Mundial de Remo – Final

Nova Zelândia leva dois ouros e uma derrota histórica para uma equipe que não perdia desde 2005!

Olímpica até o ano passado, a prova do Quatro Sem Leve masculina ficou bem esvaziada ao perder o status de prova olímpica, com apenas 6 embarcações e nenhum dos medalhistas olímpicos no Rio ou no mundial de 2015. A vitória ficou com a equipe da Itália com 5:59.60, seguida da Rússia com 6:01.91, que saiu do 4º lugar pro 2º no final da prova, e da Alemanha com 6:03.37.

A Nova Zelândia fez dobradinha do Double Skiff em Sarasota. No feminino, Brooke Donoghue e Olivia Loe venceram com 6:45.08 contra 6:46.57 da dupla dos Estados Unidos e 6:49.76 da dupla australiana. No masculino, John Storey e Christopher Harris ficaram com o ouro com 6:10.07, aproveitando que os irmãos croatas Sinkovic mudaram pro Dois Sem, a frente do duo polonês com 6:10.66 e do barco italiano com 6:11.33. Aliás, essas provas tem tido uma boa variação de medalhistas, principalmente no feminino. Os lituanos prata no Rio e os noruegueses bronze nos Jogos ficaram em 4º e 5º nesta final.

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Ondrej Synek (CZE). Foto: Igor Meijer/FISA

Quinta no Rio, a suíça Jennine Gmelin encerra o ano de maneira invicta. Na decisão do single skiff, Gmelin ficou com o ouro com 7:22.58, deixando pra trás a britânica Victoria Thornley com 7:24.50 e a austríaca Magdalena Lobnig com 7:26.56. Bronze nos dois últimos Mundiais e no Rio, a chinesa Duan Jingli venceu a Final C, terminando apenas em 13º. Já na prova masculina, o checo Ondrej Synek segue como o grande nome da modalidade nos últimos anos. Ele soube controlar muito bem a prova para abrir no final e vencer o título mundial pela 5ª vez, sendo a 4ª consecutiva! Synek sobe ao pódio de mundiais ou Olimpíadas no single skiff desde 2005! São 13 anos consecutivos entre os 3 melhores! Mas segue sem ouro olímpico. Ele precisou desta vez de 6:40.64 para vencer com o cubano Ángel Fournier em 2º com 6:43.49 e o britânico Tom Barras em 3º com 6:41.14. De olho no neozelandês Robert Manson, 5º colocado na Final A, e que vem para substituir o grande Mahé Drysdaley. Lucas Ferreira ficou em 6º na Final D, 24ª no geral entre 40 atletas.

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Oito Com feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

Pra encerrar o Mundial, as belíssimas provas do Oito Com. No masculino, a Alemanha levou o ouro com 5:26.85, com 4 atletas da equipe prata no Rio, incluindo o timoneiro Martin Sauer. A equipe americana voltou ao pódio depois de ficar um bom tempo fora e levou a prata com 5:28.45 e a Itália pegou o bronze com 5:28.90.

Mas talvez o maior acontecimento do Mundial veio na última prova. As americanas não perdiam a prova de Oito Com em Mundiais/Jogos Olímpicos desde 2005. Foram 8 títulos mundiais e 3 olímpicos seguidos, mas, com equipe bem renovada (apenas 2 atletas e a timoneira estavam no Rio-2016), as americanas fizeram uma prova ruim e não ficaram entre as 3 melhores em nenhum momento da prova. A equipe da Romênia chegou como favorita após vencer 2 etapas da Copa do Mundo este ano e não decepcionou, levando o ouro com 6:06.40, a frente de Canadá com 6:07.09 e da Nova Zelândia com 6:07.27.

Assim, o Mundial chegou ao fim com a Itália levando pra casa 9 medalha, 3 de cada cor, seguida da Nova Zelândia com 3-2-2 e Austrália com 3-2-1.Com equipe renovada, a Grã-Bretanha faturou 7 medalhas, mas apenas 1 ouro. O Brasil sai com 2 medalhas, sendo um ouro em provas paralímpicas e o bronze na prova não-olímpica do Dois Sem Leve. Primeiro Mundial do novo ciclo olímpico, foi uma competição de testes e renovações.

A próxima edição será na cidade búlgara de Plovdiv, em setembro de 2018.

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Mundial de Remo – Parte II

Oito finais no sábado com belíssimas disputas na raia de Sarasota.

Sem as britânicas Helen Glover e Heather Stanning na disputa do Dois Sem, a vitória ficou com a nova formação neozelandesa de Grace Prendergast e Kerri Gowler com 7:00.53. A primeira medalha americana veio com a prata de Megan Kalmoe e Tracy Eisser.

No Dois Sem masculino, a prova estava mais aberta com a ausência dos imbatíveis neozelandeses Eric Murray e Hamish Bond. Depois de anos remando nos skiffs, os irmãos croatas Martin e Valent Sinkovic migraram pro Dois Sem e o duelo ficou entre eles e os italianos Matteo Lodo e Giuseppe Vicino. Com 6:16.22, a vitória foi dos italianos contra 6:16.56 dos croatas.

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Final do Double Skiff Leve feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

No Double Skiff Leve masculino, os franceses campeões olímpicos Pierre Houin e Jérêmie Azou lideraram do início ao fim para vencer com 6:13.10 contra 6:15.15 dos italianos Stefano Oppo e Pietro Ruta e 6:15.40 dos chineses Sun Man e Fan Junjie. Na prova feminina, os pódios seguem variando de uma competição pra outra. Numa chegada muito apertada, as romenas Ionela-Livia Lehaci e Gianina Beleaga venceram com 6:55.88 contra 6:56.09 das neozelandesas Zoe McBride e Jackie Kiddle. As americanas Emily Schmieg e Michelle Sechser completaram o pódio com 6:56.38.

Com apenas um remanescente da equipe campeã no Rio no Quatro Sem masculino, a Grã-Bretanha acabou apenas com o bronze e viu a equipe da Austrália ficar com o ouro com 5:55.24, também com apenas um remanescente da prata no Rio-2016. Bronze no Rio, a Itália ficou com a prata. A prova feminina do Quatro Sem fará sua estreia olímpica em 2020 e a vitória neste Mundial ficou com a equipe australiana com 6:33.58 contra 6:34.25 da Polônia e 6:34.67 da Rússia. Menos de 3s separou as 5 primeiras colocadas numa final apertadíssima.

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Equipe lituana do Skiff Quádruplo. Foto: Igor Meijer/FISA

Todo ano as formações mudam e com a Holanda não foi diferente. Prata no rio no Skiff Quádruplo feminino, apenas 2 atletas disputaram este Mundial e deram o ouro pra equipe holandesa com 6:16.72, a frente da Polônia e da Grã-Bretanha. No masculino a Lituânia levou o ouro com a equipe campeã europeia este ano. Eles marcaram 5:43.10 contra 5:45.03 da Grã-Bretanha e 5:45.32 da Estônia, que repete o bronze do mundial de 2015 e do Rio-2016. Foi outra final muito disputada, com 5s entre o 1º e o 6º.

Mundial de Remo – Parte I

No primeiro dia de finais em Sarasota, nos EUA, apenas provas não olímpicas.

O Brasil enviou 4 barcos, sendo 3 em provas leves não olímpicas. E veio uma medalha! A primeira na história do Brasil em Mundiais no remo masculino.

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Pódio do Dois Sem Leve. Foto: Detlev Seyb/MyRowingPhoto.com

No Dois Sem Leve, Xavier Maggi e Willian Giaretton, que disputaram o Rio-2016 no double skiff leve, ficaram com a medalha de bronze com 6:35.30. Ficaram em 4º por metade da prova, subiram o ritmo e chegaram a passar em 2º na marca de 1.500m! Mas a dupla italiana se recuperou e ficou com a prata com 6:34.20. A dupla irlandesa com Mark O’Donovan e Shane O’Driscoll sobrou pra vencer com 6:32.42. Xavier e Willian vinham de dois bronzes na Copa do Mundo este ano.

Uncas Batista também chegou a uma final, no single skiff leve, mas não fez boa prova e terminou em 6º com 7:05.85. Vitória do irlandês Paul O’Donovan, prata no Rio-2016 no double skiff leve, com 6:48.87. Na mesma prova no feminino, vitória da sul-africana Kirsten McCann.

Os húngaros Adrian Juhasz e Bela Simon Jr com a timoneira Andrea Kollath venceram a inusitada prova de Dois Com masculina com 6:54.80. No Skiff Quádruplo Leve masculino deu França e no feminino vitória da Itália.

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Jairo Klug e Diana de Oliveira. Foto: Igor Meijer/FISA

Na prova de remo adaptado do double skiff misto PR3, os brasileiros Diana de Oliveira e Jairo Klug ficaram com o ouro com 7:28.95! A partir deste ano, o remo paralímpico é disputado em 2.000m e não mais em 1.000m.

Remo e canoagem dão medalhas em Mundiais de base

.A semana passada adicionou mais duas medalhas pro Brasil nas categorias de base: na canoagem slalom e no remo.

É até estranho saber que a Ana Sátila ainda é de categoria de base. Ela ainda tem 21 anos e medalhou mais uma vez em uma Campeonato Mundial Junior/Sub23. Desta vez, ela ficou com a prata no K1 Sub23. Na final, ficou atrás apenas da australiana Jessica Fox, medalhista olímpica, por apenas 1s48. Na final do C1 Sub23, Ana ficou em 4º lugar, a 2.20 do bronze.

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Uncas Batista no topo do pódio no Mundial Sub23

Já no Mundial de Remo Sub23, Uncas Batista foi quase perfeito. No single skiff peso leve ele venceu a sua bateria eliminatória, a sua bateria de quartas de final, ficou em 2º na sua semifinal atrás de mexicano, mas, na decisão, assumiu a liderança com 700m e não perdeu mais, até vencer com 6:59.46 contra 7:01.41 do mexicano Alexis Garcia. Na bateria de quartas de final, Uncas fez 6:46.34, a melhor marca da história pra prova no Sub23. Belo ouro.

A decepção veio no vôlei, no Mundial Sub 20 feminino, no México. Depois de uma primeira fase com 3 vitórias (3-1 nos EUA, 3-1 na Sérvia e 3-2 em Cuba), a equipe perdeu os 3 jogos na 2ª fase (3-0 pra Polônia, 3-1 pra Turquia e 3-0 pra Rússia). Depois, venceu 3-1 a Bulgária e 3-1 a Polônia para terminar na 5ª posição. O título ficou com a China com 3-0 na Rússia.

Desde o fim dos Jogos do Rio, os brasileiros conquistaram em mundiais de base as seguintes medalhas (5O-2P-3B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)

Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)

Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)

Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)

Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)

Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)

Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)

Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)

Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)

Resumo olímpico da semana

Saltos Ornamentais

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Isaac Souza Filho no topo do pódio

Uma semana antes da estreia no Mundial de Esportes Aquáticos, a equipe brasileira de saltos ornamentais conquistou 5 medalhas no GP de Saltos em Bolzano, na Itália. Isaac Souza Filho foi o grande destaque do país ao ficar com o ouro na plataforma masculina com a pontuação de 394,00. Na prova feminina, Ingrid Oliveira ficou com a prata com 282,00 atrás da chinesa Zhang Nanju com 292,55.

Tammy Galera ficou com o bronze no trampolim com 263,80 e ainda faturou mais duas medalhas nos saltos sincronizados. No trampolim feminino ao lado de Luana Lira ficou com o bronze (eram 4 países na disputa) e no trampolim misto ao lado de Ian Matos foi prata (eram 3 países). A equipe segue para Budapeste onde já faz sua estreia nesta sexta-feira no trampolim de 1m.

Remo

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Pódio na Copa do Mundo

Na 3ª etapa da Copa do Mundo em Lucerna, Suíça, a dupla de Xavier Maggi e Willian Giaretton, que estiver no Rio-2016 no Double skiff leve, faturou a medalha de bronze no Dois Sem Leve, prova que não é olímpica, com 6:37.50, atrás de Irlanda com 6:34.00 e Rússia com 6:36.28. Na etapa anterior, eles já haviam ficado com o bronze, mas eram apenas 3 barcos na disputa. Desta vez, foram 6 embarcações e a dupla ficou a frente de 3: Grã-Bretanha, França e Noruega. Uma boa prova.

Foram ainda outros 3 barcos. No Single skiff masculino peso leve, não olímpico, Uncas Batista venceu a Final C, terminando em 13º no geral entre 26. Mas nas prova olímpicas do single skiff, tanto Lucas Ferreira no masculino como Milena Viana no feminino venceram a Final E. Provas bem ruins

Lutas

A seleção brasileira cadete disputou em Buenos Aires, na Argentina, o Pan da modalidade da categoria. Com 17 atletas no total, o Brasil voltou com 5 medalhas, todas no feminino. Maria Elizabeth da Silva, nos 56kg, foi a única medalha de prata, enquanto Ketellen do Nascimento (43kg), Letícia Pimenta (49kg), Júlia de Oliveira (60kg) e Thaissa Ribeiro (70kg) ficaram com a medalha de bronze.

Na luta livre masculina, foram 5 derrotas nas disputas do bronze. Entre eles, Igor Queiroz, que perdeu o bronze tanto na livre como na Greco-romana. Boa parte da equipe permanece na capital argentina pro Sul-Americano.

Vôlei de Praia

Pela primeira vez no ano o Brasil não venceu um ouro em uma prova de 4 ou 5 estrelas no circuito mundial. No Major de Gstaad, na Suíça, Larissa e Talita foram derrotadas na final para as alemãs Chantal Laboureur e Julia Sude por 21-18, 22-20, ficando com a prata. Entre os homens, Álvaro/Saymon e Evandro/André perderam na semi e se enfrentaram na disputa do bronze, onde Álvaro/Saymon venceram com 21-12, 21-18. O título ficou com os americano Phil Dalhausser/Nick Lucena, com 21-18, 21-19 sobre os poloneses Losiak/Kantor.

Ainda assim, o Brasil está disparado no quadro de medalhas do circuito, com 9 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. EUA vem atrás com 4-1-1.

Outros Esportes

Pedro Barros venceu a etapa de Vancouver do Vans Park Series com a espetacular nota de 95,53.

– Na etapa de Lausanne da Diamond League, o revezamento 4x100m feminino do Brasil ficou com a prata com 42.97, atrás da Suíça com 42.53. No arremesso de peso, Darlan Romani fez apenas um arremesso válido, com 20,07m, terminando em 10º. Na etapa de Londres no domingo, Rosângela Santos fez 11.25 na semifinal dos 100m e na final melhorou para 11.22, ficando em 8º lugar. Vitória foi da campeã olímpica Elaine Thompson com 10.94. Em meeting em Sotteville-Lès-Rouen, na França, Geisa Coutinho venceu os 400m com  51.93. Em Nembro, Itália, Altobeli da Silva venceu os 3.000m (SEM obstáculos) com 7:51.48.

– No Pan Juvenil de pólo aquático em Lima, o Brasil ficou com duas pratas por pouco. No masculino, perdeu a final pros EUA por 6-5 e no feminino foi derrotado pelas americanas por 9-7.

– Depois do 10º lugar na semana anterior, Henrique Avancini foi 22º na Copa do Mundo de Mountian Bike em Lenzerheide, na Suíça, com 1:33:42. O campeão foi, mais uma vez, Nino Schurter, com 1:29:48. No feminino, Raiza Goulão foi 20ª com 1:34:52 entre 67 que terminaram.

Alexandre Rocha não passou no corte no LECOM Health Challenge, válido pelo web.com Tour de golfe.

– Na Classe Star, que deixou de ser olímpica no Rio-2016, Lars Grael e Samuel Gonçalves ficaram com a medalha de prata no Mundial disputado na Dinamarca. Com 20 pontos perdidos, ficaram atrás dos noruegueses Eivind Melleby e Joshua Revkin, com 18.

Remo na Europa

A Confederação Brasileira de Remo e suas traquinagens…

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Pódio do Dois Sem Leve

Ela já havia “surpreendido” ao convocar para a 2ª etapa da Copa do Mundo de remo, em Poznan, na Polônia, 6 barcos, sendo dois de provas não olímpicas. E a confederação não optou pelos dois single skiffs leves ou então um Quatro Sem Leve, que perdeu o status olímpico na semana passada. A escolha foi pela Dois Sem Leve, com Xavier Maggi e Willian Giaretton, dupla que disputou o Rio-2016 pelo Double skiff leve.

Numa prova absolutamente esvaziada, com apenas 3 barcos, eles ficaram com o bronze, ou seja, em último. Eles ficaram atrás da dupla da Irlanda, que venceu a 1ª etapa e o Europeu este ano, e da Grã-Bretanha, ficando a 3s dos britânicos.

Outros 3 barcos foram em single skiffs. No masculino, Lucas Ferreira, bronze no Mundial Júnior em 2016, ficou em 3º na Final C, 15º no geral entre 21 atletas. No feminino, Milena Viana fez regatas bem ruins e terminou em último lugar na Final C, 18ª no geral entre 18. Já no single skiff leve (que não é olímpica), boa prova de Uncas Batista. Na semi, foi o 3º na sua bateria a frente do 4º lugar por apenas 0.01 e vaga na Final A. Na decisão, terminou em 6º lugar. Os outros barcos foram paralímpicos, com o single skiff masculino com Rene Pereira, 6º na Final A, e o double skiff PR2 misto, 5º na final.

Parece que a CBR está um pouco perdida. Fez um ótimo trabalho na preparação dos barcos pro Rio-2016 e agora começa a apostar em provas não olímpicas, mas pelo menos dando chances aos melhores das categorias de base. Pra ajudar, a Petrobras encerrou o patrocínio pro remo, assim como com outras confederações.

A equipe segue na Europa pra 3ª etapa daqui 3 semanas na Suíça e Lucas, Uncas e Milena depois irão pra Bulgária pro Mundial Sub23.

E o remo segue mal…

Realmente está difícil acreditar no remo brasileiro.

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Oito com argentino. A Argentina levou 12 ouros e venceu o sul-americano de remo

No sul-americano da modalidade disputado em Brasília no fim de semana, o Brasil venceu 4 provas, sendo 3 de remo paralímpico e uma não olímpica. Foram 4 ouros, 7 pratas e 5 bronzes, mas, em provas olímpicas, foram 5 pratas e 3 bronzes, sendo que várias provas contaram com apenas 3 barcos.

O destaque ficou com a dupla que disputou os Jogos do Rio Willian Giaretton e Xavier Maggi. Eles conquistaram o único ouro em provas não paralímpicas, com o Dois Sem peso leve, prova não olímpica, com vantagem de 17s sobre barco chileno. No Dois Sem, eles ficaram em 2º, 3s atrás da dupla argentina. Lembrando que a dupla disputou nos Jogos o double skiff peso leve.

Quem também salvou um pouco a equipe foi Lucas Ferreira e Melina Viana, ambos prata no single skiff. Lucas foi bronze no Mundial juvenil no ano passado nesta prova.

O remo tinha grandes chances de ter crescido e se tornado algo perto do que a canoagem virou nos últimos anos. Havia nomes bons surgindo, como Ailson Silva, prata no Mundial Sub23 de 2009 e bronze em 2010 e medalha em Copas do Mundo, Uncas Batista, havia uma grande atleta para se inspirar, a Fabiana Beltrame. A CBR tinha apoio do Bradesco e da Petrobrás e ainda assim fez uma campanha pífia nos Pans de 2011 e 2015.

No bom trabalho que fez antes dos Jogos, conseguiu vencer as duas regatas pré-olímpicas e nos Jogos fez o dever de casa. Mas a situação não melhora e a tendência é piorar. Agora é ficar de olho no Lucas Ferreira, nova revelação da modalidade.

Nesta semana teremos a 1ª etapa da Copa do Mundo, na Sérvia. E o Brasil terá apenas Steve Hiestand (suíço naturalizado brasileiro) no single skiff.