Mundial de Esqui Nórdico – Dia 5

Domingo animado em Seefeld com mais Noruega no cross-country, Alemanha brilhando onde tem salto e um ouro inédito de Stina Nilsson.

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Stina Nilsson e Maja Dahlqvist (SWE)

A Noruega segue 100% no cross-country masculino. Emil Iversen e Johannes Klaebo deram o 5º ouro pra Noruega nesse Mundial no sprint por equipes. Após passar tranquilamente pela semifinal, eles venceram a final liderando praticamente do início ao fim. Na última troca, a dupla da Suécia chegou a liderar com Oskar Svensson entregando para Calle Halfvarsson, mas este não fechou bem. Klaebo fez a melhor parcial final para vencer com 18:49.86, apenas 1.88 mais rápido que os russos Gleb Retivykh e Alexander Bolshunov. A forte dupla italiana de Francesco De Fabiani e Federico Pellegrino foi bronze a 4.03, ultrapassando os suecos no final.

Na final feminina, a dupla sueca de Stina Nilsson e Maja Dahlqvist desbancou a Noruega para levar o ouro no sprint por equipes com 15:14.93. Suécia e Noruega lideraram nas 4 primeiras pernas da prova. Na última troca, a dupla da Rússia entregou primeiro, mas nada estava definido. Dahlqvist fechou bem para ficar com o ouro, mas quem brilhou foi Anamarija Lampic, da Eslovênia. Lampic e Katja Visnar estavam junto com as outras 3 duplas, mas Lampic conseguiu a melhor parcial da perna final para derrubar Noruega e Rússia e ficar com a prata, a 0.37 das suecas. Maiken Caspersen Falla colocou a Noruega com o bronze, numa duplaça ao lado de Ingvild Oestberg, a 0.60 das suecas. Após 5 pratas em Mundiais, esse foi o 1º título de Nilsson.

Foi uma lavada alemã na final por equipes do Large Hill masculino. Na 1ª rodada, a Alemanha, que contou com Karl Geiger, Richard Freitag, Stephan Leyhe e Markus Eisenbichler, já liderava na 1ª rodada de saltos com 487,0 pontos, bem a frente da Áustria, com 462,8 e do Japão com 454,2. Na 2ª rodada, os alemães seguiram voando longe e, com mais 500,5 pontos (espetacular 132,2 de Geiger) e somaram 987,5 para levar o ouro com sobra. A boa equipe da Áustria, que está em fase de transição, foi prata com 930,9 e o Japão, com uma equipe nova liderada pelo jovem Ryoyu Kobayashi que vem voando na temporada, foi bronze com 920,2. A Noruega, campeã olímpica em 2018, ficou em 5º.

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Fabian Riessle e Eric Frenzel (GER)

Na prova não olímpica do combinado nórdico do sprint por equipes Large Hill/2×7,5km, mais um ouro alemão. Eric Frenzel e Fabian Riessle foram os melhores nos saltos com 258,2 pontos contra 254,1 da dupla japonesa de Akito Watabe e Yoshito Watabe, resultando em uma vantagem de 8s no cross-country, e 247,2 da Áustria, 22s. No cross-country, os alemães lideraram até o fim para fechar os 15km com 28:29.5, com 8.2 de vantagem sobre a dupla da Noruega (Jan Schmid e Jarl Magnus Riiber) e 9.2 sobre a Áustria. Com o ouro, Frenzel chega a 7 títulos mundiais e 14 medalhas, fora os 3 ouros olímpicos e 6 medalhas.

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Mundial de Esqui Nórdico – Dias 3 e 4

Na sexta tivemos apenas uma final no combinado nórdico, na prova de Large Hill/10km.

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Eric Frenzel (GER)

O alemão Eric Frenzel dominou a prova. No salto, foi o melhor com 138,5 pontos (maior distância com 130,5m) e largou em 1º na prova de 10km, com 5s de vantagem sobre o austríaco Mari Seidl e 10s sobre o norueguês Jan Schimd e o austríaco Franz-Josef Rehrl. No cross-country, Frenzel chegou a ser ameaçado por Schmid e Rehrl, mas no último km começou a abrir e venceu com 23:43.0, 4.3 a frente de Schmid e 8.7 sobre Rehrl. Maior nome do último Mundial, com 4 ouros em 4 provas, o alemão Johannes Rydzek ficou em 9º, 36.1 atrás de Frenzel.

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Markus Eisenbichler (GER)

No sábado, a final do Large Hill masculino nos saltos deu mais um ouro pra Alemanha. Melhor na quali da sexta, Markus Eisenbichler fez 136,7 no 1º salto da final, ficando atrás apenas da zebraça suíça Killian Peier, com 137,9. Mas no 2º salto, Eisenbichler voou para 135,5 e 142,7 pontos, somando 279,4 para levar o ouro. Seu compatriota Karl Geiger somou 267,3 e pegou a prata e Peier, que sequer subiu ao pódio em uma etapa de Copa do Mundo na carreira, foi bronze com 266,1. Principal nome da temporada, o japonês Kyoyu Kobayashi terminou em 4º com 262,0. O polonês tricampeão olímpico Kamil Stoch foi 5º e o austríaco Stefan Kraft, que defendia o título mundial, 6º.

Nas provas de skiathlon, domínio norueguês no sábado. Nesta prova, os atletas fazem a 1ª metade no estilo clássico, trocam de esquis, e completam a outra metade no estilo livre. A prova masculina foi disputada entre os noruegueses Sjur Roethe e Martin Johnsrud Sundby e o russo Alexander Bloshunov. Os 3 completaram a 1ª metade na frente, colados, já com mais de 10s de vantagem sobre o finlandês Iivo Niskanen. Na parte livre, foram juntos até o final, e Roethe levou o ouro no sprint final com 1:10:21.8. Bloshunov foi prata a 0.1 e Sundby bronze a 0.7. Especialista nas provas longas, foi o 1º título individual importante de Roethe, que havia sido bronze no Mundial de 2017. Sundby, tricampeão da Copa do Mundo, segue sem título mundial individual.

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Therese Johaug (NOR)

No feminino, Therese Johaug deu um show. A norueguesa, que ficou fora do último Mundial e dos Jogos de PyeongChang-2018 por conta de uma acusação de doping, dominou a prova do início ao fim. Ela chegou pra troca de esquis com 7,5km na frente já com 24s de vantagem sobre a sua compatriota Ingvild Flugstad Oestberg, a russa Natalia Nepryaeyva e a outra norueguesa Astrid Jacobsen. Johaug seguiu voando e fez a melhor parcial da parte livre para vencer os 15km com 36:54.5, quase 1min a frente de Oestberg, que completou em 37:52.1. Nepryaeyva, que faz uma excelente temporada, foi bronze com 37:53.2, sua 1ª medalha em Mundiais. Johaug chegou ao seu 8º título mundial e a sua 12ª medalha em mundiais.

Mundial de Esqui Nórdico – Dias 1 e 2

Começou na quarta-feira em Seefeld, na Áustria, o Mundial de Esqui  Nórdico, que reúne as provas de Esqui Cross-Country, Saltos em Esqui e o Combinado Nórdico.

Pódio do sprint Masculino. Foto: FIS

Na quarta-feira, tivemos as corridas qualificatórias da prova de saída intervalada. As mulheres disputaram uma prova de 5km no estilo clássico e os homens 10km. Os 10 primeiros de cada prova se classificam para a prova principal de 10km para mulheres e 15km pros homens.

Nesta quali feminina, Jaqueline Mourão foi muito bem e completou a distância em 16:27.0, ficando em 2º lugar, atrás apenas da chinesa Meng Honglian, que fez 15:57.0. No masculino, o melhor brasileiro foi Victor Santos (que esteve em PyeongChang-2018), em 18º com 30:59.7, e Yuri Rocha foi 35º com 33:12.6. O vencedor foi o belga Thibaut De Marre, com 27:56.7.

Mas as primeiras medalhas só saíram na quinta-feira, nas provas de Sprint individual. E não tivemos surpresa.

Líder da Copa do Mundo e atual campeão olímpico da prova, o norueguês Johannes Hoesflot Hlaebo venceu a final com 3:21.17, deixando o italiano Federico Pellegrino, que defendia o título mundial, em 2º a apenas 0.23. O russo Gleb Retivykh completou o pódio a 1.37 de Klaebo. Um dos favoritos era o russo Sergey Ustiugov, que foi desclassificado na semifinal ao levar 2 cartões amarelos. Três brasileiros disputaram a qualificação da prova. Matheus Vasconcellos fez uma ótima prova ficando em 89º com 3:29.27. Rhaick Bomfim foi 112º com 3:44.36 e Victor Santos 113º com 3:44.47, entre 145 que competiram.

Pódio do sprint Feminino. Foto: FIS

Na prova feminina, vitória tranquila da norueguesa Maiken Caspersen Falla, maior nome da prova na atualidade. Ela completou a final em 2:32.35, 1.66 a frente da sua principal rival na prova, a sueca Stina Nilsson e a 2.84 da norueguesa Mari Eide, a zebra da prova. Caspersen Falla conquistou o bicampeonato mundial da prova, é tricampeã do Sprint na Copa do Mundo e foi ouro nos Jogos de Sochi-2014 e prata em PyeongChang-2018. Nilsson vinha do ouro olímpico no ano passado, mas havia sido desclassificada na semifinal do último mundial. Já Eide tem apenas uma vitória na carreira na Copa do Mundo, em uma prova de Sprint por equipe em dezembro de 2011! Jamais sequer teve um pódio individual. Jaqueline Mourão competiu na qualificação, ficando em 75º com 2:55.91 entre 110 atletas. A melhor na quali foi a sueca Maja Dahlqvist, que vinha brigando pela prata, quando caiu na última curva na final e terminou em 6º.

E agora?

Bem, os Jogos Olímpicos de Inverno acabaram, mas a temporada ainda não, pois teremos ainda muitas etapas das Copas do Mundo.

No esqui alpino temos ainda 3 paradas por gênero, sendo a última em Are, na Suécia, faltando ainda 8 provas por gênero. O cross-country tem também mais 3 paradas incluindo a final em Falun, também na Suécia. Temos ainda provas de moguls, slopestyle, halfpipe, big air e ski cross no esqui freestyle. O combinado nórdico tem ainda 5 paradas e 9 provas ao todo. Nos saltos, os homens tem muitas etapas, incluindo o Raw Air, que conta com 10 eventos nas rampas norueguesas e as mulheres competem mais 5 vezes em 3 paradas. O snowboard ainda tem provas no snowboard cross, no paralelo, no Big Air e no slopestyle.

A patinação de velocidade tem o Mundial de Sprint já nesse fim de semana na China e o de Allround na Holanda, além da etapa final na Bielorrussia. A pista curta terá o Mundial no Canadá e a patinação artística conta com os mundiais juvenis e adultos em março. Temos mais 3 etapas da Copa do Mundo de biatlo. O curling terá disputas dos Mundiais masculinos, feminino e de duplas mistas e o Mundial de Hóquei no Gelo masculino será em maio na Dinamarca.

Mas deixando os esportes de inverno um pouco de lado, essa semana as coisas começam a agitar nos de verão, com 2 mundiais. A cidade holandesa de Apeldoorn receberá pela 2ª vez o Mundial de Ciclismo de Pista a partir de quarta-feira, dia 28 de fevereiro, que terá a presença de muita gente boa, como o casal de britânicos Jason e Laura Kenny (ex-Laura Trott), o francês François Pervis, os alemães Joachim Eilers, Miriam Welte e Kristina Vogel, a australiana Stephanie Morton, a belga Jolien D’Hoore e as russas Anastasia Voynova e Daria Shmeleva.

Também teremos no fim de semana o Mundial Indoor de Atletismo, em Birmingham, na Grã-Bretanha. Os destaques no masculino são os americanos Chris Coleman, Michael Rodgers, Aries Merritt e Sam Kendricks, o djibutiense Ayanleh Souleiman, o etíope Hagos Gebrhiwet, o jamaicano Omar McLeod, o qatari Mutaz Essa Barshim, os franceses Renaud Lavillenie e Kevin Mayer, os poloneses Piotr Lisek e Konrad Bukowiecki, o sul-africano Luco Manyonga, o neozelandês Tom Walsh, o alemão David Storl. Entre as mulheres, destaco as americanas Sharika Nelvis, Sandi Morris, Jenn Suhr e Brittney Reese, as alemãs Tatjana Pinto e Cindy Roleder, a holandesa Dafne Schippers, a etíope Genzebe Dibaba, a russa Maria Lasitskene, a venezuelana Yulimar Rojas, a grega Ekaterini Stefanidi, a cubana Yarisley Silva e a sérvia Ivana Spanovic.

O Brasil não estará com nenhum representante no Mundial de ciclismo de pista, mas terá 8 atletas no de atletismo indoor, 4 homens e 4 mulheres. De olho no triplista Almir dos Santos, dono da melhor marca do ano com 17,37m, no Darlan Romani, que tem 21,68 este ano no arremesso de peso, no campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz, que já fez 5,90m este ano e na Nubia Soares, que tem a 2º melhor marca pessoal no salto triplo, atrás apenas da venezuelana Rojas, campeã mundial.

O ano está só começando!!

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 2

Zebra no luge, biatlo e snowboard, um ouro histórico de Sven Kramer e uma prova espetacular no cross-country.

Cross Country

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Depois das mulheres, era a vez do skiathlon masculino de 30km, 15km no estilo clássico e 15km no estilo livre. Logo no início da prova, o norueguês Simen Hegstad Krueger caiu de maduro e derrubou com ele dois russos, Denis Spitsov e Andrey Larkov. Na primeira parcial, de menos de 1km, Krueger era o 67º e último, mas foi se recuperando e subindo aos poucos de posição. Na marca de 15km, onde os atletas trocam os esquis e os bastões, Krueger era o 14º, 15s atrás dos líderes. Enquanto isso, o pelotão na frente tinha os outros 3 noruegueses (Martin Johnsrud Sundby, Hans Christer Holund e Johannes Hoesflot Klaebo), o suíço Dario Cologna, o francês Maurice Manificat, o canadense Alex Harvey e o britânico Andrew Musgrave, entre outros.

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Simen Hegstad Krueger (NOR). Foto: FIS

Conforme o estilo livre seguia, Krueger ia alcançando os líderes e, com 24km de prova, assumia a liderança! Aos poucos ia abrindo, deixando todo mundo para trás e, com 1:16:20.0, cruzou a linha de chegada e faturou a medalha de ouro numa das recuperações mais incríveis da história olímpica. Sundby e Holund se desgarraram dos outros nos 3km finais e foram pra fechar o pódio norueguês, com Sundby na prata a 8s de Krueger e Holund bronze a 9.9. O russo Denis Spitsov, que também caiu no início, foi 4º a 12.7, Manificat 5º a 14.2 e o favorito Dario Cologna 6º a 25.1.

Biatlo

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Parecia que a prova do sprint masculino 10km seria mais limpa que a das mulheres no sábado, mas estava difícil pros atletas zerarem o tiro. 5º a largar, o austríaco Julian Eberhard errou 1 e terminou os 10km em 23:47.2 assumindo o 1º lugar. Enquanto isso, o favorito norueguês Johannes Thingnes Boe decepcionava com 3 erros deitado, acabando com suas chances de pódio. Um dos 3 atletas a zerar, o alemão Arnd Peiffer cruzou a linha de chegada em 23:38.8 para ser o novo líder.

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Krcmar, Peiffer e Windisch no pódio. Foto: IBU

Neste tempo, o francês Martin Fourcade, maior nome do esporte na atualidade, largava e também errava 3 tiros deitado. Boe ainda errou mais em pé e completou os 10km em 24:51.5, 31º no geral. Os outros seguiam errando e, quando é assim, surpresas que zeram a aprecem no pódio. E foi o que aconteceu com o checo Michal Krcmar. Com apenas um bronze na carreira, o desconhecido checo também zerou e fez um ótimo esqui para terminar com 23:43.2 e ficar com uma inacreditável medalha de prata, atrás de Peiffer. O italiano Dominik Windisch fez 23:46.5 e tirou o bronze de Eberhard. Fourcade tentou de tudo para buscar o pódio. Memso tendo que percorrer 450m a mais, chegou a ficar a apenas 18s de Peiffer, mas terminou a prova em 24:00.9 e em 8º, não atrapalhando tanto para a prova de perseguição na segunda-feira, que promete demais, já que temos 27 atletas com menos de 1min de distância, diferente do feminino.

Snowboard

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Com 4 noruegueses e 4 canadense, a final do slopestyle masculino parecia que seria desses países. Os americanos decepcionaram e só colocaram um atleta na final, o jovem Red Gerard, de 17 anos, que brilhou no finalzinho. Apenas 3 dos 12 finalistas conseguiu fazer uma descida limpa na 1ª tentativa e o neozelandês Carlos Garcia Knight liderava co 78,60.

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Parrot, Gerard e McMorris no pódio. Foto: Agence Zoom

Na 2ª passagem, o norueguês Staale Sandbech fez 81,01 e o canadense Mark McMorris, que fraturou 17 ossos há um ano num acidente, tirou 85,20 para assumir o 1º lugar. Só que na último, Gerard tirou alguns coelhos da cartola. Ele vinha de 43,33 e 46,40, mas na 3ª chance encaixou tudo e, para delírio do público, tirou 87,16. O último a descer era o canadense Max Parrot, que não tinha passado dos 50 pontos. E deu tudo certo pra ele também, mas na hora da nota, um 86,00 e o ouro foi pro americano. McMorris terminou com o bronze.

Patinação de Velocidade

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Que Sven Kramer é o cara, ninguém tem dúvida. Aos 31 anos, ele buscava ser o 1º tricampeão olímpico de uma prova masculina no esporte, nos 5.000m. Na 5ª das 11 baterias, vimos uma bela disputa entre o sul-coreano Lee Seung-Hoon e o belga Bart Swings. Lee fez 6:14.15 contra 6:14.57 de Swings e foi pro topo do ranking. Na 8ª, o neozelandês Peter Michael, bronze no último Mundial, marcou 6:14.07 e era o novo líder.

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Bloemen, Kramer e Pedersen no pódio. Foto: Getty Images

Na 9ª, o canadense (holandês de nascimento) Ted-Jan Bloemen e o norueguês Sverre Lunde Pedersen fizeram uma prova lindíssima, chegando juntos na linha de chegada, ambos com 6:11.61. Quando olhamos os milésimos, Bloemen foi apenas 0.002 mais rápido com 6:11.616 contra 6:11.618 do norueguês. Na 10ª, veio a estrela. Kramer correu demais e fez todas as volta em menos de 30s para fechar com 6:09.76, conquistar o tricampeonato e ainda bater o recorde olímpico. Foi seu 4º ouro e a 8ª medalha olímpica.

Luge

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Parecia que o alemão Felix Loch levaria o tricampeonato olímpico, repetindo o feito de Georg Hackl (1992/94/98). Parecia. Após a 3ª descida, Loch era o líder com 2:22.859 contra 2:23.051 do americano Chris Mazdzer, que fez a melhor 3ª descida (47.534 contra 47.560 de Loch). O austríaco David Gleirscher seguia surpreendendo e estava em 3º a 0.020 do americano.

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Mazdzer, Glerischer e Ludwig no pódio. Foto: FIL

Na 4ª descida, em ordem inversa, só restavam os 3. O austríaco foi o 1º e com 47.631 (3:10.702) assumiu a liderança, deixando o alemão Johannes Ludwig em 2º com 3:10.932. Mazdzer veio logo depois, mas a diferença era tão pequena dele pro austríaco que ele acabou indo 0.026 pior no acumulado e era o 2º, garantindo um inédito bronze pros EUA nesta prova. Loch fechava a competição. Vinha com boa vantagem, mas de repente ele errou na entrada de uma curva e chegou a ficar levemente de lado. Foi o suficiente para perder muito tempo, completar com apenas o 19º tempo na descida com 48.109 e, com 3:10.968, terminar na 5ª posição geral, fora do pódio. Gleirscher acabou com um ouro completamente inesperado e se tornou o 1º austríaco campeão no masculino no luge desde 1968! Ludwig ficou com o bronze e pode até tirar o lugar de Loch do revezamento daqui a alguns dias.

Esqui Freestyle

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Numa final apertadíssima do moguls feminino, nenhum grande erro. Na Final 1, a canadense campeã de Sochi Justine Dufour-Lapointe foi a melhor com 79,50 contra 78,73 da americana Jaelin Kauf. As 12 melhores avançaram para a Final 2, que começaria do zero, sem carregar resultados. Na Final 2, foi a vez da canadense Andi Naude liderar com 78,78 contra 78,28 da australiana Britteny Cox, atual campeã mundial. Kauf, que lidera a Copa do Mundo, ficou em 7º com 76,03 e fora da Final 3, assim como as outras duas americanas. Dufour-Lapointe passou em 4º com 77,48. Pouco mais de 8 pontos separaram a 1ª da 12ª.

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Na Final 3, a cazaque Yuliya Galysheva foi a 1ª a descer e fez 77,40. A jove australiana Jakara Anthony veio depois com 75,35. Dufour-Lapointe voou na prova e marcou 78,56, assumindo a liderança. A francesa Perrine Laffont não foi tão bem nos saltos, mas se recuperou nos turns e, com 78,65, ficou levemente a frente da canadense. Cox desceu muito, mas muito rápido, o melhor tempo da final, mas perdeu o controle dos moguls no logo após o 1º salto e acabou em 5º com 75,08. Restando apenas Andiu Naude, a canadense arriscou tudo no seu 1º salto, mas caiu mal e se desviou para fora da pista, não terminando a prova. Ouro pra França, seguida de Dufour-Lapointe e um bronze inédito pro Cazaquistão no esporte.

Curling

O Canadá venceu por 7-3 a Coreia do Sul e encerrou a 1ª fase com 6 vitórias em 7 jogos, perdendo apenas na estreia. A Suíça ficou em 2º com 5V, fechando com 9-8 sobre os Atletas Olímpicos da Rússia. No jogo confronto direto pela última vaga nas semifinais (Canadá, Suíça e OAR já estavam garantidos), a China venceu por 9-3 a Noruega e, na partida dos eliminados, a Finlândia fechou com sua única vitória no torneio, por 7-5 sobre os americanos.

Noruega e China ficaram empatadas e precisaram jogar novamente neste domingo para definir a última vaga. A China tinha 5-4, mas no 6º end a Noruega fez 4 pontos e virou at[e vencer por 9-7. As semifinais serão Canadá x Noruega e Suíça x OAR.

Hóquei no Gelo

Na abertura do grupo forte feminino, a Finlândia abriu 1-0 sobre as americanas, que jogavam bem melhor, mas elas logo viraram com 3-1, sendo os 2 primeiros com diferença de menos de 3min. Na outra partida, o Canadá passou bem pelas Atletas Olímpicas da Rússia com 5-0, com destaque para Rebecca Johnston, com 2 gols e uma assistência.

Patinação Artística

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Os canadenses Tessa Virtue e Scott Moir tiraram 80,51 na dança curta válida pela prova em equipes, seguidos dos irmãos americanos Maia e Alex Shibutani com 75,46 e dos russos Ekaterina Bobrova e Dmitri Soloviev com 74,76. No programa curto feminino, a russa Evgeni Medvedeva sobrou com 81,06 contra 75,10 da italiana Carolina Kostner e 71,33 da canadense Katlyn Osmond. Com isso, Canadá com 35, Rússia com 31, EUA com 29 e Itália e Japão com 26 avançaram para os programas livres. China, Alemanha, Israel, Coreia do Sul e França estão eliminados.

No programa longo dos pares, mais uma vitória do Canadá, com Meagan Duhamel e Eric Radford, que somaram 148,51 pontos contra 138,44 dos italianos Valentina Marchei e Ondrej Hotarek e 133,28 dos russos Natalia Zabiiako e Alexander Enbert. Após 5 provas, Canadá segue na frente com folga, com 45 pontos. Rússia tem 39, EUA 36, Itália 35 e Japão 32.

Outras Notícias:

– Por conta da previsão de fortes ventos, a prova de downhill masculina foi adiada para quinta-feira, dia 15, e o Super-G, que seria neste dia, passou para a sexta-feira dia 16.

– A qualificação do slopestyle feminina foi cancelada e todas as 27 atletas estão na final direta, onde farão duas descidas cada.

Quadro de Medalhas após 2 dias e 11 finais:

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Prévia Pyeongchang-2018: Hóquei no Gelo

Masculino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Canadá; Prata – Suécia; Bronze – Finlândia

Último Mundial (2017): Ouro – Suécia; Prata – Canadá; Bronze – Rússia

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Suécia vencendo o Mundial de 2017

Sem as estrelas da NHL, o hóquei no gelo perderá um pouco do seu brilho, mas segue em alto nível, sem dúvida. Sendo assim, as equipes contam com jogadores que atuam na Europa, em ligas domésticas (menos EUA) ou em equipes universitárias.

Com ou sem NHL, o Canadá tem o favoritismo. Liderados por Chris Kelly, único dos 25 jogadores que atua no país, o Canadá é o país do hóquei e busca o 3º ouro seguido nos Jogos, 10º da história e o 4º das últimas 5 Olimpíadas. São também 26 títulos mundiais, sendo os dois últimos em 2015 e 2016. Em 2017, o Canadá perdeu na final para a Suécia. Com 10 títulos mundiais, a Suécia tem também 2 ouros olímpicos, o último em Turim-2006. Conta com vários jogadores campeões mundiais em 2017 e medalhistas de prata em Sochi.

A Rússia conta apenas com jogadores que atuam no país, na KHL, e também tem tudo para chegar ao pódio, com vários jogadores que foram bronze nos dois últimos Mundiais e em mundiais Sub20. Já a equipe dos Estados Unidos tem apenas 2 que foram medalha de bronze no Mundial de 2015. Eslováquia, Finlândia e Alemanha também tem sua força, mesmo em os jogadores da NHL.

Meu Pódio: Ouro – Suécia; Prata – Canadá; Bronze – Rússia

Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Canadá; Prata – Estados Unidos; Bronze – Suíça

Último Mundial (2017): Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Finlândia

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Meghan Duggan (USA) em Sochi-2014

Mais uma vez o confronto deve ficar entre Canadá e Estados Unidos. Em 5 Olimpíadas e 18 Mundiais femininos disputados, as duas seleções fizeram 22 finais. A única vez que isso não ocorreu foi nos Jogos de Turim-2006, quando a Suécia eliminou as americanas na semifinal. São, portanto, 4 ouros olímpico seguidos pro Canadá e 1 para as americanas (apenas em Nagano-1998). Em Mundiais, são 10 títulos canadenses contra 8 das americanas. Entretanto, os Estados Unidos tem dominado os Mundiais adultos, vencendo os últimos 3 e 7 dos últimos 8. Isso tem se repetido inclusive nos Mundiais Sub18, com 7 ouros para as americanas (inclusive os 4 últimos seguidos) e 4 para as canadenses. Mas este ano, o Canadá perdeu 3 partidas no Mundial Sub18 e acabou ficando com o bronze.

Os Estados Unidos estão em uma fase melhor, mas nunca subestime a equipe feminina do Canadá. São 14 campeãs olímpicas na equipe: 8 estiveram apenas em Sochi, 5 em Sochi e em Vancouver e apenas a Meghan Agosta tem 3 ouros: Sochi, Vancouver e Turim. Entre as americanas, quase todas foram campeãs mundiais já, mas os destaques são as veteranas Meghan Duggan (2 pratas olímpicas e 7 títulos mundiais) e Kacey Bellamy (mesmas medalhas). Apenas outras 3 estivera em Vancouver e Sochi. O jogo entre as duas equipes deve pegar fogo na 1ª fase e tem tudo para ser reeditado na final.

A Finlândia esteve em todas as semifinais dos 18 mundiais femininos e tem 12 bronzes, ale’m de 2 bronzes olímpicos. A Rússia foi bronze no Mundial de 2016 e pode surpreender, assim como Suécia e Suíça, bronze em Sochi.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Canadá; Bronze – Finlândia

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 0

No dia da abertura, 3 esportes rolaram em PyeongChang. Vamos ao que aconteceu na Coreia do Sul.

Curling

Mais dois jogos para cada equipe no torneio de duplas mistas de curling.

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John Morris (CAN). Foto: WCF

Na 3ª rodada, o destaque foi para o confronto entre Estados Unidos e Suíça, única dupla que chegou invicta com 2 vitórias. Num confronto bem disputado, nenhuma dupla conseguiu fazer mais que um ponto nos ends e os irmãos americanos Rebecca e Matt Hamilton chegaram no 8º end com 4-3, mas o martelo era suíço. E, com dois erros americanos, a dupla suíça conquistou a 3ª vitória de maneira espetacular, ao fazer 6 pontos no 8º end, o máximo possível numa disputa de duplas mistas. Além dos 9-4 da Suíça, o Canadá venceu a 2ª com 10-4 na China, a Noruega passou com 8-3 pela Coreia do Sul e a dupla russa venceu por 7-5 a Finlândia.

Na 4ª rodada, a Noruega quebrou a invencibilidade suíça por 6-5. O Canadá fez 8-2 na Finlândia, com direito a 5 pontos no 6º end (Finlândia desistiu no 7º), Rússia venceu 6-5 a China no end extra e a Coreia do Sul obteve a 2ª vitória ao arrasar a dupla americana por 9-1.

Após 4 rodadas, 4 equipes lideram com 3 vitórias e a Finlândia segue como a única dupla sem vencer. Classificação após 4 jogos:Captura de Tela 2018-02-09 às 20.41.45

Patinação Artística

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Eric Radford e Meagan Duhamel (CAN). Foto: AFP

Foi bem conturbado o início da disputa por equipes da patinação, com o programa curto masculino. Foram muitas quedas e erros, mesmo numa prova com nomes fortíssimos de gente que vai brigar por medalha na disputa individual. O melhor do dia foi o japonês Shoma Uno, último a se apresentar, colocou a mão no gelo após o 1º salto, mas depois foi impecável e fez 103,25 pontos. Em 2º ficou o israelense Oleksii Bychenko com 88,49. Já o canadense tricampeão mundial Patrick Chan estava bem desconcentrado e caiu duas vezes, mas mesmo assim ficou em 3º com 81,66. O americano Nathan Chen, um dos favoritos ao ouro individual, também caiu e errou um movimento, que foi invalidado, colocando-o em 4º com 80,61. Mas a grande decepção foi do russo Mikhail Kolyada, bronze no europeu há 3 semanas, que caiu duas vezes e invalidou um elemento e foi apenas o 8º com 74,36.

No programa curto dos pares, a Rússia se recuperou com Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov, obtendo a melhor nota com 80,92 com uma apresentação quase perfeita, fazendo todos os 7 elementos com excelência. Os canadenses Meagan Duhamel e Eric Radford vieram logo atrás em 2º com 76,57 e os alemães Aliona Savchenko e Bruno Massot em 3º com 75,36, perdendo a liderança por conta de uma queda no triplo Lutz com arremesso.

Após 2 provas de programas curtos, o Canadá lidera a classificação com 17 pontos, seguido dos Estados Unidos com 14 e Japão e Rússia com 13.

Esqui Freestyle

Tivemos no Phoenix Park a 1ª qualificação da prova de Moguls, no masculino e no feminino, classificando os 10 melhores diretamente para a final. O restante ainda terá uma 2ª chance no dia da prova.

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Entre os homens, o melhor esquiador de moguls de todos os tempos, o canadense Mikaël Kingsbury, obteve a melhor pontuação com 86,07. Ele foi o 2º melhor nos turns, obteve a melhor nota dos saltos e ainda foi o mais rápido a descer a pista de 250m. Bronze em Sochi, o russo Alexandr Smyshlyaev ficou em 2º com 83,93 e o cazaque vice-líder da Copa do Mundo Dmirtiy Reiherd foi 3º com 81,23. Campeão mundial em 2017, o japonês Ikuma Horishima passou com a 5ª marca, de 80,35.

No feminino, a francês Perrine Laffont foi a melhor com 79,72. Ela foi a melhor nos turns e a mais rápida a descer. Logo após termos a canadense Andi Naude com 79,60 e a americana Morgan Schild com 77,74. Ouro em Sochi, a canadense Justine Dufour-Lapointe passou em 4º com 77,66, a forte americana Jaelin Kauf foi 5ª com 77,45  e a australiana campeã mundial Brittteny Cox foi 6ª com 76,78. Todas já na final.

Cerimônia de Abertura

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Com uma cerimônia super bonita e correta, a Coreia do Sul deu boas-vindas ao mundo e os Jogos foram declarados abertos. No desfile das nações, a Grécia, como sempre, abriu, o Brasil foi o 33º a entrar e as Coreias entraram juntas no estádio. Carregaram a abndeira da Coreia unificada o atleta de bobsled do sul Won Yun-jong e a jogadora de hóquei no gelo do norte Hwang Chung-gum.

Como era esperado, a honra de acender a pira olímpico ficou para a patinadora campeã olímpica em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014 Yuna Kim, uma das maiores celebridades esportivas do país.

Outras Notícias:

– O italiano Christof Innerhofer fez o melhor tempo na 2ª descida de treino do downhill masculino com 1:18.97, com o norueguês Kjetil Jansrud colado a apenas 0.01. O suíço Beat Feuz foi o 3º com 1:19.41

– Em mais 2 descidas de treino oficial no luge, o russo Roman Repilov foi o mais rápido em ambas com 47.954 e 47.797.

– O patinador de velocidade americano Shani Davis desabafou, reclamando que a escolha do porta-bandeira americano para a Cerimônia de Abertura foi decidida no cara ou coroa. Dono de 2 ouros e 2 pratas em Olimpíadas, ele achou desrespeitosa a forma que Erin Hamlin, do luge, foi escolhida.

– O esquiador brasileiro Michel Macedo não sente mais dores e está liberado para esquiar pelos médicos. Ele disputaria a combinada (dia 13) e o Super-G (15), mas vai focar apenas no slalom gigante (18) e no slalom (22).