Mundial de Judô – Dia 2

Ouro de irmãos, medalha pro Brasil e o respiro do judô masculino brasileiro.

Até 52kg feminino

20180921_baku_wch_ef_fin3_5kg52_bra_pereira_bra_miranda13

Jéssica Pereira (branco) e Érika Miranda (azul) após a disputa de bronze

As duas brasileiras da chave feminina foram muito bem e chegaram à sessão da tarde, de disputa de medalhas. Jéssica Pereira, prata no Mundial Jr em 2013 e em seu 1º mundial adulta, venceu vietnamita e australiana, chegando às 4as onde pegou a perigosa Uta Abe, de apenas 18 anos e campeã mundial Jr em 2017. Abe passou o trator na brasileira e a imobilizou em uma posição até esquisita. Na chave de baixo, Érika Miranda venceu finlandesa, eslovena e nas 4as passou pela belga Charline van Snick, que subiu dos 48kg há alguns anos. Na semifinal, pegou outra japonesa, Ai Shishime e perdeu por wazaari.

52pod-1537543873-1537543873

Pódio dos 52kg. Foto IJF

Jéssica venceu na repescagem a israelense Gefen Primo e, com a derrota da Érika na semi, tivemos uma disputa de bronze entre brasileiras. Érika, muito mais experiente, dominou a luta e estrangulou Jéssica em apenas 18s de luta! Com o bronze, Érika chega a sua 6ª medalha em Mundiais, a 5ª individual! São 5 Mundiais seguidos subindo ao pódio!

Na final, duelo entre as favoritas japonesas. Uta Abe chegou à decisão após 4 vitórias, todas por ippon, que somadas deram menos de 4min! A final foi para o golden score e Abe precisou de 53s para fazer um lindíssimo uchimata em Shishime, que defendia o título mundial. O outro bronze ficou com a francesa Amandine Buchard.

Até 60kg masculino

66pod-1537544069-1537544070

Pódio dos 66kg. Foto: IJF

Em seu 1º mundial adulto, Daniel Cargnin, campeão mundial Jr em 2017, mostrou que realmente é um dos principais nomes da nova geração de judocas. Aos 20 anos, lutou de maneira brilhante, focado e não se deixou levar em nenhum momento. Venceu bósnio, azeri e checo até chegar nas 4as, onde pegou o número 1 do ranking, o israelense Tal Flicker. Numa luta espetacular e disputadíssima, Flicker conseguiu um wazaari após 5min47 de golden score! Foram quase 10min de luta, que foi interrompida algumas vezes para que Cargnin estancasse um sangramento nasal. Na repescagem, Cargnin venceu mongol e foi pra disputa do bronze, onde pegou o sul-coreano An Baul, prata no Rio-2016. Ele vinha muito bem, mas numa leve bobeada levou um wazaari e ficou com o 5º lugar. Fez um excelente torneio. Mostrou que a vaga da categoria é dele. Charles Chibana também competiu. Venceu espanhol na estreia, mas perdeu na 2ª rodada para alemão.

A final foi entre o japonês Hifume Abe e o cazaque Yerlan Serikzhanov. O cazaque partiu pra cima com pouco mais de 1min de luta e, conforme eles saíam da área de luta, Abe aproveitou e fez um belíssimo uchimata para derrubar Serikzhanov e levar seu 2º título mundial seguido. Assim, a festa foi dos irmãos Abe, com 2 ouros no mesmo dia! O outro bronze da categoria ficou com o ucraniano Georgii Zantaraia, campeão mundial em 2009.

Com esse bronze, o Brasil chegou a 54 medalhas em Mundiais de Judô: são 7 ouros, 18 pratas e 29 bronzes.

Vale ressaltar que no ano passado, sem contar a categoria +100kg, o judô masculino brasileiro obteve apenas 5 vitórias. Em 2 dias do Mundial de 2018 já são 8 vitórias, um 5º e um 7º lugares. Muito bom!

Anúncios

Mundial de Tiro – Dia 12

No penúltimo dia do Mundial veio a 1ª medalha brasileira, e foi logo um ouro!

52nd ISSF World Championship All Events 2018 - Changwon, KOR - 25m Center Fire Pistol Men

Pódio da pistola fogo central 25m. Foto: ISSF

Júlio Almeida brilhou na prova não-olímpica da pistola de fogo central 25m. Ele já tinha ido muito bem no dia anterior com 295 pontos na fase de precisão e, na fase de velocidade, foi ainda melhor, com 296 para somara 591 e ficar com o ouro. O alemão Christian Reitz ficou com a prata com 588 e o ucraniano Pavlo Korostylov foi bronze com 586. José Carlos Batista foi 20º com 577 e Philipe Severo 42º com 563.

Júlio tem história na prova, sendo prata no Mundial de 2010 no individual, ouro em 2010 por equipes e bronze em 2014 por equipes. Mas desta vez, por equipes o Brasil não medalhou, ficando em 5º, a 4 pontos do bronze.

No 1º dia do skeet masculino, apenas 2 foram perfeitos, com 75 pratos. Um deles foi o bicampeão olímpico americano Vincent Hancock e o outro foi o britânico Ben Llewellin. Outro 9 logo atrás com 74 pratos.

Pódios do dia:

Pistola de fogo central 25m masculino
Ouro – Júlio Almeida (BRA) – 591
Prata – Christian Reitz (GER) – 588
Bronze – Pavlo Korostylov (UKR) – 586

Pistola de fogo central 25m por Equipe masculino
Ouro – Coreia do Sul – 1743
Prata – França – 1737
Bronze – China – 1735

Pistola 25m Júnior masculino
Ouro – Udhayveer Sidhu (IND) – 587
Prata – Henry Turner Leverett (USA) – 584
Bronze – Lee Jaekyoon (KOR) – 582

Pistola 25m Júnior por Equipe masculino
Ouro – Índia – 1736
Prata – China – 1730
Bronze – Coreia do Sul – 1721

Medalhas na base do boxe na Hungria

Com uma ótima equipe, o Brasil trouxe de Budapeste 2 medalhas de bronze no Mundial da Juventude de Boxe, que teve 10 categorias masculinas e 10 femininas.

O Brasil foi pro Mundial com 7 atletas, sendo 6 homens e 1 mulher. Dos seis, quatro vinham do título continental este ano, nos Estados Unidos.

dsc_1000-1283x855

Pódio dos 52kg masculino, com o Luiz Oliveira (direita, de jaqueta azul). Foto: AIBA

Luiz Oliveira foi o destaque brasileiro no masculino. Neto do medalhista olímpico Servílio de Oliveira, Luiz começou sua campanha nos 52kg vencendo um russo por 3-2, depois passou por superioridade por jordaniano, venceu nas 4as cazaque até perder na semifinal para o inglês Ivan Price por apertados 3-2.

A outra medalha veio no feminino, com Rebeca Santos, a 1ª de uma brasileira em um Mundial de base. Ela venceu cazaque, ucraniana e finlandesa até perder na semi para a inglesa Caroline Dubois, que ficaria com o ouro.

Brasil tem uma boa safra vindo aí no boxe. Vale ficar de olho.

Neste ciclo olímpico já são 33 medalhas em Mundiais de base (10O-9P-14B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)
Bronze – Luiz Oliveria – Boxe 52kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Rebeca Santos – Boxe 60kg Juvenil (ago/18)

Mundial de Canoagem – Final

O domingo trouxe a 3ª medalha brasileira em Portugal e a 10ª na carreira de Isaquias Queiroz em Mundiais!

whatsapp20image202018-08-2620at2014_01_31

Foto: Alvaro Acco

A primeira final do dia foi a do C2 200m feminino, que fez sua estreia em Mundiais. As bielorrussas Alena Nazdrova e Kamila Bobr venceram com 45.234. Em seguida tivemos os K1 200m. No feminino, a neozelandesa Lisa Carrington segue imbatível na prova. Bicampeã olímpica, venceu pela 6ª vez seguida no Mundial e com uma enorme vantagem. Completou em 38.821 contra 40.548 da dinamarquesa Emma Jorgensen, prata. Na mesma prova masculina, o ouro ficou com o espanhol Carlos Garrote com 35.259 contra 35.366 do lituano Arturas Seja. No C1 200m masculino, que não é mais olímpica, o bielorrusso Artsem Kozyr venceu pela 3ª vez seguida.

No K2 500m, vitória dos russos Artem Kuzakhmetov e Vladislav Blintcov. No C2 500m, os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon Silva, dupla prata olímpica na prova dos 1.000m, sobrou e venceu com 1:40.043, com um barco de vantagem sobre a dupla da Rússia. Foi a 10ª medalha mundial do Isaquias em sua 6ª prova diferente e a 3ª do Erlon em sua 3ª prova diferente. Na mesma prova feminina, as canadenses Laurence Vincent-Lapointe e Katie Vincent venceram com mais de 2s de vantagem.

Para fechar as provas curtas, deu o esperado nos K4 500m. No feminino, o super quarteto húngaro venceu numa espetacular disputa com a Nova Zelândia em mais um confronto direto entre Danuta Kozak e Lisa Carrington. As húngaras marcaram 1:33.761 contra 1:33.771 das neozelandesas. E no K4 500m masculino, a Alemanha venceu com 1:20.056 contra 1:20.423 da ótima equipe da Espanha.

german_menk4_montemor2018

K4 500m maculino da Alemanha. Foto: ICF

Mais tarde tivemos as provas de 5.000m. Para delírio da torcida local, o português Fernando Pimenta venceu no K1, seguido do forte dinamarquês René Poulsen. No K1 feminino vitória da britânica Lizzie Broughton com mais de 10s de vantagem. Agora no C1, duas vitórias históricas. O monstro alemão Sebastian Brendel levou pela 5ª vez seguida para faturar seu 10º título mundial e 18ª medalha. Na estreia da prova feminina, ouro da quase imbatível canadense Laurence Vincent-Lapointe, que fatura seu 11º título mundial. Apesar da canoa feminina ser relativamente nova, já tivemos 17 provas em várias distâncias e formações na história de mundiais e Vincent-Lapointe esteve 11 vezes no topo do pódio.

A Alemanha saiu de Montemo-o-Velho com 7 ouros e 13 medalhas em 30 provas, seguida da Hungria com 6-1-2, Rússia 3-3-5, Bielorrússia 3-2-3 e Canadá 3-0-1. O Brasil veio em seguida com 2-0-1. Laurence Vincent-Lapoint e Danuta Kozak saem com 3 ouros cada, mas Lisa Carrington foi a única a levar 4 medalha, com 1 ouro e 3 pratas.

O próximo Mundial será em 2019 em Szeged, na Hungria, e servirá como principal pré-olímpico para Tóquio.

Mundial de Canoagem – Dia 3

O sábado trouxe a 9ª medalha de Isaquias Queiroz na história, novamente na prova olímpica dos 1.000m e a coroação de Sebastian Brendel, além de outras 8 finais.

1535208837001

Fuksa, Brendel e Isaquias no pódio do C1 1.000m

A primeira final do dia foi do K1 500m feminino, no duelo entre a neozelandesa Lisa Carrington e a húngara Danuta Kozák, 3 ouros no Rio-2016. E mais uma vez deu Kozák, que fez 1:47.254 contra 1:47.984 de Carrington, cuja especialidade é os 200m. Na prova seguinte, os esperados C1 1.000m. Bicampeão olímpico e até então tricampeão mundial, o alemão Sebastian Brendel foi pra frente na largada e, numa prova espetacular, não perdeu a frente. Com 3:48.390, segurou seus únicos adversários, o checo Martin Fuksa e o brasileiro Isaquias Queiroz. Fuksa foi prata com 3:49.625 e Isaquias bronze com 3:50.190. Brendel se tornou tetracampeão mundial da prova.

fernando_pimenta_portugal_final2018

Fernando Pimenta (POR). Foto: ICF

No K1 1.000m masculino, festa dos donos da casa com a belíssima vitoria de Fernando Pimenta, ídolo local. Ele venceu com 3:27.666 contra 3:28.391 do alemão Max Rendschmidt. No C1 200m feminino, a canadense Laurence Vincent-Lapointe segue sem adversárias, vencendo a prova pela 6ª vez e com uma bela vantagem sobre o resto.

A Alemanha venceu mais dois ouros no dia com Franziska Weber e Tina Dietze no K2 200m feminino e no K4 1.000m masculino. A Hungria também saiu com mais dois ouros com Márk Balaska e Balázs Birkás no K2 200m masculino e Anna Kárász e Danuta Kozák no K2 500m feminino. Foi mais um duelo entre Kozák e Carrington e novamente ouro pra húngara e prata pra neozelandesa. Na não usual prova do C4 500m masculino, a Rússia ficou com o ouro.

As 9 medalhas mundiais do Isaquias até então:

2013: ouro no C1 500m e bronze no C1 1.000m
2014: ouro no C1 500m e bronze no C2 200m
2015: ouro no C2 1.000m e bronze no C1 200m
2017: bronze no C1 1.000m
2018: ouro no C1 500m e bronze no C1 1.000m

Foi apenas a 2ª medalha brasileira em provas olímpicas em mundiais em 2018:

Bronze – Anderson Ezequiel – Ciclismo BMX masculino
Bronze – Isaquias Queiroz – Canoagem C1 1.000m masculino

Mundial de Canoagem – Dia 2

isaquias_queiroz_brazil_montemor

Isaquias Queiroz. Foto: ICF

Novamente Isaquias Queiroz entra para a história! Primeiro brasileiro a ganhar 3 medalhas em uma mesma edição olímpica, Isaquias mostrou que segue no topo e venceu pela 3ª vez o título mundial do C1 500m, prova que não é olímpica, mas que contou com todos os grandes atletas da canoa mundial. O alemã Sebastian Brendel largou melhor, mas com 250m de prova o brasileiro já assumia a ponta e seguiu abrindo até ter quase 1 barco de vantagem sobre o alemão. Mas Brendel forçou no final e foi chegando, colando no brasileiro, que segurou firme e venceu com 1:49.203, apenas 0.293 melhor que o alemão. O checo Martin Fuksa foi bronze com 1:50.143. Foi a 8ª medalha do Isaquias em Mundiais!

Tivemos outras 7 finais nesta sexta-feira. A fortíssima dupla alemã de Max Hoff e Marcus Gross venceu o K2 1.000m com 3:15.797 contra 3:16.617 dos espanhóis Francisco Cubelos e Iñigo Peña. Foi o 3º título da prova de Gross, que também é o atual campeão olímpico. O checo Jozef Dostál venceu o K1 500m com 1:37.905 e se tornou bicampeão da prova, com o alemão Tom Liebscher em 2º com 1:38.912.

Na canoa masculina, os alemães Yul Öltze e Peter Kretschmer conquistaram o bicampeonato do C2 1.000m, agora com 3:38.207, contra 3:39.462 da dupla de Cuba. Os bielorrussos Hleb Saladukha e Dzianis Makhlai venceram o C2 200m com 37.646, evitando o tetracampeonato do russo Ivan Shtyl. Ao lado de Alexander Kovalenko, eles venceram o Mundial em 2017 e agora foram bronze.

hungary_dora_bodonyi_montemor2018

Dora Bodonyi (HUN). Foto: ICF

No feminino, a Hungria mostrou sua força no caiaque. No K1 1.000m, Dora Bodonyi venceu com 4:02.892 e no K2 1.000m, vitória de Tamara Csipes e Erika Medveczky com 3:39.811. Foi o 6º título mundial de Csipes e 5º de Medveczky. Tivemos a estreia do C1 500m feminino, onde a russa Kseniia Kurach levou com 2:10.991.

Tivemos outras eliminatórias e semifinais após estas finais. No K1 500m feminino, uma prévia da final na 1ª semi com a neozelandesa Lisa Carrington vencendo a húngara Danuta Kozak com 1:49.484 contra 1:50.414. Kozak, 3 ouros no Rio-2016, tirou 2017 para ser mãe e está de volta. No C2 500m feminino, as canadenses Laurence Vincent-Lapointe e Katie Vincent sobraram com o melhor tempo das eliminatória com 1:59.752, enquanto as brasileiras Andrea Oliveira e Angela Silva ficaram em 6º com 2:16.853 na mesma bateria e vão pra semi. No K2 500m masculino, melhor tempo nas eliminatórias dos russos Artem Kuzakhmetov e Vladislav Blintcov com 1:30.844.

O Mundial segue no sábado com mais 9 finais.

Com 24 anos, Isaquias tem 8 medalhas em Mundiais adultos:
2013: ouro no C1 500m e bronze no C1 1.000m
2014: ouro no C1 500m e bronze no C2 200m
2015: ouro no C2 1.000m e bronze no C1 200m
2017: bronze no C1 1.000m
2018: ouro no C1 500m

Brasileiros com mais medalhas em Mundiais:
Robert Scheidt – 18 medalhas (13 ouros, 3 pratas e 2 bronzes)
César Cielo – 17 medalhas (11 ouros, 2 pratas e 4 bronzes)
Torben Grael – 14 medalhas (3 ouros, 7 pratas e 4 bronzes)
Ana Marcela Cunha – 10 medalhas (3 ouros, 2 pratas e 5 bronzes)
Isaquias Querioz – 8 medalhas (4 ouros e 4 bronzes)

4 medalhas no Pan-Pacífico de Natação

Com uma equipe de apenas 16 nadadores (14 homens e 2 mulheres), o Brasil fez um bom Pan-Pacífico de natação em Tóquio, na piscina que receberá os jogos de pólo aquático.

file-191

Leonardo de Deus no pódio dos 200m borboleta

No 1º dia, na quinta-feira, João Gomes Jr foi bronze nos 100m peito com 59.60, ficando atrás do japonês Yasuhiro Koseki com 59.08 e do australiano Jake Packard com 59.20. Na sexta-feira, veio o que foi o melhor resultado individual do Brasil, a prata de Leonardo de Deus nos 200m borboleta, repetindo o que fez em 2014. Não só por ter sido a única prata individual, mas por ter batido sua melhor marca pessoal, com 1:54.89, atrás do japonês Daiya Seto 1:54.34.

No sábado, Vinicius Lanza conquistou o bronze nos 100m borboleta com 51.44, atrás dos americanos Caeleb Dressel 50.75 e Jack Conger 51.32. Mas o melhor veio na prova final do dia, no revezamento 4x100m livre masculino. Numa prova disputadíssima, o Brasil ficou lado a lado com Estados Unidos e Austrália. Gabriel Santos abriu com 48.93, Marcelo Chierighini fez 47.62, Marco Ferreira Jr foi a pior parcial com 48.53 lançado e Pedro Spajari fechou com espetaculares 46.94, dando 3:12.02 pro Brasil, que ficou atrás dos americanos que marcaram 3:11.67. Teve pódio, entrega de medalhas e hino americano.

Mas umas 2 horas depois veio a notícia que os americanos nadaram na ordem errada. Blake Pieroni deveria ser o 2º e Zachary Apple o 3º, mas eles inverteram e a equipe foi desclassificada. Neste domingo, pódio refeito e huno brasileiro! O 3:12.02 é o melhor tempo do 4x100m livre do mundo no ano. A Rússia venceu o europeu esta semana com 3:12.23. E Brasil não contou com Bruno Fratus… Vale ressaltar que a parcial do Spajari era a melhor do mundo no ano, mas o australiano Kyle Chalmers fechou o 4x100m medley neste domingo com 46.91. No fim das disputas do domingo, foi realizado um novo pódio do 4x100m livre, com direito a hino brasileiro.

pan-pac-sc3a1bado

Brasil no pódio do 4x100m livre, quando tinha a prata

Entre outros destaques pro Brasil ficaram o 4º lugar de Guilherme Costa nos 800m livre com 7:51.67 e o 4º nos 1.500m com 15:03.40 (foi 5º, mas eram 3 americanos), o 4º lugar de Marcelo Chierighini nos 100m livre com 48.36, o 4º lugar de Fernando Scheffer nos 200m livre com 1:46.12.

Apesar de terem vencido o troféu geral e obtido o maior número de ouros, os americanos decepcionaram um pouco nas marcas. Tirando Ryan Murphy, que brilhou no costas (51.94 nos 100m e 1:53.57 nos 200m), foram poucos resultados excepcionais (pro nível esperado deles, claro). Katie Ledecky venceu os 400m (3:58.50), os 800m (8:09.13) e os 1.500m (15:38.97), mas decepcionou no revezamento 4x200m livre e nos 200m livre, onde acabou com o bronze, seu 1º em uma competição internacional. Aliás, foi nos revezamentos a decepção americano. Dos 7 disputados, venceram apenas o 4x100m medley masculino e o 4x200m livre masculino. Os 3 femininos foram derrotados pra Austrália. Talvez tenha sido o pouco tempo de aclimatação pro fuso horário após um longo voo, mas foram bem abaixo do esperado.

A australiana Cate Campbell foi mais uma vez consagrada. Ela saiu com 5 ouros e venceu nas 5 provas que disputou o duelo direto com a americana Simone Manuel. Os donos da casa faturaram 6 ouros com destaque para Yui Ohashi nas provas de medley feminino e para os nadadores de peito no masculino, que venceram os 2 ouros. O Japão deve brilhar em casa nos Jogos de Tóquio.