Mundial de Judô – Final

No último dia do Mundial, o Brasil encerrou a sua melhor participação fora de casa com uma prata, perdendo apenas para o quase imbatível Japão na estreia do torneio por equipes misto, que em 2020 fará sua estreia olímpica.

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Nas estreia nas 8as, o Brasil pegou a Polônia, vencendo por 5-1. A única derrota veio na última luta do vice-campeão mundial David Moura. Nas 4as, a equipe pegou o Canadá e também venceu por 5-1. O Canadá abriu 1-0 com Jessica Klimkait vencendo a campeã olímpica Rafaela Silva, mas o Brasil logo virou e se garantiu na semifinal, onde pegou a fortíssima Rússia. Rafaela Silva, Eduardo Katsuhiro e Maria Portela fizeram 3-0. Victor Penalber levou um ippon de Igor Igolnikov, mas Maria Suelen Altheman venceu russa com imobilização para garantir a vitória. Renat Saidov ainda venceu Rafael Silva e o Brasil fechou com 4-2. Do outro lado da chave, o Japão vencia Ucrânia, Alemanha e Coreia do Sul, sempre por 5-1.

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Foto: Paulo Pinto/CBJ

Na final, o Brasil foi massacrado e perdeu por 6-0 pro Japão, que escalou o que tinha de melhor, sendo 2 campeões e 2 vice-campeões desde mundial. Rafaela Silva perdeu pra vice mundial Tsukasa Yoshida por imobilização no golden score. Marcelo Contini perdeu por waza-ari para o campeão mundial Soichi Hashimoto. Novamente numa luta muito parelha, assim como nas 4as da sua categoria, Maria Portela levou a campeã mundial Chizuru Arai pro golden score, quando foi punida e viu o Japão abrir 4-0. Com 3 punições, Victor Penalber levou o hansokumake contra Kenta Nagasawa e o Japão já garantia o ouro com 4-0. Maria Suelen Altheman foi imobilizada pela vice mundial Sarah Asahina e Rafael Silva levou waza-ari no golden score de Takeshi Ojitani. Os bronzes foram para a França (5-1 na Rússia) e Coreia do Sul (5-1 no Canadá).

O Brasil encerrou, assim, o Mundial com 5 medalhas, sendo 1 ouro de Mayra Aguiar, 2 pratas (equipe mista e David Moura) e 2 bronzes (Érika Miranda e Rafael Silva), acima do esperado.

As mulheres, que ultimamente tem obtido melhores resultados, foram muito bem. Além das duas medalhas, praticamente todas perderam para campeãs. Nos 48kg, Stefanni Koyama caiu para a eventual campeã japonesa Funa Tonaki. Nos 52kg, Sarah Menezes perdeu pra campeã Ai Shishime e Érika nas 4as pra vice mundial Natsumi Tsunoda. Nos 57kg, Rafaela Silva caiu logo na estreia pra fortíssima portuguesa Telma Monteiro, que não medalhou desta vez, mas tem no currículo 4 pratas em mundiais. Nos 63kg, Ketleyn Quadros perdeu 2 vezes para as duas medalhistas de bronze. Nos 70kg, Maria Portela caiu pra campeã Chizuru Arai. Nos 78kg, além da Mayra campeã, Samanta Soares perdeu pra japonesa Mami Umeki, que foi prata, e no acima de 78kg Maria Suelen Altheman perdeu pra chinesa Yu Song, que também foi campeã.

Já entre os homens, os resultados foram bem ruins, seguindo a tendência recente e o país segue dependendo apenas da categoria pesada. Eric Takabatake (60kg), Marcelo Contini (73kg) e Luciano Correa (100kg) perderam na estreia e Charles Chiabana (66kg), Victor Penalber (81kg) e Eduardo Yudi Santos (81kg) perderam na 2ª luta. E nenhum deles perdeu para um medalhista.

O próximo Mundial será em 2018 em Baku, no Azerbaijão.

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Mundial de Judô – Dia 6

Nada como a categoria pesado para salvar o judô masculino do Brasil.

Acima de 100kg masculino

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Foto: IJF

Chegando em Budapeste como cabeça número 1, David Moura não decepcionou e chegou à decisão do Mundial garantindo sua 1ª medalha na carreira. E o adversário seria ninguém menos que o imbatível francês Teddy Riner. Na semifinal, Riner pegou o georgiano Guram Tushishvili. A luta ficou zerada até a prorrogação, quando o georgiano derrubou Riner, mas sentado e não foi dado ponto. Assim que voltou a luta, o francês derrubou o georgiano e se garantiu na decisão. Na final, mesma situação, e o brasileiro levou Riner pra prorrogação, mas logo o francês conseguiu um ippon para ganhar seu 9º título mundial e segue sem perder desde 2010.

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Rafael Silva venceu 3 lutas e pegou Riner nas 4as, quando foi massacrado pelo francês. Na repescagem, derrotou austríaco e, pelo bronze, venceu no golden score a última esperança húngara de medalha, Barna Bor. Rafael ganhou sua 3ª medalha em Mundiais. O outro bronze foi pro mongol Naidangiin Tüvshinbayar, 1º campeão olímpico pela Mongólia.

100kg masculino

No meio-pesado veio o 4º ouro masculino do Japão neste Mundial e 7º no geral. Aaron Wolf, 21 anos, não tem nome de japonês, mas venceu na decisão o fortíssimo georgiano Varlam Liparteliani, vice no Rio-2016 na categoria abaixo, os 90kg.

Duelo entre dois azeris no bronze, o vice olímpico no Rio nesta categoria Elmar Gasimov, e o campeão mundial nesta categoria em 2013 Elkhan Mammadov. Gasimov ficou com o bronze e o outro foi para o russo Kirill Denisov, que fatura sua 5ª medalha em mundiais. Luciano Correa perdeu logo na estreia para o britânico Benjamin Fletcher.

Acima de 78kg feminino

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Song Yu (CHN). Foto: IJF

Bronze no Rio e campeã mundial em 2015, a chinesa Song Yu venceu no golden score a japonesa Sarah Asahina, que acabou levando um shido e perdendo a luta. Song venceu nas 8as a brasileira Maria Suelen Altheman por ippon.

As medalhas de bronze foram para a sul-coreana Kim Min-jeong e para a azeri Iryna Kindzerska. Na disputa da medalha, Kindzerska abriu 3 waza-aris sobre a holandesa Tessie Savelkous, mas praticamente não fez nada nos 2min finais e foi levando punição. Por muito pouco não levou a 3ª, que a faria perder uma luta ganha.

Mundial de Judô – Dia 5

Mayra Aguiar dá show e se torna a 1ª brasileira a ser bicampeã mundial em uma prova olímpica!

78kg feminino

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Foto: IJF

Mayra Aguiar é uma constante na categoria. Aproveitando que a americana bicampeã olímpica Kayla Harrison vai se dedicar ao UFC, Mayra fez uma competição praticamente perfeita. Começou vencendo eslovena e austríaca por ippon. Nas 4as pegou a francesa Audrey Tcheumeo, que a derrotou na semifinal olímpica no Rio-2016. Desta vez, a brasileira passou o carro, fazendo dois waza-aris (um aos 9s de luta) e, por fim, um ippon por estrangulamento. Na semifinal, um waza-ari sobre a japonesa Ruika Sato. Na final, Mayra obteve um fato raro e derrotou mais uma japonesa, a atual campeã mundial Mami Umeki. Com 4min de luta, aproveitou uma bobeada da japonesa para derrubá-la e conseguir um waza-ari de ouro.

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Foto: IJF

Outra brasileira na chave, Samanta Soares perdeu na estreia para Mami Umeki. Os bronzes foram para a cubana Kaliema Antomarchi e para a britânica Natalie Powell.

70kg feminino

O 6º ouro japonês veio com Chizuru Arai, que derrotou nas 4as a brasileira Maria Portela, que tinha vencido sul-coreana e a britânica Gemma Howell. Portela deu muito trabalho para a Arai e a luta estava zerada. No golden score, Portela recebeu um shido e com isso a vitória foi da japonesa. Na semifinal, Arai pegou a colombiana tricampeã mundial e vice olímpica Yuri Alvear, que estava invicta em 2017. Com um waza-ari, a colombiana perdeu e, na decisão, Arai obteve um ippon sobre a porto-riquenha Maria Perez.

Portela voltou na repescagem, mas foi dominada pela espanhola Maria Bernabeu, terminando em 7º lugar. Bernabeu ficou com um dos bronzes ao vencer marroquina e Alvear levou o outro.

90kg masculino

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Foto: IJF

Sem Brasil e sem Japão na categoria, o domínio foi europeu. Dois sérvios chegaram nas semifinais, mas apenas Nemanja Majdov venceu. Na final, ele pegou o esloveno Mihael Zgank. A luta ficou zerada até o final. No golden score, Zgank levou shido por baixar a cabeça e Majdov, aos 21 anos, venceu o 1º ouro da história para a Sérvia.

O georgiano Ushangi Margiani e o sul-coreano Gwak Dong-han ficaram com os bronzes. Gwak derrotou uma das melhores chances da Hungria, Krisztian Toth, na disputa da medalha.

Mundial de Judô – Dia 4

Sem Japão no pódio, foi a vez dos europeus fazerem finais.

81kg masculino

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O desconhecido Alexander Wieczerzak (GER)

Até esta quinta, o alemão Alexander Wieczerzak tinha como melhor resultado um bronze nos Jogos Europeus de 2015 e 2 bronzes em Grand Slams, um em 2015 e outro em 2014. Apenas 124º do ranking mundial e 4º alemão da lista, ele surpreendeu a todos para ficar com o ouro. Na estreia, tirou o forte canadense Antoine Valois-Fortier, bronze em Londres-2012. Depois na 2ª luta tirou o atual campeão europeu e número 1 do mundo, o russo Alan Khubetsov e foi caminhando até chegar na final ao derrotar na semi o campeão olímpico do Rio, o russo Khasan Khalmurzaev. Em 5 lutas, não venceu nenhuma por ippon!

Na decisão, Wieczerzak pegou outra enorme surpresa, o italiano Matteo Marconcini, apenas 61º do mundo! O alemão aproveitou uma entrada errada do italiano e imobilizou seu braço até chegar no ippon que deu o ouro com menos de 2min de luta. Khalmurzaev e o iraniano Saeid Mollaei ficaram com os bronzes. Victor Penalber venceu na estreia sul-africano, mas perdeu na 2ª luta pro uzbeque Davlat Bobonov. Eduardo Yudi Santos também venceu na estreia canadense, mas perdeu na 2ª luta para o búlgaro Ivaylo Ivanov.

63kg feminino

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Clarisse Agbegnenou (FRA)

Nenhum campeão no Rio-2016 havia chegado à final em Budapeste, até a eslovena Tina Trstenjak. E a final foi uma reedição da decisão olímpica no Rio. A eslovena, campeã mundial em 2015, pegaria a francesa Clarisse Agbegnenou, campeã mundial em 2014. Só que desta vez o resultado foi diferente. A eslovena levou 3 shidos numa final se golpes válidos e foi eliminada, dando o ouro para a francesa.

A polonesa Agata Ozdoba e a mongol Baldorj Mungunchimeg ficaram com os bronzes. Ketleyn Quadros fez um ótimo mundial. Ela venceu suas 3 primeiras lutas sobre equatoriana, austríaca e filipina. Nas 4as, perdeu para a polonesa Ozdoba por waza-ari e foi pra repescagem. Na 1ª luta, perdeu para a mongol Mungunchimeg sendo imobilizada e terminou em 7º.

Mundial de Judô – Dia 3

Num dia horrível pro Brasil, um outro país finalmente levou ouro.

73kg masculino

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Soichi Hashimoto (JPN)

Mas não nessa categoria. Soichi Hashimoto ficou com o ouro ao vencer na decisão o azeri Rustam Orujov com wazaari com 1min40 da prorrogação, dando o 5º ouro pro Japão em apenas 6 categorias disputadas até agora! Vale lembrar que Orujov também perdeu a final olímpica no Rio-2016 para outro japonês, Shohei Ono.

O sul-coreano An Chang-rim e o mongol Ganbaataryn Odbayar foram bronze. O brasileiro Marcelo Contini fez uma luta horrorosa contra o georgiano Lasha Shandatuashvili, campeão olímpico em Londres nos 66kg. Ninguém dava golpe e só levavam sido, até que o brasileiro levou o 3º e foi eliminado na estreia.

57kg feminino

Campeã olímpica, a brasileira Rafaela Silva pegou logo na estreia a eterna vice mundial (4 vezes), a portuguesa Telma Monteiro. Longe da agressividade que mostrou no Rio-2016, Rafaela tentou dar um golpe, mas levou um contra-golpe da portuguesa, que acabou vencendo a luta por waza-ari.

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Desta vez, não foi uma japonesa que ficou com o ouro. A número 1 do mundo, a mongol Sumiya Dorjsuren ficou com o título, mas precisou de quase 13min de luta! Sua adversária na decisão foi, claro, uma japonesa, Tsukasa Yoshida. Com 8:53 de luta só na prorrogação, Dorjsuren aproveitou uma bobeada da japonesa e fez um vaza-ari pra garantir o ouro. Os bronzes ficaram com a britânica Nekoda Smythe-Davis e a francesa Helene Receveaux.

Mundial de Judô – Dia 2

Primeira medalha brasileira e mais show japonês.

52kg feminino

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O domínio japonês seguiu nessa categoria. Pela 1ª vez desde 2011 uma tivemos uma final feminina com duas atletas do mesmo país. Ai Shishime e Natsumi Tsunoda chegaram à final para garantir o 3º ouro japonês no Mundial. Com 2min24s de luta, Shishime conseguiu um uchi-mata para ficar com o ouro. Na sua primeira luta, a campeã derrotou a brasileira Sarah Menezes por ippon e na semifinal passou pela bicampeã mundial e atual campeã olímpica, a kosovar Majlinda Kelmendi. Do outro lado, Tsunoma venceu nas quartas Érika Miranda numa duríssima luta que foi pro golden score.

Sarah venceu sua primeira luta contra alemã antes de perder pra campeã. Já Érika fez excelente campanha. Começou levando um susto da australiana Tinka Easton, depois fez ippon na polonesa Agata Perenc até perder para Tsunoda. Na repescagem, pegou a outra kosovar da chave, Distria Krasniqi. Muito focada, Érika dominou a luta pra vencer por waza-ari. Na disputa do bronze, pegou a campeã olímpica Kelmendi, quem ela só havia vencido uma vez em 5 confrontos. A kosovar vinha de uma luta anterior na semifinal de quase 10min. O início foi bem estudado e, só com 3:10 de luta que a brasileira conseguiu um waza-ari para lhe dar a vitória e a medalha de bronze. Foi o 4º Mundial seguido em que Erika consegue uma medalha. O outro bronze foi pra russa Natalia Kuziutina.

66kg masculino

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Numa enorme chave com 72 judocas, o japonês Hifumi Abe faturou o 4º ouro japonês em Budapeste, vencendo 5 de suas 6 lutas por ippon. A única que não  teve o golpe decisivo foi nas 8as contra o português João Crisóstomo, onde o japonês fez 3 waza-aris. Nas 4as, derrotou o forte ucraniano Georgii Zantaraia e na semifinal o georgiano Vazha Margvelashvili. Na decisão, fez um lindo sode-tsurikomi-goshi sobre o russo Mikhail Pulyaev, que perde sua 3ª final seguida de mundial! Abe é o mais jovem campeão da história de um Grand Slam, quando venceu o de Toquio em 2014 aos 17 anos. Hoje com 20, não disputou os Jogos do Rio, pois optaram por levar Masashi Ebinuma.

O georgiano ficou com um dos bronzes enquanto o outro foi pro líder do ranking mundial da categoria, o israelense Tal Flicker, que derrotou Zantaraia na disputa da medalha. Charles Chibana começou bem vencendo o cazaque Azamat Mukanov, mas caiu na 2ª luta para o francês Killian Le Blouch.

Mundial de Judô – Dia 1

Budapeste volta a receber um grande mundial, após a brilhante edição de esportes aquáticos. Serão 731 judocas de 126 países na disputa. E o Japão brilha no primeiro dia e brasileiros vão dentro do esperado após azar no sorteio das chaves.

60kg masculino

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Ouro no Mundial do Rio de 2013 e bronze no Rio-2016, o japonês Naohisa Takato voltou ao topo do mundo para vencer a 1ª categoria masculina no Mundial de Judô. Na semifinal, Takato venceu a surpresa checa Pavel Patrikov por waza-ari. Do outro lado, o azeri Orkhan Safarov derrotou com ippon o uzbeque Diyorbek Urozboev. Na decisão, Takato aproveitou um golpe de Safarov para derrubá-lo e fazer o ippon. Urozboev e o mongol Ganbatyn Boldbaatar, campeão mundial em 2014, ficaram com os bronzes.

Eric Takabatake deu azar no sorteio e pegou na estreia o vicecampeão olímpico e campeão mundial em 2015, o cazaque Yeldos Smetov. Já Phelipe Pelim começou vencendo o russo campeão europeu Robert Mshvidobadze e passou por dominicano. Mas nas 8as, perdeu pro uzbeque Mukhriddin Tilovov por ippon.

48kg feminino

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Final entre Funa Tonaki (JPN) e Monkhbatyn Urantsetseg (MGL)

Com a grande ausência da campeã olímpica e mundial, a argentina Paula Pareto, as duas japonesas da categoria largaram como favoritas. E o ouro ficou com a japonesa Funa Tonaki, apenas 13ª do ranking mundial. Tonaki venceu 5 lutas e só levou ponto da brasileira Stefannie Koyama nas 8as. Na semifinal, derrotou a cazaque número 1 do mundo Otgontsetseg Galbadrakhyn. Do outro lado da chave, Ami Kondo, campeã mundial em 2014 e bronze no Rio-2016, buscava uma final toda japonesa, mas levou 3 shidos e foi eliminada pela mongol Urantsetseg Monkhbatyn, campeã mundial em 2013. Na decisão, Tonaki conseguiu um waza-ari com 3:35 de luta para levar o ouro e fazer a festa japonesa.

Grande nome da nova geração brasileira, Stefannie Koyama começou vencendo a romena Monica Unureanu, mas nas 8as acabou sendo derrotada pela eventual campeã por 2 waza-aris a 1. Kondo e Galbadrakhyn ficaram as medalhas de bronze.

Apesar do Brasil sair sem medalha no 1º dia, foi um bom dia, dentro do esperado.