Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Final

E chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018.

Alguns problemas principalmente por conta do clima, que mudaram o calendário das competições de esqui alpino e snowboard, mas em geral os Jogos passaram sem grandes problemas. Talvez o maior deles tenha sido o baixo público, que tirou muito da emoção do esqui alpino e da patinação artística.

Trinta países ganharam pelo menos uma medalha, um recorde em Jogos de Inverno. 22 países venceram ouro, também um recorde. A Hungria venceu o seu 1º ouro de inverno, na patinação de velocidade em pista curta. Cinco país quebraram um longo jejum de medalhas em Jogos de Inverno: Hungria (desde 1980), Bélgica (1998), Espanha (1992), Nova Zelândia (1992) e Liechtenstein (1988).

Ao todo, 93 atletas ganharam mais de uma medalha. Johannes Hoesflot Klaebo e Martin Fourcade saíram com 3 ouros cada, mas a norueguesa Marit Bjoergen levou 5 medalhas. Outros 18 atletas ganharam 2 ouros nos Jogos. Vamos às 4 últimas finais.

Bobsled

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O alemão Francesco Friedrich manteve com folga sua liderança no bobsled para 4 atletas na 3ª descida. Ele fez o melhor tempo da rodada com 48.76, somando 2:26.31, abrindo 0.42 sobre o sul-coreano Won Yunjong e 0.49 sobre o alemão Nico Walther. O canadense Justin Kripps e o suíço Rico Peter apareceram empatados em 4º, um pouco mais distantes a 0.77. O trenó brasileiro fez o 22º tempo na descida, marcando 49.80 e, com 2:29.49 a 3.18 de Friedrich, terminou na boa 23ª posição, a melhor da história pro país. Infelizmente o objetivo do top-20 (que colocaria o Brasil na 4ª descida) não foi atingido e o Brasil ficou a exatamente 0.50 do 20º lugar.

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Francesco Friedrich. Foto: Getty Images

Na ordem inversa, Rico Peter foi o 1º dos top5 a descer e marcou o melhor tempo da rodada com 49.51, terminando com 3:16.59. Já Justin Kripps não foi bem com 49.61 e, com 3:16.90m, caiu duas posições, para 3º no momento. Nico Walther fez 49.58 e assumiu a liderança com 3:16.38. Em seguida, veio o sul-coreano Won Yunjong que tinha 0.07 de vantagem sobre Walther, mas na 2ª parcial já aparecia 0.02 atrás. Ele ficou alternando pelo tempo do alemão, até completar em 49.65 e também com 3:16.38 empatou com Walther, dividindo a medalha de prata. Friedrich fechou a prova com 49.54 e manteve sua enorme vantagem, somando 3:15.85, garantindo seu 2º ouro nos Jogos.

Hóquei no Gelo

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Numa partida absolutamente espetacular, os Atletas Olímpicos da Rússia levaram seu 2º ouro dos Jogos ao derrotar a zebraça Alemanha. O primeiro gol, marcado faltando menos de 1s pro fim do 1º período por Slava Voynov pros russos, já mostrou que a partida não seria nada convencional. Na metade do 2º período, a Alemanha empatou com Felix Schütz. Com 13min de 3º período, Nikita Gusev, na lateral do gol, conseguiu colocar jogar  puck na orelha do goleiro alemão e aumentou para 2-1. Mas 10s depois, num cochilo russo, Dominik Kahun empatou pra Alemanha.

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Foto: Getty Images

A Alemanha cresceu e faltando pouco mais de 3min, Jonas Müller ampliou para 3-2, e a Alemanha se aproximava de um ouro olímpico inédito. Com 2min11 pro fim da partida, Mikhail Grigorenko foi advertido com um tripping e a Rússia perdia um jogador por dois minutos. A Alemanha ficou muito confiante e se perdeu. Numa enorme confusão na área alemã, Gusev aproveitou a bobeada dos adversários e empatou a partida em 3-3 faltando 56s pro fim, levando o jogo pra prorrogação. Bem abalada, a Alemanah seguiu se desestabilizando e Patrick Reimer foi advertido por high sticking. Aproveitando a vantagem de 4 contra 3 (na prorrogação cada time já parte com um jogador de linha a menos), Kirill Kaprizov marcou aos 9min40s do tempo extra e selou a vitória russa, o 9º ouro dos russos, que curiosamente nunca venceram como Rússia: foram 7 da União Soviética, 1 da Equipe Unificada e agora 1 como Atletas Olímpicos Russos.

Curling

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Visivelmente nervosas, a equipe da Coreia do Sul não apresentou nem de longe na final feminina o que fez no resto do torneio. Jogando contra a mais experiente equipe sueca de Anna Hasselborg, a Coreia errou demais e teve um aproveitamento de 81% no jogo contra 92% das suecas. A Coreia já começou errando no final do 1º end. Com o martelo, a intenção era zerar, mas a capitã Kim Eun-jung acabou marcando um ponto sem querer. Depois de zerar no 2º, a Suécia virou para 2-1 no 3º e roubou duas vezes seguidas martelo coreano, abrindo 4-1.

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Coreanas e suecas. Foto: Getty Images

A Coreia diminuiu no 6º para 4-2, mas a Suécia fez 3 no 7º, ampliando para 7-2. No 8º, diminuíram para 7-3, mas com o ponto sueco no 9º, as coreanas desistiram do jogo perdendo de 8-3. Foi a 5ª final olímpica seguida de um time sueco no torneio feminino e o 3º ouro. Os outros dois foram de Anette Norberg em 2006 e 2010.

Cross Country

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A última final do Jogos, os 30km saída em massa estilo clássico feminino, não poderia ser mais simbólica e com tanta coisa valendo. Em sua última prova olímpica, a norueguesa Marit Bjoergen buscava seu 8º ouro e 15ª medalha olímpica, o que a colocaria como a maior vencedora da história de inverno, igualando os 8 ouros de Ole Einar Bjoerndalen, as mesmas 4 pratas, mas com 3 bronzes contra 1 do biatleta. Também seria o 14º ouro norueguês, igualando os 14 ouros alemães nos Jogos, mas com mais pratas a Noruega subiria para 1º do quadro de medalhas.

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Foto: Getty Images

Bjoergen não decepcionou, liderando por praticamente todas as parciais. Até os 10km, ela ainda vinha junta do resto do pelotão da frente, que contava com as finlandesas Krista Parmakoski e Kerttu Niskanen, irmã do Iivo, ouro nos 50km no dia anterior, das suecas Stina Nilsson e Charlotte Kalla, a norueguesa Ingvild Flugstad Oestberg e a austríaca Teresa Stadlober. Mas aí Bjoergen ligou o turbo e começou a disparar. Parmakoski até tentou acompanhá-la, mas não deu certo e Bjoergen abria a cada parcial mais distância.

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Parmakoski, Bjoergen e Nilsson no pódio na Cerimônia de Encerramento. Foto: Martin Bernetti

Com 20km de prova, Bjoergen já tinha 1min20s de vantagem sobre o grupo. Stadlober brigava pela prata quando se distraiu e errou o caminho, perdendo mais de 1min com a situação. Nisso, Parmakoski se idolou no 2º lugar enquanto Nilsson e Oestberg ficavam lado a lado. Até que com 1:22:17.6, Bjoergen cruzou em 1º muito emocionada carregando a bandeira norueguesa. Parmakoski levou sua 4ª medalha nos Jogos 1:49.5 atrás e Nilsson ultrapassou Oestberg na reta final para ficar com o bronze a 1:58.9. Bjoergen foi coroada mais tarde na Cerimônia de Encerramento dos Jogos. Nada mais justo para a maior de todos os tempos!

E após 18 de muita emoção, provas espetaculares, resultados impressionantes e imagens belíssimas na Coreia do Sul, chegaram ao fim os 23os Jogos Olímpicos de Inverno.

closing20fireworks_20180225232432168Quadro Geral de Medalhas:

Captura de Tela 2018-02-26 às 22.37.33Captura de Tela 2018-02-26 às 22.37.44Captura de Tela 2018-02-26 às 22.37.54

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 15

No penúltimo dia dos Jogos (já???), Ester Ledecka faz mais história, mais um ouro coreano, surpresa no curling e ouro pra Finlândia na maratona.

Cross Country

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Na disputa da grande maratona masculina de 50km no estilo clássico, o finlandês Iivo Niskanen começou a apertar o ritmo com 17km de prova e já abriu uma boa diferença sobre o resto do pelotão. Niskanen tinha ao seu lado o russo Alexander Bolshuov, que não deixava o finlandês disparar. Com 40km de prova, Niskanen parou para trocar seus esquis. Os dois abriram demais, colocando mais de 2min sobre os perseguidores.

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Bolshunov, Niskanen e Larkov. Foto: AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Bolshunov liderou por quase 10km, quando, faltando 1km pro fim, o finlandês atacou e o russo ficou pra trás. Iivo Niskanen completou a prova mais longa dos Jogos em 2:08:22.1 e Bolshunov foi prata a 18.7. Na perseguição vinham o russo Andrey Larkov, o canadense Alex Harvey e os noruegueses Martin Sundby e Hans Holund. Larkov disparou nos últimos quilômetros e conseguiu o bronze 2:37.5 atrás de Niskanen, 6s a frente de Harvey e Sundby a 13 s sobre Holund. Foi a 1ª medalha de ouro da Finlândia nos Jogos e a 4ª do Bolshunov, que sai dos Jogos com 3 pratas e 1 bronze. Ele se torna o 1º atleta desde Roald Larsen em 1924 a vencer 4 ou mais medalhas nos Jogos de inverno, nenhuma de ouro. Foi também a 1ª prova do cross country sem Noruega no pódio.

Esqui Alpino

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A estreia da prova por equipes do esqui alpino foi marcada por duas grandes ausência: Marcel Hirscher pela Áustria e Mikaela Shiffrin pelos Estados Unidos. Na 1ª rodada, a única surpresa foi a derrota dos Estados Unidos na estreia para a Grã-Bretanha. Eles empataram em 2-2, mas os britânicos venceram na soma dos melhores tempos 41.71 a 41.90. Áustria fez 4-0 na Coreia do Sul, Suécia 3-1 na Eslovênia, Noruega 4-0 nos russos, Itália 3-1 nos checos, França 2*-2 no Canadá, Alemanha 2*-2 na Eslováquia e Suíça 4-0 na Hungria. Nas 4as, a Áustria marcou 4-0 na Suécia, que contava com os dois campeões olímpicos do slalom, Frida Hansdotter e André Myhrer. A Noruega teve trabalho com os britânicos e empatou em 2-2, vencendo no tempo 41.18-41-39. A França contou com Tessa Worley e Alexis Pinturault para derrotar por 3-1 a Itália e a Suíça empatou 2-2 com a Alemanha, vencendo no desempate (40.47-40.87 no tempos).

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Suíça. Foto: Getty Images

Na semifinal, a Áustria teve trabalho com a Noruega, vencendo por 3-1, mas nos 3 pontos as vitórias foram por menos de 0.20. Na outra semi, a França abriu 1-0 com Adeline Baud Mugnier, mas os suíços viraram 3-1 com os medalhistas individuais Ramon Zenhäusern e Wendy Holdener. O bronze ficou com a Noruega num duelo muito apertado com os franceses. A França venceu os dois duelos no feminino e a Noruega os dois no masculino, mas na somatória dos tempos, a vitória norueguesa foi por apenas 0.12! A final foi com as duas maiores potências da modalidade: Áustria e Suíça e contou com dois confrontos entre medalhistas de prata e bronze no slalom masculino e feminino. Katharina Liensberger fez 1-0 pra Áustria sobre Denise Feierabend por 0.31, mas Zenhäusern empatou pra Suíça quando Michael Matt errou uma porta. Wendy Holdener virou pra Suíça vencendo Katharina Gallhuber por 0.10 e Daniel Yule selou a vitória suíça no erro de Marco Schwarz.

Snowboard

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A checa Ester Ledecka definitivamente marcou seu nome na história olímpica ao confirmar o favoritismo e vencer o slalom gigante paralelo e se tornar a 1ª atleta da história a medalhar no esqui alpino e no snowboard, ainda mais com 2 ouros e na mesma Olimpíada! Nas 8as, Ledecka tirou a forte suíça Patrizia Kummer. Também saíram nas 8as a austríaca Julia Dujmovits, ouro no slalom paralelo em Sochi, e a russa Ekaterina Tudegesheva. E começou a polêmica que a pista vermelha estava mais rápida que a azul. Dessa vez era apenas uma descida, diferente dos outros Jogos, quando desciam duas vezes, uma em cada pista. Nas 8as, 7 das vencedoras estavam na pista vermelha.

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Jörg, Ledecka e Hofmeister. Foto: Getty Images

Nas 4a, todas que estavam na vermelha venceram: Ledecka, as alemãs Ramona Hofmeister e Selina Jörg e a russa Alena Zavarzina, bronze em Sochi. Na semi, Ledecka, na vermelha, venceu Hofmeister e na Jörg, dessa vez na azul, eliminou Zavarzina, que não terminou. A russa errou novamente na disputa do bronze e a medalha ficou com Hofmeister. Na decisão, Ledecka, pela vermelha, venceu Jörg por 0.46 e confirmou o ouro.

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Na disputa masculina, a sina da pista vermelha se manteve e 7 das 8 baterias de 8as foram vencidas por quem estava na vermelha. Na 7ª bateria, a reedição da final do último Mundial, entre os austríacos Benjamin Karl e Andreas Promegger. O segundo venceu no Mundial, mas desta vez deu Karl por 0.29. O russo Vic Wild perdeu pro italiana Roland Fischnaller. Nas 4as, o coreano Lee Sang-ho, campeão mundial junior em 2015, eliminou o favorito Benjamin Karl por 0.94, enquanto o suíço Nevin Galmarini venceu o italiano Roland Fischnaller.

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Lee, Galmarini e Kosir. Foto: Getty Images

Nas semifinais, Galmarini venceu o francês Sylvain Dufour e Lee passou pelo esloveno Zan Kosir numa batera extremamente polêmica. Lee venceu por 0.01, mas no vídeo parece que o esloveno passou bem a frente do coreano. Na decisão do bronze, Kosir venceu Dufour e na decisão, Galmarini derrotou Lee por 0.43, ficando com o ouro.

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O canadense Sebastien Toutant dominou a final do Big Air masculino. No 1º salto, tirou 84,75 e no 2º fez 89,50, somando 174,25. O americano Kyle Mack também veio bem nos dois primeiros saltos, com 82,00 e 86,75, somando 168,75, e Chris Corning colocava dois americanos no pódio no momento com 153,00.

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Mack, Toutant e Morgan. Foto: Getty Images

Na última passagem, o britânico Billy Morgan fez 85,50 para somar 168,00 e roubar o bronze de Corning. Tountant e Mack não melhoraram e só esperaram o resto cair, inclusive o canadense Max Parrot, único que poderia mexer no pódio, para confirmar o pódio.

Patinação de Velocidade

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Tivemos no sábado a estreia olímpica da prova de saída em massa. Nas semifinais femininas, a italiana Francesca Lollobrigida venceu a 1ª e a checa Nikola Zdrahalova a 2ª. Todas as favoritas avançaram com exceção da canadense Ivanie Blondin.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Kim, Takagi e Schouten. Foto: ISU

Na decisão, a estoniana Saskia Alusalu disparou e liderou a prova por 6 das 8 voltas, vencendo todos os 3 sprint intermediários, mas na 7ª volta foi alcançada pelo pelotão. Na disputa pelo ouro, a japonesa Nana Takagi acabou com o ouro terminando em 8:32.87, deixando a sul-coreana Kim Bo-Reum com a prata por apenas 0.12 e a holandesa Irene Schouten com o bronze por 0.15!

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Entre os homens, o austríaco Linus Heidegger venceu a 1ª semifinal e o neozelandês Peter Michael a 2ª. O norueguês Sverre Lunde Pedersen foi o maior nome dos que não avançaram.

Speed Skating - Winter Olympics Day 15

Swings, Lee e Verweij. Foto: ISU

O suíço Livio Wenger pontuou nos 3 sprints intermediários, mas o que importa é quem passa em 1º no final. Ele chegou a abrir 5s dos favoritos faltando 3 voltas, mas logo o pelotão buscou, deixando-o pra trás. No sprint final, a vitória ficou com o sul-coreano Lee Seung-Hoon, dando o 5º ouro pra Coreia do Sul, com 7:43.97, deixando o belga Bart Swings com a prata a 0.11 e o holandês Koen Verweij com o bronze a 0.27. Sven Kramer competiu, mas essa não é a prova dele e terminou em 16º e último sem ponto e com o pior tempo. Campeão mundial, o americano Joey Mantia acabou em 9º, também sem ponto. A prata de Swings foi a 1ª medalha belga nos Jogos de inverno desde Nagano-1998.

Curling

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A final do curling masculino seguiu muito equilibrada até o 7º end. A Suécia de Niklas Edin, grande favorita, estava empatada em 5-5 com a equipe americana de John Shuster, quando tudo deu certo para os americanos no 8º end.

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Suécia, Estados Unidos e Suíça. Foto: Getty Images

Na penúltima pedra do end, a Suécia tinha duas pedras pontuando no martelo americano com 3 guardas de segurança e no meio de 3 pedras americanas. Mas Shuster fez uma jogada espetacular para tirar as duas pedras suecas da casa e conseguir marcar 5 pontos, abrindo 10-5. Os suecos ainda fizeram 2 pontos no 9ª, mas, perdendo de 10-7 e sem o martelo, os suecos desistiram do jogo, dando um ouro inédito para os Estados Unidos.

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A disputa do bronze feminino começou morna, com cada time fazendo um único ponto alternadamente nos 5 primeiros ends e a Grã-Bretanha liderava por 3-2 sobre o Japão. Com o martelo, o Japão zerou os dois ends seguintes, empatando no 8º. No 9º, Eve Muirhead precisava de um takeout simples na pedra final, mas errou e bateu numa guarda, dando um ponto extra pro Japão. No 10º end, o martelo novamente era britânico, mas Muirhead não conseguiu acertar a pedra final, deu mais um ponto pro Japão, que venceu por 5-3 pra ficar com o bronze, 1ª medalha japonesa da história no curling.

Hóquei no Gelo

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Depois da derrota inesperada na semifinal para a Alemanha, o Canadá entrou com tudo contra a República Checa na disputa pelo bronze. Com 9min de jogo, Andrew Ebbett abriu o placar pro Canadá, mas 16s depois os checos empataram com Martin Ruzicka. Aí 15s depois, o Canadá ampliou com Chris Kelly e fez 3-1 ainda no 1º período. O 3º período também foi animado. Ebbett marcou main um e Jan Kovar diminuiu pros checos, mas Kelly marcou seu 2º e Wojtek Wolski ampliou pro Canadá que abria 6-2. Roman Cervenka fez dois, sendo um com power play, mas o jogo acabou e o Canadá ficou com a medalha com 6-4.

Bobsled

O alemão Francesco Friedrich fez o melhor tempo na 1ª descida do bobsled de 4 masculino com 48.54, 0.11 melhor que o trenó sul-coreano liderado por Won Yunjong e 0.20 a frente do alemão Nico Walther, ouro no trenó de 2. O trenó brasileiro não fez uma boa largada (21º tempo de 29) e terminou na 25ª posição com 49.75.

Na 2ª descida, Friedrich manteve a liderança, fazendo o melhor tempo de descida com 49.01 para somar 1:37.55. A equipe coreana manteve o 2º lugar com 1:37.84, enquanto o trenó alemão do Walther também se manteve, mas em 3º, a apenas 0.06 dos coreanos. O trenó brasileiro fez o 24º tempo com 49.94 e, na somatória, acabou em 25º a 2.14 do líder alemão.

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 14

Russas impecáveis na patinação, uma revezamento no biatlo espetacular, dobradinha canadense, mais um ouro holandês no gelo e um zebraça no hóquei.

Patinação Artística

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Foi uma final do individual feminina lindíssima dominada pelas russas, como esperado. Antes do grupo final, o grande destaque foi a sul-coreana Choi Dabin, com 131,49 no programa livre e 199,26 no total, 7º lugar, e a russa Maria Sotskova com 134,24 no livre e 198,10 no total, 8º lugar. O grupo final começou com a japonesa Satoko Miyahara, com excelentes 146,44 no livre, somando 222,38 no total pra liderança do momento. A italiana Carolina Kostner, que deve se aposentar no Mundial de Milão daqui um mês, teve problema no seu triplo Flip e tirou 139,29 para somar 212,44, atrás da japonesa. Kaori Sakamoto ao som da trilha de Amélie Poulin tirou 136,53, 209,71 no total, 6º lugar.

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Medvedeva, Zagitova e Osmond. Foto: ISU

Aí veio a líder do programa curto, a russa Alina Zagitova, ao som de Dom Quixote, numa apresentação extremamente plástica. Aos 15 anos, Zagitova foi impecável para tirar 156,65 e somar 239,57. A canadense Kaetlyn Osmond veio em seguida com uma mistura de Lago dos Cisnes com Cisne Negro, mas perdeu pontos preciosos no Triplo Lutz e, com 152,15, somou 231,02, ficando atrás de Zagitova. Só restava a outra russa, Evgenia Medvedeva que, ao som de Anna Karenina tirou a maior nota técnica do dia (81,62 contra 79.18 de Zagitova), tirando os mesmos 156,65 no programa longo. Mas como Zagitova fora melhor no curta, ela levou com 239,57 no total contra 238,26 de Medvedeva. Foi o 1º ouro dos Atletas Olímpicos da Rússia nos Jogos.

A brasileira Isadora Williams foi a 12ª a entrar. Visivelmente nervosa, fez uma apresentação muito abaixo do esperado, sendo penalizada em 7 dos 12 elementos e ainda teve uma queda. Ela somou 38,39 nos elementos e 51,05 no componentes do programa, tirando 88,44 no programa longo, a pior nota do dia, somando 144,18 no total, terminando na 24ª e última colocação. Ainda assim, o feito de Isadora foi enorme, classificando-se para o programa longo com uma bela apresentação no curto, quando obteve o excelente 17º lugar.

Biatlo

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As condições climáticas pro revezamento 4×7,5km masculino estavam muito melhores que na prova feminina no dia anterior. Mas mesmo assim algumas surpresas rondaram na prova. Na 1ª sessão de tiros, 11 equipes zeraram, nem precisando de tiro extra. Erik Lesser levava a Alemanha pro 1º lugar no momento, mas o pelotão era grande. SImon Desthieux precisou de 2 tiros extras e começou a complicar pra França. Na 2ª série, Lesser precisou de um extra, mas seguia na frente, enquanto Desthieux errou 5 e precisou dar duas voltas de penalidade! Na 1ª troca, a Lesser entregou para Benedikt Doll em 1º com 18.4 de vantagem sobre a Eslováquia e 24s sobre Ucrânia e Noruega. Doll abriu após o 1º tiro dele, enquanto Tarjei Boe complicava pra Noruega, precisando de 3 extras. Na 4ª série, Doll afundou a Alemanha, precisando dar 2 voltas de penalidade e a liderança foi para a República Checa com Michal Slesingr, que entregou para Jaroslav Soukup em 1º, 16s a frente da Suécia e da Áustria.

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Foto: IBU

Após o 5º tiro, Soukup seguia na frente, mas Joahnnes Thingnes Boe buscou no esqui e já aparecia em 2º lugar a apenas 3s. Áustria e Suécia brigavam pelo 3º lugar a 10s. Soukup se complicou no 6º tiro e precisou de uma volta de penalidade, enquanto Johannes Boe só precisou de um tiro extra e foi pra liderança. Neste momento, Sebastian Samuelsson zerou e a Suécia encostou na Noruega e as duas equipes chegaram juntas pra troca final. A Suécia viria com Fredrik Lindström e a Noruega com Emil Hegle Svendsen. A Alemanha vinha isolada em 3º, 13s atrás e a Áustria era um distante 4º lugar a 1min23s. No 7º tiro, Lindström e Svendsen zeraram, enquanto Simon Schempp se atrapalhou, precisando dos 3 extras. Apesar da demora, a Alemanha seguia firme em 3º, com quase 40s de vantagem sobre o 4º lugar. Aí no 8º e último tiro, foi a vez do Svendsen se complicar, errando 4 e precisando de uma volta extra, enquanto o sueco passou incólume e abriu 40s de vantagem. Sozinho, Lindström foi pra chegada e a Suécia ficou pela 1ª vez na história com o ouro no revezamento masculino, completando em 1:15:16.5. A Noruega foi prata a 55.5 e a Alemanha bronze a 2:07.1. Foi a 8ª medalha olímpica do Svendsen. A França acabou na 5ª posição, 1min20s do bronze e os Estados Unidos surpreenderam com um ótimo 6º lugar.

Patinação de Velocidade

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Para encerrar as provas em distância, os 1.000m masculino com um duelo entre o campeão dos 500m e o campeão dos 1.500m. O sul-coreano Cha Min Kyu liderou por um bom tempo com 1:09.27 na 5ª bateria de 18. Apenas na 10ª o americano Mitchell Whitmore o superou com 1:09.17, mas na 12ª o alemão Nico Ihle foi pro topo com 1:08.93. Na 13ª, o americano Joey Mantia voou para 1:08.56 e só não foi superado na seguinte pelo japonês Takuro Oda por 0.004.

Speed Skating - Winter Olympics Day 4

Kjeld Nuis. Foto: ISU

Na 15ª, o sul-coreano Kim Tae-Yun se tornou líder com 1:08.22. Na seguinte veio o campeão dos 500m, o norueguês Havard Lorentzen, que marcou 1:07.99 para se tornar líder. Na 18ª e última veio o campeão dos 1.500m, o holandês Kjeld Nuis. Na 1ª parcial de 200m, Nuis estava 0.15 abaixo de Lorentzen, mas na 2ª a diferença caiu para 0.03. Na volta final cruzou com 1:07.95, melhorando o tempo do norueguês em apenas 0.04 para garantir o 7º ouro holandês na pista longa dos Jogos.

Esqui Freestyle

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Logo na 1ª bateria das 8as do Ski Cross feminino, a maior surpresa da fase, com a eliminação da canadense Marielle Thompson, dona do melhor tempo no ranqueamento. Campeã em Sochi, Thompson perdeu toda a temporada por conta de uma lesão no joelho num treinamento em outubro de 2017. Nas 4as, os principais nomes que não avançaram foram as austríacas Andrea Limbacher e Katrin Ofner. A sueca que venceu tudo na temporada Sandra Näslund vinha tranquila e venceu a sua bateria semifinal, avançando pra decisão com a suíça Fanny Smith. Na outra semi, dobradinha canadense com Brittany Phelan e Kelsey Serwa.

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Phelan e Serwa. Foto: Agence Zoom

Na grande final, pareceu um jogo das 3 contra Näslund, grande favorita. Serwa foi pra frente desde o início enquanto Smith e Phelan encaixotaram a sueca. Phelan começou a se desgarrar das europeias e, após um salto, Smith e Näslund chegaram a se tocar no momento mais tenso da final. No fim, dobradinha canadense com Serwa pro ouro e Phelan pro bronze, enquanto Fanny Smith pegou o bronze, deixando a sueca sem medalha.

Curling

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Na disputa de bronze masculina, a Suíça liderada por Peter de Cruz derrotou o Canadá de Kevin Koe por 7-5. Pela 1ª vez na história desde que o curling voltou aos Jogos em 1998, o Canadá fica sem medalha nas disputas por equipe, masculino ou feminino. O que salvou o país foi o ouro nas duplas mistas.

Nas semifinais femininas, a Coreia do Sul venceu o duelo asiático com o Japão por 8-7 e a Suécia passou com 10-5 pela equipe britânica de Eve Muirhead, garantindo pela 4ª vez seguida uma equipe sueca na decisão feminina.

Hóquei no Gelo

Na 1ª semifinal do torneio masculino, os Atletas Olímpicos da Rússia venceram por 3-0 a República Checa para se garantir na decisão. Depois de um 1º período zerado, abriram 2-0 no 2º em menos de 30s e ainda fizeram 3-0 faltando 20s pro fim da partida. Apesar disso, os checos tiveram muito mais chances de gols que os russos, com 31 chutes contra 22.

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Na outras semifinal, a grande zebra do torneio, a Alemanha, venceu pela 1ª vez na história o favorito Canadá. Com um power play duplo no 1º período, a Alemanha abriu 1-0 com Brooks Macek. No 2º período, abriram 3-0, mas logo em seguida o Canadá diminui em um power play. 4min depois, ainda no 2º período, Patrick Hager aumentou a vantagem alemã para 4-1. Na volta pro 3º período, o Canadá partiu para cima e diminui com Mat Robinson e Derek Roy, mas não conseguiu o empate. Mesmo com 31 chutes a gol contra apenas 15 alemães, o Canadá perdeu e foi pra disputa de bronze. Será a 1ª final olímpica alemã.

 

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 13

A decepção de Marcel Hirscher, mais uma derrota de Mikaela Shiffrin, show de Anna Gasser, 3 grandes finais na pista curta e um revezamento completamente imprevisível no biatlo.

Esqui Alpino

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A prova do slalom masculina foi muito dura. Com uma neve muito prensada, foi um show de escorregões e menos da metade dos 106 atletas que participaram conseguiu terminar a 1ª descida. Um dos que erraram foi justamente o grande favorito, o austríaco Marcel Hirscher, o maior esquiador da atualidade. Apesar de ter já dois ouros em PyeongChang, foi uma decepção ele ficar sem o título na sua prova principal. O norueguês Henrik Kristoffersen foi o melhor na 1ª descida com 47.72, seguido do sueco Andre Myhrer com 47.93 e do francês Victor Muffat-Jeandet com 48.34. O brasileiro Michel Macedo errou no meio da descida e foi um dos 54 que não completou.

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Zenhäusern, Myhrer e Matt. Foto: AFP

Na 2ª descida, o austríaco Michael Matt, 19º a descer, voou com 50.66 somando 1:39.66 para ser o líder. Três atletas depois, veio o suíço Ramon Zenhäusern, que só tem uma vitória na carreira em Copas do Mundo, em janeiro deste ano. Ele fez 50.67, somando 1:39.33 e assumindo a liderança. O francês Clement Noel pegou o 3º lugar momentâneo com 1:39.70. Muffat-Jeandet não foi bem na 2ª descida e fez o 5º tempo no momento. Myhrer tinha uma boa vantagem sobre Zenhäusern e, mesmo com 51.06 na 2ª descida, foi pro topo com 1:38.99. Restava apenas Kristoffersen, que tinha 0.27 de vantagem, mas errou ainda no começo da descida e o ouro foi pro sueco.

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Fechando o esqui alpino individual (ainda temos a prova em equipe no sábado), a prova combinada feminina. No downhill, a americana Lindsey Vonn foi a melhor com 1:39.37, seguida da norueguesa Ragnhild Mowinckel com 1:40.11 e da suíça Michelle Gisin com 1:40.14. Mikaela Shiffrin fez o ótimo 6º tempo com 1:41.35 e era a especialista no slalom mais bem ranqueada. Aliás, apenas 22 atletas terminaram o downhill.

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Shiffrin, Gisin e Holdener. Foto: Getty Images

No slalom, a eslovaca Petra Vlhova, especialista nesta prova, fez 40.41 para somar 2:22.99 e assumir a liderança. Pouco depois veio Wendy Holdener, campeã mundial em 2017. Com 40.23, melhor tempo da prova, somou 2:22.34 e assumiu o 1º lugar. Logo veio Mikaela Shiffrin. Não fez uma descida brilhante, 40.52, mas somou 2:21.87 e assumiu a liderança! Michelle Gisin não tem no slalom a sua especialidade, mas soube descer bem com 40.76 e aproveitou sua boa vantagem sobre Shiffrin para pular pra liderança com 2:20.90. Mowinckel fez 42.52 e, com 2:22.63, foi pro 4º lugar, sem medalha. Só restava Lindsey Vonn, em sua despedida olímpica, mas a americana, que tinha 0.77 de vantagem sobre Gisin, mas Vonn errou após a 1ª parcial e com isso o ouro foi pra suíça.

Patinação de Velocidade em Pista Curta

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Favorito ao ouro, o chinês Wu Dajing venceu a sua bateria de 4as de final dos 500m com tranquilidade, marcando 39.800, novo recorde mundial! Entre os principais eliminados, o sul-coreano Seo Yira se envolveu num acidente com chinês na 3ª bateria e o húngaro Liu Shaoang foi penalizado na 4ª. Na 1ª semifinal, Wu Dajing novamente liderou toda a prova vencendo com 40.087, com o canadense campeão dos 1.000m Samuel Girard em 2º a 40.185. Na 2ª semi toda asiática, dobradinha sul-coreana com Hwang Daeheon 40.108 e Lim Hyojun 40.132.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

Hwang, Wu e Lim. Foto: ISU

Na decisão, Wu repetiu a sua receita de sucesso e disparou logo na largada, colocando muita força e não deixando ninguém se aproximar. Numa prova muito rápida, a mais rápida da história, o chinês liderou de ponta a ponta para vencer o 1º ouro chinês em PyeongChang com 39.584, batendo novamente o recorde mundial! Os coreanos completaram o pódio com Hwang Daeheon pegando prata com 39.854 e Lim Hyojun o bronze com 39.919. Samuel Girard não largou bem e acabou em 4º com 39.987.

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Nos 1.000m feminino, a canadense Kim Boutin venceu a sua bateria de 4as, assim como a italiana Arianna Fontana e as sul-coreanas Choi Minjeong e Shim Sukhee. Entre as eliminadas, a canadense Marianne St-Gelais, que sai dos Jogos sem medalha. Na 1ª semifinal, Boutin e Fontana ficaram a frente eliminando a coreana Kim Alang em 3ª e a canadense Valerie Maltais, penalizada. Na 2ª semi, a holandesa Suzanne Schulting venceu por milímetros Shim Sukhee. Choi Minjeong chegou em 3º, mas avançou por ter sido atrapalhada pela chinesa Qu Chunyu, penalizada.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

Boutin, Schulting e Fontana . Foto: ISU

Com duas sul-coreanas na final, parecia duas medalhas tranquilas para as donas da casa. Schulting e Boutin foram pra frente logo no início, deixando as coreanas encaixotadas com Fontana no fundo. Na penúltima volta, a italiana partiu pro ataque a assumiu o 3º lugar. As coreanas forçaram para atacar e, na última volta caíram juntas, ficando sem medalha. Suzanne Schulting segurou a canadense e levou o 1º ouro da história da Holanda em pista curta, com 1:29.778 contra 1:29.956 de Boutin, que fecha os jogos medalhando nas 3 provas individuais. Arianna Fontana fica com o bronze e agora soma 8 medalhas olímpicas.

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Para encerrar a modalidade nos Jogos, o revezamento 5.000m masculino. Na Final B, vitórias dos Estados Unidos com 6:52.708. Na grande decisão,  Coreia do Sul, Hungria, China e Canadá na disputa. Coreia e China foram para a frente e lideraram por quase toda a 1ª metade, quando Lim Hyojun se embananou em uma troca e caiu na 23ª volta de 45, acabando com as chances coreanas de medalha, para desespero do público.

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 13

A disputa ficou entre China e Canadá, quando de repente a Hungria começou a crescer e, na última, assumiu a liderança para levar o ouro por centímetros com 6:31.971, novo recorde olímpico! A China foi prata com 6:32.035 e o Canadá acabou com o bronze com 6:32.282. Foi o 1º ouro húngaro na história nos Jogos de Inverno e sua 1ª medalha desde Lake Placid-1980!

Biatlo

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Muita neve e vento no revezamento 4x6km feminino do biatlo e tudo poderia acontecer. E foi bem estranho, mesmo. No 1º tiro, 9 equipes passaram zeradas, mas na 2ª, várias precisaram dar tiros extras e quem entregou na frente pra primeira troca foi a italiana Lisa Vittozzi, que fez uma Olimpíada espetacular. A americana Susan Dunklee veio atrás a 5.2. No 2º tiro, Franziska Preuss se complicou, precisou dar os 3 tiros extras e mais uma volta de penalidade, diminuindo as chances da Alemanha de pódio. Na 2ª perna, foi a vez da Eslováquia crescer, por conta de Anastasiya Kuzmina, mas no 4º tiro ela também errou demais e precisou dar uma volta de penalidade. Quem liderava na metade era a Finlândia, com Kaisa Makarainen, 14s na frente da Itália, que vinha com Dorothea Wierer e 16s sobre Eslováquia e EUA. Enquanto isso, Denise Herrmann seguiu afundando a Alemanha, que chegou apenas em 12º na metade.

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Insira uma legenda

Na 3ª perna, quem começou a aparecer foi a Bielorrússia e a Polônia, que se recuperavam por conta dos inúmeros erros das outras equipes. Após o 6º tiro, Dzinara Alimbekava era a líder, mas foi ficando pra trás na hora da troca. Quem entregou na frente foi a Polônia, com 8s sobre a França, 12s sobre a Itália e 17s sobre a Bielorrússia. Neste momento, Suécia e Noruega estavam a 1min das líderes e a Alemanha a 1min12s. Darya Domracheva veio pela Bielorrussia e foi perfeita no 1º tiro, assumindo a liderança por 11.4 sobre a França, de Anais Bescond, 14.9 sobre a Polônia e 16.4 sobre a Eslováquia. Na última sessão, a bielorrussa assustou errando 3 tiros, mas com os extras conseguiu acertar e saiu na frente. Bescond precisou de 2 extras e saiu 6.4 atrás, mas quem aproveitou o erro do resto foi Hanna Öberg, da Suécia, que foi perfeita e saiu da linha de tiro em 3º a 10.9 de Domracheva. Com boa vantagem, a bielorrussa disparou e foi pra vitória, completando em 1:12:03.4, dando um ouro totalmente inesperado. Öberg ultrapassou Bescond e levou a prata 10.7 atrás da campeã e a França foi bronze a 17.6, com Noruega em 4º, Eslováquia em 5º e uma decepcionada Laura Dahlmeier completando pra Alemanha em 8º.

Snowboard

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Na 1ª final da história do Big Air feminino, a austríaca campeã mundial Anna Gasser levou o ouro com 185,00. Ela abriu com 85,50 na 1ª passagem e fez 89,00 na segunda. Bicampeã do slopestyle, a americana Jamie Anderson fez 90,00 no 1º salto e 87,25 no 2º e liderava a prova.

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Anderson, Gasser e Sadowski-Synnott. Foto: FIS

Na 3ª tentativa, Anderson fez apenas 47,50 e não melhorou sua pontuação total, ficando com 177,25. Só que Gasser, última a descer, deu um show e tirou 96,00, para somar 185,00 e pegar o ouro no último salto! A neozelandesa Zoi Sadowski Synnott ficou com o bronze com 157,50, a 1ª medalha de seu país em Jogos de Inverno desde Albertville-1992.

Combinado Nórdico

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Fechando as disputas na modalidade, a prova por equipe na rampa longa com o revezamento 4x5km. Nos saltos, a Áustria abriu vantagem com 469,5 pontos, pouco acima da Alemanha com 464,7, o que dava apenas 6s de vantagem no cross-country. O melhor salto dos austríacos foi de Wilhelm Denifl com 124,4 pontos, enquanto no lado alemão foi o de Johannes Rydzek, campeão olímpico na prova individual, com 129,3. O Japão ficou em 3º com 455,3 (19s atrás) e a forte equipe da Noruega em 4º com 449,2 (27s). Com 417,9 (1min09s), a França aparecia num já distante 5º lugar.

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Foto: FIS

Denifl abriu pra Áustria no revezamento, mas logo foi alcançado pelo alemão Vinzenz Geiger, que passou e entregou para Fabian Riessle em 1º, com 12s de vantagem para a Noruega e para a Áustria. Na 2ª perna Riessle seguiu abrindo pro dream team alemão e entregou para Eric Frenzel com 42s de vantagem, que passou a bola pra Rydzek com 1min de vantagem. Enquanto isso, lá atrás, Áustria e Noruega brigavam pela prata. Mas os austríacos abriram um pouco com Bernhard Gruber. Na última perna, Joergen Graabak forçou para alcançar os austríacos e passar, colocando a Noruega na frente com uma boa vantagem faltando 1,5km. Rydzek completou em 46:09.8, a Noruega foi prata 52.7 atrás e a Áustria pegou bronze a 1:07.8. Com isso, a Alemanha sai com os 3 ouros do combinado nórdico, repetindo o feito da Finlândia em Salt Lake City-2002.

Hóquei no Gelo

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No maior duelo da atualidade no esporte, Canadá e Estados Unidos fizeram um jogão, extremamente disputado e imprevisível. As americanas abriram o placar no finzinho do 1º período com Hilary Knight num powerplay. Com 2min do 2º período, o Canadá empatou com Haley Irwin e virou 5min depois com Marie-Philip Poulin. Faltando pouco mais de 6min pro fim, Monique Lamoureux empatou e levou o jogo pra prorrogação, que persistiu sem gols.

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Foto: IIHF

A decisão foi pros shootout, portanto. Duas erraram de cada lado e na 4ª rodada as duas equipes marcaram. Estava 2-2. Mais um erro pra cada lado e, nas cobranças alternadas, os EUA vieram com Jocelyne Lamoureux, que marcou. E o Canadá entrou com sua grande jogadora, Meghan Agosta, que errou e finalmente deu o ouro pros Estados Unidos após 20 anos de espera!

Esqui Freestyle

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O americano Alex Ferreira abriu a final do halfpipe masculino com 92,60, seguido do canadense Noah Bowman com 89,40. Na 2ª passagem, o neozelandês Nico Porteous fez 94,80 para assumir o 1º lugar, mas mais tarde veio Ferreira e melhorou para 96,00. Enquanto isso, o campeão de Sochi, o também americano David Wise, havia caído nas 2 primeiras passagens.

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Ferreira, Wise e Porteous. Foto: FIS

Na última descida, Wise tirou alguns coelhos da cartola e fez uma grande prova, atingindo 97,20 pontos! Ferreira voltou e conseguiu melhorar sua nota para 96,40, mas não alcançando seu compatriota. Porteous levou o 2º bronze neozelandês do dia. Nada mal para um país que não medalha em Jogos de Inverno desde 1992.

Curling

Suíça e Grã-Bretanha começaram o dia com a disputa do tiebreak para definir a última vaga nas semifinais e os suíços venceram por 9-5. À noite, Niklas Edin e sua excelente equipe sueca passeou pelos suíços com 9-3 em 8 ends e se garantiram na decisão. Na outra partida semifinal, um jogo muito travado entre Canadá e Estados Unidos. Com 7 ends, a partida estava em 2-2 e o Canadá tinha o martelo, mas dois erros seguidos de Kevin Koe deram 2 pontos de graça pros americanos, que forçaram 1 ponto pro Canadá no 9º e fecharam com 5-3 para chegar na final. Desde que o curling voltou em Nagano-1998 que não teremos Canadá nas finais por equipes.

 

Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 12

Recorde de Marit Bjoergen, derrotas pra Holanda na patinação, medalha americana inédita e um fato histórico pro esporte brasileiro!

Patinação Artística

 

Foi um dia histórico para o esporte brasileiro no programa curto feminino na terça-feira. Segunda a competir, a brasileira Isadora Williams estava confiante e calma e fez uma bela apresentação, cravando todos os movimentos e sem descontos ao som de Hallelujah, de k.d. Lang, tirando 29,83 nos elementos e 25,91 no componentes do programa (nota média 6,5), somando 55,74. Isadora bateu o seu recorde pessoal em 2 pontos e precisaria ficar à frente de 6 patinadoras para conseguir a inédita vaga no programa longo. E conforme cada uma ia se apresentando, a pontuação vinha inferior à da brasileira. Treze atletas tiraram menos que a brasileira, que terminou na espetacular 17ª posição garantindo seu nome na final olímpica.

A russa Evgenia Medvedeva foi a 25ª a competir e com uma apresentação quase perfeita (9,60 de média nos componentes) tirando 81,61 e estabelecendo o novo recorde mundial no programa curto. Mas alguns minutos depois veio a sua maior adversária pro ouro, a sua compatriota Alina Zagitova, de apenas 15 anos. Ela foi levemente pior nos componentes, mas melhor nos elementos e somou 82,92, melhorando o recorde mundial e terminando o programa curto na frente. A canadense Kaetlyn Osmond ficou em 3º com 78,87 seguida das japoneses Satoko Miyahara com 75,94 e Kaori Sakamoto com 73,18.

Esqui Alpino

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Na final do downhill feminino, Tina Weirather, de Liechtenstein, bronze no Super-G foi a 3ª a descer e assumiu a liderança com 1:39.85. Só que logo depois veio a italiana Sofia Goggia, que faz uma grande temporada nesta prova e voou pra marcar 1:39.22 e se tornar a nova líder. Aí veio Lindsey Vonn. Em sua última Olimpíada, a americana venceu esta prova em 2010 e vem de várias vitórias na temporada, mas cometeu alguns pequenos erros no início da descida e fez 1:39.69, 2º lugar no momento.

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Mowinckel, Goggia e Vonn. Foto: Agence Zoom

A que chegou mais perto depois delas foi outra americana, Alice McKennis, com o 4º tempo do momento 1:40.24. A 19ª a descer foi a norueguesa Ragnhild Mowinckel que começou com parciais abaixo da italiana, passou acima na 4ª parcial, encostou na 5ª a apenas 0.04 e fechou com 1:39.31, 0.09 pior e com a prata. A americana acabou com o bronze.

Cross Country

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Nas semifinais do sprint por equipes feminino, sem surpresa, com Marit Bjoergen e Maiken Caspersen Falla colocando a Noruega em 1º na 1ª semifinal com 16:33.28, seguida da boa dupla da Suíça a 6.55. Na 2ª semi, Kikkan Randall e Jessica Diggins venceram pros Estados Unidos com 16:22.56, seguidas da Suécia de Stina Nilsson e Charlotte Kalla.

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Kikkan Randall e Jessica Diggins. Foto: NordicFocus

Na final, como esperado, Noruega, Suécia e Estados Unidos foram pra frente e abriram sobre o resto. Na última perna, tivemos o duelo entre Diggins, Nilsson e Falla, que se alternavam na frente, mas no quilometro final, Diggins e Nilsson apertaram, deixando a norueguesa levemente pra trás. Elas entrara juntas na reta final e a americana superou a sueca pro 1º ouro da história dos Estados Unidos no esqui cross-country. Estados Unidos venceu com 15:56.47, Suécia prata com 15:56.66 e a Noruega foi bronze com 15:59.44. Com esse bronze, Marit Bjoergen se tornou a maior medalhista da história em Jogos de Inverno, com 7 ouros, 4 pratas e 3 bronzes, 14 medalhas no total, passando as 13 de Ole Einar Bjoerndalen! Bjoergen só perde no total para Michael Phelps (28) e Larisa Latynina (18).

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Na prova masculina, os atletas da Rússia venceram a 1ª semi com 15:58.84 com a Suécia em 2º a apenas 0.15. Na 2ª semi, Johannes Hoesflot Klaebo e Martin Johnsrud Sundby colocaram a Noruega em 1º com 16:03.97, a França foi 2ª a 0.48 e os Estados Unidos surpreendeu em 3º a 0.72.

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Johannes Hoesflot Klaebo. Foto: Reuters

Na decisão, Noruega, Rússia, França e Suécia foram pra frente. No final, não deu pra ninguém. A dupla da Noruega foi perfeita e venceu com 15:56.26, dando o 6º ouro pra Noruega no cross-country nesses Jogos, o 3º do Klaebo. Alexander Bolshunov fechou bem e deu a prata pros russos a 1.71 da Noruega e Richard Jouve a 2.02 pra dar o bronze pra França.

Bobsled

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A alemã Mariama Jamanka seguiu na liderança após a 3ª descida do bobsled feminino. Com 50.49, ela somou 2:31.75. Mas a americana Elana Meyers Taylor fez o melhor tempo na 2ª descida 50.46 e diminui a vantagem da alemã para a 4ª para apenas 0.04. Bicampeã olímpica, a canadense Kaillie Humphries fez sua melhor descida até então com 50.52 para manter o 3º lugar a 0.37 da líder e a americana Jamie Greubel Poser em 4º a 0.42 de Jamanka.

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Buckwitz e Jamanka. Foto: IBSF

Na descida final, a alemã Stephanie Schneider fez 50.70, melhor tempo na descida final  somou 3:22.97 e passou Jamie Greubel Poser, que ficou com 3:23.02. Humphries e Phylicia George completaram em 50.77 e garantira o bronze ao somar 3:22.89. Meyers Taylor e e sua pusher Lauren Gibbs fizeram mais uma vez uma saída impressionante, mas perderam aos poucos durante a descida e, com 50.73, somaram 3:22.52. Jamanka e Lisa Buckwitz não largaram bem e chegaram a ficar 0.17 atrás da americana, mas foram recuperando na descida até fechar com 50.70, somando 3:22.45 pro ouro.

Patinação de Velocidade

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Na perseguição por equipes feminina, sem surpresas nas semifinais com a vitória da Holanda sobre as americanas na 1ª e do Japão sobre as canadenses na 2ª. O Japão já mostrou força na semi ao vencer com 2:58.94 contra 3:00.41 das holandesas na outra semi.

Speed Skating - Winter Olympics Day 12

Time do Japão. Foto: ISU

Na disputa do bronze, Estados Unidos venceu o Canadá por 2:59.27 a 2:59.72. As canadenses chegaram a ficar 3s atrás, mas foram crescendo no final e por pouco não venceram. Brittany Bowe e Heather Bergsma quase que precisaram empurrar a Mia Manganello na chegada. Na decisão, o Japão liderou nas 2 primeiras voltas, aí a Holanda com Marrit Leenstra, Ireen Wust e Antoinette de Jong passou na frente, mas faltando 1 volta e meia, o Japão cresceu com Nao Kodaira, Miho Takagi e Ayano Sato e fechou com 2:53.89, novo recorde olímpico, contra 2:55.48 das holandesas. Ireen Wust faturou sua 11ª medalha olímpica!

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Entre os homens, a Coreia do Sul derrotou a Nova Zelândia na 1ª semi com 3:38.82 a 3:39.53, garantindo medalha. Na outra semi, a Holanda foi surpreendida pela Noruega por 3:37.08 a 3:38.46. Mesmo com Patrick Roest, Sven Kramer e Jan Blokhuijsen, a Holanda caiu pra equipe liderada pelo campeão dos 500m Sverre Lunde Pedersen.

Speed Skating - Winter Olympics Day 12

Time da Noruega. Foto: Getty Images

No bronze, a Holanda voou para acabar com qualquer chance da Nova Zelândia vencendo por 3:38.40 contra 3:43.54. Já na decisão, a Noruega começou mais forte, liderando por 4 voltas, quando a Coreia do Sul se recuperou e assumiu a ponta, mas apenas por uma volta. A Noruega cresceu e forçou até levar o ouro com 3:37.32 contra 3:38.52 dos coreanos.

Esqui Freestyle

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O suíço Alex Fiva foi o melhor na rodada de ranqueamento do Ski Cross masculino com 1:08.74, seguido do russo Sergey Ridzik com 1:09.21. Nas 8as de final, Fiva venceu a sua bateria para avançara para as 4as. Entre os eliminados ainda nas 8as, dois favoritos ao pódio, o sueco Victor Oehling Norberg e o canadense Christopher Delbosco, que caiu feio e precisou de atendimento médico. Na 1ª bateria das 4as, Fiva se envolveu num acidente com o austríaco Adam Kappacher e foi eliminado. Na 4ª bateria, foi a vez do francês campeão em Sochi Jean-Frederic Chapuis ficar em último e não avançar.

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Ridzik, Leman e Bischofberger. Foto: FIS

Na semifinal 1, o canadense Brady Leman avançou com o suíço Marc Bischofberger para a final, enquanto na 2ª semi avançaram o também canadense Kevin Drury e o russo Sergey Ridzik. Leman foi finalista em Sochi, terminando em 4º lugar atrás de 3 franceses. Entre os eliminados na semifinal, o esloveno campeão mundial Filip Flisar e o francês vice olímpico em Sochi, Arnaud Bovolenta. Na decisão, Leman ficou com o ouro a frente de Bischofberger. Drury e Ridzik se chocaram e o canadense perdeu um dos esquis na confusão. Ridzik se arrastou no resto do percurso para terminar e ficar com o bronze.

Hóquei no Gelo

A grande surpresa das 4as de final do torneio masculino foi a derrota da Suécia, equipe com a melhor campanha na 1ª fase, para a Alemanha, que passou em 3º lugar no grupo. A Alemanha abriu 2-0 com 2 gols em menos de 30s no 1º tempo e o jogo acabou em 3-3, indo pra prorrogação. Com 1min30 de jogo no período adicional, Patrick Reimer marcou e classificou seu país pra semifinal olímpico pela 1ª vez desde 1976. Os alemães enfrentarão na semifinal o Canadá, que venceram a Finlândia pelo magro placar de 1-0.

Do outro lado da chave, a República Checa venceu nos shootouts os Estados Unidos após empate em 2-2. Apenas Petr Koukal marcou o seu shootout entre os 10 que cobraram (5 de cada lado). Eles enfrentarão os Atletas Olímpicos da Rússia na semi, que passaram com tranquilidade pela Noruega, por 6-1.

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A Finlândia venceu as russas na disputa do bronze no feminino. Após abrir 2-0, a Rússia diminuiu, mas Linda Välimäki ampliou pra 3-1. No começo do 3º período, Liudmila Belyakova diminuiu para 3-2, mas a Finlândia segurou a equilibrada partida para ficar pela 3ª vez na história com o bronze.

Curling

A Suécia venceu seus 2 jogos finais no feminino com 8-4 na China e 9-6 nos Estados Unidos e fechou em 2º lugar no geral atrás da Coreia do Sul, que fechou com mais duas vitórias: 11-2 nas russas e 9-3 na Dinamarca. A Grã-Bretanha, liderada por Eve Muirhead, venceu o Canadá de Rachel Homan por 6-5 e também se classificaram. Mesmo perdendo de 8-4 pra Suíça, o Japão conseguiu a última vaga para as semifinais. Outros resultados: Suíça 6-4 Dinamarca e Canadá 9-8 Rússia. Nas semifinais, teremos Coreia do Sul x Japão e Suécia x Grã-Bretanha.

Entre os homens, a Noruega se despediu com 7-2 sobre a já líder da 1ª fase Suécia. Estados Unidos venceu 10-4 Grã-Bretanha, Canadá fez 8-3 na Dinamarca e a Coreia do Sul derrotou 10-4 o Japão. Suécia, Canadá e Estados Unidos avançaram pra semifinal. Suíça e Grã-Bretanha precisam disputar uma partida de tiebreak para definir a última vaga.

Snowboard

O canadense Max Parrot foi o melhor no Grupo 1 na quali do Big Air masculino com 92,50 no 2º salto, seguido do sueco Niklas Mattsson com 90,00 e do americano Kyle Mack com 88,75. No 2º grupo, a vitória foi do neozelandês Carlos Garcia Knight com espetaculares 97,50! O suíço Jonas Bösiger com 96,00 e o canadense Mark McMorris com 95,75 vieram em seguida.

Quadro de medalhas após 12 dias e 76 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 11

Foi uma terça-feira espetacular nos Jogos com uma das noites mais bonitas da história da patinação, o show Martin Fourcade, uma incrível final de patinação de velocidade e um pódio em toda a Alemanha.

Patinação Artística

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Foi uma noite espetacular no longo programa de dança artística, mas a coisa pegou fogo no último grupo com as cinco últimas duplas. Os italianos Anna Cappellini/Luca Lanotte fizeram 108.34 para somar 184.91, atrás dos russos Ekaterina Bobrova/Dmitri Soloviev com 186.92. Então foi a vez dos irmãos americanos Maia e Alex Shibutani que, ao som de Paradise do Coldplay, eles somaram 192,59. Seus compatriotas Madison Hubbell/Zachary Donohue ficaram em 3ª na dança curta por centésimos, mas depois do longo eles estavam atrás do Shibutani com 187,69.

Figure Skating - Winter Olympics Day 11

Papadakis, Cizeron, Virtua, Moir, Maia e Alex Shibutani. Foto: ISU

Mas antes tivemos a bela apresentação dos franceses Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron, que venceu com recorde mundial no programa longo com 123,35 e no total com 205,28. Só faltavam os canadenses Tessa Virtue/Scott Moir, melhores no programa curto. Em uma apresentação espetacular ao som da trilha sonora do filme Moulin Rouge, Virtude e Moir foram impecáveis, mas eles tiraram menos que os franceses: 122,40. Mas, como eles haviam feito melhor no programa curto, somaram 206,07 para levar o ouro e o recorde mundial total. 5ª medalha olímpica dos dois.

 

Patinação de Velocidade em Pista Curta

Screen Shot 2018-02-21 at 00.37.53Era difícil alguém prever o que aconteceria na final do revezamento 3.000m feminino. Na Final B, a disputa entre Hungria e Holanda foi ótima e ambas terminaram abaixo do recorde mundial sul-coreano de 2016, mas com a Holanda na frente com 4:03.471 contra 4:03.603 da Hungria. A Holanda garantia o 5º lugar. Mas…

Short Track Speed Skating - Winter Olympics Day 11

Coreia, Itália e Holanda no pódio. Foto: ISU

Na grande final, Coreia do Sul, China, Itália e Canadá. As 4 equipes estavam juntas, mas na 23ª volta de 27, uma sul-coreana caiu na troca e atrapalhou Itália e Canadá. Na frente, Coreia e China estava lado a lado até o ataque de Choi Minjeong, deixando a chinesa Fan Kexin pra trás e levando o ouro com 4:07.361, seguida da China com 4:07.424. Após a queda, a Itália acabou em 3º com o bronze com 4:15.901 e o Canadá em 4º com 2:26.361. Mas aí os árbitros entraram em cena. No momento da queda da sul-coreana, as canadenses não se tocaram e não fizeram a troca corretamente, sendo desclassificadas, E a China também acabou penalizada! Com isso, a Holanda herdou o bronze tendo vencido a Final B! E com recorde mundial! Algo inimaginável.

Antes, tivemos as eliminatórias dos 1.000m feminino, marcadas pelo fim do sonho olímpico de Elise Christie. Na 5ª bateria, a britânica que levou tudo no último Mundial deu adeus aos Jogos desclassificada e com cartão amarelo. Uma Olimpíada para esquecer. Todas as outras favoritas avançaram, como as 3 sul-coreanas, as 3 canadenses, a italiana Arianna Fontana, a chinesa Li Jinyu e as 3 holandesas.

Nos 500m masculino, o chinês Wu Dajing venceu a 1ª bateria com 40.264, estabelecendo um novo recorde olímpico. Na 4ª, o canadense Charles Hamelin foi penalizado e desclassificado e na 5ª, o holandês Sjinkie Knegt também foi penalizado por empurrar. Sua 3ª desclassificação nos Jogos, mas pelo menos ele saiu com a prata nos 1.500m. Os 3 sul-coreanos e os irmãos húngaros Shaoang Liu e Shaolin Sandor Liu venceram sua baterias.

Biathlon

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O revezamento misto 2x6km+2×7,5km começou com um show da italiana Lisa Vittozzi, atirando rapida e perfeitamente nas duas sessões, liderando toda a perna, mas seguida de perto pela Alemanha com Vanessa Hinz e pela França de Marie Dorin Habert, que também foram perfeitas no tiro. Na 2ª perna entraram Dorothea Wierer, Laura Dahlmeier e Anais Bescond. No 3º tiro, Wierer e Dahlmeier zeraram enquanto Bescond precisou de um tiro extra. Na 4ª, todas precisaram de extras, mas Dahlmeier abriu na liderança entregando para os homens com 30s sobre a Itália, 32s sobre a Bielorrússia, que contou com uma grande prova de Darya Domracheva, e 49s sobre a França.

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Dorin Haber, Bescond, Desthieux e Fourcade. Foto: IBU

A Alemanha continuou muito bem, agora com Erik Lesser, que não precisou de nenhum tiro extra, enquanto Itália, Bielorrússia e França vinha juntas mais pra trás. Johannes Thingnes Boe fazia uma excelente recuperação pra Noruega e entregou com França e Itália para a última perna. Martin Fourcade vinha pela França buscando a liderança alemã, que contava com o campeão do sprint Arnd Peiffer. Os dois chegaram juntos pro último tiro. enquanto Fourcade foi perfeito, Peiffer foi péssimo. Errou 4 tiros, precisou dos 3 extras e ainda precisou dar uma volta de 150m de penalidade. Nisso, Emil Hegle Svendsen colocou a Noruega em 2º com 12s de vantagem sobre Itália e Alemanha. COm enorme vantagem, Fourcade fechou pra França com o ouro em 1:08:34.3 e a Noruega foi prata a 20.9. No sprint final, Dominik Windisch superou Peiffer, levando o bronze pra Itália. Peiffer afundou a Alemanha e ele sequer estava inscrito pra prova inicialmente. Era para Simon Schempp competir, mas os técnico optaram pela troca. Fio a 5ª medalha de ouro de Fourcade, que se torna o maior campeão olímpico da história da França, seja verão ou inverno.

Combinado Nórdico

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O japonês Akito Watabe foi o melhor nos saltos do LH/10km com 138,9 pontos, seguido bem perto do norueguês Jarl Magnus Riiber, com 138,6, dando apenas 1s de vatagem pro japonês. O austríaco Wilhelm Denifl foi o 3º com 135,0 (16s atrás), seguido da armada alemã com Eric Frenzel (24s), Johannes Rydzek (31s) e Fabian Riessle (34s).

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Pódio alemão: Frenzel, Rydzek e Riessle. Foto: dpa

No cross-countruy, foi a vez dos alemães fazerem uma grande prova de recuperação, brilhando para cruzarem praticamente juntos a linha de chegada. Johannes Rydzek foi campeão com 23:52.5, seguido de Riessle com 23:52.9 e de Frenzel com 23:53.3. Riiber terminou em 4º a 2.8 e Watabe em 5º a 12.5.

Esqui Freestyle

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A canadense Cassie Sharpe deu um show na final do halfpipe em esqui feminino. Na 1ª rodada marcou 94,40, mas a francesa Marie Martinod, prata em Sochi, vinha logo atrás com 92,20 e a americana Brita Sigourney em 3º com 89,80. Na 2ª passagem, Sigourney marcou 88,60, mas Martinos melhorou para 92,60 e Sharpe também cresceu para 95,80.

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Martinod, Sharpe e Sigourney. Foto: FIS

Na passagem final, a americana Annalisa Drew fez 90,80, roubando o bronze de Sigourney, que respondeu logo em seguida com 91,60, retomando o bronze. Quando Martinod caiu, o ouro já era de Sharpe, que caiu na 3ª, marcando 42,00. Sem considerar a última passagem, a sequencia da canadense desde a quali foi sempre crescente: 93,00, 93,40, 94,40 e 95,80.

Na quali do halfpipe masculino, o domínio foi todo americano. Aaron Blunck fez 94,40, Alex Ferreria 92,60 e Torin Yates-Wallace 89,60. Em seguida os irmãos neozelandeses Byron Wells com 88,60 e Beau-James Well com 88,20.

Bobsled

Na abertura da competição feminina, a americana Elana Meyers Taylor saiu na frente na 1ª descida com 50.52, seguida da alemã Mariama Jamanka com 0.02 atrás e da tabém americana Jamie Greubel Poser a 0.07. Na 2ª descida, Jamanka foi a melhor com 50.72, assumindo a liderança geral com 1:41.26, com Meyers Taylor na cola a 0.07. Três trenós vem logo atrás muito próximos entre si: a alemã Stephanie Schneider a 0.03, Greubel Poser a 0.32 e a bicampeã olímpica Kaillie Humphries a 0.34.

Hóquei no Gelo

Os stados Unidos abriram os playoffs com 5-1 sobre a Eslováquia enquanto a Noruega surpreendeu a Eslovênia por 2-1, com gol de ouro em 3min de prorrogação. A Finlândia venceu a Coreia do Sul por 5-2 e também chega às 4as. Para fechar a rodada, Alemanha e Suíça empataram em 1-1. Na prorrogação, Yannic Seidenberg marcou com apenas 26s de jogo, colocando a Alemanha na próxima fase. Eis a chave:

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No torneio feminino, Suécia abriu 1-0 na equipe unificada da Coreia , que emaptou 30s depois com Han soo-jin. Mas logo as suecas aumentaram para 6-1 e conquistaram o 7º lugar. Na disputa do 5º lugar, a Suíca venceu o Japão por 1-0.

Curling

A Suécia de Niklas Edin venceu mais uma no torneio masculino com 7-3 sobre a Itália. O Canadá de Kevin Koe venceu o Japão por 8-4, que se recuperou na sessão noturna com 6-4 na Dinamarca. Outros resultados do dia: Grã-Bretanha 10-3 Noruega, Coreia do Sul 8-7 Suíça, Estados Unidos 8-4 Suíça e Itália 6-4 Noruega.

No feminino, a equipe da Coreia do Sul segue sua ótima campanha, vencendo agora por 9-6 os Estados Unidos. China derrotou o Canadá por 7-5 e as britânicas venceram 8-6 o Japão.

Quadro de medalhas após 11 dias e 69 finais:

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Jogos Olímpicos de PyeongChang-2018 – Dia 10

Com apenas 3 finais, a segunda-feira em PyeongChang foi tranquila, mas muito emocionante! E a Noruega segue dando show pronta pro topo do quadro de medalhas.

Bobsled

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Não faltaram emoções nas duas descidas finais das duplas masculinas. O alemão Francesco Friedrich fez o melhor tempo na 3ª descida com 48.96, melhor tempo de toda a prova até então. Mesmo assim, ele ficou atrás do canadense Justin Kripps no tempo somado: 2:27.58 contra 2:27.64 do alemão. O alemão Johannes Lochner veio bem consistente também, 0.09 atrás de Kripps. O letão Oskars Melbardis a 0.12 e o 3º alemão Nico Walther a 0.13 mostraram que tudo poderia acontecer na descida final. O trenó brasileiro marcou 50.35, sua pior descida, e terminou na 27ª posição, 3.13 atrás de Kripps. Apenas as 2o melhores duplas avançariam para a 4ª descida.

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Dupla alemã e dupla canadense. Foto: Filip Singer/EPA

Na descida final, Walther foi o 1º a descer dos 5, marcando 49.35 e assumindo a liderança. Depois veio Melbardis com 49.21, melhor tempo da 4ª descida, somando 3:16.91, 0.15 melhor que Walther. Já Lochner não foi bem e terminou atrás dos outros 4 favoritos. Friedrich, pra variar, largou perfeitamente, melhor tempo de largada e pilotou muito bem para se tornar líder com 3:16.86, apenas 0.05 melhor que o letão. Restava apenas Kripps, que a cada parcial ou estava na frente do alemão ou levemente atrás. Até que na chegada, marcou o mesmo tempo de 3:16.86 e com isso tivemos um raro empate pro ouro olímpico!  Tá mais que na hora da IBSF começar a cronometrar usando os milésimos.

Patinação de Velocidade

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A disputa dos 500m masculino pegou fogo no oval. Na 1ª das 18 baterias, o japonês Tsubasa Hasegawa abriu com 35.08, ficando por um bom tempo na liderança. Na 10ª bateria, o holandês Jan Smeekens com 34.93 assumiu o topo, mas foi desbancado na 12ª bateria pelo chinês Gao Tingyu com 34.65. Na 14ª, o sul-coreano Cha Min Kyu igualou o recorde olímpico com 34.42 e foi pro topo pra delírio do público.

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Cha, Lorentzen e Gao. Foto: ISU

Só que na 16ª veio o favorito, o norueguês Havard Lorentzen. Ele largou pior que o coreano, marcando 9.74 nos 100m contra 9.63, mas foi crescendo e completou os 500m com 34.41, novo recorde olímpico por apenas 1 centésimo, jogando um balde de gelo na torcida. Nas duas baterias restantes, quem chegou mais perto do pódio foi o finlandês Mika Poutala com 34,68, ficando a 0.03 do bronze do chinês Gao. Mais uma vez os holandeses ficam fora do pódio dos 500m, a pior prova historicamente pro país. Vale destacar o ótimo 20º lugar do colombiano Pedro Causil, com 35.196.

Nas eliminatórias da perseguição por equipes feminina, a Holanda marcou o melhor tempo com 2:55.61, novo recorde olímpico, com seu super time formado por Marrit Leenstra, Ireen Wüst e Antoinette de Jong. O Japão fez o 2º tempo com 2:56.09. Nas semifinais, a Holanda enfrentará os Estados Unidos, 4º com 2:59.75, e as japonesas pegam o Canadá, 3º com 2:59.02. China e Alemanha farão a Final C e Coreia do Sul e Polônia a Final D.

Saltos em Esqui

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Como esperado, a prova por equipes do Large Hill ficou entre Noruega, Alemanha e Polônia. A fortíssima equipe norueguesa formada por Daniel-Andre Tande, Andreas Stjernen, Johann Andre Forfang e Robert Johansson já largou an frente na 1ª rodada somando 545,9 contra 543,9 da Alemanha e 540,9 da Polônia. A Áustria vinha em 4º, bem longe com 493,7.

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Alemanha, Noruega e Polônia. Foto: FIS

Na 2ª rodada, Tande abriu pra Noruega com 145,5, colocando bela vantagem sobre os concorrentes, enquanto Karl Geiger marcava 131,7 pra Alemanha e Maciej Kot 127,0 pra Polônia. No 2º salto, Stefan Hula marcou 134,8 pra Polônia contra 126,0 de Stephan Leyhe e colocou os poloneses na frente dos alemães. Enquanto isso, a Noruega se firmava na frente e o duelo pela prata foi pro último salto, entre Andreas Wellinger e Kamil Stoch, os dois campeões individuais desses Jogos. Wellinger fez 138,3 contra 134,4 de Stoch e a Alemanha ficou com a prata com 1075,7 contra 1072,4 da Polônia. A Noruega acabou com o ouro com 1098,5.

Hóquei no Gelo

Nenhuma surpresa nas semifinais do torneio feminino. No 1º jogo, a equipe dos Estados Unidos goleou a Finlândia por 5-0, que soube muito bem aproveitar os power plays. Num PP duplo no 2º período marcou dois gols em pouco mais de 30s. Na outra semifinal, o Canadá também aplicou 5-0, mas sobre as Atletas Olímpicas da Rússia. A equipe também marcou dois gols em pouco mais de 30s no 3º período. Com isso, será a 23ª final entre as equipes em 24 Mundiais/Olimpíadas. Nas 22 finais realizadas, são 13 ouros canadense e 9 americanos. Mas desde 2013, a única vitória em finais do Canadá foi nos jogos de Sochi. As americanas venceram os últimos 4 Mundiais (2013, 15, 16 e 17).

Patinação Artística

Figure Skating - Winter Olympics Day 10

Tessa Virtue e Scott Moir (CAN). Foto: ISU

Os canadenses favoritos ao ouro Tessa Virtue e Scott Moir foram os melhores na dança curta, 1ª fase da dança no gelo. A dupla campeã em Vancouver-2010 e prata em Sochi-2014 somou 83,67 pontos, ficando a frente dos franceses Gabriella Papadakis/Guillaume Cizeron, com 81,93. Em 3º lugar, os americanos Madison Hubbell/Zachary Donohue com 77,75 ficando levemente a frente dos compatriotas Alex e Maia Shibutani com 77,73.

Snowboard

Atual campeã mundial do Big Air, a austríaca Anna Gasser obteve a melhor nota na quali da modalidade que faz sua estreia nos Jogos com excelentes 98,00 pontos obtidos no 2º salto. Duas japonesas vieram logo depois: Yuka Fujimori com 94,25 e Reira Iwabuchi com 92,75. A americana bicampeã olímpica do slopestyle Jamie Anderson passou pra final com a 6ª nota: 90,00.

Esqui Freestyle

A canadense Cassie Sharpe obteve a melhor nota na qualificação do halfpipe feminino e, esqui. Na 1ª descida ela já havia feito uma descida espetacular com 93,00 e na 2ª ainda melhorou para 93,40. A francesa Marie Martinod, prata em Sochi, também fez bonito: 91,60 na 1ª descida e 92,00 na 2ª. As americanas Brita Sigourney (90,60 nas duas descidas) e Annalisa Drew (85,40 e 86,00) completaram o top-4. Ouro em Sochi, a americana Maddie Bowman foi 6ª.

Curling

Que dia para a Suécia no curling! Eles estavam invictos no masculino e no feminino, mas nesta segunda-feira perderam os 3 jogos disputados! Entre os homens, a equipe de Niklas Edin apanhou de 10-3 pra Suíça, levando 5 pontos no 7º end! O Canadá de Kevin Koe perdeu de 9-7 pros Estados Unidos e ainda tivemos Grã-Bretanha 7-6 Dinamarca e Coreia do Sul 8-6 Itália. Apesar da derrota, a Suécia já se classificou para as semifinais restando 2 jogos:

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No feminino, a equipe sueca de Anna Hasselborg perdeu de 7-6 pra Coreia do Sul na rodada da manhã e na da noite de 5-4 para o Japão. Já o Canadá de Rachel Homan parece que realmente acordou e venceu por 8-3 as japonesas, 3ª vitória seguida o que coloca o Canadá ainda na briga por vaga na semifinal. Estados Unidos venceu duas partidas: 7-6 na Dinamarca e 10-4 na China. Outros jogos: Suíça 11-2 Atletas Olímpica da Rússia, Grã-Bretanha 8-7 Suíça e Rússia 8-7 Dinamarca. Com esses resultados, a equipe da Coreia assume o 1º lugar da 1ª fase:

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Quadro de medalhas após 10 dias e 64 finais. 27 países já medalharam, um recorde para Jogos de Inverno! 26 países medalharam em 2006, 2010 e 2014.

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