Mundial de Atletismo – Dia 5

O dia foi marcado por uma polêmica, com a exclusão de Isaac Makwala, de Botsuana. Ele e outras 30 pessoas pegaram uma intoxicação alimentar por conta de um norovírus e, de acordo com as regras britânicas, deveria ficar 48h em quarentena no seu quarto. Mas ele foi ao estádio, já que disputaria a final dos 400m, mas foi impedido de nadar.

400m masculino

996fc498-27ea-431f-b1db-875a9d892294

Wayde van Niekerk (RSA). Foto: IAAF/Getty Images

Sem Makwala para brigar com o sul-africano campeão mundial e recordista mundial, Wayde van Niekerk sobrou mais uma vez para levar o ouro com 43.98. Ele soltou demais nos 20-30m finais e acabou não batendo nenhum recorde. Steven Gardiner, de Bahamas, foi prata com 44.41 e o qatari Abdalelah Haroun ficou com o bronze com 44.48.

800m masculino

5c6f266c-e150-4565-b2b8-91026294ab6d

Foto: IAAF/Getty Images

Sem David Rudisha na prova, o resultado era inesperado e até mesmo o brasileiro Thiago André teria chances. Ele começou bem, ficando em 2º na 1ª volta, mas acabou levando 3 empurrões normais da prova e ficou meio perdido. Quem não ligava pro que acontecia atrás era o francês Pierre-Ambroise Bosse, que venceu com 1:44.67, seguido do polonês Adam Kszczot, que era o 5º na entrada da reta final para levar a prata com 1:44.95. O queniano Kipyegon Bett foi bronze com 1:45.21. Thiago marcou 1:46.30e terminou em 7º.

3.000m com obstáculos masculino

1863c749-358d-4afc-8d10-9414dcda8d83

Conseslus Kipruto (KEN) mostrando que é o número 1 pouco antes de cruzar a linha de chegada. Foto: IAAF/Getty Images

O americano Evan Jager chegou em Londres disposto a quebrar o domínio queniano na prova em Mundiais e Olimpíadas. Ele tinha o melhor tempo do ano com 8:01.29 e ficou na frente por todo o percurso, ao lado do campeão olímpico no Rio, o queniano Conseslus Kipruto. Nos 200m finais, eles foram acompanhados do marroquino Soufiane Elbakkali. Assim que passaram pelo rio, o americano foi ficando pra trás e o queniano mostrou quem manda na prova para vencer com 8:14.12 contra 8:14.49 do marroquino e 8:15.53 do americano. Desde 1991 um atleta nascido no Quênia venceu o Mundial (em 2003 e 2005 quem levou foi Saif Saseed Shaheen, queniano de nascimento, mas que defendia o Qatar). Já em JO, o Quênia é ouro desde 1984!

Salto com vara masculino

5acfd013-6dd1-4de5-b2aa-ab87122eb113

Sam Kendricks (USA). Foto: IAAF/Getty Images

Vindo de uma sequência de 10 vitórias seguidas, o americano Sam Kendricks fez prova perfeita, passando sempre de 1ª até os 5,89m. O chinês Changrui Xue também vinha zerando e bateu o recorde nacional com 5,82m, mas parou em 5,89m. Enquanto isso, o polonês Piotr Lisek e o francês Renaud Lavillenie passaram em 5,89m, mas com alguns erros durante a prova. Restando apenas 3 em 5,95m, apenas Kendricks conseguiu passar, na 3ª tentativa, enquanto Lisek queimava as 3. Já o francês queimou duas e foi tentar o tudo ou nada em 6,01m, mas não conseguiu. Kendricks ficou com o ouro e é o 1º americano no pódio da prova em Mundiais desde 2007. Já o francês, que foi bronze, segue sem um título mundial ao ar livre e acumula 5 pódios seguidos em mundiais, com 1 prata e 4 bronzes.

Lançamento de dardo feminino

a5be2fe0-9c63-4602-8352-c0db0eb9d0cb

Barbora Spotakova (CZE). Foto: IAAF/Getty Images

A chinesa Huihui Lyu se sagrou favorita após os 67,59m na quali, novo recorde asiático, mas começou muito mal, não passando de 63m após 4 tentativas. Enquanto isso, a checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova fez 66,76m na 2º tentativa para liderar e não perder mais o ouro. Outra chinesa, Lingwei Li, fez 66,25m e encostou na checa na 3ª tentativa e ficou com a prata. Huihui melhorou para 65,26m no 5º lançamento para pegar o bronze enquanto a campeã do Rio-2016, a croata Sara Kolak, ficou em 4º com 64,95m.

Pista e Campo

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da holandesa Dafne Schippers com 22.63, seguida de Shaunae Miller-Uibo, de Bahamas, com 22.69 e da marfinense Marie-Josée Ta Lou com 22.70. Vitoria Cristina Rosa foi 3ª na sua bateria com 23.26 e Rosângela Santos foi 2ª na sua com 23.34, ambas se classificando pras semifinais. Campeã dos 100m, a americana Torie Bowie se machucou ao se jogar na linha de chegada dos 100m e não disputou a prova dos 200m.

Nos 400m com barreiras feminino, melhor marca nas semifinais da checa Zuzana Hejnová com 54.59. Campeã olímpica Dalilah Muhammad venceu a sua bateria com 55.00. Além de Muhammas, outras 2 americanas estão na final. Prata no Rio, a dinamarquesa Sara Petersen ficou com o 9º tempo 55.45 fora da final.

Duas vezes finalista olímpica, Geisa Arcanjo chega pela 1ª vez a uma final de Mundial ao fazer 17,79m na quali do arremesso de peso e pegar a 12ª e última vaga pra decisão. A chinesa Lijia Gong com 18,97m e a americana campeã olímpica Michelle Carter com 18,92m lideraram a quali.

Brasil domina SulAm de atletismo

Mesmo sem equipe completa, o Brasil dominou o Sul-Americano de atletismo com 17 ouros em 44 provas, numa competição dominada por ventos muito fortes em Assunção, Paraguai.

39a4b609-43c9-492f-bbaa-7a0b84b025ab

Andressa de Morais

O grande resultado do campeonato foi de Andressa de Morais, no lançamento de disco. Com uma ótima série, Andressa venceu a prova com 64,68m, batendo o único recorde sul-americano do torneio. A série dela foi: 61,27 – 63,82 – 61,88 – 64,68 – X – X.

Outros bons resultados vieram com Darlan Romani no arremesso de peso com 21,02m (longe do 21,82 obtidos no começo do mês) e com o venezuelano Eure Yáñez no salto em altura, com 2,31m. Núbia Soares foi a grande surpresa do SulAm ao desbancar a venezuelana vice olímpica Yulimar Rojar no salto triplo. Com um vento de +4,2m/s, Núbia saltou 14,42m contra 14,36m da venezuelana (vento válido +1,4m/s), mas Rojas sentiu um desconforto e não saltou mais, dando a vitória à brasileira.

A ventania atrapalhou outras provas, como nos 100m feminino, onde a equatoriana Ángela Tenório venceu com espetacular 11.02, mas vento de +3,4m/s. Nos 200m, Vitória Cristina Rosa venceu com 22.67 (vento +2,8m/s). Tempaço de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras, com 12.86, mas vento de +2,9m/s. Nos 110m com barreiras, Eduardo de Deus venceu com 13.42 (vento +3,8m/s). No decatlo, ótima prova de Jefferson Santos, com 8.187 pontos, que lhe dariam o índice pro Mundial, se não fosse o vento de +4,3m/s no salto em distância… Em combinadas, o vento considerado limitador é de 4,0m/s, diferente dos +2,0m/s nas provas individuais. Bela marca do colombiano Diego Palomeque, que venceu os 100m com vento válido de +1,9m/s com 10.11, recorde colombiano.

No geral, o Brasil venceu o torneio com 352 pontos contra 259 da Colômbia e 160 da Argentina. Pela primeira vez na história, todos os 13 países que formam a CONSUDATLE venceram pela menos uma medalha! Guiana e Suriname conquistaram pela 1ª vez um ouro em 95 anos de história do SulAm! Gianna Woodruff venceu os 400m com barreiras com 56.04 para dar o 1º ouro panamenho e Miguel van Assen levou o salto triplo com 16,94m, ouro do Suriname. Até a Bolívia medalhou, com uma prata na Marcha!

O prazo para obtenção de índices pro Mundial termina em 23 de julho.

Troféu Brasil – Final

O Troféu Brasil de 2017 acabou neste domingo com ótimas marcas em São Bernardo e a certeza de que o atletismo está indo no caminho certo.

Pista

9304

Márcio Teles e Hederson Estefani

Duas marcas chamaram muita atenção: o excelente tempo de 20.15 (+1,3m/s) de Aldemir Gomes da Silva Jr. nos 200m e 48.94 de Márcio Teles nos 400m com barreiras, recorde do Troféu. Este tempo colocaria Aldemir em 6º na final olímpica do Rio. Os dois conseguiram o índice pro mundial e nos 400m com barreiras Hederson Estefani também baixou do índice, com 49.13 e a prata. Vitória Cristina Rosa venceu os 200m feminino com 22.93 (+1,5m/s), ratificando o índice pro Mundial, assim como Rosângela Santos com 22.95.

Também venceram com índice Éder Souza nos 110m com barreiras com 13.47 (+0,8m/s) e Thiago André nos 800m com 1:44.81. Os outros campeões do dia foram: Altobeli da Silva nos 5.000m com 13:46.72, Maria Aparecida Ferraz nos 5.000m com 16:31.98, Kleidiane Jardim nos 1.500m com 4:23.58, Jailma Sales de Lima nos 400m com barreiras com 56.76, B3 Atletismo no 4x400m feminino com 3:35.45 e o EC Pinheiros no 4x400m masculino com 3:07.43.

Campo

9302

Laila Ferrer

O grande destaque no campo foi Núbia Soares no salto triplo. Ela saltou duas vezes para ótimos 14,56m ficando a apenas 2cm do recorde brasileiro! Tânia Ferreira da Silva ficou em 2º também com índice, de 14,13m. Geisa Arcanjo fez sua melhor marca do ano com 18,08m na primeira tentativa na final do arremesso de peso, mais uma vez melhor que o índice. Está chegando na marca que fez na final olímpica no Rio, com 18,16m, mas ainda longe do seu PB de 19,02m. No dardo, Laila Ferrer venceu com 62,52m, superando o índice pro Mundial de 61,20m.

Thiago Braz ainda não está no seu melhor, mas ficou com o ouro no salto com vara, empatando em 1º  com Augusto Dutra, ambos com 5,52m na 2ª tentativa e 3 erros no total. Ambos tentaram 5,62m, mas Augusto falhou 3 vezes e Thiago desistiu após sentir a panturrilha, preferindo se poupar. No heptatlo, Tamara Alexandrino venceu com bons 6.040, superando pela 1ª vez a barreira dos 6.000 pontos, mas ainda sem índice pro Mundial, que é 6.200. Vanessa Spindola fez 5.812, longe do seu PB de 6.188.

Os outros campeões foram Felipe Lorenzon no disco com fracos 57,97m, Paulo Enrique da Silva no dardo com 74,86m, Alexsandro de Melo no salto triplo com 16,42m, Fernando Ferreira no salto em altura com 2,25m e Julia Cristina dos Santos no salto em altura com 1,80m.

Por equipes, vitória do Pinheiros no masculino, no feminino e no geral, enquanto a B3 Atletismo ficou em 2º lugar nas 3 classificações.

A equipe pro Mundial já conta com 24 atletas, sem contar os maratonistas e revezamentos. Não é tão grande, mas tem ótima qualidade. A CBAt está no rumo certo.

Mundial Juvenil de Atletismo – Dia 3

Uma prova histórica de barreiras, o Brasil não pega uma medalha por muito pouco e uma final espetacular do salto com vara.

Sessão diurna

Apenas eliminatórias na manhã de quinta-feira. O destaque brasileiro foi a excelente qualificação do disco feminino! Pelo grupo A, Izabela da Silva só precisava de 52,00m para passar para a final. Logo na primeira tentativa, fez 51,63m, o que já seria praticamente suficiente. Na segunda, lançou o disco a 55,96m, novo recorde juvenil brasileiro, e a colocou com a melhor marca na quali entre 32 atletas dos dois grupos! A segunda colocada foi uma alemã com 53,46m, 2,5m pior. Vamos ver na final desta sexta.

Na quali do salto triplo, Núbia Soares fez 13,27m e avançou para a final com a 7ª marca. Gabriele dos Santos ficou em 13º com 13,13m, não avançando por 1cm. A melhor marca ficou com a francesa Rouguy Diallo com 13,77m.

Na pista, Jucian Pereira disputou a semi dos 400m com barreiras, ficando em 5º na suabateria com 51.98, não passando para a final. O melhor tempo foi do barenita Ali Khamis Khamis com 49.93, quase 1s melhor que o segundo melhor tempo.

Nos 200m, Vitor Hugo dos Santos, prata no último mundial de menores nesta prova, ficou em 2º na sua bateria com 21.33 e passou para a semifinal. Gabriel Constantino ficou em 4º na sua bateria com 21.37 e não passou. O melhor tempo foi do americano Tretavis Friday com 20.60. Na prova feminina, Vitoria Cristina Rosa fez 24.05, ficando em 3ª na sua bateria e avançando para a semi. Mirna da Silva, que estará nos Jogos Olímpicos da Juventude, ficou em 5º na sua bateria com 24.56 e não avançou. O melhor tempo foi de 23.31, feito pela alemã Gina Lückenkemper e pela americana Kaylin Whitney (foto).

No arremesso de peso, Valdivino dos Santos fez 18,45m, termianndo em 15º e não passando para a final. Melhor marca do egípcio Mostafa Hassan com 19,84m.

Tivemos também as eliminatórias dos 3.000m com obstáculos feminino, com destaque para o melhor tempo da queniana Rosefline Chepngetich com 9:52.63 e pro recorde sul-americano juvenil da peruana Zulema Arenas com 9:54.12. Nos 400m feminino, o melhor tempo foi da americana Jade Miller com 57.85.

No campo, a quali do martelo masculino com o húngaro Bence Pásztor com a melhor marca de 79,26m. O argentino Joaquin Goméz, 4º, bateu o recorde juvenil sul-americano com 75,77m. Na quali do salto com vara masculino, 13 atletas passaram para a final, com 9 deles chegando a 5,20m.

Sessão noturna

Sete finais de altíssimo nível!

A melhor prova da pista foi a final dos 110m com barreiras. Numa final espetacular, o francês Wilhem Belocian se tornou o primeiro juvenil a correr a prova abaixo dos 13s, terminando com 12.99, o segundo recorde mundial juvenil da competição! A prata para o jamaicano Tyler Mason com 13.06, tempo também inferior ao recorde mundial anterior do chinês Xiang Liu de 13.12. O bronze foi para o britânico David Omoregie com 13.35.

A final mais esperado por nós foi a última, a dos 1.500m masculino. Thiago André chegou muito bem cotado e teve tudo para pegar uma medalha. No começo da prova, ele estava encaixotado e por um momnto quase caiu, mas sempre se manteve entre os 4 primeiros. Na última volta, ele e 3 africanos se desgarraram do pelotão e parecia que iria pegar o bronze, mas na última curva, o atleta de Djibouti se recuperou e passou o brasileiro, que ficou com o 4º lugar com 3:42.58. O ouro ficou com o queniano Jonathan Sawe com 3:40.02, a prata para Abdi Mouhyadin do Djiouti com 3:41.38 e o bronze para outro queniano, Hillary Ngetich com 3:41.61. Primeiro top 8 do Brasil.

Nos 400m masculino, o trinitino Machel Cedenio onfirmou o favoritismo e disparou na metade da prova, vencendo muito tranquilo com 45.13, melhor tempo do ano juvenil. A mais de 1s, a prata foi para o japonês Nobuya Kato com 46.17 e o bronze ficou com o barenita Abbas Abubakar Abbas com 46.20.

A final dos 800m feminino foi meio maluca. Logo no começo, uma das quenianas sentiu uma fisgada e abandonou. Aí a islandesa Anita Hinriksdottir assumiu a liderança. Campeã mundial de menores ano passado, ela bem que tentou, mas faltando 200m pro fim, não suportou o passo e abandonou a prova. Aí sobrou pra queniana Margaret Wambui vencer e levar o ouro com 2:00.49. A cubana Sahily Diago, outra favorita, não agentou o ritmo e foi prata com 2:02.11 e o bronze ficou para a australiana Georgia Wassall, que aproveitou a saída das favoritas, com 2:02.71.

Na final dos 3.000m feminino, novamente os africanos subestimaram os concorretes. Crentes que iam vencer no final, as quenianas não fizeram esforço e, na última volta, deixaram a americana Mary Cain passar e ficar com o ouro com 8:58.48. Lilian Rengeruk prata com 9:00.53 e Valentina Mateiko bronze com 9:00.79 deram mais duas medalhas pra o Quênia.

No campo, mais 4 finais.

O arremesso de peso masculino foi até chato. Isso porque o polonês Konrad Bukowiecki foi tão superior aos outros, que não teve graça. Ele venceu com 22,06m, melhor marca juvenil no ano e por pouco não bateu o recorde da competição. Seu pior arremesso foi 1m maior que o vencedor da prata, que ficou com o holandÊs Denzel Comenentia com 20,17m. O bronze foi para o americano Braheme Days com 20,01m

No salto em distância masculino, dobradinha chinesa como esperado. Jianan Wang conseguiu 8,08m na 3ª tentativa, ficando com a vitória. Qing Lin foi prata com 7,94m e o japonês Shotaro Shiroyama com 7,83m completou o pódio asiático. O brasileiro Lucas Marcelino dos Santos competiu no sacrifício com uma lesão e foi 9º com 7,56m.

Ótimo final do lançamento de dardo feminino. A russa Ekaterina Starygina liderava com 55,98m. Aí, no último lançamento, a sueca Sofi Flink, campeã há dois anos, saiu do bronze e colocava uma mão no ouro com 56,70m. No último lançamento da final, a russa fez 56,85m e roubou de volta o ouro! O bronze fcou com a croata Sara Kolak com 55,74m. Edivania Araújo disputou a final, terminando em 10ª com 49,84m.

Na final mais espetacular do campo, o salto com vara feminino, chuva de recordes! A favorita era a russa Alena Lutkovskaya, que saltou 4,20m de primeira e resolveu que só voltaria a saltar em 4,35m. A americana Desiree Freier passava cada altura na primeira tentativa e fez o mesmo em 4,35m. A russa precisou de 2 chances e estava com o bronze no momento. No 4,40m, a russa decidiu não saltar, mas a americana e a neozelandesa Eliza McCartney passaram apenas na segunda e quem assumiu a liderança foi a australiana Nina Kennedy, que passoud e primeira! Em 4,45m, foi a vez da russa e da americana passarem de primeira eestavam empatadas com o ouro. A neozelandesa passou na segunda e a australiana não conseguiu, terminando em 4º. Com 4,50m, Lutkovskaya passou na 2ª e viu a americana e a neozelandesa errarem. O ouro ficou com a russa com 4,50, igualando o recorde da competição. Freier foi prata com 4,45m, quebrando o recorde americano nos 4,40 e o continental com 4,45. Bronze para a Nova Zelândia com 4,45m, recorde nacional.

Foram ainda 3 semifinais. Nos 200m masculino, Vitor Hugo dos Santos largou mal, correu mal e ainda foi desclassificado. Melhor tempo novamente de Trentavis Friday, com 20.35. Na semi feminina, Vitória Cristina Rosa foi 4ª na sua semi com 24.01 enão avançou. Melhor marca da sueca Irene Ekelund com 22.97. E na semi dos 400m feminino, melhor tempo da cubana Gilda Casanova com 52.45.

O Mundial segue nesta sexta com mais 10 finais.

Mundial Juvenil de Atletismo – Dia 1

A tradicional pista de Hayward Field, em Eugene, Oregon, recebe esta semana a 15ª edição do Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo. A pista já recebeu seis vezes o campeonato americano e cinco seletivas olímpicas americanas, incluindo as duas últimas.

No primeiro dia, basicamente apenas eliminatórias e qualificações e apenas uma final, os 10.000m masculino.

Sessão diurna

Os brasileiros começaram muito bem no Mundial. Dos 10 que estrearam nesta terça, 7 avançaram de fase, 2 competiram no decatlo e apenas um foi eliminado.

No dardo feminino, Edivania Araújo fez a 11ª marca da quali com 51,64m e se classificou para a final. A melhor marca foi da polonesa Maria Andrejczyk com 56,23m.

Nos 1.500m masculino, Thiago André fez uma excelente prova, vencendo sua bateria com 3:47.68 e se classificando para a final. Na final, ele terá “apenas” 4 africanos como concorrentes, sendo que os dois etíopes e os 2 americanos não avançaram. Thiago chegou muito bem cotado com o 5º tempo de classificação e pode levar uma medalha nesta prova.

Nos 110m com barreiras, Gabriel Constantino foi o 2º na 4ª bateria com 13.88 e Julio Cesar de Oliveira foi 3º na 6ª bateria com 13.80 e ambos avançaram às semifinais. O melhor tempo das eliminatórias ficou com o britânico David Omoregie com 13.24.

Prata nos 200m ano passado no Mundial de Menores, Vitor Hugo dos Santos (foto, em primeiro plano) foi 3º na sia série com 10.49 e passou para as semifinais. Na sua bateria, o melhor tempo do dia, com o americano Trayvon Bromell (foto, de faixa branca)com 10.13, favorito ao ouro e que correu este ano o novo recorde mundial júnior com 9.97.

Nas outras provas da sessão, a islandesa Anita Hinriksdottir, campeã mundial menor e europeia juvenil em 2013, fez o melhor tempo com 2:03.41. No salto com vara feminino, 11 atletas saltaram 4,10m e estão na final. A surpresa foi a eliminação da venezuelana Robeilys Peinado, campeã mundial menor em 2013.

Sessão noturna

A única final do dia foi a dos 10.000m masculino. Eram 38 atletas, um número bem alto, ainda mais numa prova juvenil. Começou bem embolado, mas logo no começo os dois japoneses abriram quase 100m sobre o resto do pelotão. Logo após a metade da prova, a armada africana começou a apertar, até ultrapassar os dois japoneses após os 6.000m. Com a briga interna entre 6 atletas, as voltas foram passando e vários retardatários ficaram para trás. A vitória ficou com Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, com 28:32.86, seguido de dois quenianos: Elvis Cheboi com 28:35.20 e Nicholas Kosimbei com 28:38.68.

Nas eliminatórias dos 100m feminino, Vitoria Cristina Rosa aproveitou a absurda desclassificação da equatoriana Angela Tenorio, que não queimou nada e os sensores disseram que ela queimou por quase meio segundo, e venceu sua bateria com 11.60. Bronze nesta prova no último mundial, Tamiris de Liz ficou em segundo lugar na sua bateria com 11.68 e também avançou. O melhor tempo do dia foi da britânica Dina Asher-Smith com excelentes 11.18. Tenorio teve uma nova chance correndo sozinha, fazendo 11.27, 2ª melhor tempo.

A única brasileira eliminada no dia foi Janaina Fernandes no salto em distância, com apenas 5,71m e o 28º lugar. A melhor marca foi da norueguesa Nadia Assa com 6,39m, recorde nacional.

Nos 400m masculino, o melhor tempo ficou com o japonês Nobuya Kato com 46.23. No martelo feminino, nove atletas alcançaram a marca mínima para a final, com a favorita ucraniana Alona Shamotina fazendo a melhor marca com 64,78m, mais de 1m melhor que a segunda.

Após 5 provas no decatlo, o australiano Cedric Dubler liderava com 4.329 pontos. Jefferson Santos fechou o dia em 13º com 3.978 e Alex Soares o 19º com 3.903. Alex fez 4 melhores marcas pessoais em 5 provas e Jefferson fez 3. No heptatlo, após 4 provas, a liderança parcial estava com a britânica Morgan Lake com 3.821 pontos, após uma espetacular prova no salto em altura com 1,94m e 1.158 pontos!