Mundial de Atletismo Indoor – Final

Para encerrar o Mundial, 8 belas finais e um recorde mundial para fechar com chave de ouro.

Pista

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Andrew Pozz (GBR) comemorando o título nos 60m com barreiras. Foto: IAAF

O britânico Andrew Pozzi fez o melhor tempo nas semifinais dos 60m com barreiras, marcando 7.46, seguido do cipriota Milan Trajkovic com 7.51, recorde nacional indoor. O brasileiro Guilherme Constantino ficou em 4º na sua semi com 7.61 e pegou a última vaga por tempo para a decisão. Na final, Trajkovic queimou a largada e foi desclassificado. Na prova, Pozzi ficou lado a lado com o americano Jarret Eaton e o britânico fechou com o ouro com 7.46 contra 7.47 de Eaton. O francês Aurel Manga completou o pódio com 7.54. O brasileiro terminou na ótima 6ª posição com 7.71.

Nos 3.000m masculino, dobradinha etíope com Yomif Kejelcha vencendo com 8:14.41 e Selemon Barega com 8:15.59. O queniano Bethwell Birgen foi bronze com 8:15.70, prevenindo um pódio todo etíope por apenas 0.06. Bronze no Rio-2016 nos 5.000m, Hagos Gebrhiwet acabou em 4º com 8:15.76.

Prata no Rio, Francine Niyonsaba, de Burundi, venceu os 800m feminino com 1:58.31, melhor marca do mundo este ano, para selar o bicampeonato mundial indoor da prova. Com a prata a americana Ajeé Wilson fez 1:58.99 e a britânica Shelayna Oskan-Clarke foi bronze com 1:59.81. Nos 1.500m masculino, o título ficou com o etíope Samuel Tefera com 3:58.19, numa prova muito lenta, mas muito disputada. O polonês Marcin Lewandowski ficou em 2º com 3:58.39 e o marroquino Abdelaati Iguider bronze com 3:58.43. Os 7 primeiros chegaram juntos, com uma diferença de apenas 0.73!

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Revezamento 4x400m masculino polonês com o WR. Foto: IAAF

A equipe dos Estados Unidos sobrou para vencer o revezamento 4x400m feminino com 3:23.85, recorde do campeonato. Polônia com 3:26.09 e Grã-Bretanha com 3:29.38 completaram o pódio. Na última prova de pista do Mundial, o 4x400m masculino, uma grande disputa entre EUA e Polônia. Os americanos lideraram por toda a prova, mas no final Jakub Krzewina ultrapassou Vernon Norwood para dar o ouro pra Polônia com 3:01.77, novo recorde mundial por apenas 0.19! O recorde havia sido batido há menos de um mês por uma equipe americana com 3:01.96. No Mundial, os EUA fizeram 3:01.97 pra levar a prata. A disputa do bronze foi pro photo finish e a Bélgica comandada pelos 3 irmãos Borlée fez 3:02.51 contra 3:02.52 de Trinidad & Tobago.

Campo

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Renaud Lavillenie (FRA). Foto: IAAFG

Oito atletas chegaram pra disputa do salto com vara masculino com mais de 5,85m este ano! Numa longuíssima final, a vitória acabou com o grande francês Renaud Lavillenie, o que adora os brasileiros. Ele chegou com uma prova perfeita em 5,90m ao lado de outros 6 atletas que vinham tendo mais dificuldade nos saltos. Lavillenie passou na 2ª tentativa, forçando o americano Sam Kendricks a ir para 5,95m com apenas uma chance, que não foi bem-sucedida, dando o 3º ouro ao francês em mundiais indoor e a prata ao americano. O polonês Piotr Lisek foi o único outra a passar de 5,85m, mas queimou as 3 em 5,90m e ficou com o bronze. O brasileiro Thiago Braz pra variar não fez uma boa prova em Mundiais. Precisou dos 3 saltos para passar por 5,60m, não salto em 5,70m e foi direto para 5,80m, errando as 3 e terminando em 12º.

Bronze no Rio, a sérvia Ivana Spanovic abriu a final do salto em distância feminino com 6,89m, mas viu as americanas Quanesha Burks e Brittney Reese ameaçarem-na com 6,81m e 6,76m respectivamente. No 2º salto, a alemã Sosthene Moguenara-Taroum marcou 6,85m e foi pro 2º lugar. Reese melhorou para 6,77m e, no 4º salto, fez 6,89m para empatar com a sérvia, mas ficar na frente pelos critérios de desempate. Logo em seguida, Spanovic saltou 6,96m para selar o ouro e não perdê-lo mais. Rees acabou com a prata e Moguenara-Taroum com o bronze.

Após 26 finais, os EUA ficaram na frente no quadro de medalhas com 18 medalhas, sendo 6 ouros, 10 pratas e 2 bronzes. A Etiópia com 4-1-0 veio em seguido. Polônia 2-2-1, Grã-Bretanha 2-1-4, Atletas Neutros (Rússia) 2-1-0 e França 2-0-1 foram os outros a vencerem mais de 1 ouro. Ao todo, 14 países ficaram com um ouro e 33 medalharam.

Foi um bom Mundial pro Brasil, com a bela prata de Almir dos Santos no salto triplo, o 4º lugar de Darlan Romani no peso e o 6º de Gabriel Constantino nos 60m com barreiras. O próximo Mundial indoor será em 2020 em Nanjing, na China.

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Resumo Rio-2016 – Atletismo: saltos

Salto em altura masculino

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Derek Drouin (CAN)

Uma das provas que mais tem tido atenção nos últimos anos, graças ao altíssimo nível, com pelo menos 5 atletas saltando para mais de 2,40m. A prova foi vencido por 3 russos nas 4 Olimpíadas anteriores, mas com o banimento russo no atletismo, a disputa ficaria parecida com o que ocorreu no último mundial.

Na quali, 10 atletas passaram de 2,29m, incluindo os favoritos Mutaz Essa Barshim, do Qatar, o ucraniano Bohdan Bondarenko, o canadense Derek Drouin, o americano Erik Kynard e o britânico Robert Grabarz. Todo estiveram no pódio de Londres, em prova vencida pelo russo Ivan Ukhov. Com campanhas idênticas na quali, outros 4 passaram para a final com 2,26m. A maior ausência da final seria o chinês Zhang Huowei, prata no último mundial, que parou em 2,22m.

Com 15 atletas na final, as coisas começaram a apertar mesmo em 2,33m, quando restavam 10. Nesta altura, 4 se despediram, sobrando 6. Drouin, Barshim e Bondarenko chegavam sem erros, mas Grabarz teve uma falha em 2,25m e o ucraniano Andriy Protsenko em 2,29m. Kynard fazia uma prova bem ruim com um erro em 2,25m e dois em 2,33m. Em 2,36m, esses 3 ficaram sobrando os 3 que brigariam pelas medalhas. Drouin e Barshim passaram de 1ª e Bondarenko resolveu subir de altura. Em 2,38m, Bondarenko e Barshim erraram a 1ª, mas o canadense campeão mundial Derek Drouin passou de 1ª garantindo uma ótima vantagem.

Barshim ainda tentou mais duas e errou. Como o ucraniano tinha apenas 2,33m, ele foi forçado a tentar 2,40m para tentar subir do bronze. Com uma única tentativa, ele errou e acabou em 3º e Derek Drouin levou o ouro com uma prova perfeita. O erro em 2,25m foi fatal pro Grabarz e lhe custou um bronze. Barshim levou sua 2ª medalha olímpica e Bondarenko faturou a 1ª da Ucrânia no salto em altura.

Salto com vara masculino

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Thiago Braz (BRA)

Uma das provas mais espetaculares dos Jogos. O francês Renaud Lavillenie chegava com o ouro em Londres e 17 vezes saltando acima de 6m, sendo 13 indoor, incluindo o atual recorde mundial com 6,16m, mas sem jamais vencer um título mundial. Já o brasileiro Thiago Braz tinha como melhor marca até então 5,93m obtidos este ano, mas com um péssimo retrospecto em competições adultas importantes, como no último Mundial, no mundial indoor deste ano e no Pan.

Na qualificação, apenas o americano Sam Kendricks passou sem erros até os 5,70m. Lavillenie entrou apenas em 5,70m e passou na 2ª. Quem deu o susto foi o brasileiro que teve problemas em 5,45m, queimando duas vezes. Ele resolveu pular a altura e ir para 5,60m, com apenas uma chance, e passou. Em 5,70m, passou logo de primeira. 9 atletas no total atingiram a altura e mais 3 que pararam em 5,60m avançaram à final. Augusto Dutra de Oliveira ficou em 5,45m, em 22º no geral. Campeão mundial em 2013 e prata em 2015, o alemão Raphael Holzdeppe ficou em 26º longe da final.

Na final, atrasada por uma chuva fortíssima por 1 hora, a maioria sofreu nas alturas baixas. O letão Pauls Pujats parou logo na 1ª altura, em 5,50m. Em 5,65m, outros 5 terminaram sua prova, incluindo o campeão mundial de 2015, o canadense Shawn Barber. Em 5,75m, Thiago passou apenas na 2ª tentativa, já Kendricks errou a 1ª e optou por seguir para 5,85m. O chinês Xue Changrui errou 2, enquanto Lavillenie, o checo Jan Kudlicka e o polonês Piotr Lisek passaram de 1ª.

Em 5,85m, Thiago, Lavillenie e Kendricks passaram de 1ª, enquanto os outros 3 erraram. Fim de prova pro chinês, que só tinha uma chance e o checo e o polonês foram forçados a subir de altura. Em 5,93m, Lavillenie passou de primeira e botava uma mão no ouro, já que todos erravam. Mas o brasileiro passou na 2ª e adiou a decisão, enquanto todos os outros paravam, garantindo o bronze pro americano Sam Kendricks e pelo menos uma prata pro brasileiro.

Em 5,98m, Lavillenie passou na 1ª e com isso Thiago foi forçado a ir direto pra próxima altura, 6,03m, 10cm acima da sua melhor marca pessoal. Na 1ª, os dois erraram. Lavillenie errou a 2ª, mas aí de maneira absolutamente espetacular, Thiago Bráz passou em 6,03m para delírio do Engenhão! Lavillenie mal acreditava no feito e foi forçado a ir para 6,08m com apenas uma tentativa. Mas aí vieram as vaias e um desconcentrado e irritado francês errou. 1º medalha da história pro Brasil na prova. E com certeza uma das mais sensacionais da história brasileira nos Jogos Olímpicos.

Thiago Braz conquistou a 1ª medalha mundial da história do salto com vara masculino brasileiro. Renaud Lavillenie sobe pela 2ª vez ao pódio olímpico e Sam Kendricks, com o bronze, bota os americanos de volta ao pódio da prova após 2 ausências seguidas.

Salto em distância masculino

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Jeff Henderson (USA)

O americano Jarrion Lawson chegou ao Rio com a melhor marca do ano, excelentes 8,58m obtidos na seletiva americana. Seu compatriota Jeff Henderson teve grandes marcas recentes, mas fracassou no último mundial, em Pequim. Já o britânico Greg Rutherford, que defendia o ouro olímpico, também vinha do ouro no Mundial de 2015. Na quali, apenas dois fizeram acima dos 8,15m necessários para qualificação direta à final: o chinês Wang Jianan com 8,24m e Henderson com 8,20m. Todos os principais nomes da prova passaram à final.

Na decisão, após 2 rodadas, tudo mega embolado. Henderson liderava com 8,20m, seguido de Lawson om 8,19m, Rutherford com 8,18m, Wang com 8,17m e o sul-africano Luvo Manyonga com 8,16m! No 3º salto, Lawson assumiu a liderança com 8,25m e Rutherford aparecia agora em 2º com 8,22m. Nas 3 rodadas, a prova pegou fogo. No 4º salto, Manyonga fez 8,28m e era o novo líder e Rutherford, que tinha caído para 3º, assumiu novamente o vice com 8,26m! As diferenças eram tão pequenas entre os finalistas que a vitória viria no detalhe. Na penúltima série, o sul-africano saltou excelentes 8,37m, para assumir a liderança com melhor marca pessoal! Henderson ainda melhorou para 8,22m, mas seguia em 4º.

Aí veio a última rodada. O sul-africano saltou antes e queimou, restando torcer contra. O chinês fez apenas 7,88m. Mas aí veio Jeff Henderson! O americano voou para 8,38m, assumindo a liderança por apenas 1cm na frente de um incrédulo sul-africano. Rutherford saltou pela última vez para 8,29m, melhorando sua marca, mas se mantendo em 3º. O último salto foi de Jarrion Lawson. Em 4º lugar, correu e voou. Parecia que levaria o ouro, mas apareceu a marca de 7,78m. Ele não acreditava, mas no replay foi possível ver que ele encostou o cotovelo bem antes e perdeu medalha aí.

Jeff Henderson confirmou o favoritismo e levou o ouro, o 21º pros EUA na história da prova e o 1º desde Atenas-2004. Luvo Manyonga faturou sua 1ª medalha importante da carreira e Greg Rutherford foi bronze, quebrando a sequência de vitórias importantes que vinha desde 2012.

Salto triplo masculino

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Christian Taylor (USA)

Fora de forma após uma contusão, o cubano Pedro Pablo Pichardo nem disputou a quali nos Jogos. Era esperado um duelo espetacular dele contra o americano Christian Taylor, assim como ocorreu no Mundial de Pequim em 2015, quando Taylor venceu no último salto com incríveis 18,21m. Na quali, Taylor liderou a prova com 17,24m logo no seu 1º salto, acima dos 16,95m suficientes para ir a final. Outros 4 atletas conseguiram passar da marca: o campeão de Pequim-2008, o português Nélson Évora, o americano Will Claye e os chineses Dong Bin e Cao Shuo.

A definição da prova veio cedo, logo no 1º salto! Taylor foi o 1º a saltar e fez 17,86m! Dong Bin, 9º, abriu com 17,58m e foi seguido por Will Claye que começou com 17,76m! Nos saltos seguintes, muitas tentativas queimadas dos 3. O chinês errou o 2º e o 3º e nem saltou os 3 restantes. Taylor fez mais dois saltos válidos, ambos em 17,77m, que também seriam suficientes para o ouro. Claye ainda saltou 17,61m e 17,55m.

Os outros atletas mal chegavam perto. O chinês Cao Shuo foi o que melhor fez com apenas 17,13m obtido no 5º salto. Em 5º, ficou o colombiano John Murillo com 17,09m, batendo o recorde nacional, e o português Nélson Évora foi 6º com 17,03m.

Com o ouro, Christian Taylor se tornou bicampeão olímpico da prova, o 1º desde o soviético Viktor Saneyev, que na verdade foi tricampeão entre 1968 e 1976. Will Claye repete a prata de Londres e Dong Bin se torna o 1º chinês a medalhar no salto triplo em uma competição mundial.

Salto em altura feminino

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Ruth Beitia (ESP)

Com a ausência das russas da prova, o pódio ficou um pouco mais aberto. A melhor marca do ano até então era da americana Chaunté Lowe, com 2,01m. Na quali, quem passasse de 1,94m estaria garantida na final. E nada menos que 17 atletas conseguiram a marca! Apesar do grande plantel na final, a disputa foi relativamente rápida.

A primeira marca da decisão foi 1,88m e todas passaram, sendo 11 de primeira. Em 1,93m, 5 atletas ficaram, incluindo a lituana Airine Palsyte, prata no Europeu deste ano. Com 1,97m, nada menos que 8 ficaram, entre elas a britânica Morgan lake, a polonesa Kamila Licwinko, a alemã Marie-Laurence Jungfleisch, única outra atleta a passar de 2m no ano, e Levern Spencer, de Santa Lúcia.

A espanhol Ruth Beitia fazia uma prova perfeita, passando em tudo de primeira. A búlgara Mirela Demireva, que precisou de 2 tentativas lá em 1,88m, passou na primeira em 1,97m, enquanto a croata bicampeã mundial Blanka Vlasic foi na 2ª. Só restava a americana Lowe que sofreu nesta altura e passou apenas na 3ª e última chance. As 4 foram para 2,00m e cada uma foi errado uma, duas e três vezes. No último salto da prova, Lowe esbarrou por muito pouco e ficou sem medalha.

Ruth Beitia, tricampeã europeia mas sem nenhum ouro em competições mundiais, levou o primeiro ouro espanhol da história na prova. Mirela Demireva, prata no europeu deste ano, é a primeira búlgara a medalhar desde o ouro de Stefka Kostadinova em Atlanta-1996. Blanka Vlasic foi bronze, faturando sua 2ª medalha olímpica após a prata em Pequim e a 6ª 10ª em competições mundiais.

Salto com vara feminino

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Ekaterini Stefanidi (GRE)

A americana Sandi Morris é o novo nome desta prova, chegando ao Rio com 4,93m obtidos em julho em Houston para sua 1ª competição mundial outdoor. Mas a prova prometia grandes emoções com a cubana Yarisley Silva, a americana Jenn Suhr, a grega Ekaterini Stefanidi e a brasileira Fabiana Murer, que se despediria do esporte.

Na quali, 7 atletas passaram de 4,60m e se classificaram direto para a final, incluindo Stefanidi, Suhr e Silva. Com outras cinco empatadas em 4,55, nem foi necessário elas saltarem e se garantiram entre as 12 na final, incluindo Morris. Mas a quali foi fatal para a Fabiana Murer. A brasileira vinha do recorde sul-americano de 4,87m obtidos no Troféu Brasil e só entrou na prova em 4,55m, mas falhou 3 vezes e encerrou de maneiro amarga a sua carreira. Campeã mundial indoor e outdoor, Fabiana infelizmente ficará marcada por 3 desastres olímpicos.

Na 3ª altura da final, 4,60m, as duas medalhistas de Londres na prova já começaram a sofrer. Yarisley Silva e Jenn Suhr precisaram de 2 saltos para passar, enquanto Stefanidi, Morris e as surpresas Eliza McCartney, da Nova Zelândia, e Alana Boyd, da Austrália, passavam sem erros. Em 4,70m, Stefanidi e McCartney passaram na 1ª, Morris na 2ª e as duas até então favoritas pararam. Silva e Suhr decepcionaram e terminaram empatadas em 7º.

McCartney já havia batido o recorde nacional na altura anterior, mas em 4,80m ela surpreendeu a todas e foi a única a passar de 1ª na altura, assumindo a liderança! Stefanidi, Morris e Boyd superaram na 2ª enquanto a britânica Holly Bradshaw e a suíça Nicola Büchler se despediram da prova. Mas em 4,85m, a altura começou a pesar para a neozelandesa, que errou as 3, mas Stefanidi e Morris conseguiram na 2ª superar a marca. A McCarntey terminou em 3º lugar com o bronze e Boyd ficou em 4º. Com apenas 2 na disputa, em 4,90m, a vantagem era da grega que tinha apenas 2 erros na prova contra 3 da americana. Nenhuma delas passou em 4,90m e assim o ouro ficou com Ekaterini Stefanidi!

Foi o 1º medalha da história da Grécia na prova feminina e a 1ª medalha desde Atenas-1896, quado dois gregos foram bronze no masculino. Sandi Morris foi a 3ª americana a medalha a prova na 5ª edição olímpica do salto com vara feminino e Eliza McCartney conquistou uma inédita medalha para a Nova Zelândia.

Salto em distância feminino

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Tianna Bartoletta (USA)

De volta a sua velha forma, a americana campeã em Londres Brittney Reese havia vencido a seletiva americana com 7,31m e ia com tudo pro bi. Na quali, fez 6,78m no seu 1º salto, mais que os 6,75m para ir direto a final. A sérvia Ivana Spanovic com 6,87m e a alemã Malaiko Mihambo com 6,82m se juntaram ao grupo de finalistas. Única russa no atletismo nos Jogos, Daria Klishina também passou pra final com a 8ª marca de 6,64m. Entre as que pararam na quali, a britânica Shara Proctor, em 21º, e a americana Janay Deloach em 13º.

Spanovic começou a final com 6,95m enquanto Reese e sua compatriota Tianna Bartoletta queimaram. Na 2ª rodada, Bartoletta fez 6,94m enquanto Reese saltou 6,79m aparecendo em 4º lugar. Na rodada seguinte, Bartoletta melhorou para 6,95m empatando com a sérvia, mas como Spanovic queimou novamente, a americana que liderava nos critérios de desempate. Nada mudou na 4ª rodada, mas na 5ª, as 3 melhoraram suas marcas.

Reese assumiu a liderança com 7,09m, aí Spanovic encostou com 7,08m. Mas logo após a sérvia veio Bartoletta voando para marcar 7,17m! Pressionadas, na última rodada Reese melhorou, mas não superou a rival ficando em 2º lugar com 7,15m. Spanovic saltou novamente acima de 7m, com 7,05m, mas se manteve em 3º. Já com o ouro, Bartoletta fechou a prova com 7,13m, vencendo com 7,17m, o melhor salto em uma Olimpíada desde 1988!

Este foi o 3º ouro na carreira de Tianna Bartoletta, somando-o aos 2 dos revezamentos 4x100m em Londres e no Rio, e, por incrível que pareça, foi apenas a 3ª medalha de ouro pros EUA na prova em 18 edições. Britney Reese foi prata ao levar sua 2ª medalha olímpica e Ivana Spanovic faturou a 1ª medalha da Sérvia na prova.

Salto triplo feminino

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Caterine Ibarguen (COL)

Depois de perder o ouro em Londres, a colombiana Caterina Ibarguen ficou quase 4 anos invicta até perder sua primeira prova na Diamond League deste ano. Mas no Rio, ela não deixaria a chance passar novamente. Na quali, fez logo no 1º salto 14,52m, bem acima dos 14,30m  que a garantiriam na final. Além dela, apenas a grega Paraskevi Papachristou com 14,43m e a cazaque campeã olímpica em Londres Olga Rypakova com 14,39m fizeram acima da marca.

Na final, a americana Keturah Orji começou surpreendendo com 14,71m, novo recorde nacional. Vale ressaltar que essa é uma das provas mais fracas pros americanos. Mas Rypakova abriu com 14,73m e liderava, enquanto Ibarguen fez 14,65m e a venezuelana Yulimar Rojas 14,32m. Na 2ª rodada, Ibarguen já assumiu a liderança com 15,03m enquanto Rojas permanecia em 7º. Mas na 3ª rodada, a venezuelana melhorou para 14,87m.

No 4º salto, Rojas melhorou para 14,98m, sem ser ameaçada pela cazaque ou pela americana. Mas fechando a rodada, Ibarguen voou para 15,17m! Rypakova melhorou em 1cm sua marca para 14,74m no 5º salto, mas nada mais mudou no pódio. A portuguesa Patrícia Mamona foi 6ª com 14,65m, novo recorde português, e a israelense Hanna Knyazyeva-Minenko 4ª com 14,68m. O 4º lugar da americana foi o melhor resultados dos EUA na história da prova que, em 5 edições olímpicas anteriores tinham apenas uma presença em final em Atlanta-1996.

Caterine Ibarguen leva sua 2ª medalha olímpica e agora tem simplesmente todos os títulos possíveis na sua carreira. Yulimar Rojas venceu a 2ª medalha olímpica da história da Venezuela no atletismo e Olga Rypakova fica com o bronze em sua 2ª aparição no pódio olímpico após o ouro em Londres.x

Mundial Indoor de Atletismo – Dia 2

No segundo dia do Mundial em Portland, finais excepcionais e com muita emoção, mesmo sem muitos dos grandes nomes do esporte.

Pista

Chegada dos 60m. Foto: Mark Ralston/AFP

A principal prova do dia foi a mais rápida, os 60m masculino. O favorito era o jamaicano Asafa Powell, mas não há espaço para falhar nesta prova. Um pequeno erro na saída, o jamaicano precisou recuperar. O jovem americano Trayvon Bromell se aproveitou para vencer com 6.47 contra 6,50 de Powell. , de Barbados, completou o pódio com 6.51.

A primeira dobradinha veio nos 60m com barreiras feminino, onde as americanas confirmaram o favoritismo. Nia Ali venceu com 7.81 e se tornou bicampeã mundial da prova. Campeã dos 100m com barreiras no Mundial de 2013, Brianna Rollins foi prata com 7.82 e a britânica Tiffany Porter foi bronze com 7.90.

Campo

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Na arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh fez uma prova perfeita. Favorito desde o início, fez 5 arremessos acima de 21m, com 21,78m na última tentativa como o melhor. Com 20,89m, o romeno Andrei Gag foi prata e o croata Filip Mihaljevic bronze com 20,87m. Darlan Romani fez uma péssima prova, com apenas um arremesso válido de fraquíssimos 18,50 e terminou em 18º.

No salto em distância feminino, a sérvia Ivana Spanovic, bronze em Pequim-2015, abriu a prova com 7,00m e parecia que iria levar. Na 5ª rodada, a americana campeã olímpica Brittney Reese mostrou que está de volta após várias lesões e a péssima apresentação do ano passado, quando ficou em 24ª no Mundial. Reese saltou 7,00m e liderava nos critérios de desempate. Mas logo depois, Spanovic melhorou para 7,07m. Só que no último salto, Reese voou para vencer com excepcionais 7,22m! A britânica Lorraine Ugen foi bronze com 6,93m. Foi o 3º mundial indoor de Reese.

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No pentatlo feminino, 5 provas em um único dia. A favorita canadense Brianne Theisen-Eaton abriu com 1120 pontos nos 60m com barreiras e ainda liderava após o salto em altura com 2161, com a ucraniana Anastasiya Mokhnyuk colada com 2145. Com um belo arremesso de peso de 862 pontos, Mokhnyuk assumiu a liderança com 3007 e Theisen-Eaton caiu para 3ª com 2935. Após o salto em distância, nada mudou com Mokhnyuk com 4066, a outra ucraniana Alina Fyodorova com 3952 e Theisen-Eaton com 3916. Na última prova, os 800m, a canadense foi pro tudo ou nada e disparou! Fez o excelente tempo de 2:09.99 (965 pontos) e precisou aguardar a confirmação dos outros tempos. Ela disparou tanto que fechou com 4881 contra 4847 da Mokhnyuk e 4770 da Fyodorova.

Mundial de Atletismo – Dia 7

O único ouro chinês veio na sexta. E foi combinado.

Marcha 20km feminino

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As chinesas Hong Liu e Xiuzhi Lu dominaram a prova. Já começaram a abrir na parcial de 5km e, com 10km de prova, já tinham quase 30s de vantagem. Na entrada do estádio olímpico, elas conversaram e esclareceram na coletiva de imprensa que combinaram que Hong Liu levaria o ouro. Ela medalhou nos 3 mundiais anteriores, mas nunca levou um ouro. Liu fechou com 1:27:45, mesmo tempo da sua compatriota. A ucraniana Lydumyla Olyanovska completou o pódio com 1:28:13. Ótima prova de Érica de Sena, que nunca saiu do top10 e fechou na 6ª posição com 1:30:06.

110m com barreiras masculino

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O favorito era o atual campeão mundial e do Pan, o americano David Oliver, mas ele tropeçou na segunda barreira e ai já era. O russo Sergey Shubenkov, bronze em 2013, não tinha nada a ver com isso e levou o ouro com 12.98, recorde russo. O jamaicano Hansle Parchment foi prata com 13.03, a primeira medalha jamaicana na história da prova, e o americano campeão olímpico em Londres Aries Merritt foi bronze com 13.04, sua primeira medalha em Mundiais. Ele sai de Pequim direto para a mesa de cirurgia, pois precisa de um transplante de rim.

100m com barreiras feminino

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Esperava-se um pódio americano completo. Mas nenhuma levou medalha. Os problemas começaram nas semifinais, com a campeã olímpica Dawn Harper caindo em um barreira e Kendra Harrison queimando a largada em outra semi. Longe dos seus melhores tempos, Brianna Rollins com 12.67 foi 4ª e Shericka Nelvis foi a 8ª com 13.06. A jamaicana Danielle Williams levou o ouro com 12.57, seguida da alemã Cindy Roelder com 12.59 e da bielorrussa Alina Talay com 12.66, recorde nacional.

200m feminino

Dafne Schippers. Foto: Reuters

Depois de surpreender nos 100m, a holandesa Dafne Schippers voou na final para levar o ouro com espetaculares 21.63, recorde do campeonato, recorde europeu e melhor marca do mundo em 2015! Tempaço dela! As jamaicanas Elaine Thompson com 21.66 e Veronica Campbell-Brown com 21.97 completaram o pódio. Muito raro 3 abaixo de 23s.

Salto em distância feminino

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Depois de bater o recorde sérvio na qualificação, Ivana Spanovic abriu a prova com 7,01m, melhorando novamente seu recorde. Na 3ª rodada, a britânica Shara Proctor fez 7,07m para assumir a liderança. Spanovic fez boa prova com 6,98m e fechou com 7,01m novamente, mas não passou a britânica, que também bateu o recorde nacional. Mas, na última tentativa, apareceu na prova a americana Tianna Bartoletta, que era a favorita. Em seu último salto, Bartoletta fez 7,14m, melhor salto do ano! Aos 30 anos, ela leva seu 2º título mundial 10 anos após o 1º, em Helsinque-2005.

Mundial de Atletismo – Dia 6

A coroação de Usain Bolt (mais uma vez), o salto espetacular no triplo e mais marcas impressionantes no martelo e nos 400m.

200m masculino

Usain Bolt. Foto: Getty Images

Essa é a prova dele. Se nos 100m Usain Bolt venceu por apenas 1 centésimo, nos 200m ele sobrou. No fim da curva, Justin Gatlin bem que tentou, mas o jamaicano deu show na reta e fechou a distância em 19.55, melhor tempo do mundo no ano! O americano ficou com a prata mais uma vez com 19.74 e uma enorme surpresa no bronze, para o sul-africano Anaso Jobodwana com 19.87, recorde nacional. Ele tirou o bronze do favorito Alonso Edwards, do Panamá, que fez o mesmo tempo, mas perdeu na foto por 2 milésimos.

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Bolt vence seu 10º ouro em mundiais e se torna tetracampeão mundial dos 200m!

Salto triplo masculino

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O duelo entre o cubano Pedro Pablo Pichardo e o americano Christian Taylor começou duro. Pichardo abriu com 17,52m enquanto o americano fez apenas 16,85m. Na segunda rodada, Taylor melhorou bem para 17,49m e o cubano fez 17,44m. Na 3ª, os dois fizeram 17,60m e empataram, mas com a vantagem pro cubano. Na 4ª, Taylor melhor mais uma vez, para 17,68m enquanto Pichardo piorou para 17,33m. Na 5ª, nenhum melhorou, com Taylor para 17,22m e Pichardo 17,52m.

Aí veio a última série! E Christia Taylor fez um espetacular e sensacional 18,21m!! Simplesmente o 2º melhor salto da história, perdendo apenas para o recorde mundial de 18,29m no Jonathan Edwards. Pressionado, Pichardo encerrou também melhorando, mas longe com 17,73m. Prova sensacional. Muito legal o bronze pro português Nélson Évora, que foi campeão olímpico neste mesmo estádio em 2008. Agora, o bronze veio com 17,52m também no último salto.

400m feminino

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O que dizer de Allyson Felix? Ela desistiu dos 200m para focar nos 400m e deu muito certo. Ela venceu sozinha disparada com a belíssima marca de 19.26, melhor salto do mundo no ano! Shaunae Miller, das Bahamas, foi prata com 49.67 e a jamaicana Shericka Jackson completou o pódio com 49.99, seguida de mais 3 jamaicanas! Campeã mundial e olímpica em Pequim, a britânica Christine Ohuruogu foi a 8ª.

Foi o 9º ouro mundial da Allyson Felix, que encosta no Bolt.

Lançamento de Martelo feminino

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Um ouro mais que esperado. A polonesa Anita Wlodarczyk bateu o recorde mundial da prova no início do mês, dia 1º de agosto com 81,08 e só perderia o ouro por um desastre. Ela já abriu com 74,40 como líder. E só foi melhorando, para 78,52, 80,27 e o lançamento do ouro para 80,85m! Apesar da vitória, ela saiu frustrada, por não ter batido o recorde por 23cm. Segundo título mundial dela. A chinesa Wenxiu Zhang foi prata com 76,33 e a francesa Alexandra Tavernier foi bronze com 74,02.

Outras provas

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A britânica Dina Asher-Smith fez o melhor tempo das semifinais dos 200m feminino com 22.12. Na final, serão 3 jamaicanas e 2 americanas com ela. Rosângela Santos foi 4ª na sua semi com 22.87, terminando em 13º lugar no geral.

Na semi dos 800m, Melissa Bishop fez a melhor marca com 1:57.52, recorde canadense. Muito forte a semi, com 11 atletas correndo para baixo de 1:59! A 3ª semi foi tão forte que Sifan Hassan foi 5ª na semi com 1:58.50 e ficou fora da final.

Aries Merritt com o melhor tempo na semi dos 110m com barreiras com 13.08! Atual campeã mundial, David Oliver com 13.17. Serão 3 franceses na final.

Nas eliminatórias dos 100m com barreiras feminino, americana Brianna Rollins melhor tempo com 12.67. Não me surpreende um pódio todo americano na prova. Nos 1.500m masculino, sem surpresas, com o queniano Silas Kiplagat com o melhor tempo de 3:38.13. Nos 5.000m feminino, sem surpresas também, com a etíope Almaz Ayana com o melhor tempo de 15:09.40.

A sérvia Ivana Spanovic fez a melhor marca na quali do salto em distância feminino, com o recorde nacional de 6,91m. Decepção enorme da tricampeã mundial e campeã olímpica! Brittney Reese apenas na 24ª colocação com fracos 6,39m. No disco masculino, jamaicano Fedrick Dacres com a melhor marca de 65,77m. No salto em altura feminino, maior surpresa a eliminação de Morgan Lake, que não passou em 1,92m.