Dois bronzes em Tóquio na competição mais difícil do ano

Nem Mundial, nem Olimpíada. A competição mais difícil no judô é o Grand Slam de Tóquio.

Nos Jogos Olímpicos as chaves são bem menores e com 4 ou 5 vitórias vem o ouro. Em Mundiais as chaves são um pouco maiores e às vezes é necessário vencer 6 ou 7 lutas pra ficar com o título. No Grand Slam de Tóquio as chaves nem chegam a ser tão grandes, mas a presença de 4 japoneses em cada categoria faz desta competição a mais difícil do mundo.

o100pod44

Pódio do +100kg masculino com David Moura. Foto: IJF

Com vários atletas da seleção A, o Brasil conseguiu duas medalhas de bronze com o vice-campeão mundial David Moura nos +100kg e com Maria Suelen Altheman no +78kg. Se vencer um brasileiro no judô já é algo raro pra um brasileiro, David conseguiu um feito ainda mais difícil: venceu dois. Após perder nas 4as para o japonês Kokoro Kageura, ele venceu Takeshi Ojitani na repescagem e Daiki Kamikawa na disputa do bronze. Maria Suelen também perdeu nas 4as para a japonesa Akira Sone e derrotou na disputa do bronze a também japonesa Nami Inamori. Vale ressaltar que a final do +100kg masculino entre o japonês Yusei Ogawa e o checo Lukas Krpalek demorou 14 minutos!

Apenas outros 3 brasileiros conseguiram chegar no top-8: Eduardo Bettoni nos 90kg, Phelipe Pelim nos 60kg e Eduardo Yudi Santos nos 81kg. Pelim e Santos perderam nas 4as e na repescagem, terminando em 7º. Já Bettoni venceu o japonês Shoichiro Mukai nas 4as para perder na semi para Kenta Nagasawa e na disputa de bronze para georgiano.

O domínio japonês foi tão grande que eles levaram 12 dos 14 ouros! Foram 7 finais totalmente japonesas e nos 57kg feminino o pódio foi todo do país-sede, que ficou com 32 medalhas das 56 possíveis. Apenas a Mongólia com Uuganbaatar Otgonbaatar nos 81kg masculino e a Coreia do Sul com Cho Guham nos 100kg masculino conseguiram ouro além do Japão.

Ainda teremos este ano o Masters em São P\etersburgo na Rússia com a participação de 11 judocas brasileiros daqui 2 semanas.

Anúncios

Duas medalhas no Jr de Judô

Mais duas medalhas pro Brasil no Mundial Jr (Sub21) de judô, disputado na semana passada na Croácia. Com isso, o país encerra os Mundiais de Judô de 2017 com pelo menos um ouro em todas as categorias. Vale lembrar que ainda teremos o Mundial Open no Marrocos, sem brasileiros.

66pod-1508441004-1508441004

Daniel Cargnin no pódio. Foto: IJF

O grande destaque foi do número 1 do mundo na categoria Jr até 66kg, Daniel Cargnin. O brasileiro comprovou o favoritismo e venceu suas 5 lutas para faturar o ouro. Teve grande dificuldade na semifinal contra o georgiano Bagrati Niniashvili, vencendo apenas no golden score após shido para o adversário. Na decisão, Cargnin derrotou por waza-ari o uzbeque Artyom Shturbabin para ficar com o ouro. No último mundial jr, em 2015, ele havia ficado com o bronze.

A única outra medalha veio no sábado com Beatriz Souza, no Acima de 78kg. Bronze no Mundial cadete em 2015, Beatriz, que também foi prata por equipes no Mundial adulto em agosto, perdeu nas 4as para japonesa, mas depois venceu georgiana e polonesa na disputa de bronze por hansokumake. O Brasil conseguiu ainda 4 quintos lugares: Robson Penna (60kg), David Lima (73kg), Laura Ferreira (44kg) e Ellen Santana (70kg). E um 7º lugar com Arthur Barboza (+100kg). Ellen conseguiu um fato raro, ao derrotar uma japonesa nas 4as, mas perdeu duas seguidas na semi e na disputa do bronze e ficou sem medalha. Por equipe, o Brasil caiu log0 na estreia por 5-4 para a França.

Assim, o Brasil chega a 22 medalhas na base neste ciclo olímpico (8O-6P-8B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)

Mundial de Judô – Final

No último dia do Mundial, o Brasil encerrou a sua melhor participação fora de casa com uma prata, perdendo apenas para o quase imbatível Japão na estreia do torneio por equipes misto, que em 2020 fará sua estreia olímpica.

teampod-1504468424-1504468424

Nas estreia nas 8as, o Brasil pegou a Polônia, vencendo por 5-1. A única derrota veio na última luta do vice-campeão mundial David Moura. Nas 4as, a equipe pegou o Canadá e também venceu por 5-1. O Canadá abriu 1-0 com Jessica Klimkait vencendo a campeã olímpica Rafaela Silva, mas o Brasil logo virou e se garantiu na semifinal, onde pegou a fortíssima Rússia. Rafaela Silva, Eduardo Katsuhiro e Maria Portela fizeram 3-0. Victor Penalber levou um ippon de Igor Igolnikov, mas Maria Suelen Altheman venceu russa com imobilização para garantir a vitória. Renat Saidov ainda venceu Rafael Silva e o Brasil fechou com 4-2. Do outro lado da chave, o Japão vencia Ucrânia, Alemanha e Coreia do Sul, sempre por 5-1.

Captura de Tela 2017-09-04 às 22.45.00

Foto: Paulo Pinto/CBJ

Na final, o Brasil foi massacrado e perdeu por 6-0 pro Japão, que escalou o que tinha de melhor, sendo 2 campeões e 2 vice-campeões desde mundial. Rafaela Silva perdeu pra vice mundial Tsukasa Yoshida por imobilização no golden score. Marcelo Contini perdeu por waza-ari para o campeão mundial Soichi Hashimoto. Novamente numa luta muito parelha, assim como nas 4as da sua categoria, Maria Portela levou a campeã mundial Chizuru Arai pro golden score, quando foi punida e viu o Japão abrir 4-0. Com 3 punições, Victor Penalber levou o hansokumake contra Kenta Nagasawa e o Japão já garantia o ouro com 4-0. Maria Suelen Altheman foi imobilizada pela vice mundial Sarah Asahina e Rafael Silva levou waza-ari no golden score de Takeshi Ojitani. Os bronzes foram para a França (5-1 na Rússia) e Coreia do Sul (5-1 no Canadá).

O Brasil encerrou, assim, o Mundial com 5 medalhas, sendo 1 ouro de Mayra Aguiar, 2 pratas (equipe mista e David Moura) e 2 bronzes (Érika Miranda e Rafael Silva), acima do esperado.

As mulheres, que ultimamente tem obtido melhores resultados, foram muito bem. Além das duas medalhas, praticamente todas perderam para campeãs. Nos 48kg, Stefanni Koyama caiu para a eventual campeã japonesa Funa Tonaki. Nos 52kg, Sarah Menezes perdeu pra campeã Ai Shishime e Érika nas 4as pra vice mundial Natsumi Tsunoda. Nos 57kg, Rafaela Silva caiu logo na estreia pra fortíssima portuguesa Telma Monteiro, que não medalhou desta vez, mas tem no currículo 4 pratas em mundiais. Nos 63kg, Ketleyn Quadros perdeu 2 vezes para as duas medalhistas de bronze. Nos 70kg, Maria Portela caiu pra campeã Chizuru Arai. Nos 78kg, além da Mayra campeã, Samanta Soares perdeu pra japonesa Mami Umeki, que foi prata, e no acima de 78kg Maria Suelen Altheman perdeu pra chinesa Yu Song, que também foi campeã.

Já entre os homens, os resultados foram bem ruins, seguindo a tendência recente e o país segue dependendo apenas da categoria pesada. Eric Takabatake (60kg), Marcelo Contini (73kg) e Luciano Correa (100kg) perderam na estreia e Charles Chiabana (66kg), Victor Penalber (81kg) e Eduardo Yudi Santos (81kg) perderam na 2ª luta. E nenhum deles perdeu para um medalhista.

O próximo Mundial será em 2018 em Baku, no Azerbaijão.

Mundial de Judô – Dia 6

Nada como a categoria pesado para salvar o judô masculino do Brasil.

Acima de 100kg masculino

o100act-1504396657-1504396657

Foto: IJF

Chegando em Budapeste como cabeça número 1, David Moura não decepcionou e chegou à decisão do Mundial garantindo sua 1ª medalha na carreira. E o adversário seria ninguém menos que o imbatível francês Teddy Riner. Na semifinal, Riner pegou o georgiano Guram Tushishvili. A luta ficou zerada até a prorrogação, quando o georgiano derrubou Riner, mas sentado e não foi dado ponto. Assim que voltou a luta, o francês derrubou o georgiano e se garantiu na decisão. Na final, mesma situação, e o brasileiro levou Riner pra prorrogação, mas logo o francês conseguiu um ippon para ganhar seu 9º título mundial e segue sem perder desde 2010.

o100pod-1504396814-1504396814

Rafael Silva venceu 3 lutas e pegou Riner nas 4as, quando foi massacrado pelo francês. Na repescagem, derrotou austríaco e, pelo bronze, venceu no golden score a última esperança húngara de medalha, Barna Bor. Rafael ganhou sua 3ª medalha em Mundiais. O outro bronze foi pro mongol Naidangiin Tüvshinbayar, 1º campeão olímpico pela Mongólia.

100kg masculino

No meio-pesado veio o 4º ouro masculino do Japão neste Mundial e 7º no geral. Aaron Wolf, 21 anos, não tem nome de japonês, mas venceu na decisão o fortíssimo georgiano Varlam Liparteliani, vice no Rio-2016 na categoria abaixo, os 90kg.

Duelo entre dois azeris no bronze, o vice olímpico no Rio nesta categoria Elmar Gasimov, e o campeão mundial nesta categoria em 2013 Elkhan Mammadov. Gasimov ficou com o bronze e o outro foi para o russo Kirill Denisov, que fatura sua 5ª medalha em mundiais. Luciano Correa perdeu logo na estreia para o britânico Benjamin Fletcher.

Acima de 78kg feminino

o78reac-1504396404-1504396404

Song Yu (CHN). Foto: IJF

Bronze no Rio e campeã mundial em 2015, a chinesa Song Yu venceu no golden score a japonesa Sarah Asahina, que acabou levando um shido e perdendo a luta. Song venceu nas 8as a brasileira Maria Suelen Altheman por ippon.

As medalhas de bronze foram para a sul-coreana Kim Min-jeong e para a azeri Iryna Kindzerska. Na disputa da medalha, Kindzerska abriu 3 waza-aris sobre a holandesa Tessie Savelkous, mas praticamente não fez nada nos 2min finais e foi levando punição. Por muito pouco não levou a 3ª, que a faria perder uma luta ganha.

Mundial de Judô – Dia 5

Mayra Aguiar dá show e se torna a 1ª brasileira a ser bicampeã mundial em uma prova olímpica!

78kg feminino

78act-1504297759-1504297759

Foto: IJF

Mayra Aguiar é uma constante na categoria. Aproveitando que a americana bicampeã olímpica Kayla Harrison vai se dedicar ao UFC, Mayra fez uma competição praticamente perfeita. Começou vencendo eslovena e austríaca por ippon. Nas 4as pegou a francesa Audrey Tcheumeo, que a derrotou na semifinal olímpica no Rio-2016. Desta vez, a brasileira passou o carro, fazendo dois waza-aris (um aos 9s de luta) e, por fim, um ippon por estrangulamento. Na semifinal, um waza-ari sobre a japonesa Ruika Sato. Na final, Mayra obteve um fato raro e derrotou mais uma japonesa, a atual campeã mundial Mami Umeki. Com 4min de luta, aproveitou uma bobeada da japonesa para derrubá-la e conseguir um waza-ari de ouro.

78pod-1504297866-1504297866

Foto: IJF

Outra brasileira na chave, Samanta Soares perdeu na estreia para Mami Umeki. Os bronzes foram para a cubana Kaliema Antomarchi e para a britânica Natalie Powell.

70kg feminino

O 6º ouro japonês veio com Chizuru Arai, que derrotou nas 4as a brasileira Maria Portela, que tinha vencido sul-coreana e a britânica Gemma Howell. Portela deu muito trabalho para a Arai e a luta estava zerada. No golden score, Portela recebeu um shido e com isso a vitória foi da japonesa. Na semifinal, Arai pegou a colombiana tricampeã mundial e vice olímpica Yuri Alvear, que estava invicta em 2017. Com um waza-ari, a colombiana perdeu e, na decisão, Arai obteve um ippon sobre a porto-riquenha Maria Perez.

Portela voltou na repescagem, mas foi dominada pela espanhola Maria Bernabeu, terminando em 7º lugar. Bernabeu ficou com um dos bronzes ao vencer marroquina e Alvear levou o outro.

90kg masculino

90act-1504297930-1504297930

Foto: IJF

Sem Brasil e sem Japão na categoria, o domínio foi europeu. Dois sérvios chegaram nas semifinais, mas apenas Nemanja Majdov venceu. Na final, ele pegou o esloveno Mihael Zgank. A luta ficou zerada até o final. No golden score, Zgank levou shido por baixar a cabeça e Majdov, aos 21 anos, venceu o 1º ouro da história para a Sérvia.

O georgiano Ushangi Margiani e o sul-coreano Gwak Dong-han ficaram com os bronzes. Gwak derrotou uma das melhores chances da Hungria, Krisztian Toth, na disputa da medalha.

Mundial de Judô – Dia 4

Sem Japão no pódio, foi a vez dos europeus fazerem finais.

81kg masculino

81reac-1504207912-1504207913

O desconhecido Alexander Wieczerzak (GER)

Até esta quinta, o alemão Alexander Wieczerzak tinha como melhor resultado um bronze nos Jogos Europeus de 2015 e 2 bronzes em Grand Slams, um em 2015 e outro em 2014. Apenas 124º do ranking mundial e 4º alemão da lista, ele surpreendeu a todos para ficar com o ouro. Na estreia, tirou o forte canadense Antoine Valois-Fortier, bronze em Londres-2012. Depois na 2ª luta tirou o atual campeão europeu e número 1 do mundo, o russo Alan Khubetsov e foi caminhando até chegar na final ao derrotar na semi o campeão olímpico do Rio, o russo Khasan Khalmurzaev. Em 5 lutas, não venceu nenhuma por ippon!

Na decisão, Wieczerzak pegou outra enorme surpresa, o italiano Matteo Marconcini, apenas 61º do mundo! O alemão aproveitou uma entrada errada do italiano e imobilizou seu braço até chegar no ippon que deu o ouro com menos de 2min de luta. Khalmurzaev e o iraniano Saeid Mollaei ficaram com os bronzes. Victor Penalber venceu na estreia sul-africano, mas perdeu na 2ª luta pro uzbeque Davlat Bobonov. Eduardo Yudi Santos também venceu na estreia canadense, mas perdeu na 2ª luta para o búlgaro Ivaylo Ivanov.

63kg feminino

63reac-1504207748-1504207749

Clarisse Agbegnenou (FRA)

Nenhum campeão no Rio-2016 havia chegado à final em Budapeste, até a eslovena Tina Trstenjak. E a final foi uma reedição da decisão olímpica no Rio. A eslovena, campeã mundial em 2015, pegaria a francesa Clarisse Agbegnenou, campeã mundial em 2014. Só que desta vez o resultado foi diferente. A eslovena levou 3 shidos numa final se golpes válidos e foi eliminada, dando o ouro para a francesa.

A polonesa Agata Ozdoba e a mongol Baldorj Mungunchimeg ficaram com os bronzes. Ketleyn Quadros fez um ótimo mundial. Ela venceu suas 3 primeiras lutas sobre equatoriana, austríaca e filipina. Nas 4as, perdeu para a polonesa Ozdoba por waza-ari e foi pra repescagem. Na 1ª luta, perdeu para a mongol Mungunchimeg sendo imobilizada e terminou em 7º.

Mundial de Judô – Dia 3

Num dia horrível pro Brasil, um outro país finalmente levou ouro.

73kg masculino

73reac-1504126076-1504126076

Soichi Hashimoto (JPN)

Mas não nessa categoria. Soichi Hashimoto ficou com o ouro ao vencer na decisão o azeri Rustam Orujov com wazaari com 1min40 da prorrogação, dando o 5º ouro pro Japão em apenas 6 categorias disputadas até agora! Vale lembrar que Orujov também perdeu a final olímpica no Rio-2016 para outro japonês, Shohei Ono.

O sul-coreano An Chang-rim e o mongol Ganbaataryn Odbayar foram bronze. O brasileiro Marcelo Contini fez uma luta horrorosa contra o georgiano Lasha Shandatuashvili, campeão olímpico em Londres nos 66kg. Ninguém dava golpe e só levavam sido, até que o brasileiro levou o 3º e foi eliminado na estreia.

57kg feminino

Campeã olímpica, a brasileira Rafaela Silva pegou logo na estreia a eterna vice mundial (4 vezes), a portuguesa Telma Monteiro. Longe da agressividade que mostrou no Rio-2016, Rafaela tentou dar um golpe, mas levou um contra-golpe da portuguesa, que acabou vencendo a luta por waza-ari.

57act-1504125887-1504125887

Desta vez, não foi uma japonesa que ficou com o ouro. A número 1 do mundo, a mongol Sumiya Dorjsuren ficou com o título, mas precisou de quase 13min de luta! Sua adversária na decisão foi, claro, uma japonesa, Tsukasa Yoshida. Com 8:53 de luta só na prorrogação, Dorjsuren aproveitou uma bobeada da japonesa e fez um vaza-ari pra garantir o ouro. Os bronzes ficaram com a britânica Nekoda Smythe-Davis e a francesa Helene Receveaux.