Resumo olímpico da semana

Maratona Aquática

O CRƒDITO DA FOTO ƒ OBRIGATîRIO: Satiro SodrŽ/SSPress/CBDA

Victor Colonese, Ana Marcela Cunha, Viviane Jungblut e Allan do Carmo. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Neste domingo, na abertura do Troféu Brasil de natação (antigo Troféu Maria Lenk), Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo venceram a prova de 10km, disputada na praia de Copacabana, repetindo o mesmo trajeto da prova olímpica. Foi a 1ª vez que a prova de maratona entrou no programa oficial do Troféu Brasil.

Ana Marcela (Unisanta) venceu a prova em 2:04:04, deixando a campeã olímpica Sharon van Rouwendaal (Unisanta) em um longínquo 2º lugar com 2:07:10. Completou o pódio Viviane Jungblut (GNU) com 2:09:37, que garantiu vaga pro Pan-Pacífico de Tóquio ao lado de Ana Marcela.

Na prova masculina, Allan do Carmo (ACEB) completou em 1:57:57, deixando em 2º lugar Victor Colonese (Unisanta) por apenas 1s. Ambos estarão no PanPac. Luiz Gustavo Barros (GNU) fechou o pódio com 1:58:00.

Handebol

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De maneira invicta o Brasil foi campeão do Pan juvenil feminino, disputado em Buenos Aires. Disputado no esquema todos contra todos, a seleção brasileira venceu os 5 jogos. Na estreia, teve um pouco mais de dificuldade com o Chile, mas venceu por 26-23.

Depois fez 35-15 no Uruguai, arrasou o Peru com 48-12, fez 21-16 na Argentina e fechou com 31-23 no Paraguai. Na última rodada, o Chile venceu a Argentina 20-11 para ficar com a prata e deixar as donas da casa com o bronze. As 3 equipes que subiram ao pódio se classificaram para o Mundial Juvenil, que será disputado em agosto na Polônia.

Este foi o 12º Pan da categoria. O Brasil venceu todos e jamais deixou de ganhar um jogo.

Ciclismo Mountain Bike

Henrique Avancini venceu a Copa Internacional de MTB em Araxá, seguido do campeão pan-americano Luiz Cocuzzi. No feminino, a americana Chloe Woodruff venceu com 14s de vantagem sobre Raiza Goulão.

Com os ótimos resultados recentes do brasileiros, Henrique subiu 3 posições e é o 5º do ranking mundial. Cocuzzi subiu 16 posições e aparece em 37º. Por equipes, o Brasil subiu 2 posições e já a 7ª no ranking de nações. Vale ressaltar que a 7ª colocação garantiria duas vagas olímpicas para o Brasil, mas o ranking será apenas o de maio de 2020. No feminino, Raiza segue em 9º lugar no ranking individual e o Brasil aparece em 13º, que daria apenas 1 vaga olímpica.

Outros Esportes

– Finalista no Mundial indoor este ano, Gabriel Constantino marcou ótimos 13.38 (1,9) nos 110m com barreiras em prova na Flórida. Foi a 4ª melhor marca da história de um brasileiro e o melhor tempo na prova desde 2005!

– Em prova em Cuiabá, Mirieli Estaili conquistou o índice pro Mundial Sub-20 de atletismo. Ela marcou 13,45m no salto triplo, 40cm a mais que o índice mínimo. É a 4ª melhor marca do ano na prova na categoria.

– Diego Araújo do Nascimento terminou a qualificação mundial da canoagem pros Jogos Olímpicos da Juventude em 18º lugar geral no C1 masculino em Barcelona. Ele ficou em 6º na prova de velocidade e em 36º na de obstáculos. A vaga veio por ele ser o 2º melhor das Américas. Maria Eduarda Schlikmann, que disputou o K1 e o C1, e João Victor Vieira, no C1, ficaram longe das outras vagas.

– Adilson da Silva terminou em 14º no Zanaco Masters, na Zâmbia, 1ª prova do Sunshine Tour 2018-19 de golfe. Ele somou 282 tacadas, 8 a mais que o campeão, e somou 1,37 ponto pro ranking mundial. Pelo Tour PGA Latinoamericano, Rodrigo Lee foi 6º no Abierto OSDE, no Chile, 7 tacadas a mais que o campeão.

– Bruna Takahashi, Eric Jouti e Thiago Monteiro chegaram à chave principal do Aberto da Croácia de tênis de mesa, mas apenas Bruna venceu uma partida. Ela caiu na 2ª rodada para romena.

– No Aberto Juvenil e Cadete do Paraguai de tênis de mesa, Guilherme Teodoro foi o destaque vencendo a chave juvenil masculina. Na decisão, ele venceu por 4-0 o tailandês Yanapong Panagitgun.

– Maria Ieda Guimarães foi a única brasileira no Mundial Sub19 de pentatlo moderno em Portugal. Com 890 pontos, ela ficou em 28º no Grupo B e ficou fora da final.

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Resumo olímpico da semana

Ciclismo

O Brasil foi ouro nas duas principais prova do Pan-Americano de mountain bike.

Raiza Goulão e Luís Cocuzzi

Luis Cocuzzi venceu no masculino com 1:24:53, 43s na frente do costarriquenho Carlos Arroyo. 4º no último Mundial, Henrique Avancini decepcionou e ficou em 7º, 59s atrás do campeão, e Guilherme Muller foi 4º, fora do pódio por 29s. No feminino, Raiza Goulão conquistou pela 1ª vez o título continental ao completar a prova em 1:26:50, 24s melhor que a americana Chloe Woodruff.

Na categoria Eliminator, que é um cross-country no formato de baterias, Juliano Cocuzzi foi prata e Edmilson Macedo bronze.

Esgrima

Com uma grande equipe, o Brasil disputou o Mundial Juvenil/Cadete de esgrima, em Verona (ITA).

No masculino, o destaque foi Alexandre Camargo na espada júnior. Após uma ótima fase de poules, ele chegou às 16as de final, perdendo de 15-13 para sul-coreano, terminando em 22º no geral. Na espada por equipes, o Brasil fez ótima campanha. Após passar de bye na 1ª rodada, venceu a Espanha na 2ª, mas perdeu nas 8as para a forte It[alia por 45-34. Nos combates de ranqueamento, venceu 3 confrontos: 37-36 na Alemanha, 45-41 na Noruega e 45-40 na Polônia, terminando em um ótimo 9º lugar.

No feminino, o destaque no júnior foi Mariana Pistoia no florete. Ele ficou em um excelente 15º lugar no spoules, venceu 2 combates até perder nas 8as para a italiana Martina Favaretto por 15-11 e terminar em 11º. No sabre cadete, Pietra Chierighini também chegou nas 8as, onde perdeu de 15-9 para russa e acabou em 15º lugar.

Rugby

Por mais uma temporada o Brasil ficará fora da Série Mundial de Rugby 7s feminino. Na disputa do torneio de Hong Kong, único torneio qualificatório pra próxima temporada, o Brasil não conseguiu a única vaga em jogo. Na 1ª fase, venceu 38-0 Hong Kong e 22-10 o Cazaquistão, mas perdeu por 31-5 para a China. Nas 4as, vencia a Bélgica por 12-10, quando bobeou e levou um try faltando 6s pro fim e perdeu por 17-12. O título e a vaga pra temporada 2018-19 ficou com a China.

Tênis

Na maior decepção da semana, o Brasil perdeu para a Colômbia pela final do Zonal Americano da Copa Davis. Thiago Monteiro começou com vitória fácil 61 62 sobre Santiago Giraldo, mas Guilherme Clezar levou virada de Daniel Elahi Galán 36 62 61. Nas duplas, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner venceram 76(5) 64 a forte dupla de Juan Sebastian Cabal/Robert Farah.

Nas partidas finais de simples, Thiago perdeu 63 63 para Galán e João Pedro Sorgi entrou no lugar de Clezar, mas perdeu 63 76(0) para Alejandro González. Com isso, o Brasil segue no Zonal Americano em 2019.

Outros Esportes

Valéria Kumizaki foi ouro na Premier League de Karatê em Rabat (MAR). Ela venceu 5 lutas incluindo a final por 2-0 sobre a inglesa Carla Burkitt. Nos 60kg masculino, Douglas Brose ficou com o bronze. Ele perdeu na semifinal para turco por 3-0, mas venceu por 4-0 cazaque na disputa da medalha.

– Eric Jouti e Gustavo Tsuboi chegaram na final do Aberto da Eslovênia de tênis de mesa. Eles perderam para os poloneses Marek Badowski/Patryk Zatowka por 3-0 (11-9 12-10 11-7).

– Érica Sena abandonou prova de Marcha 20km em Rio Maior, Portugal, na altura do 12º km. José Alessandro Bagio fez índice pra Copa do Mundo nos 20km com 1:23:23.

– Juliana de Menis Campos bateu o recorde brasileiro sub23 no salto com vara com 4,40m, melhorando a marca em 10cm em torneio no ABC paulista. No lançamento de dardo, Eloah Scramin também bateu o recorde brasileiro sub-23, com 58,50, melhorando em 65cm. Em prova nos EUA, Lorraine Martins marcou 23.79 nos 200m e conseguiu índice pro Mundial Sub-20, em julho. Também fizeram índice pro Mundial Sub20 Alison Brendom dos Santos nos 400m com barreiras (51.10) e Luiz Maurício Dias da Silva no dardo com 70,20m.

– Em torneio internacional de badminton na Argentina, Fabrício Farias ficou com o título no masculino ao vencer 21-19 21-18 o italiano Giovanni Toti. No feminino, Jaqueline Lima foi campeã com 21-15 21-18 na americana Ruhi Raju na decisão. Nas duplas mistas, Fabrício e Jaqueline também levaram o título com 21-19 21-15 sobre dupla americana na final.

– Sem Isaquias na prova, Jacky Jamael Godmann foi o destaque na Copa Brasil de canoagem, vencendo os C1 1.000m, C1 500m e os C1 200m sênior. No feminino, Valdenica do Nascimento também venceu o C1 nas três distâncias.

– Jorge Zarif ficou em 5º no Troféu Princesa Sofia de vela na Classe Finn com 113 pontos após 11 regatas. Ele foi o único barco brasileiro a chegar na regata da medalha.

– Ingrid Oliveira foi o destaque do Troféu Brasil de Saltos Ornamentais, disputado no Rio de Janeiro. Na plataforma feminina, ela venceu com 300,30 pontos e foi a única atleta de toda a competição a atingir índice A para o Grand Prix da FINA.

– No GP de Antalya de judô, Sarah Menezes nos 48kg e Alexia Castilhos nos 63kg ficaram com a medalha de bronze, as únicas do Brasil na competição.

– Daniel Xavier ficou em 4º lugar na Copa Merengue de tiro com arco, em Santo Domingo (DOM). Na semifinal ele perdeu de 6-5 (10-9 na flecha de desempate) para dominicano e na disputa do bronze de 6-4 para guatemalteca.

– No qualificatório mundial pros Jogos Olímpicos da Juventude de Taekwondo, Sandy Macedo ficou com o bronze nos 55kg e conquistou a única vaga pro Brasil na modalidade no YOG, que será disputado em outubro em Buenos Aires.

Mundial de Ciclismo de Pista – Final

Quarta medalha de Kirsten Wild para fechar o 1º Mundial de esporte olímpico de 2018.

Keirin Feminina

Na 1ª rodada, a principal surpresa foi a eliminação da russa Daria Shmeleva por uma ultrapassagem irregular, mas ela venceu sua bateria de repescagem e passou pra semifinal. Na semi, a alemã Kristina Vogel venceu sua bateria e seguia forte rumo ao seu 12º título mundial, para bater a marca de Anna Meares, que ela havia igualado na sexta-feira. A holandesa Laurine van Riessen venceu a outra semi. Na decisão, Vogel e as duas holandesas ficaram pra trás e o título ficou com a belga Nicky Degrendele, bronze na edição do ano passado. Lee Wai Sze, de Hong Kong, foi prata e a veterana lituana Simona Krupeckaite foi bronze, levando sua 13ª medalha em Mundiais de pista.

Madison Masculina

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Roger Kluge e Theo Reinhardt (GER). Foto: UCI

Tradicionalmente, a Madison masculina encerra o Mundial, na prova mais longa da pista, com 200 voltas. Quatro duplas conseguiram dar uma volta no resto, conseguindo 20 pontos a mais. Entre elas, os alemães Roger Kluge e Theo Reinhardt, que também venceram 5 dos 20 sprints para somar 53 pontos e ficar com o ouro, o 1º da Alemanha na prova desde 2000. Os espanhóis Albert Barcelo e Sebastián Mora somaram 45 pontos para levar a prata e os australianos Cameron Meyer e Callum Scotson foram bronze com 37. Os britânicos Oliver Wood e Mark Stewart acabaram em 4º com 36, pontuando em 12 sprints, mesmo com uma volta atrás das outras 3 duplas.

Outras Provas

A Holanda fechou com mais dois ouros no último dia. No 1km contrarrelógio masculino, Jeffrey Hoogland foi o melhor na quali com 59.517 e na final com 59.459. O australiano Matthew Glaetzer ficou com a prata com 59.745 e o holandês Theo Bos fechou o pódio com 59.955. Apenas os 3 conseguiram baixar de 1min na prova, conseguindo o feito tanto na quali como na final.

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Kirsten Wild, o nome do Mundial, após vencer a corrida por pontos. Foto: UCI

Kirsten Wild foi o nome do Mundial. A holandesa venceu seu 3º ouro e 4ª medalha em casa ao faturar a corrida por pontos feminina. Ela venceu 5 dos 12 sprints e ainda colocou uma volta no pelotão, junto com outras 8 ciclistas, e somou 49 pontos pra ficar com o ouro. A americana Jennifer Valente se recuperou da péssima prova por pontos da Omnium e foi prata com 43 e a canadense Jasmin Duehring foi bronze com 30. Campeã em 2017, a britânica Elinor Barker fez apenas 7 pontos e terminou em 12º.

Em casa, a Holanda fez uma grande apresentação, vencendo 5 ouros, 5 pratas e 2 bronzes, sendo 2 ouros e 2 pratas em provas olímpicas, com destaque para Kirsten Wild, ouro na scratch, na por pontos, na Omnium e prata na Madison. A Alemanha saiu com 4 ouros e 2 bronzes, sendo 3 ouros em provas olímpicas: sprint e sprint por equipes feminino e Madison masculina. Ao todo 20 países medalharam. Em uma fase de transição e sem alguns dos principais nomes, a Grã-Bretanha saiu com 2-3-1, sendo 2-3-0 em provas olímpicas. Alguns dos maiores ciclistas britânicos deram espaço para outros. Jason Kenny, por exemplo, só disputou o sprint por equipes, e sua esposa Laura Kenny só a perseguição por equipes. O próximo Mundial será em 2019 em Pruszkow, na Polônia, e já deve começar a dar vagas olímpicas para Tóquio.

Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 4

Dois recordes mundiais e 5 finais no sábado em Apeldoorn.

Omnium Masculina

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Szymon Sajnok (POL). Foto: UCI

O holandês Jan van Schip venceu a scratch na abertura da Omnium masculina enquanto o português Ivo Oliveira venceu a tempo race, embolando a classificação. Mas na corrida de eliminação, o português foi o 2º eliminado, enquanto o polonês Szymon Sajnok venceu a prova, seguido de van Schip. Sajnok e o italiano Simone Consonni chegaram na frente pra corrida por pontos com 98 cada, seguido de van Schip com 92. O português estava em 8º com 63. Na prova final, Oliveira conseguiu dar uma volta no pelotão e venceu dois sprints, mas não foi suficiente. Sajnok fez mais 13 pontos para ficar com o ouro com 111 com van Schip bem perto, fechando com 107 e Consonni com 104 ficou com o bronze. Oliveira terminou em 4º com 94.

Sprint Masculino

Os favoritos venceram as disputas de 4as e passaram para a semi: o alemão Maximilian Levy, o australiano Matthew Glaetzer, o francês Sebastien Vigier e o britânico Jack Carlin. Nas semis, Carlin eliminou Levy por 2-0 e Glaetzer passou pelo mesmo placar por Vigier. Na final, o australiano venceu duas sobre Carlin com 0.045 e 0.098 de vantagem para ficar com o ouro, o 1º de um australiano desde 2002. Vigier venceu Levy por 0.023 e 0.090 para ficar com o bronze.

Madison Feminina

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Katie Archibald e Emily Nelson (GBR)> Foto: UCI

Agora com status de prova olímpica, a Madison feminina foi completamente dominada pela dupla britânica de Katie Archibald e Emily Nelson. Elas pontuaram em 11 dos 12 sprints, vencendo 8 para ficarem com o ouro com 50 pontos no total. Pontuando em todos os 12 sprints, as holandesas Kirsten Wild e Amy Pieters somaram apenas 35 pontos pra levar a prata e as italianas Letizia Paternoster e Maria Giulia Confalonieri foram bronze com 20 pontos. 13 das 17 duplas perderam volta para as líderes.

Outras Provas

A americana Chloe Dygert deu um show na perseguição individual feminina. Campeã em 2017, Dygert fez 3:20.072 na qualificação batendo o recorde mundial que era da Sarah Hammer por mais de 2s. A 2ª colocada na quali foi a holandesa Annemiek van Vleuten, atual campeã mundial na prova de estrada contrarrelógio, com distantes 3:29.319. Na decisão, Dygert voou mais uma vez, batendo novamente o WR por apenas 0.012! Ela venceu com 3:20.060, ultrapassando van Vleuten na última volta. A americana Kelly Catlin foi bronze com 3:34.658 contra 3:35.920 da alemã Lisa Brennauer.

A russa Daria Shmeleva fez o melhor tempo na quali dos 500m contrarrelógio com 33.239, seguida da alemã Miriam Welte com 33.416. Mas na final, Welte melhorou em quase 3 décimos para ficar com o ouro com 33.150 contra 33.237 de Shmeleva, que quase repetiu o tempo da quali. A holandesa Elis Ligtlee foi bronze com 33.484, apenas 0.003 mais rápida qua a alemã Pauline Grabosch.

Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 3

Mais 4 finais e mais medalhas holandesas na sexta-feira.

Omnium Feminina

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Kirsten Wild (NED) após vencer a Omnium. Foto: UCI

A holandesa Kirsten Wild fez uma espetacular prova em casa da Omnium, que desde o ano passado tem 4 provas e não mais 6. Prata no Mundial de 2017, Wild venceu a scratch na abertura, mas ficou em 5º lugar na tempo race, uma espécie de corrida por pontos onde se pontua a cada volta e que foi vencida pela britânica Elinor Barker. Na corrida de eliminação Wild venceu novamente e chegou pra corrida por pontos com 112 pontos, seguida da italiana Elisa Balsamo com 100 e da americana Jennifer Valente e de Barker com 96. Na prova final, Wild apenas controlou a liderança, fazendo apenas 9 pontos nos sprints para ficar com o ouro com 121. Balsamo, Valente e Barker fizeram uma prova ruim e a dinamarquesa Amalie Dideriksen e a neozelandesa Rushlee Buchanan aproveitaram. Dideriksen deu uma volta no pelotão e ainda venceu dois sprints, somando 30 pontos e terminando com a prata com 112. Buchanan conseguiu dar 2 votlas voltas no pelotão e, com mais 12 pontos de sprint, adicionou 52 e, com 106 no total, ficou com o bronze contra 105 de Balsamo.

Sprint Feminino

Foi uma vitória histórica de Kristina Vogel. Na semifinal, a alemã venceu a sua compatriota, a jovem Pauline Grabosch, por 2-0 e marcou o encontro na decisão com a australiana Stephanie Morton, que passou por Lee Wai Sze, de Hong Kong. Detalhe que no 1º confronto da semi, Morton e Lee fizeram o mesmo tempo, mas Morton ganhou por um fio de cabelo. Na decisão, Vogel abriu 1-0 por 0.059, mas Morton empatou por 0.161. Na decisiva, Vogel fechou com 0.105 de vantagem para levar seu histórico 11º título mundial, igualando o feito da australiana já aposentada Anna Meares. Grabosch fez 2-0 na atleta de Hong Kong e ficou com o bronze.

Outras Provas

O português Ivo Oliveira foi o melhor na qualificação da perseguição individual com 4:12.365 seguido do italiano Filippo Ganna com 4:13.622, que chegava a sua 3ª final mundial seguida. Na decisão, Oliveira liderou desde o início até a parcial de 3.000m, quando Ganna forçou pra assumir a liderança e fechar com 4:13.607 contra 4:15.428 do português. Na disputa do bronze, vitória do russo Alexander Evtushenko com 4:13.786 contra 4:15.930 do britânico Charlie Tanfield.

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Cameron Meyer (AUS). Foto: UCI

Na corrida por pontos, o australiano Cameron Meyer faturou o bicampeonato da prova com 70 pontos no total. Ele e outros 4 ciclistas deram 2 voltas no pelotão. Outros 6 atletas conseguiram dar 1. Além disso, Meyer venceu 5 dos 16 sprints para confirmar o ouro. O holandês Jan Willem van Schip deu apenas 1 volta, mas somou 32 pontos no total, incluindo os 10 da volta final para ficar com a prata. O britânico Mark Stewart foi bronze com 49 pontos.

Na qualificação do sprint masculino, o holandês Jeffrey Hoogland fez o melhor tempo com 9.674 seguido do australiano Matthew Glaetzer com 9.677 e do francês Sebastien Vigier com 9.701. Campeão da Keirin, o colombiano Fabian Puerta perdeu na 1ª rodada do sprint, sendo relegado por ultrapassagem ilegal. Nas 8as, Hoogland perdeu para o alemão Maximilian Levy.

Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 2

Mais 4 finais na quinta-feira para 4 países diferentes.

Perseguição por Equipes Masculina

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GBR na final da perseguição por equipes masculina. Foto: UCI

A Grã-Bretanha quebrou o jejum de títulos mundiais nesta prova que durava desde 2012 ao derrotar a Dinamarca por 3:53.389 a 3:55.232. Após ficarem na 1ª metade da prova atrás dos dinamarqueses, os britânicos aceleraram para levar o ouro pela 5ª vez na história. Na disputa do bronze, a equipe da Itália venceu com 3:54.606 contra 3:56.594 da Alemanha, repetindo a medalha de 2017 com a mesma equipe.

Perseguição por Equipes Feminina

Na primeira rodada, a equipe americana liderada por Jennifer Valente fez o melhor tempo com 4:16.340 enquanto a Grã-Bretanha pegou a 2ª vaga pra decisão com 4:19.397. Itália e Canadá fizeram os tempos seguintes e se encontraram na disputa do bronze.

Na final, a disputa foi grande por boa parte da prova, mas no último quilometro a equipe dos Estados Unidos acelerou e foi aumentando a vantagem sobre as britânicas até vencer com 4:15.669 contra 4:16.980. A equipe italiana repetiu o bronze da equipe masculina com 4:20.202 enquanto o Canadá foi 4º com 4:23.216.

Keirin Masculina

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Fabiano Puerta (azul claro) para vencer a Keirin. Foto: UCI

Sem surpresas na 1ª rodada da Keirin masculina, com os principais nomes vencendo as suas baterias: o colombiano Fabian Puerta, o australiano Matthew Glaetzer e os alemães Maximilian Levy e Joachim Eilers. Na repescagem, foram eliminados o francês François Pervis, bicampeão da prova em 2014 e 2015, e o malaio Azizulhasni Awang, campeão em 2017, e os neozelandeses Sam Webster e Eddie Dawkins.

Na semifinal, os holandeses mostraram que os donos da casa estão em ótima fase e Harrie Lavreysen e Matthijs Buchli venceram cada um uma semi. Na decisão, o colombiano Fabian Puerta passou todo mundo após a última curva para conquistar o 1º ouro de um colombiano nesta prova. O japonês Tomoyuki Kawabata foi prata e o alemão Maximilian Levy bronze.

Outras Provas

Apenas 3 ciclistas conseguiram ficar uma volta a frente do pelotão na final da prova de Scratch masculina e ficaram com as medalhas. O bielorrusso Yauheni Karaliok fechou na frente após 60 voltas e 16min42s para ficar com o ouro, seguido do italiano Michele Scartezzini e do australiano Callum Scotson.

No sprint feminino, a australiana Stephanie Morton fez o melhor tempo na quali com 10.645, seguida das alemãs Pauline Grabosch com 10.713 e Kristina Vogel com 10.810 e da russa Daria Shmeleva com 10.898 e as 4 garantiram vaga nas 8as. Nas 8as, duelo apertadíssimo entre as russas Shmeleva e Anastasia Voynova, dupla campeã do sprint por equipes no ano passado. Shmeleva venceu por apenas 0.002! A alemã Miriam Welte perdeu por 0.054 para a holandesa Shanne Braspennincx. Nas 4as, os 4 combates foram vencidos por 2-0 e se classificaram para a semi as alemãs Vogel e Grabosch, a australiana Morton e Lee Wai Sze, de Hong Kong, que eliminou Shmeleva

Mundial de Ciclismo de Pista – Dia 1

Nessa quarta-feira teve início o primeiro Mundial de esportes olímpicos de verão de 2018, o de ciclismo de pista, na cidade holandesa de Apeldoorn, que recebe novamente a competição após a edição de 2011.

Sprint por Equipes Masculino

A Holanda foi absoluta na prova e levou pela 1ª vez na história o ouro. Na qualificação, fizeram o melhor tempo entre 13 equipes com 42.869, bem a frente da forte equipe francesa com 43.389. Alemanha com 43.452 e Grã-Bretanha com 43.553 vieram em seguida. Na 1ª rodada, a Holanda venceu a República Checa na sua bateria com 43.234, melhor tempo da rodada, contra 44.559 dos checos. A Grã-Bretanha venceu por 43.434 a 44.146 a Nova Zelândia e garantiu a outra vaga pra final, com o 2º melhor tempo entre os vencedores. Rússia e França venceram suas baterias com 43.557 e 43.737 respectivamente e foram pra disputa do bronze.

Na final, com Nils van ‘t Hoenderdaal, Harrie Lavreysen e Jeffrey Hoogland, a equipe da Holanda sobrou pra cima da excelente equipe britânica, que contou com Jason Kenny, Jack Carlin e Ryan Owens. Os holandeses lideraram desde a 1ª parcial para vencer com 42.727 a 43.231. Na disputa do bronze, a França fez 43.373 contra 43.584 dos russos e ficou com o bronze. Com o bronze, François Pervis soma agora 14 medalhas em Mundiais.

Sprint por Equipe Feminino

Assim com a Holanda fez no masculino, a Alemanha sobrou no feminino. Na quali, Miriam Welte e a novata Pauline Grabosch fizeram o melhor tempo com 32.640, na frente da Rússia com as atuais bicampeãs mundiais Daria Shmeleva e Anastasia Voynova, com 32.739. A China, com apenas Zhong Tianshi da dupla campeã olímpica no Rio, ficou em 3º com 33.210 e a Holanda em 4º com 33.415. Na 1ª rodada, as alemãs venceram a Polônia com muita facilidade, 32.652 a 34.100, fazendo melhor tempo da rodada. As holandesas marcaram 32.958 na sua bateria e garantiram presença na disputa do ouro. China e Rússia foram pra disputa do bronze, na reedição da final olímpica do Rio.

Na final, a Alemanha contou com sua equipe principal, com Welte e Kristina Vogel, e ganhou fácil das holandesas Kyra Lamberink e Shanne Braspennincx, com 32.605 a 33.124. Depois de 4 anos, Vogel e Welte voltam a vencer o Mundial nesta prova e chegam ao 4º título mundial no Sprint por equipes, as maiores da história. Na disputa do bronze, as russas fizeram 32.990 a 33.282 das chinesas.

Outras provas

Kirsten Wild (foto) venceu o 2º ouro holandês do dia na prova não-olímpica do Scratch feminino. Ela completou as 40 voltas (10km) da prova em 1º lugar após 12min19s de prova, faturando o Scratch pela 2ª vez em Mundiais, repetindo o feito de 2015. A holandesa Jolien D’Hoore, bronze no Rio na Omnium, ficou com a prata e a dinamarquesa Amalie Dideriksen levou o bronze.

A equipe britânica fez o melhor tempo na quali da perseguição por equipes masculina com 3:55.714 e venceu a Alemanha na 1ª rodada, se classificando pra final, onde enfrentarão a forte Dinamarca. Os alemães pegarão pelo bronze a Itália.

Na perseguição por equipes feminina, o time dos Estados Unidos fez o melhor tempo na quali com 4:18.836. A Grã-Bretanha fez o 2º tempo com 4:19.177.