Hóquei na grama de olho em 2024

Uma das classificações pro Rio mais surpreendentes da equipe brasileira foi sem dúvida a vaga do hóquei na grama masculino, com o espetacular 4º lugar no Pan de Toronto.

©2015_Gabriel/Heusi_Action

Como esperado, perderam os 5 jogos no Rio-2016, mas a seleção segue bem e se preparando para a Copa Pan-Americana em agosto. Por isso, está no México para uma série de amistosos com a seleção mexicana e para a disputa de um torneio amistoso com times locais. E não poderia ter sido melhor. No 1º jogo, empate em 1-1. Depois, três vitórias seguidas por 2-1, 5-0 e 2-0.

Depois, disputou a Copa Flick contra equipes mexicanas, vencendo 6 jogos e empatando 1. Na decisão, passou pelo Soles e conquistou o título, encerrando a participação em solo mexicano de maneira invicta.

O Brasil é hoje a 25ª seleção do ranking da FIH enquanto o México está em 40º lugar. Mas essa colocação do Brasil é um pouco irreal, pois somou muitos pontos por conta da participação olímpica. As equipes são bem parelhas e devem brigar por posições próximas na Copa Pan-Americana.

Aliás, o Brasil estreará contra o México na Copa, em 4 de agosto. Depois enfrenta Canadá e Trinidad & Tobago. A Copa classifica para o Pan de Lima, que dá vaga para os Jogos de Tóquio. Lógico que as Olimpíadas de 2020 estão muito longe do Brasil, mas quem sabe 2024 ou 2028 estão mais perto. O trabalho é para isso.

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Resumo do fim de semana

Hóquei na Grama

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Fora dos Jogos do Rio, a seleção feminina foi bronze no sul-americano  disputado em Chiclayo, no Peru. A equipe começou empatando em 0-0 com o Paraguai, mas vencendo nas disputas de penalidades por 6-5. Depois, foi arrasado pelo Chile por 8-0 e perdeu para p Uruguai por 2-0.

Na partida decisiva, venceu por 2-0 o Peru e ficou com o 3º lugar. Com isso, o Brasil não avançou para a Liga Mundial 2016-17, pois apenas as 2 primeiras seleções se classificavam. No jogo decisivo, o Uruguai venceu o Chile por 1-0 e ficou com o título. O Brasil não disputou o torneio masculino, mas está classificado para a Copa Pan-Americana, a ser disputada em agosto de 2017.

Outros Esportes

– Apesar de dominar o vôlei sul-americano, o Brasil tem pecado no campeonato Sub-19 masculino. Em Lima, o Brasil perdeu na final para a Argentina por 3-0 (25-18 25-23 25-15) e ficou com a prata. O Brasil tinha vencido 15 torneios seguidos, mas nos últimos 5 campeonatos venceu apenas 1, enquanto a Argentina soma 4 títulos. O torneio é disputado a cada dois anos.

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Brasil x Inglaterra na Copa do Mundo Sub-17 feminina

– Com duas derrotas, o Brasil foi eliminado na 1ª fase da Copa do Mundo Sub17 de futebol feminino. Na estreia, o Brasil havia vencido por 1-0 a Nigéria, mas depois perdeu de 1-0 para a Coreia do norte e de 2-1 para a Inglaterra. Vale ressaltar que os EUA também caíram na 1ª fase também com duas derrotas.

Marcelo Melo jogou no ATP500 de Pequim como polonês Lukasz Kubot e chegou até a semifinal do torneio, perdendo por 7-5 6-4 para Jack Sock/Bernard Tomic. Já no ATP500 de Tóquio, Bruno Soares e o britânico Jamie Murray caíram nas quartas por 1-6 7-6(5) [10-8] para os colombianos Juan Sebastian Cabal/Robert Farah.

Adilson da Silva disputou torneio de golfe na Indonésia, valendo pelo Tour Asiático, mas não passou no corte por 3 tacadas.

Allan do Carmo foi bronze na etapa chinesa do circuito de Maratonas de 10km da FINA. Ele completou a prova em 1:56:05.6 atrás do italiano Simone Ruffini e do alemão Andreas Waschburger. Poliana Okimoto foi 5ª colocada e Ana MArcela dos Santos 6ª.

– Após o Brasileiro de Saltos Ornamentais, apenas 3 saltadores conseguiram índice para o Mundial Júnior, que começa no final de novembro: Isaac Souza Filho, Luis Felipe Moura e Anna Lúcia dos Santos.

 

Prévias Rio-2016: Basquete, handebol, hóquei e futebol

Basquete masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Rússia

Último Mundial (2014): Ouro – Estados Unidos; Prata – Sérvia; Bronze – França

Kevin Durant (USA)

Mesmo sem ser um Dream Team, não dá para negar que a equipe dos Estados Unidos é mais que favorita ao tricampeonato olímpico. Mesmo sem LeBron James e Stephen Curry, a equipe americana conta com nomes como Kevin Durant (1O), Carmelo Anthony (2O-1B), DeMarcus Cousins, Kyrie Irving e mais 8 que devem dar o ouro para os Estados Unidos. Os americanos estreiam contra a China, depois pegam Venezuela e Austrália. Só devem ter uma partida mais equilibrada contra Sérvia, na repetição da final da última Copa do Mundo, e encerram a 1ª fase contra a França, bronze no mundial de 2014.

Algumas seleções podem estragar a festa dos americanos, embora seja difícil. Sérvia e França, que estão no Grupo A com EUA. Pelo Grupo B, Argentina, única a desbancar os americanos desde Seul-1988, quando venceu o ouro em Atenas-2004, Espanha e Lituânia são fortes e tem grande tradição. Prata em 2008 e em 2012, a Espanha vem com os irmãos Marc (2P) e Pau Gasol (2P). Se alguém vai vencer os americanos, só saberemos nos Jogos. Esse não é a melhor seleção que eles levaram nas últimas Olimpíadas, mas ainda sim é muito forte.

E o Brasil? A equipe brasileira terá o desfalque de Thiago Splitter, mas tem 5 jogadores que atuam na NBA: Leandrinho, Marcelinho Huertas, Nenê, Raulzinho e Anderson Varejão. Em 2008, a derrota para a Argentina nas 4as foi dura, mas a revanche veio na Copa do Mundo de 2014, quando vencemos por 20 pontos nas 8as, mas a derrota para a Sérvia nas 4as foi acachapante por 28 pontos, sendo que o Brasil havia vencido a Sérvia na 1ª fase. Ainda assim, a equipe é boa e, em casa, pode surpreender. Quem sabe um bronze, não?

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Sérvia

Basquete feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – França; Bronze – Austrália

Último Mundial (2014): Ouro – Estados Unidos; Prata – Espanha; Bronze – Austrália

Outra barbada americana. Desde Barcelona-1992 os Estados Unidos não perdem um jogo em uma Olimpíada. São 5 ouros desde então. Em mundiais, são 6 títulos nas últimas 8 edições. Lideradas pelas veteranas Diana Taurasi (3O), Sue Bird (3O) e Tamika Catchings (3O), elas estreiam contra a fraca seleção de Senegal pelo Grupo B, depois enfrentam Espanha, na reedição da final do último mundial, Sérvia, Canadá e China.

Quem ameaça as americanas são a Sérvia, atual campeã europeia, a sempre forte Austrália, bronze em Londres e no mundial de 2014, Espanha e França. Turquia e Bielorrússia podem surpreender.

E o Brasil? Há algum tempo o basquete feminino do Brasil não dá uma alegria. Depois da geração que medalhou em Atlanta-1996 e Sydney-2000 e foi 4º em Atenas-2004, o Brasil foi um fracasso em Pequim e Londres, vencendo apenas 1 partida na primeira fase e não avançando às 4as. No último mundial, só venceram 1 jogo na 1ª fase e perderam para a França nas 8as, em uma apresentação completamente esquecível. A seleção está muito renovada e conta com a experiência de Iziane nas quadras e de Adrianinha (1B) no banco. Já estreia contra a forte Austrália, depois pega Japão, Bielorrússia, França e Turquia. A expectativa é que vença 2 jogos e avance às 4as, para enfrentar as americanas. Já estaria bom.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Austrália; Bronze – Sérvia

Handebol masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – França; Prata – Espanha; Bronze – Croácia

Último Mundial (2015): Ouro – França; Prata – Qatar; Bronze – Polônia

A França é a equipe a ser batida. Atual bicampeã olímpica, venceu 3 dos últimos 4 mundiais e 3 dos últimos 6 europeus. Com jogadores como Nikola Karabatic (2O), com mais de 1.000 gols pela seleção, e o goleiro Thierry Omeyer (2O), tem tudo para voltar novamente ao pódio. Atuais vice mundiais, o Qatar vem com uma ótima seleção montada, com quase metade do elenco de jogadores naturalizados, incluindo o excelente goleiro Danijel Saric, iugoslavo de nascimento.

Os outros 6 times europeus no torneio são de enorme força e podem ir ao pódio, como a Dinamarca, Croácia, Polônia e Alemanha. São equipes de enorme tradição e muita força. O Egito também tem uma boa equipe. A principal ausência é a Espanha, que parou em um dos torneio pré-olímpicos mundiais.

E o Brasil? A seleção masculina do Brasil não tem toda a força da equipe feminina, mas vem mostrando que pode surpreender. No Mundial de 2015, quase venceu a Espanha na 1ª fase, perdendo por 2 gols e nas 8as fez um jogo espetacular contra a Croácia, perdendo por apenas 1 gol. Resultados recentes em amistosos reforçam isso, como um ótimo empate com a Dinamarca. Está num difícil grupo, com 4 europeus, mas pode avançar e nas 4as surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Alemanha; Prata – França; Bronze – Croácia

Handebol feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Noruega; Prata – Montenegro; Bronze – Espanha

Último Mundial (2015): Ouro – Noruega; Prata – Holanda; Bronze – Romênia

Alexandra Nascimento (BRA)

A Noruega é a grande equipe do handebol feminino. Atuais bicampeãs mundiais, venceram os Mundiais de 2011 e 2015, além de 5 dos últimos 6 europeus! Uma equipe fortíssima, tem boas chances de repetir o feito da Dinamarca, que foi tricampeã seguida entre 1996 e 2004. Com grandes jogadoras como Linn-Kristin Riegelhuth Koren (2O), que se aproxima dos 1.000 gols pela seleção, e Kari Grimsbo (2O) a Noruega é a equipe a ser batida. Em Londres, forma muito mal na 1ª fase, passando em 4º e pegaram o Brasil nas 4as, que tinha vencido o seu grupo. Num jogo espetacular, saíram de uma desvantagem de 4 gols no intervalo para vencer por 2.

No Grupo A, as norueguesas não terão tarefa fácil, pois enfrentam Romênia, Montenegro, Romênia e o Brasil. A Romênia foi bronze no último mundial e Montenegro venceu o europeu de 2012, com vitória na final sobre a Noruega. Bronze em 2012 e no Mundial de 2011, a Espanha também é uma ameaça. Pelo Grupo B, Holanda, atuais vice-campeãs mundiais na maior surpresa do mundial de 2015, e Rússia, tricampeãs mundiais entre 2005 e 2009, serão as equipes a serem batidas.

E o Brasil? A seleção brasileira está entre as melhores do mundo de o Mundial de 2011, em São Paulo, quando conquistaram um excelente 6º lugar. A ótima participação nos Jogos de Londres e o título mundial em 2013 só confirmaram a ascensão do Brasil. O 10º lugar no último Mundial com uma derrota besta para a Romênia nas 8as, após vencer seu grupo na 1ª fase, não diminuem o favoritismo do Brasil para subir ao pódio. Em casa, o Brasil é forte e tem grandes chances de pódio, mesmo com 8 seleções europeias na disputa. Alexandra e Duda Amorim já foram eleitas as melhores jogadoras do mundo e são as líderes da excelente equipe brasileira.

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Noruega; Bronze – Rússia

Hóquei na grama masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Alemanha; Prata – Holanda; Bronze – Austrália

Último Mundial (2014): Ouro – Austrália; Prata – Holanda; Bronze – Argentina

Mark Knowles (AUS)

Podemos espera uma disputa forte entre duas equipes no hóquei masculino. A Alemanha é a atual bicampeã olímpica, esteve no pódio dos últimos 4 europeus e tem títulos da Copa do Mundo de 2002 e 2006. Já a Austrália está presente nos principais pódios há quase 2 décadas. São 6 pódios olímpicos seguidos, sendo um ouro em Atenas-2004, 6 títulos do Troféu dos Campeões nas últimas 7 edições, e os 2 últimos títulos da Copa do Mundo em 2010 e 2014. Liderados pelo veterano e experiente capitão Mark Knowles (1O-2B), os australianos figuram entre os favoritos ao ouro olímpico.

A Holanda é atual 2ª do ranking mundial e tem a prata de Londres e da Copa do Mundo de 2014, além do título europeu em 2015 na bagagem. A Argentina foi bronze na última Copa do Mundo, nunca venceu uma medalha olímpica no masculino, mas pode surpreender. Grã-Bretanha tem tradição e tem boas chances de medalha, assim como Bélgica e Índia, 6 vezes campeã olímpica entre 1928 e 1956.

E o Brasil? Será a estreia do Brasil no esporte em Olimpíadas e a vaga veio com o heróico 4º lugar no Pan de Toronto-2015, algo além do imaginável para qualquer um que acompanha o esporte. Tudo graças a uma vitórias nas penalidades sobre os americanos nas 4as. Ainda assim, o Brasil é muito inferior às demais 11 equipes e deve perder seus 5 jogos da primeira fase. A estreia dia 6 será contra a Espanha e já é uma grande vitória estar na disputa. Um empate já seria espetacular, ainda mais pelo fato do Brasil estar no grupo mais forte

Meu Pódio: Ouro – Austrália; Prata – Alemanha; Bronze – Holanda

Hóquei na grama feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Holanda; Prata – Argentina; Bronzes – Grã-Bretanha

Último Mundial (2014): Ouro – Holanda; Prata – Austrália; Bronze – Argentina

No feminino, a Holanda é a maior força da atualidade. Campeã em Pequim e em Londres, as holandesas tem ainda na história recente dois títulos da Copa do Mundo em 2006 e 2014, 9 pódios europeus seguidos, desde 1995, e 17 (!!) pódios seguidos na Copa do Campeões, competição que era anual até 2012 e agora é a cada 2 anos. Quem ameaça o sucesso holandês são as Leonas, a excelente equipe da Argentina. Sem mais o mito Luciana Aymar, aposentada, elas apostam na experiência de Noel Barrionuevo (1P-1B), Carla Rebecchi (1P-1B) e Delfina Moreno (1P) para conquistar o ouro inédito. A argentina esteve na final dos últimos 8 Troféus dos Campeões, com 6 títulos, além dos títulos das Copas do Mundo de 2002 e 2010.

A Austrália foi vice mundial em 2006 e 2014, mas não sobe ao pódio olímpico desde Sydney-2000 em casa, quando foram campeões. A Grã-Bretanha foi bronze em Londres e campeã europeia (como Inglaterra) no ano passado. China, Nova Zelândia e a crescente equipe dos Estados Unidos entram na briga por medalha também.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Argentina; Prata – Holanda; Bronze – Austrália

Futebol masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – México; Prata – Brasil; Bronze – Coreia do Sul

Último Mundial (Sub20 – 2015): Ouro – Sérvia; Prata – Brasil; Bronze – Mali

O Brasil busca o inédito ouro olímpico no futebol. Com Neymar (1P), Renato Augusto, Gabriel Jesus e Rafinha, a seleção canarinho é boa, mas esbarra na enorme desconfiança do brasileiro, ainda mais após os recentes fracassos da seleção principal. Ainda assim, o ouro pode vir. Por ser uma competição sub-23, não há grandes nomes no torneio. A Sérvia foi campeã do último mundial sub-20, mas não se classificou para os Jogos.

A Suécia veio do título europeu sub-21 e Portugal foi vice, mas não conta com nenhum campeão da Eurocopa. A Argentina teve muitos problemas para formar sua equipe, e pode até vir com menos de 18 jogadores. Por tradição, Alemanha e México podem entrar na briga por medalha. Ainda acho que não deveria existir futebol masculino nos Jogos.

E o Brasil? A seleção brasileira vem com nomes bons, mas, tirando Neymar, ninguém de peso. A pressão pelo ouro inédito e os recentes fracasso da seleção principal são impeditivos ao ouro. Na primeira fase, tem 3 jogos tranquilos, contra África do Sul, Iraque e Dinamarca e deve passar em 1º. Nas 4as pode pegar uma pedreira, como Nigéria, Japão ou Colômbia. Deve chegar às semifinais e aí tudo pode acontecer.

Meu Pódio: Ouro – Brasil; Prata – Alemanha; Bronze – México

Futebol feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Estados Unidos; Prata – Japão; Bronze – Canadá

Último Mundial (2015): Ouro – Estados Unidos; Prata – Japão; Bronze – Inglaterra

Hope Solo (USA)

A equipe dos Estados Unidos é mais que favorita ao 4º ouro seguido. Campeãs da Copa do Mundo no ano passado e com nomes fortíssimos na equipe como Carli Lloyd (2O), Hope Solo (2O) e Megan Rapinoe (1O). Elas não convenceram na 1ª fase da Copa do Mundo, mas foram ganhando confiança durante o mata-mata até a final, onde destruíram o Japão por 5-2, maior ausência dessa Olimpíada.

Depois de ficar de fora de Londres, a Alemanha volta aos Jogos com muita força e em busca do ouro inédito, após 3 bronzes entre 2000 e 2008. Bronze em Londres, o Canadá pode novamente subir ao pódio, assim como a Suécia, vencedora da repescagem europeia, França, China e a crescente Austrália.

E o Brasil? A seleção brasileira não convence há algum tempo e fez uma Copa do Mundo para ser esquecida em 2015. Até fez uma boa 1ª fase, vencendo seus 3 jogos, mas num jogo péssimo, perdeu para a Austrália nas 8as. Depois de duas pratas em 2004 e 2008, a seleção que conta com as experientes Marta (2P), Formiga (2P) e Cristiane (2P) terá o apoio do público e em casa pode até surpreender.

Meu Pódio: Ouro – Estados Unidos; Prata – Alemanha; Bronze – França

Perfil 2016 – Las Leonas (ARG)

18/75

Las Leonas

Hóquei na Grama Feminino

Jogos Olímpicos: 2 pratas e 2 bronzes

Copas do Mundo: 2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes

Perto do inexistente no Brasil, o hóquei na grama é adorado na Argentina e a equipe feminina, conhecida como Las Leonas, é uma das melhores do mundo e busca o inédito ouro olímpico.

No pódio olímpico desde Sydney-2000, a Argentina foi prata na Austrália, bronze em Atenas e Pequim e perdeu novamente na final nos Jogos de Londres.         No pódio de todas as competiç~eos que disputou neste ciclo olímpico, chegará ao Rio como a equipe favorita no hóquei feminino.

O maior nome da equipe é o mito Luciana Aymar. Com quase 400 jogos pela seleção e 162 gols, Aymar se aposentou após a Copa do Mundo de 2014. Foi eleita 8 vezes a melhor jogadora do ano pela Federação Internacional e carregou a bandeira argentina na abertura dos Jogos de Londres. Com enorme habilidade, La Maga é comparada em momentos com Diego Maradona e sua importância foi tão grande que a camisa 8 utilizada por ela foi aposentada não-oficialmente. É a única jogadora presente nas 4 conquistas olímpicas e considerada um dos maiores mitos do esporte mundial.

A equipe venceu a Copa do Mundo, que equivale ao Mundial do esporte, em 2002 na Austrália e em 2010, na Argentina. Foi ainda bronze em 2006 e em 2014, repetindo os 4 pódios seguidos das Olimpíadas. Na Liga Mundial, competição mais recente da FIH, venceu em 2015 com 5-1 na final sobre a Nova Zelândia. No Troféu dos Campeões, que é disputada agora a cada 2 anos, esteve na final das últimas 7 edições, conquistando 5, incluindo em 2012 e 2014, ambas disputadas na Argentina.

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Nas Américas, seu domínio segue com títulos em todas as 4 edições da Copa Pan-Americana e 6 ouros seguidos nos Jogos Pan-Americanos. O domínio no Pan foi quebrado em 2011., quando foram surpreendidas pelas americanas na final por 4-2. Em Toronto-2015 perderam novamente para as americanas na final por 2-1. A tradição argentina segue em torneios juvenis, com prata nas Copas do Mundo de 2009 e 2013.

Sem Aymar, a equipe é liderada pela capitã Carla Rebecchi, presente nas duas últimas Olimpíadas e na conquista do Mundial de 2010. Aos 31 anos é uma das mais velhas e experientes da equipe, ao lado de Noel Barrionuevo, com currículo semelhante ao de Rebecchi. A equipe é dirigida desde 2005 pelo técnico Gabriel Minadeo, que esteve em 3 Olimpíadas como jogador.

Las Leonas fazems eu jogo de estreia nos Jogos no dia 6 de agosto às 17:00 contra as americanas, na reedição das finais dos dois últimos Pans. Enfrentarão também, nesta ordem, Japão, Grã-Bretanha, Austrália e Índia. Em Londres-2012, elas se classificaram em 1º no grupo e eliminaram as britânicas em casa na semifinal. Na grande final, derrota no final por 2-0 para a Holanda, atual bicampeã olímpica.

Com esse enorme histórico e com uma torcida argentina que deve ir em peso a Deodoro, será a grande chance de finalmente vir o inédito ouro olímpico.

Hóquei na Grama faz história dupla!

 

As seleções de hóquei na grama fizeram história no último domingo, conquistando seus primeiros títulos internacionais, tanto no masculino como no feminino!

As duas seleções com suas medalhas. Foto: Talita Vargas/PAHF

Depois do espetacular 4º lugar nos Jogos Pan-Americanos, os homens, que se preparam firme para o Rio-2016, fizeram uma ótima campanha no Challenge Pan-Americano, disputado em Chiclayo, Peru. Na primeira fase, venceram por 18-0 o Panamá, 5-1 Porto Rico e empataram em 2-2 com a Guiana. Nas semifinais, 4-0 no Uruguai e na final 1-0 sobre a Venezuela com gol de Matheus Borges aos 15min do primeiro tempo. Com o título, o Brasil se classificou para a Copa Pan Americana de 2017, que será disputada nos EUA.

Lucas Paixão. Foto: Talita Vargas/PAHF

Já as meninas surpreenderam e também levaram ouro. Começaram com 7-0 no Panamá, depois dois empates em 1-1 com Peru e Barbados e um 6-0 em Porto Rico. Tanto Brasil, como Barbados e Peru empataram com 8 pontos, mas o Brasil teve saldo de gols superior às peruanas e se classificou para a final contra Barbados. Na final, o Brasil abriu 3-0 no 2º período com gols de Eveline Beljon (1) e Mayara Fedrizzi (2). Barbados diminuiu para 3-1 no finalzinho, mas ficou por aí. As meninas, que sequer disputaram o Pan e ficaram com muito menos recursos da Confederação, se sobressaíram e faturaram o ouro, também se classificando pra Copa Pan Americana.

Agora, o foco se volta totalmente para o Rio-2016 após o melhor ano do esporte até hoje desconhecido da grande maioria. Hóquei está indo no caminho certo e teria tudo para se dar bem no país. Lógico que o objetivo para 2016 é baixo. Ganhar um jogo já seria espetacular. Que continue crescendo, pois estamos no caminho certo.

Jogos Pan-Americanos Toronto-2015 – Dia 11

Dia histórico pro hóquei na grama, começam as provas de campo e pista no atletismo e mais ouro no tênis de mesa.

Atletismo

As provas de estádio começaram com tudo! Grandes marcas, recordes e um vento muito forte atrapalhando bastante.

Juliana dos Santos. Fotos: Wagner Carmo/CBAt

Na sessão da manhã, Juliana dos Santos surpreendeu com um grande sprint final e levou o ouro nos 5.000m com 15:45.97, deixando a mexicana Brenda Flores e a americana Kellyn Taylor, que liderou a prova toda, para trás. No lançamento de dardo, um final eletrizante. Jucilene de Lima assumiu a liderança na 4ª tentativa com 60,42m. Na última rodada, Jucilene queimou, aí a americana Kara Patterson fez 61,44 e depois, no último lançamento da final, a canadense Elizabeth Gleadle fez 62,83 pra ficar com o ouro!

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Ainda pela manhã, desastre brasileiro no salto com vara masculino. Numa prova com muito vento, Thiago Braz e Fábio Gomes queimaram as 3 tentativas em 5,40m e ficaram sem marca. O ouro foi pro canadense Shawnacy Barber com 5,80m, deixando o argentino German Chiaraviglio com a prata com 5,75m. Eles alternaram a liderança a prova toda. Nas eliminatórias dos 100m, Ana Cláudia Silva vence a sua bateria com 10.96 (!), mas com vento muito forte de +4,0m/s. Rosângela Santos ficou em 2º na sua bateria com 11.08 e também avançou bem. Nos 100m masculino, Vitor Hugo dos Santos fez 10.31 e não avançou.

Keila Costa. Foto: Rob Schumacher/USA Today Sports

Nas provas da noite, a única medalha veio com Keila Costa. Numa grande final do salto triplo, Keila foi melhorando a cada salto. Sua série na ordem: 13,59, 14,08, 14,19, 14,21, 14,50 e x. O ouro foi pra favorita colombiana Caterine Ibarguen, com uma série sensacional de 14,37, 14,38, 14,74, 14,59, 14,88 e fechando com 15,08, apesar de todas com vento acima dos 2,0. Flávia de Lima mais uma vez com um ótimo tempo nos 800m, vencendo sua bateria com 2:02.39 e indo pra final.

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No arremesso de peso, ouro pro jamaicano O’Dayne Richards com 21,69m, recorde do Pan e 3ª marca do mundo no ano! Darlan Romani ficou bem abaixo da sua melhor marca e terminou em 6º com 19,74m. No martelo feminino, ouro pra venezuelana Rosa Rodriguez com 71,61m. Na pista, dobradinha canadense nos 3.000m com obstáculos masculino, com vitória de Matt Hughes com 8:32.18. Nos 10.000m masculino, mais um ouro canadense, para Mohammed Ahmed com 28:49.96. Giovani dos Santos liderou boa parte da prova, terminou me 4º, mas foi desclassificado por empurrar dois atletas quando ficou encaixotado. Fechando o dia, os 100m com barreiras feminino, com a americana Queen Harrison vencendo com excelentes 12.52, recorde do Pan e 5º tempo do ano!

Hóquei na Grama

Foi o destaque do dia, com certeza!

Comemoração após a vitória. Foto: William Lucas/inovafoto

O Brasil não tinha vaga garantida nos Jogos do Rio. Para isso, precisava ser pelo menos 6º no Pan. Nas 4as de final, pegou a equipe do EUA, muito mais experiente no cenário internacional. Matheus Borges abriu o placar aos 4min do 2º tempo e o Brasil conseguiu segurar o placar até os 27min, quando Tyler Sundeen empatou o jogo.

Com 1-1, a partida foi para os shoot-outs, os pênaltis. Lucas Paixão abriu 1-0 pro Brasil, quando Patrick Harris chutou pra fora. Yuri van der Heijden confirmou dando 2-0 pro Brasil, quando o goleito salvou mais um chute americano. Bruno Sousa marcou o 3º pro país e os americanos finalmente marcaram com Christia Linney. Com 3-1, o Brasil passou pelos americanos e está na semifinal do Pan, algo impensável umas horas antes da partida! Vai disputar medalha e garante a vaga olímpica! Na semifinal, enfrentará o Canadá. Do outro lado, Argentina x Chile.

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Tênis de Mesa – A equipe masculina fez uma campanha perfeita. Não perdeu uma partida sequer e levou o ouro com 3-0 sobre a boa equipe do Paraguai. Nos três jogos, três 3-0 e o 3º ouro seguido do Brasil na prova, sempre com Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi, que dessa vez contaram com a ajuda de Hugo Calderano. No feminino, uma final inédita. Depois de uma semifinal dura contra Porto Rico, quando venceram por 3-1, o Brasil fez um duelo duríssimo com as americanas. Gui Lin perdeu por 3-1, Caroline Kumahara teve match point, mas perdeu por 3-2, e Lígia Silva/Gui Lin perderam nas duplas. Uma prata inédita e muito comemorada pelas meninas.

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Vôlei de PraiaCarol/Lili Horta arrasaram as canadenses Humana-Paredes/Pischke com 21-9 21-14 e ficaram com o bronze. O ouro foi para a dupla argentina Gallay/Klug com 21-17 19-21 15-7 sobre Cuba. Já na final masculina, Vítor/Álvaro Filho e os mexicanos Virgen/Ontiveros se reencontraram após a partida das 8as do Mundial, quando os brasileiros venceram. Mas dessa vez, deu México, com 18-21 21-13 15-8 e levaram o ouro. Pela primeira vez desde 2003 o Brasil sai se ouro no vôlei de praia.

Esgrima – Nas disputas de espada, Nathalie Moellhausen não repetiu o ouro do campeonato pan-americano deste ano, mas ficou com o bronze, ao perder na semifinal para a americana Katharine Holmes, que levou o ouro. Na espada feminina, o venezuelano campeão olímpico dominou por completo. Ruben Limardo venceu na final argentino por 15-6. Nas 8as, ele venceu por um raro 15-0!

Basquete – O Brasil arrasou Porto Rico na estreia do basquete masculino com 92-59. No intervalo, o Brasil vencia por 60-17! Pelo mesmo grupo, EUA 85-62 Venezuela. Pelo outro, Canadá 105-88 República Dominicana e México 86-84 Argentina.

Handebol – No último jogo da primeira fase masculina, o Brasil arrasou a República Dominicana com 48-18! Na semifinal o Brasil pegará o Chile enquanto a Argentina enfrenta o Uruguai. Pintando a 4ª final seguida entre Brasil e Argentina.

Vôlei – O Brasil venceu a Argentina por 3-0 (29-27 25-21 25-22), venceu o grupo e já se garantiu na semifinal. Pelo outro grupo, foi o Canadá que venceu e já está na semifinal. Nas 4as, Argentina x EUA e Porto Rico x Cuba.

Boxe – Mais uma medalha garantida, com a vitória de Joedison Teixeira nos 64kg com 3-0 sobre mexicano e a vaga na semifinal. Nos 81kg, Michel Borges perde 3-0 para venezuelano e nos 69kg, Roberto de Queiroz também perdeu 3-0 para venezuelano.

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Taekwondo – Mais um dia sem medalha. Julia Vasconcelos, que foi bem no Mundial, perdeu na semi e na disputa do bronze para argentina. Ouros para Jose Cobas (CUB) nos 80kg masculino e para a americana Paige McPherson nos 67kg feminino. Destaque pro bronze do americano bciampeão olímpico Steven Lopez, aos 36 anos.

Hipismo – Na primeira rodada qualificatória dos saltos, 3 conjuntos brasileiros zeraram. Pedro Veniss, Felipe Amaral e Eduardo Menezes passaram incólumes, enquanto Marlon Zanotelli derrubou um obstáculo. Ao todo, 30 conjuntos dos 50 participantes zeraram. Por equipe, Brasil, Canadá, Venezuela, EUA e Colômbia estão zerados.

Futebol – Encerrando a 1ª fase, México venceu 4-2 Trinidad & Tobago e Uruguai 1-0 Paraguai. Definidas as semifinais, com Brasil x Uruguai e México x Panamá.

Baseball e Softball – O Brasil venceu sua primeira partida no softball feminino, com 2-1 na República Dominicana. Outros resultados: EUA 7-0 Canadá e Porto Rico 3-2 Cuba. No baseball feminino, Porto Rico 6-5 Cuba e Canadá 9-3 Venezuela.

Mais uma chance pro hóquei na grama!

Ufa! Parecia que o Brasil não teria mesmo nenhuma equipe de hóquei na grama no Rio-2016. Ainda não tem nada certo, mas apareceu mais uma chance!

Pelo nível técnico bem baixo, a FIH decidiu que, para mandar equipes para os JO, o Brasil precisaria, no masculino, estar entre os 30 primeiros do ranking mundial no fim de 2014 ou ficar entre os top-6 no Pan de 2015, e no feminino estar entre os 40 primeiros no ranking ou ser top-7 no Pan.

O feminino já não tem mais chances. As meninas estão em 41º no ranking, mas não tem mais competições para disputar e não tem como subir. Até tentaram mobilizar o Ministério dos Esportes, fizeram vaquinha online para tentar disputar a Liga Mundial, mas iria para perder todos os jogos. E perder feio.

O masculino caminhava para a mesma situação. Atuais 34º do mundo, precisariam ficar pelo menos em 6º no Pan, mas como o 4º lugar nos Jogos Sul-Americanos, não conseguiram a vaga. A segunda chance veio nesta semana!

Na disputa dos Jogos Centro-Americanos e do Caribe em Veracruz (MEX), com a classificação do México para as semifinais masculinas, abriu a vaga da Copa Pan-Americana de 2013 pro Brasil e pegamos a última e derradeira vaga pro Pan! Graças a vitória nos pênaltis sobre o Uruguai e o 7º lugar neste torneio ano passado.

Sendo assim, será necessário um 6º lugar no mínimo em Toronto. Das oito equipes classificadas (Canadá, Estados Unidos, Argentina, Chile, México, Brasil, Cuba e Trinidad & Tobago), Argentina e Canadá devem fazer a final. EUA, Chile e Trinidad & Tobago devem brigar pelo bronze. O Brasil dificilmente passará para a semifinal e precisará vencer o primeiro jogo da disputa do 5º ao 8º, e com isso levará a vaga olímpica.

O Brasil deu uma evoluída nos últimos anos e deve fazer partidas bem parelhas com México e Cuba. Uma vaga olímpica quase impossível está um pouco mais próxima. A 4 jogos de distância.