Roland Garros – Final

Não há muito o que falar de Rafael Nadal em Roland Garros, apenas devemos tirar o chapéu.

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Rafael Nadal (ESP)

O espanhol passeou mais uma vez na grande final e faturou seu 10º título. Foi a campanha mais fácil de sua carreira, com 7 vitórias, 116 games vencidos e apenas 35 perdidos! Pela 3ª vez ele ganhou o título sem perder sets e ficou apenas 12h04min em quadra, média de 1h43 por partida! Na decisão, não deixou o suíço Stan Wawinka ver a cor da bola e venceu com tranquilos 62 63 61, em apenas 2h05.

O espanhol vence seu 15º título de Grand Slam, ficando atrás apenas de Roger Federer, que tem 18, e quebra um jejum de 3 anos sem títulos de GS.

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O suíço não conseguia chegar ao nível do espanhol e sua frustração só aumentava e os números não deixam dúvida. Foram 94 pontos para o Nadal contra 57 de Wawrinka. 27 a 19 winners e 12 a 29 erros não forçados. Em sua 4ª final de Grand Slam na carreira, foi a 1ª vez que Wawrinka perdeu. Foi o 4º título de Nadal no ano, que já qse garante no ATP Finals, abrindo quase 3.000 pontos sobre o Federer no ranking de 2017.

Na final de duplas femininas, a americana Bethanie Mattek-Sands e a checa Lucie Safarova venceram tranquilamente as australianas Ashleigh Barty e Casey Dellacqua por 62 61 para conquistar o 3º Grand Slam seguido (US Open-2016, AusOpen-2017 e agora) e o 5º na carreira das duas. Só falta Wimbledon para elas. Já as australianas seguem sem um título de GS em duplas femininas (Dellacqua tem um de mistas). Barty perdeu pela 4ª vez e Dellacqua pela 7ª!

Os circuitos seguem para 3 semanas de torneios de grama até Wimbledon, que começa em 3 de julho.

Troféu Brasil – Dia 2

15 finais no sábado e dois recordes de competição em São Bernardo.

Pista

Thiago André liderou do início ao fim para vencer os 1.500m com 3:45.42, muito acima do índice e muito melhor que o tempo do ouro olímpico no Rio (lembrando que esta foi a final mais fraca dos Jogos). Nos 400m, Geisa Coutinho levou no feminino com 51.97 (abaixo do índice de 52.10) e Lucas Carvalho no masculino com 45.84 (índice é 45.50). Nos 100m com barreiras feminino, Fabiana Moraes venceu com 13.26 (+0,2m/s).

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Altobeli da Silva

O finalista olímpico Altobeli da Silva venceu os 3.000m com obstáculos com 8:26.06, baixando do índice de 8:32 e batendo o recorde do campeonato. Na versão feminina, Tatiane da Silva venceu com altos 10:22.00. O B3 Atletismo venceu o revezamento 4x100m masculino com 39.92 e o Pinheiro o feminino com 43.55.

Nas marchas de 20km, o 4º colocado no Rio-2016 Caio Bonfim venceu pela 5ª vez seguida a prova no Troféu Brasil com 1:21:25, recorde do troféu. Érica de Sena vence pela 7ª vez seguida com altos 1:37:34.

Campo

O destaque no campo foi Darlan Romani no arremesso de peso. Ele não chegou perto da espetacular marca da semana passada, mas venceu com 20,56m, quase 1m melhor que o 2º colocado. No disco feminino, Andressa de Morais ficou com o ouro com 58,57m.

Jefferson Santos venceu o decatlo com 7.776 pontos. Final bem fraca do salto em distância masculino: Paulo Sérgio Oliveira fez 7,77m para ficar com o ouro, mesma marca de Tiago da Silva. Mas nos critérios de desempate, Paulo Sérgio obteve um 2º melhor salto (7,64m contra 7,60m). Na prova feminina, Eliane Martins venceu com 6,69m, ficando a 6cm do índice pro Mundial.

Roland Garros – Dia 14

Parecia que a romena Simona Halep espantaria a zebra Jelena Ostapenko e iria vencer seu 1º título de Grand Slam. Parecia.

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Jelena Ostapenko (LAT)

Depois de perder o 1º set por 64, Ostapenko, que j;a vinha dando baile em winners, se recuperou e virou o jogo. Com 20 anos recém-completados (ela fez aniversário na quinta-feira), Ostapenko venceu seu 1º título da carreira justo em um Grand Slam. A letã marcou 46 64 63 e com incríveis 54 winners em 1h59min de jogo faturou o título inédito. Foram 299 winners em 7 jogos em Paris!

Sua história é muito parecida com a do Guga, que venceu o seu 1º título justamente em Roland Garros há 20 anos. Aquela final contra o espanhol Sergi Bruguera de 1997 completou aniversário na quinta-feira. Ou seja, Ostapenko nasceu no dia do 1º título do brasileiro.

47ª do mundo antes do torneio, Ostapenko fará sua estreia no top-15 no ranking desta segunda-feira, quase no top-10.

Nas duplas masculinas, vitória do americano Ryan Harrison e do neozelandês Michael Venus por 76(5) 67(4) 63 sobre o americano Donald Young e o mexicano Santiago Gonzalez. Foi o 1º título de um tenista da Nova Zelândia desde 1979.

Troféu Brasil – Dia 1

7 finais no primeiro dia e alguns recordes quebrados!

Pista

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Final dos 100m feminina

Rosângela Santos venceu os 100m feminino com bons 11.20 (0,0m/s) e finalmente conseguindo o índice para disputar o Mundial. Vitória Cristina Rosa ficou em 2º lugar com 11.24, também fazendo o índice na prova. Ana Cláudia Lemos foi 3ª com 11.35. Na prova masculina, vitória de Paulo André de Oliveira, com 10.18 (+0,5m/s), novo recorde sul-americano Sub20! Nas semifinais ele já havia igualado o recorde, com 10.20. Bruno Lins foi o 2º com 10.22 e Felipe Bardi dos Santos o 3º com 10.27.

Nos 10.000m, Tatiele de Carvalho venceu no feminino com 33:48.50. Num primeiro momento o placar deu 31min baixos, o que seria uma marca excepcional. Mas enganou todo mundo. No masculino, Daniel do Nascimento segue voando e venceu com 29:13.34, novo recorde sul-americano Sub20! Geração muito boa vindo por aí.

Campo

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Mariana Marcelino

O finalista olímpico Wagner Domingos foi o 1º campeão do Troféu, ao vencer o lançamento de martelo com 73,82m, ainda longe dos 77m que já fez este ano. Em 2º bem perto ficou Allan Wolski, com bons 73,31m. Na final feminina, Mariana Marcelino fez 67,02m na sua 1ª tentativa, estabelecendo o novo recorde brasileiro da prova, que era de 66,64m dela mesma.

Numa final fraca do salto com vara (saudades Murer), Patrícia Gabriela dos Santos e Juliana Campos (18 anos) fizeram prova idêntica e empataram no ouro com 4,10m. Veterana Joana Costa, também com 4,10m, foi bronze. Alex parecido Soares lidera o 1º dia do decatlo com 4,193 pontos.

Roland Garros – Dia 13

Um grande jogo e mais um passeio de Nadal.

Masculino

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Stan Wawrinka (SUI)

Nas semifinais masculinas, Stan Wawrinka saiu duas vezes atrás do placar para virar o jogo sobre Andy Murray, conquistar sua 4ª vitória sobre um número 1 do mundo e sua 4ª final de Grand Slam na carreira. O suíço, campeão do torneio em 2015, venceu a 1ª semifinal sobre o escocês por 67(6) 63 57 76(3) 61 em jogo de 4h34min.

Já no 2º jogo, mais um passeio de Rafael Nadal. O espanhol, que está muito perto do seu 10º (!!) título de Roland Garros  nem deixou o austríaco Dominic Thiem ver a cor da bola. Muito superior, o espanhol venceu por 63 64 60 e segue sem perder sets neste torneio! Em 6 partidas, Nadal venceu 98 games e perdeu apenas 29! Se Nadal vencer a final por 3-0, será seu 3º título em RG sem perder sets! Ele fez isso em 2008 e 2010.

Duplas

O americano Ryan Harrison e o neozelandês Michael Venus venceram 46 63 64 os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah para garantir a vaga na final de duplas masculinas, a 1ª final de Grand Slam dos dois.

No feminino, a final será entre as australianas Ashleigh Barty e Casey Dellacqua (75 46 63 em Lucie Hradecka/Katerina Siniakova) e as cabeças número 1 Bethanie Mattek-Sands/Lucie Safarova (64 62 em Martina Hingis/Yung-Jan Chen). Barty chega a sua 4ª final de GS de duplas femininas e Dellacqua a sua 7ª. Ambas nunca venceram um título! Já Mattek-Sands/Safarova buscam o 5º título de GS da parceria.

Roland Garros – Dia 12

Final feminina definida, primeiro título e brasileiros fora.

Feminino

 

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Jelena Ostapenko (LAT)

No duelo das aniversariantes, a zebraça Jelena Ostapenko venceu a suíça Timea Bacsinszky por 76(4) 36 63 e está na sua primeira final de Grand Slam! Esta será a sua 4ª final da carreira e ainda falta o primeiro título. 47ª do ranking, Ostapenko é a primeira tenista da Letônia na final de um Grand Slam.

Na segunda semifinal, duelo das favorita. 3ª cabeça de chave, a romena Simona Halep venceu a 2ª cabeça Karolina Pliskova por 64 36 63 e chega novamente a final de Roland Garros. Halep perdeu a final de 2014 para Maria Sharpova e também busca seu 1º título de Grand Slam.

Duplas e juvenis

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Na 1ª final do torneio, a canadense Gabriela Dabrowski e o indiano Rohan Bopanna venceram a alemã Anna-Lena Grönefeld e o colombiano Robert Farah por 26 62 [12-10] para ficar com o título de duplas mistas. Foi o 1º título de Grand Slam dos dois.

Santiago Gonzalez e Donald Young venceram 67(3) 75 63 Fernando Verdasco/Nenad Zimonjic e estão na final de duplas masculinas.

No torneio juvenil, Thiago Wild caiu nas 4as para o sérvio cabeça 1 Miomir Kecmanovic por 46 63 64. Nas duplas femininas, Thaisa Pedretti e a colombiana Maria Camila Serrano caíram nas 4as para as canadenses Bianca Andreescu e Carson Branstine por 63 76(6), encerrando a participação brasileira no torneio.

Programação de Tóquio-2020 tomando forma

Nesta sexta os Jogos de Tóquio-2020 começam a tomar forma com a definição pelo Comitê Executivo do COI das provas que serão disputadas daqui a 3 anos.

Muita coisa nova querendo entrar (muita mesmo), mas só devemos ter algumas adições e alterações às 306 provas que foram disputadas no Rio-2016.

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Ganhou força  nesta quinta-feira a entrada do BMX Freestyle masculino e feminino, que utilizará a mesma pista de park do skate. Além disso, também serão adicionadas as provas de Madison masculina e feminina, elevando o número de provas de ciclismo de pista para 12. Excelente adição, aliás. A Madison é uma prova espetacular. A UCI ganha força com a inclusão de 4 eventos e chegará a 22 eventos no total. Dizem que foi para compensar a mudança do velódromo para 150km de Tóquio. Isso tudo sem mudar a quota de atletas do ciclismo.

Esse desespero para incluir esportes “jovens” nos Jogos fará o basquete 3×3 masculino e feminino entrar no programa olímpico, sendo disputado no circuito urbano de Tóquio, junto com o skate, BMX Freestyle e escalada.

Também foram pedidas as inclusões do High Diving, que já faz sucesso nos Mundiais de Esportes Aquáticos da FINA, e o parkour, um pedido totalmente sem sentido da Federação de Ginástica, que sequer tem a modalidade sob sua chancela, não tem regras definidas e nem competições. Alguém viajou pesado na FIG.

Dos esportes já existentes, foram solicitadas várias inclusões, principalmente com provas mistas. A FINA quer revezamentos mistos na natação e nado sincronizado misto, a WA pediu uma prova mista de tiro com arco, o UIPM quer revezamento misto no pentatlo, a ITTF pediu a inclusão de duplas mistas no tênis de mesa e ITU o revezamento misto no triatlo. Nas lutas, o judô e o taekwondo sonham com uma prova por equipes mistas. Destas propostas, o revezamento do triatlo é o que tem mais força para entrar.

Também temos mudanças de provas na lista.

A ICF tirou o C2 da canoagem slalom e duas provas de velocidade masculinas para incluir rtês provas de canoa feminina, o C1 slalom, o C1 200m e C2 500m. No remo, o Quatro Sem Leve masculino deve sair do programa para entrar o Quatro sem feminino. A AIBA quer aumentar o número de categorias do boxe feminino e a IWF pediu a inclusão de mais uma categoria no levantamento de peso feminino, tirando a Acima de 75kg para incluir a Até 90kg e a Acima de 90kg.

No tiro, talvez, a mudança mais polêmica, com a exclusão de 3 provas masculinas, o rifle deitado 50m, a pistola 50m e a fossa doublê para incluir provas de duplas mistas no rifle de ar 10m, pistola de ar 10m e fossa. Eu sou contra.

Isso tudo sem incluir os 5 novos esportes: escalada, karatê, baseball/softball, surfe e skate.

O número de eventos olímpicos, portanto, deve subir de 306 para algo entre 325 e 330. E haja prévia para escrever…