E agora?

Bem, os Jogos Olímpicos de Inverno acabaram, mas a temporada ainda não, pois teremos ainda muitas etapas das Copas do Mundo.

No esqui alpino temos ainda 3 paradas por gênero, sendo a última em Are, na Suécia, faltando ainda 8 provas por gênero. O cross-country tem também mais 3 paradas incluindo a final em Falun, também na Suécia. Temos ainda provas de moguls, slopestyle, halfpipe, big air e ski cross no esqui freestyle. O combinado nórdico tem ainda 5 paradas e 9 provas ao todo. Nos saltos, os homens tem muitas etapas, incluindo o Raw Air, que conta com 10 eventos nas rampas norueguesas e as mulheres competem mais 5 vezes em 3 paradas. O snowboard ainda tem provas no snowboard cross, no paralelo, no Big Air e no slopestyle.

A patinação de velocidade tem o Mundial de Sprint já nesse fim de semana na China e o de Allround na Holanda, além da etapa final na Bielorrussia. A pista curta terá o Mundial no Canadá e a patinação artística conta com os mundiais juvenis e adultos em março. Temos mais 3 etapas da Copa do Mundo de biatlo. O curling terá disputas dos Mundiais masculinos, feminino e de duplas mistas e o Mundial de Hóquei no Gelo masculino será em maio na Dinamarca.

Mas deixando os esportes de inverno um pouco de lado, essa semana as coisas começam a agitar nos de verão, com 2 mundiais. A cidade holandesa de Apeldoorn receberá pela 2ª vez o Mundial de Ciclismo de Pista a partir de quarta-feira, dia 28 de fevereiro, que terá a presença de muita gente boa, como o casal de britânicos Jason e Laura Kenny (ex-Laura Trott), o francês François Pervis, os alemães Joachim Eilers, Miriam Welte e Kristina Vogel, a australiana Stephanie Morton, a belga Jolien D’Hoore e as russas Anastasia Voynova e Daria Shmeleva.

Também teremos no fim de semana o Mundial Indoor de Atletismo, em Birmingham, na Grã-Bretanha. Os destaques no masculino são os americanos Chris Coleman, Michael Rodgers, Aries Merritt e Sam Kendricks, o djibutiense Ayanleh Souleiman, o etíope Hagos Gebrhiwet, o jamaicano Omar McLeod, o qatari Mutaz Essa Barshim, os franceses Renaud Lavillenie e Kevin Mayer, os poloneses Piotr Lisek e Konrad Bukowiecki, o sul-africano Luco Manyonga, o neozelandês Tom Walsh, o alemão David Storl. Entre as mulheres, destaco as americanas Sharika Nelvis, Sandi Morris, Jenn Suhr e Brittney Reese, as alemãs Tatjana Pinto e Cindy Roleder, a holandesa Dafne Schippers, a etíope Genzebe Dibaba, a russa Maria Lasitskene, a venezuelana Yulimar Rojas, a grega Ekaterini Stefanidi, a cubana Yarisley Silva e a sérvia Ivana Spanovic.

O Brasil não estará com nenhum representante no Mundial de ciclismo de pista, mas terá 8 atletas no de atletismo indoor, 4 homens e 4 mulheres. De olho no triplista Almir dos Santos, dono da melhor marca do ano com 17,37m, no Darlan Romani, que tem 21,68 este ano no arremesso de peso, no campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz, que já fez 5,90m este ano e na Nubia Soares, que tem a 2º melhor marca pessoal no salto triplo, atrás apenas da venezuelana Rojas, campeã mundial.

O ano está só começando!!

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 2

Zebra no luge, biatlo e snowboard, um ouro histórico de Sven Kramer e uma prova espetacular no cross-country.

Cross Country

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Depois das mulheres, era a vez do skiathlon masculino de 30km, 15km no estilo clássico e 15km no estilo livre. Logo no início da prova, o norueguês Simen Hegstad Krueger caiu de maduro e derrubou com ele dois russos, Denis Spitsov e Andrey Larkov. Na primeira parcial, de menos de 1km, Krueger era o 67º e último, mas foi se recuperando e subindo aos poucos de posição. Na marca de 15km, onde os atletas trocam os esquis e os bastões, Krueger era o 14º, 15s atrás dos líderes. Enquanto isso, o pelotão na frente tinha os outros 3 noruegueses (Martin Johnsrud Sundby, Hans Christer Holund e Johannes Hoesflot Klaebo), o suíço Dario Cologna, o francês Maurice Manificat, o canadense Alex Harvey e o britânico Andrew Musgrave, entre outros.

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Simen Hegstad Krueger (NOR). Foto: FIS

Conforme o estilo livre seguia, Krueger ia alcançando os líderes e, com 24km de prova, assumia a liderança! Aos poucos ia abrindo, deixando todo mundo para trás e, com 1:16:20.0, cruzou a linha de chegada e faturou a medalha de ouro numa das recuperações mais incríveis da história olímpica. Sundby e Holund se desgarraram dos outros nos 3km finais e foram pra fechar o pódio norueguês, com Sundby na prata a 8s de Krueger e Holund bronze a 9.9. O russo Denis Spitsov, que também caiu no início, foi 4º a 12.7, Manificat 5º a 14.2 e o favorito Dario Cologna 6º a 25.1.

Biatlo

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Parecia que a prova do sprint masculino 10km seria mais limpa que a das mulheres no sábado, mas estava difícil pros atletas zerarem o tiro. 5º a largar, o austríaco Julian Eberhard errou 1 e terminou os 10km em 23:47.2 assumindo o 1º lugar. Enquanto isso, o favorito norueguês Johannes Thingnes Boe decepcionava com 3 erros deitado, acabando com suas chances de pódio. Um dos 3 atletas a zerar, o alemão Arnd Peiffer cruzou a linha de chegada em 23:38.8 para ser o novo líder.

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Krcmar, Peiffer e Windisch no pódio. Foto: IBU

Neste tempo, o francês Martin Fourcade, maior nome do esporte na atualidade, largava e também errava 3 tiros deitado. Boe ainda errou mais em pé e completou os 10km em 24:51.5, 31º no geral. Os outros seguiam errando e, quando é assim, surpresas que zeram a aprecem no pódio. E foi o que aconteceu com o checo Michal Krcmar. Com apenas um bronze na carreira, o desconhecido checo também zerou e fez um ótimo esqui para terminar com 23:43.2 e ficar com uma inacreditável medalha de prata, atrás de Peiffer. O italiano Dominik Windisch fez 23:46.5 e tirou o bronze de Eberhard. Fourcade tentou de tudo para buscar o pódio. Memso tendo que percorrer 450m a mais, chegou a ficar a apenas 18s de Peiffer, mas terminou a prova em 24:00.9 e em 8º, não atrapalhando tanto para a prova de perseguição na segunda-feira, que promete demais, já que temos 27 atletas com menos de 1min de distância, diferente do feminino.

Snowboard

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Com 4 noruegueses e 4 canadense, a final do slopestyle masculino parecia que seria desses países. Os americanos decepcionaram e só colocaram um atleta na final, o jovem Red Gerard, de 17 anos, que brilhou no finalzinho. Apenas 3 dos 12 finalistas conseguiu fazer uma descida limpa na 1ª tentativa e o neozelandês Carlos Garcia Knight liderava co 78,60.

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Parrot, Gerard e McMorris no pódio. Foto: Agence Zoom

Na 2ª passagem, o norueguês Staale Sandbech fez 81,01 e o canadense Mark McMorris, que fraturou 17 ossos há um ano num acidente, tirou 85,20 para assumir o 1º lugar. Só que na último, Gerard tirou alguns coelhos da cartola. Ele vinha de 43,33 e 46,40, mas na 3ª chance encaixou tudo e, para delírio do público, tirou 87,16. O último a descer era o canadense Max Parrot, que não tinha passado dos 50 pontos. E deu tudo certo pra ele também, mas na hora da nota, um 86,00 e o ouro foi pro americano. McMorris terminou com o bronze.

Patinação de Velocidade

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Que Sven Kramer é o cara, ninguém tem dúvida. Aos 31 anos, ele buscava ser o 1º tricampeão olímpico de uma prova masculina no esporte, nos 5.000m. Na 5ª das 11 baterias, vimos uma bela disputa entre o sul-coreano Lee Seung-Hoon e o belga Bart Swings. Lee fez 6:14.15 contra 6:14.57 de Swings e foi pro topo do ranking. Na 8ª, o neozelandês Peter Michael, bronze no último Mundial, marcou 6:14.07 e era o novo líder.

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Bloemen, Kramer e Pedersen no pódio. Foto: Getty Images

Na 9ª, o canadense (holandês de nascimento) Ted-Jan Bloemen e o norueguês Sverre Lunde Pedersen fizeram uma prova lindíssima, chegando juntos na linha de chegada, ambos com 6:11.61. Quando olhamos os milésimos, Bloemen foi apenas 0.002 mais rápido com 6:11.616 contra 6:11.618 do norueguês. Na 10ª, veio a estrela. Kramer correu demais e fez todas as volta em menos de 30s para fechar com 6:09.76, conquistar o tricampeonato e ainda bater o recorde olímpico. Foi seu 4º ouro e a 8ª medalha olímpica.

Luge

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Parecia que o alemão Felix Loch levaria o tricampeonato olímpico, repetindo o feito de Georg Hackl (1992/94/98). Parecia. Após a 3ª descida, Loch era o líder com 2:22.859 contra 2:23.051 do americano Chris Mazdzer, que fez a melhor 3ª descida (47.534 contra 47.560 de Loch). O austríaco David Gleirscher seguia surpreendendo e estava em 3º a 0.020 do americano.

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Mazdzer, Glerischer e Ludwig no pódio. Foto: FIL

Na 4ª descida, em ordem inversa, só restavam os 3. O austríaco foi o 1º e com 47.631 (3:10.702) assumiu a liderança, deixando o alemão Johannes Ludwig em 2º com 3:10.932. Mazdzer veio logo depois, mas a diferença era tão pequena dele pro austríaco que ele acabou indo 0.026 pior no acumulado e era o 2º, garantindo um inédito bronze pros EUA nesta prova. Loch fechava a competição. Vinha com boa vantagem, mas de repente ele errou na entrada de uma curva e chegou a ficar levemente de lado. Foi o suficiente para perder muito tempo, completar com apenas o 19º tempo na descida com 48.109 e, com 3:10.968, terminar na 5ª posição geral, fora do pódio. Gleirscher acabou com um ouro completamente inesperado e se tornou o 1º austríaco campeão no masculino no luge desde 1968! Ludwig ficou com o bronze e pode até tirar o lugar de Loch do revezamento daqui a alguns dias.

Esqui Freestyle

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Numa final apertadíssima do moguls feminino, nenhum grande erro. Na Final 1, a canadense campeã de Sochi Justine Dufour-Lapointe foi a melhor com 79,50 contra 78,73 da americana Jaelin Kauf. As 12 melhores avançaram para a Final 2, que começaria do zero, sem carregar resultados. Na Final 2, foi a vez da canadense Andi Naude liderar com 78,78 contra 78,28 da australiana Britteny Cox, atual campeã mundial. Kauf, que lidera a Copa do Mundo, ficou em 7º com 76,03 e fora da Final 3, assim como as outras duas americanas. Dufour-Lapointe passou em 4º com 77,48. Pouco mais de 8 pontos separaram a 1ª da 12ª.

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Na Final 3, a cazaque Yuliya Galysheva foi a 1ª a descer e fez 77,40. A jove australiana Jakara Anthony veio depois com 75,35. Dufour-Lapointe voou na prova e marcou 78,56, assumindo a liderança. A francesa Perrine Laffont não foi tão bem nos saltos, mas se recuperou nos turns e, com 78,65, ficou levemente a frente da canadense. Cox desceu muito, mas muito rápido, o melhor tempo da final, mas perdeu o controle dos moguls no logo após o 1º salto e acabou em 5º com 75,08. Restando apenas Andiu Naude, a canadense arriscou tudo no seu 1º salto, mas caiu mal e se desviou para fora da pista, não terminando a prova. Ouro pra França, seguida de Dufour-Lapointe e um bronze inédito pro Cazaquistão no esporte.

Curling

O Canadá venceu por 7-3 a Coreia do Sul e encerrou a 1ª fase com 6 vitórias em 7 jogos, perdendo apenas na estreia. A Suíça ficou em 2º com 5V, fechando com 9-8 sobre os Atletas Olímpicos da Rússia. No jogo confronto direto pela última vaga nas semifinais (Canadá, Suíça e OAR já estavam garantidos), a China venceu por 9-3 a Noruega e, na partida dos eliminados, a Finlândia fechou com sua única vitória no torneio, por 7-5 sobre os americanos.

Noruega e China ficaram empatadas e precisaram jogar novamente neste domingo para definir a última vaga. A China tinha 5-4, mas no 6º end a Noruega fez 4 pontos e virou at[e vencer por 9-7. As semifinais serão Canadá x Noruega e Suíça x OAR.

Hóquei no Gelo

Na abertura do grupo forte feminino, a Finlândia abriu 1-0 sobre as americanas, que jogavam bem melhor, mas elas logo viraram com 3-1, sendo os 2 primeiros com diferença de menos de 3min. Na outra partida, o Canadá passou bem pelas Atletas Olímpicas da Rússia com 5-0, com destaque para Rebecca Johnston, com 2 gols e uma assistência.

Patinação Artística

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Os canadenses Tessa Virtue e Scott Moir tiraram 80,51 na dança curta válida pela prova em equipes, seguidos dos irmãos americanos Maia e Alex Shibutani com 75,46 e dos russos Ekaterina Bobrova e Dmitri Soloviev com 74,76. No programa curto feminino, a russa Evgeni Medvedeva sobrou com 81,06 contra 75,10 da italiana Carolina Kostner e 71,33 da canadense Katlyn Osmond. Com isso, Canadá com 35, Rússia com 31, EUA com 29 e Itália e Japão com 26 avançaram para os programas livres. China, Alemanha, Israel, Coreia do Sul e França estão eliminados.

No programa longo dos pares, mais uma vitória do Canadá, com Meagan Duhamel e Eric Radford, que somaram 148,51 pontos contra 138,44 dos italianos Valentina Marchei e Ondrej Hotarek e 133,28 dos russos Natalia Zabiiako e Alexander Enbert. Após 5 provas, Canadá segue na frente com folga, com 45 pontos. Rússia tem 39, EUA 36, Itália 35 e Japão 32.

Outras Notícias:

– Por conta da previsão de fortes ventos, a prova de downhill masculina foi adiada para quinta-feira, dia 15, e o Super-G, que seria neste dia, passou para a sexta-feira dia 16.

– A qualificação do slopestyle feminina foi cancelada e todas as 27 atletas estão na final direta, onde farão duas descidas cada.

Quadro de Medalhas após 2 dias e 11 finais:

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Prévia Pyeongchang-2018: Hóquei no Gelo

Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Canadá; Prata – Suécia; Bronze – Finlândia

Último Mundial (2017): Ouro – Suécia; Prata – Canadá; Bronze – Rússia

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Suécia vencendo o Mundial de 2017

Sem as estrelas da NHL, o hóquei no gelo perderá um pouco do seu brilho, mas segue em alto nível, sem dúvida. Sendo assim, as equipes contam com jogadores que atuam na Europa, em ligas domésticas (menos EUA) ou em equipes universitárias.

Com ou sem NHL, o Canadá tem o favoritismo. Liderados por Chris Kelly, único dos 25 jogadores que atua no país, o Canadá é o país do hóquei e busca o 3º ouro seguido nos Jogos, 10º da história e o 4º das últimas 5 Olimpíadas. São também 26 títulos mundiais, sendo os dois últimos em 2015 e 2016. Em 2017, o Canadá perdeu na final para a Suécia. Com 10 títulos mundiais, a Suécia tem também 2 ouros olímpicos, o último em Turim-2006. Conta com vários jogadores campeões mundiais em 2017 e medalhistas de prata em Sochi.

A Rússia conta apenas com jogadores que atuam no país, na KHL, e também tem tudo para chegar ao pódio, com vários jogadores que foram bronze nos dois últimos Mundiais e em mundiais Sub20. Já a equipe dos Estados Unidos tem apenas 2 que foram medalha de bronze no Mundial de 2015. Eslováquia, Finlândia e Alemanha também tem sua força, mesmo em os jogadores da NHL.

Meu Pódio: Ouro – Suécia; Prata – Canadá; Bronze – Rússia

Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Canadá; Prata – Estados Unidos; Bronze – Suíça

Último Mundial (2017): Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Finlândia

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Meghan Duggan (USA) em Sochi-2014

Mais uma vez o confronto deve ficar entre Canadá e Estados Unidos. Em 5 Olimpíadas e 18 Mundiais femininos disputados, as duas seleções fizeram 22 finais. A única vez que isso não ocorreu foi nos Jogos de Turim-2006, quando a Suécia eliminou as americanas na semifinal. São, portanto, 4 ouros olímpico seguidos pro Canadá e 1 para as americanas (apenas em Nagano-1998). Em Mundiais, são 10 títulos canadenses contra 8 das americanas. Entretanto, os Estados Unidos tem dominado os Mundiais adultos, vencendo os últimos 3 e 7 dos últimos 8. Isso tem se repetido inclusive nos Mundiais Sub18, com 7 ouros para as americanas (inclusive os 4 últimos seguidos) e 4 para as canadenses. Mas este ano, o Canadá perdeu 3 partidas no Mundial Sub18 e acabou ficando com o bronze.

Os Estados Unidos estão em uma fase melhor, mas nunca subestime a equipe feminina do Canadá. São 14 campeãs olímpicas na equipe: 8 estiveram apenas em Sochi, 5 em Sochi e em Vancouver e apenas a Meghan Agosta tem 3 ouros: Sochi, Vancouver e Turim. Entre as americanas, quase todas foram campeãs mundiais já, mas os destaques são as veteranas Meghan Duggan (2 pratas olímpicas e 7 títulos mundiais) e Kacey Bellamy (mesmas medalhas). Apenas outras 3 estivera em Vancouver e Sochi. O jogo entre as duas equipes deve pegar fogo na 1ª fase e tem tudo para ser reeditado na final.

A Finlândia esteve em todas as semifinais dos 18 mundiais femininos e tem 12 bronzes, ale’m de 2 bronzes olímpicos. A Rússia foi bronze no Mundial de 2016 e pode surpreender, assim como Suécia e Suíça, bronze em Sochi.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Finlândia

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 0

No dia da abertura, 3 esportes rolaram em PyeongChang. Vamos ao que aconteceu na Coreia do Sul.

Curling

Mais dois jogos para cada equipe no torneio de duplas mistas de curling.

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John Morris (CAN). Foto: WCF

Na 3ª rodada, o destaque foi para o confronto entre Estados Unidos e Suíça, única dupla que chegou invicta com 2 vitórias. Num confronto bem disputado, nenhuma dupla conseguiu fazer mais que um ponto nos ends e os irmãos americanos Rebecca e Matt Hamilton chegaram no 8º end com 4-3, mas o martelo era suíço. E, com dois erros americanos, a dupla suíça conquistou a 3ª vitória de maneira espetacular, ao fazer 6 pontos no 8º end, o máximo possível numa disputa de duplas mistas. Além dos 9-4 da Suíça, o Canadá venceu a 2ª com 10-4 na China, a Noruega passou com 8-3 pela Coreia do Sul e a dupla russa venceu por 7-5 a Finlândia.

Na 4ª rodada, a Noruega quebrou a invencibilidade suíça por 6-5. O Canadá fez 8-2 na Finlândia, com direito a 5 pontos no 6º end (Finlândia desistiu no 7º), Rússia venceu 6-5 a China no end extra e a Coreia do Sul obteve a 2ª vitória ao arrasar a dupla americana por 9-1.

Após 4 rodadas, 4 equipes lideram com 3 vitórias e a Finlândia segue como a única dupla sem vencer. Classificação após 4 jogos:Captura de Tela 2018-02-09 às 20.41.45

Patinação Artística

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Eric Radford e Meagan Duhamel (CAN). Foto: AFP

Foi bem conturbado o início da disputa por equipes da patinação, com o programa curto masculino. Foram muitas quedas e erros, mesmo numa prova com nomes fortíssimos de gente que vai brigar por medalha na disputa individual. O melhor do dia foi o japonês Shoma Uno, último a se apresentar, colocou a mão no gelo após o 1º salto, mas depois foi impecável e fez 103,25 pontos. Em 2º ficou o israelense Oleksii Bychenko com 88,49. Já o canadense tricampeão mundial Patrick Chan estava bem desconcentrado e caiu duas vezes, mas mesmo assim ficou em 3º com 81,66. O americano Nathan Chen, um dos favoritos ao ouro individual, também caiu e errou um movimento, que foi invalidado, colocando-o em 4º com 80,61. Mas a grande decepção foi do russo Mikhail Kolyada, bronze no europeu há 3 semanas, que caiu duas vezes e invalidou um elemento e foi apenas o 8º com 74,36.

No programa curto dos pares, a Rússia se recuperou com Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov, obtendo a melhor nota com 80,92 com uma apresentação quase perfeita, fazendo todos os 7 elementos com excelência. Os canadenses Meagan Duhamel e Eric Radford vieram logo atrás em 2º com 76,57 e os alemães Aliona Savchenko e Bruno Massot em 3º com 75,36, perdendo a liderança por conta de uma queda no triplo Lutz com arremesso.

Após 2 provas de programas curtos, o Canadá lidera a classificação com 17 pontos, seguido dos Estados Unidos com 14 e Japão e Rússia com 13.

Esqui Freestyle

Tivemos no Phoenix Park a 1ª qualificação da prova de Moguls, no masculino e no feminino, classificando os 10 melhores diretamente para a final. O restante ainda terá uma 2ª chance no dia da prova.

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Entre os homens, o melhor esquiador de moguls de todos os tempos, o canadense Mikaël Kingsbury, obteve a melhor pontuação com 86,07. Ele foi o 2º melhor nos turns, obteve a melhor nota dos saltos e ainda foi o mais rápido a descer a pista de 250m. Bronze em Sochi, o russo Alexandr Smyshlyaev ficou em 2º com 83,93 e o cazaque vice-líder da Copa do Mundo Dmirtiy Reiherd foi 3º com 81,23. Campeão mundial em 2017, o japonês Ikuma Horishima passou com a 5ª marca, de 80,35.

No feminino, a francês Perrine Laffont foi a melhor com 79,72. Ela foi a melhor nos turns e a mais rápida a descer. Logo após termos a canadense Andi Naude com 79,60 e a americana Morgan Schild com 77,74. Ouro em Sochi, a canadense Justine Dufour-Lapointe passou em 4º com 77,66, a forte americana Jaelin Kauf foi 5ª com 77,45  e a australiana campeã mundial Brittteny Cox foi 6ª com 76,78. Todas já na final.

Cerimônia de Abertura

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Com uma cerimônia super bonita e correta, a Coreia do Sul deu boas-vindas ao mundo e os Jogos foram declarados abertos. No desfile das nações, a Grécia, como sempre, abriu, o Brasil foi o 33º a entrar e as Coreias entraram juntas no estádio. Carregaram a abndeira da Coreia unificada o atleta de bobsled do sul Won Yun-jong e a jogadora de hóquei no gelo do norte Hwang Chung-gum.

Como era esperado, a honra de acender a pira olímpico ficou para a patinadora campeã olímpica em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014 Yuna Kim, uma das maiores celebridades esportivas do país.

Outras Notícias:

– O italiano Christof Innerhofer fez o melhor tempo na 2ª descida de treino do downhill masculino com 1:18.97, com o norueguês Kjetil Jansrud colado a apenas 0.01. O suíço Beat Feuz foi o 3º com 1:19.41

– Em mais 2 descidas de treino oficial no luge, o russo Roman Repilov foi o mais rápido em ambas com 47.954 e 47.797.

– O patinador de velocidade americano Shani Davis desabafou, reclamando que a escolha do porta-bandeira americano para a Cerimônia de Abertura foi decidida no cara ou coroa. Dono de 2 ouros e 2 pratas em Olimpíadas, ele achou desrespeitosa a forma que Erin Hamlin, do luge, foi escolhida.

– O esquiador brasileiro Michel Macedo não sente mais dores e está liberado para esquiar pelos médicos. Ele disputaria a combinada (dia 13) e o Super-G (15), mas vai focar apenas no slalom gigante (18) e no slalom (22).

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia -1

E começou!! Na quinta-feira véspera da Cerimônia de Abertura já tivemos as primeiras competições da 23ª Olimpíada de Inverno, a 3ª na Ásia. E já começou bem!

Curling

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Jang Hye-ji e Lee Ki-jeong (KOR), primeiro coreanos a competirem nos Jogos. Foto: WCF

As primeiras competições dos Jogos foram as 4 partidas da 1ª rodada do curling de duplas mistas, que faz sua estreia olímpica. O Canadá, que conta com os campões olímpicos Kaitlyn Lawes e John Morris, sofreu uma derrota inesperada para a dupla norueguesa de Kristin Skaslien e Magnus Nedregotten. Numa disputa apertada até 6-6, a dupla norueguesa roubou o martelo canadenses para fazer 7-6 e fechar roubando novamente o martelo com 9-6. Em uma partida bem polêmica, a China perdia de 5-4 no 8º end quando fez o ponto, mas o atleta chinês mexeu na pedra que dava o empate e na sua outra que estava quase na mesma distância da pedra suíça e a arbitragem não aceitou os protestos chineses e não houve medição. Com 5-5, a partida foi pro end extra e a Suíça venceu por 7-5. A Coreia do Sul venceu 9-4 a Finlândia e os Estados Unidos derrotaram por 9-3 os Atletas Olímpicos da Rússia.

Na 2ª rodada, já na quinta de manhã, a Suíça assumiu a liderança da classificação como a única dupla a vencer os dois jogos, ao fazer 7-6 na Finlândia, que acumulou sua 2ª derrota. O Canadá se recuperou ao vencer por 6-4 os americanos, a Rússia também respirou com 4-3 na Noruega e a China derrotou a Coreia do Sul por 8-7.

Após 2 rodadas, tudo bem embolado conforme abaixo:

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Saltos em Esqui

A única outra prova oficial foi a qualificação do salto em esqui normal hill masculino. 57 atletas saltaram na rampa menor buscando uma das 50 vagas para a final do sábado. Essa rodada era quase desnecessária.

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O salto de Andres Wellinger (GER), o melhor da qualificação do NH. Foto: FIS

O alemão Andreas Wellinger fez a melhor marca com 103,0m e 133,5 pontos, graças ao seu pouso quase perfeito média 19,0. Atual campeão da prova, o polonês Kamil Stoch ficou em 2º com 104,0m e 131,7 pontos, seguido do também polonês Dawid Kubacki com 129,6 (104,5m, o mais longo salto do dia), do alemão Richard Freitag com 129,1 (102,0m) e do austríaco campeão mundial Stefan Kraft com 128,6 (102,5m). Como apenas 7 seriam eliminados, não houve nenhuma surpresa

Outras Notícias:

– O canadense Manuel Osborne-Paradis foi o melhor na 1º descida de treino do downhill com 1:40.45 seguido do norueguês Kjetil Jansrud com 1:40.76.

– Nos treinos oficiais do luge, o alemão Felix Loch, que defende o ouro, fez o melhor tempo com 47.779. No feminino, a alemã atual campeã Natalie Geisenberger fez 46.514.

– Por um erro no Google Translator, o staff da Noruega encomendou, sem querer, 15.000 ovos para seus atletas. Eles queriam 1.500.

– O Brasil será o 33º a entrar na Cerimônia de Abertura, entre Bulgária e San Marino.

– Saíra a meia-noite de Brasília de quinta para sexta a definição dos recursos dos 45 atletas russos. Veremos a seriedade do movimento olímpico.

Prévia Pyeongchang-2018: Patinação Artística

Individual Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Yuzuru Hanyu (JPN); Prata – Patrick Chan (CAN); Bronze – Denis Ten (KAZ)

Último Mundial (2017): Ouro – Yuzuru Hanyu (JPN); Prata – Shoma Uno (JPN); Bronze – Jin Boyang (CHN)

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Shoma Uno (JPN)

Atual campeão olímpico, o japonês Yuzuru Hanyu venceu em 2017 seu 2º título mundial na Finlândia e em setembro deu show no torneio Autumn Classic no Canadá ao fazer 112,72 no programa curto, melhor marca da história. Em compensação, ele ficou com a prata na etapa russa do Grand Prix atrás do americano Nathan Chen e desistiu de disputar a etapa japonesa por conta de uma lesão no tornozelo. Se estiver inteiro, Hanyu é o homem a ser batido. Seu compatriota Shoma Uno foi prata no último Mundial, venceu a etapa canadense do GP e foi prata na francesa, na Final do GP em Nagoya e no Torneio 4 Continentes.

O americano Nathan Chen venceu 3 etapas do GP incluindo a grande final, mas tem apenas a 4ª melhor pontuação da temporada. Ele está atrás de Uno, do chinês Jin Boyang, campeão do 4 Continentes, e do espanhol Javier Fernandez, que faturou pela incrível 6ª vez seguida o campeonato europeu e busca a 1ª medalha espanhola em Jogos de inverno desde Albertville-1992. Os russos Mikhail Kolyada e Dmitri Aliev, o americano Adam Rippon, o canadense Patrick Chan e o uzbeque Misha Ge também brigam por medalha.

Meu Pódio: Ouro – Shoma Uno (JPN); Prata – Yuzuru Hanyu (JPN); Bronze – Javier Fernandez (ESP)

Individual Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Adelina Sotnikova (RUS); Prata – Kim Yuna (KOR); Bronze – Carolina Kostner (ITA)

Último Mundial (2017): Ouro – Evgenia Medvedeva (RUS); Prata – Kaetlyn Osmond (CAN); Bronze – Gabrielle Daleman (CAN)

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Evgenia Medvedeva (RUS)

As russas Alina Zagitova e Evgenia Medvedeva estão em outro patamar. Medvedeva foi ouro nos dois últimos Mundiais, nos Europeus de 2016 e 2017 e ficou invicta por mais de 2 anos, até perder no Europeu há duas semanas para Zagitova por 238,24 a 232,86. Das inscritas nos Jogos, a canadense Kaetlyn Osmond, prata no último Mundial, é a que tem o melhor resultado na temporada, com 217,55, seguida da 3ª russa, Maria Sotskova com 216,28. Bronze em Sochi, a italiana Carolina Kostner segue em boa forma com o bronze no Europeu.

A japonesa Kaori Sakamoto venceu o Torneio 4 Continentes e corre por fora, junto com a canadense Gabrielle Daleman, bronze no Mundial de 2017, e a americana Bradie Tennell, campeã da seletiva americana.

Meu Pódio: Ouro – Evgenia Medvedeva (RUS); Prata – Alina Zagitova (RUS); Bronze – Kaori Sakamoto (JPN)

Pares Mistos

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Tatiana Volosozhar/Maxim Trankov (RUS); Prata – Ksenia Stolbova/Fedor Klimov (RUS); Bronze – Aliona Savchenko/Robin Szolkowy (GER)

Último Mundial (2017): Ouro – Sui Wenjing/Han Cong (CHN); Prata – Aliona Savchenko/Bruno Massot (GER); Bronze – Evgenia Tarasova/Vladimir Morozov (RUS)

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Aliona Savchenko e Bruno Massot (GER)

A disputa de pares tem tudo para ficar entre os chineses Sui Wenjing e Han Cong e os alemães Aliona Savchenko e Bruno Massot (embora nenhum dos dois seja alemão). Savchenko e Massot venceram a Final do GP com a melhor marca da temporada ate agora, 236,68. Eles não disputaram o Europeu. Sui e Han venceram duas etapas do GP e foram prata na Grande Final, mas na temporada passada faturaram o ouro no Mundial e o Torneio 4 Continentes. Os chineses bateram a melhor marca da história no programa livre com 155,10 na etapa japonesa, mas os alemães melhoraram para 157,25 na final do GP um mês depois.

Os russos Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov venceram 4 ouros nesta temporada, incluindo o Europeu, e são uma das maiores ameaças para as duplas chinesa e alemã. Os canadenses Meagan Duhamel e Eric Radford foram bicampeões mundiais em 2015 e 2016 e contam com 3 pódios no GP. Correm por fora os chineses Yu Xiaoyu e Zhang Hao, os franceses Vanessa James e Morgan Ciprès e os russos Natalia Zabiiako e Alexander Enbert.

Meu Pódio: Ouro – Aliona Savchenko/Bruno Massot (GER); Prata – Sui Wenjing/Han Cong (CHN); Bronze – Meagan Duhamel/Eric Radford (CAN)

Dança Artística

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Meryl Davis/Charlie White (USA); Prata – Tessa Virtue/Scott Moir (CAN); Bronze – Elena Ilinykh/Nikita Katsalapov (RUS)

Último Mundial (2017): Ouro – Tessa Virtue/Scott Moir (CAN); Prata – Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron (FRA); Bronze – Maia Shibutani/Alex Shibutani (USA)

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Gabriela Papadakis e Guillaume Cizeron (FRA)

Essa promete ser uma disputa sensacional entre os canadenses Tessa Virtue e Scott Moir e os franceses Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron. Virtue e Moir foram campeões olímpicos em Vancouver-2010, ficaram com a prata em Sochi-2014 e venceram o título mundial pela 3ª vez em 2017. Na 2ª etapa do GP, no Canadá, eles quebraram a melhor marca da história no total com 199,86. Mas os franceses melhoraram essa marca por 3 vezes depois: 200,43 na China, 201,98 na França e 202,16 na final do GP, no Japão.

A briga pelo bronze deve ficar entre as 3 duplas americanas: os irmãos Maia e Alex Shibutani, bronze no último mundial, Madison Chock e Evan Bates e Madison Hubbell e Zachary Donahue. Também entram na briga pelo bronze os russos Ekaterina Bobrova e Dmitri Soloviev, os canadenses Kaitlyn Weaver e Andrew Poje e os italianos Anna Cappellini e Luca Lanotte.

Meu Pódio: Ouro – Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron (FRA); Prata – Tessa Virtue/Scott Moir (CAN); Bronze – Maia Shibutani/Alex Shibutani (USA)

Prova por Equipes Mistas

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Rússia; Prata – Canadá; Bronze – Estados Unidos

Último Mundial (2017): prova não é disputada em mundiais

Dez equipes disputam um programa curto e um livre no individual masculino, no individual feminino, nos pares e na dança, como 8 provas separadas. De acordo com a colocação do país nestas provas a equipe soma pontos.

A Rússia vem como favorita graças às forças no feminino de Evgenia Medvedeva e Alina Zagitova e do par Evgenia Tarasova/Vladimir Morozov. Contam ainda com ótimos patinadores no masculino e na dança. O Canadá deve brigar com os russos pelo ouro com Patrick Chan no masculino, Kaetlyn Osmon no feminino, Megan Duhamel/Eric Redford nos pares e Tessa Virtue/Scott Moir na dança. Estados Unidos vem logo atrás, mas pode ser atrapalhado por não ter uma grande atleta feminina individual e por contar com um par que não está entre os melhores.

O Japão tem ótimos patinadores individuais, que brigam por medalha, mas vem fracos nos pares e na dança. China pode brigar pelo bronze também. Coreia do Sul, Itália, Israel, Alemanha e França completam o plantel.

Meu Pódio: Ouro – Rússia; Prata – Canadá; Bronze – Estados Unidos

Prévia Pyeongchang-2018: Esqui Freestyle

Aerials Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Anton Kushnir (BLR); Prata – David Morris (AUS); Bronze – Jia Zongyang (CHN)

Último Mundial (2017): Ouro – Jonathon Lillis (USA); Prata – Qi Guangpu (CHN); Bronze – David Morris (AUS)

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Qi Guangpu (CHN)

É a ginástica artística com saltos ornamentais dos Jogos de inverno. No 1º salto de qualificação, os 6 melhores avançam para a final. O restante tem mais um salto e mais 6 avançam. Na final com 12, os 9 melhores no 1º salto tem mais uma tentativa. Aí avançam apenas os 6 melhores que farão o salto final para as medalhas. A pontuação dos saltos não é somada e só vale o último salto.

China e Bielorrússia são as potências na prova de aerials. Nas duas últimas Olimpíadas, o ouro ficou com um bielorruso: Aleksei Grishin em Vancouver e Anton Kushnir em Sochi. Kushnir tem 13 vitórias em Copas do Mundo e 26 pódios e seu compatriota Maxim Gustik 9 pódios. Já entre os chineses, Qi Guangpu é o favorito. Ele esteve no pódio dos últimos 4 Mundiais, vencendo em 2013 e 2015, e já venceu 12 vezes na Copa do Mundo com 28 pódios, mas não tem medalha olímpica. O chinês Jia Zongyang também em 12 vitórias na carreira, sendo 3 nesta temporada.

O americano Jonathon Lillis surpreendeu com o ouro no Mundial de 2017, mas tem apenas um pódio na carreira. O também americano Mac Bohonnon, o canadense Olivier Rochon e o russo Maxim Burov podem surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Qi Guangpu (CHN); Prata – Anton Kushnir (BLR); Bronze – Jia Zongyang (CHN)

Moguls Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Alexandre Bilodeau (CAN); Prata – Mikaël Kingsbury (CAN); Bronze – Alexandr Smyshlyaev (RUS)

Último Mundial (2017): Ouro – Ikuma Horishima (JPN); Prata – Benjamin Cavet (FRA); Bronze – Mikaël Kingsbury (CAN)

Na qualificação, os 8 melhores na 1ª descida já se classificam para a final. Todos os outros voltam e tem mais uma chance na 2ª descida da quali. Na final, serão 3 descidas e a cada rodada alguns são eliminados. O campeão é o melhor da última descida. Pontuações não são acumuladas.

O canadense Mikaël Kingsbury é o favorito da prova. Nesta temporada, em 7 etapas, ele venceu 6 e foi prata na outra. Ele venceu 10 etapas seguidas na Copa do Mundo e tem ao todo incríveis 48 vitórias! Esteve no pódio do moguls e do dual moguls (que não é olímpico) nos últimos 3 Mundiais! É o cara a ser batido. Mas o japonês Ikuma Horishima fez isso no último Mundial, vencendo o ouro no moguls e no dual moguls, mas nesta temporada só venceu uma prova, seu único pódio.

O cazaque Dmitry Reikherd faz uma ótima temporada com 5 pódios em 7 provas e pode ser o 1º medalhista de seu país no esporte. O australiano Matt Graham tem 4 pódios na temporada e 2 vitórias e 14 pódios na carreira na Copa do Mundo. Também brigam por medalha o australiano Bradie Summers, o francês Benjamin Cavet, atual vice mundial, o canadense Philippe Marquis e o russo Alexandr Smyshlyaev, bronze em Sochi.

Meu Pódio: Ouro – Mikael Kingsbury (CAN); Prata – Dmitry Reikhard (KAZ); Bronze – Ikuma Horishima (JPN)

Ski Cross Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Jean-Frédéric Chapuis (FRA); Prata – Arnaud Bovolenta (FRA); Bronze – Jonathan Midol (FRA)

Último Mundial (2017): Ouro – Victor Norberg (SWE); Prata – Jamie Prebble (AUS); Bronze – François Place (FRA)

O ski cross começa com uma rodada de ranqueamento, onde cada atleta desce sozinho e faz a tomada de tempo, para formar as baterias de 8as de final. Os dois primeiros de cada vão avançando até chegar à final.

O francês Jean-Frederic Chapuis é o atual campeão olímpico e um dos maiores vencedores em Copas do Mundo, com 15 vitórias e 27 pódios, além do titulo mundial em 2013, 3 pódios nesta temporada. O sueco Victor Öhling Norberg tem 7 vitórias e 18 pódios na carreira e é o atual campeão mundial. Os suíços Marc Bischofberger e Alex Fiva são boas apostas também. Bischofberger lidera a Copa do Mundo e tem 7 pódios na carreira, 5 só nesta temporada e Fiva tem 11 vitórias na carreira. Outros nomes fortes são o esloveno Filip Flisar e os canadenses Christopher del Bosco e Brady Leman.

Meu Pódio: Ouro – Alex Fiva (SUI); Prata – Jean-Frederic Chapuis (FRA); Bronze – Marc Bischofberger (SUI)

Halfpipe Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – David Wise (USA); Prata – Mike Riddle (CAN); Bronze – Kevin Rolland (FRA)

Último Mundial (2017): Ouro – Aaron Blunck (USA); Prata – Mike Riddle (CAN); Bronze – Kevin Rolland (FRA)

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David Wise (USA)

A prova deve ficar entre 3 países: Estados Unidos, Canadá e França. Kevin Rolland é o principal nome do país europeu, com 1 medalha de cada cor em Mundiais e 6 vitórias em Copas do Mundo, além do bronze em Sochi. O canadense Mike Riddle foi campeão mundial em 2011, prata em Sochi e no último Mundial, mas não pegou pódio na temporada. Mas o favoritismo é todo dos americanos. David Wise venceu em Sochi, no Mundial de 2013 e já faturou duas etapas nesta temporada, além de 4 títulos no Winter X-Games, inclusive este ano. Torin Yater-Wallace foi prata no Mundial de 2013 e tem 4 medalhas em X-Games, inclusive o bronze este ano. Os outros americanos são Alex Ferreira, também com 4 medalhas em X-Games e 3 pódios nesta temporada na Copa do Mundo, e Aaron Blunck, campeão do X-Games em 2017.

Meu Pódio: Ouro – David Wise (USA); Prata – Kevin Rolland (FRA); Bronze – Alex Ferreira (USA)

Slopestyle Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Joss Christensen (USA); Prata – Gus Kenworthy (USA); Bronze – Nick Goepper (USA)

Último Mundial (2017): Ouro – McRae Williams (USA); Prata – Gus Kenworthy (USA); Bronze – James Woods (GBR)

Em Sochi os americanos fecharam pódio, mas nesta temporada só pegaram um bronze em uma etapa da Copa do Mundo. Mas não os desconsidere. Do pódio de Sochi, apenas Gus Kenworthy estará nos Jogos. Vice-olímpico, também foi prata no último Mundial. Os noruegueses Oystein Braaten e Ferdinand Dahl vem numa fase melhor. Braaten pegou 3 pódios na Copa do Mundo e foi prata no Winter X-Games e Dahl tem 2 pódios. Braaten venceu os X-Games em 2017. O sueco Henrik Harlaut levou o X-Games em janeiro e é outro bom nome. De olho também no suíço Andri Ragettli e no canadense Alex Beaulieu-Marchand.

Meu Pódio: Ouro – Oystein Braaten (NOR); Prata – Gus Kenworthy (USA); Bronze – Henrik Harlaut (SWE)

Aerials Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Alla Tsuper (BLR); Prata – Xu Mengtao (CHN); Bronze – Lydia Lassila (AUS)

Último Mundial (2017): Ouro – Ashley Caldwell (USA); Prata – Daniele Scott (AUS); Bronze – Xu Mengtao (CHN)

A chinesa Xu Mengtao este no pódio dos últimos 3 Mundiais, foi prata em Sochi e tem 20 vitórias em Copas do Mundo e tem tudo para ser a 1ª chinesa campeã olímpica no esqui freestyle. As australianas são muito fortes na prova e presença constante em pódios mundiais e olímpicos. Estiveram no pódio olímpico nas últimas 4 vezes, vencendo e Salt Lake City-2002 e Vancouver-2010. Lydia Lassila, ouro em Vancouver, é a grande aposta australiana. Ela tem 2 medalhas olímpicas e 16 vitórias em Copas do Mundo.

A americana Ashley Caldwell venceu o último Mundial e 6 vitórias em Copas do Mundo, mas não fez uma boa temporada. A bielorrussa atual campeã Alla Tsuper voltou nesta temporada e não competia desde o ouro olímpico em Sochi, mas não obteve grandes resultados. Também brigam por medalha a australiana Laura Peel, a bielorrussa Hanna Huskova e a chinesa Zhang Xin.

Meu Pódio: Ouro – Xu Mengtao (CHN); Prata – Ashley Caldwell (USA); Bronze – Lydia Lassila (AUS)

Moguls Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Justine Dufour-Lapointe (CAN); Prata – Chloé Dufour-Lapointe (CAN); Bronze – Hannah Kearney (USA)

Último Mundial (2017): Ouro – Britteny Cox (AUS); Prata – Perrine Laffont (FRA); Bronze – Justine Dufour-Lapointe (CAN)

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Britteny Cox (AUS)

Diferente da prova masculina, a feminina está bem mais aberta. A australiana Britteny Cox teve uma temporada passada espetacular com o ouro no Mundial e 7 vitórias em 11 provas na Copa do Mundo, mas nesta está mais comedida com 2 vitórias e apenas esses 2 pódios. A americana Jaelin Kauf lidera a Copa do Mundo com 2 vitórias e 4 pódios. A francesa Perrine Laffont foi prata no último mundial e tem 10 pódios com 4 vitórias na carreira em Copas do Mundo. A canadense Justine Dufour-Lapointe é a campeã olímpica e tem boas chance de se tornar a 1ª bicampeã da história no esqui freestyle, tendo vencido a última etapa antes dos Jogos. Outros fortes nomes no moguls são a sua irmã Chloé Dufour-Lapointe, a cazaque Yulia Galysheva (3 pódios na temporada) e a russa Marika Pertakhiya.

Meu Pódio: Ouro – Britteny Cox (AUS); Prata – Jaelin Kauf (USA); Bronze – Perrine Laffont (FRA)

Ski Cross Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Marielle Thompson (CAN); Prata – Kelsey Serwa (CAN); Bronze – Anna Holmlund (SWE)

Último Mundial (2017): Ouro – Sandra Näslund (SWE); Prata – Fanny Smith (SUI); Bronze – Ophélie David (FRA)

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A sueca Sandra Näslund está praticamente imbatível. Atual campeã mundial, ela venceu 6 das 8 etapas disputadas na temporada e nas outras duas pegou bronze. Aos 20 anos, ela vem como favorita roubando lugar de sua compatriota já aposentada Anna Holmlund e da canadense Marielle Thompson, ouro em Sochi. Thompson era o nome da prova, mas uma lesão antes do início da temporada a tirou do circuito, mas ela está inscrita e deve voltar nos Jogos. A canadense tem 20 vitórias e 33 pódios no circuito da Copa do Mundo!

A veterana francesa Ophélie David tem 5 pódios em Mundiais e 26 vitórias na Copa do Mundo. Aos 40 anos vai para sua 3ª Olimpíada. Outros nomes para o pódio são a suíça Fanny Smith, pódio dos últimos 3 Mundiais, ouro em 2013, a francesa Marielle Berger-Sabbatel e a alemã Heidi Zacher.

Meu Pódio: Ouro – Sandra Näslund (SWE); Prata – Marielle Berger-Sabbatel (FRA); Bronze – Heidi Zacher (GER)

Hafpipe Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Maddie Bowman (USA); Prata – Marie Martinod (FRA); Bronze – Ayana Onozuka (JPN)

Último Mundial (2017): Ouro – Ayana Onozuka (JPN); Prata – Marie Martinod (FRA); Bronze – Devin Logan (USA)

Há grandes chances de se repetir o pódio de Sochi. A americana Maddie Bowman foi campeã em Sochi e venceu os X-Games este ano. A francesa Marie Martinod venceu uma etapa da Copa do Mundo nesta temporada e 3 na anterior, além do título dos X-Games de 2017. A japonesa Ayana Onozuka foi campeã mundial em 2017 e vice nos X-Games. As americanas Brita Sigourney e Devin Logan, a canadense Cassie Sharpe e a neozelandesa Janina Kuzma são outras apostas.

Meu Pódio: Ouro – Marie Martinod (FRA); Prata – Maddie Bowman (USA); Bronze – Brita Sigourney (USA)

Slopestyle Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Dara Howell (CAN); Prata – Devin Logan (USA); Bronze – Kim Lamarre (CAN)

Último Mundial (2017): Ouro – Tess Ledeux (FRA); Prata – Emma Dahlström (SWE); Bronze – Isabel Atkin (GBR)

A francesa Tess Ledeux venceu o Mundial de 2017 e uma etapa da Copa do Mundo em dezembro, mas quem lidera a Copa do Mundo é a sueca Jennie-Lee Burmansson, com 4 pódios na temporada e o bronze no X-Games. A vitória no evento radical em janeiro ficou com a americana Maggie Voisin. De olho também nas norueguesas Tiril Sjaastad Christiansen e Johanne Killi, na americana Devin Logan, na suíça Sarah Höfflin e na britânica Isabel Atkin, prata nos X-Games. Vale torcer pela chilena Dominique Ohaco, a melhor chance de medalha de um país sul-americano nos Jogos.

Meu Pódio: Ouro – Maggie Voisin (USA); Prata – Tess Ledeux (FRA); Bronze – Jennie-Lee Burmasson (SWE)