Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

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Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

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Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

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Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

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Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

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AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.

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Campeonatos Europeus – Dia 6

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Dina Asher-Smith ao vencer os 100m. Foto: Getty Images

O 1º dia de finais no atletismo em Berlim trouxe algumas surpresas e resultados muito bons. A Grã-Bretanha fez dobradinha nos 100m, levando os dois ouros. Pela primeira vez dede 1962, uma britânica venceu os 100m feminino. Dina Asher-Smith venceu com o tempaço de 10.85, igualando a melhor marca do ano da marfinense Marie-Josée Ta Lou em Doha. A alemã Gina Lückenkemper (guardem esse nome) foi prata com 10.98, igualando o recorde sub23 europeu que ela mesma fez na semifinal no mesmo dia. A holandesa Dafne Schippers foi bronze com 10.99.

Na final masculina, a vitória ficou com o jovem britânico Zharnel Hughes, de 23 anos. Nascido em Anguilla, território britânico no Caribe, por onde foi campeão pan-americano júnior em 2013, Hughes foi ouro com 9.95, recorde do campeonato. O britânico Reece Prescod foi prata com 9.96 e o turco Jak Ali Harvey completou o pódio com 10.01.

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Wojciech Nowicki (POL). Foto: Getty Images

A Polônia dominou o campo, com duas dobradinhas. No arremesso de peso, Michal Haratyk venceu com 21,72m e Konrad Bukowiecki prata com 21,66m. No martelo, Wojciech Nowicki levou com 80,12m e Pawel Fajdek foi prata com 78,69m. O francês Morhad Amdouni venceu os 10.000m com 28:11.22, o ucraniano Maryan Zakalnytskyy venceu a marcha 50km com 3:46:35 e a portuguesa Inês Henriques levou a estreia da marcha 50km no feminino no europeu com 4:09.21.

Dois ouros britânicos nos saltos ornamentais, com Jack Laugher vencendo o trampolim de 1m com 414,60 contra 401,10 do italiano Giovanni Tocci. Na plataforma sincronizada feminina, Eden Cheng e Lois Toulson venceram com 289,74 contra 288,6 da dupla russa. No último dia do nado artístico, 3 ouros russos. Venceram no dueto livre, no dueto misto livre e no solo livre. A surpresa foi a prata da italiana Linda Cerruti no solo, que tirou a Ucrânia do 2º lugar pela 1ª vez nesse Europeu. Rússia sai com 8 ouros e 9 provas (não disputou a rotina livre combinada), a Ucrânia com 1 ouro, 5 pratas e 1 bronze e a Itália se firma como 3ª força europeia com 4 pratas e 5 bronzes.

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Dideriksen e Leth após a vitória na Madison. Foto: Getty Images

Por pouco Daria Shmeleva não foi perfeita no velódromo. Depois de 3 ouros, só restava vencer a Keirin, mas o ouro foi pra francesa Mathilde Gros, a prata pra belga Nicky Degrendele e Shmeleva ficou com o bronze. Na Keirin masculina, o alemão Stefan Bötticher quebrou a hegemonia holandesa na velocidade. As dinamarquesas Julie Leth e Amalie Dideriksen venceram a Madison feminina com 42 pontos contra 38 pontos da dupla russa. Mesmo com a parceria espetacular de Katie Archibald e Laura Kenny, a Grã-Bretanha ficou fora do pódio. No mountain bike, domínio da Suíça. A grande Jolanda Neff sobrou no feminino vencendo com mais de 2min de vantagem sobre a francesa Pauline Ferrand Prevot. No masculino, mesmo sem Nino Schurter na prova, a Suíça levou com Lars Forster, 24s na frente do italiano Luca Braidot.

Na natação, 2 ouros britânicos. Duncan Scott nadou ótimos 1:45.34 nos 200m livre pra ficar com o ouro e a equipe feminina faturou o revezamento 4x200m livre com 7:51.65 A Rússia também levou mais 2 ouros. Yuliya Efimova sobrou nos 200m peito com 2:21.31, muito a frente do resto. A espanhola Jessica Vall Montero foi prata com 2:23.02. Nos 100m costas, Anastasiia Fesikova levou com 59.19, ficando a frente da britânica Georgia Davies com 59.36. O ucraniano Andriy Govorov confirmou o favoritismo e venceu os 50m borboleta com 22.48, recorde do campeonato, e a italiana Simona Quadarella foi campeã nos 1.500m livre com 15:51.61.

Campeonatos Europeus – Dia 5

O destaque da segunda-feira na natação o tempaço de Anton Chupkov nos 200m peito. O russo voou para 2:06.80, ficando a apenas 0.13 do recorde mundial do japonês Ippei Watanabe e batendo o recorde europeu. Bem distante, o britânico James Wilby foi prata com 2L08.39 e o italiano Luca Pizzini bronze com 2:08.54. Kliment Kolesnikov levou os 100m costas com excelentes 52.53, recorde mundial juvenil com Evgeny Rylov fazendo dobradinha russa com 52.74.

A francesa Charlotte Bonnet venceu os 200m livre com 1:54.95, recorde do campeonato, a húngara Boglarka Kapas faturou os 200m borboleta com 2:07.13, apenas 0.20 a frente da russa Svetlana Chimrova. O suíço Jeremy Desplanches levou os 200m medley com bons 1:57.04 e a Grã-Bretanha venceu o revezamento 4x100m medley misto com recorde europeu 3:40.18, com mais uma parcial espetacular do Adam Peaty em 57.27.

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Jeffrey Hoogland vencendo o britânico Philip Hindes nas 4as do sprint. Foto: Getty Images

A Holanda segue brilhando no velódromo, levando mais dois ouro. Jeffrey Hoogland faturou o sprint vencendo 2-0 o alemão Stefan Bötticher na decisão. Na Omnium, Kirsten Wild ficou com o ouro com 156 pontos no total contra 144 da britânica Katie Archibald. Kenny de Ketele e Robbe Ghys dominaram a prova de Madison masculina com 60 pontos para levar o ouro contra 49 da dupla alemã. A russa Daria Shmeleva é o nome da velocidade, levando o seu 3º ouro, agora nos 500m contrarrelógio. Na decisão ela marcou 33.285 contra 33.593 da ucraniana Starikova e 33.600 da alemã Miriam Welte.

A Rússia venceu mais dois ouros no nado artístico. Svetlana Kolesnichenko venceu no solo técnico com 93,4816 e a equipe levou a equipe técnica com 94,6000, com Ucrânia prata e Itália bronze nas duas provas. Tivemos o início dos saltos ornamentais com a prova de equipe, com ouro pros ucranianos Oleg Kolodiy e Sofiia Lyskun.

O atletismo começou em Berlim, mas sem finais. Os destaques foram o holandês Churandy Martina nas eliminatórias dos 100m com 10.24, o polonês Pawel Fajdek na quali do martelo com 77,86m e o salto em distância de 8,15m na quali com o grego Miltiadis Tentoglou.

Campeonatos Europeus 2018 – Dia 4

Mais uma vez uma enorme polêmica na natação europeia. Após a pataquada em 2014 quando não fizeram exames antidoping corretamente e 2 recordes mundiais não puderam ser homologados, um deles do Adam Peaty, novamente um erro técnico grotesco não deve dar mais recorde pro britânico.

É que neste domingo a Liga Europeia de Natação declarou que a cronometragem de 9 provas (3 finais e 6 semifinais) estava com 0.10 de erro. Ou seja, o tempo correto do Adam Peaty na vitória dos 100m peito foi na verdade de 57.10 e não 57.00. Ainda seria recorde mundial, já que a marca era 57.13, mas acho difícil a FINA homologar o tempo. O recorde dos 50m costas não estava entre as provas com problema.

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Kristof Milák (HUN). Foto: L’Equipe

Neste domingo, um novo dia. O primeiro ouro foi do alemão Florian Wellbrock nos 1.500m livre com 14:36.15 deixando os favoritos pra trás: o ucraniano Mykhaylo Romanchuk 14:36.88 e o italiano Grigorio Paltrinieri 14:42.85. Com apenas 19 anos, o italiano Alessandro Miressi levou os 100m livre com 48.01, enquanto o britânico Duncan Scott foi prata com 48.23 e o francês Mehdy Metella bronze com 48.24.

Como esperado, os húngaros fizeram dobradinha nos 200m borboleta, com Kristof Milák vencendo com 1:52.79, recorde do campeonato, e Tamás Kenderesi prata com 1:54.36. O italiano Federico Burdisso completou o pódio com 1:55.97. No revezamento 4x200m livre, os britânicos venceram com recorde da competição 7:05.32 (ótimas parciais lançadas de Duncan Scott 1:45.48 e James Guy 1:45.60), com Rússia prata 7:06.66 e Itália bronze 7:07.58.

No feminino, Yuliya Efimova venceu os 100m peito com 1:05.53, não dando chance pra lituana Ruta Meilutyte, prata com 1:06.26. Mais um bronze italiano com Arianna Castiglioni 1:06.54. Nos 50m costas, vitória da britânica Georgia Davies 27.23.

Sem Rússia na disputa, a Ucrânia venceu a prova da rotina livre combinada no nado artístico com 94,4667, seguida de Itália 92,6000 e Espanha 91,4667.

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Sanne Wevers (NED) na final da trave. Foto: Reuters

A holandesa campeã olímpica Sanne Wevers confirmou seu favoritismo e venceu a final da trave na ginástica artística com 13,900, seguida da belga Nina Derwael 13,600 e da francesa Marine Boyer 13,166. Derwael ficou com o ouro nas assimétricas com 14,733, enquanto a francesa Mélanie de Jesus dos Santos venceu o solo com 13,766. No salto, o ouro foi pra húngara Boglárka Devai com 14,349, mesmo com penalidades nos dois saltos.

Campeã mundial em 2007, a italiana Marta Bastianelli venceu a prova de estrada no ciclismo. Após 3h28min15s, ela cruzou na frente da holandesa campeã olímpica de 2012, tricampeã mundial e tricampeã europeia Marianne Vos e da alemã Lisa Brennauer, ouro no sábado na pista na perseguição.

Na pista, as russas favoritas se enfrentaram na final do sprint feminino, com Daria Shmeleva vencendo Anastasiia Voynova. O bronze ficou com a francesa Mathilde Gros, que derrotou a alemã Miriam Welte. Foram mais 3 provas não olímpicas: Laura Kenny (antes Trott) levou a corrida de eliminação, o alemão Dominic Weinstein venceu a perseguição masculina e o polonês Wojciech Pszczolarski brilhou na corrida por pontos, após dar 4 voltas no pelotão e vencer com 102 pontos.

Fechando o dia, as últimas 8 finais do remo. O norueguês Kjetil Borch venceu o single skiff com 6:49.95 contra 6:50.68 do lituano Mindaugas Griskonis. Os dois medalharam no Rio no double skiff. Nesta prova em Glasgow, a vitória ficou com a dupla francesa Hugo Boucheron e Matthieu Androdias com 6:10.21 numa final apertadíssima. A 0.50 dos franceses veio o barco romeno e a 0.63 o barco britânico. Já no Oito Com, a Alemanha confirmou o favoritismo para levar com 5:27.48, com 4 remanescentes da equipe prata no Rio e com praticamente a mesma formação campeã mundial ano passado. O suíço Michael Schmid venceu o single skiff peso leve e, no double skiff leve, vitória dos noruegueses Kristoffer Brun e Are Strandli, bronze no Rio, deixando os irmãos irlandeses Paul e Gary O’Donovan, prata no Rio, com a prata em Glasgow.

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Marieke Keijser e Ilse Paulis (NED) na final do double skiff leve feminino. Foto: Igor Meijer/FISA

No feminino, a suíça campeã mundial Jeannine Gmelin levou o single skiff com 7:31.15 contra 7:32.62 da austríaca Magdalena Lobnig, bronze no Mundial. No single skiff leve vitória da bielorrussa Alena Furman. Já no double skiff leve, a dupla da Holanda Marieke Keijser e Ilse Paulis venceu a disputa. Paulis foi ouro no Rio na prova com outra parceira.

Campeonatos Europeus 2018 – Dia 3

Um dia espetacular na piscina de Glasgow com 2 recordes mundiais e outras performances excelentes.

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Adam Peaty. Foto: Getty Images

Adam Peaty voa sozinho nos 100m peito e não tem ninguém que chegue a sua sombra na atualidade. Na final, deu um show para vencer com 57.00, melhorando seu próprio recorde mundial em 0.13! Ele passou com 26.65 e voltou com 30.35. James Wilby fez a dobradinha britânica com 58.54 e o russo Anton Chupkov foi bronze com recorde russo de 58.96.

O outro recorde mundial veio nos 50m costas com o russo Kliment Kolesnikov com 24.00, derrubando uma marca de 9 anos, que vinha desde 2 de agosto de 2009, estabelecida no Mundial de Roma. A marca também é o novo recorde mundial juvenil. Pela 1ª vez na história um recorde mundial juvenil é também adulto na piscina de 50m. Kolesnikov tem o WR dos 100m costas em piscina curta também. O romeno Robert Glinta foi prata com 24.55 e o irlandês Shane Ryan bronze com 24.64.

Quem voou também foi a sueca Sarah Sjöström. Ela venceu os 100m borboleta com 56.13, muito a frente do resto. A russa Svetlana Chimrova foi prata com 57.30 e a italiana Elena Di Liddo bronze com 57.58. Mais tarde ela voltou à piscina para levar os 50m livre com 23.74 com a dinamarquesa campeã olímpica Pernille Blume 23.75 na prata. As duas chegaram muito perto do WR da própria Sjöström de 23.67. A holandesa Ronomi Kromowidjojo foi bronze com 24.21. A italiana Simona Quadarella levou os 800m livre com 8:16.35 e a Alemanha venceu o inédito revezamento 4x200m livre misto com 7:28.43.

Nas provas artísticas, dois ouros russos. Sem surpresa, venceram ouro no nado artístico por equipes na rotina livre com 97,0333, seguida da Ucrânia com 94,6000 e da Itália com 92,2333, confirmando como a 3ª potência europeia, deixando a Espanha em 4º com 92,1000. Já na ginástica artística, a Rússia venceu a prova feminina por equipes com 165,195. Sem erros, a Rússia foi a melhor equipe nos 4 aparelhos. A França ficou com a prata com 161,131 e a Holanda foi bronze 159,563. A Bélgica que fez uma ótima quali e tinha grande chances de vencer desistiu da final para poupar suas atletas para as finais por aparelho. Não teremos disputa do individual geral.

O britânico Ethan Hayter venceu a única prova olímpica no ciclismo de pista no dia, vencendo a Omnium com 133 pontos, deixando o italiano campeão olímpico Elia Viviani e o dinamarquês Casper Von Folsach para trás com 113. A vantagem de Hayter veio por ter dado uma volta no pelotão na corrida por pontos, o que Viviani e Von Folsach não conseguiram. Os outros ouros do dia foram pro holandês Matthijs Büchli no 1km contrarrelógio com 1:00.134, pra alemã Lisa Brennauer na perseguição individual com 3:26.879 na final e pra italiana Maria Giulia Confalonieri na corrida por pontos.

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Equipe italiana após vencer o Skiff Quádruplo Peso Leve. Foto: Getty Images

No remo, a Romênia largou na frente com 3 vitórias no 1º dia de finais, faturando o Quatro Sem masculino, o Dois Sem feminino e o Oito Com feminino. Os irmãos croatas Martin e Valent Sinkovic, campeões olímpicos no Rio no Double Skiff, confirmaram o favoritismo e venceram o Dois Sem. Eles mudaram de prova depois dos Jogos Olímpicos. A Itália levou o Skiff Quádruplo masculino e o Skiff Quádruplo Peso Leve masculino. As outras vitórias ficaram com as francesas Helene Lefebvre e Élodie Ravera-Scaramozzino no double skiff, com a Rússia no Quatro Sem feminino e com a Polônia no Skiff Quádruplo feminino.

Campeonatos Europeus – Dia 2

Nesta sexta-feira os Europeus começaram de verdade com 12 finais.

As primeiras medalhas foram pra Rússia no nado artístico, algo longe de ser uma surpresa. No dueto técnico feminino, Svetlana Kolesnichenko e Varvara Subootina venceram com 95,1035 pontos, com Ucrânia na prata e a Itália surpreendendo no bronze, deixando a tradicional Espanha em 4º. No dueto misto técnico, mais um ouro russo com 89,5853, seguido de Itália e Espanha.

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Rússia com o ouro do 4x100m livre

Na natação, aproveitando a ausência de Katinka Hosszu da prova, a francesa Fantine Lesaffre venceu os 400m medley com 4:34.17 e o ucraniano Mykhaylo Romanchuk levou os 400m livre com 3:45.18. No revezamento 4x100m livre, a Rússia confirmou o favoritismo no masculino vencendo com 3:12.23, com a Itália próxima com 3:12.90 e Polônia no bronze 3:14.20. A França nem pegou final… No feminino, a França surpreendeu com 3:34.65 deixando a fortíssima Holanda com a prata 3:34.77 e a Dinamarca com o bronze 3:37.03.

Nas outras provas, Sarah Sjöström foi o destaque. A sueca nadou duas semifinais e passou pra decisão dos 100m borboleta com o melhor tempo 56.66, mais de 1s frente do resto. Nos 50m livre, Sjöström fez o melhor tempo nas eliminatórias 24.14. Venceu sua semifinal com 23.92, ms o melhor tempo ficou com a dinamarquesa Pernille Blume 23.85, recorde do campeonato e nacional.

Os britânicos dominaram totalmente os 100m peito. Adam Peaty voou já na eliminatória com 57.89, recorde do campeonato, seguido dos compatriotas James Wilby 59.12 e Ross Murdoch 59.14. Mas como há o limite de 2 por país, Murdoch com esse ótimo tempo não foi pra semifinal, onde novamente Peaty fez o melhor tempo 58.04. Nos 50m costas masculino, o melhor tempo na semi foi do romeno Robert Glinta 24.12. Em segundo ficou o russo Kliment Kolesnikov com 24.25, novo recorde mundial juvenil.

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Kirsten Wild (NED) vencendo a Scratch. Foto: Getty Images

No ciclismo de pista, a Holanda levou 2 ouros com vitória no sprint por equipes masculino (42.888 na final contra 43.693 da França) e com Kirsten Wild na scratch feminina. A Itália levou a perseguição por equipes masculina com 3:55.401 na final contra 3:59.705 da Suíça, a Rússia venceu o sprint por equipes feminino com as atuais bicampeãs mundiais Daria Shmeleva e Anastasia Voynova e a Grã-Bretanha levou a perseguição por equipes com seu timaço feminino, fazendo 4:16.896 na final contra 4:25.384 da Itália. Fechando, vitória do ucraniano Roman Gladysh na scratch masculina.

No remo, dia de muitas repescagens preparando para as finais deste sábado e domingo.

Ouro no remo, mas alguns mundiais de base bem ruins…

Terminou neste domingo em Plovdiv, na Polônia, o Mundial Sub23 de Remo e o Brasil enviou 3 atletas para a competição, voltando com bons resultados, pelo menos para a realidade do remo brasileiro.

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Uncas Batista (centro) no pódio do Mundial Sub23 de Remo na Polônia. Foto: FISA

O destaque foi Uncas Batista, que se tornou bicampeão mundial sub23! Ele fez uma excelente campanha, mas na prova de single skiff peso leve, que não é olímpica. Uncas venceu sua eliminatória com 7:09.05, venceu a sua bateria de 4as com 7:27.70 e foi 2º na sua semifinal com 7:18.44. Na final, o francês Hugo Beurey começou melhor, abrindo 3s sobre o Uncas, que na segunda metade foi se recuperando até vencer com 6:51.27 contra 6:54.10 do francês.

Lucas Ferreira, bronze no Mundial Jr de 2016, chegou à Final A do single skiff, essa sim prova olímpica, e terminou em 6º, bem longe dos líderes. O brasileiro fez 7:06.45 e o canadense Trevor Jones foi o campeão com 6:48.70. No single skiff feminino, Milena Viana foi 3ª na Final B, 9ª o geral entre 17 atletas. Forma bons resultados se levarmos em conta a atual situação do remo brasileiro. Precisamos urgente achar um companheiro pro Uncas pro double skiff peso leve.

Também terminou neste domingo o Mundial Jr/Sub23 de canoagem velocidade e o Brasil saiu sem nenhum medalha. Pior, sem nenhuma Final A. Nem Jacky Godmann, que foi 4º no C1 200m Jr no ano passado pegou final. Agora ele é Sub23 e pegou Final B.

Também rolou essa semana o Mundial Jr de Saltos Ornamentais em Kiev, Ucrânia. A China levou 14 das 17 provas (!) e o Brasil conseguiu apenas uma final, e numa prova não olímpica. Luis Felipe Moura ficou em 11º no trampolim de 1m, categoria A (sub18).

Na semana anterior, Ana Sátila decepcionou ao perder portas na final do K1 e do C1 Sub23, mas saiu com um ouro de consolação na ‘gincana’ do Extreme K1. No Mundial Jr de Nado Artístico, em Budapeste, Brasil não conseguiu nenhum top-12. Na prova de equipes ficou em 13º na prova técnica e na livre, atrás até da Grã-Bretanha. No Mundial da Juventude de Vela, os destaques brasileiros foram no feminino, com um 5º lugar (Rafaela Salles e Fernanda Blyth na 29er), um 6º (Larissa Schenker na RSX) e um 7º (Marina da Fonte e Marina Arndt na 420). O único top-10 no masculino foi de Tiago Quevedo na Laser Radial.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 31 medalhas na base (10O-9P-12B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)