Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 4

Teve ouro de onde não se esperava muito e de onde era super esperado, não veio. Teve um tricampeonato e um hexa emocionante!

Handebol

Foi uma final muito tensa no início. O Brasil entrou bem nervoso, errando bastante e deixou a Argentina crescer e gostar do jogo. Em busca do título inédito, as argentinas abriram 12-10 no fim do 1º tempo, mas a coisa começou a virar pro Brasil graças à Larissa. Ela roubou uma bola no finzinho e fez o 11º gol brasileiro, depois Renata fez uma defesa, passou pra Larissa que empatou antes do intervalo.

No 2º tempo, o Brasil era outro time. Deonise comandou a equipe e o Brasil abria a cada jogada. Ele e Duda marcaram 5 gols cada na vitória de 30-21 e o Brasil fatura o hexacampeonato pan-americano e a vaga olímpica!

Ginástica Artística

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Foto: COB

Veio ouro, mas não como esperávamos. Num final de cavalo com alças com muitas quedas (5 dos 8 finalistas caíram), Francisco Barretto foi ouro com apenas 13,533. Curiosamente, essa nota não daria nem vaga na final na qualificação! Os americanos não caíram, mas fizeram séries ruins, com Robert Neff prata com 13,466 e Brody Malone 4º. O bronze foi pro colombiano Carlos Calvo com 13,233.

Já nas argolas, Arthur Zanetti errou em sua espetacular prova e tirou apenas 14,400, muito abaixo dos 15,000 que tirou na qualificação. Já o mexicano Fabian de Luna acertou e, com 14,500, levou o ouro. Caio Souza foi 4º com 14,066, mesma nota do argentino Federico Molinari, mas o argentino teve execução de 8,166 contra 8,066 do brasileiro. no feminino, as brasileiras só disputaram a final das assimétricas, onde Lorrane Oliveira foi 4ª com 13,833 e Carolyne Pedro 7º com 12,766. No solo, Arthur Nory foi 4º com 13,966 e Zanetti 7º com 13,733.

Levantamento de Peso

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Fernando Reis sobrou pra faturar o tricampeonato pan-americano. Na categoria +109kg, ele teve 6 levantamentos bem sucedidos e aparentando grande facilidade. No arranco, fez 180kg, 185kg e 190kg e no arremesso 212kg, 220kg e 230kg, totalizando 420kg, 21kg a mais que o cubano Luis Manuel Lauret. Fernando não fez o seu melhor, mas o suficiente para vencer com tranquilidade.

Tiro

O tiro brasileiro conseguiu mais um bronze, mas foi bem doído. Assim como no domingo, o Brasil ficou sem a vaga olímpica nos tiro finais. Roberto Schmits fez uma ótima qualificação da fossa, ficando em 3º com 120 pratos em 125. Na final, começou muito bem e estava na liderança quando tivemos a 1ª eliminação, ele seguiu no top3 até mexicano e peruano serem eliminados. Esses dois já tinham vaga olímpica e o brasileiro brigava por uma das duas vagas com dois americanos. Na 8ª série, Schmits errou dois e foi eliminado, terminando com o bronze.

No rifle 50m 3 posições masculino, Leonardo do Nascimento surpreendeu com o 3º lugar na qualificação. Na final, começou em 5º com os tiros ajoelhados, se manteve em 5º nos deitados, mas na última série em pé antes de começarem as eliminações ele fez apenas 44,2 pontos e terminou em 8º e último. Os brasileiros estão com problema sérios nos tiros decisivos.

Outros Esportes

O Brasil chegou nesta terça para as semifinais do boxe e 6 categorias e conseguiu 4 vitórias! No masculino, Keno Machado venceu mexicano nos 81kg e Hebert da Conceição passou por americano nos 75kg. No feminino, Jucielen Romeu passou por americano nos 57kg e Beatriz Ferreira também derrotou americana nos 60kg. Já Abner da Silva perdeu para o cubano Erislandy Savon nos 91kg e Flávia Figueiredo foi derrotada por americana nos 75kg, ambos ficando com o bronze.

Carol Horta e Ângela venceram por 21-19, 21-18 as cubanas Maylen Delís/Leila Martínez e conquistaram o bronze no vôlei de praia. O ouro ficou com as americanas Cook/Pardon, que desbancaram as favoritas argentinas Gallay/Pereyra de virada por 14-21, 22-20, 15-10. Na final masculina, os primos chilenos Marco e Esteban Grimalt derrotaram os mexicanos Virgen/Ortiveros por 21-19, 22-24, 15-10.

Campeão em 2015, Marcelo Suartz teve um grande dia nas fases finais do boliche. Na 2ª fase, após 8 jogos, ele ficou em 2º com 1857, atrás do americano Jakob Butturff com 2.058. Na semifinal, ele venceu por 234 a 213 o porto-riquenho Jean Perez. Na decisão, acabou perdendo por apenas 1 ponto numa partida nervosa por 190-189 para o americano Nicholas Pate e acabou com a medalha de prata.

Boas estreias no tênis. Thiago Wild venceu 64 62 o americano Kevin King e nas duplas ao lado do João Menezes 61 64 sobre dupla da Guatemala. no feminino, Carol Meligeni virou de maneira espetacular o jogo contra a canadense cabeça 2 Rebecca Marino. Ela perdia de 57 03 e virou 57 64 64. Luis Stefani também venceu com 62 67(5) 62 sobre a mexicana Giuliana Olmos.

No último dia canoagem de velocidade, tivemos três quartos lugares nas provas de 200m. Valdenice Nascimento foi 4ª no C1 200m a 0.4 do pódio em prova de ouro para a americana Nevin Harrison. Edson Silva ficou em 4º no K1 200m a quase 1s do pódio em ouro do canadense Dominik Crete. E Ana Paula Vergutz ficou em 4º também a quase 1s do pódio no K1 200m em vitória da argentina Sabrina Ameghino.

Fechando o pentatlo moderno do Pan, o revezamento misto brasileiro terminou na 5ª posição com 1399 pontos, ficando bem longe do pódio, a 43s, em vitória americana com 1467 pontos. Até que o saldo do pentatlo foi bom, com um bronze e uma vaga olímpica, mas esses revezamentos fora completamente desnecessários.

Boas vitórias nas 8as do badminton e a equipe brasileira colocou 6 jogadores/duplas nas 4as de final. No individual, Ygor Coelho venceu o cubano Leodannis Palacio por 21-15, 22-20 e Fabiana Silva fez 21-18, 21-8 na peruana Ines Castillo. Nas duplas masculinas, Fabrício e Francielton Farias venceram peruanos, nas femininas Tamires Santos/Fabiana Silva passaram por guatemaltecas e Jaqueline e Sâmia Lima venceram dominicanas. Pra fechar, nas mistas Fabrício Farias e Jaqueline Lima passaram por cubanos.

Na abertura do hóquei na grama masculino, a campeã olímpica Argentina venceu o Chile pelo Grupo A por 5-1. No mesmo grupo, Cuba 3-2 em Trinidad & Tobago. Pelo Grupo B, Canadá 5-1 México e Estados Unidos fizeram 16-0 no Peru.

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
TOTAL 11 8 17 36

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Ginástica Artística 3 2 2 7
Taekwondo 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Handebol 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 1 1 2
Boliche 0 1 0 1
Boxe 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Hipismo 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 2 2
TOTAL 11 8 17 36

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 0

E começou! Foi uma linda cerimônia de abertura, muito simpática, simples, sem grandiosidade, mas com muito coração. Deu para ver o sorriso no rosto e o coração aberto do povo peruano recebendo as Américas.

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Brasil entrando no estádio em Lima, na Cerimônia de Abertura. Foto: COB

Mostrou o colorido, o lado multicultural e todas as inúmeras influências do Peru, passando pelo ouro, pela comida, pelas civilizações antigas, pelos animais, pelos tecidos e ao mesmo tempo mostrando uma cidade vibrante e moderno.

Vôlei de Praia

Carol Horta/Ângela venceram as mexicanas Orellana/Revuleta por 21-10 21-11 e encerraram a 1ª fase com 3 vitórias no Grupo C. Com isso, já estão classificadas diretamente para as 4as de final, esperando o vencedor do confronto entre as duplas do Canadá e da Colômbia. Cuba, Argentina e EUA também venceram seus grupos e estão nas 4as.

Já no masculino, Oscar/Thiago perderam de virada 16-21 21-14 18-16 para os cubanos González/Reyes, mas mesmo com a derrota ficaram em 1º no Grupo C e já estão nas 4as, onde aguardam o vencedor de México e El Salvador. Chile, Venezuela e Argentina também venceram seus grupos e estão nas 4as.

Rugby 7s

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Rafaela Zanellato corre pra marcar um try. Foto: COB

Na abertura do torneio de rugby, a seleção feminina venceu com tranquilidade o Peru por 33-5 pelo Grupo B, anotando 5 tries e 4 conversões. Também pelo grupo do Brasil, o Canadá, que tem apenas uma jogadora bronze no Rio-2016, arrasou o México por 54-0. Já pelo Grupo A, Colômbia fez 24-14 na Argentina e as americanas massacraram Trinidad & Tobago por 55-0.

Pelo torneio masculino, o Brasil empatou em 14-14 com o Chile enquanto os americanos destruíram Guiana por 62-0. Pelo Grupo B, Canadá fez 31-0 no Uruguai e a Argentina marcou 52-0 na Jamaica. Por conta do empate, o Brasil vai precisar vencer bem Guiana e não perder feio dos americanos, para ficar na frente do Chile pelo saldo de pontos.

Outros Esportes

Tivemos a rodada de esgrima do pentatlo moderno nesta sexta-feira e os brasileiros surpreenderam bastante. No feminino, Maria Ieda Guimarães, que esteve no YOG ano passado em Buenos Aires, terminou em 5º com 22 vitórias em 31 combates com 250 pontos, 21 atrás da mexicana Mariana Arceo. Isabela de Abreu foi 11ª com 229 pontos (19v) e Priscilla Veríssimo 16ª com 201 (15v). No masculino, Felipe Nascimento ficou em 5º com 236 pontos (20v) e Danilo Fagundes foi 8º com 229 (19v).

No programa curto da patinação artística, esporte que o Brasil sobe ao pódio tanto no masculino como no feminino desde o Pan de 1999, Bruna Wurts ficou com a 2ª marca no feminino com 36,70 pontos, atrás da argentina Giselle Soler, ouro em 2015, com 38.53. No masculino, Gustavo Casado ficou em 4º com 44,90, atrás de argentina, paraguaio e chileno. É o 1º Pan se Marcel Sturmer, que ganhou 4 ouros seguidos em Pans.

O squash definiu as semifinais no torneio individual masculino e de duplas, ou seja, já sabemos os países que subirão ao pódio. E o Peru já garantiu sua 2 primeiras medalhas. Diego Chehab enfrenta na semifinal mexicano. Na outra temos argentino contra colombiano. Nas duplas masculinas, semifinais México x Canadá e Estados Unidos x Peru. Nas duplas femininas, EUA x Chile e Canadá x Colômbia.

O Pan começa de verdade neste sábado com competições em 18 esportes (atletismo, basquete, boxe, boliche, canoagem velocidade, ginástica artística, handebol, pentatlo moderno, patinação artística, rugby sevens, tiro, softball, squash, taekwondo, triatlo, vôlei de praia, esqui aquático e levantamento de peso) e as primeiras 21 finais.

Três medalhas no vôlei de praia e duplas pra Olimpíada começam a se definir

Mais uma etapa importante após o Mundial, a cidade portuguesa de Espinho recebeu um torneio 4 estrelas do circuito, mas que estava bem esvaziado.

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Alison e Álvaro comemoram o ouro. Foto: FIVB

O Brasil colocou 4 duplas nas semifinais, duas no masculino e duas no feminino, mas apenas os homens venceram e fizeram final.

Alison/Álvaro venceram 21-19 21-15 os letões Plavins/Tocs e André/George fizeram 21-17 21-17 nos irmãos chilenos Marco e Esteban Grimalt. Na decisão, melhor para Alison/Álvaro, que fizeram 21-13 15-21 15-9 sobre André/George. Foi o 2º ouro da dupla este ano no circuito. Eles levaram o torneio de 3 estrelas em Kuala Lampur, no início de maio.

Já entre as mulheres, Ana Patrícia/Rebecca perderam na semi 21-12 26-24 para as americanas Claes/Sponcil e Agatha/Duda caíram por 21-18 21-18 pras russas Makroguzova/Kholomina, que ficaram com o título. Na disputa do bronze, Ana Patrícia/Rebecca venceram por 21-18 18-21 15-12.

Com isso, começam a se definir as duplas que irão representar o Brasil em Tóquio, faltando 3 torneios de 4 estrelas e 1 de 5, em Viena. Ana Patrícia/Rebecca e Ágatha/Duda só perdem a vaga por um desastre, assim como Evandro/Bruno Schmidt. A 2ª dupla masculina que ainda está bem indefinida.

Feminino:
Ana Patrícia/Rebecca – 4.900
Ágatha/Duda – 4.390
Maria Elisa/Carol – 3.370
Bárbara/Fernanda Berti – 2.970
Talita/Taiana – 2.530

Masculino:
Evandro/Bruno Schmidt – 4.640
Alison/Álvaro Filho – 3.830
André/George – 3.520
Pedro Solberg/Vítor – 2.800
Guto/Saymon – 1.900

As duplas seguem pro 4 estrelas de Tóquio, que será o evento-teste.

Vôlei de Praia respira

Após um Mundial para esquecer, as principais duplas do mundo seguiram viagem para Gstaad, na Suíça, para a disputa do 1º Major do ano.

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Pódio feminino em Gstaad. Foto: FIVB

E dessa vez as duplas brasileiras conseguiram 3 medalhas, algo que era esperado para o Mundial de Hamburgo, o que mostra que não estamos tão mal assim.

Maria Elisa/Carol tiveram uma semana excelente e ameaçam embolar a corrida olímpica. Correndo por fora, elas foram avançando até chegar na semifinal, onde pegaram Ana Patrícia/Rebecca e venceram por 21-16 21-16! Na decisão, enfrentaram as americanas vice-mundiais Klineman/Ross, que venceram de virada por 15-21, 21-17, 15-12.

Na disputa do bronze feminino, Ana Patrícia/Rebecca derrotaram as suíças Betschart/Hüberli por tranquilos 21-14 21-12. Essas suíças foram nossa algozes no Mundiak, eliminando Ana Patrícia/Rebecca nas 8as e Bárbara/Fernanda nas 4as. Agora as coisas voltaram ao normal.

No masculino, Evandro/Bruno Schmidt seguem como a melhor dupla brasileira. Eles perderam na semifinal para os noruegueses Mol/Sørum por 21-18, 21-14, mas venceram na disputa do bronze os italianos Nicolai/Lupo de virada por 16-21, 21-17, 15-12. As coisas voltaram tão ao normal que o noruegueses foram os campeões da etapa com 21-17, 21-15 sobre os holandeses Brouwer/Meeuwsen faturando a 5ª etapa da temporada.

A corrida olímpica no Brasil está assim:

Feminino:
Ana Patrícia/Rebecca – 4.260
Ágatha/Duda – 3.830
Maria Elisa/Carol – 3.370
Bárbara/Fernanda Berti – 2.570
Talita/Taiana – 2.530

Masculino:
Evandro/Bruno Schmidt – 4.160
Alison/Álvaro Filho – 3.030
André/George – 2.800
Pedro Solberg/Vítor – 2.480
Guto/Saymon – 1.500

As duplas seguem agora para Portugal, para o torneio 4 estrelas de Espinho.

Um Mundial para esquecer…

Acho que nem o torcedor mais pessimista esperaria um mundial de vôlei de praia tão desastroso das duplas brasileiras como foi esta edição em Hamburgo, na Alemanha.

Foi uma primeira fase muito boa das 8 duplas brasileiras, todas avançando em 1º ou 2º em seus grupos. As mulheres vencerem 11 dos 12 jogos e os homens 10 dos 12, dando uma falsa sensação de segurança. Claro que na primeira fase existem duplas mais fracas, mas ainda assim a expectativa era das melhores.

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Agatha contra russa em partidas das 8as de final. Foto: FIVB

Ana Patrícia e Rebecca vinham de 3 títulos importantes no ano no circuito mundial e Ágatha/Duda venceram o torneio 4 estrelas de Ostrava no início de junho, ganhando na final justamente de Ana Patrícia/Rebecca. No masculino a expectativa era pior. As duplas brasileiras mal chegavam às 4as dos torneios importantes, mas a vitória de Evandro/Bruno Schmidt sobre os noruegueses Mol/Sorum na final do Aberto de Varsóvia na semana anterior ao Mundial deu muita esperança.

Só que na hora do mata-mata, as esperanças não se concretizaram. No feminino, Maria Elisa/Carol caíram logo na 1ª rodada 21-15, 13-21, 15-11 para a boa dupla americana Klineman/Ross. Não se acertando, Ana Patrícia/Rebecca perderam de virada nas 8as para as suíças Betschart/Hüberli por 19-21, 21-15, 15-12 e Ágatha/Duda fora surpreendidas pela inexpressiva dupla russa Makroguzova/Kholomina por 22-20, 18-21, 22-20. Apenas Bárbara e Fernanda avançaram, mas caíram nas 4as também de virada para as mesmas suíças Betschart/Hüberli por 19-21, 21-13, 15-13. Seria a 1ª vez na história que o Brasil não subiria ao pódio em um Mundial no feminino. Somando Mundiais e Olimpíadas, foi a 1ª vez que não tivemos uma dupla brasileira na semifinal.

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Crabb comemora vitória sobre André/George nas 4as. Foto: FIVB

Entre os homens, os favoritos Evandro/Bruno Schmidt perderam 21-19, 21-18 logo na 1ª rodada para os americanos Allen/Slick e Pedro Solberg/Vítor Felipe perderam 21-19, 21-18 para os letões Plavins/Tocs. Nas 8as, foi a vez de Alison/Álvaro caírem para os jovens alemães Thole/Wickler por feios 21-14, 21-15. Restavam apenas André, campeão em 2017 ao lado do Evandro, e George, que perderam neste sábado de manhã nas 4as para os americanos Bourne/Crabb de virada por 16-21, 21-15, 17-15.

Assim como no feminino, é a 1ª vez que o Brasil não chega às semifinais na chave masculina em um Mundial. Somando Jogos Olímpicos, a única vez que não tivemos brasileiros na semi foi nos Jogos de Atlanta-1996. Apenas no Mundial de 2007 não tivemos uma dupla brasileira na final!

Pelos resultados vistos na temporada, o feminino ainda não é uma preocupação. Tivemos títulos importantes de duplas diferentes, que vem jogando muito bem e de maneira bem entrosada. Este mundial foi uma fatalidade, mas fica o alerta, pois algumas duplas perderam para equipes bem inferiores em momentos importantes.

Agora o masculino está com sinal amarelo, quase vermelho, ligado. As duplas ainda não jogam bem, não estão entrosadas e tivemos derrotas feias. Não vem bem na temporada, tendo apenas Evandro/Bruno Schmidt com bons resultados.

O circuito já volta na semana que vem o fortíssimo Major de Gstaad, que deve ter quase o mesmo nível deste Mundial. Veremos…

Dois ouros no Mundial Sub21 de vôlei de praia

Na Tailândia, o Brasil saiu com dois ouros do Mundial de vôlei de praia sub21! Foi o 3º ouro seguido do Brasil tanto no masculino como no feminino.

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Renato e Rafael. Foto: FIVB

Na chave masculina, os irmãos gêmeos Renato e Rafael Carvalho fizeram uma campanha excelente. Na 1ª fase fizeram 21-15 21-16 em russos, 21-15 21-12 em noruegueses e 21-13 21-15 em chilenos. Nas 8as seguiram destruindo dupla da Nicarágua por 21-12 21-16, 21-13 21-13 em russos nas 4as, tiveram mais dificuldade na semifinal contra os mexicanos Sarabia/Stephens vencendo por 19-21 21-14 15-11 e, na decisão, derrotaram os italianos Windisch/Di Silvestre por tranquilos 21-11 21-15. Foi o 7º ouro brasileiro masculino no Mundial Sub21.

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Victoria e Vitória. Foto: FIVB

Já entre as mulheres, Victoria Pereira/Vitoria de Souza também fizeram campanha perfeita pro título. Na estreia, bastante dificuldade contra russas com 34-32 25-27 15-12, mas depois 21-5 21-5 em marroquinas e 21-14 21-10 em polonesas. Nas 8as 21-10 21-11 em alemãs, 21-17 21-13 em tailandesas nas 4as, 21-16 21-12 em espanholas na semifinal e na final 17-21 21-15 15-13 nas russas Bocharova/Voronina. Foi o 9º título do Brasil na chave feminina em Mundiais Sub21.

Já foram campeões mundiais Subs21 Pedro Solberg (2 vezes), Bruno Schmidt, o italiano Paolo Nicolai (2 vezes), os poloneses Kantor/Losiak, a holandesa van Iersel, a americana Summer Ross e a brasileira Duda Lisboa (2 vezes).

Alerta vermelho pro vôlei de praia!

Com um torneio de 4 estrelas em casa, era de se esperar uma boa campanha das duplas brasileiras em Itapema. Mas as coisas não foram bem, principalmente no masculino. E a luz vermelha está acesa!

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André/George na derrota nas 8as. Foto: FIVB

A corrida olímpica começou com o torneio de Doha, em março, um torneio de 4 estrelas. No fim de abril tivemos mais um 4 estrelas em Xiamen, na China. E agora este no Brasil. Nos 3 torneios, nenhuma duplas brasileira masculina chegou às quartas-de-final! Nenhuma!

Agora em Itapema, as duplas que chegaram mais longe foram Evandro/Bruno Schmidt e André/George, que perderam nas 8as. Evandro/Bruno caíram por 21-17, 21-19 para os holandeses Varenhorst/van de Velde enquanto André/George perderam de 21-15, 21-14 para os poloneses Kantor/Losiak. Alison/Álvaro, que venceram há duas semanas o torneio 3 estrelas em Kuala Lumpur, na Malásia, perderam ainda na rodada preliminar para André/George.

Essa dança das cadeiras no masculino não está sendo benéfica para o vôlei de praia brasileiro. Nem um pouco.

Já no feminino, a situação é um pouco menos preocupante. Ana Patrícia/Rebecca vem surpreendendo e venceram este ano o 4 estrelas de Haia em janeiro e o 4 estrelas de Xiamen, em abril. Mas desta vez em casa, perderam nas 8as 21-16, 21-13 para Taiana/Talita em duelo brasileiro.

Entre as mulheres, duas duplas chegaram às quartas, mas também caíram. Taiana/Talita por 26-24, 21-17 para as holandesas Stubbe/van Iersel e Ágatha/Duda por duros 25-27, 21-18, 15-13 para as americanas Klineman/Ross. Apesar do resultado ruim, as duplas femininas não preocupam tanto.

As duplas seguem agora para a China, para mais um 4 estrelas em Jinjiang e depois para a Europa, em Ostrava, República Checa, e Varsóvia, Polônia, antes do Mundial em Hamburgo no fim de junho.

Vamos ver se se recuperam…