Resumo olímpico de inverno

Patinação Artística

Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron (FRA)A 3ª etapa do Grand Prix foi disputada em Pequim e viu duas marcas históricas.

Na dança, os franceses Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron, atuais bicampeões mundiais e favoritos ao ouro olímpico, venceram a prova com 81,10 na dança curta, 119,33 (recorde mundial) na livre e somatória de 200,43, também recorde mundial em competições da ISU, ficando a frente dos americanos Madison Chock/Evan Bates com 184,50. Os franceses bateram a marca dos canadenses Tessa Virtue e Scott Moir de 199,86 batida uma semana antes no Canadá. Os donos da casa venceram a disputa de pares com os atuais campeões mundiais Sui Wenjing e Han Cong, que somaram 231,07, melhor marca do mundo na temporada.

O russo Mikhail Kolyada venceu no masculino com 279,38 a frente do chinês Jin Boyang com 264,48 e do americano Max Aaron com 259,69. O russo é o 1º a se garantir na Final do GP em dezembro. No feminino, vitória da russa Alina Zagitova, de apenas 15 anos, com 213,88, pouco a frente da japonesa Wakaba Higuchi com 212,52 e da russa Elena Radionova com 206,82.

A próxima etapa é neste fim de semana em Osaka, Japão.

Bobsled

Começou a temporada brasileira de bobsled na Copa Norte-Americana e o Brasil começou bem na pista canadense de Whistler. No bobsled de 4, o trenó dirigido por Édson Bindilatti venceu a 2ª etapa nesta terça-feira com 1 centésimo de vantagem sobre o trenó americano de Hunter Church com 1:43.38. Na prova de segunda-feira, o Brasil ficou em 4º a 0.91 de Church. Com estes resultados, a vaga olímpica está cada vez mais perto.

Já no trenó de duplas, o Brasil só disputou a 1ª etapa no sábado. Édson Bindilatti e Édson Martins ficarame m 7º e Cristiano Paes e Fábio Gonçalves Silva ficaram em 12º. No feminino, Heather Paes e Marino Tuono ficaram em 6º na 1ª prova e em 5º na 2ª. Os trenós de dois ainda buscam vaga olímpica.

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Perfil PyeongChang-2018: Aliona Savchenko/Bruno Massot

Perfil 2/50: Aliona Savchenko e Bruno Massot (GER) – Mundiais: 0-1-1

Uma das duplas favoritas ao pódio nos pares da patinação artística, Aliona Savchenko e Bruno Massot representam a Alemanha, mas nenhum dos dois é natural do país: Savchenko é ucraniana e Massot é francês.

Extremamente experiente, Savchenko foi campeã mundial juvenil nos pares em 2000 pela Ucrânia com Stanislav Morozov. A dupla se separou em 2002 e, sem o apoio da federação ucraniana, ela encontrou como parceiro o alemão Robin Szolkowy e se tornaram uma das duplas mais vencedoras da história, com 5 títulos mundiais, 4 europeus e 4 do Grand Prix e 2 bronzes olímpicos. Com a aposentadoria do parceiro em 2014, Savchenko se juntou ao francês Bruno Massot, que não tinha ainda grandes resultados no circuito.

Como não são permitidas parcerias de diferentes países, alguém precisou mudar a cidadania e o francês se tornou alemão, apesar de protestos da federação francesa, que exigiu um pagamento de € 70.000 para liberá-lo. A dupla fez sua estreia no Troféu de Tallin em novembro de 2015, na Estônia, um evento da série challenger, onde venceram o ouro com 214,42. Na semana seguinte, venceram um torneio em Varsóvia com 209,60, mantendo a alta pontuação.

Em janeiro de 2016, eles estrearam em uma competição importante, no Europeu em Bratislava. A dupla somou 200,78 ficando com a medalha de prata, atrás apenas do russos Tatiana Volosozhar/Maxim Trankov. Em março, foram ao Mundial de Boston e terminaram com a medalha de bronze, somando 216,17, confirmando a força da nova dupla.

Na temporada seguinte, começaram de maneira arrasadora. Venceram o tradicional Troféu Nebelhorn de 2016 com 203,04, a Copa Rostelecom na Rússia com 207,89 e o Troféu da França com 210,59, este dois últimos fazem parte do Grand Prix de patinação. Em janeiro deste ano, foram pro Europeu em Ostrava levando novamente uma prata, mas com a melhor pontuação da dupla, 222,58, atrás dos russos Evgenia Tarasova e Vladimir Morozov. Dois meses depois, no Mundial em Helsinque, a dupla novamente atingiu a melhor pontuação da carreira, com excelentes 230,30, mas ficaram atrás dos chineses Sui Wenjing e Han Cong, conquistando a medalha de prata.

Nesta temporada, eles ficaram com a prata no Troféu Nebelhorn, que serviu como pré-olímpico. Eles somaram 211,08 ficando atrás novamente de Tarasova e Morozov, com 218,46. Na semana passada, mais uma prata pra dupla, agora no Skate Canada, válido pelo Grand Prix. Com 215,66, eles ficaram atrás dos canadenses Meagan Duhamel e Eric Radford. Eles voltarão a competir no fim de novamente no Skate America, onde encontrarão novamente os canandenses.

Com pouco mais de 2 anos de parceira, Aliona Savchenko e Bruno Massot subiram ao pódio das 13 competições oficiais que disputaram, com 7 ouros, 5 pratas e 1 bronze, sempre com mais de 200 pontos, o que definitivamente os coloca entre os favoritos nos Jogos Olímpicos.

Perfil PyeongChang-2018: Ole Einar Bjoerndalen

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Perfil 1/50: Ole Einar Bjoerndalen (NOR) – Biatlo – JO: 8-4-1 – Mundiais: 20-14-11

Nada como começar a série de perfis dos principais atletas dos Jogos de Inverno com o maior campeão olímpico de inverno da história, o mito norueguês, de quem sou grande fã confesso, Ole Einar Bjoerndalen.

Aos 43 anos, Bjoerndalen parte para sua 7ª Olimpíada (terá 44) e se igualará ao atleta de luge russo Albert Demtschenko e ao saltador japonês Noriaki Kasai, ambos com 7 participações. E mesmo com a idade, ele segue entre os melhores do mundo e tem em seu currículo números impressionantes considerando qualquer esporte olímpico, de inverno ou de verão.

Nascido em 27 de janeiro de 1974, na cidade norueguesa de Drammer, Bjoerndalen chamou a atenção ainda como juvenil, aos 19 anos, ao vencer 3 ouros no Mundial de base de 1993, em Ruhpoling, faturando o sprint, o individual e a hoje extinta prova por equipes. Essa excelente participação o colocou em sua 1ª Olimpíada aos 20 anos em Lillehammer-1994, com uma passagem discreta, 28º no sprint e 36º no individual. Em 1995, ficou em 4º no sprint no Mundial e começou a aparecer no cenário internacional.

Já na temporada 1995-96, veio sua 1ª vitória na Copa do Mundo, nos 20km individual em Antholz, na Itália, mas seguiu sem pódio no Mundial. No ano seguinte, vieram as primeiras medalhas em Mundiais: prata no revezamento e bronze na perseguição, na estreia da prova em Mundiais. Em sua 2ª Olimpíada, em Nagano-1998, vieram as primeiras medalhas, com o ouro no sprint e a prata no revezamento. Foi nesta mesma temporada (97-98) que Bjoerndalen venceu pela 1ª vez o título geral da Copa do Mundo, mesmo com apenas 2 vitórias em provas do circuito (incluindo o ouro olímpico). No Mundial de 1998, veio o 1º ouro na prova por equipes, que não existe mais.

Depois disso, o norueguês ficou à sombra do francês Raphaël Poirée, que venceu por 3 anos seguidos a Copa do Mundo, apesar de ter participações bem modestas em Jogos Olímpicos. Bjoerndalen seguia sem um título mundial. Mas aí veio 2002. Nos Jogos de Salt Lake City, ele se tornou o grande nome dos Jogos ao levar os 4 ouros em disputa! Venceu o sprint, a perseguição, o individual e o revezamento, colocando finalmente seu nome entre os grandes, mesmo sem um título mundial individual.

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Aí veio a era Bjoerndalen, que dominou o esporte. No Mundial de 2003 venceu o sprint e a saída em massa, venceu 4 medalhas no Mundial de 2004 (sem ouros) e em 2005 faturou mais 4 ouros, só não medalhando no individual. Em Turim-2006, mais 3 medalhas olímpicas, 2 pratas e 1 bronzes. Nos Mundiais de 2007, 2008 e 2009, em 15 prova possíveis, o norueguês ganhou 12 medalhas, sendo 7 ouros. E foi na temporada de 2008-09 o seu último título do circuito, o 6º da carreira no geral. Em 2010, ele não fazia uma grande temporada, mas surpreendeu pra ficar com a prata em Vancouver-2010 no individual e o ouro no revezamento.

Bjoerndalen caiu de ritmo e enfrentou um divórcio em 2012. As vitórias eram mais raras no circuito e parecia que este seria seu último ciclo. Mas em Sochi-2014, com 40 anos, logo no 1º dia dos Jogos russos, ele surpreendeu a todos ao levar o ouro no sprint 10km, sua maior especialidade! 11 dias depois, ele ainda ajudaria a equipe a levar o ouro na estreia do revezamento misto. No revezamento masculino ele entregou em 1º lugar, mas Emil Hegle Svendsen fez uma prova bem ruim e jogou a Noruega pro 4º lugar, sem medalha.

Desde então, ele não emplacou boas temporadas na Copa do Mundo, com apenas uma vitória, mas cresce em Mundiais. No início deste ano, conseguiu um bronze na perseguição.

Em sua última Olimpíada, Ole Einar Bjoerndalen chega com um currículo impressionante de 13 medalhas olímpicas (8O-4P-1B), 45 em Mundiais (20O-14P-11B), 79 vitórias individuais e 25 em revezamentos em Copas do Mundo (sem contar JO e Mundiais), 179 pódios individuais e 72 por equipe na carreira, 6 títulos gerais da Copa do Mundo e 20 títulos de temporada da Copa do Mundo de disciplinas.

Devemos ter uma despedida histórica em PyeongChang. Ele sim é um mito do esporte.

Resumo olímpico de inverno

Apesar de já termos competições de esportes de inverno há algumas semanas, foi neste último fim de semana que começaram as Copas do Mundo da FIS no hemisfério norte. Então vamos ao resumo de olho nos Jogos de PyeongChang-2018!

Esqui Alpino

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Viktoria Rebensburg (GER). Foto: FIS

Tradicionalmente, a temporada começa na cidade austríaca de Sölden com um slalom gigante. Na abertura no sábado, a alemã Viktoria Rebensburg ficou com a vitória. Na 1ª descida, fez o 3º tempo com 55.90, atrás da italiana Manuela Mölgg com 55.57 a da americana Mikaela Shiffrin co m 55.69, mas na 2ª aproveitou a descida pior das duas e venceu com 1:55.20. A francesa Tessa Worley, campeã mundial da prova este ano, foi 2ª com 1:55.34 e Mölgg terminou em 3º com 1:55.73. Shiffrin foi a 5ª.

No domingo, os fortes ventos de 120km/h forçaram o cancelamento da etapa masculina, que não foi remarcada. A tempestade inclusive obrigou a evacuação da área de competição pela tarde.

A Copa do Mundo retorna em 12 de novembro em Levi (FIN).

Classificação Feminina (após 1 etapa de 39): 1) Viktoria Rebensburg (GER) 100; 2) Tessa Worley (FRA) 80; 3) Manuela Mölgg (ITA) 60

Patinação Artística

Na 2ª etapa do Grand Prix, no Canadá, a festa foi dos donos da casa, com 3 ouros. Prata no último Mundial, Kaetyln Osmond venceu no feminino com 212,91 pontos, sendo 76,06 no programa curto e 136,85 no livre, bem a frente da russa Maria Sotskova com 192,52. Nos pares, Meagan Duhamel/Eric Radford venceram os principais adversários ao ouro olímpicos, os alemães Aliona Savchenko/Bruno Massot, com 222,22 contra 215,66.

ISU Grand Prix of Figure Skating Skate Canada International

Shoma Uno (JPN). Foto: ISU

A 3ª vitória canadense veio na dança artística com os favoritos ao ouro em PyeongChang Tessa Virtue e Scott Moir. Ouro em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014, eles venceram com 199,86 contra 190,01 dos compatriotas Kaitlyn Waever/Andrew Poje. A festa só não foi completa por Shoma Uno levou no masculino. O japonês somou 301,10, deixando muito pra trás o americano Jason Brown com 261,14. Há alguns anos o principal nome da prova, o canadense tricampeão mundial Patrcik Chan foi 4º com 245,70.

Curling

O 2º Grand Slam do ano de curling, o Masters of Curling, só deu Canadá.

Campeã em Sochi-2014, Jennifer Jones liderou sua equipe para vencer por 6-5 na decisão a equipe da compatriota Kerri Einarson, em campanha invicta com 7 vitórias. No masculino, tivemos a reedição da final do último Mundial. Campeão olímpico em Turim-2006, Brad Gushue venceu mais uma vez o sueco Niklas Edin por 8-4 em 7 innings. Gushue também terminou de maneira invicta o torneio.

Todas as equipes de olho na fortíssima seletiva canadense que será apenas em dezembro, em Ottawa.

Mais duas medalhas na base

O Mundial de base de karatê, na cidade espanhola de Tenerife, recebeu provas cadete, juvenil e sub21. Com equipe completa, o Brasil conseguiu uma medalha de prata com André dos Santos nos 70kg cadete. André venceu 5 lutas até perder na final por decisão dos árbitros para o montenegrino Bojan Boskovic após empate em 0-0. A outra melhor chance de medalha veio com Sabrina Pereira nos 55kg Sub21. Ela chegou na semifinal, perdendo para espanhola e na disputa do bronze na repescagem perdeu de 5-1 para turca.

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André dos Santos (esquerda), no pódio

Também chegaram nas 4as: Rafael Santos (Kata Sub21), equipe de Kata masculina, Alice Miranda (Kata Cadete feminino), Jéssica de Paula (50kg Sub21) e Brenda Padilha Pereira (+68kg Sub21).

Na Copa do Mundo Sub17 de Futebol, disputada na Índia, a seleção brasileira perdeu na semifinal para a eventual campeã Inglaterra por 3-1. Na disputa do 3º lugar, o Brasil venceu o Mali por 2-0, voltando ao pódio da competição após 12 anos de ausência. Foi o 7º pódio brasileiro na competição em 17 torneios.

Esta foi a 1ª medalha do Brasil na base em um esporte coletivo neste ciclo, depois do fracasso nos 6 Mundiais de base no vôlei.

O Brasil chega, portanto, a 24 medalhas na base (8O-7P-9B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)

PyeongChang-2018 – Faltam 100 dias!

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Faltando 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang-2018, o blog entra em preparação para 23ª edição dos Jogos de Inverno que serão realizados pela 1ª vez na Coreia do Sul e pela 3ª vez em solo asiático. Além de falar sobre os Jogos, farei prévias de todas as 102 provas e ainda perfil de 50 atletas para ficar de olho durante os 18 dias de Jogos.

Ainda estamos no início das temporadas de esportes de inverno. Esqui alpino contou com suas primeiras provas neste último fim de semana, patinação de velocidade em pista curta já teve duas etapas, assim como a patinação artística. O circuito de curling já está rolando e os outros esportes começam ainda neste mês de novembro seus circuitos.

Na temporada passada, tivemos os Mundiais de todos os esportes e de todas (quase) as provas. Portanto, neste primeiro post sobre PyeongChang, uma retrospectiva da última temporada.

Resumão

Falei da maioria desses Mundiais aqui no Blog, mas vamos a um breve resumo do que tivemos, apenas nas provas olímpicas.

O primeiro foi o de Luge na pista de Igls, na Áustria, onde Wolfgang Kindl se tornou o 1º austríaco campeão mundial em 21 anos. E pela 1ª vez desde 2003 nenhum alemão subiu ao pódio no masculino. Já nas outras 3 provas, domínio alemão com Tatjana Hüfner, a dupla Toni Eggert/Sascha Benecken e a equipe no revezamento. Os americanos que surpreenderam com duas pratas, de Erin Hamlin e da equipe no rev.

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Marcel Hirscher (AUT)

No início de fevereiro, o Mundial de Esqui Alpino foi o destaque em St. Moritz. As pistas suíças viram o show de Marcel Hirscher no slalom e slalom gigante (além de uma prata na combianada), mais uma impressionante vitória de Mikaela Shiffrin no slalom e algumas surpresas grandes, como a vitória do desconhecido suíço Luca Aerni na combinada. Áustria e Suíça saíram com 3 ouros cada e a França com 2, incluindo a vitória na prova por equipes, que fará sua estreia olípica em 2018.

Pra variar, a Holanda brilhou na patinação de velocidade, vencendo 8 das 14 provas, sendo 6 no masculino! Sven Kramer levou os 5.000m e os 10.000m, Kjeld Nuis os 1.000m e os 1.500m, mas Ireen Wüst deixou um pouco a desejar, vencendo apenas os 3.000m. Heather Richardson-Bergsma, querendo apagar o fracasso americano em Sochi-2014, venceu os 1.000m e os 1.500m. E o mito vivo Martina Sablikova faturou os 5.000m pela incrível 9ª vez!

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Laura Dahlmeier (GER)

Voltamos pra Áustria com o biatlo, em Hochfilzen, onde a Alemanha deu um show, principalmente com Laura Dahlmeier. A alemã venceu as provas de perseguição, individual, saída em massa, fechou o revezamento feminino e levou seu 5º ouro com o revezamento misto, a 1ª da história a vencer 5 provas em um único Mundial. E só não levou o sprint por apenas 4s, ficando com a prata atrás da checa Gabriela Koukalova. No masculino, Martin Fourcade deixou a desejar com apenas a vitória na perseguição. No individual, uma vitória histórica do americano Lowell Bailey, a 1ª vitória de um americano em Mundiais de Biatlo, que seguirá em busca de uma medalha olímpica inédita para os EUA no esporte. A festa alemã ainda foimaior com os ouros de Benedikt Doll no sprint e de Simon Schempp na saída em massa.

Os alemães seguiram vencendo no bobsled e no skeleton. Na pista de Königssee, em casa, Francesco Friedrich venceu o trenó de duplas e nos quartetos, onde vimos um espetacular empate com o trenó do também alemão Johannes Lochner. No feminino, vitória da americana Elana Meyers enquanto no skeleton, o letão Martin Dukurs levou seu 5º título mundial.

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Marit Bjoergen (NOR)

A cidade finlandesa de Lahti recebeu o Mundial de Esqui Nórdico e desta vez o nome no cross-country foi mais uma vez Marit Bjoergen. A incrível norueguesa venceu 4 ouros, nos 10km clássico, 15km skiathlon, 30km saída em massa numa prova espetacular e no revezamento 4x5km feminino. A Noruega ainda fechou 100% nas provas femininas com vitórias no sprint e no sprint por equipes. Entre os homens, o russo Sergey Ustyugov foi o destaque com 2 ouros. Nos saltos, Stefan Kraft fez a dobradinha, levando na pista curta e na longa, enquanto a campeã olímpica Carina Vogt desbancou no feminino mais uma vez a japonesa Sara Takanashi, bronze. No combinado nórdico, um nome reinou: o alemão Johanne sRydzek, que venceu as 4 provas disputadas (só 3 são olímpicas).

Na Espanha, os mundiais de Snowboard e Esqui Freestyle colocaram os americanos em evidência, que venceram 5 provas olímpicas, incluindo a veterana Lindsey Jacobellis no snowboard cross. Outros destaques foram o desconhecido japonês Ikuma Horishima no moguls e na não-olímpica dual moguls, o austríaco Andreas Prommegger no slalom paralelo (que não será mais olímpico) e no slalom gigante paralelo, e na checa Ester Ledecka no Ski Cross.

Em Roterdã, os destaques no Mundial de Short Track foram o holandês Sjinkie Knegt e a britânica Elise Christie, com 2 ouros em provas olímpicas cada. Ele venceu os 500m e o Revezamento 5.00m e ela os 1.000m e os 1.500m. A Coreia do Sul almeja os 8 ouros em casa na modalidade, mas venceu apenas 2 no Mundial: os 1.000m masculino com Seo Yi-ra e os 1.500m masculino com Sin Da-woon. As coreanas deixaram bem a desejar.

No Mundial de Curling feminino, em Pequim, a equipe canadense liderada por Rachel Homan venceu todas as 13 partidas que disputou pra levar o ouro, o 1º de uma equipe do Canadá no Mundial feminino desde 2008. No mundial masculino, Brad Gushue levou o Canadá ao ouro em casa, também em uma campanha impecável de 13 vitórias. Já nas duplas mistas, que fará sua estreia olímpica, o ouro ficou com a dupla suíça Martin Rios e Jenny Perret, também em campanha invicta, mas com 10 vitórias.

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Yuzuru Hanyu (JPN)

Na patinação artística, o japonês Yuzuru Hanyu segue favorito rumo ao bi olímpico, enquanto a russa Evgenia Medvedeva coroou sua temporada invicta com 6 vitórias individuais no Mundial em Helsinque. Vale ressaltar o retorno dos canadenses Tessa Virtue e Scott Moir, favoritos ao ouro na dança. No Troféu por Equipes, a vitória ficou com a equipe do Japão, liderada por Hanyu e Shoma Ono.

Fechando, temos o hóquei no gelo onde as americanas venceram pelas 4ª vez seguida em finais de Mundial as canadenses, novamente na prorrogação. Em 18 Mundiais feminino, são 18 finais entre as duas equipes, com 10 vitórias canadenses e 8 americanas. Mas nos Jogos as canadenses buscarão o 5º ouro seguido. No masculino, a Suécia ficou com o ouro ao derrotar no shootout o Canadá, que ruma ao tri olímpico, mesmo sem os jogadores da NHL.

Quadro Geral

Serão 102 provas nos Jogos de Inverno e 101 delas foram disputadas em Mundiais no início deste ano. A única prova que não tem em Mundial é a patinação artística por equipes, mas tivemos um Troféu Mundial por Equipes em Tóquio, que seria o equivalente. Mas para efeito de quadro de medalhas vamos considerá-lo como um Mundial. Assim, a Alemanha saiu como a grande vencedora dos Mundiais com 35 medalhas, sendo 18 ouros, 10 pratas e 7 bronzes. Laura Dahlmeier no biatlo, as equipes de luge e bobsled (teve até um empate alemão pro ouro nos quartetos) e Johannes Rydzek foram os grandes responsáveis pela espetacular temporada alemã em Mundiais.

Atrás da Alemanha, temos os americanos, com 12-7-9, impulsionados pelo esqui Freestyle, que deu 4 ouros em provas olímpicas, e pela Heather Richardson-Bergsma. A sensacional equipe de patinação de velocidade da Holanda os colocou em 3º no quadro geral com 10-3-5. Lembrando que em Sochi eles venceram 8 das 12 provas, inclusive fechando 4 pódios! E agora eles também começaram a aparecer no Short Track.

A Noruega vem em 4º com 8-9-10, principalmente por conta do cross-country feminino, com 6 ouros. Áustria com 8-5-6 e Canadá com 6-13-8 vem em seguida. Vale ressaltar a queda da Rússia, com apenas 4 ouros e 20 medalhas no total. Em Sochi foram 13 ouros e 33 no total, mas fica aquela pulga atrás da orelha após o escândalo de doping. Ao todo, 22 países venceram pelo menos um ouro e 29 medalharam.

A Coreia do Sul conquistou 3 ouros, 1 prata e 4 bronzes, todos na patinação de velocidade, sendo 1-1-0 na de pista longa e 2-0-4 na de pista curta. Mas eles ainda buscam e com boas chances no bobsled e skeleton. Alguns países não ganham medalha olímpica de inverno já há algum tempo e podem voltar ao pódio em 2018: Liechtenstein (desde 1988), Espanha (desde 1992), Nova Zelândia (desde 1992) e Bélgica (desde 1998).

O quadro geral dos Mundiais de 2017 fica assim:

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Duas medalhas no Jr de Judô

Mais duas medalhas pro Brasil no Mundial Jr (Sub21) de judô, disputado na semana passada na Croácia. Com isso, o país encerra os Mundiais de Judô de 2017 com pelo menos um ouro em todas as categorias. Vale lembrar que ainda teremos o Mundial Open no Marrocos, sem brasileiros.

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Daniel Cargnin no pódio. Foto: IJF

O grande destaque foi do número 1 do mundo na categoria Jr até 66kg, Daniel Cargnin. O brasileiro comprovou o favoritismo e venceu suas 5 lutas para faturar o ouro. Teve grande dificuldade na semifinal contra o georgiano Bagrati Niniashvili, vencendo apenas no golden score após shido para o adversário. Na decisão, Cargnin derrotou por waza-ari o uzbeque Artyom Shturbabin para ficar com o ouro. No último mundial jr, em 2015, ele havia ficado com o bronze.

A única outra medalha veio no sábado com Beatriz Souza, no Acima de 78kg. Bronze no Mundial cadete em 2015, Beatriz, que também foi prata por equipes no Mundial adulto em agosto, perdeu nas 4as para japonesa, mas depois venceu georgiana e polonesa na disputa de bronze por hansokumake. O Brasil conseguiu ainda 4 quintos lugares: Robson Penna (60kg), David Lima (73kg), Laura Ferreira (44kg) e Ellen Santana (70kg). E um 7º lugar com Arthur Barboza (+100kg). Ellen conseguiu um fato raro, ao derrotar uma japonesa nas 4as, mas perdeu duas seguidas na semi e na disputa do bronze e ficou sem medalha. Por equipe, o Brasil caiu log0 na estreia por 5-4 para a França.

Assim, o Brasil chega a 22 medalhas na base neste ciclo olímpico (8O-6P-8B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)