Mundial de Tiro com Arco – Final

Depois de quase cair na sua estreia, direto na 3ª rodada, o americano Brady Ellison fez grand campanha para vencer seu 1º título mundial individual outdoor! Um dos maiores arqueiros da atualidade e talvez da história, Ellison é tetracampeão da Copa do Mundo e já tinha 7 ouros em mundiais em outras categorias, ale’m de 3 medalhas olímpicas.

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Pódio masculino. Foto: WA

Na decisão pegou o malaio Khairul Anuar Mohamad num duelo muito disputado. Empate no 1º set 27-27, empate no 2º 29-29, empate no 3º 28-28, Ellison venceu o 4º por 29-28 e Mohamad o 5º por 28-26, indo para a flecha de desempate. E o Brady mandou uma flecha quase no centro contra um 8 do malaio para se tornar campeão mundial. Na disputa do bronze, Ruman Shana, de Bangladesh, foi a grande zebra do Mundial, derrotando por 7-1 o italiano Mauro Nespoli. Foi a 1ª medalha de Bangladesh na história em uma prova olímpica de qualquer modalidade! Bangladesh nunca venceu uma medalha olímpica.

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Lei Chien-ying (TPE). Foto: WA

No feminino, a taiwanesa Lei Chien-Ying derrotou a sul-coreana Kang Chae Young na final também na flecha de desempate por 9-7. Kang havia batido o recorde mundial na qualificação. A sul-coreana Choi Misun foi bronze com 6-0 na alemã Michelle Kroppen.

Nas provas por equipe, a China derrotou a Índia por 6-2 na decisão masculina e a Coreia do Sul foi bronze. Na final feminina, Taiwan foi ouro com 6-2 sobre a super equipe da Coreia do Sul enquanto na duplas mistas, Kang Chae Young e Lee Woo Seok venceram o ouro pra Coreia do Sul com 6-0 na Holanda.

Foi um mundial bem ruim pro Brasil. Marcus Vinícius D’Almeida tinha feito uma ótima qualificação, em 8º lugar igualando o recorde brasileiro, venceu na sua estreia na 3ª rodada 6-4 o holandês Rick van der Ven, mas perdeu nas 8as pro americano Jack Williams na flecha de desempate por 8-7. Marcus foi o único a vencer um combate pro Brasil neste mundial, considerando masculino, feminino, recurvo, composto, individual ou por equipe.

O Mundial deu 8 vagas por equipe e mais 4 individuais por sexo. No masculino, Austrália, China, Grã-Bretanha, Índia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Holanda e Taiwan garantiram equipe e Bangladesh, Itália, Estados Unidos e Malásia no individual. Entre as mulheres, vagas por equipe para Bielorrússia, China, Grã-Bretanha, Alemanha, Coreia do Sul, Rússia, Taiwan e Ucrânia e no individual para Dinamarca, México, Moldávia e Suécia.

A equipe brasileira agora se prepara para os Jogos Pan-Americanos, que darão uma vaga individual por gênero e uma nas duplas mistas. Teremos ainda em jogo mais 3 vagas por equipes por gênero no pré-olímpico mundial em junho/2020 em Berlim, mas brigarão por vaga no masculino equipes fortíssimas como Itália, Estados Unidos, Canadá, França e Turquia e no feminino Espanha, Índia, Itália e México. Vai ser duro pro Brasil.

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Mundial de Tiro com Arco – Dias 1, 2 e 3

A cidade holandesa de ‘s-Hertogenbosch recebe o enorme Mundial de Tiro com Arco, que serve como principal pré-olímpico da modalidade e, por isso, conta com a participação de 587 arqueiros de 88 países.

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O Brasil mandou uma equipe quase completa, mas não faz um bom torneio.

No arco recurvo, o olímpico, Marcus Vinícius foi muito bem na qualificação, terminando na ótima 8ª posição com excelentes 685 pontos, igualando o recorde brasileiro que ela fez há 2 meses. Como foi top-8, ele só entra nos combates na 3ª rodada. Os sul-coreanos foram o destaque, com Lee Woo Seok na 1ª posição com 696, Lee Seungyun em 3º com 693 e Kim Woojin também com 693. Apenas o americano Brady Ellison conseguiu se infiltrar entre os coreanos, em 2º lugar com 695. Bernardo Oliveira foi 75º com 657 e Marcelo Costa 117º com 642 e foi o único a não avançar pros combates.

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Kang Chae Young (KOR) com seu recorde mundial. Foto: WA

No feminino, Ane Marcelle dos Santos passou pros combates com a 58ª marca, 641 pontos. Já Graziela dos Santos em 107º com 613 e Ana Machado em 120º lugar com 606 não avançaram. Quem deu show foi a sul-coreana Kang Chae Young, que bateu o recorde mundial com 692 pontos, 1 a mais que a marca anterior que era dela mesma. O top-8 feminino foi todo asiático. Por equipes, o Brasil foi 20º no masculino com 1984, 17º nas mistas com 1326 e 27º na equipe feminina com 1860, não avançado.

Nos combates, Bernardo Oliveira caiu logo na 1ª rodada 6-4 para o turco Samet Ak, assim como Ane Marcelle, que perdeu 6-2 para a italiana Vanessa Landi. Na equipe masculina o Brasil perdeu na estreia 6-0 pra Austrália e nas mistas também na 1ª rodada 5-3 para o México. Marcus só volta a competir nesta quinta-feira.

Nesta quarta-feira, tivemos também as 8as de final das equipes, definindo as primeiras vagas olímpicas em disputa neste Mundial. Entre os homens, garantiram vaga olímpica a Coreia do Sul, Grã-Bretanha, China, Austrália, Taiwan, Índia, Cazaquistão e Holanda. O Cazaquistão derrotou a forte equipe americana por 6-0. Turquia e Canadá, que tinham sido top-8 na quali, também perderam nas 8as, assim como as sempre fortes Itália e França, que contava com o vice-campeão olímpico Jean-Charles Valladont.

No feminino, as vagas olímpicas por equipe ficaram com Coreia do Sul, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, Taiwan, Bielorrússia, Ucrânia e China. A Índia foi a 6ª na quali, mas não fizeram um bom combate e teve até uma flecha que errou o alvo.

O Mundial dará ainda mais 4 vagas individuais por gênero em um torneio extra a ser disputado na sexta-feira apenas para atletas de países que não conquistaram vaga.

No arco composto, os 4 brasileiros perderam na estreia, assim como na equipe masculina. Nas duplas mistas, nem classificaram para a chave final, que só conta com as 24 melhores equipes.

Boletim Rumo a Tóquio-2020 #2

Neste segundo boletim de acompanhamento das classificações olímpicas, vou repassar as vagas definidas nos Jogos Asiáticos, disputados até os último domingo na Indonésia.

Tiro com Arco

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Kim Woojin (KOR) a caminho do ouro. Foto: World Archery

As primeiras vagas do esporte foram definidas na disputa de duplas mistas, que fará sua estreia olímpica em 2020. Na decisão, o Japão venceu a Coreia do Norte por 6-0 e ficou com o ouro. Como o Japão já tem equipe classificada, a Coreia do Norte garante um homem e uma mulher nos Jogos. Tivemos ainda duas vagas para os países que venceram no individual. O sul-coreano Kim Woojin e a chinesa Zhang Xinyan foram ouro e garantiram vagas pros seus países.

Vela

Eram duas vagas, uma na Laser masculina e uma na Laser Radial feminina, excluindo os países que já tinham garantido vaga pelo Mundial. O sul-coreano Ha Jee-min foi ouro na Laser masculina, mas a Coreia já tinha vaga e quem ficou com a quota foi a Malásia, que foi prata. Na Laser Radial feminina, Japão e China foram ouro e prata, mas já tinham vaga também. Assim, a Malásia também levou a vaga no feminino. Seguem classificados incluindo os garantidos no Mundial:

Laser masculina (15): Alemanha, Austrália, Brasil, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Malásia, Noruega, Nova Zelândia e Peru

Laser Radial feminina (19): Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Malásia, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Turquia

Tênis

Os campeões dos Jogos ganharam uma preferência para ir para Tóquio. O uzbeque Denis Istomin e a chinesa Wang Qiang foram ouro e estão garantidos em Tóquio desde que sejam top-300 nos rankings da ATP ou WTA em 8 de junho de 2020.

Hóquei na Grama

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Japão é ouro no hóquei feminino. Foto: AP Photo/Aaron FAvila

Os campeões dos torneios de hóquei na grama se garantiam em Tóquio. Mas apenas o campeão. Só que o Japão veio e estragou a festa de todos. Já garantido no masculino e no feminino por ser sede, o Japão levou os dois ouros. Na decisão masculina, venceu a Malásia nos pênaltis por 3-1, após empate em 6-6, placar bastante fora do comum. No feminino, as japonesas venceram a Índia por 2-1. Como a vaga era apenas para o campeão e o Japão já estava garantido, essas vagas asiáticas vão pro pré-olímpico mundial. Malásia e Índia perderam uma grande chance e vão sofrer para conseguir se classificar.

Quotas

37 países já se classificaram para Tóquio-2020. Malásia, Uzbequistão e Coreia do Norte entraram para essa lista.

Países com mais vagas:

Japão – 363
Brasil – 23
Estados Unidos – 19
Grã-Bretanha – 15
França – 10
Nova Zelândia  – 10
Itália – 9
Dinamarca – 8
Austrália – 7
China – 7
Espanha – 6
Holanda – 6
Noruega – 5

Em setembro teremos vagas em disputa no Mundial de Tiro, de Ginástica Rítmica, nos Jogos Mundiais Equestres e na Copa do Mundo feminina de Basquete.

Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

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Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

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Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

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Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

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Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

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AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.

Duas medalhas no Pan de tiro com arco, mas fracasso no individual

Com equipe completa, os atletas brasileiros começaram muito bem no Pan de tiro com arco disputado em Medellin, na Colômbia.

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Marcus Vinícius no Rio2016

No ranqueamento, os destaques foram Marcus Vinicius D’Almeida, 4º no masculino com 670 pontos, e Marina Canetta em 8º no feminino com 638. No masculino, a equipe foi muito abaixo, terminando em 9º no ranqueamento, enquanto as mulheres foram muito bem, com uma equipe muito mais coesa, em 3º. Nas mistas, Marcus e Marina ficaram em 3º.

Na quinta, tivemos os combates por equipes. No feminino, Canetta, Ane Marcelle dos Santos e Ana Luiza Caetano venceram 6-2 a Bolívia nas 4as, perderam na semi para os Estados Unidos por 5-4 (com 28-23 nas flechas de desempate), mas venceram a forte Colômbia na disputa do bronze por 6-2. Nas mistas, Marina e Marcus Vinícius passaram por 6-0 pela Bolívia, 6-2 por Cuba e 6-2 pelo México e está na final de domingo contra os EUA, que tem Brady Ellison, 3 medalhas olímpicas, e Mackenzie Brown.

Já no masculino, a equipe brasileira perdeu de 5-4 (28-27 nas flechas de desempate) para a Argentina nas 8as, num resultado bem decepcionante. Este Pan valia vagas para os Jogos Pan-Americanos. Foram 6 vagas por equipes no masculino (EUA, Chile, Colômbia, Guatemala, Cuba e México) e 6 no feminino (México, EUA, Brasil, Colômbia, Chile e Bolívia). Serão ainda mais 4 individuais por gênero a serem disputadas nesse sábado. Um torneio em abril no Chile dará mais 2 vagas por equipes por gênero.

Nesta sexta, tivemos as disputas individuais e ninguém chegou nas 4as. Marcus D’Almeida venceu canadense na estreia, mas foi derrotado por 6-4 para cubano nas 8as. Os outros 3 brasileiros caíram na estreia. Entre as mulheres, Canetta e Ane Marcelle caíram nas 8as.

Foi um desempenho em abaixo do esperado nesta etapa. Vale lembrar que o torneio de duplas mistas nos Jogos Pan-Americanos dará vaga olímpica.

Mundial de Tiro com Arco – Dias 1 e 2

Bem menor que a edição pré-olímpica de 2015, a Cidade do México recebe esta semana a 49ª edição do Mundial de tiro com arco com 373 arqueiros de 58 países (contra 623 de 96 países há dois anos).

Qualificação

Campeão olímpico em Londres-212, o sul-coreano Oh Jin-hyek e o australiano Ryan Tyack começaram muito bem o quali com 341 seguidos de perto do jovem holandês Sjef van den Berg com 340, mas na 2ª metade, van den Berg foi pra liderança e fechou na frente com 676 contra 674 do sul-coreano Im Dong Hyun. Pontuações baixas neste Mundial, culpa dos ventos instáveis que trocavam de direção a todo momento na tarde de segunda-feira na Cidade do México. O italiano Mauro Nespoli foi 3º com 672, seguido do recordista mundial Kim Woojin também com 672 e de Oh Jin Hyek com 670. Entre os brasileiros, Marcus D’Almeida foi 27º com 655, Marcelo Costa 91º com 624 e Marcus Vinícius Porto 100º com 614, todos avançando pro mata-mata. Marcleo vinha muito bem com 326 no 1º round, mas despencou no 2º com 298 caindo de 42º para 100º. Por equipes, a Coreia do Sul largou na frente com 2.016, seguida de Japão com 1.970 e Holanda com 1.967. O Brasil ficou em 23º com 1.893 fora dos combates por equipe.

Na terça de manha, entre as mulheres, show, claro, das sul-coreanas. Kang Chae Yong fechou na frente com ótimos 684, a apenas 3 pontos do recorde mundial. Campeã olímpica no Rio, Chang Hye Jin ficou colada em 2º com 683 e Choi Misun foi 4ª com 671, colocando as 3 coreanas entre as top4. A taiwanesa Tan Ya-Ting ficou no meio em 3º com 680. Nenhuma brasileira conseguiu o índice pro Mundial. Por equipes, a Coreia do Sul ficou em 1] disparada com 2.038 (bem acima da pontuação masculina, diga-se de passagem), seguida de Taiwan com 1.991 e México com 1.969. Nas duplas mistas, Coreia do Sul com 1358 seguida de Taiwan com 1342 e Alemanha com 1327.

Na quali do arco composto, o dinamarquês favorito Stephan Hansen largou na frente com 712 com o sul-coreano Kim Jongho com 711. Roberval dos Santos foi 56º com 692, Luccas Abreu 69º com 688 e Maximiliano Favoreto 92º com 671. Por equipes, França na frente com 2117 e o Brasil foi 23º com 2051, fora do mata-mata. No feminino, a mexicana Linda Ochoa-Anderson ficou na liderança com 701 enquanto a colombiana eterna favorita Sara Lopez fez apenas a 12ª marca com 693. A brasileira Jane Karla Gogelterminou em 57º com 670. A Coreia do Sul liderou por equipes no feminino com 2077 e a Dinamarca ficou na frente nas mistas com 1411.

Equipes

Na terça já tivemos os combates por equipe do arco recurvo.

No feminino, as coreanas estão impossíveis. As favoritas venceram os 3 combates sem perder um único set. Despacharam por 6-0 Colômbia (58-47, 56-50, 57-44), Geórgia (53-49, 56-51, 57-55) e China (58-54, 58-55, 53-52) e chegam pela 17ª a final por equipes, rumo ao 13º título. Na decisão, elas enfrentarão as donas da casa. As mexicanas venceram 5-1 a Turquia, depois 6-0 na Rússia, bronze no Rio-2016, e despacharam na semifinal a fortíssima equipe de Taiwan, vice olímpica, com um perfeito 30-25 nas flechas de desempate. China e Taiwan brigam pelo bronze.

No masculino, a Coreia também tem a melhor equipe no papel. Eles venceram por 6-2 a Espanha, depois fizeram 5-1 na Malásia, mas na semifinal, caíram para a excelente equipe italiana. A disputa foi para as flechas de desempate e houve um empate novamente com 27-27 (parciais de 10-9-8 para ambas), mas a Itália conseguiu o 10 mais próximo e venceu. Na final, farão a primeira decisão europeia por equipes de um Mundial desde 1958! Com o vice olímpico Jean-Charles Valladont na equipe, a França eliminou na estreia no desempate 30-29 o Japão, depois passou por 5-1 na Alemanaha e 5-4 (29-27 no desempate) pela surpresa Canadá. Os canadenses, aliás, tiraram na estreia ninguém menos que a excelente equipe da Holanda, também no desempate, por 28*-28, e eliminaram nas 4as a surpresa do ano na Copa do Mundo, o Cazaquistão.

As finais serão no domingo.

Tiro com arco perto de uma medalha

Depois de uma 2ª etapa ruim, os arqueiros brasileiros foram muito bem na 3ª etapa da Copa do Mundo, em Salt Lake City.

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Marcus Vinícius na disputa do bronze, ao fundo

No ranqueamento, Marcus Vinícius D’Almeida foi o melhor, apenas em 45º com 645 pontos. Teve uma ótima 1ª metade com 335, mas caiu na 2ª, para 310. Daniel Xavier, que esteve em duas Olimpíadas, foi 50º com 643 e Marcelo Costa 72º com 624. Já por equipes, o Brasil ficou em 17º com 1912 e não se classificou pro mata-mata por 3 pontos.

Marcus fez uma excelente campanha nos combates. Derrotou japonês na estreia por 6-4, depois passou por americano com 7-1 e pelo cazaque Denis Gankin com 6-5 (9-7 nas flechas da morte). Nas 8as, novamente venceu na flecha de desempate, com 10-9 e nas 4as derrotou malaio por 7-3. Na semifinal, acabou caindo para o cabeça, o sul-coreano Im Dong Hyun por 7-3 e foi disputar o bronze contra o taiwanês Wei Chun-Heng. Wei abriu 2-0 com 28-27, Marcus empatou com 29-28. Wei abriu 4-2 após 28-27. Depois foram dois empates, com 27-27 e 28-28, dando o bronze pro taiwanês. O título ficou com Im Dong Hyun, que fez uma espetacular final coreana contra Kim Woojin. Kim vencia por 5-4 e só precisava de 9 pro ouro, mas fez um 7 e Im empatou. Na flecha de desempate, Kim fez um 9 quase na linha e Im fez um 10 quase um 9!

Outro que fez uma grande etapa foi Marcelo Costa. Com apenas 17 anos e já com um bronze por equipes no Mundial Cadete de 2015, começou derrotando o americano Jake Kaminski, 2 pratas por equipe em Olimpíadas, por 6-4. Depois 6-0 em chinês, 7-3 em cazaque, 6-4 no forte italiano Mauro Nespoli. Nas 4as de final, atirou mal e perdeu pro Im Dong Hyun por 6-0 (27-25, 29-25, 29-24). Ainda assim, um ótimo torneio dele.

A próxima etapa será apenas em agosto, em Berlim.