Quadro de Medalha dos Mundiais de 2019

Anos ímpares são cheios de mundiais, de praticamente todos os esportes olímpicos de verão e inverno. Foram mais de 50 mundiais adultos das mais variadas modalidades. Também contabilizei 53 mundiais de base de verão e 23 de base de inverno e 21 de esportes paralímpicos.

Considero nesta lista apenas mundiais ou Copas do Mundo, que equivalem a mundiais. Não há, por exemplo, nenhuma competição adulta de vôlei, já que os Mundiais foram em 2018. Tivemos apenas 276 provas olímpicas disputadas em 2019, das 339 que serão disputadas em Tóquio.

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O Brasil conquistou 29 medalhas em Mundiais (7 ouros, 10 pratas e 12 bronzes), sendo 19 em provas olímpicas (5-6-8), 20 medalhas em Mundiais de base (8-3-9), além de 69 em mundiais de paradesporto (21-17-31), sendo 58 em provas paralímpicas (20-16-22), totalizando 118 medalhas.

Medalhas brasileiras em Mundiais adultos (*provas olímpicas):
Ouro (7)
Ana Marcela Cunha – Águas Abertas 5km
Ana Marcela Cunha – Águas Abertas 25km
*Nathalie Moellhausen – Esgrima Espada individual
*Isaquias Queiroz – Canoagem C1 1.000m
*Pâmela Rosa – Skate Street
*Beatriz Ferreira – Boxe 60kg
*Arthur Nory – Ginástica Artística Barra Fixa

Prata (10)
*Kelvin Hoefler – Skate Street (este mundial ocorreu em janeiro, mas foi referente a 2018)
*Letícia Bufoni – Skate Street (este mundial ocorreu em janeiro, mas foi referente a 2018)
Ícaro Miguel Soares – Taekwondo 87kg
Caroline Santos – Taekwondo 62kg
*Bruno Fratus – Natação 50m Livre
Felipe Lima – Natação 50m Peito
Etiene Medeiros – Natação 50m Costas
*Luiz Francisco – Skate Park
*Rayssa Leal – Skate Street
*Martine Grael e Kahena Kunze – Vela 49erFX

Bronze (12)
*Felipe Gustavo – Skate Street (este mundial ocorreu em janeiro, mas foi referente a 2018)
Paulo Melo – Taekwondo 54kg
*Maicon Andrade – Taekwondo Acima de 87kg
*Milena Titoneli – Taekwondo 67kg
João Gomes Jr – Natação 50m Peito
Nicholas Santos – Natação 50m Borboleta
*Isaquias Queiroz e Erlon Silva – Canoagem C2 1.000m
*Rafaela Silva – Judô 57kg
*Mayra Aguiar – Judô 78kg
*Equipe Mista de Judô
Vangelys Pereira e Emanuel Borges – Remo Dois Sem Peso Leve
*Pedro Quintas – Skate Park

Medalhas Brasileiras em Mundiais de Base:
Ouro (8)
Renato e Rafael Carvalho – Vôlei de Praia Sub23
Victoria Tosta e Vitória Rodrigues – Vôlei de Praia Sub23
Leonardo Lustoza – Tiro ao Prato Fossa Junior
Ana Sátila – Canoagem Slalom C1 Sub23
Ana Sátila – Canoagem Slalom K1 Extreme Sub23
Anna Santos – Judô Acima de 70kg Sub18
Willian Lima – Judô 66kg Sub21
Futebol Masculino Sub19

Prata (3)
Nicole Cintra Lagos – Levantamento de Peso 59kg Arranco Youth
Diogo Soares – Ginástica Artística Argolas Junior
Sarah Souza – Judô 57kg Sub18

Bronze (9)
Nicole Cintra Lagos – Levantamento de Peso 59kg Arremesso Junior
Vôlei Masculino Sub21
Murilo Sartori – Natação 200m Livre Junior
Vôlei Feminino Sub18
Matheus Pereira – Judô 66kg Sub18
Laura Soken – Judô 44kg Sub18
Michael Marcelino – Judô 66kg Sub21
Guilherme Schmidt – Judô 81kg Sub21
Larissa Pimenta – Judô 52kg Sub21

Quadro Geral

Nas provas adultas, tivemos 92 países medalhando em Mundiais, sendo 59 com pelo menos um ouro.

Ouro Prata Bronze Total
China 69 43 42 154
United States 60 33 31 124
Russia 51 45 36 132
Japan 24 28 23 75
Australia 21 18 15 54
Great Britain 18 15 27 60
Germany 18 13 23 54
Netherlands 17 19 11 47
Italy 16 20 24 60
France 12 14 25 51
Hungary 12 9 7 28
South Korea 11 6 10 27
Georgia 10 0 6 16
New Zealand 9 3 7 19
North Korea 8 12 6 26
Belarus 8 11 8 27
Brazil 7 10 12 29
Czech Republic 7 5 2 14
Turkey 6 9 4 19
Kenya 6 4 6 16
Chinese Taipei 6 2 2 10
Ukraine 5 8 13 26
Canada 5 3 19 27
Spain 4 19 10 33
Sweden 4 6 7 17
Ethiopia 4 6 3 13
Armenia 4 5 5 14
Slovenia 4 3 2 9
Uganda 4 1 1 6
Poland 3 12 10 25
Cuba 3 6 2 11
Jamaica 3 5 4 12
Denmark 3 4 5 12
Colombia 3 2 5 10
Iran 2 5 11 18
Belgium 2 4 5 11
Azerbaijan 2 4 4 10
Indonesia 2 2 3 7
Ireland 2 2 2 6
Thailand 2 1 4 7
South Africa 2 1 3 6
Philippines 2 0 2 4
Hong Kong 2 0 1 3
Israel 1 6 2 9
India 1 3 10 14
Norway 1 3 2 6
Portugal 1 2 6 9
Austria 1 2 4 7
Qatar 1 2 1 4
Croatia 1 1 6 8
Slovakia 1 1 4 6
Latvia 1 1 2 4
Bahrain 1 1 1 3
Bahamas 1 1 0 2
Venezuela 1 0 2 3
Argentina 1 0 1 2
Grenada 1 0 0 1
Kyrgyzstan 1 0 0 1
Lithuania 1 0 0 1
Mexico 0 5 7 12
Kazakhstan 0 4 10 14
Bulgaria 0 4 5 9
Romania 0 4 3 7
Uzbekistan 0 3 7 10
Switzerland 0 2 4 6
Estonia 0 2 2 4
Greece 0 2 2 4
Kuwait 0 2 1 3
Chile 0 2 0 2
Malaysia 0 2 0 2
Serbia 0 1 3 4
Vietnam 0 1 3 4
Morocco 0 1 2 3
Algeria 0 1 1 2
Jordan 0 1 1 2
Bosnia and Herzegovina 0 1 0 1
Cyprus 0 1 0 1
Ecuador 0 0 5 5
Mongolia 0 0 5 5
Kosovo 0 0 3 3
Finland 0 0 2 2
Saudi Arabia 0 0 2 2
Moldova 0 0 2 2
Nigeria 0 0 2 2
Albania 0 0 1 1
Bangladesh 0 0 1 1
Burkina Faso 0 0 1 1
Ivory Coast 0 0 1 1
Dominican Republic 0 0 1 1
Egypt 0 0 1 1
North Macedonia 0 0 1 1
Namibia 0 0 1 1

Considerando apenas as provas olímpicas, esse é o Top-20:

Ouro Prata Bronze Total
United States 44 21 21 86
China 38 26 21 85
Russia 21 25 18 64
Japan 17 21 13 51
Australia 15 17 12 44
Netherlands 14 14 7 35
Great Britain 12 9 18 39
Germany 10 3 14 27
New Zealand 9 2 5 16
Hungary 8 5 4 17
France 7 8 15 30
Italy 5 9 15 29
Brazil 5 6 8 19
Kenya 5 2 4 11
South Korea 4 4 8 16
Jamaica 3 5 4 12
Turkey 3 5 3 11
Ukraine 3 4 7 14
Denmark 3 4 5 12
Cuba 3 4 1 8

Nos Mundiais de base, tivemos 91 países medalhando, sendo 66 levando pelo menos um ouro. Andorra, Haiti, Mali, Malta, Montenegro, Peru, Palestina, Samoa, Singapura, Síria, Tadjiquistão, Turcomenistão e Tunísia conquistaram medalhas em mundiais de base e não em adultos. Eis o top-25:

Ouro Prata Bronze Total
Russia 74 88 68 230
United States 53 49 50 152
Japan 51 27 46 124
Italy 34 36 37 107
China 27 22 25 74
Iran 27 11 23 61
France 24 21 32 77
Kazakhstan 22 10 20 52
Egypt 22 6 13 41
Turkey 21 21 52 94
Germany 20 25 28 73
Hungary 19 11 19 49
Uzbekistan 18 9 9 36
Great Britain 15 20 25 60
Australia 15 18 13 46
Czech Republic 14 13 7 34
South Korea 12 16 15 43
Georgia 10 16 9 35
Ukraine 10 15 30 55
Vietnam 10 3 1 14
Belarus 9 13 24 46
Canada 9 9 15 33
Spain 9 7 22 38
New Zealand 8 5 3 16
Brazil 8 3 9 20

Nos esportes de inverno, este é o Top-20:

Ouro Prata Bronze Total
Norway 21 15 10 46
Germany 19 15 11 45
Netherlands 13 6 6 25
United States 11 3 15 29
Russia 10 17 24 51
South Korea 8 7 5 20
Italy 7 8 6 21
Switzerland 6 2 6 14
Sweden 5 6 2 13
France 5 3 7 15
Canada 4 12 9 25
Czech Republic 4 0 1 5
Austria 3 14 14 31
Japan 2 7 7 16
Slovakia 2 1 1 4
China 1 5 2 8
Slovenia 1 3 0 4
Ukraine 1 2 1 4
Australia 1 2 0 3
Finland 1 1 1 3

Somando adultos, de base, verão, inverno e paralímpicos, este é o top-30 de 2019. 112 países ganharam uma medalha e 91 com pelo menos um ouro:

Ouro Prata Bronze Total
Russia 192 233 210 635
China 191 139 124 454
United States 175 143 149 467
Italy 104 102 109 315
Great Britain 98 87 90 275
Germany 97 96 96 289
Japan 94 83 112 289
Australia 75 62 67 204
Ukraine 74 80 99 253
France 69 51 85 205
Netherlands 65 65 48 178
South Korea 43 41 41 125
Norway 42 38 40 120
Canada 37 54 66 157
Iran 37 28 40 105
Brazil 36 30 52 118
Turkey 35 38 67 140
Hungary 35 25 32 92
Belarus 30 29 38 97
New Zealand 29 14 18 61
Czech Republic 28 22 13 63
Spain 25 43 47 115
Uzbekistan 24 20 23 67
Kazakhstan 24 15 31 70
Egypt 24 8 18 50
Georgia 20 17 15 52
Switzerland 18 23 26 67
Colombia 18 14 16 48
Sweden 17 17 19 53
Poland 16 36 46 98

Arthur Nory faz história e é campeão mundial!

Estava um mundial cheio de emoções distintas para o Brasil.

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Foto: Ricardo Bufolin

Primeiro Jade Barbosa se machucou, aí o Brasil não conseguiu vaga olímpica por equipes no feminino, mas Flávia Saraiva pegava pela 1ª vez na carreira vaga em 3 finais individuais. Os meninos ficaram em 3º no 1º dia de qualificação, aí foram caindo com as apresentações do 3º dia, mas conseguiram a vaga para Tóquio. Flávia foi 7ª no individual geral, Caio Souza 13º, só que no sábado, Arthur Zanetti ficou sem medalha.

Aí veio o domingo, com 3 finais pro Brasil. Flávia Saraiva foi a última a entrar na final da trave, mas caiu no meio da prova. Ainda assim, fez uma ótima apresentação tirando 13,400. Caso não tivesse caído, tiraria no mínimo 14,400, que lhe daria o bronze. Depois veio a dramática final do solo, onde ele foi lindíssima, mas com 13,966 acabou numa frustrante 4ª posição. A comissão técnica pediu revisão, que foi rejeitada.

Para fechar o Mundial, a sempre espetacular final da barra fixa, que começou o campeão mundial de 2017, o croata Tin Srbic tirando 14,666. Em seguida veio Tang Chia-hung, de Taiwan, o melhor na quali com 14,933, mas ele sofreu uma queda e tirou apenas 12,766. O russo Artur Dalaloyan, dono de 3 ouros nesse Mundial, foi muito bem com 14,533. Em seguida veio Arthur Nory.

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Foto: Ricardo Bufolin

Bronze no solo no Rio-2016, Nory tinha ficado em 4º no Mundial de 2015. Após lesões nos membros inferiores, Nory focou nesta prova e o resultado apareceu. Após a prata no Pan de Lima, o brasileiro foi muito seguro e fez uma apresentação espetacular, com pouquíssimos erros de execução e tirou um incrível 14,900. Restando 3 atletas, veio a tensão. O japonês Daiki Hashimoto tirou 14,233 e o brasileiro garantia o bronze. Quando o australiano Tyson Bull caiu, a prata estava no colo do brasileiro. Para fechar a prova, o forte americano Sam Mikulak, que mudou sua série para aumentar a dificuldade (6,300, igual a do brasileiro), mas cometeu muitos erros de execução e acabou na 5ª colocação com 14,066.

Nory se tornou apenas o 6º brasileiro a medalhar em um Mundial de ginástica artística. O Brasil chegou a 14 medalhas, sendo 5 de ouros, 5 de prata e 4 de bronze:
Diego Hypolito: 🥇🥇🥈🥉🥉
Arthur Zanetti: 🥇🥈🥈🥈
Arthur Nory: 🥇
Daiane dos Santos: 🥇
Daniele Hypolito: 🥈
Jade Barbosa: 🥉🥉

Ítalo Ferreira vence Jogos Mundiais após quase ficar de fora!

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Ítalo Ferreira vence Jogos Mundiais de Surfe. Foto: ISA

Com certeza essa será uma das principais histórias do esporte brasileiro de 2019. Exemplo perfeito da superação do esporte e de não desistir jamais.

Os Jogos Mundiais da ISA foram disputados em Miyazaki, no Japão, num modelo parecido com o que teremos em Tóquio-2020, numa praia com condições parecidas as com a disputa olímpica do ano que vem. Esta edição valia vaga olímpica direta apenas para os melhores de cada continente (tirando as Américas, cujas vagas foram definidas nos Jogos Pan-Americanos), mas já seria uma bela prévia da disputa olímpica.

Por isso, estavam todos os principais nomes do esportes tanto no masculino como no feminino. E o Brasil levou o que tinha de melhor, com Gabriel Medina, Filipe Toledo e Ítalo Ferreira no masculino e Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb e Tainá Hinckel no feminino.

Antes de embarcar para o Japão, Ítalo teve seu passaporte roubado e precisou correndo tirar os documentos e correr atrás do visto japonês, enquanto o resto da equipe já havia embarcado para o Japão. Ítalo foi pra praia direto do aeroporto, chegou em cima da hora para competir na 1ª rodada, pegou uma prancha emprestada e competiu de bermuda jeans, faltando apenas 9min pra sua bateria terminar. Ainda assim ele a venceu pegando apenas 3 ondas! Ítalo, Medina e Filipinho seguiram avançando no longo torneio de 7 rodadas antes da decisão. Filipinho caiu na na 5ª rodada e parou na repescagem.

Na última rodada antes da final, Medina e Ítalo enfrentaram os americanos Kolohe Andino e o mito Kelly Slater. Andino venceu com 15,47, seguido de Medina com 14,40 e Ítalo acabou em 4º com 11,93, indo pra repescagem, onde ele venceu a bateria eliminando Slater.

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Brasil é ouro por equipes. Foto: ISA

Na grande final, o brasileiro fez uma grande final conseguindo uma nota 10 na decisão, somando 17,77 contra 17,06 de Andino e 14,53 de Medina, que acabou com a medalha de bronze!

Mais cedo na semana tivemos a vitória no feminino da peruana Sofia Mulanovich com a brasileira Silvana Lima na 2ª colocação com 12,77 na final contra 13,80 da peruana. Por equipes, o Brasil somou 4.060 pontos para levar o ouro a frente de Estados Unidos e Japão.

Mundial de Judô – Final

Brasil fatura bronze na prova por equipes e encerra um Mundial com 3 medalhas, mas com sinal amarelo, quase vermelho, ligado.

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Equipe brasileira celebra a medalha de bronze. Foto: IJF

No 1º confronto por equipes, o Brasil pegou a Alemanha. E viu logo a Alemanha abrir 3-0, com derrotas de Maria Portela, Rafael Macedo e Maria Suelen Altheman, que levou um ippon em 11s! Rafael Silva e Rafaela Silva venceram e a pressão caiu sobre Eduardo Barbosa contra Anthony Zingg. O alemão derrubou o brasileiro, mas com um golpe ilegal, puxando-o pelo braço e foi desclassificado sumariamente. Empatado em 3-3, o confronto foi pro desempate. E a luta sorteada foi justamente a entre Barbosa e Zingg. Como o alemão havia sido desclassificado, não houve luta e o Brasil avançou com 4-3.

Nas 4as, pegou o Azerbaijão, que eliminara Portugal por 4-3. Eduardo Yudy Santos e Maria Suelen Altheman abriram 2-0, Rafael Silva perdeu, mas Rafaela Silva e Eduardo Barbosa fecharam o 4-1. Já na semifinal, o Brasil pegou o Japão e perdeu de 4-0.

Na disputa do bronze contra a Mongólia, Rafael e Rafaela Silva abriram 2-0. Eduardo Barbosa perdeu, mas Maria Portela abriu 3-1. Rafael Macedo perdeu novamente, mas Maria Suelen Altheman venceu sua adversária em menos de 1min e deu um dos bronzes pro Brasil. O outro ficou com a Rússia, que fez 4-1 no Azerbaijão.

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Japão é ouro por equipes. Foto: IJF

Na decisão, Japão e França. Kokoro Kageura abriu 1-0 com vitória sobre Cyrille Maret, mas Sarah Cysique lutou demais para vencer a vice-campeã mundial Tsukasa Yoshida e empatar o confronto. O mito Shohei Ono atropelou Guillaume Chaine e Chizuru Arai venceu a campeã mundial Marie-Eve Gahie e o Japão tinha 3-1. Numa luta sensacional, Axel Clerget derrotou Sanshiro Murao nos 90kg e diminuiu para 3-2. Na decisiva, a reedição da final dos 78kg da sexta-feira, mas diferente do que aconteceu lá, Shori Hamada atropelou Madeleine Malonga para vencer e selar a vitória japonesa por 4-2.

O Japão sai do mundo com a melhor campanha, 16 medalhas, sendo 5 ouros, 6 pratas e 5 bronzes, o que seria espetacular para qualquer país. Mas para eles, em casa, à véspera dos Jogos de 2020, foi abaixo do esperado, já que 6 judocas perderam em suas finais. França com 3-1-2 foi o único outro país com mais de 1 ouro. 9 países saíram com ouro e 25 medalharam.

Pro Brasil ficou um gosto amargo. Foram 3 bronzes, 3 quintos lugares e 1 sétimo, mas, tirando a Beatriz Souza, todos os outros 5 que disputaram medalhas já haviam ganho medalha em outros mundiais. Foram várias derrotas para atletas piores ranqueados e alguns atletas perderam na estreia de maneira decepcionante.

A CBJ tem dinheiro, faz o povo viajar, mas a equipe brasileira não consegue sair dos mesmos nomes. Em 2020, dificilmente o Brasil terá um nome no pódio que não seja o da Rafaela Silva, Mayra Aguiar e Rafael Silva, os mesmos que medalharam no Rio-2016. A equipe, claro, tem boas chances e, dependendo da chave, Maria Suelen Altheman ou Beatriz Souza podem chegar ao pódio. Ainda tenho esperanças com Daniel Cargnin e Larissa Pimenta, que teve um azar danado neste Mundial, pegando japonesa na 2ª luta.

Para que isso não aconteça em 2020, os brasileiros precisariam ser cabeças de chave. Portanto, a CBJ tem que priorizar torneios que dão muitos pontos e que costumam ser esvaziados, além de mandar a equipe A pro campeonato pan-americano de 2020. Em outubro teremos o Grand Slam de Brasília, que deve nos ajudar bastante no ranking.

O próximo Mundial será em 2021 em Viena.

Mundial de Judô – Dia 6

Mayra Aguiar é bronze e se torna a maior medalhista da história do Brasil no judô. França segue brilhando no feminino e o Portugal faz história!

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Pódio dos 78kg feminino. Foto: IJF

Mayra Aguiar chegou com sangue nos olhos e dominou totalmente suas lutas iniciais. Na sua estreia contra a portuguesa Yahima Ramirez conseguiu um wazaari com 13s e logo em seguida a imobilizou, vencendo em 26s. Na 2ª luta precisou de apenas 16s para dar um ippon em judoca do Gabão. Nas 4as enfrentou a kosovar Loriana Kuka e venceu com um o-soto-gari no finzinho. Na semifinal, enfrentou a francesa Madeleine Malonga, mas a luta da brasileira não encaixou. Levou um duvidoso shido, tentou um ataque e acabou levando um contra-ataque da francesa e foi pra disputa do bronze, onde pegou outra portuguesa, Patrícia Sampaio. Mara precisou apenas de 1min17s para fazer um uchi-mata e derrubar a portuguesa para levar o ouro.

Na decisão, Malonga pegou a japonesa Shori Hamada, campeã mundial em 2018. A francesa foi brilhante e dominou do início ao fim, fazendo um wazaari com 1min20s de luta e depois um o-soto-gaeshi com 2min22s para faturar o ouro! Foi o 3º ouro seguido da França no feminino neste mundial, após as vitórias de Clarisse Agbegnenou e Marie-Eve Gahie. A kosovar Loriana Kuka levou o outro bronze.

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Jorge Fonseca (POR). Foto: IJF

O português Jorge Fonseca faturou o 1º ouro da história para o seu país! Portugal vem fazendo um grande mundial, colocando 4 judocas nas 4as de final, sendo dois em finais! Nascido em São Tomé e Príncipe, Fonseca venceu chileno, indiano e irlandês até chegar às 4as, onde pegou o número 1 do mundo, o georgiano Varlam Liparteliani e o derrotou com um ippon bem diferente. Depois passou pelo forte azeri vice-campeão olímpico Elmar Gasimov. Na decisão, venceu o russo Niyaz Ilyasov com um wazaari conquistado no 1º minuto de luta.

Os bronzes ficaram com o holandês Michael Korrel e com o japonês Aaron Wolf. Wolf, aliás, quase sofreu a maior zebra desse mundial. Na 1ª rodada teve muito trabalho contra o alto Koffi Kobena, da Costa do Marfim, que quase derrubou o japonês por duas vezes. Leonardo Gonçalves perdeu na 1ª luta para o azeri Zelym Kotsoiev, que perdeu para Wolf na 2ª rodada. Já Rafael Buzacarini passou pelo forte judoca Ivan Remarenco, nascido na Moldávia, mas que representa os Emirados Árabes Unidos, por hansokumake. Na 2ª luta uma excelente vitória sobre o alemão Karl-Richard Frey, mas perdeu nas 8as para Gasimov.

Mundial de Judô – Dia 3

Japoneses seguem dominando e Rafaela Silva entra mais uma vez pra história.

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Foto: Roberto Castro

Dá para saber quando a Rafaela Silva vai medalhar. Basta olhar nos olhos dela quando entra no tatame na sua 1ª luta. Num dia longo, com muitas lutas para apenas 2 tatames, Rafaela demorou 4h para fazer sua estreia, contra marfinense. Logo com 3s de luyta ela já fez um wazaari e com 30s mandou um ippon. Nas 8as, pegou a portuguesa Telma Monteiro, dona de 5 medalhas em Mundiais. Numa luta travada, a portuguesa levou 3 shidos e foi eliminada. Nas 4as, derrotou a russa Daria Mezhetskaia com wazaari e depois ippon.

Aí veio o grande desafio na semifinal contra a japonesa Tsukasa Yoshida, quem a Rafa já tinha vencido este ano, na final do Grand Slam de Baku. Mas Yoshida entrou com tudo e soube anular os ataques da brasileira, marcando o braço esquerda dela. Yoshida quase a imobilizou algumas vezes, e, após 2min de golden score, venceu por ippon. Rafa voltou na disputa do bronze contra a jovem francesa Sarah Cysique e venceu por wazaari. Com o bronze, a campeã olímpica Rafaela Silva tem agora uma medalha de cada cor individual, além de duas pratas por equipe.

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Christa Deguchi derrubando Tsukasa Yoshida na final. Foto: IJF

Na final, um duelo japonês. Yoshida pegou Christa Deguchi, que defendeu o Japão, mas hoje luta pelo Canadá. Foi super parelha até que no golden score Deguchi conseguiu virar Yoshida e a derrubar para faturar seu 1º título mundial. O outro bronze ficou com a surpresa polonesa Julia Kowalczyk.

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Foto: IJF

A categoria viu a reedição da final olímpica do Rio, entre o espetacular japonês Shohei Ono e o azeri Rustam Orujov. Ono venceu suas 5 lutas anteriores por ippon ficando apenas 11min06 no tatame, média de pouco mais de 2min por luta. Orujov chegou como número 1 do mundo e derrotou seu compatriota Hidayat Heydarov na semifinal.

Só que Ono foi brilhante e, com pouco mais de 1min de luta na decisão, foi preciso e mandou um belíssimo ippon para faturar seu 3º título mundial. Heydarov e o russo Denis tyartsev conquistaram os bronzes, ambos derrotando judocas de Tadjiquistão nas disputas do bronze.

Isaquias é ouro nos C1 1.000m pela 1ª vez!

Um ouro inédito para encerrar o Mundial de canoagem na Hungria!

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Foto: Divulgação/COB

Foi uma prova espetacular do Isaquias Queiroz na final do C1 1.000m! O brasileiro estava em 4º na parcial dos 500m, mas a apenas 0.19 do alemão bicampeão olímpico Sebastian Brendel. Só que aí o brasileiro disparou de um jeito sensacional e foi abrindo, até vencer com 3:59.23, colocando dois barcos de vantagem sobre os concorrentes. O polonês Tomasz Kaczor foi prata com 4:00.92 e o francês Adrien Bart bronze com 4:01.55, deixando Brendel em 4º e o checo Martin Fuksa em 5º.

Esta foi a 12ª medalha do Isaquias em Mundiais, que agora acumula 6 ouros e 6 bronzes!

Contando apenas as 12 provas olímpicas, tivemos 8 países ficando com medalhas de ouro, sendo Alemanha, Hungria, China e Nova Zelândia com 2. Brasil, Estados Unidos, Bielorrússia e Grã-Bretanha também saíram com ouro.

A neozelandesa Lisa Carrington segue brilhando. Bicampeã olímpica do K1 200m, Carrington venceu esta prova em Mundiais pela 7ª vez, além de ter vencido o K1 500m. A forte equipe alemã levou o K2 1.000m e o K4 500m, ambos no masculino. Surpresa foi a China, que estava sumida da canoa em Mundiais, e venceu o C2 1.000m masculino e o C2 500m feminino, além de outras duas provas não-olímpicas, o C2 500m masculino e o C2 200m feminino.

Outro belo destaque foi a Bielorrússia, que vem crescendo demais nos últimos anos e saiu de Szeged com 6 ouros, 4 pratas e 4 bronzes, a melhor campanha deste Mundial! Já os donos da casa venceram 5 ouros, 4 pratas e 3 bronzes.

O próximo Mundial de canoagem será em 2021 em Copenhagen e o de paracanoagem em 2020 na cidade alemã de Duisburg.

Isaquias e Erlon são bronze no Mundial

O Brasil enviou apenas 4 atletas para o Mundial de Canoagem Velocidade na Hungria, que é a 1ª oportunidade de conquistar vagas olímpicas. Como este é o principal objetivo, Isaquias está focado apenas nas duas provas olímpicas da canoa, o C1 1.000m e C2 1.000m.

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Isaquias e Erlon. Foto: CBCa

Isaquias Queiroz e Erlon Silva venceram sua bateria eliminatória do C2 com 3:29.32 e a sua semifinal com 3:27.34. Já na final, o domínio foi dos chineses Hao Lui e Hao Wang, que logo na largada foram pra frente e foram abrindo aos poucos para vencer com 3:40.55. Os cubanos Sergey Torres/Fernando Jorge apertaram nos 200m finais, mas não tinham como alcançar os chineses e ficaram com a prata com 3:41.46. Isaquias e Erlon brigaram com as dupla alemã e romena e ficaram com o bronze com 3:44.34.

Esta foi a 11ª medalha em Mundiais do Isaquias, que chega a 5 ouros e 6 bronzes e a 4ª do Erlon, que tem 2 ouros e 2 bronzes.

Além da medalha, eles conquistaram a vaga olímpica pro Brasil, que chega a 106 atletas para Tóquio:

Canoagem – 2
Futebol Feminino – 18
Handebol Feminino – 14
Hipismo – 9
Maratona Aquática – 1 (Ana Marcella Cunha)
Natação – 12
Pentatlo Moderno – 1 (Maria Ieda Guimarães)
Rugby 7s Feminino – 12
Tênis – 1 (João Menezes)
Tênis de Mesa – 1 (Hugo Calderano)
Tiro com Arco – 1
Vela – 10 (classes Laser, Finn, 49er, 470 feminina, 49erFX e Nacra 17)
Vôlei Masculino e Feminino – 24

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Final

E o Pan chegou ao fim nesse último domingo com mais algumas medalhas pro Brasil, um ouro inédito pro Paraguai e a melhor campanha brasileira da história!

Judô

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Mayra Aguiar. Foto: COB

O único ouro brasileiro no último dia do Pan veio com a campeã mundial Mayra Aguiar, na categoria 78kg. Ela venceu nas 4as americana por ippon com 1min22s  precisou de apenas 27s na semifinal contra venezuelana. Na final contra a cubana Kaliema Antomarchi, Mayra teve dificuldades, precisando ir até o golden score, onde, após 2min10s, finalmente conseguiu o ippon e o ouro que nunca tinha conquistado.

Beatriz Souza foi surpreendida na semifinal dos +78kg feminino por venezuelana. Favorita, a brasileira desapareceu da luta e perdeu. Na disputa do bronze, venceu nicaraguense por ippon. David Moura também foi bronze no +100kg, após levar ippon no golden score do cubano Andy Granda na semifinal, mas vencendo por ippon o americano Ajax Tadehara na disputa do bronze.

Karatê

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Douglas Brose. Foto: COB

Duas finais e duas pratas. Hernani Venâncio virou luta na semifinal contra guatemalteca por 4-2, mas na decisão perdeu pro americano Thomas Scott nos 75kg. Favorito ao ouro, o bicampeão mundial Douglas Brose sobrou na semifinal com 8-4 em venezuelano, mas foi superado por 2-0 pelo chileno Joaquin Gonzalez na decisão dos 60kg. Esta foi a última medalha do Time Brasil em Lima. Outro favorito era Vinicius Figueira, que caiu na semifinal dos 67kg por 7-4 para o chileno Camilo Velozo.

Tiro com Arco

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Marcus Vinícius D’Almeida. Foto: COB

Marcus Vinícius D’Almeida e Bernardo Oliveira se enfrentaram na semifinal individual, já garantindo Brasil na final. Mais cedo, tivemos a vitória dos Estados Unidos nas duplas mistas com 5-3 sobre a Colômbia. O título das mistas dava uma vaga olímpica no masculino e uma no feminino pro país campeão, só que os EUA já tinham uma vaga no masculino conquistada no Mundial e essa vaga foi realocada pro torneio individual, que agora distribuiria duas. Ou seja, independente do resultado, o Brasil já tinha uma vaga para Tóquio.

Em um belo duelo, Marcus venceu Bernardo por 7-3 e se garantiu na final, a 1ª do Brasil na história do Pan. Na disputa do bronze, Bernardo não fez uma boa prova, falhando geralmente na 3ª flecha dos sets e perdeu pro canadense Eric Peters por 7-1. Na decisão, Marcus Vinícius até atirou bem, mas o canadense Crispin Duenas foi levemente melhor. Nos dois primeiros sets fez 29-28 e abriu 4-0. O brasileiro fez 28-26 e diminuiu para 4-2, mas nos dois sets seguintes empataram em 28-28 e o ouro foi pro canadense por 6-4. A mexicana Alejandra Valencia foi ouro no feminino com 7-3 na final sobre a americana Khatuna Lorig.

Outros Esportes

Dois ouros equatorianos nas Marchas de 50km. Claudio Villanueva venceu no masculino com 3:50:01, enquanto Caio Bonfim acabou em 4º com 3:57:54. Apenas 5 homens terminaram a prova. No feminino, vitória de Johana Ordñez com 4:11:12. Viviane Lyra foi 4ª com novo recorde brasileiro 4:22:46.

Fabrizio Zanotti fez história ao vencer o 1º ouro paraguaio na história dos Pans. Ele, o guatemalteca Jose Manuel Toledo e o chileno Guillermo Pereira empataram com 269 tacadas no total, mas Zanotti se saiu melhor no desempate para vencer. A americana Emilia Migliaccio foi ouro no feminino com 276 tacadas com a paraguaia Julieta Granada em 2º com 280. Por equipes, ouro pro time americano com 544, seguido do Paraguai com 549.

A americana Hannah Roberts foi ouro no BMX Freestyle com 86,67 em sua melhor passagem. No masculino, ouro pro venezuelano Daniel Dhers com 88,50 pontos.

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
Dia 6 0 2 5 7
Dia 7 3 2 1 6
Dia 8 0 0 3 3
Dia 9 7 2 7 16
Dia 10 1 2 3 6
Dia 11 4 4 2 9
Dia 12 4 4 6 14
Dia 13 5 2 6 13
Dia 14 10 8 9 27
Dia 15 8 5 9 22
Dia 16 1 3 3 7
TOTAL 55 45 71 171

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Natação 11 9 12 32
Atletismo 6 6 4 16
Vela 5 2 2 9
Judô 5 1 4 10
Ginástica Artística 4 4 3 11
Canoagem Slalom 4 0 1 5
Taekwondo 2 2 3 7
Tênis de Mesa 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Hipismo 2 1 2 5
Surfe 2 1 1 4
Boxe 1 3 2 5
Karatê 1 2 4 7
Ginástica Rítmica 1 1 3 5
Badminton 1 0 4 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Tênis 1 0 1 1
Handebol 1 0 1 2
Basquete 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 4 2 6
Esgrima 0 1 2 3
Lutas 0 1 2 3
Remo 0 1 2 3
Boliche 0 1 0 1
Tiro com Arco 0 1 0 1
Pólo Aquático 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Pelota Basca 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 1 1
Saltos Ornamentais 0 0 1 1
Vôlei 0 0 1 1
TOTAL 55 45 71 171

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 15

Foi um sábado com muitas, muitas emoções. Derrotas duras, vitórias incríveis, muitas medalhas e os recordes batidos pro Brasil num dia de 71 finais.

Atletismo

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Altobeli da Silva. Foto: CBAt

O último ouro brasileiro no atletismo veio de uma maneira brilhante com o finalista olímpico Altobeli da Silva vencendo os 3.000m com obstáculos. Ele dosou bem a prova e soube segurar os fortes americanos. Na última volta, ele ligou o turbo e foi a frente, abrindo para vencer com 8:30.73.

Augusto Dutra conseguiu a medalha de prata no salto com vara com 5,71m contra 5,76m do americano Christopher Nilsen. Campeão olímpico Thiago Braz ficou em 4º com 5,51m, queimando as 3 tentativas em 5,61m. Já nos 110m com barreiras, o favorito ao ouro Gabriel Constantino tropeçou na 6ª barreira e caiu, dando a vitória para Shane Brathwaite, que, com 13.31, conquistou o 1º ouro de Barbados da história em Pans. Eduardo de Deus cruzou em 3º com 13.48.

No lançamento de martelo feminino, dobradinha americana com Gwen Berry 74,62m e Brooke Andersen 71,07m. A brasileira Mariana Marcelino conseguiu um ótimo 4ª posição com 66,15m. No salto triplo, ouro pro americano Omar Craddock com 17,42m. Almir dos Santos, que volta de lesão, acabou em 4º com 16,70m. E tivemos mais um 4º lugar do Brasil, com Tatiane da Silva nos 3.000m com obstáculos com 9:56.19 em vitória da canadense Geneviève Lalonde com 9:41.45.

Muito legal o pódio do lançamento de dardo masculino com a vitória de Anderson Peters, de Granada, com 87,31m, novo recorde dos Jogos e 1ª medalha de ouro da história de Granada em Pans. Prata foi pro trinitino Keshorn Walcott, campeão olímpico em 2012, com 83,55m e bronze para Albert Reynolds, de Santa Lúcia, com 82,19. Os outros ouros do dia foram pro canadense Marco Arop nos 800m com 1:44.25, pro quarteto americano no 4x400m feminino 3:26.46 e uma linda vitória da Colômbia no 4x400m masculino com 3:01.41.

Natação

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Equipe de natação com sua medalhas. Foto: COB

Fechando as disputas da natação, o Brasil faturou mais um ouro e 5 medalhas, batendo o recorde de 11 ouros (o anterior era 10) e 32 medalhas (anterior 26). Depois de ir bem mal no Mundial de Gwangju, Guilherme Costa dominou os 1.500m livre com 15:09.93, liderando do início ao fim.

No revezamento 4x100m medley masculino, o Brasil ficou com a prata com 3:30.98, com Guilherme Guido, João Gomes Jr, Vinícius Lanza e Marcelo Chierighini, contra 3:30.25 dos Estados Unidos, que contou com Daniel Carr, Nicolas Fink, Ton Shields e Nathan Adrian. Na prova feminina, a equipe ficou com o bronze com altos 4:04.96 e Larissa Oliveira levou sua 7ª medalha neste Pan!

Saindo de uma lesão na virilha que o atrapalhou demais no Mundial, Caio Pumputis se recuperou e foi prata nos 200m medley com 2:00.12 com Leonardo Santos na prata 2:00.29, ambos atrás do americano William Licon, ouro com 1:59.13. A argentina Delfina Pignatiello conquistou seu 3º ouro em Lima nos 1.500m livre com 16:16.54 e a americana Amanda Walsh venceu os 200m medley com 2:11.24.

Basquete

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Foto: COB

Talvez o ouro que eu menos esperava de esportes coletivos nesse Pan. Jogando bem demais no Pan todo, o Brasil fez um grande jogo com a equipe universitária dos Estados Unidos e venceu por 79-73, faturando o 1º ouro do basquete feminino em Pans desde Havana-1991! Tainá fez 24 pontos na decisão e Clarissa dos Santos, um dos principais nomes dessa equipe, fez 12. Na disputa do bronze, Porto Rico venceu a Colômbia por 66-55.

Vela

Mais 3 ouros no dia derradeiro da vela em Lima, totalizando 5. As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze sobraram na 49erFX e já tinham garantido o ouro muito antes do final. Nas outras 4 classes não-olímpicas, medalhas em todas. Bruno Lobo venceu a Formula Kite e Matheus Dellagnelo foi ouro na Sunfish. Na Snipe, bronze para Rafael Martins e Juliana Duque, mas destaque para a prata na Classe Lightning, com Cláudio Biekarck, que, aos 68 anos, leva sua 10ª medalha em Pans em 10 Pans disputados!

Tênis de Mesa

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Bruna Takahashi, Jéssica Yamada e Caroline Kumahara. Foto: COB

Foi doído demais. O dia começou com dois confrontos Brasil x EUA. No feminino, as meninas tinham uma dura missão. As americanas abriram 1-0 nas duplas, Bruna Takahashi diminuiu, Caroline Kumahara perdeu para Wu Yue, mas Jéssica Yamada empatou. No jogo decisivo, Bruna venceu novamente a forte americana Zhang Lily, assim como tinha acontecido nas 4as da chave de simples e colocou o Brasil em uma final feminina inédita em Pans. Na final, a forte equipe de Porto Rico, com a espetacular Adriana Díaz. No 1º jogo, Jéssica e Caroline perderam nas duplas 3-2 (com 12-10 no 5º) para Melanie Diaz e Daniely Rios. Mas Bruna Takahashi brilhou num jogo espetacular contra Adriana Díaz, vencendo por 3-1. Caroline Kumahara venceu 3-1 Rios e o Brasil virou 2-1 no confronto, mas Adriana fez 3-1 em Jéssica para empatar. No jogo decisivo, Bruna pegou a irmã de Adriana, Melanie, e abriu 2-0. Chegou a ter QUATRO match points, mas perdeu 17-15 e levou a virada no que talvez tenha sido a derrota mais dura do Brasil em todo o Pan.

Já no masculino, o Brasil teve uma inesperada derrota na semifinal para os americanos. Nas duplas, Eric Jouti e Gustavo Tsuboi perderam 3-2 para Nicholas Tio/Nikhil Kumar. Hugo Calderano passou com 3-0 pelo talentoso Kanka Jha, mas Tsuboi perdeu de 3-2 para Kumar e Jouti também perdeu 3-2 para Kanak Jha e os americanos desbancaram o Brasil, que acabou com o bronze.

Judô

Com um ippon relâmpago de 18s, Eduardo Yudy Santos faturou o único ouro do dia do Brasil no judô, nos 81kg, derrotando o dominicano Medickson del Orbe. Nos 63kg feminino, Alexia Castilhos perdeu na semi dos 63kg para venezuelana, mas venceu equatoriana na disputa do bronze. Já Rafael Macedo perdeu a disputa do bronze para peruano e ficou sem medalha, assim como Ellen Santana, que nem chegou a disputar o bronze.

Outros Esportes

Vice mundial, Valéria Kumizaki foi ouro no 55kg do karatê, derrotando na final a canadense Kathryn Campbell por 4-1. Nos 50kg, Jéssica de Paula perdeu a semifinal 2-1 para mexicana e ficou com o bronze.

Com o jogo na mão, o Brasil teve 2 match points no 4º set contra a Colômbia na semifinal do vôlei feminino, mas levou a virada e foi derrotado por 3-2 (22-25, 25-27, 25-14, 28-26, 15-9).

Dois bronze no pólo aquático. A equipe feminina fez 8-7 em Cuba e acabou em 3º lugar e a masculina venceu a Argentina por 9-6. Estados Unidos e Canadá se enfrentaram nas duas finais, com vitórias americanas em ambas: 24-4 no feminino e 18-6 no masculino.

O Brasil ficou sem medalha no último dia da esgrima, decepcionando na espada por equipes feminina. Ela venceram nas 4as o México por 45-31, mas perderam na semi 45-37 pra Cuba e de 45-37 pra Venezuela na disputa do bronze.

Brasil também sem medalha no último dia do remo. No Quatro Sem masculino, o quarteto brasileiro ficou em 4º a apenas 0.04 do bronze. Também tivemos o 4º lugar no Oito Com masculino, o 5º lugar de Vanessa Cozzi no single skiff e o 5º lugar no skiff quádruplo feminino.

Roberto Hernandez, de El Salvador, surpreendeu na final do arco composto o favorito americano Braden Gellenthien por 147-116 e ficou com o ouro. No feminino, a colombiana Sara Lopez confirmou o mega favoritismo e venceu 146-142 a mexicana Andrea Becerra. Nas duplas mistas, ouro para a Argentina enquanto o Brasil perdia a disputa do bronze pra Colômbia.

El Salvador levou mais dois ouros no dia, nas provas de fisiculturismo, que fez sua estreia em Pans.

A Bolívia também ganhou sua 1ª medalha de ouro da história ao conquistar o raquetebol por equipes masculinas, com 2-1 sobre a Colômbia na final.

A Argentina venceu mais dois coletivos, fechando 8 ouros nessas modalidades! Venceu na final do futebol masculino 4-1 Honduras e confirmou o favoritismo no hóquei na grama com 5-2 sobre o Canadá, garantindo vaga olímpica. Argentina venceu no masculino o rugby 7s, o softball, o basquete, o vôlei, o handball, o hóquei e o futebol e no feminino o hóquei.

Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
Dia 6 0 2 5 7
Dia 7 3 2 1 6
Dia 8 0 0 3 3
Dia 9 7 2 7 16
Dia 10 1 2 3 6
Dia 11 4 4 2 9
Dia 12 4 4 6 14
Dia 13 5 2 6 13
Dia 14 10 8 9 27
Dia 15 8 5 9 22
TOTAL 54 42 68 164

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Natação 11 9 12 32
Atletismo 6 6 4 16
Vela 5 2 2 9
Ginástica Artística 4 4 3 11
Judô 4 1 2 7
Canoagem Slalom 4 0 1 5
Taekwondo 2 2 3 7
Tênis de Mesa 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Hipismo 2 1 2 5
Surfe 2 1 1 4
Boxe 1 3 2 5
Ginástica Rítmica 1 1 3 5
Badminton 1 0 4 4
Karatê 1 0 3 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Tênis 1 0 1 1
Handebol 1 0 1 2
Basquete 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 4 2 6
Esgrima 0 1 2 3
Lutas 0 1 2 3
Remo 0 1 2 3
Boliche 0 1 0 1
Pólo Aquático 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Pelota Basca 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 1 1
Saltos Ornamentais 0 0 1 1
Vôlei 0 0 1 1
TOTAL 54 42 68 164