Boletim Rumo a Tóquio-2020 #2

Neste segundo boletim de acompanhamento das classificações olímpicas, vou repassar as vagas definidas nos Jogos Asiáticos, disputados até os último domingo na Indonésia.

Tiro com Arco

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Kim Woojin (KOR) a caminho do ouro. Foto: World Archery

As primeiras vagas do esporte foram definidas na disputa de duplas mistas, que fará sua estreia olímpica em 2020. Na decisão, o Japão venceu a Coreia do Norte por 6-0 e ficou com o ouro. Como o Japão já tem equipe classificada, a Coreia do Norte garante um homem e uma mulher nos Jogos. Tivemos ainda duas vagas para os países que venceram no individual. O sul-coreano Kim Woojin e a chinesa Zhang Xinyan foram ouro e garantiram vagas pros seus países.

Vela

Eram duas vagas, uma na Laser masculina e uma na Laser Radial feminina, excluindo os países que já tinham garantido vaga pelo Mundial. O sul-coreano Ha Jee-min foi ouro na Laser masculina, mas a Coreia já tinha vaga e quem ficou com a quota foi a Malásia, que foi prata. Na Laser Radial feminina, Japão e China foram ouro e prata, mas já tinham vaga também. Assim, a Malásia também levou a vaga no feminino. Seguem classificados incluindo os garantidos no Mundial:

Laser masculina (15): Alemanha, Austrália, Brasil, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Malásia, Noruega, Nova Zelândia e Peru

Laser Radial feminina (19): Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Malásia, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça e Turquia

Tênis

Os campeões dos Jogos ganharam uma preferência para ir para Tóquio. O uzbeque Denis Istomin e a chinesa Wang Qiang foram ouro e estão garantidos em Tóquio desde que sejam top-300 nos rankings da ATP ou WTA em 8 de junho de 2020.

Hóquei na Grama

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Japão é ouro no hóquei feminino. Foto: AP Photo/Aaron FAvila

Os campeões dos torneios de hóquei na grama se garantiam em Tóquio. Mas apenas o campeão. Só que o Japão veio e estragou a festa de todos. Já garantido no masculino e no feminino por ser sede, o Japão levou os dois ouros. Na decisão masculina, venceu a Malásia nos pênaltis por 3-1, após empate em 6-6, placar bastante fora do comum. No feminino, as japonesas venceram a Índia por 2-1. Como a vaga era apenas para o campeão e o Japão já estava garantido, essas vagas asiáticas vão pro pré-olímpico mundial. Malásia e Índia perderam uma grande chance e vão sofrer para conseguir se classificar.

Quotas

37 países já se classificaram para Tóquio-2020. Malásia, Uzbequistão e Coreia do Norte entraram para essa lista.

Países com mais vagas:

Japão – 363
Brasil – 23
Estados Unidos – 19
Grã-Bretanha – 15
França – 10
Nova Zelândia  – 10
Itália – 9
Dinamarca – 8
Austrália – 7
China – 7
Espanha – 6
Holanda – 6
Noruega – 5

Em setembro teremos vagas em disputa no Mundial de Tiro, de Ginástica Rítmica, nos Jogos Mundiais Equestres e na Copa do Mundo feminina de Basquete.

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Sistemas de Qualificação Tóquio-2020 – Parte 2

Continuando os sistemas de qualificação para Tóquio com os esportes que terão suas primeiras vagas definidas já este ano.

Ginástica Artística

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Foto: AP Photo/Rebecca Blackwell

Provas: 14 (8 masculinas e 6 femininas)
Quotas: 196 (98 homens e 98 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens pra equipe e 2 que não participam da equipe e 4 mulheres pra equipe e 2 que não participam da equipe.
Vagas por Prova: Como haverá uma qualificação geral, cada atleta pode participar de todos os aparelhos, mesmo que ele tenha se classificado por um único aparelho.

Sistema:
Este é bem complicado, mesmo. Nas últimas edições dos Jogos, boa parte das vagas vinham do último Mundial antes da Olimpíada e do pré-olímpico mundial, que era o evento-teste. Esta última competição não dará mais vaga.

Serão 12 equipes por gênero: as 3 primeiras se classificarão neste ano pelo Mundial de Doha, para as 3 equipes medalhistas, e as 9 vagas restantes sairão do Mundial de 2019, em Stuttgart. Neste Mundial, podem participar apenas as 24 melhores equipes do Mundial de 2018 e as 9 melhores na qualificação (excluindo as 3 já classificadas) se garantem em Tóquio.

O Mundial de 2019 dará mais 12 vagas no masculino e 20 no feminino para os melhores atletas na qualificação do individual geral, apenas para países que não tem vaga por equipe, 1 vaga no máximo por país. O Mundial de 2019 dará vagas para os 3 melhores atletas de cada aparelho cujos países não se classificaram por equipe. A vaga olímpica é pro próprio atleta e ele só pode garantir uma única vaga, mesmo que participe de mais de uma final por aparelho. Nesta situação, há um máximo de 18 vagas no masculino e 12 no feminino (e no máximo 3 vagas por país), mas é bem provável que não sejam totalmente preenchidas, já que não podem se repetir os países com vaga por equipe.

O próximo critério de qualificação vem da Copa do Mundo por aparelhos. Serão 8 competições até março-2020, contando os 3 melhores resultados de cada atleta. O melhor atleta de cada aparelho ganha a vaga olímpica, mas apenas 1 por país entre homens e mulheres. Um atleta de um país já classificado pode ganhar essa vaga, desde que ele não tenha participado do Mundial que seu país conquistou a vaga. Se isso ocorrer, esse atleta não pode competir por equipe nos Jogos. Na Copa do Mundo do individual geral, haverá um ranking de países, dando vagas para os 3 melhores países no masculino e 3 no feminino. Essas vagas são apenas para os países que levarão equipe e será uma vaga extra para as equipes.

As últimas vagas virão dos campeonatos continentais, nas finais do individual geral. Por gênero, são 2 vagas pras Américas, 2 para a Europa, 2 pra Ásia, 2 pra África e 1 pra Oceania. Para encerrar, serão dados dois convites, 1 no masculino e 1 no feminino. Esses critérios são bem complicados e estão cheios de asteriscos, por conta de quem pode participar de cada evento. Existe até uma possibilidade de um país não ganhar vaga por equipe e conseguir classificar 7 atletas individuais, mas não poderá participar da prova por equipes. Doido demais.

Tiro com Arco

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Foto: World Archery

Provas: 5 (2 masculinas, 2 femininas e 1 mista)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 3 homens e 3 mulheres
Vagas por Prova: 64 pros torneios individuais, 12 equipes masculinas e femininas. Se um país classifica pelo menos um de cada gênero, ele pode disputar as duplas mistas

Sistema:
Em primeiro lugar, todos os arqueiros, até os convidados, devem obter o índice mínimo num round duplo 70m. O índice masculino é 640 e o feminino 605. A prioridade é pelas vagas em equipe. O Japão tem automaticamente 3 homens e 3 mulheres classificados, desde que envie equipe para o Mundial de 2019. Neste Mundial, as 8 melhores equipes garantem vagas olímpicas. Caso o Japão esteja no top-8, apenas 7 equipes se classificam. Três equipes (ou quatro, no caso do Japão ser top-8 no Mundial) se classificarão pelo pré-olímpico mundial final.

As vagas seguintes sairão dos jogos continentais nas equipes mistas, apenas para as duplas campeãs nos Jogos Asiáticos, Jogos Europeus, Jogos do Pacífico, Jogos Pan-Americanos e Jogos Africanos. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, a vaga irá para a equipe medalha de prata. Caso a equipe já tenha garantido vagas no Mundial, essas vagas irão pro Torneio Mundial Final.

O Mundial de 2019 dará mais 4 vagas individuais, uma por país. Os Jogos Asiáticos, Europeus e Pan-Americanos darão mais uma vaga no individual por gênero. Cada continente irá realizar depois mais um torneio pré-olímpico, onde só podem competir arqueiros de países não-classificados. São, por gênero, 4 vagas pra Europa, 3 para a Ásia, 3 para as Américas, 2 para a África e 1 para a Oceania. Haverá ainda um Torneio Mundial Final, aberto apenas para países ainda não classificados. Este torneio dará uma única vaga, a não ser que sobrem vagas para realocação. Finalizando, serão 2 convites por gênero da Comissão Tripartidária.

Hóquei na Grama

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Provas: 1 masculina e 1 feminina
Quotas: 384 (192 homens e 192 mulheres)
Quota Máxima por País: 1 equipe masculina e 1 feminina, com 16 atletas cada
Vagas por Prova: 12 equipes por gênero com 16 atletas em cada equipe

Sistema:
Como sede, o Japão tem vaga garantida nos dois torneios. Há uma vaga para cada continente, apenas para o campeão do Pré-Olímpico Africano, Jogos Pan-Americanos, Jogos Asiáticos, Campeonato das Nações Europeias e Copa da Oceania. Se o Japão for ouro nos Jogos Asiáticos, a vaga não irá pro 2º colocado, mas pros pré-olímpicos mundiais.

As 6 vagas finais (ou 7) sairão de playoffs mundiais, que serão disputados pelas 4 melhores equipes da Hockey Pro League, 2 melhores equipes de cada um dos 3 torneio da Hockey Series 2019 e pelas 3 melhores equipes do ranking mundial restantes. Caso o Japão vença os Jogos Asiáticos, serão 7 vagas aqui e entram no jogo mais 2 equipes pelo ranking mundial. Os confrontos serão em duas partidas e leva a vaga quem tiver o melhor resultado agregado.

Taekwondo

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Provas: 8 (4 masculinas e 4 femininas)
Quotas: 128 (64 homens e 64 mulheres)
Quota Máxima por País: 4 homens e 4 mulheres se pelo ranking, 2 homens e 2 mulheres se pelos pré-olímpicos continentais
Vagas por Prova: 16 vagas por categoria de peso, no máximo uma por país

Sistema:
O primeiro critério do taekwondo é o ranking olímpico de cada categoria. São 5 vagas para cada categoria no ranking divulgado em dezembro/2019, após a Final do Grand Prix, com no máximo 1 atleta por país por categoria. A vaga é para o país, mas para esse tipo de qualificação o país só pode mandar atletas que estejam no top-20 deste ranking. Após a etapa final do Grand Slam Champions Series em janeiro/2020, o ranking da série dará uma vaga por categoria.

Nos pré-olímpicos continentais serão, por categoria, 2 vagas para Ásia, Europa, América e África e 1 para a Oceania. Só podem disputar esses pré-olímpicos continentais países que classificaram menos de 2 atletas pelos ranking por gênero, já que há limite de 2 homens e 2 mulheres se as vagas vierem por esses torneios. Ou seja, se um país classificou 2 (ou mais) homens pelos rankings, por exemplo, ele não pode mandar homens para os torneios. O Japão não pode disputar o torneio continental, mas tem garantido 2 homens e 2 mulheres, embora possa enviar mais caso classifiquem pelos rankings. São ainda mais 4 convites para as 4 categorias que o Japão não escolheu disputar.

Nado Artístico

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AP Photo/Wong Maye-E

Provas: 2 femininas
Quotas: 104 mulheres
Quota Máxima por País: 8
Vagas por Prova: 10 vagas na prova de equipe e 22 pros duetos

Sistema:
Desta vez serão 10 equipes, contra 8 das outras edições olímpicas. Em ordem hierárquica, as primeiras 5 vagas são para os representantes continentais. A vaga asiática será para o Japão, a das Américas para a o campeão dos Jogos Pan-Americanos, a europeia para o campeão da Copa dos Campeões e a africana e da Oceania para as melhores equipes de cada continente no Mundial de Esportes Aquáticos de 2019. O Mundial dará mais 2 vagas, levando em consideração o resultado combinado das rotinas técnica e livre, para equipes que não ganharam as vagas continentais. De um pré-olímpico mundial em 2020 sairão mais 3 vagas.

Para a competição de duetos, as 10 primeiras vagas são para os 10 países classificados para a prova de grupos. São mais 5 vagas continentais, nas mesmas competições continentais conforme a classificação nas equipes. Por fim, o pré-olímpico mundial dará as 7 últimas vagas, totalizando 22.

Hóquei na grama de olho em 2024

Uma das classificações pro Rio mais surpreendentes da equipe brasileira foi sem dúvida a vaga do hóquei na grama masculino, com o espetacular 4º lugar no Pan de Toronto.

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Como esperado, perderam os 5 jogos no Rio-2016, mas a seleção segue bem e se preparando para a Copa Pan-Americana em agosto. Por isso, está no México para uma série de amistosos com a seleção mexicana e para a disputa de um torneio amistoso com times locais. E não poderia ter sido melhor. No 1º jogo, empate em 1-1. Depois, três vitórias seguidas por 2-1, 5-0 e 2-0.

Depois, disputou a Copa Flick contra equipes mexicanas, vencendo 6 jogos e empatando 1. Na decisão, passou pelo Soles e conquistou o título, encerrando a participação em solo mexicano de maneira invicta.

O Brasil é hoje a 25ª seleção do ranking da FIH enquanto o México está em 40º lugar. Mas essa colocação do Brasil é um pouco irreal, pois somou muitos pontos por conta da participação olímpica. As equipes são bem parelhas e devem brigar por posições próximas na Copa Pan-Americana.

Aliás, o Brasil estreará contra o México na Copa, em 4 de agosto. Depois enfrenta Canadá e Trinidad & Tobago. A Copa classifica para o Pan de Lima, que dá vaga para os Jogos de Tóquio. Lógico que as Olimpíadas de 2020 estão muito longe do Brasil, mas quem sabe 2024 ou 2028 estão mais perto. O trabalho é para isso.

Resumo do fim de semana

Hóquei na Grama

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Fora dos Jogos do Rio, a seleção feminina foi bronze no sul-americano  disputado em Chiclayo, no Peru. A equipe começou empatando em 0-0 com o Paraguai, mas vencendo nas disputas de penalidades por 6-5. Depois, foi arrasado pelo Chile por 8-0 e perdeu para p Uruguai por 2-0.

Na partida decisiva, venceu por 2-0 o Peru e ficou com o 3º lugar. Com isso, o Brasil não avançou para a Liga Mundial 2016-17, pois apenas as 2 primeiras seleções se classificavam. No jogo decisivo, o Uruguai venceu o Chile por 1-0 e ficou com o título. O Brasil não disputou o torneio masculino, mas está classificado para a Copa Pan-Americana, a ser disputada em agosto de 2017.

Outros Esportes

– Apesar de dominar o vôlei sul-americano, o Brasil tem pecado no campeonato Sub-19 masculino. Em Lima, o Brasil perdeu na final para a Argentina por 3-0 (25-18 25-23 25-15) e ficou com a prata. O Brasil tinha vencido 15 torneios seguidos, mas nos últimos 5 campeonatos venceu apenas 1, enquanto a Argentina soma 4 títulos. O torneio é disputado a cada dois anos.

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Brasil x Inglaterra na Copa do Mundo Sub-17 feminina

– Com duas derrotas, o Brasil foi eliminado na 1ª fase da Copa do Mundo Sub17 de futebol feminino. Na estreia, o Brasil havia vencido por 1-0 a Nigéria, mas depois perdeu de 1-0 para a Coreia do norte e de 2-1 para a Inglaterra. Vale ressaltar que os EUA também caíram na 1ª fase também com duas derrotas.

Marcelo Melo jogou no ATP500 de Pequim como polonês Lukasz Kubot e chegou até a semifinal do torneio, perdendo por 7-5 6-4 para Jack Sock/Bernard Tomic. Já no ATP500 de Tóquio, Bruno Soares e o britânico Jamie Murray caíram nas quartas por 1-6 7-6(5) [10-8] para os colombianos Juan Sebastian Cabal/Robert Farah.

Adilson da Silva disputou torneio de golfe na Indonésia, valendo pelo Tour Asiático, mas não passou no corte por 3 tacadas.

Allan do Carmo foi bronze na etapa chinesa do circuito de Maratonas de 10km da FINA. Ele completou a prova em 1:56:05.6 atrás do italiano Simone Ruffini e do alemão Andreas Waschburger. Poliana Okimoto foi 5ª colocada e Ana MArcela dos Santos 6ª.

– Após o Brasileiro de Saltos Ornamentais, apenas 3 saltadores conseguiram índice para o Mundial Júnior, que começa no final de novembro: Isaac Souza Filho, Luis Felipe Moura e Anna Lúcia dos Santos.

 

Prévias Rio-2016: Basquete, handebol, hóquei e futebol

Basquete masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Rússia

Último Mundial (2014): Ouro – Estados Unidos; Prata – Sérvia; Bronze – França

Kevin Durant (USA)

Mesmo sem ser um Dream Team, não dá para negar que a equipe dos Estados Unidos é mais que favorita ao tricampeonato olímpico. Mesmo sem LeBron James e Stephen Curry, a equipe americana conta com nomes como Kevin Durant (1O), Carmelo Anthony (2O-1B), DeMarcus Cousins, Kyrie Irving e mais 8 que devem dar o ouro para os Estados Unidos. Os americanos estreiam contra a China, depois pegam Venezuela e Austrália. Só devem ter uma partida mais equilibrada contra Sérvia, na repetição da final da última Copa do Mundo, e encerram a 1ª fase contra a França, bronze no mundial de 2014.

Algumas seleções podem estragar a festa dos americanos, embora seja difícil. Sérvia e França, que estão no Grupo A com EUA. Pelo Grupo B, Argentina, única a desbancar os americanos desde Seul-1988, quando venceu o ouro em Atenas-2004, Espanha e Lituânia são fortes e tem grande tradição. Prata em 2008 e em 2012, a Espanha vem com os irmãos Marc (2P) e Pau Gasol (2P). Se alguém vai vencer os americanos, só saberemos nos Jogos. Esse não é a melhor seleção que eles levaram nas últimas Olimpíadas, mas ainda sim é muito forte.

E o Brasil? A equipe brasileira terá o desfalque de Thiago Splitter, mas tem 5 jogadores que atuam na NBA: Leandrinho, Marcelinho Huertas, Nenê, Raulzinho e Anderson Varejão. Em 2008, a derrota para a Argentina nas 4as foi dura, mas a revanche veio na Copa do Mundo de 2014, quando vencemos por 20 pontos nas 8as, mas a derrota para a Sérvia nas 4as foi acachapante por 28 pontos, sendo que o Brasil havia vencido a Sérvia na 1ª fase. Ainda assim, a equipe é boa e, em casa, pode surpreender. Quem sabe um bronze, não?

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Sérvia

Basquete feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – França; Bronze – Austrália

Último Mundial (2014): Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Austrália

Outra barbada americana. Desde Barcelona-1992 os Estados Unidos não perdem um jogo em uma Olimpíada. São 5 ouros desde então. Em mundiais, são 6 títulos nas últimas 8 edições. Lideradas pelas veteranas Diana Taurasi (3O), Sue Bird (3O) e Tamika Catchings (3O), elas estreiam contra a fraca seleção de Senegal pelo Grupo B, depois enfrentam Espanha, na reedição da final do último mundial, Sérvia, Canadá e China.

Quem ameaça as americanas são a Sérvia, atual campeã europeia, a sempre forte Austrália, bronze em Londres e no mundial de 2014, Espanha e França. Turquia e Bielorrússia podem surpreender.

E o Brasil? Há algum tempo o basquete feminino do Brasil não dá uma alegria. Depois da geração que medalhou em Atlanta-1996 e Sydney-2000 e foi 4º em Atenas-2004, o Brasil foi um fracasso em Pequim e Londres, vencendo apenas 1 partida na primeira fase e não avançando às 4as. No último mundial, só venceram 1 jogo na 1ª fase e perderam para a França nas 8as, em uma apresentação completamente esquecível. A seleção está muito renovada e conta com a experiência de Iziane nas quadras e de Adrianinha (1B) no banco. Já estreia contra a forte Austrália, depois pega Japão, Bielorrússia, França e Turquia. A expectativa é que vença 2 jogos e avance às 4as, para enfrentar as americanas. Já estaria bom.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Austrália; Bronze – Sérvia

Handebol masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – França; Prata – Espanha; Bronze – Croácia

Último Mundial (2015): Ouro – França; Prata – Qatar; Bronze – Polônia

A França é a equipe a ser batida. Atual bicampeã olímpica, venceu 3 dos últimos 4 mundiais e 3 dos últimos 6 europeus. Com jogadores como Nikola Karabatic (2O), com mais de 1.000 gols pela seleção, e o goleiro Thierry Omeyer (2O), tem tudo para voltar novamente ao pódio. Atuais vice mundiais, o Qatar vem com uma ótima seleção montada, com quase metade do elenco de jogadores naturalizados, incluindo o excelente goleiro Danijel Saric, iugoslavo de nascimento.

Os outros 6 times europeus no torneio são de enorme força e podem ir ao pódio, como a Dinamarca, Croácia, Polônia e Alemanha. São equipes de enorme tradição e muita força. O Egito também tem uma boa equipe. A principal ausência é a Espanha, que parou em um dos torneio pré-olímpicos mundiais.

E o Brasil? A seleção masculina do Brasil não tem toda a força da equipe feminina, mas vem mostrando que pode surpreender. No Mundial de 2015, quase venceu a Espanha na 1ª fase, perdendo por 2 gols e nas 8as fez um jogo espetacular contra a Croácia, perdendo por apenas 1 gol. Resultados recentes em amistosos reforçam isso, como um ótimo empate com a Dinamarca. Está num difícil grupo, com 4 europeus, mas pode avançar e nas 4as surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Alemanha; Prata – França; Bronze – Croácia

Handebol feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Noruega; Prata – Montenegro; Bronze – Espanha

Último Mundial (2015): Ouro – Noruega; Prata – Holanda; Bronze – Romênia

Alexandra Nascimento (BRA)

A Noruega é a grande equipe do handebol feminino. Atuais bicampeãs mundiais, venceram os Mundiais de 2011 e 2015, além de 5 dos últimos 6 europeus! Uma equipe fortíssima, tem boas chances de repetir o feito da Dinamarca, que foi tricampeã seguida entre 1996 e 2004. Com grandes jogadoras como Linn-Kristin Riegelhuth Koren (2O), que se aproxima dos 1.000 gols pela seleção, e Kari Grimsbo (2O) a Noruega é a equipe a ser batida. Em Londres, forma muito mal na 1ª fase, passando em 4º e pegaram o Brasil nas 4as, que tinha vencido o seu grupo. Num jogo espetacular, saíram de uma desvantagem de 4 gols no intervalo para vencer por 2.

No Grupo A, as norueguesas não terão tarefa fácil, pois enfrentam Romênia, Montenegro, Romênia e o Brasil. A Romênia foi bronze no último mundial e Montenegro venceu o europeu de 2012, com vitória na final sobre a Noruega. Bronze em 2012 e no Mundial de 2011, a Espanha também é uma ameaça. Pelo Grupo B, Holanda, atuais vice-campeãs mundiais na maior surpresa do mundial de 2015, e Rússia, tricampeãs mundiais entre 2005 e 2009, serão as equipes a serem batidas.

E o Brasil? A seleção brasileira está entre as melhores do mundo de o Mundial de 2011, em São Paulo, quando conquistaram um excelente 6º lugar. A ótima participação nos Jogos de Londres e o título mundial em 2013 só confirmaram a ascensão do Brasil. O 10º lugar no último Mundial com uma derrota besta para a Romênia nas 8as, após vencer seu grupo na 1ª fase, não diminuem o favoritismo do Brasil para subir ao pódio. Em casa, o Brasil é forte e tem grandes chances de pódio, mesmo com 8 seleções europeias na disputa. Alexandra e Duda Amorim já foram eleitas as melhores jogadoras do mundo e são as líderes da excelente equipe brasileira.

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Noruega; Bronze – Rússia

Hóquei na grama masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alemanha; Prata – Holanda; Bronze – Austrália

Último Mundial (2014): Ouro – Austrália; Prata – Holanda; Bronze – Argentina

Mark Knowles (AUS)

Podemos espera uma disputa forte entre duas equipes no hóquei masculino. A Alemanha é a atual bicampeã olímpica, esteve no pódio dos últimos 4 europeus e tem títulos da Copa do Mundo de 2002 e 2006. Já a Austrália está presente nos principais pódios há quase 2 décadas. São 6 pódios olímpicos seguidos, sendo um ouro em Atenas-2004, 6 títulos do Troféu dos Campeões nas últimas 7 edições, e os 2 últimos títulos da Copa do Mundo em 2010 e 2014. Liderados pelo veterano e experiente capitão Mark Knowles (1O-2B), os australianos figuram entre os favoritos ao ouro olímpico.

A Holanda é atual 2ª do ranking mundial e tem a prata de Londres e da Copa do Mundo de 2014, além do título europeu em 2015 na bagagem. A Argentina foi bronze na última Copa do Mundo, nunca venceu uma medalha olímpica no masculino, mas pode surpreender. Grã-Bretanha tem tradição e tem boas chances de medalha, assim como Bélgica e Índia, 6 vezes campeã olímpica entre 1928 e 1956.

E o Brasil? Será a estreia do Brasil no esporte em Olimpíadas e a vaga veio com o heróico 4º lugar no Pan de Toronto-2015, algo além do imaginável para qualquer um que acompanha o esporte. Tudo graças a uma vitórias nas penalidades sobre os americanos nas 4as. Ainda assim, o Brasil é muito inferior às demais 11 equipes e deve perder seus 5 jogos da primeira fase. A estreia dia 6 será contra a Espanha e já é uma grande vitória estar na disputa. Um empate já seria espetacular, ainda mais pelo fato do Brasil estar no grupo mais forte

Meu Pódio: Ouro – Austrália; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

Hóquei na grama feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Holanda; Prata – Argentina; Bronzes – Grã-Bretanha

Último Mundial (2014): Ouro – Holanda; Prata – Austrália; Bronze – Argentina

No feminino, a Holanda é a maior força da atualidade. Campeã em Pequim e em Londres, as holandesas tem ainda na história recente dois títulos da Copa do Mundo em 2006 e 2014, 9 pódios europeus seguidos, desde 1995, e 17 (!!) pódios seguidos na Copa do Campeões, competição que era anual até 2012 e agora é a cada 2 anos. Quem ameaça o sucesso holandês são as Leonas, a excelente equipe da Argentina. Sem mais o mito Luciana Aymar, aposentada, elas apostam na experiência de Noel Barrionuevo (1P-1B), Carla Rebecchi (1P-1B) e Delfina Moreno (1P) para conquistar o ouro inédito. A argentina esteve na final dos últimos 8 Troféus dos Campeões, com 6 títulos, além dos títulos das Copas do Mundo de 2002 e 2010.

A Austrália foi vice mundial em 2006 e 2014, mas não sobe ao pódio olímpico desde Sydney-2000 em casa, quando foram campeões. A Grã-Bretanha foi bronze em Londres e campeã europeia (como Inglaterra) no ano passado. China, Nova Zelândia e a crescente equipe dos Estados Unidos entram na briga por medalha também.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Argentina; Prata – Holanda; Bronze – Austrália

Futebol masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – México; Prata – Brasil; Bronze – Coreia do Sul

Último Mundial (Sub20 – 2015): Ouro – Sérvia; Prata – Brasil; Bronze – Mali

O Brasil busca o inédito ouro olímpico no futebol. Com Neymar (1P), Renato Augusto, Gabriel Jesus e Rafinha, a seleção canarinho é boa, mas esbarra na enorme desconfiança do brasileiro, ainda mais após os recentes fracassos da seleção principal. Ainda assim, o ouro pode vir. Por ser uma competição sub-23, não há grandes nomes no torneio. A Sérvia foi campeã do último mundial sub-20, mas não se classificou para os Jogos.

A Suécia veio do título europeu sub-21 e Portugal foi vice, mas não conta com nenhum campeão da Eurocopa. A Argentina teve muitos problemas para formar sua equipe, e pode até vir com menos de 18 jogadores. Por tradição, Alemanha e México podem entrar na briga por medalha. Ainda acho que não deveria existir futebol masculino nos Jogos.

E o Brasil? A seleção brasileira vem com nomes bons, mas, tirando Neymar, ninguém de peso. A pressão pelo ouro inédito e os recentes fracasso da seleção principal são impeditivos ao ouro. Na primeira fase, tem 3 jogos tranquilos, contra África do Sul, Iraque e Dinamarca e deve passar em 1º. Nas 4as pode pegar uma pedreira, como Nigéria, Japão ou Colômbia. Deve chegar às semifinais e aí tudo pode acontecer.

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Alemanha; Bronze – México

Futebol feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Japão; Bronze – Canadá

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Japão; Bronze – Inglaterra

Hope Solo (USA)

A equipe dos Estados Unidos é mais que favorita ao 4º ouro seguido. Campeãs da Copa do Mundo no ano passado e com nomes fortíssimos na equipe como Carli Lloyd (2O), Hope Solo (2O) e Megan Rapinoe (1O). Elas não convenceram na 1ª fase da Copa do Mundo, mas foram ganhando confiança durante o mata-mata até a final, onde destruíram o Japão por 5-2, maior ausência dessa Olimpíada.

Depois de ficar de fora de Londres, a Alemanha volta aos Jogos com muita força e em busca do ouro inédito, após 3 bronzes entre 2000 e 2008. Bronze em Londres, o Canadá pode novamente subir ao pódio, assim como a Suécia, vencedora da repescagem europeia, França, China e a crescente Austrália.

E o Brasil? A seleção brasileira não convence há algum tempo e fez uma Copa do Mundo para ser esquecida em 2015. Até fez uma boa 1ª fase, vencendo seus 3 jogos, mas num jogo péssimo, perdeu para a Austrália nas 8as. Depois de duas pratas em 2004 e 2008, a seleção que conta com as experientes Marta (2P), Formiga (2P) e Cristiane (2P) terá o apoio do público e em casa pode até surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Alemanha; Bronze – França

Perfil 2016 – Las Leonas (ARG)

18/75

Las Leonas

Hóquei na Grama Feminino

Jogos Olímpicos: 2 pratas e 2 bronzes

Copas do Mundo: 2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes

Perto do inexistente no Brasil, o hóquei na grama é adorado na Argentina e a equipe feminina, conhecida como Las Leonas, é uma das melhores do mundo e busca o inédito ouro olímpico.

No pódio olímpico desde Sydney-2000, a Argentina foi prata na Austrália, bronze em Atenas e Pequim e perdeu novamente na final nos Jogos de Londres.         No pódio de todas as competiç~eos que disputou neste ciclo olímpico, chegará ao Rio como a equipe favorita no hóquei feminino.

O maior nome da equipe é o mito Luciana Aymar. Com quase 400 jogos pela seleção e 162 gols, Aymar se aposentou após a Copa do Mundo de 2014. Foi eleita 8 vezes a melhor jogadora do ano pela Federação Internacional e carregou a bandeira argentina na abertura dos Jogos de Londres. Com enorme habilidade, La Maga é comparada em momentos com Diego Maradona e sua importância foi tão grande que a camisa 8 utilizada por ela foi aposentada não-oficialmente. É a única jogadora presente nas 4 conquistas olímpicas e considerada um dos maiores mitos do esporte mundial.

A equipe venceu a Copa do Mundo, que equivale ao Mundial do esporte, em 2002 na Austrália e em 2010, na Argentina. Foi ainda bronze em 2006 e em 2014, repetindo os 4 pódios seguidos das Olimpíadas. Na Liga Mundial, competição mais recente da FIH, venceu em 2015 com 5-1 na final sobre a Nova Zelândia. No Troféu dos Campeões, que é disputada agora a cada 2 anos, esteve na final das últimas 7 edições, conquistando 5, incluindo em 2012 e 2014, ambas disputadas na Argentina.

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Nas Américas, seu domínio segue com títulos em todas as 4 edições da Copa Pan-Americana e 6 ouros seguidos nos Jogos Pan-Americanos. O domínio no Pan foi quebrado em 2011., quando foram surpreendidas pelas americanas na final por 4-2. Em Toronto-2015 perderam novamente para as americanas na final por 2-1. A tradição argentina segue em torneios juvenis, com prata nas Copas do Mundo de 2009 e 2013.

Sem Aymar, a equipe é liderada pela capitã Carla Rebecchi, presente nas duas últimas Olimpíadas e na conquista do Mundial de 2010. Aos 31 anos é uma das mais velhas e experientes da equipe, ao lado de Noel Barrionuevo, com currículo semelhante ao de Rebecchi. A equipe é dirigida desde 2005 pelo técnico Gabriel Minadeo, que esteve em 3 Olimpíadas como jogador.

Las Leonas fazems eu jogo de estreia nos Jogos no dia 6 de agosto às 17:00 contra as americanas, na reedição das finais dos dois últimos Pans. Enfrentarão também, nesta ordem, Japão, Grã-Bretanha, Austrália e Índia. Em Londres-2012, elas se classificaram em 1º no grupo e eliminaram as britânicas em casa na semifinal. Na grande final, derrota no final por 2-0 para a Holanda, atual bicampeã olímpica.

Com esse enorme histórico e com uma torcida argentina que deve ir em peso a Deodoro, será a grande chance de finalmente vir o inédito ouro olímpico.

Hóquei na Grama faz história dupla!

 

As seleções de hóquei na grama fizeram história no último domingo, conquistando seus primeiros títulos internacionais, tanto no masculino como no feminino!

As duas seleções com suas medalhas. Foto: Talita Vargas/PAHF

Depois do espetacular 4º lugar nos Jogos Pan-Americanos, os homens, que se preparam firme para o Rio-2016, fizeram uma ótima campanha no Challenge Pan-Americano, disputado em Chiclayo, Peru. Na primeira fase, venceram por 18-0 o Panamá, 5-1 Porto Rico e empataram em 2-2 com a Guiana. Nas semifinais, 4-0 no Uruguai e na final 1-0 sobre a Venezuela com gol de Matheus Borges aos 15min do primeiro tempo. Com o título, o Brasil se classificou para a Copa Pan Americana de 2017, que será disputada nos EUA.

Lucas Paixão. Foto: Talita Vargas/PAHF

Já as meninas surpreenderam e também levaram ouro. Começaram com 7-0 no Panamá, depois dois empates em 1-1 com Peru e Barbados e um 6-0 em Porto Rico. Tanto Brasil, como Barbados e Peru empataram com 8 pontos, mas o Brasil teve saldo de gols superior às peruanas e se classificou para a final contra Barbados. Na final, o Brasil abriu 3-0 no 2º período com gols de Eveline Beljon (1) e Mayara Fedrizzi (2). Barbados diminuiu para 3-1 no finalzinho, mas ficou por aí. As meninas, que sequer disputaram o Pan e ficaram com muito menos recursos da Confederação, se sobressaíram e faturaram o ouro, também se classificando pra Copa Pan Americana.

Agora, o foco se volta totalmente para o Rio-2016 após o melhor ano do esporte até hoje desconhecido da grande maioria. Hóquei está indo no caminho certo e teria tudo para se dar bem no país. Lógico que o objetivo para 2016 é baixo. Ganhar um jogo já seria espetacular. Que continue crescendo, pois estamos no caminho certo.