Prévias Rio-2016: Pentatlo Moderno

Masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – David Svoboda (CZE); Prata – Cao Zhongrong (CHN); Bronze – Adam Marosi (HUN)

Último Mundial (2016): Ouro – Valentin Belaud (FRA); Prata – Aleksander Lesun (RUS); Bronze – Jung Jin-hwa (KOR)

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Aleksander Lesun (RUS)

O checo David Svoboda (1O) venceu em Londres, mas competiu pouco desde então e não obteve nenhum pódio importante. Ano passado foi 8º no Mundial e 4º no Europeu, o que não o coloca entre os favoritos. O líder do ranking mundial é o britânico de 25 anos James Cooke, que venceu este ano 2 etapas da Copa do Mundo e foi 9º no Mundial. Ele nunca venceu uma medalha em Mundiais.

Os xarás franceses Valentin Prades e Valentin Belaud vem logo atrás no ranking. Prades venceu a etapa de Roma e foi bronze na etapa final e Belaud foi bronze no Cairo, mas foi o campeão mundial surpresa em maio em Moscou. De olho nos irmãos egípcios Omar e Amro El-Geziry. Omar foi 4º no Mundial e prata na etapa do Rio e Amro foi 6º no Mundial e ouro na etapa de Cairo.

O russo Aleksander Lesun já foi bicampeão mundial em 2012 e 2014 e foi pódio nos últimos 3 mundiais. Foi um dos favoritos em Londres, mas terminou em 4º. O húngaro Adam Marosi (1B) também é um dos principais do mundo Foi campeão mundial em 2009 e europeu em 2013, mas decepcionou no Mundial, sem nem avançar à final. O chinês Cao Zhongrong (1P) foi prata em Londres, mas não vem em boa fase. Na seletiva asiática foi apenas o 5º. Outros bons nomes são o italiano Riccardo de Luca, o ucraniano Pavlo Tymoshchenko, o coreano Jung Jun-hwa e o lituano Justinas Kinderis.

E o Brasil? Felipe Nascimento será o representante do Brasil, mas deve ficar entre os últimos. Foi 7º nos Jogos Pan-Americano de Toronto-2015, 5º no Sul-americano de 2015, mas em competições de Copa do Mundo jamais cegou a uma final. Ele tem uma boa natação e uma boa combinada, mas peca na esgrima.

Meu Pódio: Ouro – Aleksander Lesun (RUS); Prata – James Cooke (GBR); Bronze – Omar El-Geziry (EGY)

Feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Laura Asadauskaite (LTU); Prata – Samantha Murray (GBR); Bronze Yane Marques (BRA)

Último Mundial (2016): Ouro – Sarolta Kovacs (HUN); Prata – Élodie Clouvel (FRA); Bronze – Lena Schöneborn (GER)

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Laura Asadauskaite (LTU)

A líder do ranking é a alemã Lena Schöneborn (1O) que vem num ano espetacular. Ela foi prata nas etapas do Rio e de Roma da Copa do Mundo e ouro na etapa final, nos EUA. Ainda foi ouro no Mundial por equipe e bronze na prova individual. Campeã olímpica em Pequim-2008, ela tem 6 títulos mundiais entre individual, equipe e revezamentos e 16 medalhas no total! Aos 30 segue com força rumo ao bicampeonato olímpico.

Sua principal adversária é a atual campeã olímpica, a lituana Laura Asadauskaite (1O), de quem falei aqui. Campeã mundial em 2013, venceu a etapa de Roma e foi 4ª no Mundial numa recuperação na prova combinada para entrar para a história do esporte. Com grande tradição, a Hungria vem muito forte, com a grande nadadora Zsofia Foldhazi, prata em 2 etapas esse ano e campeã mundial juvenil em 2014, e Sarolta Kovacs, campeã mundial este ano sem jamais ter subido ao pódio de uma Copa do Mundo!

Outra nomes fortes são as britânicas Samantha Murray (1P), campeã mundial em 2014, e Kate French, a grande nadadora francesa Élodie Clouvel, a chinesa Chen Qian, a lituana Donata Rimsaite e a americana Margaux Isaksen, que vai mal no ano, mas foi 4ª em Londres. Vale ressaltar que nunca uma pentatleta ganhou duas medalhas em Jogos Olímpicos e as britânicas subiram ao pódio nas 4 edições olímpicas da prova disputadas, com 5 atletas diferentes.

E o Brasil? Yane Marques (1B) surpreendeu a todos (não a mim) quando foi bronze em Londres. Ela ainda foi prata no Mundial de 2013 e bronze em 2015. Bicampeã dos Jogos Pan-Americanos, Yane vai para sua 3ª Olimpíada, mas não está em boa fase. Este ano teve como melhor resultado o 5º lugar em Roma, mas com uma corrida muito fraca, Yane fica pra trás. Ela precisaria repetir o feito de Londres, quando foi excelente na esgrima, na natação e no hipismo e largou em 1º lugar pra combinada. Mesmo correndo mal, tinha boa vantagem e foi bronze. As suas vantagens são a ótima esgrima e natação e tiros rápidos e certeiros. Mas sua corrida é muito ruim.

Meu Pódio: Ouro – Laura Asadauskaite (LTU); Prata – Lena Schöneborn (GER); Bronze – Zsofia Foldhazi (HUN)

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Perfil 2016 – Laura Asadauskaite (LTU)

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Laura Asadauskaite

Pentatlo Moderno

Jogos Olímpicos: 1 ouro

Mundiais: 2 ouros, 1 prata e 3 bronzes

Aos 32 anos, a lituana Laura Asadauskaite irá para sua 3ª participação olímpica com grandes chances de realizar um feito inédito no pentatlo moderno olímpico.

A competição feminina se iniciou apenas em Sydney-2000 e, desde então, nunca uma mulher foi bicampeã olímpica. Aliás, nunca uma mulher ganhou mais de uma medalha! São 12 medalhistas diferentes na história.

Criada em Vilnius, Asadauskaite começou sua participação internacional no esporte em 2003, como juvenil. Ela demorou para engrenar e subir num pódio de uma competição importante. Seu primeiro bom resultado veio com o 4º lugar no Mundial Juvenil de 2005, em Moscou. No ano seguinte, em casa, foi prata no Mundial Militar. Neste mesmo ano, disputou seu 1º mundial adulto, na Guatemala, terminando no bom 14º lugar.

Em 2007 veio sua primeira medalha em uma competição adulta, e foi logo no Mundial! Em Berlim, mostrou ao mundo sua espetacular corrida. Ela saiu para a corrida com mais de 1min para as líderes, mas buscou a diferença e conseguiu o bronze.

Olympics Day 16 - Modern Pentathlon

No ano seguinte, foi mal no Mundial, terminando na 22ª posição, mas chegou para a disputa olímpica em Pequim com a prata no Europeu, um mês antes. Nos Jogos, teve uma péssima esgrima, o que a tirou de qualquer possibilidade de medalha, terminando na 15ª posição.

2009 foi o ano que as coisas mudaram. Ela venceu duas etapas da Copa do Mundo e foi vice em outra, além de sua 2ª medalha mundial, com a prata. No meio do ciclo olímpico, a lituana casou-se com o também pentatleta Andrejus Zadneprovskis, prata em Atenas-2004 e bronze em Pequim-2008, e 2010 viu o nascimento de sua filha, Adriana.

De volta em 2011, Asadauskaite começou de maneira tímida a temporada, para culminar com mais medalha no Mundial. Em Moscou, foi bronze no individual e bronze no revezamento misto.

O auge veio em 2012. Com a vitória na final da Copa do Mundo e o título europeu, ela deu show nos Jogos de Londres para vencer com grande vantagem. Ela e a brasileira Yane Marques saíram juntas para a prova combinada, mas com sua espetacular corrida, Asadauskaite voou para vencer com 5.408 pontos, novo recorde olímpicos. O seu tempo fo apenas o 6º, mas o suficiente para vencer com boa vantagem, de 13s sobre Samantha Murray.

Os pódios seguiram em 2013, com o seu primeiro título mundial, em Taiwan! 2014 foi ouro no revezamento misto no Europeu e no Mundial, faturando outras 3 medalhas em Copas do Mundo. Em 2015, venceu as 3 etapas da Copa do Mundo que disputou.

Já em 2016, venceu uma Copa do Mundo e acabou na 4ª posição no Mundial, disputado neste último fim de semana. O destaque foi para a sua espetacular prova combinada, saindo lá de trás para o 4º lugar a 5s do pódio.

Se Asadauskaite fizer boas provas individuais, ninguém a segurará na combinada no Rio-2016 e o 2º ouro será uma realidade.

Resumo do fim de semana

Vôlei de Praia

Pedro Solberg e Evandro. Foto: Matheus Vidal/CBV

Duplas brasileiras chegaram pro Grand Slam do Rio de Janeiro, o 1º da temporada, em peso, mas decepcionaram, principalmente no feminino.

Com 5 duplas no feminino, Ágatha e Bárbara avançaram mais longe, chegando às 4as de final. Em longo jogo de 1h08, elas foram derrotadas para as suíças Forrer/Vergé-Dépré por 21-18 21-23 15-13. Larissa e Talita perderam nas 8as 21-17 19-21 16-14 para italiana Mengeatti/Orsi Toth e Maria Elisa/Lili também perderam nas 8as, 21-16 21-14 para as americanas Walsh/Ross, que ficaram com o título. Na final, as americanas venceram 21-15 21-13 as surpresas polonesas Kolosinska/Brzostek.

No masculino, Pedro Solberg e Evandro perdera na final para os poloneses Losiak/Kantor, por 21-19 23-21. Campeões mundiais, Alison e Bruno Schmidt pararam nas 4as para os holandeses Brouwer/Meeuwsen. Mas o fato mais marcante do torneio foi a despedida de Emanuel. O campeão olímpico e um dos maiores jogares de vôlei de praia da história (se não o maior), se despsediu das areias com a derrota na primeira rodada eliminartória para dupla chilena, jogando ao lado do Ricardo, com quem foi campeão olímpico em 2004.

Pentatlo Moderno

A 2ª etapa da Copa do Mundo foi disputada no Rio de Janeiro, e valeu como evento-teste da modalidade.

Disputa da rodada bônus da esgrima na etapa carioca. Foto: Rio2016

Yane Marques novamente decepcionou. Na quali, ficou em 12ª no seu grupo e passou pra final nas vagas adicionais. Na final, começou bem com o 9º lugar na esgrima e o 7º na natação. Foi 6ª no hipismo, perdendo apenas 7 pontos, mas na combinada, sua prova mais fraca, não atirou tão bem como de costume e acabou na boa 9ª posição no geral. A prova feminina foi vencida pela italiana Claudia Cesarini, que sorbou na prova, vencendo por 23s a fortíssima alemã Lena Schoneborn. A russa Donata Rimsaite completou o pódio.

No masculino, Danilo Fagundes foi o melhor na quali, em 17º no seu grupo e não passou pra final. Em chegada apertada, o sul-coreano Jun Woongtae levou o ouro, com 1s de vantagem sobre o egípcio Omar El Geziry, sensação da temporada. Bronze em Londres-2012, o húngaro Adam Marosi completou o pódio. Legal o 4º lugar do guatemalteca Charles Fernandez, campeão do Pan Toronto-2015.

Outros Esportes

Arthur Nory foi prata na Copa do Mundo de ginástica em Glasgow, Escócia. Com 86,598 após os 6 aparelhos, ele ficou atrás apenas do britânico Max Whitlock. Dois bronzes nos Jogos de Londres (equipe e cavalo com alças) e atual campeão mundial no cavalo, Whitlock somou 89,299, vencendo graças à sua prova de cavalo, onde tirou 15.500. Em competição com muitas quedas, principalmente no cavalo, o britânico Daniel Purvis completou o pódio com 86,465.

Ghislain Perrier (45º) e Guilherme Toldo (60º) avançaram à chave final do Grand Prix de florete de Havana, mas perderam na estreia. Na disputa feminina, 3 brasileiras passaram pelos poules, mas perderam ainda na chave preliminar.

– Judocas brasileiros conquistam 6 medalhas no Aberto PanAm de judô em Buenos Aires, sendo 1 ouro, 1 prata e 4 bronzes. O único ouro veio com Rafael Silva no +100kg. Ketleyn Quadros foi prata nos 63kg, após perder para cubana.

– A equipe masculina de rugby 7s disputou o torneio do Canadá do circuito mundial, mas perdeu seus 5 jogos. Na fase de grupos, derrotas de 35-5 para a Argentina, 26-7para a África do Sul e 33-0 para a Escócia. Nas disputas de ranking, derrotas de 19-0 pro Canadá e de 17-7 para Portugal, terminando em 15º lugar. O título foi para a aNova Zelândia, com 19-14 na África do Sul. Após 6 etapas, tudo embolado com Fiji com 106 pontos, África do Sul 105 e Nova Zelândia 104. A próxima etapa será em Hong Kong em abril.

– A seleção brasileira de tiro com arco foi para a Guatemala disputar torneio que vale pontos pro ranking mundial e volta com várias medalhas. Marcus Vinícius D’Almeida venceu no masculino, com 7-3 sobre salvadorenho Oscar Ticas na final. Bernardo de Sousa foi bronze. No feminino, o pódio foi todo brasileiro, com Marina Canetta levando o ouro, Michelle Terada a prata e Sarah Nikitin o bronze. Marcus Vinícius e Ane Marcelle Gomes venceram nas duplas mistas

– Representado pela equipe B, o Brasil conquistou 4 medalhas no SulAm de águas abertas, no Paraguai. Nos 5km, Victor Colonese e Betina Lorscheitter foram prata e Viviane Jungblut foi bronze. Na prova por equipes de 3km, o Brasil com Victor, Betina e Fernando Ponte foi bronze. Ninguém subiu ao pódio nos 10km.

Resumo do fim de semana

Vôlei de Praia

Oficialmente aberta a temporada de 2016 para as duplas brasileiras com o Aberto de Maceió. Eram 14 duplas brasileiras na chave principal, 7 por gênero.

Duda e Elize Maia comemoram o título em Maceió. Foto: FIVB

No feminino, surpresa com o título de Duda e Elize Maia, com tranquilos 21-10 21-13 na final sobre as fortes holandesas Meppelink/Van iersel. Duda tem apenas 17 anos e é um dos maiores talentos do vôlei de praia. Aos 15 anos em 2013 ela foi vice-campeã mundial Sub23 e agora conquista o seu 1º título no circuito mundial. As campeãs mundiais Ágatha/Bárbara venceram as argentinas GAllay/Klug por 21-13 21-15 e ficaram com o bronze.

No masculino, 3 duplas brasileiras nas semifinais, mas o título ficou com os americano Dalhausser/Lucena , que derrotaram Evandro/Pedro Solberg por 21-19 19-21 15-12 na final. Guto/Saymon surpreenderam Álvaro/Vítor 21-18 25-23 e ficaram com o bronze.

Vela

Fernanda e Ana Luiza. Foto: CBVela

Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram bem perto da medalha no Mundial de 470, na Argentina. Com uma campanha com alguns altos e baixos, elas terminaram na 4ª posição com 66 pontos perdidos. Sem nenhum top2 em regatas, elas chegaram com boas chances na Medal Race, quando terminaram na 4ª posição e, a apenas 4 pontos do bronze. O título mundial ficou com as francesas Camille Lecointre e Helene Defrance.

No masculino, a dupla brasileira que estará nos Jogos (Bruno Bethlem e Henrique Haddad) não competiu. Geison Mendes e Gustavo Thiesen, que por pouco perderam a vaga olímpica, terminaram na 19ª posição.

No Mundial de RSX em Israel, campanha ruim dos brasileiros. Ricardo Santos ficou quase sempre entre 16º e 20º nas regatas e terminou na 18ª posição geral, com 158 pontos. Vitória foi do polonês Piotr Myszka. No feminino, Patrícia Freitas começou bem, mas com algumas regatas ruins acabou na 17ª posição geral com 124 pontos. Malgorzata Bialecka foi ouro completando a dobradinha polonesa no Mundial.

Pentatlo Moderno

Na primeira etapa da Copa do Mundo, no Cairo, Yane Marques decepcionou. Na qualificação, foi a 10ª no seu grupo e passou para a final por pouco, em 31º lugar entre as 36 que avançaram à final. Na final, a medalhista olímpica foi 7ª na esgrima, com 20 vitórias, 9ª na natação com 2:15.94 e zerou no hipismo. Ela foi para a prova combinada com a 7ª marca, largando 19s atrás da líder, a alemã Lena Schoneborn.

Yane até atirou bem, mas fez uma péssima prova de corrida, com 32ª pior parcial. Com essa prova desastrosa, a brasileira terminou na 21ª colocação, 1min17s pior que a Schoneborn, que venceu a prova. A alemã Annika Schleu foi prata a 8s e a francesa Elodie Clouvel bronze a 15s.

Todos os outros brasileiros pararam na qualificação. No masculino, a vitória foi do egípcio Amro El Geziry, com 8s de vantagem sobre o húngaro Adam Marosi e o francês Valentin Belaud.

Outros Esportes:

– Mais 2 brasileiros fazem índice para o Mundial Indoor de Atletismo. Franciele Krasucki fez 7.31 nos 60m indoor em São Bernardo e estará em Portland, baizando em 0.01 o índice. Nos 60m com barreiras, Fábio Vaz dos Santos obteve 7.68, 4 centésimos abaixo do índice. Já são 10 brasileiros com marcas pro Mundial.

– Em final brasileira, Lohaynny Vicente venceu Fabiana Silva por 21-16 14-21 21-16 e ficou com o título de torneio de badminton na Guatemala. As duas disputam ponto a ponto a vaga brasileira pros Jogos.

– Na 2ª etapa da Copa do Mundo de maratonas aquáticas 10km, em Abu Dhabi, Poliana Okimoto foi prata e bronze. Elas chegaram juntas, com Poliana batendo 1 décimo de segundo antes. Vitória da francesa Aurelie Muller, com quase 15s de vantagem. No masculino, Allan do Carmo foi 9º e Diogo Villarinho 38º.

Jogos Pan-Americanos Toronto-2015 – Dia 8

Vamos ao resumo do sábado.

Natação

Thiago Pereira. Foto: Jhonata Amado

No último dia da natação, um dia histórico, com duas mealhas pro Thiago Pereira e o recorde de 22 medalhas em Pans, se tornando o maior medalhista da história!

Na final dos 200m medley masculino, Thiago acabou perdendo para Henrique Rodrigues. Henrique foi ouro com o excepcional tempo de 1:57.06 e Thiago veio logo atrás com 1:57.42, nada menos que o 3º e o 4º tempos do mundo no ano!

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O recorde do Thiago veio com a vitória do 4x100m medley masculino! Thiago nadou pelas eliminatórias, mas mesmo assim leva o ouro. Na final, Guilherme Guido, abriu com 53.12, batendo o recorde do Pan dos 100m costas, depois vieram Felipe França, Arthur Mendes e Marcelo Chierighini para vencer com 3:32.68, com os EUA logo atrás com 3:33.63.

Brandonn Almeida fez uma prova sensacional dos 1.500m livre, tirando mais de 8s nos últimos 500m e ficando com o bronze com 15:11.70. Vitória do canadense medalhista olímpico Ryan Cochrane com 15:06.40. As meninas fecharam com o bronze no 4x100m medley com 4:02.52. Sierra Schmidt venceu os 800m livre com 8:27.54 e Caitlin Leverenz levou os 400m medley feminino com 2:10.51, dando mais dois ouros pros EUA.

Brasil fecha a natação com 10 ouros, 6 pratas e 10 bronzes, atrás apenas dos americanos, com 12 ouros. No masculino, o Brasil levou 9 das 16 provas.

Yane Marque no pódio

Pentatlo ModernoYane Marques foi quase perfeita! Na esgrima, 18 vitórias e apenas 3 derrotas, somando 277 pontos. Na natação, melhor tempo com 2:12.18 e 304 pontos. Ainda ganhou 2 pontos na bonificação da esgrima. No hipismo, derrubou dois obstáculos, perdendo 14 pontos. Na combinada, largou com 36s de vantagem e aí foi só ir pra vitória. A mexicana Tamara Vega fez uma grande prova de recuperação, mas não alcançou a brasileira, chegando 1s depois. 2º ouro pra Yane em Pans. Larissa Lellys foi 13ª e Priscila Oliveira 14ª. A americana campeã em 2011 Margaux Isaksen decepcionou em 8º a 1min39s.

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Vela – Na definição das classes olímpicas, 5 medalhas, mas abaixo do esperado. Bimba e Patrícia Freitas dominaram as regatas da classe RSX e ficaram com os ouros. Robert Scheidt tinha uma dura missão para vencer, mas não conseguiu e terminou com a prata na Laser, assim como as campeãs mundiais Martine Grael/Kahena Kunze, prata na 49erFX atrás de argentinas. Na Laser Radial, Fernanda Decnop deixou a prata escapar nos últimos segundos, mas terminou com o bronze.

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Ginástica Rítmica – O Brasil manteve a escrita e conquistou o pentacampeonato na prova de grupos. Com 30,233 o Brasil ficou na frente de EUA com 29,275 e Cuba com 25,692. O Brasil não perde a prova desde Winnipeg-1999. No individual geral, ouro para a americana Laura Zeng com 64,575. Angélica Kvieczynski ficou em 4º lugar, graças a uma baixa nota na apresentação de maças.

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Atletismo – A peruana Gladys Tejeda dominou a maratona feminina e venceu com 2:33:03, novo recorde do Pan. Ela foi bronze em 2011. A brasileira Adriana da Silva, que defendia o título, ficou com a prata com 2:35:40. Marily dos Santos ficou em 5ª com 2:41:31.

Tiro com Arco – O mexicano Luiz Alvarez derrotou dois americanos para ficar com o ouro no masculino. Na semi, venceu 7-3 Zach Garrett e na final passou pelo favorito Brady Ellison por 6-4. No bronze, o canadense Jay Lyon derrotou Garrett por 6-0. No feminino, ouro pra americana Kathuna Lorig, com 6-2 sobre a colombiana Ana Maria Rendon. O bronze ficou com Karla Hinojosa, que venceu a vice-campeã olímpica Aida Roman por 604 em duelo mexicano.

Tiro – Dona de 5 medalhas olímpicas, Kim Rhode venceu o skeet feminino com 15-12 sobre a argentina Melisa Gil na final e igualando o recorde mundial na qualificação com 74 pratos em 75 possíveis. Daniela Carrero foi 7ª na quali com 58. No rifle de 3 posições 50m feminino, ouro pra cubana Eglys de la Cruz.

Vôlei – As meninas venceram o Peru por 3-1 (25-27 25-5 25-17 25-16) e já somam duas vitórias na primeira fase. Outros resultados: EUA 3-0 Porto Rico, República Dominicana 3-1 Argentina e Canadá 3-1 Cuba.

Luta – No último dia da luta livre masculina, domínio dos EUA, com 3 ouros e 1 prata em 4 categorias. Ouros para Jordan Burroughs (USA) nos 74kg, Reineris Salas (CUB) nos 86kg, Kyle Snyder (USA) nos 97kg e Zach Rey (USA) nos 125kg. Hugo de Oliveira perdeu na disputa do bronze dos 125kg.

Vôlei de Praia – As duplas brasileiras venceram as duplas uruguaias e firam para as semifinais. Vítor/Álvaro Filho passaram com 21-13 21-12 e Lili/Carol Horta venceram com 21-14 19-21 15-11.

Handebol – O Brasil arrasou o Canadá no feminino com tranquilos 48-12. Outros resultados: México 39-30 Porto Rico, cuba 27-25 Argentina e Uruguai 32-26 Chile.

Basquete – No encerramento da primeira fase feminina, Brasil venceu 73-54 República Dominicana e ficou em 2º no grupo A. Outros resultados: EUA 93-77 Porto Rico, Argentina 87-68 Venezuela e Canadá 71-68 Cuba.

Hipismo CCE – Os 4 brasileiros zeraram na prova de cross-country e com isso, Ruy Fonseca continuou como líder no individual. Por equipe, o Brasil subiu para 2º, passando o Canadá.

Boxe – Carlo Rocha venceu guatemalteca por 2-1 e está nas 4as dos 56kg. Já Juan Nogueira perdeu por 2-1 para canadense nos 91kg nas 4as.

Canoagem Slalom – Na estreia da modalidade em Pans, apenas as eliminatórias com todos os barcos brasileiros passando pra semifinal.

Hóquei na Grama – No encerramento da 1ª fase, o Brasil perdeu por 3-1 para o Chile e ficaram em 3º no grupo B. Nas 4as, o Brasil enfrentará os EUA. Lembrando que precisamos do 6º lugar!

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Ciclismo Pista – Flávio Cipriano perdeu na semifinal do sprint 2-0 para o trinitino Njisane Phillip e na disputa de bronze também não foi páreo pro venezuelano Hersony Vera, perdendo também por 2-0. Na final, ouro pro canadense Hugo Barrette com 2-0 em Phillip. Na perseguição por equipe masculina, o Brasil ficou em 6º na quali com 4:18.149. Na primeira rodada, com 4:12.324 vai disputar o 5º lugar. No sprint feminino, Alice Melo passou em 12º, mas perdeu na 1ª rodada e também na repescagem.

Baseball e Softball – Nas semifinais do baseball masculino, EUA 6-5 Cuba e Canadá 7-1 Porto Rico. No softball masculino, Venezuela venceu 2-0 a Argentina, que acabou com o bronze. Na grande final (é meio estranho esse esquema do softball, mesmo), Canadá ficou com o ouro com 2-1 na Venezuela.

Mundial de Pentatlo Moderno – Resumo

Se já não bastasse o excelente mundial de vôlei de praia, o Brasil também se deu bem no Mundial de Pentatlo Moderno.

Pódio feminino em Berlim. Foto: UIPM

Bronze em Londres, o que foi algo surpreendente para muita gente (pra mim não), Yane Marques se redimiu de uma temporada bem ruim e conquistou um bronze sensacional no Mundial realizado em Berlim. Quando é pra valer, a Yane não decepciona!

Depois de passar bem na qualificação, com o 5º lugar no seu grupo, Yane deu show na final! Começou com o 5º tempo na natação, completando os 200m livre em 2:12.16. Na esgrima, a brasileira foi muito bem, vencendo 25 dos 35 combates e ficando em 3ª no geral. Ainda ganhou mais 2 pontos de bonificação, na fase extra da esgrima. No hipismo, foi bem, derrubando apenas um obstáculo e perdendo mais 4s por estourar o tempo limite.

Lena Schoneborn. Foto: UIPM

Yane largou na combinada em 2º lugar, apenas 9s atrás da campeã olímpica em Pequim-2008, a alemã Lena Schoneborn, que fez um ótima prova e acabou com o título mundial em casa, já que ela é de Berlim, levando o seu primeiro título mundial individual.

Yane ainda perdeu a 2ª posição para a chinesa Chen Qian. Com uma prova espetacular no tiro, Yane só errou um dos 20, terminando em 3 das 4 sessões em 11s ou menos. Mas como sua corrida não é das melhores, ela ficou com o bronze, ainda com 7s de vantagem sobre russa. Com uma natação e uma esgrima ruins, a campeã olímpica em Londres, a lituana Laura Asadauskaite, ficou apenas na 11ª posição, apesar de fazer o melhor tempo na combinada. Com a medalha, Yane ainda garantiu a vaga olímpica, junto com a alemã e a chinesa.

No masculino, a vitória foi do ucraniano Pavlo Tymoshchenko. Apesar da natação ruim (31º tempo) e de uma esgrima razoável, ele se beneficiou de uma prova de hipismo sem faltas e ainda fez o melhor tempo na combinada, vencendo com 4s de vantagem sobre o russo Aleksander Lesun.

Nos revezamentos, vitória da Alemanha no masculino, China no feminino e República Checa no misto. Por equipes, onde somam-se as pontuações dos 3 melhores de cada país na quali, ouro da Coreia do Sul no masculino e da Polônia no feminino.

O próximo Mundial será em maior de 2016 em Moscou e também dará 3 vagas olímpicas por gênero.

Momentos distintos nas combinadas

Se ser atleta de alto nível não é fácil, imagina ter que treinar 3, 5 ou às vezes até 10 modalidades diferentes? As provas combinadas pedem isso e nada pode ser negligenciado. Uma prova mal treinada pode ser fatal e o fundamental é a estabilidade. Neste fim de semana dois esportes combinados tivera competições importantes dos seus circuitos mundiais. Nenhuma medalha brasileira, mas resultados interessante que mostram um momento diferente, principalmente no lado feminino.

Triatlo

ITU/Divulgação

Já no triatlo, a Pamella Oliveira (foto) vem numa crescente. Em Londres ela ficou na 30ª posição. Em 2013 venceu uma prova da Copa do Mundo no México e foi campeã Pan-Americana.

Em 2014, Pamella obteve bons resultados na World Triathlon Series, culminando com um 8º lugar na grande final no Canadá e terminando em 13º no ranking geral. Este ano, ela foi 24ª na etapa neo-zelandesa, a 2ª do circuito, e neste sábado conquistou o 9º lugar na etapa australiana de Gold Coast, a 1 minutos e meio do pódio. No circuito, Pamella (que só disputou 2 das 3 etapas) aparece em 19º no ranking. O seu crescimento é notório e não arrisco acreditar numa ótima participação no Rio-2016. Medalha é difícil, ainda mais numa prova como o triatlo, mas num dia bom, tudo pode acontecer.

ITU/Divulgação

Quem vencer em Gold Coast foi a espetacular americana Gwen Jorgensen. O domínio da americana é indiscutível! Ela foi novamente perfeita e terminou a prova em 1:56:59, 1min18s de vantagem sobre a segunda colocada, a também americana Sarah True. Katie Zaferes completou o pódio todo americano. Com esta vitória, Jorgensen acumula nada menos que OITO vitórias seguidas no WTS e é o nome a ser batido.

Pentatlo Moderno

Pouca gente sabia o que era pentatlo moderno até o último dia de disputas dos jogos de Londres, quando a Yane Marques ganhou um bronze espetacular, garantindo a última medalha disputada das Olimpíadas. Em 2013, Yane fez uma ótima temporada, com uma prata no Mundial e o bronze na Copa dos Campeões. Em 2014, seu melhor resultado foi um 7º lugar em uma etapa da Copa do Mundo.

Em 2015, a má fase segue. Ela foi 24ª na 1ª etapa nos EUA, 15ª na 2ª em Cairo e nesta última sexta-feira, um 21º lugar na prova em Roma. Yane deu uma caída na esgrima e na natação, mas o que a afundou na etapa italiana foi o hipismo, onde cometeu 6 faltas. Com isso, Yane largou a 62s da líder e deu adeus às chances de um bom resultado, pois não tem uma boa corrida. Priscila Oliveira também pegou final e também sofreu muito no hipismo, largando a 100s da líder. Yane terminou na 21ª posição com 1271 pontos e Priscila em 30º com 1206.

UIPM/Divulgação

Quem venceu foi a campeã olímpica em Londres, a lituana Laura Asadauskaite, que fez uma prova espetacular. Ela largou em 20º lugar na combina a 59s da líder. E não só se recuperou graças à sua excepcional corrida como ainda venceu com 9s de vantagem sobre a húngara Zsofia Foldhazi.