Mundial de Ginástica de Trampolim – Dias 1 e 2

A capital búlgara Sófia recebe o Mundial de trampolim acrobático que conta este ano com também com as provas por equipe. Nos dois primeiros dias, tivemos as qualificatórias das provas individuais e as primeiras finais por equipe.

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Rafael Andrade. Foto: FIG

Na preliminar do trampolim masculino, o russo Dmitrii Ushakov somou 115,260 após as 2 rotinas e fechou em 1º lugar, seguido de 3 chineses: Gao Lei (bronze no Rio-2016) com 114,570, o campeão olímpico de Londres-2012 Dong Dong com 113,545 e Tu Xiao com 113,250. Campeão olímpico em 2016, o bielorrusso Uladzislau Hancharou ficou em 5º com 113,070. Os 24 primeiros (com no máximo 3 por país) avançaram para a semifinal neste domingo, antes da final. Rafael Andrade, que disputou os Jogos do Rio, terminou em 55º com 102,315 entre 85 atletas. Carlos Pala não disputou a 2ª passagem e ficou sem classificação.

Entre as mulheres, dobradinha chinesa com Liu Lingling com 104,980 e Zhu Xueying com 104,975, seguidas da bielorrussa Tatsiana Piatrenia, 5ª no Rio-2016, e da britânica Kat Driscoll, 6ª no Rio, com 103,585. Nenhuma medalhista olímpica disputa este Mundial. A grande ausência é a canadense Rosie MacLennan, bicampeã olímpica. Daienne Lima foi a melhor brasileira e ficou fora da semifinal por muito pouco. Ela somou 98,945 e terminou em 28º no geral, ficando como 3ª reserva para a semi e 27ª se considerarmos no máximo 3 por país. Alice Gomes foi 38ª com 97,640, Lorrane Sampaio 45ª com 94,865 e Camilla Gomes foi 56ª com 71,995 entre 66 atletas. Por equipes, o Brasil terminou em 10º entre 14.

Camilla e Lorrane também disputaram a quali do trampolim sincronizada, terminando em 20º com 73,650, longe da final. As chinesas Zhong Xingping e Zhu Xueying lideraram com 91,600. No masculino, Hancharou e Aleh Rabtsau fizeram a melhor apresentação no sincronizado com 94,200. Na quali do tumbling, a chinesa Jia Fangfang foi a melhor com 73,000 e o russo Maxim Shlyakin liderou com 76,400. No mini trampolim duplo, Rússia na frente com Mikhail Zalomin no masculino com 76,200 e Polina Trioanova no feminino com 69,900. Nenhum brasileiro disputou as outras provas.

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Equipe chinesa ouro no trampolim masculino

Na sexta ainda tivemos as 4 primeiras finais por equipe, com a China levando 3 ouros. Dong Dong, Tu Xiao e Gao Lei lideraram no trampolim com 181,920, pouquíssimo a frente da Rússia com 181,625. No feminino, a China venceu com 167,495 contra 166,125 da Bielorrússia. A China ainda levou o tumbling feminino cm 103,400 contra 99,900 da Grã-Bretanha e a Rússia faturou o mini duplo masculino com 114,600 contra 109,900 da equipe americana.

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Mundial de Ginástica Artística – Aparelhos I

No primeiro dia de finais por aparelhos, os 5 campeões mundiais de 2015 mantiveram a escrita e faturaram o bicampeonato.

ART WCh Montreal/CAN:

Pódio do solo masculino

Kenzo Shirai nem tomou conhecimento dos adversários na final do solo e levou o 3º ouro da carreira na prova em Mundiais. Com uma nota de dificuldade impressionante de 7,200, o japonês somou 15,633, abaixo do 15,766 da quali e do 15,733 na final do individual geral, mas levou o ouro com grande tranquilidade. Ele mostrou anda menos que 3 novos movimentos que levam o seu nome. O israelense Artem Dolgopyat com 14,533 e o americano Yul Moldauer com 14,500 completaram o pódio.

No salto feminino, a russa Maria Paseka faturou o bicampeonato com média 14,850, graças aos 15,000 no 2º salto. A americana Jade Carey com 14,766 e a suíça Giulia Steingruber com 14,466 ficaram logo atrás.

No cavalo com alças, vitória do britânico Max Whitlock, que segue vencendo tudo no aparelho. Ele levou o Mundial de 2015 e o ouro no Rio e venceu em Montreal com 15,441. O russo David Belyavskiy fez 15,100 para ficar com a prata e o campeão do individual geral Xiao Ruoteng foi bronze com 15,066.

Em 2015, as barras assimétricas viram um fato inusitado, com 4 ginastas empatando no primeiro lugar. E apenas uma delas, a chinesa Fan Yilin, disputou este Mundial. E, seguindo a escrita do dia, levou novamente o ouro com 15,166, muito pouco a frente da russa Elena Eremina com 15,100. A belga Nina Derwael já entrara na história como a primeira belga em uma final por aparelho e ainda por cima beliscou o bronze com 15,033.

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Fechando o 1º dia, mais um show do grego que não perde nunca, Eleftherios Petrounias. O novo rei das argolas tirou 15,433 para vencer mais uma vez, repetindo 2015 e o Rio-2016. O russo Denis Ablyazin foi prata com 15,333 e o chinês Liu Yang bronze com 15,266. Arthur Zanetti, longe do seu melhor, ficou em 7º com 14,900.

Mundial de Ginástica Artística – Individual Geral

Sem Kohei Uchimura na disputa do masculino, afastado por lesão, a disputa seria apertada entre o cubano Manrique Larduet, melhor na quali, os chineses Xiao Ruoteng e Lin Chaopan, o japonês Kenzo Shiarai e o ucraniano vice olímpico Oleg Verniaiev.

ART WCh Montreal/CAN:

Na primeira rotação, Shirai brilhou no solo, sua grande especialidade, com excepcionais 15,733 contra 14,516 de Chaopan, 14,433 de Ruoteng e 13,766 de Verniaiev. No cavalo com alças, Verniaiev caiu e obteve apenas 13,333, enquanto Xiao Ruoteng levava 14,800 e Lin Chaopan 14,266. Shirai, longe de sua especialidade, conseguiu apenas 13,433, mas seguia na briga. Quem brilhava era o armênio Artur Davtyan, que começou nos seus melhores aparelhos: 14,200 nas argolas e 14,900 no salto. O brasileiro Caio Souza também aparecia entre os líderes com 14,166 nas argolas e 14,500 no salto, chegando a ficar em 4º.

Na 3ª rotação, Verniaiev começava a se recuperar com 14,566 nas argolas, a melhor nota do aparelho no dia, tirando aos poucos a diferença. No salto, Shirai fez 15,000 contra 14,900 dos dois chineses. Enquanto isso, Caio caía na barra fixa e despencava na classificação geral, assim como o armênio.

Quem começava a ameaçar era o russo David Belyavskiy, com 14,900 no cavalo com alças e 14,783 no salto. Nas paralelas, o russo tirou 15,266 e Verniaiev 14,966, encostando nos líderes, enquanto Belyavskiy assumia a liderança com uma boa vantagem. Ele somava 73,115 contra 72,533 de Xiao Ruoteng, 72,465 de Kenzo Shirai, 72,148 de Lin Chaopan,  71,698 de Larduet e 71,464 de Verniaiev.

Os seis encerraram na barra fixa. Verniaiev caiu da barra e viu suas chances irem embora. Shirai fez uma boa apresentação com 13,966 e se mantinha na briga, atrás de Lin Chaopan. Quando David Belyavskiy caiu e tirou apenas 13,200, a festa chinesa era certa. Xiao Ruoteng tirou 14,400 para somar 86,933 e levar o ouro! Chaopan fez a dobradinha com 86,448 e Shirai completou o pódio asiático com 86,431. Caio Souza terminou na 15ª posição com 80,531.

ART WCh Montreal/CAN:

Na final feminina, a queridinha da casa Ellie Black brilhava desde o início, mas com a americana Morgan Hurd e a russa Elena Eremina coladas. No solo, Black fez 14,600 contra 14,533 da americana, que tirou levemente a vantagem nas barras com 14,300 contra 14,233 da canadense. Na trave, Black fez 12,866 contra 12,666 de Hurd, abrindo 0,200 antes do último aparelho. Melhor na quali, a japonesa Mai Murakami vinha bem, até cair da trave e ver uma medalha ficar cada vez mais longe.

Para finalizar, o solo. Hurd abriu a rotação final com 13,733, pisando fora do tablado. Eremina fez 13,600. Black entrou para delírio do público em Montreal, mas levou apenas 13,433, somando 55,132 contra 55,232 da americana. Restava apenas Mai Murakami, dona da melhor nota do solo na quali. Mas a diferença era muito grande. A japonesa fez uma grande apresentação tirando 14,233, mas foi apenas suficiente para o 4º lugar atrás da russa. Hurd manteve a hegemonia americana no individual geral para vencer com Black faturando a 1ª medalha de uma canadense no individual geral e Eremina levou o bronze. Thais Fidélis começou na trave e sofreu duas quedas. No solo, fez ótimos 13,566, mas somou baixíssimos 48,765 (caiu nas barras também) terminando em 24º e último lugar na final.

Mundial de Ginástica Artística – Quali masculina

Montreal recebe esta semana a 47ª edição do Mundial de Ginástica Artística, a primeira do novo ciclo olímpico e com apenas provas do individual geral e por aparelhos.

O grande acontecimento desta etapa foi o abandono do hexacampeão mundial no individual geral, o quase imbatível Kohei Uchimura. O japonês se apresentou nas argolas, mas no salto caiu de mal jeito e lesionou o tornozelo, abandonando a competição. Uchimura não perdia o individual geral em uma grande competição desde 2009, vencendo 6 vezes o ouro mundial e duas vezes o título olímpico. Com o japonês fora, o cubano Manrique Larduet se tornou o favorito pro individual geral, liderando a qualificação com 86,699, com destaque pro 15,200 nas barras paralelas, 14,900 no salto e 14,466 no solo. Logo atrás, o chinês Xiao Ruoteng com 86,297, o russo David Belyavskiy com 85,839, o japonês Kenzo Shirai com 85,697 e o ucraniano Oleg Verniaiev com 85,431. O brasileiro Caio Souza caiu na barra e foi mal no cavalo com alças, somando 81,548 para terminar em 14º com vaga na final.

Arthur Zanetti será o único outro brasileiro em finais, pegando a 8ª e última vaga nas argolas. O campeão olímpico e mundial fez apenas 14,700 (apenas 8,500 de execução) bem longe do atual campeão olímpico e mundial, o grego Eleftherios Petrounias, com espetaculares 15,400 e do russo Denis Abliazin com 15,333.

Bronze olímpico, Arthur Nory ficou em 16º no solo com 14,033. A melhor nota com folga foi do japonês Kenzo Shirai com 15,766, muito a frente do 2º colocado, o americano Donnell Whittenburg com 15,033. Nory também ficou de fora da final da barra fixa, ao tirar 13,866 e terminar em 12º. Campeão olímpico em 2012, o holandês Epke Zonderland obteve a melhor nota com 14,433 (sendo 7,933 de execução), mesma nota do suíço Pablo Brägger, mas que ficou em 2º por pior nota de execução (7,633).

Ouro no Rio-2016 nas barras paralelas, o Verniaiev liderou o aparelho com 15,466, seguid do chinês Zou Jingyuan com 15,233 e de Larduet com 15,200. Bicampeão mundial e ouro em Londres-2012, o sul-coreano Yang Hak-seon fez a melhor marca no salto com média 15,283, seguido de Shirai com 14,949 e do veteraníssimo Marian Dragulescu com 14,866. Por fim, no cavalo com alças, mais um campeão olímpico no Rio na frente: o britânico Max Whitlock com 15,300. O chinês Weng Hao ficou em 2º com 15,033 e o americano Alexander Naddour em 3º com 14,966.

Mundial de Ginástica Rítmica – Final

Após o show das irmãs Averina no individual, foi a vez dos grupos se apresentarem no final de semana.

RG WCh Pesaro/ITA 2017:

Pódio do grupo geral. Foto: FIG

No sábado, a Rússia sobrou para vencer o ouro no geral sendo a melhor nos dois aparelhos, com 18,950 nos 5 arcos e 18,750 na combinada de corda+bola, somando 37,700. A equipe da Bulgária foi prata com 36.950 e o Japão conseguiu um inédito bronze com 36,650, deixando a fortíssima Itália em 4º com 36,625. Com 3 remanescentes do ótimo 9º lugar no Rio-2016, o Brasil terminou em 13º no geral com 31,700 entre 29 grupos, mas ficou uma posição atrás da equipe americana, melhor das Américas. Nos 5 arcos, o Brasil foi 13º com 16,050 e na corda+bola também em 13º com 15,650.

No domingo, a Itália se ajustou e venceu o ouro na prova de 5 arcos com 18,900 contra 18,700 da equipe russa, que também tem 3 remanescentes ouro do Rio-2016. O Japão foi bronze com 18,600. Na final da corda+bola, a Rússia voltou ao topo com 18,900, seguida de Japão com 18,650 e Bulgária com 18,600.

Foi um bom Mundial pro Brasil, com uma bela participação por equipes e uma boa performance de Natália Gaudio no individual. O próximo Mundial será em 2018 na capital búlgara Sófia.

Mundial de Ginástica Rítmica – Dia 3

Tudo dentro do esperado para as irmãs Averina, com mais uma dobradinha ouro e prata, a 4ª neste Mundial.

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Pódio do individual geral. Foto: FIG

Melhor na qualificação, Dina Averina foi levemente pior que na quali para levar o ouro no individual geral com 74,700 (na quali foi 74,775), sendo 18,850 no arco e nas maças, 18,550 na bola e 18,450 na fita. Nas provas de arco e de maças teve nota 10,000 de dificuldade. Sua irmã Arina Averina também foi um pouco pior que na quali (73,550) e ficou com a prata com 73,450, sendo 18,550 nas maças, 18,500 na bola, 18,250 na fita e 18,150 no arco. Já o bronze foi pra israelense Linoy Ashram com 70,025, melhorando da quali, quando tirou 69,550.

Completaram o top8 a bielorrussa Katsiaryna Halkina, 4ª com 69,000, a japonesa Kaho Minagawa, 5ª com 68,425, a americana Laura Zend, 6ª com 68,250, a búlgara Neviana Vladinova, 7ª com 67,550, e a italiana Alexandra Agiurgiuculese, 8ª com 67,450. Aliás, resultado espetacular da campeã pan-americana Laura Zeng, que deve ter conseguido a melhor posição da história de uma atleta das Américas.

Foi a 7ª vitória seguida no individual geral de uma russa em Mundiais. A última não-russa a vencer foi a ucraniana Anna Bessonova, em 2007. Foi a 6ª dobradinha ouro-prata de russas nos últimos 7 mundiais.

A competição segue no fim de semana com as provas de grupos.

Mundial de Ginástica Rítmica – Dia 2

Assim como na quarta-feira, as irmãs gêmeas russas Arina e Dina Averina brilharam.

Nas maças, Dina venceu o ouro com 19,000 (com um espetacular 10,000 de dificuldade), mas abaixo dos 19,200 da qualificação (também 10,000 de dificuldade). Já Arina errou e ficou com 17,800 (muito abaixo dos 18,875 na quali) e viu a bielorrussa Katsiryna Halkina ficar com a prata com 18,050. Natália Gaudio fez uma ótima apresentação na qualificação, onde tirou 14,550 e terminou na ótima 28ª posição entre 90 ginastas. Karine Walter foi a 51ª com 13,250.

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Natália Gaudio (BRA)

Na fita, foi a vez de Arina vencer com 18,300, melhorando bastante a nota da quali, quando tirou 17,750. Dina fez a dobradinha e levou a prata com 17,200 enquanto a israelense Linoy Ashram foi bronze com 16,650. Natália terminou em 37º com 13,250 e Karine em 57º com 11,725.

Na qualificação do individual geral, Dina largou na frente com 74,775 enquanto sua irmã ficou em 2º com 73,550, segudas de Ashram com 69,550. Natália terminou em 35º com 55,050 e Karine em 65º com 47,925.