Momento delicado no judô

Depois de zerar no Grand Slam de Paris na semana passada, a equipe feminina foi completa para o Aberto Europeu de Oberwart, na Áustria. Uma competição de nível técnico bem mais baixo, seria uma ótima oportunidade de medalhar e ganhar ritmo de luta, apesar do torneio não oferecer muitos pontos pro ranking mundial.

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Foto: CBJ

As medalhas vieram, mas nenhum ouro. Rafaela Silva e Mayra Aguiar chegaram à final de suas categorias, mas as duas perderam. A nossa campeã olímpica perdeu para a polonesa Anna Borowska por ippon. Já Mayra foi eliminada por hansokumake (3 shidos) contra a austríaca Bernadette Graf.

Foram outros 4 bronzes: Larissa Pimenta (52kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Suelen Altheman (+78kg) e Beatriz Souza (+78kg). Nathalia Brígida (48kg) e Samanta Soares (78kg) perderam as disputas de bronze e terminaram em 5º.

6 medalhas foi bom, mas um pouco abaixo devido ao baixo nível da competição. A equipe segue agora para Düsseldorf onde compete em mais um Grand Slam ao lado da equipe masculina.

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Zerado no 1º Grand Slam de Judô do ano

Brasil saiu zerado no 1º Grand Slam do ano no judô, em Paris. Mesmo contando com a equipe feminina completa.

A CBJ mandou 14 judocas, 2 por categoria, mas a única que chegou a brigar por medalha foi a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, perdendo o bronze para sul-coreana nos 57kg.

A competição marcou o retorno de Mayra Aguiar, que não esteve no Masters em dezembro na China. Mas Mayra perdeu logo na sua luta de estreia contra chinesa. Também caíram na estreia Tamires Crude (57kg), Ketleyn Quadros (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Maria Portela (70kg), Ellen Santana (70kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Ao todo as brasileiras fizeram 28 lutas, vencendo apenas 11 (39,3%). Mas o que chamou muito a atenção foi a quantidade de shidos levados pelas brasileiras. Foram 44 em 28 lutas, uma média de 1,57 por luta. Nada menos que 7 judocas perderam uma luta por hansokumake, que é quando um judoca é eliminado após levar 3 shidos.

Lógico que o Brasil tem que participar dessas competições fortes, mas não sei se a tática da CBJ está tão boa. Eles enviam os nossos melhores judocas para as principais competições, que costumam ter chaves muito fortes, com muitos japoneses e os brasileiros caem às vezes muito cedo, conquistando poucos pontos pro ranking mundial. A equipe principal fica de fora dos torneios mais fracos como os GPs e o Pan e acaba perdendo boas chances de pontuar. Aí num Grand Slam ou Mundial não é cabeça de chave e pode pegar logo na estreia uma pedreira.

Ainda é cedo para falar qualquer coisa, pois foi apenas a 1ª competição do ano pra maioria, mas já acendeu a luz amarela.

A equipe feminina segue agora pra Áustria, onde disputa essa semana o Aberto Europeu de Oberwart. Ótima chance de pontuar. 13 das 14 brasileiras serão cabeças de chave.

3 medalhas no Masters de Judô

Na 2ª principal competição do ano, atrás apenas do Mundial, os brasileiros conquistaram 3 medalhas no Masters, realizado em Guangzhou, na China.

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Pódio do +100kg. Foto: IJF

O Brasil contou com 11 atletas na competição que reúne os 16 melhores de cada categoria e medalhou apenas nas categorias mais pesadas. Rafael Silva chegou à final do +100kg e perdeu pro campeão mundial, o georgiano Guram Tushishvili, por imobilização. David Moura ficou com o bronze na mesma categoria e Maria Suelen Altheman também foi bronze no +78kg, após perder mais uma semifinal para a cubana Idalys Ortiz. Eric Takabatake (60kg), Daniel Cargnin (66kg) e Rafaela Silva (57kg) perderam a disputa de bronze.

Foi um ano bem abaixo do esperado pro Brasil no judô. Considerando todas as competições do circuito adulto, juvenil e cadete, o Brasil levou 51 ouros, 40 pratas e 63 bronzes, 158 medalhas no total. Em 2017, foram 206 medalhas (91-47-68).

As medalhas individuais conquistadas em 2018 em competições internacionais foram:
Mundial Adulto – 0-0-1
Mundial Júnior – 0-2-2
Jogos Olímpicos da Juventude – 0-0-1
Masters – 0-1-2
Grand Slams – 1-3-6
Grand Prix – 4-7-18
Pan-American Sênior – 2-3-2
Pan-Americano Júnior – 9-3-3
Pan-Americano Cadete – 8-4-3
Open Pan-Americano – 11-5-12
Copa Europeia Júnior – 5-2-6
Copa Europeia Cadete – 4-4-7
Gimnasíade – 7-6-0

Em 2017, o Brasil levou 1-1-3 no Masters, 3-5-9 em Grand Slams e 10-6-8 em GPs. Agora é ficar de olho na temporada de 2019, que vai valer demais pro ranking de classificação olímpica.

Pelos ranking atuais, o Brasil não teria vaga olímpica nos 90kg masculino. Rafael Macedo está a uma posição da classificação olímpica. Mas a tendência é isso mudar muito até maio de 2020, quando o ranking será fechado.

Judô passa em branco em Osaka

No fortíssimo Grand Slam de Osaka, a equipe brasileira saiu sem medalha.

Se um japonês (ou às vezes dois) numa chave de um Mundial já complica, imagina colocar 4? Esse Grand Slam foi assim e os donos da casa simplesmente destruíram a concorrência. Nada menos que 35 judocas dos 56 que competiram medalharam pro Japão, que saiu com incríveis 11 ouros, 8 pratas e 16 bronzes!

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Rafael Macedo. Foto: IJF

Sete brasileiros chegaram às 4as de final e quatro deles foram pra disputa de bronze, mas acabaram perdendo. Ficaram em 5º: Eric Takabatake (60kg), Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Beatriz Souza (+78kg). Acabaram em 7º: Phelipe Pelim (60kg), Jéssica Pereira (52kg) e Maria Portela (70kg).

Entre os destaques negativos ficaram a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, que caiu novamente na estreia nos 57kg, assim como Rafael Silva no +100kg.

Os únicos que conseguiram quebrar o domínio japonês foram a canadense Jessica Klimkait (57kg), o holandês Henk Grol (+100kg) e a cubana Idalys Ortiz (+78kg). Klimkait e Ortiz venceram nada menos que 3 japonesas no torneio! Mas a campanha da canadense foi um sonho, derrotando Kana Tomizawa nas 8as, a fortíssima mongol Sumiya Dorjsuren nas 4as, Haruka Funakubo na semi e Momo Tamaoki na decisão. Interessante que a única japonesa que ela não enfrentou foi Tsukasa Yoshida, que é a atual campeã mundial.

A temporada será encerrada daqui 2 semanas no Masters de Guangzhou, na China.

5 medalhas no Mundial Jr de Judô

O Brasil conquistou 5 medalhas no Mundial Jr de Judô, disputado desde quarta-feira, em Nassau, nas Bahamas.

Apesar de não ter conquistado nenhum ouro, a equipe brasileira fez uma boa campanha na capital das Bahamas com 5 medalhas.

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Michael Marcelino no pódio dos 66kg. Foto: IJF

Nas chaves individuais, foram 2 pratas e 2 bronzes. Michael Marcelino, nos 66kg chegou até a final e perdeu pro italiano Manuel Lombardo por ippon. No acima de 78kg feminino, Beatriz Souza, que disputou o Mundial adulto, perdeu a final pra japonesa Hikaru Kodama também por ippon, só que por imobilização faltando 35s pro fim da luta, e ficou com a prata.

Os bronzes vieram com Renan Torres nos 60kg masculino e com Amanda Arraes nos 44kg feminino. Ellen Santana (70kg) e Camila Ponce (78kg) perderam a disputa do bronze e terminaram em 5º. Além deles, Guilherme Schmidt (81kg), Lucas Lima (100kg), Laura Ferreira (48kg) e Luiza Cruz (+78kg) perderam na 4as e na repescagem e terminaram em 7º. Com isso, o Brasil colocou 10 dos seus 20 judocas entre os 8 melhores do mundo em suas categorias no Sub21.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil fez uma disputa espetacular e muito tensa contra a Rússia pelas 4as. Perdeu os 4 combates no masculino e venceu os 4 no feminino. No desempate, a  categoria escolhida foi os 48kg feminino e Laura Ferreira venceu novamente Diana Tunian numa luta muito travada. Na semifinal, o Brasil fez 5-1 no Cazaquistão, garantindo a vaga na final contra o imbatível Japão. Na decisão, Lucas Lima venceu na abertura, mas o Brasil levou a virada e perdeu de 5-1, ficando com mais uma prata.

Neste ciclo olímpico já são 38 medalhas em Mundiais de base (10O-12P-16B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Prata – Michael Marcelino – Judô 66kg Sub21 (out/18)
Prata – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/18)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub21 (out/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)
Bronze – Luiz Oliveria – Boxe 52kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Rebeca Santos – Boxe 60kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub21 (out/18)
Bronze – Renan Torres – Judô 60kg Sub21 (out/18)

Mundial de Judô – Final

No dia dos pesados, mais decepção brasileira.

Acima de 100kg masculino

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Tushishvili contra Kokauri. Foto: IJF

Sem Teddy Riner na disputa, a chave estava relativamente aberta. Rafael Silva pegou logo na sua estreia o japonês Hisayoshi Harasawa numa luta praticamente se golpes. Os dois levaram dois shidos no tempo normal por não-combatividade. No golden score, Rafael levou o 3º e foi eliminado. David Moura, prata no último Mundial, levou um belo ippon do usbeque Bekmorud Oltiboev com2min37 de luta e também caiu na estreia.

O georgiano número 1 do mundo Guram Tushishvili foi brilhante e venceu todas as suas lutas por ippon. Na decisão, faltando apenas 4s pro fim do tempo regulamentar, Tushishvili deu um lindo ippon num seoi-nage sobre o azeri Ushangi Kokauri e ficou com o ouro. Os bronzes foram pro japonês Harasawa e pro mongol Ulziibayar Duurenbayar.

Acima de 78kg feminino

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Asahina contra Idalys Ortiz. Foto: IJF

Maria Suelen Altheman não cegou super cotada pro Mundial, mas começou muito bem, derrotando 3 europeias por ippon: a francesa Anne Fatoumata M’Bairo, a alemã Carolin Weiss e a britânica Sarah Adlington e chegou até a semifinal, onde pegou sua maior carrasca, a cubana Idalys Ortiz. A brasileira não sabia muito o que fazer e levou 2 shidos por não-combatividade e Ortiz levou 1. Com quase 2min de golden score, Ortiz derrubou a brasileira e venceu por wazaari. Foi o 13º confronto entre as 2 e a 13ª vitória da cubana. Maria Suelen voltou pra disputa do bronze contra a turca Kayra Sayit, que fez um wazaari na brasileira em 1min e acabou com a medalha.

Ortiz pegou na final a japonesa Sarah Asahina, que precisou de 2min30 de golden score para vencer. Ortiz levou seu 3º shido no golden score por não combatividade e foi eliminada por hansokumake, dando o 7º ouro japonês no Mundial. Foi a 7ª medalha de Ortiz em Mundiais. Além da turca Sayit, o bronze foi para a bósnia Larisa Ceric.

Prova por Equipes Mistas

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Dream Team japonês com o ouro. Foto: IJF

Nenhuma surpresa o título por equipes ir pro Japão. Eles venceram a Mongólia por 4-0, o Azerbaijão por 4-2 nas 4as, a equipe unificada das Coreias por 4-0 na semifinal e, na decisão, fez 4-1 na França. O único ponto francês foi com Marie-Eve Gahie sobre Yoko Ono. Nas disputas do bronze, a Coreia venceu 4-0 a Alemanha e a Rússia fez 4-1 no Azerbaijão.

O Brasil venceu Cuba nas 8as por 4-3. Após empatar em 3-3, Beatriz Souza e Idalys Ortiz precisaram se enfrentar novamente. Ortiz tinha vencido a luta anterior, mas chegou exausta pra esse golden score e levou ippon de Beatriz. Nas 4as, o Brasil perdeu de 4-2 pra França e na repescagem caiu 4-2 pra Alemanha. Decepção de Maria Portela e Rafaela Silva. Portela perdeu as 3 lutas que fez e Rafaela perdeu 2.

O Japão foi dominante no Mundial, com 17 medalhas! Dos 18 judocas individuais, 16 subiram ao pódio. A Coreia do Sul com 2 ouros e 2 bronzes (1 da equipe unificada) ficou em 2º lugar no quadro de medalhas. França, Geórgia, Irã, Ucrânia e Espanha levaram 1 ouro cada. Ao todo 22 países medalharam e o Brasil ficou com apenas o bronze de Érika Miranda, muito abaixo do esperado.

Apesar do desempenho ruim, foi muito ver o Brasil crescendo nas categorias leves masculinas, chegando bem perto de medalha com novos nomes como Eric Takabatake (que nem é tão novo assim), Daniel Cargnin e Eduardo Yudy Santos. Os pesados Rafael Silva  e David Moura caíram na estreia, muito abaixo do esperado, apesar de terem chaves muito duras. O feminino decepcionou muito com os desempenhos fracos de Mayra Aguiar, Maria Portela e Rafaela Silva, mas Érika mostrou enorme regularidade para levar sua 5ª medalha seguida em Mundiais. Bom ver Jéssica Pereira bem e Maria Suelen Altheman retornando ao seus melhores dias.

Mundial de Judô – Dia 6

Pela 1ª vez um japonês não subiu ao pódio em Baku.

Até 100kg masculino

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Cho derruba Liparteliani na decisão. Foto: IJF

Apesar de ter sido ouro no Mundial de 2017, o japonês Aaron Wolf (ele é filho de pai americano) conseguiu ser o único japonês a não subir no pódio neste Mundial. O favoritismo da categoria era todo do georgiano Varlam Liparteliani, prata no Rio-2016 e nos Mundiais de 2013 e 2017. Líder do ranking, Liparteliani disputou até os Jogos do Rio no 90kg e agora subiu de categoria. Nas 8as ele venceu o azeri Elmar Gasimov, prata nesta categoria no Rio-2016. Nas semifinais, Liparteliani venceu o mongol Lkhagvasürengiin Otgonbaatar enquanto o sul-coreano Cho Gu-ham passou pelo russo Niyaz Ilyasov, que eliminou Wolf nas 4as.

Numa luta super longa, que precisou de quase mais 5min de golden score, Cho conseguiu derrubar Liaprteliani e levar o wazaari para ficar com o ouro, deixando o georgiano com a sina do vice-campeonato. Os bronzes ficaram com Ilyasov e Otgonbaatar.

Até 78kg feminino

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Hamada derruba Steenhuis na decisão. Foto: IJF

Campeã mundial em 2017 e uma das maiores favoritas a medalha na categoria, a brasileira Mayra Aguiar venceu na estreia a sul-africana Unelle Snyman em 1min40s, mas nas 8as bobeou e levou um wazaari da chinesa Ma Zhenzhao, sendo eliminada precocemente. Ma chegou até a semi, onde perdeu pra número 1 do ranking, a holandesa Guusje Steenhuis. Na parte de baixo, a japonesa Shori Hamada venceu a outra holandesa da chave, Marhinde Verkerk.

Na final, mais uma luta super demorada. Sem ninguém pontuar, o combate foi pro golden score e nenhuma conseguia um golpe. As duas estavam super cansadas, mas Hamada mostrava mais combate, enquanto Steenhuis se arrastava e toma shidos. Até que com 5min23s de tempo extra, ela tomou o 3º shido por sair da área de combate e foi eliminada, dando mais um ouro para o Japão. Os bronzes ficaram com Verkerk e a russa Aleksandra Babintseva.