Resumo olímpico da semana

Handebol

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Sem adversários de mesmo nível, a seleção feminina conquistou o Torneio Quatro Nações em São Bernardo. Arrasou por 40-13 o Chile e por 36-9 a República Dominicana e derrotou Portugal por 35-29.

O Brasil enfrentou 3 equipes bem fracas na preparação para o Pan, que começa no próximo domingo na Argentina e dará 3 vagas para o Mundial em dezembro na Alemanha. Na primeira fase, o Brasil pega EUA, Colômbia, Paraguai e Porto Rico.

Luta

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Joilson Santos Jr no topo do pódio

A equipe brasileira juvenil conquistou 8 medalhas no Pan da categoria em Lima. Apesar da greco-romana ser o pior estilo do Brasil no adulto, foram 4 medalhas na competição juvenil. O único ouro do país em Lima veio com Joilson Ramos Jr, que venceu a categoria 66kg e se tornou bicampeão continental. Ele venceu suas 3 lutas com muita tranquilidade e superioridade. Rafael Crystêllo Filho foi prata nos 120kg, Erivan Rocha nos 55kg foi bronze e Douglas Rocha nos 96kg também foi bronze.

Na luta feminina, Shayenne Silva foi prata nos 48kg ao perder para peruana por 19-17 (!!). Fabiana Alcantara nos 63kg e Thais Oliveira nos 72kg foram bronze. Na luta livre, apenas um bronze, com Daniel Nascimento nos 55kg.

Vôlei

Na 2ª semana da Liga Mundial, o Brasil foi para a Bulgária e, assim como na 1ª, venceu duas partidas e perdeu uma.

Na sexta, venceu o Canadá por 3-1 (23-25, 25-20, 25-22, 25-23). No sábado, fez 3-1 na campeã mundial Polônia (25-21 ,25-20, 17-25, 25-19) e no domingo não foi páreo para a Bulgária, que venceu por 3-1 (25-22, 25-19, 23-25, 25-19).

Após 6 jogos, o Brasil está em 3º no Grupo 1 com 4V e 2D atrás da França, que está invicta com 6 vitórias, e Sérvia, que tem 5.

Outros Esportes

– Participação bem modesta dos brasileiros no Pan de pentatlo moderno, em Santo Domigno. No masculino, William Muinhos foi 8º com 1.399 pontos (52s atrás do campeão) e Gabriel Sasaqui foi 21º com 1.297 entre 41 atletas. No feminino, Priscila Oliveira terminou em 10º com 1,264 (85s atrás da campeã) e Bianca Cavalcanti foi 18ª com 1.189 entre 28 atletas.

Bia Haddad Maia segue embalada e chegou às semifinais do Bol Open, torneio da WTA de US$ 125.000 na Croácia. Bia venceu na 2ª rodada a sueca cabeça 1 Johanna Larsson por 76(3) 61 e nas quartas derrotou a italiana Sara Errani por 61 64, até perder na semifinal para a sérvia Aleksandra Krunic de virda por 16 62 60. Com mais uma boa campanha, Bia atingiu seu melhor ranking da carreira , o 94º lugar

Alexandre Rocha ficou em 4º no Rust-Oleum Championship, em Illinois, com 281 tacadas, 7 acima do alemão campeão Stephan Jaeger. Alexandre somou 3,45333 pontos pro ranking e subiu quase 400 posições no ranking, para 858º.

Philip Greenlees venceu a seletiva brasileira para os Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires-2018, em Campinas. A FEI ainda precisa confirmar as vagas sul-americanas pros Jogos.

– Em amistoso de Rugby XV em São Paulo, Brasil vence Portugal com virada histórica. Com menos de 10min pro final da partida, os Tupis perdiam de 21-6, mas, com 3 tries seguidos, virou para 25-21

– Na Série Mundial de triatlo em Leeds (GBR), Danilo Pimentel foi 31º na prova masculina com 1:53:26, quase 7min atrás do campeão Alistair Brownlee.

Vela e tiro com arco tem seus posts próprios.

Resumo olímpico da semana

Vôlei de Praia

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Talita e Larissa

No Aberto de Moscou, as mulheres foram o destaque. Larissa e Talita ficaram com o título ao vencer na decisão as americanas Brooke Sweat/Summer Ross por 21-16, 21-14. As brasileiras perderam apenas um set na competição, na semifinal contra Ágatha/Duda, quando venceram por 23-21, 18-21, 15-10. Agatha/Duda acabaram com a medalha de bronze ao passarem pelas alemãs Schneider/Bieneck por 21-14, 21-8. Foi o 3º título seguido de uma dupla brasileira no circuito feminino e o 4º na temporada em 7 torneios. Foi o 61º título de Larissa no circuito, o 33º de Talita e o 15º da dupla.

Já no masculino, nenhum brasileiro chegou às semifinais. Apenas os campeões olímpicos Alison/Bruno Schmidt atingiram as 4as, onde perderam para os letões Smedins/Samoilovs de virada por 18-21, 22-20, 15-12. O título ficou com os americanos Lucena/Dalhausser. Foi o 35º título do circuito mundial de Dalhausser.

Vôlei

Na estreia de Renan Dal Zotto no comando da seleção brasileira masculina, 2 vitórias e uma derrota na 1ª rodada da Liga Mundial, em Pesaro, Itália.

Logo na 1ª partida, um grande duelo contra a campeã mundial Polônia, que venceu por 3-2 (25-20, 20-25, 19-25, 25-22, 15-8). Depois, o Brasil venceu o Irã por 3-1 (21-25, 25-19, 25-22, 25-22) e derrotou a Itália também por 3-1 (25-15, 17-25, 25-23, 25-22). O Brasil aparece em 3º na classificação geral da 1ª Divisão da Liga Mundial e a França lidera como a única a vencer os 3 jogos do fim de semana. A seleção agora parte para a Bulgária onde enfrentará além dos donos da casa, o Canadá e novamente a Polônia.

Atletismo

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Lorraine Martins

O Brasil dominou o Sul-Americano Sub20m, disputado na Guiana. A equipe brasileira venceu 18 ouros, 11 pratas e 3 bronzes e venceu as classificações gerias por gênero e total, com 287 pontos. Lorraine Martins foi um dos destaques brasileiros ao vencer os 100m e os 200m, com bons tempos e fortes ventos contra. Nos 100m, ela fez sua melhor marca pessoal com 11.56 (-3,1m/s) e nos 200m 23.89 (-2,6m/s). Vale ressaltar que ela ainda é Sub18. Daniel do Nascimento, que disputou o Mundial de cross-country, venceu os 5.000m (14:53.71) e os 10.000m (31:01.64) com corridas táticas. Outra dobradinha foi de Saymon Hoffmann, que levou o arremesso de peso (16,57m) e o lançamento de disco (54,59m).

Na Holanda, Thiago André marcou 3:35.28, sua melhor marca pessoal nos 1.500m e conseguiu o índice para o Mundial de Londres.

Em La Coruña, na Espanha, Érica de Sena venceu a Marcha 20km com 1:29:16 e lidera com folga a classificação geral no circuito de marcha. Nos 20km masculino, Caio Bonfim ainda não chegou ao seu melhor e foi 6º com 1:21:04, sua melhor marca no ano.

Outros Esportes:

– Paola Reis foi campeã na categoria juvenil no Pan-Americano de Ciclismo BMX na Argentina. Na categoria elite, Priscilla Carnaval foi prata e Julia Alves foi bronze. Elas perderam para a argentina Gabriela Diaz. No masculino, Anderson Ezequiel ficou em 4º na elite. No domingo, pela Copa Latino-Americana, Priscilla ficou com o ouro.

– Adilson da Silva foi 15º no Aberto da Zâmbia de golfe, válido pelo Sunshine Tour e somou 1,2667 ponto no ranking mundial. Alexandre Rocha foi 39º Rex Hospital Open, válido pelo Web.com Tour.

– O Brasil ficou em 8º na Copa das Nações de hipismo saltos em St. Gallen, Suíça. Com Yuri Mansur, João Victor Castro, Karina Johannpeter e Eduardo Menezes, somando 41 pontos perdidos. A vitória ficou com a equipe da Itália, com apenas 9 pontos.

– O pivô brasileiro Rogério Moraes foi campeão da Champions League de handebol. O seu time Vardar, da Macedônia, venceu por 24-23 o Paris Saint-Germain e conquistar pela 1ª vez o título europeu.

– A IJF definiu as 16 equipes classificadas para o Mundial por equipes de judô e confirmou a presença do Brasil no masculino. A equipe feminina tinha sido campeã do Pan e já estava garantida.

– Danilo Pimentel foi 19º na Copa do Mundo de triatlo em Cagliari, na Itália. No formato sprint, ele completou em 56:22. Beatriz Neres foi a melhor no feminino com 1:05:29, em 24º lugar.

Resumo do fim de semana

Vôlei

Após perder na final do sul-americano Sub18 de vôlei, a equipe masculina perdeu novamente, agora no SulAm Sub-21 de vôlei masculino, novamente para a Argentina. Jogando em casa, os Hermanos venceram no jogo final por 3-1 de virada: 24-26 25-22 25-20 25-21.

O Brasil havia vencido os 4 jogos anteriores (Chile, Uruguai, Colômbia e Peru) por 3-0. Com a derrota, o Brasil não se classificou ainda pro Mundial da categoria de 2017 e precisará conquistar a vaga na Copa Pan-Americana. Final de ano ruim para as seleções de base.

Já no Mundial de Clubes masculino, o Sada Cruzeiro se tornou tricampeão mundial ao vencer na final por 3-0 (25-21 25-23 25-15) o time russo do Zenit Kazan em Betim. No Mundial feminino, o Rio de Janeiro decepcionou e terminou em 5º lugar.

Rugby

Seguindo o seu plano de crescimento do rugby sevens. a CBRu anunciou os novos técnicos das seleções brasileiras. O destaque é o neozelandês Reuben Samuel, que comandará a equipe feminina já neste fim de ano na primeira etapa do Circuito Mundial, em Dubai. Ele já foi técnico assistente da equipe feminina da Nova Zelândia.

O também neozelandês Jacob Mangin comandará a equipe masculina. Ele já fazia parte da equipe brasileira, mas da seleção de XV, desde 2013, e agora acumulará as duas funções. Nos Jogos do Rio, a equipe masculina perdeu todos os 5 jogos e terminou em último, enquanto as meninas venceram 3 jogos, ficando em 9º lugar.

Outros Esportes

Thiago Braz está na lista final da IAAF dos melhores do ano, concorrendo com outros 9 atletas no masculino, entre eles Usain Bolt, Mo Farah, Ashton Eaton, David Rudisha, Christian Taylor e Wayde van Niekerk.

Ane Caroline Lopes

– Ótimas marcas no Brasileiro Sub-16 de atletismo em São Bernardo. Foram estabelecidos 4 recordes brasileiros: Vitor Motin fez 69,86m no disco e 19,60m no arremesso de peso, William Lima 63,09m no dardo e Ana Caroline Lopes 48,64m no disco feminino.

– No Mundial Infanto-Juvenil de levantamento de peso, na Malásia, Laura Amaro terminou em 13º lugar nos 63kg feminino com 171kg no total. Pra quem não lembra, ela disputou o bobsled nos Jogos Olímpicos da Juventude deste ano! Nos 77kg masculino, Renan Fernandes fez 120kg no arranco, mas ficou sem marca no arremesso.

Marcelo Melo e Bruno Soares perderam nas 4as do ATP250 de Estocolmo 62 64 para o croata Mate Pavic e para o neozelandês Michael Vênus. A última final que eles jogaram juntos foi justamente em Estocolmo, mas em 2012.

Thomaz Bellucci fez boa campanha no ATP250 de Moscou, chegando nas 4as de final.Ele venceu o desconhecido turco Cem Ilkel e o russo Andrey Kuznetsov, para perder de 64 62 para o alemão Philipp Kohlschreiber.

Tiago Lobo (amador) foi 3º colocado no Aberto do Kuwait de golfe a 3 tacadas do campeão. No Aberto do Peru do PGA Latinoamericano, Rodrigo Lee melhor brasileiro em 12º.

Rio-2016 – Dia 12

Dia de ir pela primeira (e única) vez a Deodoro. Achava que seria muito complicado e só comprei ingresso para a final por equipes do hipismo saltos, mas depois vi que seria bem tranquilo chegar lá, só um pouco mais longe do Parque Olímpico. Mas também há uma longa andada até chegar nos locais de competição, que ficam dentro da Vila Militar.

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Fazia um calor insuportável e ficar de baixo do sol a manhã toda não foi fácil. Muitos cavalos tiveram problemas nos dias anteriores, o que ocasionou desistências de favoritos como a americana Beezie Madden, a francesa Penelope Leprevost e o holandês Jur Vrieling. Com um cavaleiro a menos, por conta da desclassificação de Stephan Barcha, os brasileiros não podiam errar e brigaram por medalha até o final, mas quando o último a entrar, o Doda, cometeu uma falta, o Brasil ficou em 5º por equipe, novamente perto do pódio. Com nenhuma falta nos obstáculos e apenas 2 estourando o tempo, a França assegurou o ouro com boa antecedência, assim como os americanos ficaram com a prata. Canadá e Alemanha empataram com 8 pontos e foram para o desempate, vencido pelos alemães, que zeraram todas as passagens.

Ainda não tinha ido ao Boulevard Olímpico e com bastante tempo até o jogo de vôlei do Brasil, aproveitei para conhecê-lo. E ficou maravilhoso. Estava lotado, mas tudo ficou lindo. Já tinha visto o Museu do Amanhã no ano anterior quando fui ao evento-teste do tiro com arco, mas desta vez pude dar a volta nele. Estava muito cheio e acabei não indo a todos os armazéns, mas dá para dizer que tudo ficou muito muito bonito. Não pude deixar de fazer selfies com a pira olímpica e tirar muitas fotos na Praça Mauá. Da próxima vez que for ao Rio, com certeza voltar aqui para conhecer tudo direitinho.

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Próximo passo, Maracanãzinho para as quartas do vôlei masculino entre Brasil e Argentina. O Brasil havia passado em 4º enquanto os hermanos surpreenderam com o 1º lugar do grupo e, claro, o jogo foi muito disputado, como qualquer duelo entre os dois países é em qualquer esporte. A Argentina fez um ótimo jogo e aproveitou um Brasil completamente apagado no 2º set para empatara a partida, mas depois tudo voltou aos eixos e com 24 pontos de Wallace, o Brasil venceu por 3-1 rumo ao ouro.

Prévias Rio-2016 – Vôlei e Vôlei de Praia

Vôlei masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Rússia; Prata – Brasil; Bronze – Itália

Último Mundial (2015): Ouro – Polônia; Prata – Brasil; Bronze – Alemanha

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É praticamente um pan-americano a disputa masculina, com 6 equipes do continente e apenas 4 europeus, o que fez o nível cair um pouco. Ainda assim, não será uma disputa fácil. A Polônia vem do título mundial em casa em 2014, mas não chega ao pódio de uma Liga Mundial desde 2012. No Grupo B, os poloneses terão como grandes adversários a sempre forte Rússia. Ouro em Londres, os russos são liderados pelo veterano de 40 anos Sergey Tetyukhin (1O-1P-2B), mas não tiveram uma grande performance na Liga Mundial esse ano, ficando em 6º na fase inicial, com 5 vitórias e 4 derrotas. Ainda neste grupo, temos o Irã, que vem crescendo demais nos últimos anos e pode surpreender. Completam Argentina, Egito e Cuba.

Pelo A, temos o Brasil que tem a sempre tradicional Itália, os fortes Estados Unidos e a sensação recente França. Com o excelente Earvin N’Gapeth, a França venceu a Liga Mundial no ano passado e foi bronze este ano. A grande ausência dos Jogos é com certeza a Sérvia, que venceu a Liga Mundial de 2016.

E o Brasil? Em casa e com uma seleção bem renovada e sem Murilo, o Brasil é o grande vice dos últimos anos. As últimas vitórias vieram em 2010 e, desde então, perdeu nas finais de Londres-2012, do Mundial de 2014 e nas Ligas Mundiais de 2011, 2013, 2014 e 2016. Após tantos vices, está na hora do Brasil virar o jogo e acabar com a sina. Mesmo sem o Murilo, tem Lucarelli em sua 1ª Olimpíada, Bruninho (2P), Lucão (1P) e o mega experiente líbero Serginho (1O-2P).

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Polônia; Bronze – França

Vôlei feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brasil; Prata – Estados Unidos; Bronze – Japão

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – China; Bronze – Brasil

Vindo de dois ouros olímpicos, o Brasil chega como favorito, principalmente por jogar em casa. O título do Grand Prix no mês passado também foi fundamental para a seleção que chega bem e com muita pressão em busca do tricampeonato. No Grupo A terá como principal rival a Rússia, algoz em Atenas-2004 e nos mundiais de 2006 e 2008. Mas a vitória espetacular nas 4as de Londres-2012 acabaram com o fantasma russo e o trauma foi superado. Bronze em 2012, o Japão é uma boa equipe, mas não vem na mesma força. Coreia do Sul, Argentina e Camarões completam o grupo e não são ameaças às outras 3 equipes.

Já o Grupo B tem a fortíssima equipe dos Estados Unidos, que perdeu as duas últimas finais olímpicas para o Brasil, mas venceu o Mundial em 2014. Chegam também como favoritas e com grande chance de reeditar a final olímpica pela 3ª vez. Outra equipe que vem com tudo é a China. Cotadíssima para o ouro, as chinesas não fizeram um bom Grand Prix, mas não estavam completas. Vice na Copa do Mundo de 2015, a Sérvia pode surpreender e chegar ao pódio. Completam o forte grupo a perigosa Itália, a Holanda e Porto Rico.

E o Brasil? Como disse, o Brasil chega com tudo, embaladas com o título do Grand PRix vencido sobre as americanas, mas a pressão pelo 3º título é enorme e jogar em casa com essa pressão pode ser fatal. Ainda assim, o Brasil briga sim pelo ouro.

Meu Pódio: Ouro – China; Prata – Estados Unidos; Bronze – Brasil

Vôlei de Praia masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Julius Brink/Jonas Reckermann (GER); Prata – Alison Cerutti/Emanuel Rego (BRA); Bronze – Martins Plavins/Janis Smedins (LAT)

Último Mundial (2015): Ouro – Alison Cerutti/Bruno Schmidt (BRA); Prata – Reinder Nummerdor/Christiaan Varenhorst (NED); Bronze – Pedro Solberg/Evandro Gonçalves (BRA)

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Bruno Schmidt e Alison (BRA)

Campeões mundiais em 2015 e com uma temporada excepcional, os brasileiros Alison Cerutti (1P) e Bruno Schmidt formam a dupla número 1 do mundo e a grande favorita para o ouro olímpico. Este ano venceram o Open de Vitória e o Major de Porec, na Croácia, mas o brilho foi mesmo em 2015, com 6 títulos, sendo 5 deles seguidos! Evandro e Pedro Solberg tem boas chances também e podem fazer até uma final brasileira. Eles venceram o Major de Gstaad este ano e fora prata e duas oportunidades do circuito mundial, além do bronze no Mundial do ano passado.

Uma das principais ameaças aos brasileiros é a dupla da Letônia Samoilovs e Smedins (1B), que já venceram 3 títulos no ano, incluindo um Major e um Grand Slam. Eles estão no mesmo grupo do Evandro/Pedro Solberg. Prata no último mundial, os holandeses Nummerdor/Varenhorst tem boas chances de pódio, assim como seus compatriotas Brouwer/Meeuwsen. De olho também nas duplas americanas Dalhausser (1O)/Lucena e Gibb/Patterson e nos italianos Nicolai/Lupo.

E o Brasil? As duplas brasileiras Alison/Bruno Schmidt e Evandro/Pedro Solberg são favoritas ao pódio, com boas chances até de uma final brasileira.

Meu Pódio: Ouro – Alison/Bruno Schmidt (BRA); Prata – Samoilovs/Smedins (LAT); Bronze – Evandro/Pedro Solberg (BRA)

Vôlei de Praia feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kerri Walsh-Jennings/Misty May-Treanor (USA); Prata – Jennifer Kessy/April Ross (USA); Bronze – Juliana Felisberta/Larissa França (BRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Bárbara Seixas/Ágatha Bednarczuk (BRA); Prata – Taiana Lima/Fernanda Alves (BRA); Bronze – Maria Elisa Antonelli/Juliana Silva (BRA)

Atuais campeãs mundiais, Bárbara e Ágatha surpreenderam no mundial de 2015, mas não fazem uma grande temporada. Mesmo com poucas participações no circuito mundial, tem apenas uma prata e um bronze este ano. Pouco. O favoritismo mesmo é da outra dupla brasileira, com Larissa (1B) e Talita. Elas conquistaram 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze este ano no circuito e são cabeças de chave 1 do torneio.

Mas a grande pedra no sapato será a dupla americana April Ross (1P) e Kerri Walsh (3O). Walsh busca o espetacular tetracampeonato olímpico e segue em ótima forma. Este ano, a dupla já venceu 4 títulos, sendo dois Grand Slams, um deles no Rio em março. As duplas alemãs Ludwig/Walkenhorst e Borger/Büthe vem em ótima fase. A 1ª já venceu 5 títulos no ano e podem surpreender. De olho também nas holandesas Meppelink/Van Iersel, nas canadenses Bansley/Pavan e nas duas duplas suíças.

E o Brasil? Assim como no masculino, as duas duplas brasileiras brigam pelo ouro, mas Larissa e Talita estão em melhor fase que as campeãs mundiais Bárbara e Ágatha.

Meu Pódio: Ouro – Larissa/Talita (BRA); Prata – Walsh/Ross (USA); Bronze – Ludwig/Walkenhorst (GER)

O duelo Brasil x Estados Unidos que domina o vôlei

Esse fim de semana foi uma prévia do que nos espera nos Jogos: duelos entre Brasil e Estados Unidos nas 4 modalidades do esporte. E nós saímos vencedores nos 3 confrontos dessa semana que valiam ouro.

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Foto: FIVB

O destaque, claro, fica por conta do Grand Prix feminino. Com show da líbero Léia e boas apresentações de Natália, Fabiana com 18 pontos, Sheilla e Dani Lins num dia inspirado, o Brasil venceu a seleção americana completíssima por 3-2 em Bangkok, com parciais de 18-25 25-17 25-23 22-25 15-9. Com isso, o Brasil conquistou seu 11º título do Grand Prix em 24 edições do evento.

No Major de Gstaad de vôlei de praia, na Suíça, duas finais entre Brasil e EUA. Na feminina no sábado, Larissa e Talita fizeram uma grande partida para vencer as americanas Walsh e Ross na final com 21-18 21-14. Walsh segue em busca do seu incrível 4º ouro olímpico. Juliana e Talita ca[iram nas 8as para as alemãs Ludwig/Walkenhorst por 2-0.

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Foto: FIVB

No masculino, Pedro Solberg e Evandro venceram na final Lucena e Dalhausser por 24-22 21-16 para conquistar o título, o 1º da dupla este ano. Favoritos ao ouro olímpico, Alison e Bruno Schmidt perderam nas 8as para outra dupla brasileira, Álvaro e Vítor Felipe.

No Rio-2016 podemos até ter 4 finais entre brasileiros e americanos. No vôlei de quadra e de praia feminino esta final é a mais provável. Já no masculino, os brasileiros tem mais chances que os americanos. Na quadra, já teremos um duelo Brasil x EUA ainda na 1ª fase, no dia 11 de agosto. Na praia, a dupla americana Lucena/Dalhausser venceram 4 títulos no ano, incluindo o Major de Hamburgo, mas não os colocaria como grande chance de pódio.

De qualquer forma, qualquer duelo entre os dois países nos Jogos vai ser de matar qualquer um do coração.

O caminho do vôlei

Com o fim da classificação no vôlei, tivemos a definição dos grupos no masculino nesta semana. Sem sorteio, a definição foi feita pelo ranking mundial.

No torneio qualificatório mundial e asiático, em Tóquio, a Polônia e o Irão venceram 6 das 7 partidas e ficaram em 1º lugar. A única derrota dos poloneses foi para os iranianos por 3-1, que crescem a cada torneio. Já o Irã perdeu para a França, que ficou em 3º e também se classificou. O Canadá sofreu e fez muita gente sofrer. Perdeu de 3-2 pra Polônia e pro Irã e perdeu de 3-0 para a França, mas venceu as outras 4 partidas, incluindo as definitivas para pegar a última vaga, contra a Austrália (3-2) e a China (3-2 também).

No segundo torneio, com apenas 4 equipes, uma seleção bem fraca se classificaria, assim como ocorreu com a Colômbia no feminino. Jogando em casa, o México venceu 3-0 a Argélia e 3-1 o Chile, mas mesmo perdendo na última partida de 3-2 para a Tunísia ficou com a vaga por conta desses 2 sets vencidos.

Com isso, das 12 equipes classificadas no masculino, 6 são das Américas: Brasil, EUA, Argentina, Cuba, Canadá e México. Teremos um torneio de vôlei não tão forte no masculino, com ausências sentidas da Sérvia e da Bulgária.

O Grupo do Brasil terá Itália, EUA, Canadá, França e México. Faltando ainda sair a ordem dos jogos, podemos prever Brasil em 2º ou 3º no grupo. A França é a nova sensação do vôlei masculino e deve surpreender. Assim, Brasil e EUA fazem o jogo decisivo pelo 2º lugar para fugir de Rússia e Polônia nas 4as de final. É muito importante ver como será a ordem dos jogos. Uma estreia dura pode atrapalhar, ainda mais com o fator de pressão por jogar em casa. Enfrentar os EUA na estreia seria algo duro e tenso.

No feminino, entretanto, a ordem dos jogos foi anunciada e o Brasil terá um passeio na estreia: Camarões. Bom para quebrar o nervosismo logo no 1º dia dos Jogos. O Brasil sempre fecharia o dia, fazendo o jogo final, mas nessa estreia, devido ao adversário de nível bem fraco, jogará a tarde. Isso até pode fazer com que a Fabiana Claudino seja a nossa porta-bandeira na cerimônia de abertura, já que não será tão exigida na estreia.

A sequencia do feminino é ótima para ir entrando em jogo. Enfrenta a Argentina na 2ª rodada, depois pega Japão e Coreia do Sul. Para encerrar a 1ª fase, na provável disputa pelo 1º lugar, faz o clássico com a Rússia. Passando em 1º, deve enfrentar nas 4as uma seleção europeia, como a Itália ou a Holanda.

O Grand Prix de vôlei começa nesta quinta-feira e será uma boa prévia. Logo na 1ª rodada jogando no Rio, o Brasil enfrentará Itália, Japão e Sérvia.

O feminino por enquanto tudo indo bem. Vamos esperar a ordem dos jogos do masculino.