Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dia 2

Vitória africanas históricas marcaram o 2º dia de disputas em Tenerife.

Grupo A

Canadá e França tinham vencido na estreia no sábado e repetiram o feito neste domingo, já se garantindo na próxima fase. As canadenses venceram a Coreia do Sul por 82-63 com 29 pontos de Kia Nurse, do NY Liberty. O Canadá abriu enorme vantagem no 1º tempo, indo pro intervalo com 45-24. Já a França venceu a Grécia por apertados 75-71. França fez 26-17 no 1º quarto, a Grécia encostou no intervalo com 38-36, virou para 59-54, mas fez um péssimo 4º quarto (21-12) para dar a vitória para as francesas. Destaque para os 28 pontos de Evanthia Maltsi, que é a 2ª maior pontuadora do torneio até agora.

Grupo B

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Nigéria comemora sua 1ª vitória em Mundiais. Foto: FIBA

Com mais uma ótima atuação de Liz Cambage, a Austrália arrasou a Argentina por 84-43. Com 24 pontos nesta partida, Cambage é a cestinha do torneio com 58 no total. Já a Nigéria conseguiu uma belíssima vitória sobre a Turquia, 4ª colocada no último Mundial e 6ª no Rio-2016. A Turquia começou melhor com 15-7 no 1ºQ e 34-29 no intervalo. Mas numa atuação de gala, a Nigéria virou no 3ºQ com 23-10 na parcial e 52-44 na partida, chegando a ter 17 pontos de vantagem! Pressionada, a Turquia até buscou no 4ºQ, mas não o suficiente e perdeu de 74-68. Foi a 2ª vitória de uma equipe africana em Mundiais sobre uma europeia. A 1ª foi um pouquinho mais cedo no Grupo D.

Grupo C

Num jogo muito apertado, o Japão venceu a Bélgica na prorrogação, após perder na estreia. Nenhuma seleção conseguia abrir muito o placar e o jogo terminou 68-68 no fim do tempo regulamentar. Na prorrogação, a Bélgica abriu com uma cesta de 3, que foi respondida logo em seguida pelo Japão, que virou e venceu por 77-75. Na partida seguinte, as donas de casa espanholas começaram mal contra Porto Rico (15-8 no 1ºQ), mas logo viraram e mantiveram a vantagem para vencer com 78-53, 22 pontos de Astou Ndour e chegar a 2 vitórias.

Grupo D

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Astou Traoré (SEN) na vitória sobre a Letônia. Foto: FIBA

A vitória histórica veio no jogo que abriu o grupo. Senegal, que já tinha feito uma boa apresentação no dia anterior contra os EUA, e Letônia fizeram uma partida muito parelha e o placar trocou 22 vezes de liderança! Ninguém abriu mais que 6 pontos da outra equipe, mas enquanto a Letônia marcou 9 cestas de 3, Senegal fez apenas 1. Com 50s pro fim do jogo, as europeias tinham 67-66, Senegal virou 68-67, Letônia virou 69-68 e Senegal pediu tempo. Com 12s pro fim, Mame Marie Sy-Diop marcou uma cesta de 2 e deu a vitória para a equipe africana, a 1ª sobre uma europeia na história dos Mundiais! No jogo que fechou a rodada, os Estados Unidos venceram a equipe da China, mas seguem sem convencer. Apesar de chegarem aos 100 pontos, a vitória foi relativamente magra por 100-88 e as americanas só conseguiram abrir vantagem mesmo no 4ºQ. Breanna Stewart foi o destaque americano com 23 pontos e 5 rebotes.

A 3ª rodada será nesta terça-feira.

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Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dia 1

Pela 1ª vez desde 1959, o Brasil não disputa o Mundial feminino de basquete, que começou neste sábado em Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, com 8 jogos.

Grupo A

Medalhista nos últimos 5 europeus (prata nos 3 últimos), a França começou bem na sua busca pelo 1º pódio em mundiais dede 1953, quando foi bronze na 1ª edição. Com 89-58, derrotou a Coreia do Sul, com 19 pontos de Marina Johannés. O Canadá venceu por 81-50 a Grécia, que surpreendeu com o 4º lugar no Europeu em 2017.

Grupo B

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Liz Cambadge (AUS) contra Nigéria. Foto: FIBA

A Austrália venceu na estreia a Nigéria, mas sem conseguir abrir muito no placar, terminando com 86-68, 34 pontos e 12 rebotes de Liz Cambadge. A Turquia, 4ª no último Mundial em casa, arrasou a Argentina por 63-37.

Grupo C

As donas da casa estrearam com boa vitória sobre o Japão 84-71. No 1º quarto já abrira 20-10 e foram pro intervalo com 39-21 na frente de mais de 4.000 espectadores. No outro jogo do grupo, a Bélgica arrasou Porto Rico 86-36. As 12 jogadoras belgas jogaram e 11 pontuaram! Julie Vanloo foi a cestinha da partida com 17 pontos, sendo 5 bolas de 3.

Grupo D

No jogo mais disputado do dia, a China venceu a Letônia por 64-61. Mas o destaque veio no jogo seguinte entre as favoritíssimas americanas. Senegal começou arrasando no 1º quarto e chegou a ter 10-2 sobre as americanas! Elas ficaram na frente por quase 8min, mas o melhor basquete americano superou e elas venceram por 87-67 graças a um ótimo 2º quarto. Foi a menor diferença de placar em mundiais que uma equipe africana colocou nos EUA.

Resumo Rio-2016 – Basquete

Masculino

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Aconteceu tudo como esperado, mas a seleção americana de basquete só deu show mesmo na final.

No Grupo A, os americanos abriram o torneio vencendo por 119-62 a China e depois com 113-69 na Venezuela. Depois, foram 3 jogos duros e em dois ficou perto até mesmo de perder. A Austrália apertou e chegou a ficar na frente no 1º tempo, mas acabou perdendo por 98-88. Numa prévia da final, sofreu com a forte Sérvia, que chegou a fazer um excelente 4º quarto, mas os americanos prevaleceram com 94-91. Para fechar a 1ª fase, mais uma bobeada no 4º quarto e mais uma vitória, por 100-97 sobre a França.

Já a Austrália fez uma ótima campanha, abrindo o torneio com fácil vitória sobre a França de 87-66, arrasando a Sérvia com 95-80, a China com 93-68 e a Venezuela por 81-56, além da derrota pros americanos. Quem sofreu para passar foi a Sérvia. Começou vencendo a Venezuela por 86-62, mas depois perdeu 3 partidas seguidas, incluindo para a França por um ponto. Ainda assim, passou em 4º no grupo.

Já no Grupo B, foi tudo embolado, com 4 equipes ficando com 3 vitórias e 2 derrotas. No 1º dia, Croácia venceu a forte Espanha por 72-70, mas acabou perdendo de 90-82 para a Argentina. Aí venceu o Brasil por 80-76, foi derrotada pela Nigéria por 90-76 e fechou vencendo a Lituânia com 90-81. Em 2º no grupo, a Espanha começou bem mal, perdendo da Croácia e do Brasil por 66-65, mas venceu a Nigéria e arrasou a Lituânia com 109-59 (!), encerrando com vitória sobre a Argentina de 92-73. Lituânia e Argentina também avançaram em 3º e 4º respectivamente.

O Brasil começou mal, perdendo de 82-76 para a Lituânia, mas se recuperou com a espetacular vitória sobre a temida Espanha. Aí veio uma derrota para a Croácia que complicou a situação brasileira. Num jogo disputadíssimo, o Brasil perdeu para a Argentina por 111-107 em partida que contou com duas prorrogações. O Brasil tev eo jogo na mão no tempo normal, liderando por 7 pontos, mas bobeou no final e levou o empate, graças a uma cesta de 3 de Andrés Nocioni, maior pontuador da partida com 37 pontos, 11 rebotes e 11 assistências. A equipe brasileira encerrou a 1ª fase vencendo 86-69 a Nigéria e precisava torcer por uma vitória argentina sobre a Espanha para avançar, o que não aconteceu. Assim, Brasil foi precocemente eliminado em 5º no grupo e 9º no geral.

Nas 4as, Austrália começou vencendo a Lituânia por 90-64 e a Espanha sobrou na França com 92-67. Os americanos passaram o trator nos argentinos com 105-78, mas a surpresa veio mesmo no último jogo. Na eterna rivalidade entre os dois países, a Sérvia, 4ª no grupo A, derrotou a Croácia, 1ª no B, por 86-83, graças a um excelente 3º quarto de 34-14.

Nas semifinais, os americanos sofreram para vencer a Espanha por 82-76 enquanto a Sérvia dominou a Austrália com 87-61. Na disputa do bronze, a Austrália chegou a ficar na frente por quase todo o 2º tempo e iria vencer, quando foi dada uma falta até agora questionável e a Espanha virou com 89-88 graças a duas conversões de Sergio Rodriguez. Grande atuação de Pau Gasol com 31 pontos de Patty Mills com 30 pelo lado australiano.

Na final, veio o show. Foi a última final disputada nos Jogos e a partida acabou pouco antes do início do Encerramento. Com 19-15 no 1º quarto, parecia que a final seria bem equilibrada, mas a porteira sérvia abriu e os americanos entraram arrasando com 33-14 no 2º e foram pro intervalo com uma vantagem de 23 pontos. No 3º, a distância aumentou para 35 pontos, com o placar de 79-43. No último, com os americanos já relaxados, a Sérvia fez 23-17, mas foi derrotada por 96-66 para os americanos, que levam o 3º ouro seguido e o 15º na história. O destaque do jogo foi Kevin Durant com 30 pontos. Mesmo sem dar show, os americanos tiveram uma média de pontos de 100,9 em 8 partidas

Feminino

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Se no masculino houve uma certa dúvida em alguns momentos, no feminino a equipe americana destruiu as adversárias.

No Grupo A, a Austrália venceu suas 5 partidas. Na estreia, fez 84-66 no Brasil, deposi 61-56 na Turquia, 89-71 na França, 92-86 no Japão e encerrou com 74-66 na Bielorrússia. Já França, Turquia e Japão ficaram empatadas com 3 vitórias cada, mas a França saiu na frente nos critérios de desempate e passou em 2º. Sem uma seleção decente já há algum tempo, o Brasil perdeu os 5 jogos. Começou sendo derrotado pela Austrália, depois pro Japão por 82-66, aí de 65-63 pra Bielorrússia, mesmo tendo liderado por quase toda a partida, caiu pra França por 74-64 e fechou com derrota pra Turquia após 2 prorrogações de 79-76. Detalhe que no intervalo do tempo normal tinha vantagem de 36-20.

Já no Grupo B, tudo dentro do esperado, com 5 vitórias fáceis pras americanas. Na estreia, arrasaram o Senegal por 121-56, depois 103-63 na Espanha, 110-84 na Sérvia, 81-51 no Canadá e 105-62 na China. A Espanha ficou em 2º no grupo: venceu 65-59 a Sérvia, perdeu pros EUA, 89-68 na China, 97-43 em Senegal e 73-60 no Canadá. Completaram as classificadas pras 4as o Canadá e a Sérvia.

Nas 4as, veio a surpresa logo no 1º jogo, com a 4ª colocada no Grupo B, a Sérvia, vencendo a até então invicta Austrália, com 73-71, mesmo com 29 pontos de Liz Cambage. Depois foi a vez da Espanha sofrer, mas vencer a Turquia por 64-62. As americana passearam no Japão com 110-64 e a França eliminou o Canadá com 68-63.

Nas semifinais, Espanha 68-54 na Sérvia e EUA 86-67 na França, na reedição da final de Londres-2012, onde os EUA também venceu por 86 pontos. A Sérvia venceu a França por 70-63 e ficou com o bronze. Já na final, o 8º passeio americano, com 101-72 na Espanha, o 6º ouro seguido pros EUA no basquete feminino. Sue Bird, Diana Taurasi e Tamika Catchings levaram seu 4º ouro olímpico. Foi a 5ª vez nas últimas 6 Olimpíadas que os EUA fizeram a dobradinha com ouro nos dois torneios de basquete.

Mudanças para 2020!

Mal acabaram os Jogos do Rio e já temos algumas mudanças anunciadas para Tóquio-2020.

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Na canoagem, a ICF anunciou as provas que serão disputadas e agora teremos uma igualdade entre homens e mulheres. No Rio, no slalom, eram 3 provas masculinas e 1 feminina e na velocidade 8 masculinas e 4 femininas. Para 2020, tudo igual, com 2 no slalom por gênero e 6 na velocidade por gênero.

No slalom, sai o C2 masculino para a entrada do C1 feminino. Na velocidade, o destaque é a inclusão da canoa feminina, com o C1 200m e C2 500m, se juntando às provas já existentes K1 200m, K1 500m, K2 500m e K4 500m. No masculino, sai o C1 200m e o K2 200m e o K4 cai dos 1.000m para os 500m. Com isso, sai a prova que o Isaquias foi bronze. Agora, são apenas duas provas de canoa no masculino, ambas nos 1.000m.

Em geral foi uma boa alteração pro Brasil com a entrada da canoa feminina. Como a modalidade não era olímpica, o nível não era tão forte como nas provas olímpicas, o que deve mudar bastante já na copa do mundo do ano que vem. No C1 feminino, a brasileira Valdenice do Nascimento foi bronze no Mundial de 2014 e 6ª no de 2015. No C2 500m, a dupla brasileira foi 5ª no último mundial. No slalom, Ana Sátila tem melhores resultados na canoa que no caiaque. Ela foi campeã mundial juvenil em 2014 e prata em 2013, ouro no Pan de Toronto-2015 e tricampeã pan-americana. Em mundiais, foi 9ª no de 2015 e tem um pódio em Copa do Mundo. Agora a dúvida é se ela vai disputar as duas ou focar em uma das provas.

A FIBA montou um novo plano global pro basquete que já vale para o ano que vem, com mudanças na qualificação para a Copa do Mundo (que será na China em 2019 e não em 2018). Entre as mudanças, está a fusão da Ásia com a Oceania e o novo sistema de qualificação olímpica. Serão 7 vagas da Copa do Mundo, sendo 2 para as Américas e 2 para a Europa e 1 cada para a África, Oceania e Ásia, que se juntarão ao Japão, sede de 2020. As outras 4 vagas sairão de 4 torneios qualificatórios mundiais com 6 equipes cada, sendo 16 equipes da Copa do Mundo e mais 2 por continente (aqui sim Ásia e Oceania se juntam).

Essa mudança é só no masculino e deve complicar pro Brasil. Apesar de termos uma boa equipe (mesmo com o fracasso nos Jogos), fica uma obrigação de ficar na frente da Argentina ou Canadá na Copa do Mundo (assumindo, claro, que EUA deve ser a melhor equipe do continente). Se não conseguir, vai ter que disputar os pré-olímpicos e vencer o seu, pois são 6 países disputando apenas uma vaga por torneio.

Rio-2016 – Dia Final

E após 16 dias de muito esporte, muito trabalho, muita emoção como espectador e como voluntário, os Jogos terminaram de maneira brilhante.


Minha última competição foi o bronze do basquete masculino entre Austrália e Espanha. No começo, parecia que a Espanha iria ganhar tranquilamente, terminando o 1º quarto com 23-17, mas a Austrália foi melhorando e buscou o placar. No 2º tempo, ninguém abria mais que 4 pontos e a liderança trocava a cada cesta. No inicio do último quarto, a Espanha abriu 70-64, mas os australianos empataram com ótima atuação de Patty Mills, com 30 pontos. Faltando 9s, Austrália tinha 88-87 e só precisava segurar, mas o árbitro deu uma falta pra Espanha e Sergio Rodriguez converteu os dois lances livres para dar o bronze pra Espanha.


Despedindo-me do Parque Olímpico, a noite segui rumo ao Maracanã para o Encerramento dos primeiros Jogos na América do Sul. Confesso que não esperava grande coisa, mas me surpreendi com a beleza e a simplicidade da festa.


Destaque para os artistas que formaram figuras como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, para 27 pessoas de branco que formaram as estrelas da bandeira brasileira que foi projetada no chão na hora do hino nacional cantado por um coral infantil, para as homenagens às rendeiras e às figuras de barro. Incrível um estádio inteiro cantando Asa Branca.

Após o cerimonial com a premiação da maratona e a passagem da bandeira para a recém-eleita governadora de Tóquio, veio uma parte de 8 minutos do Japão, que deu um show de criatividade com cubos luminosos e o primeiro-ministro Shinzo Abe saindo de um cano igual ao do Super Mario vestido como o encanador italiano. Sensacional!

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Mariene de Castro cantou debaixo de uma chuva artificial (embora a garoa forte tenha permanecido quase a noite toda no Rio de Janeiro) para que a pira fosse apagada em um lindo momento da cerimônia. Aí depois, foi a vez do Carnaval, com o Cordão do Bola Preta cantando marchinhas e por fim, uma enorme bateria de escola de samba cantando os sambas-enredo clássicos.


Não tinha como uma festa incrível de 16 dias onde praticamente tudo deu certo não acabar em Carnaval. Um belíssimo encerramento para uma edição muito especial dos Jogos, que com certeza calou muita gente e fez muita gente repensar o que pensava sobre o Brasil.

Obrigado LOCOG, obrigado COI e obrigado Rio de Janeiro por 20 dias espetaculares que jamais sairão da minha memória.

Nos vemos em Tóquio! Na verdade, sigo aqui com muito mais até Tóquio! :))

Rio-2016 – Dia 10

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Acordando cedinho par acompanhar a maratona aquática em Copacabana! De olho nas brasileiras favoritas ao pódio Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto. Com uma prova espetacular, a holandesa Sharon van Rouwendaal brilhou, disparando no final para vencer com tranquilidade, com 17s de vantagem. A briga pelas outras medalhas ficou entre 3: a italiana Rachele Bruni, a brasileira Poliana Okimoto e a francesa Aurelie Muller, que estava atrás do pelotão e foi buscar. Poliana ficou um pouco para trás, e Muller e Bruni bateram juntas. Era um amargo 4º lugar. Confesso que fui embora irritado com o resultado. PArei para tomar um suco e vi na TV o inesperado! Na ânsia de bater, Muller passou por cima de Bruni e bateu em 2º, não deixando a italiana bater. Com isso, a francesa foi desclassificada e o bronze caiu no colo da brasileira. Uma medalha mais que merecida, a 1ª da natação feminina do Brasil numa Olimpíada! Nada melhor do que ir para a primeira brasileira campeã mundial de uma prova olímpica, em 2013 em Barcelona.

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De lá, pega metrô, faz baldeação em General Osório, pega o BRT, anda e chega no Parque Olímpico para acompanhar 3 finais por aparelho na ginástica. A sessão começou com a tão esperada prova de argolas. Melhor na quali, o grego Eleftherios Petrounias fez uma apresentação monumental tirando incríveis 16,000, nota jamais atingida pela Arthur Zanetti. Último a se apresentar, o brasileiro fez uma boa prova, com alguns errinhos, aparentemente bem nervoso. Mas saiu a nota: 15,766 e a prata! O primeiro ginasta brasileiro a medalhar em uma Olimpíada agora é o único a ter 2 medalhas olímpicas! Completou o pódio o russo Denis Abliazin com 15,700.

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Na final seguinte, no salto masculino, vitória do norte-coreano bicampeão mundial Ri Se Gwang com 15,691. Prata pro russo Abliazin com 15,516 e bronze pro japonês Kenzo Shirai com 15,449, que se redime um pouco após falhar no solo. Na trave, a queridinha Simone Biles veio para vencer. Bicampeã mundial, a americana errou, se desequilibrou e precisou colocar a mão na trave, tirando baixos (para ela) 14,733. Logo após ela, veio a holandesa Sanne Wevers, que com muitos giros tirou altíssimos 15,466, assegurando o ouro. A americana Lauren Hernandez fez 15,333 para levar a prata. Flávia Saraiva foi a última a entrar e vinha da 3ª nota da qualificação. Com o erro da Biles, dava para sonhar sim, mas um desequilíbrio médio a tirou do pódio. A brasileira tirou 14,533 e ficou em 5º lugar, a 0,200 do pódio. Uma pena, pois merecia uma medalha.

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Da ginástica, para realizar o sonho de ir a um velódromo. Numa tarde com praticamente apenas provas da Omnium, o encerramento do masculino foi espetacular. Na corrida por pontos, o italiano Elia Viviani controlou a liderança e não deixou seus principais adversários chegarem perto. O italiano fechou com 207 pontos, deixando o britânico Mark Cavendish com a prata com 194 pontos e o dinamarquês campeão em Londres Lasse Norman Hansen com o bronze com 192. Gideoni Monteiro terminou na boa 13ª posição geral.

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De lá ainda dei uma passada no basquete para Espanha x Argentina. O Brasil, que fez uma campanha pífia, precisava de uma vitória argentina para se classificar. Mas jogando mal e aparentemente com muito pouca vontade, os argentinos foram derrotados por 92-73 e assim, o Brasil foi eliminado precocemente. Ainda assim, foi lindo ver a torcida argentina, que incentiva a sua seleção se parar, com muitas músicas e gritos. Uma lição de torcida.

Prévias Rio-2016: Basquete, handebol, hóquei e futebol

Basquete masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Rússia

Último Mundial (2014): Ouro – Estados Unidos; Prata – Sérvia; Bronze – França

Kevin Durant (USA)

Mesmo sem ser um Dream Team, não dá para negar que a equipe dos Estados Unidos é mais que favorita ao tricampeonato olímpico. Mesmo sem LeBron James e Stephen Curry, a equipe americana conta com nomes como Kevin Durant (1O), Carmelo Anthony (2O-1B), DeMarcus Cousins, Kyrie Irving e mais 8 que devem dar o ouro para os Estados Unidos. Os americanos estreiam contra a China, depois pegam Venezuela e Austrália. Só devem ter uma partida mais equilibrada contra Sérvia, na repetição da final da última Copa do Mundo, e encerram a 1ª fase contra a França, bronze no mundial de 2014.

Algumas seleções podem estragar a festa dos americanos, embora seja difícil. Sérvia e França, que estão no Grupo A com EUA. Pelo Grupo B, Argentina, única a desbancar os americanos desde Seul-1988, quando venceu o ouro em Atenas-2004, Espanha e Lituânia são fortes e tem grande tradição. Prata em 2008 e em 2012, a Espanha vem com os irmãos Marc (2P) e Pau Gasol (2P). Se alguém vai vencer os americanos, só saberemos nos Jogos. Esse não é a melhor seleção que eles levaram nas últimas Olimpíadas, mas ainda sim é muito forte.

E o Brasil? A equipe brasileira terá o desfalque de Thiago Splitter, mas tem 5 jogadores que atuam na NBA: Leandrinho, Marcelinho Huertas, Nenê, Raulzinho e Anderson Varejão. Em 2008, a derrota para a Argentina nas 4as foi dura, mas a revanche veio na Copa do Mundo de 2014, quando vencemos por 20 pontos nas 8as, mas a derrota para a Sérvia nas 4as foi acachapante por 28 pontos, sendo que o Brasil havia vencido a Sérvia na 1ª fase. Ainda assim, a equipe é boa e, em casa, pode surpreender. Quem sabe um bronze, não?

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Sérvia

Basquete feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – França; Bronze – Austrália

Último Mundial (2014): Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Austrália

Outra barbada americana. Desde Barcelona-1992 os Estados Unidos não perdem um jogo em uma Olimpíada. São 5 ouros desde então. Em mundiais, são 6 títulos nas últimas 8 edições. Lideradas pelas veteranas Diana Taurasi (3O), Sue Bird (3O) e Tamika Catchings (3O), elas estreiam contra a fraca seleção de Senegal pelo Grupo B, depois enfrentam Espanha, na reedição da final do último mundial, Sérvia, Canadá e China.

Quem ameaça as americanas são a Sérvia, atual campeã europeia, a sempre forte Austrália, bronze em Londres e no mundial de 2014, Espanha e França. Turquia e Bielorrússia podem surpreender.

E o Brasil? Há algum tempo o basquete feminino do Brasil não dá uma alegria. Depois da geração que medalhou em Atlanta-1996 e Sydney-2000 e foi 4º em Atenas-2004, o Brasil foi um fracasso em Pequim e Londres, vencendo apenas 1 partida na primeira fase e não avançando às 4as. No último mundial, só venceram 1 jogo na 1ª fase e perderam para a França nas 8as, em uma apresentação completamente esquecível. A seleção está muito renovada e conta com a experiência de Iziane nas quadras e de Adrianinha (1B) no banco. Já estreia contra a forte Austrália, depois pega Japão, Bielorrússia, França e Turquia. A expectativa é que vença 2 jogos e avance às 4as, para enfrentar as americanas. Já estaria bom.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Austrália; Bronze – Sérvia

Handebol masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – França; Prata – Espanha; Bronze – Croácia

Último Mundial (2015): Ouro – França; Prata – Qatar; Bronze – Polônia

A França é a equipe a ser batida. Atual bicampeã olímpica, venceu 3 dos últimos 4 mundiais e 3 dos últimos 6 europeus. Com jogadores como Nikola Karabatic (2O), com mais de 1.000 gols pela seleção, e o goleiro Thierry Omeyer (2O), tem tudo para voltar novamente ao pódio. Atuais vice mundiais, o Qatar vem com uma ótima seleção montada, com quase metade do elenco de jogadores naturalizados, incluindo o excelente goleiro Danijel Saric, iugoslavo de nascimento.

Os outros 6 times europeus no torneio são de enorme força e podem ir ao pódio, como a Dinamarca, Croácia, Polônia e Alemanha. São equipes de enorme tradição e muita força. O Egito também tem uma boa equipe. A principal ausência é a Espanha, que parou em um dos torneio pré-olímpicos mundiais.

E o Brasil? A seleção masculina do Brasil não tem toda a força da equipe feminina, mas vem mostrando que pode surpreender. No Mundial de 2015, quase venceu a Espanha na 1ª fase, perdendo por 2 gols e nas 8as fez um jogo espetacular contra a Croácia, perdendo por apenas 1 gol. Resultados recentes em amistosos reforçam isso, como um ótimo empate com a Dinamarca. Está num difícil grupo, com 4 europeus, mas pode avançar e nas 4as surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Alemanha; Prata – França; Bronze – Croácia

Handebol feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Noruega; Prata – Montenegro; Bronze – Espanha

Último Mundial (2015): Ouro – Noruega; Prata – Holanda; Bronze – Romênia

Alexandra Nascimento (BRA)

A Noruega é a grande equipe do handebol feminino. Atuais bicampeãs mundiais, venceram os Mundiais de 2011 e 2015, além de 5 dos últimos 6 europeus! Uma equipe fortíssima, tem boas chances de repetir o feito da Dinamarca, que foi tricampeã seguida entre 1996 e 2004. Com grandes jogadoras como Linn-Kristin Riegelhuth Koren (2O), que se aproxima dos 1.000 gols pela seleção, e Kari Grimsbo (2O) a Noruega é a equipe a ser batida. Em Londres, forma muito mal na 1ª fase, passando em 4º e pegaram o Brasil nas 4as, que tinha vencido o seu grupo. Num jogo espetacular, saíram de uma desvantagem de 4 gols no intervalo para vencer por 2.

No Grupo A, as norueguesas não terão tarefa fácil, pois enfrentam Romênia, Montenegro, Romênia e o Brasil. A Romênia foi bronze no último mundial e Montenegro venceu o europeu de 2012, com vitória na final sobre a Noruega. Bronze em 2012 e no Mundial de 2011, a Espanha também é uma ameaça. Pelo Grupo B, Holanda, atuais vice-campeãs mundiais na maior surpresa do mundial de 2015, e Rússia, tricampeãs mundiais entre 2005 e 2009, serão as equipes a serem batidas.

E o Brasil? A seleção brasileira está entre as melhores do mundo de o Mundial de 2011, em São Paulo, quando conquistaram um excelente 6º lugar. A ótima participação nos Jogos de Londres e o título mundial em 2013 só confirmaram a ascensão do Brasil. O 10º lugar no último Mundial com uma derrota besta para a Romênia nas 8as, após vencer seu grupo na 1ª fase, não diminuem o favoritismo do Brasil para subir ao pódio. Em casa, o Brasil é forte e tem grandes chances de pódio, mesmo com 8 seleções europeias na disputa. Alexandra e Duda Amorim já foram eleitas as melhores jogadoras do mundo e são as líderes da excelente equipe brasileira.

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Noruega; Bronze – Rússia

Hóquei na grama masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alemanha; Prata – Holanda; Bronze – Austrália

Último Mundial (2014): Ouro – Austrália; Prata – Holanda; Bronze – Argentina

Mark Knowles (AUS)

Podemos espera uma disputa forte entre duas equipes no hóquei masculino. A Alemanha é a atual bicampeã olímpica, esteve no pódio dos últimos 4 europeus e tem títulos da Copa do Mundo de 2002 e 2006. Já a Austrália está presente nos principais pódios há quase 2 décadas. São 6 pódios olímpicos seguidos, sendo um ouro em Atenas-2004, 6 títulos do Troféu dos Campeões nas últimas 7 edições, e os 2 últimos títulos da Copa do Mundo em 2010 e 2014. Liderados pelo veterano e experiente capitão Mark Knowles (1O-2B), os australianos figuram entre os favoritos ao ouro olímpico.

A Holanda é atual 2ª do ranking mundial e tem a prata de Londres e da Copa do Mundo de 2014, além do título europeu em 2015 na bagagem. A Argentina foi bronze na última Copa do Mundo, nunca venceu uma medalha olímpica no masculino, mas pode surpreender. Grã-Bretanha tem tradição e tem boas chances de medalha, assim como Bélgica e Índia, 6 vezes campeã olímpica entre 1928 e 1956.

E o Brasil? Será a estreia do Brasil no esporte em Olimpíadas e a vaga veio com o heróico 4º lugar no Pan de Toronto-2015, algo além do imaginável para qualquer um que acompanha o esporte. Tudo graças a uma vitórias nas penalidades sobre os americanos nas 4as. Ainda assim, o Brasil é muito inferior às demais 11 equipes e deve perder seus 5 jogos da primeira fase. A estreia dia 6 será contra a Espanha e já é uma grande vitória estar na disputa. Um empate já seria espetacular, ainda mais pelo fato do Brasil estar no grupo mais forte

Meu Pódio: Ouro – Austrália; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

Hóquei na grama feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Holanda; Prata – Argentina; Bronzes – Grã-Bretanha

Último Mundial (2014): Ouro – Holanda; Prata – Austrália; Bronze – Argentina

No feminino, a Holanda é a maior força da atualidade. Campeã em Pequim e em Londres, as holandesas tem ainda na história recente dois títulos da Copa do Mundo em 2006 e 2014, 9 pódios europeus seguidos, desde 1995, e 17 (!!) pódios seguidos na Copa do Campeões, competição que era anual até 2012 e agora é a cada 2 anos. Quem ameaça o sucesso holandês são as Leonas, a excelente equipe da Argentina. Sem mais o mito Luciana Aymar, aposentada, elas apostam na experiência de Noel Barrionuevo (1P-1B), Carla Rebecchi (1P-1B) e Delfina Moreno (1P) para conquistar o ouro inédito. A argentina esteve na final dos últimos 8 Troféus dos Campeões, com 6 títulos, além dos títulos das Copas do Mundo de 2002 e 2010.

A Austrália foi vice mundial em 2006 e 2014, mas não sobe ao pódio olímpico desde Sydney-2000 em casa, quando foram campeões. A Grã-Bretanha foi bronze em Londres e campeã europeia (como Inglaterra) no ano passado. China, Nova Zelândia e a crescente equipe dos Estados Unidos entram na briga por medalha também.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Argentina; Prata – Holanda; Bronze – Austrália

Futebol masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – México; Prata – Brasil; Bronze – Coreia do Sul

Último Mundial (Sub20 – 2015): Ouro – Sérvia; Prata – Brasil; Bronze – Mali

O Brasil busca o inédito ouro olímpico no futebol. Com Neymar (1P), Renato Augusto, Gabriel Jesus e Rafinha, a seleção canarinho é boa, mas esbarra na enorme desconfiança do brasileiro, ainda mais após os recentes fracassos da seleção principal. Ainda assim, o ouro pode vir. Por ser uma competição sub-23, não há grandes nomes no torneio. A Sérvia foi campeã do último mundial sub-20, mas não se classificou para os Jogos.

A Suécia veio do título europeu sub-21 e Portugal foi vice, mas não conta com nenhum campeão da Eurocopa. A Argentina teve muitos problemas para formar sua equipe, e pode até vir com menos de 18 jogadores. Por tradição, Alemanha e México podem entrar na briga por medalha. Ainda acho que não deveria existir futebol masculino nos Jogos.

E o Brasil? A seleção brasileira vem com nomes bons, mas, tirando Neymar, ninguém de peso. A pressão pelo ouro inédito e os recentes fracasso da seleção principal são impeditivos ao ouro. Na primeira fase, tem 3 jogos tranquilos, contra África do Sul, Iraque e Dinamarca e deve passar em 1º. Nas 4as pode pegar uma pedreira, como Nigéria, Japão ou Colômbia. Deve chegar às semifinais e aí tudo pode acontecer.

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Alemanha; Bronze – México

Futebol feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Japão; Bronze – Canadá

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Japão; Bronze – Inglaterra

Hope Solo (USA)

A equipe dos Estados Unidos é mais que favorita ao 4º ouro seguido. Campeãs da Copa do Mundo no ano passado e com nomes fortíssimos na equipe como Carli Lloyd (2O), Hope Solo (2O) e Megan Rapinoe (1O). Elas não convenceram na 1ª fase da Copa do Mundo, mas foram ganhando confiança durante o mata-mata até a final, onde destruíram o Japão por 5-2, maior ausência dessa Olimpíada.

Depois de ficar de fora de Londres, a Alemanha volta aos Jogos com muita força e em busca do ouro inédito, após 3 bronzes entre 2000 e 2008. Bronze em Londres, o Canadá pode novamente subir ao pódio, assim como a Suécia, vencedora da repescagem europeia, França, China e a crescente Austrália.

E o Brasil? A seleção brasileira não convence há algum tempo e fez uma Copa do Mundo para ser esquecida em 2015. Até fez uma boa 1ª fase, vencendo seus 3 jogos, mas num jogo péssimo, perdeu para a Austrália nas 8as. Depois de duas pratas em 2004 e 2008, a seleção que conta com as experientes Marta (2P), Formiga (2P) e Cristiane (2P) terá o apoio do público e em casa pode até surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Alemanha; Bronze – França