Rio-2016 – Dia 14

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Na final do nado sincronizado por equipe, o resultado final já era mais que esperado, ainda mais após a rotina técnica no dia anterior. Começaram as equipes mais fracas que só estavam lá para cumprir as cotas continentais. Aliás, sou contra vagas continentais na prova de grupo, pois são apenas 8 vagas e o nível cai bastante. Nos duetos, com certeza, pois são 24, mas nos grupos não concordo. Após Egito e Austrália com suas notas bem baixas, veio a Itália e o Brasil, que brigariam pelo 5º lugar. Embora tenha achado a apresentação do Brasil melhor que a da Itália, a diferença de nota foi enorme. As italianas tiraram 92,2667 contra 87,2000 do Brasil.

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Logo depois, com a Rússia, foi possível ver a superioridade das russas. Criatividade, leveza, técnica e um ritmo alucinante que ninguém chega perto. A performance foi tão boa que 3 das 15 notas foram 10s e 10 foram 9,9. A China fez uma ótima apresentação para ser prata e o Japão ficou com o bronze, repetindo o pódio do dueto.

À noite, foi a vez do atletismo com 5 grandes finais. No salto com vara feminino, sem Fabiana Murer, foi a vez da grega Ekaterini Stefanidi finalmente mostrar seu repertório. Com as saídas precoces de Yarisley Silva e Jenn Suhr, que não passaram em 4,70m, ficou aberto para os novos nomes da prova, Stefanidi e a americana Sandi Morris. Ambas passaram em 4,85m na 2ª tentativa, mas a grega tinha apenas 2 erros na prova toda contra 3 da americana e levou o ouro. Enorme surpresa com o bronze para a neozelandesa Eliza McCartney, que fez uma linda prova até 4,80m, novo recorde nacional.

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No martelo masculino, Wagner Domingos não fez boa prova, terminando em 12º com 72,28m, bem abaixo das suas melhores marcas. Mas foi sensacional ele chegar a final da prova que o Brasil até há pouco tempo mal tinha um bom competidor. Sem o polonês favorito Fajdek, que nem passou pra final, a prova ficou aberta pro tadjique Dilhsod Nazarov vencer com 78,68m, o 1º ouro da história de seu país. Nos 5.000m feminino, decepção da etíope Almaz Ayana, que havia batido o recorde mundial dos 10.000m uns dias antes. Ela abriu demais, mas cansou e viu a dupla queniana passar um pouco antes da última volta. Vitória de Vivian Cheruiyot com 14:26.17, novo recorde olímpico.

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Fechando a noite com os dois revezamentos 4x100m. No feminino, as americanas se aproveitaram da lambança do dia anterior e venceram com 41.01, aproveitando uma Jamaica que não é mais tão forte e foi prata com 41.36. Grã-Bretanha completou o pódio com 41.77. Na prova masculina, mais um show de Usain Bolt, que fechou para 37.27, coroando sua carreira com seu incrível 9º ouro olímpico, para a felicidade de um estádio. Ídolo mundial, só a menção de seu nome já era suficiente para o Engenhão ir abaixo. O Japão vem crescendo a cada ano e conquistou a prata com 37.60, ficando a frente dos americanos, que depois foram desclassificados, deixando o bronze para o Canadá com 37.64. A equipe do Brasil, que só passou para a final por conta de uma desclassificação na eliminatória, ficou em último, mas por conta de duas desclassificações, acabou em 6º com 38.41.

Prévias Rio-2016: Nado Sincronizado

Dueto feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Natalia Ishchenko/Svetlana Romashina (RUS); Prata – Ona Carbonell/Andrea Fuentes (ESP); Bronze – Huang Xuechen/Liu Ou (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Natalia Ishchenko/Svetlana Romashina (RUS); Prata – Huang Xuechen/Liu Ou (CHN); Bronze – Lolita Ananasova/Anna Voloshyna (UKR)

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Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina (RUS)

Nada mais certo que um ouro russo para o dueto formado por Natalia Ishchenko (3O) e Svetlana Romashina (3O). Praticamente imbatíveis, as russas são muito superiores e jamais foram derrotadas. Cada uma tem 19 ouros mundiais na carreira e um currículo inigualável. Desde Sydney-2000, a Rússia venceu todas as provas de dueto, o mesmo acontece em Mundiais desde 2003. Nada mais lógico que um ouro russo.

A Espanha foi prata por muito tempo, mas caiu nos últimos anos. Levaram a prata em Londres com Ona Carbonell (1P-1B) e Andrea Fuentes (3P-1B), mas Carbonell e Paula Klamburg ficaram apenas em 5º no Mundial de Kazan. Para voltar ao pódio, a Espanha aposta no retorno de Gemma Mengual (2P) ao lado de Carbonell, o que podem colocá-las novamente entre as melhores. Mas a China, prata nos últimos 3 Mundiais, quer subir de degrau em relação a Londres. Um pouco atrás, brigam pelo bronze Ucrânia e Japão. As ucranianas foram bronze no Mundial no dueto livre, mas o Japão levou o bronze no dueto técnico.

E o Brasil? Luisa Borges e Maria Eduarda Micucci foram finalistas no Mundial no dueto livre, com o 12º lugar, e tem chances de repetirem o feito no Rio. Devem ficar entre o 10º e o 12º lugar, brigando com México, EUA e Áustria.

Meu Pódio: Ouro – Rússia; Prata – China; Bronze – Espanha

Equipe feminina

Pódio em Londres-2012: Ouro – Rússia; Prata – China; Bronze – Espanha

Último Mundial: Ouro – Rússia; Prata – China; Bronze – Japão

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Rússia

Novamente, a Rússia deve sobrar e levar o ouro com tranquilidade. Campeã das últimas 4 Olimpíadas e dos últimos 9 Mundiais, a coreografia e a técnica russa são muito acima do resto e mais um ouro virá. Prata nos Mundiais de 2011 e 2015, a China vem como a 2ª força e será prata, pouco atrás das russas.

Na disputa do bronze, Japão e Ucrânia duelam por centésimos e o bronze será decidido no detalhe. A Espanha não classificou sua equipe e não poderá defender a sua prata de quatro anos atrás. A Itália deve ficar em 5º lugar e o Brasil será 6º, tentando passar as italianas, mas a distância ainda é grande. Austrália e Egito completam a disputa e brigam para não ficar em último.

E o Brasil? A equipe brasileira foi 11ª colocada no Mundial na rotina livre e na técnica e vai terminar em 6º lugar, atrás da Itália e a frente de Egito e Austrália. O objetivo é voltar a ter notas acima de 90, algo ainda um pouco longe do poder da equipe.

Meu Pódio: Ouro – Rússia; Prata – China; Bronze – Ucrânia

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 7

A segunda medalha brasileira, mais domínio russo no nado sincronizado e mais uma decepção chinesa nos saltos ornamentais.

Prova por Equipe 5km

Nesta prova, as equipes formadas por dois homens e uma mulher largam individualmente, a cada 30 segundos. O tempo da equipe se dá após o 3º membro cruzar a linha de chegada. O Brasil foi bronze na última edição perdendo por apenas 2 décimos a medalha de prata!

Em Kazan, a Alemanha, contando com 2 campeões mundiais nesta prova em 2013, ficou com o ouro com ótimos 55:14.4. A Holanda aparecia na segunda colocação com 55:31.2 e o Brasil, penúltimo a largar, foi uma das últimas equipes a cruzar. Houve um problema na cronometragem e o tempo do Brasil não aparecia. Depois de alguns minutos de nervosismo, o Brasil obteve exatamente o mesmo tempo da Holanda e empatou na prata. Diogo Villarinho, Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo ficaram com a prata e Ana Marcela leva sua 6ª medalha mundial!

Plataforma 10m feminino

Kim Hyang Kuk. Foto: Sergei Grits/AP

Numa prova muito disputada, o pódio trocava a cada salto. A chinesa Si Yajie alternou a liderança com a norte-coreana Kim Kik Hyang a cada salto. Após 4 saltos, Si liderava com apenas 1,20 na frente da sua compatriota Ren Qian e a 6,55 da norte-coreana. No último salto, Kim fez um salto 9,5 (dois 10s fora descartados) e tirou 91,20, somando 397,05 para ficar com o ouro inédito pro seu país. Ren Qian ficou com a prata com 388,0 e Pandedela Pamg, da Malásia, bronze em Londres, completou o pódio com 385,05. Si Yajie fez um último salto ruim, média 7,5, e terminou na 4ª posição. Foi a 3ª prova em Kazan não vencida por chineses.

Dueto Livre

Quase perfeitas, a duplas russa de Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina tirou incríveis 98,200 para levar mais um ouro pros donos da casa e o 19º título mundial de cada uma. A dupla da China ficou com a prata com 95,900, seguida da Ucrânia com 93,600, apenas 0,166 melhor que o Japão, que levou o bronze na prova técnica. A dupla brasileira de Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci fez uma boa apresentação e melhorou sua nota da preliminar, com 84,4667, mas manteve a 12ª posição, pouco atrás das americanas.

Dueto Misto Livre

10 duplas na prova que faz sua estreia, mas dessa vez a Rússia venceu, diferente da prova técnica e da preliminar, onde deu EUA. Aleksandr Maltsev e Darina Valitova tiraram 91,7333, na frente dos americanos muito colados com 91,4667. Assim como na técnica, a Itália foi bronze com 89,3333.

Outras Provas

César Castro em seu último ciclo olímpico passou pra semifinal do trampolim 3m masculino e fez uma boa prova na semi, mas terminou e 14º fora da final por 2 posições. César tem altas notas, mas faz uma série com baixas dificuldades, o que o faz tirar pontuações não muito altas.Ele somou bons 430,30. Chineses Cao Yuan e He Chao foram os dois melhores na preliminar e na semifinal.

Encerrada a primeira fase do pólo aquático feminino. O Brasil, como esperado, perdeu para a Itália por 15-6 e terminou em 3º no seu grupo, avançando para as 8as, onde enfrentará a China.

Outros Resultados:
Grupo A – Espanha 12-6 Canadá e Cazaquistão 14-4 Nova Zelâdia
Grupo B – Austrália 8-6 Holanda e Grécia 20-4 África do Sul
Grupo C – EUA 17-2 Japão
Grupo D – Hungria 18-3 França e Rússia 9-9 China

Espanha, Austrália, Itália e Rússia venceram seus grupos e já estão nas 4as. Nas 8as, teremos EUA x Hungria, Brasil x China, Canadá x Grécia e Cazaquistão x Holanda.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 6

Duas finais nesta quarta-feira e um jogo disputadíssimo do Brasil com os campeões olímpicos.

Dueto Livre

Mais um ou russo, dessa vez para Natalia Ishchenko, que leva nada menos que seu 18º ouro em Mundiais. Na rotina técnica, o ouro foi Svetlana Romashina. Na livre, foi a vez da Ishchenko, com a excelente nota de 97,2333, a maior desse mundial. A chinesa Xuechen Huang ficou com a prata, a sua 3ª em Kazan, com 95,7000 e a espanhola Ona Carbonell foi bronze com 94,9000 e leva sua 18ª medalha em Mundiais.

Prova por Equipes de Saltos

Rebecca Gallantree e Tom Daley. Foto: AP

Na estreia da prova em Mundiais, uma disputa acirradíssima entre Grã-Bretanha, China e Ucrânia. Cada país é representado por uma dupla, de um homem e uma mulher. São 6 saltos, 3 na plataforma e 3 no trampolim, 3 para cada atleta, sendo 2 saltos (um na plataforma e um no trampolim) técnicos, de grau de dificuldade 2,0 e 4 livres. No final vitória britânica com Rebecca Gallantree e o queridinho do país Tom Daley. Daley, aliás, fez saltos espetacular, com um salto nível 3,5 com nota quase 10 e um 3,6 de nota acima de 9,0! Graças a essa grande performance, a Grã-Bretanha somou 434,65 contra 426,45 da Ucrânia e 425,40 da dupla da China com (pasmem) um bronze.

Após 38 provas mistas em Mundiais, essa foi apenas a 7ª derrota chinesa! E foi a primeira vez desde 2009 que a China não vence 2 provas em um mundial, já que perdeu o trampolim de 1m feminino no dia anterior.

Outras Provas

Na preliminar da plataforma feminina, Giovanna Pedroso terminou em 22º lugar com 301,40 e Ingrid Oliveira em 27º com 291,95. Após 2 saltos, Giovana estava em 10º lugar, mas não fez dois bons saltos e despencou, ficando fora da semifinal. Na preliminar e na semi, liderança das duas chinesas, Ren Qian e Si Yajie.

Bernardo Gomes. Foto: CBDA/Divulgação

No segundo jogo do pólo masculino, a seleção brasileira fez um jogo muito apertado com os campeões olímpicos, a Croácia. Os croatas abriram 8-4 após 2 quartos, mas com boa performance o Brasil encostou. A Croácia chegou a ter 10-7 faltando 3min para o final da partida, mas Adrian Delgado e Josip Vrlic diminuíram. O Brasil ainda teve duas chances para empatar no finalzinho, mas não conseguiu. O Brasil está em 3º no grupo A, com um empate e uma derrota e encerra a primeira fase contra o Canadá na sexta-feira.

Outros Resultados:
Grupo A – Canadá 8-2 China
Grupo B – Grécia 11-10 EUA e Itália 9-6 Rússia
Grupo C – Cazaquistão 15-7 Argentina e Hungria 17-4 África do Sul
Grupo D – Austrália 5-5 Montenegro e Sérvia 19-9 Japão

Mundial de Esportes Aquáticos – Dias 3 e 4

Mais dois dias de finais, e a China segue com 100% nos saltos e a Rússia dominando o nado sincronizado, mas os EUA venceram na estreia do dueto misto.

Plataforma Sincronizada masculina

Depois de ficar sem o ouro nesta prova em 2013, a Chia voltou ao topo do pódio com uma apresentação praticamente perfeita. Chen Aisen e Lin Yue somaram 495,72 pontos incluindo um raro salto de mais de 100 pontos no final. Foram dez notas 10 ao longo da prova. Foi o 3º ouro do Lin Yue nesta prova em Mundiais. Ivan Garcia e German Sanchez, prata em Londres, ficaram novamente em 2º com 448,89 e os russos Roman Izmailov e Victor Minibaev completaram o pódio com 441,33. Na preliminar, os brasileiros Jackson Oliveira e Isaac Souza Filho terminaram em 19º entre 20 países.

Dueto Técnico

Mais um ouro russo com Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina. Elas somaram 95,4672 para levar o ouro e Romashina soma agora 17 títulos mundiais. A dupla da China ficou com a prata com 93,3279 e o Japão levou o bronze com 92,0079. O Canadá foi a melhor equipe americana em 6º e o México se consolida como segunda força do continente, em 10º. O dueto brasileiro de Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci ficou em 14º na preliminar com 81,7065 fora da final.

Dueto Misto Técnico

Dueto misto americano. Foto: AP

Na estreia da modalidade, a primeira derrota russa no nado sincronizado desde 2007! A vitória ficou com os americanos Christina Jones e Bill May com 88,5108. A dupla russa levou a prata com 88,2986 numa raríssima derrota. Bronze para a Itália numa prova com apenas 6 duplas inscritas.

Trampolim de 1m masculino

O chinês Xie Siyi e o mexicano Jahir Ocampo estavam brigando nota a nota nos 3 primeiros saltos da final, quando o mexicano fez dois saltos médios e despencou na classificação. Aí ficou fácil pro chinês levar o ouro com 485,50, seguido do ucraniano Illya Kvasha com 449,05 e do americano Mike Hixon com 428,30, 1ª medalha americana na prova desde 1998. O mexicano tentou se recuperar, mas terminou em 4º, a apenas 0,95 do americano! Decepção do outro chinês, He Chao, em 7º.

10km masculino

Com 10 vagas olímpicas em jogo, o nível foi altíssimo. É a única possibilidade de um país levar duas vagas olímpicas na prova. O húngaro Gergely Gyurta dominou a primeira metade da prova, mas não suportou o ritmo da segunda metade, quando os americanos começaram a forçar o ritmo. Num lago calmo, sem grandes correntezas, os americanos que vieram da piscina foram abrindo. Jordan Wilimovsky foi abrindo e venceu com tranquilidade, em 1:49:48.4. O holandês Ferry Weertman ficou com a prata a 12s1 e o grego Spyridon Gianniotis chegou 0s4 depois pra ficar com o bronze. Allan do Carmo ficou em 9º e se garantiu nos Jogos do Rio. As 10 vagas olímpicas foram para EUA (2), Itália (2), Holanda, Grécia, Grã-Bretanha, França, Canadá e Brasil.

Plataforma Sincronizada feminina

Em mais uma performance impecável, mais um ouro chinês. Chen Ruolin e Liu Huixia ficaram com o ouro com 359,52, o 4º seguido de Chen Ruolin nesta prova em mundiais. Numa excelente apresentação, a dupla canadense de Meaghan Benfeito e Roseline Filion bem que tentaram, mas ficaram novamente com a prata, bem perto com 339,99. Bronze surpresa para a dupla da Coreia do Norte, que conquista a primeira medalha da história do país em mundiais de esportes aquáticos. Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso começaram muito bem na preliminar, chegando a ficar em 8º, mas fizeram dois saltos ruins, terminando em 15º não indo pra final.

Equipe Técnica

Mais um ouro russo com mais uma bela nota. Com 95,7457 veio o quarto ouro russo em Kazan. A Rússia não perde o ouro na prova por equipes desde que venceu pela primeira vez em Perth-1998. A China está chegando perto, mas não o suficiente para vencer, tirando a nota de 94,4605. O Japão completou o pódio com 92,4133. O Brasil disputou a final, tirando 82,9372 e terminando em 11º, uma posição acima do 12º que ficou na preliminar. Mas assim como no Pan, ficou atrás de Canadá (6º), México (9º) e EUA (10º).

Pólo Aquático

Foto: Satiro Sodré/CBDA

O Brasil estreou no feminino no domingo com as favoritas americanas, perdendo de 13-2. No primeiro tempo, levou um 9-0, mas aí as americanas soltaram e o Brasil conseguiu marcar com Izabella Chiappini e Amanda Oliveira.

No masculino, o Brasil não conseguiu dominar a China e estreou com um amargo empate em 9-9, com 4 gold de Felipe Perrone.

Outros Resultados:

Feminino

Grupo A – Canadá 15-6 Nova Zelândia e Espanha 14-7 Cazaquistão
Grupo B – Austrália 8-7 Grécia e Holanda 22-1 África do Sul
Grupo C – EUA 13-2 Brasil e Itália 15-3 Japão
Grupo D – Rússia 16-5 França e China 9-8 Hungria

Masculino

Grupo A – Croácia 12-7 Canadá e Brasil 9-9 China
Grupo B – Grécia 11-10 Itália e EUA 7-6 Rússia
Grupo C – África do Sul 10-6 Argentina e Hungria 14-5 Cazaquistão
Grupo D – Sérvia 11-8 Montenegro e Austrália 10-4 Japão

Mundial de Esportes Aquáticos – Dias 1 e 2

Na sexta, apenas uma eliminatória. Neste sábado, as as 5 primeiras finais do Mundial!

O Mundial começou na sexta com as eliminatórias do trampolim de 1m masculino. Prata no Pan no de 3m, o mexicano Jahir Ocampo fez a melhor marca com 412,70, seguido do chinês Siyi Xie com 404,40 e do ucraniano Illya Kvasha com 402,60.

5km feminino

Pódio dos 5km feminino. Foto: Reuters

Sem Ana Marcella e Poliana, o Brasil não entrou com seus principais nomes na prova dos 5km. Aproveitando a ausência, a americana Haley Anderson, vice-campeã olímpica, venceu para levar o bicampeonato da prova. Ela completou a distância em 58:48.4, com 1s4 de vantagem sobre a grega Kalliopi Araouzou e 2s6 na frente da alemã Finnia Wunram. Betina Lorscheitter terminou em 15º a 1:09.4 e Carolina Bilich em 17º a 1:18.8.

5km masculino

Após passar apenas em 16º na metade da prova com 10s de diferença, o sul-africano Chad Ho venceu na batida o alemão Rob Muffels, ambos com 55:17.6. Ho, campeão do circuito de maratonas 10km em 2010, leva sua segunda medalha em Mundiais. A 2s4, o bronze foi pro italiano Matteo Furlan. Numa disputa bem mais apertada que a prova feminina, 16 homens chegaram com menos de 10s de diferença. Victor Colonese terminou em 9º a 6s8 e Samuel de Bona foi o 14º a 8s3 do campeão.

Trampolim 3m Sincronizado feminino

Melhores na qualificação, a dupla chinesa formada por Shi Tingmao e a grande Wu Minxia venceu com a espetacular soma de 351,30. Apenas dois 8,5 em toda a prova. O resto, só 9,0 e 9,5. Assim fica difícil alguém superar. A canadenses Jennifer Abel e Pamela Ware, que foram prata no Pan, terminaram com a prata com 319,47 e a australianas Samantha Mills e Esther Qin ficaram com o bronze com 304,20. Esses 3 países conquistaram as 3 vagas olímpicas em jogo. As brasileiras Tammy Galera e Juliana Veloso estavam bem na qualificação, mas com um péssimo último salto terminaram em 18ª e penúltimo lugar.

Foi o 8º ouro seguido da China na prova. Em 7 dessas vezes, Wu Minxia estava presente. Monstro.

Plataforma Sincronizada Mista

Na estreia da prova em Mundiais, mais um ouro chinês. Si Yajie e Tai Xiaohu venceram com 350,88, bem a frente da dupla canadense de Meaghan Benfeito e Vincent Riendeau com 309,66. Assim como na prova acima, o Austrália com Domonic Bedggood e Melissa Wu ficou com o bronze com 308,22. Muito perto. Ingrid Oliveira e Luiz Felipe Outerelo terminaram em 12º entre 15 duplas com 283,68.

Solo Técnico

Como esperado, o ouro no nado sincronizado foi para a Rússia. Svetlana Romashina venceu na final com 95,2680. Foi nada menos que o 17º título mundial da Romashina! E virão outros 4. Pode anotar. A prata foi para a espanhola Ona Carbonell com 93,1284, sua 17ª medalha em Mundiais. Completando o pódio, a chinesa Sun Wenyan com 91,5479. O Brasil não disputou essa prova.

Outras Provas

Na estreia do dueto misto na rotina técnica, a Rússia também ficou na frente com 88,8539, seguida de EUA e Itália. Foram apenas 6 duplas que competiram pela preliminar e todas estão na final. Na preliminar da equipe técnica, Rússia melhor com 95,1829, seguida de China e Ucrânia. O Brasil passa para a final com a 12ª nota com 83,0283. Assim como no Pan, o Brasil ficou atrás de Canadá (6º), México (9º) e EUA (10º).

Mundial de Esportes Aquáticos – Prévia I

Kazan receberá os 6 esportes da chancela da FINA pro maior mundial da história: natação, nado sincronizado, saltos ornamentais, águas abertas, pólo aquático e o high diving. Nesta primeira semana, saltos ornamentais, nado sincronizado, águas abertas e a primeira fase do pólo aquático.

Serão 7 provas novas. Nos saltos, a plataforma e o trampolim sincronizado mistos e a prova por equipes. No nado sincronizado, o dueto misto, com final técnica e final livre. E na natação, os revezamentos 4x100m livre e medley mistos.

Saltos Ornamentais

Se o assunto é saltos ornamentais, o país é a China. Se são 13 provas, diria que 13 ouros chineses é demais, mas chutaria uns 10 pelo menos. Em Barcelona-2013, com 10 provas, a China levou 9 ouros, 2 pratas e 2 bronzes. A única prova sem China no alto so pódio foi a plataforma sincronizada masculina, que deu Alemanha. Na Série Mundial deste ano, foram 50 ouros em 60 provas disputadas pelos chineses.

Wu Minxia

He Zi levou ouro nos trampolins de 1m e de 3m feminino e chega para fazer o bi nos 3m e o tri no 1m. Shi Tingmao venceu a He Zi esse ano na etapa de Dubai da World Series e pode ameaçar. Chen Ruolin é outro nome espetacular. Bicampeã olímpica na plataforma e na plataforma sincronizada faz uma dupla quase imbatível com Liu Huixia. Chen é tetracampeã mundial da plataforma sincronizada. Outro monstro chinês no feminino é Wu Minxia, atual tricampeã olímpica do trampolim sincronizado e nada menos que hexacampeã mundial! Outros nomes para ficar de olho são as canadenses Jennifer Abel, Roseline Filion e Meaghan Benfeito, a italiana Tania Cagnotto, a britânica Tonia Couch e a mexicana Paola Espinosa.

Jack Laugher

No masculino, Qiu Bo busca o tri na plataforma. Tricampeão do trampolim, He Chong não estará em Kazan, mas seu compatriota He Chao deve brigar pelo ouro. Quem pode acabar com a festa chinesa na plataforma são os britânicos Jack Laugher, que venceu 3 provas na Série Mundial esse ano, e Tom Daley, o queridinho do esporte. De olho também no americano David Boudia, campeão olímpico em Londres na plataforma, e nos mexicanos Rommel Pacheco, Ivan Garcia e Jahir Ocampo, que dominaram no Pan.

Nas provas individuais, César Castro deve ser o melhor, podendo beliscar uma final do trampolim. No trampolim sincronizado de olho em Ian Matos/Luiz Felipe Outerelo e na plataforma, podemos ver uma boa participação das medalhistas do Pan Ingrid Oliveira/Giovana Pedroso. Muito curioso pra ver o Isaac Souza Filho, nova promessa do esporte.

Nado Sincronizado

Se a China domina nos saltos, no nado é a vez da Rússia. Em Barcelona, foram 7 ouros em 7 provas. Em Kazan, em casa, não deve ser muito diferente.

A veterana (de 29 anos) Natalia Ishchenko vai disputar o solo e o dueto e pode vencer mais 4 ouros, somando aos seus excepcionais 16 ouros em Mundiais. A última vez que a Rússia não venceu no Mundial foi na rotina livre combinada em Roma-2009, quando elas não competiram. A última derrota, foi no solo em Melbourne-2007.

Espanha, China e Ucrânia devem completar os pódios. A novidade nesse Mundial é o dueto misto, que contará com 10 países participantes. Imagino que a tendência no futuro da prova é ser algo parecido com a patinação artística e menos com o dueto feminino.

O Mundial começa nesta sexta com as eliminatórias do trampolim de 1m masculino, sem brasileiros.