Remo na Europa

A Confederação Brasileira de Remo e suas traquinagens…

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Pódio do Dois Sem Leve

Ela já havia “surpreendido” ao convocar para a 2ª etapa da Copa do Mundo de remo, em Poznan, na Polônia, 6 barcos, sendo dois de provas não olímpicas. E a confederação não optou pelos dois single skiffs leves ou então um Quatro Sem Leve, que perdeu o status olímpico na semana passada. A escolha foi pela Dois Sem Leve, com Xavier Maggi e Willian Giaretton, dupla que disputou o Rio-2016 pelo Double skiff leve.

Numa prova absolutamente esvaziada, com apenas 3 barcos, eles ficaram com o bronze, ou seja, em último. Eles ficaram atrás da dupla da Irlanda, que venceu a 1ª etapa e o Europeu este ano, e da Grã-Bretanha, ficando a 3s dos britânicos.

Outros 3 barcos foram em single skiffs. No masculino, Lucas Ferreira, bronze no Mundial Júnior em 2016, ficou em 3º na Final C, 15º no geral entre 21 atletas. No feminino, Milena Viana fez regatas bem ruins e terminou em último lugar na Final C, 18ª no geral entre 18. Já no single skiff leve (que não é olímpica), boa prova de Uncas Batista. Na semi, foi o 3º na sua bateria a frente do 4º lugar por apenas 0.01 e vaga na Final A. Na decisão, terminou em 6º lugar. Os outros barcos foram paralímpicos, com o single skiff masculino com Rene Pereira, 6º na Final A, e o double skiff PR2 misto, 5º na final.

Parece que a CBR está um pouco perdida. Fez um ótimo trabalho na preparação dos barcos pro Rio-2016 e agora começa a apostar em provas não olímpicas, mas pelo menos dando chances aos melhores das categorias de base. Pra ajudar, a Petrobras encerrou o patrocínio pro remo, assim como com outras confederações.

A equipe segue na Europa pra 3ª etapa daqui 3 semanas na Suíça e Lucas, Uncas e Milena depois irão pra Bulgária pro Mundial Sub23.

E o remo segue mal…

Realmente está difícil acreditar no remo brasileiro.

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Oito com argentino. A Argentina levou 12 ouros e venceu o sul-americano de remo

No sul-americano da modalidade disputado em Brasília no fim de semana, o Brasil venceu 4 provas, sendo 3 de remo paralímpico e uma não olímpica. Foram 4 ouros, 7 pratas e 5 bronzes, mas, em provas olímpicas, foram 5 pratas e 3 bronzes, sendo que várias provas contaram com apenas 3 barcos.

O destaque ficou com a dupla que disputou os Jogos do Rio Willian Giaretton e Xavier Maggi. Eles conquistaram o único ouro em provas não paralímpicas, com o Dois Sem peso leve, prova não olímpica, com vantagem de 17s sobre barco chileno. No Dois Sem, eles ficaram em 2º, 3s atrás da dupla argentina. Lembrando que a dupla disputou nos Jogos o double skiff peso leve.

Quem também salvou um pouco a equipe foi Lucas Ferreira e Melina Viana, ambos prata no single skiff. Lucas foi bronze no Mundial juvenil no ano passado nesta prova.

O remo tinha grandes chances de ter crescido e se tornado algo perto do que a canoagem virou nos últimos anos. Havia nomes bons surgindo, como Ailson Silva, prata no Mundial Sub23 de 2009 e bronze em 2010 e medalha em Copas do Mundo, Uncas Batista, havia uma grande atleta para se inspirar, a Fabiana Beltrame. A CBR tinha apoio do Bradesco e da Petrobrás e ainda assim fez uma campanha pífia nos Pans de 2011 e 2015.

No bom trabalho que fez antes dos Jogos, conseguiu vencer as duas regatas pré-olímpicas e nos Jogos fez o dever de casa. Mas a situação não melhora e a tendência é piorar. Agora é ficar de olho no Lucas Ferreira, nova revelação da modalidade.

Nesta semana teremos a 1ª etapa da Copa do Mundo, na Sérvia. E o Brasil terá apenas Steve Hiestand (suíço naturalizado brasileiro) no single skiff.

Mudanças no Remo Olímpico

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A FISA nesse fim de semana realizou um Congresso Extraordinário em Tóquio para discutir a mudança no programa olímpico do remo. O COI tem solicitado às federações ajustes nos programa de cada esporte para igualar as provas masculinas e femininas. O remo até a edição do Rio-2016, contava com 14 provas, sendo 8 masculinas e 6 femininas. As quotas para a edição do ano passado eram de 328 homens e 216 mulheres;

A opção mais desejada pela federação era retirar o Quatro Sem masculino e incluir o Quatro Sem Leve feminino, mas o COI quer acabar com as provas de peso leve. O que vai um pouco contra a universalidade da modalidade. O fato de termos provas de peso leve amplia a participação de atletas e de federações. Assim, a FISA votou para retirar o Quatro Sem Leve masculino e incluir o Quatro Sem feminino. A proposta foi aprovada com 94 votos a favor e 67 contra. Agora a proposta segue pro COI, onde o Comitê Executivo pode aprovar ou não.

No mesmo barco

Outras federações tiveram que fazer o mesmo e já anunciaram algumas mudanças. A canoagem sofreu grandes transformações. No slalom, sai o C2 masculino e entra o C1 feminino. Na velocidade, também entra a canoa feminina, com as provas de C1 200m e C2 500m, enquanto os homens perdem as provas de C1 200m e K2 200m. Já tratei das mudanças aqui.

O tiro ainda não oficializou, mas trocará 3 provas. São 15 no total, sendo 5 de rifle, 5 de pistola e 5 de tiro ao prato, todas com 3 provas masculinas e 2 femininas. A ideia é retirar uma masculina de cada grupo e colocar um mista em equipe. Sairia a fossa doublê e entraria uma fossa mista por equipe, sairia o rifle deitado 50m e entraria uma rifle de ar 10m misto por equipe e sairia a pistola 50m para entrar a pistola de ar 10m mista por equipe.

O levantamento de peso acaba de criar uma 8ª categoria feminina, que deve fazer sua estreia este ano nas competições internacionais. Antes, as mulheres tinha as categorias até 75kg e acima de 75kg. A IWF agora terá até 75kg, até 90kg e acima de 90kg.

Lógico que deve-se buscar um programa o mais igualitário possível, mas eu sou contra algumas dessas alterações. Os Jogos Olímpicos são o auge de uma preparação de 4 anos e não devem ter provas que quase não são disputadas no resto do quadriênio só para constar no programa. Não existem hoje provas de tiro por equipes e incluí-las nos Jogos Olímpicos antes de uma consolidação no circuito mundial não faz sentido. Também sou contra as duplas mistas no tênis. Elas só são disputadas em Grand Slams e não há um circuito, um ranking para isso.

Devemos ter mais novidades no programa de Tóquio-2020 nos próximos meses, até a divulgação dos sistemas de qualificação.

E já tem medalha no novo ciclo!

No último dia dos Jogos do Rio começava o Mundial de Remo de provas não-olímpicas, sub23 e juvenil, em Roterdã. Foram 8 dias com 432 regatas que coroaram 42 campeões mundiais.

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Lucas Ferreira em primeiro plano na final deste domingo. Foto: World Rowing

O Brasil enviou alguns barcos para as competições e já veio a primeira medalha de uma prova olímpica neste novo ciclo! No single skiff juvenil, Lucas Ferreira fez uma excelente campanha. Foi 3º na sua bateria eliminatórias, depois venceu a sua quarta de final e a semifinal. Na final neste domingo, o lituano Armandas Kelmelis, campeão europeu juvenil e 19º no Rio-2016, dominou a prova, mas o brasileiro e o alemão Anton Finger vieram logo atrás, alternando-se entre o 2º e o 3º lugar. No final, o alemão foi melhor para ficar com a prata e Lucas conquistou um inédito bronze para o remo brasileiro!

Outro bom resultado foi no single skiff peso leve sub-23, onde Uncas Batista ficou em 2º na Final B, terminando na 8ª posição geral. A dupla que esteve no Rio-2016 no double skiff leve, Xavier Maggi e Willian Giaretton, disputou o Dois Sem Leve no Mundial de provas não-olímpicas e terminou em 9º lugar, com a 3ª posição na Final B, entre 16 duplas.

Poucos remadores que estiveram nos Jogos disputaram o Mundial. Entre os destaques está a vitória do irlandês Paul O’Donovan no single skiff leve por 4s. Ele foi prata nas Olimpíadas no double skiff leve.

Prévias Rio-2016: Remo feminino

Single skiff feminino

Pódio Londres-2012: Ouro – Miroslava Knapkova (CZE); Prata – Fie Udby Erichsen (DEN); Bronze – Kim Brennan (AUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Kim Brennan (AUS); Prata – Miroslava Kanpkova (CZE); Bronze – Jingli Duan (CHN)

Kim Brennan (AUS)

A australiana Kim Brennan (1P-1B) tem dominado a prova nos dois últimos anos, quando ainda era conhecida pelo seu nome de solteira, Kim Crow. Desde a prata no Mundial de 2014, foram 16 vitórias seguidas, incluindo 4 Copas do Mundo e o Mundial de 2015. A atual campeã olímpica é a checa Miroslava Knapkova (1O), pódio em 6 mundiais nesta prova. Neste ano, Knapkova venceu uma Copa do Mundo e foi bronze em outra, mas decepcionou com o 6º lugar no europeu. Ainda assim, foi top-2 em todas as provas que disputou no ano passado.

A neozelandesa Emma Twigg venceu a prova no mundial de 2014, mas não fez parte da seleção de seu país e ficou de fora das competições em 2015. Fora do Mundial que classificou pros Jogos, Twigg venceu este ano o pré-olímpico mundial e estará nos Jogos. Após isso, ainda foi prata em etapa da Copa do Mundo na Polônia e chega a sua 3ª Olimpíada forte em busca de sua 1ª medalha. De olho também na dinamarquesa Fie Udby Erichsen, na americana Gevvie Stone, na lituana Lina Saltyte e na austríaca Magdalena Lobnig, campeã europeia este ano.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Kim Brennan (AUS); Prata – Emma Twigg (NZL); Bronze – Miroslava Knapkova (CZE)

Double skiff feminino

Pódio de Londres-2012: Ouro – Anna Watkins/Katherine Grainger (GBR); Prata – Kim Brennan/Brooke Pratley (AUS); Bronze – Magdalena Fularczyk/Julia Michalska (POL)

Último Mundial (2015): Ouro – Eve MacFarlane/Zoe Stevenson (NZL); Prata – Aikaterini Nikolaidou/Sofia Asoumanaki (GRE); Bronze – Julie Lier/Mareike Adams (GER)

Uma categoria bem aberta, sem favoritas. As neozelandesas Eve MacFarlane e Zoe Stevenson são as atuais campeãs mundiais e levaram duas Copas do Mundo no ano passado, mas esse ano ainda não convenceram e não chegam como grandes favoritas como eram em 2015. A dupla polonesa Magdalena Fularczyk (1B) e Natalia Madaj venceu duas etapas este ano e é a parceria mais consistente em 2015.

As britânicas Katherine Grainger (1O-3P) e Victoria Thonrley ficaram em 6º no Mundial do ano passado, mas podem surpreender, por conta do história de Grainger de 4 medalhas em 4 Olimpíadas. Outras duplas fortes são as gregas Sofia Asoumanaki e Aikaterini Nikolaidou, atuais vice campeãs mundiais, as bielorrussas Yuliya Bichyk e Tatsiana Kukhta, campeão do Europeu este ano, além dos barcos da Alemanha e Austrália.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Magdalena Fularczyk/Natalia Madaj (POL); Prata – Eve MacFarlane/Zoe Stevenson (NZL); Bronze – Sofia Asoumanaki/Aikaterini Nikolaidou (GRE)

Double skiff peso leve feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Katherine Copeland/Sophie Hoskins (GBR); Prata – Xu Dongxiang/Huang Wenyi (CHN); Bronze – Christina Giazitzidou/Alexandra Tsiavou (GRE)

Último Mundial (2015): Ouro – Sophie Mackenzie/Julia Edward (NZL); Prata – Katherine Copeland/Charlotte Taylor (GBR); Bronze – Ursula Grobler/Kirsten McCann (RSA)

Sophie Mackenzie e Julia Edward (NZL)

Atuais bicampeãs mundiais, as neozelandesas Sophie Mackenzie e Julia Edward vem bem no ano com dois bronzes em Copas do Mundo. Katherine Copeland (1O) venceu o ouro em Londres e agora tem como nova parceira Charlotte Taylor, com quem foi prata no mundial do ano passado. Mas este ano a dupla disputou apenas o europeu, onde ficou apenas em 2º lugar na Final B!

Bronze no último mundial, as sul-africanas Ursula Grobler e Kirsten McCann já subiram duas vezes ao pódio este ano em Copas do Mundo. Quem vem surpreendendo é o barco da Holanda. Ilse Paulis e Maaike Head foram ouro em 2014 no Mundial, mas na prova do skiff quádruplo leve. Como dupla, esse ano venceram o europeu, o pré-olímpico mundial e uma Copa do Mundo, vindo embaladas e em ascensão. Também ficar de olho na dupla do Canadá que venceu uma Copa do Mundo este ano, na China, na Dinamarca e na potência Alemanha.

E o Brasil? Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi surpreenderam ao vencer o pré-olímpico latino-americano e se classificar pros Jogos. Assim como nesta prova no masculino, uma Final B já seria um grande resultado para elas.

Meu Pódio: Ouro – Sophie Mackenzie/Julia Edward (NZL); Prata – Ilse Paulis/Maaike Head (NED); Bronze – Ursula Grobler/Kirsten McCann (RSA)

Skiff quádruplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ucrânia; Prata – Alemanha; Bronze – Estados Unidos

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

A disputa aparentemente será entre Alemanha e Polônia. Cada barco tem 2 ouros e 1 prata este ano. As polonesas venceram duas etapas da Copa do Mundo e as alemãs a outra etapa e o europeu. As alemãs vem com duas atletas que foram prata em Londres: Carina Bär (1P) e Annekatrin Thiele (2P).

Atual campeã olímpica, a Ucrânia foi vice no pré-olímpico mundial e conta apenas com uma remanescente do ouro em Londres, Anastasiya Kozhenkova (1O), e deve ficar de fora do pódio dessa vez. A equipe dos Estados Unidos tem duas atletas do bronze em Londres, mas não competiu com sua formação completa este ano ainda. O barco americano venceu o Mundial de 2015, mas só duas atletas deste barco campeão virão ao Rio. Podem vencer como poder ir mal. Completam a prova a Holanda, que subiu ao pódio nas 3 Copas do Mundo este ano, Austrália e China.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Polônia; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

Dois sem feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Helen Glover/Heather Stanning (GBR); Prata – Kate Hornsey/Sarah Tait (AUS); Bronze – Juliette Haigh/Rebecca Scown (NZL)

Último Mundial (2015): Ouro – Helen Glover/Heater Stanning (GBR); Prata – Grace Prendergast/Kerri Gowler (NZL); Bronze – Felice Mueller/Eleanor Logan (USA)

Helen Glover e Heather Stanning (GBR)

Campeãs olímpicas em Londres em 2012, quando deram o 1º ouro britânico nos Jogos, Helen Glover (1O) e Heather Stanning (1O) seguem dominando a prova. Foram campeãs mundiais em 2014 e 2015, europeias em 2015 e 16 e faturaram 5 Copas do Mundo neste ciclo olímpico. No europeu, venceram por 8s de diferença! Favoritas ao bicampeonato. Glover ainda venceu o Mundial de 2013, com outra parceira.

As neozelandesas Genevieve Behrent e Rebecca Scown (1B) conseguiram duas pratas esse ano e vêm bem. Scown foi bronze em Londres com outra parceira. As americanas Grace Luczak e Felice Mueller venceram uma Copa do Mundo este ano e foram bronze no Mundial de 2015 e podem atrapalhar a festa. Também de olho nos barcos da Romênia, África do Sul, Dinamarca e Alemanha.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Helen Glover/Heather Stanning (GBR); Prata – Genevieve Behrent/Rebecca Scown (NZL); Bronze – Kate Christowitz/Lee-Ann Persse (RSA)

Oito com feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Holanda

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Nova Zelândia; Bronze – Canadá

A última vez que um barco dos Estados Unidos não venceu o oito com feminino em uma competição mundial foi no Mundial de 2005! Desde então foram 8 títulos mundiais e 2 olímpicos para as americanas. Ano passado, venceram o mundial por pouco mais de 3s e tem tudo para levar mais um ouro. Nos dois últimos mundiais, foi a timoneira Katelin Snyder que liderou a equipe.

A equipe britânica vem forte e tem grande tradição no esporte e pode acabar com a festa americana. Nova Zelândia e Canadá, que estivera no pódio em 2015 também podem atrapalhar e completam o plantel da prova Rússia, a poderosa Romênia, e Holanda.

E o Brasil? O Brasil não participará da prova.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Grã-Bretanha; Bronze – Nova Zelândia

Prévias Rio-2016: Remo masculino

Single skiff masculino

Pódio em Londres-2016: Ouro – Mahé Drysdale (NZL); Prata – Ondrej Synek (CZE); Bronze – Alan Campbell (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Ondrej Synek (CZE); Prata – Mahé Drysdale (NZL); Bronze – Mindaugas Griskonis (LTU)

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Ondrej Synek (CZE)

Apesar de ficar com a prata em Londres e em Pequim, o checo Ondrej Synek (2P) é o nome da prova na atualidade. Ele é o atual tricampeão mundial, mas não venceu uma Copa do Mundo desde 2013. Synek vai brigar com o neozelandês Mahé Drysdale (1O-1B), que venceu nada menos que 5 títulos mundiais no single skiff, o último conquistado em 2011. Drysdale está com 37 anos, mas segue em altíssimo nível, vencendo duas etapas da Copa do Mundo este ano.

Bronze no último mundial, o lituano Mindaugas Griskonis foi vice europeu e também entra na briga. Quem levou o Europeu este ano foi o croata Damir Martin, que também conquistou um ouro e um bronze na Copa do Mundo este ano. Bronze em 2012, o britânico Alan Campbell foi bronze no europeu e em uma etapa este ano. Também ficar de olho  o norueguês Nils Jakob Hoff e no cubano Angel Fournier.

E o Brasil? Nenhum brasileiro disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Ondrej Synek (CZE); Prata – Mahé Drysdale (NZL); Bronze – Damir Martin (CRO)

Double skiff masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Nathan Cohen/Joseph Sullivan (NZL); Prata – Alessio Sartori/Romano Battisti (ITA); Bronze – Luka Spik/Iztok Cop (SLO)

Último Mundial (2015): Ouro – Martin Sinkovic/Valent Sinkovic (CRO); Prata – Rolandas Mascinkas/Saulius Ritter (LTU); Bronze – Robbie Manson/Christopher Harris (NZL)

Os irmãos Martin e Valent Sinkovic (1P cada) foram prata no skiff quádruplo em Londres e agora remam sozinhos e estão invictos a 26 regatas! Foram 9 ouros seguidos, incluindo os 2 últimos mundiais, 6 Copas do Mundo e um europeu. Favoritíssimos ao ouro, terão como um dos principais adversários os lituanos Rolandas Mascinkas e Saulius Ritter, que foram prata nos mundiais de 2013 e 2015. Este ano foram bronze no Europeu e em uma Copa do Mundo.

Os neozelandeses Robbie Manson e Christopher Harris foram bronze no mundial de 2015 e tem duas medalhas este ano. De olho também na dupla alemã de Marcel Hacker (1B) e Stephan Krüger e nos noruegueses Kjetil Borch e Olaf Tufte (2O-1P), veterano indo para sua 5ª Olimpíada.

E o Brasil? Nenhum brasileiro disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Martin Sinkovic/Valent Sinkovic (CRO); Prata – Rolandas Mascinkas/Saulius Ritter (LTU); Bronze – Marcel Hacker/Stephan Krüger (GER)

Double skiff peso leve masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Mads Rasmussen/Rasmus Quist Hansen (DEN); Prata – Zac Purchase/Mark Hunter (GBR); Bronze – Storm Uru/Peter Taylor (NZL)

Último Mundial (2015): Ouro – Stany Delayre/Jérémie Azou (FRA); Prata – Will Fletcher/Richard Chambers (GBR); Bronze – Kristoffer Brun/Are Strandli (NOR)

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Stany Delayre e Jeremie Azou (FRA)

Os franceses Stany Delayre e Jérémie Azou são os favoritos da prova. Campeões mundiais em 2015 e prata em 2014, este ano venceram duas etapas da Copa do Mundo. Já são 19 vitórias consecutivas para a dupla, que não perde uma regata desde o Mundial de 2014. Quem poderia tirar o ouro dos franceses é a dupla norueguesa de Kristoffer Brun e Are Strandli, que já tem 5 pódios seguidos. Este ano foram 2 pratas e o bronze no Europeu.

A dupla britânica de Will Fletcher e Richard Chambers (1P) foi prata no último mundial, mas este ano não pegou pódio nas Copas do Mundo. De olho também na boa dupla sul-africana de James Thompson (1O) e John Smith (1O), que fizeram parte da equipe de quatro sem campeã olímpica em Londres. Campeões em Londres, os dinamarqueses Mads Rasmussen (1O-1B) e Rasmus Quist Hanse (1O-1B) subiram ao pódio nas duas últimas Olimpíadas, mas só se classificaram para o Rio-2016 na regata europeia, com o 3º lugar. Eles ficaram quase 3 anos sem competir após os Jogos de 2012.

E o Brasil? William Giaretton e Xavier Vela surpreenderam ao vencer a regata latino-americana pré-olímpica. A dupla tem ido razoavelmente bem nas Copas do Mundo, com duas finais B. O objetivo nos Jogos é chegar pelo menos a uma Final B, o que seria um excelente resultado

Meu Pódio: Ouro – Stany Delayre/Jérémie Azou (FRA); Prata – Kristoffer Brun/Are Strandli (NOR); Bronze – James Thompson/John Smith (RSA)

Skiff quádruplo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alemanha; Prata – Croácia; Bronze – Austrália

Último Mundial (2015): Ouro – Alemanha – Prata – Austrália; Bronze – Estônia

A equipe alemã vem forte, com 3 nomes do barco campeão em Londres: Lauritz Schoof (1O), Karl Schulz (1O) e Philipp Wende (1O). Hans Gruhne completa a equipe. Apesar da força, a equipe alemã tem falhado este ano, com apenas uma prata em uma Copa do Mundo. Já a equipe da Austrália venceu duas etapas este ano e conta com dois medlahistas de bronze em Londres: Karsten Forsteling (1B) e James McRae (1B).

O quarteto da Estônia com Tonu Endrekson (1P) venceu o Europeu este ano. Ficar de olho também na boa equipe da Grã-Bretanha e no forte barco da Suíça.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Austrália; Prata – Alemanha; Bronze – Estônia

Dois sem masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Eric Murray/Hamish Bond (NZL); Prata – Germain Chardin/Dorian Mortelette (FRA); Bronze – George Nash/William Satch (GBR)

Último Mundial: Ouro – Eric Murray/Hamish Bond (NZL); Prata – James Foad/Matthew Langridge (GBR); Bronze – Milos Vasic/Nenad Bedik (SRB)

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Eric Murray e Hamish Bond (NZL)

O ouro mais fácil de se prever é nesta prova, que irá para a dupla neozelandesa Eric Murray (1O) e Hamish Bond (1O). Já falei deles aqui. Com as 2 vitórias na Copa do Mundo este ano, eles chegam a espetacular sequencia de 66 regatas consecutivas vencidas no dois sem! Como dupla, eles jamais perderam uma regata sequer. Desde então são 6 títulos mundiais e um ouro olímpico.

A recém formada dupla britânica de Stewart Innes e Alan Sinclair foi escolhida no lugar dos medalhistas de pratas dos dois últimos mundiais, James Foad e Matthew Langridge. Com apenas 2 provas disputadas, eles foram prata no europeu esse ano e bronze na 3ª etapa da Copa do Mundo este ano. Os sérvios Nenad Bedik e Milos Vasic venceram a única etapa da Copa do Mundo não disputada pelos neozelandeses. Os franceses Germain Chardin (1P-1B) e Dorian Mortelette (1P-1B) foram prata em Londres, mas não disputam uma final A desde o Europeu de 2015, quando foram prata. Também brigam pelo pódio os barcos da Holanda, 2 pratas e 1 bronze nesta temporada, Itália e Austrália.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Eric Murray/Hamish Bond (NZL); Prata – Nenad Bedik/Milos Vasic (SRB); Bronze – Roel Braas/Mitchel Steenam (NED)

Quatro sem masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Austrália; Bronze – Estados Unidos

Último Mundial (2015): Ouro – Itália; Prata – Austrália; Bronze – Grã-Bretanha

O barco da Austrália esteve no pódio dos mundiais desde 2011 e foi prata em Londres. Restam na equipe hoje dois atletas medalhas de prata em Londres: Joshua Dunkley-Smith (1P) e William Lockwood (1P) e este ano obtiveram uma prata e um bronze. Mas os favoritos são os britânicos. Formados por quatro remadores medalhistas em 2012, em 3 provas diferentes, o quarteto venceu as duas provas que disputou este ano. Estão na equipe Alex Gregory (1O), o único que venceu esta prova em Londres, Constantine Louloudis (1B), George Nash (1B) e Mohamed Sbihi (1B).

A equipe italiana venceu o último mundial e levou 2 pratas já esse ano. Holanda, AlemanhaEUA também brigam pelo pódio.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Austrália; Bronze – Holanda

Quatro sem peso leve masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – África do Sul; Prata – Grã-Bretanha; Bronze – Dinamarca

Último Mundial (2015): Ouro – Suíça; Prata – Dinamarca; Bronze – França

A equipe da Dinamarca, formada por Jacob Barsoe (1B), Morten Jorgensen (1O-1B), Kasper Jorgensen (1B) e Jacob Sogard venceu com 3 desses atletas os mundiais de 2013 e 2014 e foi prata em 2015. Este ano, fracassou no europeu com apenas um 6º lugar, mas venceu duas medalhas na Copa do Mundo. Já a equipe da Suíça foi ouro no último mundial, além do ouro no europeu este ano e é a favorita ao ouro.

A equipe da Nova Zelândia, liderada pelo medalhista em Londres no double skiff leve Peter Taylor (1B), faturou duas etapas este ano e vem forte. Prata em Londres, a Grã-Bretanha não deve ser esquecida, assim como a França, bronze no último mundial.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Suíça; Prata – Nova Zelândia; Bronze – Dinamarca

Oito com masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alemanha; Prata- Canadá; Bronze – Grã-Bretanha

Último Mundial (2015): Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

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Grã-Bretanha

Numa prova que por muito tempo foi dominada pelos americanos, tem hoje como grande força a Grã-Bretanha. Liderados pelo timoneiro Phelan Hill (1O), a equipe venceu os últimos 3 mundiais e é favorita ao ouro da prova mais rápida (e mais bonita) do remo. Com ele, a Grã-Bretanha não vence uma Copa do Mundo desde 2013, mas os 3 títulos mundiais ainda os colocam como favoritos. Campeões em Londres, a Alemanha foi prata nesses 3 mundiais, sempre com o veterano timoneiro Martin Sauer (1O), pódio nos últimos 6 mundiais!

A equipe da Holanda foi bronze no último Mundial e venceu uma etapa este ano. Completam o plantel a Nova Zelândia, Rússia, EUA e Polônia.

E o Brasil? O Brasil não disputará a prova.

Meu Pódio: Ouro – Grã-Bretanha; Prata – Alemanha; Bronze – EUA

Perfil 2016 – Hamish Bond/Eric Murray (NZL)

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Eric Murray e Hamish Bond

Remo

Dois Sem Masculino

Jogos Olímpicos: 1 ouro

Mundiais: 8 ouros

Desde 2006 remando juntos em diferentes guarnições, os neozelandeses Hamish Bond e Eric Murray formam a parceria mais bem sucedida do remo atual e os homens a serem batidos do Dois Sem.

Murray, de 34 anos, disputava o Quatro Sem desde 2004 e chegou a final olímpica de Atenas-2004, quando terminou na 5ª posição. Seu primeiro mundial adulto foi em 2003, quando ficou em 5º na não-usual prova de Quatro Com. Após os jogos gregos, participações sem medalhas em Copas do Mundo. Em 2006, Hamish Bond, hoje com 30 anos, entrou na equipe. Na primeira competição internacional juntos, na Copa do Mundo de Poznan, eles ficaram com o bronze, ao lado de Carl Meyer e Selwyn Cleland. No Mundial de 2006, ficaram em 6º.

2007 foi um bom ano para a equipe, com um ouro e um bronze em Copas do Mundo, e também a 1ª medalha em um Mundial, com o ouro no Quatro Sem em Munique, com Meyer e James Dallinger. Já em 2008, a equipe não manteve o bom ritmo e não subiu ao pódio no ano. Nos Jogos de Pequim, venceram a final B, para terminar em 7º no geral.

Em 2009, eles resolveram competir juntos no Dois Sem e nunca uma escolha foi tão boa. São nada menos que 23 provas seguidas vencidas e 65 regatas vencidas. Nunca a dupla perdeu uma regata desde que começou a competir no Dois Sem.

Em 2009, venceram duas etapas da Copa do Mundo e o Mundial em Poznan, na Polônia. Em 2010, mais 3 vitórias em Copas do Mundo e o título mundial na Nova Zelândia. 2011 veio com mais duas vitórias em Copas do Mundo e o 3º título mundial seguido, na Eslovênia.

No ano olímpico de 2012, venceram as etapas de Lucerna e Munique da Copa do Mundo para chegarem como grandes favoritos em Londres. Nos Jogos, bateram o recorde mundial da prova nas baterias eliminatórias com 6:08.50, venceram a semifinal com 7s de vantagem e na grande final, fecharam com 6:16.65, quase 5s de vantagem sobre a dupla francesa.

2013 seguiu a escrita com duas vitórias na Copa do Mundo e o 4º título mundial, agorana Coreia do Sul. No ano seguinte, após mais dois títulos no=a Copa do Mundo, resolveram inovar no Mundial. Além de disputarem o Dois Sem, competiram no Dois Com, prova não olímpica, e venceram os 2 ouros no Mundial de Amsterdã.

No ano passado veio o espetacular 6º título mundial seguido para a dupla, com quase 7s de vantagem sobre dupla britânica. 2016 já trouxe o 1º ouro na Copa do Mundo de Lucerna e tem tudo para coroar a espetacular dupla com maus um título olímpico.