Mundial Sub20 de Atletismo – Final

O Brasil saiu com 2 medalhas do Mundial na Finlândia, uma prata no domingo com Mirieli Estaili Santos no salto triplo e um bronze no sábado com Alison dos Santos nos 400m com barreiras!

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Alison dos Santos (direita) no pódio dos 400m com barreiras. Foto: Getty Images

Alison começou em segunda na sua eliminatória com 51.08, venceu sua semifinal com 50.90 e na decisão correu muito bem para segurar o 3º lugar desde a metade da prova e fechar com 49.78, seu recorde pessoal. Ele ficou atrás do sul-africano Sokwakhana Zazini com 49.42 e do qatari Bassem Hemeida com 49.59. Já Mirieli começou brilhando na qualificação, onde fez 13,60m, recorde pessoal, passando para a final com a 2ª marca, atrás apenas da búlgara Aleksandra Nacheva, com 13,68m. Na final, a brasileira começou com 13,30m e foi pros 3 saltos finais apenas em 6º. Mas na 5ª tentativa tirou um lindo 13,81m da cartola para subir pro segundo lugar e ficar com a prata, atrás novamente de Nacheva, que voou para 14,18m.

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Mirieli Estaili. Foto: CBAt

Mas o Mundial foi marcado pela fraca atuação americana. Apesar de terem levado o maior número de medalhas, 18 no total, o 1º ouro veio apenas na última prova do sábado, a 35ª do Mundial. Foi no revezamento 4x100m masculino, com 38.88, seguidos de Jamaica 38.96 e Alemanha 39.22. No domingo, Tia Jones levou os 100m com barreiras com 13.01, exatamente o mesmo tempo (até nos milésimos) da jamaica Britany Anderson, que para a IAAF foi prata. No 4x400m feminino, as americanas sobraram para vencer com 3:28.74, mas no masculino, onde também eram favoritos, eles derrubaram o bastão na primeira passagem, tentaram uma corrida de recuperação e ficaram com a prata, perdendo para a surpreendente Itália, com 3:04.05 contra 3:05.24 dos americanos.

O Quênia levou o maior número de ouros, 6 no total. Ale’m dos 3 do 1º post, também venceram os 800m masculino com Solomon Lekuta 1:46.35, os 5.000m masculino com Edward Zakayo 13:20.16 e os 3.000m com obstáculos feminino, prova completamente dominada pela Celliphine Chespol com 9:12.79. Já na prova masculino, onde o Quênia jamais havia perdido em Mundiais Sub20, o ouro foi pro etíope Takele Nigate, com 8:25.35. Alemaz Samuel levou os 1.500m feminino com 4:09.67, dando o 3º ouro etíope em Tampere.

Outros resultados excepcionais do Mundial ficaram com o sueco Armand Duplantis nos alto com vara, com 5,82m (ele tentou 6,01m, mas não deu), Briana Williams nos 200m feminino com 22.50 para fazer a dobradinha 100m-200m, e o cubano Jordan Diaz no salto triplo com 17,15m.

Na pista, também venceram o britânico Jona Efoloko nos 200m com 20.48, o belga Jonathan Sacoor nos 400m com 45.03, o chinês Zhang Yao na marcha 10.000m com 40:32.06, a sul-africana Zeney van der Walt nos 400m com barreiras com 55.34 e a mexicana Alegna Gonzalez na marcha 10.000m com 44:13.88.

No campo, dobradinha no salto em altura masculino com 2,23m com o grego Antonios Merlos e o mexicano Roberto Vilches, e vitórias do jamaicano Kai Chang no disco com 62,36m, do britânico Jake Norris no martelo com 80,65m, do australiano Nash Lowis no dardo com 75,31m, da bielorrussa Karyna Taranda no salto em altura com 1,92m, da alemã Lea-Jasmine Riecke no salto em distância com 6,51m, da canadense Camryn Rodgers no martelo com 64,90m e da britânica Niamh Emerson no heptatlo com 6.253 pontos.

Os brasileiros também conseguiram bons resultados com o 5º lugar de Pedro Henrique Rodrigues no dardo com 72,44m, 7º lugar de Lorraine Martins nos 200m com 23.91 e o 8º lugar do revezamento 4x400m feminino com 3:34.55, recorde sul-americano sub20.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 29 medalhas na base (8O-9P-12B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)

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Prata no levantamento de peso!

Luana Madeira é o principal nome da nova geração do levantamento de peso brasileiro e confirmou isso neste sábado com a prata no Mundial Jr, que começou hoje no Uzbequistão.

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Única brasileira na competição, Luana foi prata na categoria 48kg, com 172kg no total, ficando atrás apenas da tailandesa Chiraphan Nanthawong, com 181kg. Luana também foi prata no arranco com 76kg e no arremesso com 96kg, novamente atrás da tailandesa.

Foi a 3ª medalha em Mundiais de base da Luana (só considerando o total). Ela foi bronze no Mundial Infanto-Juvenil em 2015 e bronze no Juvenil em 2017. Apesar da medalha, Luana tem crescido pouco suas marcas. No Mundial Jr de 2017, ela somou 169kg, 3kg pior que a marca de hoje.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 27 medalhas na base (8O-8P-11B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)

Mundial de BMX – Resumo

Em Baku, no Azerbaijão, Anderson Ezequiel surpreendeu muitos favoritos e conquistou a 1ª medalha da história do Brasil em um Mundial de Ciclismo nas categorias olímpicas!

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Foto: UCI

Devido aos fortes ventos, as rodadas de classificação foram adiadas da sexta para o sábado, que teve uma longa sessão. Na 1ª rodada masculina, onde cada grupo faz 3 baterias, Anderson passou em 2º no Grupo 8 atrás do australiano Kai Sakakibara e Renato Rezende foi 4º no Grupo 2, também avançando. Nas 8as, Anderson ficou apenas em 4º na sua prova, mas avançou. Já Renato foi 5º e ficou de fora das 4as por apenas 0.019. Nas 4as, Anderson foi 3º na sua bateria e passou pra semi.

Na semifinal, Anderson não largou bem, mas fez duas curvas espetaculares e foi se recuperando até chegar em 3º, atrás do suíço David Graf e do holandês Dave van der Burg. Na grande final, mais uma vez Anderson ficou um pouco pra trás na largada, em 7º, fez mais uma excelente primeira curva por dentro e subiu pra 6º. Na segunda curva, novamente ele estava por dentro e viu van der Berg cair e levar o Graf e o britânico Kyle Evans pro chão, e assumiu o 3º lugar atrás de dois franceses até cruzar em 3º para o bronze. Lá na frente, Sylvain André derrotou Joris Daudet, campeão mundial em 2016, no photo finish, por apenas 0.006.

Na prova feminina, as 3 brasileiras passaram pela classificatória: Julia Alves dos Santos, Priscilla Carnaval e Paola Reis Santos, finalista ano passado na categoria júnior. Nas 4as, as 3 tiveram largadas ruins e apenas Julia passou para a semi, ficando em 4º na sua bateria. Na semifinal, foi jogada pra fora da pista logo na 1ª curva e não avançou. Na decisão, o domínio foi total das holandesas, que fecharam o pódio. Bronze em Londres-2012, Laura Smulders ficou com o ouro, sua irmã Merel Smulders ficou com a prata e Judy Baauw completou o pódio. A americana Alise Willoughby (antes Alise Post), que defendia o título, caiu e foi a 7ª na final.

O próximo Mundial de BMX será em 2019 na cidade belga de Heusden-Zolder.

Jogos Sul-Americanos – Parte I

Após 7 dias de disputas, o Brasil lidera o quadro geral dos Jogos Sul-Americanos, em Cochabamba, na Bolívia.

Após 173 provas disputadas, o Brasil, mesmo com a 7ª equipe em número de atletas, lidera com 45 ouros, 30 pratas e 30 bronzes. A Colômbia vem logo em seguida com 41-35-34. Venezuela tem 21-28-28, Chile 20-15-27 e Argentina 18-27-32. Os donos da casa só venceram seu primeiro ouro nesta sexta-feira, quando vieram dois no raquetebol. A Bolívia tem 2-6-3.

O carro chefe do Brasil até o momento foi a natação. Com uma equipe bem jovem, cheia de nomes pro futuro, o país conquistou 17 ouros, 9 pratas e 5 bronze. A natação feminina faturou 9 ouros, incluindo os 3 revezamentos. Gabriell Roncatto foi o destaque individual com 3 ouros: 200m livre (2:04.61), 200m medley (2:20.11) e 400m medley (5:04.91). Bruna Leme faturou os 200m peito (2:35.67), Beatiz Dizotti os 200m borboleta (2:8.59) e Ana Carolina Vieira os 100m peito (1:11.59). Entre os homens, Gabriel Fantoni fez a dobradinha no nado costas vencendo os 100m (55.89) e os 200m (2:04.41). Kauê Carvalho levou as duas no borboleta, os 100m (53.90) e os 200m (2:02.37). Breno Correia venceu os 100m livre (49.40), Fernando Scheffer os 200m livre (1:50.75) e Guilherme Costa os 400m livre (3:57.31). Scheffer, recordista sul-americano nos 400m livre, sentiu muito a altitude na final da prova e piorou em 20s seu tempo do Troféu Brasil. Nos revezamento, o Brasil venceu apenas o 4x200m livre, ficando com a prata no 4x100m livre e 4x100m medley.

Com equipes praticamente completas, o Brasil sobrou na ginástica artística. Arthur Zanetti foi ouro nas argolas e no salto e ajudou no ouro por equipes. Francisco Barretto jr venceu o cavalo com alças e Caio Souza faturou a barra fixa. No feminino, foi quase perfeito. O grupo venceu por equipes com folga, Luiza Domingues levou o salto e nos outros 3 aparelhos foram dobradinhas. Flávia Saraiva levou nas barras assimétricas e na trave (Jade Barbosa foi prata em ambas) e Thais Fidelis ouro no solo com prata para Anna Julia Reis. Mas no individual gerla,. Flávia e Jade foram desbancadas pela argentina Martina Dominici, que somou 53,100 contra 52,900 da Flavinha e 52,466 de Jade.

Uma ótima campanha veio no badminton, onde o Brasil esteve em todas as 6 finais. No masculino, Ygor Coelho confirmou o favoritismo e venceu Artur Pomoceno em final brasileira por 19-21, 23-21, 21-12. Nas duplas, eles foram ouro sobre dupla peruana. No feminino, Fabiana Silva surpreendeu a peruana Daniela Macías por 21-13, 22-20 e foi ouro. Mas ela e Luana Vicente perderam a final de duplas feminina. Luana e Artur também perderam nas duplas mistas. E na prova por equipes, o Brasil derrotou o Peru para ficar com o ouro.

Os judocas ganharam medalha em todas as categorias, mas foram apenas 4 ouros: Michael Marcelino (66kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Larissa Pimenta (52kg) e Luiza Cruz (+78kg). Foram outras 5 pratas e 5 bronzes. No karatê, a vice-campeã mundial Valéria Kumizaki faturou o único ouro do país em Cochabamba. Douglas Brose, um dos principais nomes do mundo no esporte sentiu uma grave lesão, ficou sem medalha e sem vaga no Pan.

A esgrima trouxe 3 ouros, sendo apenas um nas provas individuais. Foi no florete masculino com Guilherme Toldo. No florete por equipes masculino e no feminino, os ouros também vieram. Athos Schwantes perdeu na final da espada pro forte venezuelano Ruben Limardo e Amanda Simeão foi prata na espada ao perder a decisão para a argentina Clara Isabel Di Tella.

Sem problemas, a seleção feminina de handebol foi ouro com 26-12 sobre a Argentina na final, garantindo vaga nos Jogos Pan-Americanos. No rugby, as Yaras venceram a Argentina na decisão pra levar o ouro e a vaga no Pan. Já o masculino terminou em 4º.

No triatlo, Manoel Messias venceu a prova masculina e ajudou o revezamento do Brasil a ser ouro. Na vela, João Pedro Oliveira venceu a laser e Juliana Duque e Rafael Rizzato foram ouro na Snipe.

O remo brasileiro mostrou que segue na UTI. Levou apenas 4 bronzes e é a 4ª ou 5ª força da América do Sul, apenas. Em 14 provas, o Chile venceu 8 e foi prata em 6 e Argentina venceu 6 e foi prata em 8. O Brasil também medalhou no levantamento de peso (1P-2B), no ciclismo pista (3B) e no boliche (1B).

Os Jogos Sul-Americanos seguem até o dia 8 de junho.

Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

Quadro dos Mundiais de Base de 2017

Também fiz o quadro geral para os mundiais de base, aqueles que tem limite de idade, incluindo Sub17, Sub19, Sub21 e até mesmo Sub23, que está longe de ser de base.

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Isaquias Queiroz, longe de ser atleta de base, levou 1 ouro e 1 prata no Mundial Sub23

Os atletas brasileiros conquistaram 21 medalhas este ano, sendo 7 de cada cor. Vale ressaltar que considerei todas as medalhas, não apenas provas olímpicas.

Ouro:

Adrielson/Renato – Vôlei de praia Sub21 masc
Duda/Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 fem
Revezamento 4x400m misto (atletismo sub18)
Isaquias Queiroz – C1 1.000m (canoagem velocidade Sub23)
Aldi de Oliveira – 50kg masc (judô cadete)
Daniel Cargnin – 66kg masc (judô júnior)
Lucas Tobias – mini-trampolim duplo (ginástica trampolim Sub21)

Prata:

Luana Madeira – Arranco 48kg (levantamento de peso júnior)
Ana Sátila – K1 (canoagem slalom sub23)
Isaquias Queiroz – C1 200m (canoagem velocidade Sub23)
Gabriella Moraes – 63kg fem (judô cadete)
Milena Silva – 70kg fem (judô cadete)
Equipe Mista (judô cadete)
André dos Santos – 70kg masc (karatê cadete)

Bronze:

Luana Madeira – Total 48kg (levantamento de peso júnior)
Giovana dos Santos – 400m (atletismo Sub18)
Amanda Arraes – 44kg fem (judô cadete)
Luiza Cruz – +70kg fem (judô cadete)
Maria Clara Pacheco – 47kg fem (taekwondo cadete)
Futebol Masc Sub17
Beatriz Souza – +78kg fem (judô junior)

97 países ganharam medalha este ano em Mundiais de base e a Rússia liderou o quadro geral com 210, sendo 60 ouros, 76 pratas e 74 bronzes, seguida da China com 59-29-43 e Japão com 57-36-58. EUA aparece em 4º com 53-47-46. 11 ouros nas lutas, 7 na esgrima e 8 nas inúmeras categorias da ginástica de trampolim ajudaram a Rússia a ficar no topo.

Chega a ser surpreendente ver a Índia no top-15, com 12 ouros e 37 medalhas no total. Foram 5 ouros no boxe feminino, mundial sediado no país, 4 no tiro, 2 na luta e 1 no tiro com arco. Vale ressaltar a ótima colocação do Equador, com 8 ouros, mas 6 foram no levantamento de peso (lembrando que considero arranco, arremesso e total como provas diferentes).

Interessante ver países “diferentes” no quadro, como Ilhas Turks & Caicos, Filipinas, Fiji, Guiana, Omã e Líbano. Já Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Polônia e Cuba vem com desempenho bem baixo.

A tabela é mais a título de curiosidade, já que sucesso (ou fracasso) na base não significa sucesso (ou fracasso) no adulto. Muitos dos que medalharam este ano não continuarão no esporte. Mas ainda assim não deixa de ser interessante.

Segue o quadro geral:

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Quadro dos Mundiais de 2017

Com o fim do último mundial adulto do ano, o de handebol feminino na Alemanha, posso agora contabilizar as medalhas de todos os mundiais de modalidades olímpicas.

Antes de passar os números, há algumas considerações a serem feitas:

– Em primeiro lugar aviso que só coloquei os mundiais mesmo, não competições globais. Então não há nenhuma medalha no vôlei, pois não ocorreu Mundial de vôlei, apenas a Liga Mundial e o Grand Prix.

– Coloquei os resultados como eles foram, mesmo que nos Jogos Olímpicos haja limitação de vagas por país. Então, por exemplo, o Brasil ganhou duas medalhas no +100kg n judô, enquanto numa Olimpíada apenas uma seria possível

– No ranking olímpico, coloquei apenas as provas olímpicas, enquanto no geral estão todas as provas disputadas nos mundiais. No levantamento de peso, por exemplo, considerei pro geral 3 provas por categoria de peso, já que há premiação no arranco, no arremesso e no total.

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Mayra Aguiar na final do Mundial que lhe deu o ouro

Sendo assim, o Brasil ganhou 17 medalhas em provas olímpicas (2 ouros, 7 pratas e 8 bronzes) e 24 em mundiais (4-10-10):

Medalhas em provas olímpicas:

Ouro – Evandro/André – vôlei de praia masc
Ouro – Mayra Aguiar – judô 78kg fem
Prata – Bruno Fratus – 50m livre masc
Prata – Revezamento 4x100m livre masc
Prata – Martine Grael/Kahena Kunze – classe 49erFX fem
Prata – David Moura – judô +100kg masc
Prata – Judô equipe mista
Prata – Letícia Bufoni – skate street fem
Prata – Pedro Barros – skate park masc
Bronze – Ana Marcela Cunha – 10km fem
Bronze – Larissa/Talita – vôlei de praia fem
Bronze – Caio Bonfim – marcha 20km masc
Bronze – Isaquias Queiroz – C1 1.000m masc
Bronze – Érika Miranda – judô 52kg fem
Bronze – Rafael Silva – judô +100kg masc
Bronze – Kelvin Hoefler – skate street masc
Bronze – Ana Sátila – canoagem slalom C1

Medalhas em provas não-olímpicas:

Ouro – Ana Marcela Cunha – 25km fem
Ouro – Etiene Medeiros – 50m costas fem
Prata – João Gomes Jr. – 50m peito masc
Prata – Nicholas Santos – 50m borboleta masc
Prata – Ana Sátila – canoagem slalom K1 extreme
Bronze – Ana Marcela Cunha – 5km fem
Bronze – Xavier Maggi/Willian Giaretton – remo dois sem leve masc

Em primeiro lugar nos dois ranking, claro, os Estados Unidos com 57-48-44 no geral e 41-40-30 no olímpico. No geral a Rússia aparece em 2º com 37-41-34 e a China no olímpico com 21-17-21. Aos todo, 100 países ganharam pelo menos uma medalha em mundiais este ano e 89 medalharam em um evento olímpico, 3 a mais que no Rio-2016.

A grande decepção do ano foi a Grã-Bretanha. Depois de pegar o 2º lugar no Rio com 27-23-17, faturou apenas 12-13-16 este ano. O número foi bem reduzido pelas equipes renovadas no mundial de ciclismo de pista e de remo, onde levaram apenas um ouro, na Omnium feminina com Katie Archibald, e pela ausência de mundiais de hipismo, hóquei e golfe.

A Nova Zelândia é a surpresa do quadro, com 7-5-5, uma medalha a menos que no Rio, mas 3 ouros a mais. Foram 3 ouros no remo, 2 na canoagem de velocidade, uma no atletismo e uma no ciclismo de pista. Outros destaques são a Turquia com 5 ouros (só levou 1 no Rio), Geórgia com 4 (2 no Rio) e Espanha com apenas 2 ouros contra 7 do Rio.

Sede da próxima Olimpíada, o Japão mostrou um ótimo crescimento. No Rio venceram 12-8-21 e em 2017 obtiveram 17-13-16, contando com o espetacular desempenho no Mundial de Judô, com 8 ouros.

Claro que esse foi um critério que eu adotei e há outras maneiras de montar esse quadro, considerando competições grandes como o mundial do ano para esportes que não tivera competição este ano, como a Liga Mundial e o Grand Prix no vôlei ou as finais da Copa do Mundo de tiro para as provas de rifle e pistola. Amigo e o cara em esportes olímpicos no Brasil, Guilherme Costa montou o dele aqui.

Segue o quadro geral:

quadro_mundiais_2017

XXX = Equipe com países diferentes

Mundiais considerados: Atletismo (cross-country, revezamentos, campo, pista e rua), Badminton, Basquete 3×3, Baseball (masc), Boxe (masc), Canoagem (velocidade e slalom), Ciclismo (cyclo-cross, pista, BMX, mountain bike 4X, mountain bike, estrada, urbano), Esgrima, Esportes Aquáticos (saltos, nado sincronizado, águas abertas, pólo, natação, high diving), Ginástica (rítmica, artística, trampolim), Handebol (masc e fem), Judô (por peso, equipe e aberto), Levantamento de Peso, Lutas (livre, GR, fem), Pentatlo Moderno, Remo, Skate (street e park), Softball (fem), Surfe, Taekwondo, Tênis de Mesa, Tiro ao prato, Tiro com Arco (Target, 3D), Triatlo (revezamento e individual), Vela (470, Laser Radial, 49er, Finn, Nacra 17, Laser, RSX), Vôlei de Praia.