Beatriz Souza salva a pátria e acirra a briga pela vaga olímpica

Que medalhar no Grand Slam de Osaka seria muito difícil, isso todo mundo já sabia. São 4 japoneses em cada chave, em casa, além de muitos grandes nomes na disputa.

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Beatriz Souza. Foto: IJF

O Brasil não enviou sua equipe completa, mas contou com grandes nomes como Mayra Aguiar, Rafael Silva, Maria Suelen Altheman e Beatriz Souza. E a única medalha brasileira veio com a última da lista.

Não só a Bia medalhou, como ela venceu por ippon nas 4as ninguém menos que Sarah Asahina, a japonesa campeã mundial em 2018. Na semifinal, levou um ippon da fortíssima cubana Idalys Ortiz em apenas 50s, mas voltou na disputa do bronze para vencer a francesa Julia Tolofua e terminar em 3º. Já Maria Suelen caiu nas 8as para outra japonesa, Wakaba Tomita. Com o bronze, Bia subiu para o 5º lugar no ranking olímpico, a apenas 70 pontos atrás de Maria Suelen, 4ª colocada. Isso vai dar uma dor de cabeça pra CBJ…

Larissa Pimenta chegou à disputa do bronze nos 52kg, perdendo para a japonesa Chishima Maeda. Rafael Silva também chegou às 4as, perdendo para o japonês Daigo Kagawa e na repescagem para o também japonês Kokoro Kageura. Nenhum outro brasileiro chegou às disputas de medalha. Até Mayra Aguiar caiu cedo, na estreia para a japonesa Rinoko Wada.

O Japão, aliás, destruiu tudo, como esperado, vencendo 11 das 14 categorias, fazendo pódio completo nos 66kg masculino e 63kg feminino e conquistando 34 das 56 medalhas possíveis!

A seleção brasileira segue agora para Qingdao, na China, onde disputa o Masters, de 12 a 14 de dezembro.

Mundial de Judô – Dia 7

Brasil coloca 4 judocas nas finais, mas sai sem medalhas no último dia de disputas individuais em Tóquio.

+78kg feminino

Em seu 2º Mundial, Beatriz Souza começou voando. Precisou de apenas 33s para dar ippon em americana e 1min14s para imobilizar húngara. nas 4as, pegou a temida cubana Idalys Ortiz. Bia já venceu a cubana 3 vezes na carreira, mas dessa vez acabou sendo imobilizada no finzinho da luta. Maria Suelen Altheman conseguiu vencer giagnte chinesa na 1ª luta, depois passou por porto-riquenha e venceu a azeri Iryna Kindzerska nas 4as. Mas na semifinal pegou Ortiz, que nunca perdeu pra brasileira. Não só está invicta como tem um retrospecto pelo circuito da IJF de 16 vitórias!

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Pódio do +78kg. Foto: IJF

Suelen começou bem, tentando causar shidos na cubana, mas acabou se perdendo ao levar um shido bem questionável e levou um wazaari com 30s de golden score. Bia venceu na repescagem Kindzerska e pegou na disputa do bronze a turca Kayra Sayit. Logo no início da luta, Sayit caiu sobre o joelho da brasileira, que sentiu muito e mal conseguia se levantar. Ela tentou lutar, quase aplicou 2 golpes, mas, chorando muito, acabou perdendo de maneira dura. Suelen não teve sorte e pegou na disputa do bronze a campeã mundial de 2018, a japonesa Sarah Asahina, que dominou por completo a brasileira.

Na decisão, a outra japonesa, Akira Sona, de 19 anos, soube segurar Idalys Ortiz e se tornar a campeã mais jovem da história nesta categoria. Sona tinha 2 shidos contra 1 da cubana no golden score e não deixava Ortiz atacar. Ela acabou levando o 2º shido e, com 4 min de golden score, o 3º e foi eliminada com hansokumake. Foi apenas o 2º ouro japonês no feminino no Mundial, apesar de terem colocado judocas em 6 das 7 finais.

+100kg masculino

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Lucas Krpalek (CZE). Foto: IJF

Dono de 2 medalhas olímpicas, Rafael Silva venceu bósnio e romeno, mas acabou derrotado nas 4as para o japonês Hosayoshi Harasawa por hansokumake. David Moura também venceu duas lutas sobre saudita e esloveno, mas acabou eliminado pelo jovem sul-coreano Kim Min-jeong de 18 anos. Ambos foram pra repescagem contra holandeses. Rafael venceu o forte Henk Grol com um belo ippon, mas David foi superado por Roy Meyer. Na disputa do bronze, Rafael pegou o sul-coreano e seguia impassível com os ataques do coreano. Rafael vinha muito bem e se encaminhava para o bronze, quando tentou dar o ippon, mas meio que caiu para trás e levou o ippon do coreano.

Na final, o checo campeão olímpico no Rio na categoria abaixo (até 100kg) Lukas Krpalek pegou o japonês Hisayoshi Harasawa, prata no Rio-2016. Krpalek venceu todas as suas lutas por ippon, normalmente no ne-waza, a luta de solo. Na final, segurou o japonês, que não conseguia imprimir um ataque e foi levando até a prorrogação. Com preparo físico melhor, Krpalek atacava antes até forçar o 3º shido pro japonês e levar o ouro com quase 4min de golden score.

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Final

E o Pan chegou ao fim nesse último domingo com mais algumas medalhas pro Brasil, um ouro inédito pro Paraguai e a melhor campanha brasileira da história!

Judô

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Mayra Aguiar. Foto: COB

O único ouro brasileiro no último dia do Pan veio com a campeã mundial Mayra Aguiar, na categoria 78kg. Ela venceu nas 4as americana por ippon com 1min22s  precisou de apenas 27s na semifinal contra venezuelana. Na final contra a cubana Kaliema Antomarchi, Mayra teve dificuldades, precisando ir até o golden score, onde, após 2min10s, finalmente conseguiu o ippon e o ouro que nunca tinha conquistado.

Beatriz Souza foi surpreendida na semifinal dos +78kg feminino por venezuelana. Favorita, a brasileira desapareceu da luta e perdeu. Na disputa do bronze, venceu nicaraguense por ippon. David Moura também foi bronze no +100kg, após levar ippon no golden score do cubano Andy Granda na semifinal, mas vencendo por ippon o americano Ajax Tadehara na disputa do bronze.

Karatê

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Douglas Brose. Foto: COB

Duas finais e duas pratas. Hernani Venâncio virou luta na semifinal contra guatemalteca por 4-2, mas na decisão perdeu pro americano Thomas Scott nos 75kg. Favorito ao ouro, o bicampeão mundial Douglas Brose sobrou na semifinal com 8-4 em venezuelano, mas foi superado por 2-0 pelo chileno Joaquin Gonzalez na decisão dos 60kg. Esta foi a última medalha do Time Brasil em Lima. Outro favorito era Vinicius Figueira, que caiu na semifinal dos 67kg por 7-4 para o chileno Camilo Velozo.

Tiro com Arco

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Marcus Vinícius D’Almeida. Foto: COB

Marcus Vinícius D’Almeida e Bernardo Oliveira se enfrentaram na semifinal individual, já garantindo Brasil na final. Mais cedo, tivemos a vitória dos Estados Unidos nas duplas mistas com 5-3 sobre a Colômbia. O título das mistas dava uma vaga olímpica no masculino e uma no feminino pro país campeão, só que os EUA já tinham uma vaga no masculino conquistada no Mundial e essa vaga foi realocada pro torneio individual, que agora distribuiria duas. Ou seja, independente do resultado, o Brasil já tinha uma vaga para Tóquio.

Em um belo duelo, Marcus venceu Bernardo por 7-3 e se garantiu na final, a 1ª do Brasil na história do Pan. Na disputa do bronze, Bernardo não fez uma boa prova, falhando geralmente na 3ª flecha dos sets e perdeu pro canadense Eric Peters por 7-1. Na decisão, Marcus Vinícius até atirou bem, mas o canadense Crispin Duenas foi levemente melhor. Nos dois primeiros sets fez 29-28 e abriu 4-0. O brasileiro fez 28-26 e diminuiu para 4-2, mas nos dois sets seguintes empataram em 28-28 e o ouro foi pro canadense por 6-4. A mexicana Alejandra Valencia foi ouro no feminino com 7-3 na final sobre a americana Khatuna Lorig.

Outros Esportes

Dois ouros equatorianos nas Marchas de 50km. Claudio Villanueva venceu no masculino com 3:50:01, enquanto Caio Bonfim acabou em 4º com 3:57:54. Apenas 5 homens terminaram a prova. No feminino, vitória de Johana Ordñez com 4:11:12. Viviane Lyra foi 4ª com novo recorde brasileiro 4:22:46.

Fabrizio Zanotti fez história ao vencer o 1º ouro paraguaio na história dos Pans. Ele, o guatemalteca Jose Manuel Toledo e o chileno Guillermo Pereira empataram com 269 tacadas no total, mas Zanotti se saiu melhor no desempate para vencer. A americana Emilia Migliaccio foi ouro no feminino com 276 tacadas com a paraguaia Julieta Granada em 2º com 280. Por equipes, ouro pro time americano com 544, seguido do Paraguai com 549.

A americana Hannah Roberts foi ouro no BMX Freestyle com 86,67 em sua melhor passagem. No masculino, ouro pro venezuelano Daniel Dhers com 88,50 pontos.

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
Dia 6 0 2 5 7
Dia 7 3 2 1 6
Dia 8 0 0 3 3
Dia 9 7 2 7 16
Dia 10 1 2 3 6
Dia 11 4 4 2 9
Dia 12 4 4 6 14
Dia 13 5 2 6 13
Dia 14 10 8 9 27
Dia 15 8 5 9 22
Dia 16 1 3 3 7
TOTAL 55 45 71 171

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Natação 11 9 12 32
Atletismo 6 6 4 16
Vela 5 2 2 9
Judô 5 1 4 10
Ginástica Artística 4 4 3 11
Canoagem Slalom 4 0 1 5
Taekwondo 2 2 3 7
Tênis de Mesa 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Hipismo 2 1 2 5
Surfe 2 1 1 4
Boxe 1 3 2 5
Karatê 1 2 4 7
Ginástica Rítmica 1 1 3 5
Badminton 1 0 4 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Tênis 1 0 1 1
Handebol 1 0 1 2
Basquete 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 4 2 6
Esgrima 0 1 2 3
Lutas 0 1 2 3
Remo 0 1 2 3
Boliche 0 1 0 1
Tiro com Arco 0 1 0 1
Pólo Aquático 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Pelota Basca 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 1 1
Saltos Ornamentais 0 0 1 1
Vôlei 0 0 1 1
TOTAL 55 45 71 171

Brasil vence Pan de Judô

O Brasil saiu como campeã do Pan-Americano de Judô, disputado de quinta a domingo em Lima, uma boa prévia para os Jogos Pan-Americanos.

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Brasil com o ouro por equipes. Foto: CBJ

No 1º dia de disputas, começamos colocando judocas nas 5 finais disputadas, vencendo dois ouros com Daniel Cargnin nos 66kg sobre peruano e Larissa Pimenta nos 52kg sobre americana. Dois bons nomes da nova geração. Perderam na decisão Eric Takabatake (60kg) para equatoriano, Nathalia Brígida (48kg) para a argentina campeã olímpica Paula Pareto e a campeã olímpica Rafaela Silva (57kg) para a canadense Christa Deguchi. Sarah Menezes ainda foi bronze nos 52kg.

Na sexta-feira, um total desastre. Apenas Maria Portela chegou à decisão, perdendo pra porto-riquenha Maria Perez nos 70kg. Portela tinha um waza-ari de vantagem, bobeou e levou um ippon no último segundo de luta! Eduardo Santos com  bronze nos 81kg foi a única outra medalha brasileira no dia. Nos 73kg masculino e 63kg feminino, participações péssimas do Brasil, nas que talvez sejam nossas piores categorias hoje.

No sábado, o Brasil novamente colocou judocas nas 5 finais! Mayra Aguiar sobrou na competição dos 78kg, faturando seu 5º título continental ao derrotar na decisão a cubana Kaliema Antomarchi. No +78kg, Maria Suelen Altheman perdeu pela 16ª na carreira para a cubana Idalys Ortiz na decisão. Ortiz faturou seu 10º título continental nesta categoria, além de 2 ouros em Jogos Pan-Americanos. Beatriz Souza foi bronze no +78kg. Entre os homens, Rafael Silva venceu David Moura na decisão brasileira do +100kg, enquanto Rafael Macedo foi prata nos 90kg perdendo pra cubano e Leonardo Gonçalves também foi prata nos 100kg, sendo derrotado pelo canadense Shady El Nahas.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil disputou a final contra Cuba. A decisão com David Lima perdendo, Maria Portela vencendo e Rafael Macedo perdendo. Com 2-1 para Cuba, Beatriz Souza entrou para lutar contra a temida Idalys Ortiz, que nada fez na luta, levando 3 shidos e sendo eliminada. Rafael Silva venceu e o Brasil virava para 3-2, só que numa luta polêmica, Rafaela Silva deu um chute na cubana que estava no chão, revidando um chute que havia levado antes, e foi desclassificada. Com isso, a disputa precisava ir ao desempate. A categoria sorteada pro desempate foi a mais pesada feminina e Beatriz e Ortiz voltaram ao tatami. Novamente Bia segurou a cubana, que levou mais uma vez 3 shidos e foi eliminada, dando o ouro pro Brasil!

Este Pan foi muito importante para dar pontos para vários judocas, já que o torneio continental distribui 700 pontos pro campeão no ranking na corrida olímpica. No momento, o Brasil levaria 14 judocas para Tóquio, mas nos 73kg masculino a vaga viria pela quota continental! Nas outras 13 categorias, vagas diretas.

Tem muita coisa pra rolar até o ranking de maior de 2020 e nossos maiores problemas hoje são, com certeza, os 73kg masculino e os 63kg feminino.

O próximo desafio da equipe brasileira será no forte Grand Slam de Baku, em 2 semanas.

Momento delicado no judô

Depois de zerar no Grand Slam de Paris na semana passada, a equipe feminina foi completa para o Aberto Europeu de Oberwart, na Áustria. Uma competição de nível técnico bem mais baixo, seria uma ótima oportunidade de medalhar e ganhar ritmo de luta, apesar do torneio não oferecer muitos pontos pro ranking mundial.

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Foto: CBJ

As medalhas vieram, mas nenhum ouro. Rafaela Silva e Mayra Aguiar chegaram à final de suas categorias, mas as duas perderam. A nossa campeã olímpica perdeu para a polonesa Anna Borowska por ippon. Já Mayra foi eliminada por hansokumake (3 shidos) contra a austríaca Bernadette Graf.

Foram outros 4 bronzes: Larissa Pimenta (52kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Suelen Altheman (+78kg) e Beatriz Souza (+78kg). Nathalia Brígida (48kg) e Samanta Soares (78kg) perderam as disputas de bronze e terminaram em 5º.

6 medalhas foi bom, mas um pouco abaixo devido ao baixo nível da competição. A equipe segue agora para Düsseldorf onde compete em mais um Grand Slam ao lado da equipe masculina.

Zerado no 1º Grand Slam de Judô do ano

Brasil saiu zerado no 1º Grand Slam do ano no judô, em Paris. Mesmo contando com a equipe feminina completa.

A CBJ mandou 14 judocas, 2 por categoria, mas a única que chegou a brigar por medalha foi a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, perdendo o bronze para sul-coreana nos 57kg.

A competição marcou o retorno de Mayra Aguiar, que não esteve no Masters em dezembro na China. Mas Mayra perdeu logo na sua luta de estreia contra chinesa. Também caíram na estreia Tamires Crude (57kg), Ketleyn Quadros (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Maria Portela (70kg), Ellen Santana (70kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Ao todo as brasileiras fizeram 28 lutas, vencendo apenas 11 (39,3%). Mas o que chamou muito a atenção foi a quantidade de shidos levados pelas brasileiras. Foram 44 em 28 lutas, uma média de 1,57 por luta. Nada menos que 7 judocas perderam uma luta por hansokumake, que é quando um judoca é eliminado após levar 3 shidos.

Lógico que o Brasil tem que participar dessas competições fortes, mas não sei se a tática da CBJ está tão boa. Eles enviam os nossos melhores judocas para as principais competições, que costumam ter chaves muito fortes, com muitos japoneses e os brasileiros caem às vezes muito cedo, conquistando poucos pontos pro ranking mundial. A equipe principal fica de fora dos torneios mais fracos como os GPs e o Pan e acaba perdendo boas chances de pontuar. Aí num Grand Slam ou Mundial não é cabeça de chave e pode pegar logo na estreia uma pedreira.

Ainda é cedo para falar qualquer coisa, pois foi apenas a 1ª competição do ano pra maioria, mas já acendeu a luz amarela.

A equipe feminina segue agora pra Áustria, onde disputa essa semana o Aberto Europeu de Oberwart. Ótima chance de pontuar. 13 das 14 brasileiras serão cabeças de chave.

5 medalhas no Mundial Jr de Judô

O Brasil conquistou 5 medalhas no Mundial Jr de Judô, disputado desde quarta-feira, em Nassau, nas Bahamas.

Apesar de não ter conquistado nenhum ouro, a equipe brasileira fez uma boa campanha na capital das Bahamas com 5 medalhas.

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Michael Marcelino no pódio dos 66kg. Foto: IJF

Nas chaves individuais, foram 2 pratas e 2 bronzes. Michael Marcelino, nos 66kg chegou até a final e perdeu pro italiano Manuel Lombardo por ippon. No acima de 78kg feminino, Beatriz Souza, que disputou o Mundial adulto, perdeu a final pra japonesa Hikaru Kodama também por ippon, só que por imobilização faltando 35s pro fim da luta, e ficou com a prata.

Os bronzes vieram com Renan Torres nos 60kg masculino e com Amanda Arraes nos 44kg feminino. Ellen Santana (70kg) e Camila Ponce (78kg) perderam a disputa do bronze e terminaram em 5º. Além deles, Guilherme Schmidt (81kg), Lucas Lima (100kg), Laura Ferreira (48kg) e Luiza Cruz (+78kg) perderam na 4as e na repescagem e terminaram em 7º. Com isso, o Brasil colocou 10 dos seus 20 judocas entre os 8 melhores do mundo em suas categorias no Sub21.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil fez uma disputa espetacular e muito tensa contra a Rússia pelas 4as. Perdeu os 4 combates no masculino e venceu os 4 no feminino. No desempate, a  categoria escolhida foi os 48kg feminino e Laura Ferreira venceu novamente Diana Tunian numa luta muito travada. Na semifinal, o Brasil fez 5-1 no Cazaquistão, garantindo a vaga na final contra o imbatível Japão. Na decisão, Lucas Lima venceu na abertura, mas o Brasil levou a virada e perdeu de 5-1, ficando com mais uma prata.

Neste ciclo olímpico já são 38 medalhas em Mundiais de base (10O-12P-16B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Prata – Michael Marcelino – Judô 66kg Sub21 (out/18)
Prata – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/18)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub21 (out/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)
Bronze – Luiz Oliveria – Boxe 52kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Rebeca Santos – Boxe 60kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub21 (out/18)
Bronze – Renan Torres – Judô 60kg Sub21 (out/18)

Duas medalhas no Jr de Judô

Mais duas medalhas pro Brasil no Mundial Jr (Sub21) de judô, disputado na semana passada na Croácia. Com isso, o país encerra os Mundiais de Judô de 2017 com pelo menos um ouro em todas as categorias. Vale lembrar que ainda teremos o Mundial Open no Marrocos, sem brasileiros.

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Daniel Cargnin no pódio. Foto: IJF

O grande destaque foi do número 1 do mundo na categoria Jr até 66kg, Daniel Cargnin. O brasileiro comprovou o favoritismo e venceu suas 5 lutas para faturar o ouro. Teve grande dificuldade na semifinal contra o georgiano Bagrati Niniashvili, vencendo apenas no golden score após shido para o adversário. Na decisão, Cargnin derrotou por waza-ari o uzbeque Artyom Shturbabin para ficar com o ouro. No último mundial jr, em 2015, ele havia ficado com o bronze.

A única outra medalha veio no sábado com Beatriz Souza, no Acima de 78kg. Bronze no Mundial cadete em 2015, Beatriz, que também foi prata por equipes no Mundial adulto em agosto, perdeu nas 4as para japonesa, mas depois venceu georgiana e polonesa na disputa de bronze por hansokumake. O Brasil conseguiu ainda 4 quintos lugares: Robson Penna (60kg), David Lima (73kg), Laura Ferreira (44kg) e Ellen Santana (70kg). E um 7º lugar com Arthur Barboza (+100kg). Ellen conseguiu um fato raro, ao derrotar uma japonesa nas 4as, mas perdeu duas seguidas na semi e na disputa do bronze e ficou sem medalha. Por equipe, o Brasil caiu log0 na estreia por 5-4 para a França.

Assim, o Brasil chega a 22 medalhas na base neste ciclo olímpico (8O-6P-8B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)