Mundial de Natação em Piscina Curta – Dia 1

No 1º dia, o Brasil fez 5 finais e levou sua 1ª medalha, isolando César Cielo na história do esporte brasileiro.

O CREDITO DA FOTO É OBRIGATORIO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Foto: Satiro Sodre/SSPress/CBDA

Depois de passar com o 2º tempo pra final no 4x100m livre masculino, o Brasil entrou com a mesma equipe das eliminatórias: Matheus Santana, Marcelo Chierighini, César Cielo e Breno Correia. A única alteração foi a ordem. Nas eliminatórias, Breno foi o 3º e Cielo fechou e na decisão eles inverteram. Matheus Santana abriu mal com 46.83, entregando pro Chierighini em 6º. Com 46.37, Cielo pegou também em 6º e conseguiu melhorar para 4º após uma parcial de 46.34. Breno voou pra fechar com 45.61, a 3ª melhor parcial lançada da final. Ele passou o italiano Lorenzo Zazzeri no final e o Brasil levou o bronze com 3:05.15 contra 3:05.20 da Itália. Na frente, os americanos lideraram do início ao fim e venceram com o novo recorde mundial 3:03.03 contra 3:03.11 da equipe da Rússia, que teve como destaque a parcial do Vladimir Morozov 45.06. Tanto na eliminatória como na final a equipe brasileira bateu o recorde sul-americano.

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Daiya Seto (JPN). Foto: Istavn Derencsenyi/FINA

Outros quatro brasileiros disputaram finais. Eles fizeram ótimas eliminatórias, mas não evoluíram nas finais. Fernando Scheffer fez o 3º tempo nos 400m livre 3:39.10, recorde sul-americano, mas na final piorou 3:39.40 e terminou em 8º. Vitória foi do lituano Danas Rapsys com 3:34.01. Nos 200m borboleta, Luiz Altamir Melo foi o 3º nas classificatórias 1:51.31, mas piorou 1:51.99 e foi 6º na final. Ouro pro japonês Daiya Seto 1:48.24, novo recorde mundial, impedindo o tetracampeonato do Chad le Clos, prata com 1:48.32.

Caio Pumputis foi o 2º melhor nas eliminatórias dos 200m medley com 1:53.33 e Leonardo Santos 5º com 1:53.53. Os dois melhoraram na final, mas Pumputis foi 5º com 1:53.05 e Leonardo 6º 1:53.38. Vitória do chinês Wang Shun 1:51.01.

Foram 3 finais no feminino. A australiana Ariarne Titmus levou o 200m livre com 1:51.38, passando a americana Mallory Comerford no finalzinho. Katinka Hosszu faturou seu 14º ouro em Mundiais de curta ao sobrar nos 400m medley com 4:21.40, contra 4:25.84 da americana Melanie Margalis. No 4x100m livre, as americanas venceram com 3:27.78 contra 3:28.02 da equipe holandesa.

Cielo no topo

Com o bronze no revezamento, César Cielo chega a 18 medalhas em Mundiais, se tornando o maior medalhista brasileiro da história no esporte. Ele tem agora 11 ouros, 2 pratas e 4 bronzes, sendo 6-1-0 em piscina longa e 5-1-4 em curta.

Maiores medalhistas brasileiros em Mundiais adultos:

César Cielo – 18 medalhas – 11-2-5
Robert Scheidt – 17 medalhas – 12-3-2
Torben Grael – 15 medalhas – 3-8-4
Gustavo Borges – 12 medalhas – 4-4-4
Isaquias Queiroz – 10 medalhas – 5-0-5
Ana Marcela Cunha – 10 medalhas – 3-2-5
Marcelo Ferreira – 10 medalhas – 2-5-3

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4 medalhas no Pan-Pacífico de Natação

Com uma equipe de apenas 16 nadadores (14 homens e 2 mulheres), o Brasil fez um bom Pan-Pacífico de natação em Tóquio, na piscina que receberá os jogos de pólo aquático.

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Leonardo de Deus no pódio dos 200m borboleta

No 1º dia, na quinta-feira, João Gomes Jr foi bronze nos 100m peito com 59.60, ficando atrás do japonês Yasuhiro Koseki com 59.08 e do australiano Jake Packard com 59.20. Na sexta-feira, veio o que foi o melhor resultado individual do Brasil, a prata de Leonardo de Deus nos 200m borboleta, repetindo o que fez em 2014. Não só por ter sido a única prata individual, mas por ter batido sua melhor marca pessoal, com 1:54.89, atrás do japonês Daiya Seto 1:54.34.

No sábado, Vinicius Lanza conquistou o bronze nos 100m borboleta com 51.44, atrás dos americanos Caeleb Dressel 50.75 e Jack Conger 51.32. Mas o melhor veio na prova final do dia, no revezamento 4x100m livre masculino. Numa prova disputadíssima, o Brasil ficou lado a lado com Estados Unidos e Austrália. Gabriel Santos abriu com 48.93, Marcelo Chierighini fez 47.62, Marco Ferreira Jr foi a pior parcial com 48.53 lançado e Pedro Spajari fechou com espetaculares 46.94, dando 3:12.02 pro Brasil, que ficou atrás dos americanos que marcaram 3:11.67. Teve pódio, entrega de medalhas e hino americano.

Mas umas 2 horas depois veio a notícia que os americanos nadaram na ordem errada. Blake Pieroni deveria ser o 2º e Zachary Apple o 3º, mas eles inverteram e a equipe foi desclassificada. Neste domingo, pódio refeito e huno brasileiro! O 3:12.02 é o melhor tempo do 4x100m livre do mundo no ano. A Rússia venceu o europeu esta semana com 3:12.23. E Brasil não contou com Bruno Fratus… Vale ressaltar que a parcial do Spajari era a melhor do mundo no ano, mas o australiano Kyle Chalmers fechou o 4x100m medley neste domingo com 46.91. No fim das disputas do domingo, foi realizado um novo pódio do 4x100m livre, com direito a hino brasileiro.

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Brasil no pódio do 4x100m livre, quando tinha a prata

Entre outros destaques pro Brasil ficaram o 4º lugar de Guilherme Costa nos 800m livre com 7:51.67 e o 4º nos 1.500m com 15:03.40 (foi 5º, mas eram 3 americanos), o 4º lugar de Marcelo Chierighini nos 100m livre com 48.36, o 4º lugar de Fernando Scheffer nos 200m livre com 1:46.12.

Apesar de terem vencido o troféu geral e obtido o maior número de ouros, os americanos decepcionaram um pouco nas marcas. Tirando Ryan Murphy, que brilhou no costas (51.94 nos 100m e 1:53.57 nos 200m), foram poucos resultados excepcionais (pro nível esperado deles, claro). Katie Ledecky venceu os 400m (3:58.50), os 800m (8:09.13) e os 1.500m (15:38.97), mas decepcionou no revezamento 4x200m livre e nos 200m livre, onde acabou com o bronze, seu 1º em uma competição internacional. Aliás, foi nos revezamentos a decepção americano. Dos 7 disputados, venceram apenas o 4x100m medley masculino e o 4x200m livre masculino. Os 3 femininos foram derrotados pra Austrália. Talvez tenha sido o pouco tempo de aclimatação pro fuso horário após um longo voo, mas foram bem abaixo do esperado.

A australiana Cate Campbell foi mais uma vez consagrada. Ela saiu com 5 ouros e venceu nas 5 provas que disputou o duelo direto com a americana Simone Manuel. Os donos da casa faturaram 6 ouros com destaque para Yui Ohashi nas provas de medley feminino e para os nadadores de peito no masculino, que venceram os 2 ouros. O Japão deve brilhar em casa nos Jogos de Tóquio.

Prévia Pyeongchang-2018: Biatlo feminino

Sprint 7,5km Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Anastasiya Kuzmina (SVK); Prata – Olga Vilukhina (RUS)*; Bronze – Vita Semerenko (UKR)

* Vilukhina perdeu a medalha por doping

Último Mundial (2017): Ouro – Gabriela Koukalova (CZE); Prata – Laura Dahlmeier (GER); Bronze – Anaïs Chevalier (FRA)

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Anastasiya Kuzmina (SVK)

Assim como na prova masculina, o sprint feminino é no formato de saídas intervaladas por 30s. As atletas tem duas sessões de tiros, a primeira deitada e a segunda em pé e, a cada tiro errado, devem dar uma volta de penalidade de aproximadamente 150m.

Atual bicampeã da Copa do Mundo no  sprint e campeã mundial desta prova, a checa Gabriela Koukalová será uma das maiores ausências dos Jogos. Com uma lesão na panturrilha, Koukalova, que venceu 3 medalhas em Sochi-2014, sequer competiu nesta temporada. Quem vinha um pouco apagada da temporada anterior é a atual bicampeã olímpica do sprint, a eslovaca Anastsiya Kuzmina. Mas nesta temporada, Kuzmina venceu duas provas de sprint e chegou a liderar a Copa do Mundo por um tempo. Ela ainda lidera a classificação do sprint e se mostrou pronta para se tornar a primeira tricampeã olímpica seguida em uma prova individual no biatlo, entre homens e mulheres.

A alemã Laura Dahlmeier foi o nome do último mundial com o inacreditável feito de conquistar 5 ouros e 1 prata. Nesta temporada, começou de maneira discreta, mas aos poucos foi melhorando e pegou duas pratas em sprints, incluindo o da última etapa antes dos Jogos, em Antholz, na Itália. Três ouros em Sochi, a bielorrussa Darya Domracheva (esposa do mito Ole Einar Bjoerndalen) venceu uma prova de sprint nesta temporada e não deve ser desprezada. Outros nomes fortes da prova são a francesa Marie Dorin Habert, a finlandesa líder da Copa do Mundo Kaisa Makarainen, a norueguesa Tirill Eckhoff, campeã mundial em 2016, a checa Veronika Vitkova e as irmãs ucranianas Valj e Vita Semerenko.

Meu Pódio: Ouro – Anastasiya Kuzmina (SVK); Prata – Laura Dahlmeier (GER); Bronze – Veronika Vitkova (CZE)

Perseguição 10km Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Darya Domracheva (BLR); Prata – Tora Berger (NOR); Bronze – Teja Gregorin (SLO)

Último Mundial (2017): Ouro – Laura Dahlmeier (GER); Prata – Darya Domracheva (BLR); Bronze – Gabriel Koukalova (CZE)

Biathlon: Weltcup

Laura Dahlmeier (GER)

Participam da perseguição as 60 melhores da prova de sprint com largada definida pela ordem do sprint e espaçadas de acordo com o resultado desta prova. São 4 sessões de tiro, duas primeira deitada e as duas seguintes em pé. Assim como no sprint, cada tiro errado é penalizado com uma volta de 150m adicional.

Atual bicampeã mundial, a alemã Laura Dahlmeier tem o favoritismo nesta prova, com 10 vitórias na carreira em 3 Copas do Mundo, sendo duas nesta temporada. Por ir bem no sprint, a eslovaca Anastsiya Kuzmina é outra força na perseguição, mas tem média de tiro inferior à alemã (nesta temporada 82% a 89%). Campeã em Sochi, a bielorrussa Darya Domracheva é especialista neste tipo de prova, com 10 vitórias no circuito na carreira, mesmo número da Dahlmeier e da finlandesa Kaisa Makarainen. Ela lidera a Copa do Mundo, mas tem certas dificuldades para vencer uma prova, principalmente em grandes competições. A italiana Dorothea Wierer nunca ganhou uma prova de perseguição, mas tem 11 pódios na carreira, incluindo 2 nesta temporada. De olho também na ucraniana Vita Semerenko e nas francesas Justine Braisaz e Anaïs Bescond.

Meu Pódio: Ouro – Laura Dahlmeier (GER); Prata – Darya Domracheva (BLR); Bronze – Dorothea Wierer (ITA)

Individual 15km Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Darya Domracheva (BLR); Prata – Selina Gasparin (SUI); Bronze – Nadezhda Skardino (BLR)

Último Mundial (2017): Ouro – Laura Dahlmeier (GER); Prata – Gabriela Koukalova (CZE); Bronze – Alexia Runggaldier (ITA)

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Darya Domracheva (BLR)

Prova mais tradicional do biatlo, é a prova mais longa e também com saídas intervaladas por 30s, assim como no sprint. Mas desta vez são 4 sessões de tiro nesta ordem: deitado, em pé, deitado, em pé. E cada tiro errado aumenta em 1min o tempo da atleta, o que força a tirar a diferença no esqui.

Laura Dahlmeier sobrou na temporada passada, vencendo as 3 provas disputadas no circuito, sendo uma no Mundial, mas não disputou a 1ª prova e na 2ª errou 4 tiros e terminou em 48º. Ainda assim, não deve ser desconsiderada por conta do seu ótimo esqui. As alemãs, em geral, tem um ótimo cross-country e, se forem bem no tiro, podem surpreender como Franziska Hildebrand e Denise Herrmann. A eslovaca Anastasiya Kuzmina é uma excelente esquiadora, mas seu baixo aproveitamento no tiro a atrapalha muito: ela jamais ganhou uma prova individual na carreira.

Atual campeã olímpica, a bielorrussa Darya Domracheva venceu 4 provas individuais no circuito e este no pódio das duas últimas Olimpíadas. A italiana Dorothea Wierer é especialista nesta prova, tendo a vencido por 3 vezes. A finlandesa Kaisa Makarainen também tem bons resultados no individual, por conta do seu ótimo esqui. É muito comum termos surpresas nessa prova, como a inacreditável vitória da russa Ekaterina Yurlova no Mundial de 2015, o bronze da italiana Alexia Runggaldier no de 2017 e o bronze de Teja Gregorin nos Jogos de Sochi.

Meu Pódio: Ouro – Darya Domracheva (BLR); Prata – Kaisa Makarainen (FIN); Bronze – Laura Dahlmeier (GER)

Saída em Massa 12,5km Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Darya Domrcheva (BLR); Prata – Gabriela Koukalova (CZE); Bronze – Tiril Eckhoff (NOR)

Último Mundial (2017): Ouro – Laura Dahlmeier (GER); Prata – Susan Dunklee (USA); Bronze – Kaisa Mäkäräinen (FIN)

Para encerrar as provas individuais, as 30 melhores considerando as 3 provas anteriores disputam a saída em massa, que também tem 4 sessões de tiro, as duas primeiras deitado e as duas seguintes em pé. Cada tiro errado, dá uma penalidade de 150m o que ocasiona muitas trocas na liderança e algumas surpresas.

Essa é a prova de Darya Domracheva, que tem 9 ouros em Copas do Mundo e levou o ouro em Sochi. Será outra oportunidade de medalha para Laura Dahlmeier, que medalhou nas últimas 11 provas em Mundiais que disputou. Gabriela Koukalova seria uma das favoritas aqui, mas ela está fora dos Jogos. Como será a última prova individual (teremos depois os revezamentos ainda), as atletas chegam cansadas, mas também muito motivadas e o momento de cada atleta nos Jogos contará muito. Aqui também temos como favoritas Kaisa Makarainen, bronze nos dois últimos mundiais, Dorothea Wierer e a armada alemã, ucraniana e francesa. A americana Susan Dunklee foi prata no último mundial e busca a 1ª medalha olímpica americana da história, mas não faz uma boa temporada.

Meu Pódio: Laura Dahlmeier (GER); Prata – Kaisa Makarainen (FIN); Bronze – Darya Domracheva (BLR)

Revezamento 4x6km Feminino

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Ucrânia; Prata – Rússia*; Bronze – Noruega

* Rússia perdeu a medalha por doping

Último Mundial (2017): Ouro – Alemanha; Prata – Ucrânia; Bronze – França

No revezamento, cada atleta atira duas vezes, a primeira deitada e a segunda em pé. Diferente das provas individuais, cada atleta tem 3 tiros extras por sessão, que devem ser recarregados individualmente. Se ainda assim após os 8 tiros houver alvos que não foram alvejados, a atleta dá uma volta de penalidade de 150m para cada erro. Para a troca, basta uma atleta tocar a seguinte.

A Ucrânia surpreendeu com o ouro em Sochi, o primeiro ouro em Olimpíadas de Inverno desde 1994, mas a equipe favorita é a da Alemanha. Com Laura Dahlmeier, Denise Herrmann, Franziska Hildebrand, Vanessa Hinz, Maren Hammerschmidt e Franziska Preuss (só 4 disputam, claro), a equipe alemã larga na frente. Venceu as 4 etapas mais o Mundial na temporada passada e levou duas das três provas desta temporada e na outra ficou em segundo. A França tem uma excelente equipe também, com Anaïs Bescond, Anaïs Chevalier, Justine Braisaz e Marie Dorin Habert. A Noruega está numa entressafra de atletas e dificilmente briga por pódio: Tora Berger faz falta. Itália, Rússia, Ucrânia e Suécia também brigam por medalha.

Meu Pódio: Ouro – Alemanha; Prata – França; Bronze – Ucrânia

Revezamento 2x6km + 2×7,5km Misto

Pódio em Sochi-2014: Ouro – Noruega; Prata – República Checa; Bronze – Itália

Último Mundial (2017): Ouro – Alemanha; Prata – França; Bronze – Rússia

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Noruega comemora o ouro em Sochi-2014

Prova mais nova do programa olímpico, o revezamento misto começa com as duas mulheres disputando seguidas dos dois homens. Aqui também cada um tem 3 tiros extras que devem ser carregados um por vez, se necessário. Se ainda houver um alvo em branco, o atleta tem que dar a volta de 150m de penalidade.

Apesar de não ter mulheres fortíssimas, a Noruega tem uma equipe muito boa, principalmente por conta do Johannes Thingnes Boe, que faz uma excelente temporada e deve fechar o revezamento norueguês. A Alemanha, com Laura Dahlmeier e os fortíssimos nomes no masculino (Arnd Peiffer, Benedikt Doll, entre outros) deve medir forças com a Noruega, assim como a França, que terá Martin Fourcade fechando sempre muito bem. Itália, Ucrânia e Rússia (que não terá Anton Shipulin) correm por fora.

Meu Pódio: Ouro – Alemanha; Prata – Noruega; Bronze – França

Mundial de Revezamentos – Final

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Disputa de Karabo Sibanda (BOT) com LaShawn Merritt (USA)

Como esperado, as equipes americanas deram show nos revezamentos 4x400m. Com 2 remanescentes da final olímpica (LaShawn Merritt e Tony McQuay) e 2 que foram reservas correndo as eliminatórias no Rio-2016 (David Verburg e Kyle Clemons), a equipe americana venceu a prova masculina com 3:02.13. A forte equipe de Botsuana liderada pelo veterano Isaac Makwala e pelo jovem talentoso Karabo Sibanda, 5º nos 800m no Rio,  quase roubou o ouro americano. Sibanda fechou e alcançou Merritt, que se manteve por centímetros a frente. A equipe africana ficou com uma inédita prata com 3:02.28 enquanto a Jamaica levou o bronze com 3:02.86. O Brasil ficou em 7º na final com 3:05.96, se classificando para o Mundial de Londres.

No feminino, a equipe americana contou com 2 nomes do ouro olímpiuco no Rio: Natasha Hastings e Phyllis Francis. Como esperado, a equipe voou e Hastings fechou de maneira espetacular para levar o ouro com 3:24.36, melhor tempo de 2017. Na chegada, a Polônia ultrapassou a Jamaica para ficar com a prata com 3:28.28 contra 3:28.49 das jamaicanas. O Brasil disputou a Final B, vencendo-a com 3:34.68.

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Rebekka Haase (GER) na chegada do 4x100m

No 4x100m feminino, uma queda feia da americana Jenna Pradini e um erro na 1ª passagem da equipe brasileira eliminou as duas equipes. Aproveitando uma equipe jamaicana longe de ser titular, a Alemanha, com 3 atletas do 4º lugar da final olímpica do Rio, levou o ouro com 42.84, tempo bem fraco, aliás. A Jamaica ficou com a prata com 42.95 e a China, aproveitando as bobeadas americana e brasileira, surpreendeu com o bronze com 43.11. O Brasil não se garantiu no Mundial e precisará classificar por tempo.

No 4x800m masculino, Quênia e EUA brigaram volta a volta. Na última perna, o bronze olímpico Clayton Murphy acelerou para deixar Ferguson Rotich pra trás e dar o ouro pra euqipe americana com 7:13.16 contra 7:13.70 da equipe africana. A Polônia foi bronze com 7:18.74. Tentando apagar o erro do 4x100m no dia anterior, a ótima equipe canadense venceu o 4x200m masculino com show de André De Grasse. Os canadenses venceram com 1:19.42 contra 1:19.88 dos americanos e a Jamaica completou o pódio com 1:21.09.

Para fechar o Mundial, a estreia do 4x400m misto. Assim como na natação, a ordem dos atletas não importa e temos homens correndo com mulheres. Contando com a campeã olímpica Shaunae Miller (aquela que deu o peixinho na chegada dos 400m no Engenhão) na equipe, Bahamas levou a torcida ao delírio. Miller, 2ª a correr, abriu muito, mas os EUA recuperaram com Paul Dedewo contra Anthonique Strachan. Para fechar, os americanos vieram com uma mulher enquanto Bahamas colocou Michael Mathieu, campeão olímpico em Londres no 4x400m, para fechar. Ele recuperou na última curva e abriu para felicidade do estádio fechando em 3:14.42 contra 3:17.29 dos americanos e 3:20.26 da Jamaica.

O próximo Mundial de revezamentos será em 2019 novamente em Nassau.

Mundial de Revezamentos – Dia 1

Os Estados Unidos venceram 2 das 3 finais do 1º dia, incluindo o 4x100m masculino.

Nas eliminatórias, o Canadá fez o melhor tempo com 38.21, seguido dos americanos com 38.22 e dos britânicos com 38.32. O Brasil vinha muito bem na 3ª bateria, mas Vitor Hugo dos Santos, que fechou a prova, sentiu e o Brasil fechou em último e acabou sendo desclassificado. Com uma equipe B, a Jamaica não terminou sua bateria.

Na decisão, sobrou pra equipe americana que venceu com 38.43, contando com 2 fortes nomes, Mike Rodgers e Justin Gatlin. Canadá, Grã-Bretanha e Holanda tiveram problemas e não terminaram. Com isso, Barbados surpreendeu com a medalha de prata com altos 39.18, seguido da mais surpreendente China, com 39.22.

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Elaine Thompson (JAM)

No 4x200m feminino, a Jamaica desbancou a equipe americana ao vencer com 1:29.04, recorde do campeonato, contando com a bicampeã olímpica no Rio Elaine Thompson. A Alemanha pegou a prata com 1:30.68 e os Estados Unidos completaram o pódio com 1:30.87. No 4x800m feminino, a equipe americana sobrou com 8:16.36, seguida da Bielorrússia com 8:20.07 e da Austrália com 8:21.08.

Nas baterias dos 4x400m, o Brasil pecou na composição da equipe feminina e ficou fora da final, fazendo o 11º tempo com 3:34.72, enquanto EUA fez o melhor tempo com 3:29.27. No masculino, o Brasil fez o 7º tempo e se garantiu na final com 3:05.05. Trinidad & Tobago fez a melhor marca com 3:02.51.

Mundial de Piscina Curta – Dia 1

No primeiro do Mundial, 7 finais e 7 países diferentes faturaram ouro, mas nenhum recorde mundial.

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Katinka Hosszu nadará 12 provas individuais neste mundial. Pra quem nadou 16 provas em 2 dias por 9 etapas da Copa do Mundo, não chega a ser muito. Mas logo em sua 1ª final, a húngara foi surpreendida nos últimos metros da decisão dos 200m livre pela italiana Federica Pellegrini. Após liderar por toda a prova, Hoszzu foi ultrapassada na metade da última piscina e perdeu para a italiana, que fez 1:51.73 contra 1:52.28 da húngara. A canadense Taylor Ruck ficou com o bronze com 1:52.50. Manuella Lyrio chegou à final, mas não fechou bem e terminou em 8º com 1:55.51, piorando o tempo das eliminatórias. A húngara voltou à piscina 40 minutos depois para dominar os 400m medley. Sem adversárias, Hosszu sobrou na prova, vencendo por mais de meia piscina. Ela completou em 4:21.67, seguida por duas americanas: Ella Eastin com 4:27.74 e Madisyn Cox com 4:27.78. A vietnamita Anh Vien Nguyen havia batido em 2º lugar, que seria a 1ª medalha da história pro Vietnã em um mundial de natação, mas foi desclassificada por um erro na virada.

Chad le Clos (RSA)

Na 1ª final do dia, o sul-coreano Taehwan Park assumiu a liderança com 330m para vencer com 3:34.59 no seu retorno a mundiais após a polêmica do doping. A Coreia do Sul não queria coloca-lo na equipe olímpica, mas ele conseguiu ir ao Rio, onde decepcionou demais, não passando para nenhuma semifinal. Nesta terça, ele venceu o russo Aleksandr Krasnykh (3:35.30) e o húngaro Peter Bernek (3:37.65), que defendia o título. Boa disputa na final dos 200m borboleta. O sul-africano Chad le Clos, o americano Tom Shields e o japonês Daiya Seto fizeram um belo duelo na prova, mas a estrela de le Clos foi mais forte e o sul-africano venceu pela 3ª vez a prova em mundiais de curta com 1:48.76. Shields foi prata com 1:49.50 e Seto bronze com 1:49.97. Leonardo de Deus fez boa prova, fechando muito bem para termina em 5º lugar com 1:52.65. Seto voltou à piscina para nadar os 200m medley, prova em que era o favorito. Mas não teve um bom início e viu o chinês Shun Wang dominar para levar o ouro com 1:51.74. O alemão Philip Heintz começou mal, mas foi crescendo para chegar em segundo, com 1:52.07. O japonês teve que se contentar com mais um bronze, com 1:52.89.

Para fechar o dia, os dois revezamentos 4x100m livre. No feminino, a equipe canadense era a favorita, mas um erro absolutamente infantil casou a desclassificação das donas da casa, que haviam batido em 2º lugar, atrás da equipe americana, que venceu com 3:28.82. Segundo a lista de entrada, a campeã olímpica Penny Oleksiak deveria ser a 3ª a nadar e Michelle Williams fecharia, mas na hora elas trocaram de posição. Erro banal. A Itália que teve Federica Pellegrini fechando herdou a prata com 3:30.28 e a Holanda ficou com o bronze com 3:31.10. No revezamento masculino, a França abriu com seus dois melhores nomes na prova, Clement Mignon e Jeremy Stravius, mas viu aq Rússia ultrapassar após uma espetacular parcial de Vladimir Morozov de 45.42, 3º a entrar na água pelos russos. Com 3:05.90, o ouro foi pra Rússia e a França ficou com a prata com 3:07.35. Um fato inusitado em revezamentos ocorreu, com um empate pelo bronze entre a equipe dos Estados Unidos e da Austrália, ambas com 3:07.76.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: barreiras e revezamentos

110m com barreiras masculino

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Quatro grandes ausências marcaram a prova: os americanos Aries Merritt e David Oliver, que não passaram pelas seletivas americanas, o russo Sergey Shubenkov, por conta do banimento russo do atletismo, e o jamaicano Hansle Parchment, machucado. A melhor marca de inscrição foi de outro jamaicano: Omar McLeod, com 12.98 e vindo do ouro nos 60m com barreiras do mundial indoor deste ano.

Muita chuva nas duas primeiras baterias das eliminatórias. Ainda assim, Omar McLeod fez o melhor tempo com 13.27 logo na 1ª. Bons tempos do francês Dimitri Bascou e do americano Ronnie Ash com 13.31 e do espanhol Orlando Ortega com 13.32. Como a chuva parou da 3ª bateria em diante, foi decidido que os que não avançaram nas 2 primeiras correriam novamente, para tentar classificar por tempo, o que só aconteceu pro jamaicano Deuce Carter, que venceu essa repescagem com 13.51. Nas semifinais, novamente McLeod fez o melhor tempo com 13.15 para vencer a 2ª semi, na frente do francês Pascal Martinot-Lagarde com 13.25. Seu compatriota Bascou venceu a 3ª com bons 13.23. Os dois brasileiros passaram para a semi, mas pararam nela. João Vitor de Oliveira foi 8ª na semi 2 com 13.85 e Éder Souza foi desclassificado da semi 3, por não passar corretamente pelas barreiras.

Na final, McLeod e os franceses Bascou e Martinot-Lagarde estavam lado a lado até a 5ª barreira, quando o jamaicano se desgarrou dos franceses. Martinot-Lagarde bateu forte na 6ª barreira e Bascou não foi limpo na 7ª, dando mais espaço ao jamaicano. Aí, o espanhol Orlando Ortega e o americano Ronnie Ash começaram a alcançar os franceses. Só que na pª barreira, Ash tropeçou e derrubou a 10ª, mas terminou em 3º. Apesar disso, foi desclassificado. Omar McLeod fechou pro ouro com 13.05 e o espanhol Orlando Ortega foi prata com 13.17. Com a desclassificação do americano, Dimitri Bascou ficou com o bronze com 13.24, deixando Martinot-Lagarde em 4º com 13.29. Primeiro ouro jamaicano na prova em Olimpíadas e a primeira vez na história que um americano não subiu ao pódio da prova (tirando o boicote de Moscou-1980).

400m com barreiras masculino

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A prova contou com a ausência do dono da melhor marca do ano, o americano Johnny Dutch, que não passou pelas seletivas. Nas baterias eliminatórias, o melhor tempo ficou com o jamaicano Annser Whyte com 48.37. Alguns fortes nomes ficaram ainda nas eliminatórias. Campeão mundial em 2015, o queniano Nicholas Bett foi desclassificado por derrubar de propósito uma barreira na bateria 5. Além dele, também ficaram de fora o americano Michael Tinsley, prata em Londres, e o campeão mundial de 2013, o trinitino Jehue Gordon, apenas com 49.90 na bateria 4.

Nas semifinais, o melhor tempo foi americano Kerron Clement, com 48.26 na 1ª semifinal. O jamaicano Jaheel Hyde com 49.17 e o sul-africano L.J. van Zyl com 49.00 pararam na semi, também. Na 2ª semi, vitória do jamaicano Whyte com 48.32 e na 3º do irlandês Thomas Barr com 48.39, recorde nacional.

Na final, largada falsa do porto-riquenho Javier Culson, bronze em Londres. Valendo, o cubano Yosmani Copello, que compete pela Turquia, saiu na frente, mas Clement, Whyte e o queniano Boniface Tumuti o alcançaram. Aí era a vez de Clement ir pra frente e começar a abrir. Na 9ª barreira, Tumuti e Whyte estavam emparelhados e Clement já tinha uma certa vantagem sobre os demais, mas aí Copello e o irlandês Thomas Barr começaram a crescer. Kerron Clement caiu um pouco, mas conseguiu manter a liderança para levar o ouro com 47.73, com o queniano Boniface Tumuti na prata com 47.78. Yasmani Copello passou o jamaicano e levou o bronze com 47.92. Thomas Barr foi 4º com 47.97 e Annsert Whyte 5º com 48.07.

Revezamento 4x100m masculino

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Última prova olímpica do mito Usain Bolt, que buscava completar o triplo-triplo, após as vitórias nos 100m e 200m. Nas eliminatórias, o melhor tempo ficou com a equipe dos EUA com 37.65 para vencer a bateria 1, enquanto o Japão, que cresce a cada ano, venceu a bateria 2 com 37.68, recorde asiático. Sem Bolt, a Jamaica correu para classificar ficando atrás dos japoneses com 37.94, apenas o 5º tempo geral. Correndo na mesma bateria, o Brasil fez 38.19 e passou para a final como 8º tempo.

Já na final, EUA na raia 3 e Jamaica na 4, lado a lado. Mike Rodgers pelos americanos e Asafa Powell pela Jamaica começaram bem, com o japonês Ryota Yamagata logo atrás. Depois, foi a vez de Justin Gatlin e Yohan Blake. Na 2ª passagem, para Tyson Gay e Nickel Ashmeade, o Japão estava emparelhado, com o recordista mundial de menores Yoshihide Kiryu. Na última passagem, Trayvon Bromell contra Usain Bolt, que só aumentou a distância. Bromell, que não fez uma boa Olimpíada, viu Asuka Cambridge passá-lo para o Japão seguir para a prata. Usain Bolt completou em 37.27 para faturar seu 9º ouro olímpico e dar a vitória para a Jamaica. O Japão ficou com a prata com 37.60, novamente recorde asiático, com Bromell caindo na chegada para ficar em 3º. Mas 15 minutos depois, enquanto todos comemoravam, veio o anúncio da desclassificação americana, por conta de uma troca errada de bastão. Logo na 1ª passagem, Gatlin largou antes e pegou o bastão de Rodgers antes da zona de troca. Com isso, o Canadá herdou um bronze com 37.64, recorde nacional. O Brasil completou em último com 38.41, mas por conta das desclassificações de EUA e Trinidad & Tobago terminou em 6º.

Revezamento 4x400m masculino

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Era muito difícil alguém tirar o ouro dos americanos na prova. Nas baterias eliminatórias, a Jamaica fez o melhor tempo vencendo a 1ª com 2:58.29 seguida dos americanos com 2:58.38. A Bélgica, com os 3 irmãos Borlée na formação venceram a 2ª com 2:59.25, recorde nacional. O Brasil foi 4º na 2ª bateria com 3:00.43 e passou para a final em 8º, graças à desclassificação da equipe britânica.

Isaac Makwala, de Botsuana, começou voando na final, com a Jamaica logo atrás. Makwala entregou primeiro e Jamaica e EUA foram quase juntas. A prova seguia raiada até o final o da próxima curva. Tony McQuay assumiu pelos americanos e, ao fim da curva, já estava ao lado da Botsuana. Michael Mathieu pôs a Jamaica em 3º, passando a Jamaica, que agora brigava com a Bélgica. No meio da reta final desta perna, Karabo Sibanda pôs Botsuana na frente de novo, mas como o americano entrou na reta antes, Sibanda foi obrigado a ir a raia 2 e com isso Gil Roberts assumiu a liderança pros americanos novamente. Nesse momento, a Jamaica já buscava as 2 equipes e Roberts quase derrubou o bastão correndo sozinho. Na última troca, foi a vez de LaShawn Merritt, bronze nos 400m, correr pelos EUA enquanto Bahamas contava com seu principal corredor, Chris Brown. Na reta oposta, Leaname Maotoanong segurava o 2º lugar para Botsuana, mas Bahamas, Jamaica e Bélgica encostaram. Na curva final, Brown passou o jamaicano Javon Francis e Maotoanong para assegurar o 2º lugar, já que Merritt disparava já com o ouro nas mãos até completar com 2:57.30, melhor tempo do mundo em 2016 e ouro para os Estados Unidos. Jamaica foi prata com 2:58.16 e Bahamas bronze com 2:58.49. Kevin Borlée saltou para tentar passar Chris Brown, mas temrinou em 4º com 2:58.52 e Botsuana foi 5º com 2:59.06. Fazendo péssima prova, Brasil foi 8º com 3:03.28.

100m com barreiras feminino

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Não era difícil imaginar um pódio como foi, com 3 americanas. Apesar do favoritismo, a maior ausência da prova (e uma das maiores dos Jogos) era a americana Kendra Harrison, que bateu o recorde mundial menos de um mês antes na Diamond League de Londres, com 12.20. Mas como ela foi 4ª na seletiva americana, não se classificou pro Rio-2016.

Mesmo sem a Harrison, o show foi americano. Na 1ª rodada, o melhor tempo veio de Brianna Rollins com 12.54 na 6ª e última bateria. Nas semifinais, Rollins seguiu com o melhor tempo ao vencer a 1ª semi com 12.47. Nas outras 2 semis, vitórias americanas com Nia Ali com 12.65 e Kristi Carlin com 12.63.

Desde a primeira barreira da final, Rollins assumiu a liderança e só perderia o ouro por um infortúnio. Nia Ali era a única que realmente estava perseguindo Rollins. Nas primeiras barreiras, as britânica Cindy Ofili e Tiffany Porter brigavam pela 3ª posição e Kristi Carlin estava em último. Mas na metade da prova, Carlin começou a crescer e foi passando uma por uma. Na última barreira, entrou em 4º e saiu em 3º, na frente de Ofili. Brianna Rollins venceu com 12.48, 1m na frente da sua compatriota Nia Ali com 12.59 e, fechando o pódio todo americano, Kristi Carlin com 12.61. Foi o único pódio do Rio-2016 com apenas um país e a 1ª vez que isso acontece nesta prova na história olímpica.

400m com barreiras feminino

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Apenas uma medalhista de Londres e do último mundial estava na prova, a checa Zuzana Hejnová, mas longe da sua melhor forma. Nas eliminatórias, o melhor tempo foi na 1ª bateria com a jamaicana Ristananna Tracey com 54.88, única abaixo dos 55s. A americana Ashley Spencer com 55.12 e a dinamarquesa Sara Petersen com 55.20 com os tempos seguintes.

Nas semifinais, o melhor tempo foi da americana Dalilah Muhammad com 53.89 na 3ª bateria. Muhammad, aliás, era a dona do melhor tempo do ano, com 52.88 nas seletivas americanas. Na mesma bateria de Muhammad, Sara Petersen foi 2ª com 54.55, mesmo de Ashley Spencer, que venceu a 2ª. Tempos fracos até aqui, com nenhuma atleta melhorando seu tempo pessoal.

A disputa da final foi entre Muhammad e Petersen. A americana abriu logo no início, se mantendo sempre a frente da dinamarquesa, mantendo a distância entre as duas constante. Com tranquilidade e sem adversárias, Dalilah Muhammad venceu com 53.13 e Sara Petersen cruzou em 2º com 53.55. Na briga pelo bronze, a checa Hejnová e a jamaicana Janieve Russel iam lado a lado, enquanto a americana Ashley Spencer brigava para não ficar em último, a uns 3m da disputa pelo bronze. Mas na 8ª barreira, Russel cansou e Spencer aumentou o passo, passando as 3 jamaicanas da final e Hejnová para levar o bronze com 53.72. A checa foi 4ª com 53.92. Por mais incrível que possa parecer, essa foi apenas a 1ª vez que os EUA levaram o ouro nesta prova em Olimpíadas!

Revezamento 4x100m feminino

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Provavelmente uma das provas mais polêmicas dos Jogos. Na 1ª bateria eliminatórias, a Jamaica venceu com 41.79, com a Grã-Bretanha em 2º com 41.93. Mas o bicho pegou na 2ª bateria. As americanas vinham muito bem, até que na 2ª passagem, de Allyson Felix para English Gardner, o bastão caiu para desespero da equipe. Sem terminar, viram a Alemanha vencer com 42.18. Quem corria na raia ao lado das americanas eram as brasileiras, que não contavam com Ana Cláudia Lemos na equipe. Aparentemente, Kauiza Venancio atrapalhou a passagem americana e o Brasil também foi desclassificado. Os EUA entraram com um recurso que foi aceito pelos árbitros. As americanas, então, correram sozinhas e só se classificariam por tempo, precisando baixar de 42.70. Se problemas e elas fizeram 41.77, tempo até melhor que o da Jamaica.

Mesmo na raia 1, as americanas fizeram uma prova perfeita. Tianna Bartoletta abriu na frente e entregou para Allyson Felix que manteve a vantagem. Sem problemas na passagem para English Gardner que seguia liderando. A Jamaica, que não começou bem, viu sua 2ª corredora, a campeã dos 100m e dos 200m Elaine Thompson tirar um pouco da diferença e assumir a 2ª colocação. Na última passagem, de Gardner para Tori Bowie, os EUA tinham uma vantagem de 3m sobre a Jamaica. Shelly-Ann Fraser-Pryce chegou a diminuir a diferença, mas Torie Bowie seguiu pro ouro para vencer com 41.01 enquanto a Jamaica levou a prata com 41.36. Na disputa pelo bronze, Daryll Neita passou Trinidad & Tobago e deu o bronze pra Grã-Bretanha com 41.77, recorde nacional. A Alemanha foi 4ª com 42.10 e Trinidad & Tobago ficou em 5º com 42.12.

Revezamento 4x400m feminino

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Sem perder esta prova desde Atlanta-1996, as americanas eram super favoritas novamente. Nas eliminatórias, venceram a 1ª bateria se problemas com 3:21.42, muito a frente da Ucrânia com 3:24.54, enquanto o Brasil ficou em último com 3:30.27. Na 2ª bateria, vitória jamaicana com 3:22.38, com boa vantagem sobre a Grã-Bretanha com 3:24.81.

Desde o início da final, as americanas lideravam, com Courtney Okolo abrindo a prova, e um pouco ameaçada pela jamaicana Stephenie Ann McPherson. Natasha Hastings seguiu liderando para os EUA. A Jamaica seguia perseguindo as americanas, enquanto o resto das equipes ficava cada vez mais longe. Na 2ª passagem, Phyllis Francis seguiu na frente, mas Shericka Jackson, bronze nos 400m, se aproximou da americana. Mais atrás, a briga pelo bronze estava entre Canadá, Grã-Bretanha, Polônia e Austrália. Na última passagem, Jackson encostou em Francis e a diferença era bem pequena, enquanto as outras equipes disputavam outra prova, uns 40m atrás das líderes.

As americanas mudaram a estratégia do Mundial do ano passado, quando Allyson Felix foi a 3ª e fez uma prova espetacular, entregando para Francena McCorory, que acabou perdendo para a jamaicana Novlene Williams-Mills. Desta vez, foi a vez de Felix fechar o revezamento e o fez de maneira incrível. Na reta oposta, Williams-Mills se aproximava a cada passo de Felix e parecia que na reta final iria passar novamente, mas não se brinca com Allyson Felix. A americana acelerou na curva final e seguiu até vencer com 3:19.06, deixando a Jamaica quase 10m atrás para levar a prata com 3:20.34. Fechando com a veterana Christina Ohuruogu, ouro nos 400m em Pequim, a Grã-Bretanha levou o bronze com 3:25.88. Sexto ouro seguido dos Estados Unidos na prova e 1ª pódio britânico desde Barcelona-1992.