Mundial de Judô – Dia 6

Nada como a categoria pesado para salvar o judô masculino do Brasil.

Acima de 100kg masculino

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Foto: IJF

Chegando em Budapeste como cabeça número 1, David Moura não decepcionou e chegou à decisão do Mundial garantindo sua 1ª medalha na carreira. E o adversário seria ninguém menos que o imbatível francês Teddy Riner. Na semifinal, Riner pegou o georgiano Guram Tushishvili. A luta ficou zerada até a prorrogação, quando o georgiano derrubou Riner, mas sentado e não foi dado ponto. Assim que voltou a luta, o francês derrubou o georgiano e se garantiu na decisão. Na final, mesma situação, e o brasileiro levou Riner pra prorrogação, mas logo o francês conseguiu um ippon para ganhar seu 9º título mundial e segue sem perder desde 2010.

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Rafael Silva venceu 3 lutas e pegou Riner nas 4as, quando foi massacrado pelo francês. Na repescagem, derrotou austríaco e, pelo bronze, venceu no golden score a última esperança húngara de medalha, Barna Bor. Rafael ganhou sua 3ª medalha em Mundiais. O outro bronze foi pro mongol Naidangiin Tüvshinbayar, 1º campeão olímpico pela Mongólia.

100kg masculino

No meio-pesado veio o 4º ouro masculino do Japão neste Mundial e 7º no geral. Aaron Wolf, 21 anos, não tem nome de japonês, mas venceu na decisão o fortíssimo georgiano Varlam Liparteliani, vice no Rio-2016 na categoria abaixo, os 90kg.

Duelo entre dois azeris no bronze, o vice olímpico no Rio nesta categoria Elmar Gasimov, e o campeão mundial nesta categoria em 2013 Elkhan Mammadov. Gasimov ficou com o bronze e o outro foi para o russo Kirill Denisov, que fatura sua 5ª medalha em mundiais. Luciano Correa perdeu logo na estreia para o britânico Benjamin Fletcher.

Acima de 78kg feminino

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Song Yu (CHN). Foto: IJF

Bronze no Rio e campeã mundial em 2015, a chinesa Song Yu venceu no golden score a japonesa Sarah Asahina, que acabou levando um shido e perdendo a luta. Song venceu nas 8as a brasileira Maria Suelen Altheman por ippon.

As medalhas de bronze foram para a sul-coreana Kim Min-jeong e para a azeri Iryna Kindzerska. Na disputa da medalha, Kindzerska abriu 3 waza-aris sobre a holandesa Tessie Savelkous, mas praticamente não fez nada nos 2min finais e foi levando punição. Por muito pouco não levou a 3ª, que a faria perder uma luta ganha.

Prévias Rio-2016: Judô

60kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Arsen Galstyan (RUS); Prata – Hiroaki Hiraoka (JPN); Bronzes – Felipe Kitadai (BRA) e Rishod Sobirov (UZB)

Último Mundial (2015): Ouro – Yeldos Smetov (KAZ); Prata – Rustam Ibrayev (KAZ); Bronzes – Toru Shishime (JPN) e Kim Won-jin (KOR)

Orkhan Safarov (AZE)

O sul-coreano Kim Wonjin é o atual líder do ranking mundial. Bronze nos mundiais de 2013 e 2015, venceu este ano o GP de Dusseldorf e foi bronze no Masters e no Grand Slam de Paris, além do título asiático em 2015. Bronze no Mundial de 2013, o azeri Orkhan Safarov foi vice nos Jogos Europeus e no europeu este ano. De olho também no cazaque Yeldos Smetov, atual campeão mundial e asiático.

Felipe Kitadai (1B) é o único medalhista de Londres que estará no Rio, mas não vem de um bom ano. Venceu a apertada disputa interna com Eric Takabatake e foi campeão pan-americano este ano em Havana, seu 6º título continental. O japonês da categoria é Naohisa Takato, campeão em 2015 dos Grand Slams de Tóquio e Paris. Outros bons nomes são o russo Beslan Mudranov, vice mundial em 2014, e o georgiano Amiran Papinashvili, bronze em 2014.

E o Brasil? Felipe Kitadai foi bronze em Londres, mas não vem bem. Nos últimos 2 anos, levou apenas 4 medalhas, sendo 3 em competições pan-americanas. Dificilmente repetirá a medalha de 4 anos atrás.

Meu Pódio: Ouro – Orkhan Safarov (AZE); Prata – Kim Wonjin (KOR); Bronzes – Naohisa Takato (JPN) e Beslan Mudranov (RUS)

66kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Lasha Shavdatuashvili (GEO); Prata – Miklos Ungvari (HUN); Bronzes – Masashi Ebinuma (JPN) e Cho Jun-ho (KOR)

Último Mundial (2015): Ouro – An Ba-ul (KOR); Prata – Mikhail Pulyaev (RUS); Bronzes – Golan Pollack (ISR) e Rishod Sobirov (UZB)

O sul-coreano An Ba-ul é o atual campeão mundial. Este ano, ele venceu o Masters e o GP de Dusseldorf, além de um bronze no forte Grand Slam de Paris, mas o grande nome da categoria é o japonês Masashi Ebinuma (1B), nada menos que tricampeão mundial, em 2011, 2013 e 2014. Este ano, ele apenas disputou o GS de Paris, no qual levou o ouro.

O mongol Davaadorjiin Tomorkhuleg subiu ao pódio das últimas 6 competições que disputou e tem ótimas chances no Rio, assim como o russo Mikhail Pulyaev, duas vezes vice-campeão mundial (2014 e 2015). O uzbeque Rishod Sobirov (2B) foi campeão mundial em 2010 e 2011 e bronze no ano passado, com boas chances de pegar seu 3º pódio olímpico seguido. De olho também no israelense Golan Pollack e no azeri Nijat Shikhalizade, atual campeão europeu.

E o Brasil? Charles Chibana foi ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 e campeão pan-americano este ano, mas conseguiu apenas um bronze no fraco Aberto Europeu de Oberwart este ano. Dificilmente chegará longe.

Meu Pódio: Ouro – Masashi Ebinuma (JPN); Prata – Rishod Sobirov (UZB); Bronzes – Davaadorjiin Tomorkhuleg (MGL) e An Ba-ul (KOR)

73kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Mansur Isaev (RUS); Prata – Riki Nakaya (JPN); Bronzes – Sainjargalyn Nyam-Ochir (MGL) e Ugo Legrand (FRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Shohei Ono (JPN); Prata – Riki Nakaya (JPN); Bronzes – Sainjargalyn Nyam-Ochir (MGL) e An Chang-rim (KOR)

Mais uma categoria liderada por um sul-coreano. An Chang-rim foi campeão mundial juvenil em 2014 e levou este ano o Grand Slam de Paris. Em 2015, disputou 7 competições e esteve no pódio em todas. Mas de olho mesmo no japonês Shohei Ono, bicampeão mundial em 2013 e 2015.

O azeri Rustam Orujov participou de 5 competições no ano e subiu ao pódio em todas, incluindo um título europeu e o bronze no Masters e GS de Baku. De olho também no georgiano Lasha Shavdatuashvili (1O), campeão olímpico nos 66kg que subiu de categoria, no húngaro Miklos Ungvari (1P), que perdeu a final dos 66kg em Londres pro Shavdatuashvili e também subiu de categoria, no israelense Sagi Muki, campeão dos Jogos Europeus, no canadense Arthur Margelidon e no mongol Odbayar Ganbaatar.

E o Brasil? Alex Pombo fas sua estreia olímpica, mas tem poucas chances de medalhar. Este ano foi prata no Pan de Havana e no Aberto Pan-Americano de Lima, mas foi bicampeão continental em 2014 e 2015.

Meu Pódio: Ouro – Shohei Ono (JPN); Prata – Rustam Orujov (AZE); Bronzes – An Chang-rim (KOR) e Odbayar Ganbaatar (MGL)

81kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kim Jae-Bum (KOR); Prata – Ole Bischof (GER); Bronzes – Ivan Nifontov (RUS) e Antoine Valois-Fortier (CAN)

Último Mundial (2015): Ouro – Takanori Nagase (JPN); Prata – Loic Pietri (FRA); Bronzes – Antoine Valois-Fortier (CAN) e Victor Penalber (BRA)

Takanori Nagase (JPN)

O georgiano Avtandili Tchrikishvili lidera o ranking mundial e vem de títulos do Grand Slam de Paris, de Tóquio, do europeu de 2015 e ainda foi campeão mundial em 2014. Pódio nos últimos 3 mundiais, o francês Loic Pietri não vem em boa fase e não sobe a um pódio há quase um ano, mas ainda assim é um nome muito forte. O japonês Takanori Nagase competiu muito pouco no circuito mundial, mas tem um título mundial em 2015, um Masters e 3 Grand Slams.

Outro bom candidato a medalha é o canadense Antoine Valois-Fortier (1B), que tem altos e baixos, mas foi bronze em Londres, prata no Mundial de 2014 e bronze de 2015. Também brigam por pódio o búlgaro Ivaylo Ivanov, o americano bicampeão dos Jogos Pan-Americanos Travis Stevens e o russo campeão europeu Khasan Khalmurzaev.

E o Brasil? Victor Penalber foi bronze no último mundial e também no Grand Slam de Paris e no campeonato pan-americano este ano. Mas já foi tricampeão continental entre 2013 e 2015.

Meu Pódio: Ouro – Takanori Nagase (JPN); Prata – Avtandili Tchrikishvili (GEO); Bronzes -Loic Pietri (FRA) e Antoine Valois-Fortier (CAN)

90kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Song Dae-Nam (KOR); Prata – Asley Gonzalez (CUB); Bronzes – Ilias Iliadis (GRE) e Masashi Nishiyama (JPN)

Último Mundial (2015): Ouro – Gwak Dong-han (KOR); Prata – Kirill Denisov (RUS); Bronzes – Varlam Liparteliani (GEO) e Mashu Baker (JPN)

Quem lidera o ranking é o japonês Mashu Baker, que venceu 5 dos últimos 6 torneios que disputou on circuito. Um japonês não vence a categoria dos médios desde Montreal-1976 e Baker tem boas chances de quebrar esse tabu. Outro nome fortíssimo da categoria é o georgiano Varlam Liparteliani, pódio nos últimos 3 mundiais e nos últimos 8 europeus!

O sul-coreano Gwak Dong-han é o atual campeão mundial e é presença constante em pódios do circuito. Pódio em 4 mundiais, o russo Kirill Denisov também é uma aposta de pódio, assim como o sueco Marcus Nyman, o húngaro Krisztian Toth, vice em 2014 e campeão mundial juvenil no mesmo ano e o cubano Asley Gonzalez (1P) vice em Londres. O grego Ilias Iliadis (1O-1B) foi campeão olímpico na categoria abaixo em Atenas e é dono de 6 medalhas em mundiais.

E o Brasil? Tiago Camilo (1P-1B) é o veterano do Brasil nos Jogos no judô. Aos 34 vai para sua 4ª Olimpíada e vem do ouro nos Jogos de Toronto-2015 e no campeonato pan-americano este ano. Campeão mundial em 2007, Tiago é muito experiente e vai depender do sorteio, mas pode surpreender, embora haja pouca chance.

Meu Pódio: Ouro – Varlam Liparteliani (GEO); Prata – Kirill Denisov (RUS); Bronzes – Mashu Baker (JPN) e Krisztian Toth (HUN)

100kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Tagir Khaibulaev (RUS); Prata – Naidangiin Tüvshinbayar (MGL); Bronzes – Dimitri Peters (GER) e Henk Grol (NED)

Último Mundial (2015): Ouro – Ryunosuke Haga (JPN); Prata – Karl-Richard Frey (GER); Bronzes – Toma Nikiforov (BEL) e Dimitri Peters (GER)

Três judocas estão bem próximos na liderança do ranking. O francês Cyrille Maret, atual tricampeã do Grand Slam de Paris, o sueco Martin Pacek, bicampeão do GS de Tyumen, e o azeri Elmar Gasimov, campeão do Masters em maio. O checo Lukas Krpalek foi campeão mundial em 2014 e é outro com grandes chances de pódio.

Campeão mundial ano passado, o japonês Ryunosuke Haga ainda não competiu esse ano no circuito, mas venceu ano passado outros 3 títulos além do mundial. O russo Tagir Khaibulaev (1O) venceu a prova em Londres e no mundial de 2011, mas não vem convencendo. O mongol Naidangiin Tüvshinbayar (1O-1P) chegou às últimas duas finais olímpicas e está em boa fase, vindo do título asiático em abril. Outros nomes são o cazaque Mazim Rakov, campeão mundial em 2009, o georgiano Beka Gviniashvili e o holandês Henk Grol (2B), bronze nas últimas duas Olimpíadas.

E o Brasil? Rafael Buzacarini disputará a prova em sua participação em uma competição mundial. Tem poucas chances de ir longe, mas esse ano conquistou 2 pratas em GPs, em Almaty e em Samsun.

Meu Pódio: Ouro – Martin Pacek (SWE); Prata – Lukas Krpalek (CZE); Bronzes – Naidangiin Tüvshinbayar (MGL) e Elmar Gasimov (AZE)

Acima de 100kg masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Teddy Riner (FRA); Prata – Aleksandr Mikhailine (RUS); Bronzes – Rafael Silva (BRA) e Andreas Tölzer (GER)

Último Mundial (2015): Ouro – Teddy Riner (FRA); Prata – Ryu Shichinohe (JPN); Bronzes – Adam Okruashvili (GEO) e Iakiv Khammo (UKR)

Teddy Riner (FRA)

Nada mais certeiro do que o francês Teddy Riner (1O-1B) ficar com o ouro. Virtualmente imbatível, Riner jamais perdeu uma luta por pontuação e praticamente nunca levou um golpe. Heptacampeão mundial e pentacampeão europeu, é uma vitória praticamente certeira. Campeão de 3 Grand Slams ano passado e um este ano, o japonês Hisayoshi Harasawa é uma boa oportunidade de pódio. Ele e Riner nunca se enfrentaram. Uma provável final muito interessante.

Bons nomes da categoria são o georgiano Adam Okruashvili, o israelense Or Sasson, o holandês Roy Meyer, o ucraniano Iakiv Khammo e o tunisiano Faicel Jaballah.

E o Brasil? Rafael Silva (1B) foi bronze em Londres, prata no Mundial de 2013 e bronze no de 2014, mas sofreu uma contusão no ano passado e só voltou às competições este ano. Disputou 11 torneios no ano, vencendo 3, todos nas Américas, mas não foi bem nos torneios maiores, como Grand Slams. Será uma participação imprevisível dele e a melhor chance de medalha no judô masculino pro Brasil.

Meu Pódio: Ouro – Teddy Riner (FRA); Prata – Hisayoshi Harasawa (JPN); Bronzes – Adam Okruashvili (GEO) e Roy Meyer (NED)

48kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sarah Menezes (BRA); Prata – Alina Dumitru (ROU); Bronzes – Eva Csernovicski (HUN) e Charline Van Snick (BEL)

Último Mundial (2015): Ouro – Paula Pareto (ARG); Prata – Haruna Asami (JPN); Bronzes – Jeong Bo-kyeong (KOR) e Ami Kondo (JPN)

Quem lidera o ranking é a mongol Urantsetseg Munkhbat, campeã mundial em 2013. Vencedora de 3 Grand Slams e do Masters de 2015, Munkhbat foi 7ª em Londres e deve subir ao pódio no Rio. A argentina Paula Pareto (1B) venceu o último mundial e foi prata em 2014. Bronze em Pequim-2008, deve voltar so pódio olímpico, após o 5º lugar em Londres.

Já a japonesa Ami Kondo foi campeã mundial adulta e juvenil em 2014 e bronze em 2015 e uma ótima herdeira da grande Ryoko Tani, dona de 5 medalhas olímpicas nesta mesma categoria. Outras boas chances de medalha são a belga Charline Van Snick (1B), a húngara Eva Csernoviczki (1B), e a brasileira Taciana Lima, que defende a Guiné-Bissau.

E o Brasil? Sarah Menezes (1O) não teve um bom 2015 e parecia longe de uma nova medalha olímpica, mas vem se recuperando este ano. Venceu o campeonato pan-americano e o GP de Havana, foi vice no Masters e bronze no GS de Paris e GP de Samsum. E agora está novamente bem cotada para uma medalha.

Meu Pódio: Ouro – Ami Kondo (JPN); Prata – Paula Pareto (ARG); Bronzes – Sarah Menezes (BRA) e Urantsetseg Munkhbat (MGL)

52kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – An Kum-Ae (PRK); Prata – Yanet Bermoy (CUB); Bronzes – Rosalba Forciniti (ITA) e Priscilla Gneto (FRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Misato Nakamura (JPN); Prata – Andreea Chitu (ROU); Bronzes – Érika Miranda (BRA) e Darya Skrypnik (BLR)

Érika Miranda (BRA)

Logo na sua estreia olímpica, Kosovo tem grandes chances de ganhar sua primeira medalha nesta categoria, com Majlinda Kelmendi. Bicampeã mundial em 2013 e 2014, Kelmendi disputou os Jogos de Londres pela Albânia, mas não medalhou. Este ano, ela venceu as 3 competições que disputou: o europeu, o Grand Slam de Paris e o GP de Budapeste. A romena Andreea Chitu esteve nos dois últimos pódios em mundiais e é bicampeã europeia.

A japonesa Misato Nakamura (1B) é tricampeã mundial da categoria (2009, 2011 e 2015) e um dos maiores desafios de Kelmendi. Este ano venceu o Masters e fechou 2015 com o Grand Slam de Tóquio. Outros nomes fortes da categoria são a francesa Priscilla Gneto (1B), a russa Natalia Kuziutina, a chinesa Ma Yingnan e a alemã Mareen Kräh.

E o Brasil? Érika Miranda é forte candidata ao pódio olímpico. Ela esteve no póduo dos últimos 3 mundiais, com 1 prata e 2 bronzes. Em 2015, venceu o Pan de Toronto, o campeonato pan-americano e o Grand Slam de Baku. Este ano, foi campeã pan-americana e bateu na trave em Baku e no Masters. Ainda, é uma ótima chance de medalha, ainda mais lutando em casa.

Meu Pódio: Ouro – Érika Miranda (BRA); Prata – Majlinda Kelmendi (KOS); Bronzes – Andreea Chitu (ROU) e Misato Nakamura (JPN)

57kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kaori Matsumoto (JPN); Prata – Corina Caprioru (ROU); Bronzes – Marti Malloy (USA) e Automne Pavia (FRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Kaori Matsumoto (JPN); Prata – Carina Caprioriu (ROU); Bronzes – Automne Pavia (FRA) e Dorjsurengiin Sumiyaa (MGL)

Muitos nomes fortes na categoria. A japonesa Kaori Matsumoto (1O) é uma delas. Ela venceu o ouro em Londres e é bicampeã mundial, vencendo em 2010 e em 2015. Este ano, levou o GP de Dusseldorf, mas no Masters em Guadalajara perdeu cedo, na 2ª rodada. As outras 3 medalhistas de Londres estarão no Rio para defender o seu lugar no pódio olímpico. A romena Corina Caprioriu (1P) perdeu a final de Londres e do último mundial para Matsumoto e busca a revanche, mas depois do último mundial não subiu mais ao pódio em 7 competições que disputou, sendo duas delas na categoria acima. A americana Marti Malloy (1B) é tricampeã pan-americana e ouro nos Jogos de Toronto-2015, além de vice no Mundial de 2013, disputado no Rio. A francesa Automne Pavia (1B) foi bronze nos dois últimos mundiais e venceu o europeu este ano.

Além delas, temos a mongol Dorjsurengiin Sumiyaa, bronze no mundial de 2015, a português Telma Monteiro, que tem 4 finais em mundiais sem nunca ter vencido um ouro e pentacampeã europeia, e a alemã Miryam Roper.

E o Brasil? Rafaela Silva vem tendo um ano razoável e quer apagar da memória a desastrosa participação em Londres, quando foi eliminada por uma catada de pernas. Campeã mundial em 2013 no Rio de Janeiro, tem boas chances de subir ao pódio e cresce muito em casa. Pode surpreender como fez há 3 anos.

Meu Pódio: Ouro – Kaori Matsumoto (JPN); Prata – Automne Pavia (FRA); Bronzes – Rafaela Silva (BRA) e Telma Monteiro (POR)

63kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Urska Zolnir (SLO); Prata – Xu Lili (CHN); Bronzes – Yoshie Ueno (JPN) e Gevrise Emane (FRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Tina Trstenjak (SLO); Prata – Clarisse Agbegnenou (FRA); Bronzes – Tsedevsurengiin Monkhzayaa (MGL) e Miku Tashiro (JPN)

Clarisse Agbegnenou (FRA)

A eslovena Tina Trstenjak venceu o ouro no último mundial e tem boas chances de repetir o feito da sua compatriota Urska Zolnir (1O-1B), campeã em Londres. Indo para a sua 1 Olimpíada, a eslovena vem do título europeu esse ano e da liderança o ranking mundial. Nenhuma medalhista de Londres estará na disputa desta categoria no Rio, então uma boa aposta é a francesa Clarisse Agbegnenou. Ela esteve na final os últimos 3 Mundiais, vencendo na edição de 2014 na Rússia. Este ano, ela disputou apenas o forte Grand Slam de Paris, que venceu.

Campeã no Mundial de 2013 no Rio, a israelense Yarden Gerbi é presença quase que constante nas finais, mas vem de 3 derrotas em disputas de bronze neste ano. De olho também na japonesa Miku Tashiro, 2 bronzes e mundiais e campeã dos Jogos da Juventude de 2010, na alemã Martyna Trajdos, campeã europeia em 2015, e na mongol Tsedevsurengiin Monkhzayaa, bronze no último mundial.

E o Brasil? Mariana Silva é talvez a menor chance de medalha no judô feminino do Brasil. Campeã pan-americana este ano, praticamente só subiu ao pódio em competições continentais. Será muito difícil uma medalha nesta categoria.

Meu Pódio: Ouro – Clarisse Agbegnenou (FRA); Prata – Tina Trstenjak (SLO); Bronzes – Miku Tashiro (JPN) e Yarden Gerbi (ISR)

70kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Lucie Decosse (FRA); Prata – Kerstin Thiele (GER); Bronzes – Yuri Alvear (COL) e Edith Bosch (NED)

Último Mundial (2015): Ouro – Gévrise Émane (FRA); Prata – María Bernabeu (ESP); Bronzes – Fanny Posvite (FRA) e Yuri Alvear (COL)

Vale ficar de olho na colombiana Yuri Alvear (1B) nesta categoria. Bronze em Londres, Alvear é nada menos que tricampeã mundial (2009, 2013 e 2014) e tetracampeã pan-americana, apesar de nunca ter vencido uma edição dos Jogos Pan-Americanos. Foi bronze no Masters esse ano. A holandesa Kim Polling é tricampeã europeia (2013 a 2015) e bronze no Mundial de 2013 no Rio, além de líder do ranking e campeã no Masters.

Bronze em Londres na categoria abaixo, a francesa nascida nos Camarões Gévrise Émane (1B) veio assumir o lugar de Lucie Decosse nesta categoria. Aos 33 anos, tem 5 medalhas em mundiais, incluindo 3 ouros, sendo um deles na última edição nos 70kg. Outros nomes fortes são a alemã Laura Vargas Koch, a japonesa Haruka Tachimoto e a espanhola Maria Bernabeu.

E o Brasil? Maria Portela tem altos e baixos e consegue perder cedo em um torneio para depois chegar a final de outro. Este ano, foi prata no GS de Baku, mas foi a única brasileira fora do pódio no Pan de Havana, em abril. Pode chegar ao pódio, como pode perder na estreia. Veremos no sorteio.

Meu Pódio: Ouro – Yuri Alvear (COL); Prata – Haruka Tachimoto (JPN); Bronzes – Kim Polling (NED) e Gévrise Émane (FRA)

78kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kayla Harrison (USA); Prata – Gemma Gibbons (GBR); Bronzes – Mayra Aguiar (BRA) e Audrey Tcheumeo (FRA)

Último Mundial (2015): Ouro – Mami Umeki (JPN); Prata – Anamari Velensek (SLO); Bronzes – Luise Malzahn (GER) e Marhinde Verkerk (NED)

Mayra Aguiar (BRA)

Primeira americana a ser ouro em uma Olimpíada, Kayla Harrison (1O) segue em alta. Ela flertou com a categoria dos 70kg após os Jogos de Londres, mas voltou aos 78kg e segue quase imbatível. Apesar disso, foi campeã mundial apenas uma vez, em 2010. Harrison é a grande rival de Mayra Aguiar num dos maiores clássicos do judô atual. Elas já enfrentaram 16 vezes e o confronto está em 8-8, mas Harrison venceu a brasileira duas vezes esse ano em menos de 1min de luta, mas Mayra levou a final do Grand Slam de Paris com ippon. A americana é uma das maiores vencedoras do circuito mundial considerando todas as categorias com mais de 30 títulos.

Outra força é a francês Audrey Tcheumeo (1B), campeã mundial em 2011 e atual ouro no europeu, a holandesa Marhinde Verkerk, campeã mundial em 2009 e europeia em 2015, a eslovena Anamari Velensek, atual vice mundial, e, claro a campeã mundial, a japonesa Mami Umeki.

E o Brasil? Mayra Aguiar (1B) vem em boa fase, com presença em 3 finais esse ano, todas contra Kayla Harrison, vencendo apenas uma. Fortíssima candidata a medalha, Mayra precisará esperar o sorteio para saber de que lado fica da chave.

Meu Pódio: Ouro – Mayra Aguiar (BRA); Prata – Audrey Tcheumeo (FRA); Bronzes – Kayla Harrison (USA) e Mami Umeki (JPN)

Acima de 78kg feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Idalys Ortiz (CUB); Prata – Mika Sugimoto (JPN); Bronzes – Karina Bryant (GBR) e Tong Wen (CHN)

Último Mundial (2015): Ouro – Yu Song (CHN); Prata – Megumi Tachimoto (JPN); Bronzes – Kanae Yamabe (JPN) e Idalys Ortiz (CUB)

Na categoria mais pesada feminina, temos a grande cubana Idalys Ortiz (1O-1B), atual campeã olímpica. Bicampeã mundial em 2013 e 2014, venceu espetacular 9 títulos continentais seguidos nesta categoria e é bicampeã dos Jogos Pan-Americanos. Atual líder do ranking, já venceu este ano 5 títulos e tem apenas 4 derrotas na temporada em 8 torneios. A campeã mundial de 2015 Yu Song será a representante chinesa na prova e tem 3 finais em 2016, além de um bronze.

De olho também na japonesa Kanae Yamabe, na francesa Émilie Andéol, bicampeã europeia, na turca Kayra Sayit, atual campeã europeia e na ucraniana Svitlana Iaromka.

E o Brasil? Maria Suelen Altheman perdeu a disputa de bronze em Londres, mas tem duas pratas em Mundiais, em 2013 e 2014, ambas derrotas para a cubana Idalys Ortiz, quem jamais venceu em 11 confrontos! Ela ficou afastada por lesão no joelho após o mundial de 2014, mas voltou nos Jogos de Toronto-2015. Desde então, foram 2 ouros, 2 pratas e 3 bronzes. Boas chances de pódio para a brasileira.

Meu Pódio: Ouro – Idalys Ortiz (CUB); Prata – Maria Suelen Altheman (BRA); Bronzes – Yu Song (CHN) e Kayra Sayit (TUR)

Mundial de Judô – Final

Brasil não leva mais nenhuma medalha em Astana, o dom;inio japonês e mais uma coroação do imbatível Teddy Riner.

90kg masculino

Foto: IJF

5ª categoria masculina e o 5º ouro asiático em Astana. Cabeça de chave 1 e prata no último mundial, o húngaro Kristian Toth perdeu nas 4as de final o russo Kirill Denisov. O russo chegou à final onde acabou perdendo por wazaari pro sul-coreano Dong Han Gwak. Toth perdeu ainda na repescagem pro japonês Mashu Baker, que levou um dos bronzes. O outro foi pro georgiano Varlam Liparteliani, repetindo o bronze do ano passado. Campeão mundial em 2014, o grego Ilias Iliadis perdeu na 2ª rodada para mongol. Tiago Camilo caiu logo na estreia para o russo Denisov.

70kg feminino

Foto: IJF

Gevrise Emane manteve a boa tradição francesa levando o ouro com ippon sobre a espanhola Maria Bernabeu, uma das maiores surpresas do mundial. Ela tirou na 3ª rodada a brasileira Maria Portela e nas 4as eliminou a holandesa Kim Pollin, número 1 do mundo. Já Emane eliminou nas 4as a tricampeã mundial, a colombiana Yuri Alvear, que acabou com um dos bronzes. O outro foi pra outra francesa, Fanny Posvite.

78kg feminino

Foto: IJF

Esperava-se um grande duelo nas 4as entre a americana campeã olímpica Kayla Harrison e a campeã mundial brasileira Mayra Aguiar. Só que nenhuma delas avançou, e ambas perderam na 3ª rodada. Algo bem fora do comum. Mayra perdeu pra polonesa Daria Pogorzelec, que acabou sem medalha.

O ouro foi pra japonesa Mami Umeki, com ippon no golden score sobre e eslovena Anamari Velensek, bronze em 2014. Seguindo as surpresas da categoria, bronzes para a alemã Luise Malzahn e para a holandesa Marhinde Verkerk.

100kg masculino

Ryunosuke Haga. Foto: IJF

Atual campeão, o checo Lukas Krpalek chegou até as semifinais, mas perdeu para o alemão Karl-Richard Frey por ippon e ainda acabou derrotado na disputa do bronze. Na grande final, o alemão perdeu para o japonês Ryunosuke Haga no shido. Os bronzes foram o belga Toma Nikiforov e pro alemão Dimitri Peters. Finalista nas duas últimas Olimpíadas, o mongol Naidangiin Tuvhsinbaiar perdeu nas 4as para Frey e na repescagem, terminando em 7º. Luciano Correa venceu húngaro e perdeu na 2ª rodada para britânico.

Acima de 78kg feminino

Yu Song. Foto: IJF

Atual campeã olímpica e bi mundial, a cubana Idalys Ortiz pegou nas 4as a sua grande rival, a japonesa Megumi Tachimoto, perdendo no shido. Ela chegou na final, mas segue sua sina de nunca levar um ouro, perdendo no shido para a chinesa Yu Song. Ortiz acabou com um dos bronzes e a japonesa Kanae Yamabe completou o pódio. As brasileiras Rochele Nunes e Maria Suelen Altheman decepcionaram e perderam logo na estreia.

Acima de 100kg masculino

Foto: IJF

O que dizer de Teddy Riner? Sem perder uma luta na sua categoria desde a semifinal olímpica de 2008, ele atropelou praticamente todos os seus adversários para levar seu 7º título mundial seguido. Riner venceu seus 4 primeiros combates por ippon e na final, venceu com um wazaari e um yuko sobre o japonêsRyu Shichinohe, prata em 2014. Os bronzes foram para o georgiano Adam Okruashvili e pro ucraniano Iakiv Khammo. David Moura venceu letão na estreia para perder na 2ª rodada para o Shichinohe.

Provas por Equipe

Foto: IJF

Como esperado, o Japão levou os dois ouros, com 3-2 de virada sobre a Coreia do Sul na final masculina e atropelando a Polônia por 5-0 no feminino. Aliás, nos 4 combates no feminino, o Japão não perdeu nenhuma luta sequer.

Entre os homens, o Brasil venceu 3-2 o Uzbequistão na estreia, perdeu 3-2 para a Alemanha e na repescagem perdeu 4-1 para o Cazaquistão. No feminino, o Brasil perdeu na estreia por 5-0 pra Japão.

O Japão sai de Astana com 8 ouros em 16 categorias e 17 medalhas no total. Eles só não ganharam medalha em 2 categorias. A França levou 2 títulos, assim como a Coreia do Sul. o Brasil foi bem abaixo do esperado, com apenas 2 bronzes. A Confederação errou feio este ano na preparação, deixando os brasileiros de fora das grandes competições do ano e ficando de olho no Pan. Com isso, os brasileiros caíram muito no ranking e acabaram pegando favoritos em rodadas preliminares. Mas ainda estou confiante para 2016 e espero 5-6 medalhas. O fator casa no judô é bastante importante.

Jogos Europeus Baku-2015 – Dia 15

Judô

Kirill Denisov

Na forte categoria dos 90kg, o ouro foi para o russo Kirill Denisov, dono de 3 medalhas em Mundiais. Ele venceu a final por um yuko sobre o georgiano Varlam Liparteliani, 2º do mundo. Campeão olímpico em 2004 e tri mundial, o o grego Ilias Iliadis foi bronze. Atual campeão mundial e número 1 do mundo, o húngaro Krisztian Toth nem pegou medalha, ficando em 5º.

Henk Grol. Foto: Reuters

Dois bronzes olímpicos, o holandês Henk Grol venceu na final o checo campeão mundial Lukas Krpalek também por um yuko. A surpresa foi pela eliminação do número 2 do mundo e esperança local Elmar Gasimov, que perdeu nas 8as para português. Sem o francês Teddy Riner na disputa, a categoria +100kg estava aberta. Vitória do georgiano Adam Okruashvili, vencendo na final o israelense Or Sasson por ippon.

No feminino, dia ruim para a Alemanha, que perdeu as 2 finais do dia. Nos 78kg, ouro para a holandesa Marhinde Verkerk por waza-ari sobre Luise Malzahn. Decepção da vice-campeã mundial Audrey Tcheumeo, que nem pegou medalha. No +78kg, Emilie Andeol deu o ouro para a França com ippon sobre a alemã Jasmin Kuelbs.

Natação

11 finais para encerrar a natação! E nada menos que 8 ouros russos!

No masculino, Nikolay Sokolov venceu os 400m medley com 4:19.44, Anton Chupkov os 100m peito com o belo tempo de 1:00.65, Daniil Pakhomov faturou os 100m borboleta com 52.72 com apenas 0.06 de vantagem sobre espanhol e o revezamento 4x100m medley venceu com 3:36.38.

Olesia Cherniatina na final do revezamento 4x200m feminino. Foto: Michael Steele/Getty Images

Polina Egorova foi o nome do dia com 2 ouros (e 5 no total nos Jogos) vencendo os 100m costas com 1:01.19 e os 50m borboleta com 26.82. Maria Astashkina levou os 100m peito com 1:07.71 e a equipe levou o revezamento 4x200m livre com 8:03.45.

Na prova mais rápida, os 50m livre, vitória do israelense Ziv Kalontarov com 22.16. O britânico Duncan Scott levou os 200m livre com 1:48.55 e a alemã Maxine Wolters venceu os 200m medley com 2:13.37. Foram 23 ouros russos na natação.

Boxe

Os donos da casa fizeram a festa no último dia do boxe, com 3 ouros! Campeão mundial em 2007, Albert Selimov ficou com o ouro nos 60kg com vitória sobre francês. O Azerbaijão ainda faturou ouro nos 69kg com Parviz Baghirov e nos 91kg com Abdulkadir Abdullayev.

Katie Taylor (azul) na final. Foto: Richard Heathcote/Getty Images

Mas a festa foi na Irlanda! Campeã olímpica e maior atleta do país, Katie Taylor confirmou seu favoritismo e venceu os 60kg feminino, com 3-0 em francesa. Nos 75kg masculino, Michael O’Reilly venceu atleta do Azerbaijão para levar o segundo ouro irlandês dos Jogos.

Outros Esportes

Melhor equipe europeia do badminton, a Dinamarca levou o ouro nas duplas masculinas com Mathias Boe/Carsten Mogensen com tranquilos 21-8 21-13 sobre dupla russa. Nada mais do que esperado para a dupla número 2 do mundo. Nas duplas femininas, ouro para as irmãs búlgaras Gabriela e Stefani Stoeva com 21-12 23-21 em russas.

Fechando a esgrima, mais 3 provas por equipes. No sabre feminino, depois de ser a grande decepção dos jogos, Olha Kharlan ajudou a Ucrânia a levar o ouro com 45-43 na Itália. Na espada masculina, ouro para a França com 45-32 na Rússia e no florete masculino, ouro para a Grã-Bretanha com 45-41 na Itália.

A Turquia levou o ouro no vôlei feminino com 3-0 na Polônia, parciais de 25-11 25-19 25-13. Numa disputa de 5 sets, a Sérvia venceu o Azerbaijão na disputa do bronze.

Mundial de Judô – Parte II

Continuando a cobertura do Mundial de Judô no Rio de Janeiro

Dia 5

Bronze em Londres, Mayra Aguiar chegou como a grande favorita na disputa da categoria até 78kg, chegando ao Rio como cabeça de chave número 1. Com um waza-ari na primeira luta, Mayra levou um ippon no finalzinho da segunda, perdendo para a holandesa Marhinde Verkerk. Na repescagem, dois ippons seguidos e a medalha de bronze. Mayra, assim, conquista sua terceira medalha em Mundiais adultos e a sétima no total. E ela tem 22 anos ainda… Na final, Verkerk enfrentou a norte-coreana Sol Ky-ong e levou um waza-ari, dando o ouro para a asiática. O outro bronze foi para a francesa Audrey Tcheumeo.

Sem o sul-coreano campeão olímpico, o cubano vice-campeão olímpico Asley Gonzalez foi para o ouro. Ele enfrentou na final o georgiano Varlam Liparteliani, número 1 do mundo, e empataram em 0-0, mas o cubano contava com apenas 1 shido, contra 2 do europeu, e assim faturou seu primeiro mundial. Os bronzes foram para o grego Ilias Iliadis, campeão olímpico em 2004 e bicampeão mundial, e para o russo Kirill Denisov. Eduardo Santos, que substituiu Tiago Camilo, perdeu logo na estreia por ippon.

Fechando o quinto dia, a categoria 70kg feminino viu a colombiana bronze em Londres Yuri Alvear ganhar seu segundo título mundial, repetindo o feito de 2009, vencendo a alemã Laura Koch por ippon, dando o segundo ouro sul-americano no Rio. Os bronzes ficaram com a holandesa Kim Polling e a sul-coreana Kim Seong-yeon. Maria Portela começou bem, com 2 vitórias, até ser derrotada por outra coreana. Na repescagem perdeu para a tricampeã mundial Lucie Decossé por ippon no golden score. Decossé foi derrotada na disputa do bronze e anunciou sua aposentadoria do judô após grande carreira.

Dia 6

Era agora ou nunca. A medalha masculina demorou, demorou, mas veio na última prova! E ficou para o nosso bronze em Londres Rafael Silva salvar a pátria. Ele venceu 2 lutas por ippon e chegou a semifinal. Lá, enfrentou o outro bronze em Londres, o alemão Andreas Toelzer. Numa luta apertada, ninguém pontou, mas Rafael avançou com 1 shido, contra 2 do alemão. Na final, veio o mito: Teddy Riner. O francês é um monstro e imobilizou o brasileiro com 2min de luta. Riner levou o seu sexto título mundial, o quinto na categoria (o outro foi na categoria aberta). Riner não perde na categoria +100kg desde a semifinal olímpica de Pequim-2008. Aliás, ele não leva um golpe sequer há 5 anos! A derrota na final da categoria aberta em 2010 foi na bandeirada. Riner já é um dos grandes nomes da história do judô e tem tudo para manter o seu domínio por um bom tempo. Os bronzes foram para Toelzer e para o tunisiano Faicel Jaballah, uma das surpresas do Mundial. Nas oitavas, Jaballah foi protagonista de uma cena curiosa. Ele enfrentava um egípcio que recebeu um shido. O árbitro retomou a luta, mas o egípcio ficou olhando para o técnico. O tunisiano nem quis saber e derrubou um distraído egípcio, vencendo por ippon.

Quinta em Londres e líder do ranking, Maria Suelen Altheman teve campanha quase idêntica a Rafael! Duas vitórias por ippon, na semi avançou por ter menos shidos após empate em 0-0 e na final perdeu por imobilização. E o ouro também foi para a campeã olímpica da prova, a cubana Idalys Ortiz. Quinta medalha feminina das meninas brasileiras! Grande campanha! Os bronzes foram para a coreana Lee Jung Eun e para a japonesa Magumi Tachimoto.

Encerrando as disputas individuais, o líder do ranking mundial, Elkhan Mammadov do Azerbaijão fez um waza-ari por luta e levou o ouro, vencendo o forte holandês Henk Grol na final. Os bronzes foram para o alemão Dimitri Peters e para o checo Lukas Krpalek. Renan Nunes perdeu na estreia para Peters e Luciano Correa, campeão mundial no Rio em 2007, venceu a primeira luta, mas perdeu na 2ª para francês por ippon.

Dia 7

O mundial foi encerrado com as disputas por equipes. No masculino, novo fracasso. E logo na estreia. Perderam para a Alemanha por 4-1 e ficaram sem medalha. Já no feminino, ótima campanha: 3-2 na Alemanha e 3-2 na Coreia do Sul. Na final, duelo com as japonesas. Aliás, a equipe feminina japonesa estava devendo um ouro e tinha conquistado até então apenas 1 prata e 2 bronzes. Na final, Erika Miranda perde para Hashimoto, Rafaela Silva vence Anzu Yamamoto, Katherine Campos perde para Kana Abe, Maria Portela vence Haruka Tachimoto e na decisiva, Maria Suelen Altheman perde por shido para Megumi Tachimoto. Ouro japonês e mais uma prata brasileira. No masculino, a Geórgia bateu a Rússia.

Finalizando

Grande campanha brasileira, com 1 ouro, 4 pratas e 2 bronzes, 7 no total. No feminino 1-3-2 e o Brasil liderou o ranking feminino. No masculino, com 3-0-2, o Japão foi o melhor. No total, Japão termina com 4-1-4, seguido da França com 2-2-4, Cuba 2-0-1 e Brasil 1-4-2. 11 países ganharam medalhas de ouro e 23 medalharam. Interessante que nenhum país ganhou 2 ouros no feminino.

Somando as vitórias por país, o Japão conseguiu 53, seguido da França com 40 e do Brasil com 36. No masculino, Japão teve 31 e no feminino o Brasil foi o melhor com 24. Apenas 3 líderes do ranking conquistaram o ouro e só Riner e Ortiz confirmaram o ouro que venceram em Londres, ambos na categoria mais pesada.

O próximo Mundial será em 2014 na cidade russa de Chelyabinsk.