Boletim Rumo a Tóquio-2020 #3

Em setembro tivemos 4 Mundiais que colocaram mais 8 países na lista de classificados para os Jogos.

Tiro

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Vincent Hancock (USA) na prova de Skeet no Mundial em Changwon. Foto: ISSF

O grande Mundial de tiro, em Changwon, na Coreia do Sul, alocou 4 vagas por prova individual e mais 2 por prova em equipe. Lembrando que pro tiro um atleta só pode garantir uma única quota pro seu país e cada país só pode ter no máximo 2 atletas por prova individual. Uma vez classificado, o atleta pode até disputar outras provas. Países classificados:

Pistola de ar 10m masculino: Coreia do Sul (2 vagas), Rússia e Ucrânia
Pistola de fogo rápido 25m masculino: China (2), França e Rússia
Rifle de ar 10m masculino: China, Croácia (2) e Rússia
Rifle 50m 3 posições masculino: China, Estados Unidos, Noruega e Polônia
Fossa masculina: Austrália, Eslováquia, Espanha e Kuwait
Skeet masculino: Estados Unidos, França, Itália e Noruega
Pistola de ar 10m feminino: China, Coreia do Sul, Grécia e Sérvia
Pistola 25m feminino: Alemanha, Rússia, Taiwan e Ucrânia
Rifle de ar 10m feminino: Coreia do Sul (2) e Índia (2)
Rifle 50m 3 posições feminino: Alemanha, Croácia, Grã-Bretanha e Rússia
Fossa feminina: Austrália, China, Eslováquia e Itália
Skeet feminino: Eslováquia, Estados Unidos (2) e Rússia
Pistola de ar 10m por equipe mista: China e Rússia
Rifle de ar 10m por equipe mista: China e Rússia
Fossa por equipe mista: Eslováquia e Rússia

A Rússia levou o maior número de vagas, com 12. China obteve 10, Coreia do Sul e Eslováquia 5 cada e Estados Unidos 4.

Ginástica Rítmica

RG WCh Sofia/BUL 2018:

O Mundial de Ginástica Rítmica em Sófia, na Bulgária, classificou os 3 grupos medalhistas na prova geral para os Jogos. A Rússia venceu a competição com 46,300 contra 44,825 da equipe da Itália e 42,050 da Bulgária. Apesar disso, a Rússia não levou nenhum dos ouros na finais por aparelho. Mas para a classificação olímpica o que valia era o geral.

Grupo feminino: Rússia, Itália e Bulgária.

Hipismo

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Charlotte Dujardin (GBR) no adestramento nos Jogos Equestres

Nos Jogos Equestres, que só ocorrem a cada 4 anos, tivemos 6 vagas para cada uma dos 3 eventos por equipe. E uma extra no adestramento. A equipe americana venceu em casa o saltos por equipe numa disputa emocionante no desempate sobre a Suécia, a Grã-Bretanha levou no Concurso Completo e a Alemanha confirmou o favoritismo para dominar o adestramento. Cada evento vai ter qualificatórios regionais, mas ficou definido que a vaga no adestramento do Grupo G (que compreende o Sudeste Asiático e a Oceania) sairia para o melhor classificado nos Jogos Equestres. A Austrália foi a única equipe inscrito e só precisava que 3 conjuntos se apresentassem. Diferentes das edições anteriores, cada país só pode levar 3 conjuntos por prova e não mais 4. A Alemanha foi o único país que garantiu vaga nas 3 provas pelos Jogos Equestres. A Austrália também já está nos 3, mas a vaga do adestramento veio pela quota regional.

Saltos por Equipes: Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Holanda, Suécia e Suíça
CCE por Equipes: Alemanha, Austrália, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Nova Zelândia
Adestramento por Equipes: Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e Suécia

Basquete

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Estados Unidos vence Copa do Mundo feminina. Foto: Xinhuanet.com

A equipe dos Estados Unidos venceu a Copa do Mundo feminina pela 3ª vez seguida e 10ª na história e, assim, já está classificada para os Jogos. As 10 vagas restantes sairão de 4 torneios pré-olímpicos mundiais, acabando com a representação continental no basquete feminino. Para buscar vaga olímpica, o Brasil precisa ficar entre os 8 primeiros na Copa América e depois entre os 2 primeiros de um dos 2 pré-qualificatórios americanos. Essas 4 equipes se classificam para os pré-olímpicos mundiais.

Quotas

45 países já se classificaram para Tóquio-2020. Bulgária, Eslováquia, Índia, Irlanda, Kuwait, Sérvia, Taiwan e Ucrânia entraram para essa lista.

Países com mais vagas:

Japão = 387
Estados Unidos – 41
Brasil – 23
Grã-Bretanha – 22
Austrália – 18
Rússia – 18
China – 17
Itália – 16
Alemanha – 15
França – 15
Nova Zelândia – 13
Holanda – 12
Espanha – 10
Suécia – 10
Dinamarca – 8

Em outubro teremos o início da Série Mundial de Rugby 7s feminino e o Mundial de Ginástica Artística, em Doha.

Copa do Mundo de Basquete Feminino – Final

Mesmo sem ter grandes atuações em nenhum dos 6 jogos que disputou, a equipe dos Estados Unidos venceu a Copa do Mundo pela 10ª vez e conquistou a vaga olímpica para Tóquio.

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Estados Unidos campeão mais uma vez. Foto: FIBA

Numa atuação apagada da sua maior jogadora, Liz Cambage, a Austrália não ficou a frente do placar em nenhum momento na final. As americanas logo abriram 10-0, mas a Austrália conseguiu se aproximar com 18-15 e o 1ºQ terminou 20-15. O jogo continuou parelho até o 27-23. Mas um apagão australiano no 2º e 3º quartos fez as americanas abrirem 17 pontos com 44-27 e a distância só aumentava, até a vitória em 73-56.

Cambage fez apenas 7 pontos, acertando apenas 2 cestas em 9 tentativas pra 2pts. Os números das duas equipes não foram bons. A Austrália teve 32,8% de aproveitamento nos arremessos e as americanas 35,2%, mas o alto número de faltas da Austrália dava os lances livre para a equipe dos EUA, que converteu 17 em 23, o que ajudou bastante no placar. Cambage conseguiu 14 rebotes, 11 defensivos, mas não foi o suficiente, já que  a mira não ajudava. Breanna Stewart, 10 pontos o jogo, foi eleita a MVP do torneio e as americanas chegam a 10 títulos na história, sendo este o 3º seguido e o 7º nos últimos 9 Mundiais.

Na disputa de bronze, a Espanha foi melhor e venceu a Bélgica com 67-60 para subir ao pódio. Puxadas pelos 17 pontos de Marta Xargay, 15 de Alba Torrens e 13 de Astou Ndour, a Espanha tinha uma equipe mais consistente, enquanto as belgas dependiam demais da sua craque Emma Meesseman, 24 pontos e 9 rebotes. A Espanha chega ao seu 3º pódio seguido em Copas do Mundo e se firma cada vez mais como a principal força europeia no basquete feminino. Na disputa do 5º lugar, a França venceu a China por 81-67 e na disputa do 7º, o Canadá fez 73-72 na surpresa Nigéria.

 

Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dia 6

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EUA x Bélgica. Foto: FIBA

Em seu 1º Mundial, a Bélgica foi a grande surpresa do torneio chegando à semifinal, onde encontraram as temidas americanas. Elas começaram bem fazendo 26-21 no 1ºQ, mas as americanas foram pro intervalo com 40-39. Aí veio o domínio americano, que só aparece na 2ª metade dos jogos. Elas fizeram 33-18 no 3ºQ para abrirem e, com 20-20 no 4º, venceram por 93-77, se garantindo em mais uma final mundial, a 3ª seguida. O mito Diana Taurasi foi a cestinha da partida com 28 pontos, enquanto Emma Meesseman foi a maior pontuadora do lado belga com 23.

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Liz Cambage (verde). Foto: FIBA

A 2ª semifinal viu o encontro entre a Espanha, dona da casa, e a Austrália. Lideradas pela craque Liz Cambage, a Austrália fez 23-15 no 1ºQ, mas a Espanha virou no 2º para 35-34, com destaque para a atuação de Astou Ndour, com 17 pontos. As espanholas seguiram melhores no 3º com 23-16 e chegaram a ter 8 pontos de vantagem em 58-50. Só que a Austrália deu um show no 4ºQ com 22-8 e fechou em 72-66 para garantir a vaga na final. Cambage fez 33 pontos, 15 rebotes e 7 tocos.

Nos jogos classificatórios, a França venceu a surpresa Nigéria 84-62 para disputar o 5º lugar contra a China, que venceu 76-71 o Canadá.

Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dia 5

Na sexta-feira tivemos as disputas das 4as de final em Tenerife.

A surpresa gigante foi novamente a Nigéria, que enfrentou as temidas americanas. A equipe africana conseguiu ficar na frente do placar por 18min e chegou a fazer 17-9 no 1ºQ! Pela 1ª vez na história uma equipe americana feminina não chega nem a 10 pontos no 1º quarto de um jogo. No intervalo, EUA foi pra frente com 27-23  e seguiu abrindo até arrasar as africanas no 4ºQ com 25-5 e fechar com 71-40 e se garantirem nas semifinais.

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Bélgica comemora uma inédita semifinal. Foto: FIBA

As americanas irão enfrentar nesse sábado por uma vaga na final a supresa Bélgica. Sem tradição e em seu 1º Mundial, a Bélgica foi bronze no último europeu e conta com uma equipe jovem, que foi campeã europeia Sub-18 em 2016. A Bélgica venceu a França por 86-65, sendo que tinha 53-31 no fim do 2ºQ. 23 pontos para Kim Mestdagh.

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Astou Ndour (ESP). Foto: FIBA

Na outra semifinal teremos a Austrália, que destruiu a China por 83-42. A craque Liz Cambage foi novamente a cestinha australiana, com 20 pontos e 9 rebotes. Na outra partida, as donas da casa espanholas venceram o Canadá, que não deu moleza. Espanha foi pro intervalo com a vantagem de 29-27, viu o Canadá ir melhor no 3ºQ com 23-18 (50-47), mas deu show no 4ºQ, não deixando as canadenses pontuarem por quase 8min! Com 21-3 no quarto final, a Espanha venceu 68-53 e está na semifinal de um mundial pela 3ª vez seguida. Lembrando que a Espanha é a atual vice mundial e olímpica e campeã europeia.

Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dias 3 e 4

Grupo A

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Sandrine Gruda (FRA), camisa 7. Foto: FIBA

A Grécia fez 58-48 na Coreia do Sul para pegar a última vagado grupo, já que as duas equipes vinham de 2 derrotas na Copa do Mundo. No duelo que definiu a campeã do grupo, a França abriu melhor com 25-12 no 1ºQ, mas aos poucos o Canadá foi buscando e, no 4ºQ, com 26-14 na parcial, virou o jogo e venceu por 71-60.

Grupo B

Sem dificuldades, a Austrália passou tranquilamente pela Turquia por 90-64, com 25 pontos de Liz Cambage. E depois de fazer história no dia anterior, a Nigéria venceu a 2ª partida neste Mundial, agora com 75-70 sobre a eliminada Argentina.

Grupo C

O Japão venceu Porto Rico por 69-61 e, no jogo final, a dona da casa Espanha acabou perdendo de 72-63 para a Bélgica. Com isso, as duas equipes e o Japão empataram em 2 vitórias e 1 derrota, mas nos confrontos diretos, a Bélgica ficou em 1º no grupo, enquanto a Espanha ficou em 2º e fugiu das americanas na chave de mata-mata. Dizem as más línguas que foi de propósito…

Grupo D

A China fez 75-66 em Senegal para garantir o 2º lugar do grupo. Já as americanas venceram tranquilamente a eliminada Letônia por 102-76, mesmo com 30 pontos de Anete Steinberga.

Playoffs

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Nigéria vence Grécia. Foto: FIBA

Nos play-offs que classificaram para as 4as, o grande destaque foi com certeza a vitória espetacular da Nigéria sobre a Grécia e a classificação inédita de uma equipe africana para as 4as. A Nigéria começou melhor e foi pro intervalo com 31-26, abriu pra 48-37 no fim do 3ºQ, mas deixou as gregas encostarem no 4ºQ e até chegaram a virar com 56-55 faltando 20s pro fim da partida! Faltando 3s, falta grega e Elo Edema Edeferioka converteu os 2 lances livres pra dar a vitória à Nigéria com 57-56!

Já Senegal acabou perdendo pra Espanha por 63-48. A equipe africana pressionou no início e conseguir ir pro intervalo empatada em 34-34, mas fechou mal e as donas da casa garantiram sua vaga nas 4as lideradas por Astou Ndour e Laia Palau.

Nos outros jogos, a França derrotou a Turquia por 78-61 com 20 pontos e 7 rebotes de Sandrine Gruda e a China fez 87-81 no duelo asiático contra o Japão. Destaque para os 25 pontos da japonesa Nako Motohashi.

Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dia 2

Vitória africanas históricas marcaram o 2º dia de disputas em Tenerife.

Grupo A

Canadá e França tinham vencido na estreia no sábado e repetiram o feito neste domingo, já se garantindo na próxima fase. As canadenses venceram a Coreia do Sul por 82-63 com 29 pontos de Kia Nurse, do NY Liberty. O Canadá abriu enorme vantagem no 1º tempo, indo pro intervalo com 45-24. Já a França venceu a Grécia por apertados 75-71. França fez 26-17 no 1º quarto, a Grécia encostou no intervalo com 38-36, virou para 59-54, mas fez um péssimo 4º quarto (21-12) para dar a vitória para as francesas. Destaque para os 28 pontos de Evanthia Maltsi, que é a 2ª maior pontuadora do torneio até agora.

Grupo B

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Nigéria comemora sua 1ª vitória em Mundiais. Foto: FIBA

Com mais uma ótima atuação de Liz Cambage, a Austrália arrasou a Argentina por 84-43. Com 24 pontos nesta partida, Cambage é a cestinha do torneio com 58 no total. Já a Nigéria conseguiu uma belíssima vitória sobre a Turquia, 4ª colocada no último Mundial e 6ª no Rio-2016. A Turquia começou melhor com 15-7 no 1ºQ e 34-29 no intervalo. Mas numa atuação de gala, a Nigéria virou no 3ºQ com 23-10 na parcial e 52-44 na partida, chegando a ter 17 pontos de vantagem! Pressionada, a Turquia até buscou no 4ºQ, mas não o suficiente e perdeu de 74-68. Foi a 2ª vitória de uma equipe africana em Mundiais sobre uma europeia. A 1ª foi um pouquinho mais cedo no Grupo D.

Grupo C

Num jogo muito apertado, o Japão venceu a Bélgica na prorrogação, após perder na estreia. Nenhuma seleção conseguia abrir muito o placar e o jogo terminou 68-68 no fim do tempo regulamentar. Na prorrogação, a Bélgica abriu com uma cesta de 3, que foi respondida logo em seguida pelo Japão, que virou e venceu por 77-75. Na partida seguinte, as donas de casa espanholas começaram mal contra Porto Rico (15-8 no 1ºQ), mas logo viraram e mantiveram a vantagem para vencer com 78-53, 22 pontos de Astou Ndour e chegar a 2 vitórias.

Grupo D

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Astou Traoré (SEN) na vitória sobre a Letônia. Foto: FIBA

A vitória histórica veio no jogo que abriu o grupo. Senegal, que já tinha feito uma boa apresentação no dia anterior contra os EUA, e Letônia fizeram uma partida muito parelha e o placar trocou 22 vezes de liderança! Ninguém abriu mais que 6 pontos da outra equipe, mas enquanto a Letônia marcou 9 cestas de 3, Senegal fez apenas 1. Com 50s pro fim do jogo, as europeias tinham 67-66, Senegal virou 68-67, Letônia virou 69-68 e Senegal pediu tempo. Com 12s pro fim, Mame Marie Sy-Diop marcou uma cesta de 2 e deu a vitória para a equipe africana, a 1ª sobre uma europeia na história dos Mundiais! No jogo que fechou a rodada, os Estados Unidos venceram a equipe da China, mas seguem sem convencer. Apesar de chegarem aos 100 pontos, a vitória foi relativamente magra por 100-88 e as americanas só conseguiram abrir vantagem mesmo no 4ºQ. Breanna Stewart foi o destaque americano com 23 pontos e 5 rebotes.

A 3ª rodada será nesta terça-feira.

Copa do Mundo de Basquete Feminino – Dia 1

Pela 1ª vez desde 1959, o Brasil não disputa o Mundial feminino de basquete, que começou neste sábado em Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, com 8 jogos.

Grupo A

Medalhista nos últimos 5 europeus (prata nos 3 últimos), a França começou bem na sua busca pelo 1º pódio em mundiais dede 1953, quando foi bronze na 1ª edição. Com 89-58, derrotou a Coreia do Sul, com 19 pontos de Marina Johannés. O Canadá venceu por 81-50 a Grécia, que surpreendeu com o 4º lugar no Europeu em 2017.

Grupo B

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Liz Cambadge (AUS) contra Nigéria. Foto: FIBA

A Austrália venceu na estreia a Nigéria, mas sem conseguir abrir muito no placar, terminando com 86-68, 34 pontos e 12 rebotes de Liz Cambadge. A Turquia, 4ª no último Mundial em casa, arrasou a Argentina por 63-37.

Grupo C

As donas da casa estrearam com boa vitória sobre o Japão 84-71. No 1º quarto já abrira 20-10 e foram pro intervalo com 39-21 na frente de mais de 4.000 espectadores. No outro jogo do grupo, a Bélgica arrasou Porto Rico 86-36. As 12 jogadoras belgas jogaram e 11 pontuaram! Julie Vanloo foi a cestinha da partida com 17 pontos, sendo 5 bolas de 3.

Grupo D

No jogo mais disputado do dia, a China venceu a Letônia por 64-61. Mas o destaque veio no jogo seguinte entre as favoritíssimas americanas. Senegal começou arrasando no 1º quarto e chegou a ter 10-2 sobre as americanas! Elas ficaram na frente por quase 8min, mas o melhor basquete americano superou e elas venceram por 87-67 graças a um ótimo 2º quarto. Foi a menor diferença de placar em mundiais que uma equipe africana colocou nos EUA.

Resumo Rio-2016 – Basquete

Masculino

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Aconteceu tudo como esperado, mas a seleção americana de basquete só deu show mesmo na final.

No Grupo A, os americanos abriram o torneio vencendo por 119-62 a China e depois com 113-69 na Venezuela. Depois, foram 3 jogos duros e em dois ficou perto até mesmo de perder. A Austrália apertou e chegou a ficar na frente no 1º tempo, mas acabou perdendo por 98-88. Numa prévia da final, sofreu com a forte Sérvia, que chegou a fazer um excelente 4º quarto, mas os americanos prevaleceram com 94-91. Para fechar a 1ª fase, mais uma bobeada no 4º quarto e mais uma vitória, por 100-97 sobre a França.

Já a Austrália fez uma ótima campanha, abrindo o torneio com fácil vitória sobre a França de 87-66, arrasando a Sérvia com 95-80, a China com 93-68 e a Venezuela por 81-56, além da derrota pros americanos. Quem sofreu para passar foi a Sérvia. Começou vencendo a Venezuela por 86-62, mas depois perdeu 3 partidas seguidas, incluindo para a França por um ponto. Ainda assim, passou em 4º no grupo.

Já no Grupo B, foi tudo embolado, com 4 equipes ficando com 3 vitórias e 2 derrotas. No 1º dia, Croácia venceu a forte Espanha por 72-70, mas acabou perdendo de 90-82 para a Argentina. Aí venceu o Brasil por 80-76, foi derrotada pela Nigéria por 90-76 e fechou vencendo a Lituânia com 90-81. Em 2º no grupo, a Espanha começou bem mal, perdendo da Croácia e do Brasil por 66-65, mas venceu a Nigéria e arrasou a Lituânia com 109-59 (!), encerrando com vitória sobre a Argentina de 92-73. Lituânia e Argentina também avançaram em 3º e 4º respectivamente.

O Brasil começou mal, perdendo de 82-76 para a Lituânia, mas se recuperou com a espetacular vitória sobre a temida Espanha. Aí veio uma derrota para a Croácia que complicou a situação brasileira. Num jogo disputadíssimo, o Brasil perdeu para a Argentina por 111-107 em partida que contou com duas prorrogações. O Brasil tev eo jogo na mão no tempo normal, liderando por 7 pontos, mas bobeou no final e levou o empate, graças a uma cesta de 3 de Andrés Nocioni, maior pontuador da partida com 37 pontos, 11 rebotes e 11 assistências. A equipe brasileira encerrou a 1ª fase vencendo 86-69 a Nigéria e precisava torcer por uma vitória argentina sobre a Espanha para avançar, o que não aconteceu. Assim, Brasil foi precocemente eliminado em 5º no grupo e 9º no geral.

Nas 4as, Austrália começou vencendo a Lituânia por 90-64 e a Espanha sobrou na França com 92-67. Os americanos passaram o trator nos argentinos com 105-78, mas a surpresa veio mesmo no último jogo. Na eterna rivalidade entre os dois países, a Sérvia, 4ª no grupo A, derrotou a Croácia, 1ª no B, por 86-83, graças a um excelente 3º quarto de 34-14.

Nas semifinais, os americanos sofreram para vencer a Espanha por 82-76 enquanto a Sérvia dominou a Austrália com 87-61. Na disputa do bronze, a Austrália chegou a ficar na frente por quase todo o 2º tempo e iria vencer, quando foi dada uma falta até agora questionável e a Espanha virou com 89-88 graças a duas conversões de Sergio Rodriguez. Grande atuação de Pau Gasol com 31 pontos de Patty Mills com 30 pelo lado australiano.

Na final, veio o show. Foi a última final disputada nos Jogos e a partida acabou pouco antes do início do Encerramento. Com 19-15 no 1º quarto, parecia que a final seria bem equilibrada, mas a porteira sérvia abriu e os americanos entraram arrasando com 33-14 no 2º e foram pro intervalo com uma vantagem de 23 pontos. No 3º, a distância aumentou para 35 pontos, com o placar de 79-43. No último, com os americanos já relaxados, a Sérvia fez 23-17, mas foi derrotada por 96-66 para os americanos, que levam o 3º ouro seguido e o 15º na história. O destaque do jogo foi Kevin Durant com 30 pontos. Mesmo sem dar show, os americanos tiveram uma média de pontos de 100,9 em 8 partidas

Feminino

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Se no masculino houve uma certa dúvida em alguns momentos, no feminino a equipe americana destruiu as adversárias.

No Grupo A, a Austrália venceu suas 5 partidas. Na estreia, fez 84-66 no Brasil, deposi 61-56 na Turquia, 89-71 na França, 92-86 no Japão e encerrou com 74-66 na Bielorrússia. Já França, Turquia e Japão ficaram empatadas com 3 vitórias cada, mas a França saiu na frente nos critérios de desempate e passou em 2º. Sem uma seleção decente já há algum tempo, o Brasil perdeu os 5 jogos. Começou sendo derrotado pela Austrália, depois pro Japão por 82-66, aí de 65-63 pra Bielorrússia, mesmo tendo liderado por quase toda a partida, caiu pra França por 74-64 e fechou com derrota pra Turquia após 2 prorrogações de 79-76. Detalhe que no intervalo do tempo normal tinha vantagem de 36-20.

Já no Grupo B, tudo dentro do esperado, com 5 vitórias fáceis pras americanas. Na estreia, arrasaram o Senegal por 121-56, depois 103-63 na Espanha, 110-84 na Sérvia, 81-51 no Canadá e 105-62 na China. A Espanha ficou em 2º no grupo: venceu 65-59 a Sérvia, perdeu pros EUA, 89-68 na China, 97-43 em Senegal e 73-60 no Canadá. Completaram as classificadas pras 4as o Canadá e a Sérvia.

Nas 4as, veio a surpresa logo no 1º jogo, com a 4ª colocada no Grupo B, a Sérvia, vencendo a até então invicta Austrália, com 73-71, mesmo com 29 pontos de Liz Cambage. Depois foi a vez da Espanha sofrer, mas vencer a Turquia por 64-62. As americana passearam no Japão com 110-64 e a França eliminou o Canadá com 68-63.

Nas semifinais, Espanha 68-54 na Sérvia e EUA 86-67 na França, na reedição da final de Londres-2012, onde os EUA também venceu por 86 pontos. A Sérvia venceu a França por 70-63 e ficou com o bronze. Já na final, o 8º passeio americano, com 101-72 na Espanha, o 6º ouro seguido pros EUA no basquete feminino. Sue Bird, Diana Taurasi e Tamika Catchings levaram seu 4º ouro olímpico. Foi a 5ª vez nas últimas 6 Olimpíadas que os EUA fizeram a dobradinha com ouro nos dois torneios de basquete.

Mudanças para 2020!

Mal acabaram os Jogos do Rio e já temos algumas mudanças anunciadas para Tóquio-2020.

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Na canoagem, a ICF anunciou as provas que serão disputadas e agora teremos uma igualdade entre homens e mulheres. No Rio, no slalom, eram 3 provas masculinas e 1 feminina e na velocidade 8 masculinas e 4 femininas. Para 2020, tudo igual, com 2 no slalom por gênero e 6 na velocidade por gênero.

No slalom, sai o C2 masculino para a entrada do C1 feminino. Na velocidade, o destaque é a inclusão da canoa feminina, com o C1 200m e C2 500m, se juntando às provas já existentes K1 200m, K1 500m, K2 500m e K4 500m. No masculino, sai o C1 200m e o K2 200m e o K4 cai dos 1.000m para os 500m. Com isso, sai a prova que o Isaquias foi bronze. Agora, são apenas duas provas de canoa no masculino, ambas nos 1.000m.

Em geral foi uma boa alteração pro Brasil com a entrada da canoa feminina. Como a modalidade não era olímpica, o nível não era tão forte como nas provas olímpicas, o que deve mudar bastante já na copa do mundo do ano que vem. No C1 feminino, a brasileira Valdenice do Nascimento foi bronze no Mundial de 2014 e 6ª no de 2015. No C2 500m, a dupla brasileira foi 5ª no último mundial. No slalom, Ana Sátila tem melhores resultados na canoa que no caiaque. Ela foi campeã mundial juvenil em 2014 e prata em 2013, ouro no Pan de Toronto-2015 e tricampeã pan-americana. Em mundiais, foi 9ª no de 2015 e tem um pódio em Copa do Mundo. Agora a dúvida é se ela vai disputar as duas ou focar em uma das provas.

A FIBA montou um novo plano global pro basquete que já vale para o ano que vem, com mudanças na qualificação para a Copa do Mundo (que será na China em 2019 e não em 2018). Entre as mudanças, está a fusão da Ásia com a Oceania e o novo sistema de qualificação olímpica. Serão 7 vagas da Copa do Mundo, sendo 2 para as Américas e 2 para a Europa e 1 cada para a África, Oceania e Ásia, que se juntarão ao Japão, sede de 2020. As outras 4 vagas sairão de 4 torneios qualificatórios mundiais com 6 equipes cada, sendo 16 equipes da Copa do Mundo e mais 2 por continente (aqui sim Ásia e Oceania se juntam).

Essa mudança é só no masculino e deve complicar pro Brasil. Apesar de termos uma boa equipe (mesmo com o fracasso nos Jogos), fica uma obrigação de ficar na frente da Argentina ou Canadá na Copa do Mundo (assumindo, claro, que EUA deve ser a melhor equipe do continente). Se não conseguir, vai ter que disputar os pré-olímpicos e vencer o seu, pois são 6 países disputando apenas uma vaga por torneio.

Rio-2016 – Dia Final

E após 16 dias de muito esporte, muito trabalho, muita emoção como espectador e como voluntário, os Jogos terminaram de maneira brilhante.


Minha última competição foi o bronze do basquete masculino entre Austrália e Espanha. No começo, parecia que a Espanha iria ganhar tranquilamente, terminando o 1º quarto com 23-17, mas a Austrália foi melhorando e buscou o placar. No 2º tempo, ninguém abria mais que 4 pontos e a liderança trocava a cada cesta. No inicio do último quarto, a Espanha abriu 70-64, mas os australianos empataram com ótima atuação de Patty Mills, com 30 pontos. Faltando 9s, Austrália tinha 88-87 e só precisava segurar, mas o árbitro deu uma falta pra Espanha e Sergio Rodriguez converteu os dois lances livres para dar o bronze pra Espanha.


Despedindo-me do Parque Olímpico, a noite segui rumo ao Maracanã para o Encerramento dos primeiros Jogos na América do Sul. Confesso que não esperava grande coisa, mas me surpreendi com a beleza e a simplicidade da festa.


Destaque para os artistas que formaram figuras como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, para 27 pessoas de branco que formaram as estrelas da bandeira brasileira que foi projetada no chão na hora do hino nacional cantado por um coral infantil, para as homenagens às rendeiras e às figuras de barro. Incrível um estádio inteiro cantando Asa Branca.

Após o cerimonial com a premiação da maratona e a passagem da bandeira para a recém-eleita governadora de Tóquio, veio uma parte de 8 minutos do Japão, que deu um show de criatividade com cubos luminosos e o primeiro-ministro Shinzo Abe saindo de um cano igual ao do Super Mario vestido como o encanador italiano. Sensacional!

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Mariene de Castro cantou debaixo de uma chuva artificial (embora a garoa forte tenha permanecido quase a noite toda no Rio de Janeiro) para que a pira fosse apagada em um lindo momento da cerimônia. Aí depois, foi a vez do Carnaval, com o Cordão do Bola Preta cantando marchinhas e por fim, uma enorme bateria de escola de samba cantando os sambas-enredo clássicos.


Não tinha como uma festa incrível de 16 dias onde praticamente tudo deu certo não acabar em Carnaval. Um belíssimo encerramento para uma edição muito especial dos Jogos, que com certeza calou muita gente e fez muita gente repensar o que pensava sobre o Brasil.

Obrigado LOCOG, obrigado COI e obrigado Rio de Janeiro por 20 dias espetaculares que jamais sairão da minha memória.

Nos vemos em Tóquio! Na verdade, sigo aqui com muito mais até Tóquio! :))