Resumo Rio-2016: Boxe – pesos leves

Até 49kg masculino

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Hasanboy Dusmatov (UZB)

Com a profissionalização do bicampeão da categoria, o chinês Zou Shiming, o favoritismo recaiu sobre os campeões mundiais recentes, o cazaque Birzhan Zhakypov e o cubano Joahnys Argilagos, mas ambos decepcionaram. O cubano, de apenas 19 anos, derrotou na estreia o britânico Galal Yafai por 2-1 e depois o queniano Peter Mungai Warui por 3-0, mas na semifinal foi surpreendido pelo colombiano Yuberjen Martínez por 2-1. Outro grande favorito, o irlandês Paddy Barnes, bronze nas últimas 2 Olimpíadas, foi a grande decepção, perdendo na estreia para o espanhol Samuel Carmona.

Pela chave de baixo, Zhakypov perdeu nas 4as para o uzbeque Hasanboy Dusmatov por decisão unânime. Enquanto isso, o russo vice-campeão mundial Vasily Yegorov também parou na estreia, perdendo de 3-0 para o americano Nico Hernandez. O americano venceu o equatoriano Carlos Quipo nas 4as, mas na semifinal caiu pro uzbeque campeão asiático. Na decisão, Dusmatov começou melhor e foi aumentando o ritmo dos golpes na 1ª final do boxe no Rio-2016. Martínez tentou buscar no 3º round, mas já era tarde e o uzbeque ficou com a medalha de ouro.

Hasanboy Dusmatov venceu o 1º ouro do esporte nos Jogos e a 1ª medalha do Uzbequistão no peso mosca-ligeiro e a 3ª seguida da Ásia na categoria. A prata de Yuberjén Martínez foi a 1ª medalha da Colômbia no boxe desde Seul-1988. Joahnys Argilagos ficou com um dos bronzes, colocando Cuba de volta ao pódio da categoria após ficar de fora em Londres-2012. O americano Nico Hernández ficou com o outro bronze, a 1ª medalha do país na categoria desde Seul-1988. Depois de 3 presenças seguidas no pódio, a China ficou de fora.

Até 52kg masculino

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Shakhobidin Zoirov (UZB)

Campeão mundial em 2015 e dos Jogos Europeus no mesmo ano, o azeri Elvin Mamishzada venceu cazaque na estreia, mas perdeu nas 4as para o uzbeque Shakhobidin Zoirov por 3-0, em mais uma boa atuação de um boxeador do Uzbequistão. Prata nos Jogos Asiáticos de 2014, Zoirov venceu por 3-0 na semifinal o venezuelano Yoel Finol, grande surpresa da categoria, que eliminou o britânico Muhammad Ali, homônimo do grande ídolo, e o argelino Mohamed Flissi, 2 medalhas em mundiais.

Na parte do baixo, o favoritismo era todo do russo Misha Aloyan, bronze em Londres-2012 e bicampeão mundial em 2011 e 2013. O russo passou bem pelas 2 lutas iniciais, sempre por unanimidade, até vencer o chinês Hu Jianguan na semifinal também por 3-0. O chinês, aliás, se vingou da derrota na semi do último mundial pro cubano Yosvany Veitia, eliminando-o nas 4as. Na decisão, Aloyan começou melhor e venceu o 1º round, mas Zoirov voltou melhor do intervalo, empatando o confronto. No round decisivo entrou de maneira devastadora para vencer por decisão unânime dos árbitros e levar o ouro com 3-0.

Shakhobidin Zoirov faturou o 2º ouro uzbeque no boxe no Rio-2016, sendo que o 3º viria menos de uma hora depois. Assim como na categoria abaixo, foi a 1ª medalha da história do país na categoria mosca e encerrando a sequencia de ouros de Cuba e Tailândia na categoria, que venceram o ouro nas últimas 5 Olimpíadas. O russo Misha Aloyan ficou com a prata melhorando o bronze conquistado 4 anos antes. O bronze de Yoel Finol foi a 1ª medalha da Venezuela no boxe em 32 anos. O outro bronze foi pro chinês Hu Jianguan, a 1ª medalha do país no peso mosca.

Até 56kg masculino

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Robeisy Ramirez (CUB)

O irlandês Michael Conlan era o cabeça de chave 1 e atual campeão mundial. Ele começou bem com 3-0 sobre o armênio Aram Avagyan, mas foi derrotado nas 4as pro russo Vladimir Nikitin, vice mundial em 2013. A luta foi muito criticado por ambos os lados por conta das decisões dos juízes, algo que infelizmente foi comum nos Jogos. Por conta de uma lesão adquirida nesse luta, Nikitin não disputou a semifinal, dando a vaga na decisão pro americano Shakur Stevenson. O americano havia eliminado nas 8as o brasileiro Robenílson de Jesus.

Na chave de baixo, todo favoritismo do cubano Robeisy Ramirez, campeão olímpico em Londres-2012 na classe inferior, peso mosca. Agora lutando no peso galo, Ramirez estreou vencendo o indiano Shiva Thapa, bronze no último mundial. Nas 4as boa vitória sobre o chinês Zhangh Jiawei e na semifinal mais uma vitória por 3-0, agora sobre o uzbeque Murodjon Akhmadaliev, atual vice mundial. A final foi espetacular entre o cubano de 22 anos e o americano de apenas 19. Ramirez venceu o 1º round enquanto o americano levou o 2º. O 3º foi muito disputado, mas com ligeira vantagem pro cubano, que acabou com o ouro por 2-1 (29-28, 29-28, 28-29).

Robeisy Ramirez faturou seu 2º ouro olímpico e deu o 4º ouro cubano em 7 Olimpíadas na categoria. Cuba esteve em todos os pódios do peso galo desde Barcelona-1992. Shakur Stevenson ficou com a prata e se tornou o 1º americano a chegar em uma final olímpica desde André Ward em Atenas-2004. O bronze do russo Vladimir Nikitin foi a 1ª medalha russa na categoria desde Atlanta-1996. O outro bronze ficou com o uzbeque Murodjon Akhmadaliev.

Até 60kg masculino

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Robson Conceição (BRA)

Assim que saíram as chaves do torneio de boxe dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, havia uma certeza: a final do peso leve masculino seria na semifinal. Bicampeão mundial, o cubano Lázaro Álvarez é o nome de Cuba para uma categoria que teve Mario Kindelán, bicampeão olímpico e tri mundial. Do outro lado, o brasileiro Robson Conceição, que subiu ao pódio nos dois últimos mundiais e era a grande esperança do país no esporte. Álvarez iniciou sua campanha vencendo o italiano Carmine Tommasone e depois o americano Carlos Balderas. Robson venceu por nocaute técnico o tadjique Anvar Yunusov e passou pela uzbeque Hurshid Tojibaev. A semifinal foi como esperado, de altíssimo nível e valendo o ouro. Robson tomou a iniciativa da luta desde o início, vencendo os 3 rounds. No último, o cubano deu um golpe que abriu o supercílio do brasileiro, mas nada que tenha atrapalhado a vitória e a vaga na final.

A outra vaga na final ficou com o francês Sofiane Oumiha, prata nos Jogos Europeus em 2015. Ele passou por um boxeador da Nicarágua e por um tailandês, até eliminar nas 4as o azeri Albert Selimov, de quem tinha perdido na final dos Jogos Europeus. Na semi, Oumiha enfrentou o mongol Dorjnyambuugiin Otgondalai, vencendo por 3-0. A decisão lotou o Pavilhão 6 do Riocentro e traria a 3ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos, após as vitórias no judô e no salto com vara. O brasileiro começou mais agressivo e o francês buscava o contra-ataque. Mesmo tomando um soco no final do 1º round, Robson saiu vitorioso para todos os juízes. No 2º, fez boas esquivas e dava golpes precisos, que derrubaram o francês, mas o árbitro não abriu contagem. Mais uma vitória do brasileiro que já tinha quase nas mãos o ouro. No 3º e decisivo, Robson foi mais conservador, mas continuou se impondo, apesar de 2 dos 3 árbitros darem a vitória no round para Oumiha. Na soma dos pontos, 3-0 pro brasileiro e o ouro inédito para delírio de 9.000 torcedores presentes no Pavilhão 6.

O ouro de Robson Conceição foi o 1º do Brasil na história do boxe, superando a prata de Esquiva Falcão em Londres-2012. Sofiane Oumiha ficou com a prata, repetindo o feito do francês Daouda Sow na mesma categoria em Pequim-2008. O cubano Lázaro Álvarez ficou com um dos bronzes, sua 2ª medalha olímpica, a 2ª de bronze. Foi o 3º bronze seguido da ilha na categoria e o 5º pódio seguido. O bronze do mongol Dorjnyambuugiin Otgondalai foi a 1ª medalha do país na categoria desde Barcelona-1992.

Até 64kg masculino

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Fazliddin Gaibnazarov (UZB)

Campeão mundial em 2015, o russo Vitaly Dunaytsev viu em seu caminho para a final o uzbeque Fazliddin Gaibnazarov, no que seria a reedição da final do último mundial ainda na semifinal. Dunaytsev estreou vencendo um boxeador da Mongólia e depois passou por um chinês. Enquanto isso, Gaibnazarov passou por congolês, indiano e por um americano até chegar na semifinal. Em uma luta apertadíssima, Dunaytsev começou vencendo o 1º round, mas sem unanimidade. Gaibnazarov foi melhor no 2º, mas Dunaytsev acabou indo melhor no 3º. Apesar do enorme equilíbrio, na soma das pontuações dos juízes, o uzbeque venceu por 2-1 e foi para a final, concluindo a revanche.

A chave de baixo tinha dois cubanos que se enfrentariam nas 4as. Duas medalhas em mundiais, o cubano Yasniel Toledo venceu britânico e chegou às 4as. Já Lorenzo Sotomayor, sobrinho de Javier Sotomayor, decidiu defender o Azerbaijão, onde teria menor concorrência. Ele venceu duas lutas até enfrentar Toledo. Mas Sotomayor dominou o combate, vencendo por 3-0 e se garantindo na semifinal contra o alemão Artem Harutyunyan. O azeri-cubano mais uma vez dominou e venceu o alemão por 3-0 se garantindo na final. Sotomayor começou melhor e venceu o 1º round da final, mas Gaibnazarov aumentou a velocidade e dominou o resto da decisão, vencendo por unanimidade e levando o 3º ouro do Uzbequistão no Rio-2016, o 2º do último dia dos Jogos.

O ouro de Fazliddin Gaibnazarov foi o 2º da história do Uzbequistão na categoria meio-médio ligeiro. Lorenzo Sotomayor defende o Azerbaijão, mas é cubano de nascimento. Foi a 7ª Olimpíada seguida com um cubano no pódio da prova, apesar de defender outro país. O bronze do alemão Artem Harutyunyan foi a 1ª medalha alemã na categoria desde Atlanta-1996 e a 1ª medalha alemã no boxe olímpico desde Atenas-2004. O russo Vitaly Dunaytsev completou o pódio com o 2º bronze se tornando o 1º russo a medalhar na prova desde Tóquio-1964.

 

Prévias Rio-2016: Boxe

Como falta muito pouco para os Jogos e não terei tempo hábil para escrever as prévias como gostaria, vou apenas dar uma passada geral no esporte e lançar meus palpites de pódio.

Cuba e Rússia são as grandes potências do boxe masculino na atualidade. Cuba tem 34 medalhas de ouro e 67 no total no boxe e só perde para os Estados Unidos, que há algum tempo não consegue grandes resultados. Nas últimas 5 Olimpíadas, conquistou apenas 2 ouros no boxe masculino.

No feminino, os principais nomes são os mesmos que venceram ouro em Londres: a britânica Nicola Adams, a americana Claressa Shields e a irlandesa Katie Taylor.

E o Brasil? A equipe brasileira tem como principal nome Robson Conceição, medalha nos dois últimos mundiais nos 60kg. Robenilson de Jesus nos 56kg e Joedison Teixeira nos 64kg tem boas chances de medalha também. No feminino, são duas boxeadoras que dificilmente medalharão.

49kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Paddy Barnes (IRL); Prata – Vasily Yegorov (RUS); Bronzes – Joahnys Argilagos (CUB) e Birzhan Zhakypov (KAZ)

52kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Yosvany Veitia (CUB); Prata – Elvin Mamishzada (AZE); Bronzes – Mohamed Flissi (ALG) e Misha Aloyan (RUS)

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Michael Conlan (IRL)

56kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Michael Conlan (IRL); Prata – Javid Chalabiyev (AZE); Bronzes – Zhang Jiawei (CHN) e Shakur Stevenson (USA)

60kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Robson Conceição (BRA); Prata – Albert Selimov (AZE); Bronzes – Lázaro Alvarez (CUB) e Mahmoud Abdelaal (EGY)

64kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Vitaly Dunaytsev (RUS); Prata – Yasniel Toledo (CUB); Bronzes – Joedison Teixeira (BRA) e Wuttichai Masuk (THA)

69kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Roniel Iglesias (CUB); Prata – Parviz Baghirov (AZE); Bronzes – Daniyar Yeleussinv (KAZ) e Andrey Zamkovoy (RUS)

75kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Bektemir Melikuziev (UZB); Prata – Arlen López (CUB); Bronzes – Zhanibek Alimkhanuly (KAZ) e Michael O’Reilly (IRL)

81kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Julio Cesar la Cruz (CUB); Prata – Elshod Rasulov (UZB); Bronzes – Joe Ward (IRL) e Teymur Mammadov (AZE)

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Erislandy Savon (CUB)

91kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Erislandy Savon (CUB); Prata – Evgeny Tishchenko (RUS); Bronzes – Chouaib Boulodinat (ALG) e Paul Omba-Biongolo (FRA)

Acima de 91kg masculino

Meu Pódio: Ouro – Ivan Dychko (KAZ); Prata – Filip Hrgovic (CRO); Bronzes – Ynoy Yoka (FRA) e Joe Joyce (GBR)

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Nicola Adams (GBR)

51kg feminino

Meu Pódio: Ouro – Nicola Adams (GBR); Prata – Peamwilai Laopeam (THA); Bronzes – Ren Cancan (CHN) e Zhaina Shekerbekova (KAZ)

60kg feminino

Meu Pódio: Ouro – Katie Taylor (IRL); Prata – Anastasia Belyakova (RUS); Bronzes – Estelle Mossely (FRA) e Yin Junhua (CHN)

75kg feminino

Meu Pódio: Ouro – Claressa Shields (USA); Prata – Savannah Marshall (GBR); Bronzes – Ariane Fortin (CAN) e Li Qian (CHN)

Resumo do fim de semana

Tênis de Mesa

Hugo Calderano faturou o título da Copa Latino-Americana na Guatemala. Na final, venceu o mexicano Marcos Madrid por 4-1. Em 6 edições do torneio, o Brasil venceu todas as vezes no masculino, mas foi o primeiro título do Calderano. Eric Jouti chegou às semifinais e foi bronze.

Já no feminino, pela primeira vez, nenhuma brasileira foi ao pódio. Caroline Kumahara perdeu nas 4as por 4-2 para a colombiana Lady Ruano, que foi a campeã, e Lin Gui perdeu por 4-3 para a chilena Paulina Vega.

No Aberto da Eslovênia, Thiago Monteiro e Cazuo Matsumoto perderam na 2ª rodada da chave final. Thiago perdeu de 4-2 para o coreano Joo Saehyuk e Cazuo perdeu de 4-1 para Chuang Chih-Yuan, de Taiwan.

Também tivemos a definição por parte da CBTM da equipe que vai aos Jogos Olímpicos. Hugo Calderano, Gustavo Tsuboi, Lin Gui e Caroline Kumahara já estavam classificados e Cazuo Matsumoto e a jovem talentosa Bruna Takahashi completarão as equipes brasileiras.

Natação

Parte da seleção brasileira disputou o GP de Santa Clara de natação e conquistou 6 medalhas.

Thiago Pereira venceu os 200m medley com 1:57.77 e Kaio Márcio faturou os 200m borboleta, com 1:57.61. Leonardo de Deus fez a dobradinha nos 200m borboleta, levando a prata com 1:58.40. Foram ainda 3 bronzes: Tales Cerdeira (1:01.59 nos 100m peito), Gabriel Santos (49.44 nos 100m livre) e Miguel Valente (15:24.43 nos 1.500m livre).

Faziam ainda parte da equipe Brandonn Almeida e Marcos Macedo. O resto da seleção brasileira disputa nesta semana a etapa de Barcelona do circuito Mare Nostrum.

Basquete

Fabrício Veríssimo em jogo contra as Filipinas. Foto: FIBA

A equipe brasileira foi prata no Mundial Sub18 de Basquete 3×3! A modalidade não é olímpica, mas aparece nos Jogos da Juventude. Na primeira fase, o Brasil venceu 20-14 as Filipinas e 19-16 a Espanha, mas perdeu de 13-7 para a Hungria e de 21-8 para a Nova Zelândia. Mesmo assim, ficou em 2º lugar no grupo. Nas 4as, venceu por 19-13 a Eslovênia e na semifinal passou com apertados 21-20 a Itália!

Na grande final, acabaou perdendo de 20-12 para a equipe do Qatar, formada por jogadores naturalizados.

O destaque foi Fabrício Veríssimo, maior pontuador do campeonato com 67 pontos.

Outros Esportes

Juliana dos Santos bateu novamente o recorde sul-americano dos 3.000m com obstáculos. Nesta segunda-feira, venceu a prova no meeting de Praga com 9:38.63, reduzindo o recorde em 0.70, que ela tinha estabelecido na semana anterior.

– Seleção de boxe vence 6 medalha no torneio Giraldo Cordova Cardin, em Cuba. Favorito a medalha nos Jogos, Robson Conceição foi ouro nos 60kg. Pedro Lima (75kg) e Michel Borges (81kg) perderam a final para cubanos e ficaram com a prata. Roberto Custódio (69kg), Juan Nogueira (91kg) e Robenilson de Jesus (56kg) foram bronze.

Gideoni Monteiro. Foto: Divulgação

– Único brasileiro classificado para o ciclismo de pista, Gideoni Monteiro venceu 2 medalhas em prova em Portugal. Foi ouro na corrida por pontos e bronze na perseguição individual. Foi ainda 6º na prova de Scratch e 7º no 1km contra relógio. Todas essas provas fazem parte da disputa do Omnium.

– Na Copa do Mundo de florete em Xangai, Henrique Marques foi o único brasileiro a avançar até a chave final. Ele venceu italiano por 15-11, mas perdeu na estreia da chave final para o forte americano Gerek Meinhardt por 15-4. Ghislain Perrier e Guilherme Toldo perderam na última rodada preliminar.

Adilson da Silva foi 4º colocado no Aberto da Zâmbia de golfe, que faz parte do Sunshine Tour. Com 274 tacadas no total, ficando a apenas 3 do campeão. O brasileiro sobe 25 posições no ranking mundial e é hoje o 255º colocado.

Jogos Sul-Americanos – Dia 11

E nesta terça se encerraram os Jogos Sul-Americanos com 11 ouros brasileiros nas últimas 20 provas.

Boxe

Sete brasileiros disputaram as finais do boxe, 9 masculinas e 3 femininas. E a performance quase foi perfeita.

No masculino, os 5 finalistas ficaram com o ouro: No 52kg Julião Neto (foto) nocateou o venezuelano Eduard Bermudez, nos 56kg Robenilson de Vieira Jesus venceu Luiz Miguel Mendoza (COL), nos 60kg Robson Conceição venceu Luis Arcon (VEN), nos 64kg o campeão mundial Everton Lopes derrotou Jonathan Vernaza (ECU) e no 81kg Michel Borges passou por Carlos Mercado (ECU).

No feminino, Flávia Figueiredo venceu Atheyna Bylon (PAN) nos 75kg e faturou o 6° ouro brasileiro. Na 7ª final, Clélia Costa perdeu para Ingrit Victoria (COL) nos 51kg e foi prata.

Foram ainda 4 bronzes para os derrotados nas semifinais que não tinham sido computados: Roberto de Queiroz nos 69kg, Lucas Martins nos 75kg, Juan Nogueira nos 91kg e Luany da Silva nos 60kg feminino.

O Brasil dominou o boxe com 6-1-4, enquanto Colômbia, Venezuela e Argentina levaram 2 ouros cada.

Ginástica Rítmica

As brasileiras dominaram as disputas por aparelho. Começando com o arco, Angélica Kvieczynski tirou 15,883 e ficou com o ouro enquanto Natalia Gaudio (foto) foi bronze com 13,783. Ela teve uma alta penalidade de 0,45, provavelmente por ter perdido o arco.

Na 2ª final, a da bola, Natalia que ficou com o ouro com 15,250 e Angélica levou a prata com 15,167. A terceira colocada ficou muito, mas muito longe, com 12,942. Nota muito baixa.

Nas maças, Natalia faturou seu segundo ouro com 14,350, mesma nota da argentina Milagros Carrasco. Andressa Jardim conseguiu o bronze com 14,217. Angélica foi mal nesta prova no dia anterior e não conseguiu vaga na final.

E na última final dos Jogos, na fita, Angélica deu um show e tirou 15,667 ficando com seu 3° ouro. Natalia Gaudio ficou com a prata com 14,417 e leva a sua 5ª medalha em Santiago.

Brasil foi praticamente perfeito e confirmou seu enorme favoritismo levando 5 ouros, 3 pratas e 2 bronzes. Apenas a Argentina também conquistou medalha, com 1-1-3.

Tiro

Emerson Duarte fez a melhor pontuação nas eliminatórias da pistola de tiro rápido 25m, com 572 enquanto Julio Almeida foi o 2° com 570. Na final, Emerson atirou muito bem e foi ouro, com 22 pontos contra 20 do argentino Juan Pablo Savarino. Julio ficou com o bronze com 15 pontos.

No rifle 50m 3 posições feminino, Cristina Mello foi muito bem na preliminar com 576, apenas 1 ponto atrás de venezuelana. Rosane Ewald foi a 5ª. Já na final, Rosane foi melhor e ficou com o bronze, enquanto Cristina foi a 4ª.

O Brasil venceu o tiro nos Jogos com 4-4-3, contra 4-2-3 da Venezuela.

Taekwondo

Nos 57kg feminino, Rafaela Araujo perdeu nas 4as para panamenha por 3-2.

Já nos 68kg masculino, Nicholas Pigozzi venceu venezuelano nas 8as 6-4, boliviano nas 4as por 3-2 e chileno na semi por 9-1. Na final, Tosh van Dijk, do Suriname, abriu 4-1 no 1° round. No 2°, Nicholas empatou 4-4, mas tomou mais 5 pontos e van Dijk fez 9-4. No 3° o brasileiro diminui para 9-5, mas não foi o suficiente e ficou com a prata.

Esta foi a penúltima final a terminar e o Suriname levou o seu 1° (e único) ouro em Santiago. O Brasil encerra o taekwondo com 4 pratas e 1 bronze, indo bem abaixo da expectativa.

Quadro Final

Após 12 dias de disputas, este é o quadro final. Apenas a Guiana não levou medalha.

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Em breve uma análise da performance brasileira. Onde fez o que deveria, onde surpreendeu e onde fracassou e o que isso significa para o Pan-2015 e para o Rio-2016.

Mundial de Boxe

A evolução do boxe brasileiro é visível. Depois das duas medalhas no masculino em Londres, o Mundial deste ano chegou com grandes expectativas. A maior cidade do Cazaquistão, Almaty, (a capital é Astana) recebeu 576 boxeadores de 116 países, na disputa de 10 categorias de peso. E este mundial contou com mudanças fundamentais.

Novas regras

Este foi o primeiro mundial com as novas regras que tentam aproximar o boxe amador do boxe profissional. Os protetores de cabeça se foram e a pontuação mudou. Antes, a pontuação era dada a cada golpe com sucesso desferido. Em 2009, essa regra permaneceu, mas o resultado só era divulgado ao fim de cada round. Agora, cada árbitro deve dar 10 pontos a quem ele acredita que venceu o round e deduzir do outro para cada falta ou nocaute. Os resultados também são divulgados ao final do round e, após 3 rounds, a pontuação de 3 árbitros é somada e a vitória é dada se pelo menos dois árbitros deram vitória ao mesmo boxeador.

Brasileiros

A equipe brasileira chegou muito bem cotada e repetiu as medalhas dos Jogos de Londres.

Robson Conceição (foto acima, de azul), na categoria leve (60kg), fez ótima campanha, vencendo 4 lutas, incluindo um 3-0 sobre o favorito italiano Domenico Valentino na semifinal. Valentino foi campeão mundial em 2009. Na final, foi derrotado pelo cubano Lazaro Alvarez por 3-0 e faturou a medalha de prata. Alvarez foi campeão mundial em 2011 no peso galo.

Éverton Lopes (foto acima, de vermelho), campeão mundial em 2011, chegou com grande força para lutar pelo bicampeonato. No meio-médio ligeiro (64kg), obteve 3 vitórias até ser derrota na semifinal por 2-1 para o cazaque Merey Akshalov, que se tornaria o campeão mundial. Apesar de ficar com o bronze, Éverton se disse extremamente satisfeito com o resultado.

O vice-campeão olímpico Esquiva Falcão chegou cotado, mas não muito bem preparado. Ele tem se dedicado mais ao boxe profissional e perdeu nas oitavas de final para o russo Artem Chebotarev no peso médio (75kg).

No peso mosca-ligeiro (49kg), Patrick Lourenço venceu duas lutas, até perder nas quartas para o argelino Mohamed Flissi. Já no peso galo (56kg), Robenilson Vieira venceu uma e perdeu na segunda para o turco Selçuk Eker.

No meio-médio (69kg), Roberto de Queiroz perdeu logo na estreia para o búlgaro Simeon Chamov. E no peso pesado (91kg), Juan Nogueira venceu duas lutas, até perder para o russo Evgeny Tishchenko. Yamaguchi Falcão também iria disputar o mundial, mas teve que desistir por lesão.

Domínio dos donos da casa

Lutar em casa sempre é um fator decisivo. E o Cazaquistão mostrou bem isso! Das 10 categorias, chegou às semifinais de oito! Foram 6 finais e excelentes 4 ouros! Cuba, com sua enorme tradição, atingiu quatro finais, vencendo 2. O Azerbaijão também faturou 2 ouros e Rússia e Itália levaram um cada (na foto, o italiano Clemente Russo, campeão no peso pesado).

Um bom bronze para a Argentina no peso pesado. Das 70 medalhas olímpicas da Argentina, 24 foram no boxe, mas 22 foram antes de 1960!

A grande decepção foi com a equipe americana. Apenas UM boxeador chegou às oitavas-de-final! Fracasso histórico.

O próximo mundial será em 2015 em Doha, Qatar.

Resumo do fim de semana

Após uma ausência de um mês, retomando o blog e tudo o que de melhor aconteceu nos esportes olímpicos.

Troféu Maria Lenk

Após 6 dias de disputas, grandes resultados da natação brasileira, novos nomes e vários índices para os Mundiais de Barcelona e de Dubai (juvenil). Quem finalmente despontou e vai para o seu primeiro Mundial é João Gomes Jr. (foto) e na prova mais disputada dos últimos anos da natação brasileira, os 100m peito. João fez 1:00.21 e foi o melhor com índice. Quem vai acompanha-lo em Barcelona na prova é Felipe Lima, que esteve em Londres. João ainda foi o grande destaque no último dia do Troféu, onde venceu os 50m peito com o tempo de 27.20, o melhor tempo do ano no mundo.

Ainda se recuperando da cirurgia nos dois joelhos, César Cielo venceu os 50m livre com 21.58, 2ª melhor marca do ano e se garantiu na Espanha. Marcelo Chierighini vai com o 2º tempo, com 21.88. Aliás, Chierighini também foi um dos destaque do torneio, vencendo os 100m livre com a boa marca de 48.11, 2ª marca do ano. O interessante foi o empate de Nicolas Oliveira e Fernando Ernesto na 2ª posição com 48.72. Cabe agora a CBDA definir como será o desempate destes dois para o Mundial. Apesar da indecisão, muito bom ver ótimos tempos nos 100m livre, o que só dá mais confiança para o revezamento. Henrique Rodrigues venceu Thiago Pereira nos 200m medley, com o ótimo tempo de 1:57.37. Assim como João, Thiago Pereira, Leonardo de Deus e conseguiu índice para 2 provas. Muito bom ver também Etiene Medeiros (50m costas) e Alessandra Marchioro (50m livre) se garantindo em Barcelona. No total, são 4 mulheres em 4 provas e 11 homens em 11 provas individuais.

Já para o Mundial Juvenil, a lista já conta com 23 nomes (5 meninas e 18 meninos) em 16 provas individuais. Em maio, o Brasileiro Júnior e Sênior em Curitiba vale como última seletiva para as duas competições.

Copa do Mundo de Vela

A 3ª etapa da Copa do Mundo de Vela em Hyères, França, trouxe medalhas para a equipe brasileira e o retorno quase perfeito de um dos maiores nomes da vela brasileira.

A dupla Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (foto) vem faturando quase tudo no ano, e não foi diferente em Hyères. Com 38 pontos, faturaram o ouro, contra 39 da dupla francesa. Na classe Laser, Robert Scheidt chegou a assumir a liderança da competição, mas terminou com a medalha de prata, atrás do australiano Tom Burton. Bruno Fontes ainda ficou em 6º. Ricardo Santos terminou a RS:X masculina em 6º e Patrícia Freitas, na versão feminina, conquistou um ótimo 5º lugar. Sem repetir as medalhas no começo do ano, Martine Grael e Kahena Kunze terminaram em 6º na classe 49erFX.

Atletismo

Bons desempenhos em meeting em Campinas! Ana Cláudia Lemos fez 11.18 nas eliminatórias dos 100m, e ficou a apenas 0.01 do índice para o Mundial. Na final, um ótimo 11.06, mas como o vento estava em 2,3m/s, acima do limite de 2,0, a marca não vale como índice nem como recorde sul-americano. Outros ficaram por pouco em Campinas. Keila Costa fez 14,19m no salto triplo, ficando a apenas 1cm do índice! No arremesso de peso, Darlan Romani fez 20,08m, apenas 8cm do índice para Moscou. Ainda no interior paulista, Luis Gustavo da Silva fez 65,67m no lançamento de martelo, batendo o recorde brasileiro de menores da prova.

Quem se deu bem, mas em prova nos EUA foi Ronald Julião, no lançamento de disco em prova em San Diego. Ele conseguiu 65,55m, novo recorde sul americano e índice para o Mundial!

Título em Barcelona

Bruno Soares segue sua ótima fase e ao lado do austríaco Alexander Peya faturou o título do ATP500 de Barcelona, com 57 76(7) 10-4 sobre Robert Lindstedt e Daniel Nestor. Foi o seu 13º título de duplas na carreira, 3º no ano e 5º da parceria, que tem menos de 1 ano. É a 3ª conquista de um ATP500. Com o título, Bruno subiu para 14º do ranking mundial, igualando sua melhor marca e a dupla chega a 3ª colocação do ranking de parcerias. Eles seguem agora para Munique, onde são os cabeças-de-chave número 1.

Boxe, remo e ginástica

A seleção brasileira de boxe disputou o Torneio Feliks Stamm, em Varsóvia e volta pra casa com 3 medalhas, 2 ouros e 1 bronze. Patrick Lourenço faturou a categoria 49kg e Robson Conceição venceu a categoria 60kg. O peso-pesado Juan Nogueira ficou com o bronze.

O Rio recebeu o Sul Americano de Remo, mas os resultados não foram muito bons para a equipe brasileira. Foram apenas 5 ouros em 26 provas. Definitivamente um dos esportes que o Brasil precisa melhorar e muito.

Angelica Kvieczynski disputou a Copa do Mundo de Ginástica Rítmica em Pesaro, Itália e ficou na 49ª posição entre 54 participantes.