Prata na vela e Brasil já perto de superar 2015

2013 foi o melhor ano da história pro esporte olímpico brasileiro, com 27 medalhas em Mundiais ou equivalente e é praticamente impossível superar este feito.

Mas 2017 vem conquistando bons resultados e o Brasil tem tudo para superar a performance de 2015, o ano pré-olímpico, quando chovia dinheiro pro esporte e país conquistou 18 pódios em provas olímpicas. Neste ano, já somamos 15 medalhas em provas olímpicas em Mundiais ou competições equivalente e o número tem tudo para aumentar.

49er & 49erFX World Championship, Porto 2017

Martine Grael e Kahena Kunze

Campeãs olímpicas e hoje os grandes nomes da vela brasileira, Martine Grael e Kahena Kunze mais uma vez subiram ao pódio no Mundial da classe 49erFX. Ambas com 26 anos, a dupla ficou com a prata no Mundial disputado em Portugal com 39 pontos perdidos após 15 regatas contra 30 das campeãs Jena Mai Hansen/Katja Salskov-Iversen da Dinamarca. As neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech foram bronze. No Rio-2016, essas mesmas 6 velejadoras estavam no pódio, mas em ordem diferente: Brasil, Nova Zelândia, Dinamarca. Em 5 Mundiais da classe, Martine e Kahena subiram ao pódio em 4 oportunidades e tem 1 ouro e 3 pratas.

Ainda restam no ano os mundiais de ginástica artística, handebol feminino, algumas classes da vela, levantamento de peso, skate e surfe que podem dar mais medalhas ao Brasil. Futebol feminino, tiro, boxe feminino e caratê não tem Mundiais em anos pares.

Após a 49erFX e o Mundial de Judô, o Brasil chega a 15 medalhas em Mundiais em 2017, sendo 3 ouros, 6 pratas e 6 bronzes:
Ouro – Mayra Aguiar – Judô 78kg
Ouro – Evandro/André – Vôlei de Praia
Ouro – Vôlei feminino (Grand Prix)
Prata – David Moura – Judô +100kg
Prata – Equipe mista – Judô
Prata – Bruno Fratus – 50m livre
Prata – Revezamento 4x100m livre masculino – Natação
Prata – Vôlei masculino (Liga Mundial)
Prata – Martine Grael/Kahena Kunze – Vela 49erFX
Bronze – Érika Miranda – Judô 57kg
Bronze – Rafael Silva – Judô +100kg
Bronze – Ana Marcela Cunha – Maratona Aquática 10km
Bronze – Caio Bonfim – Marcha 20km
Bronze – Isaquias Queiroz – C-1 1.000m
Bronze – Larissa/Talita – Vôlei de Praia

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Resumo olímpico da semana

Vela

2017 World Cup Series Hyères

Martine Grael e Kahena Kunze

Martine Grael e Kahena Kunze dominaram a Copa do Mundo de Hyeres, na França. As campeãs olímpicas somaram 34 pontos com um descarte após 13 regatas, bem a frente da dupla alemã, com 50 pontos, 2ª colocada. Foi a 3ª competição delas este ano e a 3ª vitória.

Fora ainda dois quintos lugares, com Jorge Zarif na Finn e Patrícia Freitas na RSX. Ambos venceram duas regatas cada, mas pecaram feio em outras.

Atletismo

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Jefferson Santos

Seis brasileiros foram disputar o Multistars, tradicional competição de provas combinadas em Firenze, na Itália. Sem grandes adversários, os brasileiros foram bem. O destaque foi Jefferson Santos, que terminou o 1º dia na liderança do decatlo e venceu a prova ao somar bons 7.728 pontos. Além de bater seu recorde pessoal no decatlo, fez a melhor prova da vida em 7 provas!

No feminino, Tamara de Sousa terminou o 1º dia na frente com 39 pontos de vantagem. Mas ela tem um tradicional 2º dia ruim, enquanto a colombiana Evelis Aguilar fez 3 excelente provas para vencer com 6.228. Tamara acabou na 3ª colocação com 5.866 pontos e Vanessa Chefer, que venceu esta prova no ano passado com 6.100 pontos, acabou em 4º com 5.808, indo mal no peso e no dardo.

Boxe

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Beatriz Ferreira após vencer na semifinal

Beatriz Ferreira foi o destaque brasileiro no Belgrado Winner, competição tradicional na Sérvia, em sua primeira competição internacional. A jovem atleta venceu suas 3 lutas na categoria 60kg, passando por belga após o árbitro parar o combate, depois venceu por 5-0 escocesa e, na final, passou pela polonesa Aneta Rygielska para ficar com o ouro. Beatriz é uma das grandes revelações do boxe feminino brasileiro e mostrou nessa competição que tem tudo para brilhar.

Foram ainda outras 4 medalhas de bronze, com Graziele de Jesus (51kg), Joedison Teixeira (64kg), Jhonatan Soreas (69kg) e Juan Nogueira (91kg).

Outros Esportes

Darlan Romani venceu prova de arremesso de peso nos EUA com 20,93m finalmente conquistando o índice pro Mundial de Londres, ficando a 9cm do seu recorde brasileiro.

– Na copa Europeia Cadete de judô em Berlim, equipe brasileira com 3 ouros, todos no feminino: Laura Ferreira (44kg), Gabriella Moraes (63kg) e Luiza Cruz (+70kg). Teve ainda uma única prata no masculino com Willian Lima (60kg).

Adilson da Silva ficou em 4º lugar e torneio de golfe na Zâmbia válido pelo Sunshine Tour com 277 tacadas, a 4 do campeão. Ele ganhou 4,2 pontos pro ranking, subindo 48 posições para 322º.

– No torneio Superpraia em Niterói, Ágatha e Duda levaram o título no feminino com 21-17 21-14 an final sobre Maria Elisa/Carol. No masculino, os campeões olímpicos Alison/Bruno Schmidt levaram o tetra com 21-19 22-20 sobre Álvaro Filho/Saymon.

Raiza Goulão venceu prova de mountain bike na Espanha, em Arnedo. Ela completou o percurso em 1:18:18, mesmo tempo da espanhola Rocio Martinez, em 2º lugar.

Flávia Oliveira foi 40ª colocada no Festival Elsy Jacobs, prova de 3 etapas em Luxemburgo, ficando a 5:48 da campeã.

Luisa Baptista venceu Copa Americana de triatlo em Salinas, no Equador. Ela completou a distância olímpica em 2:06:05, mais de 1min15s na frente da 2ª colocada. No masculino, Manoel Messias foi 4º colocado.

Ana Beatriz Bulcão foi a única brasileira na Copa do Mundo de florete feminino em Tauberbischofsheim, na Alemanha, ficando em 91º lugar entre 155 competidoras.

– A CBG convocou 10 atletas para a seleção brasileira de ginástica rítmica de conjunto, sendo apenas 2 remanescentes da equipe 9ª colocada nos Jogos do Rio: Francielly Machado e Jéssica Maier.

Semana ruim da vela, mas de olho no futuro

O Brasil passou em branco no Troféu Princesa Sofia, na Espanha. Com um misto de nomes novos e antigos: foram apenas 4 Top-10.

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Os melhores resultados foram os oitavos lugares de Jorge Zarif na Finn e Geison Mendes/Gustavo Thiesen na 470. Na Nacra 17, João Bulhões e Gabriela Nicolino ficaram em 9º e na 49er Carlos Robles e Marco Grael terminaram em 10º.

Robert Scheidt e Gabriel Borges ficaram em 11º, mas estão ensaiando uma melhora. Eles fizeram uma competição bem irregular, alternando entre boas e ruins regatas, incluindo dois terceiros lugares. Ainda é cedo pra saber se a dupla vingará na classe, mas vemos uma evolução de prova a prova. Scheidt já afirmou que se só seguirá o ciclo todo caso a dupla se torne realmente competitiva.

Apesar da ausência de nomes fortes na classe, foi interessante este 9º lugar na Classe Nacra 17 para uma dupla jovem. O resto da equipe, recheada de nomes desconhecidos do grande público, obteve resultados bem fracos.

Ainda assim, as melhores apostas pro novo ciclo olímpico são as mulheres. Kahena Kunze e Martine Grael só competiram uma vez desde os Jogos do Rio e venceram, em Miami. Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan decepcionaram nos Jogos na 470, mas ainda assim são uma excelente aposta. Jorge Zarif tem evoluído e pode ser a maior chance masculina em 2020. Robert Scheidt ainda é uma incógnita. E dificilmente surgirá um novo nome de força.

Agora a seleção de vela muda o foco para a próxima etapa da Copa do Mundo, em Hyeres, na França, que deve contar com equipe completa, incluindo as campeãs olímpicas Kahena Kunze e Martine Grael.

Resumo da semana passada

Vela

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Martine Grael e Kahena Kunze

Miami recebeu a 1ª etapa da Copa do Mundo de vela, com poucos nomes fortes da modalidade. Com uma equipe de nomes consagrados e apostas pro futuro, o Brasil venceu duas classes. As campeã olímpicas Martine Grael/Kahena Kunze fizeram uma competição excelente. Venceram 3 das 13 regatas (incluindo a regata da medalha) e ficaram com o ouro com apenas 35 pontos perdidos contra 56 de dupla norueguesa, que ficou em 14º no Rio-2016. Na Classe Finn, Jorge Zarif foi quase perfeito. O paulista 4º nos Jogos do Rio venceu 6 das 11 regatas e tinha tanta vantagem que bastava não ser desclassificado na regata da medalha para ficar com o ouro. Ele somou apenas 23 pontos contra 51 do britânico Ben Cornish.

Em sua primeira competição importante juntos, Robert Scheidt e Gabriel Borges alternaram regatas médias com regatas ruins e ficaram em 16º na 49er entre 26 barcos. A dupla está em fase de adaptação, importante principalmente pro nosso bicampeão olímpico, que acaba de fazer um ciclo na Laser, que é muito diferente da 49er. Henrique Haddad/Breno Abdulklech ficaram em 9º na 49er e Bruno Fontes foi 10º na Laser.

Atletismo

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Thiago Braz. Foto: Jean-Pierre Durand

Em sua primeira prova no ano, o campeão olímpico Thiago Braz venceu no sábado à noite o meeting indoor de Rouen, com 5,86m. Competindo contra os grandes nomes da prova, Thiago deixou para trás o grego Kontadinos Filippidis, 2º com 5,70m, o canadense campeão mundial Shawn Barber em 5º.

Vindo de uma contusão no quadriceps, o francês Renaud Lavillenie decepcionou e foi apenas 7º com 5,50m. Thiago e Lavillenie voltam a se enfrentar no fim de semana em outra prova indoor na França.

Outros Esportes

– Por conta da suspensão basquete brasileiro pela FIBA, o Brasil foi excluído do Mundial Sub19 feminino, que será disputado no final de julho.

Gabriela Cecchini foi 38ª na Copa do Mundo juvenil de florete em Mödling, perdendo na estreia da chave final por 15-13 para a polonesa Beata Zurowska. Em Aix-em-Provence, Pedro Marostega foi 60º na Copa do Mundo Juvenil de florete. Ele também chegou à chave final, mas perdeu na estreia por 15-10 para o americano Andrew Zheng.

Alexandre Rocha não passou pelo corte em torneio de golfe nas Bahamas válido pelo web.com Tour por uma tacada.

– Na Premier League de Paris de Karatê, Vinicius Filgueira perdeu nas 4as de final para atleta saudita na categoria 67kg por 4-1 e o Brasil ficou sem medalha. Única medalhista brasileira no último mundial, Valéria Kumizaki perdeu na 3ª luta para cazaque nos 55kg feminino.

Prévias Rio-2016 – Vela

RSX masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Dorian van Rijsselberghe (NED); Prata – Nick Dempsey (GBR); Bronze – Przemyslaw Miarczynski (POL)

Último Mundial (2016): Ouro – Piotr Myszka (POL); Prata – Dorian van Rijsselberghe (NED); Bronze – Kiran Badloe (NED)

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Dorian van Rijsselberge (NED)

Atual campeão olímpico, o holandês Dorian van Rijsselberge (1O) disputou 3 regatas no ano, vencendo duas e levando a prata na outra. Campeão mundial em 2011, ele também tem duas pratas e dois bronzes em mundiais. Sempre bem colocado, venceu o 1º evento-teste no Rio em 2014 e foi 8º no segundo. Outro grande concorrente é o polonês Piotr Myszka, bicampeão mundial em 2010 e neste ano. Este ano, ele também venceu a Copa do Mundo de Hyeres.

O britânico Nick Dempsey (1P-1B) é outro bem cotado pra prova, com uma prata e um bronze na Copa do Mundo este ano, além, claro, de duas medalhas olímpicas no currículo. Também de olho no francês Pierre Le Coq, campeão mundial em 2015, no grego Byron Kokkalanis e no chinês Wang Aichen.

E o Brasil? Ricardo Santos, o Bimba, é um bom nome pra prova, mesmo aos 36 anos. Indo para sua 5ª Olimpíada, Bimba foi campeão mundial em 2007 e está em boa fase. Foi ouro no Pan de 2015, prata na Final da Copa do Mundo de 2015 e tem pego vários top-10 em competições fortes. Lembrando que em 2004 ele tinha o ouro na mão, mas fracassou na última regata e ficou em 4ª, sem medalha.

Meu Pódio: Ouro – Dorian van Rijsselberge (NED); Prata – Nick Dempsey (GBR); Bronze – Wang Aichen (CHN)

Finn masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ben Ainslie (GBR); Prata – Jonas Hogh-Christensen (DEN); Bronze – Jonathan Lobert (FRA)

Último Mundial (2016): Ouro – Giles Scott (GBR); Prata – Jonas Hogh-Christensen (DEN); Bronze – Pieter-Jan Postma (NED)

A classe é historicamente dominado por britânicos. Os últimos 4 títulos olímpicos foram para britânicos e 6 dos últimos 7 mundiais também. Giles Scott segue nessa tradição que teve Ben Ainslie (4O-1P) como grande nome. Scott é o atual tricampeão mundial e mais que favorito pro ouro. De 2013 para cá ele disputou 18 provas. E venceu nada menos que 16! Nesse tempo foram 3 Mundiais e 7 Copas do Mundo. Ele só não venceu o Mundial de 2013, pois não o disputou.

Quem vai tentar quebrar esse favoritismo é o dinamarquês Jonas Hogh-Christensen (1P), prata em Londres e prata no último Mundial. Nenhum chega a ter um currículo tão expressivo como o britânico, então a briga será pelas outras medalhas. De olho também no holandês Pieter-Jan Postma, no francês Jonathan Lobert (1B), no croata tricampeão europeu Ivan Gaspic e no esloveno Vasilij Zbohgar.

E o Brasil? Jorge Zarif foi campeão mundial em 2013 na Estônia, mas depois disso sofreu muito para repetir um bom resultado. Com a perda de seu técnico espanhol, ele caiu muito de rendimento. Mas com a volta de Rafael Trujillo, Jorginho tem crescido. Venceu esse ano a etapa de Miami da Copa do Mundo e obteve alguns top-10, mas no Mundial foi apenas 17º. Em casa, pode surpreender e buscar um bom resultado, mas não acho que medalhe.

Meu Pódio: Ouro – Giles Scott (GBR); Prata – Jonathan Lobert (FRA); Bronze – Jonas Hogh-Christensen (DEN)

Laser masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tom Slingsby (AUS); Prata – Pavlos Kontides (CYP); Bronze – Rasmus Myrgren (SWE)

Último Mundial (2015): Ouro – Nick Thompson (GBR); Prata – Jean Baptiste Bernaz (FRA); Bronze – Rutger van Schaardenburg (NED)

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Nick Thompson (GBR)

É a maior categoria dos Jogos, com 46 barcos. Atual bicampeão mundial, o britânico Nick Thompson chega como grande favorito ao ouro. Vem de dois títulos seguidos este ano, o mundial em maio e a etapa britânica da Copa do Mundo em junho. Mas o maior nome da categoria é com certeza o brasileiro Robert Scheidt (2O-2P-1B).

Outros que vão brigar por medalha são o holandês Rutger van Schaardenburg, bronze no último mundial, o francês Jean Baptiste Bernaz, o cipriota prata em Londres Pavlos Kontides (1P), o croata Tonci Stipanovic, o alemão número 1 do mundo Philipp Buhl e o australiano Tom Burton.

E o Brasil? Maior atleta olímpico da história do Brasil com 5 medalhas, Robert Scheidt (2O-2P-1B) é um dos maiores velejadores do mundo e grande nome dos Jogos Olímpicos. Com nada menos que 9 títulos mundiais na classe Laser, o último em 2013, ele sempre se credencia a um pódio, ainda mais em casa. Este ano, venceu o brasileiro, a Copa do Mundo de Miami, foi prata no Princesa Sofia, mas no Mundial ficou apenas em 10º. Ainda assim, é muito cotado a um pódio, o seu 6º olímpico.

Meu Pódio: Ouro – Nick Thompson (GBR); Prata – Robert Scheidt (BRA); Bronze – Rutger van Schaardenburg (NED)

470 masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Mathew Belcher/Malcolm Page (AUS); Prata – Luke Patience/Stuart Bithell (GBR); Bronze – Lucas Calabrese/Juan de la Fuente (ARG)

Último Mundial (2016): Ouro – Sime Fantela/Igor Marenic (CRO); Prata – Paul Snow-Hansen/Daniel Wilcox (NZL); Bronze – Mathew Belcher/Will Ryan (AUS) e Sophian Bouvet/Jeremie Mion (FRA)

Os croatas Sime Fantela e Igor Marenic podem ter vencido o último mundial, mas ninguém tira o favoritismo dos australianos Mathew Belcher (1O) e William Ryan. A dupla foi tricampeã mundial seguida entre 2013 e 2015, mas Belcher já vinha de um outro tricampeonato mundial seguido, com Malcolm Page (2O). A tradição australiana na prova é enorme e tem tudo para levar o 3º ouro seguido da classe para o país.

Além dos croatas, que estiveram no pódio dos últimos 3 mundiais e lideram o ranking mundial, temos também os britânicos Luke Patience (1P) e Chris Grube, os gregos Panagiotis Mantis e Pavlos Kagialis e a dupla da Argentina bronze em Londres Lucas Calabrese (1B) e Juan de la Fuente (2B). Também brigam os barcos dos Estados Unidos, Espanha, Suécia e Nova Zelândia.

E o Brasil? Bruno Bethlem e Henrique Haddad passou longe dos pódios das competições que disputaram e tem chances mínimas de até mesmo pegar um top-10.

Meu Pódio: Ouro – Mathew Belcher/William Ryan (AUS); Prata – Luke Patience/Chris Grube (GBR); Bronze – Sime Fantela/Igor Marenic (CRO)

49er masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Nathan Outteridge/Iain Jensen (AUS); Prata – Peter Burling/Blair Tuke (NZL); Bronze – Allan Norregaard/Peter Lang (DEN)

Último Mundial (2015): Ouro – Peter Burling/Blair Tuke (NZL); Prata – Nico Delle Karth/Nikolaus Resch (AUT); Bronze – Dylan Fletcher-Scott/Alain Sign (GBR)

Os neozelandeses Peter Burling (1P) e Blair Tuke (1P) foram prata em Londres, mas após os Jogos, venceram os 4 Mundiais! A dupla veio de uma incrível sequencia de nada menos que 21 títulos seguidos até perder este mês no sul-americano da classe no Rio, em regata preparatória para os Jogos. Ainda assim, nada tira o favoritismo dos dois.

Os australianos Nathan Outteridge (1O) e Iain Jensen (1O) foram campeões mundiais em 209, 2011 e 2012, além de terem vencido o título olímpico em Londres. Eles que foram campeões desse sul-americano. De olho também nos austríacos Nico Delle-Karth e Nikolaus Resch, nos britânicos Dylan Fletcher e Alain Sign e nos dinamarqueses Jonas Warrer (1O) e Christian Lübeck.

E o Brasil? Gabriel Borges e Marco Grael defenderão o Brasil, mas tem poucas chances até mesmo de se classificarem para a Medal Race, o que significaria um Top-10.

Meu Pódio: Ouro – Peter Burling/Blair Tuke (NZL); Prata – Nathan Outteridge/Iain Jensen (AUS); Bronze – Jonas Warrer/Christia Lübeck (DEN)

RSX feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Marina Alabau (ESP); Prata – Tuuli Petäjä (FIN); Bronze – Zofia Klepacka (POL)

Último Mundial (2016): Ouro – Malgorzata Bialecka (POL); Prata – Bryony Shaw (GBR); Bronze – Lilin de Geus (NED)

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Peina Chen (CHN)

Muitos nomes bem fortes na prancha a vela feminina. Entre eles, a britânica Bryony Shaw, 3 vezes vice-mundial. Já falei dela aqui. Este ano ela venceu a Copa do Mundo de Miami, além das pratas no Mundial e na Copa do Mundo de Hyeres. A atual campeã olímpica é a espanhola Marina Alabau (1O), campeã mundial em 2009 e vice em 2014. Ela bateu na trave este ano, com o 4º lugar no Princesa Sofia e na etapa de Hyeres.

Outros bons nomes são da israelense Maayan Davidovich, a francesa campeã mundial em 2014 Charline Picon, a polonesa atual campeã mundial Malgorzata Bialecka, a holandesa Lilian de Geus, a chinesa Peina Chen e a italiana Flavia Tartaglini.

E o Brasil? Indo para sua 3ª Olimpíada, Patrícia Freitas também está em ótima fase. Foi bronze na Final da Copa do Mundo de 2015, que não tinha grandes nomes, foi 4ª este ano na etapa de Miami e bronze na etapa de Hyeres do ano passado. Nos dois últimos mundiais não foi bem, ficando abaixo do 15º lugar, mas pode conseguir um bom resultado no Rio. Leia-se um top-8, não medalha.

Meu Pódio: Ouro – Peina Chen (CHN); Prata – Bryony Shaw (GBR); Bronze – Charline Picon (FRA)

Laser radial feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Xu Lijia (CHN); Prata – Marit Bouwmeester (NED); Bronze – Evi Van Acker (BEL)

Último Mundial (2015): Ouro – Alison Young (GBR); Prata – Paige Railey (USA); Bronze – Anne-Marie Rindom (DEN)

Número 1 do mundo e vice em Londres, a holandesa Marit Bouwmeester (1P) está em uma temporada excelente. Em 6 provas disputadas, venceu 4, incluindo o Europeu e uma Copa do Mundo, mas no Mundial, ficou em 4º lugar. Campeã mundial em 2011 e 2014, é uma das favoritas. Campeã mundial em 2015 e bronze este ano, a dinamarquesa Anne-Marie Rindom foi bronze no Princesa Sofia este e é outro bom nome da prova.

Atual campeã mundial, a britânica Alison Young é outra boa pedida, assim como a americana Paige Railey, a belga Eva Van Acker e a lituana Gintare Scheidt, esposa de Robert Scheidt e campeã mundial em 2012. De olho também, claro, na chinesa Xu Lijia (1O-1B), campeã em Londres.

E o Brasil? Em uma das piores classes pro Brasil, Fernanda Decnop será a representante do país, mas em grandes chances de um bom resultado. Um top-15 já será bom para ela.

Meu Pódio: Ouro – Marit Bouwmeester (NED); Prata – Xu Lijia (CHN); Bronze – Paige Railey (USA)

470 feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jo Aleh/Olivia Powrie (NZL); Prata – Hannah Mills/Saskia Clark (GBR); Bronze – Lisa Westerhof/Lobke Berkhout (NED)

Último Mundial (2016): Ouro – Camille Lecointre/Helene Defrance (FRA); Prata – Jo Aleh/Olivia Powrie (NZL); Bronze – Lara Vadlau/Jolanta Ogar (AUT)

As austríaca Lara Vadlau e Jolanta Ogar foram campeãs mundiais em 2014 e 2015, além de subirem ao pódios das edições de 2013 e de 2016. Esse ano também foram campeãs europeias e sempre ficaram entre as melhores. Mas as neozelandesas Jo Aleh (1O) e Olivia Powrie (1O) vem do ouro em Londres, além do título mundial em 2013 e de duas pratas, em 2014 e 2016 e de vários pódios em Copas do Mundo. Fortes concorrentes.

Outros fortes duplas são as francesas Camille Lecointre e Helene Defrance, as britânicas prata em Londres Hannah Mills (1P) e Saskia Clark (1P) e as japonesas Ai Kondo e Miho Yoshioka.

E o Brasil? Fernanda Oliveira (1B) e Ana Barbachan são enormes concorrentes a medalha! Em 12 competições nos anos de 2015 e 2016, a dupla subiu ao pódio 7 vezes, sendo 1 ouro, 1 prata e 1 bronze em Copas do Mundo, uma prata no Princesa Sofia e um bronze no Europeu. No último mundial, um 4º lugar que só as credencia ao pódio.

Meu Pódio: Ouro – Jo Aleh/Olivia Powrie (NZL); Prata – Hannah Mills/Saskia Clark (GBR); Bronze -Ana Luiza Barbachan/Fernanda Oliveira (BRA)

49erFX feminino

Pódio em Londres-2012: prova não disputada

Último Mundial (2015): Ouro – Támara Echegoyen/Berta Betanzos (ESP); Prata – Maiken Foght Schütt/Anne-Julie Schütt (DEN); Bronze – Victoria Jurczok/Anika Lorenz (GER)

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Kahena Kunze e Martine Grael (BRA)

Se há uma classe que temos o favoritismo é nesta, com Martine Grael e Kahena Kunze, mas logicamente a vida delas não será fácil. Primeiro por conta das espanholas Tamara Echegoyen e Berta Betanzos, atuais campeãs mundiais. As dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen venceram o europeu esse ano e fora prata no Princesa Sofia.

Outras duplas fortes são as jovens neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech, as britânicas Charlotte Dobson e Sophie Ainsworth, as italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich, campeãs mundiais em 2015, e as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz.

E o Brasil? Martine Grael e Kahena Kunze são a jovem dupla favorita ao ouro. Campeãs mundiais em 2014, foram também prata em 2013 e 2015. Em 2015, foram 9 pódios em 10 competições (na 10ª ficaram em 4º!), mas este ano ainda não engrenaram. Elas têm como melhor resultado uma prata na Copa do Mundo de Hyeres e ficaram em 6º no Mundial. Ainda assim, velejam em casa e conhecem muito bem a Baía da Guanabara. No evento-teste de 2015, ficaram com o ouro. Em 2014, foram eleitas as melhores velejadoras do mundo.

Meu Pódio: Ouro – Martine Grael/Kahena Kunze (BRA); Prata – Alexandra Maloney/Molly Meec (NZL); Bronze – Jena Mai Hansen/Katja Salskov-Iversen (DEN)

Nacra 17 misto

Pódio em Londres-2012: prova não disputada

Último Mundial (2015): Ouro – Billy Besson/Marie Riou (FRA); Prata – Allan Norregaard/Anette Viborg (DEN); Bronze – Vittorio Bissaro/Silvia Sicouri (ITA)

Provavelmente a categoria com o maior favorito da vela nos Jogos. A duplas francesa Billy Besson e Marie Riou é nada menos que tetracampeã mundial da classe, que foi escolhida para entrar nos Jogos após a edição de Londres. Foram 4 mundiais na história e eles venceram os 4. Este ano já venceram o tradicional Trofeo Princesa Sofia, mas fracassaram nas etapas da Copa do Mundo. Em 3 etapas, conseguiram um bronze. Ainda assim, mais que cotados pro ouro.

Outras duplas com chances de medalha são os italianos Vittorio Bissaro e Silvia Sicouri, bronze no último mundial, os australianos Jason Waterhouse e Lisa Darmanin, que venceram o evento-teste em agosto de 2015, além dos barcos da Argentina, Áustria, Nova Zelândia e Grã-Bretanha.

E o Brasil? Samuel Albrecht e Isabel Swan (1B) não tem grandes chances nessa classe. Juntos há pouco tempo, eles ficaram em 18º no último mundial e tem como melhor resultado um 9º lugar na Copa do Mundo de Hyeres, em abril.

Meu Pódio: Ouro – Billy Besson/Marie Riou (FRA); Prata – Jason Waterhouse/Lisa Darmanin (AUS); Bronze – Ben Saxton/Nicola Groves (GBR)

Perfil 2016 – Bryony Shaw (GBR)

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Bryony Shaw

Vela

Classe RSX

Jogos Olímpicos: 1 bronze

Mundiais: 3 pratas

 

Vice nos dois últimos mundiais, a britânica Bryony Shaw é presença constante em pódio da RSX e chega como favorita ao ouro olímpico.

Nascida em 1983 em Wandsworth, na Grande Londres, Shaw começou a velejar aos 9 anos, nas férias de verão, no Sul da França. Em 1999, entrou para a equipe britânica juvenil e disputou o mundial da classe Aloha, uma das categorias de windsurfe, terminando em 9º lugar. Em 2000, começou na Mistral, que era a classe olímpica do windsurfe da época. Em 2001, foi 7ª no Mundial da Juventude, 17ª no Mundial adulto e 23ª no Europeu.

Não se classificou para os Jogos de Atenas-2004 na Mistral, após ficar em 15ª no mundial do ano. A vaga britânica foi para Natasha Sturges. Ainda em 2004, foi campeã mundial na classe Raceboard. Ela entrou na universidade de Cardiff, para o curso de arquitetura, mas o sonho olímpico foi maior, e Shaw optou pelo esporte. Em 2006, agora na Classe RSX, que seria a nova classe olímpica da modalidade, começou vencendo a forte regata de Miami e o tradicional Trofpeu Princesa Sofia, na Espanha. Sua primeira medalha importante veio em 2006, com a prata no Europeu.

Focada nos jogos de Pequim, venceu o Evento-teste em 2007, especializando-se em ventos fracos, como os existentes na raia de Qingdao. Na disputa olímpica, começou com um 3º e um 4º lugares, mas um 11º e uma desclassificação a fizeram despencar. Com o descarte da desclassificação e uma campanha bem regular, se mantendo sempre as 6 primeiras, chegou à regata da medalha em 3º lugar na briga por medalha. Na regata final, foi 2ª e, com 45 pontos, foi bronze olímpica.

Em 2009, foi vice na Semana de Hyères e bronze no Europeu. No ano seguinte, venceu em Hyères e foi bronze no Princesa Sofia, mas o 4º lugar no Mundial na Dinamarca a manteve fora do pódio mundial. De olho nos Jogos de Londres, foi 7ª no Mundial de 2011 e 4ª no de 2012. Selecionada para competir em casa, fez uma campanha média, terminando em 7º lugar com 59 pontos. Numa categoria muito disputada, ela ficou em 6 das 10 regatas fora do top-5, o que foi fatal.

Voltou em 2013 com tudo, subindo 7 vezes seguidas ao pódio! Venceu a Copa do Mundo de Hyeres e a regata de Weymouth, além de mais 5 vices, incluindo sua primeira medalha em Mundial, com a prata em Búzios. Começou 2014 com a vitória na Copa do Mundo de Miami e em Weymouth. Foi 4ª no Europeu, 4ª no evento-teste no Rio e 5ª no Mundial de Santander, mas fchou com o ouro na Final da Copa do Mundo em Abu Dhabi. Em 2015, venceu novamente em Miami e se tornou campeã europeia pela 1ª vez na Sicília. Fechou muito bem o ano, com mais um vice-mundial em Omã e novamente com o ouro na final da Copa do Mundo em Abu Dhabi.

Em 2016, venceu pelo 3º ano seguido em Miami e a 3ª prata em Mundiais veio em fevereiro em Israel. Atual líder do ranking mundial, Bryony Shaw tem grandes chances de se tornar a 1ª britânica campeã olímpica em uma classe de prancha a vela.

Resumo do fim de semana

Vôlei de Praia

Oficialmente aberta a temporada de 2016 para as duplas brasileiras com o Aberto de Maceió. Eram 14 duplas brasileiras na chave principal, 7 por gênero.

Duda e Elize Maia comemoram o título em Maceió. Foto: FIVB

No feminino, surpresa com o título de Duda e Elize Maia, com tranquilos 21-10 21-13 na final sobre as fortes holandesas Meppelink/Van iersel. Duda tem apenas 17 anos e é um dos maiores talentos do vôlei de praia. Aos 15 anos em 2013 ela foi vice-campeã mundial Sub23 e agora conquista o seu 1º título no circuito mundial. As campeãs mundiais Ágatha/Bárbara venceram as argentinas GAllay/Klug por 21-13 21-15 e ficaram com o bronze.

No masculino, 3 duplas brasileiras nas semifinais, mas o título ficou com os americano Dalhausser/Lucena , que derrotaram Evandro/Pedro Solberg por 21-19 19-21 15-12 na final. Guto/Saymon surpreenderam Álvaro/Vítor 21-18 25-23 e ficaram com o bronze.

Vela

Fernanda e Ana Luiza. Foto: CBVela

Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram bem perto da medalha no Mundial de 470, na Argentina. Com uma campanha com alguns altos e baixos, elas terminaram na 4ª posição com 66 pontos perdidos. Sem nenhum top2 em regatas, elas chegaram com boas chances na Medal Race, quando terminaram na 4ª posição e, a apenas 4 pontos do bronze. O título mundial ficou com as francesas Camille Lecointre e Helene Defrance.

No masculino, a dupla brasileira que estará nos Jogos (Bruno Bethlem e Henrique Haddad) não competiu. Geison Mendes e Gustavo Thiesen, que por pouco perderam a vaga olímpica, terminaram na 19ª posição.

No Mundial de RSX em Israel, campanha ruim dos brasileiros. Ricardo Santos ficou quase sempre entre 16º e 20º nas regatas e terminou na 18ª posição geral, com 158 pontos. Vitória foi do polonês Piotr Myszka. No feminino, Patrícia Freitas começou bem, mas com algumas regatas ruins acabou na 17ª posição geral com 124 pontos. Malgorzata Bialecka foi ouro completando a dobradinha polonesa no Mundial.

Pentatlo Moderno

Na primeira etapa da Copa do Mundo, no Cairo, Yane Marques decepcionou. Na qualificação, foi a 10ª no seu grupo e passou para a final por pouco, em 31º lugar entre as 36 que avançaram à final. Na final, a medalhista olímpica foi 7ª na esgrima, com 20 vitórias, 9ª na natação com 2:15.94 e zerou no hipismo. Ela foi para a prova combinada com a 7ª marca, largando 19s atrás da líder, a alemã Lena Schoneborn.

Yane até atirou bem, mas fez uma péssima prova de corrida, com 32ª pior parcial. Com essa prova desastrosa, a brasileira terminou na 21ª colocação, 1min17s pior que a Schoneborn, que venceu a prova. A alemã Annika Schleu foi prata a 8s e a francesa Elodie Clouvel bronze a 15s.

Todos os outros brasileiros pararam na qualificação. No masculino, a vitória foi do egípcio Amro El Geziry, com 8s de vantagem sobre o húngaro Adam Marosi e o francês Valentin Belaud.

Outros Esportes:

– Mais 2 brasileiros fazem índice para o Mundial Indoor de Atletismo. Franciele Krasucki fez 7.31 nos 60m indoor em São Bernardo e estará em Portland, baizando em 0.01 o índice. Nos 60m com barreiras, Fábio Vaz dos Santos obteve 7.68, 4 centésimos abaixo do índice. Já são 10 brasileiros com marcas pro Mundial.

– Em final brasileira, Lohaynny Vicente venceu Fabiana Silva por 21-16 14-21 21-16 e ficou com o título de torneio de badminton na Guatemala. As duas disputam ponto a ponto a vaga brasileira pros Jogos.

– Na 2ª etapa da Copa do Mundo de maratonas aquáticas 10km, em Abu Dhabi, Poliana Okimoto foi prata e bronze. Elas chegaram juntas, com Poliana batendo 1 décimo de segundo antes. Vitória da francesa Aurelie Muller, com quase 15s de vantagem. No masculino, Allan do Carmo foi 9º e Diogo Villarinho 38º.