Campeonatos Europeus 2018 – Dia 4

Mais uma vez uma enorme polêmica na natação europeia. Após a pataquada em 2014 quando não fizeram exames antidoping corretamente e 2 recordes mundiais não puderam ser homologados, um deles do Adam Peaty, novamente um erro técnico grotesco não deve dar mais recorde pro britânico.

É que neste domingo a Liga Europeia de Natação declarou que a cronometragem de 9 provas (3 finais e 6 semifinais) estava com 0.10 de erro. Ou seja, o tempo correto do Adam Peaty na vitória dos 100m peito foi na verdade de 57.10 e não 57.00. Ainda seria recorde mundial, já que a marca era 57.13, mas acho difícil a FINA homologar o tempo. O recorde dos 50m costas não estava entre as provas com problema.

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Kristof Milák (HUN). Foto: L’Equipe

Neste domingo, um novo dia. O primeiro ouro foi do alemão Florian Wellbrock nos 1.500m livre com 14:36.15 deixando os favoritos pra trás: o ucraniano Mykhaylo Romanchuk 14:36.88 e o italiano Grigorio Paltrinieri 14:42.85. Com apenas 19 anos, o italiano Alessandro Miressi levou os 100m livre com 48.01, enquanto o britânico Duncan Scott foi prata com 48.23 e o francês Mehdy Metella bronze com 48.24.

Como esperado, os húngaros fizeram dobradinha nos 200m borboleta, com Kristof Milák vencendo com 1:52.79, recorde do campeonato, e Tamás Kenderesi prata com 1:54.36. O italiano Federico Burdisso completou o pódio com 1:55.97. No revezamento 4x200m livre, os britânicos venceram com recorde da competição 7:05.32 (ótimas parciais lançadas de Duncan Scott 1:45.48 e James Guy 1:45.60), com Rússia prata 7:06.66 e Itália bronze 7:07.58.

No feminino, Yuliya Efimova venceu os 100m peito com 1:05.53, não dando chance pra lituana Ruta Meilutyte, prata com 1:06.26. Mais um bronze italiano com Arianna Castiglioni 1:06.54. Nos 50m costas, vitória da britânica Georgia Davies 27.23.

Sem Rússia na disputa, a Ucrânia venceu a prova da rotina livre combinada no nado artístico com 94,4667, seguida de Itália 92,6000 e Espanha 91,4667.

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Sanne Wevers (NED) na final da trave. Foto: Reuters

A holandesa campeã olímpica Sanne Wevers confirmou seu favoritismo e venceu a final da trave na ginástica artística com 13,900, seguida da belga Nina Derwael 13,600 e da francesa Marine Boyer 13,166. Derwael ficou com o ouro nas assimétricas com 14,733, enquanto a francesa Mélanie de Jesus dos Santos venceu o solo com 13,766. No salto, o ouro foi pra húngara Boglárka Devai com 14,349, mesmo com penalidades nos dois saltos.

Campeã mundial em 2007, a italiana Marta Bastianelli venceu a prova de estrada no ciclismo. Após 3h28min15s, ela cruzou na frente da holandesa campeã olímpica de 2012, tricampeã mundial e tricampeã europeia Marianne Vos e da alemã Lisa Brennauer, ouro no sábado na pista na perseguição.

Na pista, as russas favoritas se enfrentaram na final do sprint feminino, com Daria Shmeleva vencendo Anastasiia Voynova. O bronze ficou com a francesa Mathilde Gros, que derrotou a alemã Miriam Welte. Foram mais 3 provas não olímpicas: Laura Kenny (antes Trott) levou a corrida de eliminação, o alemão Dominic Weinstein venceu a perseguição masculina e o polonês Wojciech Pszczolarski brilhou na corrida por pontos, após dar 4 voltas no pelotão e vencer com 102 pontos.

Fechando o dia, as últimas 8 finais do remo. O norueguês Kjetil Borch venceu o single skiff com 6:49.95 contra 6:50.68 do lituano Mindaugas Griskonis. Os dois medalharam no Rio no double skiff. Nesta prova em Glasgow, a vitória ficou com a dupla francesa Hugo Boucheron e Matthieu Androdias com 6:10.21 numa final apertadíssima. A 0.50 dos franceses veio o barco romeno e a 0.63 o barco britânico. Já no Oito Com, a Alemanha confirmou o favoritismo para levar com 5:27.48, com 4 remanescentes da equipe prata no Rio e com praticamente a mesma formação campeã mundial ano passado. O suíço Michael Schmid venceu o single skiff peso leve e, no double skiff leve, vitória dos noruegueses Kristoffer Brun e Are Strandli, bronze no Rio, deixando os irmãos irlandeses Paul e Gary O’Donovan, prata no Rio, com a prata em Glasgow.

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Marieke Keijser e Ilse Paulis (NED) na final do double skiff leve feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

No feminino, a suíça campeã mundial Jeannine Gmelin levou o single skiff com 7:31.15 contra 7:32.62 da austríaca Magdalena Lobnig, bronze no Mundial. No single skiff leve vitória da bielorrussa Alena Furman. Já no double skiff leve, a dupla da Holanda Marieke Keijser e Ilse Paulis venceu a disputa. Paulis foi ouro no Rio na prova com outra parceira.

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Campeonatos Europeus 2018 – Dia 3

Um dia espetacular na piscina de Glasgow com 2 recordes mundiais e outras performances excelentes.

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Adam Peaty. Foto: Getty Images

Adam Peaty voa sozinho nos 100m peito e não tem ninguém que chegue a sua sombra na atualidade. Na final, deu um show para vencer com 57.00, melhorando seu próprio recorde mundial em 0.13! Ele passou com 26.65 e voltou com 30.35. James Wilby fez a dobradinha britânica com 58.54 e o russo Anton Chupkov foi bronze com recorde russo de 58.96.

O outro recorde mundial veio nos 50m costas com o russo Kliment Kolesnikov com 24.00, derrubando uma marca de 9 anos, que vinha desde 2 de agosto de 2009, estabelecida no Mundial de Roma. A marca também é o novo recorde mundial juvenil. Pela 1ª vez na história um recorde mundial juvenil é também adulto na piscina de 50m. Kolesnikov tem o WR dos 100m costas em piscina curta também. O romeno Robert Glinta foi prata com 24.55 e o irlandês Shane Ryan bronze com 24.64.

Quem voou também foi a sueca Sarah Sjöström. Ela venceu os 100m borboleta com 56.13, muito a frente do resto. A russa Svetlana Chimrova foi prata com 57.30 e a italiana Elena Di Liddo bronze com 57.58. Mais tarde ela voltou à piscina para levar os 50m livre com 23.74 com a dinamarquesa campeã olímpica Pernille Blume 23.75 na prata. As duas chegaram muito perto do WR da própria Sjöström de 23.67. A holandesa Ronomi Kromowidjojo foi bronze com 24.21. A italiana Simona Quadarella levou os 800m livre com 8:16.35 e a Alemanha venceu o inédito revezamento 4x200m livre misto com 7:28.43.

Nas provas artísticas, dois ouros russos. Sem surpresa, venceram ouro no nado artístico por equipes na rotina livre com 97,0333, seguida da Ucrânia com 94,6000 e da Itália com 92,2333, confirmando como a 3ª potência europeia, deixando a Espanha em 4º com 92,1000. Já na ginástica artística, a Rússia venceu a prova feminina por equipes com 165,195. Sem erros, a Rússia foi a melhor equipe nos 4 aparelhos. A França ficou com a prata com 161,131 e a Holanda foi bronze 159,563. A Bélgica que fez uma ótima quali e tinha grande chances de vencer desistiu da final para poupar suas atletas para as finais por aparelho. Não teremos disputa do individual geral.

O britânico Ethan Hayter venceu a única prova olímpica no ciclismo de pista no dia, vencendo a Omnium com 133 pontos, deixando o italiano campeão olímpico Elia Viviani e o dinamarquês Casper Von Folsach para trás com 113. A vantagem de Hayter veio por ter dado uma volta no pelotão na corrida por pontos, o que Viviani e Von Folsach não conseguiram. Os outros ouros do dia foram pro holandês Matthijs Büchli no 1km contrarrelógio com 1:00.134, pra alemã Lisa Brennauer na perseguição individual com 3:26.879 na final e pra italiana Maria Giulia Confalonieri na corrida por pontos.

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Equipe italiana após vencer o Skiff Quádruplo Peso Leve. Foto: Getty Images

No remo, a Romênia largou na frente com 3 vitórias no 1º dia de finais, faturando o Quatro Sem masculino, o Dois Sem feminino e o Oito Com feminino. Os irmãos croatas Martin e Valent Sinkovic, campeões olímpicos no Rio no Double Skiff, confirmaram o favoritismo e venceram o Dois Sem. Eles mudaram de prova depois dos Jogos Olímpicos. A Itália levou o Skiff Quádruplo masculino e o Skiff Quádruplo Peso Leve masculino. As outras vitórias ficaram com as francesas Helene Lefebvre e Élodie Ravera-Scaramozzino no double skiff, com a Rússia no Quatro Sem feminino e com a Polônia no Skiff Quádruplo feminino.

Campeonatos Europeus 2018 – Dia 1

Desta quinta-feira até o domingo, dia 12, a cidade de Glasgow na Escócia vai receber vários campeonatos europeus, numa espécie de Jogos Europeus (não confundir com o Jogos de verdade, que serão em 2019 em Minsk). Apenas o atletismo será em Berlim e os saltos ornamentais em Edimburgo.

Nesta quinta nenhuma final ainda, apenas eliminatórias.

Na qualificação da ginástica artística feminina, a França ficou em 1º por equipes com 164,063, seguida de Rússia com 161,462 e Bélgica com 159,331. Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Espanha e Ucrânia também estarão na final por equipes.

Por aparelhos, as melhores notas foram da húngara Boglarka Devai no salto com 14,616, da sueca Jonna Adlerteg 14,600 nas assimétricas, da belga Nina Derwael 13,500 na trave e da russa Angelina Melnikova 13,833 no solo.

Na ciclismo de pista tivemos apenas a qualificação das perseguições pro equipe. No feminino, a Grã-Bretanha, com sua equipe espetacular com Elinor Barker, Laura Kenny, Eleanor Dickinson e Katie Archibald, foi a equipe mais rápida com 4:19.330, seguida da Itália com 4:21.928. No masculino, os italianos saíram na frente com 3:56.559, seguidos dos suíços com 3:57.925. Britânicos em 4º com 3:59.529 por pouco não ficaram em 5º, o que os tiraria de uma eventual final.

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Single skif peso leve feminino. Foto: FISA

No remo, muitas baterias eliminatórias. No single skiff feminino, a suíça Jeannine Gmelin, atual campeã mundial, venceu sua bateria e já está na final. No masculino, destaque para os vencedores das 3 baterias: o lituano Mindaugas Griskonis, o suíço Roman Roeoesli e o norueguês Kjetil Borch.

A Holanda foi o país que se deu melhor no dia, avançando direto em 7 provas: dois sem feminino, quatro sem masculino, skiff quádruplo masculino, double skiff feminino, double skiff masculino, double skiff leve feminino e oito com masculino. Entre as surpresas ficou a não classificação da equipe da Lituânia no skiff quadruplo, com a praticamente a mesma formação que foi campeã mundial em 2017, com 3 dos 4 atletas.

No double skiff leve masculino, a França tem apenas Pierre Houin da dupla que foi campeã no Rio-2016 e no último Mundial. Ao lado de Thomas Baroukh (e não mais Jeremie Azou), eles ficaram em 2º na sua bateria e estão na semifinal. No skiff quádruplo feminino, disputa entre Holanda, atual campeã mundial, e Polônia, atual vice. Na 1ª bateria as polonesas venceram e estão direto na final, enquanto as holandesas terão que disputar a repescagem. Outra decepção veio no double skiff leve feminino, onde a dupla da Romênia, atual campeã mundial, ficou em 2º e também precisará de repescagem.

Nesta sexta teremos as primeiras finais do Europeu. Serão 4 na natação, 2 no nado artístico e 6 no ciclismo de pista.

Ouro no remo, mas alguns mundiais de base bem ruins…

Terminou neste domingo em Plovdiv, na Polônia, o Mundial Sub23 de Remo e o Brasil enviou 3 atletas para a competição, voltando com bons resultados, pelo menos para a realidade do remo brasileiro.

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Uncas Batista (centro) no pódio do Mundial Sub23 de Remo na Polônia. Foto: FISA

O destaque foi Uncas Batista, que se tornou bicampeão mundial sub23! Ele fez uma excelente campanha, mas na prova de single skiff peso leve, que não é olímpica. Uncas venceu sua eliminatória com 7:09.05, venceu a sua bateria de 4as com 7:27.70 e foi 2º na sua semifinal com 7:18.44. Na final, o francês Hugo Beurey começou melhor, abrindo 3s sobre o Uncas, que na segunda metade foi se recuperando até vencer com 6:51.27 contra 6:54.10 do francês.

Lucas Ferreira, bronze no Mundial Jr de 2016, chegou à Final A do single skiff, essa sim prova olímpica, e terminou em 6º, bem longe dos líderes. O brasileiro fez 7:06.45 e o canadense Trevor Jones foi o campeão com 6:48.70. No single skiff feminino, Milena Viana foi 3ª na Final B, 9ª o geral entre 17 atletas. Forma bons resultados se levarmos em conta a atual situação do remo brasileiro. Precisamos urgente achar um companheiro pro Uncas pro double skiff peso leve.

Também terminou neste domingo o Mundial Jr/Sub23 de canoagem velocidade e o Brasil saiu sem nenhum medalha. Pior, sem nenhuma Final A. Nem Jacky Godmann, que foi 4º no C1 200m Jr no ano passado pegou final. Agora ele é Sub23 e pegou Final B.

Também rolou essa semana o Mundial Jr de Saltos Ornamentais em Kiev, Ucrânia. A China levou 14 das 17 provas (!) e o Brasil conseguiu apenas uma final, e numa prova não olímpica. Luis Felipe Moura ficou em 11º no trampolim de 1m, categoria A (sub18).

Na semana anterior, Ana Sátila decepcionou ao perder portas na final do K1 e do C1 Sub23, mas saiu com um ouro de consolação na ‘gincana’ do Extreme K1. No Mundial Jr de Nado Artístico, em Budapeste, Brasil não conseguiu nenhum top-12. Na prova de equipes ficou em 13º na prova técnica e na livre, atrás até da Grã-Bretanha. No Mundial da Juventude de Vela, os destaques brasileiros foram no feminino, com um 5º lugar (Rafaela Salles e Fernanda Blyth na 29er), um 6º (Larissa Schenker na RSX) e um 7º (Marina da Fonte e Marina Arndt na 420). O único top-10 no masculino foi de Tiago Quevedo na Laser Radial.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 31 medalhas na base (10O-9P-12B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)

Mundial de Remo – Final

Nova Zelândia leva dois ouros e uma derrota histórica para uma equipe que não perdia desde 2005!

Olímpica até o ano passado, a prova do Quatro Sem Leve masculina ficou bem esvaziada ao perder o status de prova olímpica, com apenas 6 embarcações e nenhum dos medalhistas olímpicos no Rio ou no mundial de 2015. A vitória ficou com a equipe da Itália com 5:59.60, seguida da Rússia com 6:01.91, que saiu do 4º lugar pro 2º no final da prova, e da Alemanha com 6:03.37.

A Nova Zelândia fez dobradinha do Double Skiff em Sarasota. No feminino, Brooke Donoghue e Olivia Loe venceram com 6:45.08 contra 6:46.57 da dupla dos Estados Unidos e 6:49.76 da dupla australiana. No masculino, John Storey e Christopher Harris ficaram com o ouro com 6:10.07, aproveitando que os irmãos croatas Sinkovic mudaram pro Dois Sem, a frente do duo polonês com 6:10.66 e do barco italiano com 6:11.33. Aliás, essas provas tem tido uma boa variação de medalhistas, principalmente no feminino. Os lituanos prata no Rio e os noruegueses bronze nos Jogos ficaram em 4º e 5º nesta final.

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Ondrej Synek (CZE). Foto: Igor Meijer/FISA

Quinta no Rio, a suíça Jennine Gmelin encerra o ano de maneira invicta. Na decisão do single skiff, Gmelin ficou com o ouro com 7:22.58, deixando pra trás a britânica Victoria Thornley com 7:24.50 e a austríaca Magdalena Lobnig com 7:26.56. Bronze nos dois últimos Mundiais e no Rio, a chinesa Duan Jingli venceu a Final C, terminando apenas em 13º. Já na prova masculina, o checo Ondrej Synek segue como o grande nome da modalidade nos últimos anos. Ele soube controlar muito bem a prova para abrir no final e vencer o título mundial pela 5ª vez, sendo a 4ª consecutiva! Synek sobe ao pódio de mundiais ou Olimpíadas no single skiff desde 2005! São 13 anos consecutivos entre os 3 melhores! Mas segue sem ouro olímpico. Ele precisou desta vez de 6:40.64 para vencer com o cubano Ángel Fournier em 2º com 6:43.49 e o britânico Tom Barras em 3º com 6:41.14. De olho no neozelandês Robert Manson, 5º colocado na Final A, e que vem para substituir o grande Mahé Drysdaley. Lucas Ferreira ficou em 6º na Final D, 24ª no geral entre 40 atletas.

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Oito Com feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

Pra encerrar o Mundial, as belíssimas provas do Oito Com. No masculino, a Alemanha levou o ouro com 5:26.85, com 4 atletas da equipe prata no Rio, incluindo o timoneiro Martin Sauer. A equipe americana voltou ao pódio depois de ficar um bom tempo fora e levou a prata com 5:28.45 e a Itália pegou o bronze com 5:28.90.

Mas talvez o maior acontecimento do Mundial veio na última prova. As americanas não perdiam a prova de Oito Com em Mundiais/Jogos Olímpicos desde 2005. Foram 8 títulos mundiais e 3 olímpicos seguidos, mas, com equipe bem renovada (apenas 2 atletas e a timoneira estavam no Rio-2016), as americanas fizeram uma prova ruim e não ficaram entre as 3 melhores em nenhum momento da prova. A equipe da Romênia chegou como favorita após vencer 2 etapas da Copa do Mundo este ano e não decepcionou, levando o ouro com 6:06.40, a frente de Canadá com 6:07.09 e da Nova Zelândia com 6:07.27.

Assim, o Mundial chegou ao fim com a Itália levando pra casa 9 medalha, 3 de cada cor, seguida da Nova Zelândia com 3-2-2 e Austrália com 3-2-1.Com equipe renovada, a Grã-Bretanha faturou 7 medalhas, mas apenas 1 ouro. O Brasil sai com 2 medalhas, sendo um ouro em provas paralímpicas e o bronze na prova não-olímpica do Dois Sem Leve. Primeiro Mundial do novo ciclo olímpico, foi uma competição de testes e renovações.

A próxima edição será na cidade búlgara de Plovdiv, em setembro de 2018.

Mundial de Remo – Parte II

Oito finais no sábado com belíssimas disputas na raia de Sarasota.

Sem as britânicas Helen Glover e Heather Stanning na disputa do Dois Sem, a vitória ficou com a nova formação neozelandesa de Grace Prendergast e Kerri Gowler com 7:00.53. A primeira medalha americana veio com a prata de Megan Kalmoe e Tracy Eisser.

No Dois Sem masculino, a prova estava mais aberta com a ausência dos imbatíveis neozelandeses Eric Murray e Hamish Bond. Depois de anos remando nos skiffs, os irmãos croatas Martin e Valent Sinkovic migraram pro Dois Sem e o duelo ficou entre eles e os italianos Matteo Lodo e Giuseppe Vicino. Com 6:16.22, a vitória foi dos italianos contra 6:16.56 dos croatas.

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Final do Double Skiff Leve feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

No Double Skiff Leve masculino, os franceses campeões olímpicos Pierre Houin e Jérêmie Azou lideraram do início ao fim para vencer com 6:13.10 contra 6:15.15 dos italianos Stefano Oppo e Pietro Ruta e 6:15.40 dos chineses Sun Man e Fan Junjie. Na prova feminina, os pódios seguem variando de uma competição pra outra. Numa chegada muito apertada, as romenas Ionela-Livia Lehaci e Gianina Beleaga venceram com 6:55.88 contra 6:56.09 das neozelandesas Zoe McBride e Jackie Kiddle. As americanas Emily Schmieg e Michelle Sechser completaram o pódio com 6:56.38.

Com apenas um remanescente da equipe campeã no Rio no Quatro Sem masculino, a Grã-Bretanha acabou apenas com o bronze e viu a equipe da Austrália ficar com o ouro com 5:55.24, também com apenas um remanescente da prata no Rio-2016. Bronze no Rio, a Itália ficou com a prata. A prova feminina do Quatro Sem fará sua estreia olímpica em 2020 e a vitória neste Mundial ficou com a equipe australiana com 6:33.58 contra 6:34.25 da Polônia e 6:34.67 da Rússia. Menos de 3s separou as 5 primeiras colocadas numa final apertadíssima.

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Equipe lituana do Skiff Quádruplo. Foto: Igor Meijer/FISA

Todo ano as formações mudam e com a Holanda não foi diferente. Prata no rio no Skiff Quádruplo feminino, apenas 2 atletas disputaram este Mundial e deram o ouro pra equipe holandesa com 6:16.72, a frente da Polônia e da Grã-Bretanha. No masculino a Lituânia levou o ouro com a equipe campeã europeia este ano. Eles marcaram 5:43.10 contra 5:45.03 da Grã-Bretanha e 5:45.32 da Estônia, que repete o bronze do mundial de 2015 e do Rio-2016. Foi outra final muito disputada, com 5s entre o 1º e o 6º.

Mundial de Remo – Parte I

No primeiro dia de finais em Sarasota, nos EUA, apenas provas não olímpicas.

O Brasil enviou 4 barcos, sendo 3 em provas leves não olímpicas. E veio uma medalha! A primeira na história do Brasil em Mundiais no remo masculino.

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Pódio do Dois Sem Leve. Foto: Detlev Seyb/MyRowingPhoto.com

No Dois Sem Leve, Xavier Maggi e Willian Giaretton, que disputaram o Rio-2016 no double skiff leve, ficaram com a medalha de bronze com 6:35.30. Ficaram em 4º por metade da prova, subiram o ritmo e chegaram a passar em 2º na marca de 1.500m! Mas a dupla italiana se recuperou e ficou com a prata com 6:34.20. A dupla irlandesa com Mark O’Donovan e Shane O’Driscoll sobrou pra vencer com 6:32.42. Xavier e Willian vinham de dois bronzes na Copa do Mundo este ano.

Uncas Batista também chegou a uma final, no single skiff leve, mas não fez boa prova e terminou em 6º com 7:05.85. Vitória do irlandês Paul O’Donovan, prata no Rio-2016 no double skiff leve, com 6:48.87. Na mesma prova no feminino, vitória da sul-africana Kirsten McCann.

Os húngaros Adrian Juhasz e Bela Simon Jr com a timoneira Andrea Kollath venceram a inusitada prova de Dois Com masculina com 6:54.80. No Skiff Quádruplo Leve masculino deu França e no feminino vitória da Itália.

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Jairo Klug e Diana de Oliveira. Foto: Igor Meijer/FISA

Na prova de remo adaptado do double skiff misto PR3, os brasileiros Diana de Oliveira e Jairo Klug ficaram com o ouro com 7:28.95! A partir deste ano, o remo paralímpico é disputado em 2.000m e não mais em 1.000m.