Mundial de Ciclismo Estrada – Parte I

A cidade norueguesa de Bergen recebe esta semana a 90ª edição do Mundial de Ciclismo Estrada.

Na primeira metade do campeonato, tivemos as provas de contrarrelógio e a Holanda mostrou que é o país mais forte na atualidade desta prova.

Na final feminina, Annemiek van Vleuten e Anna van der Breggen, bronze no Rio-2016, fizeram a dobradinha. Tricampeã nacional desta prova, Van Vleuten percorreu os 21,1km em 28:50.35. Desde o início, ela perseguia o tempo de Van der Breggen, que foi a 2ª a largar e completar em 29:02.51. Van Vleuten estava a apenas 0.77 atrás na 1ª parcial de 3,2km, piorou para 3.81 com 9,6km. Com 16,7km, já tirando a diferença e abrindo 12s, mantendo até o final. Van der Breggen terminou com a prata com 29:02.51 e a australiana Katrin Garfoot foi bronze com 29:09.28. Prata no Rio, a russa Olga Zabelinskaya foi apenas a 23ª e a campeã mundial de 2016, a americana Amber Neben, última a largar, ficou em 11º.

Já na prova masculina, Tom Dumoulin deu show. O holandês foi o penúltimo a largar, buscando o tempo de 45:38.79 do esloveno Primoz Roglic no percurso de 31,0km. Prata no Rio-2016, Dumoulin tinha o 3º tempo na 1ª parcial de 3,2km, menos de 3s atrás de Roglic, mas manteve um ritmo excelente no resto da prova, sempre baixando a parcial até vencer com 44:41.0, quase 1min melhor que o esloveno. Tetracampeão do Tour de France, o britânico Chris Froome completou o pódio com 46:02.25. O fortíssimo alemão Tony Martin, tetracampeão mundial da prova, foi o último a largar. Ele até apertou bem na 2ª metade, mas terminou apenas em 9º a 1:39.88 de Dumoulin.

O Team Sunweb faturou as duas provas de contrarrelógio por equipe. No masculino, contou em sua equipe com Dumoulin. O dinamarquês Mikkel Bjerg venceu a prova sub-23, o britânico Tom Pidcock a prova juvenil e a italiana Elena Pirrone levou no juvenil feminino.

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Mundial de Mountain Bike – Resumo

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Henrique Avancini para cruzar a linha de chegada. Foto: Michelle Mondini

Henrique Avancini conquistou no sábado o melhor resultado da história do ciclismo brasileiro com o 4º lugar no Mundial de Mountain Bike, e Cairns, Austrália.

O brasileiro já vinha de uma temporada excepcional na Copa do Mundo, com um 10º, um 15º, um 22º e um 24º lugares o que o colocou como 14º do mundo no ranking e neste Mundial mostrou que é um dos novos destaques da modalidade.

Desde o início da prova, ele não deixou o incrível suíço Nino Schurter abrir e pedalou ao lado do pentacampeão mundial e ouro olímpico no Rio. Ao seu lado, o checo campeão em Londres-2012 Jaroslav Kulhavy e o francês Maxime Marotte. O francês foi ficando pra trás, mas Avancini não largava da cola de Schurter. Apenas na 4ª volta o brasileiro fo ficando pra trás do trio, que seguiu unido praticamente até o final. Schurter faturou seu 6º título mundial na prova com 1:27:44 contra 1:27:51 de Kulhavy e 1:27:59 do também suíço Thomas Litscher. Avancini garantiu a 4ª colocação com 1:28:48 ficando a frente de nomes absurdamente fortes como o veterano penta mundial e bicampeão olímpico Julien Absalon, 7º, e de toda a armada europeia, fortíssima na prova.

No feminino, Raiza Goulão também fez excelente prova. A cada volta, ela subia de posição, saindo do 30º lugar, pro 23º, pro 15º e terminando em 14º entre 54 atletas. A vitória no feminino foi da suíça Jolanda Neff, tricampeã mundial Sub23, que fez uma prova espetacular, liderando do início ao fim e vencendo com 1:27:17, 2min23 na frente da medalhista de prata, a britânica Annie Last. Raiza ficou a 6min02 de Neff.

Após um ano fraco dos esportes menos tradicionais no Brasil em Mundiais (saltos ornamentais, nado sincronizado, boxe, ciclismo BMX, pentatlo moderno, ciclismo pista, taekwondo e lutas), o mountain bike deu um respiro e foi uma belíssima surpresa.

Mundial de BMX – Resumo

A festa foi toda americana em casa no Mundial de BMX, disputado em Rock Hill, no estado da Carolina do Sul.

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Corben Sharrah (USA)

Pela primeira vez desde 2009, o ouro da prova masculina ficou com um americano. Corben Sharrah fez uma campanha impecável, vencendo todas as sete provas que disputou! Na fase de motos, com 3 corridas por grupo, ele venceu as 3. Depois levou a sua bateria de 8as, de 4as, de semi e, por fim, a decisão, que completou em 32.913 contra 32.951 do francês Sylvain Andre e 33.891 do também francês Joris Daudet, campeão mundial em 2016. A grande surpresa da prova foi a precoce eliminação do bicampeão olímpico Maris Strombergs. O letão parou ainda nas 8as de final, assim como os brasileiros Anderson Ezequiel e Igor Ferreira. Outros dos principais nomes da prova são o holandês campeão mundial em 2015 Niek Kimmann, 4º na final, e o americano campeão olímpico do Rio-2016 Connor Fields, 7º na decisão.

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Assim como Sharrah, a americana Alise Post venceu todas as 6 baterias que disputou. Prata no Rio, Post levou o ouro na decisão por uma vantagem mínima de 0.008 sobre a australiana Caroline Buchanan. Bicampeã olímpica e tri mundial, a colombiana Mariana Pajón completou o pódio a 0.754 da campeã. A final foi fortíssima, contando com todos os principais nomes. Bronze no Rio, a venezuelana Stefany Hernandez foi 4ª, a holandesa Laura Smudlers 6ª e a neozelandesa Sarah Walker 8ª. Foi a 3ª prata seguida de Buchanan num Mundial, que venceu o ouro em 2013. Priscilla Carnaval parou nas 4as de final.

Nas provas juvenis, a brasileira Paola Reis fez um torneio excelente, mas na decisão errou feio na saída e ficou apenas em 7º. O ouro foi pra britânica Bethany Shriever. No juvenil masculino, ouro pro suíço Cedric Butti.

O próximo Mundial será em 2018, em Baku, Azerbaijão.

Resumo olímpico da semana

Ciclismo

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Henrique Avancini

Henrique Avancini fez excelente prova na Copa do  Mundo de mountain bike, em Vallnord, Andorra. O ciclista da equipe Cannondale Factory Racing XC ficou boa parte da prova em 7º lugar e terminou em 10º com 12:24:52. O campeão foi o mito suíço Nino Schurter com 1:23:28. A posição de Henrique só não foi melhor pois ele precisou ajudar um ciclista da sua equipe, que chegou em 7º. No feminino, uma boa prova de Raiza Goulão, que terminou em 14º com 1:31:05, 5min atrás da campeã, a ucraniana Yana Belomoina.

Judô

O Brasil arrasou a concorrência no Pan Cadete e Juvenil, em Cancun, conquistando 12 ouros em cada categoria, entre 16 possíveis. No cadete, foram 12 ouros, 3 pratas e 2 bronzes, sendo 5 vitórias no masculino e 7 no feminino.

No juvenil, foram 12 ouros, 1 pratas e 2 bronzes, 6 ouros de cada gênero. O destaque foi Laura Ferreira, que venceu o ouro nas duas categorias de idade, ambos na categoria 44kg.

Vôlei de Praia

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Guto/Pedro Solberg

No Major de Porec, na Croácia, vitória brasileira no masculino com Pedro Solberg e Guto. A dupla teve que disputar o country quota e passar pelo qualificatório até chegar ao ouro, vencendo 9 jogos seguidos! Na decisão, venceram os italianos vice olímpicos Nicolai/Lupo por 18-21, 25-23, 15-9.

Os campeões olímpicos e mundiais Bruno Schmidt e Alison ficaram com o bronze ao derrotar a dupla russa Stoyanovskiy/Yarzutkin por 21-15 21-18. No feminino, Bárbara e Fernanda Berti chegaram à semifinal, mas ficaram sem medalha, em 4º lugar.

Outros Esportes

Ana Sátila bateu duas vezes na trave nas semifinais da 3ª etapa da Copa do Mundo de Canoagem Slalom. Ela foi 11ª na semi do C1 e em 14º lugar na semi do K1. Ninguém mais pegou semifinal na etapa.

Fernando Ferreira venceu salto em altura em prova em São Bernardo com 2,30m e obteve o índice pro Mundial de Londres. É o 2º com índice na prova, juntando-se a Talles Silva.

– No Brasileiro de BMX, Anderson Ezequiel e Júlia Alves ficaram com o título em Campo Bom (RS).

Pedro Veniss montando Quabri de l’Isle venceu po GP Pan American 5* Rolex a 1,60m em Calgary, no Canadá. Somente 3 conjuntos dos 40 zeraram. No desempate, deu Pedro com 51.46 em faltas.

Resumo olímpico da semana

Tênis de Mesa

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Hugo Calderano

Num torneio bem esvaziado, Hugo Calderano foi perfeito no Aberto do Brasil, disputado em São Paulo, pelo circuito Challenge da ITTF. Cabeça de chave 1, Calderano sofreu na estreia contra o eslovaco Thomas Keinath, mas venceu por 4-3 com 14-12 no 7º set. Nas 4as fez 4-2 no francês Andrea Landrieu, venceu o duelo nacional na semifinal contra Gustavo Tsuboi por 4-1. Na decisão, fez 4-1 no indiano Amalraj Anthony para ficar com o título. Nas duplas, Calderano e Tsuboi venceram na decisão o alemão Patrick Baum e Keinath por 3-0.

Na chave feminina, Lin Gui e Caroline Kumahara caíram na semifinal e o título ficou com a romena Bernadette Szocs. Nas duplas, Gui e Kumahara perderam na decisão para Szocs e para a francesa Audrey Zarif por 3-0.

Ciclismo

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Pódio resistência feminino no Pan

No Pan de estrada, Wellyda dos Santos foi o destaque da pequena delegação brasileira na República Dominicana. Ela chegou em 2º lugar na prova de resistência feminina, perdendo no sprint final para chilena, mas na classificação sub-23 ficou com o ouro e Tatielle de Sousa foi bronze. No masculino, apenas no sub-23, a equipe brasileira ficou sem medalhas. Caio Ormenese foi o melhor em 5º na resistência e 6º no contrarrelógio.

Na 1ª etapa da Copa do Mundo de BMX em Papendal (NED), Renato Rezende parou nas 4as de final da primeira etapa, chegando em 5º na sua bateria não avançando para as semis por muito pouco. O francês Sylvain Andre venceu a etapa. No feminino, Priscilla Carnaval ficou nas 8as. Ouro da holandesa Laura Smulders. Na 2ª prova da etapa, Renato ficou nas 8as, mas Priscilla melhorou e chegou até as semifinais. O francês Jors Daudet venceu a 2ª prova enquanto Laura Smulders levou novamente no feminino.

Tênis

Beatriz Haddad Maia fez um grande torneio no WTA de Praga. Depois de vencer 3 jogos no qualificatório, Bia fez história ao vencer mais 2 jogadoras. Na 1ª rodada, venceu 63 64 a americana Christina McHale, 45ª do ranking.

Depois, se tornou a 1ª brasileira a vencer uma top-20 em 30 anos! Na 2ª rodada, derrotou a australiana Samantha Stosur por 63 62. Nas 4as, fez uma bela partida, mas acabou levando a virada da checa Kristyna Pliskova por 67(5) 64 62. Com a ótima campanha, Bia subiu para o 115º lugar do ranking, sua melhor colocação.

Outros Esportes

Mariana Marcelino quebrou pela 2ª vez no ano o recorde brasileiro do lançamento de martelo. Em Zagreb (CRO), ela fez 66,64m, melhorando a marca de março, em Buenos Aires, de 65,75m. O finalista olímpico Wagner Domingos, o Montanha, venceu a prova masculina com 74,34m.

Pedro Veniss, montando Quabri de L’Isle, venceu o Concurso 5* de saltos nos jardins do Palácio de Versalhes. Doze conjuntos zeraram e, no desempate, Pedro zerou novamente com o melhor tempo para ficar com o título da prova.

– Com o título pan-americano da semana anterior, Ygor Coelho atingiu a 47ª posição do ranking mundial de badminton, sua melhor posição na carreira.

Ingrid Oliveira ficou com o bronze na plataforma feminina no GP de saltos ornamentais em Porto Rico. Ela somou 275,35, ficando atrás de chinesa e francesa. No trampolim, Luana Lira ficou em 5º com 213,35.

– Na Copa do Mundo de espada feminina no Rio de Janeiro, Nathalie Moellhausen já entrou classificada diretamente para a chave final, mas perdeu logo na estreia de 11-10 para russa.

Raiza Goulão venceu prove de mountain bike na Espanha, em Maceda. Ela completou o percurso em 1:27:01 e ganhou mais 30 pontos pro ranking mundial.

Steve Hiestand foi o único brasileiro na 1ª etapa da Copa do Mundo de remo, na Sérvia. Ele terminou em 3º na Final C, 15º no geral entre 17 competidores.

– Na Copa do Mundo de tiro ao prato, em Larnaca, Chipre, Roberto Schmits foi o melhor brasileiro na fossa, ficando em 43º com 116 pratos.

Rafael Becker foi o destaque brasileiro na semana no golfe, com o 16º lugar em prova na Costa Rica pelo circuito latino-americano da PGA

Mundial de Ciclismo Pista – Final

Keirin feminina

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Kristina Vogel (GER)

Animada após o domínio no sprint, a alemã Kristina Vogel deu show mais uma vez. Sobrou para vencer a sua bateria, a semifinal e a final, faturando seu 3º título mundial nesta prova, repetindo 2014 e 2016. Com a saída da russa Anastasia Voynova, da chinesa Guo Shuang e da favorita da casa Lee Wai Sze, de Hong Kong, nas semifinais, duas surpresas completaram o pódio. A colombiana Martha Bayona surpreendeu com a prata e a holandesa Nicky Degrendele foi bronze.

1km contrarrelógio masculino

Mordido com as más participações nos Jogos do Rio e no Mundial de 2016, o francês François Pervis faturou pela 4ª vez a prova do quilometro. Na quali, fez o melhor tempo com 1:00.482, seguido do polonês Krzysztof Maksel com 1:00.611 e do francês Quentin Lafargue com 1:00.714. Na final, Pervis piorou o tempo, mas ainda assim foi o único abaixo de 1:01, com 1:00.714, o pior tempo para um ouro em mundial desde 2011. A surpresa veio com um raríssimo empate pela prata do checo Tomás Babek e do francês Quentin Lafargue, ambos com 1:01.048.

Corrida por pontos feminina

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A britânica Elinor Barker e a americana Sarah Hammer disputaram o ouro isoladas, pois conseguiram colocar duas voltas no pelotão. Barker fez 19 pontos mais os 40 das voltas para chegar a 59 contra 51 da americana, que quase passou em branco no Mundial se não fosse essa prata. A forte holandesa Kristen Wild fechou o pódio com 35 pontos (15+20), a frente da belga Lotte Kopecky com 23 (3+20). Foi a 1ª vez desde 1988 (quando a prova feminina estreou em mundiais) que uma britânica venceu a corrida por pontos.

Madison masculina

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Tradicionalmente fechando o Mundial, a longa prova de 200 voltas foi muito disputada pelas duplas da França e da Austrália. Nenhuma dupla conseguiu dar uma volta no pelotão, mas os franceses Morgan Kneisky e Benjamin Thomas pontuaram em 16 dos 20 sprints para somar 45 pontos, enquanto Cameron Meyer e Callum Scotson fizeram 41 para a Austrália. A dupla belga de Moreno de Pauw e Kenny de Ketele completou o pódio com 32 pontos. A dupla da Espanah fez uma boa prova e por pouco não brigou por pódio, mas tomou uma volta do pelotão e, ao invés de fazer 31 pontos, ficou com apenas 11, em 7º.

Com 20 provas, o a Austrália saiu com 3 ouros, 5 pratas e 3 bronzes, 11 medalhas no total, a melhor performance neste Mundial. França (3-1-1) e Rússia (3-0-1) também saíram com 3 ouros cada. Considerando apenas as 10 provas olímpicas, apenas Rússia e Alemanha com 2 ouros. Com um time renovado e com apenas 2 veteranas, a equipe britânica levou 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze, vencendo apenas uma prova olímpica, a Omnium feminina com Katie Archibald.

O próximo Mundial será em 2018, em Apeldoorn, na Holanda.

Mundial de Ciclismo Pista – Dia 4

Sprint individual masculino

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O russo Denis Dmitriev dominou a prova de ponta a ponta. Na quali, fez o melhor tempo com 9.645, seguido do alemão Max Niederlag com 9.665, do francês Sebastien Vigier com 9.753 e do neozelandês Ethan Mitchell, com 9.767. Na 2ª rodada caíram alguns nomes fortes, mas perdendo para os melhores da quali. Ouro em 2014, o francês François Pervis perdeu feio para Mitchell por 1.890 e o britânico Callum Skinner foi derrotado por Niederlag por 0.070.

Nas 4as, Niederlag e o australiana Matthew Glaetzer levaram suas baterias para a decisiva, mas ambos foram relegados por atrapalhar o adversário, fazendo com que o britânico Ryan Owens e Mitchel avançassem para a semifinal. Nas semis, Dmitriev só controlou Mitchell e venceu por 2-0, mesmo placar da surpresa holandesa Harrie Lavreysen, com 2-0 sobre Owens. Dmitriev novamente controlou os ataques do holandês e ficou com o ouro na decisão por 2-0. Ethan Mitchell completou o pódio com 2-0 sobre Ryan Owens. Primeira vitória de um russo neste prova.

500m contrarrelógio feminino

No novo formato, com quali e final, mais uma vitória russa. Na quali, a melhor marca foi da russa Anastasia Voynova com 33.325 seguida de sua compatriota Daria Shmeleva com 33.419 e da alemã Miriam Welte, com 33.450. Na decisão com apenas as 8 melhores, Shmeleva superou todas para ficar com o ouro com 33.282, seguida de Welte com 33.382 e de Voynova, que buscava o tricampeonato seguido, com 33.454. Campeã em 2013, Lee Wai Sze ficou em 4º lugar com 33.723 para decepção do público de Hong Kong.

Omnium masculina

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Benjamin Thomas (FRA)

O espanhol Albert Torres começou melhor, vencendo a scratch e ficando em 2º na corrida tempo. Na de eliminação, foi o 4º e era o líder após 3 provas com 112 pontos. O francês Benjamin Thomas vinha logo atrás com 104 e o alemão Maximilian Beyer em 3º com 94. Precisando de pontos, o neozelandês Aaron Gate, que tinha 92, já começou a corrida por pontos acelerando e dando uma volta no pelotão. Enquanto isso, o francês, que tinha zerado nos dois primeiros sprints, pontuou em todos os outros 8 sprints. Ele, Gate, Torres e outros 3 ciclistas acabaram dando uma volta. Thomas e Gate estavam empatados com 145 antes do último sprint. O português Ivo Oliveira levou o último sprint, que tem pontuação dobrada, seguido do dinamarquês Casper Pedersen. Na briga pelo ouro, Thomas passou na frente do neozelandês para ficar com o ouro com 149 pontos contra 147 de Aaron Gate. Albert Torres completou o pódio com 138.

Perseguição individual feminina

A americana Chloe Dygert sobrou na quali com 3:22.920, recorde do campeonato. A australiana Ashlee Ankudinoff fez o 2º tempo com 3:29.554. Na final, Dygert, que já tinha dado show ao liderar a equipe americana na perseguição por equipes, arrasou a australiana na final, vencendo com 3:24.641, mais de 7s melhor que a australiana, quase a pegando por trás. Na disputa do bronze, vitória da americana Kelly Catlin, com 3:30.365 contra 3:31.173 da australiana Rebecca Wiasak, ouro nesta prova nos dois mundiais anteriores.

Madison feminina

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Lotte Kopecky e Jolien D’Hoore (BEL)

Na histórica estreia da Madison feminina, a dupla belga de Lotte Kopecky e Jolien D’Hoore, bronze olímpica na Omnium, brilhou, pontuando em 11 dos 12 sprints! Apesar disso, as britânicas Elinor Barker e Emily Nelson também pontuavam em quase todos os sprints e a liderança das belgas antes do último sprint era de 34 pontos contra 28. E na última volta, vitória belga no sprint e na prova com 44 pontos contra 34 das britânicas. A dupla australiana de Amy Cure e Alexandra Manly completou o pódio com 25. Nenhuma dupla conseguiu dar uma volta no pelotão.