Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 16

No penúltimo dia do Mundial, Estados Unidos acordam e levam 5 ouros, Bruno Fratus fatura a 7ª medalha brasileira em Gwangju e Itália leva no pólo.

Natação

50m borboleta

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Dona dos 14 melhores tempos da história e única a baixar de 25s, Sarah Sjöström levou seu 3º título mundial na prova com 25.02, piorando a marca feita na semifinal, de 24.79, mas ela leva seu 1º ouro em Gwanwju. Com uma saída espetacular, a holandesa Ranomi Kromowidjojo saiu na frente, mas Sjöström a ultrapassou a metade da piscina. Kromowidjojo ficou com a prata com 25.35 e a egípcia Farida Osman foi bronze com 25.47. Foi exatamente o mesmo pódio de Budapeste-2017.

50m livre masculino

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Seria muito difícil pro Bruno Fratus tirar o ouro do Caeleb Dressel. E foi. O americano já colocava meio corpo de vantagem na saída, mas Bruno tentou sair um pouco mais cedo e dar duas braçadas antes do americano emergir. Dressel seguiu voando e venceu com 21.04, novo recorde do campeonato, baixando em 0.04 a marca que era do Cielo de 2009, mas o brasileiro segue com o WR. Fratus não fez sua melhor prova do ano, mas garantiu a medalha de prata com 21.45, mesmo tempo do grego Kristian Gkolomeev. Terceiro pódio seguido do Bruno nesta prova.

100m borboleta masculino

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Foto: FINA

25 minutos depois do ouro nos 50m livre, Dressel voltou pra mais uma final. Ele tinha batido o WR na semifinal na sexta-feira. Mesmo vindo de uma final, ele sobrou nessa e muito! Pra variar, abriu meio corpo na saída e depois mais um pouco na virada, vencendo com o tempaço de 49.66, muito a frente do russo Andrei Minakov, prata com 50.83, e do sul-africano Chad le Clos, bronze com 51.16.

200m costas feminino

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Depois do que havia feito na semifinal, a americana Regan Smith, de 17 anos, só perderia esta prova com um desastre. Ela atacou mais do que tinha feito na semi e bateu nos 50m com 28.68, já 0.38 abaixo do seu WR. Nos 100m, tinha 59.45 e seguia abaixo do WR por 0.92! Com 150m estava 0.83, mas cansou demais e fechou com 2:03.69, ainda assim um tempo inacreditável, mas 0.34 acima do WR. Lá atrás, a australiana Kaylee McKeown bateu pra prata com 2:06.26 e a canadense Kylie Masse foi bronze com 2:06.62.

800m livre feminino

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Precisando se redimir, a americana Katie Ledecky chegou com o 2º tempo em busca do tetracampeonato seguido da prova. E ela foi pra liderança desde a primeira batida! Campeã dos 1.500m, a italiana Simona Quadarella começou a atacar e passou a americana na marca de 450m e ia abrindo aos poucos até os 600m, quando Ledecky apertou e foi buscando aos poucos. Com 750m, Quadarella estava apenas 0.18 na frente, mas a americana voou na piscina final com parcial de 29.19 contra 30.78 da italiana e Ledecky venceu seu 1º ouro em Gwangju com 8:13.58, muito longe do seu melhor. Quadarella prata com 8:14.99 e a australiana Ariarne Titmus ficou com o bronze com 8:15.70, recorde da Oceania.

Revezamento 4x100m livre misto

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Dressel voltou mais uma vez à piscina para abrir o revezamento, mas estava claramente cansado. Ainda assim bateu em 1º com 47.34 contra 47.37 do australiano Kyle Chalmers. Zachary Apple entrou pros Estados Unidos com a mesma parcial do Dressel enquanto Clyde Lewis fazia 48.18. Mallory Comerford entrou pros americanos contra Emma McKeon, que diminuiu a diferença de 0.87 para 0.21. Fechando, a campeã mundial dos 100m livre Simone Manuel contra Bronte Campbell, irmã da Cate. Manuel foi melhor com 52.00 contra 52.36 da australiana e os Estados Unidos faturaram seu 5º ouro do dia, 3º do dia pro Dressel, com novo recorde mundial 3:19.40! Os australianos fizeram 3:19.97 e a França pegou o bronze com 3:22.11

Outras Provas

Depois de vencer os 50m borboleta, Sarah Sjöström voltou para a piscina 15 minutos depois para a semi dos 50m livre. Nas eliminatórias, já tinha feito o melhor tempo com 24.26, seguida da Cate Campbell 24.40. Na semi, a sueca foi novamente a melhor com 24.05, seguida de Campbell com 24.09 e a dinamarquesa campeã olímpica no Rio Pernille Blume com 24.14.

A jovem italiana de 14 anos Benedetta Pilato fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 50m peito com 29.98, única abaixo dos 30s, seguida de Lilly King com 30.18. Já na semi, apenas King ficou abaixo dos 30s com 29.84. Yuliya Efimova foi a 2ª com 30.12 e Pilato 3ª com 30.17.

Recordista mundial da prova, o russo Kliment Kolesnikov foi o mais rápido nas eliminatórias e nas semifinais dos 50m costas com 24.61 e 24.35, respectivamente. Em 2º na semi o romeno Robert Glinta com 24.53. Guilherme Guido fez o 8º tempo nas eliminatórias com 24.98, mas ficou em 9º na semifinal com 24.87, apenas 1 centésimo atrás do 8º.

O italiano Gregorio Paltrinieri fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 1.500m livre com 14:45.80, seguido do alemão Florian Wellbrock com 14:47.52. Diogo Villarinho fez o 22º tempo com 15:15.91 e Guilherme Costa novamente fez uma prova péssima, terminando em 25º com 15:20.73, mais de 20s atrás do seu melhor tempo

Pólo Aquático

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A Itália se sagrou campeã do pólo aquático masculino ao derrotar a Espanha na decisão por 10-5, conquistando seu 4º título na história! E a Espanha sai de Gwangju com derrotas nas duas finais. Na disputa do bronze, a Croácia fez 10-7 na Hungria e subiu ao pódio pela 7ª vez seguida em Mundiais! A Sérvia acabou em 5º após 13-9 na Austrália e a Grécia venceu a Alemanha por 11-6 para terminar em 7º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 15

Dia de 3 recordes mundiais, 3 ouros russos e Estados Unidos sobrando no pólo.

Natação

100m livre feminino

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Foto: FINA

Campeã olímpica e mundial, a americana Simone Manuel não tinha feito uma boa semifinal e nadou a decisão na raia 1. Enquanto isso, as favoritas Cate Campbell e Sarah Sjöström nadavam nas raias do meio. Manuel bateu em primeiros nos 50m com 24.81, 0.42 na frente de Sjöström e 0.48 sobre a australiana. Lá no canto da piscina, a americana se manteve na frente longe da visão das favoritas e bateu na frente com o tempaço de 52.04, novo recorde das Américas, seguida de Campbell com 52.43 e Sjöström com 52.46.

200m peito feminino

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Sem Lilly King, a russa Yuliya Efimova sobrou para vencer o título da prova pela 3ª vez na carreira. Nos 50m ela estava em 3º a apenas 0.11 da canadense Sydney Pickrem, mas logo em seguida assumiu a liderança e foi abrindo, até vencer com 2:20.17, a pouco mais de 1s do recorde mundial. A sul-africana Tatjana Schoenmaker foi prata com 2:22.52, a 1ª medalha de uma mulher africana em provas olímpicas desde Kirsty Coventry em 2009. Pickrem foi bronze com 2:22.90

200m costas masculino

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O russo Evgeny Rylov dominou a final do início ao fim, sempre com o americano Ryan Murphy na sua cola. Nos 50m Rylov tinha 0.06 de vantagem, a diferença nos 100m foi pra 0.58, caiu para 0.43 nos 150m e o russo fechou com 1:53.40, 0.72 a frente de Murphy, conquistando o bicampeonato mundial. O britânico Luke Greenbank fez uma grande prova de recuperação, saindo do 7º nas 50m para o bronze com 1:55.85 com 1:56.37 do polonês Radoslaw Kadecki.

200m peito masculino

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Numa final espetacular, veio o 3º ouro russo. O australiano Matthew Wilson tinha igualado o recorde mundial de Ippei Watanabe na semifinal com 2:06.67. Ele liderou a final desde o início, marcando 1:00.64 nos 100m. Enquanto isso, o russo Anton Chupkov, que cresce sempre no final, bateu em 8º nos 100m a 1.58! Nos 150m, diminui para 0.96 e, na piscina final, Chupkov voou fechando em 31.89 contra 33.41 de Wilson! Chupkov derrubou os recordes mundiais em 0.55, vencendo com 2:06.12! Matthew Wilson foi prata com 2:06.68, apenas 0.01 pior que o WR que ele tinha feito na semifinal no dia anterior! Ippei Watanabe foi bronze colado com 2:06.73.

Revezamento 4x200m livre masculino

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Foto: FINA

A Itália tinha surpreendido nas eliminatórias com o melhor tempo de 7:04.97, seguida da Rússia 7:05.28 e Estados Unidos 7:06.86. O Brasil marcou 7:07.12, batendo o recorde sul-americano em 2.69, que durava desde o Mundial de Roma em 2009, e ficando em 7º lugar, chegando pela 1ª final na história na final do mundial desta prova.

Na final, a Grã-Bretanha abriu com Duncan Scott, melhor na 1ª perna com 1:44.91 e Callum Jarvis entregou com os britânicos ainda na frente com 3:30.49 (parcial 1:45.58). Blake Pieroni pegou em 5º e colocou os Estados Unidos em 2º, entregando para Zachary Apple, que nadou mal e jogou os americanos para 5º. Enquanto isso, Alexander Graham pela Austrália e Aleksandr Krasnykh pela Rússia iam pra liderança. Na última perna, Mack Horton pulou com 0.39 de vantagem sobre Martin Malyutin e 0.82 sobre Townley Haas, que fechou pros Estados Unidos. Na última perna, Horton fez a melhor parcial da final com 1:44.85 e a Austrália ficou com o ouro com 7:00.85. Malyutin segurou Haas e a Rússia foi prata com 7:01.81 contra 1:01.98 dos americanos. O Brasil nadou com a mesma equipe da eliminatória, na mesma ordem (Luiz Altamir Melo, Fernando Scheffer, João de Luccas, Breno Correia) e terminou em 7º com 7:07.64, piorando um pouco a parcial da manhã.

Outras Provas

Mais um show de Caeleb Dressel. Nos 100m borboleta, ele foi o mais rápido nas eliminatórias com 50.28 e na semifinal foi espetacular com 49.50, batendo o recorde mundial do Michael Phelps! Vinicius Lanza foi 6º nas preliminares com 51.83 e 12º na semifinal com 51.92.

Meia hora depois, Dressel voltou para nadar as semifinais dos 50m livre. Nas eliminatórias ele já tinha feito o melhor tempo com 21.49 e na semifinal ligou o motor e bateu em 21.18! Bruno Fratus foi 4º nas eliminatórias com 21.71 e venceu a sua semifinal com 21.53, 2º tempo geral. Já Marcelo Chierighini foi 10º nas eliminatórias com 22.03 e 16º na semifinal com 22.19.

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Outro show foi da americana Regan Smith. Nas eliminatórias dos 200m costas ela bateu o recorde mundial júnior com 2:06.01, muito a frente da húngara Katinka Hosszu, 2ª melhor com 2:08.34. Na semifinal, Smith foi espetacular marcando 2:03.35, batendo o recorde mundial adulto em 0.71, derrubando a marca de Missy Franklin de 2:04.06. A canadense Kylie Masse fez o 2º tempo 2:06.57.

Nos 50m borboleta, Sarah Sjöström está sozinha na prova. Fez 25.39 nas eliminatórias contra 25.70 da americana Kelsi Dahlia e, na semifinal, marcou 24.79, muito a frente da holandesa Ranomi Kromowidjojo, 2ª melhor com 25.54.

Recuperada, Katie Ledecky voltou pros 800m livre. Mas o melhor tempo foi da sua compatriota Leah Smith com8:17.23 contra 8:17.42 de Ledecky. Mas a final terá duas fortíssimas concorrentes: a australiana Ariarne Titmus, 3ª com 8:19.43, e a italiana Simona Quadarella, 4ª com 8:20.86. Viviane Jungblut fez o 19º tempo com 8:42.52.

Pólo Aquático

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Ninguém para as americanas. Elas não tem adversárias a sua altura e venceram mais um título, derrotando a Espanha por 11-6 na final. As americanas se tornam tricampeã mundiais seguidas (6 título no total). Além disso, são as atuais bicampeãs olímpicas, hexacampeãs da Liga Mundial, tricampeãs da Copa do Mundo e tetracampeãs dos Jogos Pan-Americanos.

Num jogo muito disputado, a Austrália derrotou a Hungria por 10-9 para conquistar a medalha de bronze. A Rússia terminou em 5º ao vencer 10-9 a Itália e a Holanda fez 11-9 na Grécia para terminar em 7º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 14

Estados Unidos não conseguem engrenar, desclassificação surpreendente, veio a 6ª medalha do Brasil e dois recordes mundiais!

Natação

200m borboleta feminino

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Por conta dos resultados das eliminatórias e semifinais, estava quase certa uma dobradinha americana com Hali Flickinger e Katie Drabot. As duas lideravam com tranquilidade e tudo apontava para a dobradinha. Com 150m, Drabot estavam apenas 0.06 a frente de Flickinger, ambas com parciais muito parecidas. Enquanto isso, a húngara Boglarka Kapas, que mudou das provas de fundo para o borboleta, foi crescendo. Nos 100m, Kapas estava em 8º, mas nos 150m já era a 4ª com parcial de 31.13 contra 32.52 das duas americanas. Na última piscina, Kapas aproveitou que a prova não foi muito forte e foi pra frente faltando 10m pra chegada. As americanas nadaram pra 34 baixo contra 33.11 da húngara, que bateu na frente com 2:06.78, contra 2:06.95 de Flickinger e 2:07.04 de Drabot.

100m livre masculino

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Caeleb Dressel (USA). Foto: FINA

Eram dois brasileiros na final da prova mais nobre da natação, que tinha um nível espetacular. Caeleb Dressel liderou do início ao fim, fazendo 22.29 na ida e 24.67 na volta para completar uma prova quase perfeita com 46.96, 3º melhor tempo da história! Só não foi perfeita pois não bateu o WR do César Cielo de 46.91. Marcelo Chierighini bateu em 2º nos 50m com 22.58, mas perdeu um pouco nos 15m finais e bateu em 5º com 47.88, a 0.06 do pódio. O campeão olímpico no Rio, o australiano Kyle Chalmers, também fez uma excelente prova marcando 47.08 e o russo Vladislav Grinev bronze com 47.82. Sem se achar na prova, Breno Correia terminou em 8º com 48.90. Muito legal ver o Chierighini nadando nas 3 etapas da prova na casa dos 47s.

50m costas feminino

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Etiene Medeiros e sua medalha de prata. Foto: Satiro Sodré/rededoesporte.gov.br

As semifinais já tinham sido muito apertadas, com apenas 17 centésimos separando a 1ª da 8ª. Etiene Medeiros fez uma excelente saída e vinha muito bem. Ela buscava o bicampeonato mundial da prova e aproveitava a ausência da forte chinesa Fu Yuanhui, que não passou da semifinal. Etiene parecia que bateria na frente, mas na raia 2 veio a americana Olivia Smoliga que surpreendeu e venceu com 27.33 contra 27.44 da brasileira, que acabou com a medalha de prata, sua 3ª medalha nesta prova em Mundiais de longa! O bronze foi pra russa Daria Vaskina com 27.51.

200m medley masculino

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Vitória histórica do japonês Daiya Seto, que quebrou uma sequência de 8 ouros seguidos de americanos! Ele fez uma excelente prova, batendo em 2º na parcial de borboleta 0.04 atrás do suíço Jeremy Desplanches, melhor da semi, mas já indo pra frente na de costas, abrindo 0.13 sobre o suíço. No peito, se manteve na frente com 0.21 de vantagem até vencer com 1:56.14 contra 1:56.56 de Desplanches. O americano Chase Kalisz, que defendia o ouro, bateu pro bronze com 1:56.78, segurando o ataque do alemão Philip Heintz, 4º com 1:56.86.

Revezamento 4x200m livre feminino

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Nas eliminatórias, apenas 14 países participaram, brigando por 12 vagas olímpicas. Austrália foi melhor com 7:50.64 seguida das americanas com 7:51.58. A final marcou o retorno de Katie Ledecky ao Mundial, que tinha abandonado a final dos 1.500m livre e as eliminatórias dos 200m livre. A disputa ficou entre australianas e americanas que foram se alternando na liderança. Ariarne Titmus colocou a Austrália na frente com 1:54.27 contra 1:56.09 de Simone Manuel, que não costuma nadar os 200m. Ledecky entrou e fez uma parcial de 1:54.61 colocando as americanas na frente por 0.30. Melanie Margalis segurou a liderança na 3ª perna contra Brianna Throssell, mas a diferença era apenas 0.09. Emma McKeon fechou pra Austrália contra Katie McLaughlin. Nos 50m iniciais McKeon já assumiu a liderança para não perder mais e bater com 7:41.50, novo recorde mundial por 0.58! As americanas bateram em 2º com 7:41.87, também abaixo do recorde mundial anterior. O Canadá levou o bronze com 7:44.35, com Penny Oleksiak fechando e tirando a China do pódio.

Outras Provas

O americano Ryan Murphy fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 200m costas com 1:56.61, mas na semifinal quem passou em 1º foi o russo Evgeny Rylov com 1:55.48, seguido de Murphy com 1:56.25. Leonardo de Deus foi 22º com 1:58.74.

Já os 200m peito mostraram que a final promete demais. O australiano Matthew Wilson 2:07.29 nas eliminatórias contra 2:08.22 do russo Anton Chupkov, que defende o título mundial. Na semifinal, Chupkov venceu a 1ª bateria com 2:06.83, batendo o recorde europeu. Aí na 2ª, Wilson marcou incríveis 2:06.67 e igualou o recorde mundial do japonês Ippei Watanabe, de janeiro de 2017! O cazaque campeão olímpico Dmitriy Balandin fez o 7º tempo. No Rio-2016 ele passou pra final com o 8º tempo e foi campeão. Caio Pumputis fez mais uma vez uma prova horrorosa e acabou desclassificado nas eliminatórias.

Simone Manuel fez o melhor tempo dos 100m livre nas eliminatórias com 53.10 contra 53.11 da sueca Sarah Sjöström. Mas na semifinal, a sueca sobrou com 52.43, seguidas das australianas Cate Campbell 52.71 e Emma McKeon 52.77. Simone Manuel passou pra final em 7º.

Mas o destaque das eliminatórias fora os 200m peito feminino. Todos esperando mais um super duelo na decisão entre Lilly King e Yuliya Efimova. King bateu em 1º na 3ª série eliminatória, mas foi logo desclassificada por não bater as duas mãos ao mesmo tempo em uma das viradas. Estados Unidos apelaram, mas não fora bem sucedidos. Efimova nadou pra classificar ficando com o 5º tempo 2:25.01. A melhor pela manhã foi a canadense Sydney Pickrem com 2:24.53. Já na semifinal, Efimova foi a melhor com 2:21.20, seguida da sul-africana Tatjana Schoenmaker, com novo recorde africano 2:21.79.

Pólo Aquático

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A Espanha brilhou mais uma vez no torneio masculino. Depois de eliminar a fortíssima Sérvia nas 4as, tirou a potência Croácia na semifinal com 6-5! Chegou a abrir 6-2 faltando apenas o último quarto, onde a Croácia marcou 3, o que não foi suficiente. Assim, a Espanha chega à final masculina repetindo o feito da equipe feminina! Na outra semi, um belíssimo duelo entre Hungria e Itália, que saiu vitoriosa após um bom 1º tempo, indo pro intervalo com 7-5 sobre os húngaros. No 2º tempo, a Itália segurou o para vencer com 12-10. Será a 6ª final mundial tanto pra Espanha como pra Itália, que busca o 4º título contra 3º da Espanha.

Nas semifinais do 5º ao 8º, a Sérvia sofreu para vencer a Alemanha 17-16 (empate em 12-12, com vitórias sérvia nos pênaltis por 5-4) e disputará o 5º lugar contra a Austrália, que fez 9-8 na Grécia. O Japão venceu a África do Sul 15-5 e terminou em 11º, enquanto os Estados Unidos derrotaram Montenegro para acabar em 9º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 13

Dobradinha brasileira no pódio, um recorde mundial espetacular, vitórias italianas, Caeleb Dressel não cumprirá a sua meta e final do pólo feminino definida.

Natação

800m livre masculino

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A briga parecia que ficaria entre os dois italianos: Gregorio Paltrinieri e Gabriele Detti. Detti abriu melhor e liderou até os 200m, com seu compatriota logo em seguida. Já na parcial dos 250m, Paltrinieri assumiu a liderança para não perder mais, nadando cada piscina por volta dos 28 alto até vencer com novo recorde europeu 7:39.27. O norueguês Henrik Christiansen estava em 5º até a metade da prova, mas foi subindo e bateu com a prata 7:41.28 e o francês David Aubry foi bronze com 7:42.08. Detti terminou em 5º com 7:43.89 e o chinês Sun Yang foi 6º com 7:45.01.

200m livre feminino

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Numa prova espetacular, a italiana Federica Pellegrini deu um show para vencer pela 4ª vez esta prova em Mundiais e subir pela OITAVA vez seguida ao pódio! A canadense Penny Oleksiak bateu na frente nos 50m com 26.45 com a italiana, que gosta de fechar forte, em 7ª a 0.60. Nos 100m, a líder já era a australiana Ariarne Titmus enquanto Pellegrini ia galgando posições aos poucos. Na última piscina, a italiana fez 28.90 contra 29.51 da australiana e venceu com 1:54.22 contra 1:54.66 de Titmus. A sueca Sarah Sjöström pegou mais uma medalha com o bronze com 1:54.78. A chinesa Yang Junxuan foi 5ª com 1:55.43, novo recorde mundial júnior.

200m borboleta masculino

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Kristof Milak (HUN)

Foi um show do húngaro Kristóf Milak. Um dos principais nomes nos Jogos Olímpicos da Juventude com 3 ouros e 1 prata, Milak voou na final. O sul-africano Chad le Clos, que buscava seu 3º título, abriu com 24.13 nos 50m e 52.55 nos 100m, enquanto Milak vinha em 2º com 24.66 e 52.88. Mas na 2ª metade da prova, le Clos cansou por ter forçado enquanto o húngaro mantinha um ritmo alucinante, fazendo as parciais de 28.69 e 29.16 nos 50m seguintes e fechar com um espetacular 1:50.73, quebrando o recorde mundial de ninguém menos que Michael Phelps de 1:51.51 que vinha desde o Mundial de Roma em 2009! Também fechando muito bem, o japonês Daiya Seto ficou com a prata com 1:53.86 e le Clos acabou com o bronze com 1:54.15. O brasileiro Leonardo de Deus ficou em 7º com 1:55.96.

50m peito masculino

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Felipe Lima e João Gomes Jr. Foto: Satiro Sodré

Era quase impossível alguém bater o britânico Adam Peaty, que não teve adversários para vencer pela 3ª vez seguida com 26.06. Mas o que foi lindo foi a dobradinha brasileira no pódio! Felipe Lima foi o melhor e bateu para a medalha de prata com 26.66, enquanto João Gomes Jr conseguiu o bronze com 26.69! Pela 1ª vez na história, dois brasileiros sobem no pódio numa mesma prova! O russo Kirill Prigoda bateu em 4º com 26.72.

Revezamento 4x100m medley misto

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Como cada país entra com uma sequência diferente, a prova fica muito emocionante. Rússia abriu com dois homens e foi logo pra ponta. Evgeny Rylov fez 51.97 nos 100m costas, que seria novo recorde europeu, mas como a prova é mista, não pode ser oficializado. Kirill Prigoda voltou e pra piscina e com 58.22 na parcial do peito, a Rússia abria 1.65 da Austrália e 7.21 dos Estados Unidos! Aí veio Caeleb Dressel pelo time americano, tirando essa enorme vantagem com parcial de 49.33 no borboleta, assumindo a liderança com 1.03 sobre a Grã-Bretanha e 1.25 sobre Austrália e Rússia. Na última piscina, as 4 equipes fecharam com mulheres, sendo que EUA vinha com Simone Manuel e Austrália com Cate Campbell, que nadou de maneira sublime! Ela foi buscando a americana campeã mundial e olímpica e, com uma parcial incrível de 51.91 contra 52.37 da americana, a Austrália foi ouro com 3:39.08, apenas 0.02 a frente dos Estados Unidos! A equipe britânica foi bronze com 3:40.68, apenas 0.10 melhor que a Rússia.

Outras Provas

Após 10 anos o Brasil volta a colocar 2 nadadores na final dos 100m livre! O americano Caeleb Dressel nadou fácil nas eliminatórias com 47.32, a apenas 0.41 do WR do César Cielo, mas na semifinal, apesar de fazer o melhor tempo com 47.35, não chegou tão tranquilo quando na preliminar. Marcelo Chierighini fez o 3º tempo nas eliminatórias com 47.95 e melhorou 47.76 na semifinal, novamente com o 3º tempo, atrás também do australiano campeão olímpico da prova Kyle Chalmers. Breno Correia foi 7º nas eliminatórias com 48.39  e pegou a 8ª vaga na final com 48.33.

Etiene Medeiros estreou no Mundial com força total nos 50m costas. Nas eliminatórias, ela fez o 2º tempo com com 27.85, atrás apenas da chinesa Fu Yuanhui com 27.70. Na semi, Etiene venceu a 1ª bateria com 27.69 e viu, na 2ª, a vitória da americana Kathleen Baker com o melhor tempo 27.62 e a eliminação da chinesa, 9º tempo com 27.84.

O incansável húngaro Laszlo Cseh foi o melhor nas eliminatórias dos 200m medley com 1:57.79, mas, aos 33 anos, piorou seu tempo na semifinal para 1:58.17 e, em 10º, ficou fora da final. O melhor na semi foi o suíço Jérémy Desplanches com 1:56.73 seguido do alemão Philip Heintz 1:56.95. Leonardo Santos passou pra semi com o 13º tempo 1:59.37, mas, mesmo melhorando na semi para 1:58.99, terminou em 14º. Péssima prova do Caio Pumputis, que foi com tudo abrindo no borboleta, mas caindo demais e se arrastando no final para terminar em 23º com 2:01.06 fora da semi.

Nos 200m borboleta feminino, domínio da americana Hali Flickinger com 2:05.96 nas eliminatórias e 2:06.25 na semifinal. A também americana Katie Drabot fez o 2º tempo na semi com 2:06.59, seguidas de duas húngaras: Boglarka Kapas 2:07.33 e Liliana Szilagyi 2:07.83.

High Diving

Masculino

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Foram mais dois saltos no masculino somados aos 2 saltos de 2 dias antes. Após o 1º do dia e 3º no geral, o americano Steve Lo Bue, que defendia o ouro, foi pra frente com 313,80 pontos contra 301,35 do mexicano Jonathan Paredes e 286,20 do britânico Gary Hunt, ouro na prova em 2015. No salto final, Hunt foi espetacular, com salto de 5,2 de dificuldade e 5 notas 10! Ele fez 156,00 pontos no saltos contra 119,85 do americano e Gary Hunt saiu com o ouro, somando 442,20, contra 433,65 do Lo Bue e 430,15 do mexicano.

Pólo Aquático

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Atuais bicampeãs mundiais e bicampeãs olímpicas, as americanas venceram a Austrália por 7-2 na semifinal feminina e chega pela 7ª vez a final do Mundial. No 1º tempo, abriu 5-0 e aí foi só controlar. Na outra semi, a Espanha fez 16-10 na Hungria e chega pela 3ª vez à decisão mundial e busca a revanche contra as americanas. Há dois anos as americanas venceram por 13-6.

Nas disputas do 5º ao 8º, Rússia fez 13-4 na Grécia e Itália 10-5 na Holanda e agora brigam pelo 5º lugar. O Canadá venceu 24-7 o Cazaquistão e conquistou o 9º lugar. China fez 14-12 na Nova Zelândia para ficar em 11º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 12

Mais polêmica com Sun Yang, ausência de Katie Ledecky, americanos indo mal, um grande duelo no peito feminino e surpresa no pólo aquático.

Natação

200m livre masculino

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O australiano Clyde Lewis chegou pra final com o melhor tempo da semifinal, 1:44.90, e chegou com tudo na final, liderando os 100m iniciais com 50.73, 1s a frente do chinês Sun Yang. Mas quem começou a aparecer foi o lituano Danas Rapsys na raia 3 que bateu na frente nos 150m com o chinês atrás, enquanto Lewis ia caindo de produção, visivelmente cansado. Rapsys, Yang e o japonês Katsuhiro Matsumoto estavam a frente do resto quando o lituano bateu na frente com 1:44.69 contra 1:44.93 do chinês. Só que logo em seguida é anunciada a desclassificação do lituano, por ter se mexido no bloco de partida.

O chinês se torna bicampeão mundial da prova e chega ao seu 11º ouro em Mundiais de longa, todos em provas individuais. Matsumoto fica com a prata com 1:45.22 e o britânico Duncan Scott e o russo Martin Malyutin empatam no bronze com 1:45.63. Mas a polêmica veio novamente após o pódio. Scott não quis cumprimentar o chinês, que logo após as fotos, na saída da premiação, foi tirar satisfação com o britânico. Sun Yang, aparentemente querido apenas na China, não está em Gwangju para fazer amigos. PAra entender um pouco mais da polêmica, clique aqui para ir pro blog do Coach.

1.500m livre feminino

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Simona Quadarella (ITA). Foto: FINA

Katie Ledecky chegou como favorita, perdeu na última piscina o título dos 400m livre e, no início da terça-feira, anunciou que não iria nadar as eliminatórias dos 200m livre, dizendo que não passa bem desde que chegou na Coreia do Sul. Algumas horas depois, anunciou que sairia da final dos 1.500m livre.

Sem a americana, a italiana Simona Quadarella nadou praticamente sozinha. Com 100m de prova já era a líder e só foi abrindo mais e mais vantagem. Na metade já tinha 4s sobre a alemã Sarah Köhler e completou em 15:40.89, novo recorde italiano e quase 8s sobre a alemã, que foi prata com 15:48.83. A chinesa Wang Jianjiahe completou o pódio com 15:51.00. Foi a 1ª italiana a vencer uma prova no Mundial desde 2009 (sem contar a Federica Pellegrini, claro).

100m costas feminino

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Dominando desde as eliminatórias, a canadense Kylie Masse saiu vitoriosa com 58.60. Sua compatriota Taylor Ruck começou melhor e bateu nos 50m com 28.42 empatada com a americana Kathleen Baker, mas Masse marcou a melhor volta da prova (30.04) para se tornar bicampeã mundial da prova. Dona da 2ª melhor volta, a australiana Minna Atherton foi prata com 58.85 e a americana Olivia Smoliga ficou com o bronze com 58.91, 0.05 a frente de Ruck. A campeã olímpica da prova, a húngara Katinka Hosszu, não nadou as eliminatórias.

100m costas masculino

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Campeão olímpico no Rio, o americano Ryan Murphy abriu melhor e bateu com 25.05 nos 50m iniciais, seguido do brasileiro Guilherme Guido com 25.19, que disputava sua 2ª final da prova em Mundiais de longa, com o chinês Xu Jiayu colado com 25.22. Na volta, Murphy e Guido foram ficando para trás e viram o chinês voar para vencer com 52.43 e se tornar o 3º bicampeão mundial do dia. O russo Evgeny Rylov saiu do 5º para a prata com 52.67 e o australiano Mitch Larkin, campeão mundial em 2015, subiu do 7º para o bronze com a melhor volta (27.18) e o tempo de 52.77, deixando Murphy com o 4º lugar a apenas 1 centésimo e o outro americano, Matt Grevers, em 5º a 0.05. Guido repetiu a 7ª colocação de 2017 com 53.26.

100m peito feminino

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Na final mais esperada do dia, o grande duelo entre a americana Lilly King e a russa Yuliya Efimova. King abriu muito bem batendo nos 50m em 30.29 com a russo já um pouco distante com 30.70. Só que Efimova costuma fechar muito bem e ameaçou alcançá-la nos 75m, só que King disparou e venceu com belo tempo de 1:04.93 (a 0.80 do WR dela mesma), mas bem a frente da russa com 1:05.49. E King foi coroada a 4ª bicampeã do dia! Na disputa do bronze, a italiana Martina Carraro fez 1:06.36 contra 1:06.40 da japonesa Reona Aoki.

Outras Provas

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Adam Peaty atualmente é imbatível e foi o melhor nas eliminatórias dos 50m peito com 26.28 e na semifinal com 26.11, a 0.16 do seu WR do último mundial. Os brasileiros Felipe Lima e João Gomes Jr. também foram muito bem e empataram em 2º lugar nas preliminares com 26.73, cada um vencendo a sua bateria. Na semi, Felipe fez o 2º melhor tempo 26.62, enquanto João marcou o 5º com 26.84, mas ambos chegam na final muito bem cotados.

A prova dos 200m livre feminino está muito zicada. Após o anúncio da desistência da Katie Ledecky, foi a vez da australiana Emma McKeon desistir por motivos semelhantes. E também ficou de fora a canadense Taylor Ruck, que queria se dedicar a outras provas. As 3 estavam no top-4 dos melhores tempos de inscrição da prova, atrás apenas da australiana Ariarne Titmus. Sem querer saber disso, a sueca Sarah Sjöström fez o melhor tempo nas eliminatórias com 1:55.14 seguida de Siobhan Haughey, de Hong Kong, com 1:56.02 e de Titmus com 1:56.34. Katinka Hosszu foi 17ª com 1:59.44 e não foi pra semifinal. Já na semi, a melhor foi a italiana Federica Pellegrini com 1:55.14, seguida de Titmus 1:55.36 e Haughey 1:55.58. Pellegrini esteve em todos os últimos SETE pódios desta prova, somando 3 ouros, 3 pratas e 1 bronze.

O húngaro Kristof Milak, de 19 anos, dominou os 200m borboleta com 1:54.19 nas eliminatórias e voando com 1:52.96 na semifinal, abrindo 2.30 do americano Zach Harting, 2º melhor colocado. Em 3º na semifinal o japonês Daiya Seto com 1:55.33. Ótima prova do brasileiro Leonardo de Deus, 4º nas eliminatórias com 1:56.05 e 4º na semifinal com 1:55.71. Já Luiz Altamir Melo foi 13º na preliminar com 1:57.08, mas parou na semi com o 13º tempo 1:57.43. Chad le Clos, que busca o 3º ouro na prova passou com o 5º tempo pra final 1:55.88.

Vindo de uma boa participação nas provas de águas abertas, onde garantiu sua vaga para Tóquio nos 10km, o italiano Gregorio Paltrinieri fez o melhor tempo nas eliminatórias com 7:45.70, seguido do francês David Aubry 7:46.37 e do australiano Jack McLoughlin 7:46.42. Sun Yang pegou a última vaga pra final com 7:48.12 e novamente nenhum americano passa para a final. Guilherme Costa fez uma péssima prova e terminou em 21º com 7:58.67, quase 8s da sua melhor marca, que o colocaria em 14º

High Diving

Feminino

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Com um último salto espetacular, a australiana Rhianna Iffland garantiu o bicampeonato do salto de penhasco a 20m de altura, saindo da 4ª posição pro topo. Ela tirou 8,5-9,0 num salto dificuldade 3,8 (98,80 pontos) e somou 298,05 para levar o ouro e se tornar bicampeã mundial, a 5ª do dia. Mas foi por muito, muito pouco. A mexicana Adriana Jimenez, que vinha na liderança antes do 4º salto, tirou 7,0-7,5 num salto 4,0 e somou 297,90, atrás por apenas 0,15! A britânica Jessica Macaulay completou o disputado pódio com 295,40. A brasileira Jacqueline Valente terminou na 9ª posição com 223,60.

Pólo Aquático

A Espanha foi a grande zebra das 4as de final do torneio masculino ao vencer a perigosa e até outro dia imbatível equipe da Sérvia por 12-9. A vantagem veio no 2º quarto (5-2) e o 1º tempo acabou 7-3 pros espanhóis, que conseguiram segurar o grande resultado. Agora, a Espanha enfrenta na semifinal outra potência, a Croácia, que fez 10-8 na Alemanha. Com isso, não teremos mais uma guerra entre sérvios e croatas no pólo.

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Do outro lado da chave, dois jogos apertados. A Hungria fez 10-9 na Austrália, marcando o gol vencedor faltando apenas 4s pro fim do jogo com Marton Vámos, artilheiro do jogo com 3. A Itália fez 7-6 na Grécia e chega à semifinal contra os húngaros.

Nas disputas classificatórias, o Brasil encerrou sua participação vencendo por 9-8 o Cazaquistão e terminando na 13ª colocação. A Coreia do Sul empatou em 12-12 com a Nova Zelândia, mas venceu nos pênaltis 5-4 e termina em 15º. Nas disputas do 9º ao 12º, Montenegro 14-7 no Japão e Estados Unidos goleou a África do Sul por 20-3 e agora disputa o 9º lugar.

Números do Brasil na piscina:
Medalhas – 1 bronze
Finais – 5
Semifinais – 8
Recordes SulAm – 1
Recordes brasileiros – 1

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 11

1ª medalha do Brasil na piscina, zebra no borboleta e semifinais do pólo feminino definidas.

Natação

100m peito masculino

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Depois de bater o recorde mundial na semifinal no domingo, a grande dúvida da final era se o britânico Adam Peaty quebraria ou não novamente o recorde mundial, pois sua vitória era mais que esperada. Ele não decepcionou, mas não fez recorde. Nos primeiros 50m, ele marcou 26.60, 0.03 melhor que a parcial do WR e tempo que o daria bronze nos 50m no último mundial! Mas voltou pior, com 30.54, para vencer com um espetacular 57.14, 0.26 pior que o recorde. James Wilby fez a 2ª melhor volta e bateu em 2º lugar com 58.46 consolidando o domínio britânico na prova. O chinês Yan Zibei marcou 58.63, batendo novamente o recorde asiático pro bronze.

100m borboleta feminino

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Pódio dos 100m borboleta prestando homenagem à japonesa Rikako Ikee. Foto: FINA

Se todo mundo achou que a vitória da Ariarne Titmus nos 400m livre no dia anterior sobre a Katie Ledecky tinha sido a zebra do Mundial, é porque não esperava os 100m borboleta. Sarah Sjöström tinha os melhores tempos de todos os tempos e sua 5ª vitória na prova era quase certa. Quase. Ela não esperava uma prova lindíssima da canadense Margaret MacNeil. A sueca abriu melhor marcando 25.96 na ida, já colocando quase meio segundo sobre a segunda colocada, a americana Kelsi Dahlia, enquanto MacNeil batia em 5º com 26.77. Mas na volta, que parcial da canadense! MacNeil marcou 29.06 ultrapassando a sueca faltando 20m pro final e fechou em 55.83, novo recorde das Américas! Sjöström, que fez apenas a 6ª melhor volta, bateu com 56.22 para a prata e a australiana Emma McKeon foi bronze com 56.61.

50m borboleta masculino

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Pódio dos 50m borboleta: Kostin, Dressel e Nicholas. Foto: Reuters/Antonio Bronic

Nicholas Santos chegou com o melhor tempo ano no Mundial, mas encontrou pela frente o americano Caeleb Dressel, que busca vencer 9 ouros no Mundial. E já tem 2. Nicholas teve o melhor tempo de reação, mas não teve uma boa saída, e precisou fazer uma prova de recuperação, algo complicado para uma prova de apenas 50m. Dressel fez uma prova quase perfeita e liderou do início ao fim, batendo em 22.35, novo recorde do campeonato e das Américas, baixando o recorde continental do Nicholas em 0.25. O russo Oleg Kostin ficou com a prata com 22.70 e o brasileiro se recuperou para bater em 3º com 22.79, ficando apenas 0.01 a frente do americano Michael Andrew, o rei dos sprints, que nadará as 4 provas de 50m.

200m medley feminino

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A Dama de Ferro é a dona dessa prova. Ela não perde os 200m medley em grandes competições desde 2013, vencendo nesse ínterim 1 título olímpico, 3 mundiais de longa, 3 mundiais de curta, 3 europeus de longa e 3 de curta. E não foi diferente em Gwangju, faturando seu 4º ouro seguido na prova de maneira incontestável. Nos 50m iniciais, a japonesa Rika Omoto estava a frente na parcial do borboleta com 27.52 enquanto Katinka Hosszu batia em 4º a 0.26. Na parcial de costas, Omoto seguiu líder, mas a húngara encostou ficando a apenas 0.08. No peito, Hosszu fez a melhor parcial e assumiu a liderança, com 0.96 de vantagem sobre a canadense Sydney Pickrem, nova 2ª colocada. Ns 50m finais, Pickrem caiu e viu a chinesa Ye Shiwen, última a vencer essa prova antes da Katinka, em 2011, assumir o 2º lugar. Katinka bateu em 2:07.53 pro ouro, seu 8º em Mundiais. A chinesa foi prata com 2:08.60 e Pickerm bronze com 2:08.70.

Outras Provas

Nos 200m livre masculino, o britânico James Guy foi o melhor nas eliminatórias com 1:46.18, seguido do chinês Sun Yang com 1:46.22. Já na semifinal, o australiano Clyde Lewis surpreendeu com o melhor tempo de 1:44.90, seguido de Sun Yang 1:45.31 e do lituano Danas Rapsys 1:45.44. Fernando Scheffer foi 6º nas eliminatórias com 1:46.46, mas na semifinal ficou em 9º com 1:45.83, a apenas 0.07 da vaga na final. Já Breno Correia fez 1:47.26 nas eliminatórias, em 17º a 0.20 da vaga na semi. Curiosamente, nenhum dos dois americanos chegou à final: Townley Hass foi 14º com 1:46.37 e Andrew Saliskar 15º com 1:46.83.

Foi um caos as eliminatórias dos 100m costas masculino. O acessório de largada teve muitos problemas e dois nadadores nadaram novamente sozinhos. Os dois conseguiram ficar no top-16, mas para não prejudicar os dois que seriam eliminados, tivemos 18 nadadores nas semifinais. O chinês Xu Jiayu não teve problemas e foi o melhor nas eliminatórias com 52.85 e na semifinal com 52.17, novo recorde do campeonato, que vinha desde 2009 (52.19 do Aaron Peirsol). O brasileiro Guilherme Guido fez uma excelente prova nas eliminatórias, vencendo sua bateria com 52.95, novo recorde sul-americano! Na semi, foi 7º no geral com 53.23 e chegou pela 2ª vez à final dos 100m costas em mundiais de longa.

A canadense Kylie Masse dominou os 100m costas no feminino com o melhor tempo nas eliminatórias 58.91 e na semifinal 58.50. A australiana Minna Atherton foi 2ª na preliminar com 59.22 e na semi com 58.60. A canadense Taylor Ruck foi a 3ª e última a baixar dos 59s na semi, com 58.83.

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Como esperado, a disputa dos 100m peito feminino será entre a americana Lilly King e a russa Yulia Efimova. King foi melhor nas eliminatórias com 1:06.31 contra 1:06.58 da russa, enquanto na semi Efimova fez 1:05.56 contra 1:05.66 da americana. A 3ª melhor na semi foi a japonesa Reona Aoki com 1:06.30.

Nos 1.500m livre feminino, a americana Katie Ledecky fez o melhor tempo nas eliminatórias com 15:48.90, seguida da italiana Simona Quadarella com 15:51.59 e da alemã Sarah Köhler com 15:54.08, mas Ledecky não vem se sentindo bem desde que chegou à Coreia do Sul e ainda é dúvida para a final. A brasileira Viviane Jungblut, depois de nadar 3 provas nas águas abertas, fez 16:36.25 e terminou na ruim 20ª colocação.

High Diving

Tivemos os 2 saltos iniciais das provas de High Diving, 20m para mulheres e 27m para homens. No fem, Jacqueline Valente está em 8º com 113,50 e a líder é a mexicana Adriana Jimenez com 148,20. Entre os homens, quem lidera é o americano Steve Lo Bue com 218,40, tirando 9,0 para cima nos 2 saltos, seguido do mexicano Jonathan Paredes com 209,55, que chegou a tirar dois 10 no 2º salto.

Pólo Aquático

Favoritas ao ouro, as americanas venceram tranquilamente a Grécia por 15-5 e se garantiram na semifinal, onde enfrentarão a Austrália, que passou pela Rússia por 9-7. Na outra semi, a Espanha fez 12-8 na Holanda e vai pegar na semifinal a Hungria, que venceu a Itália por 7-6.

Nos jogos classificatórios, o Canadá empatou em 10-10 com a China e precisou fazer 7-6 na disputas de pênaltis para vencer e ir ao jogo que valerá o 9º lugar, onde enfrentará o Cazaquistão, que fez 14-12 na Nova Zelândia, também após um empate em 10-10. O Japão derrotou a África do Sul por 21-2 e conquistou o 13º lugar, enquanto Cuba destruiu a quase inexistente seleção da Coreia do Sul por 30-0. As sul-coreanas encerram sua estreia internacional com 5 derrotas, 172 gols sofridos e apenas 6 feitos.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 10

E começou a natação! Estados Unidos finalmente fatura um ouro, Ledecky é surpreendida, Brasil fica sem medalha no revezamento e polêmica no pódio.

Natação

400m livre masculino

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Sun Yang (CHN). Foto: FINA

O chinês Sun Yang fez o melhor tempo nas eliminatórias com 3:44.10, seguido do lituano Danas Rapsys com 3:44.31 e do australiano Jack McLoughlin com 3:44.79. O australiano campeão olímpico Mack Horton foi 5º com 3:45.51. Luiz Altamir Melo ficou em 15º com 3:48.87, seu melhor tempo pessoal. Curioso o americano Grant Shoults na fraca 25ª posição com 3:52.96.

Na final, McLoughlin começou melhor e liderava até os 150m, mas o chinês Sun Yang mostrou porque é tricampeão mundial da prova e foi pra frente com 200m. Com 300m, o lituana Rapsys passou o australiano enquanto Mack Horton fazia uma prova de recuperação. Na última piscina, Horton e o italiano Gabriele Detti tiveram uma parcial de 26.61 contra 27.10 de Rapsys, que caiu para 4º. Sun Yang venceu com 3:42.44, Horton foi prata com 3:43.17 e Detti bronze com 3:43.23.

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Na cerimônia de medalhas, após o hino, Horton foi polêmico e não subiu no topo do pódio para a foto dos medalhistas, como forma de protesto pela participação do chinês no Mundial, por conta de uma polêmica no início do ano. Mas a FINA o inocentou e a imagem do Horton em pé atrás, sem olhar para o chinês pegou mais mal pro australiano do que para o chinês.

400m livre feminino

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Já se sabia que este Mundial não seria fácil para Katie Ledecky, mas não se esperava o que aconteceu em sua 1ª final. Nas eliminatórias, a americana ficou com o melhor tempo 4:01.84, seguida da australiana Ariarne Titmus 4:02.42 e da húngara Anja Késely com 4:03.51.

Na decisão, Titmus ficou na frente nos 200m iniciais, batendo com 1:57.72 contra 1:57.84 de Ledecky, que começou a apertar e, com 250m, já era líder, mas em nenhum momento Titmus deixou a americana disparar. Na marca de 350m, Ledecky tinha 0.62 de vantagem sobre Titmus. Só que na última piscina, a americana fez sua pior parcial da prova com apenas 31.34 enquanto Titmus fez sua melhor (sem contar os 50m iniciais) com 29.51! Titmus ultrapassou Ledecky e venceu com 3:59.76, novo recorde da Oceania, enquanto Ledecky foi prata com 3:59.97. Kesely e a americana Leah Smith fizeram uma grande disputa pelo bronze e, na batida, Smith ficou em 3º com 4:01.29 contra 4:01.31 da húngara. Esta foi a 1ª derrota da Ledecky nos 400m livre.

Revezamento 4x100m livre masculino

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Equipe americana. Foto: FINA

Nas eliminatórias, os Estados Unidos fizeram o melhor tempo com 3:11.31 contra 3:12.42 da Grã-Bretanha e 3:12.64 da Rússia. O Brasil, com Marcelo Chierighini, Pedro Spajari, André Calvelo e Breno Correia, passou com a 6ª marca com 3:12.97, suficiente para garantir vaga na final e na Olimpíada de Tóquio.

Na final, os americanos dominaram do início ao fim. Caeleb Dressel abriu com 47.63, seguido de 47.83 do russo Vladislav Grinev e Marcelo Chierighini entregou em 4º com 48.10. Mas Spajari fez uma prova ruim nadando para 48.14 e entregou em 6º. Blake Pieroni fez 47.49 e o Estados Unidos chegavam à metade da prova com 0.33 sobre a Rússia, que teve Vladimir Morozov com 47.62. A Grã-Bretanha batia em 3º a 0.57 dos americanos, abrindo com seus 2 melhores atletas.

Zach Apple voou para conseguir a melhor parcial lançada da prova, com 46.86 e os americanos já colocavam quase 1s sobre os russo. Bruno Fratus fez ótima prova 47.78 e o Brasil subia para 5º. Na última perna, Breno Correia fez 47.97, mas os adversários voaram para 47 baixo. Nathan Adrian, que vem de um tratamento de câncer no testículo com quimioterapia, fechou com 47.08 e os Estados Unidos venceram com 3:09.06, recorde do campeonato. Evgeny Rylov fez 47.02 e a Rússia pegou prata com 3:09.97 enquanto Kyle Chalmers fechou de maneira excelente com 47.06 e colocou a Austrália no pódio com o bronze com 3:11.22, seguida da Itália 3:11.39, Grã-Bretanha 3:11.81 e Brasil 3:11.99.

Revezamento 4x100m livre feminino

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A Austrália foi a melhor nas eliminatórias com 3:33.39 com Cate Campbell abrindo para 52.44, seguida de Canadá 3:34.73, Suécia 3:36.03 e Estados Unidos 3:36.13. Na decisão, a Suécia bateu em 1º na primeira perna com Sarah Sjöström 52.23, mas logo as americanas passaram com Abbey Weitzeil batendo em 1:45.64. Taylor Ruck também voou pro Canadá que estava em 2º a 0.27. Na 3 perna, foi a vez da campeã olímpica nos 100m livre Penny Oleksiak colocar o Canadá na frente. Emma McKeon também vinha bem e jogava a Austrália pro 2º lugar a 0.16 do Canadá, enquanto Kelsi Dahlia afundava as americanas a 0.50 das líderes.

Na última passagem, Cate Campbell simplesmente voou com a excelente parcial de 51.45 para bater em 3:30.21, novo recorde do campeonato e levar o ouro. Simone Manuel também fez uma excelente prova e, com parcial de 51.92, confirmou a prata para as americanas com 3:31.02, recorde das Américas. Canadá bateu em 3º com 3:31.78. A Holanda, que vinha de 6 pódios seguidos na prova, fica em 4º longe com 3:35.32.

Outras provas

O destaque do dia, claro, foi nos 100m peito. Favoritaço, o britânico Adam Peaty já tinha sobrado nas eliminatórias com 57.59, mas na semifinal, fez uma prova impressionante para vencer com 56.88 e estabelecer o 1º recorde mundial! Ele baixou em 0.22 a sua marca do Europeu em 2018. João Gomes Jr foi 7º nas eliminatórias com 59.25, mas na semifinal piorou para 59.32 e ficou em 11º, fora da final. Felipe Lima marcou 1:00.00 nas eliminatórias e ficou de fora da semifinal, em 18º.

Nicholas Santos vem se firmando para o pódio dos 50m borboleta. Após uma largada ruim nas eliminatórias, onde terminou em 11º com 23.48, ele acertou na semifinal marcando 22.77 e passando para a final com o 2º tempo, atrás apenas do americano Caeleb Dressel, que, com 22.57, bateu na semi o recorde das Américas que era do Nicholas em 0.03.

A sueca Sarah Sjöström não teve dificuldades nos 100m borboleta, sendo a melhor nas eliminatórias com 56.45 e na semifinal com 56.29, seguida da canadense Margaret MacNeil com 56.52. Apenas as 2 na casa dos 56 na semifinal. Sjöström muito próxima do pentacampeonato na prova, o tetra seguido.

Outra que busca um tetra seguido é Katinka Hoszzu nos 200m medley. Ela foi a melhor nas eliminatórias co 2:07.02 e na semifinal com 2:07.17, sem adversárias. O 2º melhor tempo foi da canadense Sydney Pickrem com 2:08.83. Legal a classificação da sul-coreana Kim Seo-yeong pra final com o 7º tempo 2:10.21.

Pólo Aquático

A Austrália surpreendeu a forte equipe de Montenegro nas disputas dos playoffs do torneio masculino. Após um empate em 9-9, as equipes foram para as cobranças de penalidades e os australianos fecharam com 4-2, totalizando 13-11, garantindo a vaga nas 4as para enfrentar a Hungria. A Grécia passou com 11-9 sobre os Estados Unidos, selando a vitória no 4º quarto com 3-1 e enfrentará a Itália.

Nos jogos seguintes, duas goleadas. A Espanha fez 15-7 no Japão e pega a forte Sérvia nas 4as, enquanto a Alemanha passeou com 25-5 na África do Sul e enfrentará a Croácia.

Nas classificatórias do 13º ao 16º, o Brasil venceu a Nova Zelândia por 12-8 e pegará o Cazaquistão, que venceu a Coreia do Sul por 17-4, na disputa do 13º lugar.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 9

Uma prova espetacular da plataforma e a Rússia fecha com mais dois ouros no fim da 1ª semana do Mundial.

Saltos Ornamentais

Plataforma 10m Masculina

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Podio da plataforma masculina. Foto: FINA

Foi uma prova absolutamente espetacular dos chineses Yang Jian e Wang Hao. Yang Jian fez mais 90 pontos em todos os seus saltos, incluindo 2 com mais de 100 pontos, fechando a prova com um 114,80 em um salto de dificuldade 4,1, a dificuldade mais alta da final, e notas acima de 9,0! Ele somou 598,65 para levar o ouro. Só que Wang Hao não ficou muito pra trás não! No 2º salto, já vieram duas notas 10, mas o 4º salto foi simplesmente perfeito, com 7 notas 10! Ele ainda viria a tirar 4 notas 10 no salto seguinte, mas a sua dificuldade foi menor que de Yang Jian. Somando os 6 saltos, Yang Jian tinha 21,9 de dificuldade enquanto Wang Hao “apenas” 20,6. Wang Hao foi prata com 585,75, pontuação altíssima.

Também com o ótima prova, o russo Aleksandr Bondar foi bronze com 541,05, aproveitando os erros do britânico Tom Daley, que não fez uma boa prova, errando feio o seu 5º salto, terminando em 7º com 470,35.

Trampolim 3m Sincronizado Misto

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Sem China, esta final foi muito disputada e a diferença entre o 1º e o 5º foi de apenas 8,91 pontos! Os australianos Matthew Carter e Maddison Keeney venceram com 304,86 contra 304,08 dos canadenses François Imbeau-Dulac e Jennifer Abel, uma diferença de apenas 0,78! Os alemães Lou Massenberg e Tina Punzel levaram o bronze com 301,62. Os brasileiros Luis Felipe Moura e Tammy Galera ficaram em 16º entre 18 duplas com 249,30.

Nado Artístico

Dueto Misto Rotina Livre

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O pódio da rotina livre foi exatamente o mesmo da rotina técnica, com os russos Mayya Gurbanberdieca e Aleksandr Maltsev vencendo com 92,9667, piorando a nota da preliminar, quando marcaram 93,1000. A prata foi para os italianos Manila Flamini e Giorgio Minisini com 91,8333 e o bronze para os japoneses Yumi Adachi e Atsushi Abe com 90,4000. Os brasileiros Giovana Stephan e Renan Souza terminaram no 7º lugar com 81,2333, mesma colocação da rotina técnica.

Rotina Livre Combinada

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Fechando o nado artístico, a Rússia faturou o seu 9º ouro com a nota mais alta de todo o Mundial (empatada com a mesma Rússia na rotina livre do grupo) de 98,0000. A China foi prata com 96,5667, mesma nota que a Rússia tirara na preliminar, e o bronze foi novamente da Ucrânia com 94,5333. O Brasil melhorou uma posição da preliminar terminando em 8º com 83,6333, subindo sua nota da rodada anterior, que havia sido 81,6667 e por muito pouco não superou Israel, o que teria sido um grande resultado. A rotina foi ao som do tema dos Vingadores e nos maiôs referências ao vários super-heróis.

Pólo Aquático

Sem muita surpresa nos playoffs femininos, valendo vaga nas 4as de final. As 4 equipes vencedoras foram as que ficaram em 2º nos seus grupos, eliminando as 3as colocadas. Grécia venceu a China por 12-8 e enfrenta nas 4as a fortíssima equipe americana. Austrália fez 13-3 no Cazaquistão e pega a Rússia. Holanda e Canadá fizeram um jogo bem parelho, que ficou no 0-0 no 1º quarto, mas a vitória foi das holandesas com 5-4 e elas enfrentarão a Espanha. Hungria venceu fácil a Nova Zelândia por 17-6 e pega a Itália.

Duas goleadas no jogos classificatórios. África do Sul arrasou as donas da casa com 26-3 e disputarão o 13º lugar contra o Japão, que venceu Cuba por 21-9.

O Mundial agora entra na sua segunda semana com os astros da natação! Até agora os Estados Unidos não venceram nenhum ouro. Em 2017 eles tinham vencido 1 ouro antes da natação, em 2015 foram 3, em 2013 foi 1 e em 2011 1 também.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 8

Ana Marcela leva seu 2º ouro em Gwangju de maneira espetacular! E o Brasil perde a 3ª no pólo aquático.

Águas Abertas

25km Feminino

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Pódio dos 25km feminino. Foto: FINA

Com mais de 5h de prova, Ana Marcela Cunha fatura o tetracampeonato mundial da prova mais longa da natação! Desde o início, ela, as francesas Lara Grangeon e Lisa Pou, a americana Erica Sullivan e a alemã Finnia Wunram abriram das outras competidoras e foram se isolando na liderança. Prova muito longa, ninguém queria se desgarrar e elas ficavam alternando a liderança. Com pouco mais de 4h de prova, a americana começou a ficar pra trás e a briga ficava entre as outras quatro.

Nos últimos 2km, a coisa começou a apertar e Pou foi ficando para trás também. Na reta final, só deu Ana Marcela. A brasileira atacou, tirando energia não sei de onde e foi abrindo segundos valioso até bater em 1º em 5:08:03.0, faturando seu 5º título mundial e 12ª medalha em mundiais na carreira! A alemã Wunram bateu 8.6 atrás da brasileira e Grangeon, que também fez um ótimo mundial mas seguia sem medalha, bateu pro bronze a 18.2.

25km Masculino

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A batida super apertada dos 25km masculino. Foto: FINA

Diferente da prova feminina, a masculina seguiu por um bom tempo com um pelotão enorme, de quase 20 atletas. Faltando menos de 1h pro fim da prova, o húngaro Gergely Gyurta começou a desgarrar e abriu mais de 1min30 sobre o resto do pelotão ao abrir a última volta, faltando meia hora pro fim. Mas na zona de hidratação ele parou por quase 1min, com dificuldades para respirar devido a uma asma. Ele seguiu, mas a diferença pro resto do pelotão, que contava com 10 nadadores, foi diminuindo e ele logo foi ultrapassado, para terminar em 10º.

Seis nadadores seguiram forçando, com o francês Axel Reymond, dois russos, dois italianos e um australiano. Reymond, o russo Kirill Belyaev e o italiano Alessio Occhipinti foram para a frente até a chegada. Reymond e Belyaev estavam lado a lado até que o francês bateu em 4:51:06.2, apenas 0.3 melhor que o russo! Occhipinti foi bronze 3.3 atrás.

Nado Artístico

Equipe Rotina Livre

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Nada mudou na modalidade e a Rússia venceu mais uma, com a espetacular nota de 98,0000, novamente seguida de China (96,0333) e Ucrânia (94,3667), que se firma como a 3ª força do esporte no mundo, passando o Japão, 4º com 93,3667, que precisará evoluir se quiser medalha ano que vem em casa nos Jogos Olímpicos. Entre as equips das Américas, o Canadá se firma como principal força ao terminar em 7º com 90,1000 e o México segue a frente das americanas. As mexicanas ficaram em 10º com 87,0333 e as americanas em 11º um pouco afastadas com 84,4000. Canadá tem tudo para levar o ouro no Pan e a vaga olímpica das Américas.

Saltos Ornamentais

Finalmente um brasileiro foi bem nos saltos. Isaac Souza Filho fez ótima prova na plataforma 10m masculina, ficando em 14º na preliminar com 397,90 e 13º na semifinal com 404,50, ficando a uma posição da final e da vaga olímpica. Curioso que seu melhor salto é o que tem maior dificuldade, 3,7, tirando 7,0-7,5 nas duas chances, somando mais de 80 pontos. O chinês Yang Jian foi o melhor nas duas vezes com 530,10 na preliminar e 573,35 na final, com seu compatriota Yang Hao colado na semi com 572,30.

Trampolim 3m Feminino

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Mais uma dobradinha chinesa, com Shi Tingmao levando o ouro ao somar 391,00 e Wang Han prata com 372,85, mas a australiana Maddison Keeney não ficou longe, levando o bronze com 367,05. Foi o 8º título mundial da Shi Tingmao, que se torna tricampeã mundial desta prova, mas precisa vencer mais duas vezes para igualar o feito de Guo Jingjing, que venceu 5 vezes de 2001 a 2009.

Pólo Aquático

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O Brasil caiu demais desde os Jogos do Rio. E este mundial prova isso. A Copa UANA nos deu uma esperança falsa devido aos bons jogos contra americanos e canadenses, mas neste Mundial a coisa está feia. Precisando vencer de qualquer jeito o Japão para avançar, o Brasil até que começou bem, mas no 2º quarto os japoneses começaram a abrir e foram pro intervalo com 7-3. Na 2ª metade, o Brasil deu uma apertada e chegou a fazer 3 seguidos, mas não foi o suficiente e o Japão venceu por 11-9. O Brasil agora disputa o torneio do 13º ao 16º lugar. Pelo mesmo grupo, a Itália venceu a Alemanha por 8-9 e venceu o grupo, se garantindo direto nas 4as.

No Grupo A, a Sérvia fez 9-3 na Grécia para vencer o grupo e Montenegro derrotou a Coreia do Sul por fáceis 24-6. No B, a Croácia venceu a 3ª partida com fáceis 21-5 no Cazaquistão e os Estados Unidos fizeram 12-11 na Austrália. Pelo C, a Hungria passeou na África do Sul com 23-5 para levar o grupo e a Espanha também goleou com 23-3 na Nova Zelândia, que será o próximo adversário do Brasil.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 7

Brasil fica bem perto de medalha por equipe nas águas abertas e Rússia e China seguem no topo.

Águas Abertas

Revezamento 4×1,25km Misto

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Pódio do revezamento. Foto: FINA

Ana Marcela Cunha abriu para o Brasil enquanto a maioria dos países começava com um homem. Mas quem brilhava era a americana Haley Anderson, que chegou junto com os líderes para entregar para Jordan Wilimovsky e os Estados Unidos abriam das equipes favoritas. Viviane Jungblut entregava em 10º para Diogo Villarinho, 36s atrás dos Estados Unidos.

Na 3ª perna, boa parte das equipes favoritas entrava com homens, enquanto os EUA vinham com Ashley Twitchell. China, Alemanha e Itália buscaram os americanos e o Brasil vinha logo atrás com o Diogo, que fez ótima prova. Na última perna, a China veio com a campeã dos 10km Xin Xin e ficou pra trás, terminando em 9º. A Itália fechava com o campeão olímpicos dos 1.500m na piscina Gregorio Paltrinieri, enquanto a Alemanha tinha Rob Muffels, os EUA com Michael Brinegar e o Brasil com Fernando Ponte, um pouco atrás. Os 3 lideravam e brigavam a cada metro, enquanto o Brasil se firmava em 4º mais de 20s atrás. Eles foram pro funil e Muffels conseguiu bater um pouco antes fechando em 53:58.7, 0.2 a frente de Paltrinieri e 0.3 a frente de Brinegar. O Brasil fechou na ótima 4ª posição a 25.8 da Alemanha.

Saltos Ornamentais

No trampolim 3m feminino, Shi Tingmao foi a melhor na preliminar com 357,90 e na semifinal com 359,40, seguida da australiana Maddison Keeney com 348,10 e da outra chinesa Wang Han com 345,80. Luana Lira foi 41ª na preliminar com 220,20 e a veterana Juliana Veloso 43ª com 206,70 entre 51 atletas.

Trampolim de 3m masculino

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Quase que a China perdeu seu 1º ouro nos saltos! O britânico Jack Laugher, prata no Rio-2016, vinha com uma prova espetacular e chegou até a tirar um 10 (descartado) no 4º salto, de dificuldade 3,9! Ele chegou pra última rodada com 473,95, com 31,10 pontos de vantagem sobre o chinês Xie Siyi e 45,40 sobre Cao Yuan. Só que no último salto, Laugher errou feio e tirou apenas 2,5-3,0! Com isso, os chineses o passaram para fazer a dobradinha e Laugher acabou com o bronze. Xie Siyi venceu com 545,45, Cao Yuan prata com 517,85 e Laugher bronze com 504,55. O sul-coreano Woo Haram foi novamente 4º colocado, assim como no trampolim de 1m. Na foot, Jack Laugher e toda sua decepção após errar o último salto.

Nado Artístico

Na preliminar da rotina livre combinada, que mistura solo, dueto e equipe, com 10 atletas na piscina, o Brasil ficou em 9º com 81,6667 e se garantiu na final. Passavam 12 e eram apenas 15 equipes competindo. A melhor, claro, foi a Rússia com 96,5667, seguida de China e Ucrânia.

Dueto Rotina Livre

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Svetlana Kolesnichenko e Svetlana Romashina venceram a final do dueto com 97,5000, deixando novamente a China com a prata com 95,7667 e a Ucrânia com o bronze com 94,1000. Foi o 6º ouro russo no nado artístico neste Mundial. Fio o inacreditável 21º ouro mundial da Romashina e o 16º da Kolesnichenko.

Precisava de tanta prova assim no Mundial?

Pólo Aquático

Tivemos a definição no pólo feminino. Pelo Grupo A, os Estados Unidos arrasaram a África do Sul com 26-1 e a Holanda fez 15-6 na Nova Zelândia. No grupo B, o Canadá venceu a Coreia do Sul por 22-2, num jogo onde claramente as canadenses tiraram o pé (ou seria melhor dizer a mão?) e erravam o gol de propósito. A Rússia fez 17-12 na Hungria e venceu o grupo, se classificando direto para as 4as.

Pelo Grupo C, a campeã mundial em 2013 Espanha fez 19-6 em Cuba enquanto a Grécia derrotou o Cazaquistão por 13-7. Pelo Grupo D, a Itália fez 14-6 na China para vencer o grupo com 3 vitórias e a Austrália ganhou do Japão com 9-7. A húngara Rita Keszthelyi é a artilheira do mundial com 15 gols, mas a holandesa Maud Megens vem em seguida com 12, mas com aproveitamento espetacular com 92%.