Dois ouros na vela na Itália

A etapa de Gênova da Copa do Mundo de vela não contou com muitos grandes nomes, mas a equipe brasileira voltou com 2 ouros bem interessantes. E ainda teve muitas regatas canceladas por conta dos fracos ventos.

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Jorge Zarif. Foto: Sailing Energy

Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan foram um dos destaques com uma campanha excelente na 470 feminina. Após um 2º, um 5º e um 3º, elas venceram as 3 regatas seguintes numa competição bem reduzida com apenas 6 regatas. Elas foram tão bem e as outras duplas se alternaram muito que as brasileiras foram para as regata da medalha com o ouro já garantido. Na final, ficaram em 3º e levaram o ouro com apenas 14 pontos perdidos contra 45 de dupla chinesa que ficou em 2º.

Já na classe Finn, Jorge Zarif foi top-5 em todas as 8 regatas e brigava pela ouro contra o espanhol Alex Muscat, que tinha apenas 2 pontos a menos que o brasileiro. Na regata da medalha, o brasileiro marcou o espanhol e cruzou a chegada em 6º contra um 9º lugar de Muscat, dando o 2º ouro pro Brasil.

Já na 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze tiveram uma campanha bem mediana, com um 17º e dois 12º. Chegaram na regata final brigando por um bronze, mas acabaram em 6º com 63 pontos perdidos.

A etapa final da Copa do Mundo será em junho, em Marselha.

Vela conquista 3 medalhas e Scheidt quer voltar

Foram 3 medalhas da equipe brasileira na Copa do Mundo de Miami, que terminou no domingo.

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Martine Grael e Kahena Kunze. Foto: Jesus Renedo/Sailing Energy

As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze fizeram uma excelente campanha de recuperação na 49erFX para ficar com o ouro. Após um início ruim com um 17º, um 18º (descartado) e três nonos lugares, a dupla foi se recuperando com um 2º, um 7º e duas vitórias para chegar na regata da medalha 12 pontos atrás da dupla neozelandesa formada por Alexandra Maloney e Molly Meech, dupla prata no Rio-2016. Na regata decisiva, as brasileiras ficaram em 2º e viram as neozelandesas fazerem uma péssima regata, terminando em 9º e o ouro ficou com Martine e Kahena por apenas 2 pontos!

Na Nacra 17, a dupla Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino ficou com a prata com 58 pontos perdidos, atrás de australianos Jason Waterhouse e Lisa Darmanin, vice olímpicos, com 50 e a frente dos argentinos campeões olímpicos Santiago Lange e Cecilia Saroli. Samuel e Gabriela se encaixaram e já estão entre as melhores duplas dessa classe no mundo, após o excelente 4º lugar no Mundial de 2018.

Para fechar a campanha brasileira, Ana Luiza Barbachan e Fernanda Oliveira foram bronze na 470 atrás de 2 duplas alemãs. Elas, que já foram apontadas como grande chance de medalha pro Brasil, parecem estar recuperando a boa forma. Deixaram pra trás grandes velejadoras medalhistas olímpicas e mundiais.

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Robert Scheidt. Foto: Divulgação

Já nesta terça-feira o destaque ficou com a coletiva de imprensa de Robert Scheidt, que anunciou seu retorno às competições aos 45 anos. E sua missão é ousada: disputar os Jogos de Tóquio na Classe Laser. Classe que o consagrou com 2 ouros e 1 prata olímpicos e o 4º lugar no Rio-2016, ela exige muito do físico do velejador. O multicampeão sabe disso, lógico, e acredita que está ainda com físico para tal. O momento é propício, pois não temos um grande nome na classe para Tóquio. O Brasil já tem a vaga olímpica conquistada por João Pedro Souto com o bom 19º lugar no Mundial de Vela de 2018, mas João Pedro não vem de boas campanhas, ficando apenas em 56º na Laser em Miami.

Se Scheidt for bem sucedido, ele poderá chegar a sua 6ª medalha olímpica, fato inédito para o esporte brasileiro até agora. Além disso, ele disputaria a sua 7ª Olimpíada e se tornaria o brasileiro com mais participações nos Jogos, deixando Hugo Hoyama, Rodrigo Pessoa, Formiga, Jaqueline Mourão e Torben Grael pra trás. Nome ele tem.

Boletim Rumo a Tóquio-2020 #2

Neste segundo boletim de acompanhamento das classificações olímpicas, vou repassar as vagas definidas nos Jogos Asiáticos, disputados até os último domingo na Indonésia.

Tiro com Arco

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Kim Woojin (KOR) a caminho do ouro. Foto: World Archery

As primeiras vagas do esporte foram definidas na disputa de duplas mistas, que fará sua estreia olímpica em 2020. Na decisão, o Japão venceu a Coreia do Norte por 6-0 e ficou com o ouro. Como o Japão já tem equipe classificada, a Coreia do Norte garante um homem e uma mulher nos Jogos. Tivemos ainda duas vagas para os países que venceram no individual. O sul-coreano Kim Woojin e a chinesa Zhang Xinyan foram ouro e garantiram vagas pros seus países.

Vela

Eram duas vagas, uma na Laser masculina e uma na Laser Radial feminina, excluindo os países que já tinham garantido vaga pelo Mundial. O sul-coreano Ha Jee-min foi ouro na Laser masculina, mas a Coreia já tinha vaga e quem ficou com a quota foi a Malásia, que foi prata. Na Laser Radial feminina, Japão e China foram ouro e prata, mas já tinham vaga também. Assim, a Malásia também levou a vaga no feminino. Seguem classificados incluindo os garantidos no Mundial:

Laser masculina (15): Alemanha, Austrália, Brasil, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Malásia, Noruega, Nova Zelândia e Peru

Laser Radial feminina (19): Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Malásia, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Turquia

Tênis

Os campeões dos Jogos ganharam uma preferência para ir para Tóquio. O uzbeque Denis Istomin e a chinesa Wang Qiang foram ouro e estão garantidos em Tóquio desde que sejam top-300 nos rankings da ATP ou WTA em 8 de junho de 2020.

Hóquei na Grama

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Japão é ouro no hóquei feminino. Foto: AP Photo/Aaron FAvila

Os campeões dos torneios de hóquei na grama se garantiam em Tóquio. Mas apenas o campeão. Só que o Japão veio e estragou a festa de todos. Já garantido no masculino e no feminino por ser sede, o Japão levou os dois ouros. Na decisão masculina, venceu a Malásia nos pênaltis por 3-1, após empate em 6-6, placar bastante fora do comum. No feminino, as japonesas venceram a Índia por 2-1. Como a vaga era apenas para o campeão e o Japão já estava garantido, essas vagas asiáticas vão pro pré-olímpico mundial. Malásia e Índia perderam uma grande chance e vão sofrer para conseguir se classificar.

Quotas

37 países já se classificaram para Tóquio-2020. Malásia, Uzbequistão e Coreia do Norte entraram para essa lista.

Países com mais vagas:

Japão – 363
Brasil – 23
Estados Unidos – 19
Grã-Bretanha – 15
França – 10
Nova Zelândia  – 10
Itália – 9
Dinamarca – 8
Austrália – 7
China – 7
Espanha – 6
Holanda – 6
Noruega – 5

Em setembro teremos vagas em disputa no Mundial de Tiro, de Ginástica Rítmica, nos Jogos Mundiais Equestres e na Copa do Mundo feminina de Basquete.

Boletim Rumo a Tóquio-2020 #1

Nesta série de posts vou repassar todas as vagas olímpicas definidas na semana anterior.

Até a semana passada, além do Japão, o único país que tinha garantido alguma classificação havia sido o Brasil, com a vaga no futebol feminino após a Copa América em abril. Agora já tivemos 101 vagas definidas na vela e 1 no softball.

Vela

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Foto: World Sailing

Como já disse nos posts sobre o Mundial de Vela em Aarhus, Dinamarca, 33 países se juntam ao Japão na competição olímpica de vela. O grande destaque foi a Grã-Bretanha, que conseguiu garantir vaga nas 10 classes olímpicas! Apesar de ter obtido apenas 2 bronzes (49erFX e 470 feminina), sua excelente equipe já garantiu quota completa. O Brasil conseguiu apenas 3 vagas, na Laser masculina, na 49erFX feminina e na Nacra 17. Vagas definidas:

RSX masculina (10): China, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Israel, Itália, Noruega e Polônia
Laser masculina (14): Alemanha, Austrália, Brasil, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Noruega, Nova Zelândia e Peru
Finn masculina (8): Argentina, Canadá, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Nova Zelândia, Suécia e Turquia
470 masculina (8): Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Nova Zelândia e Suécia
49er masculina (8): Alemanha, Croácia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Portugal e Suíça
RSX feminina (11): China, Dinamarca, Espanha, Estônia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Israel, Itália, Polônia e Rússia
Laser Radial feminina (18): Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Turquia
470 feminino (8): China, Eslovênia, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Israel e Itália
49erFX feminino (8): Austrália, Áustria, Brasil, Dinamarca, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega e Nova Zelândia
Nacra 17 misto (8): Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Dinamarca, Grã-Bretanha, Itália e Nova Zelândia

Softball

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Foto: WBSC

A equipe dos Estados Unidos conseguiu a primeira vaga em jogo no retorno do softball feminino aos Jogos. Por ser sede, o Japão já estava classificado. Na semifinal, as americanas venceram 4-3 o Japão e foram pra final. Quando o Japão venceu por 3-0 o Canadá na small final, as americanas automaticamente se classificaram pros Jogos. Na decisão apertadíssima, os Estados Unidos venceu no 10º inning (o normal são 7) por 7-6. Perdia por 6-5 quando conseguiu 2 corridas pra encerrar o jogo e vencer o 11º título em 16 edições. As últimas 7 finais foram entre os dois países. Restam apenas 4 vagas no softball, e todas sairão apenas no 2º semestre de 2019, sendo 2 pra América, 1 pra Ásia/Oceania e 1 pra África/Europa.

Quotas

34 países já se garantiram nos Jogos. Pelo meu controle, o Japão já tem 363 vagas. Apenas não computei o boxe, o rugby 7s e a canoagem velocidade, pois ainda não saíram os seus sistemas de qualificação.

Países com mais vagas:

Japão – 363
Brasil – 23
Estados Unidos – 19
Grã-Bretanha – 15
França – 10
Nova Zelândia  – 10
Itália – 9
Dinamarca – 8
Austrália – 7
Espanha – 6
Holanda – 6
China – 5
Noruega – 5

Em agosto, teremos vagas olímpicos nos Jogos Asiáticos (hóquei na grama, tênis, tiro com arco e vela) e no Mundial de Tiro.

Mundial de Vela – Final

No último dia do Mundial de vela em Aarhus, Dinamarca, sem grandes definições, apesar de faltarem 3 provas.

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Medalhistas holandeses no RSX: Kiran Badloe, Lilian De Geus e Dorian van Rijsselberghe. Foto: World Sailing

Tanto na RSX masculina como na feminina o campeão já estava definido. Com campanhas excepcionais, os holandeses Dorian van Rijsselberghe, campeão olímpico no Rio, e Lilian de Geus já tinham garantido o ouro. A vantagem deles era tão grande que poderiam até ser desclassificados da regata da medalha que nada mudaria.

Van Rijsselberghe chegou em 3º na decisão no masculino e viu seu compatriota Kiran Badloe chegar em 5º e ficar com a prata. O bronze foi pro francês Louis Giard. No feminino, De Geus foi apenas 6ª enquanto a francesa Charline Picon, campeã no Rio-2016, venceu a regata final. Como a chinesa Yunxiu Lu foi apenas a 8ª, Picon tirou a prata de Lu, que acabou com o bronze.

Restava apenas a regata da medalha da Nacra 17, onde o Brasil sonhava com uma medalha. Mas os fracos ventos forçaram a organização a cancelar a regata final, mantendo o resultado anterior. Com isso os italianos Ruggero Tita e Caterina Banti ficaram com o ouro, os irmãos australianos Nathan (ouro em Londres e prata no Rio an 49er) e Haylee Outteridge com a prata e os campeões olímpicos da classe no Rio, os argentino Santiago Lange e Cecilia Saroli, foram bronze. Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino foram a grande surpresa da equipe brasileira e conquistaram um excelente 5º lugar.

A Holanda brilhou no Mundial, vencendo 3 provas e 6 medalhas no total. O próximo Mundial da ISAF, que junta todas as classes olímpicas, será em 2022 na Holanda, em Haia. Em 2019, cada classe terá seu próprio mundial, que darão mais vagas olímpicas.

Mundial de Vela – Dia 10

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Annemiek Bekkering e Annette Duetz (NED). Foto: Sailing Energy

Não era fácil para Martine Grael e Kahena Kunze buscarem uma medalha na 49erFX. Na decisão, elas chegaram em 3º numa regata consistente, mas não foi o suficiente. As austríacas Tanja Frank e Lorena Abicht vinham pro ouro, mas no meio da regata, viraram o barco quando estavam na liderança e viram todas as concorrentes as passarem. As holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz foram pro 2º lugar e somaram 89 pontos, contra 91 das austríacas, que acabaram chegando em último. As britânicas Sophie Weguelin e Sophie Ainsworth pegaram o bronze com 94 pontos e as brasileiras terminaram em 4º com 102.

Na 49er, a vantagem dos irmãos croatas Sime e Mihovil Fantela era tão boa que só perderiam o ouro com um desastre. Eles chegaram em 5º na regata da medalha e somaram 72 par ficar com o ouro. Sime foi ouro no Rio-2016 na 49er com outro parceiro. O alemães Tim Fischer/Fabian Graf conseguiram ficar em 9º e perder a medalha de prata, que foi pros franceses Mathieu Frei/Noe Delpech, que venceram a última regata para somar 91 pontos contra 93 dos alemães.

O Mundial se encerra no domingo com as regatas da medalha da RSX masculina e feminina, já com os campeões definidos, e da Nacra 17, com Brasil sonhando com medalha.

Mundial de Vela – Dia 9

Na sexta-feira, mais duas prova definiram seus medalhistas em Aarhus.

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Pavlos Kontides (CYP). Foto: Sailing Energy

Com boa vantagem, o cipriota Pavlos Kontides soube controlar e ficou em 9º na regata da medalha, marcando o australiano Matthew Wearn, que precisava de u milagre para tirar o ouro de Kontides. Wearn acabou em 8º e, com isso, o cipriota faturou o bicampeonato mundial na Classe Laser. Kontides somou 59 pontos contra 61 de Wearn. O alemão Philipp Buhl foi bronze com 70.

Na Laser Radial, a belga Emma Plasschaert também tinha uma bela vantagem e terminou em 5º na regata da medalha, somando 66 pontos. Ainda assim, com uma boa distância sobre a holandesa Marit Bouwmeester, com 75 pontos, e sobre a dinamarquesa Anne-Marie Rindom, com 85.

A Nacra 17 realizou mais 3 regatas e as coisas estão emboladas, embora para os brasileiros seja um pouco difícil buscar medalha. Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino ficaram em 16º, 8º e 10º nas 3 regatas finais e somam 81 pontos no total. A dupla italiana lidera com 69, seguida de um barco australiano com 70, dos argentinos campeões olímpicos com 72 e de um barco dinamarquês com 72. Brasil assegurou mais uma vaga olímpica e chega a 3 barcos garantidos pra Tóquio.

Patrícia Freitas começou o dia com um 5º lugar na 10ª regata da RSX, mas com um 18º e um 16º ela terminou em 20º no geral, ficando sem vaga olímpica por uma posição. Sua briga era com a velejadora da Estônia, que terminou em 19º. A holandesa Lilian de Geus já garantiu o título e nem precisa disputar a regata da medalha, dado a sua performace excepcional nesse mundial. Ela tem 30 pontos de vantagem sobre a chinesa 2ª colocada! No masculino também tem holandês na frente e já com o ouro garantido. O campeão olímpico Dorian van Rijsselberghe tem 52 pontos contra 75 de seu compatriota Kiran Badloe.

Vagas olímpicas definidas (parte 2):

RSX masculino – CHN, FRA, GBR, GRE, ISR, ITA, NED, NOR, POL e ESP
49er masculino – CRO, DEN, FRA, GER, GBR, NZL, POR e SUI
RSX feminina – CHN, DEN, EST, FRA, GBR, ISR, ITA, NED, POL, RUS e ESP
Nacra 17 mista – ARG, AUS, AUT, BRA, DEN, GBR, ITA e NZL

Vale notar que a Grã-Bretanha conseguiu vaga em todas as 10 classes já pelo Mundial.

Mundial de Vela – Dia 8

Nesta quinta-feira tivemos as primeiras medalhas e vagas olímpicas definidas.

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Zsombor Berecz (HUN). Foto: Sailing Energy

Sem brasileiros nas regatas das medalhas, Finn, 470 masculina e feminina se encerraram. Na Finn, o sueco Max Salminen liderou boa parte da competição, mas viu na última regata o húngaro Zsombor Berecz levar o título. Berecz venceu a regata da medalha (que não pode ser descartada e conta pontos em dobro) e somou 70 pontos, enquanto o sueco chegou em 10º e último e, com 74 pontos, ficou com a prata. O holandês Pieter-Jan Postma foi bronze com 76.

As japonesas Ai Kondo e Miho Yoshioka estavam muito próximas do ouro na classe 470 e, com um 5º lugar na regata final, confirmaram o título com 33 pontos perdidos. As espanholas Silvia Mas Depares e Patricia Reina foram prata com 39 e as britânicas Hannah Mills (campeã no Rio-2016) e Eilidh McIntyre bronze com 41.

No masculino, os suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergström lideraram quase todo o torneio. Mas na última regata chegaram em último e nem subiram ao pódio! O ouro foi dos franceses Kevin Peponnet/Jeremie Mion com 56 pontos. Prata pro Japão e bronze pra Espanha.

A dupla brasileira Samuel Albrecht/Gabriela Nicolino conseguiu um 4º e um 8º lugares e chegou a assumir a liderança da Nacra 17, por conta de desclassificação da dupla argentina na 9ª regata. Mas na 10ª, foram ficaram em 22º e caíram para 4º no geral. Restam ainda 3 regatas e a regata da medalha.

Martine Grael e Kahena Kunze obtiveram um 22º e depois melhoraram com um 2º e um 3º e vão pra regata da medalha em 5º lugar, a 11 pontos do bronze e com poucas chances de medalhar. Na 49er, os irmãos croatas Sime e Mihovil Fantela lideram a 3 regatas do fim da prova.

João Pedro Souto foi 6ª na última regata da Classe Laser e terminou em 19º no geral, a frente do mais experiente Bruno Fontes, que foi muito mal nesta quinta, terminando em 30º. O cipriota Pavlos Kontides lidera a classe e vai pra regata de medalha com leve vantagem de 4 pontos sobre o australiano Matthew Wearn. Como há muitos países repetidos, João Pedro conseguiu uma das 14 vagas olímpicas da classe. Na Laser Radial, a belga Emma Plassschaert assumiu a liderança na última regata e, garças a resultados ruins das antigas líderes, vai pra regata da medalha com 11 pontos de vantagem sobre holandesa e já com a prata garantida.

Patrícia Freitas teve um dia ruim e despencou na RSX para 22ª. A holandesa Lilian de Geus lidera e no masculino o seu compatriota campeão olímpico Dorian van Rijsselberghe é o líder. Ainda faltam 3 regatas + a da medalha pra classe.

Vagas olímpicas definidas:

Laser: AUS, BRA, CRO, CYP, EST, FIN, FRA, GER, GBR, NZL, NOR, PER, KOR e USA
Finn: ARG, CAN, GBR, HUN, NED, NZL, SWE e TUR
470 masculina: AUS, FRA, GBR, ITA, NZL, ESP, SWE e USA
Laser Radial feminina: BEL, CAN, CHN, DEN, FIN, FRA, GER, GBR, GRE, HUN, ITA, NED, NOR, POL, SWE, SUI, TUR e USA
470 feminina: CHN, FRA, GBR, GRE, ISR, ITA, NED, SLO e ESP
49erFX feminina: AUS, AUT, BRA, DEN, GER, NED, NZL e NOR

Mundial de Vela – Dia 7

Depois de uma terça-feira ótima pro Brasil, a quarta-feira foi um horror. Com ventos fracos, os brasileiros sofreram demais, caíram nas classificações e seguem sem vagas olímpicas.

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Jorge Zarif (BRA). Foto: Sailing Energy

Martine Grael e Kahena Kunze fizeram 3 regatas ruins no início flotilha de ouro. Começaram com um 9º lugar, aí ficaram em 26º e em 17º. Após 9 regatas, elas caíram de 5º para 10º no geral com 69 pontos. As austríacas Tanja Frank e Lorena Abicht lideram com 47. Faltam 3 regatas antes da regata da medalha e ainda dá para subirem e já garantirem uma das 8 vagas olímpicas. Na 49er masculina, Carlos Lorente e Marco Grael iam muito bem an 7ª regata, em 2º lugar, mas a arbitragem anulou a regata, que já ia para a última boia. Uma pena, pois eles estavam subindo para 8º no geral.

Na Finn, Jorge Zarif não vem bem. Nesta quarta foi 36º e 24º, despencando para 18º no geral e seu Mundial chega ao fim. Final muito ruim para quem começou vencendo uma regata. O sueco Max Salminen é o líder com 60 pontos, 8 a menos que os dois velejadores seguintes e segue pra regata da medalha com uma mão no ouro.

A organização decidiu não realizar mais regatas da 470 feminina, que fica com 7. Com isso, as brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan terminam o Mundial em 14º lugar. As japonesas estão muito perto do título. No masculino, os suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergström vão pra Medal Race com 6 pontos de vantagem sobre a dupla do Japão.

Só tivemos uma regata na Laser e Bruno Fontes foi 40º e João Pedro de Oliveira 38º. Bruno é o 24º no geral e João Pedro 28º, restando apenas uma regata antes da final. O líder é o cipriota Pavlos Kontides. Na Laser Radial, a americana Paige Railey lidera com 42 pontos, mas belga e dinamarquesa vem logo atrás com 43 após 8 regatas.

Não tivemos regatas da RSX masculina e feminina e da Nacra 17.

Com a 470 feminina e masculina e a Finn chegando à regata final, já temos as seguintes vagas olímpicas definidas:

Finn (8) – Argentina, Canadá, Grã-Bretanha, Hungria, Holanda, Nova Zelândia, Suécia e Turquia.
470 masculina (8) – Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Nova Zelândia e Suécia
470 feminina (8) – China, Eslovênia, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Israel e Itália

Mundial de Vela – Dia 6

Após uma segunda-feira se ventos e quase sem regatas, a terça-feira foi animada em Aarhus e o Brasil teve uma grata surpresa.

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Gabriela Nicolino e Samuel Albrecht na Nacra 17. Foto: Sailing Energy

Foi na Nacra 17 com Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino, que disputaram 4 regatas. Na 1ª do dia, a 4ª do campeonato, eles venceram, depois ficaram em 14º na 5ª, venceram novamente a 6ª e ficaram em 2º lugar na 7ª. Após 7 regatas, eles estão em 2º lugar no geral com 21 pontos, atrás apenas da dupla argentina campeã olímpica Santiago Lange e Cecilia Saroli, com 16 pontos. A outra dupla, com João Bulhões e Bruna de Mello está em 28º no geral com 79 pontos.

As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze não competiram nesta terça, mas tivemos a regata que faltava do outro grupo. Com isso, após 6, elas estão em 5º lugar no geral com 30 pontos. As dinamarquesas Ida Nielsen e Marie Olsen lideram com apenas 13.

Na Finn, Jorge Zarif fez duas regatas ruins nesta terça já na flotilha de ouro. Ele ficou em 29º (descartado) e 15º, somando 63 pontos e aparecendo em 12º no geral. O líder é o britânico Edward Wright com 37. Faltam apenas 3 regatas pro fim da classe.

Patrícia Freitas obteve um 20º, um 7º e um 8º no grupo azul da RSX e aparece em 21º no geral (49 pontos) após 6 regatas de 15. A líder é a chinesa Yunxiu Liu com 14. No masculino o polonês Pawel Tarnowski está na frente

Depois de 2 dias sem regatas, a 470 feminina voltou com apenas uma, onde Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram em um ruim 29º. Elas fazem um torneio bem irregular e estão em 15º no geral. As japonesas Ai Kondo e Miho Yoshioka segue na frente. No masculino, o suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergstöm seguem na liderança após 9 regatas de 11. Os barcos brasileiros estão na flotilha de prata, sem chances de classificação olímpica neste Mundial.

O australiano Matthew Wearn lidera na Laser com uma excelente campanha e apenas 23 pontos. Bruno Fontes foi 13º e 20º e está em 13º no geral com 78. João Pedro de Oliveira foi 50º (descartado) e 12º e vem em um bom 23º com 87 pontos. A dinamarquesa Anne-Marie Rindom segue líder da Laser Radial com 25 pontos contra 26 da americana Paige Railey após 8 regatas. Gabriela Kidd está na flotilha de prata, onde até venceu uma regata.

Não tivemos apenas regatas na 49er.