Resumo olímpico da semana

Tênis de Mesa

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Hugo Calderano

Num torneio bem esvaziado, Hugo Calderano foi perfeito no Aberto do Brasil, disputado em São Paulo, pelo circuito Challenge da ITTF. Cabeça de chave 1, Calderano sofreu na estreia contra o eslovaco Thomas Keinath, mas venceu por 4-3 com 14-12 no 7º set. Nas 4as fez 4-2 no francês Andrea Landrieu, venceu o duelo nacional na semifinal contra Gustavo Tsuboi por 4-1. Na decisão, fez 4-1 no indiano Amalraj Anthony para ficar com o título. Nas duplas, Calderano e Tsuboi venceram na decisão o alemão Patrick Baum e Keinath por 3-0.

Na chave feminina, Lin Gui e Caroline Kumahara caíram na semifinal e o título ficou com a romena Bernadette Szocs. Nas duplas, Gui e Kumahara perderam na decisão para Szocs e para a francesa Audrey Zarif por 3-0.

Ciclismo

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Pódio resistência feminino no Pan

No Pan de estrada, Wellyda dos Santos foi o destaque da pequena delegação brasileira na República Dominicana. Ela chegou em 2º lugar na prova de resistência feminina, perdendo no sprint final para chilena, mas na classificação sub-23 ficou com o ouro e Tatielle de Sousa foi bronze. No masculino, apenas no sub-23, a equipe brasileira ficou sem medalhas. Caio Ormenese foi o melhor em 5º na resistência e 6º no contrarrelógio.

Na 1ª etapa da Copa do Mundo de BMX em Papendal (NED), Renato Rezende parou nas 4as de final da primeira etapa, chegando em 5º na sua bateria não avançando para as semis por muito pouco. O francês Sylvain Andre venceu a etapa. No feminino, Priscilla Carnaval ficou nas 8as. Ouro da holandesa Laura Smulders. Na 2ª prova da etapa, Renato ficou nas 8as, mas Priscilla melhorou e chegou até as semifinais. O francês Jors Daudet venceu a 2ª prova enquanto Laura Smulders levou novamente no feminino.

Tênis

Beatriz Haddad Maia fez um grande torneio no WTA de Praga. Depois de vencer 3 jogos no qualificatório, Bia fez história ao vencer mais 2 jogadoras. Na 1ª rodada, venceu 63 64 a americana Christina McHale, 45ª do ranking.

Depois, se tornou a 1ª brasileira a vencer uma top-20 em 30 anos! Na 2ª rodada, derrotou a australiana Samantha Stosur por 63 62. Nas 4as, fez uma bela partida, mas acabou levando a virada da checa Kristyna Pliskova por 67(5) 64 62. Com a ótima campanha, Bia subiu para o 115º lugar do ranking, sua melhor colocação.

Outros Esportes

Mariana Marcelino quebrou pela 2ª vez no ano o recorde brasileiro do lançamento de martelo. Em Zagreb (CRO), ela fez 66,64m, melhorando a marca de março, em Buenos Aires, de 65,75m. O finalista olímpico Wagner Domingos, o Montanha, venceu a prova masculina com 74,34m.

Pedro Veniss, montando Quabri de L’Isle, venceu o Concurso 5* de saltos nos jardins do Palácio de Versalhes. Doze conjuntos zeraram e, no desempate, Pedro zerou novamente com o melhor tempo para ficar com o título da prova.

– Com o título pan-americano da semana anterior, Ygor Coelho atingiu a 47ª posição do ranking mundial de badminton, sua melhor posição na carreira.

Ingrid Oliveira ficou com o bronze na plataforma feminina no GP de saltos ornamentais em Porto Rico. Ela somou 275,35, ficando atrás de chinesa e francesa. No trampolim, Luana Lira ficou em 5º com 213,35.

– Na Copa do Mundo de espada feminina no Rio de Janeiro, Nathalie Moellhausen já entrou classificada diretamente para a chave final, mas perdeu logo na estreia de 11-10 para russa.

Raiza Goulão venceu prove de mountain bike na Espanha, em Maceda. Ela completou o percurso em 1:27:01 e ganhou mais 30 pontos pro ranking mundial.

Steve Hiestand foi o único brasileiro na 1ª etapa da Copa do Mundo de remo, na Sérvia. Ele terminou em 3º na Final C, 15º no geral entre 17 competidores.

– Na Copa do Mundo de tiro ao prato, em Larnaca, Chipre, Roberto Schmits foi o melhor brasileiro na fossa, ficando em 43º com 116 pratos.

Rafael Becker foi o destaque brasileiro na semana no golfe, com o 16º lugar em prova na Costa Rica pelo circuito latino-americano da PGA

Mundial de Ciclismo Pista – Final

Keirin feminina

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Kristina Vogel (GER)

Animada após o domínio no sprint, a alemã Kristina Vogel deu show mais uma vez. Sobrou para vencer a sua bateria, a semifinal e a final, faturando seu 3º título mundial nesta prova, repetindo 2014 e 2016. Com a saída da russa Anastasia Voynova, da chinesa Guo Shuang e da favorita da casa Lee Wai Sze, de Hong Kong, nas semifinais, duas surpresas completaram o pódio. A colombiana Martha Bayona surpreendeu com a prata e a holandesa Nicky Degrendele foi bronze.

1km contrarrelógio masculino

Mordido com as más participações nos Jogos do Rio e no Mundial de 2016, o francês François Pervis faturou pela 4ª vez a prova do quilometro. Na quali, fez o melhor tempo com 1:00.482, seguido do polonês Krzysztof Maksel com 1:00.611 e do francês Quentin Lafargue com 1:00.714. Na final, Pervis piorou o tempo, mas ainda assim foi o único abaixo de 1:01, com 1:00.714, o pior tempo para um ouro em mundial desde 2011. A surpresa veio com um raríssimo empate pela prata do checo Tomás Babek e do francês Quentin Lafargue, ambos com 1:01.048.

Corrida por pontos feminina

A britânica Elinor Barker e a americana Sarah Hammer disputaram o ouro isoladas, pois conseguiram colocar duas voltas no pelotão. Barker fez 19 pontos mais os 40 das voltas para chegar a 59 contra 51 da americana, que quase passou em branco no Mundial se não fosse essa prata. A forte holandesa Kristen Wild fechou o pódio com 35 pontos (15+20), a frente da belga Lotte Kopecky com 23 (3+20). Foi a 1ª vez desde 1988 (quando a prova feminina estreou em mundiais) que uma britânica venceu a corrida por pontos.

Madison masculina

Tradicionalmente fechando o Mundial, a longa prova de 200 voltas foi muito disputada pelas duplas da França e da Austrália. Nenhuma dupla conseguiu dar uma volta no pelotão, mas os franceses Morgan Kneisky e Benjamin Thomas pontuaram em 16 dos 20 sprints para somar 45 pontos, enquanto Cameron Meyer e Callum Scotson fizeram 41 para a Austrália. A dupla belga de Moreno de Pauw e Kenny de Ketele completou o pódio com 32 pontos. A dupla da Espanah fez uma boa prova e por pouco não brigou por pódio, mas tomou uma volta do pelotão e, ao invés de fazer 31 pontos, ficou com apenas 11, em 7º.

Com 20 provas, o a Austrália saiu com 3 ouros, 5 pratas e 3 bronzes, 11 medalhas no total, a melhor performance neste Mundial. França (3-1-1) e Rússia (3-0-1) também saíram com 3 ouros cada. Considerando apenas as 10 provas olímpicas, apenas Rússia e Alemanha com 2 ouros. Com um time renovado e com apenas 2 veteranas, a equipe britânica levou 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze, vencendo apenas uma prova olímpica, a Omnium feminina com Katie Archibald.

O próximo Mundial será em 2018, em Apeldoorn, na Holanda.

Mundial de Ciclismo Pista – Dia 4

Sprint individual masculino

O russo Denis Dmitriev dominou a prova de ponta a ponta. Na quali, fez o melhor tempo com 9.645, seguido do alemão Max Niederlag com 9.665, do francês Sebastien Vigier com 9.753 e do neozelandês Ethan Mitchell, com 9.767. Na 2ª rodada caíram alguns nomes fortes, mas perdendo para os melhores da quali. Ouro em 2014, o francês François Pervis perdeu feio para Mitchell por 1.890 e o britânico Callum Skinner foi derrotado por Niederlag por 0.070.

Nas 4as, Niederlag e o australiana Matthew Glaetzer levaram suas baterias para a decisiva, mas ambos foram relegados por atrapalhar o adversário, fazendo com que o britânico Ryan Owens e Mitchel avançassem para a semifinal. Nas semis, Dmitriev só controlou Mitchell e venceu por 2-0, mesmo placar da surpresa holandesa Harrie Lavreysen, com 2-0 sobre Owens. Dmitriev novamente controlou os ataques do holandês e ficou com o ouro na decisão por 2-0. Ethan Mitchell completou o pódio com 2-0 sobre Ryan Owens. Primeira vitória de um russo neste prova.

500m contrarrelógio feminino

No novo formato, com quali e final, mais uma vitória russa. Na quali, a melhor marca foi da russa Anastasia Voynova com 33.325 seguida de sua compatriota Daria Shmeleva com 33.419 e da alemã Miriam Welte, com 33.450. Na decisão com apenas as 8 melhores, Shmeleva superou todas para ficar com o ouro com 33.282, seguida de Welte com 33.382 e de Voynova, que buscava o tricampeonato seguido, com 33.454. Campeã em 2013, Lee Wai Sze ficou em 4º lugar com 33.723 para decepção do público de Hong Kong.

Omnium masculina

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Benjamin Thomas (FRA)

O espanhol Albert Torres começou melhor, vencendo a scratch e ficando em 2º na corrida tempo. Na de eliminação, foi o 4º e era o líder após 3 provas com 112 pontos. O francês Benjamin Thomas vinha logo atrás com 104 e o alemão Maximilian Beyer em 3º com 94. Precisando de pontos, o neozelandês Aaron Gate, que tinha 92, já começou a corrida por pontos acelerando e dando uma volta no pelotão. Enquanto isso, o francês, que tinha zerado nos dois primeiros sprints, pontuou em todos os outros 8 sprints. Ele, Gate, Torres e outros 3 ciclistas acabaram dando uma volta. Thomas e Gate estavam empatados com 145 antes do último sprint. O português Ivo Oliveira levou o último sprint, que tem pontuação dobrada, seguido do dinamarquês Casper Pedersen. Na briga pelo ouro, Thomas passou na frente do neozelandês para ficar com o ouro com 149 pontos contra 147 de Aaron Gate. Albert Torres completou o pódio com 138.

Perseguição individual feminina

A americana Chloe Dygert sobrou na quali com 3:22.920, recorde do campeonato. A australiana Ashlee Ankudinoff fez o 2º tempo com 3:29.554. Na final, Dygert, que já tinha dado show ao liderar a equipe americana na perseguição por equipes, arrasou a australiana na final, vencendo com 3:24.641, mais de 7s melhor que a australiana, quase a pegando por trás. Na disputa do bronze, vitória da americana Kelly Catlin, com 3:30.365 contra 3:31.173 da australiana Rebecca Wiasak, ouro nesta prova nos dois mundiais anteriores.

Madison feminina

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Lotte Kopecky e Jolien D’Hoore (BEL)

Na histórica estreia da Madison feminina, a dupla belga de Lotte Kopecky e Jolien D’Hoore, bronze olímpica na Omnium, brilhou, pontuando em 11 dos 12 sprints! Apesar disso, as britânicas Elinor Barker e Emily Nelson também pontuavam em quase todos os sprints e a liderança das belgas antes do último sprint era de 34 pontos contra 28. E na última volta, vitória belga no sprint e na prova com 44 pontos contra 34 das britânicas. A dupla australiana de Amy Cure e Alexandra Manly completou o pódio com 25. Nenhuma dupla conseguiu dar uma volta no pelotão.

Mundial de Ciclismo Pista – Dia 3

Sprint individual feminino

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Kristina Vogel (GER)

A alemã Kristina Vogel foi praticamente perfeita. Vindo do ouro nos Jogos do Rio, Vogel fez o 3º tempo na qualificatória com 10.816, atrás apenas da australiana Stephanie Morton com 10.724 e da favorita da casa Lee Wai Sze com 10.764. O 4º tempo da francesa Mathilde Gros de 10.826 foi o novo recorde mundial juvenil. Sem grandes surpresas nas primeiras rodadas, com as 3 melhores passando para as semifinais. Gros perdeu de 2-0 para a veterana lituana Simona Krupeckaite. Nas semis, Morton venceu por 2-1 de virada Krupeckaite enquanto Vogel passou com 2-0 por Lee Wai Sze. Na decisão, mais um show da alemã, com tranquilos 2-0 sobre Morton, com 0.149 e 0.147 de vantagem e o 3º título mundial deste prova para Vogel. Na disputa do bronze, Lee venceu a lituana e conquistou a única medalha de Hong Kong no Mundial.

Corrida por Pontos masculina

Foi um show do australiano Cameron Meyer, que já havia vencido esta prova em 2009, 2010 e 2012. Ele já comeõu se impondo logo no início, vencendo alguns dos primeiros sprints e, após dar 2 voltas no pelotão, conquistou mais 40 pontos. Ele soube dosar nos sprints, vencendo 5 dos 16 e somar excelentes 76 pontos, muito a frente dos outros. O polonês Wojciech Pszczolarski chegava para o último sprint com 40 pontos, contra 34 do dinamarquês Niklas Larsen e 30 do belga Kenny de Ketele. No sprint final, o polonês bobeou e viu De Ketele vencer o último sprint, com pontuação dobrada, e empatar com 40 pontos. Como o belga cruzou a linha de chegada antes, levou a prata e Pszczolarski acabou com o bronze.

Omnium feminina

O novo formato da Omnium, agora com apenas 4 provas e todas no mesmo dia, dá vantagem para os fundistas. E a britânica Katie Archibald começou melhor, vencendo as 2 primeiras provas, o scratch e a corrida tempo. Foi a 5ª na corrida de eliminação, vencida pela australiana Amy Cure. As duas iriam empatadas para a corrida por pontos, com 112, seguidas da holandesa Kristen Wild com 106 e da americana Sarah Hammer com 96.

Logo no início da corrida por pontos, 4 atletas conseguiram dar uma volta no pelotão, ganhando 20 pontos, mas nada que alterasse o pódio. Os pontos foram bem distribuídos e Archibald só controlou a sua liderança, já que Cure praticamente não pontuava. No último sprint, a britânica tinha 123 pontos e Cure e Wild com 115. Como nenhuma pontuou na 80ª volta, Wild cruzou a linha antes e com isso ficou com a prata.

Perseguição individual masculina

Na qualificação, o australiano Jordan Kerby dominou com 4:12.172, novo recorde do campeonato e 3ª melhor marca de todos os tempos, marcando a final contra o italiano Filippo Ganna, campeão no ano anterior e que marcou 4:14.647. Na decisão, que precisou ser reiniciada após quase 1km, Kerby não deu chances a Ganna, vencendo por 4:17.068 contra 4:21.299 do italiano. Na disputa do bronze, vitória do australiano Kelland O’Brien com 4:16.909 contra 4:19.436 do francês Corentin Ermenault.

Resumo olímpico da semana

Tênis

Duas finais para brasileiros na semana nos circuitos mundiais. Em Houston, Thomaz Bellucci perdeu na final para o americano Steve Johnson por 64 46 76(5). Bellucci teve boas chances de vencer e não conseguiu aproveitar, mesmo quando o adversário se arrastava com câimbras. Foi a 8ª final do brasileiro no circuito, que tem 4 vitórias e 4 derrotas. Se o brasileiro vencesse no 3º set, ele seria o 1º desde 2004 a vencer um título do circuito tendo vencido todos os jogos do torneio por 2 sets a 1.

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No WTA de Bogotá, onde as brasileiras tem se saído bem ultimamente, Beatriz Haddad Maia ficou com o título do torneio de duplas ao lado da argentina Nadia Podoroska. Elas venceram por 63 76(4) a paraguaia Veronica Cepede Royg e a polonesa Magda Linette. Foi o 2º título da carreira da Bia no circuito WTA, repetindo o feito de Bogotá em 2015.

Ciclismo Estrada

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Os ciclistas brasileiros da Soul Brasil Pro Cycling Team dominaram o pódio da Volta do Uruguai, válida pelo Tour Americano da UCI. Após 10 etapas, Magno Nazaret ficou com o título geral com o tempo de 31h09m09s, seguido de Murillo Affonso a 2min36s e de Flávio Cardoso Santos, a 2min43s.

No feminino, Flávia Oliveira, que compete pela equipe belga Lares-Waowdeals, ficou em 17º lugar na Amstel Gold Race, na Holanda neste domingo, a 1min51s da campeã, a holandesa Anna van der Breggen, com 3:15:57. Flávia ganhou 8 pontos pro ranking mundial e foi a melhor de sua equipe na prova.

Atletismo

Em Taicang, na China, Caio Bonfim venceu a etapa do circuito mundial de marcha. 4º no Rio-2016, Caio completou os 20km em 1:22:16, 3s pior que sua melhor marca do ano estabelecida no início do mês em Portugal. Caio contou com as ausências dos principais nomes chineses da prova, como o campeão olímpico Wang Zhen e o vice Cai Zelin e o campeão olímpico em Londres Chen Ding. Ao mesmo tempo foi disputado o Grand Prix Nacional, vencido por Wang Rui com 1:21:58, mas ele não estava inscrito na prova internacional.

No feminino, Érica de Sena ficou em 4º com 1:31:31, atrás de 3 chinesas, incluindo Xiuzhi Lu, bronze no Rio e vencedora desta prova com 1:31:01.

Nos EUA, Darlan Romani venceu prova de arremesso de peso em Clermont, na Flórida, com 19,79m. No mesmo evento, Cleverson Oliveira foi ouro no lançamento de disco com 55,59m. Paulo André de Oliveira foi 2º colocado no 100m com 10.08, mas com um vento (quase um furacão) de 5,5m/s.

Outros Esportes

– Em tomada de tempo no Clube Pinheiros, destaques para 49.53 nos 100m livre de Gabriel Santos, 27.53 nos 50m peito de Felipe França, 23.01 de Nicholas Santos nos 50m borboleta (a 0.25 do recorde sul-americano), César Cielo com 22.04 nos 50m livre. O tempo nem é tão bom, mas finalmente uma brasileira volta a baixar dos 2:30 nos 200m peito! Pamela Souza fez 2:29.73.

– Ex-número 1 do mundo Vinicius Figueira foi 7º na Premier League de Karatê em Rabat, Marrocos. Nos 67kg, ele venceu 3 marroquinos, perdendo para egípcio nas 4as. Ele foi pra repescagem, mas perdeu para tunisiano.Já a vice mundial Valéria Kumizaki caiu logo na estreia dos 55kg para turca.

– Na 3ª etapa do circuito mundial feminino de surfe, Silvana Lima ficou em 9º lugar no Rip Curl Pro, na Austrália. Ela está em 14º no geral após 3 das 10 etapas.

Mundial de Ciclismo Pista – Dia 2

Mais 4 finais nesta quinta-feira, 4 países diferentes no alto do pódio.

Keirin masculina

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A bela vantagem de Azizulhasni Awang (MAS)

Sem surpresas na 1ª rodada da Keirin. Nas semifinais, vitória do australiano Matthew Glaetzer e do colombiano Fabian Zapata. Por forçar um adversário a subir na pista, dois grandes favoritos foram relegado: o alemão Joachim Eilers, campeão mundial em 2016, e o francês François Pervis, campeão mundial em 2014 e 2015. Sem os últimos campeões na decisão, a vitória ficou com o malaio Azizulhasni Awang, bronze no Rio-2016 e nos dois últimos mundiais! Ele ficou quase 0s4 na frente do colombiano Zapata e o checo Tomas Babek completou o pódio.

Perseguição por Equipes masculina

A Austrália dominou a prova desde a qualificação, com o melhor tempo de 3:50.577, bem perto do recorde mundial britânico de 3:50.265, dos Jogos do Rio. Nas semifinais, melhor tempo novamente com 3:54.125 marcando duelo continental na final com a Nova Zelândia, que venceu sua bateria com 3:54.363. Na decisão, a Austrália começou bem, mas a Nova Zelândia assumiu a liderança no último quilometro, para perder para os australianos, que venceram pela 6ª vez nos últimos 8 Mundiais, com 3:51.503 contra 3:53.979 dos neozelandeses. Bronze pra equipe da Itália com 3:56.935 contra 3:58.566 dos britânicos.

Perseguição por Equipes feminina

As americanas repetiram no feminino o feita da equipe australiana no masculino. A equipe americana contou com 3 das 4 atletas prata no Rio-2016 e sem a espetacular Sarah Hammer. Melhor tempo na quali de 4:17.722, nas baterias da 1ª rodada com 4:18.716 e na decisão derrotou a Austrália com 4:19.413 contra 4:19.830 das australianas. A Nova Zelândia ficou com o bronze com 4:21.778, quase 5s melhor que a Itália.

Scratch masculina

Numa prova de 60 voltas (15km) e com todos os 23 competidores na mesma volta, o polonês Adrian Teklinski venceu após 17min30s. A prata foi pro alemão Lucas Liss, campeão dessa prova em 2015, e o bronze ficou com o britânico Christopher Latham.

Mundial de Ciclismo Pista – Dia 1

O 2º Mundial do ano de esportes olímpicos de verão (o 1º foi o de handebol masculino) começou nesta quarta-feira em Hong Kong. Na 1ª grande competição após os Jogos do Rio, o Mundial de ciclismo de pista está um pouco esvaziado. Será o 1º com a ausência da grande australiana Anna Meares, dona de 26 medalhas em Mundiais (11O-9P-6B) e 6 olímpicas (2O-1P-3B), que se aposentou após os Jogos. A Grã-Bretanha enviou uma equipe nova pra competição, sem seus principais nomes como Jason Kenny e Laura Trott. Dos 16 atletas campeões olímpicos em 2016, apenas 3 estarão neste Mundial: as britânicas Katie Archibald e Elinor Baker (perseguição por equipes) e a alemã Kristina Vogel (sprint individual). Ainda assim, é um mundial e conta com muitos medalhistas olímpicos e mundiais. Será o 1º Mundial com a disputa da Madison feminina e a prova de Omnium será testada de verdade com o novo formato em apenas um dia.

Gideoni Monteiro não disputou as etapas da Copa do Mundo e caiu muito no ranking mundial da Omnium, não se classificando para o Mundial.

Sprint por Equipes masculino

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Equipe da NZL

Sem os melhores britânicos, a Nova Zelândia aproveitou para faturar mais uma vez o ouro. Com a equipe vice olímpica no Rio formada por Ethan Mitchell, Sam Webster e Eddie Dawkins, a Nova Zelândia fez o melhor tempo na qualificação com 43.267 contra 43.390 da França e 43.416 dos britânicos. Na 1ª rodada, também marcaram o melhor tempo com 43.183, classificando-se para a final contra a equipe da Holanda, com 43.481, que venceu os britânicos. Na final, os neozelandeses lideraram desde o início para vencer com 44.049 contra 44.382 da Holanda. Foi o 3º título mundial desta mesma equipe em 4 edições e o 6º pódio seguido em Mundiais. O bronze foi pra França, que venceu a Polônia na disputa do 3º lugar por 43.536 a 43.698.

Sprint por Equipes feminino

Tricampeãs mundiais, a dupla alemã Kristina Vogel e Miriam Welte fizeram o melhor tempo na quali com 32.356, seguidas da Austrália com 32.785 e da Rússia com 32.962. Sem a dupla campeã olímpica, a China foi 4ª com 33.428. Na 1ª rodada, a Rússia venceu a sua bateria com o melhor tempo da rodada de 32.456 e se classificou pra final contra a Austrália, com 32.570. A dupla alemã venceu sua bateria, mas com apenas o 3º tempo e foi disputar o bronze com a China. Na decisão, as russas Daria Shmeleva e Anastasiia Voinova repetiram o ouro do último mundial ao vencer a dupla australiana com 32.520 a 32.649. Welte e Vogel conquistaram o bronze pra Alemanha.

Scratch feminino

Na prova de 10km, a vitória ficou com a italiana Rachele Barbieri, ao completar as 40 voltas em 12min18s. Ela e outras 5 ciclistas conseguiram dar uma volta no resto do pelotão. No sprint final, Barbieri cruzou na frente seguida da britânica Elinor Barker e da belga Jolien D’Hoore, bronze olímpica na Omnium. Decepção com o 4º lugar da americana Sarah Hammer.