Campeonatos Europeus – Dia 9

Com o fim da natação, o atletismo dominou o europeu nesta sexta-feira.

E está difícil alguém tirar a Mariya Lasitskene do topo no salto em altura. A russa teve sua sequência de 45 vitórias quebrada no mês passado, na Diamond Legue de Rabat, mas já voltou ao topo. Ela empatou com a búlgara vice olímpica no Rio Mirela Demireva com 2,00m, mas a russa passou na 2ª tentativa e a búlgara apenas na 3ª. Só falta agora pra Lasitskene o título olímpico.

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Chegada dos 110m com barreiras. Foto: Getty Images

A belga campeã olímpica Nafissatou Thiam e a britânica Katarina Johnson-Thompson disputaram prova a prova o heptatlo, até o dardo, a 6ª prova. A britânica tinha 113 pontos de vantagem, mas com um dardo horrível de 42,16m contra um 57,91m de Thiam, caiu para 192 de desvantagem! Thiam podia perder os 800m por até 13s que seria ouro. Na corrida final, Johnson-Thompson fez 2:09.84 e Thiam 2:19.35 para vencer com 6816 pontos, melhor marca do mundo no ano, contra 6759 da britânica. Em outro belo duelo do dia, o francês Pascal Martinot-Lagarde venceu os 110m com barreiras com o mesmo tempo do favorito russo Sergey Shubenkov, 13.17, mas levou na foto.

A grega Paraskevi Papahristou venceu o salto triplo com 14,60m, a alemã levou o dardo com 67,90m, recorde do campeonato, a suíça Lea Sprunger faturou os 400m com barreiras com 54.33, o britânico Matthew Hudson-Smith foi ouro nos 400m com 44.78, a ucraniana Nataliya Pryshchepa levou os 800m com 2:00.38 e o norueguês de 17 anos Jakob Ingebrigtsen venceu os 1.500m com 3:38.10.

Os russos Evegnii Kuznetsov e Ilia Zakharov venceram o trampolim sincronizado masculino com 431,16 contra 430,62 dos campeões olímpicos Jack Laugher e Christopher Mears, impedindo o 3º ouro do britânico Mears. No trampolim de 1m feminino, vitória da russa Mariia Poliakova com 285,55.

Triathlon - European Championships Glasgow 2018: Day Nine

Pierre le Corre (FRA). Foto: ITU

Sem as grandes estrelas do triatlo, o francês Pierre le Corre venceu a prova masculina com 1:47:17, 11s de vantagem sobre o espanhol Fernando Alarza e 23s sobre o belga Marten va Riel. O bicampeão olímpico Alistair Brownlee ficou em 4º, 55s atrás do campeão. Destaque pra baita corrida do Alarza. Na transição do ciclismo era 15º, 1min23s atrás do líder, que já era o el Corre, e foi pra apenas 11s.

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Corrida olímpica pro triatlo esquenta no revezamento

Neste fim de semana rolou a antepenúltima etapa da Série Mundial de Triatlo, em Edmonton, no Canadá, a última com a disputa do revezamento misto.

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Vittoria Lopes entregando para Manoel Messias na etapa de Edmonton. Foto: ITU

A equipe da Austrália venceu com 1:19:29, seguida dos Estados Unidos com 1:19:31 e da Nova Zelândia, com 1:19:39, com Bélgica e França vindo logo atrás. Na etapa de Nottingham, em junho, a vitória foi dos EUA, com Grã-Bretanha e França completando o pódio. Já no Mundial de Revezamento, disputado há 2 semanas, em Hamburgo, a França, com Leonie Periault, Dorian Coninx, Cassandre Beaugrand e Vincent Luis, venceu com 1:20:06. Austrália e EUA logo atrás.

Assim, encerra-se o 1º período para o ranking de classificação olímpica do revezamento. Para Tóquio-2020, as 7 melhores equipes deste ranking garantem 2 homens e 2 mulheres nos Jogos. Em 2020, teremos um pré-olímpico mundial, que dará mais 3 vagas.

Para o ranking, são considerados dois períodos, de maio/2018 a maio/2019 e de maio/2019 a março/2020. Serão consideradas as 5 melhores pontuações de cada país, sendo 2 de um período e 3 do outro, o que der mais pontos. O Mundial dá 1.000 pontos pro campeão, as etapas da Série Mundial e o Pré-Olímpico dará 800 e os campeonato continentais 500, reduzindo a pontuação por 7,5% a cada colocação seguinte.

No momento, o ranking de revezamento está assim: 1) Estados Unidos 2.396 pontos, 2) Austrália 2.358, 3) França 2.270, 4) Grã-Bretanha 2.073, 5) Holanda 1.781, 6) Canadá 1.498 e 7) Nova Zelândia 1.482. O Brasil só pontuou no Mundial, quando terminou em 16º. Não disputou a etapa de Nottingham e, agora em Edmonton, levou uma volta dos líderes e não pontuou. No momento está em 21º com apenas 311 pontos.

Ainda assim, os países que classificarem 2 homens e 2 mulheres individual podem disputar o revezamento. São 26 vagas pelo ranking (já desconsiderando os classificados pelo revezamento). No ranking atualizado, Manoel Messias é o 25º e Diogo Sclebin 42º no masculino e, no feminino, Luisa Baptista é a 32ª e Vittoria Lopes a 38ª. Todos teriam vaga olímpica.

Ainda tem muita coisa pela frente e a vaga no revezamento está longe, mas se continuarem participando das etapas da Série Mundial, o Brasil pode conseguir classificar os seus 4 principais atletas.

A Série Mundial volta no fim de agosto para Montreal.

Prévias Rio-2016: Triatlo

Atualizado em 15/07/2016 após a desistência de Javier Gomez Noya (ESP), por conta de uma fratura no braço.

Masculino

Pódio Londres-2012: Ouro – Alistair Brownlee (GBR); Prata – Javier Gomez Noya (ESP); Bronze – Jonathan Brownlee (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Mario Mola (ESP); Prata – Javier Gomez Noya (ESP); Bronze – Richard Murray (RSA)

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Alistair Brownlee (GBR)

Após dominar o triatlo desde Londres, os irmãos Brownlee são novamente os favoritos a uma dobradinha da família. Alistair Brownlee (1O) é o atual campeão olímpico e é o favorito para o bicampeonato, algo inédito no triatlo olímpico. Jonathan Brownlee (1B) fica um pouco atrás, mas pode surpreender. Nesta temporada, Alistair venceu duas etapas da Série Mundial, em Leeds e Estocolmo, e só venceu duas em 2015. Jonathan venceu 2 etapas no início de 2015 e este ano já tem 3 pratas e 1 bronze.

Quem pode atrapalhar a festa dos irmãos são os espanhóis. Mario Mola venceu a etapa final do ano passado, que vale como o Mundial e este ano faturou em Abu Dhabi, Gold Coast e Yokohama. Javier Gomez Noya é presença constante nos pódios, o que aconteceu 7 vezes em 2015, mas nenhuma neste ano, pois só competiu duas vezes neste ano, 4º em Leeds e um ouro no campeonato europeu em Lisboa, mas uma fratura no braço no começo de julho o tirou dos Jogos do Rio.

O sul-africano Richard Murray venceu a etapa de Edmonton e foi bronze no Mundial de 2015, e belisca alguns pódios. Também ficar de olho no francês Vincent Luis, no espanhol Fernando Alarza e no mexicano Crisanto Grajales.

E o Brasil? Diogo Sclebin será o único representante brasileiro na prova masculina, mas será apenas coadjuvante na prova. Em etapas da Série Mundial, raramente alcança um top-30.

Meu Pódio: Ouro – Alistair Brownlee (GBR); Prata – Mario Mola (ESP); Bronze – Richard Murray (RSA)

Feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Nicola Spirig (SUI); Prata – Lisa Nordén (SWE); Bronze – Erin Densham (AUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Gwen Jorgensen (USA); Prata – Non Stanford (GBR); Bronze – Vicky Holland (GBR)

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Gwen Jorgensen (USA)

A americana Gwen Jorgensen é mais que favorita, é um ouro praticamente certo pros EUA. Falei dela aqui. Jorgensen venceu praticamente tudo que disputou nos últimos 3 anos. Venceu 17 provas seguidas, para perder pela 1ª vez em Leeds, em abril para a britânica Helen Jenkins. Mas nas duas provas seguidas, Jorgensen provou que é quase imbatível. Em Leeds, tinha uma desvantagem de mais de 1min30s para Flora Duffy, de Bermudas, mas graças a sua corrida excepcional não só tirou a diferença como venceu por quase 1min.

Brigam pelas outras medalhas a excelente equipe britânica com Helen Jenkins, Non Stanford e Vicky Holland, Flora Duffy, que teve uma ascensão meteórica nos últimos 2 anos e pode ganhar a 2ª medalha olímpica da história de Bermuda, a 1ª desde 1976, as americanas Katie Zaferes e Sarah True. A atual campeã, a suíça Nicola Spirig que venceu num phot finish até hoje questionável se não houve empate, não competiu esse ano ainda fazendo de sua participação uma incógnita.

E o Brasil? Pâmella Oliveira fez ótimas provas ano passado, mas este ano obteve como melhor colocação na série Mundial um 26º lugar. Dificilmente será top-10.

Meu Pódio: Ouro – Gwen Jorgensen (USA); Prata – Non Stanford (GBR); Bronze – Flora Duffy (BER)

Perfil 2016 – Gwen Jorgensen (USA)

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Gwen Jorgensen

Triatlo

Mundiais: 2 ouros

 

 

Se há alguns anos quem dominava o triatlo masculino eram os irmãos Brownlee, hoje quem reina absoluta é a americana Gwen Jorgensen.

Nascida em 1986 em Waukesha, no Winsconsin, Jorgensen nadava e corria para a Universidade de Winsconsin, onde se formou contadora e foi trabalhar na Ernst & Young, uma das maiores empresas de auditoria do mundo. A federação americana de triatlo buscava novos atletas e chegou nela, que começou a treinar e se mostrou um talento espetacular.

Em 2010, em sua 1ª competição internacional, foi vice-campeã mundial universitária na Espanha. Neste ano disputou etapas do circuito pan-americana e subiu algumas vezes no pódio, fechando o ano com uma prata no campeonato pan-americano. Foi eleita a estreante do ano pela federação americana em 2010.

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Em 2011 começou a disputar Copas do Mundos e etapas do mundial e surpreendeu o mundo com a prata na etapa de Londres em agosto, considerada o Mundial do modalidade, ficando atrás da britânica Helen Jenkins. No mesmo mês, veio sua 1ª vitória da carreira, na Copa do Mundo de Tiszaujvaros, na Hungria. Foi 4ª colocada no Pan de Guadalajara.

Com o vice mundial, foi selecionada para a equipe olímpica americana em 2012. Antes dos Jogos, disputou algumas etapas do circuito, vencendo uma Copa do Mundo. Em Londres, decepcionou com um fraco 38º lugar na prova olímpica, a quase 7min da campeã.

Em 2013, começou a ganhar quase tudo, vencendo 3 etapas da World Series, o principal circuito mundial: San Diego, Yokohama e Estocolmo, terminando em 4º lugar na classificação geral. Em Hamburgo, ajudou a equipe americana a levar o bronze no Mundial de Revezamento.

Aí veio 2014. Ela abriu o ano vencendo a Copa do Mundo Mooloolaba, na Austrália. Foi apenas 12ª na World Series de Auckland e bronze na Cidade do Cabo. Na etapa seguinte, em Yokohama começou sua sequencia absolutamente espetacular. Foram nada menos que 17 títulos seguidos!! Ao longo de 23 meses foram 10 vitórias em World Series, 2 de finais da World Series (equivalente ao Mundial), 2 títulos nacionais, a vitória no evento-teste do Rio, uma Copa do Oceania e um Copa do Mundo.

A sua sequencia foi quebrada apenas em março deste ano, quando perdeu a etapa de Gold Coast por 41s para Helen Jenkins. Depois venceu mais duas etapas, em Yokohama e em Leeds, onde buscou na corrida uma diferença de 1min40s para vencer por 51s!

Com uma corrida espetacular, Gwen Jorgensen só perde o ouro olímpico para ela mesma.

Jogos Europeus Baku-2015 – Dia 2

Azerbaijão na frente do quadro e mais domínio russo na greco-romana.

Donos da casa lideram

O Azerbaijão assumiu a liderança do quadro de medalhas graças a 3 ouros no domingo.

Elvin Mursaliyev

Bronze no último mundial, o azeri Elvin Mursaliyev levou o ouro nos 75kg da luta greco-romana, vencendo na final o sérvio Viktor Nemes. Nos 130kg, o ouro foi pro turco Rıza Kayaalp, com 3-1 na final sobre Sabahi Shariati, impedindo o 4º ouro azeri do dia.

Os outros dois ouros dos donos da casa vieram do karatê. Aykhan Mamayev levou nos 84kg masculino e Irina Zaretska faturou nos 68kg feminino.

Rússia confirma favoritismo

Depois dos 3 ouros no sábado, foram mais dois neste domingo na luta greco-romana. Artem Surkov venceu os 66kg e Davit Chakvetadze levou os 98kg.

Com a conclusão da categoria, a Rússia venceu 5 ouros e 1 bronze em 8 pesos.

Outros Esportes

Gordon Benson Foto: ITU

No triatlo masculino, sem grandes nomes, o ouro foi para a potência Grã-Bretanha, com o desconhecido Gordon Benson, de 21 anos. Bronze na categoria Sub23 da Final da Série Mundial em 2014, que equivale a um campeonato mundial, Benson completou a distância olímpica em 1:48:31 e garantindo uma vaga olímpica pro Rio-2016 para a Grã-Bretanha (como se precisassem). Prata para o português João Silva e bronze para o azeri Rostyslav Pevtsov.

No karatê, o turco bicampeão mundial Enes Erkan venceu o +84kg. Na categoria pesada feminina, ouro para a croata Masa Martinovic. Nas disputas do kata, dois ouros para a Espanha, com Damian Quintero no masculino e Sandra Jaime no feminino.

Indisposto para jogar, Timo Boll foi uma ausência sentida para a Alemanha nas disputas por equipe do tênis de mesa. Dando WO, os adversários já saíam de 2-0. Nas 4as, a Alemanha até venceu a Suécia por 3-2, mas na semifinal, não conseguiu passar pela França. Num duelo de gigantes, Emmanuel Lebesson venceu por 3-1 Dimitrij Ovtacharov e se classificaram para a final. Na grande final masculino, a França vai enfrentar a boa equipe de Portugal.

No feminino, a Alemanha segue sem perder uma partida sequer! 3-0 na Hungria, 3-0 na Rússia e 3-0 na República Checa para chegar à final. Lá, enfrentarão a Holanda, que venceu a Ucrânia por 3-2. Lembrando que a Holanda tem duas chinesas na equipe.

Com jogos longos, a rodada do vôlei masculino atrasou e o último jogo acabou mais de 1 da manhã! Pelo grupo A, Turquia 3-1 Sérvia, Finlândia 3-2 Azerbaijão e Polônia 3-2 França. Pelo B, Eslováquia surpreendeu 3-1 a Itália, Bulgária 3-2 Bélgica e Rússia 3-1 Alemanha.

Também rolaram as eliminatórias e semifinais das provas longas (500m e 1.000m) da canoagem com nenhuma surpresa. Metade da qualificação da ginástica artística aconteceu no domingo. Os homens só fizeram o solo, cavalo com alças e argolas e o ucraniano Oleg Verniaiev lidera. No feminino, só com o salto e as barras assimétricas, a Aliya Mustafina lidera seguida de outras duas russas.

No pólo aquático masculino, Itália, Hungria, Grécia e Espanha somam duas vitórias e estão próximas das 4as. No feminino, Hungria e Rússia já tem 3 vitórias e bem perto da semifinal.

Nesta segunda-feira, 5 finais da canoagem, as finais por equipe da ginástica artística, finais do dueto e equipe do nado sincronizado, finais por equipe do tênis de mesa e 4 categorias da luta feminina.

Jogos Europeus Baku-2015 – Dia 1

Suíça, Azerbaijão e Rússia fizeram a festa no 1º dia.

Suíça começa destruidora

Jolanda Neff vencendo o mountain bike

As duas primeiras finais foram do Mountain Bike e com suas equipes principais, a Suíça chegou arrasadora! No feminino, Jolanda Neff sobrou na prova, como ela tem feito nas etapas da Copa do Mundo este (venceu 2 das 2 disputadas). Neff completou em 1:31:05, 2min03s de vantagem sobre sua compatriota Kathrin Stirnemann.

Já no masculino, o pódio foi completo da Suíça! Prata em Londres, Nino Schurter venceu com 1:41:04, 13s melhor que Lukas Fluckiger e 33s melhor que Fabian Giger.

Nicola Spirig chegando para o ouro no triatlo

O 3º ouro suíço veio no triatlo, com o esperado reencontro entre a campeã olímpica Nicola Spirig e a sueca prata em Londres por milímetros Lisa Norden. E deu novamente a Spirig, que venceu com 2:00.28. A holandesa Rachel Klamer foi prata e Norden pegou o bronze, 1min18s atrás da campeã.

Rússia domina a luta greco-romana

Com 3 ouros no dia, a Rússia mandou na greco-romana.

Bicampeão mundial juvenil, Islam Magomedov venceu na categoria 98kg. Vice-campeã mundial ano passado, Evgeny Saleev faturou o ouro nos 80kg e completando a trifeta russa, Stepan Maryanyan faturou os 59kg.

Rasul Chunayev leva ouro na greco-romana

Nos 71kg, o russo acabou derrotado nas 4as quebrando a hegemonia. Quem venceu em casa foi Rasul Chunayev. Bronze no último mundial, ele deu o primeiro ouro para o Azerbaijão na luta olímpica.

Outros Esportes

O Azerbaijão fez mais a festa levando dois ouros no karatê, com Firdovsi Farzaliyev nos 60kg e com o tetracampeão mundial Rafael Aghaeyv nos 75kg. A França venceu duas provas no feminino, com Emily Thouy (55kg) e Lucie Ignace (61kg). Completando as finais do 1º dia, a Turquia levou os outros dois no karatê, com Burak Uygur (67kg masculino) e Serap Özçelik (50kg feminino).

Na qualificação das outras provas do nado sincronizado, mais domínio russo. No solo, Anisiya Neborako foi a melhor com 89,1333, seguida de espanhola e ucraniana. Na rotina livre combinada, mesma ordem, com Rússia liderando com 89,0000.

Na abertura do vôlei feminino, pelo Grupo A, Itália 3-0 Bélgica, Azerbaijão 3-1 Romênia e Polônia 3-2 Turquia. Pelo B, Sérvia 3-0 Croácia, Alemanha 3-2 Bulgária e Holanda surpreende Rússia com 3-1.

Momentos distintos nas combinadas

Se ser atleta de alto nível não é fácil, imagina ter que treinar 3, 5 ou às vezes até 10 modalidades diferentes? As provas combinadas pedem isso e nada pode ser negligenciado. Uma prova mal treinada pode ser fatal e o fundamental é a estabilidade. Neste fim de semana dois esportes combinados tivera competições importantes dos seus circuitos mundiais. Nenhuma medalha brasileira, mas resultados interessante que mostram um momento diferente, principalmente no lado feminino.

Triatlo

ITU/Divulgação

Já no triatlo, a Pamella Oliveira (foto) vem numa crescente. Em Londres ela ficou na 30ª posição. Em 2013 venceu uma prova da Copa do Mundo no México e foi campeã Pan-Americana.

Em 2014, Pamella obteve bons resultados na World Triathlon Series, culminando com um 8º lugar na grande final no Canadá e terminando em 13º no ranking geral. Este ano, ela foi 24ª na etapa neo-zelandesa, a 2ª do circuito, e neste sábado conquistou o 9º lugar na etapa australiana de Gold Coast, a 1 minutos e meio do pódio. No circuito, Pamella (que só disputou 2 das 3 etapas) aparece em 19º no ranking. O seu crescimento é notório e não arrisco acreditar numa ótima participação no Rio-2016. Medalha é difícil, ainda mais numa prova como o triatlo, mas num dia bom, tudo pode acontecer.

ITU/Divulgação

Quem vencer em Gold Coast foi a espetacular americana Gwen Jorgensen. O domínio da americana é indiscutível! Ela foi novamente perfeita e terminou a prova em 1:56:59, 1min18s de vantagem sobre a segunda colocada, a também americana Sarah True. Katie Zaferes completou o pódio todo americano. Com esta vitória, Jorgensen acumula nada menos que OITO vitórias seguidas no WTS e é o nome a ser batido.

Pentatlo Moderno

Pouca gente sabia o que era pentatlo moderno até o último dia de disputas dos jogos de Londres, quando a Yane Marques ganhou um bronze espetacular, garantindo a última medalha disputada das Olimpíadas. Em 2013, Yane fez uma ótima temporada, com uma prata no Mundial e o bronze na Copa dos Campeões. Em 2014, seu melhor resultado foi um 7º lugar em uma etapa da Copa do Mundo.

Em 2015, a má fase segue. Ela foi 24ª na 1ª etapa nos EUA, 15ª na 2ª em Cairo e nesta última sexta-feira, um 21º lugar na prova em Roma. Yane deu uma caída na esgrima e na natação, mas o que a afundou na etapa italiana foi o hipismo, onde cometeu 6 faltas. Com isso, Yane largou a 62s da líder e deu adeus às chances de um bom resultado, pois não tem uma boa corrida. Priscila Oliveira também pegou final e também sofreu muito no hipismo, largando a 100s da líder. Yane terminou na 21ª posição com 1271 pontos e Priscila em 30º com 1206.

UIPM/Divulgação

Quem venceu foi a campeã olímpica em Londres, a lituana Laura Asadauskaite, que fez uma prova espetacular. Ela largou em 20º lugar na combina a 59s da líder. E não só se recuperou graças à sua excepcional corrida como ainda venceu com 9s de vantagem sobre a húngara Zsofia Foldhazi.