Remo e canoagem dão medalhas em Mundiais de base

.A semana passada adicionou mais duas medalhas pro Brasil nas categorias de base: na canoagem slalom e no remo.

É até estranho saber que a Ana Sátila ainda é de categoria de base. Ela ainda tem 21 anos e medalhou mais uma vez em uma Campeonato Mundial Junior/Sub23. Desta vez, ela ficou com a prata no K1 Sub23. Na final, ficou atrás apenas da australiana Jessica Fox, medalhista olímpica, por apenas 1s48. Na final do C1 Sub23, Ana ficou em 4º lugar, a 2.20 do bronze.

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Uncas Batista no topo do pódio no Mundial Sub23

Já no Mundial de Remo Sub23, Uncas Batista foi quase perfeito. No single skiff peso leve ele venceu a sua bateria eliminatória, a sua bateria de quartas de final, ficou em 2º na sua semifinal atrás de mexicano, mas, na decisão, assumiu a liderança com 700m e não perdeu mais, até vencer com 6:59.46 contra 7:01.41 do mexicano Alexis Garcia. Na bateria de quartas de final, Uncas fez 6:46.34, a melhor marca da história pra prova no Sub23. Belo ouro.

A decepção veio no vôlei, no Mundial Sub 20 feminino, no México. Depois de uma primeira fase com 3 vitórias (3-1 nos EUA, 3-1 na Sérvia e 3-2 em Cuba), a equipe perdeu os 3 jogos na 2ª fase (3-0 pra Polônia, 3-1 pra Turquia e 3-0 pra Rússia). Depois, venceu 3-1 a Bulgária e 3-1 a Polônia para terminar na 5ª posição. O título ficou com a China com 3-0 na Rússia.

Desde o fim dos Jogos do Rio, os brasileiros conquistaram em mundiais de base as seguintes medalhas (5O-2P-3B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)

Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)

Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)

Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)

Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)

Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)

Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)

Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)

Resumo olímpico da semana

Saltos Ornamentais

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Isaac Souza Filho no topo do pódio

Uma semana antes da estreia no Mundial de Esportes Aquáticos, a equipe brasileira de saltos ornamentais conquistou 5 medalhas no GP de Saltos em Bolzano, na Itália. Isaac Souza Filho foi o grande destaque do país ao ficar com o ouro na plataforma masculina com a pontuação de 394,00. Na prova feminina, Ingrid Oliveira ficou com a prata com 282,00 atrás da chinesa Zhang Nanju com 292,55.

Tammy Galera ficou com o bronze no trampolim com 263,80 e ainda faturou mais duas medalhas nos saltos sincronizados. No trampolim feminino ao lado de Luana Lira ficou com o bronze (eram 4 países na disputa) e no trampolim misto ao lado de Ian Matos foi prata (eram 3 países). A equipe segue para Budapeste onde já faz sua estreia nesta sexta-feira no trampolim de 1m.

Remo

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Pódio na Copa do Mundo

Na 3ª etapa da Copa do Mundo em Lucerna, Suíça, a dupla de Xavier Maggi e Willian Giaretton, que estiver no Rio-2016 no Double skiff leve, faturou a medalha de bronze no Dois Sem Leve, prova que não é olímpica, com 6:37.50, atrás de Irlanda com 6:34.00 e Rússia com 6:36.28. Na etapa anterior, eles já haviam ficado com o bronze, mas eram apenas 3 barcos na disputa. Desta vez, foram 6 embarcações e a dupla ficou a frente de 3: Grã-Bretanha, França e Noruega. Uma boa prova.

Foram ainda outros 3 barcos. No Single skiff masculino peso leve, não olímpico, Uncas Batista venceu a Final C, terminando em 13º no geral entre 26. Mas nas prova olímpicas do single skiff, tanto Lucas Ferreira no masculino como Milena Viana no feminino venceram a Final E. Provas bem ruins

Lutas

A seleção brasileira cadete disputou em Buenos Aires, na Argentina, o Pan da modalidade da categoria. Com 17 atletas no total, o Brasil voltou com 5 medalhas, todas no feminino. Maria Elizabeth da Silva, nos 56kg, foi a única medalha de prata, enquanto Ketellen do Nascimento (43kg), Letícia Pimenta (49kg), Júlia de Oliveira (60kg) e Thaissa Ribeiro (70kg) ficaram com a medalha de bronze.

Na luta livre masculina, foram 5 derrotas nas disputas do bronze. Entre eles, Igor Queiroz, que perdeu o bronze tanto na livre como na Greco-romana. Boa parte da equipe permanece na capital argentina pro Sul-Americano.

Vôlei de Praia

Pela primeira vez no ano o Brasil não venceu um ouro em uma prova de 4 ou 5 estrelas no circuito mundial. No Major de Gstaad, na Suíça, Larissa e Talita foram derrotadas na final para as alemãs Chantal Laboureur e Julia Sude por 21-18, 22-20, ficando com a prata. Entre os homens, Álvaro/Saymon e Evandro/André perderam na semi e se enfrentaram na disputa do bronze, onde Álvaro/Saymon venceram com 21-12, 21-18. O título ficou com os americano Phil Dalhausser/Nick Lucena, com 21-18, 21-19 sobre os poloneses Losiak/Kantor.

Ainda assim, o Brasil está disparado no quadro de medalhas do circuito, com 9 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. EUA vem atrás com 4-1-1.

Outros Esportes

Pedro Barros venceu a etapa de Vancouver do Vans Park Series com a espetacular nota de 95,53.

– Na etapa de Lausanne da Diamond League, o revezamento 4x100m feminino do Brasil ficou com a prata com 42.97, atrás da Suíça com 42.53. No arremesso de peso, Darlan Romani fez apenas um arremesso válido, com 20,07m, terminando em 10º. Na etapa de Londres no domingo, Rosângela Santos fez 11.25 na semifinal dos 100m e na final melhorou para 11.22, ficando em 8º lugar. Vitória foi da campeã olímpica Elaine Thompson com 10.94. Em meeting em Sotteville-Lès-Rouen, na França, Geisa Coutinho venceu os 400m com  51.93. Em Nembro, Itália, Altobeli da Silva venceu os 3.000m (SEM obstáculos) com 7:51.48.

– No Pan Juvenil de pólo aquático em Lima, o Brasil ficou com duas pratas por pouco. No masculino, perdeu a final pros EUA por 6-5 e no feminino foi derrotado pelas americanas por 9-7.

– Depois do 10º lugar na semana anterior, Henrique Avancini foi 22º na Copa do Mundo de Mountian Bike em Lenzerheide, na Suíça, com 1:33:42. O campeão foi, mais uma vez, Nino Schurter, com 1:29:48. No feminino, Raiza Goulão foi 20ª com 1:34:52 entre 67 que terminaram.

Alexandre Rocha não passou no corte no LECOM Health Challenge, válido pelo web.com Tour de golfe.

– Na Classe Star, que deixou de ser olímpica no Rio-2016, Lars Grael e Samuel Gonçalves ficaram com a medalha de prata no Mundial disputado na Dinamarca. Com 20 pontos perdidos, ficaram atrás dos noruegueses Eivind Melleby e Joshua Revkin, com 18.

Remo na Europa

A Confederação Brasileira de Remo e suas traquinagens…

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Pódio do Dois Sem Leve

Ela já havia “surpreendido” ao convocar para a 2ª etapa da Copa do Mundo de remo, em Poznan, na Polônia, 6 barcos, sendo dois de provas não olímpicas. E a confederação não optou pelos dois single skiffs leves ou então um Quatro Sem Leve, que perdeu o status olímpico na semana passada. A escolha foi pela Dois Sem Leve, com Xavier Maggi e Willian Giaretton, dupla que disputou o Rio-2016 pelo Double skiff leve.

Numa prova absolutamente esvaziada, com apenas 3 barcos, eles ficaram com o bronze, ou seja, em último. Eles ficaram atrás da dupla da Irlanda, que venceu a 1ª etapa e o Europeu este ano, e da Grã-Bretanha, ficando a 3s dos britânicos.

Outros 3 barcos foram em single skiffs. No masculino, Lucas Ferreira, bronze no Mundial Júnior em 2016, ficou em 3º na Final C, 15º no geral entre 21 atletas. No feminino, Milena Viana fez regatas bem ruins e terminou em último lugar na Final C, 18ª no geral entre 18. Já no single skiff leve (que não é olímpica), boa prova de Uncas Batista. Na semi, foi o 3º na sua bateria a frente do 4º lugar por apenas 0.01 e vaga na Final A. Na decisão, terminou em 6º lugar. Os outros barcos foram paralímpicos, com o single skiff masculino com Rene Pereira, 6º na Final A, e o double skiff PR2 misto, 5º na final.

Parece que a CBR está um pouco perdida. Fez um ótimo trabalho na preparação dos barcos pro Rio-2016 e agora começa a apostar em provas não olímpicas, mas pelo menos dando chances aos melhores das categorias de base. Pra ajudar, a Petrobras encerrou o patrocínio pro remo, assim como com outras confederações.

A equipe segue na Europa pra 3ª etapa daqui 3 semanas na Suíça e Lucas, Uncas e Milena depois irão pra Bulgária pro Mundial Sub23.

E o remo segue mal…

Realmente está difícil acreditar no remo brasileiro.

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Oito com argentino. A Argentina levou 12 ouros e venceu o sul-americano de remo

No sul-americano da modalidade disputado em Brasília no fim de semana, o Brasil venceu 4 provas, sendo 3 de remo paralímpico e uma não olímpica. Foram 4 ouros, 7 pratas e 5 bronzes, mas, em provas olímpicas, foram 5 pratas e 3 bronzes, sendo que várias provas contaram com apenas 3 barcos.

O destaque ficou com a dupla que disputou os Jogos do Rio Willian Giaretton e Xavier Maggi. Eles conquistaram o único ouro em provas não paralímpicas, com o Dois Sem peso leve, prova não olímpica, com vantagem de 17s sobre barco chileno. No Dois Sem, eles ficaram em 2º, 3s atrás da dupla argentina. Lembrando que a dupla disputou nos Jogos o double skiff peso leve.

Quem também salvou um pouco a equipe foi Lucas Ferreira e Melina Viana, ambos prata no single skiff. Lucas foi bronze no Mundial juvenil no ano passado nesta prova.

O remo tinha grandes chances de ter crescido e se tornado algo perto do que a canoagem virou nos últimos anos. Havia nomes bons surgindo, como Ailson Silva, prata no Mundial Sub23 de 2009 e bronze em 2010 e medalha em Copas do Mundo, Uncas Batista, havia uma grande atleta para se inspirar, a Fabiana Beltrame. A CBR tinha apoio do Bradesco e da Petrobrás e ainda assim fez uma campanha pífia nos Pans de 2011 e 2015.

No bom trabalho que fez antes dos Jogos, conseguiu vencer as duas regatas pré-olímpicas e nos Jogos fez o dever de casa. Mas a situação não melhora e a tendência é piorar. Agora é ficar de olho no Lucas Ferreira, nova revelação da modalidade.

Nesta semana teremos a 1ª etapa da Copa do Mundo, na Sérvia. E o Brasil terá apenas Steve Hiestand (suíço naturalizado brasileiro) no single skiff.

Mudanças no Remo Olímpico

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A FISA nesse fim de semana realizou um Congresso Extraordinário em Tóquio para discutir a mudança no programa olímpico do remo. O COI tem solicitado às federações ajustes nos programa de cada esporte para igualar as provas masculinas e femininas. O remo até a edição do Rio-2016, contava com 14 provas, sendo 8 masculinas e 6 femininas. As quotas para a edição do ano passado eram de 328 homens e 216 mulheres;

A opção mais desejada pela federação era retirar o Quatro Sem masculino e incluir o Quatro Sem Leve feminino, mas o COI quer acabar com as provas de peso leve. O que vai um pouco contra a universalidade da modalidade. O fato de termos provas de peso leve amplia a participação de atletas e de federações. Assim, a FISA votou para retirar o Quatro Sem Leve masculino e incluir o Quatro Sem feminino. A proposta foi aprovada com 94 votos a favor e 67 contra. Agora a proposta segue pro COI, onde o Comitê Executivo pode aprovar ou não.

No mesmo barco

Outras federações tiveram que fazer o mesmo e já anunciaram algumas mudanças. A canoagem sofreu grandes transformações. No slalom, sai o C2 masculino e entra o C1 feminino. Na velocidade, também entra a canoa feminina, com as provas de C1 200m e C2 500m, enquanto os homens perdem as provas de C1 200m e K2 200m. Já tratei das mudanças aqui.

O tiro ainda não oficializou, mas trocará 3 provas. São 15 no total, sendo 5 de rifle, 5 de pistola e 5 de tiro ao prato, todas com 3 provas masculinas e 2 femininas. A ideia é retirar uma masculina de cada grupo e colocar um mista em equipe. Sairia a fossa doublê e entraria uma fossa mista por equipe, sairia o rifle deitado 50m e entraria uma rifle de ar 10m misto por equipe e sairia a pistola 50m para entrar a pistola de ar 10m mista por equipe.

O levantamento de peso acaba de criar uma 8ª categoria feminina, que deve fazer sua estreia este ano nas competições internacionais. Antes, as mulheres tinha as categorias até 75kg e acima de 75kg. A IWF agora terá até 75kg, até 90kg e acima de 90kg.

Lógico que deve-se buscar um programa o mais igualitário possível, mas eu sou contra algumas dessas alterações. Os Jogos Olímpicos são o auge de uma preparação de 4 anos e não devem ter provas que quase não são disputadas no resto do quadriênio só para constar no programa. Não existem hoje provas de tiro por equipes e incluí-las nos Jogos Olímpicos antes de uma consolidação no circuito mundial não faz sentido. Também sou contra as duplas mistas no tênis. Elas só são disputadas em Grand Slams e não há um circuito, um ranking para isso.

Devemos ter mais novidades no programa de Tóquio-2020 nos próximos meses, até a divulgação dos sistemas de qualificação.

E já tem medalha no novo ciclo!

No último dia dos Jogos do Rio começava o Mundial de Remo de provas não-olímpicas, sub23 e juvenil, em Roterdã. Foram 8 dias com 432 regatas que coroaram 42 campeões mundiais.

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Lucas Ferreira em primeiro plano na final deste domingo. Foto: World Rowing

O Brasil enviou alguns barcos para as competições e já veio a primeira medalha de uma prova olímpica neste novo ciclo! No single skiff juvenil, Lucas Ferreira fez uma excelente campanha. Foi 3º na sua bateria eliminatórias, depois venceu a sua quarta de final e a semifinal. Na final neste domingo, o lituano Armandas Kelmelis, campeão europeu juvenil e 19º no Rio-2016, dominou a prova, mas o brasileiro e o alemão Anton Finger vieram logo atrás, alternando-se entre o 2º e o 3º lugar. No final, o alemão foi melhor para ficar com a prata e Lucas conquistou um inédito bronze para o remo brasileiro!

Outro bom resultado foi no single skiff peso leve sub-23, onde Uncas Batista ficou em 2º na Final B, terminando na 8ª posição geral. A dupla que esteve no Rio-2016 no double skiff leve, Xavier Maggi e Willian Giaretton, disputou o Dois Sem Leve no Mundial de provas não-olímpicas e terminou em 9º lugar, com a 3ª posição na Final B, entre 16 duplas.

Poucos remadores que estiveram nos Jogos disputaram o Mundial. Entre os destaques está a vitória do irlandês Paul O’Donovan no single skiff leve por 4s. Ele foi prata nas Olimpíadas no double skiff leve.

Prévias Rio-2016: Remo feminino

Single skiff feminino

Pódio Londres-2012: Ouro – Miroslava Knapkova (CZE); Prata – Fie Udby Erichsen (DEN); Bronze – Kim Brennan (AUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Kim Brennan (AUS); Prata – Miroslava Kanpkova (CZE); Bronze – Jingli Duan (CHN)

Kim Brennan (AUS)

A australiana Kim Brennan (1P-1B) tem dominado a prova nos dois últimos anos, quando ainda era conhecida pelo seu nome de solteira, Kim Crow. Desde a prata no Mundial de 2014, foram 16 vitórias seguidas, incluindo 4 Copas do Mundo e o Mundial de 2015. A atual campeã olímpica é a checa Miroslava Knapkova (1O), pódio em 6 mundiais nesta prova. Neste ano, Knapkova venceu uma Copa do Mundo e foi bronze em outra, mas decepcionou com o 6º lugar no europeu. Ainda assim, foi top-2 em todas as provas que disputou no ano passado.

A neozelandesa Emma Twigg venceu a prova no mundial de 2014, mas não fez parte da seleção de seu país e ficou de fora das competições em 2015. Fora do Mundial que classificou pros Jogos, Twigg venceu este ano o pré-olímpico mundial e estará nos Jogos. Após isso, ainda foi prata em etapa da Copa do Mundo na Polônia e chega a sua 3ª Olimpíada forte em busca de sua 1ª medalha. De olho também na dinamarquesa Fie Udby Erichsen, na americana Gevvie Stone, na lituana Lina Saltyte e na austríaca Magdalena Lobnig, campeã europeia este ano.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Kim Brennan (AUS); Prata – Emma Twigg (NZL); Bronze – Miroslava Knapkova (CZE)

Double skiff feminino

Pódio de Londres-2012: Ouro – Anna Watkins/Katherine Grainger (GBR); Prata – Kim Brennan/Brooke Pratley (AUS); Bronze – Magdalena Fularczyk/Julia Michalska (POL)

Último Mundial (2015): Ouro – Eve MacFarlane/Zoe Stevenson (NZL); Prata – Aikaterini Nikolaidou/Sofia Asoumanaki (GRE); Bronze – Julie Lier/Mareike Adams (GER)

Uma categoria bem aberta, sem favoritas. As neozelandesas Eve MacFarlane e Zoe Stevenson são as atuais campeãs mundiais e levaram duas Copas do Mundo no ano passado, mas esse ano ainda não convenceram e não chegam como grandes favoritas como eram em 2015. A dupla polonesa Magdalena Fularczyk (1B) e Natalia Madaj venceu duas etapas este ano e é a parceria mais consistente em 2015.

As britânicas Katherine Grainger (1O-3P) e Victoria Thonrley ficaram em 6º no Mundial do ano passado, mas podem surpreender, por conta do história de Grainger de 4 medalhas em 4 Olimpíadas. Outras duplas fortes são as gregas Sofia Asoumanaki e Aikaterini Nikolaidou, atuais vice campeãs mundiais, as bielorrussas Yuliya Bichyk e Tatsiana Kukhta, campeão do Europeu este ano, além dos barcos da Alemanha e Austrália.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Magdalena Fularczyk/Natalia Madaj (POL); Prata – Eve MacFarlane/Zoe Stevenson (NZL); Bronze – Sofia Asoumanaki/Aikaterini Nikolaidou (GRE)

Double skiff peso leve feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Katherine Copeland/Sophie Hoskins (GBR); Prata – Xu Dongxiang/Huang Wenyi (CHN); Bronze – Christina Giazitzidou/Alexandra Tsiavou (GRE)

Último Mundial (2015): Ouro – Sophie Mackenzie/Julia Edward (NZL); Prata – Katherine Copeland/Charlotte Taylor (GBR); Bronze – Ursula Grobler/Kirsten McCann (RSA)

Sophie Mackenzie e Julia Edward (NZL)

Atuais bicampeãs mundiais, as neozelandesas Sophie Mackenzie e Julia Edward vem bem no ano com dois bronzes em Copas do Mundo. Katherine Copeland (1O) venceu o ouro em Londres e agora tem como nova parceira Charlotte Taylor, com quem foi prata no mundial do ano passado. Mas este ano a dupla disputou apenas o europeu, onde ficou apenas em 2º lugar na Final B!

Bronze no último mundial, as sul-africanas Ursula Grobler e Kirsten McCann já subiram duas vezes ao pódio este ano em Copas do Mundo. Quem vem surpreendendo é o barco da Holanda. Ilse Paulis e Maaike Head foram ouro em 2014 no Mundial, mas na prova do skiff quádruplo leve. Como dupla, esse ano venceram o europeu, o pré-olímpico mundial e uma Copa do Mundo, vindo embaladas e em ascensão. Também ficar de olho na dupla do Canadá que venceu uma Copa do Mundo este ano, na China, na Dinamarca e na potência Alemanha.

E o Brasil? Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi surpreenderam ao vencer o pré-olímpico latino-americano e se classificar pros Jogos. Assim como nesta prova no masculino, uma Final B já seria um grande resultado para elas.

Meu Pódio: Ouro – Sophie Mackenzie/Julia Edward (NZL); Prata – Ilse Paulis/Maaike Head (NED); Bronze – Ursula Grobler/Kirsten McCann (RSA)

Skiff quádruplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ucrânia; Prata – Alemanha; Bronze – Estados Unidos

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

A disputa aparentemente será entre Alemanha e Polônia. Cada barco tem 2 ouros e 1 prata este ano. As polonesas venceram duas etapas da Copa do Mundo e as alemãs a outra etapa e o europeu. As alemãs vem com duas atletas que foram prata em Londres: Carina Bär (1P) e Annekatrin Thiele (2P).

Atual campeã olímpica, a Ucrânia foi vice no pré-olímpico mundial e conta apenas com uma remanescente do ouro em Londres, Anastasiya Kozhenkova (1O), e deve ficar de fora do pódio dessa vez. A equipe dos Estados Unidos tem duas atletas do bronze em Londres, mas não competiu com sua formação completa este ano ainda. O barco americano venceu o Mundial de 2015, mas só duas atletas deste barco campeão virão ao Rio. Podem vencer como poder ir mal. Completam a prova a Holanda, que subiu ao pódio nas 3 Copas do Mundo este ano, Austrália e China.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Polônia; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

Dois sem feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Helen Glover/Heather Stanning (GBR); Prata – Kate Hornsey/Sarah Tait (AUS); Bronze – Juliette Haigh/Rebecca Scown (NZL)

Último Mundial (2015): Ouro – Helen Glover/Heater Stanning (GBR); Prata – Grace Prendergast/Kerri Gowler (NZL); Bronze – Felice Mueller/Eleanor Logan (USA)

Helen Glover e Heather Stanning (GBR)

Campeãs olímpicas em Londres em 2012, quando deram o 1º ouro britânico nos Jogos, Helen Glover (1O) e Heather Stanning (1O) seguem dominando a prova. Foram campeãs mundiais em 2014 e 2015, europeias em 2015 e 16 e faturaram 5 Copas do Mundo neste ciclo olímpico. No europeu, venceram por 8s de diferença! Favoritas ao bicampeonato. Glover ainda venceu o Mundial de 2013, com outra parceira.

As neozelandesas Genevieve Behrent e Rebecca Scown (1B) conseguiram duas pratas esse ano e vêm bem. Scown foi bronze em Londres com outra parceira. As americanas Grace Luczak e Felice Mueller venceram uma Copa do Mundo este ano e foram bronze no Mundial de 2015 e podem atrapalhar a festa. Também de olho nos barcos da Romênia, África do Sul, Dinamarca e Alemanha.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Helen Glover/Heather Stanning (GBR); Prata – Genevieve Behrent/Rebecca Scown (NZL); Bronze – Kate Christowitz/Lee-Ann Persse (RSA)

Oito com feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Holanda

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Nova Zelândia; Bronze – Canadá

A última vez que um barco dos Estados Unidos não venceu o oito com feminino em uma competição mundial foi no Mundial de 2005! Desde então foram 8 títulos mundiais e 2 olímpicos para as americanas. Ano passado, venceram o mundial por pouco mais de 3s e tem tudo para levar mais um ouro. Nos dois últimos mundiais, foi a timoneira Katelin Snyder que liderou a equipe.

A equipe britânica vem forte e tem grande tradição no esporte e pode acabar com a festa americana. Nova Zelândia e Canadá, que estivera no pódio em 2015 também podem atrapalhar e completam o plantel da prova Rússia, a poderosa Romênia, e Holanda.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Grã-Bretanha; Bronze – Nova Zelândia