Mundial de Ginástica Rítmica – Parte Final

Pra encerrar os posts sobre o mundial de rítmica, as provas em grupo.

RG WCh Sofia/BUL 2018:

Rússia nos 5 arcos. Foto: FIG

Na quali por aparelho que valia como final geral, a Rússia foi perfeita, tirando a melhor nota tanto nos 5 arcos (excepcionais 23,250) como no aparelho misto 2 corda+3 bolas (23,050) e levou o ouro com 46,300, muito a frente da sempre forte Itália com 44,825 e da Bulgária, dona da casa, com 42,050. O Brasil fez apresentações medianas e somou 33,775, tirando 16,800 nos 5 arcos (21º) e 16,975 no misto (18º) e terminou em 18º no geral entre 36 equipes.

Seria uma boa participação se não fosse o fato de que fomos a 3ª melhor equipe das Américas. O México foi a grande surpresa da competição conquistando um espetacular 9º lugar com 36,950, por muito pouco não pegando final do aparelho misto. Os Estados Unidos fiaram em 14º com 35,800, mas ficamos a frente do Canadá, 23º com 32,250. Pra conseguir a vaga olímpica, o Brasil vai precisar ficar a frente dessas equipes, pois só há uma vaga para as Américas. Ou então torcer pro México conseguir vaga no Mundial de 2019.

Nas finais por aparelho, a Rússia não conseguiu o ouro! Nos 5 arcos, a Bulgária venceu com 23,300, seguida de Japão 22,800 e Itália 2.550. No aparelho misto, vitória italiana com 22,550, seguida de Rússia 22,200 e Ucrânia 21,400.

Rússia, Itália e Bulgária garantiram as 3 primeiras vagas olímpicas. O próximo Mundial, que dará mais 5 vagas para Tóquio, será disputado em Baku, Azerbaijão.

Anúncios

Mundial de Ginástica Rítmica – Parte II

Domínio total russo nas provas individuais.

5b9a96f9370f2ca21e8b459f

Dina Averina (RUS)

Na prova das maças, Dina Averina levou seu 3º ouro no Mundial. Após dominar a qualificação com 20,500, única acima dos 20 pontos, ela foi a melhor na final com “apenas” 19,000. Sua nota de dificuldade caiu de 12,100 para 10,800 na final. Sua irmã Arina foi a 2ª na quali com 19,750, mas também piorou na final e ficou com o bronze com 18,850. A bielorrussa Katsiaryna Halkina se infiltrou entre as irmãs para ficar com a prata com 18,900. Para a 2ª fase do Mundial, cada país só poderia competir com 2 atletas e não mais três. Assim, o número de atletas por aparelho caiu de mais de 150 para por volta de 100. Bárbara Domingos ficou em 36º lugar na quali com 15,250 enquanto Natália Gaudio foi 57ª com 13,950.

A fita é o aparelho mais traiçoeiro. Arina Averina sofreu demais na quali. Sua fita deu um nó, ela pegou a reserva, que quebrou e foi pra 2ª reserva. Resultado disso foi a baixíssima nota (pra ela) de 13,800 e o 47º lugar. Já sua compatriota Aleksandra Soldatova foi a melhor na quali com 19,900 e na final fez 18,600 pra levar o ouro. A final foi disputadíssima e decidida no detalhe. A prata foi pra italiana Milena Baldassarini com 18,550 e o bronze para a israelense Linoy Ashram com 18,500. O melhor resultado do Brasil veio nesta prova com Natalia Gaudio, com um ótimo 24º lugar com 15,600 enquanto Barbara Domingos foi 47ª com 13,850.

A Rússia, claro, levou a prova por equipe com as irmãs Averina e Soldatova, somando 161,325, milhas a frente da sede Bulgária, com 150,975 e da Itália com 147,550. O Brasil terminou em 23º com 118,650 entre 38 equipes.

RG WCh Sofia/BUL 2018:

Pódio individual geral com Ashram, Averina e Soldatova. Foto: FIG

No individual geral, somaram-se apenas as 3 melhores notas de uma mesma ginasta na quali, mas na final, somam-se os 4 aparelhos. Por conta da sua falha na fita, Arina Averina ficou em 3º no geral fora da final, já que ficou atrás das outras 2 russas. Natália Gaudio foi 48ª com 45,550 e Bárbara Domingos 54ª com 44,700 entre 120 ginastas.

Na final foi a vez de Aleksandra Soldatova ter problema na fita, logo na sua 1ª apresentação, tirando 17,050 e precisou fazer uma prova de recuperação. Enquanto isso, Dina Averina fazia uma prova sensacional: 19,000 na fita, 21,000 no arco, 20,650 na bola e 20,800 nas maças, para levar o ouro com 81,450. A israelense Linoy Ashram aproveitou o erro de Soldatova para ficar com a prata com 79,700. Soldatova levou o bronze com 79,175. Destaque para o seu 21,275 no arco, a maior nota de qualquer aparelho nesse Mundial. Vale ressaltar o excelente 8º lugar da americana Laura Zeng.

Mundial de Ginástica Rítmica – Parte I

Os 2 primeiros dias do Mundial, na capital búlgara Sófia, foram das provas do arco e da bola. E domínio da Rússia, claro.

rg_wch_2018_hoop

Pódio do arco. Foto: FIG

No arco, as irmãs gêmeas Arina e Dina Averina foram as melhores na qualificação, com 20,200 e 20,150 respectivamente. A 3ª russa, Aleksandra Soldatova, ficou em 3º no geral com 20,125, mas não pôde avançar para a final. Em seguida veio a israelense Linoy Ashram com 19,950. Na decisão, Dina brilhou com 20,850 para ficar com o ouro, mas Arina piorou sua nota da quali com 19,700 e viu Ashram ficar com a prata com 20,000. Em 4º veio a búlgara Boryana Kaleyn com 19,550. Bárbara Domingos foi a melhor brasileira com 15,250 em 56º lugar. A atleta olímpica Natália Gaudio foi 73ª com 14,550 e Heloísa Bornal 75ª com 14,450.

Na bola, novamente as 3 russas na frente, mas foi Soldatova que levou a melhor na quali, com 20,250, seguida de Dina com 20,150 e foi a vez de Arina ficar de fora da final com 20,050. Novamente, apenas as 3 tiraram notas superiores a 20. A búlgara Katrin Taseva foi a 4ª com 19,400, enquanto Ashram ficou em 24º, bem longe da final. Na decisão, Dina novamente brilhou com 20,300 deixando Soldatova com a prata com 20,200 e o bronze para a italiana Alexandra Agiurgiuculese com 19,900. Decepção da búlgara Taseva, que errou e terminou em 8º com apenas 17,600. Natália Gaudio foi a melhor brasileira em 57º com 15,400, seguida de Bárbara Domingos, 82ª com 14,200, e Heloísa Bornal, 85ª com 13,950.

O Mundial segue nesta quarta e quinta com as provas de maças e fita.

Boas marcas no brasileiro de ginástica

Santos recebeu no fim de semana o Campeonato Brasileiro de Ginástica.

No sábado, Lucas Bitencourt venceu no individual geral com 82,650 e Flávia Saraiva levou no feminino com 53,150, contra 53,050 de Jade Barbosa.

Já nas finais por aparelhos, Arthur Zanetti foi o grande destaque, vencendo as argolas com ótimos 15,350 e o solo com 14.550, além de ter ficado com o bronze no salto com 13,663. Felipe Ferreira foi ouro no cavalo com alças, Caio Souza venceu o salto, Péricles da Silva as barras paralelas e Francisco Barreto venceu a barra fixa.

Especialistas por aparelho, CBG, 19ago2018

Pódio da trave feminina. Foto: CBG

No feminino, bom ver alguns nomes não tão conhecidos como Isabelle Cruz, que venceu o salto. Jade Barbosa levou as barras assimétricas, Thais Fidelis o solo e Flávia Saraiva ganhou na trave com excelentes 14,300.

Lógico que não podemos comparar as notas desta competição com um Mundial ou com o Europeu duas semanas atrás, pois o nível de exigência dos árbitros é outro. Ainda assim vou juntar os resultados com o europeu de Glasgow apenas para termos uma forma de comparação. Os brasileiros teriam as seguintes colocações (apenas top-5):

1º) Trave feminina – Flávia Saraiva (14,300)
2º) Solo feminino – Thais Fidelis (13,750)
2º) Solo masculino – Arthur Zanetti (14,550)
2º) Argolas masculino – Arthur Zanetti (15,350)
2º) Barra fixa masculina – Francisco Barreto (14,600)
4º) Solo feminino – Flávia Saraiva (13,500)
5º) Trave feminina – Jade Barbosa (13,150)
5º) Barras paralelas masculinas – Péricles da Silva (14,050)

Agora os piores resultados vieram no cavalo com alças e nas barras assimétricas. O campeão do cavalo com alças foi Felipe Ferreira com 13,875, o que o colocaria em 8º no Europeu. Já nas barras assimétricas, Jade venceu com 13,200. A pior na final do europeu fez 14,066!

Valeri Liukin, campeão olímpico na barra fixa e por equipes em Seul-1988 e pai e técnico da Nastia Liukin, 5 medalhas em Pequim-2008, incluindo o ouro no individual geral, será o novo consultor da ginástica feminina brasileira. Ela deve vir bastante ao Brasil e será de enorme ajuda para a nossa ótima seleção feminina.

Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

Captura de Tela 2018-08-19 às 21.27.16

Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

rio16_b16_5004

Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

589725638

Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

2016-08-17t200039z_1_lynxnpec7g1av_rtroptp_3_olympics-rio-taekwondo-m-fly-800

Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

AP RIO OLYMPICS SYNCHRONIZED SWIMMING S OLY SYN BRA

AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.

Campeonatos Europeus – Final

Show de Armand Duplantis e do time britânico no atletismo no dia das provas longas.

4100993c-4729-4839-b6ce-d1b7c82447e0

Armand Duplantis (SWE) após passar por 6,05m. Foto: Getty Images

O grande destaque do dia em Berlim foi a prova do salto com vara masculina. Com apenas 18 anos, o sueco Armand Duplantis colocou seu nome na história do atletismo. Ele já tinha feito 5,93m este ano, que era o recorde mundial sub20. Nesta final europeia, ele passou de 1ª em 5,95m, em 6,00m e em 6,05m (!!) para se tornar o 5º maior da história, igualando sua marca a Maksim Tarasov, Dmitri Markov e Renaud Lavillenie, todos com 6,05m na carreira, atrás apenas de Sergey Bubka, que tem 6,14m. O russo Timur Morgunov também entrou pro clube dos 6m ao fazer 6,00m pra ficar com a prata e Lavillenie foi bronze com 5,95m.

A polonesa Anita Wlodarczyk faturou seu 4º título seguido no lançamento de martelo com 78,94m na 4ª tentativa. Já o veterano português Nelson Évora venceu pela 1ª vez um europeu outdoor no salto triplo com 17,10m. Nos 5.000m feminino, recorde do campeonato para a holandesa Sifan Hassan com 14:46.12. A alemã Gesa-Felicitas Krause venceu os 3.000m com obstáculos com 9:19.80. Na maratona, vitórias da bielorrussa Volha Mazuronak com 2:26:22 e do belga Koen Naert com 2:09:51.

Fechando o atletismo, 3 ouros britânicos. Laura Muir faturou os 1.500m feminino com 4:02.32 e a Grã-Bretanha fez a dobradinha nos revezamentos 4x100m. Os homens venceram com 37.80 (legal a Turquia em 2º com 37.98) e as mulheres levaram com 41.88, melhor tempo do mundo em 2018. Com isso, Dina Asher-Smith faturou a trifeta da velocidade.

ap18224560861127-760x506

Eleftherios Petrounias (GRE). Foto: AP Photo/Darko Bandic

Em Glasgow, tivemos as finais por aparelhos da ginástica masculina. E tivemos mais uma espetacular performance de Eleftherios Petrounias nas argolas. Ele não perde essa prova desde 2015! Já são 4 títulos europeus, 2 mundiais e 1 olímpico. Agora ele tirou 15,466! O russo Artur Dalaloyan venceu o salto com 14,900 e as barras paralelas com 15,433. O britânico Dominick Cunningham foi ouro no solo com 14,666, o irlandês Rhys McClenaghan venceu o cavalo com alças com propriedade com 15,300 e o suíço Oliver Hegi levou a barra fixa com 14,700, deixando o multicampeão holandês Epke Zonderland em 2º com 14,400.

Seguindo nas provas longas (já tivemos as maratonas no atletismo), a italiana Arianna Bridi venceu os 25km águas abertas com 5:19:34.6, bateu apenas 0.1 na frente da holandesa Sharon van Rouwendaal, que por muito pouco não saiu de Glasgow com 4 ouros. No masculino, o húngaro Kristof Rasovszky levou seu 2º ouro, agora com 4:57:53.5 nos 25km. Na longa prova de ciclismo de estrada, o italiano Matteo Trentin venceu no sprint final após 5:50:02 de prova.

Mais um ouro italiano, agora nos saltos ornamentais com Elena Bertocchi e Chiara Pellacani no trampolim 3m sincronizado feminino com 289,26 contra 286,80 da dupla alemã. Na plataforma masculina, dobradinha russa com Aleksandr Bondar com espetaculares 542,05. No golfe, a dupla da Espanha venceu no masculino a Islândia na decisão e, no feminino, ouro para a Suécia sobre a França.

A Rússia (não inclui os atletas autorizados no atletismo) sai como grande vencedora dos Europeus, com 31 ouros, 19 pratas e 16 bronzes, 66 no total, seguida da Grã-Bretanha com 26-26-22, Itália 15-17-28, Holanda 15-15-13 e Alemanha 13-17-23. Ao todo, 25 países ganharam ouro e 34 medalharam nos europeus.

Campeonatos Europeus – Dia 10

Dia dos favoritos e dos irmãos em Berlim.

93177340-307e-41aa-808c-096aceec212e

Sandra Perkovic (CRO). Foto: Getty Images

No penúltimo dia do atletismo, a croata Sandra Perkovic segue sem adversárias no disco. Ela faturou o pentacampeonato europeu com 67,62m, mais de 4m a mais que a alemã Nadine Müller, prata. Outro que segue dominando sua prova é o polonês Adam Kszczot, que levou seu 3º título europeu seguido ao vencer os 800m com 1:44.59.

Dina Asher-Smith brilhou mais uma vez, agora nos 200m. A britânica marcou 21.89, melhor tempo do mundo no ano na prova e única a baixar de 22s esse ano. Bicampeã mundial, a holandesa Dafne Schippers foi prata com 22.14. 2º ouro nesse europeu também pro norueguês Jakob Ingebrigtsen, com apenas 17 anos. Ele venceu agora os 5.000m com 13:17.06, recorde europeu sub20, deixando seu irmão Henrik com a prata com 13:18.75.

9fabf82c-1cf8-4a63-bdf4-07b3c0ea33ce

Jakob Ingebrigtsen (NOR). Foto: Getty Images

A noite era mesmo dos irmãos. No 4x400m masculino, o time da Bélgica, ou melhor, o time Borlée, venceu com 2:59.47. Kevin, Jonathan e Dylan ao lado do campeão mundial Sub20 este ano Jonathan Sacoor, venceu o europeu com a mesma formação bronze este ano no Mundial indoor. Prata pros britânicos com 3:00.36 e bronze pra Espanha com 3:00.78. No feminino, vitória da equipe da Polônia com 3:26.59.

Os outros campeões do dia no atletismo foram os espanhóis Álvaro Martin na marcha 20km 1:20:42 e María Pérez na mesma prova no feminino 1:26:36, os alemães Mateusz Przybylko no salto em altura com 2,35m e Malaika Mihambo no salto em distância com 6,75m e a polonesa Justyna Swiety-Ersetic nos 400m feminino com 50.41.

laura_smulders_of_netherlands_waves_to_the_crowd_after_winning_gold_in_the_womens_final_during_the_bmx_on_day_ten

Laura Smulders (NED). Foto: Getty Images

Campeã mundial este ano, a holandesa Laura Smulders também venceu o euripeu de ciclismo BMX. Ela marcou 38.700 na decisão contra 38.965 da dinamarquesa Simone Christensen. No masculino, dobradinha britânica com Kyle Evans e Kyle Whyte.

A equipe da Rússia venceu com tranquilidade a prova por equipes da ginástica artística, somando 257,260 contra 253,362 da Grã-Bretanha e 246,928 da França. Até o último aparelho a briga estava parelha, mas na barra fixa, dois britânicos caíram (um deles duas vezes) e aí ficou fácil pra Rússia. Já nos saltos ornamentais, um ouro para cada um. A britânica Grace Reid venceu o trampolim de 3m e na plataforma mista, deu Rússia.

Mais um ouro holandês nas águas abertas. Na prova por equipes, a Holanda fez 52:35.0 contra 52:35.6 da Alemanha. Sharon van Rouwendaal estava na equipe e fatura seu 3º ouro! No revezamento misto do triatlo, vitória dos campeões mundiais franceses com 1:15:07, 11s mais rápidos que a Suíça. E na prova por equipes mistas do golfe, o ouro ficou com a Islândia com 141 tacadas contra 142 da equipe Grã-Bretanha 3.