Mundial de Esportes Aquáticos – Final

Estados Unidos fecham com 3 ouros, Grã-Bretanha surpreende, italiano desbancado e Katinka rainha do medley.

Natação

50m costas masculino

Embed from Getty Images

O sul-africano Zane Waddell surpreendeu os russos Evgeny Rylov (campeão dos 100m costas) e Kliment Kolesnikov (recordista mundial). Waddell bateu na frente com 24.43 contra 24.49 de Rylov e 24.51 do Kolesnikov, bronze. Aliás, Kolesnikov perdeu o ouro na saída, tendo o pior tempo de reação de 0.69 contra 0.54 do sul-africano. O americano Michael Andrew, que disputou as 4 provas de 50m no Mundial, sai sem medalha.

50m peito feminino

Dona da prova, a americana Lilly King levou o ouro com 29.84, única a baixar dos 30s na final. A jovem italiana Benedetta Pilato, de apenas 14 anos, bem que tentou, mas bateu em 2º lugar com 30.00. Principal rival de King, a russa Yuliya Efimova foi bronze com 30.15 e sai com medalha nas 3 provas de peito, uma de cada cor.

1.500m livre masculino

20190728_wellbrock_florian1_12

Florian Wellbrock. Foto: FINA

Três atletas disputaram lado a lado toda a final: o italiano campão mundial e olímpico Gregorio Paltrinieri, o alemão campeão dos 10km na semana anterior Florian Wellbrock e o ucraniano Mykhailo Romanchuk, mas o italiano batia na frente em praticamente todas as parciais até os 1.150m. Mas os 3 seguiam colados. Com 1.400m, Wellbrock foi pra frente mas por apenas 0.27 sobre o italiano e 0.41 sobre o ucraniano. Nos 1.450m, o alemão já abria 0.69 sobre Romanchuk e 0.86 sobre Paltrinieri, até fechar e vencer com 14:36.54. Romanchuk segurou e ficou com a prata com 14:37.63 e Paltrinieri foi desbancado terminando com o bronze com 14:38.75.

50m livre feminino

Está na hora da sueca Sarah Sjöström e da australiana Cate Campbell descobrirem o que acontece com elas em finais. Chegaram como favoritas, assim como nos 100m livre, mas foram desbancadas pela americana Simone Manuel, que parecia que não brilharia nesse Mundial, mas levou mais um ouro sobre as duas adversárias. A americana assumiu a liderança com metade da prova e venceu com 24.05 contra 24.07 da sueca e 24.11 da australiana numa final apertadíssima. A campeã olímpica no Rio-2016, a dinamarquesa Pernille Blume, ficou em 4º lugar com 24.12!

400m medley masculino

Foi uma surpresa a não classificação do campeão da prova em 2017, o americano Chase Kalisz. Ele fez 4:15.62, ficando na 10ª posição fora da final. O brasileiro Brandonn Almeida também não fez o seu melhor, terminando em 11º com 4:15.92, a apenas 0.68 da final. O japonês Daiya Seto foi o melhor na quali com 4:12.27 e se sagrou tricampeão mundial com 4:08.95, liderando do início ao fim! Na última piscina o americano Jay Litherland até apertou, mas não foi o suficiente, e terminou com a prata com 4:09.22. O neozelandês Lewis Clareburt  completou o pódio com 4:12.07.

400m medley feminino

Embed from Getty Images

A húngara Katinka Hosszu é a dona dessa prova. Praticamente sem ser ameaçada, ela venceu pela 5ª vez a dura prova dos 400m medley, a 4ª vez seguida, com 4:30.39 e levou seu 2º ouro em Gwangju e 9º em mundiais de longa. Curiosamente, foi exatamente o mesmo tempo da vitória dela nessa prova no Mundial de 2015. No de 2013 ela fez 4:30.41 e no de 2009 4:30.31! A chinesa Ye Shiwen foi prata com 4:32.07 e a japonesa Yui Ohashi bronze com 4:32.33.

Revezamento 4x100m medley masculino

Embed from Getty Images

Numa prova espetacular, a Grã-Bretanha venceu pela 1ª vez o revezamento medley! Evgeny Rylov abriu para a Rússia nos costas com 52.57, 0.35 melhor que o americano Ryan Murphy, enquanto Luke Greenbank entrega apenas em 7º para os britânicos a 1.38 dos russos. Aí veio Adam Peaty, que voou no peito tirando toda a diferença para entregar em 1º com uma excelente parcial de 57.20 contra 58.65 do americano Andrew Wilson, que entregava em 4º a apenas 0.42 dos britânicos. Só que Wilson entregou pra ninguém menos que Caeleb Dressel, que na saída já era o líder. A parcial do Dressel foi um espetacular 49.28, batendo em 1º abrindo 0.94 dos russos, que estavam em 2º agora, e James Guy entregou pros britânicos a 1.11.

Os EUA escolheram Nathan Adrian para fechar. Mesmo sem nadar bem nesse Mundial, apostaram na força do experiente nadador. Que não correspondeu. E deixou Duncan Scott brilhar! O britânico fez uma parcial simplesmente incrível de 46.14 (!) para dar o ouro pra Grã-Bretanha com 3:28.10, novo recorde europeu! Os Estados Unidos bateram em 2º com 3:28.45 (parcial do Adrian 47.60) e a Rússia foi bronze com 3:28.81. O Brasil fez uma boa prova ficando em 6º nas eliminatórias com 3:32.58 com Guilherme Guido, João Gomes Jr, Vinícius Lanza e Breno Correia, e em 6º na final com 3:30.86, trocando apenas o Breno pelo Marcelo Chierighini.

Revezamento 4x100m medley feminino

Se Adrian não funcionou no masculino, a escolha de Regan Smith para abrir para as americanas foi muito certeira. Depois de voar nos 200m costas no dia anterior, ela abriu com excepcionais 57.57, destruindo o recorde mundial dos 100m costas em 0.43! Lilly King marcou mais uma excelente parcial nos 100m peito com 1:04.81. Com metade da prova, já tinha 2.76 de vantagem sobre a Austrália, 2ª colocada! Kelsi Dahlia fez 56.16 na parcial do borboleta, pior que os 55.56 de Margaret McNeil pelo Canadá, agora em 2º, jogando as australianas para 3º. Mas a vantagem americana era enorme e, muito confiante, Simone Manuel fechou com a melhor parcial do livre 51.86, completando com 3:50.40, destruindo o recorde mundial em 1.15! Cate Campbell buscou a canadense Penny Oleksiak e a Austrália foi prata com 3:53.42 e o Canadá bronze 3:53.58.

Com um fim de semana final espetacular, os Estados Unidos ganharam 8 ouros e fecharam a natação com 14 ouros e 27 medalhas. A Austrália veio logo atrás com 5 ouros e 19 medalhas. Ao todo, 21 países medalharam e apenas 12 ganharam ouro. Brasil sai com 3 pratas e 2 bronzes da piscina, todas as medalhas em provas de 50m.

Somando todos os esportes, a China foi a grande vencedora do Mundial de Esportes Aquáticos com 16 ouros, 11 pratas e 3 bronzes, seguidos dos americanos com 15-11-10, Rússia 12-11-7 e Austrália 7-9-7. O Brasil fica em 9º no quadro de medalhas com 7 medalhas, 2-3-2, com apenas uma prata em prova olímpica. 26 países medalharam e 15 levaram ouro. Muito pouco pensando que são 193 países participantes…

O próximo Mundial de Esportes Aquáticos será em 2021, em Fukuoka, no Japão.

Anúncios

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 16

No penúltimo dia do Mundial, Estados Unidos acordam e levam 5 ouros, Bruno Fratus fatura a 7ª medalha brasileira em Gwangju e Itália leva no pólo.

Natação

50m borboleta

Embed from Getty Images

Dona dos 14 melhores tempos da história e única a baixar de 25s, Sarah Sjöström levou seu 3º título mundial na prova com 25.02, piorando a marca feita na semifinal, de 24.79, mas ela leva seu 1º ouro em Gwanwju. Com uma saída espetacular, a holandesa Ranomi Kromowidjojo saiu na frente, mas Sjöström a ultrapassou a metade da piscina. Kromowidjojo ficou com a prata com 25.35 e a egípcia Farida Osman foi bronze com 25.47. Foi exatamente o mesmo pódio de Budapeste-2017.

50m livre masculino

Embed from Getty Images

Seria muito difícil pro Bruno Fratus tirar o ouro do Caeleb Dressel. E foi. O americano já colocava meio corpo de vantagem na saída, mas Bruno tentou sair um pouco mais cedo e dar duas braçadas antes do americano emergir. Dressel seguiu voando e venceu com 21.04, novo recorde do campeonato, baixando em 0.04 a marca que era do Cielo de 2009, mas o brasileiro segue com o WR. Fratus não fez sua melhor prova do ano, mas garantiu a medalha de prata com 21.45, mesmo tempo do grego Kristian Gkolomeev. Terceiro pódio seguido do Bruno nesta prova.

100m borboleta masculino

20190726_1-5_1

Foto: FINA

25 minutos depois do ouro nos 50m livre, Dressel voltou pra mais uma final. Ele tinha batido o WR na semifinal na sexta-feira. Mesmo vindo de uma final, ele sobrou nessa e muito! Pra variar, abriu meio corpo na saída e depois mais um pouco na virada, vencendo com o tempaço de 49.66, muito a frente do russo Andrei Minakov, prata com 50.83, e do sul-africano Chad le Clos, bronze com 51.16.

200m costas feminino

Embed from Getty Images

Depois do que havia feito na semifinal, a americana Regan Smith, de 17 anos, só perderia esta prova com um desastre. Ela atacou mais do que tinha feito na semi e bateu nos 50m com 28.68, já 0.38 abaixo do seu WR. Nos 100m, tinha 59.45 e seguia abaixo do WR por 0.92! Com 150m estava 0.83, mas cansou demais e fechou com 2:03.69, ainda assim um tempo inacreditável, mas 0.34 acima do WR. Lá atrás, a australiana Kaylee McKeown bateu pra prata com 2:06.26 e a canadense Kylie Masse foi bronze com 2:06.62.

800m livre feminino

Embed from Getty Images

Precisando se redimir, a americana Katie Ledecky chegou com o 2º tempo em busca do tetracampeonato seguido da prova. E ela foi pra liderança desde a primeira batida! Campeã dos 1.500m, a italiana Simona Quadarella começou a atacar e passou a americana na marca de 450m e ia abrindo aos poucos até os 600m, quando Ledecky apertou e foi buscando aos poucos. Com 750m, Quadarella estava apenas 0.18 na frente, mas a americana voou na piscina final com parcial de 29.19 contra 30.78 da italiana e Ledecky venceu seu 1º ouro em Gwangju com 8:13.58, muito longe do seu melhor. Quadarella prata com 8:14.99 e a australiana Ariarne Titmus ficou com o bronze com 8:15.70, recorde da Oceania.

Revezamento 4x100m livre misto

Embed from Getty Images

Dressel voltou mais uma vez à piscina para abrir o revezamento, mas estava claramente cansado. Ainda assim bateu em 1º com 47.34 contra 47.37 do australiano Kyle Chalmers. Zachary Apple entrou pros Estados Unidos com a mesma parcial do Dressel enquanto Clyde Lewis fazia 48.18. Mallory Comerford entrou pros americanos contra Emma McKeon, que diminuiu a diferença de 0.87 para 0.21. Fechando, a campeã mundial dos 100m livre Simone Manuel contra Bronte Campbell, irmã da Cate. Manuel foi melhor com 52.00 contra 52.36 da australiana e os Estados Unidos faturaram seu 5º ouro do dia, 3º do dia pro Dressel, com novo recorde mundial 3:19.40! Os australianos fizeram 3:19.97 e a França pegou o bronze com 3:22.11

Outras Provas

Depois de vencer os 50m borboleta, Sarah Sjöström voltou para a piscina 15 minutos depois para a semi dos 50m livre. Nas eliminatórias, já tinha feito o melhor tempo com 24.26, seguida da Cate Campbell 24.40. Na semi, a sueca foi novamente a melhor com 24.05, seguida de Campbell com 24.09 e a dinamarquesa campeã olímpica no Rio Pernille Blume com 24.14.

A jovem italiana de 14 anos Benedetta Pilato fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 50m peito com 29.98, única abaixo dos 30s, seguida de Lilly King com 30.18. Já na semi, apenas King ficou abaixo dos 30s com 29.84. Yuliya Efimova foi a 2ª com 30.12 e Pilato 3ª com 30.17.

Recordista mundial da prova, o russo Kliment Kolesnikov foi o mais rápido nas eliminatórias e nas semifinais dos 50m costas com 24.61 e 24.35, respectivamente. Em 2º na semi o romeno Robert Glinta com 24.53. Guilherme Guido fez o 8º tempo nas eliminatórias com 24.98, mas ficou em 9º na semifinal com 24.87, apenas 1 centésimo atrás do 8º.

O italiano Gregorio Paltrinieri fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 1.500m livre com 14:45.80, seguido do alemão Florian Wellbrock com 14:47.52. Diogo Villarinho fez o 22º tempo com 15:15.91 e Guilherme Costa novamente fez uma prova péssima, terminando em 25º com 15:20.73, mais de 20s atrás do seu melhor tempo

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

A Itália se sagrou campeã do pólo aquático masculino ao derrotar a Espanha na decisão por 10-5, conquistando seu 4º título na história! E a Espanha sai de Gwangju com derrotas nas duas finais. Na disputa do bronze, a Croácia fez 10-7 na Hungria e subiu ao pódio pela 7ª vez seguida em Mundiais! A Sérvia acabou em 5º após 13-9 na Austrália e a Grécia venceu a Alemanha por 11-6 para terminar em 7º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 15

Dia de 3 recordes mundiais, 3 ouros russos e Estados Unidos sobrando no pólo.

Natação

100m livre feminino

20190726_1-2

Foto: FINA

Campeã olímpica e mundial, a americana Simone Manuel não tinha feito uma boa semifinal e nadou a decisão na raia 1. Enquanto isso, as favoritas Cate Campbell e Sarah Sjöström nadavam nas raias do meio. Manuel bateu em primeiros nos 50m com 24.81, 0.42 na frente de Sjöström e 0.48 sobre a australiana. Lá no canto da piscina, a americana se manteve na frente longe da visão das favoritas e bateu na frente com o tempaço de 52.04, novo recorde das Américas, seguida de Campbell com 52.43 e Sjöström com 52.46.

200m peito feminino

Embed from Getty Images

Sem Lilly King, a russa Yuliya Efimova sobrou para vencer o título da prova pela 3ª vez na carreira. Nos 50m ela estava em 3º a apenas 0.11 da canadense Sydney Pickrem, mas logo em seguida assumiu a liderança e foi abrindo, até vencer com 2:20.17, a pouco mais de 1s do recorde mundial. A sul-africana Tatjana Schoenmaker foi prata com 2:22.52, a 1ª medalha de uma mulher africana em provas olímpicas desde Kirsty Coventry em 2009. Pickrem foi bronze com 2:22.90

200m costas masculino

Embed from Getty Images

O russo Evgeny Rylov dominou a final do início ao fim, sempre com o americano Ryan Murphy na sua cola. Nos 50m Rylov tinha 0.06 de vantagem, a diferença nos 100m foi pra 0.58, caiu para 0.43 nos 150m e o russo fechou com 1:53.40, 0.72 a frente de Murphy, conquistando o bicampeonato mundial. O britânico Luke Greenbank fez uma grande prova de recuperação, saindo do 7º nas 50m para o bronze com 1:55.85 com 1:56.37 do polonês Radoslaw Kadecki.

200m peito masculino

Embed from Getty Images

Numa final espetacular, veio o 3º ouro russo. O australiano Matthew Wilson tinha igualado o recorde mundial de Ippei Watanabe na semifinal com 2:06.67. Ele liderou a final desde o início, marcando 1:00.64 nos 100m. Enquanto isso, o russo Anton Chupkov, que cresce sempre no final, bateu em 8º nos 100m a 1.58! Nos 150m, diminui para 0.96 e, na piscina final, Chupkov voou fechando em 31.89 contra 33.41 de Wilson! Chupkov derrubou os recordes mundiais em 0.55, vencendo com 2:06.12! Matthew Wilson foi prata com 2:06.68, apenas 0.01 pior que o WR que ele tinha feito na semifinal no dia anterior! Ippei Watanabe foi bronze colado com 2:06.73.

Revezamento 4x200m livre masculino

20190726_australia_4x2001

Foto: FINA

A Itália tinha surpreendido nas eliminatórias com o melhor tempo de 7:04.97, seguida da Rússia 7:05.28 e Estados Unidos 7:06.86. O Brasil marcou 7:07.12, batendo o recorde sul-americano em 2.69, que durava desde o Mundial de Roma em 2009, e ficando em 7º lugar, chegando pela 1ª final na história na final do mundial desta prova.

Na final, a Grã-Bretanha abriu com Duncan Scott, melhor na 1ª perna com 1:44.91 e Callum Jarvis entregou com os britânicos ainda na frente com 3:30.49 (parcial 1:45.58). Blake Pieroni pegou em 5º e colocou os Estados Unidos em 2º, entregando para Zachary Apple, que nadou mal e jogou os americanos para 5º. Enquanto isso, Alexander Graham pela Austrália e Aleksandr Krasnykh pela Rússia iam pra liderança. Na última perna, Mack Horton pulou com 0.39 de vantagem sobre Martin Malyutin e 0.82 sobre Townley Haas, que fechou pros Estados Unidos. Na última perna, Horton fez a melhor parcial da final com 1:44.85 e a Austrália ficou com o ouro com 7:00.85. Malyutin segurou Haas e a Rússia foi prata com 7:01.81 contra 1:01.98 dos americanos. O Brasil nadou com a mesma equipe da eliminatória, na mesma ordem (Luiz Altamir Melo, Fernando Scheffer, João de Luccas, Breno Correia) e terminou em 7º com 7:07.64, piorando um pouco a parcial da manhã.

Outras Provas

Mais um show de Caeleb Dressel. Nos 100m borboleta, ele foi o mais rápido nas eliminatórias com 50.28 e na semifinal foi espetacular com 49.50, batendo o recorde mundial do Michael Phelps! Vinicius Lanza foi 6º nas preliminares com 51.83 e 12º na semifinal com 51.92.

Meia hora depois, Dressel voltou para nadar as semifinais dos 50m livre. Nas eliminatórias ele já tinha feito o melhor tempo com 21.49 e na semifinal ligou o motor e bateu em 21.18! Bruno Fratus foi 4º nas eliminatórias com 21.71 e venceu a sua semifinal com 21.53, 2º tempo geral. Já Marcelo Chierighini foi 10º nas eliminatórias com 22.03 e 16º na semifinal com 22.19.

Embed from Getty Images

Outro show foi da americana Regan Smith. Nas eliminatórias dos 200m costas ela bateu o recorde mundial júnior com 2:06.01, muito a frente da húngara Katinka Hosszu, 2ª melhor com 2:08.34. Na semifinal, Smith foi espetacular marcando 2:03.35, batendo o recorde mundial adulto em 0.71, derrubando a marca de Missy Franklin de 2:04.06. A canadense Kylie Masse fez o 2º tempo 2:06.57.

Nos 50m borboleta, Sarah Sjöström está sozinha na prova. Fez 25.39 nas eliminatórias contra 25.70 da americana Kelsi Dahlia e, na semifinal, marcou 24.79, muito a frente da holandesa Ranomi Kromowidjojo, 2ª melhor com 25.54.

Recuperada, Katie Ledecky voltou pros 800m livre. Mas o melhor tempo foi da sua compatriota Leah Smith com8:17.23 contra 8:17.42 de Ledecky. Mas a final terá duas fortíssimas concorrentes: a australiana Ariarne Titmus, 3ª com 8:19.43, e a italiana Simona Quadarella, 4ª com 8:20.86. Viviane Jungblut fez o 19º tempo com 8:42.52.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

Ninguém para as americanas. Elas não tem adversárias a sua altura e venceram mais um título, derrotando a Espanha por 11-6 na final. As americanas se tornam tricampeã mundiais seguidas (6 título no total). Além disso, são as atuais bicampeãs olímpicas, hexacampeãs da Liga Mundial, tricampeãs da Copa do Mundo e tetracampeãs dos Jogos Pan-Americanos.

Num jogo muito disputado, a Austrália derrotou a Hungria por 10-9 para conquistar a medalha de bronze. A Rússia terminou em 5º ao vencer 10-9 a Itália e a Holanda fez 11-9 na Grécia para terminar em 7º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 14

Estados Unidos não conseguem engrenar, desclassificação surpreendente, veio a 6ª medalha do Brasil e dois recordes mundiais!

Natação

200m borboleta feminino

Embed from Getty Images

Por conta dos resultados das eliminatórias e semifinais, estava quase certa uma dobradinha americana com Hali Flickinger e Katie Drabot. As duas lideravam com tranquilidade e tudo apontava para a dobradinha. Com 150m, Drabot estavam apenas 0.06 a frente de Flickinger, ambas com parciais muito parecidas. Enquanto isso, a húngara Boglarka Kapas, que mudou das provas de fundo para o borboleta, foi crescendo. Nos 100m, Kapas estava em 8º, mas nos 150m já era a 4ª com parcial de 31.13 contra 32.52 das duas americanas. Na última piscina, Kapas aproveitou que a prova não foi muito forte e foi pra frente faltando 10m pra chegada. As americanas nadaram pra 34 baixo contra 33.11 da húngara, que bateu na frente com 2:06.78, contra 2:06.95 de Flickinger e 2:07.04 de Drabot.

100m livre masculino

20190725_caeleb_dressel1_2

Caeleb Dressel (USA). Foto: FINA

Eram dois brasileiros na final da prova mais nobre da natação, que tinha um nível espetacular. Caeleb Dressel liderou do início ao fim, fazendo 22.29 na ida e 24.67 na volta para completar uma prova quase perfeita com 46.96, 3º melhor tempo da história! Só não foi perfeita pois não bateu o WR do César Cielo de 46.91. Marcelo Chierighini bateu em 2º nos 50m com 22.58, mas perdeu um pouco nos 15m finais e bateu em 5º com 47.88, a 0.06 do pódio. O campeão olímpico no Rio, o australiano Kyle Chalmers, também fez uma excelente prova marcando 47.08 e o russo Vladislav Grinev bronze com 47.82. Sem se achar na prova, Breno Correia terminou em 8º com 48.90. Muito legal ver o Chierighini nadando nas 3 etapas da prova na casa dos 47s.

50m costas feminino

48372208511-3ed9f8d50d-k

Etiene Medeiros e sua medalha de prata. Foto: Satiro Sodré/rededoesporte.gov.br

As semifinais já tinham sido muito apertadas, com apenas 17 centésimos separando a 1ª da 8ª. Etiene Medeiros fez uma excelente saída e vinha muito bem. Ela buscava o bicampeonato mundial da prova e aproveitava a ausência da forte chinesa Fu Yuanhui, que não passou da semifinal. Etiene parecia que bateria na frente, mas na raia 2 veio a americana Olivia Smoliga que surpreendeu e venceu com 27.33 contra 27.44 da brasileira, que acabou com a medalha de prata, sua 3ª medalha nesta prova em Mundiais de longa! O bronze foi pra russa Daria Vaskina com 27.51.

200m medley masculino

Embed from Getty Images

Vitória histórica do japonês Daiya Seto, que quebrou uma sequência de 8 ouros seguidos de americanos! Ele fez uma excelente prova, batendo em 2º na parcial de borboleta 0.04 atrás do suíço Jeremy Desplanches, melhor da semi, mas já indo pra frente na de costas, abrindo 0.13 sobre o suíço. No peito, se manteve na frente com 0.21 de vantagem até vencer com 1:56.14 contra 1:56.56 de Desplanches. O americano Chase Kalisz, que defendia o ouro, bateu pro bronze com 1:56.78, segurando o ataque do alemão Philip Heintz, 4º com 1:56.86.

Revezamento 4x200m livre feminino

Embed from Getty Images

Nas eliminatórias, apenas 14 países participaram, brigando por 12 vagas olímpicas. Austrália foi melhor com 7:50.64 seguida das americanas com 7:51.58. A final marcou o retorno de Katie Ledecky ao Mundial, que tinha abandonado a final dos 1.500m livre e as eliminatórias dos 200m livre. A disputa ficou entre australianas e americanas que foram se alternando na liderança. Ariarne Titmus colocou a Austrália na frente com 1:54.27 contra 1:56.09 de Simone Manuel, que não costuma nadar os 200m. Ledecky entrou e fez uma parcial de 1:54.61 colocando as americanas na frente por 0.30. Melanie Margalis segurou a liderança na 3ª perna contra Brianna Throssell, mas a diferença era apenas 0.09. Emma McKeon fechou pra Austrália contra Katie McLaughlin. Nos 50m iniciais McKeon já assumiu a liderança para não perder mais e bater com 7:41.50, novo recorde mundial por 0.58! As americanas bateram em 2º com 7:41.87, também abaixo do recorde mundial anterior. O Canadá levou o bronze com 7:44.35, com Penny Oleksiak fechando e tirando a China do pódio.

Outras Provas

O americano Ryan Murphy fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 200m costas com 1:56.61, mas na semifinal quem passou em 1º foi o russo Evgeny Rylov com 1:55.48, seguido de Murphy com 1:56.25. Leonardo de Deus foi 22º com 1:58.74.

Já os 200m peito mostraram que a final promete demais. O australiano Matthew Wilson 2:07.29 nas eliminatórias contra 2:08.22 do russo Anton Chupkov, que defende o título mundial. Na semifinal, Chupkov venceu a 1ª bateria com 2:06.83, batendo o recorde europeu. Aí na 2ª, Wilson marcou incríveis 2:06.67 e igualou o recorde mundial do japonês Ippei Watanabe, de janeiro de 2017! O cazaque campeão olímpico Dmitriy Balandin fez o 7º tempo. No Rio-2016 ele passou pra final com o 8º tempo e foi campeão. Caio Pumputis fez mais uma vez uma prova horrorosa e acabou desclassificado nas eliminatórias.

Simone Manuel fez o melhor tempo dos 100m livre nas eliminatórias com 53.10 contra 53.11 da sueca Sarah Sjöström. Mas na semifinal, a sueca sobrou com 52.43, seguidas das australianas Cate Campbell 52.71 e Emma McKeon 52.77. Simone Manuel passou pra final em 7º.

Mas o destaque das eliminatórias fora os 200m peito feminino. Todos esperando mais um super duelo na decisão entre Lilly King e Yuliya Efimova. King bateu em 1º na 3ª série eliminatória, mas foi logo desclassificada por não bater as duas mãos ao mesmo tempo em uma das viradas. Estados Unidos apelaram, mas não fora bem sucedidos. Efimova nadou pra classificar ficando com o 5º tempo 2:25.01. A melhor pela manhã foi a canadense Sydney Pickrem com 2:24.53. Já na semifinal, Efimova foi a melhor com 2:21.20, seguida da sul-africana Tatjana Schoenmaker, com novo recorde africano 2:21.79.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

A Espanha brilhou mais uma vez no torneio masculino. Depois de eliminar a fortíssima Sérvia nas 4as, tirou a potência Croácia na semifinal com 6-5! Chegou a abrir 6-2 faltando apenas o último quarto, onde a Croácia marcou 3, o que não foi suficiente. Assim, a Espanha chega à final masculina repetindo o feito da equipe feminina! Na outra semi, um belíssimo duelo entre Hungria e Itália, que saiu vitoriosa após um bom 1º tempo, indo pro intervalo com 7-5 sobre os húngaros. No 2º tempo, a Itália segurou o para vencer com 12-10. Será a 6ª final mundial tanto pra Espanha como pra Itália, que busca o 4º título contra 3º da Espanha.

Nas semifinais do 5º ao 8º, a Sérvia sofreu para vencer a Alemanha 17-16 (empate em 12-12, com vitórias sérvia nos pênaltis por 5-4) e disputará o 5º lugar contra a Austrália, que fez 9-8 na Grécia. O Japão venceu a África do Sul 15-5 e terminou em 11º, enquanto os Estados Unidos derrotaram Montenegro para acabar em 9º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 13

Dobradinha brasileira no pódio, um recorde mundial espetacular, vitórias italianas, Caeleb Dressel não cumprirá a sua meta e final do pólo feminino definida.

Natação

800m livre masculino

Embed from Getty Images

A briga parecia que ficaria entre os dois italianos: Gregorio Paltrinieri e Gabriele Detti. Detti abriu melhor e liderou até os 200m, com seu compatriota logo em seguida. Já na parcial dos 250m, Paltrinieri assumiu a liderança para não perder mais, nadando cada piscina por volta dos 28 alto até vencer com novo recorde europeu 7:39.27. O norueguês Henrik Christiansen estava em 5º até a metade da prova, mas foi subindo e bateu com a prata 7:41.28 e o francês David Aubry foi bronze com 7:42.08. Detti terminou em 5º com 7:43.89 e o chinês Sun Yang foi 6º com 7:45.01.

200m livre feminino

Embed from Getty Images

Numa prova espetacular, a italiana Federica Pellegrini deu um show para vencer pela 4ª vez esta prova em Mundiais e subir pela OITAVA vez seguida ao pódio! A canadense Penny Oleksiak bateu na frente nos 50m com 26.45 com a italiana, que gosta de fechar forte, em 7ª a 0.60. Nos 100m, a líder já era a australiana Ariarne Titmus enquanto Pellegrini ia galgando posições aos poucos. Na última piscina, a italiana fez 28.90 contra 29.51 da australiana e venceu com 1:54.22 contra 1:54.66 de Titmus. A sueca Sarah Sjöström pegou mais uma medalha com o bronze com 1:54.78. A chinesa Yang Junxuan foi 5ª com 1:55.43, novo recorde mundial júnior.

200m borboleta masculino

Captura de Tela 2019-07-25 às 00.07.55

Kristof Milak (HUN)

Foi um show do húngaro Kristóf Milak. Um dos principais nomes nos Jogos Olímpicos da Juventude com 3 ouros e 1 prata, Milak voou na final. O sul-africano Chad le Clos, que buscava seu 3º título, abriu com 24.13 nos 50m e 52.55 nos 100m, enquanto Milak vinha em 2º com 24.66 e 52.88. Mas na 2ª metade da prova, le Clos cansou por ter forçado enquanto o húngaro mantinha um ritmo alucinante, fazendo as parciais de 28.69 e 29.16 nos 50m seguintes e fechar com um espetacular 1:50.73, quebrando o recorde mundial de ninguém menos que Michael Phelps de 1:51.51 que vinha desde o Mundial de Roma em 2009! Também fechando muito bem, o japonês Daiya Seto ficou com a prata com 1:53.86 e le Clos acabou com o bronze com 1:54.15. O brasileiro Leonardo de Deus ficou em 7º com 1:55.96.

50m peito masculino

felipe-lima-e-joc3a3o-gomes-faturam-prata-e-bronze-nos-50m-peito-no-mundial

Felipe Lima e João Gomes Jr. Foto: Satiro Sodré

Era quase impossível alguém bater o britânico Adam Peaty, que não teve adversários para vencer pela 3ª vez seguida com 26.06. Mas o que foi lindo foi a dobradinha brasileira no pódio! Felipe Lima foi o melhor e bateu para a medalha de prata com 26.66, enquanto João Gomes Jr conseguiu o bronze com 26.69! Pela 1ª vez na história, dois brasileiros sobem no pódio numa mesma prova! O russo Kirill Prigoda bateu em 4º com 26.72.

Revezamento 4x100m medley misto

Embed from Getty Images

Como cada país entra com uma sequência diferente, a prova fica muito emocionante. Rússia abriu com dois homens e foi logo pra ponta. Evgeny Rylov fez 51.97 nos 100m costas, que seria novo recorde europeu, mas como a prova é mista, não pode ser oficializado. Kirill Prigoda voltou e pra piscina e com 58.22 na parcial do peito, a Rússia abria 1.65 da Austrália e 7.21 dos Estados Unidos! Aí veio Caeleb Dressel pelo time americano, tirando essa enorme vantagem com parcial de 49.33 no borboleta, assumindo a liderança com 1.03 sobre a Grã-Bretanha e 1.25 sobre Austrália e Rússia. Na última piscina, as 4 equipes fecharam com mulheres, sendo que EUA vinha com Simone Manuel e Austrália com Cate Campbell, que nadou de maneira sublime! Ela foi buscando a americana campeã mundial e olímpica e, com uma parcial incrível de 51.91 contra 52.37 da americana, a Austrália foi ouro com 3:39.08, apenas 0.02 a frente dos Estados Unidos! A equipe britânica foi bronze com 3:40.68, apenas 0.10 melhor que a Rússia.

Outras Provas

Após 10 anos o Brasil volta a colocar 2 nadadores na final dos 100m livre! O americano Caeleb Dressel nadou fácil nas eliminatórias com 47.32, a apenas 0.41 do WR do César Cielo, mas na semifinal, apesar de fazer o melhor tempo com 47.35, não chegou tão tranquilo quando na preliminar. Marcelo Chierighini fez o 3º tempo nas eliminatórias com 47.95 e melhorou 47.76 na semifinal, novamente com o 3º tempo, atrás também do australiano campeão olímpico da prova Kyle Chalmers. Breno Correia foi 7º nas eliminatórias com 48.39  e pegou a 8ª vaga na final com 48.33.

Etiene Medeiros estreou no Mundial com força total nos 50m costas. Nas eliminatórias, ela fez o 2º tempo com com 27.85, atrás apenas da chinesa Fu Yuanhui com 27.70. Na semi, Etiene venceu a 1ª bateria com 27.69 e viu, na 2ª, a vitória da americana Kathleen Baker com o melhor tempo 27.62 e a eliminação da chinesa, 9º tempo com 27.84.

O incansável húngaro Laszlo Cseh foi o melhor nas eliminatórias dos 200m medley com 1:57.79, mas, aos 33 anos, piorou seu tempo na semifinal para 1:58.17 e, em 10º, ficou fora da final. O melhor na semi foi o suíço Jérémy Desplanches com 1:56.73 seguido do alemão Philip Heintz 1:56.95. Leonardo Santos passou pra semi com o 13º tempo 1:59.37, mas, mesmo melhorando na semi para 1:58.99, terminou em 14º. Péssima prova do Caio Pumputis, que foi com tudo abrindo no borboleta, mas caindo demais e se arrastando no final para terminar em 23º com 2:01.06 fora da semi.

Nos 200m borboleta feminino, domínio da americana Hali Flickinger com 2:05.96 nas eliminatórias e 2:06.25 na semifinal. A também americana Katie Drabot fez o 2º tempo na semi com 2:06.59, seguidas de duas húngaras: Boglarka Kapas 2:07.33 e Liliana Szilagyi 2:07.83.

High Diving

Masculino

Embed from Getty Images

Foram mais dois saltos no masculino somados aos 2 saltos de 2 dias antes. Após o 1º do dia e 3º no geral, o americano Steve Lo Bue, que defendia o ouro, foi pra frente com 313,80 pontos contra 301,35 do mexicano Jonathan Paredes e 286,20 do britânico Gary Hunt, ouro na prova em 2015. No salto final, Hunt foi espetacular, com salto de 5,2 de dificuldade e 5 notas 10! Ele fez 156,00 pontos no saltos contra 119,85 do americano e Gary Hunt saiu com o ouro, somando 442,20, contra 433,65 do Lo Bue e 430,15 do mexicano.

Pólo Aquático

Embed from Getty Images

Atuais bicampeãs mundiais e bicampeãs olímpicas, as americanas venceram a Austrália por 7-2 na semifinal feminina e chega pela 7ª vez a final do Mundial. No 1º tempo, abriu 5-0 e aí foi só controlar. Na outra semi, a Espanha fez 16-10 na Hungria e chega pela 3ª vez à decisão mundial e busca a revanche contra as americanas. Há dois anos as americanas venceram por 13-6.

Nas disputas do 5º ao 8º, Rússia fez 13-4 na Grécia e Itália 10-5 na Holanda e agora brigam pelo 5º lugar. O Canadá venceu 24-7 o Cazaquistão e conquistou o 9º lugar. China fez 14-12 na Nova Zelândia para ficar em 11º.

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 12

Mais polêmica com Sun Yang, ausência de Katie Ledecky, americanos indo mal, um grande duelo no peito feminino e surpresa no pólo aquático.

Natação

200m livre masculino

Embed from Getty Images

O australiano Clyde Lewis chegou pra final com o melhor tempo da semifinal, 1:44.90, e chegou com tudo na final, liderando os 100m iniciais com 50.73, 1s a frente do chinês Sun Yang. Mas quem começou a aparecer foi o lituano Danas Rapsys na raia 3 que bateu na frente nos 150m com o chinês atrás, enquanto Lewis ia caindo de produção, visivelmente cansado. Rapsys, Yang e o japonês Katsuhiro Matsumoto estavam a frente do resto quando o lituano bateu na frente com 1:44.69 contra 1:44.93 do chinês. Só que logo em seguida é anunciada a desclassificação do lituano, por ter se mexido no bloco de partida.

O chinês se torna bicampeão mundial da prova e chega ao seu 11º ouro em Mundiais de longa, todos em provas individuais. Matsumoto fica com a prata com 1:45.22 e o britânico Duncan Scott e o russo Martin Malyutin empatam no bronze com 1:45.63. Mas a polêmica veio novamente após o pódio. Scott não quis cumprimentar o chinês, que logo após as fotos, na saída da premiação, foi tirar satisfação com o britânico. Sun Yang, aparentemente querido apenas na China, não está em Gwangju para fazer amigos. PAra entender um pouco mais da polêmica, clique aqui para ir pro blog do Coach.

1.500m livre feminino

20190723_-1_5

Simona Quadarella (ITA). Foto: FINA

Katie Ledecky chegou como favorita, perdeu na última piscina o título dos 400m livre e, no início da terça-feira, anunciou que não iria nadar as eliminatórias dos 200m livre, dizendo que não passa bem desde que chegou na Coreia do Sul. Algumas horas depois, anunciou que sairia da final dos 1.500m livre.

Sem a americana, a italiana Simona Quadarella nadou praticamente sozinha. Com 100m de prova já era a líder e só foi abrindo mais e mais vantagem. Na metade já tinha 4s sobre a alemã Sarah Köhler e completou em 15:40.89, novo recorde italiano e quase 8s sobre a alemã, que foi prata com 15:48.83. A chinesa Wang Jianjiahe completou o pódio com 15:51.00. Foi a 1ª italiana a vencer uma prova no Mundial desde 2009 (sem contar a Federica Pellegrini, claro).

100m costas feminino

Embed from Getty Images

Dominando desde as eliminatórias, a canadense Kylie Masse saiu vitoriosa com 58.60. Sua compatriota Taylor Ruck começou melhor e bateu nos 50m com 28.42 empatada com a americana Kathleen Baker, mas Masse marcou a melhor volta da prova (30.04) para se tornar bicampeã mundial da prova. Dona da 2ª melhor volta, a australiana Minna Atherton foi prata com 58.85 e a americana Olivia Smoliga ficou com o bronze com 58.91, 0.05 a frente de Ruck. A campeã olímpica da prova, a húngara Katinka Hosszu, não nadou as eliminatórias.

100m costas masculino

Embed from Getty Images

Campeão olímpico no Rio, o americano Ryan Murphy abriu melhor e bateu com 25.05 nos 50m iniciais, seguido do brasileiro Guilherme Guido com 25.19, que disputava sua 2ª final da prova em Mundiais de longa, com o chinês Xu Jiayu colado com 25.22. Na volta, Murphy e Guido foram ficando para trás e viram o chinês voar para vencer com 52.43 e se tornar o 3º bicampeão mundial do dia. O russo Evgeny Rylov saiu do 5º para a prata com 52.67 e o australiano Mitch Larkin, campeão mundial em 2015, subiu do 7º para o bronze com a melhor volta (27.18) e o tempo de 52.77, deixando Murphy com o 4º lugar a apenas 1 centésimo e o outro americano, Matt Grevers, em 5º a 0.05. Guido repetiu a 7ª colocação de 2017 com 53.26.

100m peito feminino

Embed from Getty Images

Na final mais esperada do dia, o grande duelo entre a americana Lilly King e a russa Yuliya Efimova. King abriu muito bem batendo nos 50m em 30.29 com a russo já um pouco distante com 30.70. Só que Efimova costuma fechar muito bem e ameaçou alcançá-la nos 75m, só que King disparou e venceu com belo tempo de 1:04.93 (a 0.80 do WR dela mesma), mas bem a frente da russa com 1:05.49. E King foi coroada a 4ª bicampeã do dia! Na disputa do bronze, a italiana Martina Carraro fez 1:06.36 contra 1:06.40 da japonesa Reona Aoki.

Outras Provas

Embed from Getty Images

Adam Peaty atualmente é imbatível e foi o melhor nas eliminatórias dos 50m peito com 26.28 e na semifinal com 26.11, a 0.16 do seu WR do último mundial. Os brasileiros Felipe Lima e João Gomes Jr. também foram muito bem e empataram em 2º lugar nas preliminares com 26.73, cada um vencendo a sua bateria. Na semi, Felipe fez o 2º melhor tempo 26.62, enquanto João marcou o 5º com 26.84, mas ambos chegam na final muito bem cotados.

A prova dos 200m livre feminino está muito zicada. Após o anúncio da desistência da Katie Ledecky, foi a vez da australiana Emma McKeon desistir por motivos semelhantes. E também ficou de fora a canadense Taylor Ruck, que queria se dedicar a outras provas. As 3 estavam no top-4 dos melhores tempos de inscrição da prova, atrás apenas da australiana Ariarne Titmus. Sem querer saber disso, a sueca Sarah Sjöström fez o melhor tempo nas eliminatórias com 1:55.14 seguida de Siobhan Haughey, de Hong Kong, com 1:56.02 e de Titmus com 1:56.34. Katinka Hosszu foi 17ª com 1:59.44 e não foi pra semifinal. Já na semi, a melhor foi a italiana Federica Pellegrini com 1:55.14, seguida de Titmus 1:55.36 e Haughey 1:55.58. Pellegrini esteve em todos os últimos SETE pódios desta prova, somando 3 ouros, 3 pratas e 1 bronze.

O húngaro Kristof Milak, de 19 anos, dominou os 200m borboleta com 1:54.19 nas eliminatórias e voando com 1:52.96 na semifinal, abrindo 2.30 do americano Zach Harting, 2º melhor colocado. Em 3º na semifinal o japonês Daiya Seto com 1:55.33. Ótima prova do brasileiro Leonardo de Deus, 4º nas eliminatórias com 1:56.05 e 4º na semifinal com 1:55.71. Já Luiz Altamir Melo foi 13º na preliminar com 1:57.08, mas parou na semi com o 13º tempo 1:57.43. Chad le Clos, que busca o 3º ouro na prova passou com o 5º tempo pra final 1:55.88.

Vindo de uma boa participação nas provas de águas abertas, onde garantiu sua vaga para Tóquio nos 10km, o italiano Gregorio Paltrinieri fez o melhor tempo nas eliminatórias com 7:45.70, seguido do francês David Aubry 7:46.37 e do australiano Jack McLoughlin 7:46.42. Sun Yang pegou a última vaga pra final com 7:48.12 e novamente nenhum americano passa para a final. Guilherme Costa fez uma péssima prova e terminou em 21º com 7:58.67, quase 8s da sua melhor marca, que o colocaria em 14º

High Diving

Feminino

Embed from Getty Images

Com um último salto espetacular, a australiana Rhianna Iffland garantiu o bicampeonato do salto de penhasco a 20m de altura, saindo da 4ª posição pro topo. Ela tirou 8,5-9,0 num salto dificuldade 3,8 (98,80 pontos) e somou 298,05 para levar o ouro e se tornar bicampeã mundial, a 5ª do dia. Mas foi por muito, muito pouco. A mexicana Adriana Jimenez, que vinha na liderança antes do 4º salto, tirou 7,0-7,5 num salto 4,0 e somou 297,90, atrás por apenas 0,15! A britânica Jessica Macaulay completou o disputado pódio com 295,40. A brasileira Jacqueline Valente terminou na 9ª posição com 223,60.

Pólo Aquático

A Espanha foi a grande zebra das 4as de final do torneio masculino ao vencer a perigosa e até outro dia imbatível equipe da Sérvia por 12-9. A vantagem veio no 2º quarto (5-2) e o 1º tempo acabou 7-3 pros espanhóis, que conseguiram segurar o grande resultado. Agora, a Espanha enfrenta na semifinal outra potência, a Croácia, que fez 10-8 na Alemanha. Com isso, não teremos mais uma guerra entre sérvios e croatas no pólo.

Embed from Getty Images

Do outro lado da chave, dois jogos apertados. A Hungria fez 10-9 na Austrália, marcando o gol vencedor faltando apenas 4s pro fim do jogo com Marton Vámos, artilheiro do jogo com 3. A Itália fez 7-6 na Grécia e chega à semifinal contra os húngaros.

Nas disputas classificatórias, o Brasil encerrou sua participação vencendo por 9-8 o Cazaquistão e terminando na 13ª colocação. A Coreia do Sul empatou em 12-12 com a Nova Zelândia, mas venceu nos pênaltis 5-4 e termina em 15º. Nas disputas do 9º ao 12º, Montenegro 14-7 no Japão e Estados Unidos goleou a África do Sul por 20-3 e agora disputa o 9º lugar.

Números do Brasil na piscina:
Medalhas – 1 bronze
Finais – 5
Semifinais – 8
Recordes SulAm – 1
Recordes brasileiros – 1

Mundial de Esportes Aquáticos – Dia 11

1ª medalha do Brasil na piscina, zebra no borboleta e semifinais do pólo feminino definidas.

Natação

100m peito masculino

Embed from Getty Images

Depois de bater o recorde mundial na semifinal no domingo, a grande dúvida da final era se o britânico Adam Peaty quebraria ou não novamente o recorde mundial, pois sua vitória era mais que esperada. Ele não decepcionou, mas não fez recorde. Nos primeiros 50m, ele marcou 26.60, 0.03 melhor que a parcial do WR e tempo que o daria bronze nos 50m no último mundial! Mas voltou pior, com 30.54, para vencer com um espetacular 57.14, 0.26 pior que o recorde. James Wilby fez a 2ª melhor volta e bateu em 2º lugar com 58.46 consolidando o domínio britânico na prova. O chinês Yan Zibei marcou 58.63, batendo novamente o recorde asiático pro bronze.

100m borboleta feminino

20190722_-2

Pódio dos 100m borboleta prestando homenagem à japonesa Rikako Ikee. Foto: FINA

Se todo mundo achou que a vitória da Ariarne Titmus nos 400m livre no dia anterior sobre a Katie Ledecky tinha sido a zebra do Mundial, é porque não esperava os 100m borboleta. Sarah Sjöström tinha os melhores tempos de todos os tempos e sua 5ª vitória na prova era quase certa. Quase. Ela não esperava uma prova lindíssima da canadense Margaret MacNeil. A sueca abriu melhor marcando 25.96 na ida, já colocando quase meio segundo sobre a segunda colocada, a americana Kelsi Dahlia, enquanto MacNeil batia em 5º com 26.77. Mas na volta, que parcial da canadense! MacNeil marcou 29.06 ultrapassando a sueca faltando 20m pro final e fechou em 55.83, novo recorde das Américas! Sjöström, que fez apenas a 6ª melhor volta, bateu com 56.22 para a prata e a australiana Emma McKeon foi bronze com 56.61.

50m borboleta masculino

nicholas-santos-conquistou-o-bronze-no-mundial-de-esportes-aquaticos-1563802662594_v2_900x506

Pódio dos 50m borboleta: Kostin, Dressel e Nicholas. Foto: Reuters/Antonio Bronic

Nicholas Santos chegou com o melhor tempo ano no Mundial, mas encontrou pela frente o americano Caeleb Dressel, que busca vencer 9 ouros no Mundial. E já tem 2. Nicholas teve o melhor tempo de reação, mas não teve uma boa saída, e precisou fazer uma prova de recuperação, algo complicado para uma prova de apenas 50m. Dressel fez uma prova quase perfeita e liderou do início ao fim, batendo em 22.35, novo recorde do campeonato e das Américas, baixando o recorde continental do Nicholas em 0.25. O russo Oleg Kostin ficou com a prata com 22.70 e o brasileiro se recuperou para bater em 3º com 22.79, ficando apenas 0.01 a frente do americano Michael Andrew, o rei dos sprints, que nadará as 4 provas de 50m.

200m medley feminino

Embed from Getty Images

A Dama de Ferro é a dona dessa prova. Ela não perde os 200m medley em grandes competições desde 2013, vencendo nesse ínterim 1 título olímpico, 3 mundiais de longa, 3 mundiais de curta, 3 europeus de longa e 3 de curta. E não foi diferente em Gwangju, faturando seu 4º ouro seguido na prova de maneira incontestável. Nos 50m iniciais, a japonesa Rika Omoto estava a frente na parcial do borboleta com 27.52 enquanto Katinka Hosszu batia em 4º a 0.26. Na parcial de costas, Omoto seguiu líder, mas a húngara encostou ficando a apenas 0.08. No peito, Hosszu fez a melhor parcial e assumiu a liderança, com 0.96 de vantagem sobre a canadense Sydney Pickrem, nova 2ª colocada. Ns 50m finais, Pickrem caiu e viu a chinesa Ye Shiwen, última a vencer essa prova antes da Katinka, em 2011, assumir o 2º lugar. Katinka bateu em 2:07.53 pro ouro, seu 8º em Mundiais. A chinesa foi prata com 2:08.60 e Pickerm bronze com 2:08.70.

Outras Provas

Nos 200m livre masculino, o britânico James Guy foi o melhor nas eliminatórias com 1:46.18, seguido do chinês Sun Yang com 1:46.22. Já na semifinal, o australiano Clyde Lewis surpreendeu com o melhor tempo de 1:44.90, seguido de Sun Yang 1:45.31 e do lituano Danas Rapsys 1:45.44. Fernando Scheffer foi 6º nas eliminatórias com 1:46.46, mas na semifinal ficou em 9º com 1:45.83, a apenas 0.07 da vaga na final. Já Breno Correia fez 1:47.26 nas eliminatórias, em 17º a 0.20 da vaga na semi. Curiosamente, nenhum dos dois americanos chegou à final: Townley Hass foi 14º com 1:46.37 e Andrew Saliskar 15º com 1:46.83.

Foi um caos as eliminatórias dos 100m costas masculino. O acessório de largada teve muitos problemas e dois nadadores nadaram novamente sozinhos. Os dois conseguiram ficar no top-16, mas para não prejudicar os dois que seriam eliminados, tivemos 18 nadadores nas semifinais. O chinês Xu Jiayu não teve problemas e foi o melhor nas eliminatórias com 52.85 e na semifinal com 52.17, novo recorde do campeonato, que vinha desde 2009 (52.19 do Aaron Peirsol). O brasileiro Guilherme Guido fez uma excelente prova nas eliminatórias, vencendo sua bateria com 52.95, novo recorde sul-americano! Na semi, foi 7º no geral com 53.23 e chegou pela 2ª vez à final dos 100m costas em mundiais de longa.

A canadense Kylie Masse dominou os 100m costas no feminino com o melhor tempo nas eliminatórias 58.91 e na semifinal 58.50. A australiana Minna Atherton foi 2ª na preliminar com 59.22 e na semi com 58.60. A canadense Taylor Ruck foi a 3ª e última a baixar dos 59s na semi, com 58.83.

Embed from Getty Images

Como esperado, a disputa dos 100m peito feminino será entre a americana Lilly King e a russa Yulia Efimova. King foi melhor nas eliminatórias com 1:06.31 contra 1:06.58 da russa, enquanto na semi Efimova fez 1:05.56 contra 1:05.66 da americana. A 3ª melhor na semi foi a japonesa Reona Aoki com 1:06.30.

Nos 1.500m livre feminino, a americana Katie Ledecky fez o melhor tempo nas eliminatórias com 15:48.90, seguida da italiana Simona Quadarella com 15:51.59 e da alemã Sarah Köhler com 15:54.08, mas Ledecky não vem se sentindo bem desde que chegou à Coreia do Sul e ainda é dúvida para a final. A brasileira Viviane Jungblut, depois de nadar 3 provas nas águas abertas, fez 16:36.25 e terminou na ruim 20ª colocação.

High Diving

Tivemos os 2 saltos iniciais das provas de High Diving, 20m para mulheres e 27m para homens. No fem, Jacqueline Valente está em 8º com 113,50 e a líder é a mexicana Adriana Jimenez com 148,20. Entre os homens, quem lidera é o americano Steve Lo Bue com 218,40, tirando 9,0 para cima nos 2 saltos, seguido do mexicano Jonathan Paredes com 209,55, que chegou a tirar dois 10 no 2º salto.

Pólo Aquático

Favoritas ao ouro, as americanas venceram tranquilamente a Grécia por 15-5 e se garantiram na semifinal, onde enfrentarão a Austrália, que passou pela Rússia por 9-7. Na outra semi, a Espanha fez 12-8 na Holanda e vai pegar na semifinal a Hungria, que venceu a Itália por 7-6.

Nos jogos classificatórios, o Canadá empatou em 10-10 com a China e precisou fazer 7-6 na disputas de pênaltis para vencer e ir ao jogo que valerá o 9º lugar, onde enfrentará o Cazaquistão, que fez 14-12 na Nova Zelândia, também após um empate em 10-10. O Japão derrotou a África do Sul por 21-2 e conquistou o 13º lugar, enquanto Cuba destruiu a quase inexistente seleção da Coreia do Sul por 30-0. As sul-coreanas encerram sua estreia internacional com 5 derrotas, 172 gols sofridos e apenas 6 feitos.