Resumo olímpico da semana

Maratona Aquática

O CRƒDITO DA FOTO ƒ OBRIGATîRIO: Satiro SodrŽ/SSPress/CBDA

Victor Colonese, Ana Marcela Cunha, Viviane Jungblut e Allan do Carmo. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Neste domingo, na abertura do Troféu Brasil de natação (antigo Troféu Maria Lenk), Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo venceram a prova de 10km, disputada na praia de Copacabana, repetindo o mesmo trajeto da prova olímpica. Foi a 1ª vez que a prova de maratona entrou no programa oficial do Troféu Brasil.

Ana Marcela (Unisanta) venceu a prova em 2:04:04, deixando a campeã olímpica Sharon van Rouwendaal (Unisanta) em um longínquo 2º lugar com 2:07:10. Completou o pódio Viviane Jungblut (GNU) com 2:09:37, que garantiu vaga pro Pan-Pacífico de Tóquio ao lado de Ana Marcela.

Na prova masculina, Allan do Carmo (ACEB) completou em 1:57:57, deixando em 2º lugar Victor Colonese (Unisanta) por apenas 1s. Ambos estarão no PanPac. Luiz Gustavo Barros (GNU) fechou o pódio com 1:58:00.

Handebol

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De maneira invicta o Brasil foi campeão do Pan juvenil feminino, disputado em Buenos Aires. Disputado no esquema todos contra todos, a seleção brasileira venceu os 5 jogos. Na estreia, teve um pouco mais de dificuldade com o Chile, mas venceu por 26-23.

Depois fez 35-15 no Uruguai, arrasou o Peru com 48-12, fez 21-16 na Argentina e fechou com 31-23 no Paraguai. Na última rodada, o Chile venceu a Argentina 20-11 para ficar com a prata e deixar as donas da casa com o bronze. As 3 equipes que subiram ao pódio se classificaram para o Mundial Juvenil, que será disputado em agosto na Polônia.

Este foi o 12º Pan da categoria. O Brasil venceu todos e jamais deixou de ganhar um jogo.

Ciclismo Mountain Bike

Henrique Avancini venceu a Copa Internacional de MTB em Araxá, seguido do campeão pan-americano Luiz Cocuzzi. No feminino, a americana Chloe Woodruff venceu com 14s de vantagem sobre Raiza Goulão.

Com os ótimos resultados recentes do brasileiros, Henrique subiu 3 posições e é o 5º do ranking mundial. Cocuzzi subiu 16 posições e aparece em 37º. Por equipes, o Brasil subiu 2 posições e já a 7ª no ranking de nações. Vale ressaltar que a 7ª colocação garantiria duas vagas olímpicas para o Brasil, mas o ranking será apenas o de maio de 2020. No feminino, Raiza segue em 9º lugar no ranking individual e o Brasil aparece em 13º, que daria apenas 1 vaga olímpica.

Outros Esportes

– Finalista no Mundial indoor este ano, Gabriel Constantino marcou ótimos 13.38 (1,9) nos 110m com barreiras em prova na Flórida. Foi a 4ª melhor marca da história de um brasileiro e o melhor tempo na prova desde 2005!

– Em prova em Cuiabá, Mirieli Estaili conquistou o índice pro Mundial Sub-20 de atletismo. Ela marcou 13,45m no salto triplo, 40cm a mais que o índice mínimo. É a 4ª melhor marca do ano na prova na categoria.

– Diego Araújo do Nascimento terminou a qualificação mundial da canoagem pros Jogos Olímpicos da Juventude em 18º lugar geral no C1 masculino em Barcelona. Ele ficou em 6º na prova de velocidade e em 36º na de obstáculos. A vaga veio por ele ser o 2º melhor das Américas. Maria Eduarda Schlikmann, que disputou o K1 e o C1, e João Victor Vieira, no C1, ficaram longe das outras vagas.

– Adilson da Silva terminou em 14º no Zanaco Masters, na Zâmbia, 1ª prova do Sunshine Tour 2018-19 de golfe. Ele somou 282 tacadas, 8 a mais que o campeão, e somou 1,37 ponto pro ranking mundial. Pelo Tour PGA Latinoamericano, Rodrigo Lee foi 6º no Abierto OSDE, no Chile, 7 tacadas a mais que o campeão.

– Bruna Takahashi, Eric Jouti e Thiago Monteiro chegaram à chave principal do Aberto da Croácia de tênis de mesa, mas apenas Bruna venceu uma partida. Ela caiu na 2ª rodada para romena.

– No Aberto Juvenil e Cadete do Paraguai de tênis de mesa, Guilherme Teodoro foi o destaque vencendo a chave juvenil masculina. Na decisão, ele venceu por 4-0 o tailandês Yanapong Panagitgun.

– Maria Ieda Guimarães foi a única brasileira no Mundial Sub19 de pentatlo moderno em Portugal. Com 890 pontos, ela ficou em 28º no Grupo B e ficou fora da final.

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Primeiras medalhas da base em 2018

Na Tunísia, vieram as duas primeiras medalhas da base brasileira em Mundiais de 2018, no taekwondo. Em Hammamet, foram dois bronzes pra seleção brasileira, que teve uma participação boa na competição.

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Patrik Cardoso, Sandy Macedo e Gabriel Ramos

A primeira medalha veio no 3º dia, na quarta-feira, com Gabriel Ramos, nos 59kg. Ele começou vencendo por 16-8 português, depois venceu 25-14 o mexicano cabeça de chave 1 Norberto Santamaria. Aí fez 4-2 em tunisiano e 23-3 sobre atleta do Chade nas 4as. Na semifinal, foi derrotado por 19-12 pro turco Arslan Demir.

Na sexta-feira, o 2º bronze veio com Patrik Cardoso, no +78kg. Ele estreou com 16-11 sobre libanês, fez 2-1 em mexicano e 9-2 sobre americano nas 4as. Na semifinal, perdeu de 5-1 para taiwanês.

Única a conquistar uma vaga pros Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires, Sandy Macedo acabou sendo derrotada nas 4as dos 55kg. O Brasil levou 17 atletas para competir em 20 categorias possíveis. Ao todo foram 20 vitórias e 17 derrotas, uma participação bem razoável. O Irã foi o grande destaque do Mundial, vencendo 7 das 10 categorias masculinas.

Neste ciclo olímpico, o Brasil chegou a 26 medalhas na base (8O-7P-11B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)

Resumo olímpico da semana

Ciclismo

O Brasil foi ouro nas duas principais prova do Pan-Americano de mountain bike.

Raiza Goulão e Luís Cocuzzi

Luis Cocuzzi venceu no masculino com 1:24:53, 43s na frente do costarriquenho Carlos Arroyo. 4º no último Mundial, Henrique Avancini decepcionou e ficou em 7º, 59s atrás do campeão, e Guilherme Muller foi 4º, fora do pódio por 29s. No feminino, Raiza Goulão conquistou pela 1ª vez o título continental ao completar a prova em 1:26:50, 24s melhor que a americana Chloe Woodruff.

Na categoria Eliminator, que é um cross-country no formato de baterias, Juliano Cocuzzi foi prata e Edmilson Macedo bronze.

Esgrima

Com uma grande equipe, o Brasil disputou o Mundial Juvenil/Cadete de esgrima, em Verona (ITA).

No masculino, o destaque foi Alexandre Camargo na espada júnior. Após uma ótima fase de poules, ele chegou às 16as de final, perdendo de 15-13 para sul-coreano, terminando em 22º no geral. Na espada por equipes, o Brasil fez ótima campanha. Após passar de bye na 1ª rodada, venceu a Espanha na 2ª, mas perdeu nas 8as para a forte It[alia por 45-34. Nos combates de ranqueamento, venceu 3 confrontos: 37-36 na Alemanha, 45-41 na Noruega e 45-40 na Polônia, terminando em um ótimo 9º lugar.

No feminino, o destaque no júnior foi Mariana Pistoia no florete. Ele ficou em um excelente 15º lugar no spoules, venceu 2 combates até perder nas 8as para a italiana Martina Favaretto por 15-11 e terminar em 11º. No sabre cadete, Pietra Chierighini também chegou nas 8as, onde perdeu de 15-9 para russa e acabou em 15º lugar.

Rugby

Por mais uma temporada o Brasil ficará fora da Série Mundial de Rugby 7s feminino. Na disputa do torneio de Hong Kong, único torneio qualificatório pra próxima temporada, o Brasil não conseguiu a única vaga em jogo. Na 1ª fase, venceu 38-0 Hong Kong e 22-10 o Cazaquistão, mas perdeu por 31-5 para a China. Nas 4as, vencia a Bélgica por 12-10, quando bobeou e levou um try faltando 6s pro fim e perdeu por 17-12. O título e a vaga pra temporada 2018-19 ficou com a China.

Tênis

Na maior decepção da semana, o Brasil perdeu para a Colômbia pela final do Zonal Americano da Copa Davis. Thiago Monteiro começou com vitória fácil 61 62 sobre Santiago Giraldo, mas Guilherme Clezar levou virada de Daniel Elahi Galán 36 62 61. Nas duplas, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner venceram 76(5) 64 a forte dupla de Juan Sebastian Cabal/Robert Farah.

Nas partidas finais de simples, Thiago perdeu 63 63 para Galán e João Pedro Sorgi entrou no lugar de Clezar, mas perdeu 63 76(0) para Alejandro González. Com isso, o Brasil segue no Zonal Americano em 2019.

Outros Esportes

Valéria Kumizaki foi ouro na Premier League de Karatê em Rabat (MAR). Ela venceu 5 lutas incluindo a final por 2-0 sobre a inglesa Carla Burkitt. Nos 60kg masculino, Douglas Brose ficou com o bronze. Ele perdeu na semifinal para turco por 3-0, mas venceu por 4-0 cazaque na disputa da medalha.

– Eric Jouti e Gustavo Tsuboi chegaram na final do Aberto da Eslovênia de tênis de mesa. Eles perderam para os poloneses Marek Badowski/Patryk Zatowka por 3-0 (11-9 12-10 11-7).

– Érica Sena abandonou prova de Marcha 20km em Rio Maior, Portugal, na altura do 12º km. José Alessandro Bagio fez índice pra Copa do Mundo nos 20km com 1:23:23.

– Juliana de Menis Campos bateu o recorde brasileiro sub23 no salto com vara com 4,40m, melhorando a marca em 10cm em torneio no ABC paulista. No lançamento de dardo, Eloah Scramin também bateu o recorde brasileiro sub-23, com 58,50, melhorando em 65cm. Em prova nos EUA, Lorraine Martins marcou 23.79 nos 200m e conseguiu índice pro Mundial Sub-20, em julho. Também fizeram índice pro Mundial Sub20 Alison Brendom dos Santos nos 400m com barreiras (51.10) e Luiz Maurício Dias da Silva no dardo com 70,20m.

– Em torneio internacional de badminton na Argentina, Fabrício Farias ficou com o título no masculino ao vencer 21-19 21-18 o italiano Giovanni Toti. No feminino, Jaqueline Lima foi campeã com 21-15 21-18 na americana Ruhi Raju na decisão. Nas duplas mistas, Fabrício e Jaqueline também levaram o título com 21-19 21-15 sobre dupla americana na final.

– Sem Isaquias na prova, Jacky Jamael Godmann foi o destaque na Copa Brasil de canoagem, vencendo os C1 1.000m, C1 500m e os C1 200m sênior. No feminino, Valdenica do Nascimento também venceu o C1 nas três distâncias.

– Jorge Zarif ficou em 5º no Troféu Princesa Sofia de vela na Classe Finn com 113 pontos após 11 regatas. Ele foi o único barco brasileiro a chegar na regata da medalha.

– Ingrid Oliveira foi o destaque do Troféu Brasil de Saltos Ornamentais, disputado no Rio de Janeiro. Na plataforma feminina, ela venceu com 300,30 pontos e foi a única atleta de toda a competição a atingir índice A para o Grand Prix da FINA.

– No GP de Antalya de judô, Sarah Menezes nos 48kg e Alexia Castilhos nos 63kg ficaram com a medalha de bronze, as únicas do Brasil na competição.

– Daniel Xavier ficou em 4º lugar na Copa Merengue de tiro com arco, em Santo Domingo (DOM). Na semifinal ele perdeu de 6-5 (10-9 na flecha de desempate) para dominicano e na disputa do bronze de 6-4 para guatemalteca.

– No qualificatório mundial pros Jogos Olímpicos da Juventude de Taekwondo, Sandy Macedo ficou com o bronze nos 55kg e conquistou a única vaga pro Brasil na modalidade no YOG, que será disputado em outubro em Buenos Aires.

CBJ convoca seleção pro Pan

Seguindo a mesma ideia do ano passado, a CBJ convocou pro Pan-Americano adulto de judô, que será disputado na próxima semana na Costa Rica, uma equipe jovem, com atletas de 18 a 25 anos para as disputas individuais.

No feminino, a equipe conta com: Larissa Farias (48kg), Jéssica Pereira (52kg), Tamires Crude (57kg), Kamila Silva (57kg), Yanka Pascoalino (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Bruna Silva (70kg), Laislaine Rocha (78kg) e Beatriz Souza (+78kg). No masculino, teremos Ítalo Carvalho (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Michael Marcelino (66kg), David Lima (73kg), Jeferson Santos Jr (73kg), Eduardo Yudy Santos (81kg), Rafael Macedo (90kg), Gustavo Assis (90kg) e Leonardo Gonçalves (100kg). Também chamou apenas para a disputa por equipes os mais rodados Maria Portela (70kg) e David Moura (+100kg), que estão liderando os ranking mundiais.

O Pan dá 700 pontos no ranking para os campeões e com isso deve ajudar bem a nova geração a subir no ranking e brigar com os atuais favoritos às vagas olímpicas.

Talvez o que mais se beneficie é Daniel Cargnin. Atual 15º do ranking, ele está a menos de 300 pontos do Charles Chibana, 12º. Se for bem no Pan, deve passa-lo. Eduardo Yudy Santos terá uma bela oportunidade de se firmar como o melhor nos 81kg. Ele defende o ouro do Pan de 2017. A nossa pior categoria hoje é os 100kg masculino, onde o melhor do ranking é Luciano Correa, apenas em 39º. Se continuarmos assim, o Brasil poderia até ficar sem vaga olímpica na prova. Leonardo Gonçalves é o atual 41º e, se medalhar no Pan, subiria umas boas posições, espantando o fantasma da não-classificação olímpica.

No feminino, Jéssica Pereira e Beatriz Souza chegarão como top-10 do ranking mundial. Jéssica está longe da líder do ranking Erika Miranda, que dificilmente perderia a vaga para Tóquio-2020, mas Beatriz está a apenas 768 pontos de Maria Suelen Altheman e pode aparecer como uma forte concorrente a vaga no futuro. Nos 63kg, Yanka Pascoalino e Alexia Castilhos também podem subir bem e tirar o lugar de Ketleyn Quadros e de Mariana Silva.

Muito acertada essa estratégia da CBJ de montar esta equipe pro Pan.

Melhor resultado da história no tênis de mesa!

Não deu pro Hugo Calderano vencer o chinês Fan Zhendong na final do ITTF Platinum de Doha.

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O brasileiro abriu 7-2 no 1º set, mas logo o chinês buscou encostando em 9-8, forçando Calderano a pedir tempo. O chinês logo virou e fechou em 13-11. No 2º, novamente o brasileiro começou forçando para abrir 7-4, mas mais um vez Fan buscou e empatou em 9-9 e fechou em 12-10.

Mais confiante, o chinês superou o nervosismo do início e o brasileiro não conseguia mais ameaçar o adversário, que fechou a partida em 4-0 (13-11, 12-10, 11-7, 11-7), levou o título e ainda garantiu a liderança do ranking, onde passará o alemão Timo Boll.

Apesar da derrota, foi o melhor resultado da história do tênis de mesa brasileiro, com um prata num dos principais torneio do ano. Não gosto de comparar esportes, mas mas seria algo como um vice em um Grand Slam no tênis. Mais do que nunca, Calderano se firmou entre os principais nomes do esporte no mundo e tem tudo para ser uma das maiores ameaças aos chineses!

Vale lembrar que na etapa anterior do World Tour, em Budapeste (que não foi nível Platinum), Calderano chegou na semifinal, perdendo pro próprio Fan Zhendong. A próxima será de 23 a 25 de março, nível Platinum, em Bremen, na Alemanha.

O show de Hugo Calderano!

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Já falei várias vezes dele aqui, mas nunca é demais. Hugo Calderano segue mostrando que é um dos maiores nomes do tênis de mesa mundial e continua numa ascensão espetacular.

Nesta semana, ele está disputando o Aberto do Qatar de tênis de mesa, um dos torneios de alto nível do circuito mundial, com USD 235,000 de premiação e do nível Platinum. São apenas 6 torneios neste nível no ano, que atraem todos os maiores jogadores do mundo, incluindo um excessivo número de chineses.

Atual 15º do ranking mundial, Calderano entrou como cabeça 13 e venceu na estreia o sul-coreano Lim Jong-hoon por 4-1. Mas o brasileiro começou a chamar a atenção na sexta-feira, quando derrotou por 4-1 o número 1 do mundo e dono de 3 medalhas olímpicas e 7 mundiais, o alemão Timo Boll com parciais de 11-9 11-9 11-8 7-11 12-10.

Mas o show veio neste sábado. Nas 4as, Calderano venceu por formidáveis 4-0 (11-5 11-6 11-6 11-7) o talentoso japonês Tomokazu Harimoto, de apenas 15 anos e a grande sensação do tênis de mesa mundial nos últimos anos. Neste sábado a tarde, ele pegou na semifinal o 4º do mundo, o chinês Lin Gaoyuan e dominou por completo o jogo. O brasileiro abriu logo 1-0, mas no 2º set teve mais dificuldade. O placar chegou a 8-8, mas o brasileiro fez 3 pontos seguidos para abrir 2-0. No 3º, o brasileiro sacava demais e o chinês tinha muitos problemas para devolver o saque do brasileiro, que fez 3-0. No 4º, abriu logo 4-1 e o chinês pediu tempo, sem saber como enfrentar o brasileiro. Jogando demais, Hugo Calderano fechou em 4-0 com 11-9 11-8 11-3 11-6, se tornando o 1º brasileiro a chegar na final de um torneio deste nível.

Neste domingo, às 10:30, Calderano enfrenta o chinês Fan Zhendong pelo título inédito. Que semana!

Mundial de Ciclismo de Pista – Final

Quarta medalha de Kirsten Wild para fechar o 1º Mundial de esporte olímpico de 2018.

Keirin Feminina

Na 1ª rodada, a principal surpresa foi a eliminação da russa Daria Shmeleva por uma ultrapassagem irregular, mas ela venceu sua bateria de repescagem e passou pra semifinal. Na semi, a alemã Kristina Vogel venceu sua bateria e seguia forte rumo ao seu 12º título mundial, para bater a marca de Anna Meares, que ela havia igualado na sexta-feira. A holandesa Laurine van Riessen venceu a outra semi. Na decisão, Vogel e as duas holandesas ficaram pra trás e o título ficou com a belga Nicky Degrendele, bronze na edição do ano passado. Lee Wai Sze, de Hong Kong, foi prata e a veterana lituana Simona Krupeckaite foi bronze, levando sua 13ª medalha em Mundiais de pista.

Madison Masculina

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Roger Kluge e Theo Reinhardt (GER). Foto: UCI

Tradicionalmente, a Madison masculina encerra o Mundial, na prova mais longa da pista, com 200 voltas. Quatro duplas conseguiram dar uma volta no resto, conseguindo 20 pontos a mais. Entre elas, os alemães Roger Kluge e Theo Reinhardt, que também venceram 5 dos 20 sprints para somar 53 pontos e ficar com o ouro, o 1º da Alemanha na prova desde 2000. Os espanhóis Albert Barcelo e Sebastián Mora somaram 45 pontos para levar a prata e os australianos Cameron Meyer e Callum Scotson foram bronze com 37. Os britânicos Oliver Wood e Mark Stewart acabaram em 4º com 36, pontuando em 12 sprints, mesmo com uma volta atrás das outras 3 duplas.

Outras Provas

A Holanda fechou com mais dois ouros no último dia. No 1km contrarrelógio masculino, Jeffrey Hoogland foi o melhor na quali com 59.517 e na final com 59.459. O australiano Matthew Glaetzer ficou com a prata com 59.745 e o holandês Theo Bos fechou o pódio com 59.955. Apenas os 3 conseguiram baixar de 1min na prova, conseguindo o feito tanto na quali como na final.

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Kirsten Wild, o nome do Mundial, após vencer a corrida por pontos. Foto: UCI

Kirsten Wild foi o nome do Mundial. A holandesa venceu seu 3º ouro e 4ª medalha em casa ao faturar a corrida por pontos feminina. Ela venceu 5 dos 12 sprints e ainda colocou uma volta no pelotão, junto com outras 8 ciclistas, e somou 49 pontos pra ficar com o ouro. A americana Jennifer Valente se recuperou da péssima prova por pontos da Omnium e foi prata com 43 e a canadense Jasmin Duehring foi bronze com 30. Campeã em 2017, a britânica Elinor Barker fez apenas 7 pontos e terminou em 12º.

Em casa, a Holanda fez uma grande apresentação, vencendo 5 ouros, 5 pratas e 2 bronzes, sendo 2 ouros e 2 pratas em provas olímpicas, com destaque para Kirsten Wild, ouro na scratch, na por pontos, na Omnium e prata na Madison. A Alemanha saiu com 4 ouros e 2 bronzes, sendo 3 ouros em provas olímpicas: sprint e sprint por equipes feminino e Madison masculina. Ao todo 20 países medalharam. Em uma fase de transição e sem alguns dos principais nomes, a Grã-Bretanha saiu com 2-3-1, sendo 2-3-0 em provas olímpicas. Alguns dos maiores ciclistas britânicos deram espaço para outros. Jason Kenny, por exemplo, só disputou o sprint por equipes, e sua esposa Laura Kenny só a perseguição por equipes. O próximo Mundial será em 2019 em Pruszkow, na Polônia, e já deve começar a dar vagas olímpicas para Tóquio.