Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 0

E começou! Foi uma linda cerimônia de abertura, muito simpática, simples, sem grandiosidade, mas com muito coração. Deu para ver o sorriso no rosto e o coração aberto do povo peruano recebendo as Américas.

Captura de Tela 2019-07-27 às 01.05.52

Brasil entrando no estádio em Lima, na Cerimônia de Abertura. Foto: COB

Mostrou o colorido, o lado multicultural e todas as inúmeras influências do Peru, passando pelo ouro, pela comida, pelas civilizações antigas, pelos animais, pelos tecidos e ao mesmo tempo mostrando uma cidade vibrante e moderno.

Vôlei de Praia

Carol Horta/Ângela venceram as mexicanas Orellana/Revuleta por 21-10 21-11 e encerraram a 1ª fase com 3 vitórias no Grupo C. Com isso, já estão classificadas diretamente para as 4as de final, esperando o vencedor do confronto entre as duplas do Canadá e da Colômbia. Cuba, Argentina e EUA também venceram seus grupos e estão nas 4as.

Já no masculino, Oscar/Thiago perderam de virada 16-21 21-14 18-16 para os cubanos González/Reyes, mas mesmo com a derrota ficaram em 1º no Grupo C e já estão nas 4as, onde aguardam o vencedor de México e El Salvador. Chile, Venezuela e Argentina também venceram seus grupos e estão nas 4as.

Rugby 7s

Captura de Tela 2019-07-27 às 01.06.25

Rafaela Zanellato corre pra marcar um try. Foto: COB

Na abertura do torneio de rugby, a seleção feminina venceu com tranquilidade o Peru por 33-5 pelo Grupo B, anotando 5 tries e 4 conversões. Também pelo grupo do Brasil, o Canadá, que tem apenas uma jogadora bronze no Rio-2016, arrasou o México por 54-0. Já pelo Grupo A, Colômbia fez 24-14 na Argentina e as americanas massacraram Trinidad & Tobago por 55-0.

Pelo torneio masculino, o Brasil empatou em 14-14 com o Chile enquanto os americanos destruíram Guiana por 62-0. Pelo Grupo B, Canadá fez 31-0 no Uruguai e a Argentina marcou 52-0 na Jamaica. Por conta do empate, o Brasil vai precisar vencer bem Guiana e não perder feio dos americanos, para ficar na frente do Chile pelo saldo de pontos.

Outros Esportes

Tivemos a rodada de esgrima do pentatlo moderno nesta sexta-feira e os brasileiros surpreenderam bastante. No feminino, Maria Ieda Guimarães, que esteve no YOG ano passado em Buenos Aires, terminou em 5º com 22 vitórias em 31 combates com 250 pontos, 21 atrás da mexicana Mariana Arceo. Isabela de Abreu foi 11ª com 229 pontos (19v) e Priscilla Veríssimo 16ª com 201 (15v). No masculino, Felipe Nascimento ficou em 5º com 236 pontos (20v) e Danilo Fagundes foi 8º com 229 (19v).

No programa curto da patinação artística, esporte que o Brasil sobe ao pódio tanto no masculino como no feminino desde o Pan de 1999, Bruna Wurts ficou com a 2ª marca no feminino com 36,70 pontos, atrás da argentina Giselle Soler, ouro em 2015, com 38.53. No masculino, Gustavo Casado ficou em 4º com 44,90, atrás de argentina, paraguaio e chileno. É o 1º Pan se Marcel Sturmer, que ganhou 4 ouros seguidos em Pans.

O squash definiu as semifinais no torneio individual masculino e de duplas, ou seja, já sabemos os países que subirão ao pódio. E o Peru já garantiu sua 2 primeiras medalhas. Diego Chehab enfrenta na semifinal mexicano. Na outra temos argentino contra colombiano. Nas duplas masculinas, semifinais México x Canadá e Estados Unidos x Peru. Nas duplas femininas, EUA x Chile e Canadá x Colômbia.

O Pan começa de verdade neste sábado com competições em 18 esportes (atletismo, basquete, boxe, boliche, canoagem velocidade, ginástica artística, handebol, pentatlo moderno, patinação artística, rugby sevens, tiro, softball, squash, taekwondo, triatlo, vôlei de praia, esqui aquático e levantamento de peso) e as primeiras 21 finais.

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia -2

Ainda tímido, o Pan começou nessa quarta-feira com apenas 2 esportes: vôlei de praia e handebol feminino. E o Brasil começou com 100%!

Handebol

Captura de Tela 2019-07-25 às 01.18.10

Foto: Wander Roberto/COB

O Brasil fechou a rodada de abertura do feminino com uma vitória sobre Cuba de 29-20 (13-9, 16-11). Brasil começou errando bastante e Cuba abriu 6-4, mas logo o Brasil virou 9-6 e venceu 13-9 o 1º tempo. No 2º, manteve a vantagem para a vitória, contando com 6 gols de Bruna de Paula. Das 12 jogadoras de linha, apenas Deonise não marcou. Pelo mesmo grupo do Brasil, Porto Rico abriu a competição com fáceis 23-9 sobre o Canadá.

No Grupo B, a República Dominicana arrasou as donas da casa por 46-16 (13 gols de Mariela Andino) e a Argentina venceu 26-15 os Estados Unidos.

Vôlei de Praia

No masculino, Oscar/Thiago foram os primeiros brasileiros a competir em Lima. Pelo Grupo C, eles venceram por 21-13, 21-14 os costarriquenhos Valenciano/Alpizar. Mas o principal destaque do dia foi o jogo entre os primos chilenos Marco e Esteban Grimalt e os mexicanos Virgen/Ontiveros pelo Grupo D. São duas duplas que disputam o circuito mundial e os chilenos ficaram em 4º na etapa portuguesa do circuito na semana passada. E eles venceram a partida 21-15, 16-21, 15-10.

No feminino, Ângela/Carol Horta derrotaram Valenciana/Charles, das Ilhas Virgens, por 21-8, 21-7 pelo Grupo C. Favoritas ao ouro, as argentinas Gallay/Pereyra venceram na estreia facilmente as guatemaltecas Alvarado/Bethancourt por 21-13, 21-11.

O Pan segue nesta quinta-feira com mais vôlei de praia e handebol feminino, além das estreia do boliche, softball masculino e squash.

Três medalhas no vôlei de praia e duplas pra Olimpíada começam a se definir

Mais uma etapa importante após o Mundial, a cidade portuguesa de Espinho recebeu um torneio 4 estrelas do circuito, mas que estava bem esvaziado.

Captura de Tela 2019-07-22 às 23.27.24

Alison e Álvaro comemoram o ouro. Foto: FIVB

O Brasil colocou 4 duplas nas semifinais, duas no masculino e duas no feminino, mas apenas os homens venceram e fizeram final.

Alison/Álvaro venceram 21-19 21-15 os letões Plavins/Tocs e André/George fizeram 21-17 21-17 nos irmãos chilenos Marco e Esteban Grimalt. Na decisão, melhor para Alison/Álvaro, que fizeram 21-13 15-21 15-9 sobre André/George. Foi o 2º ouro da dupla este ano no circuito. Eles levaram o torneio de 3 estrelas em Kuala Lampur, no início de maio.

Já entre as mulheres, Ana Patrícia/Rebecca perderam na semi 21-12 26-24 para as americanas Claes/Sponcil e Agatha/Duda caíram por 21-18 21-18 pras russas Makroguzova/Kholomina, que ficaram com o título. Na disputa do bronze, Ana Patrícia/Rebecca venceram por 21-18 18-21 15-12.

Com isso, começam a se definir as duplas que irão representar o Brasil em Tóquio, faltando 3 torneios de 4 estrelas e 1 de 5, em Viena. Ana Patrícia/Rebecca e Ágatha/Duda só perdem a vaga por um desastre, assim como Evandro/Bruno Schmidt. A 2ª dupla masculina que ainda está bem indefinida.

Feminino:
Ana Patrícia/Rebecca – 4.900
Ágatha/Duda – 4.390
Maria Elisa/Carol – 3.370
Bárbara/Fernanda Berti – 2.970
Talita/Taiana – 2.530

Masculino:
Evandro/Bruno Schmidt – 4.640
Alison/Álvaro Filho – 3.830
André/George – 3.520
Pedro Solberg/Vítor – 2.800
Guto/Saymon – 1.900

As duplas seguem pro 4 estrelas de Tóquio, que será o evento-teste.

Vôlei de Praia respira

Após um Mundial para esquecer, as principais duplas do mundo seguiram viagem para Gstaad, na Suíça, para a disputa do 1º Major do ano.

carolmaria-elisa-fica-com-a-prata-e-anarebecca-leva-o-bronze-na-suica

Pódio feminino em Gstaad. Foto: FIVB

E dessa vez as duplas brasileiras conseguiram 3 medalhas, algo que era esperado para o Mundial de Hamburgo, o que mostra que não estamos tão mal assim.

Maria Elisa/Carol tiveram uma semana excelente e ameaçam embolar a corrida olímpica. Correndo por fora, elas foram avançando até chegar na semifinal, onde pegaram Ana Patrícia/Rebecca e venceram por 21-16 21-16! Na decisão, enfrentaram as americanas vice-mundiais Klineman/Ross, que venceram de virada por 15-21, 21-17, 15-12.

Na disputa do bronze feminino, Ana Patrícia/Rebecca derrotaram as suíças Betschart/Hüberli por tranquilos 21-14 21-12. Essas suíças foram nossa algozes no Mundiak, eliminando Ana Patrícia/Rebecca nas 8as e Bárbara/Fernanda nas 4as. Agora as coisas voltaram ao normal.

No masculino, Evandro/Bruno Schmidt seguem como a melhor dupla brasileira. Eles perderam na semifinal para os noruegueses Mol/Sørum por 21-18, 21-14, mas venceram na disputa do bronze os italianos Nicolai/Lupo de virada por 16-21, 21-17, 15-12. As coisas voltaram tão ao normal que o noruegueses foram os campeões da etapa com 21-17, 21-15 sobre os holandeses Brouwer/Meeuwsen faturando a 5ª etapa da temporada.

A corrida olímpica no Brasil está assim:

Feminino:
Ana Patrícia/Rebecca – 4.260
Ágatha/Duda – 3.830
Maria Elisa/Carol – 3.370
Bárbara/Fernanda Berti – 2.570
Talita/Taiana – 2.530

Masculino:
Evandro/Bruno Schmidt – 4.160
Alison/Álvaro Filho – 3.030
André/George – 2.800
Pedro Solberg/Vítor – 2.480
Guto/Saymon – 1.500

As duplas seguem agora para Portugal, para o torneio 4 estrelas de Espinho.

Um Mundial para esquecer…

Acho que nem o torcedor mais pessimista esperaria um mundial de vôlei de praia tão desastroso das duplas brasileiras como foi esta edição em Hamburgo, na Alemanha.

Foi uma primeira fase muito boa das 8 duplas brasileiras, todas avançando em 1º ou 2º em seus grupos. As mulheres vencerem 11 dos 12 jogos e os homens 10 dos 12, dando uma falsa sensação de segurança. Claro que na primeira fase existem duplas mais fracas, mas ainda assim a expectativa era das melhores.

Captura de Tela 2019-07-06 às 11.44.14

Agatha contra russa em partidas das 8as de final. Foto: FIVB

Ana Patrícia e Rebecca vinham de 3 títulos importantes no ano no circuito mundial e Ágatha/Duda venceram o torneio 4 estrelas de Ostrava no início de junho, ganhando na final justamente de Ana Patrícia/Rebecca. No masculino a expectativa era pior. As duplas brasileiras mal chegavam às 4as dos torneios importantes, mas a vitória de Evandro/Bruno Schmidt sobre os noruegueses Mol/Sorum na final do Aberto de Varsóvia na semana anterior ao Mundial deu muita esperança.

Só que na hora do mata-mata, as esperanças não se concretizaram. No feminino, Maria Elisa/Carol caíram logo na 1ª rodada 21-15, 13-21, 15-11 para a boa dupla americana Klineman/Ross. Não se acertando, Ana Patrícia/Rebecca perderam de virada nas 8as para as suíças Betschart/Hüberli por 19-21, 21-15, 15-12 e Ágatha/Duda fora surpreendidas pela inexpressiva dupla russa Makroguzova/Kholomina por 22-20, 18-21, 22-20. Apenas Bárbara e Fernanda avançaram, mas caíram nas 4as também de virada para as mesmas suíças Betschart/Hüberli por 19-21, 21-13, 15-13. Seria a 1ª vez na história que o Brasil não subiria ao pódio em um Mundial no feminino. Somando Mundiais e Olimpíadas, foi a 1ª vez que não tivemos uma dupla brasileira na semifinal.

Captura de Tela 2019-07-06 às 11.47.16

Crabb comemora vitória sobre André/George nas 4as. Foto: FIVB

Entre os homens, os favoritos Evandro/Bruno Schmidt perderam 21-19, 21-18 logo na 1ª rodada para os americanos Allen/Slick e Pedro Solberg/Vítor Felipe perderam 21-19, 21-18 para os letões Plavins/Tocs. Nas 8as, foi a vez de Alison/Álvaro caírem para os jovens alemães Thole/Wickler por feios 21-14, 21-15. Restavam apenas André, campeão em 2017 ao lado do Evandro, e George, que perderam neste sábado de manhã nas 4as para os americanos Bourne/Crabb de virada por 16-21, 21-15, 17-15.

Assim como no feminino, é a 1ª vez que o Brasil não chega às semifinais na chave masculina em um Mundial. Somando Jogos Olímpicos, a única vez que não tivemos brasileiros na semi foi nos Jogos de Atlanta-1996. Apenas no Mundial de 2007 não tivemos uma dupla brasileira na final!

Pelos resultados vistos na temporada, o feminino ainda não é uma preocupação. Tivemos títulos importantes de duplas diferentes, que vem jogando muito bem e de maneira bem entrosada. Este mundial foi uma fatalidade, mas fica o alerta, pois algumas duplas perderam para equipes bem inferiores em momentos importantes.

Agora o masculino está com sinal amarelo, quase vermelho, ligado. As duplas ainda não jogam bem, não estão entrosadas e tivemos derrotas feias. Não vem bem na temporada, tendo apenas Evandro/Bruno Schmidt com bons resultados.

O circuito já volta na semana que vem o fortíssimo Major de Gstaad, que deve ter quase o mesmo nível deste Mundial. Veremos…

Dois ouros no Mundial Sub21 de vôlei de praia

Na Tailândia, o Brasil saiu com dois ouros do Mundial de vôlei de praia sub21! Foi o 3º ouro seguido do Brasil tanto no masculino como no feminino.

Captura de Tela 2019-06-23 às 12.13.56

Renato e Rafael. Foto: FIVB

Na chave masculina, os irmãos gêmeos Renato e Rafael Carvalho fizeram uma campanha excelente. Na 1ª fase fizeram 21-15 21-16 em russos, 21-15 21-12 em noruegueses e 21-13 21-15 em chilenos. Nas 8as seguiram destruindo dupla da Nicarágua por 21-12 21-16, 21-13 21-13 em russos nas 4as, tiveram mais dificuldade na semifinal contra os mexicanos Sarabia/Stephens vencendo por 19-21 21-14 15-11 e, na decisão, derrotaram os italianos Windisch/Di Silvestre por tranquilos 21-11 21-15. Foi o 7º ouro brasileiro masculino no Mundial Sub21.

Captura de Tela 2019-06-23 às 12.14.05

Victoria e Vitória. Foto: FIVB

Já entre as mulheres, Victoria Pereira/Vitoria de Souza também fizeram campanha perfeita pro título. Na estreia, bastante dificuldade contra russas com 34-32 25-27 15-12, mas depois 21-5 21-5 em marroquinas e 21-14 21-10 em polonesas. Nas 8as 21-10 21-11 em alemãs, 21-17 21-13 em tailandesas nas 4as, 21-16 21-12 em espanholas na semifinal e na final 17-21 21-15 15-13 nas russas Bocharova/Voronina. Foi o 9º título do Brasil na chave feminina em Mundiais Sub21.

Já foram campeões mundiais Subs21 Pedro Solberg (2 vezes), Bruno Schmidt, o italiano Paolo Nicolai (2 vezes), os poloneses Kantor/Losiak, a holandesa van Iersel, a americana Summer Ross e a brasileira Duda Lisboa (2 vezes).

Alerta vermelho pro vôlei de praia!

Com um torneio de 4 estrelas em casa, era de se esperar uma boa campanha das duplas brasileiras em Itapema. Mas as coisas não foram bem, principalmente no masculino. E a luz vermelha está acesa!

Captura de Tela 2019-05-18 às 12.44.42

André/George na derrota nas 8as. Foto: FIVB

A corrida olímpica começou com o torneio de Doha, em março, um torneio de 4 estrelas. No fim de abril tivemos mais um 4 estrelas em Xiamen, na China. E agora este no Brasil. Nos 3 torneios, nenhuma duplas brasileira masculina chegou às quartas-de-final! Nenhuma!

Agora em Itapema, as duplas que chegaram mais longe foram Evandro/Bruno Schmidt e André/George, que perderam nas 8as. Evandro/Bruno caíram por 21-17, 21-19 para os holandeses Varenhorst/van de Velde enquanto André/George perderam de 21-15, 21-14 para os poloneses Kantor/Losiak. Alison/Álvaro, que venceram há duas semanas o torneio 3 estrelas em Kuala Lumpur, na Malásia, perderam ainda na rodada preliminar para André/George.

Essa dança das cadeiras no masculino não está sendo benéfica para o vôlei de praia brasileiro. Nem um pouco.

Já no feminino, a situação é um pouco menos preocupante. Ana Patrícia/Rebecca vem surpreendendo e venceram este ano o 4 estrelas de Haia em janeiro e o 4 estrelas de Xiamen, em abril. Mas desta vez em casa, perderam nas 8as 21-16, 21-13 para Taiana/Talita em duelo brasileiro.

Entre as mulheres, duas duplas chegaram às quartas, mas também caíram. Taiana/Talita por 26-24, 21-17 para as holandesas Stubbe/van Iersel e Ágatha/Duda por duros 25-27, 21-18, 15-13 para as americanas Klineman/Ross. Apesar do resultado ruim, as duplas femininas não preocupam tanto.

As duplas seguem agora para a China, para mais um 4 estrelas em Jinjiang e depois para a Europa, em Ostrava, República Checa, e Varsóvia, Polônia, antes do Mundial em Hamburgo no fim de junho.

Vamos ver se se recuperam…

Título do ano para Ágatha e Duda

Captura de Tela 2018-08-19 às 22.26.40

Duda e Ágatha após o título em Hamburgo. Foto: FIVB

Em um ano meio apagado do vôlei de praia brasileiro, Ágatha Bednarczuk e Duda Lisboa se sagraram campeãs do principal torneio do ano, a etapa final do Circuito Mundial, em Hamburgo, que reuniu as 10 melhores duplas do ano.

Elas começaram com uma derrota para as australianas Artacho del Solar/Clancy por 2-0 na fase de grupos, mas venceram as canadenses Humana-Paredes/Pavan, as checas Hermannova/Slukova e as alemãs Schneider/Bieneck, terminando em 2º lugar no grupo B. Nas quartas, venceram as alemãs Sude/Labourer de virada 12-21, 21-14, 15-9.

Nas semifinais, confronto brasileiro contra Maria Elisa e Carol numa partida muito disputada, que Ágatha e Duda venceram por 31-29, 21-18. Na decisão, novo encontro com as checas Hermannova/Slukova e vitória brasileira por 21-15, 21-19.

Foi o 3º título da dupla no circuito mundial e o 1º fora do Brasil. Elas jogam juntas desde janeiro de 2017 na maior premiação da história no vôlei de praia, USD 150.000 para a dupla. O Mundial de 2017 deu USD 60.000 pra dupla campeã e a Final do circuito de 2017 premiou o título com USD 100.000. Ágatha e Duda terminam a temporada como a melhor dupla do mundo.

Já no masculino, o Brasil não colocou nenhuma dupla na etapa, já que foi um ano de grande transição e mudança de parcerias. O título ficou com o norueguês Anders Mol e Christian Sorum, o 3º da dupla no ano, após os Majors de Gstaad e Viena.

O circuito de 2019 já começa na próxima semana com etapas menores, mas esse ano ainda teremos 2 etapas de 4 estrelas, e Yangzhou, na China, e em Las Vegas, ambas em outubro.

Semana para esquecer o vôlei e o vôlei de praia…

Não seria exagero falar que esta foi uma das piores semanas para o vôlei e vôlei de praia brasileiro da história. Não foram apenas derrotas, mas muitas derrotas e algumas bem feias.

Começou com a fase da Liga das Nações ainda na outra semana, quando a seleção masculina levou um feio 3-0 (25-17, 25-18, 25-14) da Rússia na semifinal e depois mais um 3-0 (25-21, 28-26, 28-26) dos EUA na disputa do bronze.

298194149_yonkairapenaofdomminicanrepublicspikesagainstbrazil

Brasil na derrota pra República Dominicana na Copa PanAm. Foto: CSV

Na Colômbia, a seleção sub18 feminina fez um sul-americano bem fraco. Sofreu na 1ª fase contra as donas da casa, mas venceu por 3-2. Mas na semifinal apanhou muito feio do Peru por 3-0 (25-9, 25-15, 25-11). Sim, 25-9, não está errado. Na disputa do bronze, derrotou a Colômbia por 3-0 e medalhou, garantindo vaga pro Mundial do ano que vem, mas deixou demais a desejar.

Com uma equipe B, mas que tinha Dani Lins e Thaisa, o Brasil foi pra Copa Pan-Americana na República Dominicana e ficou sem medalha. Sofreu para vencer Colômbia e Argentina na 1ª fase por 3-2, mas passou em 1º no grupo. Na semifinal levou um 3-0 (25-16, 25-12, 25-23) das donas da casa e na disputa do bronze perdeu pro Canadá também por 3-0 (25-19, 25-20, 25-21), ficando sem medalha, mas pelo menos garantiu vaga pros Jogos Pan-Americanos.

No vôlei de praia, foi um show de horrores do lado masculino no Major de Gstaad, na Suíça. Das 4 duplas, apenas uma passou pro mata-mata. Pedro Solberg/Bruno Schmidt ficaram em 3º no seu grupo, venceram no playoff americanos, mas caíram nas 8as 2-1 para os noruegueses Mol/Sorum, que foram os campeões. No feminino, as 3 duplas pelo menos avançaram, mas apenas Agatha/Duda chegaram nas 4as. Na semi, perderam 2-1 para as canadenses Humana-Paredes/Pavan e na disputa do bronze também perderam, mas 2-0 para as também canadenses Bansley/Wilkerson. Sinal amarelo no vôlei de praia masculino no 1º torneio importante após a dança de cadeiras da troca de duplas.

Captura de Tela 2018-07-15 às 20.14.58

Agatha na derrota na disputa do bronze. Foto: FIVB

Pra fechar essa semana horrorosa (não, não acabou), pela 1ª vez desde 2012 o Brasil ficou sem medalha num Mundial Sub19 de vôlei de praia. O país vinha de 3 títulos seguidos no feminino e 2 no masculino. Duas duplas nem passaram do qualificatório. Na chave principal, Thamela/Anne Karolayne caíram nas 8as para holandesas e Gabriel/Pisco perderam também nas 8as para tailandeses (!!). Os dois ouros foram para duplas da Rússia.

Não está nada animador, ainda mais por estarmos no meio do ciclo olímpico. E daqui a pouco tem Mundial masculino e feminino de vôlei. Tomara que tenha sido apenas uma semana ruim…

Dança das cadeiras no vôlei de praia

Campeões olímpicos no Rio-2016 e mundiais em 2015, Alison Cerutti e Bruno Schmidt encerram uma parceria extremamente vitoriosa nas areis.

Jogando juntos desde 2014, Alison e Bruno disputaram 38 torneios no circuito mundial de vôlei de praia, 2 Mundiais e 1 Olimpíada. Foram 12 títulos: um Olímpico, um mundial, 2 da Final do Circuito e 8 torneios do circuito mundial, e mais 7 pódios. Além disso, conquistaram o título geral da temporada de 2015 e 2 circuitos brasileiros.

Este ano vinham de um 9º lugar em Fort Lauderdale (torneio 5*), um bronze em Xiamen (4*) e um 17º em Huntington Beach (4*). A ausência da dupla foi sentida no Aberto de Itapema na última semana e o anúncio veio nesta quarta-feira.

Bruno voltará a fazer parceria com Pedro Solberg, com quem jogou em 2013 e subiu 6 vezes ao pódio no circuito mundial. Mas a surpresa veio com o anúncio do Mamute, que jogará com André Stein, atual campeão mundial.

O único problema é que André vinha numa fase excepcional com Evandro, com quem foi campeão mundial em 2017. Nesta temporada, eles venceram o Aberto de Itapema no domingo e foram vice no Aberto de Huntington Beach, no início do mês.

A troca de parceiros é comum no vôlei de praia, assim como ocorre no tênis.

Trocas assim são esperadas nessa temporada, que é a última antes do início da corrida para a classificação olímpica, então não surpreendem tanto. Agora é ver como as novas parcerias se saem no circuito mundial, que começa forte no fim de junho com praticamente 9 semanas seguidas de torneio 4 ou 5 estrelas.