Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 9

Uma prova espetacular da plataforma e a Rússia fecha com mais dois ouros no fim da 1ª semana do Mundial.

Saltos Ornamentais

Plataforma 10m Masculina

gettyimages-1163159973

Podio da plataforma masculina. Foto: FINA

Foi uma prova absolutamente espetacular dos chineses Yang Jian e Wang Hao. Yang Jian fez mais 90 pontos em todos os seus saltos, incluindo 2 com mais de 100 pontos, fechando a prova com um 114,80 em um salto de dificuldade 4,1, a dificuldade mais alta da final, e notas acima de 9,0! Ele somou 598,65 para levar o ouro. Só que Wang Hao não ficou muito pra trás não! No 2º salto, já vieram duas notas 10, mas o 4º salto foi simplesmente perfeito, com 7 notas 10! Ele ainda viria a tirar 4 notas 10 no salto seguinte, mas a sua dificuldade foi menor que de Yang Jian. Somando os 6 saltos, Yang Jian tinha 21,9 de dificuldade enquanto Wang Hao “apenas” 20,6. Wang Hao foi prata com 585,75, pontuação altíssima.

Também com o ótima prova, o russo Aleksandr Bondar foi bronze com 541,05, aproveitando os erros do britânico Tom Daley, que não fez uma boa prova, errando feio o seu 5º salto, terminando em 7º com 470,35.

Trampolim 3m Sincronizado Misto

Embed from Getty Images

Sem China, esta final foi muito disputada e a diferença entre o 1º e o 5º foi de apenas 8,91 pontos! Os australianos Matthew Carter e Maddison Keeney venceram com 304,86 contra 304,08 dos canadenses François Imbeau-Dulac e Jennifer Abel, uma diferença de apenas 0,78! Os alemães Lou Massenberg e Tina Punzel levaram o bronze com 301,62. Os brasileiros Luis Felipe Moura e Tammy Galera ficaram em 16º entre 18 duplas com 249,30.

Nado Artístico

Dueto Misto Rotina Livre

Embed from Getty Images

O pódio da rotina livre foi exatamente o mesmo da rotina técnica, com os russos Mayya Gurbanberdieca e Aleksandr Maltsev vencendo com 92,9667, piorando a nota da preliminar, quando marcaram 93,1000. A prata foi para os italianos Manila Flamini e Giorgio Minisini com 91,8333 e o bronze para os japoneses Yumi Adachi e Atsushi Abe com 90,4000. Os brasileiros Giovana Stephan e Renan Souza terminaram no 7º lugar com 81,2333, mesma colocação da rotina técnica.

Rotina Livre Combinada

Embed from Getty Images

Fechando o nado artístico, a Rússia faturou o seu 9º ouro com a nota mais alta de todo o Mundial (empatada com a mesma Rússia na rotina livre do grupo) de 98,0000. A China foi prata com 96,5667, mesma nota que a Rússia tirara na preliminar, e o bronze foi novamente da Ucrânia com 94,5333. O Brasil melhorou uma posição da preliminar terminando em 8º com 83,6333, subindo sua nota da rodada anterior, que havia sido 81,6667 e por muito pouco não superou Israel, o que teria sido um grande resultado. A rotina foi ao som do tema dos Vingadores e nos maiôs referências ao vários super-heróis.

Pólo Aquático

Sem muita surpresa nos playoffs femininos, valendo vaga nas 4as de final. As 4 equipes vencedoras foram as que ficaram em 2º nos seus grupos, eliminando as 3as colocadas. Grécia venceu a China por 12-8 e enfrenta nas 4as a fortíssima equipe americana. Austrália fez 13-3 no Cazaquistão e pega a Rússia. Holanda e Canadá fizeram um jogo bem parelho, que ficou no 0-0 no 1º quarto, mas a vitória foi das holandesas com 5-4 e elas enfrentarão a Espanha. Hungria venceu fácil a Nova Zelândia por 17-6 e pega a Itália.

Duas goleadas no jogos classificatórios. África do Sul arrasou as donas da casa com 26-3 e disputarão o 13º lugar contra o Japão, que venceu Cuba por 21-9.

O Mundial agora entra na sua segunda semana com os astros da natação! Até agora os Estados Unidos não venceram nenhum ouro. Em 2017 eles tinham vencido 1 ouro antes da natação, em 2015 foram 3, em 2013 foi 1 e em 2011 1 também.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 8

Ana Marcela leva seu 2º ouro em Gwangju de maneira espetacular! E o Brasil perde a 3ª no pólo aquático.

Águas Abertas

25km Feminino

gettyimages-1162900422

Pódio dos 25km feminino. Foto: FINA

Com mais de 5h de prova, Ana Marcela Cunha fatura o tetracampeonato mundial da prova mais longa da natação! Desde o início, ela, as francesas Lara Grangeon e Lisa Pou, a americana Erica Sullivan e a alemã Finnia Wunram abriram das outras competidoras e foram se isolando na liderança. Prova muito longa, ninguém queria se desgarrar e elas ficavam alternando a liderança. Com pouco mais de 4h de prova, a americana começou a ficar pra trás e a briga ficava entre as outras quatro.

Nos últimos 2km, a coisa começou a apertar e Pou foi ficando para trás também. Na reta final, só deu Ana Marcela. A brasileira atacou, tirando energia não sei de onde e foi abrindo segundos valioso até bater em 1º em 5:08:03.0, faturando seu 5º título mundial e 12ª medalha em mundiais na carreira! A alemã Wunram bateu 8.6 atrás da brasileira e Grangeon, que também fez um ótimo mundial mas seguia sem medalha, bateu pro bronze a 18.2.

25km Masculino

gettyimages-1162898753

A batida super apertada dos 25km masculino. Foto: FINA

Diferente da prova feminina, a masculina seguiu por um bom tempo com um pelotão enorme, de quase 20 atletas. Faltando menos de 1h pro fim da prova, o húngaro Gergely Gyurta começou a desgarrar e abriu mais de 1min30 sobre o resto do pelotão ao abrir a última volta, faltando meia hora pro fim. Mas na zona de hidratação ele parou por quase 1min, com dificuldades para respirar devido a uma asma. Ele seguiu, mas a diferença pro resto do pelotão, que contava com 10 nadadores, foi diminuindo e ele logo foi ultrapassado, para terminar em 10º.

Seis nadadores seguiram forçando, com o francês Axel Reymond, dois russos, dois italianos e um australiano. Reymond, o russo Kirill Belyaev e o italiano Alessio Occhipinti foram para a frente até a chegada. Reymond e Belyaev estavam lado a lado até que o francês bateu em 4:51:06.2, apenas 0.3 melhor que o russo! Occhipinti foi bronze 3.3 atrás.

Nado Artístico

Equipe Rotina Livre

Embed from Getty Images

Nada mudou na modalidade e a Rússia venceu mais uma, com a espetacular nota de 98,0000, novamente seguida de China (96,0333) e Ucrânia (94,3667), que se firma como a 3ª força do esporte no mundo, passando o Japão, 4º com 93,3667, que precisará evoluir se quiser medalha ano que vem em casa nos Jogos Olímpicos. Entre as equips das Américas, o Canadá se firma como principal força ao terminar em 7º com 90,1000 e o México segue a frente das americanas. As mexicanas ficaram em 10º com 87,0333 e as americanas em 11º um pouco afastadas com 84,4000. Canadá tem tudo para levar o ouro no Pan e a vaga olímpica das Américas.

Saltos Ornamentais

Finalmente um brasileiro foi bem nos saltos. Isaac Souza Filho fez ótima prova na plataforma 10m masculina, ficando em 14º na preliminar com 397,90 e 13º na semifinal com 404,50, ficando a uma posição da final e da vaga olímpica. Curioso que seu melhor salto é o que tem maior dificuldade, 3,7, tirando 7,0-7,5 nas duas chances, somando mais de 80 pontos. O chinês Yang Jian foi o melhor nas duas vezes com 530,10 na preliminar e 573,35 na final, com seu compatriota Yang Hao colado na semi com 572,30.

Trampolim 3m Feminino

Embed from Getty Images

Mais uma dobradinha chinesa, com Shi Tingmao levando o ouro ao somar 391,00 e Wang Han prata com 372,85, mas a australiana Maddison Keeney não ficou longe, levando o bronze com 367,05. Foi o 8º título mundial da Shi Tingmao, que se torna tricampeã mundial desta prova, mas precisa vencer mais duas vezes para igualar o feito de Guo Jingjing, que venceu 5 vezes de 2001 a 2009.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

O Brasil caiu demais desde os Jogos do Rio. E este mundial prova isso. A Copa UANA nos deu uma esperança falsa devido aos bons jogos contra americanos e canadenses, mas neste Mundial a coisa está feia. Precisando vencer de qualquer jeito o Japão para avançar, o Brasil até que começou bem, mas no 2º quarto os japoneses começaram a abrir e foram pro intervalo com 7-3. Na 2ª metade, o Brasil deu uma apertada e chegou a fazer 3 seguidos, mas não foi o suficiente e o Japão venceu por 11-9. O Brasil agora disputa o torneio do 13º ao 16º lugar. Pelo mesmo grupo, a Itália venceu a Alemanha por 8-9 e venceu o grupo, se garantindo direto nas 4as.

No Grupo A, a Sérvia fez 9-3 na Grécia para vencer o grupo e Montenegro derrotou a Coreia do Sul por fáceis 24-6. No B, a Croácia venceu a 3ª partida com fáceis 21-5 no Cazaquistão e os Estados Unidos fizeram 12-11 na Austrália. Pelo C, a Hungria passeou na África do Sul com 23-5 para levar o grupo e a Espanha também goleou com 23-3 na Nova Zelândia, que será o próximo adversário do Brasil.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 7

Brasil fica bem perto de medalha por equipe nas águas abertas e Rússia e China seguem no topo.

Águas Abertas

Revezamento 4×1,25km Misto

gettyimages-1162651568

Pódio do revezamento. Foto: FINA

Ana Marcela Cunha abriu para o Brasil enquanto a maioria dos países começava com um homem. Mas quem brilhava era a americana Haley Anderson, que chegou junto com os líderes para entregar para Jordan Wilimovsky e os Estados Unidos abriam das equipes favoritas. Viviane Jungblut entregava em 10º para Diogo Villarinho, 36s atrás dos Estados Unidos.

Na 3ª perna, boa parte das equipes favoritas entrava com homens, enquanto os EUA vinham com Ashley Twitchell. China, Alemanha e Itália buscaram os americanos e o Brasil vinha logo atrás com o Diogo, que fez ótima prova. Na última perna, a China veio com a campeã dos 10km Xin Xin e ficou pra trás, terminando em 9º. A Itália fechava com o campeão olímpicos dos 1.500m na piscina Gregorio Paltrinieri, enquanto a Alemanha tinha Rob Muffels, os EUA com Michael Brinegar e o Brasil com Fernando Ponte, um pouco atrás. Os 3 lideravam e brigavam a cada metro, enquanto o Brasil se firmava em 4º mais de 20s atrás. Eles foram pro funil e Muffels conseguiu bater um pouco antes fechando em 53:58.7, 0.2 a frente de Paltrinieri e 0.3 a frente de Brinegar. O Brasil fechou na ótima 4ª posição a 25.8 da Alemanha.

Saltos Ornamentais

No trampolim 3m feminino, Shi Tingmao foi a melhor na preliminar com 357,90 e na semifinal com 359,40, seguida da australiana Maddison Keeney com 348,10 e da outra chinesa Wang Han com 345,80. Luana Lira foi 41ª na preliminar com 220,20 e a veterana Juliana Veloso 43ª com 206,70 entre 51 atletas.

Trampolim de 3m masculino

Embed from Getty Images

Quase que a China perdeu seu 1º ouro nos saltos! O britânico Jack Laugher, prata no Rio-2016, vinha com uma prova espetacular e chegou até a tirar um 10 (descartado) no 4º salto, de dificuldade 3,9! Ele chegou pra última rodada com 473,95, com 31,10 pontos de vantagem sobre o chinês Xie Siyi e 45,40 sobre Cao Yuan. Só que no último salto, Laugher errou feio e tirou apenas 2,5-3,0! Com isso, os chineses o passaram para fazer a dobradinha e Laugher acabou com o bronze. Xie Siyi venceu com 545,45, Cao Yuan prata com 517,85 e Laugher bronze com 504,55. O sul-coreano Woo Haram foi novamente 4º colocado, assim como no trampolim de 1m. Na foot, Jack Laugher e toda sua decepção após errar o último salto.

Nado Artístico

Na preliminar da rotina livre combinada, que mistura solo, dueto e equipe, com 10 atletas na piscina, o Brasil ficou em 9º com 81,6667 e se garantiu na final. Passavam 12 e eram apenas 15 equipes competindo. A melhor, claro, foi a Rússia com 96,5667, seguida de China e Ucrânia.

Dueto Rotina Livre

Embed from Getty Images

Svetlana Kolesnichenko e Svetlana Romashina venceram a final do dueto com 97,5000, deixando novamente a China com a prata com 95,7667 e a Ucrânia com o bronze com 94,1000. Foi o 6º ouro russo no nado artístico neste Mundial. Fio o inacreditável 21º ouro mundial da Romashina e o 16º da Kolesnichenko.

Precisava de tanta prova assim no Mundial?

Pólo Aquático

Tivemos a definição no pólo feminino. Pelo Grupo A, os Estados Unidos arrasaram a África do Sul com 26-1 e a Holanda fez 15-6 na Nova Zelândia. No grupo B, o Canadá venceu a Coreia do Sul por 22-2, num jogo onde claramente as canadenses tiraram o pé (ou seria melhor dizer a mão?) e erravam o gol de propósito. A Rússia fez 17-12 na Hungria e venceu o grupo, se classificando direto para as 4as.

Pelo Grupo C, a campeã mundial em 2013 Espanha fez 19-6 em Cuba enquanto a Grécia derrotou o Cazaquistão por 13-7. Pelo Grupo D, a Itália fez 14-6 na China para vencer o grupo com 3 vitórias e a Austrália ganhou do Japão com 9-7. A húngara Rita Keszthelyi é a artilheira do mundial com 15 gols, mas a holandesa Maud Megens vem em seguida com 12, mas com aproveitamento espetacular com 92%.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 6

Ana Marcela fatura a 1ª medalha do Brasil em Gwangju (e logo um ouro) e se torna a maior das águas abertas em Mundiais de Esportes Aquáticos! China e Rússia seguem no topo e Brasil perde mais uma no pólo.

Águas Abertas

5km feminino

Embed from Getty Images

Ana Marcela Cunha faturou seu 4º ouro em Mundiais ao vencer de maneira brilhante os 5km. O resumo da prova você pode ler aqui.

Saltos Ornamentais

Tivemos uma interminável preliminar do trampolim 3m masculino com 57 saltadores fazendo 6 saltos cada e a semifinal, que definiu os 12 finalistas e os 12 primeiros classificados para Tóquio. O chinês Xie Siyi liderou na preliminar com 499,15 e deu um show na semi com 522,60, curiosamente só o 1º salto foi o melhor da rodada. Cao Yuan foi 2º na semi com 469,30 e o britânico Jack Laugher em 3º com 468,45. Os brasileiros fizeram uma péssima prova na preliminar: Luis Moura foi 51º com 287,95 e Kawan Pereira 52º com 275,90.

Plataforma 10m feminina

Embed from Getty Images

A chinesa Chen Yuxi, de apenas 13 anos, foi simplesmente espetacular, fazendo uma prova praticamente perfeita. Seu 1º salto, com média de 8,5 foi seu pior salto e justamente no salto de menor grau de dificuldade. Ela somou 439,00 pontos, marcando 94,05 em 2 saltos e mais de 85 pontos em 4 dos 5 saltos, faturando o 9º ouro chinês em 9 provas nos saltos. Sua compatriota Lu Wei, também com apenas 13 anos, ficou com a prata com 377,80, e a americana Delaney Schnell foi bronze com 364,20, desbancando as favoritas canadenses. Meaghan Benfeito vinha em 3º antes do último salto, mas errou, tirando notas 6,0-6,5 e acabou em 6º.

Nado Artístico

A Rússia liderou a preliminar da prova por equipes, rotina livre, com 97,7667, seguida da China com 95.7667 e da Ucrânia com 93,9667. Novamente Canadá, México e EUA pegaram final. O Brasil vinha bem, mas levou uma penalidade de 2 pontos e acabou em 16º com 80,0667. Mesmo sem a penalidade, não pegaria final, mas seria 14º.

Solo Livre

gettyimages-1162534796

Svetlana Romashina. Foto: FINA

Na primeira final de rotina livre, Svetlana Romashina venceu o 5º ouro russo com 97,1333, tirando mais de meio ponto a mais que na preliminar e faturando seu 20º título mundial! A espanhola Ona Carbonell ficou com a prata com 94,5667 e conseguiu sua 22ª medalha em Mundiais, se isolando na liderança contra 21 da russa Natalia Ishchenko. Mas Natalia tem 19 ouros contra apenas de Carbonell. A japonesa Yukiko Inui foi bronze com 93,2000. Na rotina técnica, alguns dias antes, o pódio foi quase igual. A única diferença foi que o ouro foi de outra Svetlana, a Kolesnichenko.

Polo Aquático

O Brasil levou sua 2ª derrota no torneio masculino, perdendo de 15-8 para a Alemanha, parciais 4-1, 6-1, 2-2, 3-4 para os alemães. Jogando muito mal, Brasil não contou com a boa atuação do goleiro Slobodan Soro, que não repetiu o desempenho da estreia contra a Itália. Agora o Brasil precisa vencer o Japão de qualquer maneira na quinta-feira a noite para conquistar a vaga para as 8as. Nesta 2ª rodada, o Japão perdeu de 9-7 para a Itália.

Pelo Grupo A, Montenegro empatou em 10-10 com a Grécia, curiosamente seu 2º empate em 10-10 neste Mundial e a super Sérvia venceu a Coreia do Sul facilmente por 22-2. No B, Austrália fez 17-8 no Cazaquistão e a Croácia mandou um 17-7 nos Estados Unidos. Já pelo C, Hungria venceu 13-11 a Espanha e África do Sul e Nova Zelândia empataram em 8-8. Croácia e Hungria já venceram seus grupos e estão nas 4as.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 5

Alemães brilham nos 10km masculino, e Rússia e China seguem dominando o nado artístico e os saltos.

Águas Abertas

10km Masculino

gettyimages-1162250005

Pódio dos 10km masculino. Foto: FINA

Foi mais uma prova muito disputada, valendo 10 vagas olímpicas, como no feminino. Campeão olímpico nos 1.500m livre no Rio, o italiano Gregorio Paltrinieri liderou boa parte da prova e tentou abrir, mas o pelotão não o deixava, sempre ameaçado pelos alemães Florian Wellbrock e Rob Muffels, o francês Marc-Antoine Olivier, bronze no Rio-2016, entre outros, como o holandês campeão olímpico Ferry Weertman e o campeão dos 5km, o húngaro Kristóf Rasovszky.

Na última volta, Paltrinieri começou a cansar e foi ultrapassado pelos alemães, que, num bom jogo de equipe abriram ao lado do francês Olivier. Wellbrock e Olivier foram lado ao lado pro pórtico e Wellbrock bateu em 1:47:55.9, 0.2 na frente de Olivier e 1.5 na frente do compatriota Muffels. Os brasileiros não fizeram uma boa prova. Allan do Carmo foi 33º a 2:18.8 do Wellbrock e Victor Colonese foi 35º a 2:19.3.

Nado Artístico

Sem surpresas na preliminar do dueto rotina livre com as russas Svetlana Kolesnichenko e Svetlana Romashina liderando com 96,6667, seguidas de China com 94,5333 e Ucrânia com 93,1333. A dupla do Brasil não apareceu pra competir.

Equipe Técnica

Embed from Getty Images

Na final da equipe técnica, mais um ouro russo com 96,9426, melhorando em 0,72 a nota da preliminar. A China pegou a prata com 95,1543 e a Ucrânia, que vem se firmando como a 3ª potência do mundo, desbancando o Japão, foi bronze com 93,4514. A Rússia venceu todas as provas por equipe desde o Mundial de Perth-1998!

Saltos Ornamentais

Tivemos a preliminar e a semifinal da plataforma feminina, definindo as 12 finalistas. As chinesas Chen Yuxi e Lu Wei lideraram na semi com 407,95 e 370,85 respectivamente. Na preliminar, entretanto, Chen Yuxi não foi tão bem e ficou em 4º. Duas canadenses na sequencia na semi: Caeli McKay 356,70 e Meaghan Benfeito 340,60. Andressa Mendes temrinou a preliminar em 36º entre 38 com 195,80 e Ingrid Oliveira foi cortada do Mundial por conta de uma lesão no pulso.

Prova por Equipe

Embed from Getty Images

Nesta prova, temos um homem e uma mulher, que devem realizar 6 saltos, 3 cada, sendo 3 no trampolim de 3m e 3 na plataforma de 10m. Vitória mais uma vez da China com Lin Shan e Yang Jian, com 416,65. Yang Jian fez um salto de dificuldade 4,1, com nota média entre 7 e 7,5! A prata ficou com os russos Sergey Nazin e Iuliia Timoshinina com 390,05 e o bronze com os americanos Katrina Young e Andrew Capobianco, com 357,60. Isaac Souza Filho e Tammy Takagi terminaram em 15º com 287,10 entre 16 duplas.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

Na 2ª rodada do pólo feminino, mais goleadas e a Coreia do Sul marcou seu 1º gol! Pelo Grupo A, Estados Unidos venceu por 12-9 a Holanda e a Nova Zelândia fez 17=4 na África do Sul. Com isso, EUA já venceu o grupo. No Grupo B, a Rússia arrasou as donas da casa por 30-1. O único gol sul-coreano veio na metade do 4º quarto, quando elas perdiam por 27-0. Hungria fez 15-14 no Canadá pelo mesmo grupo.

Pelo C, a Espanha já sai como vencedora do grupo ao passar pelo Cazaquistão com 18-6 e a Grécia arrasou Cuba por 20-4. No Grupo D, a Austrália fez 14-12 na China e a Itália venceu o Japão por 9-7.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 4

Brasil estreia no pólo masculino com derrota e pegamos nossa primeira final nos saltos.

Saltos Ornamentais

Plataforma Sincronizada Masculina

gettyimages-1162155214

Pódio da plataforma sincronziada. Foto: FINA

Mais um ouro chinês em uma prova espetacular de Cao Yuan e Chen Aisen. Nos 2 saltos iniciais de dificuldade baixa, nenhuma nota abaixo de 8,5. Aí vieram 4 saltos com mais de 90 pontos e eles somaram incríveis 486,93, vencendo o ouro com uma enorme diferença sobre os russos Aleksandr Bondar e Viktor Minibaev, prata com 444,60. Os chineses não levaram no sincronismo nenhuma nota abaixo de 8,5! Os britânicos tom Daley e Matthew Lee ficaram com o bronze com 425,91. Eles conseguiram uma nota 10 no 4º salto, mas pecaram feio no 5º salto e perderam aí a 2ª colocação.

Ótima prova dos brasileiros Kawan Pereira e Isaac Souza Filho. eles ficaram em 10º na preliminar com 342,06 e melhoraram a pontuação na final para 348,78, mas terminaram em 12º.

Trampolim Sincronizado Feminino

Embed from Getty Images

E a China segue 100% nos saltos, levando seu 7º ouro. Shi Tingmao e Wang Han também brilharam com uma prova quase perfeita, com apenas duas notas 8,0 durante toda a prova (são 55 notas), mas nenhum 10. Ainda assim, vitória tranquila delas com 342,00, contra 311,10 das canadenses Jennifer Abel e Melissa Beaulieu, que se mantiveram na segunda colocação durante toda a prova. Também muito consistentes, as mexicanas Paola Espinosa e Melany Hernandez ficaram com o bronze com 294,90, para conquistar a 4ª medalha mexicana nos saltos. Luana Lira e Tammy Takagi ficaram em 16º na preliminar com 242,07 e não avançaram pra final.

Nado Artístico

Highlight

Embed from Getty Images

Foi a estreia da prova de highlight em Mundiais. Nesta prova, temos 10 atletas na água ao mesmo tempo e a impressão artística tem enorme valor. São valorizados os lançamentos, os levantamentos e os desenhos que as atletas fazem com as pernas. Tem que ter no mínimo quatro movimentos acrobáticos, ações conectadas e movimentos que dão efeito de caleidoscópio. A Rússia decidiu não participar da prova, abrindo espaço para um novo hino e quem subiu no topo do pódio foi a Ucrânia, que venceu com a excelente nota de 94,5000, seguida da Itália com 91,7333 e da Espanha com 91,1333. Com o bronze espanhol, a atleta Ona Carbonell se torna a maior medalhista da história na modalidade em Mundiais ao lado da russa Natalia Ishchenko, ambas com 21. Mas a russa tem 19 ouros e 2 pratas, enquanto Ona tem apenas 1 ouro, 9 pratas e 11 bronzes.

Dueto Misto Técnico

Embed from Getty Images

Aqui voltamos ao normal com mais um ouro russo. Mayya Gurbanberdieva e Aleksandr Maltsev venceram a prova com 92,0749, seguidos dos italianos Manila Flamini e Giorgio Minisini com 90,8511 e dos japoneses Atsushi Abe e Yumi Adachi, bronze com 88,5113. Os brasileiros Renan Souza e Giovana Stephan terminaram em 7º com 79,4495, melhorando a sua nota da preliminar (78,1404), mas mantendo a 7ª posição.

Pólo Aquático

O Brasil estreou no Grupo D contra a forte seleção da Itália, bronze no Rio-2016. O Brasil até conseguiu segurar bem no 1º quarto e a Itália fez 5-3, atrapalhada pela expulsão de Gonzalo Echenique, ficando 4min com um a menos. No 2º quarto, o Brasil encostou com 5-4, mas se perdeu completamente e deixou a Itália disparar, abrindo 12-4 e o jogo terminou com 14-5 pros italianos. Pelo mesmo grupo, a Alemanha e o Japão empataram em 9-9.

No Grupo A, Sérvia e Montenegro fizeram uma grande partida empatando em 10-10, enquanto a Grécia arrasou a Coreia do Sul por 26-3. No B, Estados Unidos venceu 16-7 o Cazaquistão e a Croácia derrotou a Austrália por 14-4. Pelo C, Espanha 23-3 na África do Sul e Hungria 24-4 na Nova Zelândia.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 3

Começa o pólo aquático com muitas goleadas, uma final eletrizante e nervosa dos 10km feminino e mais China e Rússia no topo do pódio.

Águas Abertas

10km Feminino

gettyimages-1161867754

Pódio dos 10km feminino. Foto: FINA

Foi uma final absurdamente tensa de se acompanhar, valendo 10 vagas olímpicas. As francesas Aurelie Muller e Lara Grangeon assumiram a liderança e comandaram o pelotão por quase toda a prova. A americana Haley Anderson, a alemã Finnia Wunram e a brasileira Ana Marcela Cunha também se alternavam logo atrás. Quem sumiu durante a 1ª metade da prova foram as italianas Arianna Bridi e Rachele Bruni, a chinesa Xin Xin e a equatoriana Samantha Arevalo, prata no último Mundial.

Nas duas voltas finais (de 6) Muller ficou na frente e comandou, aparentando que levaria o inédito tricampeonato mundial. Enquanto isso, Ana Marcela e Viviane Jungblut vinham brigando pelo top-10, nessa que era a única chance de classificar duas atletas para Tóquio. Na reta final, faltando 800m pro fim, as coisas começaram a apertar. Ana Marcela acelerou junto com Anderson e elas atacaram Muller. Enquanto isso, Xin Xin começava a aparecer galgando posições a cada volta e já aparecia ao lado das líderes, nadando por fora. A estratégia da chinesa foi perfeita e ela abriu sozinha nos 300m finais para vencer com 1:54:47.2!

Ana Marcela e Haley Anderson estavam logo atrás e a americana apertou, abrindo um pouco e batendo em 2º lugar pra prata com 1:54:48.1. Na batida, Ana Marcela fez um erro grotesco, não olhando pro pórtico e ficou com a mão levantada, não achando a placa para bater. Nesse décimos de segundo, vieram a italiana Rachele Bruni e a francesa Grangeon, que bateram em 3º e 4º. Ana bateu e terminou em 5º lugar, com um enorme gosto de derrota, mas com a vaga olímpica assegurada. Viviane Junglubt terminou em 12º fazendo uma excelente prova, mas ela está fora dos Jogos de Tóquio na maratona. Mas Vivi já nadou duas vezes abaixo do índice dos 1.500m livre, então deve se classificar para os Jogos na piscina.

Aurelie Muller, que liderou boa parte dos 10km, bateu em 11º lugar e está fora dos Jogos, assim como a forte italiana Arianna Bridi, 13ª. Bruni e Grangeon garantiram vaga pros Jogos e, pela regra, só podem participar do pré-olímpico mundial em 2020 países que não conseguiram a vaga. Ana Marcela passou por isso em 2011-2012.

Saltos Ornamentais

Trampolim de 1m Masculino

Embed from Getty Images

Mais uma vez o ouro foi pra China, com Wang Zongyuan, de apenas 17 anos. O chinês não começou bem e estava apenas em 7º após 3 saltos, 15 pontos atrás do líder, mas acertou 3 saltos muito difíceis e logo subiu pro 1º lugar levando o ouro com 440,25. O mexicano Rommel Pacheco também foi subindo conforme a prova rolava e saiu de um 12º lugar no 1º salto para a prata com 420,15. Em situação semelhante, o outro chinês da prova, Peng Jianfeng, levou o bronze com 415,00. O sul-coreano Woo Ha-ram liderava a prova após o 4º salto, mas fez dois saltos finais mais fracos que o resto e com notas razoáveis, caindo para o 4º lugar com 406,15. Outro que chegou a liderar e caiu foi o alemão Patrick Hausding, bronze no Rio-2016 no trampolim de 3m.

Plataforma Sincronizada Feminina

gettyimages-1161953415

Foto: FINA

Na 5ª prova dos saltos, o 5º ouro chinês! A super jovem dupla Lu Wei e Zhang Jiaqi de 13 (!!!) e 15 anos respectivamente, brilhou na final liderando do início ao fim. Elas fizeram o melhor salto em todas as rodadas para vencerem com a enorme pontuação de 345,24, fechando com um salto de dificuldade 3,2 e nota 9,0! A dupla da Malásia de Mun Yee Leong e Pandedela Pamg (esta última prata no Rio-2016 nesta prova) ficou com a prata com 312,72. Na disputa do bronze, as canadenses Meaghan Benfeito e Caeli McKay chegaram em 3º no último salto com quase 6 pontos de vantagem sobre as americanas Samantha Bromberg e Katrina Young, mas Young não foi bem e elas pecaram na sincronia da 3 piruetas e meia revirado grupado, perdendo o bronze para as americanas por apenas 0,81!

Nado Artístico

Na preliminar da rotina técnica por equipes, o Brasil ficou na 15ª colocação com 80,6196, não se classificando para a final. Novamente ficou atrás de Canadá (7º 88,4953), México (10º 85,4235) e Estados Unidos (11º 84,4057). Rússia, claro, em 1º com 96,2253, mas a China vem se aproximando com o 2º lugar com 94,3638.

Dueto Técnico

Embed from Getty Images

Na final do dueto técnico, Svetlana Romashina e Svetlana Kolesnichenko venceram mais um ouro pra Rússia ao tirarem excelentes 95,9010, nota ligeiramente mais baixa que a tirada na preliminar. A dupla chinesa de Huang Xuechen e Sun Wenyan foi prata com 94,0072 e as ucranianas Marta Fiedina e Anatasiya Savchuk bronze com 92,5847. Um ótimo 6º lugar do Canadá e mais uma vez o México fica a frente das americanas. Foi o (pasmem!) 15º ouro da Kolesnichenko em Mundiais e o 19º da Romashina!

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

Começaram as disputas do pólo feminino e os destaques foram para 3 enormes goleadas. Abrindo a sessão com o Grupo A, a Holanda arrasou as sul-africanas por 33-0 e no jogo seguinte as favoritas americanas venceram a Nova Zelândia por 22-3. Mas isso tudo foi pouco após o Grupo B. Na preliminar, a Rússia fez 18-10 no Canadá e aí veio a implacável Hungria, que destruiu as donas da casa coreanas por incríveis 64-0. SESSENTA E QUATRO gols em 24 minutos. Uma média de um gol a cada 22,5 segundos! Todas as 11 jogadoras de linha da Hungria marcaram pelo menos 2 gols.

Pelo Grupo C, placares mais normais com o Cazaquistão vencendo Cuba por 9-6 e a forte Espanha 14-4 na Grécia. No Grupo D, China fez 8-6 no Japão e a Itália derrotou a Austrália em belo jogo por 10-9.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 2

Cinco finais para abrir o Mundial em Gwangju, na Coreia do Sul, sem grandes surpresas.

Águas Abertas

5km Masculino

gettyimages-1161677888

Pódio dos 5km masculino. Foto: FINA

Primeira final do Mundial, a prova de 5km masculina estava bem esvaziada de grandes nomes. Eram 61 atletas na disputa, mas pouquíssimos conhecidos, já que a de 10km valerá vaga olímpica e será realizada na terça-feira, então todo mundo se poupando. Apenas 9 dos 61 atletas irão disputar os 10km.

Um desses é o húngaro Kristóf Rasovszky, que liderou praticamente desde o início. Segurando o pelotão, Rasovszky controlou a prova e, faltando menos de 1km, começou a abrir do resto, até vencer em 53:22.1, batendo sozinho no pórtico. Logo em seguida veio o pelotão, com o francês Logan Fontaine e o canadense Eric Hedlin puxando a fila e batendo quase juntos, mas Fontaine acabou com a prata com 53:32.2 contra 53:32.4 de Hedlin, bronze. Os brasileiros começaram bem e estavam disputando o top-10, mas Diogo Villarinho e Fernando Ponte despencaram na 2ª metade. Fernando terminou em 25º com 53:43.6 e Diogo num ruim 36º lugar com 53:55.4.

Saltos Ornamentais

Foi um domínio total chinês, que levou os 3 ouros do dia

Plataforma Sincronizada Mista

Embed from Getty Images

Na 1ª final da modalidade, apenas 8 duplas na disputa. A China, com Lian Junjie e Si Yajie sobrou para vencer com 346,14 pontos, tendo o melhor salto das 5 rodadas, com ótimas execuções principalmente da Si Yajie. Os russo Viktor Minibaev e Ekaterina Beliaeva ficaram do início ao fim em 2º lugar e foram prata com 311,28.

Já na disputa do bronze, a dupla britânica com Noah Williams e Robyn Birch se mantinha em 3º lugar e foi pro último salto com apenas 2,34 pontos de vantagem sobre o México, com José Balleza e María Sánchez. As duas duplas fecharam a prova com o mesmo salto, mas os mexicanos foram levemente melhores e fecharam com o bronze com 2887,64 contra 285,18 dos britânicos. Isaac Souza Filho e Ingrid Oliveira competiram pelo Brasil, mas sem treinarem juntos, pecaram no sincronismo e acabaram em 8º e último lugar com 239,46.

Trampolim 1m Feminino

gettyimages-1161720479

Pódio do trampolim 1m feminino. Foto: FINA

Na primeira individual do Mundial, domínio chinês de Chen Yiwen, que liderou desde o 1º salto. Ela teve um 4º salto com notas baixas, mas de grau 3,0, o mais alto da final, e por isso não foi tão prejudicada e fechou com 285,45 pro ouro. A sul-coreana Kim Su-ji, bronze nessa prova nos Jogos Asiáticos, vinha em 2º lugar até o último salto, mas fez um salto fraco de dificuldade 2,2 enquanto a americana Sarah Bacon fez um 2,6. Elas tiveram notas parecidas, mas Bacon a ultrapassou e terminou com a prata com 262,00 contra 257,20 da coreana. A prova foi muito disputada, com a britânica Katherine Torrance em 4º com 255,40, a russa Kristina Ilinykh em 5º com 252,80 e a chinesa Chang Yani em 6º com 251,95.

Trampolim Sincronizado Masculino

Embed from Getty Images

Novamente deu a lógica. Cao Yuan e Xie Siyi deram o 3º ouro do dia pra China ao vencerem com 439,74, fechando a prova com 2 saltos espetaculares, de alto nível de dificuldade (3,6 e 3,8) e notas altíssimas, chegando a 9,0 no sincronismo. Os britânicos Daniel Goodfellow e Jack Laugher ficaram com a prata com 415,02. Ambos medalharam no Rio-2016 em provas sincronizadas: Goodfellow bronze na plataforma e Laugher ouro nesta prova do trampolim. Mais um bronze pro México, com Yahel Castillo e Juan Celaya, somando 413,94. Os britânicos passaram os mexicanos no último salto, tirando uma diferença de pouco mais de 3 pontos. Os brasileiros Luis Bonfim e Kawan Figueredo ficaram em 21º na preliminar com 297,71 entre 25 duplas.

Nado Artístico

Na preliminar do dueto misto, que contou com apenas 9 dueto, todos se classificando pra final, os brasileiros Renan Souza e Giovana Stephan ficaram em 7º com 78,1404, mesma colocação do último Mundial.

Solo Técnico

Embed from Getty Images

Se deu a lógica nos saltos, deu a lógica também na primeira final do nado artístico. Svetlana Kolesnichenko foi ouro no solo técnico com 95,0023, com nota 9,6 na execução, 9,7 de impressão artística e 9,5 em alguns elementos obrigatórios. Foi o 14º ouro da russa em Mundiais! Com a prata ficou a espanhola Ona Carbonell com 92,5002 e o bronze foi pra japonesa Yukiko Inui colada com 92,3084. Além das 3, apenas a ucraniana Marta Fiedina tirou mais que 90, com 91,3014. Foi a 21ª medalha da Carbonell em Mundiais!

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 1

Teremos até setembro uma sequência enorme de mundiais olímpicos, muitos deles com vagas para Tóquio em jogo, e nada melhor do que começar com um dos principais do ano, o de esportes aquáticos! Como sempre ocorre, a 1ª semana é dos saltos ornamentais, nado artístico, águas abertas e da fase preliminar do pólo aquático. Na 2ª semana, a fase final do pólo, o high diving e a esperada natação.

A cidade sul-coreana de Gwangju recebe a 18ª edição do Mundial, que ocorre de 2 em 2 anos, e terá a presença de 2.623 atletas de 194 países brigando por medalhas em 76 provas.

Nesta sexta-feira, tivemos apenas eliminatórias de 4 provas e apresentações ruins dos brasileiros.

Saltos Ornamentais

Na preliminar da prova não-olímpica do trampolim de 1m masculino, chineses dominaram com Wang Zongyuan na frente com 429,40 e Peng Jianfeng em 2º com 410,80. Em 3º, uma boa prova do sul-coreano Woo Ha-ram, com 396,10. Kawan Pereira ficou em 22º com 323,40 e Luis Moura em 37º com 264,45 entre 44 atletas.

Embed from Getty Images

No feminino, também dobradinha chinesa, com Chen Yiwen na frente com 287,95 seguida da compatriota Chang Yani, com 257,65. A russa Kristina Ilinykh ficou em 3º com 245,50 e a sul-africana Julia Vincent em 4º com 241,35. Luana Lira foi 32ª com 202,35 e Danielle Robles foi 43ª e última com 124,65. No seu último salto ela quase zerou.

Nado Artístico

Na preliminar do dueto técnico, Luisa Borges e Maria Coutinho ficaram na 17ª colocação com 81,0395 e não avançaram para a final. Mas a notícia ruim para nós foi ver Canadá, México e Estados Unidos muito a frente e avançando para a final. Ou seja, o Brasil fica mais distante do bronze nos Jogos Pan-Americanos no fim do mês. Em 1º lugar, claro, o dueto russo, com Svetlana Romashina e Svetlana Kolesnichenko, com 95,9501, seguidas da dupla chinesa 93,4148 e das ucranianas 92,0610.

Na preliminar do solo técnico, a russa Svetlana Kolesnichenko liderou com 94,1126, seguida da espanhola Ona Carbonell com 91,8259 e da japonesa Yukiko Inui com 91,7284.

Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

Captura de Tela 2018-08-19 às 21.27.16

Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

rio16_b16_5004

Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

589725638

Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

2016-08-17t200039z_1_lynxnpec7g1av_rtroptp_3_olympics-rio-taekwondo-m-fly-800

Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

AP RIO OLYMPICS SYNCHRONIZED SWIMMING S OLY SYN BRA

AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.