Mundial de Atletismo – Dia 5

O dia foi marcado por uma polêmica, com a exclusão de Isaac Makwala, de Botsuana. Ele e outras 30 pessoas pegaram uma intoxicação alimentar por conta de um norovírus e, de acordo com as regras britânicas, deveria ficar 48h em quarentena no seu quarto. Mas ele foi ao estádio, já que disputaria a final dos 400m, mas foi impedido de nadar.

400m masculino

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Wayde van Niekerk (RSA). Foto: IAAF/Getty Images

Sem Makwala para brigar com o sul-africano campeão mundial e recordista mundial, Wayde van Niekerk sobrou mais uma vez para levar o ouro com 43.98. Ele soltou demais nos 20-30m finais e acabou não batendo nenhum recorde. Steven Gardiner, de Bahamas, foi prata com 44.41 e o qatari Abdalelah Haroun ficou com o bronze com 44.48.

800m masculino

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Foto: IAAF/Getty Images

Sem David Rudisha na prova, o resultado era inesperado e até mesmo o brasileiro Thiago André teria chances. Ele começou bem, ficando em 2º na 1ª volta, mas acabou levando 3 empurrões normais da prova e ficou meio perdido. Quem não ligava pro que acontecia atrás era o francês Pierre-Ambroise Bosse, que venceu com 1:44.67, seguido do polonês Adam Kszczot, que era o 5º na entrada da reta final para levar a prata com 1:44.95. O queniano Kipyegon Bett foi bronze com 1:45.21. Thiago marcou 1:46.30e terminou em 7º.

3.000m com obstáculos masculino

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Conseslus Kipruto (KEN) mostrando que é o número 1 pouco antes de cruzar a linha de chegada. Foto: IAAF/Getty Images

O americano Evan Jager chegou em Londres disposto a quebrar o domínio queniano na prova em Mundiais e Olimpíadas. Ele tinha o melhor tempo do ano com 8:01.29 e ficou na frente por todo o percurso, ao lado do campeão olímpico no Rio, o queniano Conseslus Kipruto. Nos 200m finais, eles foram acompanhados do marroquino Soufiane Elbakkali. Assim que passaram pelo rio, o americano foi ficando pra trás e o queniano mostrou quem manda na prova para vencer com 8:14.12 contra 8:14.49 do marroquino e 8:15.53 do americano. Desde 1991 um atleta nascido no Quênia venceu o Mundial (em 2003 e 2005 quem levou foi Saif Saseed Shaheen, queniano de nascimento, mas que defendia o Qatar). Já em JO, o Quênia é ouro desde 1984!

Salto com vara masculino

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Sam Kendricks (USA). Foto: IAAF/Getty Images

Vindo de uma sequência de 10 vitórias seguidas, o americano Sam Kendricks fez prova perfeita, passando sempre de 1ª até os 5,89m. O chinês Changrui Xue também vinha zerando e bateu o recorde nacional com 5,82m, mas parou em 5,89m. Enquanto isso, o polonês Piotr Lisek e o francês Renaud Lavillenie passaram em 5,89m, mas com alguns erros durante a prova. Restando apenas 3 em 5,95m, apenas Kendricks conseguiu passar, na 3ª tentativa, enquanto Lisek queimava as 3. Já o francês queimou duas e foi tentar o tudo ou nada em 6,01m, mas não conseguiu. Kendricks ficou com o ouro e é o 1º americano no pódio da prova em Mundiais desde 2007. Já o francês, que foi bronze, segue sem um título mundial ao ar livre e acumula 5 pódios seguidos em mundiais, com 1 prata e 4 bronzes.

Lançamento de dardo feminino

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Barbora Spotakova (CZE). Foto: IAAF/Getty Images

A chinesa Huihui Lyu se sagrou favorita após os 67,59m na quali, novo recorde asiático, mas começou muito mal, não passando de 63m após 4 tentativas. Enquanto isso, a checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova fez 66,76m na 2º tentativa para liderar e não perder mais o ouro. Outra chinesa, Lingwei Li, fez 66,25m e encostou na checa na 3ª tentativa e ficou com a prata. Huihui melhorou para 65,26m no 5º lançamento para pegar o bronze enquanto a campeã do Rio-2016, a croata Sara Kolak, ficou em 4º com 64,95m.

Pista e Campo

Nas eliminatórias dos 200m feminino, melhor tempo da holandesa Dafne Schippers com 22.63, seguida de Shaunae Miller-Uibo, de Bahamas, com 22.69 e da marfinense Marie-Josée Ta Lou com 22.70. Vitoria Cristina Rosa foi 3ª na sua bateria com 23.26 e Rosângela Santos foi 2ª na sua com 23.34, ambas se classificando pras semifinais. Campeã dos 100m, a americana Torie Bowie se machucou ao se jogar na linha de chegada dos 100m e não disputou a prova dos 200m.

Nos 400m com barreiras feminino, melhor marca nas semifinais da checa Zuzana Hejnová com 54.59. Campeã olímpica Dalilah Muhammad venceu a sua bateria com 55.00. Além de Muhammas, outras 2 americanas estão na final. Prata no Rio, a dinamarquesa Sara Petersen ficou com o 9º tempo 55.45 fora da final.

Duas vezes finalista olímpica, Geisa Arcanjo chega pela 1ª vez a uma final de Mundial ao fazer 17,79m na quali do arremesso de peso e pegar a 12ª e última vaga pra decisão. A chinesa Lijia Gong com 18,97m e a americana campeã olímpica Michelle Carter com 18,92m lideraram a quali.

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Mundial de Atletismo – Dia 2

O fim de uma era na última prova individual da carreira do mito Usain Bolt.

100m masculino

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A reverência de Gatlin pro mito Usain Bolt. Foto: Reuters

Já na semifinal, pudemos ter uma prévia do que seria a final. Usain Bolt, muito animado como sempre, mas talvez confiante demais. Na 1ª semi, vitória do sul-africano Akani Simbine com 10.05 deixando Justin Gatlin em 2º com 10.09. Na 2ª, o jamaicano Yohan Blake levou com 10.04. Na 3ª, a sensação do ano Christian Coleman entrou pra história ao se tornar apenas o 6º homem a superar Bolt em uma corrida! Largando muito bem, o americano fechou com 9.97 e o jamaicano, que larga mal, tentou se recuperar, mas faltou e ficou em segundo com 9.98.

Fechando a programação do sábado, a final mais esperada, com Bolt ovacionado pelo público que lotou o Estádio Olímpico e Justin Gatlin vaiado. O jamaicano não larga bem na raia 4 mais uma vez e vê Coleman abrir na primeira metade na raia 5 ao lado. Bolt faz muita força, acima do que está acostumado, tentando diminuir a distância. Mas ninguém reparou que na raia 8 Justin Gatlin fazia o mesmo e bateu todos com 9.92! Coleman segurou o jamaicano pra levar a prata com 9.94 e se tornar o 1º da história a vencer Bolt duas vezes no mesmo dia! Bolt termina com o bronze com 9.95. Pela 1ª vez em um mundial/Olimpíada desde 2007 que um jamaicano não leva o ouro nos 100m.

Bolt voltará pro revezamento 4x100m, no sábado.

Lançamento de disco masculino

 

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Andrius Gudzius (LTU). Foto: IAAF

Pódio inédito para os 3 medalhistas. Na 2ª tentativa o lituano Andrius Gudzius fez 69,21m enquanto o sueco Daniel Stahl fez 69.19m! Outra surpresa veio com o americano Mason Finley, que abriu a prova com PB de 67,07m e melhorou na 2ª para 68,03m. Dentre os medalhistas olímpicos no Rio, apenas o polonês Piotr Malachowski estava na prova e ficou em 5º com 65,24m. Campeão neste mesmo estádio em 2012 e tricampeão mundial, o alemão Robert Harting foi 6º com 65,10m.

Salto em distância masculino

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Luvo Manyonga (RSA). Foto: IAAF

O sul-africnao Luvo Manyonga chegou a Londres com a melhor marca do ano de 8,65m. Na 1ª rodada, o americano Jarrion Lawson largou na frente com 8,37m enquanto Manyonga queimou. Mas na 2ª, o sul-africano fez 8,48m para assumir a liderança. O russo (que compete como independente) Aleksandr Menkov fez 8,27m no 1º salto e era o 3º. Ele queimou todos os outros 5 saltos. Na última rodada, surgiu o sul-africano Ruswahl Samaai com 8,32m para assumir o bronze. Lawson voou no último salto com 8,44m, mas não o suficiente para passar Manyonga, único medalhista olímpico do Rio nesta final.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH). Foto: IAAF

Campeã olímpica, a etíope Almaz Ayana mostrou mais uma vez que está em outro patamar. É quase uma Katie Ledecky das pistas. Correndo sozinha, Ayana venceu a prova mais longa da pista com 30:16.32, melhor tempo do mundo em 2017 e ainda assim 1min pior que o WR batido nos Jogos do Rio. A vantagem dela foi de quase uma volta, com 46s! Sua compatriota Tirunesh Dibaba foi prata com 31:02.69 e a queniana Agnes Jebet Tirop bronze com 31:03.50.

Pista

Isaac Makwala, de Botsuana, fez o melhor tempo nas eliminatórias dos 400m com 44.55. Correndo apenas para classificar, o campeão olímpico e recordista mundial Wayde van Niekerk fez 45.27, 16º tempo no geral, para vencer sua bateria. Lucas Carvalho foi 6º na 1ª bateria com 45.86 e não avançou às semifinais.

Rosângela Santos venceu a sua bateria eliminatória com 11.04, melhor marca pessoal para avança às semifinais dos 100m com o 4º tempo no geral. A melhor marca veio com a alemã Gina Lückenkemper com 10.95, única abaixo dos 11s.

Nos 800m masculino, Thiago André foi 3º na sua bateria com 1:47.22 e avançou pra semifinal. A melhor marca foi do holandês Thijmen Kupers com 1:45.53. Bronze no último mundial, o bósnio Amel Tuka foi 5º na sua série com 1:46.54 não avançando.

Campo

Favorito, o neozelandês Thomas Walsh fez a melhor marca na quali do arremesso de peso com 22,14m logo na primeira tentativa. Nova atletas fizeram mais que os 20,75m necessários para avançar. Darlan Romani piorou bem sua marca do ano para 20,21m e não avançando pra final com a 15ª marca.

Também só para se classificar, a praticamente imbatível Anita Wlodarczyk fez 74,61m para avançar à final do lançamento de martelo. Mas a melhor marca foi da sua compatriota, a polonesa Malwina Kopron com 74,97m.

No salto triplo, a cazaque Olga Rypakova fez 14,57m e passa pra final com a melhor marca. A colombiana campeã olímpica Caterine Ibarguen marcou 14,21m no 1º salto, 1cm acima da marca necessária pra avançar e não precisou saltar mais. Bom salto da venezuelana Yulimar Rojas com 14,52m.

No heptatlo, a alemã Carolin Schäfer terminou o 1º dia na frente com 4.036 pontos contra 4.014 da belga campeã olímpica Nafissatou Thiam. Ela perdeu a liderança após a última prova do dia, os 200m. De 72 pontos de vantagem foi para 22 atrás. Schäfer fez 23.58 nos 200m contra 24.57 da belga. Tamara Alexandrino foi 19ª com 3.552 e Vanessa Chefer fazendo provas péssimas é a 29ª com 3.222.

Mundial de Revezamentos – Final

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Disputa de Karabo Sibanda (BOT) com LaShawn Merritt (USA)

Como esperado, as equipes americanas deram show nos revezamentos 4x400m. Com 2 remanescentes da final olímpica (LaShawn Merritt e Tony McQuay) e 2 que foram reservas correndo as eliminatórias no Rio-2016 (David Verburg e Kyle Clemons), a equipe americana venceu a prova masculina com 3:02.13. A forte equipe de Botsuana liderada pelo veterano Isaac Makwala e pelo jovem talentoso Karabo Sibanda, 5º nos 800m no Rio,  quase roubou o ouro americano. Sibanda fechou e alcançou Merritt, que se manteve por centímetros a frente. A equipe africana ficou com uma inédita prata com 3:02.28 enquanto a Jamaica levou o bronze com 3:02.86. O Brasil ficou em 7º na final com 3:05.96, se classificando para o Mundial de Londres.

No feminino, a equipe americana contou com 2 nomes do ouro olímpiuco no Rio: Natasha Hastings e Phyllis Francis. Como esperado, a equipe voou e Hastings fechou de maneira espetacular para levar o ouro com 3:24.36, melhor tempo de 2017. Na chegada, a Polônia ultrapassou a Jamaica para ficar com a prata com 3:28.28 contra 3:28.49 das jamaicanas. O Brasil disputou a Final B, vencendo-a com 3:34.68.

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Rebekka Haase (GER) na chegada do 4x100m

No 4x100m feminino, uma queda feia da americana Jenna Pradini e um erro na 1ª passagem da equipe brasileira eliminou as duas equipes. Aproveitando uma equipe jamaicana longe de ser titular, a Alemanha, com 3 atletas do 4º lugar da final olímpica do Rio, levou o ouro com 42.84, tempo bem fraco, aliás. A Jamaica ficou com a prata com 42.95 e a China, aproveitando as bobeadas americana e brasileira, surpreendeu com o bronze com 43.11. O Brasil não se garantiu no Mundial e precisará classificar por tempo.

No 4x800m masculino, Quênia e EUA brigaram volta a volta. Na última perna, o bronze olímpico Clayton Murphy acelerou para deixar Ferguson Rotich pra trás e dar o ouro pra euqipe americana com 7:13.16 contra 7:13.70 da equipe africana. A Polônia foi bronze com 7:18.74. Tentando apagar o erro do 4x100m no dia anterior, a ótima equipe canadense venceu o 4x200m masculino com show de André De Grasse. Os canadenses venceram com 1:19.42 contra 1:19.88 dos americanos e a Jamaica completou o pódio com 1:21.09.

Para fechar o Mundial, a estreia do 4x400m misto. Assim como na natação, a ordem dos atletas não importa e temos homens correndo com mulheres. Contando com a campeã olímpica Shaunae Miller (aquela que deu o peixinho na chegada dos 400m no Engenhão) na equipe, Bahamas levou a torcida ao delírio. Miller, 2ª a correr, abriu muito, mas os EUA recuperaram com Paul Dedewo contra Anthonique Strachan. Para fechar, os americanos vieram com uma mulher enquanto Bahamas colocou Michael Mathieu, campeão olímpico em Londres no 4x400m, para fechar. Ele recuperou na última curva e abriu para felicidade do estádio fechando em 3:14.42 contra 3:17.29 dos americanos e 3:20.26 da Jamaica.

O próximo Mundial de revezamentos será em 2019 novamente em Nassau.

Mundial de Atletismo – Dia 3

Pódio queniano, vitória jamaicana, surpresa canadense, decepção francesa, domínio colombiano e uma americana aprende uma lição muito importante.

100m Feminino

Shelly-Ann Fraser-Pryce. Foto: Reuters

Bicampeã mundial e olímpica, a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce já deu o tom na semifinal, vencendo sua bateria com 10.82. Rosângela Santos não foi páreo na segunda semi e terminou em 4º lugar com 11.07 e terminou em 12º lugar no geral. Final tá perto, mas pra isso precisa baixar dos 11s.

Na grande final, Fraser-Pryce dominou. Na frente desde a largada, venceu com 10.76 e levou seu 3º título mundial na prova e 6º no geral. Excelente ver a prata pra holandesa Dafne Schippers. Heptatleta de formação (foi campeã mundial juvenil em 2010), Schippers abteu na semi o recorde holandês com 10.83 e novamente na final com 10.81. Fechou o pódio a americana Tori Bowie, única de seu país na final, com 10.86.

Salto com Vara Masculino

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E pelo jeito segue a sina do francês Renaud Lavillenie. Campeão olímpico, recordista mundial indoor, campeão mundial indoor, mas nunca venceu um mundial outdoor. O francês só precisou de um salto na qualificação para chegar a final, onde passou de 1ª em 5,80m. Mas em 5,90m, queimou as 3 e viu o canadense de 21 anos Shawn Barber ser campeão. Barber fez uma prova perfeita, passando sem de primeira, inclusive nos 5,90m, onde ficou olhando um por um ser eliminado, até que o alemão Raphael Holzdeppe, que defendia o ouro, passou na 3ª.

Só com o canadense e o alemão, o sarrafo subiu pra 6,00m, onde ninguém passou. Ouro pro canadense, prata pro alemão e um tríplice empate no bronze: Lavillenie e dois poloneses, Pawel Wojciechowski e Piotr Lisek. Augusto Dutra passou na 2ª tentativa em 5,50m e em 5,65m, mas queimou as 3 em 5,80m e terminou na 9ª colocação.

Salto Triplo Feminino

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Pois é. Caterine Ibarguen está imbatível. A última derrota dela foi na final olímpica em Londres. Desde então, foram nada menos que 29 ouros, incluindo mais um título mundial pra ela. Com 14,80m na segunda tentativa, já era líder e melhorou na 4ª com 14,90m. 4ª em Londres pela Ucrânia, Hanna Knyazyeva-Minenko, que agora representa Israel, ficou com a prata com 14,78m na 2ª rodada e a cazaque Olga Rypakova completou o pódio com 14,77m. Em sua 3ª final de mundial no triplo, Keila Costa ficou em 12º e último lugar com apenas 13,90m. Dona da melhor marca do ano, a russa Ekaterina Koneva ficou em 7º lugar.

10.000m Feminino

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Campeã mundial em 2011, a queniana Vivian Cheruiyot apertou o passo faltando 200m para vencer a prova com 31:41.31, deixando a fortíssima etíope Gelete Burka, especialista na prova de 1.500m, com a prata com 31:41.77. Esta prova foi mais um exemplo da velha máxima, que a competição só acaba quando termina! A americana Molly Huddle ia pro bronze, mas abriu os braço para comemorar antes do devido e não viu sua compatriota Emily Infeld chegando. Infeld ultrapassou e ficou com o bronze com 31:43.49 e Huddle inconsolada terminou em 4º a 0.09 de sua compatriota.

3.000m com Obstáculos Masculino

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Se existe um país que domina uma prova no atletismo, é o Quênia nos 3.000m com obstáculos masculino. Eles formaram o pelotão e lideraram por toda a prova. Não só dominaram o pódio, como pegaram o 4º lugar também. Ezekiel Kemboi venceu com 8:11.28 e se torna o primeiro tetracampeão mundial desta prova. Conseslus Kipruto foi prata com 8:12.38 e Brimin Kipruto bronze com 8:12.54.

Outras Provas

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Fabiana Murer só precisou de um salto para se garantir na final do salto com vara. Passando de primeira em 4,55m, ela iria pros 4,60m, mas como apenas 14 atletas passaram de 4,55m, os árbitros decidiram passar todas para a final. Kyriakopoulou, Bengtsson, Silva e Suhr também estão na final.

Favoritas passaram pra final do disco feminino, com a cubana Denia Caballero com 65,15m e a croata Sandra Perkovic com 64,51m. Já as brasileiras ficaram bem abaixo do esperado. Andressa de Moraes com 59,08m foi a 19ª e Fernanda Borges com 56.74m terminou em 26º.

O americano Jeff Henderson em seu primeiro salto já obteve 8,36m e ficou com a melhor marca da quali do salto em distância, seguido do campeão olímpico Greg Rutherford (GBR) com 8,25m. Com péssimas apresentações, Higor Alves só conseguiu um salto válido, 7,60m e terminou em 27º e Alexsandro de Melo queimou suas 3 tentativas para ficar sem marca.

Na quali do dardo, a surpresa foi a eliminação do campeão olímpico, o trinitino Keshorn Walcott, que tinha a melhor marca do ano. Com apenas 76,83m, terminou em 26º. Melhor marca do alemão Andreas Hofmann com 86,14m. Também estão na final o queniano Juliues Yego, o checo Vitezslav Vesely e o finlandês Tero Pitkamaki.

Na semi dos 400m masculino, melhor tempo de Isaac Makwala, de Botsuana, com 44.11, seguido do campeão olímpico Kirani James com 44.16. Já nos 400m com barreiras feminino, a melhor marca é da excepcional checa Zuzana Hejnová com 54.24, seguida da americana Cassandra Tate com 54.33.

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Outra brasileira que fez papelão foi Geisa Coutinho, correndo nos 400m muito, mas muito abaixo do esperado, com 52.72, terminando em 37º no geral, entre 41 atletas. O melhor tempo foi da jamaicana Stephanie Ann McPherson com 50.34. Nas baterias dos 3.000m com obstáculos feminino, melhor tempo da tunisiana Habiba Ghribi com 9:24.38.

Mundial de Atletismo – Prévia I

O Ninho de Pássaro em Pequim receberá o 15º Mundial de Atletismo, que contará com mais de 1.900 atletas de 207 países disputando as 47 provas olímpicas.

Brasil

A equipe brasileira é bem grande, contando com 58 nomes, sendo 34 homens e 24 mulheres. No início, seriam 48 brasileiros, mas como o número total de inscritos ficou abaixo do esperado, a IAAF convidou mais 10 brasileiros para completar o número mínimo de inscritos por prova, de acordo com o ranking mundial.

Fabiana Murer

Apesar da grande equipe, as chances de medalha são muito poucas, concentradas no salto com vara. Com 4,83m no ano, Fabiana Murer chega em Pequim para seu último mundial com a 2ª marca do ano. Thiago Braz, apesar de ficar sem marca no Pan, tem o 4ª melhor marca de inscrição, com os excelentes 5,93m em prova de rua no Azerbaijão.

O 4x100m feminino é muito forte, mas sem Ana Cláudia Lemos, contundida no Pan, as chances caem muito. Além da Ana, o Brasil tem 3 ausências muito fortes: Mauro Vinícius no salto em distância, Carlos Chinin no decatlo e Anderson Henriques, finalista dos 400m no último mundial.

O Brasil deve buscar um número grande de finais (top-8) e tem boas chances com Darlan Romani no peso, Augusto Dutra na vara, Caio Bonfim na marcha 20km, Luiz Alberto de Araujo no decatlo, Andressa de Moraes no disco, Érica Sena na marcha 20km e os revezamentos 4x100m masculino e feminino. Muito curioso pra ver a Flavia de Lima nos 800m e a Vanessa Spinola no heptatlo.

Sprints

Justin Gatlin

Será que Usain Bolt vai levar o tri nos 100m e o tetra nos 200m? Dessa vez ele não chega como favorito e quem aparece é o campeão olímpico de 2004, Justin Gatlin! Aos 33, o americano tem esse ano excepcionais 9.74 nos 100m e 19.57 nos 200m, melhores marcas do ano. Outros jamaicanos vem com as segundas marcas: Asafa Poweel 9.81 e Rasheed Dwyer 19.80. Com 20 anos, o americano Trayvon Bromell é o nome da nova geração e tem 9.84 nos 100m esse ano.

Nos 400m, o melhor tempo do ano é de Isaac Makwala, de Botsuana, mas o campeão olímpico Kirani James vem logo atrás com 43.95. LaShawn Merritt, campeão em 2013, é o melhor americano com 44.36.

Entre as mulheres, os favoritismo ainda é da jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce. Bicampeã olímpica e bi mundial, já completou os 100m este ano em 10.74 e tem a americana English Gardner com 10.79 e a nigeriana Blessing Okagbare com 10.80 na cola.

Allyson Felix

Allyson Felix é a única inscrita a baixar da barreira dos 22s este ano, com 21.98, e na carreira, com incríveis 21.69. Campeã olímpica em Londres, era a favorita também em 2013, mas sentiu uma contusão na final e não terminou. A holandesa Dafne Schippers tem 22.09 este ano e briga por um lugar no pódio. Já na disputa dos 400m, 4 americanas e 3 jamaicanas tem os melhores tempos, apenas com uma atleta de Bahamas no meio. A melhor marca do ano é da americana Francena McCorory com 49.83.

Barreiras/Obstáculos

O francês Pascal Martinot-Lagarde levou tudo ano passado, faturando 5 etapas da Diamond League, mas esse ano ainda não convenceu e chega a Pequim com o 3º tempo de balizamento, 13.06. Melhor que ele o jamaicano Omar McLeod com 12.97 e o americano David Oliver com 12.98, campeão do Pan e atual campeão mundial. Dos 6 melhores tempos nos 400m com barreiras, 5 são de americanos, com Bershawn Jackson liderando com 48.09. Um pódio americano é algo bem possível, mas o porto-riquenho Javier Culson pode estragar. O atual campeão mundial, o trinitino Jehue Gordon ainda não apareceu no ano, e tem apenas 49.22.

Zuzana Hejnova

O pódio dos 100m com barreiras feminino só não será americano se ocorrer um desastre. Sharika Nelvis tem 12.34 no ano e é a favorita. Jasmin Stowers surpreendeu o mundo com 12.35 no início do ano, mas foi apenas 5ª nas seletivas americanas e não estará no Mundial! A atual campeã Brianna Rollins e a veterana Dawn Harper podem completar o pódio. A britânica Tiffany Porter pode surpreender. Nos 400m com barreiras, a americana Shamier Little já correu duas vezes abaixo de 54s esse ano, mas de olho mesmo na checa Zuzana Hejnová, que volta de contusão e venceu as últimas 3 etapas da Diamond League e quer defender seu título mundial.

Jairus Birech correu em Paris esse ano 7:58.83 nos 3.000m com obstáculos e lidera a armada queniana, que ainda tem o campeão mundial e olímpico Ezekiel Kemboi. Os americanos tem ótimos tempos no ano, mas não costumam surpreender nesta prova, não. No feminino, a tunisiana vice-campeã olímpica Habiba Ghribi vem com o melhor tempo do ano, 9:11.28, obtido na etapa de Monaco em julho, mas tem como fortes adversárias as quenianas e a etíope Hiwot Ayalew.