CBTKD define atletas para o pré-olímpico de taekwondo

A Confederação Brasileira de Taekwondo definiu nesta segunda-feira os atletas que irão disputar o pré-olímpico das Américas, que será disputado em março na Costa Rica.

Milena Titoneli, ouro no Pan de Lima-2019

Alguém bom ficaria de fora mesmo, já que cada país só pode mandar dos homens e duas mulheres, mas o Brasil vem numa fase espetacular na modalidade. E vale lembrar que em 2019 a seleção brasileira deu show vencendo cinco medalhas no Mundial e sete no Pan de Lima.

Os escolhidos foram:

  • Edival Pontes (68kg): ouro no Pan de Lima-2019, campeão panamericano em 2018, ouro no YOG de 2014 e campeão mundial Júnior em 2014
  • Ícaro Soares (80kg): prata no mundial de 2019, prata no Pan Lima-2019 e prata no campeonato Pan-Americano de 2018
  • Talisca Reis (49kg): prata no Pan Lima-2019
  • Milena Titoneli (67kg): bronze no mundial de 2019, ouro no Pan Lima-2019 e bronze no campeonato Pan-Americano de 2018

E ainda assim o medalhista de bronze olímpico e medalhista de bronze no último mundial Maicon Andrade ficou de fora e não poderá defender a sua medalha olímpica.

Como é bom ter uma equipe tão boa que um medalhista olímpico em boa fase nem tem chance de disputar novamente uma Olimpíada!

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 13

Dobradinha brasileira no pódio, um recorde mundial espetacular, vitórias italianas, Caeleb Dressel não cumprirá a sua meta e final do pólo feminino definida.

Natação

800m livre masculino

Embed from Getty Images

A briga parecia que ficaria entre os dois italianos: Gregorio Paltrinieri e Gabriele Detti. Detti abriu melhor e liderou até os 200m, com seu compatriota logo em seguida. Já na parcial dos 250m, Paltrinieri assumiu a liderança para não perder mais, nadando cada piscina por volta dos 28 alto até vencer com novo recorde europeu 7:39.27. O norueguês Henrik Christiansen estava em 5º até a metade da prova, mas foi subindo e bateu com a prata 7:41.28 e o francês David Aubry foi bronze com 7:42.08. Detti terminou em 5º com 7:43.89 e o chinês Sun Yang foi 6º com 7:45.01.

200m livre feminino

Embed from Getty Images

Numa prova espetacular, a italiana Federica Pellegrini deu um show para vencer pela 4ª vez esta prova em Mundiais e subir pela OITAVA vez seguida ao pódio! A canadense Penny Oleksiak bateu na frente nos 50m com 26.45 com a italiana, que gosta de fechar forte, em 7ª a 0.60. Nos 100m, a líder já era a australiana Ariarne Titmus enquanto Pellegrini ia galgando posições aos poucos. Na última piscina, a italiana fez 28.90 contra 29.51 da australiana e venceu com 1:54.22 contra 1:54.66 de Titmus. A sueca Sarah Sjöström pegou mais uma medalha com o bronze com 1:54.78. A chinesa Yang Junxuan foi 5ª com 1:55.43, novo recorde mundial júnior.

200m borboleta masculino

Captura de Tela 2019-07-25 às 00.07.55

Kristof Milak (HUN)

Foi um show do húngaro Kristóf Milak. Um dos principais nomes nos Jogos Olímpicos da Juventude com 3 ouros e 1 prata, Milak voou na final. O sul-africano Chad le Clos, que buscava seu 3º título, abriu com 24.13 nos 50m e 52.55 nos 100m, enquanto Milak vinha em 2º com 24.66 e 52.88. Mas na 2ª metade da prova, le Clos cansou por ter forçado enquanto o húngaro mantinha um ritmo alucinante, fazendo as parciais de 28.69 e 29.16 nos 50m seguintes e fechar com um espetacular 1:50.73, quebrando o recorde mundial de ninguém menos que Michael Phelps de 1:51.51 que vinha desde o Mundial de Roma em 2009! Também fechando muito bem, o japonês Daiya Seto ficou com a prata com 1:53.86 e le Clos acabou com o bronze com 1:54.15. O brasileiro Leonardo de Deus ficou em 7º com 1:55.96.

50m peito masculino

felipe-lima-e-joc3a3o-gomes-faturam-prata-e-bronze-nos-50m-peito-no-mundial

Felipe Lima e João Gomes Jr. Foto: Satiro Sodré

Era quase impossível alguém bater o britânico Adam Peaty, que não teve adversários para vencer pela 3ª vez seguida com 26.06. Mas o que foi lindo foi a dobradinha brasileira no pódio! Felipe Lima foi o melhor e bateu para a medalha de prata com 26.66, enquanto João Gomes Jr conseguiu o bronze com 26.69! Pela 1ª vez na história, dois brasileiros sobem no pódio numa mesma prova! O russo Kirill Prigoda bateu em 4º com 26.72.

Revezamento 4x100m medley misto

Embed from Getty Images

Como cada país entra com uma sequência diferente, a prova fica muito emocionante. Rússia abriu com dois homens e foi logo pra ponta. Evgeny Rylov fez 51.97 nos 100m costas, que seria novo recorde europeu, mas como a prova é mista, não pode ser oficializado. Kirill Prigoda voltou e pra piscina e com 58.22 na parcial do peito, a Rússia abria 1.65 da Austrália e 7.21 dos Estados Unidos! Aí veio Caeleb Dressel pelo time americano, tirando essa enorme vantagem com parcial de 49.33 no borboleta, assumindo a liderança com 1.03 sobre a Grã-Bretanha e 1.25 sobre Austrália e Rússia. Na última piscina, as 4 equipes fecharam com mulheres, sendo que EUA vinha com Simone Manuel e Austrália com Cate Campbell, que nadou de maneira sublime! Ela foi buscando a americana campeã mundial e olímpica e, com uma parcial incrível de 51.91 contra 52.37 da americana, a Austrália foi ouro com 3:39.08, apenas 0.02 a frente dos Estados Unidos! A equipe britânica foi bronze com 3:40.68, apenas 0.10 melhor que a Rússia.

Outras Provas

Após 10 anos o Brasil volta a colocar 2 nadadores na final dos 100m livre! O americano Caeleb Dressel nadou fácil nas eliminatórias com 47.32, a apenas 0.41 do WR do César Cielo, mas na semifinal, apesar de fazer o melhor tempo com 47.35, não chegou tão tranquilo quando na preliminar. Marcelo Chierighini fez o 3º tempo nas eliminatórias com 47.95 e melhorou 47.76 na semifinal, novamente com o 3º tempo, atrás também do australiano campeão olímpico da prova Kyle Chalmers. Breno Correia foi 7º nas eliminatórias com 48.39  e pegou a 8ª vaga na final com 48.33.

Etiene Medeiros estreou no Mundial com força total nos 50m costas. Nas eliminatórias, ela fez o 2º tempo com com 27.85, atrás apenas da chinesa Fu Yuanhui com 27.70. Na semi, Etiene venceu a 1ª bateria com 27.69 e viu, na 2ª, a vitória da americana Kathleen Baker com o melhor tempo 27.62 e a eliminação da chinesa, 9º tempo com 27.84.

O incansável húngaro Laszlo Cseh foi o melhor nas eliminatórias dos 200m medley com 1:57.79, mas, aos 33 anos, piorou seu tempo na semifinal para 1:58.17 e, em 10º, ficou fora da final. O melhor na semi foi o suíço Jérémy Desplanches com 1:56.73 seguido do alemão Philip Heintz 1:56.95. Leonardo Santos passou pra semi com o 13º tempo 1:59.37, mas, mesmo melhorando na semi para 1:58.99, terminou em 14º. Péssima prova do Caio Pumputis, que foi com tudo abrindo no borboleta, mas caindo demais e se arrastando no final para terminar em 23º com 2:01.06 fora da semi.

Nos 200m borboleta feminino, domínio da americana Hali Flickinger com 2:05.96 nas eliminatórias e 2:06.25 na semifinal. A também americana Katie Drabot fez o 2º tempo na semi com 2:06.59, seguidas de duas húngaras: Boglarka Kapas 2:07.33 e Liliana Szilagyi 2:07.83.

High Diving

Masculino

Embed from Getty Images

Foram mais dois saltos no masculino somados aos 2 saltos de 2 dias antes. Após o 1º do dia e 3º no geral, o americano Steve Lo Bue, que defendia o ouro, foi pra frente com 313,80 pontos contra 301,35 do mexicano Jonathan Paredes e 286,20 do britânico Gary Hunt, ouro na prova em 2015. No salto final, Hunt foi espetacular, com salto de 5,2 de dificuldade e 5 notas 10! Ele fez 156,00 pontos no saltos contra 119,85 do americano e Gary Hunt saiu com o ouro, somando 442,20, contra 433,65 do Lo Bue e 430,15 do mexicano.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

Atuais bicampeãs mundiais e bicampeãs olímpicas, as americanas venceram a Austrália por 7-2 na semifinal feminina e chega pela 7ª vez a final do Mundial. No 1º tempo, abriu 5-0 e aí foi só controlar. Na outra semi, a Espanha fez 16-10 na Hungria e chega pela 3ª vez à decisão mundial e busca a revanche contra as americanas. Há dois anos as americanas venceram por 13-6.

Nas disputas do 5º ao 8º, Rússia fez 13-4 na Grécia e Itália 10-5 na Holanda e agora brigam pelo 5º lugar. O Canadá venceu 24-7 o Cazaquistão e conquistou o 9º lugar. China fez 14-12 na Nova Zelândia para ficar em 11º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 12

Mais polêmica com Sun Yang, ausência de Katie Ledecky, americanos indo mal, um grande duelo no peito feminino e surpresa no pólo aquático.

Natação

200m livre masculino

Embed from Getty Images

O australiano Clyde Lewis chegou pra final com o melhor tempo da semifinal, 1:44.90, e chegou com tudo na final, liderando os 100m iniciais com 50.73, 1s a frente do chinês Sun Yang. Mas quem começou a aparecer foi o lituano Danas Rapsys na raia 3 que bateu na frente nos 150m com o chinês atrás, enquanto Lewis ia caindo de produção, visivelmente cansado. Rapsys, Yang e o japonês Katsuhiro Matsumoto estavam a frente do resto quando o lituano bateu na frente com 1:44.69 contra 1:44.93 do chinês. Só que logo em seguida é anunciada a desclassificação do lituano, por ter se mexido no bloco de partida.

O chinês se torna bicampeão mundial da prova e chega ao seu 11º ouro em Mundiais de longa, todos em provas individuais. Matsumoto fica com a prata com 1:45.22 e o britânico Duncan Scott e o russo Martin Malyutin empatam no bronze com 1:45.63. Mas a polêmica veio novamente após o pódio. Scott não quis cumprimentar o chinês, que logo após as fotos, na saída da premiação, foi tirar satisfação com o britânico. Sun Yang, aparentemente querido apenas na China, não está em Gwangju para fazer amigos. PAra entender um pouco mais da polêmica, clique aqui para ir pro blog do Coach.

1.500m livre feminino

20190723_-1_5

Simona Quadarella (ITA). Foto: FINA

Katie Ledecky chegou como favorita, perdeu na última piscina o título dos 400m livre e, no início da terça-feira, anunciou que não iria nadar as eliminatórias dos 200m livre, dizendo que não passa bem desde que chegou na Coreia do Sul. Algumas horas depois, anunciou que sairia da final dos 1.500m livre.

Sem a americana, a italiana Simona Quadarella nadou praticamente sozinha. Com 100m de prova já era a líder e só foi abrindo mais e mais vantagem. Na metade já tinha 4s sobre a alemã Sarah Köhler e completou em 15:40.89, novo recorde italiano e quase 8s sobre a alemã, que foi prata com 15:48.83. A chinesa Wang Jianjiahe completou o pódio com 15:51.00. Foi a 1ª italiana a vencer uma prova no Mundial desde 2009 (sem contar a Federica Pellegrini, claro).

100m costas feminino

Embed from Getty Images

Dominando desde as eliminatórias, a canadense Kylie Masse saiu vitoriosa com 58.60. Sua compatriota Taylor Ruck começou melhor e bateu nos 50m com 28.42 empatada com a americana Kathleen Baker, mas Masse marcou a melhor volta da prova (30.04) para se tornar bicampeã mundial da prova. Dona da 2ª melhor volta, a australiana Minna Atherton foi prata com 58.85 e a americana Olivia Smoliga ficou com o bronze com 58.91, 0.05 a frente de Ruck. A campeã olímpica da prova, a húngara Katinka Hosszu, não nadou as eliminatórias.

100m costas masculino

Embed from Getty Images

Campeão olímpico no Rio, o americano Ryan Murphy abriu melhor e bateu com 25.05 nos 50m iniciais, seguido do brasileiro Guilherme Guido com 25.19, que disputava sua 2ª final da prova em Mundiais de longa, com o chinês Xu Jiayu colado com 25.22. Na volta, Murphy e Guido foram ficando para trás e viram o chinês voar para vencer com 52.43 e se tornar o 3º bicampeão mundial do dia. O russo Evgeny Rylov saiu do 5º para a prata com 52.67 e o australiano Mitch Larkin, campeão mundial em 2015, subiu do 7º para o bronze com a melhor volta (27.18) e o tempo de 52.77, deixando Murphy com o 4º lugar a apenas 1 centésimo e o outro americano, Matt Grevers, em 5º a 0.05. Guido repetiu a 7ª colocação de 2017 com 53.26.

100m peito feminino

Embed from Getty Images

Na final mais esperada do dia, o grande duelo entre a americana Lilly King e a russa Yuliya Efimova. King abriu muito bem batendo nos 50m em 30.29 com a russo já um pouco distante com 30.70. Só que Efimova costuma fechar muito bem e ameaçou alcançá-la nos 75m, só que King disparou e venceu com belo tempo de 1:04.93 (a 0.80 do WR dela mesma), mas bem a frente da russa com 1:05.49. E King foi coroada a 4ª bicampeã do dia! Na disputa do bronze, a italiana Martina Carraro fez 1:06.36 contra 1:06.40 da japonesa Reona Aoki.

Outras Provas

Embed from Getty Images

Adam Peaty atualmente é imbatível e foi o melhor nas eliminatórias dos 50m peito com 26.28 e na semifinal com 26.11, a 0.16 do seu WR do último mundial. Os brasileiros Felipe Lima e João Gomes Jr. também foram muito bem e empataram em 2º lugar nas preliminares com 26.73, cada um vencendo a sua bateria. Na semi, Felipe fez o 2º melhor tempo 26.62, enquanto João marcou o 5º com 26.84, mas ambos chegam na final muito bem cotados.

A prova dos 200m livre feminino está muito zicada. Após o anúncio da desistência da Katie Ledecky, foi a vez da australiana Emma McKeon desistir por motivos semelhantes. E também ficou de fora a canadense Taylor Ruck, que queria se dedicar a outras provas. As 3 estavam no top-4 dos melhores tempos de inscrição da prova, atrás apenas da australiana Ariarne Titmus. Sem querer saber disso, a sueca Sarah Sjöström fez o melhor tempo nas eliminatórias com 1:55.14 seguida de Siobhan Haughey, de Hong Kong, com 1:56.02 e de Titmus com 1:56.34. Katinka Hosszu foi 17ª com 1:59.44 e não foi pra semifinal. Já na semi, a melhor foi a italiana Federica Pellegrini com 1:55.14, seguida de Titmus 1:55.36 e Haughey 1:55.58. Pellegrini esteve em todos os últimos SETE pódios desta prova, somando 3 ouros, 3 pratas e 1 bronze.

O húngaro Kristof Milak, de 19 anos, dominou os 200m borboleta com 1:54.19 nas eliminatórias e voando com 1:52.96 na semifinal, abrindo 2.30 do americano Zach Harting, 2º melhor colocado. Em 3º na semifinal o japonês Daiya Seto com 1:55.33. Ótima prova do brasileiro Leonardo de Deus, 4º nas eliminatórias com 1:56.05 e 4º na semifinal com 1:55.71. Já Luiz Altamir Melo foi 13º na preliminar com 1:57.08, mas parou na semi com o 13º tempo 1:57.43. Chad le Clos, que busca o 3º ouro na prova passou com o 5º tempo pra final 1:55.88.

Vindo de uma boa participação nas provas de águas abertas, onde garantiu sua vaga para Tóquio nos 10km, o italiano Gregorio Paltrinieri fez o melhor tempo nas eliminatórias com 7:45.70, seguido do francês David Aubry 7:46.37 e do australiano Jack McLoughlin 7:46.42. Sun Yang pegou a última vaga pra final com 7:48.12 e novamente nenhum americano passa para a final. Guilherme Costa fez uma péssima prova e terminou em 21º com 7:58.67, quase 8s da sua melhor marca, que o colocaria em 14º

High Diving

Feminino

Embed from Getty Images

Com um último salto espetacular, a australiana Rhianna Iffland garantiu o bicampeonato do salto de penhasco a 20m de altura, saindo da 4ª posição pro topo. Ela tirou 8,5-9,0 num salto dificuldade 3,8 (98,80 pontos) e somou 298,05 para levar o ouro e se tornar bicampeã mundial, a 5ª do dia. Mas foi por muito, muito pouco. A mexicana Adriana Jimenez, que vinha na liderança antes do 4º salto, tirou 7,0-7,5 num salto 4,0 e somou 297,90, atrás por apenas 0,15! A britânica Jessica Macaulay completou o disputado pódio com 295,40. A brasileira Jacqueline Valente terminou na 9ª posição com 223,60.

Pólo Aquático

A Espanha foi a grande zebra das 4as de final do torneio masculino ao vencer a perigosa e até outro dia imbatível equipe da Sérvia por 12-9. A vantagem veio no 2º quarto (5-2) e o 1º tempo acabou 7-3 pros espanhóis, que conseguiram segurar o grande resultado. Agora, a Espanha enfrenta na semifinal outra potência, a Croácia, que fez 10-8 na Alemanha. Com isso, não teremos mais uma guerra entre sérvios e croatas no pólo.

Embed from Getty Images

Do outro lado da chave, dois jogos apertados. A Hungria fez 10-9 na Austrália, marcando o gol vencedor faltando apenas 4s pro fim do jogo com Marton Vámos, artilheiro do jogo com 3. A Itália fez 7-6 na Grécia e chega à semifinal contra os húngaros.

Nas disputas classificatórias, o Brasil encerrou sua participação vencendo por 9-8 o Cazaquistão e terminando na 13ª colocação. A Coreia do Sul empatou em 12-12 com a Nova Zelândia, mas venceu nos pênaltis 5-4 e termina em 15º. Nas disputas do 9º ao 12º, Montenegro 14-7 no Japão e Estados Unidos goleou a África do Sul por 20-3 e agora disputa o 9º lugar.

Números do Brasil na piscina:
Medalhas – 1 bronze
Finais – 5
Semifinais – 8
Recordes SulAm – 1
Recordes brasileiros – 1

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 11

1ª medalha do Brasil na piscina, zebra no borboleta e semifinais do pólo feminino definidas.

Natação

100m peito masculino

Embed from Getty Images

Depois de bater o recorde mundial na semifinal no domingo, a grande dúvida da final era se o britânico Adam Peaty quebraria ou não novamente o recorde mundial, pois sua vitória era mais que esperada. Ele não decepcionou, mas não fez recorde. Nos primeiros 50m, ele marcou 26.60, 0.03 melhor que a parcial do WR e tempo que o daria bronze nos 50m no último mundial! Mas voltou pior, com 30.54, para vencer com um espetacular 57.14, 0.26 pior que o recorde. James Wilby fez a 2ª melhor volta e bateu em 2º lugar com 58.46 consolidando o domínio britânico na prova. O chinês Yan Zibei marcou 58.63, batendo novamente o recorde asiático pro bronze.

100m borboleta feminino

20190722_-2

Pódio dos 100m borboleta prestando homenagem à japonesa Rikako Ikee. Foto: FINA

Se todo mundo achou que a vitória da Ariarne Titmus nos 400m livre no dia anterior sobre a Katie Ledecky tinha sido a zebra do Mundial, é porque não esperava os 100m borboleta. Sarah Sjöström tinha os melhores tempos de todos os tempos e sua 5ª vitória na prova era quase certa. Quase. Ela não esperava uma prova lindíssima da canadense Margaret MacNeil. A sueca abriu melhor marcando 25.96 na ida, já colocando quase meio segundo sobre a segunda colocada, a americana Kelsi Dahlia, enquanto MacNeil batia em 5º com 26.77. Mas na volta, que parcial da canadense! MacNeil marcou 29.06 ultrapassando a sueca faltando 20m pro final e fechou em 55.83, novo recorde das Américas! Sjöström, que fez apenas a 6ª melhor volta, bateu com 56.22 para a prata e a australiana Emma McKeon foi bronze com 56.61.

50m borboleta masculino

nicholas-santos-conquistou-o-bronze-no-mundial-de-esportes-aquaticos-1563802662594_v2_900x506

Pódio dos 50m borboleta: Kostin, Dressel e Nicholas. Foto: Reuters/Antonio Bronic

Nicholas Santos chegou com o melhor tempo ano no Mundial, mas encontrou pela frente o americano Caeleb Dressel, que busca vencer 9 ouros no Mundial. E já tem 2. Nicholas teve o melhor tempo de reação, mas não teve uma boa saída, e precisou fazer uma prova de recuperação, algo complicado para uma prova de apenas 50m. Dressel fez uma prova quase perfeita e liderou do início ao fim, batendo em 22.35, novo recorde do campeonato e das Américas, baixando o recorde continental do Nicholas em 0.25. O russo Oleg Kostin ficou com a prata com 22.70 e o brasileiro se recuperou para bater em 3º com 22.79, ficando apenas 0.01 a frente do americano Michael Andrew, o rei dos sprints, que nadará as 4 provas de 50m.

200m medley feminino

Embed from Getty Images

A Dama de Ferro é a dona dessa prova. Ela não perde os 200m medley em grandes competições desde 2013, vencendo nesse ínterim 1 título olímpico, 3 mundiais de longa, 3 mundiais de curta, 3 europeus de longa e 3 de curta. E não foi diferente em Gwangju, faturando seu 4º ouro seguido na prova de maneira incontestável. Nos 50m iniciais, a japonesa Rika Omoto estava a frente na parcial do borboleta com 27.52 enquanto Katinka Hosszu batia em 4º a 0.26. Na parcial de costas, Omoto seguiu líder, mas a húngara encostou ficando a apenas 0.08. No peito, Hosszu fez a melhor parcial e assumiu a liderança, com 0.96 de vantagem sobre a canadense Sydney Pickrem, nova 2ª colocada. Ns 50m finais, Pickrem caiu e viu a chinesa Ye Shiwen, última a vencer essa prova antes da Katinka, em 2011, assumir o 2º lugar. Katinka bateu em 2:07.53 pro ouro, seu 8º em Mundiais. A chinesa foi prata com 2:08.60 e Pickerm bronze com 2:08.70.

Outras Provas

Nos 200m livre masculino, o britânico James Guy foi o melhor nas eliminatórias com 1:46.18, seguido do chinês Sun Yang com 1:46.22. Já na semifinal, o australiano Clyde Lewis surpreendeu com o melhor tempo de 1:44.90, seguido de Sun Yang 1:45.31 e do lituano Danas Rapsys 1:45.44. Fernando Scheffer foi 6º nas eliminatórias com 1:46.46, mas na semifinal ficou em 9º com 1:45.83, a apenas 0.07 da vaga na final. Já Breno Correia fez 1:47.26 nas eliminatórias, em 17º a 0.20 da vaga na semi. Curiosamente, nenhum dos dois americanos chegou à final: Townley Hass foi 14º com 1:46.37 e Andrew Saliskar 15º com 1:46.83.

Foi um caos as eliminatórias dos 100m costas masculino. O acessório de largada teve muitos problemas e dois nadadores nadaram novamente sozinhos. Os dois conseguiram ficar no top-16, mas para não prejudicar os dois que seriam eliminados, tivemos 18 nadadores nas semifinais. O chinês Xu Jiayu não teve problemas e foi o melhor nas eliminatórias com 52.85 e na semifinal com 52.17, novo recorde do campeonato, que vinha desde 2009 (52.19 do Aaron Peirsol). O brasileiro Guilherme Guido fez uma excelente prova nas eliminatórias, vencendo sua bateria com 52.95, novo recorde sul-americano! Na semi, foi 7º no geral com 53.23 e chegou pela 2ª vez à final dos 100m costas em mundiais de longa.

A canadense Kylie Masse dominou os 100m costas no feminino com o melhor tempo nas eliminatórias 58.91 e na semifinal 58.50. A australiana Minna Atherton foi 2ª na preliminar com 59.22 e na semi com 58.60. A canadense Taylor Ruck foi a 3ª e última a baixar dos 59s na semi, com 58.83.

Embed from Getty Images

Como esperado, a disputa dos 100m peito feminino será entre a americana Lilly King e a russa Yulia Efimova. King foi melhor nas eliminatórias com 1:06.31 contra 1:06.58 da russa, enquanto na semi Efimova fez 1:05.56 contra 1:05.66 da americana. A 3ª melhor na semi foi a japonesa Reona Aoki com 1:06.30.

Nos 1.500m livre feminino, a americana Katie Ledecky fez o melhor tempo nas eliminatórias com 15:48.90, seguida da italiana Simona Quadarella com 15:51.59 e da alemã Sarah Köhler com 15:54.08, mas Ledecky não vem se sentindo bem desde que chegou à Coreia do Sul e ainda é dúvida para a final. A brasileira Viviane Jungblut, depois de nadar 3 provas nas águas abertas, fez 16:36.25 e terminou na ruim 20ª colocação.

High Diving

Tivemos os 2 saltos iniciais das provas de High Diving, 20m para mulheres e 27m para homens. No fem, Jacqueline Valente está em 8º com 113,50 e a líder é a mexicana Adriana Jimenez com 148,20. Entre os homens, quem lidera é o americano Steve Lo Bue com 218,40, tirando 9,0 para cima nos 2 saltos, seguido do mexicano Jonathan Paredes com 209,55, que chegou a tirar dois 10 no 2º salto.

Pólo Aquático

Favoritas ao ouro, as americanas venceram tranquilamente a Grécia por 15-5 e se garantiram na semifinal, onde enfrentarão a Austrália, que passou pela Rússia por 9-7. Na outra semi, a Espanha fez 12-8 na Holanda e vai pegar na semifinal a Hungria, que venceu a Itália por 7-6.

Nos jogos classificatórios, o Canadá empatou em 10-10 com a China e precisou fazer 7-6 na disputas de pênaltis para vencer e ir ao jogo que valerá o 9º lugar, onde enfrentará o Cazaquistão, que fez 14-12 na Nova Zelândia, também após um empate em 10-10. O Japão derrotou a África do Sul por 21-2 e conquistou o 13º lugar, enquanto Cuba destruiu a quase inexistente seleção da Coreia do Sul por 30-0. As sul-coreanas encerram sua estreia internacional com 5 derrotas, 172 gols sofridos e apenas 6 feitos.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 9

Uma prova espetacular da plataforma e a Rússia fecha com mais dois ouros no fim da 1ª semana do Mundial.

Saltos Ornamentais

Plataforma 10m Masculina

gettyimages-1163159973

Podio da plataforma masculina. Foto: FINA

Foi uma prova absolutamente espetacular dos chineses Yang Jian e Wang Hao. Yang Jian fez mais 90 pontos em todos os seus saltos, incluindo 2 com mais de 100 pontos, fechando a prova com um 114,80 em um salto de dificuldade 4,1, a dificuldade mais alta da final, e notas acima de 9,0! Ele somou 598,65 para levar o ouro. Só que Wang Hao não ficou muito pra trás não! No 2º salto, já vieram duas notas 10, mas o 4º salto foi simplesmente perfeito, com 7 notas 10! Ele ainda viria a tirar 4 notas 10 no salto seguinte, mas a sua dificuldade foi menor que de Yang Jian. Somando os 6 saltos, Yang Jian tinha 21,9 de dificuldade enquanto Wang Hao “apenas” 20,6. Wang Hao foi prata com 585,75, pontuação altíssima.

Também com o ótima prova, o russo Aleksandr Bondar foi bronze com 541,05, aproveitando os erros do britânico Tom Daley, que não fez uma boa prova, errando feio o seu 5º salto, terminando em 7º com 470,35.

Trampolim 3m Sincronizado Misto

Embed from Getty Images

Sem China, esta final foi muito disputada e a diferença entre o 1º e o 5º foi de apenas 8,91 pontos! Os australianos Matthew Carter e Maddison Keeney venceram com 304,86 contra 304,08 dos canadenses François Imbeau-Dulac e Jennifer Abel, uma diferença de apenas 0,78! Os alemães Lou Massenberg e Tina Punzel levaram o bronze com 301,62. Os brasileiros Luis Felipe Moura e Tammy Galera ficaram em 16º entre 18 duplas com 249,30.

Nado Artístico

Dueto Misto Rotina Livre

Embed from Getty Images

O pódio da rotina livre foi exatamente o mesmo da rotina técnica, com os russos Mayya Gurbanberdieca e Aleksandr Maltsev vencendo com 92,9667, piorando a nota da preliminar, quando marcaram 93,1000. A prata foi para os italianos Manila Flamini e Giorgio Minisini com 91,8333 e o bronze para os japoneses Yumi Adachi e Atsushi Abe com 90,4000. Os brasileiros Giovana Stephan e Renan Souza terminaram no 7º lugar com 81,2333, mesma colocação da rotina técnica.

Rotina Livre Combinada

Embed from Getty Images

Fechando o nado artístico, a Rússia faturou o seu 9º ouro com a nota mais alta de todo o Mundial (empatada com a mesma Rússia na rotina livre do grupo) de 98,0000. A China foi prata com 96,5667, mesma nota que a Rússia tirara na preliminar, e o bronze foi novamente da Ucrânia com 94,5333. O Brasil melhorou uma posição da preliminar terminando em 8º com 83,6333, subindo sua nota da rodada anterior, que havia sido 81,6667 e por muito pouco não superou Israel, o que teria sido um grande resultado. A rotina foi ao som do tema dos Vingadores e nos maiôs referências ao vários super-heróis.

Pólo Aquático

Sem muita surpresa nos playoffs femininos, valendo vaga nas 4as de final. As 4 equipes vencedoras foram as que ficaram em 2º nos seus grupos, eliminando as 3as colocadas. Grécia venceu a China por 12-8 e enfrenta nas 4as a fortíssima equipe americana. Austrália fez 13-3 no Cazaquistão e pega a Rússia. Holanda e Canadá fizeram um jogo bem parelho, que ficou no 0-0 no 1º quarto, mas a vitória foi das holandesas com 5-4 e elas enfrentarão a Espanha. Hungria venceu fácil a Nova Zelândia por 17-6 e pega a Itália.

Duas goleadas no jogos classificatórios. África do Sul arrasou as donas da casa com 26-3 e disputarão o 13º lugar contra o Japão, que venceu Cuba por 21-9.

O Mundial agora entra na sua segunda semana com os astros da natação! Até agora os Estados Unidos não venceram nenhum ouro. Em 2017 eles tinham vencido 1 ouro antes da natação, em 2015 foram 3, em 2013 foi 1 e em 2011 1 também.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 8

Ana Marcela leva seu 2º ouro em Gwangju de maneira espetacular! E o Brasil perde a 3ª no pólo aquático.

Águas Abertas

25km Feminino

gettyimages-1162900422

Pódio dos 25km feminino. Foto: FINA

Com mais de 5h de prova, Ana Marcela Cunha fatura o tetracampeonato mundial da prova mais longa da natação! Desde o início, ela, as francesas Lara Grangeon e Lisa Pou, a americana Erica Sullivan e a alemã Finnia Wunram abriram das outras competidoras e foram se isolando na liderança. Prova muito longa, ninguém queria se desgarrar e elas ficavam alternando a liderança. Com pouco mais de 4h de prova, a americana começou a ficar pra trás e a briga ficava entre as outras quatro.

Nos últimos 2km, a coisa começou a apertar e Pou foi ficando para trás também. Na reta final, só deu Ana Marcela. A brasileira atacou, tirando energia não sei de onde e foi abrindo segundos valioso até bater em 1º em 5:08:03.0, faturando seu 5º título mundial e 12ª medalha em mundiais na carreira! A alemã Wunram bateu 8.6 atrás da brasileira e Grangeon, que também fez um ótimo mundial mas seguia sem medalha, bateu pro bronze a 18.2.

25km Masculino

gettyimages-1162898753

A batida super apertada dos 25km masculino. Foto: FINA

Diferente da prova feminina, a masculina seguiu por um bom tempo com um pelotão enorme, de quase 20 atletas. Faltando menos de 1h pro fim da prova, o húngaro Gergely Gyurta começou a desgarrar e abriu mais de 1min30 sobre o resto do pelotão ao abrir a última volta, faltando meia hora pro fim. Mas na zona de hidratação ele parou por quase 1min, com dificuldades para respirar devido a uma asma. Ele seguiu, mas a diferença pro resto do pelotão, que contava com 10 nadadores, foi diminuindo e ele logo foi ultrapassado, para terminar em 10º.

Seis nadadores seguiram forçando, com o francês Axel Reymond, dois russos, dois italianos e um australiano. Reymond, o russo Kirill Belyaev e o italiano Alessio Occhipinti foram para a frente até a chegada. Reymond e Belyaev estavam lado a lado até que o francês bateu em 4:51:06.2, apenas 0.3 melhor que o russo! Occhipinti foi bronze 3.3 atrás.

Nado Artístico

Equipe Rotina Livre

Embed from Getty Images

Nada mudou na modalidade e a Rússia venceu mais uma, com a espetacular nota de 98,0000, novamente seguida de China (96,0333) e Ucrânia (94,3667), que se firma como a 3ª força do esporte no mundo, passando o Japão, 4º com 93,3667, que precisará evoluir se quiser medalha ano que vem em casa nos Jogos Olímpicos. Entre as equips das Américas, o Canadá se firma como principal força ao terminar em 7º com 90,1000 e o México segue a frente das americanas. As mexicanas ficaram em 10º com 87,0333 e as americanas em 11º um pouco afastadas com 84,4000. Canadá tem tudo para levar o ouro no Pan e a vaga olímpica das Américas.

Saltos Ornamentais

Finalmente um brasileiro foi bem nos saltos. Isaac Souza Filho fez ótima prova na plataforma 10m masculina, ficando em 14º na preliminar com 397,90 e 13º na semifinal com 404,50, ficando a uma posição da final e da vaga olímpica. Curioso que seu melhor salto é o que tem maior dificuldade, 3,7, tirando 7,0-7,5 nas duas chances, somando mais de 80 pontos. O chinês Yang Jian foi o melhor nas duas vezes com 530,10 na preliminar e 573,35 na final, com seu compatriota Yang Hao colado na semi com 572,30.

Trampolim 3m Feminino

Embed from Getty Images

Mais uma dobradinha chinesa, com Shi Tingmao levando o ouro ao somar 391,00 e Wang Han prata com 372,85, mas a australiana Maddison Keeney não ficou longe, levando o bronze com 367,05. Foi o 8º título mundial da Shi Tingmao, que se torna tricampeã mundial desta prova, mas precisa vencer mais duas vezes para igualar o feito de Guo Jingjing, que venceu 5 vezes de 2001 a 2009.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

O Brasil caiu demais desde os Jogos do Rio. E este mundial prova isso. A Copa UANA nos deu uma esperança falsa devido aos bons jogos contra americanos e canadenses, mas neste Mundial a coisa está feia. Precisando vencer de qualquer jeito o Japão para avançar, o Brasil até que começou bem, mas no 2º quarto os japoneses começaram a abrir e foram pro intervalo com 7-3. Na 2ª metade, o Brasil deu uma apertada e chegou a fazer 3 seguidos, mas não foi o suficiente e o Japão venceu por 11-9. O Brasil agora disputa o torneio do 13º ao 16º lugar. Pelo mesmo grupo, a Itália venceu a Alemanha por 8-9 e venceu o grupo, se garantindo direto nas 4as.

No Grupo A, a Sérvia fez 9-3 na Grécia para vencer o grupo e Montenegro derrotou a Coreia do Sul por fáceis 24-6. No B, a Croácia venceu a 3ª partida com fáceis 21-5 no Cazaquistão e os Estados Unidos fizeram 12-11 na Austrália. Pelo C, a Hungria passeou na África do Sul com 23-5 para levar o grupo e a Espanha também goleou com 23-3 na Nova Zelândia, que será o próximo adversário do Brasil.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 7

Brasil fica bem perto de medalha por equipe nas águas abertas e Rússia e China seguem no topo.

Águas Abertas

Revezamento 4×1,25km Misto

gettyimages-1162651568

Pódio do revezamento. Foto: FINA

Ana Marcela Cunha abriu para o Brasil enquanto a maioria dos países começava com um homem. Mas quem brilhava era a americana Haley Anderson, que chegou junto com os líderes para entregar para Jordan Wilimovsky e os Estados Unidos abriam das equipes favoritas. Viviane Jungblut entregava em 10º para Diogo Villarinho, 36s atrás dos Estados Unidos.

Na 3ª perna, boa parte das equipes favoritas entrava com homens, enquanto os EUA vinham com Ashley Twitchell. China, Alemanha e Itália buscaram os americanos e o Brasil vinha logo atrás com o Diogo, que fez ótima prova. Na última perna, a China veio com a campeã dos 10km Xin Xin e ficou pra trás, terminando em 9º. A Itália fechava com o campeão olímpicos dos 1.500m na piscina Gregorio Paltrinieri, enquanto a Alemanha tinha Rob Muffels, os EUA com Michael Brinegar e o Brasil com Fernando Ponte, um pouco atrás. Os 3 lideravam e brigavam a cada metro, enquanto o Brasil se firmava em 4º mais de 20s atrás. Eles foram pro funil e Muffels conseguiu bater um pouco antes fechando em 53:58.7, 0.2 a frente de Paltrinieri e 0.3 a frente de Brinegar. O Brasil fechou na ótima 4ª posição a 25.8 da Alemanha.

Saltos Ornamentais

No trampolim 3m feminino, Shi Tingmao foi a melhor na preliminar com 357,90 e na semifinal com 359,40, seguida da australiana Maddison Keeney com 348,10 e da outra chinesa Wang Han com 345,80. Luana Lira foi 41ª na preliminar com 220,20 e a veterana Juliana Veloso 43ª com 206,70 entre 51 atletas.

Trampolim de 3m masculino

Embed from Getty Images

Quase que a China perdeu seu 1º ouro nos saltos! O britânico Jack Laugher, prata no Rio-2016, vinha com uma prova espetacular e chegou até a tirar um 10 (descartado) no 4º salto, de dificuldade 3,9! Ele chegou pra última rodada com 473,95, com 31,10 pontos de vantagem sobre o chinês Xie Siyi e 45,40 sobre Cao Yuan. Só que no último salto, Laugher errou feio e tirou apenas 2,5-3,0! Com isso, os chineses o passaram para fazer a dobradinha e Laugher acabou com o bronze. Xie Siyi venceu com 545,45, Cao Yuan prata com 517,85 e Laugher bronze com 504,55. O sul-coreano Woo Haram foi novamente 4º colocado, assim como no trampolim de 1m. Na foot, Jack Laugher e toda sua decepção após errar o último salto.

Nado Artístico

Na preliminar da rotina livre combinada, que mistura solo, dueto e equipe, com 10 atletas na piscina, o Brasil ficou em 9º com 81,6667 e se garantiu na final. Passavam 12 e eram apenas 15 equipes competindo. A melhor, claro, foi a Rússia com 96,5667, seguida de China e Ucrânia.

Dueto Rotina Livre

Embed from Getty Images

Svetlana Kolesnichenko e Svetlana Romashina venceram a final do dueto com 97,5000, deixando novamente a China com a prata com 95,7667 e a Ucrânia com o bronze com 94,1000. Foi o 6º ouro russo no nado artístico neste Mundial. Fio o inacreditável 21º ouro mundial da Romashina e o 16º da Kolesnichenko.

Precisava de tanta prova assim no Mundial?

Pólo Aquático

Tivemos a definição no pólo feminino. Pelo Grupo A, os Estados Unidos arrasaram a África do Sul com 26-1 e a Holanda fez 15-6 na Nova Zelândia. No grupo B, o Canadá venceu a Coreia do Sul por 22-2, num jogo onde claramente as canadenses tiraram o pé (ou seria melhor dizer a mão?) e erravam o gol de propósito. A Rússia fez 17-12 na Hungria e venceu o grupo, se classificando direto para as 4as.

Pelo Grupo C, a campeã mundial em 2013 Espanha fez 19-6 em Cuba enquanto a Grécia derrotou o Cazaquistão por 13-7. Pelo Grupo D, a Itália fez 14-6 na China para vencer o grupo com 3 vitórias e a Austrália ganhou do Japão com 9-7. A húngara Rita Keszthelyi é a artilheira do mundial com 15 gols, mas a holandesa Maud Megens vem em seguida com 12, mas com aproveitamento espetacular com 92%.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 6

Ana Marcela fatura a 1ª medalha do Brasil em Gwangju (e logo um ouro) e se torna a maior das águas abertas em Mundiais de Esportes Aquáticos! China e Rússia seguem no topo e Brasil perde mais uma no pólo.

Águas Abertas

5km feminino

Embed from Getty Images

Ana Marcela Cunha faturou seu 4º ouro em Mundiais ao vencer de maneira brilhante os 5km. O resumo da prova você pode ler aqui.

Saltos Ornamentais

Tivemos uma interminável preliminar do trampolim 3m masculino com 57 saltadores fazendo 6 saltos cada e a semifinal, que definiu os 12 finalistas e os 12 primeiros classificados para Tóquio. O chinês Xie Siyi liderou na preliminar com 499,15 e deu um show na semi com 522,60, curiosamente só o 1º salto foi o melhor da rodada. Cao Yuan foi 2º na semi com 469,30 e o britânico Jack Laugher em 3º com 468,45. Os brasileiros fizeram uma péssima prova na preliminar: Luis Moura foi 51º com 287,95 e Kawan Pereira 52º com 275,90.

Plataforma 10m feminina

Embed from Getty Images

A chinesa Chen Yuxi, de apenas 13 anos, foi simplesmente espetacular, fazendo uma prova praticamente perfeita. Seu 1º salto, com média de 8,5 foi seu pior salto e justamente no salto de menor grau de dificuldade. Ela somou 439,00 pontos, marcando 94,05 em 2 saltos e mais de 85 pontos em 4 dos 5 saltos, faturando o 9º ouro chinês em 9 provas nos saltos. Sua compatriota Lu Wei, também com apenas 13 anos, ficou com a prata com 377,80, e a americana Delaney Schnell foi bronze com 364,20, desbancando as favoritas canadenses. Meaghan Benfeito vinha em 3º antes do último salto, mas errou, tirando notas 6,0-6,5 e acabou em 6º.

Nado Artístico

A Rússia liderou a preliminar da prova por equipes, rotina livre, com 97,7667, seguida da China com 95.7667 e da Ucrânia com 93,9667. Novamente Canadá, México e EUA pegaram final. O Brasil vinha bem, mas levou uma penalidade de 2 pontos e acabou em 16º com 80,0667. Mesmo sem a penalidade, não pegaria final, mas seria 14º.

Solo Livre

gettyimages-1162534796

Svetlana Romashina. Foto: FINA

Na primeira final de rotina livre, Svetlana Romashina venceu o 5º ouro russo com 97,1333, tirando mais de meio ponto a mais que na preliminar e faturando seu 20º título mundial! A espanhola Ona Carbonell ficou com a prata com 94,5667 e conseguiu sua 22ª medalha em Mundiais, se isolando na liderança contra 21 da russa Natalia Ishchenko. Mas Natalia tem 19 ouros contra apenas de Carbonell. A japonesa Yukiko Inui foi bronze com 93,2000. Na rotina técnica, alguns dias antes, o pódio foi quase igual. A única diferença foi que o ouro foi de outra Svetlana, a Kolesnichenko.

Polo Aquático

O Brasil levou sua 2ª derrota no torneio masculino, perdendo de 15-8 para a Alemanha, parciais 4-1, 6-1, 2-2, 3-4 para os alemães. Jogando muito mal, Brasil não contou com a boa atuação do goleiro Slobodan Soro, que não repetiu o desempenho da estreia contra a Itália. Agora o Brasil precisa vencer o Japão de qualquer maneira na quinta-feira a noite para conquistar a vaga para as 8as. Nesta 2ª rodada, o Japão perdeu de 9-7 para a Itália.

Pelo Grupo A, Montenegro empatou em 10-10 com a Grécia, curiosamente seu 2º empate em 10-10 neste Mundial e a super Sérvia venceu a Coreia do Sul facilmente por 22-2. No B, Austrália fez 17-8 no Cazaquistão e a Croácia mandou um 17-7 nos Estados Unidos. Já pelo C, Hungria venceu 13-11 a Espanha e África do Sul e Nova Zelândia empataram em 8-8. Croácia e Hungria já venceram seus grupos e estão nas 4as.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 5

Alemães brilham nos 10km masculino, e Rússia e China seguem dominando o nado artístico e os saltos.

Águas Abertas

10km Masculino

gettyimages-1162250005

Pódio dos 10km masculino. Foto: FINA

Foi mais uma prova muito disputada, valendo 10 vagas olímpicas, como no feminino. Campeão olímpico nos 1.500m livre no Rio, o italiano Gregorio Paltrinieri liderou boa parte da prova e tentou abrir, mas o pelotão não o deixava, sempre ameaçado pelos alemães Florian Wellbrock e Rob Muffels, o francês Marc-Antoine Olivier, bronze no Rio-2016, entre outros, como o holandês campeão olímpico Ferry Weertman e o campeão dos 5km, o húngaro Kristóf Rasovszky.

Na última volta, Paltrinieri começou a cansar e foi ultrapassado pelos alemães, que, num bom jogo de equipe abriram ao lado do francês Olivier. Wellbrock e Olivier foram lado ao lado pro pórtico e Wellbrock bateu em 1:47:55.9, 0.2 na frente de Olivier e 1.5 na frente do compatriota Muffels. Os brasileiros não fizeram uma boa prova. Allan do Carmo foi 33º a 2:18.8 do Wellbrock e Victor Colonese foi 35º a 2:19.3.

Nado Artístico

Sem surpresas na preliminar do dueto rotina livre com as russas Svetlana Kolesnichenko e Svetlana Romashina liderando com 96,6667, seguidas de China com 94,5333 e Ucrânia com 93,1333. A dupla do Brasil não apareceu pra competir.

Equipe Técnica

Embed from Getty Images

Na final da equipe técnica, mais um ouro russo com 96,9426, melhorando em 0,72 a nota da preliminar. A China pegou a prata com 95,1543 e a Ucrânia, que vem se firmando como a 3ª potência do mundo, desbancando o Japão, foi bronze com 93,4514. A Rússia venceu todas as provas por equipe desde o Mundial de Perth-1998!

Saltos Ornamentais

Tivemos a preliminar e a semifinal da plataforma feminina, definindo as 12 finalistas. As chinesas Chen Yuxi e Lu Wei lideraram na semi com 407,95 e 370,85 respectivamente. Na preliminar, entretanto, Chen Yuxi não foi tão bem e ficou em 4º. Duas canadenses na sequencia na semi: Caeli McKay 356,70 e Meaghan Benfeito 340,60. Andressa Mendes temrinou a preliminar em 36º entre 38 com 195,80 e Ingrid Oliveira foi cortada do Mundial por conta de uma lesão no pulso.

Prova por Equipe

Embed from Getty Images

Nesta prova, temos um homem e uma mulher, que devem realizar 6 saltos, 3 cada, sendo 3 no trampolim de 3m e 3 na plataforma de 10m. Vitória mais uma vez da China com Lin Shan e Yang Jian, com 416,65. Yang Jian fez um salto de dificuldade 4,1, com nota média entre 7 e 7,5! A prata ficou com os russos Sergey Nazin e Iuliia Timoshinina com 390,05 e o bronze com os americanos Katrina Young e Andrew Capobianco, com 357,60. Isaac Souza Filho e Tammy Takagi terminaram em 15º com 287,10 entre 16 duplas.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

Na 2ª rodada do pólo feminino, mais goleadas e a Coreia do Sul marcou seu 1º gol! Pelo Grupo A, Estados Unidos venceu por 12-9 a Holanda e a Nova Zelândia fez 17=4 na África do Sul. Com isso, EUA já venceu o grupo. No Grupo B, a Rússia arrasou as donas da casa por 30-1. O único gol sul-coreano veio na metade do 4º quarto, quando elas perdiam por 27-0. Hungria fez 15-14 no Canadá pelo mesmo grupo.

Pelo C, a Espanha já sai como vencedora do grupo ao passar pelo Cazaquistão com 18-6 e a Grécia arrasou Cuba por 20-4. No Grupo D, a Austrália fez 14-12 na China e a Itália venceu o Japão por 9-7.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 4

Brasil estreia no pólo masculino com derrota e pegamos nossa primeira final nos saltos.

Saltos Ornamentais

Plataforma Sincronizada Masculina

gettyimages-1162155214

Pódio da plataforma sincronziada. Foto: FINA

Mais um ouro chinês em uma prova espetacular de Cao Yuan e Chen Aisen. Nos 2 saltos iniciais de dificuldade baixa, nenhuma nota abaixo de 8,5. Aí vieram 4 saltos com mais de 90 pontos e eles somaram incríveis 486,93, vencendo o ouro com uma enorme diferença sobre os russos Aleksandr Bondar e Viktor Minibaev, prata com 444,60. Os chineses não levaram no sincronismo nenhuma nota abaixo de 8,5! Os britânicos tom Daley e Matthew Lee ficaram com o bronze com 425,91. Eles conseguiram uma nota 10 no 4º salto, mas pecaram feio no 5º salto e perderam aí a 2ª colocação.

Ótima prova dos brasileiros Kawan Pereira e Isaac Souza Filho. eles ficaram em 10º na preliminar com 342,06 e melhoraram a pontuação na final para 348,78, mas terminaram em 12º.

Trampolim Sincronizado Feminino

Embed from Getty Images

E a China segue 100% nos saltos, levando seu 7º ouro. Shi Tingmao e Wang Han também brilharam com uma prova quase perfeita, com apenas duas notas 8,0 durante toda a prova (são 55 notas), mas nenhum 10. Ainda assim, vitória tranquila delas com 342,00, contra 311,10 das canadenses Jennifer Abel e Melissa Beaulieu, que se mantiveram na segunda colocação durante toda a prova. Também muito consistentes, as mexicanas Paola Espinosa e Melany Hernandez ficaram com o bronze com 294,90, para conquistar a 4ª medalha mexicana nos saltos. Luana Lira e Tammy Takagi ficaram em 16º na preliminar com 242,07 e não avançaram pra final.

Nado Artístico

Highlight

Embed from Getty Images

Foi a estreia da prova de highlight em Mundiais. Nesta prova, temos 10 atletas na água ao mesmo tempo e a impressão artística tem enorme valor. São valorizados os lançamentos, os levantamentos e os desenhos que as atletas fazem com as pernas. Tem que ter no mínimo quatro movimentos acrobáticos, ações conectadas e movimentos que dão efeito de caleidoscópio. A Rússia decidiu não participar da prova, abrindo espaço para um novo hino e quem subiu no topo do pódio foi a Ucrânia, que venceu com a excelente nota de 94,5000, seguida da Itália com 91,7333 e da Espanha com 91,1333. Com o bronze espanhol, a atleta Ona Carbonell se torna a maior medalhista da história na modalidade em Mundiais ao lado da russa Natalia Ishchenko, ambas com 21. Mas a russa tem 19 ouros e 2 pratas, enquanto Ona tem apenas 1 ouro, 9 pratas e 11 bronzes.

Dueto Misto Técnico

Embed from Getty Images

Aqui voltamos ao normal com mais um ouro russo. Mayya Gurbanberdieva e Aleksandr Maltsev venceram a prova com 92,0749, seguidos dos italianos Manila Flamini e Giorgio Minisini com 90,8511 e dos japoneses Atsushi Abe e Yumi Adachi, bronze com 88,5113. Os brasileiros Renan Souza e Giovana Stephan terminaram em 7º com 79,4495, melhorando a sua nota da preliminar (78,1404), mas mantendo a 7ª posição.

Pólo Aquático

O Brasil estreou no Grupo D contra a forte seleção da Itália, bronze no Rio-2016. O Brasil até conseguiu segurar bem no 1º quarto e a Itália fez 5-3, atrapalhada pela expulsão de Gonzalo Echenique, ficando 4min com um a menos. No 2º quarto, o Brasil encostou com 5-4, mas se perdeu completamente e deixou a Itália disparar, abrindo 12-4 e o jogo terminou com 14-5 pros italianos. Pelo mesmo grupo, a Alemanha e o Japão empataram em 9-9.

No Grupo A, Sérvia e Montenegro fizeram uma grande partida empatando em 10-10, enquanto a Grécia arrasou a Coreia do Sul por 26-3. No B, Estados Unidos venceu 16-7 o Cazaquistão e a Croácia derrotou a Austrália por 14-4. Pelo C, Espanha 23-3 na África do Sul e Hungria 24-4 na Nova Zelândia.