3 medalhas no Masters de Judô

Na 2ª principal competição do ano, atrás apenas do Mundial, os brasileiros conquistaram 3 medalhas no Masters, realizado em Guangzhou, na China.

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Pódio do +100kg. Foto: IJF

O Brasil contou com 11 atletas na competição que reúne os 16 melhores de cada categoria e medalhou apenas nas categorias mais pesadas. Rafael Silva chegou à final do +100kg e perdeu pro campeão mundial, o georgiano Guram Tushishvili, por imobilização. David Moura ficou com o bronze na mesma categoria e Maria Suelen Altheman também foi bronze no +78kg, após perder mais uma semifinal para a cubana Idalys Ortiz. Eric Takabatake (60kg), Daniel Cargnin (66kg) e Rafaela Silva (57kg) perderam a disputa de bronze.

Foi um ano bem abaixo do esperado pro Brasil no judô. Considerando todas as competições do circuito adulto, juvenil e cadete, o Brasil levou 51 ouros, 40 pratas e 63 bronzes, 158 medalhas no total. Em 2017, foram 206 medalhas (91-47-68).

As medalhas individuais conquistadas em 2018 em competições internacionais foram:
Mundial Adulto – 0-0-1
Mundial Júnior – 0-2-2
Jogos Olímpicos da Juventude – 0-0-1
Masters – 0-1-2
Grand Slams – 1-3-6
Grand Prix – 4-7-18
Pan-American Sênior – 2-3-2
Pan-Americano Júnior – 9-3-3
Pan-Americano Cadete – 8-4-3
Open Pan-Americano – 11-5-12
Copa Europeia Júnior – 5-2-6
Copa Europeia Cadete – 4-4-7
Gimnasíade – 7-6-0

Em 2017, o Brasil levou 1-1-3 no Masters, 3-5-9 em Grand Slams e 10-6-8 em GPs. Agora é ficar de olho na temporada de 2019, que vai valer demais pro ranking de classificação olímpica.

Pelos ranking atuais, o Brasil não teria vaga olímpica nos 90kg masculino. Rafael Macedo está a uma posição da classificação olímpica. Mas a tendência é isso mudar muito até maio de 2020, quando o ranking será fechado.

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Judô passa em branco em Osaka

No fortíssimo Grand Slam de Osaka, a equipe brasileira saiu sem medalha.

Se um japonês (ou às vezes dois) numa chave de um Mundial já complica, imagina colocar 4? Esse Grand Slam foi assim e os donos da casa simplesmente destruíram a concorrência. Nada menos que 35 judocas dos 56 que competiram medalharam pro Japão, que saiu com incríveis 11 ouros, 8 pratas e 16 bronzes!

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Rafael Macedo. Foto: IJF

Sete brasileiros chegaram às 4as de final e quatro deles foram pra disputa de bronze, mas acabaram perdendo. Ficaram em 5º: Eric Takabatake (60kg), Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Beatriz Souza (+78kg). Acabaram em 7º: Phelipe Pelim (60kg), Jéssica Pereira (52kg) e Maria Portela (70kg).

Entre os destaques negativos ficaram a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, que caiu novamente na estreia nos 57kg, assim como Rafael Silva no +100kg.

Os únicos que conseguiram quebrar o domínio japonês foram a canadense Jessica Klimkait (57kg), o holandês Henk Grol (+100kg) e a cubana Idalys Ortiz (+78kg). Klimkait e Ortiz venceram nada menos que 3 japonesas no torneio! Mas a campanha da canadense foi um sonho, derrotando Kana Tomizawa nas 8as, a fortíssima mongol Sumiya Dorjsuren nas 4as, Haruka Funakubo na semi e Momo Tamaoki na decisão. Interessante que a única japonesa que ela não enfrentou foi Tsukasa Yoshida, que é a atual campeã mundial.

A temporada será encerrada daqui 2 semanas no Masters de Guangzhou, na China.

5 medalhas no Mundial Jr de Judô

O Brasil conquistou 5 medalhas no Mundial Jr de Judô, disputado desde quarta-feira, em Nassau, nas Bahamas.

Apesar de não ter conquistado nenhum ouro, a equipe brasileira fez uma boa campanha na capital das Bahamas com 5 medalhas.

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Michael Marcelino no pódio dos 66kg. Foto: IJF

Nas chaves individuais, foram 2 pratas e 2 bronzes. Michael Marcelino, nos 66kg chegou até a final e perdeu pro italiano Manuel Lombardo por ippon. No acima de 78kg feminino, Beatriz Souza, que disputou o Mundial adulto, perdeu a final pra japonesa Hikaru Kodama também por ippon, só que por imobilização faltando 35s pro fim da luta, e ficou com a prata.

Os bronzes vieram com Renan Torres nos 60kg masculino e com Amanda Arraes nos 44kg feminino. Ellen Santana (70kg) e Camila Ponce (78kg) perderam a disputa do bronze e terminaram em 5º. Além deles, Guilherme Schmidt (81kg), Lucas Lima (100kg), Laura Ferreira (48kg) e Luiza Cruz (+78kg) perderam na 4as e na repescagem e terminaram em 7º. Com isso, o Brasil colocou 10 dos seus 20 judocas entre os 8 melhores do mundo em suas categorias no Sub21.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil fez uma disputa espetacular e muito tensa contra a Rússia pelas 4as. Perdeu os 4 combates no masculino e venceu os 4 no feminino. No desempate, a  categoria escolhida foi os 48kg feminino e Laura Ferreira venceu novamente Diana Tunian numa luta muito travada. Na semifinal, o Brasil fez 5-1 no Cazaquistão, garantindo a vaga na final contra o imbatível Japão. Na decisão, Lucas Lima venceu na abertura, mas o Brasil levou a virada e perdeu de 5-1, ficando com mais uma prata.

Neste ciclo olímpico já são 38 medalhas em Mundiais de base (10O-12P-16B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Prata – Michael Marcelino – Judô 66kg Sub21 (out/18)
Prata – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/18)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub21 (out/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)
Bronze – Luiz Oliveria – Boxe 52kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Rebeca Santos – Boxe 60kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub21 (out/18)
Bronze – Renan Torres – Judô 60kg Sub21 (out/18)

Mundial de Judô – Final

No dia dos pesados, mais decepção brasileira.

Acima de 100kg masculino

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Tushishvili contra Kokauri. Foto: IJF

Sem Teddy Riner na disputa, a chave estava relativamente aberta. Rafael Silva pegou logo na sua estreia o japonês Hisayoshi Harasawa numa luta praticamente se golpes. Os dois levaram dois shidos no tempo normal por não-combatividade. No golden score, Rafael levou o 3º e foi eliminado. David Moura, prata no último Mundial, levou um belo ippon do usbeque Bekmorud Oltiboev com2min37 de luta e também caiu na estreia.

O georgiano número 1 do mundo Guram Tushishvili foi brilhante e venceu todas as suas lutas por ippon. Na decisão, faltando apenas 4s pro fim do tempo regulamentar, Tushishvili deu um lindo ippon num seoi-nage sobre o azeri Ushangi Kokauri e ficou com o ouro. Os bronzes foram pro japonês Harasawa e pro mongol Ulziibayar Duurenbayar.

Acima de 78kg feminino

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Asahina contra Idalys Ortiz. Foto: IJF

Maria Suelen Altheman não cegou super cotada pro Mundial, mas começou muito bem, derrotando 3 europeias por ippon: a francesa Anne Fatoumata M’Bairo, a alemã Carolin Weiss e a britânica Sarah Adlington e chegou até a semifinal, onde pegou sua maior carrasca, a cubana Idalys Ortiz. A brasileira não sabia muito o que fazer e levou 2 shidos por não-combatividade e Ortiz levou 1. Com quase 2min de golden score, Ortiz derrubou a brasileira e venceu por wazaari. Foi o 13º confronto entre as 2 e a 13ª vitória da cubana. Maria Suelen voltou pra disputa do bronze contra a turca Kayra Sayit, que fez um wazaari na brasileira em 1min e acabou com a medalha.

Ortiz pegou na final a japonesa Sarah Asahina, que precisou de 2min30 de golden score para vencer. Ortiz levou seu 3º shido no golden score por não combatividade e foi eliminada por hansokumake, dando o 7º ouro japonês no Mundial. Foi a 7ª medalha de Ortiz em Mundiais. Além da turca Sayit, o bronze foi para a bósnia Larisa Ceric.

Prova por Equipes Mistas

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Dream Team japonês com o ouro. Foto: IJF

Nenhuma surpresa o título por equipes ir pro Japão. Eles venceram a Mongólia por 4-0, o Azerbaijão por 4-2 nas 4as, a equipe unificada das Coreias por 4-0 na semifinal e, na decisão, fez 4-1 na França. O único ponto francês foi com Marie-Eve Gahie sobre Yoko Ono. Nas disputas do bronze, a Coreia venceu 4-0 a Alemanha e a Rússia fez 4-1 no Azerbaijão.

O Brasil venceu Cuba nas 8as por 4-3. Após empatar em 3-3, Beatriz Souza e Idalys Ortiz precisaram se enfrentar novamente. Ortiz tinha vencido a luta anterior, mas chegou exausta pra esse golden score e levou ippon de Beatriz. Nas 4as, o Brasil perdeu de 4-2 pra França e na repescagem caiu 4-2 pra Alemanha. Decepção de Maria Portela e Rafaela Silva. Portela perdeu as 3 lutas que fez e Rafaela perdeu 2.

O Japão foi dominante no Mundial, com 17 medalhas! Dos 18 judocas individuais, 16 subiram ao pódio. A Coreia do Sul com 2 ouros e 2 bronzes (1 da equipe unificada) ficou em 2º lugar no quadro de medalhas. França, Geórgia, Irã, Ucrânia e Espanha levaram 1 ouro cada. Ao todo 22 países medalharam e o Brasil ficou com apenas o bronze de Érika Miranda, muito abaixo do esperado.

Apesar do desempenho ruim, foi muito ver o Brasil crescendo nas categorias leves masculinas, chegando bem perto de medalha com novos nomes como Eric Takabatake (que nem é tão novo assim), Daniel Cargnin e Eduardo Yudy Santos. Os pesados Rafael Silva  e David Moura caíram na estreia, muito abaixo do esperado, apesar de terem chaves muito duras. O feminino decepcionou muito com os desempenhos fracos de Mayra Aguiar, Maria Portela e Rafaela Silva, mas Érika mostrou enorme regularidade para levar sua 5ª medalha seguida em Mundiais. Bom ver Jéssica Pereira bem e Maria Suelen Altheman retornando ao seus melhores dias.

Mundial de Judô – Dia 6

Pela 1ª vez um japonês não subiu ao pódio em Baku.

Até 100kg masculino

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Cho derruba Liparteliani na decisão. Foto: IJF

Apesar de ter sido ouro no Mundial de 2017, o japonês Aaron Wolf (ele é filho de pai americano) conseguiu ser o único japonês a não subir no pódio neste Mundial. O favoritismo da categoria era todo do georgiano Varlam Liparteliani, prata no Rio-2016 e nos Mundiais de 2013 e 2017. Líder do ranking, Liparteliani disputou até os Jogos do Rio no 90kg e agora subiu de categoria. Nas 8as ele venceu o azeri Elmar Gasimov, prata nesta categoria no Rio-2016. Nas semifinais, Liparteliani venceu o mongol Lkhagvasürengiin Otgonbaatar enquanto o sul-coreano Cho Gu-ham passou pelo russo Niyaz Ilyasov, que eliminou Wolf nas 4as.

Numa luta super longa, que precisou de quase mais 5min de golden score, Cho conseguiu derrubar Liaprteliani e levar o wazaari para ficar com o ouro, deixando o georgiano com a sina do vice-campeonato. Os bronzes ficaram com Ilyasov e Otgonbaatar.

Até 78kg feminino

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Hamada derruba Steenhuis na decisão. Foto: IJF

Campeã mundial em 2017 e uma das maiores favoritas a medalha na categoria, a brasileira Mayra Aguiar venceu na estreia a sul-africana Unelle Snyman em 1min40s, mas nas 8as bobeou e levou um wazaari da chinesa Ma Zhenzhao, sendo eliminada precocemente. Ma chegou até a semi, onde perdeu pra número 1 do ranking, a holandesa Guusje Steenhuis. Na parte de baixo, a japonesa Shori Hamada venceu a outra holandesa da chave, Marhinde Verkerk.

Na final, mais uma luta super demorada. Sem ninguém pontuar, o combate foi pro golden score e nenhuma conseguia um golpe. As duas estavam super cansadas, mas Hamada mostrava mais combate, enquanto Steenhuis se arrastava e toma shidos. Até que com 5min23s de tempo extra, ela tomou o 3º shido por sair da área de combate e foi eliminada, dando mais um ouro para o Japão. Os bronzes ficaram com Verkerk e a russa Aleksandra Babintseva.

Mundial de Judô – Dia 5

Primeira final sem Japão veio apenas no 5º dia do Mundial em Baku.

Até 90kg masculino

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Nikoloz Sherazadishvili (ESP). Foto: IJF

Esta é talvez a pior categoria do Japão no masculino. A última vez que um japonês chegou na final foi em 2011 e a última vez que um japonês foi ouro foi no Mundial de 2005! Em compensação foi um japonês que levou o ouro no Rio-2016. Mas em Mundiais a escrita permanece.

Número 1 do ranking, o sérvio Aleksandar Kukolj perdeu para o brasileiro que defende o Líbano Nacif Elias. Nas 8as, Nacif perdeu pro cubano Iván Felipe Silva e, nas 4as, Silva surpreendeu o japonês Kenta Nagasawa por ippon. Mas o principal cubano da categoria é Asley Gonzalez, que perdeu nas 4as para o espanhol Nikoloz Sherazadishvili, que nasceu na Geórgia, mas se mudou ainda criança pra Espanha. O espanhol seguiu surpreendendo, derrotando na semi o húngaro Krisztian Toth e foi pra final contra o cubano Silva, que abriu a decisão com um wazaari. O espanhol conseguiu um belo contra-golpe para empatar a luta e levar pro golden score. Com 2min do tempo extra, Sherazadishvili mandou um uchimata e derrubou o cubano para se tornar o 1º espanhol campeão mundial na história.

O brasileiro Rafael Macedo caiu logo na estreia para o grego Theodoros Tselidis por wazaari. Os bronzes ficaram com o japonês Nagasawa e com o francês Axel Clerget.

Até 70kg feminino

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Arai derrubando Gahié na decisão. Foto: IJF

Maria Portela chegou como a número 1 do mundo e derrotou na sua 1ª luta facilmente a polonesa Daria Pogorzelec, mas nas 8as levou um ippon da porto-riquenha Maria Pérez, que conseguiu derrubá-la com o pé e jogar a brasileira de costas no chão. A grande surpresa da chave foi a vitória da marroquina Assmaa Niang sobre a japonesa Yoko Ono nas 4as. Na semifinais, Perez perdeu para a outra japonesa, Chizuru Arai, que defendia o título mundial, e a francesa Marie-Eve Gahié venceu a marroquina.

Com 10s de luta na final, Gahié fez um wazaari e largou na frente. Mas 1min depois, a japonesa derrubou Gahié e conseguiu um wazaari. Enquanto a francesa ficava olhando pro placar, Arai aproveitou e a imobilizou, para conseguir o segundo wazaari e o ippon. A outra japonesa Yoko Ono e a colombiana Yuri Alvear ficaram com os bronzes. A colombiana chega ao seu 5º pódio seguido em mundiais e 7º em competições globais (mundiais e Olimpíadas).

Mundial de Judô – Dia 4

Japão perde nas duas finais e judô masculino brasileiro mostra boa evolução.

Até 81kg masculino

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Saeid Mollaei (IRI) e Sotaro Fujiwara (JPN). Foto: IJF

Número 1 do ranking na categoria, o iraniano Saeid Mollaei confirmou sua posição para levar o 1º título mundial do Irã em 15 anos, desde Arash Miresmaeili em 2003. Moallei vinha este ano do título no GS de Dusseldorf e da prata nos Jogos Asiáticos. Na decisão ele enfrentou o japonês Sotaro Fujiwara, que este ano havia vencido os GS de Ekaterinburg e de Paris. Mollaei dominou o início da final e conseguiu numa técnica bem interessante reverter um ataque do japonês para conseguir um wazaari. Fujiwara não fazia nada, mas, faltando 1min, derrubou o iraniano e empatou a luta. No golden score, Moallei voou pra cima do japonês e, com 16s, fez o 2º wazaari para ficar com o ouro.

Eduardo Yudy Santos começou sua campanha contra uma pedreira, o mongol Uuganbaatar Otgonbaatar, de quem já havia perdido esse ano, mas consegui vencer por wazaari. Depois passou pelo grego Alexios Ntanatsidis e caiu nas 8as para o alemão campeão mundial em 2017 Alexander Wieczerzak. Victor Penalber estreou com vitória de ippon sobre marroquino, mas caiu na 2ª luta para uzbeque. Os bronzes ficaram com Wieczerzak e com o turco Vedat Albayrak.

Até 63kg feminino

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Clarisse Agbegnenou e Miku Tashiro. Foto: IJF

Desde 2010 com Yoshie Ueno que o Japão não venceu esta categoria. E o jejum vai aumentar. A francesa Clarisse Agbegnenou venceu seu 3º título mundial numa campanha perfeita! Número 1 do mundo, a favorita venceu sua 5 lutas por ippon. Na final, pegou a japonesa Miku Tashiro no 8º confronto entre as duas. Mas a vantagem de Agbegnenou é enorme e ela venceu com um lindíssimo ippon, revertendo um ataque de Tashiro. Foi a 7ª vitória da francesa sobre a japonesa na carreira e o 3º título mundial, repetindo 2014 e 2017.

A veterana Ketleyn Quadros, bronze olímpico em 2008, venceu na estreia a americana Hannah Martin por imobilização, mas perdeu na 2ª rodada para a eslovena Andreja Leski por wazaari. Os bronzes ficaram com a outra eslovena, a campeã olímpica Tina Trstenjak, e a holandesa Juul Franssen.

Após 4 dias, o Brasil tem um bronze com Érika Miranda, mas colhe bons resultados, principalmente no masculino, que apaga o péssimo Mundial de 2017. Até agora, os homens tem um 5º e um 7º lugares e 11 vitórias e 8 derrotas após 6 atletas lutarem. No feminino, temos um bronze e 9 vitórias e 6 derrotas após 5 atletas. Desempenho esta muito bom.