Mundial de Atletismo – Dia 5

O dia foi marcado por uma polêmica, com a exclusão de Isaac Makwala, de Botsuana. Ele e outras 30 pessoas pegaram uma intoxicação alimentar por conta de um norovírus e, de acordo com as regras britânicas, deveria ficar 48h em quarentena no seu quarto. Mas ele foi ao estádio, já que disputaria a final dos 400m, mas foi impedido de nadar.

400m masculino

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Wayde van Niekerk (RSA). Foto: IAAF/Getty Images

Sem Makwala para brigar com o sul-africano campeão mundial e recordista mundial, Wayde van Niekerk sobrou mais uma vez para levar o ouro com 43.98. Ele soltou demais nos 20-30m finais e acabou não batendo nenhum recorde. Steven Gardiner, de Bahamas, foi prata com 44.41 e o qatari Abdalelah Haroun ficou com o bronze com 44.48.

800m masculino

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Foto: IAAF/Getty Images

Sem David Rudisha na prova, o resultado era inesperado e até mesmo o brasileiro Thiago André teria chances. Ele começou bem, ficando em 2º na 1ª volta, mas acabou levando 3 empurrões normais da prova e ficou meio perdido. Quem não ligava pro que acontecia atrás era o francês Pierre-Ambroise Bosse, que venceu com 1:44.67, seguido do polonês Adam Kszczot, que era o 5º na entrada da reta final para levar a prata com 1:44.95. O queniano Kipyegon Bett foi bronze com 1:45.21. Thiago marcou 1:46.30e terminou em 7º.

3.000m com obstáculos masculino

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Conseslus Kipruto (KEN) mostrando que é o número 1 pouco antes de cruzar a linha de chegada. Foto: IAAF/Getty Images

O americano Evan Jager chegou em Londres disposto a quebrar o domínio queniano na prova em Mundiais e Olimpíadas. Ele tinha o melhor tempo do ano com 8:01.29 e ficou na frente por todo o percurso, ao lado do campeão olímpico no Rio, o queniano Conseslus Kipruto. Nos 200m finais, eles foram acompanhados do marroquino Soufiane Elbakkali. Assim que passaram pelo rio, o americano foi ficando pra trás e o queniano mostrou quem manda na prova para vencer com 8:14.12 contra 8:14.49 do marroquino e 8:15.53 do americano. Desde 1991 um atleta nascido no Quênia venceu o Mundial (em 2003 e 2005 quem levou foi Saif Saseed Shaheen, queniano de nascimento, mas que defendia o Qatar). Já em JO, o Quênia é ouro desde 1984!

Salto com vara masculino

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Sam Kendricks (USA). Foto: IAAF/Getty Images

Vindo de uma sequência de 10 vitórias seguidas, o americano Sam Kendricks fez prova perfeita, passando sempre de 1ª até os 5,89m. O chinês Changrui Xue também vinha zerando e bateu o recorde nacional com 5,82m, mas parou em 5,89m. Enquanto isso, o polonês Piotr Lisek e o francês Renaud Lavillenie passaram em 5,89m, mas com alguns erros durante a prova. Restando apenas 3 em 5,95m, apenas Kendricks conseguiu passar, na 3ª tentativa, enquanto Lisek queimava as 3. Já o francês queimou duas e foi tentar o tudo ou nada em 6,01m, mas não conseguiu. Kendricks ficou com o ouro e é o 1º americano no pódio da prova em Mundiais desde 2007. Já o francês, que foi bronze, segue sem um título mundial ao ar livre e acumula 5 pódios seguidos em mundiais, com 1 prata e 4 bronzes.

Lançamento de dardo feminino

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Barbora Spotakova (CZE). Foto: IAAF/Getty Images

A chinesa Huihui Lyu se sagrou favorita após os 67,59m na quali, novo recorde asiático, mas começou muito mal, não passando de 63m após 4 tentativas. Enquanto isso, a checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova fez 66,76m na 2º tentativa para liderar e não perder mais o ouro. Outra chinesa, Lingwei Li, fez 66,25m e encostou na checa na 3ª tentativa e ficou com a prata. Huihui melhorou para 65,26m no 5º lançamento para pegar o bronze enquanto a campeã do Rio-2016, a croata Sara Kolak, ficou em 4º com 64,95m.

Pista e Campo

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da holandesa Dafne Schippers com 22.63, seguida de Shaunae Miller-Uibo, de Bahamas, com 22.69 e da marfinense Marie-Josée Ta Lou com 22.70. Vitoria Cristina Rosa foi 3ª na sua bateria com 23.26 e Rosângela Santos foi 2ª na sua com 23.34, ambas se classificando pras semifinais. Campeã dos 100m, a americana Torie Bowie se machucou ao se jogar na linha de chegada dos 100m e não disputou a prova dos 200m.

Nos 400m com barreiras feminino, melhor marca nas semifinais da checa Zuzana Hejnová com 54.59. Campeã olímpica Dalilah Muhammad venceu a sua bateria com 55.00. Além de Muhammas, outras 2 americanas estão na final. Prata no Rio, a dinamarquesa Sara Petersen ficou com o 9º tempo 55.45 fora da final.

Duas vezes finalista olímpica, Geisa Arcanjo chega pela 1ª vez a uma final de Mundial ao fazer 17,79m na quali do arremesso de peso e pegar a 12ª e última vaga pra decisão. A chinesa Lijia Gong com 18,97m e a americana campeã olímpica Michelle Carter com 18,92m lideraram a quali.

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Mundial de Atletismo – Dia 3

Final inédita pro Brasil e ouro para dois campeões olímpicos no Rio.

100m feminino

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O salto de Torie Bowie pro ouro. Foto: IAAF/Getty Images

Depois de vencer sua bateria nas eliminatórias no dia anterior, Rosângela Santos brilhou novamente na semifinal ao ficar em 2º lugar na sua bateria com 10.91, batendo o recorde sul-americano e se tornando a 1ª brasileira a correr abaixo dos 11s! Ela avançou pra final com o 3º tempo no meio de grandes nomes como a campeã olímpica Elaine Thompson, a americana Torie Bowie e a holandesa Dafne Schippers.

Na decisão, Rosângela correu novamente bem, mas acima do tempo da semi, 11.06 e o ótimo 7º lugar na estreia de uma brasileira em uma final dos 100m. Quem surpreendeu foi a marfinense Marie-Josée Ta Lou que parecia que tinha levado, mas vendo novamente, percebe-se uma recuperação espetacular da americana Torie Bowie, que se jogou na linha de chegada e levou o ouro com 10.85 contra 10.86 de Ta Lou. A holandesa Dafne Schippers ficou com o bronze com 10.96.

Maratona masculina

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Até a metade, um pelotão grande seguia unido. Na 2ª metade da corrida, os quenianos Geoffrey Kirui e Gideon Kipketer e o etíope Tamirat Tola começaram a abrir. Kirui e Tola seguiram lado a lado enquanto Kipketer caía e via o tanzaniano Alphonce Silbu crescer. Nos últimos 5km, Kirui apertou e abriu sobre o etíope. Com 40km já tinha 52s de vantagem e aumentando até vencer com 2:08:27 contra 2:09:49 do etíope. Alphonce Simbu completou o pódio com 2:09:51 para levar a 2ª medalha da Tanzânia na história.

Maratona feminina

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Rose Chelimo (BRN). Foto: IAAF/Getty Images

A portuguesa Catarina Ribeiro forçou no início, mas com 15km já tinha despencado e a britânica Alyson Dixon foi pra frente liderando com folga. Com 30km, a armada africana junto com algumas penetras como duas americanas, uma norte-coreana, uma australiana e uma japonesa chegou pra formar um pelotão de 15 atletas. O grupo foi reduzindo aos poucos e, com 40km, a queniana Edna Kiplagat e a a barenita (queniana de nascimento) Rose Chelimo estavam a frente com outra queniana Flomena Daniel e americana Amy Cragg juntas 7s atrás. Chelimo seguiu forte até vencer com 2:27:11 enquanto Kiplagat e Cragg terminaram juntas a prova, mas com a queniana levemente a frente pra levar a prata. Ambas fizeram 2:27:18.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE). Foto: IAAF/Getty Images

A disputa ficou entre as duas favoritas: a grega campeã olímpica Ekaterini Stefanidi e a americana vice olímpica Sandi Morris. Elas passavam todas as alturas de 1ª e passaram sozinhas a 4,75m. A venezuelana Robeilys Peinado e a cubana Yarisley Silva empataram em 3º, ambas com 4,65m na 2ª tentativa e apenas um erro na prova. Em 4,82m, Morris errou e a grega passou de 1ª. Ambas foram para 4,89m, com Morris tendo apenas duas chances, errando ambas. Já campeã, Stefanidi foi direto pra 4,91m, passando na 1ª e fazendo a melhor marca do mundo em 2017. Ainda tentou 5,02m, que seria recorde do campeonato, mas não conseguiu. A grega unifica, portanto, os títulos olímpico e mundial.

Arremesso de peso masculino

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Tomas Walsh (NZL). Foto: IAAF/Getty Images

O americano Joe Kovacs abriu a prova com 21,48m contra 21,38 do neozelandês Tomas Walsh. Mas Walsh melhorou para 21,64m na 2ª tentativa. Na 3ª, Walsh melhorou ainda mais para 21,75m enquanto o americano subia para 21,66m, em 2º. O neozelandês seguia com uma prova brilhante, fazendo 21,70m, 21,63m, e enquanto Kovacs, que defendia o título mundial, não melhorava, Walsh fechou a prova já como campeão com 22,03m! O croata Stipe Zunic ficou com o bronze com 21,46, sua primeira medalha importante da carreira.

Heptatlo feminino

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Ao fim do 1º dia, a alemã Carolin Schäfer liderava com 22 pontos de vantagem sobre a belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Na 1ª prova do 2º dia, Thiam brilhou no salto em distância com 6,57m e 1.030 pontos contra 6,20m (912) da alemã. No dardo, a holandesa Anouk Vetter fez a melhor marca do dardo em um mundial no heptatlo, com ótimos 58,41m e 1.024 pontos! Thiam fez 53,93m (936) e Schäfer 49,99m (860). Thiam foi pra última prova com 172 pontos de vantagem e o ouro na mão. Já Schäfer mantinha o 2º lugar, mas com apenas 3 pontos na frente da holandesa. Nos 800m, nenhum liderou a sua bateria, mas a alemã chegou bem a frente da holandesa. Thiam foi a última na bateria, mas o suficiente para garantir o ouro com 6.784 pontos contra 6.696 de Schäfer e 6.636 de Vetter, recorde holandês. Em prova fraquíssima, Tamara Alexandrino terminou em 24º com 5.631 e Vanessa Chefer desistiu dos 800m após dar 3 passos e ficou em último com 4.500 pontos indo apenas passear em Londres.

Pista

Numa bateria forte dos 3.000m com obstáculos, o finalista olímpico Altobeli da Silva ficou em 6º com 8:31.82, mas não avançou pra final. Melhor tempo do americano Evan Jager com 8:20.36.

O cubano que representa a Turquia Yasmani Copello fez o melhor tempo das eliminatórias dos 400m com barreiras com 49.13. Márcio Teles foi 2º n sua bateria com 49.41 e avançou pra semifinal. Já Hederson Estefani fez 50.22 e ficou de fora por uma posição.

Nos 400m feminino, melhor tempo da barenita Salwa Eid Naser com 50.57. Correndo pra classificar, Allyson Felix venceu sua bateria com fracos 52.44, apenas para avançar pra semifinal.

Campeão olímpico neste estádio em 2012, o americano Aries Merritt fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 110m com barreiras com 13.16. Éder Souza fez 13.56 e avançou pra semi. Na sessão noturna, o jamaicano campeão olímpico no Rio Omar McLeod fez a melhor marca da semi com 13.10. Já o brasileiro com 13.70 ficou de fora da final.

Com a bela marca de 43.89, Steven Gardiner de Bahamas fez o melhor tempo das semifinais dos 400m com recorde nacional. Campeão olímpico e recordista mundial, o sul-africano Wayde van Niekerk venceu outra bateria com 44.22 pra avançar também pra final. Americano multicampeão LaShawn Merritt foi 7º na sua bateria com 45.52, longe da final.

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 4º na sua semi com 1:45.83, mas conseguiu pegar a última vaga para a final, por tempo! Ótima prova dele e uma enorme surpresa. O melhor tempo foi do vencedor da sua série, o queniano Kipyegon Bett com 1:45.02.

Campo

Sem grandes surpresas na qualificação do salto com vara masculino. O francês Renaud Lavillenie e o polonês Piotr Lisek foram os únicos a passar incólumes até atingirem os 5,70m. Também avançaram o americano Sam Kendricks, que faz excelente temporada, o atual campeão mundial, o canadense Shawn Barber, e o campeão mundial de 2013, o alemã Raphael Holzdeppe.

Na quali do dardo feminino, recorde asiático pra chinesa Huihui Lyu, com 67,59m logo na 1ª tentativa! Campeã olímpica no Rio, a croata Sara Kolak passou em 8º com 63,24m. Bicampeã olímpica, a checa Barbora Spotakova passou com a 5ª marca, de 64,32m.

Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Troféu Brasil – Dia 1

7 finais no primeiro dia e alguns recordes quebrados!

Pista

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Final dos 100m feminina

Rosângela Santos venceu os 100m feminino com bons 11.20 (0,0m/s) e finalmente conseguindo o índice para disputar o Mundial. Vitória Cristina Rosa ficou em 2º lugar com 11.24, também fazendo o índice na prova. Ana Cláudia Lemos foi 3ª com 11.35. Na prova masculina, vitória de Paulo André de Oliveira, com 10.18 (+0,5m/s), novo recorde sul-americano Sub20! Nas semifinais ele já havia igualado o recorde, com 10.20. Bruno Lins foi o 2º com 10.22 e Felipe Bardi dos Santos o 3º com 10.27.

Nos 10.000m, Tatiele de Carvalho venceu no feminino com 33:48.50. Num primeiro momento o placar deu 31min baixos, o que seria uma marca excepcional. Mas enganou todo mundo. No masculino, Daniel do Nascimento segue voando e venceu com 29:13.34, novo recorde sul-americano Sub20! Geração muito boa vindo por aí.

Campo

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Mariana Marcelino

O finalista olímpico Wagner Domingos foi o 1º campeão do Troféu, ao vencer o lançamento de martelo com 73,82m, ainda longe dos 77m que já fez este ano. Em 2º bem perto ficou Allan Wolski, com bons 73,31m. Na final feminina, Mariana Marcelino fez 67,02m na sua 1ª tentativa, estabelecendo o novo recorde brasileiro da prova, que era de 66,64m dela mesma.

Numa final fraca do salto com vara (saudades Murer), Patrícia Gabriela dos Santos e Juliana Campos (18 anos) fizeram prova idêntica e empataram no ouro com 4,10m. Veterana Joana Costa, também com 4,10m, foi bronze. Alex parecido Soares lidera o 1º dia do decatlo com 4,193 pontos.

Troféu Brasil de Atletismo – Dia 1

Com 779 atletas, começou nesta quinta em São Bernardo do Campo o Troféu Brasil e última oportunidade de classificação olímpica pra equipe brasileira.

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Vitor Hugo na final dos 100m. Foto: Wagner Carmo/CBAt

O grande destaque do dia foi Vitor Hugo dos Santos. Na sua semifinal dos 100m masculino, ele venceu com excelentes 10.11 e foi o primeiro brasileiro a conseguir o índice olímpico na prova mais rápida do atletismo. Na final, Vitor venceu com 10.21. José Carlos Moreira foi prata com 10.25 e Rodrigo Nascimento bronze com 10.26. Nas eliminatórias, Paulo André de Oliveira fez 10.26 e bateu o recorde brasileiro juvenil.

Na prova feminina, Rosângela Santos venceu com tranquilidade na semifinal e na final. Com 11.34, deixou Bruna Farias em 2º com 11.45 e Vitória Cristina Rosa em 3º com 11.54. Os revezamentos 4x100m começam a ser formados.

No lançamento de martelo, Wagner Domingo, o Montanha, venceu com tranquilidade. Com 74.49m, ele não bateu o recorde brasileiro, como já havia feito 3 vezes esse ano. Se manter os lançamentos nessa distância, pode pegar uma final olímpica inédita. Na final feminina, Mariana Marcelino foi ouro com 64,90m, batendo o recorde brasileiro por 25cm que Anna Paula Pereira havia batido no dia 19 neste mesmo estádio. Anna Paula foi prata com 62,56m.

Nas provas de 10.000m, Eder Uillian da Silva venceu com 29:19.36 e Tatiele de Carvalho levou com 34:25.86, mais de 2min pior que o índice olímpico que ela fez há algumas semanas.

Após 4 provas do heptatlo, Vanessa Spínola lidera com 3.634 pontos, seguida de Giovana Cavaleti com 3.524 e Tamara de Sousa com 3.471.

O Pinheiros lidera com 66 pontos, seguido da BM&FBovespa com 53 e Orcampi com 50.

Temporada indoor segue animada

Dois recordes mundiais agitaram o meeting indoor em Estocolmo nesta quarta-feira.

Genzebe Dibaba em Estocolmo. Foto: Hasse Sjogren

Campeão mundial indoor nos 1.500m em 2014, Ayanleh Souleiman, do Djibouti, sobrou na pouco usual prova de 1.000m e venceu com 2:14.20 para conquistar o recorde. Já na prova de milha feminina, a grande Genzebe Dibaba estabeleceu a nova marca com 4:13.31. Favorita em duas provas no Rio-2016 (1.500m e 5.000m), Dibaba venceu a mais curta no Mundial ano passado e foi bronze na mais longa. Os dois chegarão como grandes favoritos ao Mundial Indoor, em março nos EUA e podemos ver mais recordes mundiais.

Na mesma competição, Fabiana Murer foi prata no salto com vara com 4,71m, perdendo para a grega Nikoleta Kyriakopoulou, que fez 4,81m.

Recordes Sul-Americanos

No último fim de semana, dois recordes sul-americanos para brasileiros no meeting de Berlim. Thiago Braz fez um salto espetacular e atingiu 5,93m no salto com vara, melhorando o recorde continental indoor em 17cm! Em competições outdoor, Thiago tem 5,92m. O outro recorde veio com Rosângela Santos na prova de 60m. Com o tempo de 7.17, terminou em 4º lugar e abaixou a marca anterior de 7.19.

Em competições indoor no Brasil, alguns bons resultados. Em São Caetano no sábado, Fabiana Moraes obtendo o índice pro Mundial nos 60m com barreiras. Com o tempo de 8.08, ela abaixo o recorde brasileiro da prova. Em São Bernardo no domingo, Eliane Martins fez 6,61m no salto em distância e pôs seu nome na equipe olímpica! Interessante que ela não fez índice pro Mundial indoor, que é de 6,65m.

Até o momento, apenas 8 atletas brasileiros conseguiram índice para o Mundial de Portland. No masculino João Vitor de Oliveira (60m com barreiras), Thiago Braz (vara), Augusto de Oliveira (vara) e Darlan Romani (peso). No feminino temos Ana Cláudia Lemos (60m), Rosângela Santos (60m), Fabiana Moraes (60m com barreiras) e Fabiana Murer (vara).

Mundial de Atletismo – Dia 6

A coroação de Usain Bolt (mais uma vez), o salto espetacular no triplo e mais marcas impressionantes no martelo e nos 400m.

200m masculino

Usain Bolt. Foto: Getty Images

Essa é a prova dele. Se nos 100m Usain Bolt venceu por apenas 1 centésimo, nos 200m ele sobrou. No fim da curva, Justin Gatlin bem que tentou, mas o jamaicano deu show na reta e fechou a distância em 19.55, melhor tempo do mundo no ano! O americano ficou com a prata mais uma vez com 19.74 e uma enorme surpresa no bronze, para o sul-africano Anaso Jobodwana com 19.87, recorde nacional. Ele tirou o bronze do favorito Alonso Edwards, do Panamá, que fez o mesmo tempo, mas perdeu na foto por 2 milésimos.

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Bolt vence seu 10º ouro em mundiais e se torna tetracampeão mundial dos 200m!

Salto triplo masculino

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O duelo entre o cubano Pedro Pablo Pichardo e o americano Christian Taylor começou duro. Pichardo abriu com 17,52m enquanto o americano fez apenas 16,85m. Na segunda rodada, Taylor melhorou bem para 17,49m e o cubano fez 17,44m. Na 3ª, os dois fizeram 17,60m e empataram, mas com a vantagem pro cubano. Na 4ª, Taylor melhor mais uma vez, para 17,68m enquanto Pichardo piorou para 17,33m. Na 5ª, nenhum melhorou, com Taylor para 17,22m e Pichardo 17,52m.

Aí veio a última série! E Christia Taylor fez um espetacular e sensacional 18,21m!! Simplesmente o 2º melhor salto da história, perdendo apenas para o recorde mundial de 18,29m no Jonathan Edwards. Pressionado, Pichardo encerrou também melhorando, mas longe com 17,73m. Prova sensacional. Muito legal o bronze pro português Nélson Évora, que foi campeão olímpico neste mesmo estádio em 2008. Agora, o bronze veio com 17,52m também no último salto.

400m feminino

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O que dizer de Allyson Felix? Ela desistiu dos 200m para focar nos 400m e deu muito certo. Ela venceu sozinha disparada com a belíssima marca de 19.26, melhor salto do mundo no ano! Shaunae Miller, das Bahamas, foi prata com 49.67 e a jamaicana Shericka Jackson completou o pódio com 49.99, seguida de mais 3 jamaicanas! Campeã mundial e olímpica em Pequim, a britânica Christine Ohuruogu foi a 8ª.

Foi o 9º ouro mundial da Allyson Felix, que encosta no Bolt.

Lançamento de Martelo feminino

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Um ouro mais que esperado. A polonesa Anita Wlodarczyk bateu o recorde mundial da prova no início do mês, dia 1º de agosto com 81,08 e só perderia o ouro por um desastre. Ela já abriu com 74,40 como líder. E só foi melhorando, para 78,52, 80,27 e o lançamento do ouro para 80,85m! Apesar da vitória, ela saiu frustrada, por não ter batido o recorde por 23cm. Segundo título mundial dela. A chinesa Wenxiu Zhang foi prata com 76,33 e a francesa Alexandra Tavernier foi bronze com 74,02.

Outras provas

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A britânica Dina Asher-Smith fez o melhor tempo das semifinais dos 200m feminino com 22.12. Na final, serão 3 jamaicanas e 2 americanas com ela. Rosângela Santos foi 4ª na sua semi com 22.87, terminando em 13º lugar no geral.

Na semi dos 800m, Melissa Bishop fez a melhor marca com 1:57.52, recorde canadense. Muito forte a semi, com 11 atletas correndo para baixo de 1:59! A 3ª semi foi tão forte que Sifan Hassan foi 5ª na semi com 1:58.50 e ficou fora da final.

Aries Merritt com o melhor tempo na semi dos 110m com barreiras com 13.08! Atual campeã mundial, David Oliver com 13.17. Serão 3 franceses na final.

Nas eliminatórias dos 100m com barreiras feminino, americana Brianna Rollins melhor tempo com 12.67. Não me surpreende um pódio todo americano na prova. Nos 1.500m masculino, sem surpresas, com o queniano Silas Kiplagat com o melhor tempo de 3:38.13. Nos 5.000m feminino, sem surpresas também, com a etíope Almaz Ayana com o melhor tempo de 15:09.40.

A sérvia Ivana Spanovic fez a melhor marca na quali do salto em distância feminino, com o recorde nacional de 6,91m. Decepção enorme da tricampeã mundial e campeã olímpica! Brittney Reese apenas na 24ª colocação com fracos 6,39m. No disco masculino, jamaicano Fedrick Dacres com a melhor marca de 65,77m. No salto em altura feminino, maior surpresa a eliminação de Morgan Lake, que não passou em 1,92m.