Mundial de Atletismo – Dia 5

O dia foi marcado por uma polêmica, com a exclusão de Isaac Makwala, de Botsuana. Ele e outras 30 pessoas pegaram uma intoxicação alimentar por conta de um norovírus e, de acordo com as regras britânicas, deveria ficar 48h em quarentena no seu quarto. Mas ele foi ao estádio, já que disputaria a final dos 400m, mas foi impedido de nadar.

400m masculino

996fc498-27ea-431f-b1db-875a9d892294

Wayde van Niekerk (RSA). Foto: IAAF/Getty Images

Sem Makwala para brigar com o sul-africano campeão mundial e recordista mundial, Wayde van Niekerk sobrou mais uma vez para levar o ouro com 43.98. Ele soltou demais nos 20-30m finais e acabou não batendo nenhum recorde. Steven Gardiner, de Bahamas, foi prata com 44.41 e o qatari Abdalelah Haroun ficou com o bronze com 44.48.

800m masculino

5c6f266c-e150-4565-b2b8-91026294ab6d

Foto: IAAF/Getty Images

Sem David Rudisha na prova, o resultado era inesperado e até mesmo o brasileiro Thiago André teria chances. Ele começou bem, ficando em 2º na 1ª volta, mas acabou levando 3 empurrões normais da prova e ficou meio perdido. Quem não ligava pro que acontecia atrás era o francês Pierre-Ambroise Bosse, que venceu com 1:44.67, seguido do polonês Adam Kszczot, que era o 5º na entrada da reta final para levar a prata com 1:44.95. O queniano Kipyegon Bett foi bronze com 1:45.21. Thiago marcou 1:46.30e terminou em 7º.

3.000m com obstáculos masculino

1863c749-358d-4afc-8d10-9414dcda8d83

Conseslus Kipruto (KEN) mostrando que é o número 1 pouco antes de cruzar a linha de chegada. Foto: IAAF/Getty Images

O americano Evan Jager chegou em Londres disposto a quebrar o domínio queniano na prova em Mundiais e Olimpíadas. Ele tinha o melhor tempo do ano com 8:01.29 e ficou na frente por todo o percurso, ao lado do campeão olímpico no Rio, o queniano Conseslus Kipruto. Nos 200m finais, eles foram acompanhados do marroquino Soufiane Elbakkali. Assim que passaram pelo rio, o americano foi ficando pra trás e o queniano mostrou quem manda na prova para vencer com 8:14.12 contra 8:14.49 do marroquino e 8:15.53 do americano. Desde 1991 um atleta nascido no Quênia venceu o Mundial (em 2003 e 2005 quem levou foi Saif Saseed Shaheen, queniano de nascimento, mas que defendia o Qatar). Já em JO, o Quênia é ouro desde 1984!

Salto com vara masculino

5acfd013-6dd1-4de5-b2aa-ab87122eb113

Sam Kendricks (USA). Foto: IAAF/Getty Images

Vindo de uma sequência de 10 vitórias seguidas, o americano Sam Kendricks fez prova perfeita, passando sempre de 1ª até os 5,89m. O chinês Changrui Xue também vinha zerando e bateu o recorde nacional com 5,82m, mas parou em 5,89m. Enquanto isso, o polonês Piotr Lisek e o francês Renaud Lavillenie passaram em 5,89m, mas com alguns erros durante a prova. Restando apenas 3 em 5,95m, apenas Kendricks conseguiu passar, na 3ª tentativa, enquanto Lisek queimava as 3. Já o francês queimou duas e foi tentar o tudo ou nada em 6,01m, mas não conseguiu. Kendricks ficou com o ouro e é o 1º americano no pódio da prova em Mundiais desde 2007. Já o francês, que foi bronze, segue sem um título mundial ao ar livre e acumula 5 pódios seguidos em mundiais, com 1 prata e 4 bronzes.

Lançamento de dardo feminino

a5be2fe0-9c63-4602-8352-c0db0eb9d0cb

Barbora Spotakova (CZE). Foto: IAAF/Getty Images

A chinesa Huihui Lyu se sagrou favorita após os 67,59m na quali, novo recorde asiático, mas começou muito mal, não passando de 63m após 4 tentativas. Enquanto isso, a checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova fez 66,76m na 2º tentativa para liderar e não perder mais o ouro. Outra chinesa, Lingwei Li, fez 66,25m e encostou na checa na 3ª tentativa e ficou com a prata. Huihui melhorou para 65,26m no 5º lançamento para pegar o bronze enquanto a campeã do Rio-2016, a croata Sara Kolak, ficou em 4º com 64,95m.

Pista e Campo

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da holandesa Dafne Schippers com 22.63, seguida de Shaunae Miller-Uibo, de Bahamas, com 22.69 e da marfinense Marie-Josée Ta Lou com 22.70. Vitoria Cristina Rosa foi 3ª na sua bateria com 23.26 e Rosângela Santos foi 2ª na sua com 23.34, ambas se classificando pras semifinais. Campeã dos 100m, a americana Torie Bowie se machucou ao se jogar na linha de chegada dos 100m e não disputou a prova dos 200m.

Nos 400m com barreiras feminino, melhor marca nas semifinais da checa Zuzana Hejnová com 54.59. Campeã olímpica Dalilah Muhammad venceu a sua bateria com 55.00. Além de Muhammas, outras 2 americanas estão na final. Prata no Rio, a dinamarquesa Sara Petersen ficou com o 9º tempo 55.45 fora da final.

Duas vezes finalista olímpica, Geisa Arcanjo chega pela 1ª vez a uma final de Mundial ao fazer 17,79m na quali do arremesso de peso e pegar a 12ª e última vaga pra decisão. A chinesa Lijia Gong com 18,97m e a americana campeã olímpica Michelle Carter com 18,92m lideraram a quali.

Anúncios

Mundial de Atletismo – Dia 4

Dobradinha sul-americana no triplo, mais um domínio no martelo e uma final espetacular no meio-fundo.

Lançamento de martelo feminino

3004f890-ff6e-4879-a2c5-f6e06119314a

Anita Wlodarczyk (POL). Foto: IAAF/Getty Images

Bicampeã olímpica, bicampeã mundial, recordista mundial e dona das 7 melhores marcas do ano, a polonesa Anita Wlodarczyk era mais que favorita ao ouro. Mas ela começou bem mal, com 70,45m, x e 71,94m. Ao fim das 3 primeiras séries, ela estava apenas em 6º lugar e a liderança era da chinesa Zheng Wang com 75,00m. Mas na 4ª rodada, tudo voltou ao normal com a polonesa lançando para 77,39m e melhorando na 5ª para 77,90m. Wang melhorou com 75,98m na última tentativa e ficou com a prata. Malwina Kopron, melhor na quali, fez 74,76m e deu mais um bronze pra Polônia. 4ª com 74,53m, a chinesa Wenxiu Zhang se aposentou após a prova.

Salto triplo feminino

e062ccaa-3d64-4e56-be39-d1ff7c129b69

Yulimar Rojas (VEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, o duelo sul-americano entre a venezuelana Yulimar Rojas e a colombiana Caterina Ibarguen foi disputado centímetro a centímetro. Ibarguen abriu com 14,67m contra 14,55m de Rojas. Na 2ª rodada, Rojas saltou 14,82m enquanto Ibarguen melhorou apenas 2cm para 14,69m. Na 3ª, foi a vez da colombiana assumir a liderança com 14,89m enquanto Rojas fazia 14,83m! Na 5ª tentativa, a venezuelana voou para 14,91m voltando ao topo. Na última rodada e no último salto da prova, Ibarguen fez 14,88m, melhorando, mas não o suficiente para ultrapassar a rival e amiga. Primeiro ouro da história para a Venezuela e primeira vitória de Rojas sobre Ibarguen. Coadjuvante na prova, a cazaque Olga Rypakova foi bronze com 14,77m.

110m com barreiras masculino

95e5a7b0-2360-4fd1-887a-54f5336775c5

Omar McLeod (JAM). Foto: IAAF/Getty Images

Ouro no Rio-2016, o jamaicano Omar McLeod venceu a prova com 13.04 graças a uma excelente saída deixando o campeão de 2015, o russo que compete com independente Sergey Shubenkov, em 2º com 13.14. Na disputa do bronze, o húngaro Balázs Baji passou 3 adversários na última barreira para levar a medalha com 13.28. Recordista mundial, o americano Aries Merritt ficou em 5º com 13.31.

1.500m feminino

7e9076f8-67db-45fa-940a-d6d49d7db0b4

Faith Kipyegon (KEN). Foto: IAAF/Getty Images

Numa prova espetacular, a queniana campeã olímpica Faith Kipyegon levou com 4:02.59. Na primeira metade, ela e a britânica Laura Muir foram pra frente do pelotão enquanto a holandesa Sifan Hassan e a recordista mundial Genzebe Dibaba ficavam no fundo. Faltando 600m, Hassan atacou e foi pra frente assim como a especialista nos 800m, a sul-africana Caster Semenya. Hassan e Muir iam na frente, mas na reta final começaram a perder ritmo. Kipyegon abriu e foi pro ouro. Semenya e a americana Jennifer Simpson, que vinha escondida e encaixotada, dispararam passando as líderes para completar o pódio. Simpson foi prata com 4:02.76 e Semenya bronze com 4:02.90. Muit foi 4ª, Hassan 5ª e Dibaba decepcionou demais fechando raia com 4:06.72.

Pista e Campo

Estranhos ver uma eliminatórias dos 200m sem Usain Bolt. O melhor tempo ficou com o trinitino Jereem Richards com 20,05, seguido do britânico Nethaneel Mitchell-Blake com 20.08. Favorito dos 400m, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu sua bateria com 20.16. Aldemir da Silva Jr correu mal para 20.82 e ficou fora das semifinais. Um dos favoritos dono do melhor tempo do ano, Isaac Makwala de Botsuana não compareceu por conta de uma intoxicação alimentar.

A campeã olímpica Dalilah Muhammad fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com barreiras feminino. A americana marcou 54.59. Em 2º, a jamaicana Ristananna Tracey com 54.92. Na bateria 2, vitória da forte checa Zuzana Hejnova com 55.05 seguida da dinamarquesa vice olímpica Sara Petersen com 55.23.

Na mesma prova no masculino, mas pelas semifinais, o americano Kerron Clement fez o melhor tempo das 3 baterias com 48.35 com o norueguês Karsten Warholm logo atrás com 48.43. O brasileiro Márcio Teles tropeçou na 4ª barreira e levou um tombo feio, mas sem gravidade.

A barenita Salwa Eid Naser vai pra final dos 400m feminino com o melhor tempo, de 50.08, recorde nacional. Logo atrás ninguém menos que a americana Allyson Felix com 50.12 e a campeã olímpica de Bahamas Shaunae Miller-Uibo com 50.36.

Apenas 3 atletas superaram os 17,00m necessários para garantir vaga na final do salto triplo masculino: os americanos Chris Benard (17,20m) e o campeão olímpico e mundial Christian Taylor (17,15m) e o cubano Cristian Nápoles (17,06m). A final promete com 3 americanos e 3 cubanos.

Mundial de Atletismo – Dia 3

Final inédita pro Brasil e ouro para dois campeões olímpicos no Rio.

100m feminino

0c0e6c44-a377-4315-a08a-7e25b26c6608

O salto de Torie Bowie pro ouro. Foto: IAAF/Getty Images

Depois de vencer sua bateria nas eliminatórias no dia anterior, Rosângela Santos brilhou novamente na semifinal ao ficar em 2º lugar na sua bateria com 10.91, batendo o recorde sul-americano e se tornando a 1ª brasileira a correr abaixo dos 11s! Ela avançou pra final com o 3º tempo no meio de grandes nomes como a campeã olímpica Elaine Thompson, a americana Torie Bowie e a holandesa Dafne Schippers.

Na decisão, Rosângela correu novamente bem, mas acima do tempo da semi, 11.06 e o ótimo 7º lugar na estreia de uma brasileira em uma final dos 100m. Quem surpreendeu foi a marfinense Marie-Josée Ta Lou que parecia que tinha levado, mas vendo novamente, percebe-se uma recuperação espetacular da americana Torie Bowie, que se jogou na linha de chegada e levou o ouro com 10.85 contra 10.86 de Ta Lou. A holandesa Dafne Schippers ficou com o bronze com 10.96.

Maratona masculina

Embed from Getty Images

Até a metade, um pelotão grande seguia unido. Na 2ª metade da corrida, os quenianos Geoffrey Kirui e Gideon Kipketer e o etíope Tamirat Tola começaram a abrir. Kirui e Tola seguiram lado a lado enquanto Kipketer caía e via o tanzaniano Alphonce Silbu crescer. Nos últimos 5km, Kirui apertou e abriu sobre o etíope. Com 40km já tinha 52s de vantagem e aumentando até vencer com 2:08:27 contra 2:09:49 do etíope. Alphonce Simbu completou o pódio com 2:09:51 para levar a 2ª medalha da Tanzânia na história.

Maratona feminina

c501f990-0f3f-4bbc-a35a-476ada11470e

Rose Chelimo (BRN). Foto: IAAF/Getty Images

A portuguesa Catarina Ribeiro forçou no início, mas com 15km já tinha despencado e a britânica Alyson Dixon foi pra frente liderando com folga. Com 30km, a armada africana junto com algumas penetras como duas americanas, uma norte-coreana, uma australiana e uma japonesa chegou pra formar um pelotão de 15 atletas. O grupo foi reduzindo aos poucos e, com 40km, a queniana Edna Kiplagat e a a barenita (queniana de nascimento) Rose Chelimo estavam a frente com outra queniana Flomena Daniel e americana Amy Cragg juntas 7s atrás. Chelimo seguiu forte até vencer com 2:27:11 enquanto Kiplagat e Cragg terminaram juntas a prova, mas com a queniana levemente a frente pra levar a prata. Ambas fizeram 2:27:18.

Salto com vara feminino

9f3f319f-4bd8-45e6-9fa4-9effe033edbc

Ekaterini Stefanidi (GRE). Foto: IAAF/Getty Images

A disputa ficou entre as duas favoritas: a grega campeã olímpica Ekaterini Stefanidi e a americana vice olímpica Sandi Morris. Elas passavam todas as alturas de 1ª e passaram sozinhas a 4,75m. A venezuelana Robeilys Peinado e a cubana Yarisley Silva empataram em 3º, ambas com 4,65m na 2ª tentativa e apenas um erro na prova. Em 4,82m, Morris errou e a grega passou de 1ª. Ambas foram para 4,89m, com Morris tendo apenas duas chances, errando ambas. Já campeã, Stefanidi foi direto pra 4,91m, passando na 1ª e fazendo a melhor marca do mundo em 2017. Ainda tentou 5,02m, que seria recorde do campeonato, mas não conseguiu. A grega unifica, portanto, os títulos olímpico e mundial.

Arremesso de peso masculino

b39991d6-df9f-4bfd-bdc3-a99d7733dff4

Tomas Walsh (NZL). Foto: IAAF/Getty Images

O americano Joe Kovacs abriu a prova com 21,48m contra 21,38 do neozelandês Tomas Walsh. Mas Walsh melhorou para 21,64m na 2ª tentativa. Na 3ª, Walsh melhorou ainda mais para 21,75m enquanto o americano subia para 21,66m, em 2º. O neozelandês seguia com uma prova brilhante, fazendo 21,70m, 21,63m, e enquanto Kovacs, que defendia o título mundial, não melhorava, Walsh fechou a prova já como campeão com 22,03m! O croata Stipe Zunic ficou com o bronze com 21,46, sua primeira medalha importante da carreira.

Heptatlo feminino

Embed from Getty Images

Ao fim do 1º dia, a alemã Carolin Schäfer liderava com 22 pontos de vantagem sobre a belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Na 1ª prova do 2º dia, Thiam brilhou no salto em distância com 6,57m e 1.030 pontos contra 6,20m (912) da alemã. No dardo, a holandesa Anouk Vetter fez a melhor marca do dardo em um mundial no heptatlo, com ótimos 58,41m e 1.024 pontos! Thiam fez 53,93m (936) e Schäfer 49,99m (860). Thiam foi pra última prova com 172 pontos de vantagem e o ouro na mão. Já Schäfer mantinha o 2º lugar, mas com apenas 3 pontos na frente da holandesa. Nos 800m, nenhum liderou a sua bateria, mas a alemã chegou bem a frente da holandesa. Thiam foi a última na bateria, mas o suficiente para garantir o ouro com 6.784 pontos contra 6.696 de Schäfer e 6.636 de Vetter, recorde holandês. Em prova fraquíssima, Tamara Alexandrino terminou em 24º com 5.631 e Vanessa Chefer desistiu dos 800m após dar 3 passos e ficou em último com 4.500 pontos indo apenas passear em Londres.

Pista

Numa bateria forte dos 3.000m com obstáculos, o finalista olímpico Altobeli da Silva ficou em 6º com 8:31.82, mas não avançou pra final. Melhor tempo do americano Evan Jager com 8:20.36.

O cubano que representa a Turquia Yasmani Copello fez o melhor tempo das eliminatórias dos 400m com barreiras com 49.13. Márcio Teles foi 2º n sua bateria com 49.41 e avançou pra semifinal. Já Hederson Estefani fez 50.22 e ficou de fora por uma posição.

Nos 400m feminino, melhor tempo da barenita Salwa Eid Naser com 50.57. Correndo pra classificar, Allyson Felix venceu sua bateria com fracos 52.44, apenas para avançar pra semifinal.

Campeão olímpico neste estádio em 2012, o americano Aries Merritt fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 110m com barreiras com 13.16. Éder Souza fez 13.56 e avançou pra semi. Na sessão noturna, o jamaicano campeão olímpico no Rio Omar McLeod fez a melhor marca da semi com 13.10. Já o brasileiro com 13.70 ficou de fora da final.

Com a bela marca de 43.89, Steven Gardiner de Bahamas fez o melhor tempo das semifinais dos 400m com recorde nacional. Campeão olímpico e recordista mundial, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu outra bateria com 44.22 pra avançar também pra final. Americano multicampeão LaShawn Merritt foi 7º na sua bateria com 45.52, longe da final.

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 4º na sua semi com 1:45.83, mas conseguiu pegar a última vaga para a final, por tempo! Ótima prova dele e uma enorme surpresa. O melhor tempo foi do vencedor da sua série, o queniano Kipyegon Bett com 1:45.02.

Campo

Sem grandes surpresas na qualificação do salto com vara masculino. O francês Renaud Lavillenie e o polonês Piotr Lisek foram os únicos a passar incólumes até atingirem os 5,70m. Também avançaram o americano Sam Kendricks, que faz excelente temporada, o atual campeão mundial, o canadense Shawn Barber, e o campeão mundial de 2013, o alemã Raphael Holzdeppe.

Na quali do dardo feminino, recorde asiático pra chinesa Huihui Lyu, com 67,59m logo na 1ª tentativa! Campeã olímpica no Rio, a croata Sara Kolak passou em 8º com 63,24m. Bicampeã olímpica, a checa Barbora Spotakova passou com a 5ª marca, de 64,32m.

Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

1501987693074

A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

4ec72d02-5799-4151-b401-54d5e0eff850

Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

f35954e6-f953-41fb-af94-0b53232f221e

Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

fd0c0bba-0ef8-4592-a512-49840fd9eb4c

Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

38402781-19d2-429f-a9fa-24510cbf7aff

Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

e6d404fc-7e9f-4719-b30e-7f6bd8a05d97

Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

e95fe153-bfb7-4220-8a4b-a46cdd9dd474

Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

7dd75e8a-ed59-4b6f-8b22-cc36bd13b19a

Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.

Resumo olímpico da semana

Vôlei de Praia

larissa-e-talita

Larissa e Talita

Larissa e Talita venceram o 3º título da temporada no circuito mundial, agora na cidade polonesa de Olsztyn. Tiveram uma certa dificuldade nas 8as contra as alemãs Borger/Kozuch, vencendo com 15-12 no 3º set. Na semifinal, duelo brasileiro contra Ágatha/Duda e vitória nos detalhes com 21-19 24-22. Na decisão, venceram as canadenses Pavan/Humana-Paredes de virada por duros 20-22, 21-18, 16-14. Ágatha/Duda ficaram com o bronze, com WO das americanas Walsh/Branagh.

No masculino, uma das piores etapas do ano pras duplas brasileiras. 3 das 5 duplas nem passaram da fase de grupos. Pedro Solberg/Guto caíram no playoff e Alison/Bruno Shcmidt ficaram nas 8as perdendo para russos por 21-17 21-18. Agora o foco é o Mundial, que começa nesta sexta-feira.

Atletismo

9399

Pedro Henrique Rodrigues

No Pan Sub20, a equipe brasileira conquistou 9 medalhas na fortíssima competição no Peru, sendo 1 ouro, 3 pratas e 5 bronzes. O único ouro veio no lançamento de dardo, com Pedro Henrique Rodrigues, com 74.58m. Nos 100m masculino, Paulo André de Oliveira foi prata com 10.46 e Felipe Bardi bronze com 10.47. Fabiele Alves com 51.15m no dardo e Gabriel dos Santos com 7,73m no salto em distância foram prata. Outros bronzes: Alencar Pereira (67,14m no martelo), Derick Silva (20.77 nos 200m), Italo Matheus de Araújo (1:49.87 nos 800m) e Jordan Santos (7.036 no decatlo).

O principal destaque do campeonato foi o revezamento 4x400m masculino dos EUA, que venceu com 3:00.33, batendo o recorde mundial Sub20 da prova. Os americanos venceram 24 ouros e 54 medalhas no total.

Outros Esportes

Rogério Dutra Silva chegou nas 4as do ATP250 de Umag, vencendo nas 8as o francês Gael Monfils, 13º do mundo, por 76(5) 46 63, mas perdeu nas 4as para o italiano Alessandro Giannessi por 67(3) 62 75. Ele chegou a sacar em 54 30-0, mas levou a virada. No ATP250 de Bastad, na Suécia, Thomaz Bellucci e André Sá chegaram na semifinal de duplas.

Ygor Coelho perdeu nas 8as do Aberto dos EUA de badminton em Anaheim. Ele venceu duas partidas até perder para o indiano Sameer Verma por 18-21 21-14 21-18.

– No brasileiro de Mountain Bike no ES, vitórias de Luiz Cocuzzi no masculino e de Raiza Goulão no feminino.

Alexandre Rocha não passou no corte de torneio no Nebraska, válido pelo web.com Tour.

– Na Copa do Mundo de triatlo em Tiszaujvaros, na Hungria, no formato sprint com semifinais e finais, Manoel Messias foi 3º na sua semi, mas não terminou a final.

3 títulos mundiais de base de olho no futuro

Na semana passada, 3 vitórias brasileiras bem interessantes nas categorias de base.

ae6e9b328b45f2d70136f8f40b03472e

A espetacular Duda e Ana Patrícia faturaram o bicampeonato mundial Sub21 de vôlei de praia, em Nanjing, na China. Elas venceram os 7 jogos que disputaram, perdendo apenas um set nas 8as de final para dupla suíça. Na decisão, venceram as russas Makroguzova e Kholomina por 21-15 21-13. Duda fatura o seu 5º título mundial de categorias de base. Ela tem agora dois Sub21 e três Sub19, além de uma prata no Sub23. No masculino, o ouro brasileiro veio com Adrielson e Renato, que venceram os 7 jogos sem perder um único set! Na decisão, mais uma vitória sobre uma dupla russa, com 22-20 21-17 sobre Kramarenko/Ivanov. No Mundial do ano passado, o Brasil também venceu os dois ouros.

9385

Equipe ouro no revezamento. Foto: CBAt

Já em Nairobi, no Quênia, a equipe brasileira conquistou ótimos resultados na última edição do Mundial Sub18 de Atletismo. Foram duas medalhas, 4 quartos lugares e mais 6 Top-8. Vale ressaltar que o Mundial foi marcado pelo ausência de Estados Unidos e Grã-Bretanha, preocupados com a segurança no Quênia. O grande resultado brasileiro veio na prova que fechou o Mundial, a mais nova prova olímpica, o revezamento 4x400m misto. Nas eliminatórias, a equipe formada por Brun Benedito da Silva, Giovana Rosália dos Santos, Jéssica Moreira e Alison dos Santos fez o 3º tempo geral com 3:25.64, atrás de Quênia e Jamaica. Mas na decisão, surpreendeu com 3:21.71 e a medalha de ouro! Jamaica foi prata com 3:22.23 e África do Sul bronze com 3:24.45.

Giovana também levou o bronze na prova dos 400m com melhor marca pessoal de 53.57. Lorraine Martins bateu na trave duas vezes, com o 4º lugar nos 100m com 11.80 e o 4º nos 200m com 23.89. Arielton dos Santos também ficou em 4º nos 100m masculino com 10.73 e Vitor Motim completou o grupo dos que ficaram perto do pódio com o 4º lugar no lançamento de disco com 58,27, a 7cm da medalha. No Mundial de 2015, foram 7 Top-8 e em 2013 foram 6.

Desde o fim dos Jogos do Rio, os brasileiros conquistaram em mundiais de base as seguintes medalhas:

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)

Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)

Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)

Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)

Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)

Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)