Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

Pista

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

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