Mundial Sub20 de Atletismo – Parte 1

Após 3 dias de disputas na cidade finlandesa de Tampere, duas situações se destacam. A primeira é o sucesso asiático na competição e a outra é o fracasso norte-americano.

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Lalu Muhammad Zohri. Foto: IAAF

Talvez a grande surpresa tenha sido a vitória do indonésio Lalu Muhammad Zohri nos 100m masculino, com 10.18, deixando os americanos favoritos Anthony Schwartz (que tinha 10.09 esse ano) e Eric Harrison para trás, prata e bronze respectivamente, ambos com 10.22. Já o Japão quase levou 3 ouros em menos de uma hora, na quarta-feira. Nozomi Tanaka venceu os 3.000m feminino com 8:54.01, Yuki Hashioka levou o salto em distância masculino com 8,03m e Tomaka Kuwazoe ficou com a prata no dardo feminino com 55,66m, perdendo o ouro por apenas 29cm, para a ucraniana Alina Shukh, com 55,95m. A 4ª vitória asiática veio com a indiana Hima Das, que levou os 400m feminino com 51.46.

As equipes africanas também vem bem, com 5 ouros até o momento. O Quênia tem 3 ouros: George Manangoi nos 1.500m masculino com 3:41.71, Rhonex Kipruto nos 10.000m masculino com 27:21.08 e Beatrice Chebet nos 5.000m feminino com 15:30.77. A etíope Deribe Welteji venceu os 800m feminino com o ótimo tempo de 1:59.75 e o sul-africano Kyle Blignaut levou o arremesso de peso com 22,07m.

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Briana Williams. Foto: IAAF

Até agora os americanos tem 5 medalhas, 2 pratas e 3 bronzes. Nos 100m feminino, a americana Twanisha Terry vinha de uma ótima semifinal com 11.03, recorde do campeonato, mas foi derrotada na decisão pela jamaicana Briana Williams, com 11.16, contra 11.19 de Terry. Nos 110m com barreiras, dobradinha jamaicana com Damion Thomas no ouro com 13.18. Os americanos também acumularam resultados muito ruins nos 400m com barreiras e em outras provas de velocidade, que ainda não tiveram a final. Vários favoritos ficaram de fora das decisões.

O australiano Ashley Moloney fez uma excelente prova no decatlo, somando 8190 pontos, recorde do campeonato, batendo suas marcas pessoais em 8 das 10 provas. A neozelandesa Madison-Lee Wesche faturou o arremesso de peso na última tentativa, com 17,09m, deixando chinesa e holandesa, que tinham ambas 17,05m, com a prata e o bronze. No salto com vara, a checa Amalie Svabikova sobrou numa bela prova com 4,51m e Alexandra Emilianov, da Moldova, confirmou o favoritismo para vencer o lançamento de disco com 57,89m.

Os brasileiros vem fazendo um mundial razoável, com boa parte avançando de fase. A melhor marca até agora foi de Lorraine Martins, que terminou em 6º na final dos 100m com 11.48, ficando a apenas 0.01 do seu PB. Valquiria Meurer foi 9ª na final do lançamento de disco com 49,03m e Fabielle Ferreira 10ª no lançamento de dardo com 50,05m. Foram ainda outras 6 semifinais: Alison dos Santos, Cheyenne da Silva e Marlene Santos nos 400m com barreiras, Bruno Silva, Tiffani Silva e Giovana dos Santos nos 400m. Alison, Bruno a Giovana fizeram parte do revezamento 4x400m misto do Brasil que foi ouro no Mundial Sub18 em 2017.

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Mundial de BMX – Resumo

Em Baku, no Azerbaijão, Anderson Ezequiel surpreendeu muitos favoritos e conquistou a 1ª medalha da história do Brasil em um Mundial de Ciclismo nas categorias olímpicas!

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Foto: UCI

Devido aos fortes ventos, as rodadas de classificação foram adiadas da sexta para o sábado, que teve uma longa sessão. Na 1ª rodada masculina, onde cada grupo faz 3 baterias, Anderson passou em 2º no Grupo 8 atrás do australiano Kai Sakakibara e Renato Rezende foi 4º no Grupo 2, também avançando. Nas 8as, Anderson ficou apenas em 4º na sua prova, mas avançou. Já Renato foi 5º e ficou de fora das 4as por apenas 0.019. Nas 4as, Anderson foi 3º na sua bateria e passou pra semi.

Na semifinal, Anderson não largou bem, mas fez duas curvas espetaculares e foi se recuperando até chegar em 3º, atrás do suíço David Graf e do holandês Dave van der Burg. Na grande final, mais uma vez Anderson ficou um pouco pra trás na largada, em 7º, fez mais uma excelente primeira curva por dentro e subiu pra 6º. Na segunda curva, novamente ele estava por dentro e viu van der Berg cair e levar o Graf e o britânico Kyle Evans pro chão, e assumiu o 3º lugar atrás de dois franceses até cruzar em 3º para o bronze. Lá na frente, Sylvain André derrotou Joris Daudet, campeão mundial em 2016, no photo finish, por apenas 0.006.

Na prova feminina, as 3 brasileiras passaram pela classificatória: Julia Alves dos Santos, Priscilla Carnaval e Paola Reis Santos, finalista ano passado na categoria júnior. Nas 4as, as 3 tiveram largadas ruins e apenas Julia passou para a semi, ficando em 4º na sua bateria. Na semifinal, foi jogada pra fora da pista logo na 1ª curva e não avançou. Na decisão, o domínio foi total das holandesas, que fecharam o pódio. Bronze em Londres-2012, Laura Smulders ficou com o ouro, sua irmã Merel Smulders ficou com a prata e Judy Baauw completou o pódio. A americana Alise Willoughby (antes Alise Post), que defendia o título, caiu e foi a 7ª na final.

O próximo Mundial de BMX será em 2019 na cidade belga de Heusden-Zolder.

Mundial de Ciclismo de Pista – Final

Quarta medalha de Kirsten Wild para fechar o 1º Mundial de esporte olímpico de 2018.

Keirin Feminina

Na 1ª rodada, a principal surpresa foi a eliminação da russa Daria Shmeleva por uma ultrapassagem irregular, mas ela venceu sua bateria de repescagem e passou pra semifinal. Na semi, a alemã Kristina Vogel venceu sua bateria e seguia forte rumo ao seu 12º título mundial, para bater a marca de Anna Meares, que ela havia igualado na sexta-feira. A holandesa Laurine van Riessen venceu a outra semi. Na decisão, Vogel e as duas holandesas ficaram pra trás e o título ficou com a belga Nicky Degrendele, bronze na edição do ano passado. Lee Wai Sze, de Hong Kong, foi prata e a veterana lituana Simona Krupeckaite foi bronze, levando sua 13ª medalha em Mundiais de pista.

Madison Masculina

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Roger Kluge e Theo Reinhardt (GER). Foto: UCI

Tradicionalmente, a Madison masculina encerra o Mundial, na prova mais longa da pista, com 200 voltas. Quatro duplas conseguiram dar uma volta no resto, conseguindo 20 pontos a mais. Entre elas, os alemães Roger Kluge e Theo Reinhardt, que também venceram 5 dos 20 sprints para somar 53 pontos e ficar com o ouro, o 1º da Alemanha na prova desde 2000. Os espanhóis Albert Barcelo e Sebastián Mora somaram 45 pontos para levar a prata e os australianos Cameron Meyer e Callum Scotson foram bronze com 37. Os britânicos Oliver Wood e Mark Stewart acabaram em 4º com 36, pontuando em 12 sprints, mesmo com uma volta atrás das outras 3 duplas.

Outras Provas

A Holanda fechou com mais dois ouros no último dia. No 1km contrarrelógio masculino, Jeffrey Hoogland foi o melhor na quali com 59.517 e na final com 59.459. O australiano Matthew Glaetzer ficou com a prata com 59.745 e o holandês Theo Bos fechou o pódio com 59.955. Apenas os 3 conseguiram baixar de 1min na prova, conseguindo o feito tanto na quali como na final.

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Kirsten Wild, o nome do Mundial, após vencer a corrida por pontos. Foto: UCI

Kirsten Wild foi o nome do Mundial. A holandesa venceu seu 3º ouro e 4ª medalha em casa ao faturar a corrida por pontos feminina. Ela venceu 5 dos 12 sprints e ainda colocou uma volta no pelotão, junto com outras 8 ciclistas, e somou 49 pontos pra ficar com o ouro. A americana Jennifer Valente se recuperou da péssima prova por pontos da Omnium e foi prata com 43 e a canadense Jasmin Duehring foi bronze com 30. Campeã em 2017, a britânica Elinor Barker fez apenas 7 pontos e terminou em 12º.

Em casa, a Holanda fez uma grande apresentação, vencendo 5 ouros, 5 pratas e 2 bronzes, sendo 2 ouros e 2 pratas em provas olímpicas, com destaque para Kirsten Wild, ouro na scratch, na por pontos, na Omnium e prata na Madison. A Alemanha saiu com 4 ouros e 2 bronzes, sendo 3 ouros em provas olímpicas: sprint e sprint por equipes feminino e Madison masculina. Ao todo 20 países medalharam. Em uma fase de transição e sem alguns dos principais nomes, a Grã-Bretanha saiu com 2-3-1, sendo 2-3-0 em provas olímpicas. Alguns dos maiores ciclistas britânicos deram espaço para outros. Jason Kenny, por exemplo, só disputou o sprint por equipes, e sua esposa Laura Kenny só a perseguição por equipes. O próximo Mundial será em 2019 em Pruszkow, na Polônia, e já deve começar a dar vagas olímpicas para Tóquio.

Mundial de Atletismo Indoor – Final

Para encerrar o Mundial, 8 belas finais e um recorde mundial para fechar com chave de ouro.

Pista

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Andrew Pozz (GBR) comemorando o título nos 60m com barreiras. Foto: IAAF

O britânico Andrew Pozzi fez o melhor tempo nas semifinais dos 60m com barreiras, marcando 7.46, seguido do cipriota Milan Trajkovic com 7.51, recorde nacional indoor. O brasileiro Guilherme Constantino ficou em 4º na sua semi com 7.61 e pegou a última vaga por tempo para a decisão. Na final, Trajkovic queimou a largada e foi desclassificado. Na prova, Pozzi ficou lado a lado com o americano Jarret Eaton e o britânico fechou com o ouro com 7.46 contra 7.47 de Eaton. O francês Aurel Manga completou o pódio com 7.54. O brasileiro terminou na ótima 6ª posição com 7.71.

Nos 3.000m masculino, dobradinha etíope com Yomif Kejelcha vencendo com 8:14.41 e Selemon Barega com 8:15.59. O queniano Bethwell Birgen foi bronze com 8:15.70, prevenindo um pódio todo etíope por apenas 0.06. Bronze no Rio-2016 nos 5.000m, Hagos Gebrhiwet acabou em 4º com 8:15.76.

Prata no Rio, Francine Niyonsaba, de Burundi, venceu os 800m feminino com 1:58.31, melhor marca do mundo este ano, para selar o bicampeonato mundial indoor da prova. Com a prata a americana Ajeé Wilson fez 1:58.99 e a britânica Shelayna Oskan-Clarke foi bronze com 1:59.81. Nos 1.500m masculino, o título ficou com o etíope Samuel Tefera com 3:58.19, numa prova muito lenta, mas muito disputada. O polonês Marcin Lewandowski ficou em 2º com 3:58.39 e o marroquino Abdelaati Iguider bronze com 3:58.43. Os 7 primeiros chegaram juntos, com uma diferença de apenas 0.73!

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Revezamento 4x400m masculino polonês com o WR. Foto: IAAF

A equipe dos Estados Unidos sobrou para vencer o revezamento 4x400m feminino com 3:23.85, recorde do campeonato. Polônia com 3:26.09 e Grã-Bretanha com 3:29.38 completaram o pódio. Na última prova de pista do Mundial, o 4x400m masculino, uma grande disputa entre EUA e Polônia. Os americanos lideraram por toda a prova, mas no final Jakub Krzewina ultrapassou Vernon Norwood para dar o ouro pra Polônia com 3:01.77, novo recorde mundial por apenas 0.19! O recorde havia sido batido há menos de um mês por uma equipe americana com 3:01.96. No Mundial, os EUA fizeram 3:01.97 pra levar a prata. A disputa do bronze foi pro photo finish e a Bélgica comandada pelos 3 irmãos Borlée fez 3:02.51 contra 3:02.52 de Trinidad & Tobago.

Campo

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Renaud Lavillenie (FRA). Foto: IAAFG

Oito atletas chegaram pra disputa do salto com vara masculino com mais de 5,85m este ano! Numa longuíssima final, a vitória acabou com o grande francês Renaud Lavillenie, o que adora os brasileiros. Ele chegou com uma prova perfeita em 5,90m ao lado de outros 6 atletas que vinham tendo mais dificuldade nos saltos. Lavillenie passou na 2ª tentativa, forçando o americano Sam Kendricks a ir para 5,95m com apenas uma chance, que não foi bem-sucedida, dando o 3º ouro ao francês em mundiais indoor e a prata ao americano. O polonês Piotr Lisek foi o único outra a passar de 5,85m, mas queimou as 3 em 5,90m e ficou com o bronze. O brasileiro Thiago Braz pra variar não fez uma boa prova em Mundiais. Precisou dos 3 saltos para passar por 5,60m, não salto em 5,70m e foi direto para 5,80m, errando as 3 e terminando em 12º.

Bronze no Rio, a sérvia Ivana Spanovic abriu a final do salto em distância feminino com 6,89m, mas viu as americanas Quanesha Burks e Brittney Reese ameaçarem-na com 6,81m e 6,76m respectivamente. No 2º salto, a alemã Sosthene Moguenara-Taroum marcou 6,85m e foi pro 2º lugar. Reese melhorou para 6,77m e, no 4º salto, fez 6,89m para empatar com a sérvia, mas ficar na frente pelos critérios de desempate. Logo em seguida, Spanovic saltou 6,96m para selar o ouro e não perdê-lo mais. Rees acabou com a prata e Moguenara-Taroum com o bronze.

Após 26 finais, os EUA ficaram na frente no quadro de medalhas com 18 medalhas, sendo 6 ouros, 10 pratas e 2 bronzes. A Etiópia com 4-1-0 veio em seguido. Polônia 2-2-1, Grã-Bretanha 2-1-4, Atletas Neutros (Rússia) 2-1-0 e França 2-0-1 foram os outros a vencerem mais de 1 ouro. Ao todo, 14 países ficaram com um ouro e 33 medalharam.

Foi um bom Mundial pro Brasil, com a bela prata de Almir dos Santos no salto triplo, o 4º lugar de Darlan Romani no peso e o 6º de Gabriel Constantino nos 60m com barreiras. O próximo Mundial indoor será em 2020 em Nanjing, na China.

Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 4

Dois recordes mundiais e 5 finais no sábado em Apeldoorn.

Omnium Masculina

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Szymon Sajnok (POL). Foto: UCI

O holandês Jan van Schip venceu a scratch na abertura da Omnium masculina enquanto o português Ivo Oliveira venceu a tempo race, embolando a classificação. Mas na corrida de eliminação, o português foi o 2º eliminado, enquanto o polonês Szymon Sajnok venceu a prova, seguido de van Schip. Sajnok e o italiano Simone Consonni chegaram na frente pra corrida por pontos com 98 cada, seguido de van Schip com 92. O português estava em 8º com 63. Na prova final, Oliveira conseguiu dar uma volta no pelotão e venceu dois sprints, mas não foi suficiente. Sajnok fez mais 13 pontos para ficar com o ouro com 111 com van Schip bem perto, fechando com 107 e Consonni com 104 ficou com o bronze. Oliveira terminou em 4º com 94.

Sprint Masculino

Os favoritos venceram as disputas de 4as e passaram para a semi: o alemão Maximilian Levy, o australiano Matthew Glaetzer, o francês Sebastien Vigier e o britânico Jack Carlin. Nas semis, Carlin eliminou Levy por 2-0 e Glaetzer passou pelo mesmo placar por Vigier. Na final, o australiano venceu duas sobre Carlin com 0.045 e 0.098 de vantagem para ficar com o ouro, o 1º de um australiano desde 2002. Vigier venceu Levy por 0.023 e 0.090 para ficar com o bronze.

Madison Feminina

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Katie Archibald e Emily Nelson (GBR)> Foto: UCI

Agora com status de prova olímpica, a Madison feminina foi completamente dominada pela dupla britânica de Katie Archibald e Emily Nelson. Elas pontuaram em 11 dos 12 sprints, vencendo 8 para ficarem com o ouro com 50 pontos no total. Pontuando em todos os 12 sprints, as holandesas Kirsten Wild e Amy Pieters somaram apenas 35 pontos pra levar a prata e as italianas Letizia Paternoster e Maria Giulia Confalonieri foram bronze com 20 pontos. 13 das 17 duplas perderam volta para as líderes.

Outras Provas

A americana Chloe Dygert deu um show na perseguição individual feminina. Campeã em 2017, Dygert fez 3:20.072 na qualificação batendo o recorde mundial que era da Sarah Hammer por mais de 2s. A 2ª colocada na quali foi a holandesa Annemiek van Vleuten, atual campeã mundial na prova de estrada contrarrelógio, com distantes 3:29.319. Na decisão, Dygert voou mais uma vez, batendo novamente o WR por apenas 0.012! Ela venceu com 3:20.060, ultrapassando van Vleuten na última volta. A americana Kelly Catlin foi bronze com 3:34.658 contra 3:35.920 da alemã Lisa Brennauer.

A russa Daria Shmeleva fez o melhor tempo na quali dos 500m contrarrelógio com 33.239, seguida da alemã Miriam Welte com 33.416. Mas na final, Welte melhorou em quase 3 décimos para ficar com o ouro com 33.150 contra 33.237 de Shmeleva, que quase repetiu o tempo da quali. A holandesa Elis Ligtlee foi bronze com 33.484, apenas 0.003 mais rápida qua a alemã Pauline Grabosch.

Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 3

Mais 4 finais e mais medalhas holandesas na sexta-feira.

Omnium Feminina

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Kirsten Wild (NED) após vencer a Omnium. Foto: UCI

A holandesa Kirsten Wild fez uma espetacular prova em casa da Omnium, que desde o ano passado tem 4 provas e não mais 6. Prata no Mundial de 2017, Wild venceu a scratch na abertura, mas ficou em 5º lugar na tempo race, uma espécie de corrida por pontos onde se pontua a cada volta e que foi vencida pela britânica Elinor Barker. Na corrida de eliminação Wild venceu novamente e chegou pra corrida por pontos com 112 pontos, seguida da italiana Elisa Balsamo com 100 e da americana Jennifer Valente e de Barker com 96. Na prova final, Wild apenas controlou a liderança, fazendo apenas 9 pontos nos sprints para ficar com o ouro com 121. Balsamo, Valente e Barker fizeram uma prova ruim e a dinamarquesa Amalie Dideriksen e a neozelandesa Rushlee Buchanan aproveitaram. Dideriksen deu uma volta no pelotão e ainda venceu dois sprints, somando 30 pontos e terminando com a prata com 112. Buchanan conseguiu dar 2 votlas voltas no pelotão e, com mais 12 pontos de sprint, adicionou 52 e, com 106 no total, ficou com o bronze contra 105 de Balsamo.

Sprint Feminino

Foi uma vitória histórica de Kristina Vogel. Na semifinal, a alemã venceu a sua compatriota, a jovem Pauline Grabosch, por 2-0 e marcou o encontro na decisão com a australiana Stephanie Morton, que passou por Lee Wai Sze, de Hong Kong. Detalhe que no 1º confronto da semi, Morton e Lee fizeram o mesmo tempo, mas Morton ganhou por um fio de cabelo. Na decisão, Vogel abriu 1-0 por 0.059, mas Morton empatou por 0.161. Na decisiva, Vogel fechou com 0.105 de vantagem para levar seu histórico 11º título mundial, igualando o feito da australiana já aposentada Anna Meares. Grabosch fez 2-0 na atleta de Hong Kong e ficou com o bronze.

Outras Provas

O português Ivo Oliveira foi o melhor na qualificação da perseguição individual com 4:12.365 seguido do italiano Filippo Ganna com 4:13.622, que chegava a sua 3ª final mundial seguida. Na decisão, Oliveira liderou desde o início até a parcial de 3.000m, quando Ganna forçou pra assumir a liderança e fechar com 4:13.607 contra 4:15.428 do português. Na disputa do bronze, vitória do russo Alexander Evtushenko com 4:13.786 contra 4:15.930 do britânico Charlie Tanfield.

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Cameron Meyer (AUS). Foto: UCI

Na corrida por pontos, o australiano Cameron Meyer faturou o bicampeonato da prova com 70 pontos no total. Ele e outros 4 ciclistas deram 2 voltas no pelotão. Outros 6 atletas conseguiram dar 1. Além disso, Meyer venceu 5 dos 16 sprints para confirmar o ouro. O holandês Jan Willem van Schip deu apenas 1 volta, mas somou 32 pontos no total, incluindo os 10 da volta final para ficar com a prata. O britânico Mark Stewart foi bronze com 49 pontos.

Na qualificação do sprint masculino, o holandês Jeffrey Hoogland fez o melhor tempo com 9.674 seguido do australiano Matthew Glaetzer com 9.677 e do francês Sebastien Vigier com 9.701. Campeão da Keirin, o colombiano Fabian Puerta perdeu na 1ª rodada do sprint, sendo relegado por ultrapassagem ilegal. Nas 8as, Hoogland perdeu para o alemão Maximilian Levy.

Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

Pista

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.