Mundial de Handebol Feminino – Dias 3 e 4

Favoritas Rússia e Noruega seguem invictas e o Brasil continua patinando bem abaixo do que estávamos acostumados.

Grupo A

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Foto: IHF

A Romênia é a única invicta do forte grupo A, com 4 times europeus. Bronze no último Mundial, a equipe foi apenas 9ª nos Jogos do Rio. Depois de uma estreia tranquila sobre o Paraguai, venceu 31-28 a Eslovênia e fez um duríssimo jogo contra a Espanha, vencendo por 19-17, sendo 8 gols de Cristina Neagu, que joga na supercampeã equipe do CSM Bucareste. No jogo contra as eslovenas, Neagu fez 11 gols! Depois de perder na estreia pra Eslovênia, a França passou com 26-19 pela Angola de Morten Soubak e de fáceis 35-13 pelo Paraguai. A Espanha fez 32-15 no Paraguai e a Eslovênia venceu 32-25 Angola.

Classificação após 3 jogos: 1) ROU (6 Pts, 3V-OE-OD, Saldo +17); 2) FRA (4; 2-0-1; +28); 3) ESP (4; 2-0-1; +19); 4) SLO (4; 2-0-1; +5); 5) ANG (0; 0-0-3; -18); 6) PAR (0; 0-0-3; -51)

Grupo B

Já neste grupo quem passeia é a Noruega. A eterna favorita venceu mais duas com 36-21 na Argentina e 35-20 na Polônia. A República Checa segue como supresa do grupo (que tem 5 equipes europeias) e tem o 2º lugar no momento. Elas venceram 29-25 a forte Polônia, mas perderam 36-32 pra Suécia na terça-feira. No domingo, as suecas já haviam vencido 25-22 a Hungria, que nesta terça massacrou a Argentina por 33-15. O grupo deve ficar bem embolado até o final da fase.

Classificação após 3 jogos: 1) NOR (6; 3-0-0; +38); 2) CZE (4; 2-0-1; +6); 3) SWE (4; 2-0-1; +4); 4) HUN (2; 1-0-2; +7); 5) POL (2; 1-0-2; -16); 6) ARG (0; 0-0-3; -39)

Grupo C

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Rússia atacando contra o Brasil. Foto: IHF

Tá difícil pro Brasil. Depois de sofrer pra empatar com o Japão na estreia, a seleção ficou atrás do placar contra a Tunísia por praticamente todo o jogo. Faltando menos de 10min pro fim do jogo que veio a virada. O Brasil perdia de 20-15 e virou pra 22-21, graças novamente às goleiras Babi e Mayssa e às finalizações de Duda (5 gols) e Ana Paula (7). Já nesta terça, o Brasil não conseguiu ameaçar a campeã olímpica Rússia. As russas fizeram abriram 8-2 rapidamente e o Brasil até que encostou com 9-6, mas o 1º tempo acabou 14-7. Na 2ª metade foi só manter o ritmo e vencer por 24-16. Agora o Brasil tem pela frente Dinamarca e Montenegro precisando vencer um jogo.

O que complicou para o Brasil foi a vitória surpreendente do Japão de 29-28 sobre Montenegro. A Rússia seguiu invicta pois tinha vencido na 2ª rodada 28-24 as montenegrinas. Ainda pelo grupo tivemos duas vitórias dinamarquesas por 32-18 no Japão e 37-19 na Tunísia.

Classificação após 3 jogos: 1) RUS (6; 3-0-0; +32); 2) DEN (4; 2-0-1; +25); 3) BRA (3; 1-1-1; -7); 4) JPN (3; 1-1-1; -13); 5) MNE (2; 1-0-2; +2); 6) TUN (0; 0-0-3; -39)

Grupo D

As donas da casa venceram a 2ª partida com 23-18 sobre a Coreia do Sul, mas na terça-feira sofreu o empate de 22-22 com a Sérvia, que empatou no último segundo com Dragana Cvijic. Na rodada anterior, a Sérvia havia vencido Camarões por 34-21. Quem começou a aparecer após perder na estreia foi a Holanda, com 2 vitórias: 40-15 na China e 29-22 em Camarões. No duelo asiático, as coreanas venceram as chinesas, o saco de pancadas deste Mundial, por enquanto, por 31-19.

Classificação após 3 jogos: 1) SRB (5; 2-1-0; +33); 2) GER (5; 2-1-0; +18); 3) KOR (4; 2-0-1; +9); 4) NED (4; 2-0-1; +30); 5) CMR (0; 0-0-3; -33); 6) CHN (0; 0-0-3; -57)

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Mundial de Handebol Feminino – Dias 1 e 2

Começou nesta sexta-feira o Mundial de handebol feminino na Alemanha com as donas da casa recebendo a fraca equipe de Camarões na Arena de Leipzig e seguiu no sábado com outros 11 jogos.

Grupo A

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Na cidade de Trier, no oeste alemão, o grupo A começou com a Romênia passando fácil pelo Paraguai com 29-17. Mas a grande surpresa ficou com a Eslovênia, que não tem história no handebol feminino, ao vencer as atuais vice-campeãs olímpicas, a forte seleção da França. Com 9 gols de Ana Gros, as eslovenas abriram logo no início 6-1 e mantiveram até o final a vantagem. No final, as francesas conseguiram encostar, mas a vitória ficou a Eslovênia com 24-23. Fechando o grupo, a sempre perigosa Espanha venceu Angola, novo time de Morten Soubak, por 28-24.

Grupo B

Maior potência do handebol feminino, a Noruega é a atual campeã mundial e segue forte rumo ao tetra. Lideradas pela veterana Heidi Loke, a Noruega massacrou a forte Hungria no 1º tempo com 21-11 até vencer com 30-22, com 7 gols de Nora Mork. A Polônia largou na frente ao vencer a Suécia por 33-30 e a República Checa passou com 28-22 pela Argentina, que não terá vida fácil num grupo com 5 seleções europeias.

Grupo C

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Jogando longe de seu melhor, com problemas na defesa e um novo técnico, a equipe brasileira sofreu para empatar com o inexpressivo Japão. As japonesas abriram inacreditáveis 15-8 no 1º tempo antes do Brasil diminuir e ir pro intervalo atrás por 15-12. O 2º tempo foi de recuperação e o Brasil dependia da sua grande goleira Babi e do brilho de Duda e Ana Paula, que marcou 11 gols. Em nenhum momento da partida o Brasil, que ainda teve que lidar com uma arbitragem duvidosa, ficou a frente do placar. Quando empatamos em 28-28, o Brasil chegou a fazer o 29ª, mas o tempo acabou quando a bola estava no ar, na direção do gol, mas o tento foi invalidado.

Atuais campeãs olímpicas, a Rússia massacrou a Tunísia por 36-16 enquanto Montenegro surpreendia a Dinamarca com 31-24, numa brilhante atuação de Jovanka Radicevic com 12 gols, artilheira da rodada.

Grupo D

Em casa, a Alemanha, que busca o 2º título mundial (o 1º foi em 1993), passou fácil na abertura por Camarões com tranquilos 28-15 no jogo único da sexta-feira. No sábado, em Leipzig, foi a vez da Sérvia massacrar a China por 43-23, repetindo a vantagem de 20 gols que a Rússia fez no Grupo C. Fechando a rodada, a Coreia do Sul derrotou por 24-22 a sensação Holanda, atual vica-campeã mundial e europeia e 4ª no Rio-2016.

Mundial de Ginástica de Trampolim – Dias 1 e 2

A capital búlgara Sófia recebe o Mundial de trampolim acrobático que conta este ano com também com as provas por equipe. Nos dois primeiros dias, tivemos as qualificatórias das provas individuais e as primeiras finais por equipe.

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Rafael Andrade. Foto: FIG

Na preliminar do trampolim masculino, o russo Dmitrii Ushakov somou 115,260 após as 2 rotinas e fechou em 1º lugar, seguido de 3 chineses: Gao Lei (bronze no Rio-2016) com 114,570, o campeão olímpico de Londres-2012 Dong Dong com 113,545 e Tu Xiao com 113,250. Campeão olímpico em 2016, o bielorrusso Uladzislau Hancharou ficou em 5º com 113,070. Os 24 primeiros (com no máximo 3 por país) avançaram para a semifinal neste domingo, antes da final. Rafael Andrade, que disputou os Jogos do Rio, terminou em 55º com 102,315 entre 85 atletas. Carlos Pala não disputou a 2ª passagem e ficou sem classificação.

Entre as mulheres, dobradinha chinesa com Liu Lingling com 104,980 e Zhu Xueying com 104,975, seguidas da bielorrussa Tatsiana Piatrenia, 5ª no Rio-2016, e da britânica Kat Driscoll, 6ª no Rio, com 103,585. Nenhuma medalhista olímpica disputa este Mundial. A grande ausência é a canadense Rosie MacLennan, bicampeã olímpica. Daienne Lima foi a melhor brasileira e ficou fora da semifinal por muito pouco. Ela somou 98,945 e terminou em 28º no geral, ficando como 3ª reserva para a semi e 27ª se considerarmos no máximo 3 por país. Alice Gomes foi 38ª com 97,640, Lorrane Sampaio 45ª com 94,865 e Camilla Gomes foi 56ª com 71,995 entre 66 atletas. Por equipes, o Brasil terminou em 10º entre 14.

Camilla e Lorrane também disputaram a quali do trampolim sincronizada, terminando em 20º com 73,650, longe da final. As chinesas Zhong Xingping e Zhu Xueying lideraram com 91,600. No masculino, Hancharou e Aleh Rabtsau fizeram a melhor apresentação no sincronizado com 94,200. Na quali do tumbling, a chinesa Jia Fangfang foi a melhor com 73,000 e o russo Maxim Shlyakin liderou com 76,400. No mini trampolim duplo, Rússia na frente com Mikhail Zalomin no masculino com 76,200 e Polina Trioanova no feminino com 69,900. Nenhum brasileiro disputou as outras provas.

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Equipe chinesa ouro no trampolim masculino

Na sexta ainda tivemos as 4 primeiras finais por equipe, com a China levando 3 ouros. Dong Dong, Tu Xiao e Gao Lei lideraram no trampolim com 181,920, pouquíssimo a frente da Rússia com 181,625. No feminino, a China venceu com 167,495 contra 166,125 da Bielorrússia. A China ainda levou o tumbling feminino cm 103,400 contra 99,900 da Grã-Bretanha e a Rússia faturou o mini duplo masculino com 114,600 contra 109,900 da equipe americana.

Mundial de Tiro com Arco – Dias 1 e 2

Bem menor que a edição pré-olímpica de 2015, a Cidade do México recebe esta semana a 49ª edição do Mundial de tiro com arco com 373 arqueiros de 58 países (contra 623 de 96 países há dois anos).

Qualificação

Campeão olímpico em Londres-212, o sul-coreano Oh Jin-hyek e o australiano Ryan Tyack começaram muito bem o quali com 341 seguidos de perto do jovem holandês Sjef van den Berg com 340, mas na 2ª metade, van den Berg foi pra liderança e fechou na frente com 676 contra 674 do sul-coreano Im Dong Hyun. Pontuações baixas neste Mundial, culpa dos ventos instáveis que trocavam de direção a todo momento na tarde de segunda-feira na Cidade do México. O italiano Mauro Nespoli foi 3º com 672, seguido do recordista mundial Kim Woojin também com 672 e de Oh Jin Hyek com 670. Entre os brasileiros, Marcus D’Almeida foi 27º com 655, Marcelo Costa 91º com 624 e Marcus Vinícius Porto 100º com 614, todos avançando pro mata-mata. Marcleo vinha muito bem com 326 no 1º round, mas despencou no 2º com 298 caindo de 42º para 100º. Por equipes, a Coreia do Sul largou na frente com 2.016, seguida de Japão com 1.970 e Holanda com 1.967. O Brasil ficou em 23º com 1.893 fora dos combates por equipe.

Na terça de manha, entre as mulheres, show, claro, das sul-coreanas. Kang Chae Yong fechou na frente com ótimos 684, a apenas 3 pontos do recorde mundial. Campeã olímpica no Rio, Chang Hye Jin ficou colada em 2º com 683 e Choi Misun foi 4ª com 671, colocando as 3 coreanas entre as top4. A taiwanesa Tan Ya-Ting ficou no meio em 3º com 680. Nenhuma brasileira conseguiu o índice pro Mundial. Por equipes, a Coreia do Sul ficou em 1] disparada com 2.038 (bem acima da pontuação masculina, diga-se de passagem), seguida de Taiwan com 1.991 e México com 1.969. Nas duplas mistas, Coreia do Sul com 1358 seguida de Taiwan com 1342 e Alemanha com 1327.

Na quali do arco composto, o dinamarquês favorito Stephan Hansen largou na frente com 712 com o sul-coreano Kim Jongho com 711. Roberval dos Santos foi 56º com 692, Luccas Abreu 69º com 688 e Maximiliano Favoreto 92º com 671. Por equipes, França na frente com 2117 e o Brasil foi 23º com 2051, fora do mata-mata. No feminino, a mexicana Linda Ochoa-Anderson ficou na liderança com 701 enquanto a colombiana eterna favorita Sara Lopez fez apenas a 12ª marca com 693. A brasileira Jane Karla Gogelterminou em 57º com 670. A Coreia do Sul liderou por equipes no feminino com 2077 e a Dinamarca ficou na frente nas mistas com 1411.

Equipes

Na terça já tivemos os combates por equipe do arco recurvo.

No feminino, as coreanas estão impossíveis. As favoritas venceram os 3 combates sem perder um único set. Despacharam por 6-0 Colômbia (58-47, 56-50, 57-44), Geórgia (53-49, 56-51, 57-55) e China (58-54, 58-55, 53-52) e chegam pela 17ª a final por equipes, rumo ao 13º título. Na decisão, elas enfrentarão as donas da casa. As mexicanas venceram 5-1 a Turquia, depois 6-0 na Rússia, bronze no Rio-2016, e despacharam na semifinal a fortíssima equipe de Taiwan, vice olímpica, com um perfeito 30-25 nas flechas de desempate. China e Taiwan brigam pelo bronze.

No masculino, a Coreia também tem a melhor equipe no papel. Eles venceram por 6-2 a Espanha, depois fizeram 5-1 na Malásia, mas na semifinal, caíram para a excelente equipe italiana. A disputa foi para as flechas de desempate e houve um empate novamente com 27-27 (parciais de 10-9-8 para ambas), mas a Itália conseguiu o 10 mais próximo e venceu. Na final, farão a primeira decisão europeia por equipes de um Mundial desde 1958! Com o vice olímpico Jean-Charles Valladont na equipe, a França eliminou na estreia no desempate 30-29 o Japão, depois passou por 5-1 na Alemanaha e 5-4 (29-27 no desempate) pela surpresa Canadá. Os canadenses, aliás, tiraram na estreia ninguém menos que a excelente equipe da Holanda, também no desempate, por 28*-28, e eliminaram nas 4as a surpresa do ano na Copa do Mundo, o Cazaquistão.

As finais serão no domingo.

Mundial de Ginástica Artística – Aparelhos I

No primeiro dia de finais por aparelhos, os 5 campeões mundiais de 2015 mantiveram a escrita e faturaram o bicampeonato.

ART WCh Montreal/CAN:

Pódio do solo masculino

Kenzo Shirai nem tomou conhecimento dos adversários na final do solo e levou o 3º ouro da carreira na prova em Mundiais. Com uma nota de dificuldade impressionante de 7,200, o japonês somou 15,633, abaixo do 15,766 da quali e do 15,733 na final do individual geral, mas levou o ouro com grande tranquilidade. Ele mostrou anda menos que 3 novos movimentos que levam o seu nome. O israelense Artem Dolgopyat com 14,533 e o americano Yul Moldauer com 14,500 completaram o pódio.

No salto feminino, a russa Maria Paseka faturou o bicampeonato com média 14,850, graças aos 15,000 no 2º salto. A americana Jade Carey com 14,766 e a suíça Giulia Steingruber com 14,466 ficaram logo atrás.

No cavalo com alças, vitória do britânico Max Whitlock, que segue vencendo tudo no aparelho. Ele levou o Mundial de 2015 e o ouro no Rio e venceu em Montreal com 15,441. O russo David Belyavskiy fez 15,100 para ficar com a prata e o campeão do individual geral Xiao Ruoteng foi bronze com 15,066.

Em 2015, as barras assimétricas viram um fato inusitado, com 4 ginastas empatando no primeiro lugar. E apenas uma delas, a chinesa Fan Yilin, disputou este Mundial. E, seguindo a escrita do dia, levou novamente o ouro com 15,166, muito pouco a frente da russa Elena Eremina com 15,100. A belga Nina Derwael já entrara na história como a primeira belga em uma final por aparelho e ainda por cima beliscou o bronze com 15,033.

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Fechando o 1º dia, mais um show do grego que não perde nunca, Eleftherios Petrounias. O novo rei das argolas tirou 15,433 para vencer mais uma vez, repetindo 2015 e o Rio-2016. O russo Denis Ablyazin foi prata com 15,333 e o chinês Liu Yang bronze com 15,266. Arthur Zanetti, longe do seu melhor, ficou em 7º com 14,900.

Mundial de Ginástica Artística – Individual Geral

Sem Kohei Uchimura na disputa do masculino, afastado por lesão, a disputa seria apertada entre o cubano Manrique Larduet, melhor na quali, os chineses Xiao Ruoteng e Lin Chaopan, o japonês Kenzo Shiarai e o ucraniano vice olímpico Oleg Verniaiev.

ART WCh Montreal/CAN:

Na primeira rotação, Shirai brilhou no solo, sua grande especialidade, com excepcionais 15,733 contra 14,516 de Chaopan, 14,433 de Ruoteng e 13,766 de Verniaiev. No cavalo com alças, Verniaiev caiu e obteve apenas 13,333, enquanto Xiao Ruoteng levava 14,800 e Lin Chaopan 14,266. Shirai, longe de sua especialidade, conseguiu apenas 13,433, mas seguia na briga. Quem brilhava era o armênio Artur Davtyan, que começou nos seus melhores aparelhos: 14,200 nas argolas e 14,900 no salto. O brasileiro Caio Souza também aparecia entre os líderes com 14,166 nas argolas e 14,500 no salto, chegando a ficar em 4º.

Na 3ª rotação, Verniaiev começava a se recuperar com 14,566 nas argolas, a melhor nota do aparelho no dia, tirando aos poucos a diferença. No salto, Shirai fez 15,000 contra 14,900 dos dois chineses. Enquanto isso, Caio caía na barra fixa e despencava na classificação geral, assim como o armênio.

Quem começava a ameaçar era o russo David Belyavskiy, com 14,900 no cavalo com alças e 14,783 no salto. Nas paralelas, o russo tirou 15,266 e Verniaiev 14,966, encostando nos líderes, enquanto Belyavskiy assumia a liderança com uma boa vantagem. Ele somava 73,115 contra 72,533 de Xiao Ruoteng, 72,465 de Kenzo Shirai, 72,148 de Lin Chaopan,  71,698 de Larduet e 71,464 de Verniaiev.

Os seis encerraram na barra fixa. Verniaiev caiu da barra e viu suas chances irem embora. Shirai fez uma boa apresentação com 13,966 e se mantinha na briga, atrás de Lin Chaopan. Quando David Belyavskiy caiu e tirou apenas 13,200, a festa chinesa era certa. Xiao Ruoteng tirou 14,400 para somar 86,933 e levar o ouro! Chaopan fez a dobradinha com 86,448 e Shirai completou o pódio asiático com 86,431. Caio Souza terminou na 15ª posição com 80,531.

ART WCh Montreal/CAN:

Na final feminina, a queridinha da casa Ellie Black brilhava desde o início, mas com a americana Morgan Hurd e a russa Elena Eremina coladas. No solo, Black fez 14,600 contra 14,533 da americana, que tirou levemente a vantagem nas barras com 14,300 contra 14,233 da canadense. Na trave, Black fez 12,866 contra 12,666 de Hurd, abrindo 0,200 antes do último aparelho. Melhor na quali, a japonesa Mai Murakami vinha bem, até cair da trave e ver uma medalha ficar cada vez mais longe.

Para finalizar, o solo. Hurd abriu a rotação final com 13,733, pisando fora do tablado. Eremina fez 13,600. Black entrou para delírio do público em Montreal, mas levou apenas 13,433, somando 55,132 contra 55,232 da americana. Restava apenas Mai Murakami, dona da melhor nota do solo na quali. Mas a diferença era muito grande. A japonesa fez uma grande apresentação tirando 14,233, mas foi apenas suficiente para o 4º lugar atrás da russa. Hurd manteve a hegemonia americana no individual geral para vencer com Black faturando a 1ª medalha de uma canadense no individual geral e Eremina levou o bronze. Thais Fidélis começou na trave e sofreu duas quedas. No solo, fez ótimos 13,566, mas somou baixíssimos 48,765 (caiu nas barras também) terminando em 24º e último lugar na final.

Mundial de Remo – Final

Nova Zelândia leva dois ouros e uma derrota histórica para uma equipe que não perdia desde 2005!

Olímpica até o ano passado, a prova do Quatro Sem Leve masculina ficou bem esvaziada ao perder o status de prova olímpica, com apenas 6 embarcações e nenhum dos medalhistas olímpicos no Rio ou no mundial de 2015. A vitória ficou com a equipe da Itália com 5:59.60, seguida da Rússia com 6:01.91, que saiu do 4º lugar pro 2º no final da prova, e da Alemanha com 6:03.37.

A Nova Zelândia fez dobradinha do Double Skiff em Sarasota. No feminino, Brooke Donoghue e Olivia Loe venceram com 6:45.08 contra 6:46.57 da dupla dos Estados Unidos e 6:49.76 da dupla australiana. No masculino, John Storey e Christopher Harris ficaram com o ouro com 6:10.07, aproveitando que os irmãos croatas Sinkovic mudaram pro Dois Sem, a frente do duo polonês com 6:10.66 e do barco italiano com 6:11.33. Aliás, essas provas tem tido uma boa variação de medalhistas, principalmente no feminino. Os lituanos prata no Rio e os noruegueses bronze nos Jogos ficaram em 4º e 5º nesta final.

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Ondrej Synek (CZE). Foto: Igor Meijer/FISA

Quinta no Rio, a suíça Jennine Gmelin encerra o ano de maneira invicta. Na decisão do single skiff, Gmelin ficou com o ouro com 7:22.58, deixando pra trás a britânica Victoria Thornley com 7:24.50 e a austríaca Magdalena Lobnig com 7:26.56. Bronze nos dois últimos Mundiais e no Rio, a chinesa Duan Jingli venceu a Final C, terminando apenas em 13º. Já na prova masculina, o checo Ondrej Synek segue como o grande nome da modalidade nos últimos anos. Ele soube controlar muito bem a prova para abrir no final e vencer o título mundial pela 5ª vez, sendo a 4ª consecutiva! Synek sobe ao pódio de mundiais ou Olimpíadas no single skiff desde 2005! São 13 anos consecutivos entre os 3 melhores! Mas segue sem ouro olímpico. Ele precisou desta vez de 6:40.64 para vencer com o cubano Ángel Fournier em 2º com 6:43.49 e o britânico Tom Barras em 3º com 6:41.14. De olho no neozelandês Robert Manson, 5º colocado na Final A, e que vem para substituir o grande Mahé Drysdaley. Lucas Ferreira ficou em 6º na Final D, 24ª no geral entre 40 atletas.

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Oito Com feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

Pra encerrar o Mundial, as belíssimas provas do Oito Com. No masculino, a Alemanha levou o ouro com 5:26.85, com 4 atletas da equipe prata no Rio, incluindo o timoneiro Martin Sauer. A equipe americana voltou ao pódio depois de ficar um bom tempo fora e levou a prata com 5:28.45 e a Itália pegou o bronze com 5:28.90.

Mas talvez o maior acontecimento do Mundial veio na última prova. As americanas não perdiam a prova de Oito Com em Mundiais/Jogos Olímpicos desde 2005. Foram 8 títulos mundiais e 3 olímpicos seguidos, mas, com equipe bem renovada (apenas 2 atletas e a timoneira estavam no Rio-2016), as americanas fizeram uma prova ruim e não ficaram entre as 3 melhores em nenhum momento da prova. A equipe da Romênia chegou como favorita após vencer 2 etapas da Copa do Mundo este ano e não decepcionou, levando o ouro com 6:06.40, a frente de Canadá com 6:07.09 e da Nova Zelândia com 6:07.27.

Assim, o Mundial chegou ao fim com a Itália levando pra casa 9 medalha, 3 de cada cor, seguida da Nova Zelândia com 3-2-2 e Austrália com 3-2-1.Com equipe renovada, a Grã-Bretanha faturou 7 medalhas, mas apenas 1 ouro. O Brasil sai com 2 medalhas, sendo um ouro em provas paralímpicas e o bronze na prova não-olímpica do Dois Sem Leve. Primeiro Mundial do novo ciclo olímpico, foi uma competição de testes e renovações.

A próxima edição será na cidade búlgara de Plovdiv, em setembro de 2018.