5 medalhas no Mundial Jr de Judô

O Brasil conquistou 5 medalhas no Mundial Jr de Judô, disputado desde quarta-feira, em Nassau, nas Bahamas.

Apesar de não ter conquistado nenhum ouro, a equipe brasileira fez uma boa campanha na capital das Bahamas com 5 medalhas.

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Michael Marcelino no pódio dos 66kg. Foto: IJF

Nas chaves individuais, foram 2 pratas e 2 bronzes. Michael Marcelino, nos 66kg chegou até a final e perdeu pro italiano Manuel Lombardo por ippon. No acima de 78kg feminino, Beatriz Souza, que disputou o Mundial adulto, perdeu a final pra japonesa Hikaru Kodama também por ippon, só que por imobilização faltando 35s pro fim da luta, e ficou com a prata.

Os bronzes vieram com Renan Torres nos 60kg masculino e com Amanda Arraes nos 44kg feminino. Ellen Santana (70kg) e Camila Ponce (78kg) perderam a disputa do bronze e terminaram em 5º. Além deles, Guilherme Schmidt (81kg), Lucas Lima (100kg), Laura Ferreira (48kg) e Luiza Cruz (+78kg) perderam na 4as e na repescagem e terminaram em 7º. Com isso, o Brasil colocou 10 dos seus 20 judocas entre os 8 melhores do mundo em suas categorias no Sub21.

No domingo, na disputa por equipes, o Brasil fez uma disputa espetacular e muito tensa contra a Rússia pelas 4as. Perdeu os 4 combates no masculino e venceu os 4 no feminino. No desempate, a  categoria escolhida foi os 48kg feminino e Laura Ferreira venceu novamente Diana Tunian numa luta muito travada. Na semifinal, o Brasil fez 5-1 no Cazaquistão, garantindo a vaga na final contra o imbatível Japão. Na decisão, Lucas Lima venceu na abertura, mas o Brasil levou a virada e perdeu de 5-1, ficando com mais uma prata.

Neste ciclo olímpico já são 38 medalhas em Mundiais de base (10O-12P-16B):

Ouro – Wesley Dantas – Surfe Júnior (set/16)
Ouro – Duda / Ana Patrícia – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Adrielson / Renato  – Vôlei de Praia Sub21 (jul/17)
Ouro – Revezamento 4x400m misto – Atletismo Sub18 (jul/17)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/17)
Ouro – Isaquias Queiroz – C1 1.000m Sub23 (jul/17)
Ouro – Aldi de Oliveira – Judô 50kg Sub18 (ago/17)
Ouro – Daniel Cargnin – Judô 66kg Sub21 (out/17)
Ouro – Ana Sátila – Extreme K1 Sub23 (jul/18)
Ouro – Uncas Batista – Remo single skiff peso leve Sub23 (jul/18)
Prata – Manoel Messias – Triatlo Sub23 (set/16)
Prata – Ana Sátila Vargas – Canoagem slalom K1 Sub23 (jul/17)
Prata – Isaquias Queiroz – C1 200m Sub23 (jul/17)
Prata – Gabriella Moraes – Judô 63kg Sub18 (ago/17)
Prata – Milena Silva – Judô 70kg Sub18 (ago/17)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub18 (ago/17)
Prata – André dos Santos – Karatê 70kg Cadete (out/17)
Prata – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jul/18)
Prata – Mirieli Estaili Santos – Salto Triplo Sub20 (jul/18)
Prata – Michael Marcelino – Judô 66kg Sub21 (out/18)
Prata – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/18)
Prata – Judô por Equipe Mista Sub21 (out/18)
Bronze – Lucas Ferreira – Remo single skiff Júnior (ago/16)
Bronze – Leandro Souza – Taekwondo +78kg Juvneil (nov/16)
Bronze – Luana Madeira – Levantamento de Peso 48kg Júnior (jun/17)
Bronze – Giovana Rosa – Atletismo 400m Sub18 (jul/17)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Luiza Cruz – Judô +70kg Sub18 (ago/17)
Bronze – Maria Clara Pacheco – Taekwondo 47kg Cadete (ago/17)
Bronze – Beatriz Souza – Judô +78kg Sub21 (out/17)
Bronze – Futebol Masculino Sub17 (out/17)
Bronze – Gabriel Ramos – Taekwondo 59kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Patrik Cardoso – Taekwondo +78kg Juvenil (abr/18)
Bronze – Alison dos Santos – 400m com barreiras Sub20 (jul/18)
Bronze – Luiz Oliveria – Boxe 52kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Rebeca Santos – Boxe 60kg Juvenil (ago/18)
Bronze – Amanda Arraes – Judô 44kg Sub21 (out/18)
Bronze – Renan Torres – Judô 60kg Sub21 (out/18)

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Mundial de Judô – Final

No dia dos pesados, mais decepção brasileira.

Acima de 100kg masculino

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Tushishvili contra Kokauri. Foto: IJF

Sem Teddy Riner na disputa, a chave estava relativamente aberta. Rafael Silva pegou logo na sua estreia o japonês Hisayoshi Harasawa numa luta praticamente se golpes. Os dois levaram dois shidos no tempo normal por não-combatividade. No golden score, Rafael levou o 3º e foi eliminado. David Moura, prata no último Mundial, levou um belo ippon do usbeque Bekmorud Oltiboev com2min37 de luta e também caiu na estreia.

O georgiano número 1 do mundo Guram Tushishvili foi brilhante e venceu todas as suas lutas por ippon. Na decisão, faltando apenas 4s pro fim do tempo regulamentar, Tushishvili deu um lindo ippon num seoi-nage sobre o azeri Ushangi Kokauri e ficou com o ouro. Os bronzes foram pro japonês Harasawa e pro mongol Ulziibayar Duurenbayar.

Acima de 78kg feminino

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Asahina contra Idalys Ortiz. Foto: IJF

Maria Suelen Altheman não cegou super cotada pro Mundial, mas começou muito bem, derrotando 3 europeias por ippon: a francesa Anne Fatoumata M’Bairo, a alemã Carolin Weiss e a britânica Sarah Adlington e chegou até a semifinal, onde pegou sua maior carrasca, a cubana Idalys Ortiz. A brasileira não sabia muito o que fazer e levou 2 shidos por não-combatividade e Ortiz levou 1. Com quase 2min de golden score, Ortiz derrubou a brasileira e venceu por wazaari. Foi o 13º confronto entre as 2 e a 13ª vitória da cubana. Maria Suelen voltou pra disputa do bronze contra a turca Kayra Sayit, que fez um wazaari na brasileira em 1min e acabou com a medalha.

Ortiz pegou na final a japonesa Sarah Asahina, que precisou de 2min30 de golden score para vencer. Ortiz levou seu 3º shido no golden score por não combatividade e foi eliminada por hansokumake, dando o 7º ouro japonês no Mundial. Foi a 7ª medalha de Ortiz em Mundiais. Além da turca Sayit, o bronze foi para a bósnia Larisa Ceric.

Prova por Equipes Mistas

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Dream Team japonês com o ouro. Foto: IJF

Nenhuma surpresa o título por equipes ir pro Japão. Eles venceram a Mongólia por 4-0, o Azerbaijão por 4-2 nas 4as, a equipe unificada das Coreias por 4-0 na semifinal e, na decisão, fez 4-1 na França. O único ponto francês foi com Marie-Eve Gahie sobre Yoko Ono. Nas disputas do bronze, a Coreia venceu 4-0 a Alemanha e a Rússia fez 4-1 no Azerbaijão.

O Brasil venceu Cuba nas 8as por 4-3. Após empatar em 3-3, Beatriz Souza e Idalys Ortiz precisaram se enfrentar novamente. Ortiz tinha vencido a luta anterior, mas chegou exausta pra esse golden score e levou ippon de Beatriz. Nas 4as, o Brasil perdeu de 4-2 pra França e na repescagem caiu 4-2 pra Alemanha. Decepção de Maria Portela e Rafaela Silva. Portela perdeu as 3 lutas que fez e Rafaela perdeu 2.

O Japão foi dominante no Mundial, com 17 medalhas! Dos 18 judocas individuais, 16 subiram ao pódio. A Coreia do Sul com 2 ouros e 2 bronzes (1 da equipe unificada) ficou em 2º lugar no quadro de medalhas. França, Geórgia, Irã, Ucrânia e Espanha levaram 1 ouro cada. Ao todo 22 países medalharam e o Brasil ficou com apenas o bronze de Érika Miranda, muito abaixo do esperado.

Apesar do desempenho ruim, foi muito ver o Brasil crescendo nas categorias leves masculinas, chegando bem perto de medalha com novos nomes como Eric Takabatake (que nem é tão novo assim), Daniel Cargnin e Eduardo Yudy Santos. Os pesados Rafael Silva  e David Moura caíram na estreia, muito abaixo do esperado, apesar de terem chaves muito duras. O feminino decepcionou muito com os desempenhos fracos de Mayra Aguiar, Maria Portela e Rafaela Silva, mas Érika mostrou enorme regularidade para levar sua 5ª medalha seguida em Mundiais. Bom ver Jéssica Pereira bem e Maria Suelen Altheman retornando ao seus melhores dias.

Mundial de Judô – Dia 6

Pela 1ª vez um japonês não subiu ao pódio em Baku.

Até 100kg masculino

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Cho derruba Liparteliani na decisão. Foto: IJF

Apesar de ter sido ouro no Mundial de 2017, o japonês Aaron Wolf (ele é filho de pai americano) conseguiu ser o único japonês a não subir no pódio neste Mundial. O favoritismo da categoria era todo do georgiano Varlam Liparteliani, prata no Rio-2016 e nos Mundiais de 2013 e 2017. Líder do ranking, Liparteliani disputou até os Jogos do Rio no 90kg e agora subiu de categoria. Nas 8as ele venceu o azeri Elmar Gasimov, prata nesta categoria no Rio-2016. Nas semifinais, Liparteliani venceu o mongol Lkhagvasürengiin Otgonbaatar enquanto o sul-coreano Cho Gu-ham passou pelo russo Niyaz Ilyasov, que eliminou Wolf nas 4as.

Numa luta super longa, que precisou de quase mais 5min de golden score, Cho conseguiu derrubar Liaprteliani e levar o wazaari para ficar com o ouro, deixando o georgiano com a sina do vice-campeonato. Os bronzes ficaram com Ilyasov e Otgonbaatar.

Até 78kg feminino

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Hamada derruba Steenhuis na decisão. Foto: IJF

Campeã mundial em 2017 e uma das maiores favoritas a medalha na categoria, a brasileira Mayra Aguiar venceu na estreia a sul-africana Unelle Snyman em 1min40s, mas nas 8as bobeou e levou um wazaari da chinesa Ma Zhenzhao, sendo eliminada precocemente. Ma chegou até a semi, onde perdeu pra número 1 do ranking, a holandesa Guusje Steenhuis. Na parte de baixo, a japonesa Shori Hamada venceu a outra holandesa da chave, Marhinde Verkerk.

Na final, mais uma luta super demorada. Sem ninguém pontuar, o combate foi pro golden score e nenhuma conseguia um golpe. As duas estavam super cansadas, mas Hamada mostrava mais combate, enquanto Steenhuis se arrastava e toma shidos. Até que com 5min23s de tempo extra, ela tomou o 3º shido por sair da área de combate e foi eliminada, dando mais um ouro para o Japão. Os bronzes ficaram com Verkerk e a russa Aleksandra Babintseva.

Mundial de Judô – Dia 5

Primeira final sem Japão veio apenas no 5º dia do Mundial em Baku.

Até 90kg masculino

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Nikoloz Sherazadishvili (ESP). Foto: IJF

Esta é talvez a pior categoria do Japão no masculino. A última vez que um japonês chegou na final foi em 2011 e a última vez que um japonês foi ouro foi no Mundial de 2005! Em compensação foi um japonês que levou o ouro no Rio-2016. Mas em Mundiais a escrita permanece.

Número 1 do ranking, o sérvio Aleksandar Kukolj perdeu para o brasileiro que defende o Líbano Nacif Elias. Nas 8as, Nacif perdeu pro cubano Iván Felipe Silva e, nas 4as, Silva surpreendeu o japonês Kenta Nagasawa por ippon. Mas o principal cubano da categoria é Asley Gonzalez, que perdeu nas 4as para o espanhol Nikoloz Sherazadishvili, que nasceu na Geórgia, mas se mudou ainda criança pra Espanha. O espanhol seguiu surpreendendo, derrotando na semi o húngaro Krisztian Toth e foi pra final contra o cubano Silva, que abriu a decisão com um wazaari. O espanhol conseguiu um belo contra-golpe para empatar a luta e levar pro golden score. Com 2min do tempo extra, Sherazadishvili mandou um uchimata e derrubou o cubano para se tornar o 1º espanhol campeão mundial na história.

O brasileiro Rafael Macedo caiu logo na estreia para o grego Theodoros Tselidis por wazaari. Os bronzes ficaram com o japonês Nagasawa e com o francês Axel Clerget.

Até 70kg feminino

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Arai derrubando Gahié na decisão. Foto: IJF

Maria Portela chegou como a número 1 do mundo e derrotou na sua 1ª luta facilmente a polonesa Daria Pogorzelec, mas nas 8as levou um ippon da porto-riquenha Maria Pérez, que conseguiu derrubá-la com o pé e jogar a brasileira de costas no chão. A grande surpresa da chave foi a vitória da marroquina Assmaa Niang sobre a japonesa Yoko Ono nas 4as. Na semifinais, Perez perdeu para a outra japonesa, Chizuru Arai, que defendia o título mundial, e a francesa Marie-Eve Gahié venceu a marroquina.

Com 10s de luta na final, Gahié fez um wazaari e largou na frente. Mas 1min depois, a japonesa derrubou Gahié e conseguiu um wazaari. Enquanto a francesa ficava olhando pro placar, Arai aproveitou e a imobilizou, para conseguir o segundo wazaari e o ippon. A outra japonesa Yoko Ono e a colombiana Yuri Alvear ficaram com os bronzes. A colombiana chega ao seu 5º pódio seguido em mundiais e 7º em competições globais (mundiais e Olimpíadas).

Mundial de Judô – Dia 4

Japão perde nas duas finais e judô masculino brasileiro mostra boa evolução.

Até 81kg masculino

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Saeid Mollaei (IRI) e Sotaro Fujiwara (JPN). Foto: IJF

Número 1 do ranking na categoria, o iraniano Saeid Mollaei confirmou sua posição para levar o 1º título mundial do Irã em 15 anos, desde Arash Miresmaeili em 2003. Moallei vinha este ano do título no GS de Dusseldorf e da prata nos Jogos Asiáticos. Na decisão ele enfrentou o japonês Sotaro Fujiwara, que este ano havia vencido os GS de Ekaterinburg e de Paris. Mollaei dominou o início da final e conseguiu numa técnica bem interessante reverter um ataque do japonês para conseguir um wazaari. Fujiwara não fazia nada, mas, faltando 1min, derrubou o iraniano e empatou a luta. No golden score, Moallei voou pra cima do japonês e, com 16s, fez o 2º wazaari para ficar com o ouro.

Eduardo Yudy Santos começou sua campanha contra uma pedreira, o mongol Uuganbaatar Otgonbaatar, de quem já havia perdido esse ano, mas consegui vencer por wazaari. Depois passou pelo grego Alexios Ntanatsidis e caiu nas 8as para o alemão campeão mundial em 2017 Alexander Wieczerzak. Victor Penalber estreou com vitória de ippon sobre marroquino, mas caiu na 2ª luta para uzbeque. Os bronzes ficaram com Wieczerzak e com o turco Vedat Albayrak.

Até 63kg feminino

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Clarisse Agbegnenou e Miku Tashiro. Foto: IJF

Desde 2010 com Yoshie Ueno que o Japão não venceu esta categoria. E o jejum vai aumentar. A francesa Clarisse Agbegnenou venceu seu 3º título mundial numa campanha perfeita! Número 1 do mundo, a favorita venceu sua 5 lutas por ippon. Na final, pegou a japonesa Miku Tashiro no 8º confronto entre as duas. Mas a vantagem de Agbegnenou é enorme e ela venceu com um lindíssimo ippon, revertendo um ataque de Tashiro. Foi a 7ª vitória da francesa sobre a japonesa na carreira e o 3º título mundial, repetindo 2014 e 2017.

A veterana Ketleyn Quadros, bronze olímpico em 2008, venceu na estreia a americana Hannah Martin por imobilização, mas perdeu na 2ª rodada para a eslovena Andreja Leski por wazaari. Os bronzes ficaram com a outra eslovena, a campeã olímpica Tina Trstenjak, e a holandesa Juul Franssen.

Após 4 dias, o Brasil tem um bronze com Érika Miranda, mas colhe bons resultados, principalmente no masculino, que apaga o péssimo Mundial de 2017. Até agora, os homens tem um 5º e um 7º lugares e 11 vitórias e 8 derrotas após 6 atletas lutarem. No feminino, temos um bronze e 9 vitórias e 6 derrotas após 5 atletas. Desempenho esta muito bom.

Mundial de Judô – Dia 3

Domínio asiático no 3º dia em Baku e os japoneses seguem brilhando.

Até 73kg masculino

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An Changrim (KOR) derrubando Soichi Hashimoto (JPN). Foto: IJF

Campeão em 2017, o japonês Soichi Hashimoto chegou como cabeça 1, mas com uma derrota na final do GP de Hohhot em maio para o sul-coreano An Changrim. O japonês venceu 5 lutas, sendo 4 por ippon, e chegou à final novamente. Do outro lado da chave, An Changrim também venceu suas 5 lutas com tranquilidade até a final, também com 4 ippons.

Na decisão, cm 2min de luta, An fez um uchimata seguido de um ko-soto e controlou o japonês no chão. Ouro pra Coreia do Sul e pela 1ª vez desde 2009, um não-japonês é campeão nesta categoria! A 1ª medalha dos donos da casa veio com o bronze de Hidayat Heydarov e o iraniano Mohammad Mohammadi ficou com o outro bronze. Não tivemos brasileiro nesta categoria.

Até 57kg feminino

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Foto: IJF

O 4º ouro japonês no Mundial veio com Tsukasa Yoshida, prata no Mundial de 2017 após perder para a mongol Sumiyaa Dorjsuren. Desta vez a japonesa venceu 3 lutas por ippon até ter boa dificuldade na semi contra a canadense Christa Deguchi, que nasceu no Japão. Na decisão, ela enfrentou a britânica Nekoda Smythe-Davis, que buscava o 1º título mundial de seu país no judô em 20 anos. A última campeã foi Kate Howey, sua atual técnica.

Com 1min de luta, Yoshida já tinha um wazaari e conseguiu mais um 15s depois pra levar o ouro. Deguchi e Dorjsuren ficaram com os bronzes. Campeã olímpica, Rafaela Silva novamente decepcionou no Mundial. Vinha 0-0 com a outra canadense da chave, Jessica Klimkait. Faltando 4s pra ir ao golden score, bobeou e levou um wazaari, sendo eliminada logo na estreia pelo 3º mundial seguido!

 

Mundial de Judô – Dia 2

Ouro de irmãos, medalha pro Brasil e o respiro do judô masculino brasileiro.

Até 52kg feminino

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Jéssica Pereira (branco) e Érika Miranda (azul) após a disputa de bronze

As duas brasileiras da chave feminina foram muito bem e chegaram à sessão da tarde, de disputa de medalhas. Jéssica Pereira, prata no Mundial Jr em 2013 e em seu 1º mundial adulta, venceu vietnamita e australiana, chegando às 4as onde pegou a perigosa Uta Abe, de apenas 18 anos e campeã mundial Jr em 2017. Abe passou o trator na brasileira e a imobilizou em uma posição até esquisita. Na chave de baixo, Érika Miranda venceu finlandesa, eslovena e nas 4as passou pela belga Charline van Snick, que subiu dos 48kg há alguns anos. Na semifinal, pegou outra japonesa, Ai Shishime e perdeu por wazaari.

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Pódio dos 52kg. Foto IJF

Jéssica venceu na repescagem a israelense Gefen Primo e, com a derrota da Érika na semi, tivemos uma disputa de bronze entre brasileiras. Érika, muito mais experiente, dominou a luta e estrangulou Jéssica em apenas 18s de luta! Com o bronze, Érika chega a sua 6ª medalha em Mundiais, a 5ª individual! São 5 Mundiais seguidos subindo ao pódio!

Na final, duelo entre as favoritas japonesas. Uta Abe chegou à decisão após 4 vitórias, todas por ippon, que somadas deram menos de 4min! A final foi para o golden score e Abe precisou de 53s para fazer um lindíssimo uchimata em Shishime, que defendia o título mundial. O outro bronze ficou com a francesa Amandine Buchard.

Até 60kg masculino

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Pódio dos 66kg. Foto: IJF

Em seu 1º mundial adulto, Daniel Cargnin, campeão mundial Jr em 2017, mostrou que realmente é um dos principais nomes da nova geração de judocas. Aos 20 anos, lutou de maneira brilhante, focado e não se deixou levar em nenhum momento. Venceu bósnio, azeri e checo até chegar nas 4as, onde pegou o número 1 do ranking, o israelense Tal Flicker. Numa luta espetacular e disputadíssima, Flicker conseguiu um wazaari após 5min47 de golden score! Foram quase 10min de luta, que foi interrompida algumas vezes para que Cargnin estancasse um sangramento nasal. Na repescagem, Cargnin venceu mongol e foi pra disputa do bronze, onde pegou o sul-coreano An Baul, prata no Rio-2016. Ele vinha muito bem, mas numa leve bobeada levou um wazaari e ficou com o 5º lugar. Fez um excelente torneio. Mostrou que a vaga da categoria é dele. Charles Chibana também competiu. Venceu espanhol na estreia, mas perdeu na 2ª rodada para alemão.

A final foi entre o japonês Hifume Abe e o cazaque Yerlan Serikzhanov. O cazaque partiu pra cima com pouco mais de 1min de luta e, conforme eles saíam da área de luta, Abe aproveitou e fez um belíssimo uchimata para derrubar Serikzhanov e levar seu 2º título mundial seguido. Assim, a festa foi dos irmãos Abe, com 2 ouros no mesmo dia! O outro bronze da categoria ficou com o ucraniano Georgii Zantaraia, campeão mundial em 2009.

Com esse bronze, o Brasil chegou a 54 medalhas em Mundiais de Judô: são 7 ouros, 18 pratas e 29 bronzes.

Vale ressaltar que no ano passado, sem contar a categoria +100kg, o judô masculino brasileiro obteve apenas 5 vitórias. Em 2 dias do Mundial de 2018 já são 8 vitórias, um 5º e um 7º lugares. Muito bom!