Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 1

Foi um belo 1º dia pro Brasil em Lima, com 8 medalhas e 2 de ouro! Peru começa muito bem em casa, México larga na frente do quadro de medalhas e 9 países já ouviram seus hinos.

Triatlo

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Pódio no triatlo. Foto: Wagner Araujo/World Triathlon

O primeiro ouro brasileiro veio numa prova inesperada. E foi logo uma dobradinha! Vittoria Lopes abriu muito bem na natação, chegando pra transição com quase 40s de vantagem sobre o resto do pelotão. No ciclismo, seguiu isolada na frente e foi pra corrida com quase 50s de vantagem, mas na corrida Luisa Baptista recuperou a diferença para vencer com 2:00:55 contra 2:01:27 da Vittoria. O bronze foi pra mexicana Cecilia Perez com 2:02:07. Beatriz Neres terminou em 11º com 2:04:49. Vale ressaltar que Estados Unidos e Canadá não estavam com seus principais nomes e também tivemos a ausência de Flora Duffy, de Bermudas, lesionada, que só volta a competir no ano que vem.

No masculino, Manoel Messias ficou com a medalha de prata após uma excelente prova de corrida, completando a prova em 1:50:57, 16s atrás do mexicano Crisanto Grajales, que faturou o bicampeonato pan-americano.

Patinação Artística

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Bruna Wurts. Foto: Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov

Bruna Wurts superou a argentina Giselle Soler no programa longo para vencer o ouro no feminino pela 1ª vez na história pro Brasil! No programa curto, a brasileira que mora em Barcelona tinha feito 36,70 contra 38.53 de Soler, mas no longo brilhou com 71,34 no longo contra 53.62 na argentina. Wurts somou 108,04 contra 92,15 de Soler e 70,68 da equatoriana Eduarda Fuentes. Na prova masculino, Gustavo Casado começou com uma queda no programa longo, mas ainda assim foi bronze com 128,09, atrás do argentino Juan Sanchez 152,63 e do americano John Burchfield 133,17.

Ginástica Artística

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Sem Jade Barbosa, o Brasil ficou sem descartes em 3 aparelhos, mas mesmo assim conseguiu a medalha de bronze por equipes com 158,550, atrás de Estados Unidos 171,000 e Canadá 160,600. O Brasil perdeu a prata na trave, com quedas da Thais Fideis e da Flávia Saraiva. Na quali do individual geral, Flavinha avança pra final com a 4ª somatória (já excluindo uma americana, pois só podem 2 por país) com 54,000 e Thais foi 6ª com 52,000.

Lorrane Oliveira, que só faz as assimétricas nesse Pan, passa pra final do aparelho com a 4ª nota 14,000. Carolyne Pedro também pega final das barras com a 6ª nota 13,150. Na trave, mesmo com uma queda, Flávia passa em 6º com 12,900. E no solo, mais uma final pra Flavia Saraiva com a 3ª nota 13,800 e 6ª da Thais 13,300.

Taekwondo

Muita polêmica no taekwondo do Pan. Muita. Bronze no último Mundial, Paulo Souza fez uma semifinal nos 58kg tensa contra o argentino Lucas Guzman que foi pro golden score. Chegou a pontuar, mas voltaram o ponto e a vitória ficou com o argentino, que ficaria com o ouro ao vencer mexicano na final. Paulo venceu colombiano por 13-11 e ficou com um dos bronzes.

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Nos 49kg feminino, Talisca Reis venceu americana por 29-21 nas 4as, mas na semifinal outra polêmica. Contra a colombiana Andrea Ramirez, ficou no 0-0, algo raro no taekwondo, e foi pro golden score. Os juízes não se acertavam e levaram muitos minutos para definir o que tinha acontecido, se uma punição era válida, até que um bom tempo depois, deram a vitória para a brasileira. Na decisão, perdeu de 4-2 para a mexicana Daniela Souza e ficou com a prata.

Canoagem

Isaquias Queiroz e Erlon Souza vinham como favoritos no C2 1.000m e tinham os cubanos Sergey Torres/Fernando Jorge como principais adversários. Com 2000m de prova, Erlon começou a passar mal, sentindo falta de ar e a dupla parou de remar com 450m. Erlon foi resgatado de maca e saiu de cadeira de rodas, mas já passa bem, embora tenha que ficar de repouso agora. Os cubanos venceram o ouro com 3:32.276.

Antes dessa final, apenas eliminatórias e semifinais. Isaquias venceu sua eliminatórias do C1 1.000m com 4:00.985 e se garantiu na final. Vagner Souta foi 3º na sua bateria do K1 1.000m com 3:41.095 e também está na final. No K1 500m feminino, Ana Paula Vergutz venceu sua bateria com 1:57.295 e é outra direta na final. Os únicos que sofreram um pouco mais foram Vagner Souta e Edson Silva no K2 1.000m. Eles ficaram apenas em 4º na sua bateria eliminatória, mas na semifinal ficaram em 2º e estão na final.

Pentatlo Moderno

Foi uma boa prova das brasileiras. Maria Ieda Guimarães tinha feito uma ótima prova de esgrima, não foi bem natação, completando os 200m livre em 2:29.68, 18ª no geral, mas foi muito bem no hipismo, largando para a combinada na 2ª posição, 34s atrás da mexicana Mariana Arceo, que ficaria com o ouro. Maria Ieda acabou na 4ª posição, sendo ultrapassada pela americana Samantha Achterberg e pela cubana Leydi Moya, mas conquistou a vaga olímpica para Tóquio-2020 aos 18 anos! Maria Ieda esteve nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires no ano passado.

Rugby

Depois de empatar com o Chile na sexta, a seleção masculina precisaria tirar no saldo de pontos para sonhar em avançar pras semifinais. Pegou a frágil seleção da Guiana e venceu por 59-0, mas o Chile perdeu pros americanos por 20-7. Precisando do saldo, o Chile destruiu Guiana por inacreditáveis 87-7 e o Brasil precisava empatar com a forte equipe americana. E jogando muito bem, o Brasil venceu por 12-10! Abriu 5-0, EUA virou 10-5 e o Brasil conseguiu um try no 2º tempo com conversão para vencer e ainda ficar em 1º lugar no grupo! Agora pega na semifinal o Canadá, enquanto os americanos pegam a Argentina.

No feminino, o Brasil abriu o dia com 45-0 no México e disputou o 1º lugar contra o Canadá, que venceu por 26-0. Muito forte, o Canadá tem apenas uma atleta da equipe que foi bronze no Rio-2016. Na semifinal, Brasil pega Estados Unidos e o Canadá a Colômbia.

Peru começa bem!

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Os donos da casa começaram bem conquistando 3 ouros logo no 1º dia! Na maratona feminina, Gladys Tejeda disparou ainda bem cedo e venceu com 2:30:55, recorde do Pan, seguida da americana Bethany Sachtleben com 2:31:20 e da colombiana Angie Orjuela com 2:32:27. No masculino, Christhian Pacheco faturou o 2º ouro com 2:10:41, 13s a frente do mexicano Jose Luis Santana.

O 3º ouro peruano veio no squash masculino. Na final individual, Diego Elias Chehab derrotou por 3-1 (11-6, 7-11, 12-10, 11-8) o colombiano Miguel Angel Rodriguez. No 1º dia, Peru já com 3 ouros, 2 pratas e 2 bronzes, já ficando perto da campanha do Pan de 2015, quando venceram 3-3-6.

Outros Esportes

No Basquete 3×3, o Brasil surpreendeu no masculino vencendo na estreia 22-13 a República Dominicana e depois com 20-19 sobre os americanos! Já no feminino, perderam na estreia de virada 16-14 pra República Dominicana, venceram 22-20 a Venezuela e perderam de 21-7 para as americanas. Ainda podem buscar vaga na semi.

O handebol feminino venceu mais uma tranquilamente com fáceis 40-16 sobre Porto Rico e fecha 1ª fase com 3 vitórias e agora enfrenta as americanas na semifinal. Pelo grupo do Brasil, Cuba, que passa em 2º, 28-15 no Canadá. No outro grupo, Argentina 27-17 nas dominicanas e EUA 29-11 sobre o Peru.

Brasil já garantiu duas medalhas no boxe. Keno Machado venceu canadense nos 81kg e já está nas semifinais. Jucielen Romeu derrotou atleta da Nicarágua ainda no 1º round por decisão do árbitro nos 57kg e também já está na semi. Já Cosme Nascimento pegou cubano no +91kg e perdeu.

Por muito pouco Natasha Figueiredo não foi bronze no levantamento de peso. Nos 49kg, ela ficou em 4º no arranco com 80kg, mesma marca da dominicana Santa Cotes, que levantou esta marca antes, por isso ficou em 3º. Aí no arremesso, houve um problema da comissão técnica do Brasil, que não pediu pra subir o peso e a Brasil bobeou e perdeu a 1ª tentativa. Aí ela fez 96kg na 2ª tentativa e precisava de 98kg na 3ª pro bronze, já que a dominicana já tinha encerrado, mas não conseguiu e ficou em 4º com 176kg no total. Ouro para a outra dominicana da prova, Beatriz Piron, com 193kg no total. Nos 61kg masculino, dobradinha colombiana com o ouro indo para Francisco Mosquera com 170kg, e nos 67kg ouro pro mexicano Jonathan Muñoz com 168kg.

A cubana Laina Pérez venceu a 1ª final do tiro, na pistola de ar 10m feminino, com 237,1 pontos na final contra 234,7 da equatoriana Andrea Pérez e as duas conquistam vaga olímpica. Melhor na quali, a uruguaia Julieta Mautone terminou em 4º. Thais Moura foi 15ª na quali e Rachel de Castro 18ª.

Quadro de Medalhas após o 1º dia em Lima-2019

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3

8

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Triatlo 1 2 0 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Taekwondo 0 1 1 2
Ginástica Artística 0 0 1 1

 

Mundial de Ginástica Artística – Dia 6

Sem nenhuma ameaça, o ouro por equipe feminino ficou com os Estados Unidos. Mesmo sem uma performance brilhante de Simone Biles, as americanas sobraram na decisão para faturar novamente o título mundial pela 4ª vez seguida.

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Elas começaram no salto e Biles marcou 15,500 com um espetacular 9,500 de execução. Morgan Hurd fez 14,633 e Grace McCallum 14,533. Nas assimétricas, 14,866 para Biles, 14,500 para Riley McCusker e 14,433 para Hurd. Na trave, queda de Biles, que colocou a mão no aparelho para não cair e tirou “apenas” 13,733, mesma nota de McCusker e Kara Eaker ficou com 14,333. Para fechar no solo, Hurd foi mal com 12,966 e McCallum tirou 13,633. Biles fechou de maneira brilhante com 14,766 e a equipe somou 171,629, quase 9 pontos acima da equipe da Rússia, medalha de prata.

As russas começaram mal no salto, tirando duas notas 13, mas foi se recuperando com ótimas apresentações nas assimétricas (14,500 de Aliya Mustafina) e uma passagem correta na trave, mas ficaram devendo no solo. Enquanto isso, a China foi pro último aparelho precisando tirar 3,5 das russas no salto, enquanto Mustafina e companhia iam pro solo, mas não foi o suficiente. A Rússia somou 162,863 contra 162,396 das chinesas, que perdera a prata na trave, com 2 quedas.

Rebeca Andrade, BRA - WCH Doha 2018, Oct30

Rebeca Andrade na final por equipes. Foto: CBG

O Brasil começou ok na trave, com uma queda de Jade Barbosa (11,466) e boas passagens de Flávia Saraiva (13,600) e Rebeca Andrade (13,300). No solo, fomos a 2ª melhor equipe da final, com 13,800 da Flavinha, 13,233 de Thais Fidelis e 13,100 de Jade. No salto, boas notas com 14,633 de Rebeca, 14,600 de Jade e 14,433 da Flávia. Nesse momento, o Brasil brigava por um 4º lugar com o Canadá e até sonhava com um bronze. Mas fechar nas assimétricas tirou toda a esperança. Com notas bem baixas incluindo uma fraca apresentação de Jade (12,233 com 6,433 de execução), 12,966 de Rebeca e 12,466 de Flávia, o Brasil terminou em 7º com 159,830, ficando a frente apenas da Alemanha.

EUA, Rússia e China já garantiram as primeiras vagas olímpicas no feminino para Tóquio, 4 vagas para cada.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 4

No encerramento da qualificação feminina, a China (165,497) e a Rússia (165,196) foram muito próximas e assumiram o 2º e 3º lugares por equipe, mas ainda bem longe das imbatíveis americanas, com 174,429.

Flavia Saraiva, BRA - WCH Doha 2018, Oct28

Flávia Saraiva. Foto: CBG

O Brasil fez uma ótima campanha e conseguiu o 5º lugar na qualificação com 162,529, mas poderia ter sido melhor. Justamente nosso melhor aparelho da atualidade, a trave, foi o nosso pior, com muitas quedas. Flávia Saraiva terminou o individual geral em 10º com 53,999 e pegou a final, assim como Jade Barbosa, 20ª com 52,733. Flavinha foi 10ª mesmo com quedas na trave e nas assimétricas.

E foi com ela a única vaga em final por aparelhos. Flavinha fez a 5ª nota no solo com 13,900 e está na briga por medalha. A alienígena Simone Biles ficou em 1º no aparelho com 15,333, mas a diferença entre a 2ª colocada, a japonesa Mai Murakami, e a brasileira é de apenas 0,200. O 2º melhor resultado por aparelho foi de Rebeca Andrade nas assimétricas. Ele tirou 14,333 e terminou em 10º, bem perto da final.

TEAM BRAZIL - WCH Doha 2018, Oct28

Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Thais Fidelis. Foto: CBG

Após 11 anos, o Brasil volta a uma final por equipe no feminino e com ótimas chances de medalhar.

Biles terminou como 1ª no geral com 60,965, no solo com 15,333, no salto com 15,666 e na trave com 14,800. A belga Nina Derwael foi a melhor nas assimétricas com 15,066 com Biles em 2º 14,866.

Resultados das brasileiras:

Individual Geral:
10ª – Flávia Saraiva – 53,999
20ª – Jade Barbosa – 52,733

Salto:
Nenhuma brasileira fez dois saltos

Barras Assimétricas:
10ª – Rebeca Andrade – 14,333
34ª – Jade Barbosa – 13,333
37ª – Lorrane Oliveira – 13,166
64ª – Flávia Saraiva – 12,400

Trave:
17ª – Flávia Saraiva – 13,233
52ª – Rebeca Andrade – 12,633
72ª – Lorrane Oliveira – 12,066
97ª – Jade Barbosa – 11,700

Solo:
5ª – Flávia Saraiva – 13,900
19ª – Jade Barbosa – 13,200
22ª – Thais Fidelis – 13,133
28ª – Lorrane Oliveira – 13,033

Boas marcas no brasileiro de ginástica

Santos recebeu no fim de semana o Campeonato Brasileiro de Ginástica.

No sábado, Lucas Bitencourt venceu no individual geral com 82,650 e Flávia Saraiva levou no feminino com 53,150, contra 53,050 de Jade Barbosa.

Já nas finais por aparelhos, Arthur Zanetti foi o grande destaque, vencendo as argolas com ótimos 15,350 e o solo com 14.550, além de ter ficado com o bronze no salto com 13,663. Felipe Ferreira foi ouro no cavalo com alças, Caio Souza venceu o salto, Péricles da Silva as barras paralelas e Francisco Barreto venceu a barra fixa.

Especialistas por aparelho, CBG, 19ago2018

Pódio da trave feminina. Foto: CBG

No feminino, bom ver alguns nomes não tão conhecidos como Isabelle Cruz, que venceu o salto. Jade Barbosa levou as barras assimétricas, Thais Fidelis o solo e Flávia Saraiva ganhou na trave com excelentes 14,300.

Lógico que não podemos comparar as notas desta competição com um Mundial ou com o Europeu duas semanas atrás, pois o nível de exigência dos árbitros é outro. Ainda assim vou juntar os resultados com o europeu de Glasgow apenas para termos uma forma de comparação. Os brasileiros teriam as seguintes colocações (apenas top-5):

1º) Trave feminina – Flávia Saraiva (14,300)
2º) Solo feminino – Thais Fidelis (13,750)
2º) Solo masculino – Arthur Zanetti (14,550)
2º) Argolas masculino – Arthur Zanetti (15,350)
2º) Barra fixa masculina – Francisco Barreto (14,600)
4º) Solo feminino – Flávia Saraiva (13,500)
5º) Trave feminina – Jade Barbosa (13,150)
5º) Barras paralelas masculinas – Péricles da Silva (14,050)

Agora os piores resultados vieram no cavalo com alças e nas barras assimétricas. O campeão do cavalo com alças foi Felipe Ferreira com 13,875, o que o colocaria em 8º no Europeu. Já nas barras assimétricas, Jade venceu com 13,200. A pior na final do europeu fez 14,066!

Valeri Liukin, campeão olímpico na barra fixa e por equipes em Seul-1988 e pai e técnico da Nastia Liukin, 5 medalhas em Pequim-2008, incluindo o ouro no individual geral, será o novo consultor da ginástica feminina brasileira. Ela deve vir bastante ao Brasil e será de enorme ajuda para a nossa ótima seleção feminina.

Domingo dourado na Croácia

Depois das medalhas na Eslovênia, os ginastas brasileiros foram para Osijek, na Croácia, disputar mais uma Copa do Mundo por aparelhos, a Challenge Cup.

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Pódio da trave

Os ginastas brasileiros garantiram 11 vagas em 8 das 10 finais (fora dos saltos), mas o sábado não foi bom. A melhor performance foi de Arthur Zanetti no solo, com 14,067 e o 4º lugar na decisão, fora do pódio por apenas 0,066. Flávia Saraiva foi 5ª nas barras assimétricas com 12,800, Francisco Barretto 6º nas barras paralelas com 13,467 e Lucas Bitencourt 8º no cavalo com alças com 11,933.

Já no domingo, apesar de alguns errinhos, a equipe brasileira brilhou em solo croata. Na trave feminino, Thais Fidelis ficou com o ouro com 13,467. Thais fez sua estreia internacional na semana anterior na Eslovênia, quando ficou com o bronze nesta mesma prova com 12,850, quando caiu. Flavia Saraiva fez a Simone Biles e tocou a trave pra não cair. Mesmo assim fez 12,933 e ficou com o bronze.

Um pouco depois, as duas voltaram a competir no solo, sendo as 2 últimas a se apresentar. Mesmo sem apresentar sua melhor séria, Flavinha fez 13,633, assumindo a liderança. Thais veio logo depois e fez grande apresentação, tirando 13,733 (com 0,100 de dedução).

Thais sai de Osijek com dois ouros e mostrou que veio para ficar. Flavia Saraiva teve problema no pé na semana passada, mas nada grave. Reduziu sua dificuldade nesta etapa justamente para não forçar o pá. Rebeca Andrade só disputou as barras, sendo poupada no solo e salto. Arthur Zanetti precisa subir sua dificuldade, pois está longe do grego campeão olímpico, mas mostra enorme regularidade. Em 4 apresentações, tirou três vezes 14,900 e um 14,850. Um bom início de ciclo olímpico.

Ginástica começa bem na Eslovênia

Muitas quedas no 2º dia de finais, um grande susto, 4 medalhas e muita coisa boa por vir.

A equipe brasileira pegou 10 finais na Challenge Cup de Koper, na Eslovênia, e conquistou 4 medalhas numa etapa com nomes fortes na disputa, principalmente no feminino.

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Rebeca Andrade no pódio do salto

No sábado, Rebeca Andrade abriu as finais com o ouro no salto, com uma razoável média de 14,600. Mais tarde, Arthur Zanetti confirmou o favoritismo para levar as argolas com 14.850 em boa prova. A sua dificuldade foi de 6,100, enquanto dois ginastas fizeram 6,300, mas ele sempre leva na execução, com ótimos 8,750. Ainda no sábado, Flávia Saraiva tirou 13,450 nas barras assimétricas para ficar com o bronze.

Já no domingo, foi um festival de quedas. Eram 5 brasileiros em finais e todos caíram. Ainda assim, Thais Fidelis levou o bronze na trave com baixos 12,850, numa final cheia de quedas. Flavinha também caiu de um jeito bem bobo e ficou em 4º com 12,800. Nas barras paralelas, Lucas Bitencourt caiu logo no começo para ficar em último com 11,800. É bem raro cair nas paralelas.

Na decisão do solo feminino, Flávia Saraiva torceu o pé na primeira acrobacia e parou, dando um enorme susto. Mas está tudo bem já. Thais também caiu no solo e terminou em 4º com 12,550.

Apesar do domingo cheio de falhas, o torneio foi um bom começo de temporada. Ainda se adaptando às mudanças do código, os ginastas brasileiros fizeram uma boa competição. Thais, em sua estreia internacional, mostrou que está arriscando e tem tudo para permanecer na seleção. Flávia e Rebeca devem brigar por medalha no individual geral no Mundial, que não deve contar com Simone Biles. A seleção agora segue para a Croácia para outra etapa, em Osijek.

Bom início pra ginástica

Em sua 1ª competição no ano, a seleção feminina de ginástica obteve ótimos resultados no Troféu Citta di Jesolo, na Itália. Como este ano o Mundial não terá disputas em equipe, esta é uma das principais provas por equipes do ano. Representaram o país Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Thais Fidelis e Carolyne Pedro.

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No sábado, o Brasil ficou com a medalha de prata por equipes, somando 164,650, ficando atrás da equipe americana com 167,950 e na frente da Rússia, com 164,600. O destaque do Brasil foi Rebeca Andrade. Com seu yurchenko com dupla pirueta, ela tirou 15,000 sendo excelentes 9,600 na execução. Mesmo com quedas na trave e com boas notas no solo, o Brasil ficou com a 2ª colocação. Rebeca foi prata também no individual geral, somando 56,000, ficando atrás apenas da americana Riley McCusker, novo nome fortíssimo da equipe americana, com 56,600. Flavinha terminou em 5º com 55,400.

No domingo, nas finais por aparelho, Flávia Saraiva faturou duas medalhas. No solo, empatou no 1º lugar com a americana Abby Paulson com 13,900 e elas dividiram o ouro. Na trave, ela ficou com a prata, empatada com a francesa Marine Boyer, com 14,100. Com alguns desequilíbrios, ela perdeu a ligação de movimentos, que daria 0,2 a mais na nota e acabou ficando atrás da americana McCusker, com 14.200. Rebeca disputou 3 finais, sem medalhas. Foi 4ª no solo (13,550), 5ª nas barras assimétricas (13,800) e 6ª na trave (13,350).

Foi um excelente início de temporada para a equipe. Flávia e Rebeca mostraram que estão bem no cenário internacional , já se adaptando ao novo código de pontuação. Vale ressaltar que o Brasil jamais havia ficado a frente da Rússia numa prova por equipes.

A equipe agora se prepara para disputar etapas da Copa do Mundo na Europa em maio.