Obstáculos no pólo aquático

Não está fácil pro pólo aquático brasileiro… Depois de anunciar que o Brasil não disputará a Liga Mundial deste ano, competição em que o Brasil surpreendeu em 2015 com o bronze no masculino, a seleção feminina acaba de perder sua principal jogadora.Izabella Chiappini, considerada pela mídia especializada a 2ª melhor jogadora do mundo, anunciou que vai defender a Itália neste ciclo olímpico. Aos 21 anos, ela sai da seleção com dois bronzes pan-americanos (2011 e 2015) na bagagem, 3 Mundiais e uma Olimpíada no currículo. Vale ressaltar que no Pan de 2011 ela já era destaque com 15 anos. Ela foi a artilheira do Brasil no Rio-2016 com 12 gols em 6 derrotas em 6 jogos. Com dupla cidadania, terá muito mais chances de crescer defendendo a Itália, que foi prata no Rio-2016, bronze no último Mundial e no último Europeu.

Depois desse banho de água fria, corre a notícia que um dos principais jogadores da seleção masculina também pode sair. Felipe Perrone já defendeu a Espanha, conquistando 2 medalhas em Mundiais, e recebeu convite para voltar a jogar pela equipe europeia. Ele disse que isto não está nos planos, mas tudo depende do plano do pólo nacional, que, depois da ótima campanha nos Jogos Olímpicos, ainda perdeu o super técnico croata Ratko Rudic.

Por outro lado, a PAB (Liga Brasileira de Pólo Aquático) começa a ganhar força como uma alternativa às competições da CBDA. Por conta de desorganização do campeonato e da crise institucional da CBDA, a PAB surgiu como uma alternativa e já conta com 10 clubes, todos do eixo Rio-São Paulo. As seleções também já estão classificadas pro Mundial de Budapeste, mas a preparação ficará bem prejudicada pela desistência da disputa da Liga Mundial.

Tomara que vento melhores venham, já que foi feito um bom trabalho no último ciclo e o Brasil ficou até perto de uma medalha olímpica.

Resumo da semana olímpica

Pólo Aquático

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Grummy

A seleção brasileiro masculina de polo aquático venceu o título da Copa UANA e garantiu vaga pro Mundial de Esportes Aquáticos em Budapeste. Na 1ª fase, o Brasil venceu 9-6=3 a Argentina, 29-5 Trinidad & Tobago e perdeu pro Canadpa por 8-4. Nas semifinais, nova vitória sobre a Argentina, por 11-5, e na decisão, uma ótima vitória de 6-5 sobre o Canadá. O Brasil foi pro último quarto perdendo de 4-3 e virou para 6-5. Grummy foi eleito o melhor jogador do torneio.

A seleção está bem diferente da que disputou os Jogos do Rio. Alguns jogadores saíram da seleção, alguns se aposentaram do esporte e o técnico não é mais o croata Ratko Rudic.

Esgrima

Na Copa do Mundo de florete em Bonn, Alemanha, Heitor Shimbo fez excelente fase de poules e se classificou direto pra chave principal. Guilherme Toldo precisou passara pelas rodadas preliminares, mas também chegou ao top64, onde ambos perderam na estreia: Toldo de 15-6 para o egípcio Alaaeldin Abouelkassem e Shimbo de 15-5 para o sul-coreano Heo Jun. Em Legnano, na Itália, Nathalie Moellhausen perdeu na estreia na Copa do Mundo de espada por 12-10 para a italiana Marta Ferrari.

Mas o belo resultado foi na prova por equipes no florete masculino. No 1º confronto, o Brasil derrotou por 41-40 a Grã-Bretanha e chegou às 4as de final. Pegando a forte Itália, levou uma surra de 45-17, depois peredu por 45-40 pra China e de 45-29 pra Alemanha, terminando na ótima 8ª posição, subindo para a excelente 7ª posição do ranking mundial.

Outros Esportes

Thiago Braz conquistou mais uma medalha em provas indoor na Europa. Em Berlim, o campeão olímpico foi prata no salto com vara com 5,70m, ficando atrás do polonês Piotr Lisek, com 5,86m. Em 3 competições, ele ficou com um ouro, uma prata e um bronze.

Letícia Cherpe de Souza, que disputou o revezamento 4x400m nos Jogos do Rio, estabeleceu novo recorde brasileiro indoor nos 400m na sexta-feira, dia 10. Em Fayetteville, Arkansas, EUA, ela marco 52.54, batendo o recorde anterior que era dela mesma, de 52.93, estabelecido no dia 4 de fevereiro.

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Guilherme Müller

– Guilherme Müller e Letícia Candido venceram a 1ª etapa da Taça Brasil de mountain bike, em Campo Largo, Paraná. Guilherme deixou pra trás nomes fortes do país, como Henrique Avancini e Luiz Henrique Cocuzzi.

Adilson da Silva passou pelo corte em torneio na Malásia válido pelo European Tour, terminando em 59º com 288 tacadas, 19 acima do paraguaio Fabrizio Zanotti, vencedor da prova. Na Colômbia, pelo web.com Tour, Alexandre Rocha foi 54º com 285 tacadas, 14 a mais que o vencedor, o americano Erhan Tracy.

Luiz Francisco Azevedo foi vice em GP5* nos EUA neste sábado. A prova teve uma alta premiação de USD 380.000 e Luiz Francisco levou USD 76.000. No mesmo torneio, mas na sexta-feira, Yuri Mansur foi 3º colocado em prova de 1,45m.

Thomaz Bellucci chegou às semifinais do ATP250 de Quito, no Equador. Ele perdeu pelo 3º ano seguido no torneio para o dominicano Victor Estrella Burgos, agora por 76(4) 76(3). Estrella Burgos conquistou o tricampeonato seguido da competição.

– Na Fed Cup, o Brasil teve uma participação bem fraca. Começou perdendo de 2-1 pra Colômbia, depois venceu 3-0 o México e perdeu 2-1 pra Argentina e pro Chile. Ficou em 4º no grupo e precisou duelar contra a Bolívia parfa não cair. Venceu por 2-0 e se manteve no Grupo I das Américas.

– A equipe de Hugo Calderano foi eliminada nas 4as da Champions League de tênis de mesa. O Ochsenhausen perdeu para o Borussia Düsseldorf. Hugo perdeu pro super alemão Timo Boll por 3-1.

Rio-2016 – Dia 11

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Dia de ver a primeira medalha de Isaquias Queiroz. Cheguei um pouco em cima da hora na Lagoa e a fila para passar nas máquinas de raio-x estava imensa. Por muito pouco não perdi a prova. Muita gente perdeu. A primeira final foi logo o C1 1.000m. Isaquias foi o 2º em todas as parciais e não conseguiu acompanhar o ritmo do favorito alemão Sebastian Brendel. Brendel venceu tudo neste ciclo e o encerrou de maneira primorosa, vencendo com 3:56.926. Isaquias ficou com a prata, a primeira da história da canoagem brasileira! O brasileiro terminou com 3:58.529 e o moldávio Serghei Tarnovschi foi bronze com 4:00.852, mas depois foi pego no exame antidoping. Ainda não foi decidido o destino da sua medalha.

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Na final seguinte, as húngara Danuta Kozak e Gabriella Szabo confirmaram o favoritismo para vencer o K2 500m com 1:43.687, apenas 0.051 melhor que a dupla da Alemanha. O bronze foi para a Polônia. No K1 200m feminino, a neozelandesa Lisa Carrington dominou para vencer com 39.864, novo recorde olímpico, e se tornar bicampeã da prova. Prata pra polonesa Marta Walczykiewicz e bronze pra azeri Inna Osipenko-Rodomska. Na última final do dia, o espanhol Marcus Walz venceu  K1 1.000m masculino, seguido do checo Josef Dostal e do russo Roman Anoshkin.

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Da Lagoa para o Parque Olímpico, onde assisti às quartas de final do pólo aquático masculino. O Brasil enfrentaria a Croácia e vinha de ótima campanha na 1ª fase, incluindo a espetacular vitória sobre a Sérvia, que seria a campeã. No 1ª quarto, a Croácia liderava por 3-2, mas no 2º abriu para 7-3. O Brasil não encaixava seus ataques e viu a Croácia manter a diferença até vencer por 10-6 e garantir uma vaga nas semifinais. No 2º jogo da sessão, a Itália venceu a Grécia por 9-5. De lá, correndo pro telão para assistir a grande vitória de Robson Conceição na final do boxe, o 1º ouro brasileiro do esporte na história!

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Encerrando o dia com o jogo de quartas de final do handebol feminino entre Rússia e Angola. As russas, que ficariam com o ouro, fizeram uma 1ª fase impecável e Angola passava pela 1ª vez para as 4as. A equipe africana bem que segurou o jogo e tinha toda a torcida ao seu lado, mas não foi páreo para as russas. A torcida gritava pela goleira Ba, mas o grande destaque foi a goleira russa Kalinina. Vitória das russas por 31-27 e mais um dia encerrado.

Prévias Rio-2016: Pólo Aquático

Masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Croácia; Prata – Itália; Bronze – Sérvia

Último Mundial (2015): Ouro – Sérvia; Prata – Croácia; Bronze – Grécia

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Sérvia após título europeu em 2016

Difícil não colocar a Sérvia como grande favorita. Ela venceu praticamente tudo que disputou desde os Jogos de Londres. Nesse ínterim, foram um título mundial (2015), dois títulos europeus (2014 e 2016), uma Copa do Mundo (2014), e quatro Ligas Mundiais (2013, 14, 15 e 16). Apesar disso, a Sérvia nunca venceu uma Olimpíada, nem como Iugoslávia. Liderados por Andrija Prlainovic (2B), eleito melhor jogador do último Europeu, e Dusko Pijetlovic (2B), melhor jogador do último Mundial, a Sérvia deve levar o ouro, já que te vencido seus jogos recentes com tranquilidade. Este ano, venceu o Europeu com 7 vitórias, incluindo um 10-8 em Montenegro na final. Na Liga Mundial, foi ouro com 10-6 sobre os americanos.

Atual campeã olímpica, a Croácia foi vice-campeã mundial em 2015 (foram 4 pódios seguidos em mundiais), mas tem fracassado nos últimos europeus, sem subir ao pódio desde 2010, quando venceu. Apesar disso, é presença constante em pódios e deve subir novamente em um no Rio. Montenegro, que veio da Iugoslávia, é outra equipe que vai brigar por pódio com força. Prata no Mundial de 2013, são os atuais vice-campeões europeus e tem grandes chances de fazerem um final clássica contra a Sérvia.

A Grécia foi bronze no último Mundial e na Liga Mundial há algumas semanas, mas corre por fora, assim como os EUA, prata na Liga Mundial 2016, mas que não sobem em um pódio de Mundial/Olimpíada desde 2008. A Hungria é a maior campeã olímpica da história, com nada menos que 9 ouros na história, sendo o tricampeonato em 2000, 2004 e 2008. Campeões mundiais em 2013, subiram ao pódio nos últimos 3 europeus. Tem força e uma tradição espetacular, mas não estão hoje no mesmo nível de Sérvia, Croácia e Montenegro, mas podem surpreender sim. Prata em Londres e campeões mundiais em 2011, a Itália pode atrapalhar o planos dos favoritos. Completam a disputa Espanha, Austrália, Japão, França e Brasil.

E o Brasil? A equipe brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Com o técnico croata multicampeão Ratko Rudic, o Brasil entrou para o grupo das melhores equipes do mundo, mas ainda está um pouco abaixo. O bronze na Liga Mundial de 2015 mostrou isso, mas depois não embalou. Foi bem mal no Mundial de Kazan, ficando em 10º, perdeu os Jogos Pan-Americano para os americanos e este ano terminou em 7º na Liga Mundial, sem convencer. Liderados por Felipe Perrone, o Brasil tem perdido para os adversários diretos nos Jogos. Está no Grupo A, com Sérvia, Grécia, Austrália, Japão e Hungria e precisará vencer 2 jogos para avançar. Chegando às 4as, terá um jogo decisivo, mas hoje não briga mais por pódio.

Meu Pódio: Ouro – Sérvia; Prata – Croácia; Bronze – Montenegro

Feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – EUA, Prata – Espanha; Bronze – Austrália

Último Mundial: Ouro – EUA; Prata – Holanda; Bronze – Itália

 

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EUA x Austrália em Londres-2012

As favoritas são, sem dúvida, as americanas. Atuais campeãs olímpicas e mundiais, as americanas subiram ao pódio em todas as 4 edições olímpicas do pólo feminino. Foram 4 finais seguidas de Mundiais, entre 2003 e 2009 e voltaram ao pódio em 2015, com o ouro. Venceram as últimas 3 Ligas Mundiais e 2 Copas do Mundo, somando também 4 ouros em Jogos Pan-Americanos. Em Londres, venceram a Espanha na final por 8-5 e no último mundial fizeram 5-4 na Holanda.

A Espanha surpreendeu em casa em 2013 com o título mundial, em Barcelona, além de levar o título europeu em 2014. Vem também bem com a prata na Liga Mundial este ano, mas foi apenas 4ª colocada no Europeu. A Hungria bateu na trave nas últimas 2 Olimpíadas, em 4º lugar, mas foi bronze no mundial de 2013 e levou o europeu este ano, podendo surpreender. Itália e Austrália correm por fora. Completam o torneio China, Rússia e Brasil. A grande ausência dos Jogos é a Holanda, que não se classificou no pré-olímpico mundial ao perder nas 4as para a Espanha.

E o Brasil? A equipe brasileira feminina é bem inferior às demais. Deve perder todos os seus jogos e terminar em último. Na primeira fase, tem Itália, Rússia e Austrália, mas deve ficar em 4º e pegar nas 4as as temidas americanas, de quem tem levado surras nos últimos anos.

Meu Pódio: Ouro – EUA; Prata – Hungria; Bronze – Espanha

Resumo do fim de semana

Esgrima

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Guilherme Toldo

Guilherme Toldo fez a melhor prova de poules em prova de florete em São Petersburgo, classificando-se direto para a chave final, onde perdeu na 1ª rodada por 15-13 para o francês Julien Mertine. Fernando Scavasin e Ghislain Perrier chegaram às disputas preliminares, mas não avançaram à chave final.

Na disputa por equipes, o Brasil perdeu na estreia por poucos 45-43 para o Japão. Na chave de ranqueamento, venceu 45-22 a Áustria, 45-33 a Alemanha e fechou com mais uma vitória, 42-41 sobre a Polônia, terminando na ótima 9ª posição.

Em Madri, Renzo Agresta terminou em 72º na Copa do Mundo de sabre e em Foshan, na China, Marta Baeza terminou em 88º.

Pólo Aquático

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Brasil x Japão. Foto: FINA

A equipe brasileira masculina se classificou para a Liga Mundial no final de julho, na China. No torneio intercontinental disputado no Japão, o Brasil terminou em 3º entre 6 equipes.

Começou com 19-7 sobre o Cazaquistão, depois perdeu de 13-9 para a Austrália, equipe que enfrentará na 1ª fase dos Jogos Olímpicos. Arrasou a China com 17-4, depois perdeu para os americanos por 16-11 e venceu o Japão por 16-10. Na disputa do bronze, venceram novamente o Japão por 13-12.

Lembrando que ano passado o Brasil conquistou a espetacular medalha de bronze na Liga Mundial.

Outros Esportes

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Clemilda Fernandes. Foto: Divulgação

Clemilda Fernandes foi vice-campeã do Gran Premio Venezuela no sábado e no domingo venceu o Grand Prix Venezuela. Na quarta-feira, sua irmã Janildes Fernandes venceu outra prova na Venezuela, somando importantes pontos para o ranking mundial de países.

Henrique Avancini e Raiza Goulão venceram provas de mountain bike em São João del Rei, somando 60 pontos cada no ranking mundial.

– Após o vice na Suazilândia, Adilson da Silva terminou em 18º em torneio de golfe nas Ilhas Maurício, somando mais alguns pontinhos para o ranking mundial, subindo 4 posições (271º lugar, agora).

– Os judocas brasileiros voltaram com 2 medalhas do GP de Almaty, no Cazaquistão. Na disputa pela vaga olímpica do Brasil, Nathalia Brígida foi bronze nos 48kg e Rafael Buzacarini foi prata nos 100kg. Rafael assumiu o 1º lugar entre os brasileiros na categoria, passando Luciano Correa.

Diogo Sclebin foi 27º na etapa de Yokohama da Série Mundial de triatlo com 1:48:29. Danilo Pimentel foi 32º e Pamella Oliveira terminou a prova feminina em 37º lugar.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dias 15 e 16

Finais de sexta e sábado

100m livre feminino

Irmãs Cate e Bronte Campbell. Foto: Reuters

A australiana Bronte Campbell surpreendeu a sua irmã Cate e a sueca favorita Sarah Sjostrom para levar o ouro com 52.52. Sjostrom ficou com a prata com 52.70, repetindo a medalha de 2013 enquanto Cate, que defendia o título, foi bronze com 52.82. As fortíssimas holandesas Ranomi Kromowidjojo e Femke Heemskerk vieram logo atrás.

200m costas masculino

Mitch Larkin. Foto: Getty Images

Após 8 títulos seguidos de americanos (apenas Lenny Krayzelburg, Aaron Peirsol e Ryan Lochte), o australiano Mitch Larkin levou o ouro com 1:53.58, o primeiro de um australiano na prova em mundiais. É a primeira vez desde 2007 que alguém vence os 100m e os 200m costas. O polonês Radoslaw Kawecki repetiu a prata de 2013 com 1:54.55 e o russo Evgeny Rylov foi bronze com 1:54.60. Primeira vez de 1991 que temos um pódio sem americanos.

200m peito feminino

Sem a campeã de 2013 Yuliya Efimova na prova, que nem passou pra semifinal, a prova ficou pra japonesa Kanako Watanabe, campeã mundial juvenil em 2013. A dinamarquesa Rikke Pedersen liderou a prova toda, mas na última piscina Watanabe fechou com 2:21.15 para levar o ouro. A americana Micah Lawrence ficou com a prata com 2:22.44 e um fato inédito na história do mundial, com um raríssimo triplo empate pro bronze! A espanhola Jessica Vall, Pedersen e a chinesa Shi Jinglin fizeram 2:22.76 para um empate triplo!

200m peito masculino

Não deu pro húngaro Daniel Gyurta levar o tetracampeonato seguida da prova. Prata em 2013, o alemão Marco Koch completou com 2:07.76 e ficou com o ouro, seguido do americano Kevin Cordes com 2:08.05. Gyurta dessa vez ficou com o bronze com 2:08.10.

Revezamento 4x200m livre masculino

Seria um outro feito inédito caso os EUA vencessem a prova, o que daria o 6º ouro seguido pro Ryan Lochte. Os americanos lideraram a prova toda com Lochte abrindo para 1:45.71. A Rússia seguiu em 2º por boa parte da prova e o bronze parecia que ficaria entre Austrália e Grã-Bretanha. Mas quem fechou pros britânicos foi James Guy. Ouro nos 200m livre, Guy fez a espetacular parcial de 1:44.74 e passou todo mundo para dar o ouro pros britânicos com 7:04.33 contra 7:04.74 dos EUA. A Austrália fechou o pódio com 7:05.34. Vale lembrar que quem nadou as eliminatórias pros australianos foi o grande Grant Hackett, sua 19ª medalha em mundiais.

50m borboleta feminino

Depois de perder 100m livre e vencer os 100m borboleta, Sarah Sjostrom dominou a prova para vencer com 24.96, batendo o recorde que ela estabeleceu na semifinal por 0.10. Ouro em 2013, a dinamarquesa Jeanette Ottesen ficou com a prata com 25.34 e a chinesa Lu Ying, prata em Barcelona, foi bronze com 25.37. Curioso ver o 5º de uma egípcia! Campeã mundial juvenil em 2011, Farida Osman bateu o recorde africano com 25.78.

50m livre masculino

Florent Manaudou nadou muito, muito mesmo para vencer a prova confirmando seu favoritismo. Ele completou com 21.19, o melhor tempo da era pós trajes. Numa super disputa, o americano Nathan Adrian foi prata com 21.52 e Bruno Fratus bateu em 3º com 21.55 para levar sua primeira medalha em um mundial! Apenas 1 centésimo atrás do brasileiro, o russo Vladimir Morozov.

200m costas feminino

Assim como o Mitch Larkin fez a dobradinha nos 100m e nos 200m, a australiana Emily Seebohm levou o ouro na prova com 2:05.81, primeira vitória de uma australiana na prova! Missy Franklin não conseguiu levar o tricampeonato e ficou com a prata com 2:06.34. Dama de Ferro Katinka Hosszu completou o pódio com 2:06.84.

100m borboleta masculino

Depois de perder nos 200m, o sul-africano Chad le Clos não deixou escapar o ouro e faturou o bicampeonato da prova, vencendo com 50.56, recorde africano. O húngaro Laszlo Cseh novamente foi prata, assim como em 2013, com 50.87. Joseph Isaac Schooling foi bronze com 50.96, recorde asiático, e a primeira medalha da história de Singapura em um mundial de natação.

800m livre feminino

Nem precisa dizer quem levou a prova, né? Katie Ledecky passeou para vencer com 8:07.39, derrubando em mais de 3s o recorde mundial que era dela mesma. A americana é muito superior a qualquer outra adversária e venceu com 10.26 de vantagem sobre a neozelandesa Lauren Boyle, com 8:17.65. Bronze pra britânica Jaz Carlin, com 8:18.15. Aliás, a disputa boa foi pelas outras medalhas, com a australiana Jessica Ashwood em 4º muito perto com 8:18.41.

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Todas as equipes começaram com os dois homens e fecharam com as duas mulheres. O Canadá com Santo Condorelli saiu na frente, mas a Rússia assumiu a liderança até os 300m. Na última passagem, Missy Franklin assumiu a liderança para dar o ouro pros americanos com 3:23.05, novo recorde mundial. As holandesas nadaram muito, com parciais de 52.48 e 52.79, mas não alcançaram os EUA e ficaram com a prata a apenas 0.05, com 3:23.10. O Canadá fechou o pódio com 3:23.59. Com Matheus Santana, Bruno Fratus, Larissa Oliveira e Daynara de Paula, o Brasil ficou em 6º com 3:25.58, recorde sul-americano.

Pólo Aquático Feminino

As americanas confirmaram o favoritismo e levaram seu 4º título mundial, após um jejum de dois mundiais sem subirem ao pódio. Contando com apenas 4 jogadores campeãs olímpicas em 2012, os EUA venceram por 5-4 na final a Holanda. Na disputa do bronze, a Itália venceu nas penalidades por 5-3 a Austrália após empate em 7-7.

Pólo Aquático Masculino

A Sérvia é mesmo o time a ser batido. Na final, teve dificuldades no 1º quarto com seus eternos rivais, a Croácia, ficando no 2-2, mas aí foi embalando até vencer os campeões olímpicos por 11-4 com ótima partida de Andrija Prlainovic, com 3 gols, e faturar o tricampeonato mundial. Na disputa do bronze, assim como no feminino, empate em 7-7 e a Grécia venceu por 4-2 a Itália nas penalidades. Como a Sérvia já havia vencido a Liga Mundial essa ano, as duas vagas olímpicas e jogo foram para Croácia e Grécia.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 14

Duas pratas e uma medalha histórica pra natação feminina num belo dia pro Brasil nas finais, mas bem ruim nas eliminatórias.

200m medley masculino

Thiago Pereira. Foto: Satiro Sodré

Thiago Pereira fez excelente prova, chegando a liderar nas parciais dos 100m e dos 150m, com o Ryan Lochte colado, mas na piscina do nado livre, o americano abriu e venceu com 1:55.81, se tornando o primeiro tetracampeão mundial da prova! Thiago ficou com a prata com 1:56.65, sua 3ª medalha em mundiais de longa! O chinês Wang Shun completou o pódio com 1:56.81, tirando quase 1 segundo e meio do Thiago. Henrique Rodrigues, em sua primeira final mundial, terminou em 7º com 1:58.52.

100m livre masculino

A China veio pra ficar! Ning Zetao venceu a prova nobre da natação com 47.84, sendo o primeiro chinês a vencê-la em um mundial e apenas o 3º campeão mundial no masculino! O australiano Cameron McEvoy foi prata com 47.95 e o argentino Federico Grabich confirmou sua grande fase ficando com o bronze com 48.12, a primeira medalha da história pra Argentina! Interessante que o pódio do Pan foi repetido na mesma ordem, com o canadense Santo Condorelli em 4º e Marcelo Chierighini em 5º com 48.27. Só depois veio um europeu! Surpresa com nenhum francês na final.

200m borboleta feminino

A americana Katie McLaughlin liderou a prova toda, mas perdeu o gás e terminou apenas em 6º. Quem foi crescendo a cada parcial foi a japonesa Natsumi Hoshi, bronze em Londres, que venceu com 2:05.56. A outra americana, Cammile Adams, também foi crescendo na prova e levou a prata com 2:06.40. A chinesa Zhang Yufei ficou com o bronze com 2:06.51, novo recorde mundial juvenil.

50m costas feminino

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Etiene Medeiros. Foto: Satiro Sodré

Etiene Medeiros não cansa de surpreender e mostrar que pode se tornar a maior nadadora que o Brasil já teve. Ela quebrou todas as barreiras, com a primeira medalha em mundiais juvenis, a primeira em mundiais de piscina curta, o primeiro recorde mundial, o primeiro ouro no Pan e agora, a primeira medalha em Mundiais de longa! Etiene liderava até a metade, mas viu a chinesa Fu Yuanhui passar e ficar com o ouro com 27.11. Etiene completou a piscina com 27.26, batendo o recorde das Américas e levando uma prata inédita! Outra chinesa fechou o pódio, Liu Xiang (não confundir com o barreirista campeã olímpico em Atenas) com 27.58.

Revezamento 4x200m livre feminino

Com uma equipe dos sonhos, claro que o ouro foi pros EUA. Com Missy Franklin abrindo e Katie Ledecky fechando, as americanas completaram em 7:45.37, dando o 4º ouro pra Ledecky. A Itália ficou com a prata, graças a última perna sensacional de 1:54.73 de Federica Pellegrini. A China foi bronze com 7:49.10. Os EUA só perderam o ouro na prova uma vez desde 2003.

O Brasil ficou em 10º nas eliminatórias com 7:57.15, perto do recorde batido no Pan e se classificou pro Rio-2016.

Outras Provas

Único brasileiro a passar pelas eliminatórias no dia, Leonardo de Deus ficou em 13º com 1:57.96. Melhor tempo do australiano Mitchell Larkin, campeão dos 100m, com 1:54.29, recorde da Oceania.

Nos 100m livre feminino, a sueca Sarah Sjoestrom largou na frente com 52.78 e busca seu 2º ouro em Kaza, Depois dela, as irmãs australianas Cate (52.84) e Bronte Campbell (53.00). Nadando mal pela manhã, Larissa Oliveira fez o 19º tempo (55.02) e Graciele Herrmann foi apenas a 34ª com 55.80.

O japonês Yasuhiro Koseki fez o melhor tempo na semi dos 200m peito com 2:08.03. Nas eliminatórias, Thiago Simon fez um tempo horroroso nas eliminatórias. Ele ficou em 29º com 2:14.28. Na final do Pan, quando levou o ouro, Simon venceu com 2:09.82…

Na mesma prova no feminino, a dinamarquesa Rikke Moller Pedersen fez a melhor marca com 2:21.99, apenas 0.05 melhor que a americana Micah Lawrence. Surpresa a russa Yuliya Efimova, campeã nos 100m em Kazan e ouro nesta prova em 2013, apenas 17ª nas eliminatórias fora das semifinais.

Pólo Aquático

Grummy. Foto: Satiro Sodré

Na disputa do 9º lugar, o Brasil perdeu nos pênaltis para o Canadá por 5-3 após empate em 7-7. Apesar de ser a melhor colocação da história, o Brasil não sai muito bem de Kazan, com apenas 1 vitória, além de 2 empates e 3 derrotas. Muito muito abaixo do esperado. Pelo jeito a acusação do goleiro Thyê mexeu demais com o grupo, que não convenceu neste Mundial. Se um 10º lugar foi ótimo no feminino, foi bem abaixo no masculino.

Já a grande final promete muita tensão. A Croácia venceu a Grécia nas penalidades por 5-3 após empate em 10-10 e pega ninguém menos que a Sérvia, que passou com 10-6 pela Itália. Após 3 bronzes seguidos, a Croácia volta a uma final. Lembrando que os croatas são os atuais campeões olímpicos.

Saldo da natação brasileira após 8 sessões:
3 – Pratas
2 – 4º lugar
1  – 5º lugar
1 – 6º lugar
1 – 7º lugar
8 finais
19 semifinais
1 recorde americano
1 recorde sul-americano
2 recordes brasileiros