Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 15

Foi um sábado com muitas, muitas emoções. Derrotas duras, vitórias incríveis, muitas medalhas e os recordes batidos pro Brasil num dia de 71 finais.

Atletismo

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Altobeli da Silva. Foto: CBAt

O último ouro brasileiro no atletismo veio de uma maneira brilhante com o finalista olímpico Altobeli da Silva vencendo os 3.000m com obstáculos. Ele dosou bem a prova e soube segurar os fortes americanos. Na última volta, ele ligou o turbo e foi a frente, abrindo para vencer com 8:30.73.

Augusto Dutra conseguiu a medalha de prata no salto com vara com 5,71m contra 5,76m do americano Christopher Nilsen. Campeão olímpico Thiago Braz ficou em 4º com 5,51m, queimando as 3 tentativas em 5,61m. Já nos 110m com barreiras, o favorito ao ouro Gabriel Constantino tropeçou na 6ª barreira e caiu, dando a vitória para Shane Brathwaite, que, com 13.31, conquistou o 1º ouro de Barbados da história em Pans. Eduardo de Deus cruzou em 3º com 13.48.

No lançamento de martelo feminino, dobradinha americana com Gwen Berry 74,62m e Brooke Andersen 71,07m. A brasileira Mariana Marcelino conseguiu um ótimo 4ª posição com 66,15m. No salto triplo, ouro pro americano Omar Craddock com 17,42m. Almir dos Santos, que volta de lesão, acabou em 4º com 16,70m. E tivemos mais um 4º lugar do Brasil, com Tatiane da Silva nos 3.000m com obstáculos com 9:56.19 em vitória da canadense Geneviève Lalonde com 9:41.45.

Muito legal o pódio do lançamento de dardo masculino com a vitória de Anderson Peters, de Granada, com 87,31m, novo recorde dos Jogos e 1ª medalha de ouro da história de Granada em Pans. Prata foi pro trinitino Keshorn Walcott, campeão olímpico em 2012, com 83,55m e bronze para Albert Reynolds, de Santa Lúcia, com 82,19. Os outros ouros do dia foram pro canadense Marco Arop nos 800m com 1:44.25, pro quarteto americano no 4x400m feminino 3:26.46 e uma linda vitória da Colômbia no 4x400m masculino com 3:01.41.

Natação

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Equipe de natação com sua medalhas. Foto: COB

Fechando as disputas da natação, o Brasil faturou mais um ouro e 5 medalhas, batendo o recorde de 11 ouros (o anterior era 10) e 32 medalhas (anterior 26). Depois de ir bem mal no Mundial de Gwangju, Guilherme Costa dominou os 1.500m livre com 15:09.93, liderando do início ao fim.

No revezamento 4x100m medley masculino, o Brasil ficou com a prata com 3:30.98, com Guilherme Guido, João Gomes Jr, Vinícius Lanza e Marcelo Chierighini, contra 3:30.25 dos Estados Unidos, que contou com Daniel Carr, Nicolas Fink, Ton Shields e Nathan Adrian. Na prova feminina, a equipe ficou com o bronze com altos 4:04.96 e Larissa Oliveira levou sua 7ª medalha neste Pan!

Saindo de uma lesão na virilha que o atrapalhou demais no Mundial, Caio Pumputis se recuperou e foi prata nos 200m medley com 2:00.12 com Leonardo Santos na prata 2:00.29, ambos atrás do americano William Licon, ouro com 1:59.13. A argentina Delfina Pignatiello conquistou seu 3º ouro em Lima nos 1.500m livre com 16:16.54 e a americana Amanda Walsh venceu os 200m medley com 2:11.24.

Basquete

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Foto: COB

Talvez o ouro que eu menos esperava de esportes coletivos nesse Pan. Jogando bem demais no Pan todo, o Brasil fez um grande jogo com a equipe universitária dos Estados Unidos e venceu por 79-73, faturando o 1º ouro do basquete feminino em Pans desde Havana-1991! Tainá fez 24 pontos na decisão e Clarissa dos Santos, um dos principais nomes dessa equipe, fez 12. Na disputa do bronze, Porto Rico venceu a Colômbia por 66-55.

Vela

Mais 3 ouros no dia derradeiro da vela em Lima, totalizando 5. As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze sobraram na 49erFX e já tinham garantido o ouro muito antes do final. Nas outras 4 classes não-olímpicas, medalhas em todas. Bruno Lobo venceu a Formula Kite e Matheus Dellagnelo foi ouro na Sunfish. Na Snipe, bronze para Rafael Martins e Juliana Duque, mas destaque para a prata na Classe Lightning, com Cláudio Biekarck, que, aos 68 anos, leva sua 10ª medalha em Pans em 10 Pans disputados!

Tênis de Mesa

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Bruna Takahashi, Jéssica Yamada e Caroline Kumahara. Foto: COB

Foi doído demais. O dia começou com dois confrontos Brasil x EUA. No feminino, as meninas tinham uma dura missão. As americanas abriram 1-0 nas duplas, Bruna Takahashi diminuiu, Caroline Kumahara perdeu para Wu Yue, mas Jéssica Yamada empatou. No jogo decisivo, Bruna venceu novamente a forte americana Zhang Lily, assim como tinha acontecido nas 4as da chave de simples e colocou o Brasil em uma final feminina inédita em Pans. Na final, a forte equipe de Porto Rico, com a espetacular Adriana Díaz. No 1º jogo, Jéssica e Caroline perderam nas duplas 3-2 (com 12-10 no 5º) para Melanie Diaz e Daniely Rios. Mas Bruna Takahashi brilhou num jogo espetacular contra Adriana Díaz, vencendo por 3-1. Caroline Kumahara venceu 3-1 Rios e o Brasil virou 2-1 no confronto, mas Adriana fez 3-1 em Jéssica para empatar. No jogo decisivo, Bruna pegou a irmã de Adriana, Melanie, e abriu 2-0. Chegou a ter QUATRO match points, mas perdeu 17-15 e levou a virada no que talvez tenha sido a derrota mais dura do Brasil em todo o Pan.

Já no masculino, o Brasil teve uma inesperada derrota na semifinal para os americanos. Nas duplas, Eric Jouti e Gustavo Tsuboi perderam 3-2 para Nicholas Tio/Nikhil Kumar. Hugo Calderano passou com 3-0 pelo talentoso Kanka Jha, mas Tsuboi perdeu de 3-2 para Kumar e Jouti também perdeu 3-2 para Kanak Jha e os americanos desbancaram o Brasil, que acabou com o bronze.

Judô

Com um ippon relâmpago de 18s, Eduardo Yudy Santos faturou o único ouro do dia do Brasil no judô, nos 81kg, derrotando o dominicano Medickson del Orbe. Nos 63kg feminino, Alexia Castilhos perdeu na semi dos 63kg para venezuelana, mas venceu equatoriana na disputa do bronze. Já Rafael Macedo perdeu a disputa do bronze para peruano e ficou sem medalha, assim como Ellen Santana, que nem chegou a disputar o bronze.

Outros Esportes

Vice mundial, Valéria Kumizaki foi ouro no 55kg do karatê, derrotando na final a canadense Kathryn Campbell por 4-1. Nos 50kg, Jéssica de Paula perdeu a semifinal 2-1 para mexicana e ficou com o bronze.

Com o jogo na mão, o Brasil teve 2 match points no 4º set contra a Colômbia na semifinal do vôlei feminino, mas levou a virada e foi derrotado por 3-2 (22-25, 25-27, 25-14, 28-26, 15-9).

Dois bronze no pólo aquático. A equipe feminina fez 8-7 em Cuba e acabou em 3º lugar e a masculina venceu a Argentina por 9-6. Estados Unidos e Canadá se enfrentaram nas duas finais, com vitórias americanas em ambas: 24-4 no feminino e 18-6 no masculino.

O Brasil ficou sem medalha no último dia da esgrima, decepcionando na espada por equipes feminina. Ela venceram nas 4as o México por 45-31, mas perderam na semi 45-37 pra Cuba e de 45-37 pra Venezuela na disputa do bronze.

Brasil também sem medalha no último dia do remo. No Quatro Sem masculino, o quarteto brasileiro ficou em 4º a apenas 0.04 do bronze. Também tivemos o 4º lugar no Oito Com masculino, o 5º lugar de Vanessa Cozzi no single skiff e o 5º lugar no skiff quádruplo feminino.

Roberto Hernandez, de El Salvador, surpreendeu na final do arco composto o favorito americano Braden Gellenthien por 147-116 e ficou com o ouro. No feminino, a colombiana Sara Lopez confirmou o mega favoritismo e venceu 146-142 a mexicana Andrea Becerra. Nas duplas mistas, ouro para a Argentina enquanto o Brasil perdia a disputa do bronze pra Colômbia.

El Salvador levou mais dois ouros no dia, nas provas de fisiculturismo, que fez sua estreia em Pans.

A Bolívia também ganhou sua 1ª medalha de ouro da história ao conquistar o raquetebol por equipes masculinas, com 2-1 sobre a Colômbia na final.

A Argentina venceu mais dois coletivos, fechando 8 ouros nessas modalidades! Venceu na final do futebol masculino 4-1 Honduras e confirmou o favoritismo no hóquei na grama com 5-2 sobre o Canadá, garantindo vaga olímpica. Argentina venceu no masculino o rugby 7s, o softball, o basquete, o vôlei, o handball, o hóquei e o futebol e no feminino o hóquei.

Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
Dia 6 0 2 5 7
Dia 7 3 2 1 6
Dia 8 0 0 3 3
Dia 9 7 2 7 16
Dia 10 1 2 3 6
Dia 11 4 4 2 9
Dia 12 4 4 6 14
Dia 13 5 2 6 13
Dia 14 10 8 9 27
Dia 15 8 5 9 22
TOTAL 54 42 68 164

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Natação 11 9 12 32
Atletismo 6 6 4 16
Vela 5 2 2 9
Ginástica Artística 4 4 3 11
Judô 4 1 2 7
Canoagem Slalom 4 0 1 5
Taekwondo 2 2 3 7
Tênis de Mesa 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Hipismo 2 1 2 5
Surfe 2 1 1 4
Boxe 1 3 2 5
Ginástica Rítmica 1 1 3 5
Badminton 1 0 4 4
Karatê 1 0 3 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Tênis 1 0 1 1
Handebol 1 0 1 2
Basquete 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 4 2 6
Esgrima 0 1 2 3
Lutas 0 1 2 3
Remo 0 1 2 3
Boliche 0 1 0 1
Pólo Aquático 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Pelota Basca 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 1 1
Saltos Ornamentais 0 0 1 1
Vôlei 0 0 1 1
TOTAL 54 42 68 164

Dois ouros na vela na Itália

A etapa de Gênova da Copa do Mundo de vela não contou com muitos grandes nomes, mas a equipe brasileira voltou com 2 ouros bem interessantes. E ainda teve muitas regatas canceladas por conta dos fracos ventos.

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Jorge Zarif. Foto: Sailing Energy

Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan foram um dos destaques com uma campanha excelente na 470 feminina. Após um 2º, um 5º e um 3º, elas venceram as 3 regatas seguintes numa competição bem reduzida com apenas 6 regatas. Elas foram tão bem e as outras duplas se alternaram muito que as brasileiras foram para as regata da medalha com o ouro já garantido. Na final, ficaram em 3º e levaram o ouro com apenas 14 pontos perdidos contra 45 de dupla chinesa que ficou em 2º.

Já na classe Finn, Jorge Zarif foi top-5 em todas as 8 regatas e brigava pela ouro contra o espanhol Alex Muscat, que tinha apenas 2 pontos a menos que o brasileiro. Na regata da medalha, o brasileiro marcou o espanhol e cruzou a chegada em 6º contra um 9º lugar de Muscat, dando o 2º ouro pro Brasil.

Já na 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze tiveram uma campanha bem mediana, com um 17º e dois 12º. Chegaram na regata final brigando por um bronze, mas acabaram em 6º com 63 pontos perdidos.

A etapa final da Copa do Mundo será em junho, em Marselha.

Vela conquista 3 medalhas e Scheidt quer voltar

Foram 3 medalhas da equipe brasileira na Copa do Mundo de Miami, que terminou no domingo.

2018 Hempel Sailing World Championships

Martine Grael e Kahena Kunze. Foto: Jesus Renedo/Sailing Energy

As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze fizeram uma excelente campanha de recuperação na 49erFX para ficar com o ouro. Após um início ruim com um 17º, um 18º (descartado) e três nonos lugares, a dupla foi se recuperando com um 2º, um 7º e duas vitórias para chegar na regata da medalha 12 pontos atrás da dupla neozelandesa formada por Alexandra Maloney e Molly Meech, dupla prata no Rio-2016. Na regata decisiva, as brasileiras ficaram em 2º e viram as neozelandesas fazerem uma péssima regata, terminando em 9º e o ouro ficou com Martine e Kahena por apenas 2 pontos!

Na Nacra 17, a dupla Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino ficou com a prata com 58 pontos perdidos, atrás de australianos Jason Waterhouse e Lisa Darmanin, vice olímpicos, com 50 e a frente dos argentinos campeões olímpicos Santiago Lange e Cecilia Saroli. Samuel e Gabriela se encaixaram e já estão entre as melhores duplas dessa classe no mundo, após o excelente 4º lugar no Mundial de 2018.

Para fechar a campanha brasileira, Ana Luiza Barbachan e Fernanda Oliveira foram bronze na 470 atrás de 2 duplas alemãs. Elas, que já foram apontadas como grande chance de medalha pro Brasil, parecem estar recuperando a boa forma. Deixaram pra trás grandes velejadoras medalhistas olímpicas e mundiais.

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Robert Scheidt. Foto: Divulgação

Já nesta terça-feira o destaque ficou com a coletiva de imprensa de Robert Scheidt, que anunciou seu retorno às competições aos 45 anos. E sua missão é ousada: disputar os Jogos de Tóquio na Classe Laser. Classe que o consagrou com 2 ouros e 1 prata olímpicos e o 4º lugar no Rio-2016, ela exige muito do físico do velejador. O multicampeão sabe disso, lógico, e acredita que está ainda com físico para tal. O momento é propício, pois não temos um grande nome na classe para Tóquio. O Brasil já tem a vaga olímpica conquistada por João Pedro Souto com o bom 19º lugar no Mundial de Vela de 2018, mas João Pedro não vem de boas campanhas, ficando apenas em 56º na Laser em Miami.

Se Scheidt for bem sucedido, ele poderá chegar a sua 6ª medalha olímpica, fato inédito para o esporte brasileiro até agora. Além disso, ele disputaria a sua 7ª Olimpíada e se tornaria o brasileiro com mais participações nos Jogos, deixando Hugo Hoyama, Rodrigo Pessoa, Formiga, Jaqueline Mourão e Torben Grael pra trás. Nome ele tem.

Mundial de Vela – Dia 10

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Annemiek Bekkering e Annette Duetz (NED). Foto: Sailing Energy

Não era fácil para Martine Grael e Kahena Kunze buscarem uma medalha na 49erFX. Na decisão, elas chegaram em 3º numa regata consistente, mas não foi o suficiente. As austríacas Tanja Frank e Lorena Abicht vinham pro ouro, mas no meio da regata, viraram o barco quando estavam na liderança e viram todas as concorrentes as passarem. As holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz foram pro 2º lugar e somaram 89 pontos, contra 91 das austríacas, que acabaram chegando em último. As britânicas Sophie Weguelin e Sophie Ainsworth pegaram o bronze com 94 pontos e as brasileiras terminaram em 4º com 102.

Na 49er, a vantagem dos irmãos croatas Sime e Mihovil Fantela era tão boa que só perderiam o ouro com um desastre. Eles chegaram em 5º na regata da medalha e somaram 72 par ficar com o ouro. Sime foi ouro no Rio-2016 na 49er com outro parceiro. O alemães Tim Fischer/Fabian Graf conseguiram ficar em 9º e perder a medalha de prata, que foi pros franceses Mathieu Frei/Noe Delpech, que venceram a última regata para somar 91 pontos contra 93 dos alemães.

O Mundial se encerra no domingo com as regatas da medalha da RSX masculina e feminina, já com os campeões definidos, e da Nacra 17, com Brasil sonhando com medalha.

Mundial de Vela – Dia 8

Nesta quinta-feira tivemos as primeiras medalhas e vagas olímpicas definidas.

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Zsombor Berecz (HUN). Foto: Sailing Energy

Sem brasileiros nas regatas das medalhas, Finn, 470 masculina e feminina se encerraram. Na Finn, o sueco Max Salminen liderou boa parte da competição, mas viu na última regata o húngaro Zsombor Berecz levar o título. Berecz venceu a regata da medalha (que não pode ser descartada e conta pontos em dobro) e somou 70 pontos, enquanto o sueco chegou em 10º e último e, com 74 pontos, ficou com a prata. O holandês Pieter-Jan Postma foi bronze com 76.

As japonesas Ai Kondo e Miho Yoshioka estavam muito próximas do ouro na classe 470 e, com um 5º lugar na regata final, confirmaram o título com 33 pontos perdidos. As espanholas Silvia Mas Depares e Patricia Reina foram prata com 39 e as britânicas Hannah Mills (campeã no Rio-2016) e Eilidh McIntyre bronze com 41.

No masculino, os suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergström lideraram quase todo o torneio. Mas na última regata chegaram em último e nem subiram ao pódio! O ouro foi dos franceses Kevin Peponnet/Jeremie Mion com 56 pontos. Prata pro Japão e bronze pra Espanha.

A dupla brasileira Samuel Albrecht/Gabriela Nicolino conseguiu um 4º e um 8º lugares e chegou a assumir a liderança da Nacra 17, por conta de desclassificação da dupla argentina na 9ª regata. Mas na 10ª, foram ficaram em 22º e caíram para 4º no geral. Restam ainda 3 regatas e a regata da medalha.

Martine Grael e Kahena Kunze obtiveram um 22º e depois melhoraram com um 2º e um 3º e vão pra regata da medalha em 5º lugar, a 11 pontos do bronze e com poucas chances de medalhar. Na 49er, os irmãos croatas Sime e Mihovil Fantela lideram a 3 regatas do fim da prova.

João Pedro Souto foi 6ª na última regata da Classe Laser e terminou em 19º no geral, a frente do mais experiente Bruno Fontes, que foi muito mal nesta quinta, terminando em 30º. O cipriota Pavlos Kontides lidera a classe e vai pra regata de medalha com leve vantagem de 4 pontos sobre o australiano Matthew Wearn. Como há muitos países repetidos, João Pedro conseguiu uma das 14 vagas olímpicas da classe. Na Laser Radial, a belga Emma Plassschaert assumiu a liderança na última regata e, garças a resultados ruins das antigas líderes, vai pra regata da medalha com 11 pontos de vantagem sobre holandesa e já com a prata garantida.

Patrícia Freitas teve um dia ruim e despencou na RSX para 22ª. A holandesa Lilian de Geus lidera e no masculino o seu compatriota campeão olímpico Dorian van Rijsselberghe é o líder. Ainda faltam 3 regatas + a da medalha pra classe.

Vagas olímpicas definidas:

Laser: AUS, BRA, CRO, CYP, EST, FIN, FRA, GER, GBR, NZL, NOR, PER, KOR e USA
Finn: ARG, CAN, GBR, HUN, NED, NZL, SWE e TUR
470 masculina: AUS, FRA, GBR, ITA, NZL, ESP, SWE e USA
Laser Radial feminina: BEL, CAN, CHN, DEN, FIN, FRA, GER, GBR, GRE, HUN, ITA, NED, NOR, POL, SWE, SUI, TUR e USA
470 feminina: CHN, FRA, GBR, GRE, ISR, ITA, NED, SLO e ESP
49erFX feminina: AUS, AUT, BRA, DEN, GER, NED, NZL e NOR

Mundial de Vela – Dia 7

Depois de uma terça-feira ótima pro Brasil, a quarta-feira foi um horror. Com ventos fracos, os brasileiros sofreram demais, caíram nas classificações e seguem sem vagas olímpicas.

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Jorge Zarif (BRA). Foto: Sailing Energy

Martine Grael e Kahena Kunze fizeram 3 regatas ruins no início flotilha de ouro. Começaram com um 9º lugar, aí ficaram em 26º e em 17º. Após 9 regatas, elas caíram de 5º para 10º no geral com 69 pontos. As austríacas Tanja Frank e Lorena Abicht lideram com 47. Faltam 3 regatas antes da regata da medalha e ainda dá para subirem e já garantirem uma das 8 vagas olímpicas. Na 49er masculina, Carlos Lorente e Marco Grael iam muito bem an 7ª regata, em 2º lugar, mas a arbitragem anulou a regata, que já ia para a última boia. Uma pena, pois eles estavam subindo para 8º no geral.

Na Finn, Jorge Zarif não vem bem. Nesta quarta foi 36º e 24º, despencando para 18º no geral e seu Mundial chega ao fim. Final muito ruim para quem começou vencendo uma regata. O sueco Max Salminen é o líder com 60 pontos, 8 a menos que os dois velejadores seguintes e segue pra regata da medalha com uma mão no ouro.

A organização decidiu não realizar mais regatas da 470 feminina, que fica com 7. Com isso, as brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan terminam o Mundial em 14º lugar. As japonesas estão muito perto do título. No masculino, os suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergström vão pra Medal Race com 6 pontos de vantagem sobre a dupla do Japão.

Só tivemos uma regata na Laser e Bruno Fontes foi 40º e João Pedro de Oliveira 38º. Bruno é o 24º no geral e João Pedro 28º, restando apenas uma regata antes da final. O líder é o cipriota Pavlos Kontides. Na Laser Radial, a americana Paige Railey lidera com 42 pontos, mas belga e dinamarquesa vem logo atrás com 43 após 8 regatas.

Não tivemos regatas da RSX masculina e feminina e da Nacra 17.

Com a 470 feminina e masculina e a Finn chegando à regata final, já temos as seguintes vagas olímpicas definidas:

Finn (8) – Argentina, Canadá, Grã-Bretanha, Hungria, Holanda, Nova Zelândia, Suécia e Turquia.
470 masculina (8) – Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Nova Zelândia e Suécia
470 feminina (8) – China, Eslovênia, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Israel e Itália

Mundial de Vela – Dia 6

Após uma segunda-feira se ventos e quase sem regatas, a terça-feira foi animada em Aarhus e o Brasil teve uma grata surpresa.

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Gabriela Nicolino e Samuel Albrecht na Nacra 17. Foto: Sailing Energy

Foi na Nacra 17 com Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino, que disputaram 4 regatas. Na 1ª do dia, a 4ª do campeonato, eles venceram, depois ficaram em 14º na 5ª, venceram novamente a 6ª e ficaram em 2º lugar na 7ª. Após 7 regatas, eles estão em 2º lugar no geral com 21 pontos, atrás apenas da dupla argentina campeã olímpica Santiago Lange e Cecilia Saroli, com 16 pontos. A outra dupla, com João Bulhões e Bruna de Mello está em 28º no geral com 79 pontos.

As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze não competiram nesta terça, mas tivemos a regata que faltava do outro grupo. Com isso, após 6, elas estão em 5º lugar no geral com 30 pontos. As dinamarquesas Ida Nielsen e Marie Olsen lideram com apenas 13.

Na Finn, Jorge Zarif fez duas regatas ruins nesta terça já na flotilha de ouro. Ele ficou em 29º (descartado) e 15º, somando 63 pontos e aparecendo em 12º no geral. O líder é o britânico Edward Wright com 37. Faltam apenas 3 regatas pro fim da classe.

Patrícia Freitas obteve um 20º, um 7º e um 8º no grupo azul da RSX e aparece em 21º no geral (49 pontos) após 6 regatas de 15. A líder é a chinesa Yunxiu Liu com 14. No masculino o polonês Pawel Tarnowski está na frente

Depois de 2 dias sem regatas, a 470 feminina voltou com apenas uma, onde Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram em um ruim 29º. Elas fazem um torneio bem irregular e estão em 15º no geral. As japonesas Ai Kondo e Miho Yoshioka segue na frente. No masculino, o suecos Anton Dahlberg e Fredrik Bergstöm seguem na liderança após 9 regatas de 11. Os barcos brasileiros estão na flotilha de prata, sem chances de classificação olímpica neste Mundial.

O australiano Matthew Wearn lidera na Laser com uma excelente campanha e apenas 23 pontos. Bruno Fontes foi 13º e 20º e está em 13º no geral com 78. João Pedro de Oliveira foi 50º (descartado) e 12º e vem em um bom 23º com 87 pontos. A dinamarquesa Anne-Marie Rindom segue líder da Laser Radial com 25 pontos contra 26 da americana Paige Railey após 8 regatas. Gabriela Kidd está na flotilha de prata, onde até venceu uma regata.

Não tivemos apenas regatas na 49er.