Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

Pista

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

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Quadro dos Mundiais de Base de 2017

Também fiz o quadro geral para os mundiais de base, aqueles que tem limite de idade, incluindo Sub17, Sub19, Sub21 e até mesmo Sub23, que está longe de ser de base.

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Isaquias Queiroz, longe de ser atleta de base, levou 1 ouro e 1 prata no Mundial Sub23

Os atletas brasileiros conquistaram 21 medalhas este ano, sendo 7 de cada cor. Vale ressaltar que considerei todas as medalhas, não apenas provas olímpicas.

Ouro:

Adrielson/Renato – Vôlei de praia Sub21 masc
Duda/Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 fem
Revezamento 4x400m misto (atletismo sub18)
Isaquias Queiroz – C1 1.000m (canoagem velocidade Sub23)
Aldi de Oliveira – 50kg masc (judô cadete)
Daniel Cargnin – 66kg masc (judô júnior)
Lucas Tobias – mini-trampolim duplo (ginástica trampolim Sub21)

Prata:

Luana Madeira – Arranco 48kg (levantamento de peso júnior)
Ana Sátila – K1 (canoagem slalom sub23)
Isaquias Queiroz – C1 200m (canoagem velocidade Sub23)
Gabriella Moraes – 63kg fem (judô cadete)
Milena Silva – 70kg fem (judô cadete)
Equipe Mista (judô cadete)
André dos Santos – 70kg masc (karatê cadete)

Bronze:

Luana Madeira – Total 48kg (levantamento de peso júnior)
Giovana dos Santos – 400m (atletismo Sub18)
Amanda Arraes – 44kg fem (judô cadete)
Luiza Cruz – +70kg fem (judô cadete)
Maria Clara Pacheco – 47kg fem (taekwondo cadete)
Futebol Masc Sub17
Beatriz Souza – +78kg fem (judô junior)

97 países ganharam medalha este ano em Mundiais de base e a Rússia liderou o quadro geral com 210, sendo 60 ouros, 76 pratas e 74 bronzes, seguida da China com 59-29-43 e Japão com 57-36-58. EUA aparece em 4º com 53-47-46. 11 ouros nas lutas, 7 na esgrima e 8 nas inúmeras categorias da ginástica de trampolim ajudaram a Rússia a ficar no topo.

Chega a ser surpreendente ver a Índia no top-15, com 12 ouros e 37 medalhas no total. Foram 5 ouros no boxe feminino, mundial sediado no país, 4 no tiro, 2 na luta e 1 no tiro com arco. Vale ressaltar a ótima colocação do Equador, com 8 ouros, mas 6 foram no levantamento de peso (lembrando que considero arranco, arremesso e total como provas diferentes).

Interessante ver países “diferentes” no quadro, como Ilhas Turks & Caicos, Filipinas, Fiji, Guiana, Omã e Líbano. Já Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Polônia e Cuba vem com desempenho bem baixo.

A tabela é mais a título de curiosidade, já que sucesso (ou fracasso) na base não significa sucesso (ou fracasso) no adulto. Muitos dos que medalharam este ano não continuarão no esporte. Mas ainda assim não deixa de ser interessante.

Segue o quadro geral:

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Quadro dos Mundiais de 2017

Com o fim do último mundial adulto do ano, o de handebol feminino na Alemanha, posso agora contabilizar as medalhas de todos os mundiais de modalidades olímpicas.

Antes de passar os números, há algumas considerações a serem feitas:

– Em primeiro lugar aviso que só coloquei os mundiais mesmo, não competições globais. Então não há nenhuma medalha no vôlei, pois não ocorreu Mundial de vôlei, apenas a Liga Mundial e o Grand Prix.

– Coloquei os resultados como eles foram, mesmo que nos Jogos Olímpicos haja limitação de vagas por país. Então, por exemplo, o Brasil ganhou duas medalhas no +100kg n judô, enquanto numa Olimpíada apenas uma seria possível

– No ranking olímpico, coloquei apenas as provas olímpicas, enquanto no geral estão todas as provas disputadas nos mundiais. No levantamento de peso, por exemplo, considerei pro geral 3 provas por categoria de peso, já que há premiação no arranco, no arremesso e no total.

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Mayra Aguiar na final do Mundial que lhe deu o ouro

Sendo assim, o Brasil ganhou 17 medalhas em provas olímpicas (2 ouros, 7 pratas e 8 bronzes) e 24 em mundiais (4-10-10):

Medalhas em provas olímpicas:

Ouro – Evandro/André – vôlei de praia masc
Ouro – Mayra Aguiar – judô 78kg fem
Prata – Bruno Fratus – 50m livre masc
Prata – Revezamento 4x100m livre masc
Prata – Martine Grael/Kahena Kunze – classe 49erFX fem
Prata – David Moura – judô +100kg masc
Prata – Judô equipe mista
Prata – Letícia Bufoni – skate street fem
Prata – Pedro Barros – skate park masc
Bronze – Ana Marcela Cunha – 10km fem
Bronze – Larissa/Talita – vôlei de praia fem
Bronze – Caio Bonfim – marcha 20km masc
Bronze – Isaquias Queiroz – C1 1.000m masc
Bronze – Érika Miranda – judô 52kg fem
Bronze – Rafael Silva – judô +100kg masc
Bronze – Kelvin Hoefler – skate street masc
Bronze – Ana Sátila – canoagem slalom C1

Medalhas em provas não-olímpicas:

Ouro – Ana Marcela Cunha – 25km fem
Ouro – Etiene Medeiros – 50m costas fem
Prata – João Gomes Jr. – 50m peito masc
Prata – Nicholas Santos – 50m borboleta masc
Prata – Ana Sátila – canoagem slalom K1 extreme
Bronze – Ana Marcela Cunha – 5km fem
Bronze – Xavier Maggi/Willian Giaretton – remo dois sem leve masc

Em primeiro lugar nos dois ranking, claro, os Estados Unidos com 57-48-44 no geral e 41-40-30 no olímpico. No geral a Rússia aparece em 2º com 37-41-34 e a China no olímpico com 21-17-21. Aos todo, 100 países ganharam pelo menos uma medalha em mundiais este ano e 89 medalharam em um evento olímpico, 3 a mais que no Rio-2016.

A grande decepção do ano foi a Grã-Bretanha. Depois de pegar o 2º lugar no Rio com 27-23-17, faturou apenas 12-13-16 este ano. O número foi bem reduzido pelas equipes renovadas no mundial de ciclismo de pista e de remo, onde levaram apenas um ouro, na Omnium feminina com Katie Archibald, e pela ausência de mundiais de hipismo, hóquei e golfe.

A Nova Zelândia é a surpresa do quadro, com 7-5-5, uma medalha a menos que no Rio, mas 3 ouros a mais. Foram 3 ouros no remo, 2 na canoagem de velocidade, uma no atletismo e uma no ciclismo de pista. Outros destaques são a Turquia com 5 ouros (só levou 1 no Rio), Geórgia com 4 (2 no Rio) e Espanha com apenas 2 ouros contra 7 do Rio.

Sede da próxima Olimpíada, o Japão mostrou um ótimo crescimento. No Rio venceram 12-8-21 e em 2017 obtiveram 17-13-16, contando com o espetacular desempenho no Mundial de Judô, com 8 ouros.

Claro que esse foi um critério que eu adotei e há outras maneiras de montar esse quadro, considerando competições grandes como o mundial do ano para esportes que não tivera competição este ano, como a Liga Mundial e o Grand Prix no vôlei ou as finais da Copa do Mundo de tiro para as provas de rifle e pistola. Amigo e o cara em esportes olímpicos no Brasil, Guilherme Costa montou o dele aqui.

Segue o quadro geral:

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XXX = Equipe com países diferentes

Mundiais considerados: Atletismo (cross-country, revezamentos, campo, pista e rua), Badminton, Basquete 3×3, Baseball (masc), Boxe (masc), Canoagem (velocidade e slalom), Ciclismo (cyclo-cross, pista, BMX, mountain bike 4X, mountain bike, estrada, urbano), Esgrima, Esportes Aquáticos (saltos, nado sincronizado, águas abertas, pólo, natação, high diving), Ginástica (rítmica, artística, trampolim), Handebol (masc e fem), Judô (por peso, equipe e aberto), Levantamento de Peso, Lutas (livre, GR, fem), Pentatlo Moderno, Remo, Skate (street e park), Softball (fem), Surfe, Taekwondo, Tênis de Mesa, Tiro ao prato, Tiro com Arco (Target, 3D), Triatlo (revezamento e individual), Vela (470, Laser Radial, 49er, Finn, Nacra 17, Laser, RSX), Vôlei de Praia.

Mais duas medalhas na base

O Mundial de base de karatê, na cidade espanhola de Tenerife, recebeu provas cadete, juvenil e sub21. Com equipe completa, o Brasil conseguiu uma medalha de prata com André dos Santos nos 70kg cadete. André venceu 5 lutas até perder na final por decisão dos árbitros para o montenegrino Bojan Boskovic após empate em 0-0. A outra melhor chance de medalha veio com Sabrina Pereira nos 55kg Sub21. Ela chegou na semifinal, perdendo para espanhola e na disputa do bronze na repescagem perdeu de 5-1 para turca.

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André dos Santos (esquerda), no pódio

Também chegaram nas 4as: Rafael Santos (Kata Sub21), equipe de Kata masculina, Alice Miranda (Kata Cadete feminino), Jéssica de Paula (50kg Sub21) e Brenda Padilha Pereira (+68kg Sub21).

Na Copa do Mundo Sub17 de Futebol, disputada na Índia, a seleção brasileira perdeu na semifinal para a eventual campeã Inglaterra por 3-1. Na disputa do 3º lugar, o Brasil venceu o Mali por 2-0, voltando ao pódio da competição após 12 anos de ausência. Foi o 7º pódio brasileiro na competição em 17 torneios.

Esta foi a 1ª medalha do Brasil na base em um esporte coletivo neste ciclo, depois do fracasso nos 6 Mundiais de base no vôlei.

O Brasil chega, portanto, a 24 medalhas na base (8O-7P-9B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)

Duas medalhas no Jr de Judô

Mais duas medalhas pro Brasil no Mundial Jr (Sub21) de judô, disputado na semana passada na Croácia. Com isso, o país encerra os Mundiais de Judô de 2017 com pelo menos um ouro em todas as categorias. Vale lembrar que ainda teremos o Mundial Open no Marrocos, sem brasileiros.

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Daniel Cargnin no pódio. Foto: IJF

O grande destaque foi do número 1 do mundo na categoria Jr até 66kg, Daniel Cargnin. O brasileiro comprovou o favoritismo e venceu suas 5 lutas para faturar o ouro. Teve grande dificuldade na semifinal contra o georgiano Bagrati Niniashvili, vencendo apenas no golden score após shido para o adversário. Na decisão, Cargnin derrotou por waza-ari o uzbeque Artyom Shturbabin para ficar com o ouro. No último mundial jr, em 2015, ele havia ficado com o bronze.

A única outra medalha veio no sábado com Beatriz Souza, no Acima de 78kg. Bronze no Mundial cadete em 2015, Beatriz, que também foi prata por equipes no Mundial adulto em agosto, perdeu nas 4as para japonesa, mas depois venceu georgiana e polonesa na disputa de bronze por hansokumake. O Brasil conseguiu ainda 4 quintos lugares: Robson Penna (60kg), David Lima (73kg), Laura Ferreira (44kg) e Ellen Santana (70kg). E um 7º lugar com Arthur Barboza (+100kg). Ellen conseguiu um fato raro, ao derrotar uma japonesa nas 4as, mas perdeu duas seguidas na semi e na disputa do bronze e ficou sem medalha. Por equipe, o Brasil caiu log0 na estreia por 5-4 para a França.

Assim, o Brasil chega a 22 medalhas na base neste ciclo olímpico (8O-6P-8B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)

Mundial de Canoagem Slalom – Parte II

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Ana Sátila e sua 2ª medalha neste Mundial! Foto: CBCa

Depois de fracassar no C1 apesar de todo o favoritismo, a australiana Jessica Fox deu show na final do K1. Na semifinal, passou com o 10º tempo, ficando a apenas 0.07 da 11ª. Na decisão, ela foi a 1ª a descer e fez uma prova limpa com 97.14. Aí foi só torcer contra. Nenhuma atleta chegava perto do tempo da australiana. A última a descer foi a britânica Fiona Pennie, a melhor nas eliminatórias e na semifinal, mas, quando ela perdeu a 10ª porta, o ouro caiu nas mãos da jovem australiana de apenas 23 anos e 7 títulos mundiais! A eslovaca Jana Dukatova foi prata com 101.76 e a alemã Ricarda Funk bronze com 102.62. Ana Sátila, bronze no C1 na sexta, ficou em 15º lugar na semi e não pegou final.

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Benjamin Savsek (SLO). Foto: ICF

Na final do C1 masculino, o esloveno Benjamin Savsek foi espetacular. Mesmo com uma falta e a punição de 2s, conseguiu fazer o melhor tempo, com 94.81. Em 2º lugar o eslovaco Alexander Slafkovsky com 96.29 e o bronze foi pro veteraníssimo e multicampeão eslovaco Michal Martikan. Após 3 pódios seguidos em mundiais, Savsek finalmente levou o ouro enquanto Martikan, aos 38 anos, chega a sua 21ª medalha em Mundiais! Ele ainda tem 5 medalhas olímpicas. Felipe Borges ficou em 25º na semifinal.

No domingo, foi a vez da estreia do Extreme Kayak em mundiais. É uma prova de baterias com 4 por vez onde os 2 primeiros avançam. Há portas que devem ser cruzadas pela direita ou pela esquerda, portas de remonta e área onde deve ser feito um rolamento. Ana Sátila foi avançando, venceu sua bateria de 4as de final, contou com duas desclassificações na semi e, na decisão, conseguiu uma medalha de prata, sua 2ª medalha neste Mundial! A vitória foi da alemã Caroline Trompeter e no masculino o ouro foi pro checo Vavrinec Hradilek.

Mundial de Remo – Parte I

No primeiro dia de finais em Sarasota, nos EUA, apenas provas não olímpicas.

O Brasil enviou 4 barcos, sendo 3 em provas leves não olímpicas. E veio uma medalha! A primeira na história do Brasil em Mundiais no remo masculino.

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Pódio do Dois Sem Leve. Foto: Detlev Seyb/MyRowingPhoto.com

No Dois Sem Leve, Xavier Maggi e Willian Giaretton, que disputaram o Rio-2016 no double skiff leve, ficaram com a medalha de bronze com 6:35.30. Ficaram em 4º por metade da prova, subiram o ritmo e chegaram a passar em 2º na marca de 1.500m! Mas a dupla italiana se recuperou e ficou com a prata com 6:34.20. A dupla irlandesa com Mark O’Donovan e Shane O’Driscoll sobrou pra vencer com 6:32.42. Xavier e Willian vinham de dois bronzes na Copa do Mundo este ano.

Uncas Batista também chegou a uma final, no single skiff leve, mas não fez boa prova e terminou em 6º com 7:05.85. Vitória do irlandês Paul O’Donovan, prata no Rio-2016 no double skiff leve, com 6:48.87. Na mesma prova no feminino, vitória da sul-africana Kirsten McCann.

Os húngaros Adrian Juhasz e Bela Simon Jr com a timoneira Andrea Kollath venceram a inusitada prova de Dois Com masculina com 6:54.80. No Skiff Quádruplo Leve masculino deu França e no feminino vitória da Itália.

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Jairo Klug e Diana de Oliveira. Foto: Igor Meijer/FISA

Na prova de remo adaptado do double skiff misto PR3, os brasileiros Diana de Oliveira e Jairo Klug ficaram com o ouro com 7:28.95! A partir deste ano, o remo paralímpico é disputado em 2.000m e não mais em 1.000m.