Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

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Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

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Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

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Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

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Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.

Mundial de Revezamentos – Dia 1

Os Estados Unidos venceram 2 das 3 finais do 1º dia, incluindo o 4x100m masculino.

Nas eliminatórias, o Canadá fez o melhor tempo com 38.21, seguido dos americanos com 38.22 e dos britânicos com 38.32. O Brasil vinha muito bem na 3ª bateria, mas Vitor Hugo dos Santos, que fechou a prova, sentiu e o Brasil fechou em último e acabou sendo desclassificado. Com uma equipe B, a Jamaica não terminou sua bateria.

Na decisão, sobrou pra equipe americana que venceu com 38.43, contando com 2 fortes nomes, Mike Rodgers e Justin Gatlin. Canadá, Grã-Bretanha e Holanda tiveram problemas e não terminaram. Com isso, Barbados surpreendeu com a medalha de prata com altos 39.18, seguido da mais surpreendente China, com 39.22.

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Elaine Thompson (JAM)

No 4x200m feminino, a Jamaica desbancou a equipe americana ao vencer com 1:29.04, recorde do campeonato, contando com a bicampeã olímpica no Rio Elaine Thompson. A Alemanha pegou a prata com 1:30.68 e os Estados Unidos completaram o pódio com 1:30.87. No 4x800m feminino, a equipe americana sobrou com 8:16.36, seguida da Bielorrússia com 8:20.07 e da Austrália com 8:21.08.

Nas baterias dos 4x400m, o Brasil pecou na composição da equipe feminina e ficou fora da final, fazendo o 11º tempo com 3:34.72, enquanto EUA fez o melhor tempo com 3:29.27. No masculino, o Brasil fez o 7º tempo e se garantiu na final com 3:05.05. Trinidad & Tobago fez a melhor marca com 3:02.51.

Resumo Rio-2016 – Atletismo: 100m a 800m

100m masculino

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Chegando como tricampeão mundial, bicampeão olímpico e recordista mundial da prova, Usain Bolt buscava o inédito tricampeonato olímpico nos 100m. Apenas ele e Carl Lewis haviam conseguido o bi.

A prova começou com as preliminares, sem nenhum favorito e o melhor tempo foi de Hassan Saaid, das Maldivas, com 10.43, seguido de Rodman Teltull, de Palau, com 10.53. Já na primeira rodada, o americano Justin Gatlin, maior rival de Bolt, fez o melhor tempo com 10.01. Bolt venceu sua bateria com 10.07, assim como seu compatriota Yohan Blake com 10.11 e o canadense André de Grasse com 10.04. Único brasileiro na prova, Vítor Hugo dos Santos foi 5º na sua bateria com 10.36, fora das semifinais.

Nas semifinais, já foram 6 atletas correndo abaixo dos 10s: Bolt com o melhor tempo de 9.86, De Grasse com 9.92, Gatlin com 9.94, o francês Jimmy Vicaut com 9.95, o marfinense Ben Youssef Meité com 9.97, recorde nacional, e o sul-africano Akani Simbine com 9.98. Blake e o americano Trayvon Bromell completaram os classificados para a final.

Na grande final, que praticamente o mundo parou para ver, Bromell e Gatlin largaram na frente, junto com o sul-africano. Até chegar a metade, Gatlin se mantinha na frente, mas aí veio a força do jamaicano, que cresce tem largadas ruins, mas cresce demais na segunda metade da prova. Bolt buscou e começou a abrir, até vencer com 9.81, seguido por Gatlin com 9.89 e pelo canadense André De Grasse com 9.91. Bronze em Londres, Blake foi 4º com 9.93. Bolt se tornou o 1º atleta a ser tricampeão na prova mais rápida dos Jogos. Ele e Gatlin se tornaram os únicos a venceram 3 medalhas na prova e Gatlin agora tem uma de cada cor (ele venceu em 2004).

200m masculino

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Invicto nos 200m desde 2007, Usain Bolt não desapontou novamente. Na primeira rodada venceu sua bateria com tranquilos 20.28. O melhor tempo da rodada foi do canadense André de Grasse com 20.09. Numa rodada com quase 80 corredores onde apenas 24 passavam de fase, a concorrência foi grande. Com isso, muitos favoritos à final ficaram de fora, como o sul-africano Anaso Jobodwana, prata no último mundial. Os 3 brasileiros pararam na rodada, com Jorge Vides fazendo o melhor tempo ente os 3 com 20.50 e o 33º lugar.

Nas semifinais, Bolt fez o melhor tempo, vencendo a 2ª bateria com 19.78 contra 19.80 de De Grasse. O americano LaShawn Merritt chegou ao Rio com o melhor tempo do ano, 19.74, e venceu a sua semifinal com 19.94. Na 3ª bateria, vitória do panamenho Alonso Edward com 20.07. Foram apenas 3 corredores abaixo dos 20s.

Na noite da final, após uma leve chuva e com condições frias, Bolt não teve dificuldades na prova que tinha o maior favoritismo e fechou sua segunda trifeta. O jamaicano venceu com 19.78, repetindo o tempo da semifinal. O canadense Andre de Grasse ficou com a prata com 20.02, mas o bronze foi mais complicado, com 3 atletas cruzando quase que ao mesmo tempo.Na foto, bronze pro francês Christophe Lemaitre com 20.12, mesmo tempo do britânico Adam Gemili. No milésimos, 20.116 pro francês e 20.119 pro britânico. O holandês Churandy Martina foi 5º com 20.13 (20.122 na foto). Merritt decepcionou com 6º lugar.

400m masculino

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O americano LaShawn Merritt chegou como favorito, tendo feito 43.97 neste ano, o único abaixo de 44s. Na primeira rodada, apenas 2 correram abaixo de 45: o trinitino Machel Cendenio, com 44.98 na 1ª bateria, e o campeão olímpico de Londres Kirani James, de Granada, com 44.93. Surpresa as eliminações precoces dos irmãos belgas Kevin e Jonathan Borlée e de Chris Brown, de Bahamas.

Nas semifinais, Kirani James fez o melhor tempo com 44.02 seguido de Merritt com 44.21. Dois medalhistas de Londres pararam na semifinal: o dominicano Luguelin Santos e o trinitino Lalonde Gordon. O 8º tempo foi de Ali Khamis, do Bahrain, com 44.49.

Na grande final, que precedeu a final dos 100m, uma prova excepcional. Quietinho durante toda a competição, o sul-africano Wayde van Niekerk, campeão mundial em 2015, surpreendeu o mundo não por vencer o ouro, mas por bater o recorde mundial com 43.03. E só deixou a marca ainda mais impressionante pelo fato dele correr na raia 8, onde não é possível ver os concorrentes. Ele chegou exausto e mal se aguentou em pé depois da prova, mas bateu a marca de Michael Johnson de 43.18 que vinha desde o Mundial de Sevilha, em 1999! Kirani James foi prata com 43.76 e LaShawn Merritt completou o pódio com 43.85.

800m masculino

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Nesta prova de meio-fundo, cada corrida é uma corrida diferente, pois há estratégia, diferente das provas de velocidade. Assim, há séries bem fortes e outras bem fracas. O melhor tempo da 1ª rodada veio com o campeão olímpico em 2012, o queniano David Rudisha, com 1:45.09. Já na bateria 5, a mais fraca das 7 disputadas, o vencedor foi o argelino Taoufik Makhloufi com 1:49.17, deixando um dos favoritos ao pódio fora da semi, Nijel Amos, de Botsuana, 7º com 1:50.46. Kleberson Davide foi 4º na sua bateria com 1:46.14 e avançou por tempo.

Nas semifinais, provas bem mais fortes. Na 1ª, o francês Pierre-Ambroise Bosse venceu com 1:43.85, mesmo tempo de Makhloufi. Rudisha venceu a 3ª semi com 1:43.88. Entre os eliminados, 3 nomes fortíssimos da prova: o polonês Adam Kszczot, Ayanleh Souleiman, de Djibuti, e o bósnio Amel Tuka.

Na final, o queniano Alfred Kipketer saiu na frente, liderando até metade da prova, mas com Rudisha colado atrás. O campeão em 2012 passou Kipketer na curva após os 400m e assumiu a liderança com o francês Bosse logo atrás deixando Kipketer pra trás, e com um resto do pelotão um pouco atrás. Na reta final, Rudisha disparou até vencer com ótimos 1:42.15. Taoufik Makhloufi ultrapassou Bosse na última curva para levar a prata com 1:42.61 e o americano Clayton Murphy saiu do 6º lugar para o bronze com 1:42.93. Bosse completou em 4º com 1:43.41. Rudisha se torna o 4º atleta na história a defender o ouro nos 800m, o primeiro em mais de 50 anos. É o 5º ouro queniano nas últimas 8 Olimpíadas e a 1ª medalha de um americano nos 800m desde 1992.

100m feminino

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A jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce queria se tornar a 1ª tricampeã olímpica no feminino. Campeã mundial em 2015, Fraser-Pryce não chegou como favorita, eclipsada pela sua compatriota Elaine Thompson, que tinha o melhor tempo do ano, com 10.70.

Na preliminar, melhor tempo de Charlotte Wingfield, de Malta, com 11.86, única ao lado de congolesa a baixar de 12s. Já na 1ª rodada, Fraser-Pryce deu o tom ao fazer 10.96, única abaixo de 11s na rodada. Elaine Thompson venceu sua bateria com 11.21, seguida da brasileira Rosângela Santos com 11.25.

Na semifinal, só entrou na final quem fez abaixo de 11s. Desta vez, Fraser-Pryce e Thompson venceram suas semifinais com o mesmo tempo de 10.88. Favorita a medalha, a marfinense Murielle Ahouré fez 11.01 e ficou fora da final, assim como a americana Tianna Bartoletta e a nigeriana Blessing Okagbare.

Na final, Elaine Thompson dominou a prova e venceu com 10.71. Fraser-Pryce teve boa largada, mas não ameaçou sua compatriota. Já a americana Tori Bowie fez a melhor saída da prova, com reação de 0.112 e graças a ela ficou com a prata com 10.83, contra 10.86 de Fraser-Pryce. Com mesmo tempo da jamaicana, a marfinense Marie-Josee Ta Lou foi 4ª e a holandesa Dafne Schippers ficou em 5º com 10.90.

200m feminino

Nos 200m, a favorita era a holandesa Dafne Schippers, que tinha 21.93 no ano e vinha do ouro no último mundial. Na 1ª rodada, Schippers venceu sua bateria com 22.51, o 5º tempo da rodada. A marfinense Marie-Josee Ta Lou fez a melhor marca, com o recorde pessoal de 22.31. A principal eliminada nesta fase foi a jamaicana Veronica Campbell-Brown, bicampeã da prova em 2004 e 2008 e disputando sua 5ª Olimpíada aos 34 anos.

Na semifinal, Schippers foi a mais rápida, com 21.96, a única a baixar de 22s. Numa rodada relativamente fraca, se despediram da prova a marfinense Murielle Ahouré e a americana Jenna Prandini. Na final, a jamaicana Elaine Thompson e a búlgara Ivet Lalova-Collio largaram forte, mas Schippes começou a crescer, mas não o suficiente para alcançar a jamaicana. Elaine Thompson fez a dobradinha 100m-200m ao vencer com 21.78. Schippers ficou com a prata com 21.88 e a americana Tori Bowie buscou o bronze com 22.15, após largar mal. Ta Lou foi 4ª com 22.21, recorde nacional, e a britânica Dina Asher-Smith foi 5ª com 22.31.

400m feminino

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A previsão da prova era uma disputa intensa entre Shaunae Miller, das Bahamas, e a americana Allyson Felix. Na primeira rodada, o destaque foi outra americana, Phyllis Francis, melhor tempo das 8 séries com 50.58. Na mesma bateria de Francis, Kemi Adekoya, do Bahrain, foi a única outra a completar abaixo de 51s, com 50.72. Felix venceu sua série com 51.24 e Miller fez o mesmo com 51.16.

Na semifinal, o nível subiu bem, com Felix vencendo a sua semi com 49.67 e Miller chegando em 2º na mesma bateria com 49.91. Na 2ª semifinal, vitória da jamaicana Shericka Jackson com 49.83 seguida da americana Natasha Hastings com 49.90. Apenas as 4 correram abaixo dos 50s.

Já na grande final, Hastings largou bem e liderava até a metade, quando viu Shaunae Miller acelerar um pouco antes da última curva e passar a americana, que estava na raia ao lado, mas de dentro. Na reta final, Miller já liderava, mas aí surgiu Allyson Felix, que passou a Shericka Jackson e Natasha Hastings. Faltando poucos metros, Felix forçava e iria passar Miller, que, num ato de desespero, se jogou na linha de chegada, como um peixinho. Deu certo e Miller venceu com 49.44 contra 49.51 de Allyson Felix. Shericka Jackson completou o pódio com 49.85, seguida de duas americanas: Natasha Hastings com 50.34 e Phyllis Francis com 50.41.

800m feminino

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A sul-africana Caster Semenya chegou ao Rio com o melhor tempo do ano, ótimos 1:55.33, querendo melhorar a prata de Londres. Na 1ª rodada, Semenya venceu sua bateria com 1:59.31. Mas o melhor tempo da rodada foi da canadense Melissa Bishop com 1:58.38. Como no masculino, houve baterias fortes como a de Bishop com 5 abaixo de 2min e fracas como a 7ª, vencida pela polonesa Joanna Jozwik com 2:01.58.

Nas semis, provas bem mais fortes. Na 1ª, a queniana Margaret Wambui levou com 1:59.21, enquanto Jozwik levou a 2ª com 1:58.93. Na 3ª, foram quatro abaixo de 1:59, com vitória da sul-africana com 1:58.15.

Na final, Caster Semenya começou forte e já liderava após a primeira curva. A primeira volta foi concluída em 57.59 e Francine Niyonsaba, do Burundi, apertou o ritmo, passando Semenya. Logo atrás das 2, vinha a canandense Melissa Bishop e a bielorrussa Maryna Arzamasava. Com 600m de prova, Niyonsaba já tinha 2m de vantagem sobre a sul-africana, que era ameaçada por Bishop, Arzamasava e a queniana Margaret Wambui. Na última curva, Semenya cresceu e já estava 2m a frente de Niyonsaba e a distância aumentou ainda mais até o final da prova. Vitória da sul-africana com 1:55.28, recorde nacional. Niyombasa segurou as perseguidoras e foi prata com 1:56.49. Nos últimos 40m, Wambui buscou a canadense para levar o bronze com 1:56.89, 0.13 melhor que Bishop, 4ª colocada. Quando for confirmada a desclassificação da russa Mariya Savinova, ouro em Londres, Semenya será a 1ª da história a ter dois ouros olímpicos nos 800m.

Prévias Rio-2016: Atletismo – Sprints

100m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Yohan Blake (JAM); Bronze – Justin Gatlin (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – Trayvon Bromell (USA) e Andre De Grasse (CAN)

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Justin Gatlin (USA)

A disputa da final mais esperada dos Jogos, a ser realizada no dia 14 de agosto, ser;a entre o jamaicano Usain Bolt (6O) e o americano Justin Gatlin (1O-1P-2B), como tem acontecido nos últimos anos. O último americano a vencer os 100m em uma competição mundial foi Tyson Gay no mundial de 2007, em Osaka. Desde então, apenas jamaicanos levaram ouro.

Bolt teve problemas nas seletivas de seu país, mas provou que está em boa forma e que vai brigar por medalha nas 3 provas que defende o duplo ouro. Ainda assim, quem tem os melhores tempos do ano é Gatlin, com 9.80 e 9.83, ambos obtidos na seletiva americana. Bolt tem como melhor tempo no ano 9.88 em junho em casa. O jovem americano de 21 anos Trayvon Bromell foi bronze no último mundial e já fez 9.84 este ano e novamente vai brigar por medalha.

O francês Jimmy Vicaut tem 9.86 e foi bronze no europeu, podendo brigar por uma vaga na final. Outros 20 atletas já correram a prova para abaixo dos 10s este ano, entre eles, são fortes candidatos a medalha: o jamaicano Yohan Blake (1O-2P), finalmente recuperado de lesão, o qatari Femi Ogunode, o sul-africano Akani Simbine, o turco Jak Ali Harvey, os canadenses Aaron Brown e Andre De Grasse e o veterano de 40 anos Kim Collins, de São Kitts & Nevis.

E o Brasil? Vitor Hugo dos Santos conseguiu o índice da prova no Troféu Brasil com ótimos 10.11, sua melhor marca pessoal. O objetivo dele é passar à semifinal e, quem sabe, finalmente bater o recorde sul-americano que é exatos 10.00 e já dura 28 anos!

Meu Pódio: Ouro – Justin Gatlin (USA); Prata – Usain Bolt (JAM); Bronze – Trayvon Bromell (USA)

200m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Yohan Blake (JAM); Bronze – Warren Weir (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – Anaso Jobodwana (RSA)

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Usain Bolt (JAM)

Mais uma disputa entre Justin Gatlin (1O-1P-2B) e Usain Bolt (6O) deve rolar na prova. O americano tem 19.75 este ano e Bolt fez 19.89 neste fim de semana em Londres. Mas o melhor tempo do ano até agora é de outro americano, no especialista dos 400m LaShawn Merritt (2O) com 19.74. Yohan Blake fez apenas 20.29 este ano, mas deve engrossar o duelo EUA x Jamaica, como tem ocorrido nos últimos anos.

Com ótimos 19.88 este ano, Miguel Francis, de Antigua & Barbuda, pode surpreender, assim como os canadenses Brendon Rodney e Andre De Grasse, o americano Ameer Webb, o panamenho Alonso Edwards, o francês Christophe Lemaitre (1B), o sul-africano bronze no último Mundial Anaso Jobodwana, o holandês Churandy Martina e os britânicos Adam Gemili e Nethaneel Mitchell-Blake.

E o Brasil? 3 brasileiros estarão na prova: Aldemir da Silva Jr, Vitor Hugo dos Santos e Jorge Vides. A melhor marca este ano é do Aldemir com 20.32. O objetivo, claro, é chegar na final, mas uma semifinal já seria bom para eles.

Meu Pódio: Ouro – Usain Bolt (JAM); Prata – Justin Gatlin (USA); Bronze – LaShawn Merritt (USA)

400m masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Kirani James (GRN); Prata – Luguelín Santos (DOM); Bronze – Lalonde Gordon (TTO)

Último Mundial (2015): Ouro – Wayde van Niekerk (RSA); Prata – LaShawn Merritt (USA); Bronze – Kirani James (GRN)

O americano LaShawn Merritt (2O) também tem o melhor tempo do nos 400m, prova que venceu em Pequim. É o único que correu abaixo de 44s este ano, com 43.97. Tem tudo para termos uma repetição da espetacular prova do mundial do ano passado, quando pela 1ª vez na história 3 atletas correram na mesma prova na casa dos 43s. Sendo assim, de olho no sul-africano Wayde van Niekerk, atual campeão mundial, e no atual campeão olímpico Kirani James, de Granada. Van Niekerk tem 44.11 este ano e James 44.08. James quebrou em Londres uma sequência de 7 ouros americanos seguidos na prova, além de ter sido a 1ª vez desde Antuérpia-1920 que nenhum americano subiu ao pódio (sem contar, claro, o boicote americano em Moscou-1980)

O trinitino Machel Cedenio já fez 3 vezes este tempo abaixo de 44.50 e é outra boa aposta, assim como Steven Gardiner, de Bahamas, o costa-riquenho Nery Brenes, o dominicano Luguelín Santos (1P) e os irmãos belgas Kévin e Jonathan Borlée.

E o Brasil? Hederson Estefani é o único brasileiro com índice, obtido há muito tempo. Este ano ele fez apenas 46.00 e nem deve passar de fase.

Meu Pódio: Ouro – LaShawn Merritt (USA); Prata – Wayde van Niekerk (RSA); Bronze – Kirani James (GRN)

110m com barreiras masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Aries Merritt (USA); Prata – Jason Richardson (USA); Bronze – Hansle Parchment (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Sergey Shubenkov (RUS); Prata – Hansle Parchment (JAM); Bronze – Aries Merritt (USA)

Sem a presença do atual campeão olímpica Aries Merritt, que não se classificou na seletiva americana, e nem do atual campeão mundial, o russo Sergey Shubenkov, por conta da suspensão de seu país, o favoritismo cai sobre o jamaicano Omar McLeod. Ele é dono de 5 dos 7 melhores tempos do ano, incluindo o melhor com 12.98, único abaixo da barreira dos 13s em 2016. Seu grande adversário é um conterrâneo: Hansle Parchment (1B). Bronze em Londres e prata no último mundial em Pequim, Parchment tem 13.10 este ano.

Também entram na briga o americano Devon Allen (que joga futebol americano), o espanhol nascido em Cuba Orlando Ortega, os franceses Dimitri Bascou e Pascal Martinot-Lagarde e o britânico Andrew Pozzi. Cuba sempre foi bem nesta prova, mas não estão em uma boa safra e o melhor tempo de um cubano no ano é apenas 13.51.

E o Brasil? João Vitor de Oliveira e Éder Souza são os brasileiros na prova, mas não correram abaixo de 13.60 este ano e não devem passar de fase.

Meu Pódio: Ouro – Omar McLeod (JAM); Prata – Hansle Parchment (JAM); Bronze – Orlando Ortega (ESP)

400m com barriras masculino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Felix Sanchez (DOM); Prata – Michael Tinsley (USA); Bronze – Javier Culson (PUR)

Último Mundial (2015): Ouro – Nicholas Bett (KEN); Prata – Denis Kudryavtsev (RUS); Bronze – Jeffery Gibson (BAH)

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Yasmani Copello (TUR)

O dominicano bicampeão olímpico Felix Sánchez não estará no Rio para vencer, pois se aposentou das pistas, mas o queniano Nicholas Bett, atual campeão mundial, sim. Bett surpreendeu o mundo ao vencer em Pequim em 2015 se tornando o primeiro queniano a medalhar na prova em uma competição global. Este ano ele ainda não fez um bom tempo e tem apenas 49.31. O melhor tempo do ano é do americano Johnny Dutch, que não passou pela seletiva. O 2º do ano é seu compatriota Kerron Clement (1O-1P) que tem 48.40 e é bicampeão mundial (2007 e 2009).

O cubano que defende a Turquia Yasmani Copello fez 48.42 no Europeu e é um credenciado a final e medalha, assim como o porto-riquenho bronze em Londres Javier Culson (1B), o americano Michael Tinsley (1P), que venceu duas etapas da Diamond League esse ano, e os jamaicanos Jaheel Hyde (que acaba de se tornar bicampeão mundial sub20) e Annsert Whyte.

E o Brasil? São 3 brasileiros na prova: Hederson Estefani, Mahau Suguimati e Márcio Teles. O melhor tempo de 2016 é do Mahau com 48.96. A expectativa é que pelo menos um deles passe para a semifinal e não muito mais do que isso. Final é praticamente impossível.

Meu Pódio: Ouro – Yasmani Copello (TUR); Prata – Kerron Clement (USA); Bronze – Nicholas Bett (KEN)

100m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Prata – Carmelita Jeter (USA); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

Último Mundial (2015): Ouro – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Prata – Dafne Schippers (NED); Bronze – Tori Bowie (USA)

Mais uma prova de velocidade que teremos Estados Unidos x Jamaica, além de 2 outras convidadas. A jamaicana Elaine Thompson venceu a seletiva de seu país com o excelente tempo de 10.70 e se colocou a frente do rol de favoritas, mas a americana English Gardner fez 10.74 na seletiva americana. As duas farão sua estreia olímpica. Entre as veteranas temos ninguém menos que a bicampeã olímpica e tri mundial, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (2O-2P). Ela tem “apenas” 10.93 este ano e precisará correr mais para ficar com o 3º ouro olímpico. As outras duas americanas na prova são muito fortes também: Tianna Bartoletta (1O) e Torie Bowie, bronze no último mundial. As duas tem 10.78 este e reforçam o favoritismo das americanas.

Duas atletas de outros países não muito comuns para a prova podem estragar a festa. A holandesa Dafne Schippers fez 10.83 este ano e foi prata no último Mundial com excepcionais 10.81 e boas chances de repetir o feito de Fanny Blankers-Koen após 68 anos. Já a marfinense Murielle Ahouré já correu para 10.78 este ano e tem tudo para se tornar a 1ª africana a medalha na prova em 64 anos. Outros bons nomes da prova mais rápida são as trinitinas Michelle-Lee Ahye e Kelly-Ann Baptiste, a marfinense Marie-Josee Ta Lou, a nigeriana Blessing Okagbare e a britânica Asha Philip.

E o Brasil? São 3 brasileiras na prova. Rosângela Santos vem fazendo boas marcas, mas tem 11.23 como melhor este ano. Ana Cláudia Lemos ficou suspensa alguns meses por doping e voltou às competições este mês fazendo 11.14 na altitude da Colômbia. Franciela Krasucki tem este ano 11.31. As 3 tem boas chances de chegar às semifinais, mas para pegar final, teriam que repetir seus melhores tempos, que são próximos de 11s. É uma excelente oportunidade para quebrar o recorde sul-americano de 11.01 e pegar uma vaga na final, não?

Meu Pódio: Ouro – Elaine Thompson (JAM); Prata – Murielle Ahouré (CIV); Bronze – Torie Bowie (USA)

200m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Allyson Felix (USA); Prata – Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM); Bronze – Carmelita Jeter (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Dafne Schippers (NED); Prata – Elaine Thompson (JAM); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

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Dafne Schippers (NED)

Atual campeã mundial, a holandesa Dafne Schippers já voou este ano. Na Diamond League de Oslo em junho, ela venceu a prova com 21.93, melhor tempo do ano. Schippers venceu o Mundial no ano passado com espetaculares 21.63 e tem tudo para repetir o feito no Rio. Caso aconteça, será a 1ª europeia a vencer os 200m desde 1996. A atual campeã olímpica é a americana Allyson Felix, que fez a organização mudar a programação da prova para correr os 200m e os 400m, mas não se classificou na seletiva americana.

A americana Torie Bowie venceu a seletiva com ótimos 21.99 e se credencia ao pódio nesta prova também. De olho também em Saunae Miller, de Bahamas, nas jamaicanas, na novata Elaine Thompson e na veterana Veronica Campbell-Brown (3O-2P-2B). Outros nomes são da britânica Dina Asher-Smith, campeã europeia esse ano com 22.37, e na americana Deajah Stevens.

E o Brasil? Também 3 brasileiras na prova: Kauiza Venâncio, Rosangela Santos e Vitória Cristina Rosa. O melhor tempo do ano é a Kauiza com 22.93 obtidos no Troféu Brasil. Devido a grande quantidade de atletas, passar para a semifinal já será difícil. Uma vaga na final, então, muito longe.

Meu Pódio: Ouro – Dafne Schippers (NED); Prata – Tori Bowie (USA); Bronze – Veronica Campbell-Brown (JAM)

400m feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sanya Richards-Ross (USA); Prata – Christine Ohuruogu (GBR); Bronze – DeeDee Trotter (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Allyson Felix (USA); Prata – Shaunae Miller (BAH); Bronze – Shericka Jackson (JAM)

A americana Allyson Felix (4O-2P) chega como campeã mundial e grande favorita a mais um ouro olímpico para sua coleção. Felix venceu a seletiva americana com ótimos 49.68, mas terá que correr muito para vencer a atual vice mundial, Shaunae Miller, de Bahamas. Miller tem 49.55 e 49.69 este ano e vai dar trabalho. Ela já venceu 3 etapas da Diamond League esse ano.

A atual campeã, a americana Sanya Richards-Ross teve problemas e parou ainda na 1ª rodada da seletiva americana, encerrando sua carreira. As outras duas americanas classificadas são fortes concorrente ao pódio também: Phyllis Francis e Natasha Hastings (1O). De olho também nas 3 jamaicanas: Stephanie Ann McPherson, Christine Day (1B) e Shericka Jackson, bronze no último mundial. Um pouco mais atrás, com 50 e altos, temos a italiana campeã europeia Libania Grenot, a sul-africana Caster Semenya (1P) e a francesa Floria Guei.

E o Brasil? Geisa Coutinho e Jailma de Lima disputam a prova. Geisa tem melhores chances pois tem corrido constantemente na casa dos 51s baixos, mas pegar uma semi não será fácil. Devem parar na 1ª rodada.

Meu Pódio: Ouro – Shaunae Miller (BAH); Prata – Allyson Felix (USA); Bronze – Natasha Hastings (USA)

100m com barreiras feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Sally Pearson (AUS); Prata – Dawn Harper (USA); Bronze – Kellie Wells (USA)

Último Mundial (2015): Ouro – Danielle Williams (JAM); Prata – Cindy Roleder (GER); Bronze – Alina Talay (BLR)

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Brianna Rollins (USA)

O domínio americano nesta prova é tão grande que as 7 melhores do ano são americanas! A seletiva foi tão forte que Kendra Harrison ficou de fora da equipe, mas bateu neste último fim de semana o recorde mundial da prova com 12.20! No último mundial, nenhuma americana subiu ao pódio, mas agora elas tem chances de pegar as 3 medalhas. Se bem que em 2015 também tinham. Brianna Rollins tem 12.34 este ano ao vencer a seletiva e é a favorita ao ouro. As outras são Kristi Castlin e Nia Ali. Lembrando que é bem comum as americanas pipocarem nesta prova… Elas só venceram o ouro olímpico 3 vezes na história!

Sem a atual campeã olímpica na disputa, a australiana Sally Pearson que está lesionada, as americanas tem tudo para levar a prova. Logo atrás temos a vice mundial, a alemã Cindy Roleder, a forte bielorrussa Alina Talay, as britânicas Cindy Ofili e Tiffany Porter e a canadense Phylicia George. A atual campeã mundial é a jamaicana Danielle Williams, que tem como melhor marca no ano apenas 12.77.

E o Brasil? Maíla Machado e Fabiana Moraes trazem de volta o Brasil a esta prova, mas nem vão avançar de fase.O melhor tempo do ano é da Fabiana com 12.91.

Meu Pódio: Ouro – Brianna Rollins (USA); Prata – Nia Ali (USA); Bronze – Cindy Roleder (GER)

400m com barreiras feminino

Pódio em Londres-2012: Ouro – Natalya Antyukh (RUS); Prata – Lashinda Demus (USA); Bronze – Zuzana Hejnová (CZE)

Último Mundial (2015): Ouro – Zuzana Hejnova (CZE); Prata – Shamier Little (USA); Bronze – Cassandra Tate (USA)

Na seletiva americana, Dalilah Muhammad deu show vencendo com 52.88, 13º tempo da história e melhor marca em 4 anos. Sua compatriota Shamier Little tem 53.51 este ano, mas não se classificou aos Jogos. A checa Zuzana Hejnová é o grande nome da prova nos últimos anos, com o bicampeonato mundial em 2013 e 2015. Mas este ano a checa tem apenas 55.69, bem longe do seu melhor. Mas nos Jogos ela com certeza vai crescer, como aconteceu no último mundial.

Outros nomes fortes da prova são a britânica Eilidh Doyle, que tem 54.09 no ano, as jamaicanas Janieve Russel e Kaliese Spencer, a dinamarquesa campeã europeia Sara Slott Petersen e a sul-africana Wenda Nel.

E o Brasil? O Brasil não disputa a prova.

Meu Pódio: Ouro – Dalilah Muhammad (USA); Prata – Zuzana Hejnová (CZE); Bronze – Eilidh Doyle (GBR)

Mundial de Atletismo – Dia 6

A coroação de Usain Bolt (mais uma vez), o salto espetacular no triplo e mais marcas impressionantes no martelo e nos 400m.

200m masculino

Usain Bolt. Foto: Getty Images

Essa é a prova dele. Se nos 100m Usain Bolt venceu por apenas 1 centésimo, nos 200m ele sobrou. No fim da curva, Justin Gatlin bem que tentou, mas o jamaicano deu show na reta e fechou a distância em 19.55, melhor tempo do mundo no ano! O americano ficou com a prata mais uma vez com 19.74 e uma enorme surpresa no bronze, para o sul-africano Anaso Jobodwana com 19.87, recorde nacional. Ele tirou o bronze do favorito Alonso Edwards, do Panamá, que fez o mesmo tempo, mas perdeu na foto por 2 milésimos.

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Bolt vence seu 10º ouro em mundiais e se torna tetracampeão mundial dos 200m!

Salto triplo masculino

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O duelo entre o cubano Pedro Pablo Pichardo e o americano Christian Taylor começou duro. Pichardo abriu com 17,52m enquanto o americano fez apenas 16,85m. Na segunda rodada, Taylor melhorou bem para 17,49m e o cubano fez 17,44m. Na 3ª, os dois fizeram 17,60m e empataram, mas com a vantagem pro cubano. Na 4ª, Taylor melhor mais uma vez, para 17,68m enquanto Pichardo piorou para 17,33m. Na 5ª, nenhum melhorou, com Taylor para 17,22m e Pichardo 17,52m.

Aí veio a última série! E Christia Taylor fez um espetacular e sensacional 18,21m!! Simplesmente o 2º melhor salto da história, perdendo apenas para o recorde mundial de 18,29m no Jonathan Edwards. Pressionado, Pichardo encerrou também melhorando, mas longe com 17,73m. Prova sensacional. Muito legal o bronze pro português Nélson Évora, que foi campeão olímpico neste mesmo estádio em 2008. Agora, o bronze veio com 17,52m também no último salto.

400m feminino

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O que dizer de Allyson Felix? Ela desistiu dos 200m para focar nos 400m e deu muito certo. Ela venceu sozinha disparada com a belíssima marca de 19.26, melhor salto do mundo no ano! Shaunae Miller, das Bahamas, foi prata com 49.67 e a jamaicana Shericka Jackson completou o pódio com 49.99, seguida de mais 3 jamaicanas! Campeã mundial e olímpica em Pequim, a britânica Christine Ohuruogu foi a 8ª.

Foi o 9º ouro mundial da Allyson Felix, que encosta no Bolt.

Lançamento de Martelo feminino

Um ouro mais que esperado. A polonesa Anita Wlodarczyk bateu o recorde mundial da prova no início do mês, dia 1º de agosto com 81,08 e só perderia o ouro por um desastre. Ela já abriu com 74,40 como líder. E só foi melhorando, para 78,52, 80,27 e o lançamento do ouro para 80,85m! Apesar da vitória, ela saiu frustrada, por não ter batido o recorde por 23cm. Segundo título mundial dela. A chinesa Wenxiu Zhang foi prata com 76,33 e a francesa Alexandra Tavernier foi bronze com 74,02.

Outras provas

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A britânica Dina Asher-Smith fez o melhor tempo das semifinais dos 200m feminino com 22.12. Na final, serão 3 jamaicanas e 2 americanas com ela. Rosângela Santos foi 4ª na sua semi com 22.87, terminando em 13º lugar no geral.

Na semi dos 800m, Melissa Bishop fez a melhor marca com 1:57.52, recorde canadense. Muito forte a semi, com 11 atletas correndo para baixo de 1:59! A 3ª semi foi tão forte que Sifan Hassan foi 5ª na semi com 1:58.50 e ficou fora da final.

Aries Merritt com o melhor tempo na semi dos 110m com barreiras com 13.08! Atual campeã mundial, David Oliver com 13.17. Serão 3 franceses na final.

Nas eliminatórias dos 100m com barreiras feminino, americana Brianna Rollins melhor tempo com 12.67. Não me surpreende um pódio todo americano na prova. Nos 1.500m masculino, sem surpresas, com o queniano Silas Kiplagat com o melhor tempo de 3:38.13. Nos 5.000m feminino, sem surpresas também, com a etíope Almaz Ayana com o melhor tempo de 15:09.40.

A sérvia Ivana Spanovic fez a melhor marca na quali do salto em distância feminino, com o recorde nacional de 6,91m. Decepção enorme da tricampeã mundial e campeã olímpica! Brittney Reese apenas na 24ª colocação com fracos 6,39m. No disco masculino, jamaicano Fedrick Dacres com a melhor marca de 65,77m. No salto em altura feminino, maior surpresa a eliminação de Morgan Lake, que não passou em 1,92m.

Mundial de Atletismo – Dia 5

Veio a primeira medalha brasileira numa final espetacular do salto com vara. Também mais dois ouros pro Quênia e resultados incríveis no dardo e nos 400m.

Salto com Vara feminino

Fabiana Murer

Há tempo não se via uma final de tão alto nível! A disputa começou muito forte com 12 atletas passando em 4,60m. Em 4,70m, 7 saltadoras passaram, incluindo Fabiana Murer, a americana campeã olímpica Jenn Suhr e a cubana campeã do Pan Yarisley Silva, que sofreu e só conseguiu passar na 3ª tentativa. No 4,80m, a grega Nikoleta Kyriakopoulou passou de 1ª e assumiu a liderança da prova. Fabiana e Yarisley passaram na 2ª e, com as outras 4 queimando, o pódio estava definido, so não se sabia que a ordem mudaria.

Em 4,85m, Yarisley jogou a pressão pra Fabiana quando passou de 1ª, mas a brasileira evoluiu muito e ignorou a pressão, também passando de primeira. Nos critérios de desempate, Fabiana liderava com a cubana em 2º. A grega errou na primeira tentativa e decidiu ir direto pro 4,90m. Nesta altura, todas foram errando. A grega errou duas vezes e foi eliminada. Quando a cubana tirou um salto espetacular da cartola e passou em 4,90m na 3ª e última chance. A cubana vinha saltando muito mal e a brasileira estava quase certa que seria ouro. Incrédula com o salto de Silva (assim como eu), Fabiana não passou em 4,90m e ficou com a prata.

Grande prova da brasileira que igualou o seu recorde sul-americano levando sua 4ª medalha em Mundiais, a 2ª em mundiais outdoor.

Lançamento de dardo masculino

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Se o Quênia surpreendeu vencendo os 400m com barreiras no dia anterior, imagina pra um leigo ver o Quênia no topo do dardo? Julius Yego já havia aparecido pro mundo em 2013, quando ficou em 4º no Mundial. Desta vez chegou como favorito com um lançamento de mais 91m mais cedo no ano em Brimingham. Na final, começou queimando e depois um modesto 82,42m. Quem liderava era o egípcio Ihab Abdelrahman El Sayed com 88,99m. Aí na 3ª Yego deu um show com espetaculares 92,72m! Com essa marca, ele se torna o 3º melhor da história! El Sayed ficou com a prata e o bronze foi pro finalndês Tero Pitkamaki com 87,64m.

400m com barreiras feminino

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A checa Zuzana Hejnova confirmou o favoritismo e levou o bicampeonato mundial da prova, com excelentes 53.50, melhor marca do mundo no ano. O pódio foi completado por duas americanas. Campeã mundial juvenil em 2014 e ouro no Pan, Shamier Little com 53.94 foi prata e Cassandra Tate fez 54,02m.

3.000m com obstáculos feminino

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Prova bem disputada, algo um pouco fora do comum, quando em geral há uma boa distância entre as atletas. No sprint final, a queniana Hyvin Jepkemoi levou o ouro com 9:19.11, dando o 6º título pro seu país até o momento em Pequim! Numa chegada milimétrica, a prata foi pra tunisiana Habiba Ghribi com 9:19.24, apenas 1 centésimo mais rápida que a grande surpresa da prova, a alemã Gesa Krause, que tirou do pódio uma das favoritas, a etíope Sofia Assefa, 4ª com 9:20.01.

400m masculino

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Na final mais forte da história, nada menos que 3 atletas correram para abaixo de 44s! Primeira vez na história que isso aconteceu! O vencedor foi uma surpresa, com o ouro pro sul-africano Wayde van Niekerk, com espetaculares 43.48, 4º melhor atleta e 6º melhor tempo da história! Logo atrás veio o americano LaShawn Merritt com 43,65, também batendo seu recorde pessoal. Logo atrás, o campeão olímpico e mundial Kirani James co o bronze com 43.78.

Outras provas

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Assim como nos 100m, Justin Gatlin fez o melhor tempo na semifinal dos 200m com 19.87. Usain Bolt também venceu sua semifinal com 19.95 soltando muito no final.

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da britânica Dina Asher-Smith com 22.22. Rosângela Santos ficou em 2º na sua bateria com 23.01 e avançou pra semifinal.

Campeão mundial em 2013 e do Pan, o americano David Oliver fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 100m com barreiras. João Vitor de Oliveira fez 13.57, 5º na sua bateria, e passou para a semifinal por tempo.

Pedro Pablo Pichardo fez a melhor marca da qualificação do salto triplo, com 17,43m, seguido do seu principal adversário, o americano Christian Taylor com 17,28m.