Mundial de Natação em Piscina Curta – Final

Foi um dia histórico pro Brasil no encerramento do Mundial. Em 4 finais, foram 3 bronzes e um 4º lugar. E duas dessas medalhas foram femininas!

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Daiene Dias. Foto: CBDA

Na primeira final com Brasil, Daiene Dias brilhou pra levar o bronze com 56.31, melhorando o recorde sul-americano. Esta foi a 1ª medalha da história de uma brasileira em uma prova na distância olímpica, seja em mundiais de longa ou de curta! Daiene ficou atrás de duas americanas? Kelsi Dahlia 55,01 e Kendyl Stewart 65,22. Na prova seguinte foi a vez do bronze de Felipe Lima nos 50m peito, com 25.80. A vitória foi do sul-africano Cameron van der Burgh em sua última prova da carreira, com 25.41. Em seguida foi a vez de Etiene Medeiros voar nos 50m livre com 23.76 para levar mais um bronze e bater o recorde das Américas! Foi a 1ª medalha individual da Etiene em Mundiais fora dos 50m costas. Dobradinha holandesa com Ranomi Kromowidjodjo 23.196 e Femke Heemskerk 23.67.

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A participação brasileira terminou no 4x100m medley masculino. Com Guilherme Guido, Felipe Lima, Nicholas Santos e Breno Correia, o Brasil terminou em 4º com 3:22.00, tras´de EUA com 3:19.98, Rússia 3:20.61 e Japão 3:21.07.

Nas outras finais do último dia, o ucraniano Mykhailo Romanchuk venceu os 1.500m livre com 14:09.14 com o italiano Grigorio Paltrinieri colado com 14:09.87. O russo Evgeny Rylov venceu os 200m costas com 1:47.02 seguido do campeão olímpico Ryan Murphy 1:47.34. Os americanos levaram mais 4 ouros no dia. Caeleb Dressel finalmente venceu uma prova individual ao levar os 100m livre com 45.62 com o russo Vladimir Morozov logo atrás com 45.64. Dobradinha americana nos 200m peito feminino com Annie Lazor 2:18.32 e Bethany Galat 2:18.62. As americanas ainda levar os 2 revezamentos femininos do dia: o 4x50m livre com 1:34.03 e o 4x100m medley com 3:45.58.

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A equipe americana fechou o Mundial com 36 medalhas, sendo 17 ouros, 15 pratas e 4 bronzes em 46 provas. Rússia fez 6-5-3, Hungria (leia-se Katinka Hosszu) 4-1-0, Holanda 3-6-2 e China 3-5-5. O Brasil acabou em 9º no quadro com 2-0-6. Ao todo 23 países medalharam e 12 venceram pelo menos um ouro. O grande destaque foi a americana Olivia Smoliga, que sai de Hangzhou com 8 ouros, sendo 6 em revezamentos. Caeleb Dressel levou 9 medalhas: 6 ouros e 3 pratas.

Foi um Mundial bem positivo pro Brasil. Foram 8 medalha e um show de uma equipe muito jovem vencendo um belíssima prova de revezamento com recorde mundial! Mais que os resultados, foi muito interessante ver o comprometimento e as atitudes da seleção. Muitos baixaram seus tempos, foram vários recordes sul-americanos e até americanos. Na história de Mundiais de curta, Brasil chegou a 52 medalhas (22-9-21) e é o 6º no quadro geral.

O próximo Mundial de piscina curta será em 2020, após os Jogos de Tóquio, em Abu Dhabi.

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Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 5

Mais 3 medalhas no sábado pro Brasil, misturando a velha e a nova geração.

A sessão noturna começou com o revezamento 4x50m medley masculino e o Brasil competiu com sua equipe veterana formada por Guilherme Guido, Felipe Lima, Nicholas Santos e César Cielo. Com 1:31.49, o Brasil acabou com a medalha de bronze, ficando atrás de Rússia com 1:30.45 e dos Estados Unidos com 1:30.90. Após um ouro no 4x200m livre com um quarteto de idade média 21, a equipe bronze no sábado teve média 33 anos. Cielo chegou a sua 19ª medalha na carreira em Mundiais! São 11 ouros, 2 pratas e 6 bronzes.

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Nicholas Santos. Foto: FINA

Meia hora depois, Nicholas voltou pra piscina para disputar a sua prova, os 50m borboleta. Ele bateu o recorde mundial este ano, em outubro em Budapeste, e passou em 1º na semifinal. Na decisão, mesmo vindo de um revezamento (onde sua parcial foi 22.02, apenas a 3ª melhor no borboleta), Nicholas teve uma ótima saída e uma virada ainda melhor para vencer com 21.81, novo recorde do campeonato e a apenas 0.06 do seu WR! Chad le Clos foi prata com 21.97 e Dylan Carter, de Trinidad & Tobago, bronze com 22.38. Nicholas chega a 12 medalhas em Mundiais!

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Brandonn Almeida. Foto: CBDA

Ainda tivemos mais um bronze, com Brandonn Almeida. Campeão mundial júnior nos 1.500m livre em 2015, Brandonn fez 4:03.71 para ficar com o bronze nos 400m medley, atrpas do japonês Daiya Seto, com 3:56.43, e do australiano Thomas Fraser-Holmes, com 4:02.74.

Katinka Hosszu fechou sua participação em Hangzhou com mais um vitória, agora nos 200m medley, com 2:03.25 e terminou o Mundial com 4 ouros e 1 prata. Ela chega a 17-8-2 em Mundiais de curta. Em grandes competições, a Dama de Ferro tem agora 57-19-11! Nos 50m costas, vitória da americana Olivia Smoliga, com 25,88, a 0.21 do WR da Etiene Medeiros. A jamaicana Alia Atkinson venceu seu 2º ouro em Hangzhou ao levar os 100m peito com 1:03.51 e a China venceu o 4x200m livre feminino com 7:34.08, 1.22 a frente da equipe americana.

Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 4

Que prova! Que dia! O 1º ouro brasileiro em Hangzhou veio de uma maneira espetacular numa prova que o Brasil era cotado como zebra pro pódio. E veio um ouro na última prova do dia.

 

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Luiz Altamir, Fernando Scheffer, Breno Correia e Leonardo Santos. Foto: Istvan Derencsenyi/FINA

Foi a final mais emocionante até aqui. O Brasil vinha com o 6º tempo das eliminatórias de 6:58.26, onde ninguém nadou de maneira brilhante e a melhor parcial havia sido na abertura com Fernando Scheffer 1:43.40. Na final a história foi bem diferente com a ordem mudando e a saída de Leonardo de Deus da equipe pra entrada de Leonardo Coelho Santos.

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Luiz Altamir Melo abriu com 1:42.03, tempo que o colocaria no pódio da final da prova de 200m e ele estava atrás apenas do campeão dos 200m livre, o americano Blake Pieroni com 1:41.85. Aí veio Scheffer que voou para 1:40.99 e o Brasil era líder com 0.89 de vantagem na 2º troca. Leonardo, longe da sua especialidade, fez uma parcial ok com 1:42.81 e entregou em 3º, 0.23 atrás da China, que teve Sun Yang nessa perna, e 0.07 atrás da Rússia. Para fechar, o nome da prova, Breno Correia. Com 50m da sua perna o Brasil já era líder novamente, marcou ótimos 48.21 nos 100m iniciais e fechou para a melhor parcial da prova, 1:40.98 e 6:46.81, novo recorde mundial! A Rússia quase pegou o Brasil. Aleksandr Kranykh fechou para 1:41.08 e bateu a apenas 0.03 da equipe brasileira! Ouro inédito para o Brasil com uma equipe extremamente jovem, média de 21 anos! A China fechou o pódio e, pela 1ª vez nesse Mundial, os EUA sequer subiram ao pódio.

César Cielo disputou ainda sua última final dos 50m livre da carreira, mas não fez uma boa prova e terminou em 7º e último com 21.20 (o britânico Benjamin Proud foi desclassificado). Vitória do russo Vladimir Morozov com 20.33, desbancando o americano favorito Caeleb Dressel, prata com 20.54. Nos 50m costas, Guilherme Guido também ficou fora do pódio, terminando em 5º com 22.79. A vitória foi do russo Evgeny Rylov com 22.58. E fechando a participação brasileira em finais, Caio Pumputis acabou em 8º nos 100m medley com 52.28 e o ouro foi para mais um russo, Kliment Kolesnikov com 50.63, recorde mundial júnior.

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A australiana Ariarne Titmus venceu seu 2º ouro com 3:53.92 nos 400m livre, novo recorde mundial. Mais um WR veio na abertura, o 4x50m livre masculino, com 1:21.80 da equipe americana. O Brasil, que seria um dos favoritos, não disputou as eliminatórias. Tivemos ainda mais um ouro de Katinka Hosszu, agora nos 100m medley com 57.26, e da holandesa Ranomi Kromowidjojo, com 24.47 nos 50m borboleta.

Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 1

No 1º dia, o Brasil fez 5 finais e levou sua 1ª medalha, isolando César Cielo na história do esporte brasileiro.

O CREDITO DA FOTO É OBRIGATORIO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Foto: Satiro Sodre/SSPress/CBDA

Depois de passar com o 2º tempo pra final no 4x100m livre masculino, o Brasil entrou com a mesma equipe das eliminatórias: Matheus Santana, Marcelo Chierighini, César Cielo e Breno Correia. A única alteração foi a ordem. Nas eliminatórias, Breno foi o 3º e Cielo fechou e na decisão eles inverteram. Matheus Santana abriu mal com 46.83, entregando pro Chierighini em 6º. Com 46.37, Cielo pegou também em 6º e conseguiu melhorar para 4º após uma parcial de 46.34. Breno voou pra fechar com 45.61, a 3ª melhor parcial lançada da final. Ele passou o italiano Lorenzo Zazzeri no final e o Brasil levou o bronze com 3:05.15 contra 3:05.20 da Itália. Na frente, os americanos lideraram do início ao fim e venceram com o novo recorde mundial 3:03.03 contra 3:03.11 da equipe da Rússia, que teve como destaque a parcial do Vladimir Morozov 45.06. Tanto na eliminatória como na final a equipe brasileira bateu o recorde sul-americano.

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Daiya Seto (JPN). Foto: Istavn Derencsenyi/FINA

Outros quatro brasileiros disputaram finais. Eles fizeram ótimas eliminatórias, mas não evoluíram nas finais. Fernando Scheffer fez o 3º tempo nos 400m livre 3:39.10, recorde sul-americano, mas na final piorou 3:39.40 e terminou em 8º. Vitória foi do lituano Danas Rapsys com 3:34.01. Nos 200m borboleta, Luiz Altamir Melo foi o 3º nas classificatórias 1:51.31, mas piorou 1:51.99 e foi 6º na final. Ouro pro japonês Daiya Seto 1:48.24, novo recorde mundial, impedindo o tetracampeonato do Chad le Clos, prata com 1:48.32.

Caio Pumputis foi o 2º melhor nas eliminatórias dos 200m medley com 1:53.33 e Leonardo Santos 5º com 1:53.53. Os dois melhoraram na final, mas Pumputis foi 5º com 1:53.05 e Leonardo 6º 1:53.38. Vitória do chinês Wang Shun 1:51.01.

Foram 3 finais no feminino. A australiana Ariarne Titmus levou o 200m livre com 1:51.38, passando a americana Mallory Comerford no finalzinho. Katinka Hosszu faturou seu 14º ouro em Mundiais de curta ao sobrar nos 400m medley com 4:21.40, contra 4:25.84 da americana Melanie Margalis. No 4x100m livre, as americanas venceram com 3:27.78 contra 3:28.02 da equipe holandesa.

Cielo no topo

Com o bronze no revezamento, César Cielo chega a 18 medalhas em Mundiais, se tornando o maior medalhista brasileiro da história no esporte. Ele tem agora 11 ouros, 2 pratas e 4 bronzes, sendo 6-1-0 em piscina longa e 5-1-4 em curta.

Maiores medalhistas brasileiros em Mundiais adultos:

César Cielo – 18 medalhas – 11-2-5
Robert Scheidt – 17 medalhas – 12-3-2
Torben Grael – 15 medalhas – 3-8-4
Gustavo Borges – 12 medalhas – 4-4-4
Isaquias Queiroz – 10 medalhas – 5-0-5
Ana Marcela Cunha – 10 medalhas – 3-2-5
Marcelo Ferreira – 10 medalhas – 2-5-3

Vinícius Figueira é prata no Mundial de Karatê

O karatê fará sua estreia olímpica em Tóquio e os japoneses mostraram em Madri que devem fazer bonito em casa daqui a 2 anos.

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Vinicius Figueira (de vermelho) na final contra o francês Steven Dacosta. Foto: Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br

Eles saíram com 4 ouros e 10 medalhas no total, mas apenas 1 dos ouros foi em categoria olímpica. Ryo Kiyuna venceu a final do kata masculino contra o espanhol Damian Quintero na final que deve ser repetida em Tóquio, levando seu 3º ouro seguido na prova. Já no Kata feminina, o ouro foi pra espanhola Sandra Sanchez sobre a japonesa Kiyou Shimizu. No Kata por equipes, o Japão levou os dois ouros, derrotando nas duas finais os donos da casa espanhóis.

No kumite, as coisas foram mais espalhadas. Vinícius Figueira foi o representante do Brasil no pódio dos 67kg masculino e está muito perto da vaga olímpica. Atual 2 do mundo, venceu sua 2ª medalha em Mundiais (foi bronze em 2014) ao perder a final pro francês Steven Dacosta por 6-5 numa luta muito disputada. O brasileiro abriu 3-0 com um ippon, mas levou o empate. Abriu para 5-3, mas levou a virada no final.

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Vinicius Figueira. Foto: Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br

Voltando de uma lesão séria e cirurgia, o bicampeão mundial Douglas Brose, nos 60kg, perdeu na 2ª luta, sentindo sua lesão. Prata no Mundial há 2 anos, Valéria Kumizaki caiu logo na estreia dos 55kg. Ninguém repetiu o ouro do último Mundial no kumite individual. Um dos maiores nomes do karatê, o azeri Rafael Aghayev, pentacampeão mundial, foi bronze nos 75kg. Já no kumite por equipes, o Irã no masculino e a França no feminino repetiram o ouro do Mundial de 2016.

27 países ganharam pelo menos uma medalha dos 140 que participaram.

Mundial de Ginástica Artística – Dias 9 e 10

Simone Biles, Artur Dalaloyan, Zou Jingyuan Nina Derwael e Epke Zonderland deram show nas finais por aparelho. Pelo Brasil, medalha com Arthur Zanetti e um quase de Flávia Saraiva.

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Pódio das Argolas. Foto: CBG

Arthur Zanetti faturou sua 4ª medalha em Mundiais ao ficar com a prata nas argolas. Ele chega a 1 ouro e 3 pratas na carreira, além de 1 ouro e 1 prata olímpicas. Novamente ele ficou atrás do atual campeão olímpico, o grego Eleftherios Petrounias, que venceu com 15,366 contra 15,100 do brasileiro. O bronze foi pro italiano Marco Lodadio com 14,900.

No solo feminino, a última final feminina, vitória tranquilíssima de Simone Biles, que mesmo pousando fora (penalidade de 0,300) venceu com 1 ponto de vantagem. A incrível americana fechou com chave de ouro o Mundial com 14,933 contra 13,933 de sua compatriota Morgan Hurd e 13,866 da japonesa Mai Murakami. Flávia Saraiva fez uma bela apresentação, as acabou pisando fora na 1ª passagem, o que lhe custou 0,100 e a nota de 13,766. Se não pisasse fora, tiraria o mesmo que Murakami, mas a brasileira ficaria com o bronze por ter melhor nota de execução. Uma pena.

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Biles medalhou nos 4 aparelhos, mas não fez um Mundial brilhante. No salto, diminuiu a dificuldade dos seus saltos, mas venceu com sobra com 15,366 contra 14,516 da canadense Shalon Olsen e 14,508 da mexicana Alexa Moreno no pódio norte-americano. Nas barras assimétricas, ficou com a prata com 14,700, atrás da belga Nina Derwael, que foi espetacular com 15,200 nua performance brilhante. Já na trave, Biles se desequilibrou e botou a mão no aparelho, o que equivale a uma queda. Ainda assim, foi bronze com 13,600, atrás da chinesa Liu Tingting com 14,533 e da canadense Ana Padurariu com 14,100. A americana chegou a 20 medalhas em Mundiais, sendo 14 ouros, 3 pratas e 3 bronzes.

No masculino, o russo Artur Dalaloyan desbancou o japonês Kenzo Shirai no solo, vencendo com 14,900 contra 14,866 de Shirai. O filipino Carlos Yulo foi bronze com 14,600 conquistando a 1ª medalha da história de seu país na ginástica. No cavalo com alças, ouro do chinês Xiao Ruoteng com 15,166, mesma nota do britânico campeão olímpico Max Whitlock,mas o chinês foi melhor na execução com 8,566 contra 8,366 do britânico.

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O norte-coreano Ri Se-gwang, campeão olímpico no Rio, venceu o salto com 14,933, seguido de Dalaloyan com  14,883 e Shirai com 14,675. Mas o grande show do Mundial foi nas paralelas. O chinês Zou Jingyuan fez uma apresentação espetacular e coloca o aparelho num outro nível. Venceu com 16,433 com inacreditáveis 9,433 de execução. Prata pro campeão olímpico do Rio, o ucraniano Oleg Verniaiev com 15,591. Fechando o Mundial, Epke Zonderland foi brilhante na barra fixa com 15,100 (6,800 de dificuldade) para faturar seu 3º título mundial no aparelho, deixando o mito Kohei Uchimura em 2º com 14,800 e o americano Sam Mikulak com o bronze com 14,533.

O próximo Mundial será em 2019 Stuttgart, valendo até 144 vagas olímpicas! Será a última chance das equipes se classificarem para Tóquio.

5 medalhas no Mundial Jr de Judô

O Brasil conquistou 5 medalhas no Mundial Jr de Judô, disputado desde quarta-feira, em Nassau, nas Bahamas.

Apesar de não ter conquistado nenhum ouro, a equipe brasileira fez uma boa campanha na capital das Bahamas com 5 medalhas.

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Michael Marcelino no pódio dos 66kg. Foto: IJF

Nas chaves individuais, foram 2 pratas e 2 bronzes. Michael Marcelino, nos 66kg chegou até a final e perdeu pro italiano Manuel Lombardo por ippon. No acima de 78kg feminino, Beatriz Souza, que disputou o Mundial adulto, perdeu a final pra japonesa Hikaru Kodama também por ippon, só que por imobilização faltando 35s pro fim da luta, e ficou com a prata.

Os bronzes vieram com Renan Torres nos 60kg masculino e com Amanda Arraes nos 44kg feminino. Ellen Santana (70kg) e Camila Ponce (78kg) perderam a disputa do bronze e terminaram em 5º. Além deles, Guilherme Schmidt (81kg), Lucas Lima (100kg), Laura Ferreira (48kg) e Luiza Cruz (+78kg) perderam na 4as e na repescagem e terminaram em 7º. Com isso, o Brasil colocou 10 dos seus 20 judocas entre os 8 melhores do mundo em suas categorias no Sub21.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil fez uma disputa espetacular e muito tensa contra a Rússia pelas 4as. Perdeu os 4 combates no masculino e venceu os 4 no feminino. No desempate, a  categoria escolhida foi os 48kg feminino e Laura Ferreira venceu novamente Diana Tunian numa luta muito travada. Na semifinal, o Brasil fez 5-1 no Cazaquistão, garantindo a vaga na final contra o imbatível Japão. Na decisão, Lucas Lima venceu na abertura, mas o Brasil levou a virada e perdeu de 5-1, ficando com mais uma prata.

Neste ciclo olímpico já são 38 medalhas em Mundiais de base (10O-12P-16B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Prata – Michael Marcelino – Judô 66kg Sub21 (out/18)
Prata – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/18)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub21 (out/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)
Bronze – Luiz Oliveria – Boxe 52kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Rebeca Santos – Boxe 60kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub21 (out/18)
Bronze – Renan Torres – Judô 60kg Sub21 (out/18)