Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Parte I

Muita coisa interessante aconteceu nessa 1ª semana de Jogos em Lausanne, incluindo medalhas inéditas para países sem tradição e .

Esqui Alpino

Dois nomes foram o destaque no esqui alpino. No masculino, o sueco Adam Hofstedt venceu o ouro em duas provas: no Super-G logo no 1º dia e no slalom, com mais de 1s de vantagem sobre o 2º colocado. Ele ainda foi bronze na combinada. Nesta prova, aliás, aconteceu um raro empate pelo ouro entre o francês Auguste Aulnette e o norueguês Mikkel Remsøy, ambos com 1:28.41, contra 1:28.69 do sueco.

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Amélie Klopfenstein (SUI)

No feminino, a suíça Amélie Klopfenstein venceu o 1º ouro dos Jogos no Super-G e faturou o ouro no slalom gigante, além do bronze na combinada. Klopfenstein, aliás, nem era para estar na equipe suíça. Ela era a reserva e conseguiu a vaga depois que uma atleta teve que desistir dos Jogos por conta de lesão.

A israelense Noa Szollos entrou para a história ao conquistar o bronze no Super-G logo no 1º dia faturando a 1ª medalha de inverno de seu país em uma edição olímpica. Ela ainda levaria a prata na combinada.

Biatlo

A Rússia foi o destaque do biatlo em Lausanne, vencendo 3 das 6 provas. Alena Mokhova levou os ouros no individual 10km e no Sprint 6km, neste último por menos de 2s sobre a sua compatriota Anastasiia Zenova. No masculino, vitória do polonês Marcin Zawol no Sprint 7,5km e do russo Oleg Domichek no individual 12,5km.

Nos revezamentos, a Itália venceu o misto individual, formado por um menino e uma menina que competem por duas vezes, e a França venceu o misto convencional, com 4 participantes.

A brasileira Taynara da Silva ficou em 92º lugar no Sprint e em 94º no individual.

Curling

A Noruega foi a grande campeã da equipe mista, mas eles quase não passaram para as finais. Pelo Grupo C, ficaram empatados com a Grã-Bretanha com 3 vitórias e 2 derrotas e só avançara pois tinham vencido os britânicos por 8-3. Na decisão, a Noruega venceu o Japão com ponto no end extra por 5-4. O bronze ficou com a Rússia, que venceu a surpresa Nova Zelândia por 9-5.

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Equipe brasileira de curling

O Brasil jogou pela 2ª vez no YOG no curling terminando em último no seu grupo com 5 derrotas e em 24º e último no geral. Ainda assim, a equipe teve bons momentos, conseguindo alguma vitórias em ends. O Brasil começou perdendo de 15-1 para a Alemanha, depois de 14-1 para a China, 12-3 para a Dinamarca, 13-2 pra Hungria e fechou com derrota de 10-2 pra Suíça.

Patinação Artística

A Rússia foi o grande país da modalidade em Lausanne, subindo duas vezes ao pódio por prova, mas não levando nenhum no individual.

No masculino, a vitória ficou com o japonês Yuma Kagiyama. Ele brilhou no programa livre com 166,41, e conseguiu tirar a diferença que os russos tinham colocado no programa curto. Kagiyama somou 239,17 contra 237,94 do russo Andrei Mozalev e 215,21 do também russo Daniil Samsonov.

No feminino, a sul-coreana You Young venceu o programa curto, o livre e levou o ouro com 214,00, deixando as russas Ksenia Sinitsyna e Anna Frolova com a prata e o bronze.

Nos pares e na dança artística, tivemos dobradinha russa no ouro e prata. O bronze nos pares dos georgianos Alina Butaeva e Luka Berulava foi a 1ª medalha em uma edição de inverno da Geórgia. Na prova por equipes, vitória da equipe Coragem, que contou com o estoniano Arlet Levandi, a russa Ksenia Sinitsyna, o par georgiano e uma dupla da dança do Japão.

Patinação de Velocidade

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Diego Amaya entra para a história do esporte latino-americano

Os japoneses dominaram as disputas masculinas no oval. Yudai Yamamoto venceu os 500m com 36.42, 0.18 melhor que o espanhol Nil Llop, o 1º patinador de velocidade da história a defender a Espanha em uma edição olímpica. Já Motonaga Arito levou os ouros nos 1.500m com 1:52.24 e na prova de saída em massa. Foi nesta prova, aliás, que o colombiano Diego Amaya entrou para a história como o 1º medalhista sul-americano em uma edição olímpica de inverno! Amaya tinha batida na trave nas outras duas finais, ficando em 4º nos 500m a 0.38 do pódio e também em 4º nos 1.500m a 0.13 do pódio. Na saída em massa soube se posicionar e ficar com a prata histórica.

No feminino, as holandesas venceram as provas de distância. Isabel Grevelt venceu os 500m e Myrhte de Boer os 1.500m. Na saída em massa, ouro para a chinesa Yang Binyu.

Hóquei no Gelo

Antes do torneio de hóquei em si, tivemos a disputa do hóquei 3×3 formado por equipes mistas de países, contando com os atletas que venceram as disputas de habilidades em seus países. Com isso, temos a presença das mais variadas nacionalidades nas equipes, incluindo países com nenhuma tradição no hóquei no gelo.

No masculino, vitória da equipe Verde, que venceu a Vermelha na final por 10-4. No feminino, o time Amarelo venceu com 6-1 na decisão sobre a equipe Preta. Nesta equipe amarela estava presente a mexicana Luisa Wilson, que se tornou a 1ª latino-americana a medalhar em uma edição olímpica de inverno, mas não de forma individual, como foi o caso do colombiano.

Montanhismo em Esqui

Esporte que fez sua estreia olímpica, o montanhismo consiste em uma subida de montanha, onde os atletas tem que subir ou com esquis ou em momentos a pé, e depois descer pelo outro lado.

Em casa, a Suíça venceu 3 das 5 provas em disputa. Logo no 1º dia, fizeram a dobradinha na prova individual longa feminina com Caroline Ulrich vencendo em 58:34.48 e Thibe Deseyn na prata com 59:38.58, únicas abaixo da marca de 1h. Também rolou dobradinha na masculina, vencida pelos gêmeos Thomas e Robin Bussard. Thomas fio ouro com 47:49.85 contra 49:16.54 de Robin. No revezamento misto, os 4 brilharam para levar o ouro com 35:07, mais de 2min sobre a França, medalha de prata.

Nas provas de Sprint, que tem o formato igual ao Sprint no cross-country, com tomada de tempo e baterias, vitória do italiano Rocco Baldini e da espanhola Maria Costa Diez.

Quadro de medalhas após 35 das 81 finais:

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Mundial de Esqui Alpino – Dia 7

Sem a equipe dos EUA (e portanto sem Mikaela Shiffrin), a prova por equipes foi dominada pelas potências Áustria e Suíça, que reeditaram a final olímpica de PyeongChang.

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Suíça comemora o título por equipes

Cabeça 1, a Áustria começou com um tranquilo 4-0 sobre a Argentina e fez mais um 4-0 na Eslováquia, que não contou com Petra Vlhová. Já a Suíça, cabeça 2, fez 4-0 na frágil Bélgica, mas empatou em 2-2 com a Suécia nas 4as. Na soma dos tempos, primeiro critério de desempate, 48.27 da Suíça a 48.60 da Suécia.

Na 1ª rodada, as maiores potências venceram, com França fazendo 3-1 na Rússia, Itália 3-1 na Finlândia, Alemanha 3-1 na Grã-Bretanha e Noruega 4-0 na República Checa.

Nas 4as, a Itália venceu a Noruega por 3-1 e a Alemanha passou por 3-1 pela França, que viu sua principal atleta do feminino, Tessa Worley, perder o combate de abertura do confronto.

Nas semifinais, provas muito equilibradas. A Áustria abriu 1-0 na Itália, que empatou, fez 2-1 e viu a Itália empatar novamente, mas na soma dos tempos, 49.23 a 49.52 pros austríacos. Na outra semi, a Alemanha fez 1-0, a Suíça virou 2-1 e a Alemanha empatou com Linus Strasser, mas nos tempos 48.75 a 48.95 pra Suíça.

Na disputa do bronze, a Itália abriu 2-0 sobre os alemães, que diminuíram pra 2-1. No último confronto, Strasser venceu Alex Vinatzer, que não terminou e parecia que ia dar Alemanha, mas Strasser foi desclassificado e, com 3-1, o bronze foi italiano.

Na decisão, mais um 2-2. Wendy Holdener, ouro na combinada, abriu 1-0 pra Suíça ao vencer Katharina Liensberger. Michael Matt venceu Daniel Yule e Katharina Truppe venceu Aline Danioth e a Áustria virou pra 2-1. Na descida decisiva, Ramon Zanhäusern empatou pra Suíça ao derrotar Marco Schwarz. Na soma dos tempos, um banho dos suíços com 48.13 a 48.90. Foi o 1º título mundial da Suíça na prova por equipes. Mas vale lembrar que a Suíça venceu a Áustria também na decisão olímpica. Holdeneer, Yule e Zenhäusern são os únicos remanescentes do ouro em solo sul-coreano em 2018.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 6

Numa prova espetacular, a francês Alexis Pinturault levou a combinada de maneira brilhante.

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Alexis Pinturault (FRA). Foto: AFP

O melhor no downhill foi o italiano Dominik Paris, ouro no Super-G neste Mundial, com 1:07.27, seguido do americano Ryan Cochran-Siegle com 1:07.30 e do norueguês Aleksander Aamodt Kilde com 1:07.65. Os especialistas no slalom ficaram lá pra trás, com Luca Aerni, campeão da prova em 2017, em 20º, o austríaco Marco Schwarz em 21º, o francês Victor Muffat-Jeandet em 23º, Pinturault em 24º, o alemão Linus Strasser em 29º e o esloveno Stefan Hadalin em 30º. Apesar de terem ficado lá pra trás, a diferença de tempo não era tão grande, menor que 2s.

No slalom, Hadalin foi o 1º a descer voando com 38.80, que seria o melhor tempo de toda a prova, somando 1:47.95. Strasser desceu em seguida fazendo 39.52, 1:48.51 no total. 7º a descer, Pinturault marcou ótimos 38.92 para assumir a liderança com 1:47.71 , 0.24 melhor que o esloveno. Marco Schwarz, 9º a descer, fez 1:48.17 e assumiu o 2º lugar. Mal sabiam que o pódio já estava formado.

Apesar de virem com vantagem do downhill, os especialistas desta prova não faziam um bom slalom. Apesar de ser uma prova bem mais curta, a diferença de tempos era muito maior e elas iam ficando muito pra trás. O que chegou mais perto foi o suíço Mauro Caviezel, 8º no downhil e 8º no slalom, terminando em 7º com 1:48.57. Aamodt Kilde fez o 34º tempo do slalom, Cochran-Siegle 36º e Paris o 26º tempo, para terminarem bem longe do pódio, dominado pelos atletas do slalom.

A última vez que um cara do downhill venceu a combinada em um Mundial foi em 2011, com Aksel Lund Svindal.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 5

Assim como na prova masculina, o downhill feminino também foi reduzido em pouco mais de 500m também com a saída do Super-G.

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Ilka Stuhec e Lindsey Vonn. Foto: Reuters

A prova foi marcada pela despedida da americana Lindsey Vonn, que fez uma super descida. Após cair no Super-G e terminar o downhill da combinada, Vonn foi a 3ª a descer com 1:02.23, assumindo a liderança. A forte equipe italiana veio em seguida com Nadia Fanchini, Sofia Goggia e Nicol Delago, mas ninguém passava Vonn, até a eslovena Ilka Stuhec. Campeã mundial em 2017, Stuhec ficou fora dos Jogos de PyeongChang em 2018 por conta de lesão. Na prova, marcou 1:01.74 e assumiu a liderança.

As 20 primeiras desciam, mas nada mudava no toip-5 da prova. Nem as austríacas Ramona Siebenhofer e Nicole Schmidhofer, nem Tina Weirather ou a suíça Lara Gut-Behrami ameaçavam.

19ª a descer, foi outra suíça que tirou a prata de Vonn: Corinne Suter. Com 1:01.97, jogou a americana pro 3º lugar, levando um inesperado bronze para encerrar sua brilhante carreira.

Vonn se aposenta com 3 medalhas olímpicas (1 ouro e 2 bronzes), 8 medalhas mundiais (2-3-3, sendo 1-2-2 no downhill), 4 títulos gerais da Copa do Mundo, 16 títulos de disciplinas e 82 vitórias em etapas, sendo 43 no downhill.

Stuhec mostrou que é o principal nome da prova na atualidade entrando no lugar da sua compatriota Tina Maze e se tornando a 1ª bicampeã mundial do downhill desde Maria Walliser em 1989.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 4

Depois de uma prova ruim no Super-G, os favoritos noruegueses brilharam na final do downhill.

Por conta do mau tempo, a final foi adiada por 1 hora e ainda por cima foi encurtada em quase 1km (234m verticais). A largada foi a mesma do Super-G.

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Kjetil Jansrud (NOR)

Mesmo assim, foi dominada pelos noruegueses Kjetil Jansrud e Aksel Lund Svindal, dois fortíssimos nessa prova.

De baixo de neve, o primeiro a descer foi o austríaco Hannes Reichelt que marcou 1:21.87, tempo que seria melhorado muito ainda. O francês Adrien Théaux veio em seguida com 1:21.23 se tornando o novo líder, mas o suíço Mauro Caviezel assumiu a ponto em seguida com 1:20.81. E cada um que vinha melhorava: o canadense Benajmin Thomsen fez 1:20.73, o austríaco campeão olímpico em 2014 Matthias Mayer 1:20.63 e finalmente Jansrud com 1:19.98.

Dono de 5 medalhas olímpicas, 2 delas no downhill e 2 no Super-G (1 ouro em 2014), Jansrud se aproveitou da redução do percurso para faturar seu 1º título mundial.

Svindal veio um pouco depois e marcou 1:20.00, a apenas 0.02 do seu compatriota. Atual campeão olímpico no downhill e bicampeão mundial da prova (2007 e 2013), Svindal segue entre os melhores mesmo com 36 anos.

O suíço Beat Feuz assumiu o 3º lugar da prova com 1:20.42, mas logo depois veio o austríaco Vincent Kriechmayr, prata no Super-G dias antes, para roubar o bronze com 1:20.31. O campeão do Super-G, o italiano Dominik Paris, terminou em 6º com 1:20.72

Mundial de Esqui Alpino – Dia 3

A suíça Wendy Holdener confirmou seu favoritismo e levou o bicampeonato mundial da prova combinada feminina.

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Wendy Holdener (SUI). Foto: Jean-Christophe Bott/EPA-EFE/Rex

Na 1ª descida do downhill, a austríaca Ramona Siebenhofer fez o melhor tempo com 1:12.71 com a eslovena Ilka Stuhec colada em 1:12.72. A norueguesa Ragnhild Mowinckel veio em 3º com 1:12.77 seguidas das suíça Corinne Suter 1:13.05 e Holdener com 1:13.13, todas, com exceção de Holdener, especialistas nas provas de velocidade.

Já olhando nas especialistas no slalom, um ótimo resultado da eslovaca Petra Vlhova, com o 8º tempo de 1:13.43, mesmo tempo de Lindsey Vonn, que se despede do esporte após esse Mundial. Lara Gut-Behrami foi muito mal no downhill, com 1:14.34 e nem disputou o slalom, assim como Vonn e Suter.

No slalom, Vlhova fez a 2ª melhor descida com 48.73 e assumiu a liderança com 2:02.16. Holdener, que defendia o título, foi bronze em PyeongChang e já venceu a Copa do Mundo da prova 2 vezes, fez um ótimo slalom com 49.00 e se tornou líder por apenas 0.03! Mowinckel ainda completou o pódio com o bronze com 2:02.58. Siebenhofer, que ne disputa provas de slalom, acabou em 4º lugar com 2:02.62.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 2

A final do Super-G masculino foi dura com os favoritos e vários fortes candidatos ao ouro não terminaram a prova, como o austríaco campeão olímpico Matthias Mayer e seu compatriota Hannes Reichelt, o suíço Mauro Caviezel e o canadense Dustin Cook.

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Dominik Paris (ITA)

Terceiro a descer, o italiano Dominik Paris marcou 1:24.20 e assumiu a liderança da prova para não perder mais e se tornar o 3º italiano campeão mundial da prova nos últimos 7 mundiais, se juntando a Patrick Staudacher, campeão em 2007, e Christof Innerhofer, vencedor em 2011.

O austríaco Vincent Kriechmayr marcou 1:24.29 e assumiu o segundo lugar. A surpresa enorme ficou por conta do francês Johan Clarey, que nunca venceu uma etapa da Copa do Mundo. 14º a descer, ele marcou o mesmo tempo de Kriechmayr e os dois empataram com a prata. Campeão em 2011, Innerhofer fez 1:24.55 para ficar em 4º.

Outros que decepcionaram foram os noruegueses Aksel Lund Svindal e Kjetil Jansrud. Svindal, campeão olímpico em 2010 e pentacampeão da prova na Copa do Mundo, terminou em 16º com 1:25.12. Já Jansrud, campeão olímpico em Sochi-2014 e tricampeão do Super-G em Copas do Mundo, acabou em 22º com 1:25.38.

O Mundial volta na sexta-feira com a combinada feminina.

Mundial de Esqui Alpino – Dia 1

Nada como estar numa temporada iluminada. Foi assim que Mikaela Shiffrin começou o que deve ser o seu melhor mundial da carreira. Vindo de uma Copa do Mundo onde ela domina totalmente, com 13 vitórias individuais até agora, a americana tirou da cartola centésimos para ficar com o 1º ouro do Mundial, que começou nessa terça-feira em Are, na Suécia.

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Pódio do Super-G feminino. Foto: FIS/Agence Zoom

A italiana Sofia Goggia foi a 3ª a descer na final do Super-G e, com o tempo de 1:04.91, era a nova líder. Logo em seguida veio a suíça Corinne Suter, que marcou 1:04.94 para ficar colada à italiana. Ninguém tirava as duas da frente e o bronze ia pulando de mãos, passando por Lara Gut-Behrami (agora casada com o jogador de futebol suíço Valon Behrami), pela italiana Fracesca Marsaglia e pela sua compatriota Nadia Fanchini.

Shiffrin foi a 15ª a descer. Na 1ª parcial, estava 0.05 melhor que Goggia. Na 2ª ainda era melhor, mas por apenas 0.02. Na 3ª parcial, repetiu o 0.02 e no final, manteve os mesmo 0.02 de vantagem para marcar 1:04.89 e assumir a liderança. Em sua última competição após uma carreira espetacular, a americana Lindsey Vonn sofreu mais um acidente em um Super-G. A prova ficou muito tempo parada, mas Vonn se levantou e desceu com os esquis. Ela deve encerrar a carreira no downhill no domingo.

A alemã Vikoria Rebensburg chegou a ameaçar Shiffrin, mas marcou 1:04.96 e terminou em 4º. Campeã olímpica em PyeongChang no que até hoje é uma das maiores zebras da história, a checa Ester Ledecka não repetiu o seu dia brilhante e terminou em 27º.

O Mundial segue nesta quarta com o Super-G masculino.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 15

No penúltimo dia dos Jogos (já???), Ester Ledecka faz mais história, mais um ouro coreano, surpresa no curling e ouro pra Finlândia na maratona.

Cross Country

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Na disputa da grande maratona masculina de 50km no estilo clássico, o finlandês Iivo Niskanen começou a apertar o ritmo com 17km de prova e já abriu uma boa diferença sobre o resto do pelotão. Niskanen tinha ao seu lado o russo Alexander Bolshuov, que não deixava o finlandês disparar. Com 40km de prova, Niskanen parou para trocar seus esquis. Os dois abriram demais, colocando mais de 2min sobre os perseguidores.

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Bolshunov, Niskanen e Larkov. Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Bolshunov liderou por quase 10km, quando, faltando 1km pro fim, o finlandês atacou e o russo ficou pra trás. Iivo Niskanen completou a prova mais longa dos Jogos em 2:08:22.1 e Bolshunov foi prata a 18.7. Na perseguição vinham o russo Andrey Larkov, o canadense Alex Harvey e os noruegueses Martin Sundby e Hans Holund. Larkov disparou nos últimos quilômetros e conseguiu o bronze 2:37.5 atrás de Niskanen, 6s a frente de Harvey e Sundby a 13 s sobre Holund. Foi a 1ª medalha de ouro da Finlândia nos Jogos e a 4ª do Bolshunov, que sai dos Jogos com 3 pratas e 1 bronze. Ele se torna o 1º atleta desde Roald Larsen em 1924 a vencer 4 ou mais medalhas nos Jogos de inverno, nenhuma de ouro. Foi também a 1ª prova do cross country sem Noruega no pódio.

Esqui Alpino

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A estreia da prova por equipes do esqui alpino foi marcada por duas grandes ausência: Marcel Hirscher pela Áustria e Mikaela Shiffrin pelos Estados Unidos. Na 1ª rodada, a única surpresa foi a derrota dos Estados Unidos na estreia para a Grã-Bretanha. Eles empataram em 2-2, mas os britânicos venceram na soma dos melhores tempos 41.71 a 41.90. Áustria fez 4-0 na Coreia do Sul, Suécia 3-1 na Eslovênia, Noruega 4-0 nos russos, Itália 3-1 nos checos, França 2*-2 no Canadá, Alemanha 2*-2 na Eslováquia e Suíça 4-0 na Hungria. Nas 4as, a Áustria marcou 4-0 na Suécia, que contava com os dois campeões olímpicos do slalom, Frida Hansdotter e André Myhrer. A Noruega teve trabalho com os britânicos e empatou em 2-2, vencendo no tempo 41.18-41-39. A França contou com Tessa Worley e Alexis Pinturault para derrotar por 3-1 a Itália e a Suíça empatou 2-2 com a Alemanha, vencendo no desempate (40.47-40.87 no tempos).

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Suíça. Foto: Getty Images

Na semifinal, a Áustria teve trabalho com a Noruega, vencendo por 3-1, mas nos 3 pontos as vitórias foram por menos de 0.20. Na outra semi, a França abriu 1-0 com Adeline Baud Mugnier, mas os suíços viraram 3-1 com os medalhistas individuais Ramon Zenhäusern e Wendy Holdener. O bronze ficou com a Noruega num duelo muito apertado com os franceses. A França venceu os dois duelos no feminino e a Noruega os dois no masculino, mas na somatória dos tempos, a vitória norueguesa foi por apenas 0.12! A final foi com as duas maiores potências da modalidade: Áustria e Suíça e contou com dois confrontos entre medalhistas de prata e bronze no slalom masculino e feminino. Katharina Liensberger fez 1-0 pra Áustria sobre Denise Feierabend por 0.31, mas Zenhäusern empatou pra Suíça quando Michael Matt errou uma porta. Wendy Holdener virou pra Suíça vencendo Katharina Gallhuber por 0.10 e Daniel Yule selou a vitória suíça no erro de Marco Schwarz.

Snowboard

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A checa Ester Ledecka definitivamente marcou seu nome na história olímpica ao confirmar o favoritismo e vencer o slalom gigante paralelo e se tornar a 1ª atleta da história a medalhar no esqui alpino e no snowboard, ainda mais com 2 ouros e na mesma Olimpíada! Nas 8as, Ledecka tirou a forte suíça Patrizia Kummer. Também saíram nas 8as a austríaca Julia Dujmovits, ouro no slalom paralelo em Sochi, e a russa Ekaterina Tudegesheva. E começou a polêmica que a pista vermelha estava mais rápida que a azul. Dessa vez era apenas uma descida, diferente dos outros Jogos, quando desciam duas vezes, uma em cada pista. Nas 8as, 7 das vencedoras estavam na pista vermelha.

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Jörg, Ledecka e Hofmeister. Foto: Getty Images

Nas 4a, todas que estavam na vermelha venceram: Ledecka, as alemãs Ramona Hofmeister e Selina Jörg e a russa Alena Zavarzina, bronze em Sochi. Na semi, Ledecka, na vermelha, venceu Hofmeister e na Jörg, dessa vez na azul, eliminou Zavarzina, que não terminou. A russa errou novamente na disputa do bronze e a medalha ficou com Hofmeister. Na decisão, Ledecka, pela vermelha, venceu Jörg por 0.46 e confirmou o ouro.

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Na disputa masculina, a sina da pista vermelha se manteve e 7 das 8 baterias de 8as foram vencidas por quem estava na vermelha. Na 7ª bateria, a reedição da final do último Mundial, entre os austríacos Benjamin Karl e Andreas Promegger. O segundo venceu no Mundial, mas desta vez deu Karl por 0.29. O russo Vic Wild perdeu pro italiana Roland Fischnaller. Nas 4as, o coreano Lee Sang-ho, campeão mundial junior em 2015, eliminou o favorito Benjamin Karl por 0.94, enquanto o suíço Nevin Galmarini venceu o italiano Roland Fischnaller.

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Lee, Galmarini e Kosir. Foto: Getty Images

Nas semifinais, Galmarini venceu o francês Sylvain Dufour e Lee passou pelo esloveno Zan Kosir numa batera extremamente polêmica. Lee venceu por 0.01, mas no vídeo parece que o esloveno passou bem a frente do coreano. Na decisão do bronze, Kosir venceu Dufour e na decisão, Galmarini derrotou Lee por 0.43, ficando com o ouro.

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O canadense Sebastien Toutant dominou a final do Big Air masculino. No 1º salto, tirou 84,75 e no 2º fez 89,50, somando 174,25. O americano Kyle Mack também veio bem nos dois primeiros saltos, com 82,00 e 86,75, somando 168,75, e Chris Corning colocava dois americanos no pódio no momento com 153,00.

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Mack, Toutant e Morgan. Foto: Getty Images

Na última passagem, o britânico Billy Morgan fez 85,50 para somar 168,00 e roubar o bronze de Corning. Tountant e Mack não melhoraram e só esperaram o resto cair, inclusive o canadense Max Parrot, único que poderia mexer no pódio, para confirmar o pódio.

Patinação de Velocidade

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Tivemos no sábado a estreia olímpica da prova de saída em massa. Nas semifinais femininas, a italiana Francesca Lollobrigida venceu a 1ª e a checa Nikola Zdrahalova a 2ª. Todas as favoritas avançaram com exceção da canadense Ivanie Blondin.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Kim, Takagi e Schouten. Foto: ISU

Na decisão, a estoniana Saskia Alusalu disparou e liderou a prova por 6 das 8 voltas, vencendo todos os 3 sprint intermediários, mas na 7ª volta foi alcançada pelo pelotão. Na disputa pelo ouro, a japonesa Nana Takagi acabou com o ouro terminando em 8:32.87, deixando a sul-coreana Kim Bo-Reum com a prata por apenas 0.12 e a holandesa Irene Schouten com o bronze por 0.15!

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Entre os homens, o austríaco Linus Heidegger venceu a 1ª semifinal e o neozelandês Peter Michael a 2ª. O norueguês Sverre Lunde Pedersen foi o maior nome dos que não avançaram.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Swings, Lee e Verweij. Foto: ISU

O suíço Livio Wenger pontuou nos 3 sprints intermediários, mas o que importa é quem passa em 1º no final. Ele chegou a abrir 5s dos favoritos faltando 3 voltas, mas logo o pelotão buscou, deixando-o pra trás. No sprint final, a vitória ficou com o sul-coreano Lee Seung-Hoon, dando o 5º ouro pra Coreia do Sul, com 7:43.97, deixando o belga Bart Swings com a prata a 0.11 e o holandês Koen Verweij com o bronze a 0.27. Sven Kramer competiu, mas essa não é a prova dele e terminou em 16º e último sem ponto e com o pior tempo. Campeão mundial, o americano Joey Mantia acabou em 9º, também sem ponto. A prata de Swings foi a 1ª medalha belga nos Jogos de inverno desde Nagano-1998.

Curling

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A final do curling masculino seguiu muito equilibrada até o 7º end. A Suécia de Niklas Edin, grande favorita, estava empatada em 5-5 com a equipe americana de John Shuster, quando tudo deu certo para os americanos no 8º end.

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Suécia, Estados Unidos e Suíça. Foto: Getty Images

Na penúltima pedra do end, a Suécia tinha duas pedras pontuando no martelo americano com 3 guardas de segurança e no meio de 3 pedras americanas. Mas Shuster fez uma jogada espetacular para tirar as duas pedras suecas da casa e conseguir marcar 5 pontos, abrindo 10-5. Os suecos ainda fizeram 2 pontos no 9ª, mas, perdendo de 10-7 e sem o martelo, os suecos desistiram do jogo, dando um ouro inédito para os Estados Unidos.

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A disputa do bronze feminino começou morna, com cada time fazendo um único ponto alternadamente nos 5 primeiros ends e a Grã-Bretanha liderava por 3-2 sobre o Japão. Com o martelo, o Japão zerou os dois ends seguintes, empatando no 8º. No 9º, Eve Muirhead precisava de um takeout simples na pedra final, mas errou e bateu numa guarda, dando um ponto extra pro Japão. No 10º end, o martelo novamente era britânico, mas Muirhead não conseguiu acertar a pedra final, deu mais um ponto pro Japão, que venceu por 5-3 pra ficar com o bronze, 1ª medalha japonesa da história no curling.

Hóquei no Gelo

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Depois da derrota inesperada na semifinal para a Alemanha, o Canadá entrou com tudo contra a República Checa na disputa pelo bronze. Com 9min de jogo, Andrew Ebbett abriu o placar pro Canadá, mas 16s depois os checos empataram com Martin Ruzicka. Aí 15s depois, o Canadá ampliou com Chris Kelly e fez 3-1 ainda no 1º período. O 3º período também foi animado. Ebbett marcou main um e Jan Kovar diminuiu pros checos, mas Kelly marcou seu 2º e Wojtek Wolski ampliou pro Canadá que abria 6-2. Roman Cervenka fez dois, sendo um com power play, mas o jogo acabou e o Canadá ficou com a medalha com 6-4.

Bobsled

O alemão Francesco Friedrich fez o melhor tempo na 1ª descida do bobsled de 4 masculino com 48.54, 0.11 melhor que o trenó sul-coreano liderado por Won Yunjong e 0.20 a frente do alemão Nico Walther, ouro no trenó de 2. O trenó brasileiro não fez uma boa largada (21º tempo de 29) e terminou na 25ª posição com 49.75.

Na 2ª descida, Friedrich manteve a liderança, fazendo o melhor tempo de descida com 49.01 para somar 1:37.55. A equipe coreana manteve o 2º lugar com 1:37.84, enquanto o trenó alemão do Walther também se manteve, mas em 3º, a apenas 0.06 dos coreanos. O trenó brasileiro fez o 24º tempo com 49.94 e, na somatória, acabou em 25º a 2.14 do líder alemão.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 13

A decepção de Marcel Hirscher, mais uma derrota de Mikaela Shiffrin, show de Anna Gasser, 3 grandes finais na pista curta e um revezamento completamente imprevisível no biatlo.

Esqui Alpino

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A prova do slalom masculina foi muito dura. Com uma neve muito prensada, foi um show de escorregões e menos da metade dos 106 atletas que participaram conseguiu terminar a 1ª descida. Um dos que erraram foi justamente o grande favorito, o austríaco Marcel Hirscher, o maior esquiador da atualidade. Apesar de ter já dois ouros em PyeongChang, foi uma decepção ele ficar sem o título na sua prova principal. O norueguês Henrik Kristoffersen foi o melhor na 1ª descida com 47.72, seguido do sueco Andre Myhrer com 47.93 e do francês Victor Muffat-Jeandet com 48.34. O brasileiro Michel Macedo errou no meio da descida e foi um dos 54 que não completou.

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Zenhäusern, Myhrer e Matt. Foto: AFP

Na 2ª descida, o austríaco Michael Matt, 19º a descer, voou com 50.66 somando 1:39.66 para ser o líder. Três atletas depois, veio o suíço Ramon Zenhäusern, que só tem uma vitória na carreira em Copas do Mundo, em janeiro deste ano. Ele fez 50.67, somando 1:39.33 e assumindo a liderança. O francês Clement Noel pegou o 3º lugar momentâneo com 1:39.70. Muffat-Jeandet não foi bem na 2ª descida e fez o 5º tempo no momento. Myhrer tinha uma boa vantagem sobre Zenhäusern e, mesmo com 51.06 na 2ª descida, foi pro topo com 1:38.99. Restava apenas Kristoffersen, que tinha 0.27 de vantagem, mas errou ainda no começo da descida e o ouro foi pro sueco.

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Fechando o esqui alpino individual (ainda temos a prova em equipe no sábado), a prova combinada feminina. No downhill, a americana Lindsey Vonn foi a melhor com 1:39.37, seguida da norueguesa Ragnhild Mowinckel com 1:40.11 e da suíça Michelle Gisin com 1:40.14. Mikaela Shiffrin fez o ótimo 6º tempo com 1:41.35 e era a especialista no slalom mais bem ranqueada. Aliás, apenas 22 atletas terminaram o downhill.

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Shiffrin, Gisin e Holdener. Foto: Getty Images

No slalom, a eslovaca Petra Vlhova, especialista nesta prova, fez 40.41 para somar 2:22.99 e assumir a liderança. Pouco depois veio Wendy Holdener, campeã mundial em 2017. Com 40.23, melhor tempo da prova, somou 2:22.34 e assumiu o 1º lugar. Logo veio Mikaela Shiffrin. Não fez uma descida brilhante, 40.52, mas somou 2:21.87 e assumiu a liderança! Michelle Gisin não tem no slalom a sua especialidade, mas soube descer bem com 40.76 e aproveitou sua boa vantagem sobre Shiffrin para pular pra liderança com 2:20.90. Mowinckel fez 42.52 e, com 2:22.63, foi pro 4º lugar, sem medalha. Só restava Lindsey Vonn, em sua despedida olímpica, mas a americana, que tinha 0.77 de vantagem sobre Gisin, mas Vonn errou após a 1ª parcial e com isso o ouro foi pra suíça.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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Favorito ao ouro, o chinês Wu Dajing venceu a sua bateria de 4as de final dos 500m com tranquilidade, marcando 39.800, novo recorde mundial! Entre os principais eliminados, o sul-coreano Seo Yira se envolveu num acidente com chinês na 3ª bateria e o húngaro Liu Shaoang foi penalizado na 4ª. Na 1ª semifinal, Wu Dajing novamente liderou toda a prova vencendo com 40.087, com o canadense campeão dos 1.000m Samuel Girard em 2º a 40.185. Na 2ª semi toda asiática, dobradinha sul-coreana com Hwang Daeheon 40.108 e Lim Hyojun 40.132.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

Hwang, Wu e Lim. Foto: ISU

Na decisão, Wu repetiu a sua receita de sucesso e disparou logo na largada, colocando muita força e não deixando ninguém se aproximar. Numa prova muito rápida, a mais rápida da história, o chinês liderou de ponta a ponta para vencer o 1º ouro chinês em PyeongChang com 39.584, batendo novamente o recorde mundial! Os coreanos completaram o pódio com Hwang Daeheon pegando prata com 39.854 e Lim Hyojun o bronze com 39.919. Samuel Girard não largou bem e acabou em 4º com 39.987.

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Nos 1.000m feminino, a canadense Kim Boutin venceu a sua bateria de 4as, assim como a italiana Arianna Fontana e as sul-coreanas Choi Minjeong e Shim Sukhee. Entre as eliminadas, a canadense Marianne St-Gelais, que sai dos Jogos sem medalha. Na 1ª semifinal, Boutin e Fontana ficaram a frente eliminando a coreana Kim Alang em 3ª e a canadense Valerie Maltais, penalizada. Na 2ª semi, a holandesa Suzanne Schulting venceu por milímetros Shim Sukhee. Choi Minjeong chegou em 3º, mas avançou por ter sido atrapalhada pela chinesa Qu Chunyu, penalizada.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

Boutin, Schulting e Fontana . Foto: ISU

Com duas sul-coreanas na final, parecia duas medalhas tranquilas para as donas da casa. Schulting e Boutin foram pra frente logo no início, deixando as coreanas encaixotadas com Fontana no fundo. Na penúltima volta, a italiana partiu pro ataque a assumiu o 3º lugar. As coreanas forçaram para atacar e, na última volta caíram juntas, ficando sem medalha. Suzanne Schulting segurou a canadense e levou o 1º ouro da história da Holanda em pista curta, com 1:29.778 contra 1:29.956 de Boutin, que fecha os jogos medalhando nas 3 provas individuais. Arianna Fontana fica com o bronze e agora soma 8 medalhas olímpicas.

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Para encerrar a modalidade nos Jogos, o revezamento 5.000m masculino. Na Final B, vitórias dos Estados Unidos com 6:52.708. Na grande decisão,  Coreia do Sul, Hungria, China e Canadá na disputa. Coreia e China foram para a frente e lideraram por quase toda a 1ª metade, quando Lim Hyojun se embananou em uma troca e caiu na 23ª volta de 45, acabando com as chances coreanas de medalha, para desespero do público.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

A disputa ficou entre China e Canadá, quando de repente a Hungria começou a crescer e, na última, assumiu a liderança para levar o ouro por centímetros com 6:31.971, novo recorde olímpico! A China foi prata com 6:32.035 e o Canadá acabou com o bronze com 6:32.282. Foi o 1º ouro húngaro na história nos Jogos de Inverno e sua 1ª medalha desde Lake Placid-1980!

Biatlo

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Muita neve e vento no revezamento 4x6km feminino do biatlo e tudo poderia acontecer. E foi bem estranho, mesmo. No 1º tiro, 9 equipes passaram zeradas, mas na 2ª, várias precisaram dar tiros extras e quem entregou na frente pra primeira troca foi a italiana Lisa Vittozzi, que fez uma Olimpíada espetacular. A americana Susan Dunklee veio atrás a 5.2. No 2º tiro, Franziska Preuss se complicou, precisou dar os 3 tiros extras e mais uma volta de penalidade, diminuindo as chances da Alemanha de pódio. Na 2ª perna, foi a vez da Eslováquia crescer, por conta de Anastasiya Kuzmina, mas no 4º tiro ela também errou demais e precisou dar uma volta de penalidade. Quem liderava na metade era a Finlândia, com Kaisa Makarainen, 14s na frente da Itália, que vinha com Dorothea Wierer e 16s sobre Eslováquia e EUA. Enquanto isso, Denise Herrmann seguiu afundando a Alemanha, que chegou apenas em 12º na metade.

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Na 3ª perna, quem começou a aparecer foi a Bielorrússia e a Polônia, que se recuperavam por conta dos inúmeros erros das outras equipes. Após o 6º tiro, Dzinara Alimbekava era a líder, mas foi ficando pra trás na hora da troca. Quem entregou na frente foi a Polônia, com 8s sobre a França, 12s sobre a Itália e 17s sobre a Bielorrússia. Neste momento, Suécia e Noruega estavam a 1min das líderes e a Alemanha a 1min12s. Darya Domracheva veio pela Bielorrussia e foi perfeita no 1º tiro, assumindo a liderança por 11.4 sobre a França, de Anais Bescond, 14.9 sobre a Polônia e 16.4 sobre a Eslováquia. Na última sessão, a bielorrussa assustou errando 3 tiros, mas com os extras conseguiu acertar e saiu na frente. Bescond precisou de 2 extras e saiu 6.4 atrás, mas quem aproveitou o erro do resto foi Hanna Öberg, da Suécia, que foi perfeita e saiu da linha de tiro em 3º a 10.9 de Domracheva. Com boa vantagem, a bielorrussa disparou e foi pra vitória, completando em 1:12:03.4, dando um ouro totalmente inesperado. Öberg ultrapassou Bescond e levou a prata 10.7 atrás da campeã e a França foi bronze a 17.6, com Noruega em 4º, Eslováquia em 5º e uma decepcionada Laura Dahlmeier completando pra Alemanha em 8º.

Snowboard

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Na 1ª final da história do Big Air feminino, a austríaca campeã mundial Anna Gasser levou o ouro com 185,00. Ela abriu com 85,50 na 1ª passagem e fez 89,00 na segunda. Bicampeã do slopestyle, a americana Jamie Anderson fez 90,00 no 1º salto e 87,25 no 2º e liderava a prova.

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Anderson, Gasser e Sadowski-Synnott. Foto: FIS

Na 3ª tentativa, Anderson fez apenas 47,50 e não melhorou sua pontuação total, ficando com 177,25. Só que Gasser, última a descer, deu um show e tirou 96,00, para somar 185,00 e pegar o ouro no último salto! A neozelandesa Zoi Sadowski Synnott ficou com o bronze com 157,50, a 1ª medalha de seu país em Jogos de Inverno desde Albertville-1992.

Combinado Nórdico

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Fechando as disputas na modalidade, a prova por equipe na rampa longa com o revezamento 4x5km. Nos saltos, a Áustria abriu vantagem com 469,5 pontos, pouco acima da Alemanha com 464,7, o que dava apenas 6s de vantagem no cross-country. O melhor salto dos austríacos foi de Wilhelm Denifl com 124,4 pontos, enquanto no lado alemão foi o de Johannes Rydzek, campeão olímpico na prova individual, com 129,3. O Japão ficou em 3º com 455,3 (19s atrás) e a forte equipe da Noruega em 4º com 449,2 (27s). Com 417,9 (1min09s), a França aparecia num já distante 5º lugar.

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Foto: FIS

Denifl abriu pra Áustria no revezamento, mas logo foi alcançado pelo alemão Vinzenz Geiger, que passou e entregou para Fabian Riessle em 1º, com 12s de vantagem para a Noruega e para a Áustria. Na 2ª perna Riessle seguiu abrindo pro dream team alemão e entregou para Eric Frenzel com 42s de vantagem, que passou a bola pra Rydzek com 1min de vantagem. Enquanto isso, lá atrás, Áustria e Noruega brigavam pela prata. Mas os austríacos abriram um pouco com Bernhard Gruber. Na última perna, Joergen Graabak forçou para alcançar os austríacos e passar, colocando a Noruega na frente com uma boa vantagem faltando 1,5km. Rydzek completou em 46:09.8, a Noruega foi prata 52.7 atrás e a Áustria pegou bronze a 1:07.8. Com isso, a Alemanha sai com os 3 ouros do combinado nórdico, repetindo o feito da Finlândia em Salt Lake City-2002.

Hóquei no Gelo

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No maior duelo da atualidade no esporte, Canadá e Estados Unidos fizeram um jogão, extremamente disputado e imprevisível. As americanas abriram o placar no finzinho do 1º período com Hilary Knight num powerplay. Com 2min do 2º período, o Canadá empatou com Haley Irwin e virou 5min depois com Marie-Philip Poulin. Faltando pouco mais de 6min pro fim, Monique Lamoureux empatou e levou o jogo pra prorrogação, que persistiu sem gols.

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Foto: IIHF

A decisão foi pros shootout, portanto. Duas erraram de cada lado e na 4ª rodada as duas equipes marcaram. Estava 2-2. Mais um erro pra cada lado e, nas cobranças alternadas, os EUA vieram com Jocelyne Lamoureux, que marcou. E o Canadá entrou com sua grande jogadora, Meghan Agosta, que errou e finalmente deu o ouro pros Estados Unidos após 20 anos de espera!

Esqui Freestyle

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O americano Alex Ferreira abriu a final do halfpipe masculino com 92,60, seguido do canadense Noah Bowman com 89,40. Na 2ª passagem, o neozelandês Nico Porteous fez 94,80 para assumir o 1º lugar, mas mais tarde veio Ferreira e melhorou para 96,00. Enquanto isso, o campeão de Sochi, o também americano David Wise, havia caído nas 2 primeiras passagens.

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Ferreira, Wise e Porteous. Foto: FIS

Na última descida, Wise tirou alguns coelhos da cartola e fez uma grande prova, atingindo 97,20 pontos! Ferreira voltou e conseguiu melhorar sua nota para 96,40, mas não alcançando seu compatriota. Porteous levou o 2º bronze neozelandês do dia. Nada mal para um país que não medalha em Jogos de Inverno desde 1992.

Curling

Suíça e Grã-Bretanha começaram o dia com a disputa do tiebreak para definir a última vaga nas semifinais e os suíços venceram por 9-5. À noite, Niklas Edin e sua excelente equipe sueca passeou pelos suíços com 9-3 em 8 ends e se garantiram na decisão. Na outra partida semifinal, um jogo muito travado entre Canadá e Estados Unidos. Com 7 ends, a partida estava em 2-2 e o Canadá tinha o martelo, mas dois erros seguidos de Kevin Koe deram 2 pontos de graça pros americanos, que forçaram 1 ponto pro Canadá no 9º e fecharam com 5-3 para chegar na final. Desde que o curling voltou em Nagano-1998 que não teremos Canadá nas finais por equipes.