Mundial de Judô – Dia 5

Primeira final sem Japão veio apenas no 5º dia do Mundial em Baku.

Até 90kg masculino

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Nikoloz Sherazadishvili (ESP). Foto: IJF

Esta é talvez a pior categoria do Japão no masculino. A última vez que um japonês chegou na final foi em 2011 e a última vez que um japonês foi ouro foi no Mundial de 2005! Em compensação foi um japonês que levou o ouro no Rio-2016. Mas em Mundiais a escrita permanece.

Número 1 do ranking, o sérvio Aleksandar Kukolj perdeu para o brasileiro que defende o Líbano Nacif Elias. Nas 8as, Nacif perdeu pro cubano Iván Felipe Silva e, nas 4as, Silva surpreendeu o japonês Kenta Nagasawa por ippon. Mas o principal cubano da categoria é Asley Gonzalez, que perdeu nas 4as para o espanhol Nikoloz Sherazadishvili, que nasceu na Geórgia, mas se mudou ainda criança pra Espanha. O espanhol seguiu surpreendendo, derrotando na semi o húngaro Krisztian Toth e foi pra final contra o cubano Silva, que abriu a decisão com um wazaari. O espanhol conseguiu um belo contra-golpe para empatar a luta e levar pro golden score. Com 2min do tempo extra, Sherazadishvili mandou um uchimata e derrubou o cubano para se tornar o 1º espanhol campeão mundial na história.

O brasileiro Rafael Macedo caiu logo na estreia para o grego Theodoros Tselidis por wazaari. Os bronzes ficaram com o japonês Nagasawa e com o francês Axel Clerget.

Até 70kg feminino

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Arai derrubando Gahié na decisão. Foto: IJF

Maria Portela chegou como a número 1 do mundo e derrotou na sua 1ª luta facilmente a polonesa Daria Pogorzelec, mas nas 8as levou um ippon da porto-riquenha Maria Pérez, que conseguiu derrubá-la com o pé e jogar a brasileira de costas no chão. A grande surpresa da chave foi a vitória da marroquina Assmaa Niang sobre a japonesa Yoko Ono nas 4as. Na semifinais, Perez perdeu para a outra japonesa, Chizuru Arai, que defendia o título mundial, e a francesa Marie-Eve Gahié venceu a marroquina.

Com 10s de luta na final, Gahié fez um wazaari e largou na frente. Mas 1min depois, a japonesa derrubou Gahié e conseguiu um wazaari. Enquanto a francesa ficava olhando pro placar, Arai aproveitou e a imobilizou, para conseguir o segundo wazaari e o ippon. A outra japonesa Yoko Ono e a colombiana Yuri Alvear ficaram com os bronzes. A colombiana chega ao seu 5º pódio seguido em mundiais e 7º em competições globais (mundiais e Olimpíadas).

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Mundial de Judô – Dia 4

Japão perde nas duas finais e judô masculino brasileiro mostra boa evolução.

Até 81kg masculino

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Saeid Mollaei (IRI) e Sotaro Fujiwara (JPN). Foto: IJF

Número 1 do ranking na categoria, o iraniano Saeid Mollaei confirmou sua posição para levar o 1º título mundial do Irã em 15 anos, desde Arash Miresmaeili em 2003. Moallei vinha este ano do título no GS de Dusseldorf e da prata nos Jogos Asiáticos. Na decisão ele enfrentou o japonês Sotaro Fujiwara, que este ano havia vencido os GS de Ekaterinburg e de Paris. Mollaei dominou o início da final e conseguiu numa técnica bem interessante reverter um ataque do japonês para conseguir um wazaari. Fujiwara não fazia nada, mas, faltando 1min, derrubou o iraniano e empatou a luta. No golden score, Moallei voou pra cima do japonês e, com 16s, fez o 2º wazaari para ficar com o ouro.

Eduardo Yudy Santos começou sua campanha contra uma pedreira, o mongol Uuganbaatar Otgonbaatar, de quem já havia perdido esse ano, mas consegui vencer por wazaari. Depois passou pelo grego Alexios Ntanatsidis e caiu nas 8as para o alemão campeão mundial em 2017 Alexander Wieczerzak. Victor Penalber estreou com vitória de ippon sobre marroquino, mas caiu na 2ª luta para uzbeque. Os bronzes ficaram com Wieczerzak e com o turco Vedat Albayrak.

Até 63kg feminino

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Clarisse Agbegnenou e Miku Tashiro. Foto: IJF

Desde 2010 com Yoshie Ueno que o Japão não venceu esta categoria. E o jejum vai aumentar. A francesa Clarisse Agbegnenou venceu seu 3º título mundial numa campanha perfeita! Número 1 do mundo, a favorita venceu sua 5 lutas por ippon. Na final, pegou a japonesa Miku Tashiro no 8º confronto entre as duas. Mas a vantagem de Agbegnenou é enorme e ela venceu com um lindíssimo ippon, revertendo um ataque de Tashiro. Foi a 7ª vitória da francesa sobre a japonesa na carreira e o 3º título mundial, repetindo 2014 e 2017.

A veterana Ketleyn Quadros, bronze olímpico em 2008, venceu na estreia a americana Hannah Martin por imobilização, mas perdeu na 2ª rodada para a eslovena Andreja Leski por wazaari. Os bronzes ficaram com a outra eslovena, a campeã olímpica Tina Trstenjak, e a holandesa Juul Franssen.

Após 4 dias, o Brasil tem um bronze com Érika Miranda, mas colhe bons resultados, principalmente no masculino, que apaga o péssimo Mundial de 2017. Até agora, os homens tem um 5º e um 7º lugares e 11 vitórias e 8 derrotas após 6 atletas lutarem. No feminino, temos um bronze e 9 vitórias e 6 derrotas após 5 atletas. Desempenho esta muito bom.

Mundial de Judô – Dia 3

Domínio asiático no 3º dia em Baku e os japoneses seguem brilhando.

Até 73kg masculino

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An Changrim (KOR) derrubando Soichi Hashimoto (JPN). Foto: IJF

Campeão em 2017, o japonês Soichi Hashimoto chegou como cabeça 1, mas com uma derrota na final do GP de Hohhot em maio para o sul-coreano An Changrim. O japonês venceu 5 lutas, sendo 4 por ippon, e chegou à final novamente. Do outro lado da chave, An Changrim também venceu suas 5 lutas com tranquilidade até a final, também com 4 ippons.

Na decisão, cm 2min de luta, An fez um uchimata seguido de um ko-soto e controlou o japonês no chão. Ouro pra Coreia do Sul e pela 1ª vez desde 2009, um não-japonês é campeão nesta categoria! A 1ª medalha dos donos da casa veio com o bronze de Hidayat Heydarov e o iraniano Mohammad Mohammadi ficou com o outro bronze. Não tivemos brasileiro nesta categoria.

Até 57kg feminino

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Foto: IJF

O 4º ouro japonês no Mundial veio com Tsukasa Yoshida, prata no Mundial de 2017 após perder para a mongol Sumiyaa Dorjsuren. Desta vez a japonesa venceu 3 lutas por ippon até ter boa dificuldade na semi contra a canadense Christa Deguchi, que nasceu no Japão. Na decisão, ela enfrentou a britânica Nekoda Smythe-Davis, que buscava o 1º título mundial de seu país no judô em 20 anos. A última campeã foi Kate Howey, sua atual técnica.

Com 1min de luta, Yoshida já tinha um wazaari e conseguiu mais um 15s depois pra levar o ouro. Deguchi e Dorjsuren ficaram com os bronzes. Campeã olímpica, Rafaela Silva novamente decepcionou no Mundial. Vinha 0-0 com a outra canadense da chave, Jessica Klimkait. Faltando 4s pra ir ao golden score, bobeou e levou um wazaari, sendo eliminada logo na estreia pelo 3º mundial seguido!

 

Mundial de Judô – Dia 2

Ouro de irmãos, medalha pro Brasil e o respiro do judô masculino brasileiro.

Até 52kg feminino

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Jéssica Pereira (branco) e Érika Miranda (azul) após a disputa de bronze

As duas brasileiras da chave feminina foram muito bem e chegaram à sessão da tarde, de disputa de medalhas. Jéssica Pereira, prata no Mundial Jr em 2013 e em seu 1º mundial adulta, venceu vietnamita e australiana, chegando às 4as onde pegou a perigosa Uta Abe, de apenas 18 anos e campeã mundial Jr em 2017. Abe passou o trator na brasileira e a imobilizou em uma posição até esquisita. Na chave de baixo, Érika Miranda venceu finlandesa, eslovena e nas 4as passou pela belga Charline van Snick, que subiu dos 48kg há alguns anos. Na semifinal, pegou outra japonesa, Ai Shishime e perdeu por wazaari.

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Pódio dos 52kg. Foto IJF

Jéssica venceu na repescagem a israelense Gefen Primo e, com a derrota da Érika na semi, tivemos uma disputa de bronze entre brasileiras. Érika, muito mais experiente, dominou a luta e estrangulou Jéssica em apenas 18s de luta! Com o bronze, Érika chega a sua 6ª medalha em Mundiais, a 5ª individual! São 5 Mundiais seguidos subindo ao pódio!

Na final, duelo entre as favoritas japonesas. Uta Abe chegou à decisão após 4 vitórias, todas por ippon, que somadas deram menos de 4min! A final foi para o golden score e Abe precisou de 53s para fazer um lindíssimo uchimata em Shishime, que defendia o título mundial. O outro bronze ficou com a francesa Amandine Buchard.

Até 60kg masculino

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Pódio dos 66kg. Foto: IJF

Em seu 1º mundial adulto, Daniel Cargnin, campeão mundial Jr em 2017, mostrou que realmente é um dos principais nomes da nova geração de judocas. Aos 20 anos, lutou de maneira brilhante, focado e não se deixou levar em nenhum momento. Venceu bósnio, azeri e checo até chegar nas 4as, onde pegou o número 1 do ranking, o israelense Tal Flicker. Numa luta espetacular e disputadíssima, Flicker conseguiu um wazaari após 5min47 de golden score! Foram quase 10min de luta, que foi interrompida algumas vezes para que Cargnin estancasse um sangramento nasal. Na repescagem, Cargnin venceu mongol e foi pra disputa do bronze, onde pegou o sul-coreano An Baul, prata no Rio-2016. Ele vinha muito bem, mas numa leve bobeada levou um wazaari e ficou com o 5º lugar. Fez um excelente torneio. Mostrou que a vaga da categoria é dele. Charles Chibana também competiu. Venceu espanhol na estreia, mas perdeu na 2ª rodada para alemão.

A final foi entre o japonês Hifume Abe e o cazaque Yerlan Serikzhanov. O cazaque partiu pra cima com pouco mais de 1min de luta e, conforme eles saíam da área de luta, Abe aproveitou e fez um belíssimo uchimata para derrubar Serikzhanov e levar seu 2º título mundial seguido. Assim, a festa foi dos irmãos Abe, com 2 ouros no mesmo dia! O outro bronze da categoria ficou com o ucraniano Georgii Zantaraia, campeão mundial em 2009.

Com esse bronze, o Brasil chegou a 54 medalhas em Mundiais de Judô: são 7 ouros, 18 pratas e 29 bronzes.

Vale ressaltar que no ano passado, sem contar a categoria +100kg, o judô masculino brasileiro obteve apenas 5 vitórias. Em 2 dias do Mundial de 2018 já são 8 vitórias, um 5º e um 7º lugares. Muito bom!

Mundial de Judô – Dia 1

Um tricampeonato japonês e um recorde histórico no feminino.

Até 60kg masculino

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Takato derrota Mshvidobadze na decisão. Foto: IJF

Os 4 líderes do ranking chegaram às semifinais, espantando qualquer zebra. Na semi de cima, encontro japonês entre o número 1 Ryuju Nagayama e Naohisa Takato. Na de baixo, entre o georgiano Amiran Papinashvili e o russo Robert Mshvidobadze, que tem origem georgiana. Takato, campeão mundial em 2013 e 2017 e bronze no Rio-2016, venceu Nagayama por wazaari enquanto Mshvidobadze derrotou Papinashvili. Na decisão, Takato derrotou o russo para faturar seu 3º título mundial e chegar a 35 lutas invicto!

O brasileiro Eric Takabatake fez excelente campanha. Venceu o chinês Shang Yi, o belga Jorre Verstraeten e o cazaque Gusman Kyrgyzbayev, mas perdeu nas 4as para Papinashvili, que fez uma wazaari e fugiu da luta, tomando 2 shidos. Na repescagem, Takabatake perdeu por ippon para o sul-coreano Lee Ha-rim. Phelipe Pelim também competiu na categoria, mas não fez nada na sua luta contra o espanhol Francisco Garrigos e caiu na estreia. Os bronzes ficaram com Papinashvili e com o Nagayama.

Até 48kg feminino

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Bilodid derrubando Tonaki na final. Foto: IJF

A ucraniana Daria Bilodid é a nova sensação do judô feminino. Com apenas 17 anos, ela está invicta no ano e chega a 32 lutas seguidas sem perder com o título conquistado nesta quinta-feira. Ela se tornou a mais jovem campeã mundial da história! No caminho pra final, ela derrotou na 2ª rodada a kosovar Distria Kraniqi, que desceu de categoria para não concorrer com a campeã olímpica Majlinda Kelmendi, e na semifinal a atual campeã olímpica, a argentina Paula Pareto. Na decisão, sobrou para derrotar a japonesa Funa Tonaki, que defendia o título mundial, com ippon aos 2min de luta. O recorde de campeã mundial mais jovem anterior era da espetacular heptacampeã mundial Ryoko Tani, que venceu seu 1º título em 1993 aos 18 anos. A altura da ucraniana impressiona para a categoria. Ela tem 1,72m e é muito mais alta que todas as suas concorrentes.

Gabriela Chibana estreou com vitória sobre a sul-africana Geronay Whitebooi com 2 wazaari, mas perdeu na 2ª rodada para a mongol naturalizada cazaque Galbadrakhyn Otgontsetseg, bronze no Rio-2016. Chibana fez um wazaari com 46s de luta, mas aí foi muito infantil e fugiu do resto da luta, tomando 3 shidos e sendo eliminada. Otgontsetseg acabou com o bronze, ao derrotar na disputa da medalha a mongol Monkhbatyn Urantsetseg, número 1 do mundo. Paula Pareto levou o outro bronze, sua 3ª medalha em Mundiais, mas chorou depois como se fosse a 1ª.

Campanha bem fraca no Pan de judô

A seleção brasileira foi bem abaixo do esperado no Pan de judô, fazendo a pior campanha em décadas. A pior campanha dos últimos 15 anos havia sido em 2004 com 11 medalhas. Com uma equipe cheia de caras novas, o Brasil conquistou apenas 8 medalhas, sendo apenas 2 ouros.

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Leonardo Gonçalves. Foto: CBJ

Na sexta-feira, o Brasil chegou a 3 finais, com Daniel Cargnin (66kg), Jéssica Pereira (52kg) e Tamires Crude (57kg), mas apenas Jéssica venceu e ficou com o ouro. Na decisão, ela passou pela americana Angelica Delgado. Cargnin perdeu pro cubano Osniel Solis e Tamires para a canadense Christa Deguchi. Ainda teve um bronze de Alexia Castilhos nos 63kg.

No sábado, veio o outro ouro com Leonardo Gonçalves nos 100kg. Foi uma boa surpresa, pois esta tem sido a pior categoria do Brasil na atualidade. Ele venceu na decisão o dominicano Lewis Medina, que havia derrotado o cubano José Armenteros, que já foi vice mundial. Em uma categoria esvaziada, Beatriz Souza chegou à final do +78kg, mas perdeu pra cubana Idalys Ortiz, uma das maiores judocas da história, que venceu o campeonato pan-americano pela 10ª vez. Eduardo Yudy Santos foi bronze nos 81kg, fechando apenas 3 medalhas pro Brasil no dia.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil contou com Maria Portela e David Moura. A equipe venceu o Peru por 4-1 na 1ª rodada e derrotou na semifinal a Venezuela pelo mesmo placar. Na final, perdeu de 4-2 pra Cuba, sendo que tanto a Portela quanto o David perderam e o Brasil terminou com a prata.

Apesar de contar pontos pro ranking, este Pan não servirá pra classificação olímpica de Tóquio. O período de qualificação olímpica começa no fim de maio, no GP de Hohhot, na China, próximo compromisso da seleção brasileira principal, e que também definirá os classificados pro Mundial de Baku, em setembro.

CBJ convoca seleção pro Pan

Seguindo a mesma ideia do ano passado, a CBJ convocou pro Pan-Americano adulto de judô, que será disputado na próxima semana na Costa Rica, uma equipe jovem, com atletas de 18 a 25 anos para as disputas individuais.

No feminino, a equipe conta com: Larissa Farias (48kg), Jéssica Pereira (52kg), Tamires Crude (57kg), Kamila Silva (57kg), Yanka Pascoalino (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Bruna Silva (70kg), Laislaine Rocha (78kg) e Beatriz Souza (+78kg). No masculino, teremos Ítalo Carvalho (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Michael Marcelino (66kg), David Lima (73kg), Jeferson Santos Jr (73kg), Eduardo Yudy Santos (81kg), Rafael Macedo (90kg), Gustavo Assis (90kg) e Leonardo Gonçalves (100kg). Também chamou apenas para a disputa por equipes os mais rodados Maria Portela (70kg) e David Moura (+100kg), que estão liderando os ranking mundiais.

O Pan dá 700 pontos no ranking para os campeões e com isso deve ajudar bem a nova geração a subir no ranking e brigar com os atuais favoritos às vagas olímpicas.

Talvez o que mais se beneficie é Daniel Cargnin. Atual 15º do ranking, ele está a menos de 300 pontos do Charles Chibana, 12º. Se for bem no Pan, deve passa-lo. Eduardo Yudy Santos terá uma bela oportunidade de se firmar como o melhor nos 81kg. Ele defende o ouro do Pan de 2017. A nossa pior categoria hoje é os 100kg masculino, onde o melhor do ranking é Luciano Correa, apenas em 39º. Se continuarmos assim, o Brasil poderia até ficar sem vaga olímpica na prova. Leonardo Gonçalves é o atual 41º e, se medalhar no Pan, subiria umas boas posições, espantando o fantasma da não-classificação olímpica.

No feminino, Jéssica Pereira e Beatriz Souza chegarão como top-10 do ranking mundial. Jéssica está longe da líder do ranking Erika Miranda, que dificilmente perderia a vaga para Tóquio-2020, mas Beatriz está a apenas 768 pontos de Maria Suelen Altheman e pode aparecer como uma forte concorrente a vaga no futuro. Nos 63kg, Yanka Pascoalino e Alexia Castilhos também podem subir bem e tirar o lugar de Ketleyn Quadros e de Mariana Silva.

Muito acertada essa estratégia da CBJ de montar esta equipe pro Pan.