Mundial de Atletismo – Dia 3

Final inédita pro Brasil e ouro para dois campeões olímpicos no Rio.

100m feminino

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O salto de Torie Bowie pro ouro. Foto: IAAF/Getty Images

Depois de vencer sua bateria nas eliminatórias no dia anterior, Rosângela Santos brilhou novamente na semifinal ao ficar em 2º lugar na sua bateria com 10.91, batendo o recorde sul-americano e se tornando a 1ª brasileira a correr abaixo dos 11s! Ela avançou pra final com o 3º tempo no meio de grandes nomes como a campeã olímpica Elaine Thompson, a americana Torie Bowie e a holandesa Dafne Schippers.

Na decisão, Rosângela correu novamente bem, mas acima do tempo da semi, 11.06 e o ótimo 7º lugar na estreia de uma brasileira em uma final dos 100m. Quem surpreendeu foi a marfinense Marie-Josée Ta Lou que parecia que tinha levado, mas vendo novamente, percebe-se uma recuperação espetacular da americana Torie Bowie, que se jogou na linha de chegada e levou o ouro com 10.85 contra 10.86 de Ta Lou. A holandesa Dafne Schippers ficou com o bronze com 10.96.

Maratona masculina

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Até a metade, um pelotão grande seguia unido. Na 2ª metade da corrida, os quenianos Geoffrey Kirui e Gideon Kipketer e o etíope Tamirat Tola começaram a abrir. Kirui e Tola seguiram lado a lado enquanto Kipketer caía e via o tanzaniano Alphonce Silbu crescer. Nos últimos 5km, Kirui apertou e abriu sobre o etíope. Com 40km já tinha 52s de vantagem e aumentando até vencer com 2:08:27 contra 2:09:49 do etíope. Alphonce Simbu completou o pódio com 2:09:51 para levar a 2ª medalha da Tanzânia na história.

Maratona feminina

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Rose Chelimo (BRN). Foto: IAAF/Getty Images

A portuguesa Catarina Ribeiro forçou no início, mas com 15km já tinha despencado e a britânica Alyson Dixon foi pra frente liderando com folga. Com 30km, a armada africana junto com algumas penetras como duas americanas, uma norte-coreana, uma australiana e uma japonesa chegou pra formar um pelotão de 15 atletas. O grupo foi reduzindo aos poucos e, com 40km, a queniana Edna Kiplagat e a a barenita (queniana de nascimento) Rose Chelimo estavam a frente com outra queniana Flomena Daniel e americana Amy Cragg juntas 7s atrás. Chelimo seguiu forte até vencer com 2:27:11 enquanto Kiplagat e Cragg terminaram juntas a prova, mas com a queniana levemente a frente pra levar a prata. Ambas fizeram 2:27:18.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE). Foto: IAAF/Getty Images

A disputa ficou entre as duas favoritas: a grega campeã olímpica Ekaterini Stefanidi e a americana vice olímpica Sandi Morris. Elas passavam todas as alturas de 1ª e passaram sozinhas a 4,75m. A venezuelana Robeilys Peinado e a cubana Yarisley Silva empataram em 3º, ambas com 4,65m na 2ª tentativa e apenas um erro na prova. Em 4,82m, Morris errou e a grega passou de 1ª. Ambas foram para 4,89m, com Morris tendo apenas duas chances, errando ambas. Já campeã, Stefanidi foi direto pra 4,91m, passando na 1ª e fazendo a melhor marca do mundo em 2017. Ainda tentou 5,02m, que seria recorde do campeonato, mas não conseguiu. A grega unifica, portanto, os títulos olímpico e mundial.

Arremesso de peso masculino

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Tomas Walsh (NZL). Foto: IAAF/Getty Images

O americano Joe Kovacs abriu a prova com 21,48m contra 21,38 do neozelandês Tomas Walsh. Mas Walsh melhorou para 21,64m na 2ª tentativa. Na 3ª, Walsh melhorou ainda mais para 21,75m enquanto o americano subia para 21,66m, em 2º. O neozelandês seguia com uma prova brilhante, fazendo 21,70m, 21,63m, e enquanto Kovacs, que defendia o título mundial, não melhorava, Walsh fechou a prova já como campeão com 22,03m! O croata Stipe Zunic ficou com o bronze com 21,46, sua primeira medalha importante da carreira.

Heptatlo feminino

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Ao fim do 1º dia, a alemã Carolin Schäfer liderava com 22 pontos de vantagem sobre a belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Na 1ª prova do 2º dia, Thiam brilhou no salto em distância com 6,57m e 1.030 pontos contra 6,20m (912) da alemã. No dardo, a holandesa Anouk Vetter fez a melhor marca do dardo em um mundial no heptatlo, com ótimos 58,41m e 1.024 pontos! Thiam fez 53,93m (936) e Schäfer 49,99m (860). Thiam foi pra última prova com 172 pontos de vantagem e o ouro na mão. Já Schäfer mantinha o 2º lugar, mas com apenas 3 pontos na frente da holandesa. Nos 800m, nenhum liderou a sua bateria, mas a alemã chegou bem a frente da holandesa. Thiam foi a última na bateria, mas o suficiente para garantir o ouro com 6.784 pontos contra 6.696 de Schäfer e 6.636 de Vetter, recorde holandês. Em prova fraquíssima, Tamara Alexandrino terminou em 24º com 5.631 e Vanessa Chefer desistiu dos 800m após dar 3 passos e ficou em último com 4.500 pontos indo apenas passear em Londres.

Pista

Numa bateria forte dos 3.000m com obstáculos, o finalista olímpico Altobeli da Silva ficou em 6º com 8:31.82, mas não avançou pra final. Melhor tempo do americano Evan Jager com 8:20.36.

O cubano que representa a Turquia Yasmani Copello fez o melhor tempo das eliminatórias dos 400m com barreiras com 49.13. Márcio Teles foi 2º n sua bateria com 49.41 e avançou pra semifinal. Já Hederson Estefani fez 50.22 e ficou de fora por uma posição.

Nos 400m feminino, melhor tempo da barenita Salwa Eid Naser com 50.57. Correndo pra classificar, Allyson Felix venceu sua bateria com fracos 52.44, apenas para avançar pra semifinal.

Campeão olímpico neste estádio em 2012, o americano Aries Merritt fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 110m com barreiras com 13.16. Éder Souza fez 13.56 e avançou pra semi. Na sessão noturna, o jamaicano campeão olímpico no Rio Omar McLeod fez a melhor marca da semi com 13.10. Já o brasileiro com 13.70 ficou de fora da final.

Com a bela marca de 43.89, Steven Gardiner de Bahamas fez o melhor tempo das semifinais dos 400m com recorde nacional. Campeão olímpico e recordista mundial, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu outra bateria com 44.22 pra avançar também pra final. Americano multicampeão LaShawn Merritt foi 7º na sua bateria com 45.52, longe da final.

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 4º na sua semi com 1:45.83, mas conseguiu pegar a última vaga para a final, por tempo! Ótima prova dele e uma enorme surpresa. O melhor tempo foi do vencedor da sua série, o queniano Kipyegon Bett com 1:45.02.

Campo

Sem grandes surpresas na qualificação do salto com vara masculino. O francês Renaud Lavillenie e o polonês Piotr Lisek foram os únicos a passar incólumes até atingirem os 5,70m. Também avançaram o americano Sam Kendricks, que faz excelente temporada, o atual campeão mundial, o canadense Shawn Barber, e o campeão mundial de 2013, o alemã Raphael Holzdeppe.

Na quali do dardo feminino, recorde asiático pra chinesa Huihui Lyu, com 67,59m logo na 1ª tentativa! Campeã olímpica no Rio, a croata Sara Kolak passou em 8º com 63,24m. Bicampeã olímpica, a checa Barbora Spotakova passou com a 5ª marca, de 64,32m.

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Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

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Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

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Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

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Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.

Prévias Rio-2016 – Atletismo: saltos e lançamentos

Salto em distância masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Mitchell Watt (AUS); Bronze – Will Claye (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Greg Rutherford (GBR); Prata – Fabrice Lapierre (AUS); Bronze – Wang Jianan (CHN)

Jeff Henderson (USA)

Historicamente dominada pelos americanos em Jogos Olímpicos, 3 deles chegam ao Rio para brigar pelo ouro. A seletiva dos EUA foi absurdamente forte na prova e viu Jeff Henderson vencer com excepcionais 8,59m, mesmo com um vento de +2,9m/s acima do permitido. Henderson era o favorito no Mundial, mas com apenas um salto válido na final ficou em 9º. Com vento válido, tem como melhor salto 8,19m. O melhor salto do ano com vento abaixo de +2,0m/s é de Jarrion Lawson, 2º na seletiva americana com 8,58m! Completa o time americano Marquise Goodwin, que já saltou 8,45m em 2016.

Atrás da armada americana temos o sueco Michel Torneús, o australiano Fabrice Lapierre, o sul-africano Rushwal Samaai e os chineses Wang Jianan e Li Jinzhe. A grande ameaça aos americanos é o britânico atual campeão olímpico e mundial Greg Rutherford (1O), único medalhista olímpico na prova. Rutherford tem este ano 8,31m, mas tem 8,51m, como melhor marca pessoal.

E o Brasil? Higor Alves será o único brasileiro na prova. No Troféu Brasil fez 8,19m e precisaria repetir isso para chegar a final nos Jogos. Se passar, um top-8 já seria muito bom para ele.

Meu Pódio: Ouro – Jeff Henderson (USA); Prata – Greg Rutherford (GBR); Bronze – Marquise Goodwin (USA)

Salto triplo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Will Claye (USA); Bronze – Fabrizio Donato (ITA)

Último Mundial (2015): Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Pedro Pablo Pichardo (CUB); Bronze – Nelson Évora (POR)

A briga pelo ouro será entre dois americanos: Christian Taylor (1O) e Will Claye (1P-1B), assim como ocorreu em Londres. Taylor acabou de fazer na Diamond League de Londres 17,78m, melhorando os 17,76m obtidos na seletiva americana. Taylor tem 4 dos 6 melhores saltos de 2016 e foi campeão mundial no ano passado com incríveis 18,21m! Claye tem 17,65m este ano, mas jamais venceu uma competição mundial.

O cubano Pedro Pablo Pichardo foi o grande adversário de Taylor em 2015, saltando duas vezes para mais de 18m, mas ainda não competiu esse ano e sua participação ainda é uma incógnita. O chinês Dong Bin venceu o mundial indoor esse ano e tem 17,24m obtidos em Pequim. Outros nomes são o do alemão Max Hess, o cubano Alexis Copello, o indiano Renjith Maheswary, o americano Chris Benard e Troy Doris, de Guiana.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Christian Taylor (USA); Prata – Dong Bin (CHN); Bronze – Will Claye (USA)

Salto com vara masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Renaud Lavillenie (FRA); Prata – Björn Otto (GER); Bronze – Raphael Holzdeppe (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Shawnacy Barber (CAN); Prata – Raphael Holzdeppe (GER); Bronze – Renaud Lavillenie (FRA), Piotr Lisek (POL) e Pawel Wojciechowski (POL)

Renaud Lavillenie (FRA)

O francês Renaud Lavillenie (1O) é o eterno favorito ao ouro no salto com vara, mas o fracasso em 4 mundiais sempre deixam uma pulga atrás da orelha. Lavillenie venceu em Londres, mas jamais conquistou um ouro em mundiais: tem 1 prata e 3 bronzes. Também é bicampeão mundial indoor, tricampeão europeu e tetra europeu indoor. Com incríveis 6,16m indoor obtidos em 2014, recorde mundial, ele é o melhor saltador desde Sergey Bubka. No último mundial ele não conseguiu passar em 5,90m e no europeu este ano errou as 3 em 5,75m e ficou sem marca na final. Ainda assim, é o homem a ser batido. Ele tem este ano 5,96m.

O canadense Shawn Barber é a principal ameaça ao francês. Campeão mundial em 2015, Barber já salto 6,00m indoor em 2016. O americano Sam Kendricks é outro que vem bem, com 5,92m este ano em Pequim e 5,91m na seletiva americana. Outros bons nomes da prova são o brasileiro Thiago Braz, o alemão Raphael Holzdeppe (1B), o checo Jan Kudlicka e os poloneses Piotr Lisek e Pawel Wojciechowski.

E o Brasil? Thiago Braz foi campeão mundial juvenil em 2012, mas não convenceu depois em competições importantes. Não passou pelas qualis dos mundiais de 2013 e de 2015, foi 4º no Mundial indoor de 2014 e ficou sem marca no Pan de Toronto, quando era favorito para medalha. Em compensação, ele tem 5,93m indoor obtidos este ano! Na semana passada fez 5,90m e saltou 3 vezes acima de 5,80m em 2016. Ele tem salto para ganhar medalha, mas precisa quebrar essa barreira de performances fracas em competições importantes. Augusto Dutra é o outro brasileiro na prova e tem como melhor marca no ano apenas 5,70m. Briga por uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Renaud LAvillenie (FRA); Prata – Shawn Barber (CAN); Bronze – Thiago Braz (BRA)

Salto em altura masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Ivan Ukhov (RUS); Prata – Erik Kynard (USA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT), Derek Drouin (CAN) e Robert Grabarz (GBR)

Último Mundial (2015): Ouro – Derek Drouin (CAN); Prata – Bohdan Bondarenko (UKR) e Zhan Guowei (CHN); Bronze – não houve medalha de bronze

Na prova mais falada dos últimos anos, temos pelo menos 8 atletas brigando pelo ouro. Em melhor fase no ano, o ucraniano Bohdan Bondarenko venceu 2 etapas da Diamond League esse ano e tem 2,37m como melhor marca de 2016. Seu principal adversário é o qatari Mutaz Essa Barshim (1B), que tem 2,40m este ano e 2,43m na carreira, flertando com o recorde mundial de 2,45m. Bronze em Londres e prata no último mundial, Barshim tem falhado em algumas competições, mas tem o 2º melhor salto da história.

O canadense Derek Drouin (1B) foi a surpresa de 2015 ao vencer o mundial de maneira surpreendente. Houve um empate tríplice e os saltadores foram para os saltos de desempate. Ele foi o único a passar em 2,34m e ficou com o ouro. Outros ótimos nomes da prova são o chinês figura Zhang Guowei, o britânico Robert Grabarz (1B), o checo Jaroslav Baba (1B), o americano Erik Kynard (1P) e o italiano Gianmarco Tamberi, atual campeão europeu e mundial indoor.

E o Brasil? Talles Silva disputa a prova, mas sequer passará a final. Tem como melhor marca no ano apenas 2,29m, marca que não tem conseguido repetir.

Meu Pódio: Ouro – Bohdan Bondarenko (UKR); Prata – Gianmarco Tamberi (ITA); Bronze – Mutaz Essa Barshim (QAT)

Salto em distância feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Yelena Sokolova (RUS); Bronze – Janay DeLoach (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Tianna Bartoletta (USA); Prata – Shara Proctor (GBR); Bronze – Ivana Spanovic (SRB)

Depois de dois anos sem saltar acima de 7m, a campeã olímpica Brittney Reese (1O) voltou com tudo e voou nas seletivas americanas. Ela venceu a prova com a melhor marca do mundo no ano, excelentes 7,31m, o melhor salto em 12 anos! Tricampeã mundial e tricampeã mundial indoor, Reese vai voar para faturar o bicampeonato. A australiana Brooke Stratton vem em boa fase com 7,05m em março e mais um 6,94m em fevereiro, mas só saltou bem na Austrália.

A sérvia Ivana Spanovic foi bronze nos 2 últimos mundiais e levou o europeu deste ano. Este ano fez 7,07m em uma prova indoor e é outro bom nome para o pódio. Também ficar de olho na alemã Sosthene Moguenara, com 7,16m esse ano, nas americanas Tianna Bartoletta (1O), bicampeã mundial em 2005 e 2015, e Janay DeLoach (1B), na britânica Shara Proctor e na única russa que está liberada para competir no atletismo, Darya Klishina.

E o Brasil? Serão duas brasileiras na disputa: Eliane Martins e Keila Costa. Eliane tem a melhor marca do ano entre as duas, com 6,72m e precisa melhorar um pouco para ir à final. Keila tem apenas 6,56m no ano.

Meu Pódio: Ouro – Brittney Reese (USA); Prata – Ivana Spanovic (SRB); Bronze – Tianna Bartoletta (USA)

Salto triplo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Olga Rypakova (KAZ); Prata – Caterine Ibarguen (COL); Bronze – Olha Saladukha (UKR)

Último Mundial (2015): Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Hanna Knyazyeva-Minenko (ISR); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Caterine Ibarguen (COL)

Teremos um belo duelo sul-americano na prova. A colombiana Caterine Ibarguen (1P – falei dela aqui) estava invicta desde a derrota em Londres-2012, quando perdeu na Diamond League de Birmingham, em junho. Ainda assim, foram mais de 40 provas vencidas desde então, incluindo dois títulos mundiais. Favorita ao ouro, sua grande rival na atualidade é a venezuelana Yulimar Rojas, que venceu o Mundial indoor este ano. Este ano Ibarguen fez 15,04m e Rojas 15,02m!

Outras que brigarão por medalha são a cazaque Olga Rypakova (1O), campeã em Londres, a grega Paraskevi Papahristou, as jamaicanas Shanieka Thomas e Kimberly Williams, a ucraniana Olga Saladukha (1B) e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko.

E o Brasil? Keila Costa, em sua 4ª Olimpíada, e Núbia Soares disputam a prova. Núbia fez o índice no Troféu Brasil e tem a melhor marca do ano entre as duas, com 14,17m

Meu Pódio: Ouro – Caterine Ibarguen (COL); Prata – Yulimar Rojas (VEN); Bronze – Olga Rypakova (KAZ)

Salto com vara feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Jenn Suhr (USA); Prata – Yarisley Silva (CUB); Bronze – Yelena Isinbayeva (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Fabiana Murer (BRA); Bronze – Nikoleta Kyriakopoulou (GRE)

Esta prova promete ser uma das melhores finais das provas de campo com 6 atletas em nível parecido brigando pelo ouro. Jenn Suhr (1O-1P) defende o ouro olímpico e tem 4,82m este ano, mas já saltou 5m na carreira. Quem surgiu agora aos 24 anos foi Sandi Morris. 4ª no Mundial de 2015, Morris foi prata no mundial indoor esse ano e brilhou semana passada no Texas ao atingir 4,93m, melhor salto do ano! Com 4,87m, a brasileira Fabiana Murer é grande candidata ao pódio também.

Com 4 vitórias na Diamond League este ano, a grega Katerina Stefanidi é mais uma boa candidata ao pódio. Ela tem 4,86m este ano. Campeã mundial, a cubana Yarisley Silva (1P) é dura na briga e voa nos momentos mais tensos, como na final do Pan de Toronto, em 2015. Outros bons nomes são a alemã Lisa Ryzih, a grega Nikoleta Kyriakopoulou e a australiana Alana Boyd.

E o Brasil? Fabiana Murer parecia mal, mas com 4,87m, recorde sul-americano, no Troféu Brasil a recolocou na lista de favoritas. O que pesa contra é o seu histórico em Olimpíadas. Nas duas que disputou teve problemas e foi muito criticada. Ela se aposenta após os Jogos. Joana Costa fez 4,50m no Troféu Brasil e conseguiu o índice com o melhor resultado da vida. É muito difícil ela passar para a final.

Meu Pódio: Ouro – Yarisley Silva (CUB); Prata – Sandi Morris (USA); Bronze – Katerina Stefanidi (GRE)

Salto em altura feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Anna Chicherova (RUS); Prata – Brigetta Barrett (USA); Bronze – Svetlana Shkolina (RUS)

Último Mundial (2015): Ouro – Mariya Kuchina (RUS); Prata – Blanka Vlasic (CRO); Bronze – Anna Chicherova (RUS)

Ruth Beitia (ESP)

Sem as russas na disputa, a prova fica bem aberta. A veterana americana Chaunté Lowe tem a melhor marca do ano, com 2,01m na seletiva americana e vai para sua 4ª Olimpíada no seu melhor momento. Bicampeã mundial e prata em Pequim, a croata Blanka Vlasic (1P) já esteve em melhor forma, mas segue como uma das melhores do mundo e segue em busca do único que título que não tem.

A espanhola Ruth Beitia, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, a croata Ana Simic, a búlgara Mirela Demireva e Levern Spencer, de Santa Lúcia, são outras boas pedidas no pódio.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Ruth Beitia (ESP); Prata – Chaunté Lowe (USA); Bronze – Mirela Demireva (BUL)

Arremesso de peso masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tomasz Majewski (POL); Prata – David Storl (GER); Bronze – Reese Hoffa (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Joe Kovacs (USA); Prata – David Storl (GER); Bronze – O’Dayne Richards (JAM)

Outra prova onde os Estados Unidos sempre foram grandes vencedores. Dono de 4 das 5 melhores marcas do ano, o americano Joe Kovacs tem 22,13m esse ano, mas na seletiva americana foi 2º com excepcionas 21,95m. Atual campeão mundial, Kovacs vai para sua 1ª Olimpíada como favorito. Quem venceu a seletiva americana foi Ryan Crouser, campeão mundial de menores em 2009 e que jamais disputou uma competição mundial adulta. Crouser fez 22,11m na seletiva e está entre os 20 melhores arremessadores da história.

Um dos principais concorrentes dos americanos é o atual bicampeão olímpico, o polonês Tomasz Majewski (2O). Apesar do currículo, tem apenas 20,84m este ano e precisa melhorar para buscar o 3º ouro. Seus compatriotas estão em melhor forma. Konrad Bukowiecki acabou de se tornar bicampeão mundial juvenil batendo o recorde mundial da categoria com 23,34m no peso de 6kg (o peso adulto é de 7,26kg). Ele tem 21,14m no peso olímpico, pior que Michal Haratyk, com 21,23m. Os neozelandeses Tomas Walsh e Jacko Gill são bons concorrentes, mas talvez o principal nome da prova seja o alemão David Storl (1P), de quem falei aqui. Bicampeão mundial em 2011 e 2013, busca seu inédito ouro olímpico.

E o Brasil? Darlan Romani cresceu demais nos últimos anos e tem como melhor marca 20,90m obtido em abril do ano passado. Com 20,64m esse ano, precisa melhorar um pouco para pegar uma vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – David Storl (GER); Prata – Joe Kovacs (USA); Bronze – Tomas Walsh (NZL)

Lançamento de disco masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Robert Harting (GER); Prata – Ehsan Haddadi (IRI); Bronze – Gerd Kanter (EST)

Último Mundial (2015): Ouro – Piotr Malachowski (POL); Prata – Philip Milanov (BEL); Bronze – Robert Urbanek (POL)

Robert Harting (GER)

O polonês Piotr Malachowski (1P) é o homem a ser batido na prova. Campeão mundial em 2015 e europeu este ano, tem as duas melhores marcas de 2016, com 68,15m e 68,10m. Mas terá trabalho com os irmãos alemães Christoph e Robert Harting (1O). Robert é o atual campeão olímpico e é tricampeão mundial. Christoph é o irmão mais novo e ainda não tem um resultado internacional importante. Christoph tem 68,06m esse ano e Robert 68,04m!

Outros bons nomes da prova são o polonês Robert Urbanek, bronze no último mundial, o belga Philip Milanov, o sueco Daniel Stahl, o jamaicano Fedrick Dacres, o iraniano Ehsan Haddadi (1P) e o estoniano Gerd Kanter (1O-1B).

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Robert Harting (GER); Prata -Piotr Malachowski (POL); Bronze – Philip Milanov (BEL)

Lançamento de martelo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kristia Pars (HUN); Prata – Primoz Kozmus (SLO); Bronze – Koji Murofushi (JPN)

Último Mundial (2015): Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Wojciech Nowicki (POL)

Pawel Fajdek (POL)

A prova já tem o seu campeão: o polonês Pawel Fajdek. Bicampeão mundial, Fajdek ficou sem marca na qualificação dos Jogos de Londres e nem passou pra final, mas esse ano tem nada menos que os 10 melhores lançamentos de 2016! Sua melhor marca no ano é 81,87m e pessoal é 83,93m do ano passado.

Quem vai tentar tirar o ouro dele são o bielorrusso Ivan Tsikhan, único a lançar a mais de 80m no ano (80,04m), o tadjique Dilshod Nazarov, o moldavo Serghei Marghiev, o egípcio Hassan Mahmoud e o polonês Wojciech Nowicki.

E o Brasil? Bom ficar de olho no brasileiro Wagner Domingos, que pode ser uma das grandes surpresas da equipe brasileira. Montanha quebrou o recorde brasileiro 3 vezes esse ano e, na 3ª vez, melhorou o recorde sul-americano, com 78,63m, se tornando o 4º melhor do ano! Mantendo essa distância, pode beliscar uma medalha!

Meu Pódio: Ouro – Pawel Fajdek (POL); Prata – Dilshod Nazarov (TJK); Bronze – Ivan Tsikhan (BLR)

Lançamento de dardo masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Keshorn Walcott (TTO); Prata – Oleksandr Pyatnytsya (UKR); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Último Mundial (2015): Ouro – Julius Yego (KEN); Prata – Ihab El-Sayed (EGY); Bronze – Tero Pitkämäki (FIN)

Quarto no último mundial, o alemão Thomas Röhler tem a melhor marca do ano até o momento, com 91,28m obtidos na Finlândia! Além desse, ele tem mais 3 marcas acima de 87m em 2016 e se credencia a uma medalha no Rio. Mas o queniano Julius Yego não pode ser esquecido. Campeão mundial ano passado e dono da incrível marca de 92,72m, Yego ainda não fez uma boa marca este ano e tem como melhor apenas 84,68m

Prata no último mundial, o egípcio Ihab El-Sayed foi pego em exame antidoping e não virá ao Rio. Mas ficar de olho no trinitino Keshorn Walcott (1O), o ouro mais inacreditável de Londres-2012, nos finlandeses Antti Ruuskanen (1B) e Tero Pitkämäki (1B), nos alemães Johannes Vetter e Julian Weber, no letão Zigismunds Sirmais e no indiano Neeraj Chopra, que quebrou o recorde mundial sub20 semana passada com 86,48m.

E o Brasil? Julio César de Oliveira tem como melhor marca no ano 81,56m, mas precisaria melhorar muito para pegar vaga na final.

Meu Pódio: Ouro – Thomas Röhler (GER); Prata – Julius Yego (KEN); Bronze – Antti Ruuskanen (FIN)

Arremesso de peso feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Yevgeniya Kolodko (RUS); Bronze – Gong Lijiao (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Christina Schwanitz (GER); Prata – Gong Lijiao (CHN); Bronze – Michelle Carter (USA)

Valerie Adams (NZL)

A neozelandesa Valerie Adams (2O) busca o tricampeonato olímpico para completar seu invejável currículo. Tetracampeã mundial, tricampeã mundial indoor e tricampeã dos Jogos da Comunidade Britânica, Adams não está na sua melhor forma, mas tem este ano 20,19m e briga sim pelo ouro. Venceu 3 etapas da Diamond League esse ano. A melhor marca do ano é da chinesa Lijiao Gong (1B), com 20,43m, bronze em Londres e prata no último Mundial.

Campeã mundial em 2015, a alemã Christina Schwanitz tem 20,17m no ano e deve estar no pódio. De olho na húngara Anita Márton e na americana Michelle Carter, que busca ser a primeira americana campeã olímpica no arremesso de peso.

E o Brasil? Geisa Arcanjo foi 7ª em Londres, mas nunca repetiu um arremesso acima de 19m, como na ocasião. Aliás, nem 18m ela chegou mais, o que dificulta uma ida à final. Este ano tem como melhor marca 17,92m.

Meu Pódio: Ouro – Valerie Adams (NZL); Prata – Christina Schwanitz (GER); Bronze – Michelle Carter (USA)

Lançamento de disco feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Li Yanfeng (CHN); Bronze – Yarelys Barrios (CUB)

Último Mundial (2015): Ouro – Denia Caballero (CUB); Prata – Sandra Perkovic (CRO); Bronze – Nadine Muller (GER)

Campeã em Londres, a croata Sandra Perkovic (1O) tem tudo para repetir o feito. Ela tem o 4 melhores lançamento do ano e tem como melhor 70,88m, sendo a única a passar dos 69m na prova em 2016. Campeã mundial em 2013, foi prata em 2015 ao perder parta a cubana Dania Caballero, que este ano fez 67,62m. Em 5 etapas da Diamond League no ano, Perkovic levou todas.

Campeã mundial juvenil em 2010 e prata no Pan, a cubana Yaime Perez está fazendo uma ótima temporada e já lançou 4 vezes para mais de 67m. De olho também nas alemãs Julia Fischer e Nadine Müller, na australiana Dani Samuels, campeã mundial em 2009, e na chinesa Su Xinyue.

E o Brasil? Andressa de Moraes e Fernanda Martins representam o Brasil e vão brigar para pegar uma vaguinha na final, o que já seria lucro. Melhor marca do ano por enqaunto é de Fernanda com 62.74m.

Meu Pódio: Ouro – Sandra Perkovic (CRO); Prata – Yaime Pérez (CUB); Bronze – Dania Caballero (CUB)

Lançamento de martelo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tatyana Lysenko (RUS); Prata – Anita Wlodarczyk (POL); Bronze – Betty Heidler (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Zhang Wenxiu (CHN); Bronze – Alexandra Tavernier (FRA)

Se o Fajdek é mais que favorito no masculino, a polonesa Anita Wlodarczyk (1P) sobra no feminino também. Ela é dona dos 10 melhores lançamentos do ano e tem como melhor marca excepcionais 80,26m! São quase 4m melhor que a 2ª melhor do ano, a americana Gwen Berry, que tem 76,31m. Bicampeã mundial e tri europeia, Wlodarczyk dificilmente perde o ouro.

A alemã Betty Heidler (1B) foi bronze em Londres e campeã mundial em 2007. Tem este ano 75,77m e é séria candidata ao pódio. Outras que brigam por medalha são as chinesas Zhang Wenxiu (1B) e Wang Zheng, a moldava Zalina Marghieva e a azeri Hanna Skydan.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Anita Wlodarczyk (POL); Prata – Betty Heidler (GER); Bronze -Zhang Wenxiu (CHN)

Lançamento de dardo feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Barbora Spotakova (CZE); Prata – Christina Obergföll (GER); Bronze – Linda Stahl (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Katharina Molitor (GER); Prata – Lü Huihui (CHN); Bronze – Sunette Viljoen (RSA)

Sunette Viljoen (RSA)

Esta prova deve ser bem equilibrada com 3 atletas lançando o dardo a mais de 66m esse ano. A melhor marca do ano é da favorita, a checa Barbora Spotakova (2O), que nada mais é do que a atual bicampeã olímpica e quer se tornar a primeira tricampeã olímpica de uma prova de individual (Valerie Adams no peso e Shelly-Ann Fraser-Pryce nos 100m também podem realizar o feito). A checa tem 66,87m obtidos em 19 de junho. No mesmo dia em outro local, a alemã Christin Hussong fez 66,41m. A 3ª atleta é a bielorrussa Tatsiana Khaladovich, com 66,34m para vencer o campeonato europeu em Amsterdã.

A letã Madara Palameika e a sul-africana Sunette Viljoen venceram duas etapas da Diamond League esse ano cada e também entram na briga. De olho também nas fortíssimas alemãs Christina Obergföll (1P-1B) e Linda Stahl (1B), na chinesa vice-campeã mundial Lü Huihui e nas australianas Kim Mickle e Kathryn Mitchell.

E o Brasil? O Brasil não participa da prova.

Meu Pódio: Ouro – Sunette Viljoen (RSA); Prata – Barbora Spotakova (CZE); Bronze – Tatsiana Khaladovich (BLR)

Mundial de Atletismo – Dia 5

Veio a primeira medalha brasileira numa final espetacular do salto com vara. Também mais dois ouros pro Quênia e resultados incríveis no dardo e nos 400m.

Salto com Vara feminino

Fabiana Murer

Há tempo não se via uma final de tão alto nível! A disputa começou muito forte com 12 atletas passando em 4,60m. Em 4,70m, 7 saltadoras passaram, incluindo Fabiana Murer, a americana campeã olímpica Jenn Suhr e a cubana campeã do Pan Yarisley Silva, que sofreu e só conseguiu passar na 3ª tentativa. No 4,80m, a grega Nikoleta Kyriakopoulou passou de 1ª e assumiu a liderança da prova. Fabiana e Yarisley passaram na 2ª e, com as outras 4 queimando, o pódio estava definido, so não se sabia que a ordem mudaria.

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Em 4,85m, Yarisley jogou a pressão pra Fabiana quando passou de 1ª, mas a brasileira evoluiu muito e ignorou a pressão, também passando de primeira. Nos critérios de desempate, Fabiana liderava com a cubana em 2º. A grega errou na primeira tentativa e decidiu ir direto pro 4,90m. Nesta altura, todas foram errando. A grega errou duas vezes e foi eliminada. Quando a cubana tirou um salto espetacular da cartola e passou em 4,90m na 3ª e última chance. A cubana vinha saltando muito mal e a brasileira estava quase certa que seria ouro. Incrédula com o salto de Silva (assim como eu), Fabiana não passou em 4,90m e ficou com a prata.

Grande prova da brasileira que igualou o seu recorde sul-americano levando sua 4ª medalha em Mundiais, a 2ª em mundiais outdoor.

Lançamento de dardo masculino

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Se o Quênia surpreendeu vencendo os 400m com barreiras no dia anterior, imagina pra um leigo ver o Quênia no topo do dardo? Julius Yego já havia aparecido pro mundo em 2013, quando ficou em 4º no Mundial. Desta vez chegou como favorito com um lançamento de mais 91m mais cedo no ano em Brimingham. Na final, começou queimando e depois um modesto 82,42m. Quem liderava era o egípcio Ihab Abdelrahman El Sayed com 88,99m. Aí na 3ª Yego deu um show com espetaculares 92,72m! Com essa marca, ele se torna o 3º melhor da história! El Sayed ficou com a prata e o bronze foi pro finalndês Tero Pitkamaki com 87,64m.

400m com barreiras feminino

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A checa Zuzana Hejnova confirmou o favoritismo e levou o bicampeonato mundial da prova, com excelentes 53.50, melhor marca do mundo no ano. O pódio foi completado por duas americanas. Campeã mundial juvenil em 2014 e ouro no Pan, Shamier Little com 53.94 foi prata e Cassandra Tate fez 54,02m.

3.000m com obstáculos feminino

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Prova bem disputada, algo um pouco fora do comum, quando em geral há uma boa distância entre as atletas. No sprint final, a queniana Hyvin Jepkemoi levou o ouro com 9:19.11, dando o 6º título pro seu país até o momento em Pequim! Numa chegada milimétrica, a prata foi pra tunisiana Habiba Ghribi com 9:19.24, apenas 1 centésimo mais rápida que a grande surpresa da prova, a alemã Gesa Krause, que tirou do pódio uma das favoritas, a etíope Sofia Assefa, 4ª com 9:20.01.

400m masculino

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Na final mais forte da história, nada menos que 3 atletas correram para abaixo de 44s! Primeira vez na história que isso aconteceu! O vencedor foi uma surpresa, com o ouro pro sul-africano Wayde van Niekerk, com espetaculares 43.48, 4º melhor atleta e 6º melhor tempo da história! Logo atrás veio o americano LaShawn Merritt com 43,65, também batendo seu recorde pessoal. Logo atrás, o campeão olímpico e mundial Kirani James co o bronze com 43.78.

Outras provas

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Assim como nos 100m, Justin Gatlin fez o melhor tempo na semifinal dos 200m com 19.87. Usain Bolt também venceu sua semifinal com 19.95 soltando muito no final.

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da britânica Dina Asher-Smith com 22.22. Rosângela Santos ficou em 2º na sua bateria com 23.01 e avançou pra semifinal.

Campeão mundial em 2013 e do Pan, o americano David Oliver fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 100m com barreiras. João Vitor de Oliveira fez 13.57, 5º na sua bateria, e passou para a semifinal por tempo.

Pedro Pablo Pichardo fez a melhor marca da qualificação do salto triplo, com 17,43m, seguido do seu principal adversário, o americano Christian Taylor com 17,28m.

Mundial de Atletismo – Prévia II

Vamos a segunda parte das prévias, com provas de meio fundo, marchas e saltos.

Meio Fundo

David Rudisha

Até há pouco desconhecido, o bósnio Amel Tuka chega a Pequim com o melhor tempo do ano nos 800m, com 1:42.51 quando venceu na Diamond League de Monaco. Mas nunca subestime o queniano David Rudisha, atual recordista mundial e campeão olímpico, apesar de ter ficado de fora do último mundial por lesão. Nijel Amos (BOT), Ayanleh Souleiman (DJI) e o atual campeão mundial Mohammed Aman (ETH) são outros nomes muito fortes. Nos 1.500m, a disputa deve ficar entre 3 nomes fortíssimos: o queniano campeão olímpico Asbel Kiprop, seu compatriota Silas Kiplagat e o Souleiman, de Djibouti. Cada um deles levou duas etapas da Diamon League esse ano, sendo que o melhor tempo do ano é do Kiprop com 3:26.69.

Genzebe Dibaba

No feminino, a queniana Eunice Sum é a grande favorita. Já levou 4 etapas da Diamond League no ano e tem 1:56.99, obtidos em Paris. A americana Ajee Wilson (1:57.87) e a cubana Rose Mary Almanza (1:57.70) são suas grandes concorrentes. Nos 1.500m, difícil alguém bater a etíope Genzebe Dibaba, a irmã mais nova do clã Dibaba, que bateu o recorde mundial em Monaco com 3:50.07 em julho. A holandesa Sifan Hassan é outra com grandes chances, já correndo duas vezes abaixo de 4min e com duas vitórias na Diamond League. De olho também na americana Jennifer Simpson e na sueca Abeba Aregawi, que apesar de vir fazendo uma temporada bem ruim, é a atual campeã mundial.

Marchas

O ano tem se mostrado excepcional para a Marcha, com recordes mundiais sendo batidos por duas vezes na de 20km masculino e duas nos 20km feminino. O japonês Yusuke Suzuki tem o atual recorde mundial dos 20km com excepcionais 1:16:36 e tem tudo pra levar o ouro, já que o francês Yohann Diniz não compete em Pequim. Os 7 melhores tempos do ano inscritos no Mundial são de asiáticos, com 3 japoneses, 3 chineses e um coreano, mas não subestime os russos, como o atual campeão mundial Aleksandr Ivanov.

O eslovaco Matej Toth fez em casa em março o 3º melhor tempo da história dos 50km, com 3:34:38, mas como cada prova é uma prova, terá dificuldades com os japoneses, chineses e poloneses. Grande surpresa do último mundial, o irlandês Robert Heffernan tem 3:48:44 no ano, 12º tempo de inscrição.

Hong Liu

Entre as mulheres, a chinesa Hong Liu tem 1:24:38 no ano (WR), vencendo as etapas de La Coruña e Rio Maior do circuito mundial. A Rússia vem com apenas uma atleta, Svetlana Vasilyeva. Elmira Alembekova, que fez 1:24:47 em Sochi em fevereiro, não estará em Pequim, assim como a atual campeã olímpica e mundial Elena Lashmanova.

Saltos

Renaud Lavillenie

O salto em altura masculino promete uma disputa sensacional. Prova mais falada do ano passado, 5 atletas passaram dos 2,40m em 2014. Esse ano, apenas Mutaz Essa Barshim (QAT) passou da marca, com 2,41m em Eugene. Apesar da marca, ele não vence uma etapa da Diamond League desde essa, em maio. Após Eugene, foram 4 etapas e 4 vencedores diferentes. Quem ainda não apareceu direito no ano foi o ucraniano Bohdan Bondarenko. Também brigarão bem o canadense Derek Drouin, campeão do Pan, e o chinês Guowei Zhang. Ainda sem ouro em mundiais, o francês Renaud Lavillenie só perde o ouro no salto com vara se fizer bobagem. Depois de ficar dezenas de provas invicto, fez algumas bobagens no ano, não vencendo duas etapas seguidas da Diamond League, após optar por inciar tarde e já com o sarrafo bem alto. O alemão Raphael Holzdeppe defende o título mundial. Outros nomes que brigarão por medalha são o brasileiro Thiago Braz, com 5,92m no ano, o canadense Shawn Barber (5,93m) e o grego Konstadinos Filippidis (5,91m).

Sem nunca ter disputado uma competição grande, o americano Jeff Henderson é o grande favorito já que tem os 3 melhores saltos do ano: 8,52m, 8,50m e 8,44m. Seu compatriota Marquis Dendy também vem com boa regularidade, assim como o britânico campeão olímpico Greg Rutherford. Outro final que promete muito é a do triplo. Pedro Pablo Pichardo já fez 18,08 e 18,06 no ano e está bem perto do recorde mundial. O americano Christian Taylor também já saltou duas vezes acima de 18m no ano, sendo que em uma delas, em Doha, os dois fizeram isso, sendo a única vez na história que algo assim aconteceu. Os 10 melhores saltos do ano são dos dois atletas.

Caterine Ibarguen

O salto em altura feminino também promete, com 4 já saltando acima de 2m esse ano! Em 6 etapas da Diamond League, foram 5 campeãs diferentes, então tudo pode acontecer. Campeã olímpica Anna Chicherova tem a melhor marca do ano com 2,04m e concorrerá com a polonesa Kamila Licwinko, a espanhola Ruth Beitia e a russa Maria Kuchina. Será que a croata Blank Vlasic vai levar seu 3º título mundial? Outro final boa será o salto com vara feminino, com o pódio do Pan muito provavelmente fazendo o pódio no Mundial. A cubana Yarisley Silva mostrou em Toronto que sai bem de situações adversas e chega na China com excelentes 4,91m obtidos há 15 dias em Beckum. Fabiana Murer volta ao estádio onde fracassou em 2008 e tem tudo para levar sua 2ª medalha em mundiais outdoor. Em Toronto também mostrou que está lidando bem com a pressão. Campeã olímpica, a americana Jenn Suhr fez 4,82m esse ano, mas não venceu nenhuma etapa da Diamond League, enquanto Fabiana já levou 2. A grega Nikoleta Kyriakopoulou pode atrapalhar o pódio pan-americano. Com 3 etapas vencidas, tem 4,83m esse ano.

No salto em distância, a previsão é difícil, mas pende pra americana Tianna Bartoletta, que fez 7,12m na seletiva americana, única a passar dos 7m esse ano. Campeã no Pan e numa temporada bem regular, a canadense Christabel Nettey tem 6,99m no ano e deve pegar um pódio, assim como a britânica Shara Proctor. Campeã olímpica e mundial, a americana Brittney Reese ainda não espantou o mundo e tem 6,97m no ano, longe do seu melhor. Invicta há 28 competições, a colombiana Caterina Ibarguen não perde desde a final olímpica de Londres, quando foi prata. Esse ano, tem 14,88m e 6 dos 10 melhores saltos de 2015. Defendendo o título mundial, a colombiana terá como grande adversária a russa Ekaterina Koneva, única a passar dos 15m esse ano num salto válido, com 15,04m em Eugene. No mesmo meeting, Ibarguen venceu com 15,18m, mas com vento levemente acima do permitido, com +2,1m/s. Campeã olímpica, a cazaque Olga Rypakova tem apenas 14,48m no ano e deve brigar com o bronze com outrs 3 atletas, que já saltaram para mais de 14,60m.

 

Jogos Pan-Americanos Toronto-2015 – Dia 13

O jejum de ouros foi quebrado graças ao caratê! Grande final do salto com vara e ótimos resultados no atletismo. Não do Brasil.

Atletismo

Fabiana Murer. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Três nomes fortíssimo numa grande final do salto com vara feminino: a campeã olímpica Jenn Suhr, a vice olímpica Yarisley Silva e a campeã mundial Fabiana Murer. Elas só entraram na disputa com 4,50m, com quase todas as outras já eliminadas. Fabiana e a cubana passaram em primeira em 4,50m, mas Suhr só passou na segunda. Em 4,60m, todas de primeira. Nos 4,65m, Suhr queimou as 3 vezes e foi eliminada. Em 4,70m, novamente Fabiana e Yarisley passaram de 1ª e estavam empatadas. No 4,75m, a cubana passa de segunda e com dois erros, Fabiana arrisca e decide saltar direto em 4,80m, com apenas uma chance. Ela passa de primeira e joga a pressão pra cubana que vai lá e também passa de primeira, assumindo novamente a liderança da prova. Pressionada, Fabiana não consegue encaixar e falha nas 3 chances nos 4,85m, terminando com a prata. Yarisley ainda conseguiu os 4,85m para faturar o bicampeonato do Pan.

Prova de altíssimo nível também no decatlo. 5º em Londres, o canadense Damian Warner dominou a prova para vencer com excelentes 8.659 pontos, melhorando o recorde do Pan em quase 300 pontos. Os brasileiros estavam em 2º e 3º quando na penúltima prova, no dardo, Kurt Felix, de Grenada conseguiu 800 pontos, abrindo boa vantagem em cima dos brasileiros, em 3º e 4º. Nos 1.500m, nada se alterou e Luiz Alberto de Araujo terminou com um bronze e a ótima pontuação de 8.179, conseguindo o índice olímpico. Felipe dos Santos também foi bem com 8.019, mas sem índice.

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Ronald Julião conquistou a prata no lançamento de disco com 64,65m na sua última tentativa, a apenas 15cm do campeão, o jamaicano Fedrick Dacres. Na pista, Jeffery Gibson, de Bahamas, venceu os 400m com barreiras com 48.51, recorde do Pan. O americano Clayton Murphy levou os 800m com 1:47.19, apenas 4 centésimos na frente de colombiano. Kendall Baisden liderou a dobradinha americana nos 400 feminino com 51.27. A primeira medalha de São Vicente e Granadinas veio com o bronze na prova.

Vice-campeão olímpico, o dominicana Luguelin Santos levou os 400m com o belo tempo de 44.56 e a mexicana Brenda Flores venceu os 10.000m feminino com 32:41.33, mais um recorde pan-americano no dia.

Douglas Brose. Foto: Sérgio Duti/Exemplus/COB

Karatê – Não é olímpico, mas foi o destaque do dia! Bicampeão mundial Douglas Brose ficou com o ouro nos 60kg masculino, com 4-0 sobre venezuelano na final. Valéria Kumizaki venceu canadense na bandeirada e ficou com o outro ouro do dia, na categoria 55kg. Já Aline Souza perdeu na semifinal para dominicana  ficou com a medalha de bronze nos 50kg. Karatê salvou o dia.

BoxeRafael Lima perdeu na semifinal do super pesado (+91kg) para venezuelano e terminou com a medalha de bronze. Sem nenhum brasileiro nas finais, o país fica com apenas 2 bronzes, muito abaixo do esperado. Já Cuba fez a lição de casa e está em todas as 10 finais masculinas!

Hipismo Saltos – Na primeira rodada por equipe, a Colômbia surpreendeu com apenas 1 pontos perdido, seguida da Argentina com 2 e Brasil e Canadá com 6. Todos os conjuntos americanos cometeram uma falta e eles acabaram com 12, em 6º. Na segunda passagem, todos os americanos zeraram e só precisavam torcer contra. Entre os brasileiros, apenas Eduardo Menezes zerou e o Brasil terminou na 4ª posição. O ouro ficou com o Canadá e a Argentina surpreendeu com a prata, seguida dos americanos. É a primeira vez desde o Pan de 1987 que o Brasil não faz pódio nos saltos por equipe. Após 3 rodadas, quem lidera no individual é Eduardo Menezes, com apenas 1 ponto perdido!

Esgrima – Como esperado, EUA levou os dois ouros no sabre por equipes. No feminino, com sua super equipe bronze no Mundial na semana passada, venceu na final 45-31 o México. No masculino, vitória de 45-37 no Canadá. O Brasil ficou em 5º no masculino e em 6º no feminino.

Vôlei – Numa virada sensacional, o Brasil venceu Porto Rico no vôlei feminino e se classificou para a final. O Brasil perdia por 2-0 jogando mal, mas numa bela reação liderada por Fernanda Garay com 28 pontos, virou a partida, com parciais de 18-25 24-26 25-22 25-19 15-11. Na final, enfrentará os EUA, que venceram por 3-1 a República Dominicana.

Hóquei na Grama – O Brasil conseguiu novamente segurar o placar. esta vez, na semifinal contra o Canadá, de quem havia perdido na primeira fase de 9-1. Com 0-0, o jogo foi novamente para os shootouts, onde o Canadá venceu por 5-3. O Brasil disputará o bronze contra o Chile, enquanto Canadá e Argentina duelam pelo ouro. Resultado espetacular do Brasil. Simplesmente espetacular.

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Futebol – Já no futebol, a derrota na semifinal teve outro sabor. O Brasil abriu 1-0 com um jogador a mais e parecia que iria pra final. Aos 35min do 2º tempo, Raphael foi expulso e o Uruguai virou o jogo em 2min. Resta o jogo pelo bronze contra o Panamá, que perdeu de 2-1 para o México.

Tênis de Mesa – Ainda pela fase de grupos, somente vitórias. Em 7 jogos, 7 vitórias dos brasileiros.

Handebol – Também pela semifinal, o Brasil passeou com 34-24 no Chile e chega pela 7ª vez seguida à final do Pan, onde enfrentará pela 4ª vez seguida a Argentina, que passou com o baixo placar de 20-12 pelo Uruguai. Além da vaga na final, os argentinos garantiram a vaga no Rio-2016.

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Basquete – Com uma grande atuação de Vitor Benite com 34 pontos e 8 rebotes, o Brasil venceu os EUA pelo placar de 93-83 e se sagrou campeão do Grupo A. Na semifinal enfrenta a República Dominicana enquanto os americanos vão pegar o Canadá.

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Esqui Aquático – Nas 6 finais do dia, 3 ouros americanos: Nate Smith no slalom, Adam Pickos nos truques e Regina Jaquess no salto feminino. No slalom feminino, ouro para a canadense Whitney McClintock, no salto masculino para o canadense Ryan Dodd e nos truques feminino para a peruana Natalia Cuglievan.

Baseball e Softball – Numa bela virada na 6ª entrada, o Brasil venceu as cubanas por 5-3 e passaram pra semifinal do softball feminino. Elas perdiam por 3-0! O Brasil enfrenta na semifinal Porto Rico.

Boliche – A Colômbia ficou com o ouro nas duplas femininas, com 5.074 pontos, seguidos de EUA e Venezuela. Brasil em 11º. No masculino, Canadá venceu com 5.607, seguido de Colômbia e EUA. Brasil em 9º.

Mundial Indoor de Atletismo – Dia 3

As últimas 12 finais para fechar o Mundial de Sopot, na Polônia, com derrotas e vitórias de favoritos e um recorde mundial na última prova.

Salto com Vara Feminino

Uma das provas de melhor nível deste Mundial, contou com a campeã olímpica Jenn Suhr (USA), a vice olímpica Yarisley Silva (CUB), a campeã mundial indoor em 2010 e outdoor em 2011 Fabiana Murer, campeã mundial em 2009 Anna Rogowska (POL) entre outras.

A prova começou bem parelha com quase todas passando nas primeiras alturas na primeira tentativa. Suhr decidiu só iniciar a prova em 4,65m e aguardou todas saltarem em 4,30, 4,45 e 4,55. Em 4,65m, todas as favoritas passaram de primeira, menos a cubana, que precisou de duas chances. Em 4,70m, as coisas pegaram fogo.

A americana resolveu não saltar e ir direto para 4,75m. A cubana se redimiu e passou de primeira. Restavam 5 na altura e todas queimaram na primeira. Na segunda chance, a russa Anzhelika Sidorova e a checa Jirina Svobodová, que não estavam entre as cotadas, passaram. Com toda a pressão, Fabiana acertou o salto e também passou. Já Rogowska, a esperança dos torcedores, e Silke Spiegelburg (GER) ficaram.

Em 4,75m, restavam 5 e Fabiana estava na tensa 4ª posição. E todas foram errando e errando. E a posição não se alterou. Ouro para a cubana e uma prata dividida entre a russa e a checa. A altura do ouro (4,70m) foi a pior de uma campeã em Mundiais indoor desde 2001.

Provas de Pista

Nos 60m feminino, a tricampeã mundial ano passado e bicampeã olímpica nos 100m, Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM) fez o que sabe melhor e levou o título da prova relâmpago com 6.98 em sua primeira participação em Mundiais Indoor. Murielle Ahouré (CIV) mostrou que é mesmo um dos grandes nomes de sprint na atualidade e levou novamente uma prata com 7.01, a sua 4ª em mundiais. Completou o pódio a americana Tianna Bartoletta com 7.06, campeã olímpica no revezamento 4x100m. Franciela Krasucki disputou a semifinal, mas não correu bem, fazendo 7.31.

Nos 60m com barreiras masculino, com poucos grandes nomes, o americano Omo Osaghae levou com 7.45, melhor marca do ano da prova. O pódio ficou completo com dois franceses: Pascal Martinot-Lagarde colado com 7.46 e Garfield Darien com 7.47. Todos quase juntos.

Nos 800m masculino, Mohammed Aman (ETH) se recuperou no finalzinho e se tornou bicampeão da distância indoor (ele também levou ouro no outdoor ano passado) com 1:46.40. Prata para Adam Kszczot (POL) com 1:46.76 e seria um pódio com dois poloneses, mas Marcin Lewandowski foi desclassificado. O bronze ficou com Andrew Osagie (GBR) com 1:47.10. Na prova feminina, Chanelle Price (USA) se tornou a primeira americana campeã mundial nos 800m tanto em indoor como em outdoor. Ela completou com 2:00.09 mantendo a liderança desde o início, melhor marca do mundo no ano. Festa polonesa com mais uma prata, de Angelika Cichoka com 2:00.45 e bronze pra Marina Arzamasova (BLR) com 2:00.79.

Na prova mais longa do Mundial, os 3.000m, o jovem Caleb Ndiko (KEN) de 21 anos venceu com 7:54.94 deixando o veterano Bernard Lagat (USA), de 39, com a prata com 7:55.22. Lagat se torna o medalhista mais velho em Mundiais. Bronze para Dejen Gebremeskel (ETH) com 7:55.39. Na prova feminina, a maior barbada de todas. Genzebe Dibaba (ETH) ficou a quase 40s do seu recorde mundial, mas dosou e no final abriu para vencer com 8:55.04, deixando a campeã de 2012 Hellen Obiri (KEN) com a prata com 8:57.72 e o bronze foi para Maryam Yusuf Jamal (BRN), que vem retornando ao seu melhor momento, com 8:59.16

Encerrando as provas de pista, os revezamentos 4x400m. E, como esperado, dois ouros para os Estados Unidos. No feminino, 3:24.83 com prata para a Jamaica (3:26.54) e bronze para a Grã-Bretanha (3:27.90). No masculino, finalmente um recorde mundial! Depois da “decepção” de Ashton Eaton e de Dibaba nos 3.000m, foi a vez da equipe americana masculina correr em 3:02.13, quebrando em 0.70 um recorde que durava 15 anos!! Prata Grã-Bretanha (3:03.49) e bronze Jamaica (3:03.69)

Provas de Campo

Diferente do salto com vara, o salto em distância feminino foi uma das provas de mais baixo nível técnico. O ouro foi para a campeã europeia outdoor de 2012, a francesa Eloyse Lesuer com 6,85m. É ao menos estranho uma campeã mundial que jamais saltou acima de 7m… Prata para Katarina Johnson-Thompson (GBR) com 6,81m e bronze para Ivana Spanovic (SRB) com 6,77m. O nível desta prova tem caído muito ultimamente…

Já o salto em altura masculino foi de altíssimo nível. Com 2,29m, 6 atletas seguiam sem queimar um salto. Aos 2,32m, apenas Mutaz Essa Barshim (QAT) passou incólume. Ivan Ukhov (RUS), que já saltou este ano excelentes 2,42m, decidiu pular os 2,32 e ir direto para 2,34m. Com 2,34m, Barshim novamente passou de 1ª, assim como Ukhov e Erik Kynard (USA). Andriy Protsenko (UKR) errou a primeira e decidiu arriscar e ir para os 2,36m. Com 2,36m, Barshim novamente de 1ª e aí foi o ucraniano que também passou de 1ª. Ukhov decidiu não saltar e o americano errou a 1ª e passou para 2,38m. Nesta altura, Barshim novamente foi impecável. Tanto o ucraniano como o americano pararam e Ukhov sofreu para passar e só conseguiu na 3ª oportunidade. Com o sarrafo em 2,40m, ninguém conseguiu e o jovem Barshim de 22 anos ficou com o seu primeiro título mundial adulto enquanto Ukhov teve que se contentar com a prata e Protsenko foi bronze.

Encerrando o Mundial, o salto triplo masculino. Parecia que Ernesto Revé (CUB) levaria quando fez 17,33 no 2° salto contra 17,21m do russo Lyukman Adams. Eles foram errando e ninguém chegava perto. Na 5ª rodada, Revé abandoou a competição, já que se contundiu no 3° salto. Nesta rodada, Pedro Pablo Pichardo (CUB) fez 17,18m e aparecia em 3°. Na última rodada, mostraram suas armas. Marian Oprea (ROU) fez 17,21m e roubava o bronze, quando Pichardo respondeu com 17,24m. Adams fez quase como o Duda no dia anterior no salto em distância e, na última chance, tirou um salto da cartola e fez 17,37m, faturando o ouro.

Após 26 finais na Ergo Arena, os Estados Unidos saíram com 8 ouros, 2 pratas e 2 bronzes. Rússia teve 3-2-0 e a Etiópia 2-2-1.Depois, foram 14 países com apenas 1 ouro, incluindo o Brasil. Ao todo, fora 17 países com ouro e 30 com medalha, uma boa distribuição. O próximo mundial indoor será em 2016, em Portland (USA).