Atletismo dando um show na semana!

Tá muito bom acompanhar o atletismo nesse ciclo olímpico. Já era esperado um bom ciclo da Erica Sena, do Caio Bonfim, do Darlan Romani, do Thiago Braz e dos atleta do salto triplo, mas o que estamos vendo é uma equipe excelente, de altíssimo nível e que pode brigar por várias finais e por medalhas no Mundial e em Tóquio-2020!

Essa semana foi um retrato disso.

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Paulo André ao vencer os 200m na Universíade. Foto: Divulgação

Na terça-feira, dia 9, Gabriel Constantino, que vem correndo demais nos 110m com barreiras, venceu prova na cidade húngara de Székesfehérvár com 13.18 (vento +0,8m/s) e bateu o recorde sul-americano da prova que era dele mesmo, de 13.23, obtido em junho de 2018.

No mesmo dia veio o 1º ouro do atletismo do Brasil na Universíade, em Nápoles, na Itália. Paulo André de Oliveira sobrou pra vencer com 10.09 (-0,1), enquanto Rodrigo do Nascimento foi bronze com 10.32.

Na quinta-feira, show do Alison dos Santos nos 400m com barreiras em Nápoles com mais um ouro. Não foi apenas um ouro, mas uma vitória com 48.57, sua melhor marca pessoal, recorde sul-americano sub20 e nada menos que o 5º tempo do mundo no ano! Uma hora depois, Paulo André voltou à pista para vencer os 200m com 20.28, sua melhor marca pessoal por 0.01.

Já nesta sexta-feira, foi a vez de Gabriel Constantino voltar ao topo, vencendo os 110m com barreiras na Universíade com 13.22 (+0,1), seu 2º melhor tempo da carreira.

Também nessa sexta tivemos a excelente prova de Thiago Braz no salto com vara, na etapa de Mônaco da Diamond League. Falhando muito desde 2017, Thiago não tinha convencido ainda desde que foi campeão olímpico no Rio. Tinha saído um 5,90m indoor em fevereiro de 2018 e só. Mas dessa vez ele encaixou a prova e foi muito bem, ficando em 3º lugar com 5,92m, seu melhor salto desde a final olímpica, quando venceu com 6,03m! Será que agora vai? A vitória em Mônaco foi do polonês Piotr Lisak com 6,02m, melhor salto do mundo este ano.

Embora a CBAt ainda não tenha definido os critérios para a classificação olímpica, já temos 11 atletas com índice olímpico obtidos no período de classificação:

  • Paulo André – 100m (10.04)
  • Gabriel Constantino – 110m com barreiras (13.18)
  • Eduardo Santos Rodrigues – 110m com barreiras (13.30)
  • Alison Santos – 400m com barreiras (48.57)
  • Daniel Chaves da Silva – maratona (2:11:10)
  • Caio Bonfim – marcha 20km (1:18:47)
  • Thiago Braz – salto com vara (5,92m)
  • Almir dos Santos – salto triplo (17,15m)
  • Darlan Romani – arremesso de peso (22,61m)
  • Erica de Sena – marcha 20km (1:27:38)
  • Andressa de Morais – lançamento de disco (65,34m)

Esses atletas fizeram marcas abaixo do índice olímpico este ano, mas antes do 1º de maio:

  • Gabriel Constatino (já tem índice em outra prova) – 200m (20.21)
  • Alexsandro Melo – salto triplo (17,31m)
  • Fernanda Borges – lançamento de disco (64,16m)

De olho no atletismo para 2020!

Estou bem animado com o atletismo brasileiro! Não digo que ganharemos um monte de medalhas em Tóquio ou no Mundial de Doha este ano, mas devemos ter um recorde de finais (top8) e marcas bem expressivas. E o sub-10 nos 100m está cada vez mais próximo!

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Alison dos Santos. Foto: Ricardo Bufolin/CBAt

Este fim de semana foi de resultados muito interessantes com os brasileiros de olho nos índices pro Mundial e pro Pan. Bragança Paulista recebeu o GP Caixa de Atletismo, que faz parte do circuito mundial da IAAF e, novamente, não recebeu quase nenhum grande nome. A melhor prova foi o arremesso de peso masculino, onde o favorito Darlan Romani perdeu para o nigeriano Chukwuebuka Enekwechi mesmo fazendo ótimos 21,69m! O nigeriano venceu com 21,77m, melhorando seu PB em 49cm e o recorde nacional em 1cm. Foi a 2ª melhor marca da história para um africano.

No salto com vara, Thiago Braz mais uma vez decepcionou. O campeão olímpico terminou em 4º com 5,45m. Augusto Dutra saiu com a vitória na prova com 5,75m, seu melhor salto em 4 anos! No disco feminino, Andressa Morais ficou em 2º com ótimos 64,86m, a apenas 24cm do seu recorde sul-americano.

Gabriel Constantino venceu os 110m com barreiras com excelentes 13.24, apenas 0.01 do seu recorde sul-americano, mas o vento de 3,8m/s não poderia validar nenhum recorde novo. Ainda assim, um ótimo tempo.

Quem vem brilhando este ano é Alison dos Santos, de apenas 18 anos. Ele esteve na equipe ouro no Mundial Sub18 em 2017 no 4x400m e foi bronze nos 400m com barreiras no Mundial Sub20 em 2018. Na semana passada ele havia batido o recorde sul-americano sub20 dos 400m com barreiras com 49.48 em prova na Califórnia. Neste domingo, venceu em Bragança com excelentes 48.84! Melhorando 0.64 seu recorde pessoal! Alison fez a 4ª melhor marca do ano no mundo e está atrás apenas do espetacular Abderrahman Samba, com 47.51, de um indiano com 48.80 e de um sul-africano com 48.81. Sua marca o coloca como o 13º mais rápido da história no sub20.

Outra ótima marca no fim de semana foi do maratonista Daniel Chaves. Ele ficou em 15º na maratona de Londres com 2:11:10, correndo abaixo do índice olímpico, se tornando o 2º brasileiro com índice para Tóquio, junto com a marchadora Érica Sena. Daniel agora é o 13º melhor brasileiro da história na maratona e fez o melhor tempo do país desde dezembro de 2015, quando Paulo Roberto Paula marcou 2:11:02 na maratona de Fukuoka, no Japão.

Enquanto isso, nosso melhores velocistas estão em treinamento nos EUA para aprimorar suas provas individuais e o revezamento. Paulo André tem 10.02 obtidos em 19 de abril e é o 3º melhor do ano na prova. Já vem namorando há tempos a marca de 10.00, atual recorde sul-americano. Desse ano não passa!

3 medalhas para comemorar no fim de semana

Num fim de semana cheio de bons resultados pro esporte brasileiro, 3 medalhas se destacaram em 3 provas dos seus respectivos circuitos mundiais e que estavam praticamente completas, com todos os maiores nomes da modalidade.

Quatro brasileiros competiram na Diamond League de Eugene, nos EUA.

Em sua 1ª temporada entre os melhores do mundo, Almir dos Santos foi bronze no salto triplo com 17,35m, obtidos no 2º salto. Ele liderou por boa parte da prova, até que os americanos Christian Taylor com 17,73m no último salto e Will Claye com 17,46m no 5º o passaram. A única grande ausência na prova foi do cubano Pedro Pablo Pichardo.

No arremesso de peso, Darlan Romani se afirmando como um dos melhores do mundo. Depois de quebrar mais um vez o recorde sul-americano na semana passada com 21,94m, ele melhorou a marca em 1cm e, com 21,95m, foi bronze na etapa. A vitória foi do americano campeão olímpico no Rio Ryan Crouser com espetaculares 22,53m, seguido do polonês Michal Haratyk com 21,97m. Estavam na prova o neozelandês Tom Walsh (4º com 21,84m), o alemão David Storl, o polonês Konrad Bukowiecki e os americanos Joe Kovacs, Ryan Whiting e Darrell Hill. Prova absurdamente forte. No último arremesso, Darlan fez mais de 22m, mas foi invalidado por muito pouco.

Também competiram em Eugene (mas em provas que não valiam pro circuito da Diamond League) Thiago Braz, que mais uma vez decepcionou e ficou sem marca no salto com vara, queimando as 3 em baixos 5,41m, e Thiago André, 9º na prova da milha com 3:56.03.

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Isaquias Queiroz em Duisburg. Foto: CBCa

Já na Alemanha, em Duisburg, a seleção masculina de canoa foi pra 2ª etapa da Copa do Mundo. Isaquias Queiroz foi o destaque ao levar duas medalhas de prata, no C1 1.000m e no C1 500m. Em ambas ficou atrás do checo Martin Fuksa e na frente do alemão Sebastian Brendel. Nos 1.000m no sábado, Fuksa venceu com 3:42.385, melhor tempo da história, contra 3:44.708 do brasileiro e 3:45.727 do alemão. Nos 500m no domingo, Fuksa fez 1:46.888, Isaquias 1:47.449 e Brendel 1:47.979.

Nas provas do C2, Erlon Silva e Maico Santos ficaram em 4º nos 500m, em 7º nos 200m e em 8º nos 1.000m. Bom ficar de olho no Jacky Godmann, de 19 anos, 2º na FInal B dos 1.000m e 3º na Final B dos 200m.

Mundial de Atletismo Indoor – Final

Para encerrar o Mundial, 8 belas finais e um recorde mundial para fechar com chave de ouro.

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Andrew Pozz (GBR) comemorando o título nos 60m com barreiras. Foto: IAAF

O britânico Andrew Pozzi fez o melhor tempo nas semifinais dos 60m com barreiras, marcando 7.46, seguido do cipriota Milan Trajkovic com 7.51, recorde nacional indoor. O brasileiro Guilherme Constantino ficou em 4º na sua semi com 7.61 e pegou a última vaga por tempo para a decisão. Na final, Trajkovic queimou a largada e foi desclassificado. Na prova, Pozzi ficou lado a lado com o americano Jarret Eaton e o britânico fechou com o ouro com 7.46 contra 7.47 de Eaton. O francês Aurel Manga completou o pódio com 7.54. O brasileiro terminou na ótima 6ª posição com 7.71.

Nos 3.000m masculino, dobradinha etíope com Yomif Kejelcha vencendo com 8:14.41 e Selemon Barega com 8:15.59. O queniano Bethwell Birgen foi bronze com 8:15.70, prevenindo um pódio todo etíope por apenas 0.06. Bronze no Rio-2016 nos 5.000m, Hagos Gebrhiwet acabou em 4º com 8:15.76.

Prata no Rio, Francine Niyonsaba, de Burundi, venceu os 800m feminino com 1:58.31, melhor marca do mundo este ano, para selar o bicampeonato mundial indoor da prova. Com a prata a americana Ajeé Wilson fez 1:58.99 e a britânica Shelayna Oskan-Clarke foi bronze com 1:59.81. Nos 1.500m masculino, o título ficou com o etíope Samuel Tefera com 3:58.19, numa prova muito lenta, mas muito disputada. O polonês Marcin Lewandowski ficou em 2º com 3:58.39 e o marroquino Abdelaati Iguider bronze com 3:58.43. Os 7 primeiros chegaram juntos, com uma diferença de apenas 0.73!

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Revezamento 4x400m masculino polonês com o WR. Foto: IAAF

A equipe dos Estados Unidos sobrou para vencer o revezamento 4x400m feminino com 3:23.85, recorde do campeonato. Polônia com 3:26.09 e Grã-Bretanha com 3:29.38 completaram o pódio. Na última prova de pista do Mundial, o 4x400m masculino, uma grande disputa entre EUA e Polônia. Os americanos lideraram por toda a prova, mas no final Jakub Krzewina ultrapassou Vernon Norwood para dar o ouro pra Polônia com 3:01.77, novo recorde mundial por apenas 0.19! O recorde havia sido batido há menos de um mês por uma equipe americana com 3:01.96. No Mundial, os EUA fizeram 3:01.97 pra levar a prata. A disputa do bronze foi pro photo finish e a Bélgica comandada pelos 3 irmãos Borlée fez 3:02.51 contra 3:02.52 de Trinidad & Tobago.

Campo

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Renaud Lavillenie (FRA). Foto: IAAFG

Oito atletas chegaram pra disputa do salto com vara masculino com mais de 5,85m este ano! Numa longuíssima final, a vitória acabou com o grande francês Renaud Lavillenie, o que adora os brasileiros. Ele chegou com uma prova perfeita em 5,90m ao lado de outros 6 atletas que vinham tendo mais dificuldade nos saltos. Lavillenie passou na 2ª tentativa, forçando o americano Sam Kendricks a ir para 5,95m com apenas uma chance, que não foi bem-sucedida, dando o 3º ouro ao francês em mundiais indoor e a prata ao americano. O polonês Piotr Lisek foi o único outra a passar de 5,85m, mas queimou as 3 em 5,90m e ficou com o bronze. O brasileiro Thiago Braz pra variar não fez uma boa prova em Mundiais. Precisou dos 3 saltos para passar por 5,60m, não salto em 5,70m e foi direto para 5,80m, errando as 3 e terminando em 12º.

Bronze no Rio, a sérvia Ivana Spanovic abriu a final do salto em distância feminino com 6,89m, mas viu as americanas Quanesha Burks e Brittney Reese ameaçarem-na com 6,81m e 6,76m respectivamente. No 2º salto, a alemã Sosthene Moguenara-Taroum marcou 6,85m e foi pro 2º lugar. Reese melhorou para 6,77m e, no 4º salto, fez 6,89m para empatar com a sérvia, mas ficar na frente pelos critérios de desempate. Logo em seguida, Spanovic saltou 6,96m para selar o ouro e não perdê-lo mais. Rees acabou com a prata e Moguenara-Taroum com o bronze.

Após 26 finais, os EUA ficaram na frente no quadro de medalhas com 18 medalhas, sendo 6 ouros, 10 pratas e 2 bronzes. A Etiópia com 4-1-0 veio em seguido. Polônia 2-2-1, Grã-Bretanha 2-1-4, Atletas Neutros (Rússia) 2-1-0 e França 2-0-1 foram os outros a vencerem mais de 1 ouro. Ao todo, 14 países ficaram com um ouro e 33 medalharam.

Foi um bom Mundial pro Brasil, com a bela prata de Almir dos Santos no salto triplo, o 4º lugar de Darlan Romani no peso e o 6º de Gabriel Constantino nos 60m com barreiras. O próximo Mundial indoor será em 2020 em Nanjing, na China.

Resumo olímpico da semana

Tênis

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João Pedro Sorgi

Com equipe desfalcada, o Brasil sofreu para vencer a República Dominicana no Zonal Americano por 3-2.  Começando com João Pedro Sorgi, o Brasil perdeu o 1º jogo por 62 46 76(3) para José Hernandez-Fernandez. Na 2ª partida Thiago Monteiro sofreu para vencer Roberto Cid Subervi, 468º do ranking da ATP, por 67(6) 75 62. Nas duplas, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner passaram com 63 64 sobre Nick Hardt e José Olivares. Nos jogos reversos de simples, Thiago perdeu 64 76(4) para Hernandez-Fernandez e o confronto chegou a 2-2.

No jogo decisivo, Sorgi, que é hoje o 364º do mundo obteve a vitória mais importante da carreira com 67(8) 61 64 sobre Cid Subervi e o Brasil venceu, marcando encontro com a Colômbia em abril, fora de casa.

Atletismo

Thiago Braz disputou na cidade alemã de Karlsruhe a 1ª etapa do novo circuito indoor da IAAF, mas queimou as 3 tentativa em 5,45m, terminando sem marca válida. A vitória foi do alemão Raphael Holzdeppe, com 5,88m.

Em Torneio Indoor em São Caetano do Sul, Talles Silva foi o destaque ao bater o recorde brasileiro indoor do salto em altura com 2,26m. Darlan Romani fez 21,06m no arremesso de peso e confirmou o índice pro Mundial Indoor. Já Vitor Hugo dos Santos fez 6.67 nos 60m e ficou a 0.04 do índice.

Gilberto Silvestre Lopes e Jenifer do Nascimento Silva venceram a Copa Brasil de Cross-Country, em Bragança Paulista e foram convocados para o Campeonato Pan-Americano, que será na outra semana em El Salvador. Também foram convocados os vices Valério de Souza Fabiano e Maria Aparecida Ferraz e os campeões da prova Sub-20 Francisco Perrout Lima e Raquel de Carvalho Xavier.

Tiro

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Felipe Wu (centro). Reprodução

Felipe Wu disputou 3 provas da pistola de ar 10m no torneio Intershoot, na Holanda, saindo com 2 medalhas. No 1º dia ficou com o ouro após 576 na quali e 242,2 na final contra 239,8 do japonês Matsuda Tomoyuki. No 2º dia, fez os mesmo 576 pontos na quali, mas na final acabou em 5º após alguns tiros ruins. No 3º dia de prova, foi o 2º melhor na quali com 586 e na decisão perdeu pro veterano português João Costa por 241,7 a 241,4.

Esgrima

Atual 5º do ranking mundial juvenil na espada, Alexandre Camargo perdeu na 4ª rodada da Copa do Mundo juvenil em Sabac, na Sérvia e terminou na 28ª posição. Depois de passar pela fase de poules, ele foi bye na 1ª rodada, venceu belga por 15-9, norueguês por 15-8 até perder por 15-14 para francês Arthur Philippe. Por equipes, o Brasil fez uma boa campanha. Venceu na estreia 45-43 a Ucrânia e perdeu nas 8as 45-36 pra Hungria. Nos combates classificatórios venceu 42-40 a Romênia e 45-33 a Espanha, perdendo na disputa do 9º lugar 45-33 pra Suíça. Um bom 10º lugar.

Ana Beatriz Bulcão disputou a Copa do Mundo adulta de florete feminino em Alger, na Argélia, perdeu na 1ª rodada preliminar de 15-7 para australiana e terminou em 101º lugar.

Outros Esportes:

Raphaela Galacho foi prata no US Open de taekwondo, em Las Vegas. Cabeça 1, ela venceu 3 americanas e pegou mais uma na decisão, que precisou abandonar por conta de uma lesão para a americana Madelynn Gorman-Shore. Os brasileiros ganharam mais duas medalhas na categoria Jr e 3 no parataekwondo.

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Garipov no pódio em Zagreb. Foto: CBW

Marat Garipov, cazaque naturalizado brasileiro, foi medalha de prata no Grand Prix de Zagreb de luta greco-romana. Ele venceu duas lutas e perdeu na decisão pro turco Dogus Ayaczi por 8-0.

Ane Marcelle Santos e Lugui Cruz venceram a seletiva de tiro com arco para as etapas de Antalya (TUR) e Salt Lake City (USA) da Copa do Mundo. Eles foram os únicos a atingirem os índices no round duplo-70m nas duas tentativas. Ane Marcelle fez 648 no domingo (índice era 629) e Lugui fez 651 também no domingo (índice 650).

Adilson da Silva não passou pelo corte do Maybank Championship, na Malásia, válido pelo Tour Europeu e Asiático de golfe.

– A seleção de Rugby XV do Brasil derrotou por 16-14 o Chile na abertura do Campeonato das Américas, jogando fora de casa. Com a vitória, o Brasil subiu para 25º lugar no ranking mundial masculino, sua melhor colocação da história.

Resumo olímpico da semana

Vela

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Jorge Zarif

Jorge Zarif foi o melhor brasileiro na 2ª etapa da Copa do Mundo 2017-18 de vela, em Miami. Depois de um começo razoável na Classe Finn, ele foi melhorando, mas acabou em 4º no geral com 61 pontos, 7 a menos que o medalhista de bronze. O britânico Gilles Scott venceu com apenas 19 pontos perdidos em 10 regatas. Carlos Lorente e Marco Grael na 49er foram os únicos além de Zarif a pegarem regata da medalha, terminando em 8º no geral.

Entre os top20 também tivemos: Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram em 12º na 470 feminina, Samuel Albrecht e Bruna de Mello em 13º na Nacra 17, João Bulhões e Gabriela de Sá em 14º também na Nacra 17 e Geison Dzioubanov e Gustavo Thiesen em 16º na 470 masculina.

Atletismo

Thiago Braz retornou às competições após 6 meses afastado por lesão. O campeão olímpico do salto com vara foi prata no meeting indoor de Berlim com 5,70m, ficando atrás do polonês Piotr Lisek, que venceu por 5,83m. A sua última competição havia sido na Diamond League de Rabat, no Marrocos, em julho de 2017. Thiago segue na Europa treinando com o técnico russo Vitaly Petrov de olho no Mundial Indoor de Birmingham, em março.

Em provas nos EUA, Almir Cunha dos Santos venceu o salto triplo em Geneva, Ohio, com 16,90m. No Texas, Rosângela Santos foi prata nos 60m Houston com 7.25.

Esgrima

Alexandre Camargo avançou para a chave final da Copa do Mundo de espada masculina em Heidenheim, na Alemanha. Depois de uma fase de poules ruim com 2 vitórias e 4 derrotas, ele venceu 15-9 australiano, 15-13 sueco e 15-14 estoniano para chegar na chave principal, mas acabou enfrentando o número 2 do mundo, o sul-coreano Jung Jinsun e perdeu de 15-11, terminando em 63º. Por equipes, o Brasil perdeu na estreia, mas fez um bom combate contra a Ucrânia perdendo por 45-38, terminando em 27º.

Na Copa do Mundo de florete feminino juvenil, em Zagreb, Mariana Pistoia ficou em 36º. Na fase de poules ela venceu 5 dos 6 combates, depois venceu 15-4 romena perdendo de 15-7 para russa na rodada de 64.

Outros Esporte:

Douglas Brose foi o destaque brasileiro na Premier League de Paris de karatê. Ele venceu 5 lutas até perder na decisão de 2-1 para o cazaque Darkhan Assadilov na categoria 60kg. Valéria Kumizaki nos 55kg e Vinícius Filgueira nos 67kg perderam nas 8as.

Raiza Goulão venceu a Costa Blanca Bike Race de mountain bike, na Espanha. Em prova de duplas, a brasileira competiu ao lado da australiana Rebecca Henderson. Após 4 etapas, elas venceram com 9h42min43, mais de 20min de vantagem.

Felipe Wu disputou 2 provas da pistola de ar 10m em torneio na Alemanha, terminando em 12º (579 pontos) e 27º (575)

– Na seletiva nacional de canoagem pros Jogos Olímpicos da Juventude, em Muzambinho, Diego Nascimento, João Victor Vieira e Maria Schilkmann se classificaram para o pré-olímpico mundial em Barcelona, que dará vagas para os Jogos.

Adilson da Silva não passou do corte no Aberto de Myanmar de golfe, válido pelo Tour Asiático, por 2 tacadas.

Resumo olímpico da semana

Atletismo

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Fabiana Moraes

Marca excepcional de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras. A atleta do Pinheiros venceu a prova em meeting na cidade espanhola de Ávila com 12.84 (+0,8m/s), seu recorde pessoal. Além da marca pessoal, ela fez a 2ª melhor marca da história para uma atleta sul-americana, perdendo apenas para o recorde continental de Maurren Maggi, de 12.71 desde 2001! Fabiana também atingiu o índice pro Mundial de Londres.

Na etapa marroquina de Rabat da Diamond League, o finalista olímpico Altobeli da Silva foi oitavo nos 3.000m com obstáculos com bons 8:23.67, melhorando seu recorde pessoal em pouco mais de 2s. Outros 3 brasileiros competiram. Darlan Romani foi 6º no arremesso de peso com 21,08m, Núbia Soares fez apenas 13,69m no salto triplo e Thiago Bráz mais uma vez decepcionou, ficando sem marca no salto com vara. Queimou as três em 5,40m.

Em São Bernardo, Lucas da Silva Carvalho ratificou o índice pro Mundial nos 400m com 45.37, melhorando o tempo que tinha de 45.45. No lançamento de martelo, Allan Wolski melhorou seu recorde pessoal para bons 75,22m, 3ª melhor marca da história na América do Sul, mas ainda abaixo do índice pro Mundial, que é de 76m.

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Letícia Bufoni

No X-Games em Minneapolis, Kelvin Hoefler deu show na prova de street, que será olímpica em Tóquio. Ele fez uma prova quase perfeita na 2ª passagem tirando espetaculares 92,33 para levar o ouro a frente dos americanos Alec Majerus (88,66) e Nyjah Huston (88,00). Após a sua excelente passagem, Kelvin rasgou no meio a camiseta para comemorar.

Na prova feminina, Leticia Bufoni ficou com o bronze com 82,00, atrás da japonesa de 15 anos Aori Nishimura (87,66) e da americana Samarria Brevard (84,66).

Outros Esportes:

Ygor Coelho chegou às 4as do GP do Canadá de badminton em Calgary. Ele venceu 3 partidas até perder de 21-9 21-9 para o sul-coreano Lee Hyun-il, cabeça 1 do torneio.

Gideoni Monteiro ficou em 5º em prova de Omnium na Itália com 104 pontos. A vitória foi do italiano campeão olímpico Elia Viviani.

Alexandre Rocha foi 29º em competição de golfe em Utah, válida pelo web.com Tour. Ele somou 269 tacadas, 6 a mais que o campeão, mas não pontuou pro ranking mundial.

– Em sua primeira prova desde setembro, Pamella Oliveira foi 23ª na etapa de Hamburgo da Série Mundial de triatlo, no formato sprint, com 1:01:23 em prova vencida por Flora Duffy, de Bermudas, com 59:00. Vittoria Lopes foi 33ª e Beatriz Neres 42ª. No masculino, Danilo Pimentel foi 45º e Manoel Messia não terminou.