Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude – Parte I

Muita coisa interessante aconteceu nessa 1ª semana de Jogos em Lausanne, incluindo medalhas inéditas para países sem tradição e .

Esqui Alpino

Dois nomes foram o destaque no esqui alpino. No masculino, o sueco Adam Hofstedt venceu o ouro em duas provas: no Super-G logo no 1º dia e no slalom, com mais de 1s de vantagem sobre o 2º colocado. Ele ainda foi bronze na combinada. Nesta prova, aliás, aconteceu um raro empate pelo ouro entre o francês Auguste Aulnette e o norueguês Mikkel Remsøy, ambos com 1:28.41, contra 1:28.69 do sueco.

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Amélie Klopfenstein (SUI)

No feminino, a suíça Amélie Klopfenstein venceu o 1º ouro dos Jogos no Super-G e faturou o ouro no slalom gigante, além do bronze na combinada. Klopfenstein, aliás, nem era para estar na equipe suíça. Ela era a reserva e conseguiu a vaga depois que uma atleta teve que desistir dos Jogos por conta de lesão.

A israelense Noa Szollos entrou para a história ao conquistar o bronze no Super-G logo no 1º dia faturando a 1ª medalha de inverno de seu país em uma edição olímpica. Ela ainda levaria a prata na combinada.

Biatlo

A Rússia foi o destaque do biatlo em Lausanne, vencendo 3 das 6 provas. Alena Mokhova levou os ouros no individual 10km e no Sprint 6km, neste último por menos de 2s sobre a sua compatriota Anastasiia Zenova. No masculino, vitória do polonês Marcin Zawol no Sprint 7,5km e do russo Oleg Domichek no individual 12,5km.

Nos revezamentos, a Itália venceu o misto individual, formado por um menino e uma menina que competem por duas vezes, e a França venceu o misto convencional, com 4 participantes.

A brasileira Taynara da Silva ficou em 92º lugar no Sprint e em 94º no individual.

Curling

A Noruega foi a grande campeã da equipe mista, mas eles quase não passaram para as finais. Pelo Grupo C, ficaram empatados com a Grã-Bretanha com 3 vitórias e 2 derrotas e só avançara pois tinham vencido os britânicos por 8-3. Na decisão, a Noruega venceu o Japão com ponto no end extra por 5-4. O bronze ficou com a Rússia, que venceu a surpresa Nova Zelândia por 9-5.

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Equipe brasileira de curling

O Brasil jogou pela 2ª vez no YOG no curling terminando em último no seu grupo com 5 derrotas e em 24º e último no geral. Ainda assim, a equipe teve bons momentos, conseguindo alguma vitórias em ends. O Brasil começou perdendo de 15-1 para a Alemanha, depois de 14-1 para a China, 12-3 para a Dinamarca, 13-2 pra Hungria e fechou com derrota de 10-2 pra Suíça.

Patinação Artística

A Rússia foi o grande país da modalidade em Lausanne, subindo duas vezes ao pódio por prova, mas não levando nenhum no individual.

No masculino, a vitória ficou com o japonês Yuma Kagiyama. Ele brilhou no programa livre com 166,41, e conseguiu tirar a diferença que os russos tinham colocado no programa curto. Kagiyama somou 239,17 contra 237,94 do russo Andrei Mozalev e 215,21 do também russo Daniil Samsonov.

No feminino, a sul-coreana You Young venceu o programa curto, o livre e levou o ouro com 214,00, deixando as russas Ksenia Sinitsyna e Anna Frolova com a prata e o bronze.

Nos pares e na dança artística, tivemos dobradinha russa no ouro e prata. O bronze nos pares dos georgianos Alina Butaeva e Luka Berulava foi a 1ª medalha em uma edição de inverno da Geórgia. Na prova por equipes, vitória da equipe Coragem, que contou com o estoniano Arlet Levandi, a russa Ksenia Sinitsyna, o par georgiano e uma dupla da dança do Japão.

Patinação de Velocidade

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Diego Amaya entra para a história do esporte latino-americano

Os japoneses dominaram as disputas masculinas no oval. Yudai Yamamoto venceu os 500m com 36.42, 0.18 melhor que o espanhol Nil Llop, o 1º patinador de velocidade da história a defender a Espanha em uma edição olímpica. Já Motonaga Arito levou os ouros nos 1.500m com 1:52.24 e na prova de saída em massa. Foi nesta prova, aliás, que o colombiano Diego Amaya entrou para a história como o 1º medalhista sul-americano em uma edição olímpica de inverno! Amaya tinha batida na trave nas outras duas finais, ficando em 4º nos 500m a 0.38 do pódio e também em 4º nos 1.500m a 0.13 do pódio. Na saída em massa soube se posicionar e ficar com a prata histórica.

No feminino, as holandesas venceram as provas de distância. Isabel Grevelt venceu os 500m e Myrhte de Boer os 1.500m. Na saída em massa, ouro para a chinesa Yang Binyu.

Hóquei no Gelo

Antes do torneio de hóquei em si, tivemos a disputa do hóquei 3×3 formado por equipes mistas de países, contando com os atletas que venceram as disputas de habilidades em seus países. Com isso, temos a presença das mais variadas nacionalidades nas equipes, incluindo países com nenhuma tradição no hóquei no gelo.

No masculino, vitória da equipe Verde, que venceu a Vermelha na final por 10-4. No feminino, o time Amarelo venceu com 6-1 na decisão sobre a equipe Preta. Nesta equipe amarela estava presente a mexicana Luisa Wilson, que se tornou a 1ª latino-americana a medalhar em uma edição olímpica de inverno, mas não de forma individual, como foi o caso do colombiano.

Montanhismo em Esqui

Esporte que fez sua estreia olímpica, o montanhismo consiste em uma subida de montanha, onde os atletas tem que subir ou com esquis ou em momentos a pé, e depois descer pelo outro lado.

Em casa, a Suíça venceu 3 das 5 provas em disputa. Logo no 1º dia, fizeram a dobradinha na prova individual longa feminina com Caroline Ulrich vencendo em 58:34.48 e Thibe Deseyn na prata com 59:38.58, únicas abaixo da marca de 1h. Também rolou dobradinha na masculina, vencida pelos gêmeos Thomas e Robin Bussard. Thomas fio ouro com 47:49.85 contra 49:16.54 de Robin. No revezamento misto, os 4 brilharam para levar o ouro com 35:07, mais de 2min sobre a França, medalha de prata.

Nas provas de Sprint, que tem o formato igual ao Sprint no cross-country, com tomada de tempo e baterias, vitória do italiano Rocco Baldini e da espanhola Maria Costa Diez.

Quadro de medalhas após 35 das 81 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Final

E chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018.

Alguns problemas principalmente por conta do clima, que mudaram o calendário das competições de esqui alpino e snowboard, mas em geral os Jogos passaram sem grandes problemas. Talvez o maior deles tenha sido o baixo público, que tirou muito da emoção do esqui alpino e da patinação artística.

Trinta países ganharam pelo menos uma medalha, um recorde em Jogos de Inverno. 22 países venceram ouro, também um recorde. A Hungria venceu o seu 1º ouro de inverno, na patinação de velocidade em pista curta. Cinco país quebraram um longo jejum de medalhas em Jogos de Inverno: Hungria (desde 1980), Bélgica (1998), Espanha (1992), Nova Zelândia (1992) e Liechtenstein (1988).

Ao todo, 93 atletas ganharam mais de uma medalha. Johannes Hoesflot Klaebo e Martin Fourcade saíram com 3 ouros cada, mas a norueguesa Marit Bjoergen levou 5 medalhas. Outros 18 atletas ganharam 2 ouros nos Jogos. Vamos às 4 últimas finais.

Bobsled

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O alemão Francesco Friedrich manteve com folga sua liderança no bobsled para 4 atletas na 3ª descida. Ele fez o melhor tempo da rodada com 48.76, somando 2:26.31, abrindo 0.42 sobre o sul-coreano Won Yunjong e 0.49 sobre o alemão Nico Walther. O canadense Justin Kripps e o suíço Rico Peter apareceram empatados em 4º, um pouco mais distantes a 0.77. O trenó brasileiro fez o 22º tempo na descida, marcando 49.80 e, com 2:29.49 a 3.18 de Friedrich, terminou na boa 23ª posição, a melhor da história pro país. Infelizmente o objetivo do top-20 (que colocaria o Brasil na 4ª descida) não foi atingido e o Brasil ficou a exatamente 0.50 do 20º lugar.

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Francesco Friedrich. Foto: Getty Images

Na ordem inversa, Rico Peter foi o 1º dos top5 a descer e marcou o melhor tempo da rodada com 49.51, terminando com 3:16.59. Já Justin Kripps não foi bem com 49.61 e, com 3:16.90m, caiu duas posições, para 3º no momento. Nico Walther fez 49.58 e assumiu a liderança com 3:16.38. Em seguida, veio o sul-coreano Won Yunjong que tinha 0.07 de vantagem sobre Walther, mas na 2ª parcial já aparecia 0.02 atrás. Ele ficou alternando pelo tempo do alemão, até completar em 49.65 e também com 3:16.38 empatou com Walther, dividindo a medalha de prata. Friedrich fechou a prova com 49.54 e manteve sua enorme vantagem, somando 3:15.85, garantindo seu 2º ouro nos Jogos.

Hóquei no Gelo

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Numa partida absolutamente espetacular, os Atletas Olímpicos da Rússia levaram seu 2º ouro dos Jogos ao derrotar a zebraça Alemanha. O primeiro gol, marcado faltando menos de 1s pro fim do 1º período por Slava Voynov pros russos, já mostrou que a partida não seria nada convencional. Na metade do 2º período, a Alemanha empatou com Felix Schütz. Com 13min de 3º período, Nikita Gusev, na lateral do gol, conseguiu colocar jogar  puck na orelha do goleiro alemão e aumentou para 2-1. Mas 10s depois, num cochilo russo, Dominik Kahun empatou pra Alemanha.

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Foto: Getty Images

A Alemanha cresceu e faltando pouco mais de 3min, Jonas Müller ampliou para 3-2, e a Alemanha se aproximava de um ouro olímpico inédito. Com 2min11 pro fim da partida, Mikhail Grigorenko foi advertido com um tripping e a Rússia perdia um jogador por dois minutos. A Alemanha ficou muito confiante e se perdeu. Numa enorme confusão na área alemã, Gusev aproveitou a bobeada dos adversários e empatou a partida em 3-3 faltando 56s pro fim, levando o jogo pra prorrogação. Bem abalada, a Alemanah seguiu se desestabilizando e Patrick Reimer foi advertido por high sticking. Aproveitando a vantagem de 4 contra 3 (na prorrogação cada time já parte com um jogador de linha a menos), Kirill Kaprizov marcou aos 9min40s do tempo extra e selou a vitória russa, o 9º ouro dos russos, que curiosamente nunca venceram como Rússia: foram 7 da União Soviética, 1 da Equipe Unificada e agora 1 como Atletas Olímpicos Russos.

Curling

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Visivelmente nervosas, a equipe da Coreia do Sul não apresentou nem de longe na final feminina o que fez no resto do torneio. Jogando contra a mais experiente equipe sueca de Anna Hasselborg, a Coreia errou demais e teve um aproveitamento de 81% no jogo contra 92% das suecas. A Coreia já começou errando no final do 1º end. Com o martelo, a intenção era zerar, mas a capitã Kim Eun-jung acabou marcando um ponto sem querer. Depois de zerar no 2º, a Suécia virou para 2-1 no 3º e roubou duas vezes seguidas martelo coreano, abrindo 4-1.

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Coreanas e suecas. Foto: Getty Images

A Coreia diminuiu no 6º para 4-2, mas a Suécia fez 3 no 7º, ampliando para 7-2. No 8º, diminuíram para 7-3, mas com o ponto sueco no 9º, as coreanas desistiram do jogo perdendo de 8-3. Foi a 5ª final olímpica seguida de um time sueco no torneio feminino e o 3º ouro. Os outros dois foram de Anette Norberg em 2006 e 2010.

Cross Country

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A última final do Jogos, os 30km saída em massa estilo clássico feminino, não poderia ser mais simbólica e com tanta coisa valendo. Em sua última prova olímpica, a norueguesa Marit Bjoergen buscava seu 8º ouro e 15ª medalha olímpica, o que a colocaria como a maior vencedora da história de inverno, igualando os 8 ouros de Ole Einar Bjoerndalen, as mesmas 4 pratas, mas com 3 bronzes contra 1 do biatleta. Também seria o 14º ouro norueguês, igualando os 14 ouros alemães nos Jogos, mas com mais pratas a Noruega subiria para 1º do quadro de medalhas.

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Foto: Getty Images

Bjoergen não decepcionou, liderando por praticamente todas as parciais. Até os 10km, ela ainda vinha junta do resto do pelotão da frente, que contava com as finlandesas Krista Parmakoski e Kerttu Niskanen, irmã do Iivo, ouro nos 50km no dia anterior, das suecas Stina Nilsson e Charlotte Kalla, a norueguesa Ingvild Flugstad Oestberg e a austríaca Teresa Stadlober. Mas aí Bjoergen ligou o turbo e começou a disparar. Parmakoski até tentou acompanhá-la, mas não deu certo e Bjoergen abria a cada parcial mais distância.

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Parmakoski, Bjoergen e Nilsson no pódio na Cerimônia de Encerramento. Foto: Martin Bernetti

Com 20km de prova, Bjoergen já tinha 1min20s de vantagem sobre o grupo. Stadlober brigava pela prata quando se distraiu e errou o caminho, perdendo mais de 1min com a situação. Nisso, Parmakoski se idolou no 2º lugar enquanto Nilsson e Oestberg ficavam lado a lado. Até que com 1:22:17.6, Bjoergen cruzou em 1º muito emocionada carregando a bandeira norueguesa. Parmakoski levou sua 4ª medalha nos Jogos 1:49.5 atrás e Nilsson ultrapassou Oestberg na reta final para ficar com o bronze a 1:58.9. Bjoergen foi coroada mais tarde na Cerimônia de Encerramento dos Jogos. Nada mais justo para a maior de todos os tempos!

E após 18 de muita emoção, provas espetaculares, resultados impressionantes e imagens belíssimas na Coreia do Sul, chegaram ao fim os 23os Jogos Olímpicos de Inverno.

closing20fireworks_20180225232432168Quadro Geral de Medalhas:

Captura de Tela 2018-02-26 às 22.37.33Captura de Tela 2018-02-26 às 22.37.44Captura de Tela 2018-02-26 às 22.37.54

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 15

No penúltimo dia dos Jogos (já???), Ester Ledecka faz mais história, mais um ouro coreano, surpresa no curling e ouro pra Finlândia na maratona.

Cross Country

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Na disputa da grande maratona masculina de 50km no estilo clássico, o finlandês Iivo Niskanen começou a apertar o ritmo com 17km de prova e já abriu uma boa diferença sobre o resto do pelotão. Niskanen tinha ao seu lado o russo Alexander Bolshuov, que não deixava o finlandês disparar. Com 40km de prova, Niskanen parou para trocar seus esquis. Os dois abriram demais, colocando mais de 2min sobre os perseguidores.

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Bolshunov, Niskanen e Larkov. Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Bolshunov liderou por quase 10km, quando, faltando 1km pro fim, o finlandês atacou e o russo ficou pra trás. Iivo Niskanen completou a prova mais longa dos Jogos em 2:08:22.1 e Bolshunov foi prata a 18.7. Na perseguição vinham o russo Andrey Larkov, o canadense Alex Harvey e os noruegueses Martin Sundby e Hans Holund. Larkov disparou nos últimos quilômetros e conseguiu o bronze 2:37.5 atrás de Niskanen, 6s a frente de Harvey e Sundby a 13 s sobre Holund. Foi a 1ª medalha de ouro da Finlândia nos Jogos e a 4ª do Bolshunov, que sai dos Jogos com 3 pratas e 1 bronze. Ele se torna o 1º atleta desde Roald Larsen em 1924 a vencer 4 ou mais medalhas nos Jogos de inverno, nenhuma de ouro. Foi também a 1ª prova do cross country sem Noruega no pódio.

Esqui Alpino

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A estreia da prova por equipes do esqui alpino foi marcada por duas grandes ausência: Marcel Hirscher pela Áustria e Mikaela Shiffrin pelos Estados Unidos. Na 1ª rodada, a única surpresa foi a derrota dos Estados Unidos na estreia para a Grã-Bretanha. Eles empataram em 2-2, mas os britânicos venceram na soma dos melhores tempos 41.71 a 41.90. Áustria fez 4-0 na Coreia do Sul, Suécia 3-1 na Eslovênia, Noruega 4-0 nos russos, Itália 3-1 nos checos, França 2*-2 no Canadá, Alemanha 2*-2 na Eslováquia e Suíça 4-0 na Hungria. Nas 4as, a Áustria marcou 4-0 na Suécia, que contava com os dois campeões olímpicos do slalom, Frida Hansdotter e André Myhrer. A Noruega teve trabalho com os britânicos e empatou em 2-2, vencendo no tempo 41.18-41-39. A França contou com Tessa Worley e Alexis Pinturault para derrotar por 3-1 a Itália e a Suíça empatou 2-2 com a Alemanha, vencendo no desempate (40.47-40.87 no tempos).

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Suíça. Foto: Getty Images

Na semifinal, a Áustria teve trabalho com a Noruega, vencendo por 3-1, mas nos 3 pontos as vitórias foram por menos de 0.20. Na outra semi, a França abriu 1-0 com Adeline Baud Mugnier, mas os suíços viraram 3-1 com os medalhistas individuais Ramon Zenhäusern e Wendy Holdener. O bronze ficou com a Noruega num duelo muito apertado com os franceses. A França venceu os dois duelos no feminino e a Noruega os dois no masculino, mas na somatória dos tempos, a vitória norueguesa foi por apenas 0.12! A final foi com as duas maiores potências da modalidade: Áustria e Suíça e contou com dois confrontos entre medalhistas de prata e bronze no slalom masculino e feminino. Katharina Liensberger fez 1-0 pra Áustria sobre Denise Feierabend por 0.31, mas Zenhäusern empatou pra Suíça quando Michael Matt errou uma porta. Wendy Holdener virou pra Suíça vencendo Katharina Gallhuber por 0.10 e Daniel Yule selou a vitória suíça no erro de Marco Schwarz.

Snowboard

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A checa Ester Ledecka definitivamente marcou seu nome na história olímpica ao confirmar o favoritismo e vencer o slalom gigante paralelo e se tornar a 1ª atleta da história a medalhar no esqui alpino e no snowboard, ainda mais com 2 ouros e na mesma Olimpíada! Nas 8as, Ledecka tirou a forte suíça Patrizia Kummer. Também saíram nas 8as a austríaca Julia Dujmovits, ouro no slalom paralelo em Sochi, e a russa Ekaterina Tudegesheva. E começou a polêmica que a pista vermelha estava mais rápida que a azul. Dessa vez era apenas uma descida, diferente dos outros Jogos, quando desciam duas vezes, uma em cada pista. Nas 8as, 7 das vencedoras estavam na pista vermelha.

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Jörg, Ledecka e Hofmeister. Foto: Getty Images

Nas 4a, todas que estavam na vermelha venceram: Ledecka, as alemãs Ramona Hofmeister e Selina Jörg e a russa Alena Zavarzina, bronze em Sochi. Na semi, Ledecka, na vermelha, venceu Hofmeister e na Jörg, dessa vez na azul, eliminou Zavarzina, que não terminou. A russa errou novamente na disputa do bronze e a medalha ficou com Hofmeister. Na decisão, Ledecka, pela vermelha, venceu Jörg por 0.46 e confirmou o ouro.

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Na disputa masculina, a sina da pista vermelha se manteve e 7 das 8 baterias de 8as foram vencidas por quem estava na vermelha. Na 7ª bateria, a reedição da final do último Mundial, entre os austríacos Benjamin Karl e Andreas Promegger. O segundo venceu no Mundial, mas desta vez deu Karl por 0.29. O russo Vic Wild perdeu pro italiana Roland Fischnaller. Nas 4as, o coreano Lee Sang-ho, campeão mundial junior em 2015, eliminou o favorito Benjamin Karl por 0.94, enquanto o suíço Nevin Galmarini venceu o italiano Roland Fischnaller.

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Lee, Galmarini e Kosir. Foto: Getty Images

Nas semifinais, Galmarini venceu o francês Sylvain Dufour e Lee passou pelo esloveno Zan Kosir numa batera extremamente polêmica. Lee venceu por 0.01, mas no vídeo parece que o esloveno passou bem a frente do coreano. Na decisão do bronze, Kosir venceu Dufour e na decisão, Galmarini derrotou Lee por 0.43, ficando com o ouro.

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O canadense Sebastien Toutant dominou a final do Big Air masculino. No 1º salto, tirou 84,75 e no 2º fez 89,50, somando 174,25. O americano Kyle Mack também veio bem nos dois primeiros saltos, com 82,00 e 86,75, somando 168,75, e Chris Corning colocava dois americanos no pódio no momento com 153,00.

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Mack, Toutant e Morgan. Foto: Getty Images

Na última passagem, o britânico Billy Morgan fez 85,50 para somar 168,00 e roubar o bronze de Corning. Tountant e Mack não melhoraram e só esperaram o resto cair, inclusive o canadense Max Parrot, único que poderia mexer no pódio, para confirmar o pódio.

Patinação de Velocidade

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Tivemos no sábado a estreia olímpica da prova de saída em massa. Nas semifinais femininas, a italiana Francesca Lollobrigida venceu a 1ª e a checa Nikola Zdrahalova a 2ª. Todas as favoritas avançaram com exceção da canadense Ivanie Blondin.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Kim, Takagi e Schouten. Foto: ISU

Na decisão, a estoniana Saskia Alusalu disparou e liderou a prova por 6 das 8 voltas, vencendo todos os 3 sprint intermediários, mas na 7ª volta foi alcançada pelo pelotão. Na disputa pelo ouro, a japonesa Nana Takagi acabou com o ouro terminando em 8:32.87, deixando a sul-coreana Kim Bo-Reum com a prata por apenas 0.12 e a holandesa Irene Schouten com o bronze por 0.15!

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Entre os homens, o austríaco Linus Heidegger venceu a 1ª semifinal e o neozelandês Peter Michael a 2ª. O norueguês Sverre Lunde Pedersen foi o maior nome dos que não avançaram.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Swings, Lee e Verweij. Foto: ISU

O suíço Livio Wenger pontuou nos 3 sprints intermediários, mas o que importa é quem passa em 1º no final. Ele chegou a abrir 5s dos favoritos faltando 3 voltas, mas logo o pelotão buscou, deixando-o pra trás. No sprint final, a vitória ficou com o sul-coreano Lee Seung-Hoon, dando o 5º ouro pra Coreia do Sul, com 7:43.97, deixando o belga Bart Swings com a prata a 0.11 e o holandês Koen Verweij com o bronze a 0.27. Sven Kramer competiu, mas essa não é a prova dele e terminou em 16º e último sem ponto e com o pior tempo. Campeão mundial, o americano Joey Mantia acabou em 9º, também sem ponto. A prata de Swings foi a 1ª medalha belga nos Jogos de inverno desde Nagano-1998.

Curling

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A final do curling masculino seguiu muito equilibrada até o 7º end. A Suécia de Niklas Edin, grande favorita, estava empatada em 5-5 com a equipe americana de John Shuster, quando tudo deu certo para os americanos no 8º end.

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Suécia, Estados Unidos e Suíça. Foto: Getty Images

Na penúltima pedra do end, a Suécia tinha duas pedras pontuando no martelo americano com 3 guardas de segurança e no meio de 3 pedras americanas. Mas Shuster fez uma jogada espetacular para tirar as duas pedras suecas da casa e conseguir marcar 5 pontos, abrindo 10-5. Os suecos ainda fizeram 2 pontos no 9ª, mas, perdendo de 10-7 e sem o martelo, os suecos desistiram do jogo, dando um ouro inédito para os Estados Unidos.

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A disputa do bronze feminino começou morna, com cada time fazendo um único ponto alternadamente nos 5 primeiros ends e a Grã-Bretanha liderava por 3-2 sobre o Japão. Com o martelo, o Japão zerou os dois ends seguintes, empatando no 8º. No 9º, Eve Muirhead precisava de um takeout simples na pedra final, mas errou e bateu numa guarda, dando um ponto extra pro Japão. No 10º end, o martelo novamente era britânico, mas Muirhead não conseguiu acertar a pedra final, deu mais um ponto pro Japão, que venceu por 5-3 pra ficar com o bronze, 1ª medalha japonesa da história no curling.

Hóquei no Gelo

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Depois da derrota inesperada na semifinal para a Alemanha, o Canadá entrou com tudo contra a República Checa na disputa pelo bronze. Com 9min de jogo, Andrew Ebbett abriu o placar pro Canadá, mas 16s depois os checos empataram com Martin Ruzicka. Aí 15s depois, o Canadá ampliou com Chris Kelly e fez 3-1 ainda no 1º período. O 3º período também foi animado. Ebbett marcou main um e Jan Kovar diminuiu pros checos, mas Kelly marcou seu 2º e Wojtek Wolski ampliou pro Canadá que abria 6-2. Roman Cervenka fez dois, sendo um com power play, mas o jogo acabou e o Canadá ficou com a medalha com 6-4.

Bobsled

O alemão Francesco Friedrich fez o melhor tempo na 1ª descida do bobsled de 4 masculino com 48.54, 0.11 melhor que o trenó sul-coreano liderado por Won Yunjong e 0.20 a frente do alemão Nico Walther, ouro no trenó de 2. O trenó brasileiro não fez uma boa largada (21º tempo de 29) e terminou na 25ª posição com 49.75.

Na 2ª descida, Friedrich manteve a liderança, fazendo o melhor tempo de descida com 49.01 para somar 1:37.55. A equipe coreana manteve o 2º lugar com 1:37.84, enquanto o trenó alemão do Walther também se manteve, mas em 3º, a apenas 0.06 dos coreanos. O trenó brasileiro fez o 24º tempo com 49.94 e, na somatória, acabou em 25º a 2.14 do líder alemão.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 4

Finalmente começa o esqui alpino com ouro pro Hirscher, final do curling, o brilho de uma adolescente, Holanda segue no topo e vitória italiana no gelo.

Esqui Alpino

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Após dois dias de provas canceladas, a combinada masculina ocorreu, mas com muita crítica. Ainda com ventos fortes, a descida do downhill foi feita no Super-G, reduzindo a distância, o que daria vantagem para o especialistas no slalom. E foram eles que subiram ao pódio. No downhill, o melhor tempo foi do primeiro a descer, o alemão Thomas Dressen com 1:19.24, seguido do norueguês Aksel Lund Svindal com 1:19.31 e do austríaco Matthias Mayer com 1:19.37. O austríaco Marcel Hirscher foi 12º com 1:20.56, a apenas 1.32, diferença bem tranquila para ele tirar no slalom.

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Pinturault, Hirscher e Muffat-Jeandet no pódio. Foto: Agence Zoom

Na 2ª parte da prova, Svindal resolveu não descer, como forma de protesto, muito irritado com a diminuição da prova do downhill. Alheio a isso e seguindo as regras, Hirscher marcou 45.96, somando 2:0652 e assumindo a liderança, que era do francês Victor Muffat-Jeandet com 2:07.54. Depois do Hirscher ainda veio o francês Alexis Pinturault e somou 2:06.75, pegando o 2º lugar. Faltavam 11 (10, sem o Svindal) descerem, mas os tempos no slalom eram altos e ninguém chegava perto do austríaco. Quando Dressen marcou 2:08.94, Hirscher pôde comemorar finalmente o seu ouro olímpico, seguido dos dois franceses.

Cross Country

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A sueca Stina Nilsson já mostrou seu favoritismo desde a qualificação do sprint estilo clássico, fazendo o melhor tempo com 3:08.74 seguida da norueguesa Maiken Caspersen Falla com 3:09.13. Nas 4as, Nilsson, Falla, a sueca Hanna Falk, e as russas Yulia Belorukova e Natalia Nepryaeva venceram as suas baterias.

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Nas semifinais, Nilsson e Falla fizeram o principal duelo na 1ª bateria, vencida novamente pela sueca por apenas 0.03, enquanto Belorukova faturou a 2ª seguida da americana Jessica Diggins. Na decisão, a sueca mostrou que não iria perder e disparou desde o início, abrindo larga vantagem sobre o resto e vencer por 3:03.84. Falla e Belorukova vinham atrás, mas a norueguesa venceu no sprint final com 3:06.87 contra 3:07.21 da russa. Diggins, que buscava a 1ª medalha americana feminina no esporte foi 6ª.

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No masculino, o melhor tempo na quali foi do finlandês Ristomatti Hakola com 3:08.54 com o favorito norueguês Johannes Hoesflot Klaebo em 2º com 3:08.73, enquanto o italiano Federico Pellegrino pegou o 9º tempo com 3:13.18. Klaebo venceu a 1ª bateria das 4as com tranquilidade, assim como Pellegrino levou a 2ª. O russo Alexandr Bolshunov, o sueco Oskar Svensson e o finlandês Martti Jylhae venceram as outras.

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Pellegrino, Klaebo e Bolshunov no pódio. Foto: NordicFocus

Na semifinal, Klaebo e Pellegrino se enfrentaram na 1ª bateria, vencida pelo norueguês por 0.16 com Bolshunov em 3º, enquanto Hakola levou a 2ª. Na decisão, a prova foi bem parecida com a feminina. Bolshunov saiu na frente com Klaebo e Pellegrino atrás, mas no meio da prova o norueguês atacou e disparou, deixando o italiano e o russo brigarem pela prata. Johannes Hoesflot Klaebo abriu e venceu com 3:05.75. No photo finish, Pellegrino marcou 3:07.09 contra 3:07.11 do russo e ficou com a prata.

Snowboard

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Favorita antes dos Jogos, a adolescente americana Chloe Kim, de origem coreana, deu show absoluto na final do halfpipe. Brilhando na 1ª passagem, ela tirou espetaculares 93,75, colocando 9 dedos no ouro. A chinesa Liu Jiayu assumiu o 2º lugar com 85,50 na 1ª tentativa e melhorou na 2ª com 89,75, enquanto Kim caiu na 2ª, tirando apenas 41,50. A veterana americana dona de 3 medalhas olímpicas na prova Kelly Clark fez 76,25 na 1ª e vinha pro bronze, melhorando para 81,75 na 2ª.

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Liu, Kim e Gold no pódio. Foto: Agence Zoom

Na 3ª tentativa, a americana Arielle Gold, que vinha em 4º pegou o 3º lugar de Clark com 85.75. Clark veio logo depois e fez uma ótima prova, mas com 83,50 terminou em 4º, sem medalha. Quando Liu caiu na 3ª passagem, o ouro já era de Chloe Kim, que fechou a prova de maneira simplesmente espetacular, tirando 98,25 e confirmando o 3º ouro americano dos Jogos.

Na quali do halfpipe masculino, o americano bicampeão olímpico Shaun White confirmou o favoritismo com 98,50 na 2ª passagem (já tinha feito ótimos 93,25 na 1ª), mas viu o australiano Scotty James colado em 2º com 96,75 e o japonês Ayumu Hirano em 3º com 95,25.

Curling

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Na 1ª final das duplas mistas, um show dos canadenses Kaitlyn Lawes e John Morris sobre os suíços Martin Rios e Jenny Perret. No 3º end, a partida estava empatada em 2-2, mas 3 arremessos ruins de Rios (no penúltimo a pedra passou direto), o Canadá marcou 4 e abriu 6-2. No 6º, o Canadá tinha 8-3 e duas pedras no botão, mas o martelo era suíço. Perret tentou colocar a sua pedra no centro, mas deu tudo errado e ela acabou tirando as suas pedras e dando mais 2 pontos para o Canadá, que abriu 10-3. Sem chances de buscar o jogo, a Suíça entregou o jogo e a vitória ficou com o Canadá.

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Suíça, Canadá e Atletas Olímpicos da Rússia no pódio. Foto: WCF

Na disputa do bronze, a dupla russa de Anastasia Bryzgalova e Aleksandr Krushelnitckii derrotou a Noruega por 8-4 e completou o pódio da estreia das duplas mistas. No meio do jogo, Bryzgalova levou um tombo no gelo.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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As 4as de final dos 500m feminino tiveram como destaque a eliminação da canadense Marianne St-Gelais, penalizada na bateria 1, onde avançaram a italiana Arianna Fontana e a holandesa Yara van Kerkhof. A britânica Elise Christie bateu o recorde olímpico na 2ª com 42.703. Nas semifinais foi a vez da chinesa campeã em Sochi Fan Kexin ser penalizada e desclassificada, enquanto a sul-coreana Choi Minjeong venceu com novo recorde olímpico 42.422 e Fontana em 2º. Na semi 2, mais uma chinesa desclassificada, Qu Chunyu.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 4

Van Kerkhof, Fontana e Boutin no pódio. Foto: ISU

Na grande final, Fontana e Choi assumiram a ponta, trocando a liderança a cada curva. Christie vinha encaixotada por van Kerkhof e pela canadense Kim Boutin e caiu faltando 2 voltas. A italiana e a sul-coreana batalharam cada centímetro e houve alguns encontrões. Na chegada, melhor para Arianna Fontana, que venceu com 42.569. Após a prova, os juízes desclassificaram a sul-coreana e a holandesa Yara van Kerkhof herdou a prata com 43.256 e Boutin o bronze com 43.881. Foi a 6ª medalha olímpica da italiana, a 1ª de ouro.

Nas eliminatórias dos 1.000m masculino, as principais baixas foram o húngaro Liu Shaoang na 1ª bateria, desclassificado, e o americano JR Celski, 3º na 8ª bateria. Na 5ª, o canadense Charles Hamelin bateu o recorde olímpico com 1:23.407. Também tivemos as semifinais do revezamento 5.000m masculino. Na 1ª bateria, a China venceu com 6:36.605 e a Holanda passou em 2º na frente do Canadá, mas Sjinkie Knegt deu um empurrão no Charles Hamelin e a Holanda foi desclassificada e o Canadá passou pra Final. Na 2ª semi, passaram pra final com tranquiladade a Coreia do Sul com novo recorde olímpico, 6:34.510, e a Hungria.

Patinação de Velocidade

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A história do domínio holandês seguiu na 4ª prova, os 1.500m masculino. Na 4ª bateria de 18, o jovem holandês Patrick Roest, de 18 anos, marcou 1:44.86, com grande vantagem sobre o resto. Apenas na 10ª que alguém chegou perto, o belga Bart Swings, com 1:45.49. Aí na 14ª veio o campeão mundial Kjeld Nuis, que voou para marcar 1:44.01, ficando a apenas 0.06 do recorde olímpico de 2002, enquanto o japonês Takuro Oda fez 1:45.44 assumindo o 3º lugar.

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Roest, Nuis e Kim no pódio. Foto: ISU

Na 15ª bateria, belo duelo entre o sul-coreano Kim Min Seok, que marcou 1:44.93 para pegar o 3º lugar, e o letão Haralds Silovs, com 1:45.25, 4º lugar. Na 16ª, o holandês Koen Verweij decepcionou com 1:46.26, terminando em 11º, longe do pódio. Quando na 18º o americano Joey Mantia marcou apenas 1:45.86, a dobradinha holandesa foi confirmada e o 4º ouro em 4 provas pro país.

Luge

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Depois do fracasso de Felix Loch na prova masculina, a favorita alemã Natalie Geisenberger não bobeou e faturou o bicampeonato olímpico ao somar 3:05.232 após as 4 descidas. Quem vinha em 2º era a sua compatriota Tatjana Hüfner, mas a campeã olímpica de 2010 errou no final e acabou em 4º lugar. Quem se aproveitou do erro de Hüfner foi a outra alemã da prova, Dajana Eitberger, que saiu de 4º lugar para a prata com 3:05.599. Ela também viu a canadense Alex Gough, 3ª após 3 descidas, errar e acabar em 3º com 3:05.644.

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Eitberger, Geisenberger e Gough no pódio. Foto: FIL

Mas o destaque negativo da prova ficou por conta do erro da americana Emily Sweeney. No meio da 4ª descida, ela errou a frenagem e virou de lado, batendo na parte de cima da curva feio com os pés. Após atendimento médico e um parada de quase 15min, ela saiu andando para alívio de todos. Isso atrapalhou muito as americanas que vieram depois. Summer Britcher, que tem o recorde da pista, errou na última descida e foi de 8º para 19º.

Hóquei no Gelo

Pela 2ª rodada do Grupo A, o grupo forte, o Canadá venceu sua 2ª partida por 4-1 sobre a Finlândia. Na 2ª partida, os Estados Unidos passaram fácil pelas Atletas Olímpicas da Rússia com 5-0. As russas bem que seguraram, mas no 2º tempo, levaram um gol de Jocelyn Lamoureux e, logo após o face-off, tomaram mais um dela, em menos de 6s. A superioridade americana foi enorme, com 50 chutes a gol contra 13 das russas. Canadá e EUA já se classificaram para as semifinais e jogam na quinta-feira como uma prévia pra final. Rússia e Finlândia disputam o playoff de 4as de final.

Quadro de medalhas após 4 dias e 26 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 0

No dia da abertura, 3 esportes rolaram em PyeongChang. Vamos ao que aconteceu na Coreia do Sul.

Curling

Mais dois jogos para cada equipe no torneio de duplas mistas de curling.

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John Morris (CAN). Foto: WCF

Na 3ª rodada, o destaque foi para o confronto entre Estados Unidos e Suíça, única dupla que chegou invicta com 2 vitórias. Num confronto bem disputado, nenhuma dupla conseguiu fazer mais que um ponto nos ends e os irmãos americanos Rebecca e Matt Hamilton chegaram no 8º end com 4-3, mas o martelo era suíço. E, com dois erros americanos, a dupla suíça conquistou a 3ª vitória de maneira espetacular, ao fazer 6 pontos no 8º end, o máximo possível numa disputa de duplas mistas. Além dos 9-4 da Suíça, o Canadá venceu a 2ª com 10-4 na China, a Noruega passou com 8-3 pela Coreia do Sul e a dupla russa venceu por 7-5 a Finlândia.

Na 4ª rodada, a Noruega quebrou a invencibilidade suíça por 6-5. O Canadá fez 8-2 na Finlândia, com direito a 5 pontos no 6º end (Finlândia desistiu no 7º), Rússia venceu 6-5 a China no end extra e a Coreia do Sul obteve a 2ª vitória ao arrasar a dupla americana por 9-1.

Após 4 rodadas, 4 equipes lideram com 3 vitórias e a Finlândia segue como a única dupla sem vencer. Classificação após 4 jogos:Captura de Tela 2018-02-09 às 20.41.45

Patinação Artística

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Eric Radford e Meagan Duhamel (CAN). Foto: AFP

Foi bem conturbado o início da disputa por equipes da patinação, com o programa curto masculino. Foram muitas quedas e erros, mesmo numa prova com nomes fortíssimos de gente que vai brigar por medalha na disputa individual. O melhor do dia foi o japonês Shoma Uno, último a se apresentar, colocou a mão no gelo após o 1º salto, mas depois foi impecável e fez 103,25 pontos. Em 2º ficou o israelense Oleksii Bychenko com 88,49. Já o canadense tricampeão mundial Patrick Chan estava bem desconcentrado e caiu duas vezes, mas mesmo assim ficou em 3º com 81,66. O americano Nathan Chen, um dos favoritos ao ouro individual, também caiu e errou um movimento, que foi invalidado, colocando-o em 4º com 80,61. Mas a grande decepção foi do russo Mikhail Kolyada, bronze no europeu há 3 semanas, que caiu duas vezes e invalidou um elemento e foi apenas o 8º com 74,36.

No programa curto dos pares, a Rússia se recuperou com Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov, obtendo a melhor nota com 80,92 com uma apresentação quase perfeita, fazendo todos os 7 elementos com excelência. Os canadenses Meagan Duhamel e Eric Radford vieram logo atrás em 2º com 76,57 e os alemães Aliona Savchenko e Bruno Massot em 3º com 75,36, perdendo a liderança por conta de uma queda no triplo Lutz com arremesso.

Após 2 provas de programas curtos, o Canadá lidera a classificação com 17 pontos, seguido dos Estados Unidos com 14 e Japão e Rússia com 13.

Esqui Freestyle

Tivemos no Phoenix Park a 1ª qualificação da prova de Moguls, no masculino e no feminino, classificando os 10 melhores diretamente para a final. O restante ainda terá uma 2ª chance no dia da prova.

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Entre os homens, o melhor esquiador de moguls de todos os tempos, o canadense Mikaël Kingsbury, obteve a melhor pontuação com 86,07. Ele foi o 2º melhor nos turns, obteve a melhor nota dos saltos e ainda foi o mais rápido a descer a pista de 250m. Bronze em Sochi, o russo Alexandr Smyshlyaev ficou em 2º com 83,93 e o cazaque vice-líder da Copa do Mundo Dmirtiy Reiherd foi 3º com 81,23. Campeão mundial em 2017, o japonês Ikuma Horishima passou com a 5ª marca, de 80,35.

No feminino, a francês Perrine Laffont foi a melhor com 79,72. Ela foi a melhor nos turns e a mais rápida a descer. Logo após termos a canadense Andi Naude com 79,60 e a americana Morgan Schild com 77,74. Ouro em Sochi, a canadense Justine Dufour-Lapointe passou em 4º com 77,66, a forte americana Jaelin Kauf foi 5ª com 77,45  e a australiana campeã mundial Brittteny Cox foi 6ª com 76,78. Todas já na final.

Cerimônia de Abertura

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Com uma cerimônia super bonita e correta, a Coreia do Sul deu boas-vindas ao mundo e os Jogos foram declarados abertos. No desfile das nações, a Grécia, como sempre, abriu, o Brasil foi o 33º a entrar e as Coreias entraram juntas no estádio. Carregaram a abndeira da Coreia unificada o atleta de bobsled do sul Won Yun-jong e a jogadora de hóquei no gelo do norte Hwang Chung-gum.

Como era esperado, a honra de acender a pira olímpico ficou para a patinadora campeã olímpica em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014 Yuna Kim, uma das maiores celebridades esportivas do país.

Outras Notícias:

– O italiano Christof Innerhofer fez o melhor tempo na 2ª descida de treino do downhill masculino com 1:18.97, com o norueguês Kjetil Jansrud colado a apenas 0.01. O suíço Beat Feuz foi o 3º com 1:19.41

– Em mais 2 descidas de treino oficial no luge, o russo Roman Repilov foi o mais rápido em ambas com 47.954 e 47.797.

– O patinador de velocidade americano Shani Davis desabafou, reclamando que a escolha do porta-bandeira americano para a Cerimônia de Abertura foi decidida no cara ou coroa. Dono de 2 ouros e 2 pratas em Olimpíadas, ele achou desrespeitosa a forma que Erin Hamlin, do luge, foi escolhida.

– O esquiador brasileiro Michel Macedo não sente mais dores e está liberado para esquiar pelos médicos. Ele disputaria a combinada (dia 13) e o Super-G (15), mas vai focar apenas no slalom gigante (18) e no slalom (22).

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia -1

E começou!! Na quinta-feira véspera da Cerimônia de Abertura já tivemos as primeiras competições da 23ª Olimpíada de Inverno, a 3ª na Ásia. E já começou bem!

Curling

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Jang Hye-ji e Lee Ki-jeong (KOR), primeiro coreanos a competirem nos Jogos. Foto: WCF

As primeiras competições dos Jogos foram as 4 partidas da 1ª rodada do curling de duplas mistas, que faz sua estreia olímpica. O Canadá, que conta com os campões olímpicos Kaitlyn Lawes e John Morris, sofreu uma derrota inesperada para a dupla norueguesa de Kristin Skaslien e Magnus Nedregotten. Numa disputa apertada até 6-6, a dupla norueguesa roubou o martelo canadenses para fazer 7-6 e fechar roubando novamente o martelo com 9-6. Em uma partida bem polêmica, a China perdia de 5-4 no 8º end quando fez o ponto, mas o atleta chinês mexeu na pedra que dava o empate e na sua outra que estava quase na mesma distância da pedra suíça e a arbitragem não aceitou os protestos chineses e não houve medição. Com 5-5, a partida foi pro end extra e a Suíça venceu por 7-5. A Coreia do Sul venceu 9-4 a Finlândia e os Estados Unidos derrotaram por 9-3 os Atletas Olímpicos da Rússia.

Na 2ª rodada, já na quinta de manhã, a Suíça assumiu a liderança da classificação como a única dupla a vencer os dois jogos, ao fazer 7-6 na Finlândia, que acumulou sua 2ª derrota. O Canadá se recuperou ao vencer por 6-4 os americanos, a Rússia também respirou com 4-3 na Noruega e a China derrotou a Coreia do Sul por 8-7.

Após 2 rodadas, tudo bem embolado conforme abaixo:

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Saltos em Esqui

A única outra prova oficial foi a qualificação do salto em esqui normal hill masculino. 57 atletas saltaram na rampa menor buscando uma das 50 vagas para a final do sábado. Essa rodada era quase desnecessária.

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O salto de Andres Wellinger (GER), o melhor da qualificação do NH. Foto: FIS

O alemão Andreas Wellinger fez a melhor marca com 103,0m e 133,5 pontos, graças ao seu pouso quase perfeito média 19,0. Atual campeão da prova, o polonês Kamil Stoch ficou em 2º com 104,0m e 131,7 pontos, seguido do também polonês Dawid Kubacki com 129,6 (104,5m, o mais longo salto do dia), do alemão Richard Freitag com 129,1 (102,0m) e do austríaco campeão mundial Stefan Kraft com 128,6 (102,5m). Como apenas 7 seriam eliminados, não houve nenhuma surpresa

Outras Notícias:

– O canadense Manuel Osborne-Paradis foi o melhor na 1º descida de treino do downhill com 1:40.45 seguido do norueguês Kjetil Jansrud com 1:40.76.

– Nos treinos oficiais do luge, o alemão Felix Loch, que defende o ouro, fez o melhor tempo com 47.779. No feminino, a alemã atual campeã Natalie Geisenberger fez 46.514.

– Por um erro no Google Translator, o staff da Noruega encomendou, sem querer, 15.000 ovos para seus atletas. Eles queriam 1.500.

– O Brasil será o 33º a entrar na Cerimônia de Abertura, entre Bulgária e San Marino.

– Saíra a meia-noite de Brasília de quinta para sexta a definição dos recursos dos 45 atletas russos. Veremos a seriedade do movimento olímpico.

Prévia Pyeongchang-2018: Curling

Masculino

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Niklas Edin (SWE)

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Canadá (Brad Jacobs); Prata – Grã-Bretanha (David Murdoch); Bronze – Suécia (Niklas Edin)

Último Mundial (2017): Ouro – Canadá (Brad Gushue); Prata – Suécia (Niklas Edin); Bronze – Suíça (Peter de Cruz)

Serão 10 equipes na competição olímpica e todas se enfrentam na primeira fase. As quatro melhores se classificam para as semifinais e se enfrentam no cruzamento olímpico (1º x 4º e 2º x 3º). Disputarão os Jogos Canadá (capitão Kevin Koe), Dinamarca (Rasmus Stjerne), Grã-Bretanha (Kyle Smith), Itália (Joël Retornaz), Japão (Yusuke Morozumi), Noruega (Thomas Ulsrud), Coreia do Sul (Kim Chang-min), Suécia (NIklas Edin), Suíça (Peter de Cruz) e Estados Unidos (John Shuster).

Com o capitão Kevin Koe, o Canadá é a equipe a ser batida. Bicampeão mundial em 2010 e 2016, Koe venceu as seletivas canadenses com 7 vitórias em 8 partidas na 1ª fase e derrotou na decisão a equipe de Mike McEwen por 7-6. As últimas 3 Olimpíadas foram vencidas por equipes do Canadá. A Suécia de Niklas Edin tem tudo para derrotar Koe. Edin foi campeão mundial em 2013 e 2015 e é hexacampeão europeu (levou os últimos 4), além de ter ficado com o bronze em Sochi. Edin está com uma equipe completamente diferente da dos jogos na Rússia e mesmo assim foi prata no último Mundial.

A equipe da Suíça com Peter de Cruz foi bronze no último mundial e deve brigar com a Noruega de Thomas Ulsrud (aquele das calças) e com a equipe americana liderada por John Shuster, bronze em Turim-2006. Correm por fora a Dinamarca de Rasmus Stjerne e a equipe britânica de Kyle Smith, atual vice europeu pela Escócia e que foi indicado no lugar do veterano David Murdoch, prata em Sochi.

Meu Pódio: Ouro – Suécia; Prata – Canadá; Bronze – Estados Unidos

Feminino

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Rachel Homan (CAN)

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Canadá (Jennifer Jones); Prata – Suécia (Margaretha Sigfridsson); Bronze – Grã-Bretanha (Eve Muirhead)

Último Mundial (2017): Ouro – Canadá (Rachel Homan); Prata – Rússia (Anna Sidorova); Bronze – Escócia (Eve Muirhead)

Mesmo molde da competição masculina, com 10 equipes, todas contra todas na 1ª fase, e as 4 melhores avançam para as semifinais no formato olímpico. As 10 equipes classificadas são: Canadá (capitã Rachel Homan), China (Wang Bingyu), Dinamarca (Madeleine Dupomt), Grã-Bretanha (Eve Muirhead), Japão (Satsuki Fujisawa), Rússia (Victoria Moiseeva), Coreia do Sul (Kim Eun-jung), Suécia (Anna Hasselborg), Suíça (Silvana Tirinzoni) e Estados Unidos (Nina Roth).

O Canadá esteve em todos os pódios olímpicos femininos nas 5 disputas do curling. E novamente o favoritismo é total do Canadá, liderados pela espetacular Rachel Homan. Atual campeã mundial, a equipe de Homan brilhou no Mundial de 2017 vencendo todas as 13 partidas disputadas. A escocesa Eve Muirhead já despontou no esporte ainda muito nova. Foi campeã europeia com apenas 21 anos em 2011 e está no pódio continental desde 2010, contando ainda com um ouro mundial em 2013 e um bronze em Sochi-2014.

Outras que brigam por presença no  pódio são a China com Wang Bingyu, campeã mundial em 2009 e bronze em Vancouver-2010, a Suécia de Anna Hasselborg, vice nos dois últimos europeus, e o Japão de Satsuki Fujisawa, vice-mundial em 2016. A Rússia estará sem a Anna Sidorova, atua vice mundial.

Meu Pódio: Ouro – Canadá; Prata – Grã-Bretanha; Bronze – Suécia

Duplas Mistas

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John Morris (CAN)

Pódio em Sochi-2014: Prova não disputada

Último Mundial (2017): Ouro – Suíça (Martín Rios e Jenny Perret); Prata – Canadá (Reid Carruthers e Joanne Courtney); Bronze – China (Ba Dexin e Rui Wang)

Será a estreia olímpica do torneio de duplas mistas e serão apenas 8 duplas. Na primeira fase, todos se enfrentam e as 4 melhores duplas avançam para as semifinais. Competem: Canadá, China, Finlândia, Noruega, Rússia, Coreia do Sul, Suíça e Estados Unidos.

Há muita variação nas duplas mistas que disputam os mundiais e o circuito internacional, mas temos nomes fortíssimos na competição em Pyeongchang. O Canadá terá Kaitlyn Lewis, ouro em Sochi, John Morris, ouro em Vancouver, e chega, claro, como o favorito. A China vem com Ba Dexin e Rui Wang, prata no Mundial de duplas de 2016 e bronze em 2017. A dupla norueguesa foi bronze no Mundial de 2015 e a Rússia vem com Anastasia Bryzgalova e Alexander Krushelnitskiy, campeões mundiais em 2016. A dupla americana dos irmãos Rebecca e Matt Hamilton corre por fora, pois eliminou na seletiva a dupla de John Shuster.

Meu Pódio: Ouro – Canadá; Prata – Rússia; Bronze – China