Mundial de Canoagem Slalom – Parte I

Ana Sátila novamente entra para a história da canoagem brasileira conquistando a 1ª medalha de um brasileiro em Mundiais de canoagem slalom, em Pau, na França.

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Ana Sátila. Foto: CBCa

Na prova do C1 feminino, que fará sua estreia olímpica em Tóquio-2020, Ana brilhou e contou bastante com a sorte. Nas eliminatórias na quarta-feira, fez o 13º tempo na 1ª descida para avançar pra semifinal. Hoje na semi, deu 3 toques nas portas, mas fez uma descida excelente (a 3ª mais rápida) e terminou em 7º lugar com 119.21 se garantindo na decisão. A australiana Jessica Fox vinha com o melhor tempo de 114.44. Na final, a britânica Mallory Franklin, a 1ª a descer, brilhou zerando com 109.09. As duas russas fizeram descidas ruins. Uma inclusive virou o caiaque e perdeu 6 portas. Ana foi a 4ª a descer e vinha muito bem, mas acabou tocando na penúltima porta. Ainda assim, assumiu o 2º lugar com 114.29. Aí foi hora de secar as 6 restantes. A britânica Eilidh Gibson vinha muito bem, mas tocou uma no final e piorou seu tempo, ficando atrás da brasileira. A checa Tereza Fiserova, penúltima a descer, zerou sua passagem e assumiu o 2º lugar, jogando a brasileira para 3º. Restava apenas Fox. A australiana comeõu muito bem, mas deu dois toques seguidos e se embananou numa porta invertida e, com 119.72, terminou em 6º. Medalha inédita de bronze para Ana Sátila em um Mundial adulto!

No K1 masculino, dobradinha checa num quase empate. Ondrej Tunka e Vit Prindis fizeram o 1-2 com 91.84 e 91.86 respectivamente, ambos zerando. Prata no Rio-2016, o esloveno Peter Kauzer completou o pódio com 92.13. No C2 masculino, que não é mais olímpica, vitória dos donos da casa Gauthier Klauss/Matthieu Péché com 105.30, deixando os primos eslovacos campeões olímpicos Ladislav e Peter Skantar em 2º com 105.37. Tricampeões olímpicos, os gêmeos eslovacos Pavol e Peter Hochschorner seguem em má fase, perdendo 2 portas e terminando em 10º.

No retorno do C2 misto a mundiais após um hiato de 36 anos, mais um ouro francês com Margaux Henry/Yves Prigent. Nas provas por equipes na terça-feira, a Eslováquia venceu no C1 masculino, República Checa no K1 masculino, Grã-Bretanha no C1 feminino e Alemanha no K1 feminino.

Foi a 19ª medalha do Brasil em provas olímpicas em Mundiais em 2017.

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Resumo olímpico da semana

Tênis

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Bia Haddad Maia segue em seu melhor ano da carreira com uma excelente campanha no WTA de Seul. A paulista chegou a sua 1ª final de um torneio WTA, perdendo para a campeã de Roland Garros e 10ª do mundo, a letã Jelena Ostapenko.

Bia passou pela ucraniana Katarina Zavatska por 46 63 61, depois venceu a romena Irina-Camelia Begu por 63 46 62, a espanhola Sara Sorribes Tormo por 64 64 e na semifinal eliminou a holandesa Richel Hogenkamp por 61 76(7). Na decisão, perdeu por 67(5) 61 64 para Ostapenko para ficar com o vice. Com a excelente campanha, Bia chegou ao 58º lugar do ranking mundial!

Tênis de Mesa

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Hugo Calderano. Foto: CBTM

Em mais uma ótima campanha, Hugo Calderano chegou nas 4as de final do Aberto da Áustria de tênis de mesa, em Linz. 26º do mundo, Calderano entrou direto na forte chave principal.

Ele venceu na estreia por 4-2 o japonês Masataka Morizono, venceu por 4-2 o forte alemãs Bastian Steger, dono de duas medalhas olímpicas por equipe, mas perdeu nas 4as para o francês Simon Gauzy por 4-0. Nas duplas, Calderano e Gustavo Tsuboi perderam na estreia por 3-0 para os chineses Fang Bo e Zhou Yu.

Outros Esportes

– Às vésperas dos Mundiais Juvenil e Adulto, Marcus Vinícius de Almeida bateu o recorde brasileiro no duplo 70m com 682 pontos em 720 possíveis em prova estadual em Maricá. Ele melhorou em 11 pontos a marca anterior dele mesmo.

Patrícia Freitas terminou o Mundial de RSX em 22º lugar na raia olímpica de Enoshima, onde serão disputados os Jogos de 2020. O domínio foi total chinês, com pódio completo no feminino e ouro e bronze no masculino.

Beatriz Ferreira foi o destaque do campeonato brasileiro de boxe feminino, ficando com o título dos 60kg e eleita a melhor atleta do torneio. Ela é o principal nome do boxe neste ciclo olímpico.

Ygor Coelho não conseguiu passar pelo quali do forte Aberto do Japão. Ele perdeu na 1ª rodada por 21-10 21-14 para o sul-coreano Lee Dong Keun.

Adilson da Silva terminou em 50º na Diamond Cup de golfe, válida pelo circuito asiático, com 287 tacadas, 15 acima do campeão.

Natália Gaudio venceu as provas de arco e maças no Brasileiro de ginástica rítmica, enquanto Bárbara Domingos levou as provas de bola e fita.

Pedro Barros e a 18ª medalha do Brasil em 2017

Depois do Mundial de Street, foi a vez do Mundial de Skate Park no último fim de semana, em Xangai, que reuniu os melhores do circuito de park.

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Pedro Barros. Foto: Anthony Acosta/VPS

Pedro Barros é um dos favoritos a medalha olímpica em Tóquio e confirmou o favoritismo ao ficar em 2º lugar com 93,46 na final, perdendo por pouco para o sueco Oskar Hallberg, que surpreendeu com 94,92. O americano Tom Schaar completou o pódio com 90,82.

No feminino, dobradinha americana com Nora Vasconcellos com 87,07 e Brighton Zeuner com 86,25. A japonesa Kisa Nakamura foi 3ª com 83.52 e a brasileira Yndiara Asp terminou em 8º lugar na final com 72,26.

Com certeza a inclusão do skate será um ótimo trunfo pro Brasil não cair demais no quadro de medalhas em Tóquio. Já está definido que Brasil e EUA terão 3 atletas em cada uma das 4 provas e as chances são grandes nas 4 modalidades.

Com essas duas medalhas, o Brasil chega a 18 medalhas em Mundiais (ou equivalentes) em provas olímpicas em 2017:

Ouro – Mayra Aguiar – Judô 78kg
Ouro – Evandro/André – Vôlei de Praia
Ouro – Vôlei feminino (Grand Prix)
Prata – David Moura – Judô +100kg
Prata – Equipe mista – Judô
Prata – Bruno Fratus – 50m livre
Prata – Revezamento 4x100m livre masculino – Natação
Prata – Vôlei masculino (Liga Mundial)
Prata – Martine Grael/Kahena Kunze – Vela 49erFXPrata
Prata – Letícia Bufoni – Skate Street
Prata – Pedro Barros – Skate Park
Bronze – Érika Miranda – Judô 57kg
Bronze – Rafael Silva – Judô +100kg
Bronze – Ana Marcela Cunha – Maratona Aquática 10km
Bronze – Caio Bonfim – Marcha 20km
Bronze – Isaquias Queiroz – C-1 1.000m
Bronze – Larissa/Talita – Vôlei de Praia
Bronze – Kelvin Hoefler – Skate Street

2 medalhas no Mundial de Street

Na semana passada, os melhores skatistas da modalidade Street se reuniram em Los Angeles pro Super Crown, prova que valeu como Campeonato Mundial da modalidade.

Esta competição contou com duas passagens de 45s pelo circuito de street para cada atleta. Depois, cada um teve direito a dar 4 tricks escolhendo qualquer obstáculo do circuito. Das 6 notas, as 4 melhores eram somadas para dar a classificação.

Letícia Bufoni e Kelvin Hoefler confirmaram a boa temporada e ficaram entre os 3 melhores em suas provas. Bufoni foi sensacional e estava com o título na mão, quando, na última passagem, a americana Lacey Baker fez um trick excelente e pegou a vitória com 30,4 pontos contra 29,4 da brasileira. No masculino, Kelvin ficou com o 3º lugar com 35,4, atrás do americano Nyjah Huston com 37,0 e do australiano Shane O’Neill com 35,9. Esta foi a 20ª vitória de Huston no circuito da SLS.

Esta semana, as atenções se voltam para Xangai, pois no sábado termos o Mundial de Park, a outra modalidade do skate que fará sua estreia olímpica em Tóquio. A prova contará com muitos americanos e 4 brasileiros, 2 por naipe.

O skate com certeza ajudará o Brasil no quadro de medalhas de Tóquio-2020.

Com essas duas medalhas, o Brasil chega a 17 medalhas em Mundiais (ou equivalentes) em provas olímpicas em 2017:

Ouro – Mayra Aguiar – Judô 78kg
Ouro – Evandro/André – Vôlei de Praia
Ouro – Vôlei feminino (Grand Prix)
Prata – David Moura – Judô +100kg
Prata – Equipe mista – Judô
Prata – Bruno Fratus – 50m livre
Prata – Revezamento 4x100m livre masculino – Natação
Prata – Vôlei masculino (Liga Mundial)
Prata – Martine Grael/Kahena Kunze – Vela 49erFXPrata
Prata – Letícia Bufoni – Skate Street
Bronze – Érika Miranda – Judô 57kg
Bronze – Rafael Silva – Judô +100kg
Bronze – Ana Marcela Cunha – Maratona Aquática 10km
Bronze – Caio Bonfim – Marcha 20km
Bronze – Isaquias Queiroz – C-1 1.000m
Bronze – Larissa/Talita – Vôlei de Praia
Bronze – Kelvin Hoefler – Skate Street

Mundial de Ciclismo Estrada – Parte I

A cidade norueguesa de Bergen recebe esta semana a 90ª edição do Mundial de Ciclismo Estrada.

Na primeira metade do campeonato, tivemos as provas de contrarrelógio e a Holanda mostrou que é o país mais forte na atualidade desta prova.

Na final feminina, Annemiek van Vleuten e Anna van der Breggen, bronze no Rio-2016, fizeram a dobradinha. Tricampeã nacional desta prova, Van Vleuten percorreu os 21,1km em 28:50.35. Desde o início, ela perseguia o tempo de Van der Breggen, que foi a 2ª a largar e completar em 29:02.51. Van Vleuten estava a apenas 0.77 atrás na 1ª parcial de 3,2km, piorou para 3.81 com 9,6km. Com 16,7km, já tirando a diferença e abrindo 12s, mantendo até o final. Van der Breggen terminou com a prata com 29:02.51 e a australiana Katrin Garfoot foi bronze com 29:09.28. Prata no Rio, a russa Olga Zabelinskaya foi apenas a 23ª e a campeã mundial de 2016, a americana Amber Neben, última a largar, ficou em 11º.

Já na prova masculina, Tom Dumoulin deu show. O holandês foi o penúltimo a largar, buscando o tempo de 45:38.79 do esloveno Primoz Roglic no percurso de 31,0km. Prata no Rio-2016, Dumoulin tinha o 3º tempo na 1ª parcial de 3,2km, menos de 3s atrás de Roglic, mas manteve um ritmo excelente no resto da prova, sempre baixando a parcial até vencer com 44:41.0, quase 1min melhor que o esloveno. Tetracampeão do Tour de France, o britânico Chris Froome completou o pódio com 46:02.25. O fortíssimo alemão Tony Martin, tetracampeão mundial da prova, foi o último a largar. Ele até apertou bem na 2ª metade, mas terminou apenas em 9º a 1:39.88 de Dumoulin.

O Team Sunweb faturou as duas provas de contrarrelógio por equipe. No masculino, contou em sua equipe com Dumoulin. O dinamarquês Mikkel Bjerg venceu a prova sub-23, o britânico Tom Pidcock a prova juvenil e a italiana Elena Pirrone levou no juvenil feminino.

Brasil domina Pan de tênis de mesa

O Brasil já domina o Sul-americano e o Latino-americano, mas agora é dono também do Pan da modalidade, na estreia do torneio.

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Bruna Takahashi. Foto: Carlos Salamanca/ITTF

Disputado em Cartagena, na Colômbia, o país conquistou 5 das 7 disputas em jogo e, pela 1ª vez na história, faturou o título por equipes feminino. Na revanche da final dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil derrotou as americanas por 3 jogos a 1, com duas vitórias de Bruna Takahashi. Em compensação no individual, Bruna foi a única que pegou medalha, um bronze. As americanas se vingaram, eliminado as brasileira. Bruna perdeu na semifinal para a americana Wu Yue por 4-3 e Gui Lin parou nas 4as para a americana Crystal Wang por 4-3 também. Mas o título ficou com a portorriquenha Adriana Diaz, com 4-3 sobre Wu Yue. Nas duplas, Bruna e Gui perderam para canadenses na semi e também levaram o bronze.

No masculino, show de Hugo Calderano. O 26º do mundo sobrou para ficar com mais um título continental. Em 5 jogos, perdeu apenas um set nas 4as de final e venceu Thiago Monteiro na decisão brasileira por 4-0 (11-8 11-8 11-7 11-9). Nas duplas, Vitor Ishiy e Eric Jouti derrotaram na decisão os cubanos Jorge Campos/Andy Pereira por 3-2 para mais um ouro pro país. Nas equipes, o Brasil ficou com mais um ouro ao derrotar na decisão a Argentina por 3-0, mesmo poupando Calderano por todo o torneio por equipes.

Fechando o domínio, Vitor Ishy e Bruna Takahashi venceram em mais uma final brasileira Eric Jouti/Ling Gui nas duplas mistas por 3-0 pro 5º ouro brasileiro na Colômbia.

Nem precisa dizer que Calderano está em outro patamar no tênis de mesa continental. Jogando de iguala para igual com os principais jogadores europeus e asiáticos, o brasileiro tem apenas 21 anos e já tem um currículo invejável. Na próxima semana ele já estará de volta ao circuito mundial, na Áustria.