Troféu Brasil – Final

O Troféu Brasil de 2017 acabou neste domingo com ótimas marcas em São Bernardo e a certeza de que o atletismo está indo no caminho certo.

Pista

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Márcio Teles e Hederson Estefani

Duas marcas chamaram muita atenção: o excelente tempo de 20.15 (+1,3m/s) de Aldemir Gomes da Silva Jr. nos 200m e 48.94 de Márcio Teles nos 400m com barreiras, recorde do Troféu. Este tempo colocaria Aldemir em 6º na final olímpica do Rio. Os dois conseguiram o índice pro mundial e nos 400m com barreiras Hederson Estefani também baixou do índice, com 49.13 e a prata. Vitória Cristina Rosa venceu os 200m feminino com 22.93 (+1,5m/s), ratificando o índice pro Mundial, assim como Rosângela Santos com 22.95.

Também venceram com índice Éder Souza nos 110m com barreiras com 13.47 (+0,8m/s) e Thiago André nos 800m com 1:44.81. Os outros campeões do dia foram: Altobeli da Silva nos 5.000m com 13:46.72, Maria Aparecida Ferraz nos 5.000m com 16:31.98, Kleidiane Jardim nos 1.500m com 4:23.58, Jailma Sales de Lima nos 400m com barreiras com 56.76, B3 Atletismo no 4x400m feminino com 3:35.45 e o EC Pinheiros no 4x400m masculino com 3:07.43.

Campo

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Laila Ferrer

O grande destaque no campo foi Núbia Soares no salto triplo. Ela saltou duas vezes para ótimos 14,56m ficando a apenas 2cm do recorde brasileiro! Tânia Ferreira da Silva ficou em 2º também com índice, de 14,13m. Geisa Arcanjo fez sua melhor marca do ano com 18,08m na primeira tentativa na final do arremesso de peso, mais uma vez melhor que o índice. Está chegando na marca que fez na final olímpica no Rio, com 18,16m, mas ainda longe do seu PB de 19,02m. No dardo, Laila Ferrer venceu com 62,52m, superando o índice pro Mundial de 61,20m.

Thiago Braz ainda não está no seu melhor, mas ficou com o ouro no salto com vara, empatando em 1º  com Augusto Dutra, ambos com 5,52m na 2ª tentativa e 3 erros no total. Ambos tentaram 5,62m, mas Augusto falhou 3 vezes e Thiago desistiu após sentir a panturrilha, preferindo se poupar. No heptatlo, Tamara Alexandrino venceu com bons 6.040, superando pela 1ª vez a barreira dos 6.000 pontos, mas ainda sem índice pro Mundial, que é 6.200. Vanessa Spindola fez 5.812, longe do seu PB de 6.188.

Os outros campeões foram Felipe Lorenzon no disco com fracos 57,97m, Paulo Enrique da Silva no dardo com 74,86m, Alexsandro de Melo no salto triplo com 16,42m, Fernando Ferreira no salto em altura com 2,25m e Julia Cristina dos Santos no salto em altura com 1,80m.

Por equipes, vitória do Pinheiros no masculino, no feminino e no geral, enquanto a B3 Atletismo ficou em 2º lugar nas 3 classificações.

A equipe pro Mundial já conta com 24 atletas, sem contar os maratonistas e revezamentos. Não é tão grande, mas tem ótima qualidade. A CBAt está no rumo certo.

GP Brasil tem marca histórica e dois campeões olímpicos

No último sábado, São Bernardo recebeu o GP Brasil de atletismo, que contou com a presença de 2 campeões olímpicos no Rio-2016: Thiago Braz e a polonesa bicampeã olímpica do lançamento de martelo Anita Wlodarczyk. Mas a presença dos dois foi abafada pela excelente prova do finalista olímpico Darlan Romani.

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Darlan Romani e sua marca histórica

Já falei do Darlan algumas vezes aqui e o incluí na lista de “5 nomes não tão novos para ficar de olho”. Treinado agora pelo cubano Justo Navarro, Darlan teve uma evolução sensacional e já é um dos melhores arremessadores do mundo. Na sua 1ª tentativa, Darlan abriu com bons 20,43m, mas na 2ª deu show com espetacular 21,82m! A marca é 80cm melhor que o recorde brasileiro dele obtido na final olímpica do Rio e 56cm melhor que o recorde sul-americano do argentino Germán Lauro, de 2013.

Com a marca, Darlan assume o 5º lugar do ranking de 2017 e é o 34º da história. A marca daria a ele a medalha de prata olímpica. Darlan está cada vez mais perto do Clube dos 22m.

Eis a evolução dele:

2010      17,19

2012      20,48

2013      20,08

2014      20,84

2015      20,90

2016      21,02

2017      21,82

Wlodarczyk foi o destaque feminino ao sobrar na prova do martelo com 78,00m. Ela é dona das 10 melhores marca da história e esta foi a 23ª vez que arremesso os 4kg para 78m ou mais. Já Thiago Braz decepcionou ficando em 2º com apenas 5,40m. Ele queimou as 3 em 5,60m e viu Augusto Dutra vencer a prova com esta marca. Mas Thiago está num treinamento de longo prazo já visando aos Jogos de Tóquio e ao recorde mundial do Lavillenie de 6,16m. Foram dois índices para o Mundial de Londres: Mateus Sá, bronze no Mundial Sub20 em 2014, venceu o triplo com 16,87m e Vitória Rosa faturou os 200m com 23.09.

Além dessas, poucas marcas de destaque para os brasileiros. Jéssica dos Reis venceu o salto em distância com 6,61m e Fernando Ferreira levou o salto em altura com 2,28m.

O foco agora é o Troféu Brasil, também em São Bernardo, que começa nesta sexta-feira.

Resumo da semana olímpica

Pólo Aquático

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Grummy

A seleção brasileiro masculina de polo aquático venceu o título da Copa UANA e garantiu vaga pro Mundial de Esportes Aquáticos em Budapeste. Na 1ª fase, o Brasil venceu 9-6=3 a Argentina, 29-5 Trinidad & Tobago e perdeu pro Canadpa por 8-4. Nas semifinais, nova vitória sobre a Argentina, por 11-5, e na decisão, uma ótima vitória de 6-5 sobre o Canadá. O Brasil foi pro último quarto perdendo de 4-3 e virou para 6-5. Grummy foi eleito o melhor jogador do torneio.

A seleção está bem diferente da que disputou os Jogos do Rio. Alguns jogadores saíram da seleção, alguns se aposentaram do esporte e o técnico não é mais o croata Ratko Rudic.

Esgrima

Na Copa do Mundo de florete em Bonn, Alemanha, Heitor Shimbo fez excelente fase de poules e se classificou direto pra chave principal. Guilherme Toldo precisou passara pelas rodadas preliminares, mas também chegou ao top64, onde ambos perderam na estreia: Toldo de 15-6 para o egípcio Alaaeldin Abouelkassem e Shimbo de 15-5 para o sul-coreano Heo Jun. Em Legnano, na Itália, Nathalie Moellhausen perdeu na estreia na Copa do Mundo de espada por 12-10 para a italiana Marta Ferrari.

Mas o belo resultado foi na prova por equipes no florete masculino. No 1º confronto, o Brasil derrotou por 41-40 a Grã-Bretanha e chegou às 4as de final. Pegando a forte Itália, levou uma surra de 45-17, depois peredu por 45-40 pra China e de 45-29 pra Alemanha, terminando na ótima 8ª posição, subindo para a excelente 7ª posição do ranking mundial.

Outros Esportes

Thiago Braz conquistou mais uma medalha em provas indoor na Europa. Em Berlim, o campeão olímpico foi prata no salto com vara com 5,70m, ficando atrás do polonês Piotr Lisek, com 5,86m. Em 3 competições, ele ficou com um ouro, uma prata e um bronze.

Letícia Cherpe de Souza, que disputou o revezamento 4x400m nos Jogos do Rio, estabeleceu novo recorde brasileiro indoor nos 400m na sexta-feira, dia 10. Em Fayetteville, Arkansas, EUA, ela marco 52.54, batendo o recorde anterior que era dela mesma, de 52.93, estabelecido no dia 4 de fevereiro.

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Guilherme Müller

– Guilherme Müller e Letícia Candido venceram a 1ª etapa da Taça Brasil de mountain bike, em Campo Largo, Paraná. Guilherme deixou pra trás nomes fortes do país, como Henrique Avancini e Luiz Henrique Cocuzzi.

Adilson da Silva passou pelo corte em torneio na Malásia válido pelo European Tour, terminando em 59º com 288 tacadas, 19 acima do paraguaio Fabrizio Zanotti, vencedor da prova. Na Colômbia, pelo web.com Tour, Alexandre Rocha foi 54º com 285 tacadas, 14 a mais que o vencedor, o americano Erhan Tracy.

Luiz Francisco Azevedo foi vice em GP5* nos EUA neste sábado. A prova teve uma alta premiação de USD 380.000 e Luiz Francisco levou USD 76.000. No mesmo torneio, mas na sexta-feira, Yuri Mansur foi 3º colocado em prova de 1,45m.

Thomaz Bellucci chegou às semifinais do ATP250 de Quito, no Equador. Ele perdeu pelo 3º ano seguido no torneio para o dominicano Victor Estrella Burgos, agora por 76(4) 76(3). Estrella Burgos conquistou o tricampeonato seguido da competição.

– Na Fed Cup, o Brasil teve uma participação bem fraca. Começou perdendo de 2-1 pra Colômbia, depois venceu 3-0 o México e perdeu 2-1 pra Argentina e pro Chile. Ficou em 4º no grupo e precisou duelar contra a Bolívia parfa não cair. Venceu por 2-0 e se manteve no Grupo I das Américas.

– A equipe de Hugo Calderano foi eliminada nas 4as da Champions League de tênis de mesa. O Ochsenhausen perdeu para o Borussia Düsseldorf. Hugo perdeu pro super alemão Timo Boll por 3-1.

Resumo da semana passada

Judô

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Nos primeiros torneios do circuito mundial do ano, os judocas brasileiros conquistaram 3 medalhas. 4 homens foram para o Aberto Europeu masculino na cidade portuguesa de Odivelas. Victor Penalber foi o melhor do país, conquistando o ouro na categoria 81kg, após vencer 5 lutas, incluindo a final por waza-ari sobre o russo Denis Kalinin. Rafael Buzacarini ficou com a prata nos 100kg, após perder a decisão por 3 waza-aris. Lembrando que as regras mudaram para esse ciclo, extinguindo o yuko, que passa a ser waza-ari e os waza-aris não viram ippon. Eric Takabatake conquistou o bronze nos 60kg, após perde na semifinal para espanhol e vencer na disputa da medalha francês.

Já as mulheres foram para o Aberto Europeu de Sófia, na Bulgária. Apenas Érika Miranda e Sarah Menezes lutaram. Érika perdeu na estreia dos 52kg para russa. Já Sarah, que agora subiu para a mesma categoria da Érika, nos 52kg, venceu na estreia alemã e perdeu na 2ª rodada para Distria Krasniqi, de Kosovo. A equipe brasileira segue agora pra o Grand Slam de Paris, a primeira grande competição do ano.

Taekwondo

Mais de 30 lutadores brasileiros foram para Las Vegas para o tradicional US Open da modalidade. Após 4 dias de competição, os brasileiros conquistaram 1 prata e 3 bronzes.

O melhor resultado foi de Edival Marques, campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanjing-2014. Ele ficou com a prata na categoria 68kg,ao perder na decisão para o espanhol Javier Perez Polo. Para chegar à final, Edival precisou vencer 5 lutas. As outras 3 medalhas de bronze foram de João Chaves (87kg), Julia Vasconcelos (62kg) e Gabriele Siqueira (+73kg).

Rugby

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Apesar do 9º lugar na etapa, a seleção brasileira feminina obteve um resultado histórico na 2ª etapa da Série Mundial 2016-17, em Sydney, Austrália. Na 1ª fase, foi superada facilmente pelas 3 equipes do grupo, perdendo de 24-7 para a Austrália, 31-10 para Fiji e 33-5 para a Irlanda. No troféu de consolação, venceu a Espanha por 10-7 e, na disputo do 9º lugar, obteve a histórica vitória de 17-12 sobre a Inglaterra, que foi a base da equipe britânica, 4ª colocada no Rio-2016.

O título ficou o Canadá, que derrotou a equipe americana na final por 21-17, enquanto a Nova Zelândia, na reedição da final olímpica, superou a Austrália por 19-0. Após 2 etapas, o Brasil está em 11º empatado com a Espanha com 5 pontos.

Na disputa masculina, sem Brasil, título da África do Sul, com 29-14 na Inglaterra na decisão. Após 4 etapas, os sul-africano lideram com 85 pontos contra 68 da Inglaterra e 64 de Fiji.

Outros Esportes

– Depois de vencer em Rouen, Thiago Braz ficou em 3º no meeting indoor de salto com vara em Clermont-Ferrand. O canadense campeão mundial Shawn Barber levou a prova com 5,83m. Seis fizeram 5,71m, entre eles o brasileiro, que ficou em 3º nos critérios de desempate.

– Excelente campanha de Mariana Pistoia na etapa de Gdansk do circuito de florete feminino adulto! Ela fez uma péssima fase de poules, mas passou, venceu 15-12 alemã e 15-12 turca, chegando à chave principal. Entre as 64, venceu 15-13 a francesa Ysaora Thibus e perdeu na 2ª rodada de 15-14 para a francesa Anita Blaze, terminando na ótima 32ª posição. Bela prova.

Tatiane Raquel da Silva e Gilberto Silvestre Lopes venceram a Copa Brasil de Cross-Country, disputada no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo. Ela completou os 10km em 39:22 e ele em 33:09. Ambos se garantiram no Pan da modalidade, que será disputa dia 19/02 em Santiago, no Chile. Também irão para a capital chilena os outros campeões: Daniel Nascimento e Graziele Zarri (sub-20) e Pedro Henrique de Oliveira e Bianca Vitória dos Santos (sub-18). O Pan é classificatório para o Mundial, que será em março na Uganda.

– Na 1ª etapa do Circuito de 10km em águas abertas, a medalhista olímpica Poliana Okimoto ficou com a medalha de prata ao completar a prova em 2:12:13.54, ficando atrás da italiana Arianna Bridi (2:11:30.42). Ainda no feminino, Ana Marcela Cunha ficou em 5º lugar e Betina Lorscheitter foi 14ª e no masculino Allan do Carmo terminou em 6º e Fernando Ponte em 7º.

Hugo Calderano segue subindo no ranking mundial de tênis de mesa. O brasileiro apareceu na 17ª posição do ranking divulgado no dia 1º de fevereiro.

– Em amistoso na Quadra Central de Tênis do Parque Olímpico da Barra, Alison e Bruno Schmidt perderam no Desafio Gigantes da Praia para os americanos Dalhausser/Lucena por 21-17 21-18.

Resumo da semana passada

Vela

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Martine Grael e Kahena Kunze

Miami recebeu a 1ª etapa da Copa do Mundo de vela, com poucos nomes fortes da modalidade. Com uma equipe de nomes consagrados e apostas pro futuro, o Brasil venceu duas classes. As campeã olímpicas Martine Grael/Kahena Kunze fizeram uma competição excelente. Venceram 3 das 13 regatas (incluindo a regata da medalha) e ficaram com o ouro com apenas 35 pontos perdidos contra 56 de dupla norueguesa, que ficou em 14º no Rio-2016. Na Classe Finn, Jorge Zarif foi quase perfeito. O paulista 4º nos Jogos do Rio venceu 6 das 11 regatas e tinha tanta vantagem que bastava não ser desclassificado na regata da medalha para ficar com o ouro. Ele somou apenas 23 pontos contra 51 do britânico Ben Cornish.

Em sua primeira competição importante juntos, Robert Scheidt e Gabriel Borges alternaram regatas médias com regatas ruins e ficaram em 16º na 49er entre 26 barcos. A dupla está em fase de adaptação, importante principalmente pro nosso bicampeão olímpico, que acaba de fazer um ciclo na Laser, que é muito diferente da 49er. Henrique Haddad/Breno Abdulklech ficaram em 9º na 49er e Bruno Fontes foi 10º na Laser.

Atletismo

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Thiago Braz. Foto: Jean-Pierre Durand

Em sua primeira prova no ano, o campeão olímpico Thiago Braz venceu no sábado à noite o meeting indoor de Rouen, com 5,86m. Competindo contra os grandes nomes da prova, Thiago deixou para trás o grego Kontadinos Filippidis, 2º com 5,70m, o canadense campeão mundial Shawn Barber em 5º.

Vindo de uma contusão no quadriceps, o francês Renaud Lavillenie decepcionou e foi apenas 7º com 5,50m. Thiago e Lavillenie voltam a se enfrentar no fim de semana em outra prova indoor na França.

Outros Esportes

– Por conta da suspensão basquete brasileiro pela FIBA, o Brasil foi excluído do Mundial Sub19 feminino, que será disputado no final de julho.

Gabriela Cecchini foi 38ª na Copa do Mundo juvenil de florete em Mödling, perdendo na estreia da chave final por 15-13 para a polonesa Beata Zurowska. Em Aix-em-Provence, Pedro Marostega foi 60º na Copa do Mundo Juvenil de florete. Ele também chegou à chave final, mas perdeu na estreia por 15-10 para o americano Andrew Zheng.

Alexandre Rocha não passou pelo corte em torneio de golfe nas Bahamas válido pelo web.com Tour por uma tacada.

– Na Premier League de Paris de Karatê, Vinicius Filgueira perdeu nas 4as de final para atleta saudita na categoria 67kg por 4-1 e o Brasil ficou sem medalha. Única medalhista brasileira no último mundial, Valéria Kumizaki perdeu na 3ª luta para cazaque nos 55kg feminino.

Resumo do fim de semana

Vôlei

Após perder na final do sul-americano Sub18 de vôlei, a equipe masculina perdeu novamente, agora no SulAm Sub-21 de vôlei masculino, novamente para a Argentina. Jogando em casa, os Hermanos venceram no jogo final por 3-1 de virada: 24-26 25-22 25-20 25-21.

O Brasil havia vencido os 4 jogos anteriores (Chile, Uruguai, Colômbia e Peru) por 3-0. Com a derrota, o Brasil não se classificou ainda pro Mundial da categoria de 2017 e precisará conquistar a vaga na Copa Pan-Americana. Final de ano ruim para as seleções de base.

Já no Mundial de Clubes masculino, o Sada Cruzeiro se tornou tricampeão mundial ao vencer na final por 3-0 (25-21 25-23 25-15) o time russo do Zenit Kazan em Betim. No Mundial feminino, o Rio de Janeiro decepcionou e terminou em 5º lugar.

Rugby

Seguindo o seu plano de crescimento do rugby sevens. a CBRu anunciou os novos técnicos das seleções brasileiras. O destaque é o neozelandês Reuben Samuel, que comandará a equipe feminina já neste fim de ano na primeira etapa do Circuito Mundial, em Dubai. Ele já foi técnico assistente da equipe feminina da Nova Zelândia.

O também neozelandês Jacob Mangin comandará a equipe masculina. Ele já fazia parte da equipe brasileira, mas da seleção de XV, desde 2013, e agora acumulará as duas funções. Nos Jogos do Rio, a equipe masculina perdeu todos os 5 jogos e terminou em último, enquanto as meninas venceram 3 jogos, ficando em 9º lugar.

Outros Esportes

Thiago Braz está na lista final da IAAF dos melhores do ano, concorrendo com outros 9 atletas no masculino, entre eles Usain Bolt, Mo Farah, Ashton Eaton, David Rudisha, Christian Taylor e Wayde van Niekerk.

Ane Caroline Lopes

– Ótimas marcas no Brasileiro Sub-16 de atletismo em São Bernardo. Foram estabelecidos 4 recordes brasileiros: Vitor Motin fez 69,86m no disco e 19,60m no arremesso de peso, William Lima 63,09m no dardo e Ana Caroline Lopes 48,64m no disco feminino.

– No Mundial Infanto-Juvenil de levantamento de peso, na Malásia, Laura Amaro terminou em 13º lugar nos 63kg feminino com 171kg no total. Pra quem não lembra, ela disputou o bobsled nos Jogos Olímpicos da Juventude deste ano! Nos 77kg masculino, Renan Fernandes fez 120kg no arranco, mas ficou sem marca no arremesso.

Marcelo Melo e Bruno Soares perderam nas 4as do ATP250 de Estocolmo 62 64 para o croata Mate Pavic e para o neozelandês Michael Vênus. A última final que eles jogaram juntos foi justamente em Estocolmo, mas em 2012.

Thomaz Bellucci fez boa campanha no ATP250 de Moscou, chegando nas 4as de final.Ele venceu o desconhecido turco Cem Ilkel e o russo Andrey Kuznetsov, para perder de 64 62 para o alemão Philipp Kohlschreiber.

Tiago Lobo (amador) foi 3º colocado no Aberto do Kuwait de golfe a 3 tacadas do campeão. No Aberto do Peru do PGA Latinoamericano, Rodrigo Lee melhor brasileiro em 12º.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: saltos

Salto em altura masculino

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Derek Drouin (CAN)

Uma das provas que mais tem tido atenção nos últimos anos, graças ao altíssimo nível, com pelo menos 5 atletas saltando para mais de 2,40m. A prova foi vencido por 3 russos nas 4 Olimpíadas anteriores, mas com o banimento russo no atletismo, a disputa ficaria parecida com o que ocorreu no último mundial.

Na quali, 10 atletas passaram de 2,29m, incluindo os favoritos Mutaz Essa Barshim, do Qatar, o ucraniano Bohdan Bondarenko, o canadense Derek Drouin, o americano Erik Kynard e o britânico Robert Grabarz. Todo estiveram no pódio de Londres, em prova vencida pelo russo Ivan Ukhov. Com campanhas idênticas na quali, outros 4 passaram para a final com 2,26m. A maior ausência da final seria o chinês Zhang Huowei, prata no último mundial, que parou em 2,22m.

Com 15 atletas na final, as coisas começaram a apertar mesmo em 2,33m, quando restavam 10. Nesta altura, 4 se despediram, sobrando 6. Drouin, Barshim e Bondarenko chegavam sem erros, mas Grabarz teve uma falha em 2,25m e o ucraniano Andriy Protsenko em 2,29m. Kynard fazia uma prova bem ruim com um erro em 2,25m e dois em 2,33m. Em 2,36m, esses 3 ficaram sobrando os 3 que brigariam pelas medalhas. Drouin e Barshim passaram de 1ª e Bondarenko resolveu subir de altura. Em 2,38m, Bondarenko e Barshim erraram a 1ª, mas o canadense campeão mundial Derek Drouin passou de 1ª garantindo uma ótima vantagem.

Barshim ainda tentou mais duas e errou. Como o ucraniano tinha apenas 2,33m, ele foi forçado a tentar 2,40m para tentar subir do bronze. Com uma única tentativa, ele errou e acabou em 3º e Derek Drouin levou o ouro com uma prova perfeita. O erro em 2,25m foi fatal pro Grabarz e lhe custou um bronze. Barshim levou sua 2ª medalha olímpica e Bondarenko faturou a 1ª da Ucrânia no salto em altura.

Salto com vara masculino

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Thiago Braz (BRA)

Uma das provas mais espetaculares dos Jogos. O francês Renaud Lavillenie chegava com o ouro em Londres e 17 vezes saltando acima de 6m, sendo 13 indoor, incluindo o atual recorde mundial com 6,16m, mas sem jamais vencer um título mundial. Já o brasileiro Thiago Braz tinha como melhor marca até então 5,93m obtidos este ano, mas com um péssimo retrospecto em competições adultas importantes, como no último Mundial, no mundial indoor deste ano e no Pan.

Na qualificação, apenas o americano Sam Kendricks passou sem erros até os 5,70m. Lavillenie entrou apenas em 5,70m e passou na 2ª. Quem deu o susto foi o brasileiro que teve problemas em 5,45m, queimando duas vezes. Ele resolveu pular a altura e ir para 5,60m, com apenas uma chance, e passou. Em 5,70m, passou logo de primeira. 9 atletas no total atingiram a altura e mais 3 que pararam em 5,60m avançaram à final. Augusto Dutra de Oliveira ficou em 5,45m, em 22º no geral. Campeão mundial em 2013 e prata em 2015, o alemão Raphael Holzdeppe ficou em 26º longe da final.

Na final, atrasada por uma chuva fortíssima por 1 hora, a maioria sofreu nas alturas baixas. O letão Pauls Pujats parou logo na 1ª altura, em 5,50m. Em 5,65m, outros 5 terminaram sua prova, incluindo o campeão mundial de 2015, o canadense Shawn Barber. Em 5,75m, Thiago passou apenas na 2ª tentativa, já Kendricks errou a 1ª e optou por seguir para 5,85m. O chinês Xue Changrui errou 2, enquanto Lavillenie, o checo Jan Kudlicka e o polonês Piotr Lisek passaram de 1ª.

Em 5,85m, Thiago, Lavillenie e Kendricks passaram de 1ª, enquanto os outros 3 erraram. Fim de prova pro chinês, que só tinha uma chance e o checo e o polonês foram forçados a subir de altura. Em 5,93m, Lavillenie passou de primeira e botava uma mão no ouro, já que todos erravam. Mas o brasileiro passou na 2ª e adiou a decisão, enquanto todos os outros paravam, garantindo o bronze pro americano Sam Kendricks e pelo menos uma prata pro brasileiro.

Em 5,98m, Lavillenie passou na 1ª e com isso Thiago foi forçado a ir direto pra próxima altura, 6,03m, 10cm acima da sua melhor marca pessoal. Na 1ª, os dois erraram. Lavillenie errou a 2ª, mas aí de maneira absolutamente espetacular, Thiago Bráz passou em 6,03m para delírio do Engenhão! Lavillenie mal acreditava no feito e foi forçado a ir para 6,08m com apenas uma tentativa. Mas aí vieram as vaias e um desconcentrado e irritado francês errou. 1º medalha da história pro Brasil na prova. E com certeza uma das mais sensacionais da história brasileira nos Jogos Olímpicos.

Thiago Braz conquistou a 1ª medalha mundial da história do salto com vara masculino brasileiro. Renaud Lavillenie sobe pela 2ª vez ao pódio olímpico e Sam Kendricks, com o bronze, bota os americanos de volta ao pódio da prova após 2 ausências seguidas.

Salto em distância masculino

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Jeff Henderson (USA)

O americano Jarrion Lawson chegou ao Rio com a melhor marca do ano, excelentes 8,58m obtidos na seletiva americana. Seu compatriota Jeff Henderson teve grandes marcas recentes, mas fracassou no último mundial, em Pequim. Já o britânico Greg Rutherford, que defendia o ouro olímpico, também vinha do ouro no Mundial de 2015. Na quali, apenas dois fizeram acima dos 8,15m necessários para qualificação direta à final: o chinês Wang Jianan com 8,24m e Henderson com 8,20m. Todos os principais nomes da prova passaram à final.

Na decisão, após 2 rodadas, tudo mega embolado. Henderson liderava com 8,20m, seguido de Lawson om 8,19m, Rutherford com 8,18m, Wang com 8,17m e o sul-africano Luvo Manyonga com 8,16m! No 3º salto, Lawson assumiu a liderança com 8,25m e Rutherford aparecia agora em 2º com 8,22m. Nas 3 rodadas, a prova pegou fogo. No 4º salto, Manyonga fez 8,28m e era o novo líder e Rutherford, que tinha caído para 3º, assumiu novamente o vice com 8,26m! As diferenças eram tão pequenas entre os finalistas que a vitória viria no detalhe. Na penúltima série, o sul-africano saltou excelentes 8,37m, para assumir a liderança com melhor marca pessoal! Henderson ainda melhorou para 8,22m, mas seguia em 4º.

Aí veio a última rodada. O sul-africano saltou antes e queimou, restando torcer contra. O chinês fez apenas 7,88m. Mas aí veio Jeff Henderson! O americano voou para 8,38m, assumindo a liderança por apenas 1cm na frente de um incrédulo sul-africano. Rutherford saltou pela última vez para 8,29m, melhorando sua marca, mas se mantendo em 3º. O último salto foi de Jarrion Lawson. Em 4º lugar, correu e voou. Parecia que levaria o ouro, mas apareceu a marca de 7,78m. Ele não acreditava, mas no replay foi possível ver que ele encostou o cotovelo bem antes e perdeu medalha aí.

Jeff Henderson confirmou o favoritismo e levou o ouro, o 21º pros EUA na história da prova e o 1º desde Atenas-2004. Luvo Manyonga faturou sua 1ª medalha importante da carreira e Greg Rutherford foi bronze, quebrando a sequência de vitórias importantes que vinha desde 2012.

Salto triplo masculino

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Christian Taylor (USA)

Fora de forma após uma contusão, o cubano Pedro Pablo Pichardo nem disputou a quali nos Jogos. Era esperado um duelo espetacular dele contra o americano Christian Taylor, assim como ocorreu no Mundial de Pequim em 2015, quando Taylor venceu no último salto com incríveis 18,21m. Na quali, Taylor liderou a prova com 17,24m logo no seu 1º salto, acima dos 16,95m suficientes para ir a final. Outros 4 atletas conseguiram passar da marca: o campeão de Pequim-2008, o português Nélson Évora, o americano Will Claye e os chineses Dong Bin e Cao Shuo.

A definição da prova veio cedo, logo no 1º salto! Taylor foi o 1º a saltar e fez 17,86m! Dong Bin, 9º, abriu com 17,58m e foi seguido por Will Claye que começou com 17,76m! Nos saltos seguintes, muitas tentativas queimadas dos 3. O chinês errou o 2º e o 3º e nem saltou os 3 restantes. Taylor fez mais dois saltos válidos, ambos em 17,77m, que também seriam suficientes para o ouro. Claye ainda saltou 17,61m e 17,55m.

Os outros atletas mal chegavam perto. O chinês Cao Shuo foi o que melhor fez com apenas 17,13m obtido no 5º salto. Em 5º, ficou o colombiano John Murillo com 17,09m, batendo o recorde nacional, e o português Nélson Évora foi 6º com 17,03m.

Com o ouro, Christian Taylor se tornou bicampeão olímpico da prova, o 1º desde o soviético Viktor Saneyev, que na verdade foi tricampeão entre 1968 e 1976. Will Claye repete a prata de Londres e Dong Bin se torna o 1º chinês a medalhar no salto triplo em uma competição mundial.

Salto em altura feminino

Athletics - Women's High Jump Victory Ceremony

Ruth Beitia (ESP)

Com a ausência das russas da prova, o pódio ficou um pouco mais aberto. A melhor marca do ano até então era da americana Chaunté Lowe, com 2,01m. Na quali, quem passasse de 1,94m estaria garantida na final. E nada menos que 17 atletas conseguiram a marca! Apesar do grande plantel na final, a disputa foi relativamente rápida.

A primeira marca da decisão foi 1,88m e todas passaram, sendo 11 de primeira. Em 1,93m, 5 atletas ficaram, incluindo a lituana Airine Palsyte, prata no Europeu deste ano. Com 1,97m, nada menos que 8 ficaram, entre elas a britânica Morgan lake, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, única outra atleta a passar de 2m no ano, e Levern Spencer, de Santa Lúcia.

A espanhol Ruth Beitia fazia uma prova perfeita, passando em tudo de primeira. A búlgara Mirela Demireva, que precisou de 2 tentativas lá em 1,88m, passou na primeira em 1,97m, enquanto a croata bicampeã mundial Blanka Vlasic foi na 2ª. Só restava a americana Lowe que sofreu nesta altura e passou apenas na 3ª e última chance. As 4 foram para 2,00m e cada uma foi errado uma, duas e três vezes. No último salto da prova, Lowe esbarrou por muito pouco e ficou sem medalha.

Ruth Beitia, tricampeã europeia mas sem nenhum ouro em competições mundiais, levou o primeiro ouro espanhol da história na prova. Mirela Demireva, prata no europeu deste ano, é a primeira búlgara a medalhar desde o ouro de Stefka Kostadinova em Atlanta-1996. Blanka Vlasic foi bronze, faturando sua 2ª medalha olímpica após a prata em Pequim e a 6ª 10ª em competições mundiais.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE)

A americana Sandi Morris é o novo nome desta prova, chegando ao Rio com 4,93m obtidos em julho em Houston para sua 1ª competição mundial outdoor. Mas a prova prometia grandes emoções com a cubana Yarisley Silva, a americana Jenn Suhr, a grega Ekaterini Stefanidi e a brasileira Fabiana Murer, que se despediria do esporte.

Na quali, 7 atletas passaram de 4,60m e se classificaram direto para a final, incluindo Stefanidi, Suhr e Silva. Com outras cinco empatadas em 4,55, nem foi necessário elas saltarem e se garantiram entre as 12 na final, incluindo Morris. Mas a quali foi fatal para a Fabiana Murer. A brasileira vinha do recorde sul-americano de 4,87m obtidos no Troféu Brasil e só entrou na prova em 4,55m, mas falhou 3 vezes e encerrou de maneiro amarga a sua carreira. Campeã mundial indoor e outdoor, Fabiana infelizmente ficará marcada por 3 desastres olímpicos.

Na 3ª altura da final, 4,60m, as duas medalhistas de Londres na prova já começaram a sofrer. Yarisley Silva e Jenn Suhr precisaram de 2 saltos para passar, enquanto Stefanidi, Morris e as surpresas Eliza McCartney, da Nova Zelândia, e Alana Boyd, da Austrália, passavam sem erros. Em 4,70m, Stefanidi e McCartney passaram na 1ª, Morris na 2ª e as duas até então favoritas pararam. Silva e Suhr decepcionaram e terminaram empatadas em 7º.

McCartney já havia batido o recorde nacional na altura anterior, mas em 4,80m ela surpreendeu a todas e foi a única a passar de 1ª na altura, assumindo a liderança! Stefanidi, Morris e Boyd superaram na 2ª enquanto a britânica Holly Bradshaw e a suíça Nicola Büchler se despediram da prova. Mas em 4,85m, a altura começou a pesar para a neozelandesa, que errou as 3, mas Stefanidi e Morris conseguiram na 2ª superar a marca. A McCarntey terminou em 3º lugar com o bronze e Boyd ficou em 4º. Com apenas 2 na disputa, em 4,90m, a vantagem era da grega que tinha apenas 2 erros na prova contra 3 da americana. Nenhuma delas passou em 4,90m e assim o ouro ficou com Ekaterini Stefanidi!

Foi o 1º medalha da história da Grécia na prova feminina e a 1ª medalha desde Atenas-1896, quado dois gregos foram bronze no masculino. Sandi Morris foi a 3ª americana a medalha a prova na 5ª edição olímpica do salto com vara feminino e Eliza McCartney conquistou uma inédita medalha para a Nova Zelândia.

Salto em distância feminino

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Tianna Bartoletta (USA)

De volta a sua velha forma, a americana campeã em Londres Brittney Reese havia vencido a seletiva americana com 7,31m e ia com tudo pro bi. Na quali, fez 6,78m no seu 1º salto, mais que os 6,75m para ir direto a final. A sérvia Ivana Spanovic com 6,87m e a alemã Malaiko Mihambo com 6,82m se juntaram ao grupo de finalistas. Única russa no atletismo nos Jogos, Daria Klishina também passou pra final com a 8ª marca de 6,64m. Entre as que pararam na quali, a britânica Shara Proctor, em 21º, e a americana Janay Deloach em 13º.

Spanovic começou a final com 6,95m enquanto Reese e sua compatriota Tianna Bartoletta queimaram. Na 2ª rodada, Bartoletta fez 6,94m enquanto Reese saltou 6,79m aparecendo em 4º lugar. Na rodada seguinte, Bartoletta melhorou para 6,95m empatando com a sérvia, mas como Spanovic queimou novamente, a americana que liderava nos critérios de desempate. Nada mudou na 4ª rodada, mas na 5ª, as 3 melhoraram suas marcas.

Reese assumiu a liderança com 7,09m, aí Spanovic encostou com 7,08m. Mas logo após a sérvia veio Bartoletta voando para marcar 7,17m! Pressionadas, na última rodada Reese melhorou, mas não superou a rival ficando em 2º lugar com 7,15m. Spanovic saltou novamente acima de 7m, com 7,05m, mas se manteve em 3º. Já com o ouro, Bartoletta fechou a prova com 7,13m, vencendo com 7,17m, o melhor salto em uma Olimpíada desde 1988!

Este foi o 3º ouro na carreira de Tianna Bartoletta, somando-o aos 2 dos revezamentos 4x100m em Londres e no Rio, e, por incrível que pareça, foi apenas a 3ª medalha de ouro pros EUA na prova em 18 edições. Britney Reese foi prata ao levar sua 2ª medalha olímpica e Ivana Spanovic faturou a 1ª medalha da Sérvia na prova.

Salto triplo feminino

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Caterine Ibarguen (COL)

Depois de perder o ouro em Londres, a colombiana Caterina Ibarguen ficou quase 4 anos invicta até perder sua primeira prova na Diamond League deste ano. Mas no Rio, ela não deixaria a chance passar novamente. Na quali, fez logo no 1º salto 14,52m, bem acima dos 14,30m  que a garantiriam na final. Além dela, apenas a grega Paraskevi Papachristou com 14,43m e a cazaque campeã olímpica em Londres Olga Rypakova com 14,39m fizeram acima da marca.

Na final, a americana Keturah Orji começou surpreendendo com 14,71m, novo recorde nacional. Vale ressaltar que essa é uma das provas mais fracas pros americanos. Mas Rypakova abriu com 14,73m e liderava, enquanto Ibarguen fez 14,65m e a venezuelana Yulimar Rojas 14,32m. Na 2ª rodada, Ibarguen já assumiu a liderança com 15,03m enquanto Rojas permanecia em 7º. Mas na 3ª rodada, a venezuelana melhorou para 14,87m.

No 4º salto, Rojas melhorou para 14,98m, sem ser ameaçada pela cazaque ou pela americana. Mas fechando a rodada, Ibarguen voou para 15,17m! Rypakova melhorou em 1cm sua marca para 14,74m no 5º salto, mas nada mais mudou no pódio. A portuguesa Patrícia Mamona foi 6ª com 14,65m, novo recorde português, e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko 4ª com 14,68m. O 4º lugar da americana foi o melhor resultados dos EUA na história da prova que, em 5 edições olímpicas anteriores tinham apenas uma presença em final em Atlanta-1996.

Caterine Ibarguen leva sua 2ª medalha olímpica e agora tem simplesmente todos os títulos possíveis na sua carreira. Yulimar Rojas venceu a 2ª medalha olímpica da história da Venezuela no atletismo e Olga Rypakova fica com o bronze em sua 2ª aparição no pódio olímpico após o ouro em Londres.x