer uma das notas das suas descidas daria o ouro para a americana. Na primeira, fez 94,25, na segunda 96,50 e na 3ª 96,25. A australiana Emily Arthur chegou perto, com 90,00 na 2ª descida e levou a prata. A sul-coreana Jeong Yu-rim completou o pódio, graças a 84,50 na 2ª descida.

Na prova masculina, dobradinha americana com Jake Pates com 93,00 e Nikolas Baden com 85,25. Na última passagem, o esloveno Tit Stante roubou o bronze do sul-coreano Lee Min-Sik e subiu ao pódio com uma passagem de 80,25, com 77,50 de Lee.

Esqui Freestyle

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Era dia mesmo de halfpipe, com as provas também no esqui. Com apenas 6 meninas na prova feminina, a britânica Madison Rowlands fez duas ótimas primeiras passagens para levar o ouro com 88,60, conquistados na 2ª passagem, quebrando o domínio americano no pipe. Com 79,00, a americana Paula Cooper foi prata e com 74,20 na última rodada a austríaca Lara Wolf fechou o pódio.

No masculino, o 4º ouro americano do dia, com Birk Irving, fazendo 93,00 pontos na segunda passagem. Por muito pouco, o neozelandês Finn Bilous ficou com a prata com 92,20. Foi apenas a 2ª medalha da história da Nova Zelândia em jogos de inverno, somando-se a prata de Annelise Coberger, no slalom em Albertville-1992! Para delírio dos donos da casa, o norueguês Trym Sunde Andreassen fechou o pódio com 80,20.

Short Track

Muitas baterias de 1.000m no dia, com quartas-de-final, semifinais A/B e C/D e finais A, B, C e D no masculino e no feminino, algo comum em Jogos da Juventude. Potência na modalidade, a Coreia do Sul levou os dois ouros.

No feminino, uma chegada apertadíssima para a vitória de Kim Jiyoo com 1:34.041 contra 1:34.118 de Lee Suyoun e 1:34.323 da alemã Anna Seidel. No masculino, não rolou dobradinha coreana, pois um deles penalizado na semifinal por obstruir outro atleta. Mas Hwang Daeheon fechou na final A com 1:28.022 para elvar o ouro, contra 1:28.082 do chinês Ma Wei. O húngaro com nome de chinês Liu Shaoang foi bronze com 1:28.187.

Luge

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O favorito letão Kristers Aparjods confirmou a expectativa para levar o ouro com 1:35.309. Ele foi o mais rápido nas duas descidas com boas vantagens. O alemão Paul-Lukas Heider foi prata com 1:35.955 e o canadense Reid Watts foi bronze com 1:35.994.

Outros Esportes

O Brasil somou outras duas derrotas no curling, mas marcou seus primeiros pontos. No primeiro jogo do dia, perdeu de 15-1 para a Estônia e no 2º de 12-1 para a Coreia do Sul. Pelo mesmo grupo do Brasil, a equipe canadense segue invicta, com 5-3 na Suécia e 4-2 na Noruega. Outros jogos: Coreia do Sul 7-2 República Checa, Grã-Bretanha 9-3 Noruega, Grã-Bretanha 8-2 Suécia e República Checa 8-4 Estônia.

Pelo Grupo A, nenhum invicto. Turquia (4-3 no Japão e 9-5 Itália) e Suíça (9-4 na Nova Zelândia e 7-5 na Rússia) conquistaram duas vitórias no dia. Nos outros jogos: Rússia 9-6 EUA, Itália 6-3 China, Japão 7-3 China e EUA 10-3 Nova Zelândia.

Os donos da casa sofreram mais duas derrotas no hóquei no gelo neste domingo. No masculino, mais uma goleada com 8-0 dos EUA e no feminino derrota de 3-0 para a República Checa.

Foram definidas as finalistas do desafio de habilidades de hóquei feminino. Após 6 provas, a austríaca Theresa Schafzahl conseguiu 18 pontos e foi a melhor. JPN, AUS, NOR, KOR, GER, SVK e ITA também avançam para a final.

Na patinação artística, a japonesa Yuna Shiraiwa foi a melhor no programa curto feminino com 60,87, com a cazaque Elizabet Tursynbaeva colada com 59,11. Na dança artística, as duas duplas russas na frente com quase a mesma pontuação: 57,93 e 57,75.

Após 17 eventos, 21 países com medalhas e 10 com ouros.

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Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Dia 2

O primeiro dia de finais trouxe provas inéditas e algumas dobradinhas.

Esqui Alpino

A primeira final dos Jogos foi o Super-G feminino. Sem a disputa do downhill, é a prova mais longa do esporte nesta edição. E as favoritas austríacas confirmaram fazendo a primeira dobradinha de Lillehammer.

Julia Scheib AUT, Nadine Fest AUT, Aline Danioth SUI

Pódio do Super-G feminino

Nadine Fest dominou a prova completando o percurso em 1:11.93. Outra austríaca, Julia Scheib, ficou com a medalha de prata com 1:12.56 e a suíça Aline Danioth completou o pódio com 1:12.69. Legal ver a queniana Sabrina Simander na ótima 23º posição, a frente de muitos países com mais tradição em esportes de inverno.

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Na prova masculina, o americano River Radamus foi o primeiro a descer a pista, completando em 1:10.62. Cada um que descia não chegava perto do tempo do americano, até o italiano Pietro Canzio, que encostou com 1:10.65, ficando com a prata. O austríaco Manuel Traninger ficou com o bronze com 1:11.03. Michel Macedo fez excelente prova e terminou na ótima 15ª posição com 1:12.35, a apenas 1.73 do campeão! Eram 55 atletas na prova!

Cross-Country

Uma das novidades dos Jogos foi o cross-country cross. Mistura uma prova de cross-country de sprint com obstáculos, como pequenos saltos, curvas de slalom, moguls.

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Na prova masculina, o sul-coreano Magnus Kim dominou de maneira espetacular. Melhor na qualificação com 3:01.45, ele venceu sua semifinal com quase 2s de vantagem e sobrou na final, liderando do início ao fim da prova. Com 2:59.56 na final, ele levou o ouro, o primeiro de um atleta de país no esporte. Jamais um asiático havia ganho uma medalha no esporte em Olimpíadas! O norueguês Thomas Helland Larsen foi prata com 3:00.73 e o finlandês Lauri Mannila foi bronze com 3:01.84. O brasileiro Altair Firmino foi 44º entre 50 na qualificação com 3:40.44, quase 40s pior que o sul-coreano.

Se Kim dominou no masculino, as suecas dominaram no feminino. Moa Lundgren, mais rápida na quali, venceu na final com 3:26.35. Johanna Hagstroem fechou a dobradinha do país nórdico com a prata com 3:28.09 e a francesa Laura Maitral foi bronze com 3:29.56.

Patinação de Velocidade

Domínio asiático total na prova de 500m na patinação de velocidade. A sul-coreana Kim Min-sun foi a mais rápida nas duas tomadas de tempo da distância e venceu com o tempo somado de 78.66. Duas chinesas viera logo atrás: Han Mei prata com 79.44 e Li Huawei bronze com 79.75. Outra coreana foi 4ª colocada e as fortes holandesas ficaram em 5º e 9º.

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Nos 500m masculino, o chinês Li Yanzhe também sobrou. Melhor nas duas provas, somou 71.95, muito a frente do japonês Kazuki Sakakibara com 73.97. O sul-coreano Chung Jae-woong completou o pódio com 74.13.

Outros Esportes

Mais duas derrotas pro Brasil no curling, de 17-0 para a Suécia e 21-0 para a Grã-Bretanha. Pelo mesmo Grupo B, tivemos Canadá 4-2 Grã-Bretanha, Coreia do Sul 6-4 Estônia, Noruega 10-3 República Checa, Noruega 8-1 Estônia, Suécia 7-3 Coreia do Sul e Canadá 5-2 República Checa.

No Grupo A, duas vitórias no dia para Rússia (5-3 no Japão e 6-4 na China) e para EUA (6-5 na Suíça e 8-5 na Itália). Ainda no dia China 9-4 Turquia, Itália 7-2 Nova Zelândia, Turquia 13-5 Nova Zelândia e Suíça 6-5 Japão.

No hóquei no gelo masculino, a Rússia venceu o Canadá por 4-3 e os EUA passaram com 4-1 pela Finlândia. No feminino, República Checa 2-1 Eslováquia e Suíça 2-1 Suécia.

No programa curto masculino da patinação artística, o japonês Sota Yamamoto obteve a melhor marca, com ótima 73,07, seguido pelo canadense Roman Sadovsky com 72,61. Nos pares, os checos Anna Duskova/Martin Bidar saíram na frente com 61,82, deixando as duas duplas russas em 2º e 3º.

Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Prévia

 

Nesta sexta começa a 2ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, em Lillehammer, Noruega. A cidade recebe anualmente competições do circuito mundial de esqui cross-country, saltos, combinado nórdico, patinação de velocidade, além de outros esportes de inverno.

Um dos principais polos de inverno da Noruega, Lillehammer foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, que coroou nomes espetaculares como Manuela di Centa, Vreni Schneider, Bjorn Daehlie, Lyubov Yegorova, Oksana Baiul. Foi em Lillehammer que Nancy Kerrigan levou a prata na patinação artística após o ataque que sofreu, conspirado por Tonya Harding.

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Agora, a cidade norueguesa receberá 1.100 atletas de 15 a 18 anos de 71 países disputando 70 eventos de 15 esportes. Em 2012 em Innsbruck muitos nomes que figuram entre os melhores do mundo hoje medalharam. Vamos ao resumo do que esperar dos próximos 10 dias.

Biatlo

Provas (6): Sprint e perseguição masculino e feminino. Revezamento misto com 4 atletas e com 2.

Fique de olho: no masculino, no russo Egor Tutmin, no francês Emilien Claude e no checo Jakub Stvrtecky. Entre as meninas, na francesa Lou Jeanmonnot Laurent e na cazaque Arina Pantova.

Em 2012: a alemã Franziska Preuss levou 3 ouros e uma prata em Innsbruck. Ano passado, ela foi campeã mundial adulta no revezamento feminino pela Alemanha, além de uma medalha de prata na saída em massa, ficando a 6s do título mundial.

Bobsled

Provas (2): Monobob masculino e feminino.

Fique de olho: no britânico George Johnson e no romeno Mihai Tentea, cada um com 2 vitórias no circuito juvenil este ano. No feminino, no trio britânico Kelsea Purchall, Annabel Chaffey e Aimee Davey, as 3 líderes do circuito juvenil.

Em 2012: foi disputada no tradicional trenó de duplas. O austríaco Benjamin Maier, que disputa a Copa do Mundo, foi prata.

Combinado Nórdico

Provas (2): individual masculino NH/5km e equipe nórdica mista NH/3×3,3km. Esta prova por equipe vai juntar um atleta do combinado nórdico, dois de saltos (um menino e uma menina) e dois de cross-country (um menino e uma menina).

Fique de olho: no esloveno Vid Vrhovnik, no austríaco Florian Dagn e no italiano Aaron Kostner.

Em 2012: ouro foi para o checo Tomas Portyk, presença constante na Copa do Mundo hoje.

Cross-country

Provas (6): no masculino, sprint clássico, 10km livre e cross-country cross. No feminino, sprint clássico, 5km livre e cross-country cross. O cross-country cross é uma novidade, que mistura o esqui cross com o esqui cross-country.

Fique de olho: nos noruegueses Vebjoern Hegdal e Thomas Helland-Larsen, no ucraniano Andriy Orlyk e no cazaque Ivan Lyuft. Entre as meninas, na eslovena Anja Mandeljc, na russa Maya Yakunina e na finlandesa Rebecca Immonen.

Em 2012: a Noruega levou as duas provas de sprint e a Rússia as duas de distância, mas nenhum nome se destaca hoje.

Curling

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Provas (2): Equipes mistas e duplas mistas

Fique de olho: na equipe canadense, liderada por Mary Fay, campeã canadense juvenil este ano.

Em 2012: o suíço Michael Brunner foi o destaque, vencendo a prova por equipe com a equipe suíça e as duplas mistas, ao lado de atleta alemã.

Esqui Alpino

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Provas (9): Slalom, slalom gigante, Super-G e combinada no masculino e feminino. Prova mista por equipe.

Fique de olho: no feminino, nas austríacas Nadine Fest e Julia Scheib, a norueguesa Kristiane Bekkestad, a americana Keely Cashman. Entre os meninos, o canadense Justin Alkier, os franceses Leo Anguenot e Ken Caillot, o americano River Radamus e o suíço Joel Oehrli.

Em 2012: Innsbruck viu um fato inédito logo em seu primeiro dia, com a primeira medalha africana em uma competição de inverno. E foi logo de ouro, com o marroquino Adam Lamhamedi no Super-G. O austríaco Marco Schwarz venceu o slalom e já subiu no pódio este ano na Copa do Mundo. A eslovaca Petra Vlhova foi ouro no slalom e já venceu uma etapa da Copa do Mundo nesta temporada, em Are em dezembro.

Esqui Freestyle

Provas (6): Ski Cross, halfpipe e slopestyle masculino e feminino.

Fique de olho: na austríaca Lara Wolf e no americano Birk Irving no slopestyle e halfpipe.

Em 2012: O campeão no halfpipe masculino foi o suíço Kai Mahler, que medalhou em Copas do Mundo.

Hóquei no Gelo

Provas (4): equipes e desafio de habilidades masculino e feminino.

Fique de olho: a disputa promete, principalmente no masculino com Canadá, EUA, Rússia, Finlândia e Noruega. No feminino, Suíça e Suécia, bronze no Mundial Sub18 este ano, saem na frente. Jogam também Noruega, República Checa e Eslováquia.

Em 2012: a Finlândia levou no masculino e a Suécia no feminino.

Luge

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Provas (3): individual masculino e feminino, duplas masculinas e revezamento por equipe.

Fique de olho: o letão Kristers Aparjods foi vice na Copa do Mundo juvenil nesta temporada, vencendo uma das etapas, e o italiano Fabian Malleier é o campeão infantil. A alemã Jessica Tiebel é a campeã da Copa do Mundo e os alemães Orlamuender/Gubitz tem a tradição alemã.

Em 2012: a Alemanha medalhou nas 4 provas e é o maior país no esporte.

Patinação Artística

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Provas (5): Individual masculino, feminino, pares, dança artística e equipe mista.

Fique de olho: as russas Polina Tsurskaya e Maria Sotskova vem do ouro e prata na final do Grand Prix juvenil este ano. O japonês Sota Yamamoto foi bronze no último mundial juvenil e o russo Dmitri Aliev foi prata na final do Grans Prix. Nos pares, Ekaterina Borisova e Dmitry Sopot vêm do ouro no Grand Prix.

Em 2012: Quem venceu no feminino foi ninguém menos que Elizaveta Tuktamysheva, atual campeã mundial adulta, vencendo ninguém menos que Adelina Sotnikova, atual campeã olímpica.

Patinação de Velocidade

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Provas (7): 500m, 1.500m e saída em massa masculino e feminino e Sprint por equipes misto.

Fique de olho: na chinesa Li Huawei e na sul-coreana Ji-Woo Park, donas de várias medalhas na Copa do Mundo juvenil nesta temporada. No masculino, no sul-coreano Min Seok Kim e nos holandeses, sempre uma forte ameaça.

Em 2012: a holandesa Sanneke de Neeling saiu de Innsbruck com 2 ouros e uma prata e faturou mais 4 pratas no Mundial Juvenil ano passado além de vencer este ano o forte campeonato holandês de Sprint. No masculino, o chinês Yan Fang levou 3 ouros.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

Provas (5): 500m e 1.000m masculino e feminino e revezamento misto.

Fique de olho: no chinês Ma Wei e no húngaro Liu Shaoang, medalhistas no último mundial juvenil. No feminino, na sul-coreana Lee Suyoun, 3 pratas no último mundial juvenil.

Em 2012: a Coreia do Sul levou as 4 provas individuais, com destaque para a Shim Suk-hee, com dois ouros. Ela levou 3 medalhas em Sochi, incluindo o ouro no revezamento 3.000m.

Saltos

Provas (3): individual masculino e feminino e equipe mista.

Fique de olho: no alemão Jonathan Siegel, no polonês Dawid Jarzabek e no austríaco Clemens Leitner. No feminino, na austríaca Julia Huber e na eslovena Ema Klinec, com pódios esse ano na Copa do Mundo.

Em 2012: Sara Takahashi dominou a prova feminina em Innsbruck e hoje é o maior nome do esporte no feminino. Em 2012 ela já era a maior nome mesmo aos 15 anos.

Skeleton

Provas (2): masculino e feminino.

Fique de olho: no russo Evegenii Rukosuev e na britânica Ashleigh Pittaway, que venceram 4 provas no circuito juvenil cada um.

Em 2012: a alemã Jacqueline Lölling foi ouro no feminino e hoje está na vice-liderança da Copa do Mundo.

Snowboard

Provas (7): Snowboard Cross, Halfpipe e Slopestyle masculino e feminino e Ski-Snowboard Cross por equipe, que mistura atletas de snowboard com os de esqui freestyle.

Fique de olho: entre as meninas, na australiana Emily Arthur e na finlandesa Elli Pikkujamsa no halfpipe e slopestyle e na francesa Manon Petit no snowboard cross. Entre os meninos, no holandês campeão mundial juvenil no slopestyle Erik Bastiaansen, no esloveno Tit Stante no halfpipe e no alemão Sebastian Pietrzykowski no cross.

Em 2012: com duas pratas, a americana Arielle Gold se tornou campeã mundial adulta em 2013 no halfpipe e era a favorita ao ouro em Sochi, mas uma lesão a tirou dos Jogos. O japonês Taku Hiraoka foi bronze em Innsbruck para depois ser bronze no halfpipe em Sochi.

Brasil em Lillehammer

A delegação brasileira na Noruega conta com 10 jovens atletas que podem fazer alguns resultados interessantes.

Marley Linhares, o nosso porta-bandeira, conseguiu dois bronzes no circuito de monobob, um em Calgary e um em Igls, terminando a temporada em 5º no geral. No monobob feminino, Jéssica Victoria conseguiu um bronzes em Calgary e terminou na 4ª posição geral. Na etapa de Lillehammer, entretanto, ficaram por votla do 9º-10º lugar em suas provas. Eles devem conseguir os melhores resultados brasileiros nos Jogos.

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Robert Neves e Laura Amaro competem no skeleton ficaram em posições bem baixas nas etapas europeias do circuito juvenil. Ainda no gelo, a equipe mista de curling é formada pelo capitão Victor Santos, Giovanna Barros, Elian Rocha e Raissa Rodrigues. Sem bagagem internacional nenhuma, eles devem perder seus 7 jogos.

Na neve, Michel Macedo conseguiu bons resultados nas provas mais longas e pode ir bem no Super-G. ele competiu bastante esse ano, apenas nos EUA. No cross-country, Altair Firmino tem muito pouca experiência na neve ainda e deve figurar entre os últimos.

Jogos Olímpicos da Juventude Nanjing-2014 – Prévia

A segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude começam oficialmente neste sábado, com a Cerimônia de Abertura e as primeiras finais ocorrem no domingo, mas a ação já começa na madrugada desta quarta para quinta com o futebol. A cidade de Nanjing, na provincia de Jiangsu, receberá 3.600 atletas de 204 países.

O Brasil chega com a segunda maior equipe, com 97 atletas, menos apenas que a China, com 123. Somos maiores até que os Estados Unidos, com 94. Já falei aqui no blog sobre as chances brasileiras de medalha. Agora vou falar um pouco dos esportes e das diferenças para os Jogos Olímpicos, que não são apenas por conta da idade dos atletas.

Um dos fatores mais interessantes dos Jogos da Juventude é a mistura de países e equipes. Algo inimaginável hoje em Jogos Olímpicos, é muito comum e em muitos casos obrigatório nos Jogos da Juventude. Em muitas provas de duplas e equipes, os países se misturam de maneiras muitas vezes bem fora do comum. Há também provas mistas, pouco comuns nos Jogos. Serão 222 provas em 29 esportes.

Algo bem interessante são os esportes, que, em muitos casos, tem provas bem diferentes da versão adulta. Vou falar um pouco de cada um.

Atletismo – As provas serão parecidas com o programa do Mundial de Menores. Serão disputadas: 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m, 3.000m, 100m/110m com barreiras, 400m com barreiras, 2.000m com obstáculos, Marchas 5km/10km, salto em distância, triplo, altura, vara, arremesso de peso, lançamentos de dardo, disco e martelo. A diferença é que não terá prova combinada (octatlo/heptatlo) e o revezamento será o inusitado 8x100m, que terá atletas de todas as provas correndo juntos, incluindo das provas de campo. Cada atleta só pode disputar uma prova individual. Assim como aconteceu em Singapura-2010, as provas tem uma rodada classificatória e as finais A e B (C, D e E quando necessário), tanto em pista como em campo. Há alguns campeões do Mundial de Menores do ano passado na disputa, como o russo Anatoly Ryapolov no salto em distância e o jamaicano Martin Manley nos 400m. Provas: 37 / Atletas Brasileiros: 17 (9H e 8M)

Badminton – Disputas individuais e de duplas mistas. O sorteio das duplas foi realizado na semana passada e misturou os países. Da mesma forma que há duplas, digamos, alternativas como a parceria entre uma dinamarquesa e um congolês e um indiano e uma menina de Botsuana, há duplas que já nasceram fortes, como um malásio e uma de Hong Kong e um chinês com uma coreana. O brasileiro Ygor Coelho de Oliveira será o único representante do Brasil e jogará ao lado da ucraniana Vladyslava Lesnaya. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 1 (1H)

Basquete – Como ocorreu em 2010, será disputado no formato street, 3 contra 3, com apenas um garrafão. Jogos de 10 minutos ou até alguém chegar a 21 pontos. Além disso, teremos duas provas de habilidades. No masculino, a prova de enterradas e no feminino de lances livres. Provas similares são disputadas nos jogos das estrelas da NBA e do NBB. São 2 grupos de 10 em cada gênero. Brasil no masculino pegará AND, ARG, GUA, NZL, ROU, RUS, ESP, TUN e VEN. No feminino, CHN, EST, GER, HUN, NED, SLO, ESP, SYR e VEN. Provas: 4 / Atletas Brasileiros: 8 (4H e 4M)

Boxe – Será de nível bem alto, já que praticamente todos os atletas chegaram às fases finais do Mundial Infanto-Juvenil este ano. São apenas 6 por categoria de peso, sendo 10 categorias masculinas e apenas 3 femininas. Haverá disputas de 5º lugar e da medalha de bronze. Nenhum brasileiro se classificou. Provas: 13 / Atletas Brasileiros: 0

Canoagem – Também repetirá o modelo de 2010, com prova de velocidade e de obstáculos. Não é um slalom, mas obstáculos mesmo, com curvas e saída em queda. O formato é de chaves, com um atleta contra o outro. O amis rápido avança de fase até as finais. A novidade é a inclusão do C1 feminino, já que nunca as mulheres disputaram uma prova de canoa em competições olímpicas. Mirian Barbosa disputará 4 provas, as duas do K1 e as duas do C1. Provas: 8 / Atletas Brasileiros: 1 (1M)

Ciclismo – Em 2010, houve apenas uma prova mista por equipe, com etapas. Desta vez será parecido, mas com duplas masculinas, femininas e quartetos mistos. Haverá provas de cross country de eliminação, contra-relógio, BMX, cross-country e de estrada. A colocação do atleta na prova vira pontos e a equipe com menos pontos vence. Na prova mista, apenas cross-country e estrada na forma de um revezamento contínuo, com cada atleta fazendo uma perna. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 4

Esgrima – De 11 a 14 atletas por arma, haverá rodada de poules e depois o mata-mata. Pedro Marostega está no florete masculino e Gabriela Cecchini no florete feminino. Por equipe, será uma prova mista por continente, com 3 meninos e 3 meninas, um de cada arma. Provas: 7 / Atletas Brasileiros: 2 (1H e 1M)

Futebol – Começa dois dias antes e terá apenas 6 equipes no masculino e 6 no feminino, divididas em 2 grupos de 3. No masculino, HON, ISL e PER no A e CPV, KOR e VAN no B. No feminino, PNG, VEN e SVK no A e CHN, MEX e NAM no B. Teremos dois pódios bem inusitados, assim como em 2010. Provas: 2 / Atletas Brasileiros: 0

Ginástica – Na artística, apenas provas individuais, com o individual geral e os 10 aparelhos. Na rítmica, individual geral e a prova por grupos e no trampolim, as duas provas individuais. Programa quase idêntico ao olímpico. O Brasil terá Lucas Cardoso, campeão pan-americano juvenil, e Flávia Saraiva, que substitui Rebeca Andrade. Na rítmica, Mayra Siñeriz compete. Provas: 16 / Atletas Brasileiros: 3 (1H e 2M).

Golfe – É a estreia do golfe em competições olímpicas. Primeiro 3 rodadas individuais para decidir os pódios. Depois, 3 dias de provas por equipe, com provas um pouco diferentes das usuais, incluindo mata-matas. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 0

Handebol – Cada país (menos a China, que é a sede) pode levar no máximo uma equipe masculino e uma feminino em esportes coletivos. O Brasil, assim como em 2010, optou pelo handebol. No masculino, Brasil no Grupo A contra Egito e Noruega. No B, SLO, QAT e TUN. No feminino, no A temos ANG, KOR e RUS e no B o Brasil pega CHN e  SWE. Está bem forte o handebol. Provas: 2 / Atletas Brasileiros: 28

Hipismo – Apenas provas de saltos, individual e por equipe. A equipe será por continente: Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia, Australásia e África e os cavalos serão sorteados. Bianca Rodrigues representa o Brasil. Provas: 2 / Atletas Brasileiros: 1 (1M)

Hóquei – São 10 equipes por gênero e o hóquei é a versão reduzida de 5 aletas de cada lado num campo menor. São 3 tempos de 12min e o campo é a metade do oficial. Serão dois grupos de 5 equipes. No masculino, ESP, BAN, RSA, CAN e AUS no grupo A, NZL, ZAM, GER, URU e MEX no B. No feminino, ARG, FIJ, JPN, NED e RSA no A e CHN, GER, NZL, URU e ZAM no B. Provas: 2 / Atletas Brasileiros: 0

Judô – Cada país só pode enviar um menino e uma menina e serão apenas 4 categorias por gênero. Engraçado que nas categorias masculinas intermediárias são 21 atletas inscritos por prova, mas na mais pesada (até 100kg) são apenas 4! Que coisa mais mal feita. O Brasil terá José Basile no 81kg e Layana Colman no 52kg. Haverá uma prova por equipe, que mistura atletas de diferentes categorias e países. Provas: 9 / Atletas Brasileiros: 2 (1H e 1M)

Levantamento de Peso – Serão 6 categorias no masculino e 5 no feminino, com 110 atletas na disputa. Emily Figueiredo é a única brasileira, e disputará os 48kg. Ela é a 5ª na lista de entradas com 140kg no total. A chinesa Jiang Huihua é a melhor na categoria com 180kg! Emily está, teoricamente, a 20kg de um bronze. Provas: 11 / Atletas Brasileiros: 1 (1M)

Lutas – São 14 categorias, 5 na luta livre, 5 na greco-romana e 4 na luta feminina, com uma média de 8 atletas por prova. Rafael Filho nos 100kg livre e Calebe Correia nos 50kg greco-romana são os brasileiros. Provas: 14 / Atletas Brasileiros: 2 (2H)

Natação – Com 36 eventos, só perde para o atletismo. As disputas serão nos 50m, 100m, 200m, 400m e 800m livre, 50m, 100m e 200m estilos, 200m medley e 6 revezamentos, os 4x100m livre e medley masculino, feminino e misto. Cada país pode inscrever 4 meninos e 4 meninas. Haverá semifinais apenas nas provas de 50m e 100m. O Brasil chega com Matheus  Santana como principal nome e grande favorito nos 50m livre e 100m livre, além de ótimas chances nos revezamentos. Entre as estrelas internacionais, o grande nome vem da Lituânia, com a campeã olímpica, mundial e recordista mundial Ruta Meilutyte, que nadará 4 provas individuais. Provas: 36 / Atletas Brasileiros: 8 (4H e 4M)

Pentatlo Moderno – 24 meninos e 24 meninas disputam o pentatlo em Nanjing, que usará a nova ideia da UIPM, com a rodada de todos contra todos na esgrima no dia anterior e um mata-mata no dia das disputas. Lembrando que nesta categoria não há prova de hipismo. Também terá a prova de revezamento misto, com as duplas sendo formadas pela ordem inversa da competição individual. O campeão masculino compete com a última colcoada no feminino e etc. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 0

Remo – Serão apenas 4 provas, os single skiffs (24 atletas por gênero) e os dois sem (12 barcos por gênero). O Brasil terá representantes apenas nos single skiffs. No masculino, Uncas Batista chega bem cotado, com o 12º no mundial Jr semana passada e o 11º lugar no Mundial Sub23 (no peso leve) há algumas semanas. No feminino, Sophia Py. Provas: 4 / Atletas Brasileiros: 2 (1H e 1M)

Rugby – Também faz sua estreia em competições olímpicas. Com apenas 6 equipes, todas jogam contra todas na fase inicial, com 4 avançando para as semifinais. No masculino, disputam KEN, JPN, FRA, USA, ARG e FIJ e no feminino TUN, CHN, ESP, CAN, USA e AUS. Provas: 2 / Atletas Brasileiros: 0

Saltos Ornamentais – São 5 provas, com a plataforma e o trampolim masculino e feminino, apenas no individual. Não há saltos sincronizados. A novidade é a prova por equipe mista, que misturará os países. O Brasil terá uma representante, Ingrid de Oliveira. Provas: 5 / Atletas Brasileiros: 1 (1M)

Taekwondo – 10 provas, 5 por gênero nas disputas. O Brasil conta com dois nomes, o campeão mundial juvenil Edival Pontes no 63kg e Milena Guimarães no acima de 63kg. Provas: 10 / Atletas Brasileiros: 2 (1H e 1M)

Tênis – O torneio terá a presença de alguns dos principais nomes do tênis juvenil, como os líderes do ranking mundial Ivana Jorovic (SRB) e Andrey Rublev (RUS), além do brasileiro Orlando Luz, 3º do ranking entre outros top 10. Boas chances do Brasil aqui com Luz e Marcelo Zormann, atuais campões de duplas em Wimbledon. No feminino, Luisa Stefani joga. Há mistura de países em duplas e duplas mistas. Provas: 5 / Atletas Brasileiros: 3 (2H e 1M)

Tênis de Mesa – 32 mesatenistas disputam cada prova individual e todos jogam na prova de equipes mistas. As equipes foram formadas por atletas do mesmo país, quando possível, depois do mesmo continente, quando possível também. Hugo Calderano chega muito bem para as disputas e jogará ao lado da forte uruguaia Maria Lorenzotti. O problema é que, juntando mesmos países, há equipes da China, Coreia do Sul, Japão, Alemanha. Em 2010, foi tudo misturado. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 1 (1M)

Tiro – Como em 2010, as disputas serão na pistola de ar 10m e no rifle de ar 10m. A novidade fica por conta das provas mistas, que misturarão países e gêneros, e será uma disputa no formato de mata-mata. De olho no chinês Yang Haoran, que ainda juvenil, é o líder do ranking mundial adulto, já vencendo duas etapas da copa do mundo no rifle de ar 10m, e a final da copa do mundo de 2013. Provas: 6 / Atletas Brasileiros: 0

Tiro com Arco – Haverá disputas no individual e nas duplas mistas, em parcerias a serem sorteadas. Grande chance de medalha aqui com o Marcus Vinícius D’Almeida, que acabou de ser 4º colocado na Copa do Mundo na Polônia. Seu principal adversário será o francês Thomas Koenig, mas deve ficar de olho, claro, no sul-coreano. No feminino, uma boa aposta é a guatemalteca Regina Romer, 4ª colocada no Mundial Cadete. Ana Clara Machado será a representante do Brasil no feminino. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 2 (1H e 1M)

Triatlo – 32 atletas por gênero disputam a prova de triatlo, que será no formato reduzido so sprint. No revezamento misto, dois meninos e duas meninas formam uma equipe, que será agrupada por continente, da segunte maneira: o melhor e o segundo melhor do continente no masculino e no feminino formam uma equipe, podendo haver mais de uma por continente. Conforme sobram os atletas, eles formarão uma equipe intercontinental. Brasil apenas com Barbara Santos na disputa. Provas: 3 / Atletas Brasileiros: 1 (1M)

Vela – Assim como em 2010, as dipsutas serão nas classes Byte CII e Techno 293, todas individuais. A Byte é um veleiro ligeiro, no estilo do Laser, e o Techno 293 é uma das classes de windsurf. Brasil terá representantes em 3 classes, ficando fora apenas do Techno 293 feminino. Provas: 4 / Atletas Brasileiros: 3 (2H e 1M)

Vôlei de Praia – É uma novidade, pois em 2010 foi disputado o vôlei de quadra. São 36 duplas masculinas e 36 femininas, bastante gente. Muitos países sem a menor tradição e que tomarão umas boas lavadas, mas faz parte. O Brasil é mega favorito nas duas provas. Terá os campeões mundiais sub19 semana passada Arthur e George Wanderley no masculino e Duda ao lado de Ana Patrícia no feminino. Duda é bicampeã mundial Sub19 e tem apenas 16 anos. Provas: 2 / Atletas Brasileiros: 4 (2H e 2M)

Brasil nos Jogos da Juventude

O COB anunciou a convocação da equipe brasileira para a segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que serão realizados na cidade chinesa de Nanjing (ou Nanquim) de 16 a 28 de agosto.

O Brasil terá a segunda maior equipe da competição, com 98 atletas, só perdendo para os donos da casa. Nos Jogos da Juventude, há muitas diferenças em relação aos Jogos Olímpicos. Para começar, cada país pode enviar no máximo 70 atletas individuais e 2 equipes em esportes coletivos, uma no masculino e uma no feminino.

Essa regra torna as coisas bem interessantes e temos umas combinações bem, digamos, diferentes. Por exemplo, o futebol feminino terá China, Namíbia, Eslováquia, México, Venezuela e Papua Nova Guiné, nenhuma potência do esporte. No masculino, Cabo Verde, Coreia do Sul, Islândia, Honduras, Peru e Vanuatu brigarão pelas medalhas!

O Brasil se classificou e optou por enviar as equipe de handebol masculina e feminina e, com isso, terá os 98 atletas.

Também temos provas bem diferentes das dos Jogos Olímpicos e, em muitas, há equipes mistas de países diferentes, afinal, um dos objetivos dos jogos da juventude é também a integração cultural entre os jovens atletas.

Apesar de jovens, o Brasil chega com muitos favoritos.

Acho que o maior chance de medalha é na natação com Matheus Santana, atual recordista mundial júnior dos 100m livre com 48.35. Ele chegará a Nanjing como principal favorito e também muito cotado nos 50m livre, já que também tem o melhor tempo de classificação.

No tênis, a esperança cairá sobre Orlando Luz e Marcelo Zormann. Orlandinho já chegou a ser o 2º do ranking mundial juvenil e, ao lado de Marcelo, acabou de conquistar o título de duplas de Wimbledon no último domingo.

Outra grande chance de medalha em Nanjing (e até no Rio-2016) é com Marcus Vinicius D’Almeida, que já pode ser considerado o melhor arqueiro da história do Brasil aos 17 anos. Já falei muito dele aqui no blog. Apesar de não ter ido bem no Mundial Juvenil ano passado, ele teve uma enorme evolução e hoje faz duelos muito disputados com os coreanos campeões olímpicos.

Hugo Calderano tem se destacado e já é um dos melhores mesatenistas brasileiros da atualidade, ganhando muitas vezes dos mais experientes e mais velhos. É que quando o assunto é tênis de mesa, os asiáticos já saem na frente. Como só teremos um chinês na disputa, as chances aumentam. Assim como nas duplas mistas, o que depende do sorteio da parceira.

Outros atletas para ficar de olho são Ingrid Oliveira, nos saltos ornamentais, Rebeca Andrade, na ginástica artística, Mirna Marques da Silva (100m) e Vitor Venancio (110m com barreiras) no atletismo, e as equipes de handebol. Judô, vela e vôlei de praia também tem chances, já que são esportes que o Brasil tem grande tradição olímpica.

A equipe completa está no site do COB aqui.

O que esperar da natação em 2014

Já falei do atletismo, agora da natação. Como já comentei, esse ano é o do Mundial “pequeno” da natação, o de piscina curta em dezembro em Doha, Qatar. Mas muitas outras competições para seleção brasileira!

25 atletas embarcaram esta semana para Perth, na Austrália, para a disputa do BHP Biliton Aquatic Super Series, que reunirá nadadores do Brasil, Austrália, Japão, África do Sul e China. Uma boa chance para os jovens nomes da seleção brasileira competindo com essas fortes equipes. E vai competir com as equipes A! A Austrália, por exemplo, contará com Alicia Coutts, Bronte e Cate Campbell, Bronte Barratt, Kylie Palmer, Christian Sprenger e o grande destaque James Magnussen.

Os principais nomes do Brasil são Thiago Pereira (foto), Felipe Lima, Guilherme Guido, Nicholas Santos, Nicolas Oliveira, Tales Cerdeira, Graciele Herrmann e Manuella Lyrio. A competição começa dia 31 de janeiro e dura dois dias.

Em março, é a vez dos Jogos Sul-Americanos, em Santiago, que contará com 28 nomes. O grande destaque é César Cielo. Teremos a volta de Bruno Fratus (foto) a seleção, além dos medalhistas mundiais Felipe Lima e Felipe Silva. Leonardo de Deus, Nicholas Santos, Tales Cerdeira e a grande promessa que já vira realidade Matheus Santana também compõem a equipe, que tem como principal ausência Thiago Pereira. No feminino, destaques para Graciele Herrmann, a quase medalhista em Mundial Etiene Medeiros, Alessandra Marchioro, Bia Travalon, Manuella Lyrio e a nova recordista dos 200m costas Natalia de Luccas. O Brasil tem tudo para dominar a natação, como fez em 2010 com 28 ouros em 45 provas.

Em agosto, boa parte da seleção voltará a Austrália para, em Gold Coast, disputar a principal competição do ano, o Pan Pacific, que pode ser chamado de Mundial sem europeus, pois conta com Austrália, Japão, China, África do Sul, Coreia do Sul, Canadá e, claro, Estados Unidos, que mandam sempre sua equipe top. Na última edição, o Brasil conquistou 2 ouros, 2 pratas e 4 bronzes, sendo 1 bronze com a aposentada Fabíola Molina, a primeira medalha feminina brasileira em grande competições. Aí devem ir o Cielo, o Thiago e todos os outros medalhistas brasileiros.

No mesmo mês, os jovens talentos vão a China disputar os Jogos Olímpicos da Juventude em Nanjing. Em Singapura-2010, o Brasil bateu na trave, mas não levou nenhuma medalha. Há 4 anos, o destaque foi Alessandra Marchioro (foto), 4ª nos 50m livre e 50m borboleta e 5ª nos 100m livre.

Em outubro, o Sul Americano absoluto de esporte aquáticos em Mar del Plata. Nova chance do Brasil dominar o quadro de medalhas, como fez em 2012 quando venceu 26 das 40 provas em piscina.

Fechando o ano, o Mundial de Piscina Curta. Os principais nomes do esporte não costumam ir, mas um que adora disputar esse mundial é ninguém menos que Ryan Lochte (foto). Ele só tem VINTE ouros em Mundiais de piscina curta… Os brasileiros costumam ir bem e trazem medalhas. Já são 30 medalhas brasileiras, sendo 12 ouros, 7 pratas e 11 bronzes.

E como todo ano, Troféu Maria Lenk, que voltará a São Paulo em abril, Copa do Mundo de piscina curta, e outros campeonatos nacionais. Não tem brasileiro, mas um outro grande destaque é o Europeu de esportes aquáticos, em Berlim.