Brasil domina SulAm de atletismo

Mesmo sem equipe completa, o Brasil dominou o Sul-Americano de atletismo com 17 ouros em 44 provas, numa competição dominada por ventos muito fortes em Assunção, Paraguai.

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Andressa de Morais

O grande resultado do campeonato foi de Andressa de Morais, no lançamento de disco. Com uma ótima série, Andressa venceu a prova com 64,68m, batendo o único recorde sul-americano do torneio. A série dela foi: 61,27 – 63,82 – 61,88 – 64,68 – X – X.

Outros bons resultados vieram com Darlan Romani no arremesso de peso com 21,02m (longe do 21,82 obtidos no começo do mês) e com o venezuelano Eure Yáñez no salto em altura, com 2,31m. Núbia Soares foi a grande surpresa do SulAm ao desbancar a venezuelana vice olímpica Yulimar Rojar no salto triplo. Com um vento de +4,2m/s, Núbia saltou 14,42m contra 14,36m da venezuelana (vento válido +1,4m/s), mas Rojas sentiu um desconforto e não saltou mais, dando a vitória à brasileira.

A ventania atrapalhou outras provas, como nos 100m feminino, onde a equatoriana Ángela Tenório venceu com espetacular 11.02, mas vento de +3,4m/s. Nos 200m, Vitória Cristina Rosa venceu com 22.67 (vento +2,8m/s). Tempaço de Fabiana Moraes nos 100m com barreiras, com 12.86, mas vento de +2,9m/s. Nos 110m com barreiras, Eduardo de Deus venceu com 13.42 (vento +3,8m/s). No decatlo, ótima prova de Jefferson Santos, com 8.187 pontos, que lhe dariam o índice pro Mundial, se não fosse o vento de +4,3m/s no salto em distância… Em combinadas, o vento considerado limitador é de 4,0m/s, diferente dos +2,0m/s nas provas individuais. Bela marca do colombiano Diego Palomeque, que venceu os 100m com vento válido de +1,9m/s com 10.11, recorde colombiano.

No geral, o Brasil venceu o torneio com 352 pontos contra 259 da Colômbia e 160 da Argentina. Pela primeira vez na história, todos os 13 países que formam a CONSUDATLE venceram pela menos uma medalha! Guiana e Suriname conquistaram pela 1ª vez um ouro em 95 anos de história do SulAm! Gianna Woodruff venceu os 400m com barreiras com 56.04 para dar o 1º ouro panamenho e Miguel van Assen levou o salto triplo com 16,94m, ouro do Suriname. Até a Bolívia medalhou, com uma prata na Marcha!

O prazo para obtenção de índices pro Mundial termina em 23 de julho.

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Troféu Brasil – Final

O Troféu Brasil de 2017 acabou neste domingo com ótimas marcas em São Bernardo e a certeza de que o atletismo está indo no caminho certo.

Pista

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Márcio Teles e Hederson Estefani

Duas marcas chamaram muita atenção: o excelente tempo de 20.15 (+1,3m/s) de Aldemir Gomes da Silva Jr. nos 200m e 48.94 de Márcio Teles nos 400m com barreiras, recorde do Troféu. Este tempo colocaria Aldemir em 6º na final olímpica do Rio. Os dois conseguiram o índice pro mundial e nos 400m com barreiras Hederson Estefani também baixou do índice, com 49.13 e a prata. Vitória Cristina Rosa venceu os 200m feminino com 22.93 (+1,5m/s), ratificando o índice pro Mundial, assim como Rosângela Santos com 22.95.

Também venceram com índice Éder Souza nos 110m com barreiras com 13.47 (+0,8m/s) e Thiago André nos 800m com 1:44.81. Os outros campeões do dia foram: Altobeli da Silva nos 5.000m com 13:46.72, Maria Aparecida Ferraz nos 5.000m com 16:31.98, Kleidiane Jardim nos 1.500m com 4:23.58, Jailma Sales de Lima nos 400m com barreiras com 56.76, B3 Atletismo no 4x400m feminino com 3:35.45 e o EC Pinheiros no 4x400m masculino com 3:07.43.

Campo

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Laila Ferrer

O grande destaque no campo foi Núbia Soares no salto triplo. Ela saltou duas vezes para ótimos 14,56m ficando a apenas 2cm do recorde brasileiro! Tânia Ferreira da Silva ficou em 2º também com índice, de 14,13m. Geisa Arcanjo fez sua melhor marca do ano com 18,08m na primeira tentativa na final do arremesso de peso, mais uma vez melhor que o índice. Está chegando na marca que fez na final olímpica no Rio, com 18,16m, mas ainda longe do seu PB de 19,02m. No dardo, Laila Ferrer venceu com 62,52m, superando o índice pro Mundial de 61,20m.

Thiago Braz ainda não está no seu melhor, mas ficou com o ouro no salto com vara, empatando em 1º  com Augusto Dutra, ambos com 5,52m na 2ª tentativa e 3 erros no total. Ambos tentaram 5,62m, mas Augusto falhou 3 vezes e Thiago desistiu após sentir a panturrilha, preferindo se poupar. No heptatlo, Tamara Alexandrino venceu com bons 6.040, superando pela 1ª vez a barreira dos 6.000 pontos, mas ainda sem índice pro Mundial, que é 6.200. Vanessa Spindola fez 5.812, longe do seu PB de 6.188.

Os outros campeões foram Felipe Lorenzon no disco com fracos 57,97m, Paulo Enrique da Silva no dardo com 74,86m, Alexsandro de Melo no salto triplo com 16,42m, Fernando Ferreira no salto em altura com 2,25m e Julia Cristina dos Santos no salto em altura com 1,80m.

Por equipes, vitória do Pinheiros no masculino, no feminino e no geral, enquanto a B3 Atletismo ficou em 2º lugar nas 3 classificações.

A equipe pro Mundial já conta com 24 atletas, sem contar os maratonistas e revezamentos. Não é tão grande, mas tem ótima qualidade. A CBAt está no rumo certo.

Resumo olímpico da semana

Canoagem

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O Brasil dominou o Sul-Americano de canoagem velocidade em Paipa, na Colômbia, com 32 ouros, 14 pratas e 8 bronzes. Considerando-se apenas as 12 provas olímpicas, o Brasil levou 5 ouros, 3 pratas e 1 bronze, sendo que nas 6 provas masculinas ou foi ouro ou prata.

Isaquias Queiroz sobrou para levar os 200m, 500m e 1.000m do C1. Lembrando que agora apenas os 1.000m são olímpicos. No C2 1.000m, o medalhista olímpico Erlon Santos com Maico Ferreira ficou com o ouro, assim como Vagner Souta no K1 1.000m, a dupla Roberto Mahler/Celso Dias no K2 1.000m e o quarteto no K4 500m. Valdenice do Nascimento venceu o C1 200m feminino, que agora é olímpica. No C2 500m feminino, Angela Silva/Andrea Oliveira ficaram com a prata e Édson Isaíasa foi prata no K1 200m. O K4 500m feminino ficou com o bronze. Nas outras 3 provas femininas, resultados bem ruins. Ana Paula Vergutz foi 4ª no K 200m e no K1 500m e ao lado de Bruna Domingues no K2 500m ficou apenas na 6ª posição, a 13s da dupla campeã.

Ainda assim, o Brasil dominou o Sul-americano, que também contou com provas de paracanoagem, juvenis e sub23.

Natação

Em Cali, na Colômbia, o Brasil fez uma campanha histórica no Sul-Americano Juvenil de Natação. Somando as categorias juvenil A (até 15 anos) e B (16 a 18 anos), a equipe brasileira conquistou 107 medalhas, sendo 46 ouros, 37 pratas e 24 bronzes, mas que o dobro de medalha da Argentina, 2ª colocada. Foi o recorde de medalhas do Brasil na competição (15 a mais que 2015), mas conquistamos 8 ouros a menos que há dois anos.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Murilo Sartori

O Brasil venceu todas as 16 provas de revezamento. Um dos destaques brasileiros foi Murilo Sartori, no juvenil A. Ele venceu os 100m, 200m e 400m livre, 200m medley e esteve nos 5 revezamentos campeões: 4x100m livre, 4x200m livre, 4x100m medley, 4x100m livre misto e 4x100m medley misto. Resultados completos aqui.

Outros Esportes:

– A seleção feminina de rugby 7s ficou em 11º no torneio do Japão, 4ª etapa do circuito mundial feminino. Na 1ª fase, perdeu feio de 38-0 pra Austrália e 34-7 para Fiji, mas venceu 27-10 a Irlanda. Na disputa do 9º ao 12º, acabou perdendo de 24-5 para a Irlanda e, na decisão do 11º lugar, venceu o Japão por 12-10. O Brasil está em 11º após 4 etapas e precisa melhorar caso queira permanecer no circuito mundial.

Bárbara Seixas e Fernanda Berti venceram o título do Aberto de Xiamen de vôlei de praia, torneio de 3 estrelas do circuito mundial. Na decisão, venceram por 21-12 19-21 16-14 as chinesas Wang/Yue.

Nubia Soares fez 14,35m no salto triplo em prova em São Bernardo, 25cm melhor que o índice para o Mundial de Londres. Andressa de Morais venceu o disco com 61,88m, lançando novamente acima do índice pro Mundial.

– Na maratona de Londres, 3 brasileiras correram os 42.195m abaixo do índice pro Mundial de Londres: Adriana Aparecida com 2:35:44, em 6º lugar, Valdilene dos Santos Silva com 2:36:33, em 7º, e Andreia Aparecida Hessel, 11ª com 2:40:25. Em Viena, Paulo Roberto de Almeida Paula, 15º nos Jogos Olímpicos, foi 9º na maratona com 2:14:17, ratificando o índice pro Mundial.

Henrique Avancini venceu prova de maratona de mountain bike em Santana dos Montes, Minas Gerais, com 2:25:14. Em prova de BMX nos EUA vencida pelo americano campeão olímpico Connor Fields, Anderson de Souza Filho foi 6º colocado.

– Em competição em Indiana pelo web.com Tour de golfe, Alexandre Rocha ficou em 38º com 296 tacadas, 14 a mais que o campeão. Pelo PGA Latino-Americano na Argentina, Rodrigo Lee terminou em 14º.

– As duas duplas com brasileiros foram eliminadas nas 4as do Masters 1.000 de Monte Carlo de tênis. Bruno Soares e Andy Murray caíram para uma dupla convidada com dois desconhecidos e Marcelo Melo e Lukasz Kubot perderam para os espanhóis Feliciano e Marc López.

Daniel Xavier foi prata no GP Mexicano de tiro com arco. Apenas 12º no ranqueamento, Daniel venceu 4 combates até perder na final para o mexicano Luis Tapia por 6-2. Marcus Vinícius D’Almeida foi o melhor no ranqueamento com ótimos 671 pontos, mas perdeu nas 4as para argentino.

Matheus Diniz foi bronze na Copa Americana de Sprint Triatlo em Barbados com 58min12s.

Troféu Brasil de Atletismo – Final

Um grande dia para encerrar o Troféu Brasil e definir a equipe olímpica brasileira.

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Fabiana Murer após a vitória e o recorde sul-americano. Foto: Wagner Carmo/CBAt

A melhor prova do dia foi sem dúvida o salto com vara feminino. Fabiana Murer é bicampeã mundial, mas vinha num ruim ano, com a melhor marca de 4,70m, apenas a 9ª do mundo em 2016. Mas deu show em São Bernardo. Passou de 1ª em 4,50m, 4,65m, 4,75m e foi para 4,87m, quando passou na 3ª chance, conseguindo o melhor salto do mundo em 2016, 1cm melhor que a marca da grega Ekaterini Stefanidi de um mês atrás. A prata foi para Joana Costa, com 4,50m. Aos 35 anos, Joana melhorou em 10cm sua melhor marca pessoal e ainda conquistou o índice olímpico!

No salto triplo feminino, vitória de Núbia Soares com 14,17m e índice olímpico! Keila Costa também saltou acima de 14m, com 14,02m. Geisa Coutinho venceu o arremesso de peso com 17,79m. Completaram as provas de campo as vitórias de Jean Rosa no salto triplo com 16,38m e Julio César de Oliveira no dardo com 75,99m.

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Jorge Vides vencendo os 200m. Foto: Wagner Carmo/CBAt

Na pista, a final dos 200m feminino foi vencida por Kauiza Venâncio com bons 22.93, melhor marca de uma brasileira no ano. Na prova masculina, Jorge Henrique Vides fez 20.40 e Vitor Hugo dos Santos 20.50. Com isso, eles ficaram com as vagas olímpicas na prova ao lado de Aldemir da Silva Jr, tirando Bruno Lins, finalista mundial em 2011. Nos 400m com barreiras, vitórias de Márcio Teles com 49.63 e Geisa dos Santos com 57.43.

Nos 5.000m masculino, Altobeli da Silva levou com 13:56.24, Tatiele da Silva venceu os 1.500m com 4:19.05, Cleiton Abrão faturou os 800m com 1:48.28 e Gabriel Constantino venceu os 110m com barreiras com 13.50. Após a conclusão do revezamento 4x400m feminino, onde a BM&FBovespa venceu com 3:34.28, o clube liderava a classificação geral. Mas no revezamento masculino, que encerrou o Troféu, o Clube Pinheiros venceu com 3:03.70, um bom tempo, e o suficiente para vencer o título geral do Troféu Brasil com 463 pontos contra 460,5 da BM&FBovespa.

Após a conclusão das provas, a CBAt anunciou a equipe brasileira com 66 nomes, 36 homens e 30 mulheres, a maior equipe de atletismo da história do Brasil. O Brasil participará em 36 das 47 provas do atletismo e tem chances de um bom resultado em 4 provas: salto com vara masculino e feminino e marcha 20km masculino e feminino. a Fabiana, que vinha decepcionando mostrou que está de volta ao topo e briga sim por medalha.

Mundial Juvenil de Atletismo – Dia 5

Mais show americano e belas performances mundiais.

Provas de pista

No primeiro dia sem provas pela manhã, 4 finais de pista, sendo 3 ouros americanos.

Começando com os 400m com barreiras feminino, Shamier Little sobrou e venceu com 55.66, seguida pela britânica Shona Richards com 56.16, recorde nacional, e por outra americana, Jade Miller com 56.22.

Nos 3.000m com obstáculos feminino, a única vitória não-americana. Ruth Jebet, de Bahrain, também dominou a prova e venceu com 9:36.74, bem a frente das quenianas. Rosefline Chepngetich foi prata com 9:40.28 e Daisy Jepkemei bronze com 9:47.65.

Já nos revezamentos 4x100m, domínio americano. No feminino, elas venceram com 43.46, melhor amrca juvenil no ano. A Jamaica ficou com a prata com 43.97 e a Alemanha com o bronze com 44.65. O Brasil, que vinha de medalha dois anos atrás, errou uma passagem do bastão (lembram de Moscou ano passado?) e não terminou a prova.

No masculino, eles venceram com 38.70, deixando para trás a ótima equipe do Japão, prata com 39.02, e sempre forte Jamaica com 39.12. Engraçado que tivemos na final países sem grande tradição como a China em 4º, Austrália em 7º e até a Tailândia (que não terminou).

Nas semifinais dos 800m, Thiago André ficou em 2º na sua bateria copm 1:48.16 e avançou a sua 2ª final do Mundial. O melhor tempo foi do americano Ter’tez Kinnaird com 1:48.04. Nas eliminatórias dos revezamentos 4x400m, os Estados Unidos fizeram o melhor tempo nas duas provas. No masculino, 3:32.73, melhor tempo do ano, mesma situação no feminino, com 3:03.97. Mais domínio americano, dessa vez na semi dos 100m com barreiras, com Kendell Williams com o melhor tempo, 12.98.

Provas de campo

No salto com vara masculino, o russo Daniil Kotov fazia uma prova perfeita, sem erros e liderava. Em 5,45m, ele e mais 3 passaram de primeira, enquanto o francês Axel Chapelle precisou de dois saltos. Em 5,50, foi a vez de Chapelle (assim como Kotov) passar de primeira, enquanto outros dois passaram na segunda chance. Kotov era o líder, mas viu Chapelle passar sozinho em 5,55m (e na primeira tentativa!). Com três falhas, o russo ficou com a medalha de prata, deixando o ouro para o francês, com a melhor marca juvenil do ano. Ele ainda tentou 5,64, mas não deu. O bronze foi para o alemão Oleg Zernikel com 5,50m. Aliás, a prova foi tão boa que os 8 primeiros fizeram melhores marcas pessoais!

E foi mais um ouro francês, dessa vez no salto triplo feminino. Rouguy Diallo assumiu a liderança desde o primeiro salto, com 14,24m. Ela ainda melhorou na 3ª tentativa com 14,44m, salto do ouro, e ainda teve um 14,20m na 4ª. Quem chegou mais perto foi a cubana Liadagmis Povea, com 14,07m e com mais três saltos acima de 14,00m. O bronze ficou com a chinesa Xiaohong Li com 14,03m. A brasileira Núbia Soares disputou a final, ficando em 8º lugar com 13,53m.

Por fim, no disco masculino, o croata Martin Markovic já era líder também na primeira tentativa, com 64,70. Na 3ª rodada, 66,94m e melhor marca do ano. Ele ainda queimou 4 vezes. O alemão Henning Prüfer com 64,18m ficou com a prata e o norueguês Sven Martin Skagestad com o bronze com 63,21m.

Mundial Juvenil de Atletismo – Dia 3

Uma prova histórica de barreiras, o Brasil não pega uma medalha por muito pouco e uma final espetacular do salto com vara.

Sessão diurna

Apenas eliminatórias na manhã de quinta-feira. O destaque brasileiro foi a excelente qualificação do disco feminino! Pelo grupo A, Izabela da Silva só precisava de 52,00m para passar para a final. Logo na primeira tentativa, fez 51,63m, o que já seria praticamente suficiente. Na segunda, lançou o disco a 55,96m, novo recorde juvenil brasileiro, e a colocou com a melhor marca na quali entre 32 atletas dos dois grupos! A segunda colocada foi uma alemã com 53,46m, 2,5m pior. Vamos ver na final desta sexta.

Na quali do salto triplo, Núbia Soares fez 13,27m e avançou para a final com a 7ª marca. Gabriele dos Santos ficou em 13º com 13,13m, não avançando por 1cm. A melhor marca ficou com a francesa Rouguy Diallo com 13,77m.

Na pista, Jucian Pereira disputou a semi dos 400m com barreiras, ficando em 5º na suabateria com 51.98, não passando para a final. O melhor tempo foi do barenita Ali Khamis Khamis com 49.93, quase 1s melhor que o segundo melhor tempo.

Nos 200m, Vitor Hugo dos Santos, prata no último mundial de menores nesta prova, ficou em 2º na sua bateria com 21.33 e passou para a semifinal. Gabriel Constantino ficou em 4º na sua bateria com 21.37 e não passou. O melhor tempo foi do americano Tretavis Friday com 20.60. Na prova feminina, Vitoria Cristina Rosa fez 24.05, ficando em 3ª na sua bateria e avançando para a semi. Mirna da Silva, que estará nos Jogos Olímpicos da Juventude, ficou em 5º na sua bateria com 24.56 e não avançou. O melhor tempo foi de 23.31, feito pela alemã Gina Lückenkemper e pela americana Kaylin Whitney (foto).

No arremesso de peso, Valdivino dos Santos fez 18,45m, termianndo em 15º e não passando para a final. Melhor marca do egípcio Mostafa Hassan com 19,84m.

Tivemos também as eliminatórias dos 3.000m com obstáculos feminino, com destaque para o melhor tempo da queniana Rosefline Chepngetich com 9:52.63 e pro recorde sul-americano juvenil da peruana Zulema Arenas com 9:54.12. Nos 400m feminino, o melhor tempo foi da americana Jade Miller com 57.85.

No campo, a quali do martelo masculino com o húngaro Bence Pásztor com a melhor marca de 79,26m. O argentino Joaquin Goméz, 4º, bateu o recorde juvenil sul-americano com 75,77m. Na quali do salto com vara masculino, 13 atletas passaram para a final, com 9 deles chegando a 5,20m.

Sessão noturna

Sete finais de altíssimo nível!

A melhor prova da pista foi a final dos 110m com barreiras. Numa final espetacular, o francês Wilhem Belocian se tornou o primeiro juvenil a correr a prova abaixo dos 13s, terminando com 12.99, o segundo recorde mundial juvenil da competição! A prata para o jamaicano Tyler Mason com 13.06, tempo também inferior ao recorde mundial anterior do chinês Xiang Liu de 13.12. O bronze foi para o britânico David Omoregie com 13.35.

A final mais esperado por nós foi a última, a dos 1.500m masculino. Thiago André chegou muito bem cotado e teve tudo para pegar uma medalha. No começo da prova, ele estava encaixotado e por um momnto quase caiu, mas sempre se manteve entre os 4 primeiros. Na última volta, ele e 3 africanos se desgarraram do pelotão e parecia que iria pegar o bronze, mas na última curva, o atleta de Djibouti se recuperou e passou o brasileiro, que ficou com o 4º lugar com 3:42.58. O ouro ficou com o queniano Jonathan Sawe com 3:40.02, a prata para Abdi Mouhyadin do Djiouti com 3:41.38 e o bronze para outro queniano, Hillary Ngetich com 3:41.61. Primeiro top 8 do Brasil.

Nos 400m masculino, o trinitino Machel Cedenio onfirmou o favoritismo e disparou na metade da prova, vencendo muito tranquilo com 45.13, melhor tempo do ano juvenil. A mais de 1s, a prata foi para o japonês Nobuya Kato com 46.17 e o bronze ficou com o barenita Abbas Abubakar Abbas com 46.20.

A final dos 800m feminino foi meio maluca. Logo no começo, uma das quenianas sentiu uma fisgada e abandonou. Aí a islandesa Anita Hinriksdottir assumiu a liderança. Campeã mundial de menores ano passado, ela bem que tentou, mas faltando 200m pro fim, não suportou o passo e abandonou a prova. Aí sobrou pra queniana Margaret Wambui vencer e levar o ouro com 2:00.49. A cubana Sahily Diago, outra favorita, não agentou o ritmo e foi prata com 2:02.11 e o bronze ficou para a australiana Georgia Wassall, que aproveitou a saída das favoritas, com 2:02.71.

Na final dos 3.000m feminino, novamente os africanos subestimaram os concorretes. Crentes que iam vencer no final, as quenianas não fizeram esforço e, na última volta, deixaram a americana Mary Cain passar e ficar com o ouro com 8:58.48. Lilian Rengeruk prata com 9:00.53 e Valentina Mateiko bronze com 9:00.79 deram mais duas medalhas pra o Quênia.

No campo, mais 4 finais.

O arremesso de peso masculino foi até chato. Isso porque o polonês Konrad Bukowiecki foi tão superior aos outros, que não teve graça. Ele venceu com 22,06m, melhor marca juvenil no ano e por pouco não bateu o recorde da competição. Seu pior arremesso foi 1m maior que o vencedor da prata, que ficou com o holandÊs Denzel Comenentia com 20,17m. O bronze foi para o americano Braheme Days com 20,01m

No salto em distância masculino, dobradinha chinesa como esperado. Jianan Wang conseguiu 8,08m na 3ª tentativa, ficando com a vitória. Qing Lin foi prata com 7,94m e o japonês Shotaro Shiroyama com 7,83m completou o pódio asiático. O brasileiro Lucas Marcelino dos Santos competiu no sacrifício com uma lesão e foi 9º com 7,56m.

Ótimo final do lançamento de dardo feminino. A russa Ekaterina Starygina liderava com 55,98m. Aí, no último lançamento, a sueca Sofi Flink, campeã há dois anos, saiu do bronze e colocava uma mão no ouro com 56,70m. No último lançamento da final, a russa fez 56,85m e roubou de volta o ouro! O bronze fcou com a croata Sara Kolak com 55,74m. Edivania Araújo disputou a final, terminando em 10ª com 49,84m.

Na final mais espetacular do campo, o salto com vara feminino, chuva de recordes! A favorita era a russa Alena Lutkovskaya, que saltou 4,20m de primeira e resolveu que só voltaria a saltar em 4,35m. A americana Desiree Freier passava cada altura na primeira tentativa e fez o mesmo em 4,35m. A russa precisou de 2 chances e estava com o bronze no momento. No 4,40m, a russa decidiu não saltar, mas a americana e a neozelandesa Eliza McCartney passaram apenas na segunda e quem assumiu a liderança foi a australiana Nina Kennedy, que passoud e primeira! Em 4,45m, foi a vez da russa e da americana passarem de primeira eestavam empatadas com o ouro. A neozelandesa passou na segunda e a australiana não conseguiu, terminando em 4º. Com 4,50m, Lutkovskaya passou na 2ª e viu a americana e a neozelandesa errarem. O ouro ficou com a russa com 4,50, igualando o recorde da competição. Freier foi prata com 4,45m, quebrando o recorde americano nos 4,40 e o continental com 4,45. Bronze para a Nova Zelândia com 4,45m, recorde nacional.

Foram ainda 3 semifinais. Nos 200m masculino, Vitor Hugo dos Santos largou mal, correu mal e ainda foi desclassificado. Melhor tempo novamente de Trentavis Friday, com 20.35. Na semi feminina, Vitória Cristina Rosa foi 4ª na sua semi com 24.01 enão avançou. Melhor marca da sueca Irene Ekelund com 22.97. E na semi dos 400m feminino, melhor tempo da cubana Gilda Casanova com 52.45.

O Mundial segue nesta sexta com mais 10 finais.