Arthur Nory faz história e é campeão mundial!

Estava um mundial cheio de emoções distintas para o Brasil.

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Foto: Ricardo Bufolin

Primeiro Jade Barbosa se machucou, aí o Brasil não conseguiu vaga olímpica por equipes no feminino, mas Flávia Saraiva pegava pela 1ª vez na carreira vaga em 3 finais individuais. Os meninos ficaram em 3º no 1º dia de qualificação, aí foram caindo com as apresentações do 3º dia, mas conseguiram a vaga para Tóquio. Flávia foi 7ª no individual geral, Caio Souza 13º, só que no sábado, Arthur Zanetti ficou sem medalha.

Aí veio o domingo, com 3 finais pro Brasil. Flávia Saraiva foi a última a entrar na final da trave, mas caiu no meio da prova. Ainda assim, fez uma ótima apresentação tirando 13,400. Caso não tivesse caído, tiraria no mínimo 14,400, que lhe daria o bronze. Depois veio a dramática final do solo, onde ele foi lindíssima, mas com 13,966 acabou numa frustrante 4ª posição. A comissão técnica pediu revisão, que foi rejeitada.

Para fechar o Mundial, a sempre espetacular final da barra fixa, que começou o campeão mundial de 2017, o croata Tin Srbic tirando 14,666. Em seguida veio Tang Chia-hung, de Taiwan, o melhor na quali com 14,933, mas ele sofreu uma queda e tirou apenas 12,766. O russo Artur Dalaloyan, dono de 3 ouros nesse Mundial, foi muito bem com 14,533. Em seguida veio Arthur Nory.

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Foto: Ricardo Bufolin

Bronze no solo no Rio-2016, Nory tinha ficado em 4º no Mundial de 2015. Após lesões nos membros inferiores, Nory focou nesta prova e o resultado apareceu. Após a prata no Pan de Lima, o brasileiro foi muito seguro e fez uma apresentação espetacular, com pouquíssimos erros de execução e tirou um incrível 14,900. Restando 3 atletas, veio a tensão. O japonês Daiki Hashimoto tirou 14,233 e o brasileiro garantia o bronze. Quando o australiano Tyson Bull caiu, a prata estava no colo do brasileiro. Para fechar a prova, o forte americano Sam Mikulak, que mudou sua série para aumentar a dificuldade (6,300, igual a do brasileiro), mas cometeu muitos erros de execução e acabou na 5ª colocação com 14,066.

Nory se tornou apenas o 6º brasileiro a medalhar em um Mundial de ginástica artística. O Brasil chegou a 14 medalhas, sendo 5 de ouros, 5 de prata e 4 de bronze:
Diego Hypolito: 🥇🥇🥈🥉🥉
Arthur Zanetti: 🥇🥈🥈🥈
Arthur Nory: 🥇
Daiane dos Santos: 🥇
Daniele Hypolito: 🥈
Jade Barbosa: 🥉🥉

Brasil em busca de vagas olímpicas na ginástica artística

Começou nesta sexta em Stuttgart o Mundial de ginástica artística, que dará a maioria das vagas olímpicas do esporte para Tóquio.

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Para conseguir as vagas, o Brasil precisa ser top-12 na qualificação (são 9 vagas em jogo, sendo que as 3 equipes medalhistas no Mundial de 2018 já estão garantidas em Tóquio e muito provavelmente ficarão novamente no top-12 neste

No masculino, o Brasil chega com uma ótima equipe e deve conseguir tranquilamente uma das vagas. A equipe tem Arthur Nory, Arthur Zanetti, Caio Souza, Francisco Barretto e Lucas Bittencourt, praticamente a mesma equipe ouro no Pan de Lima. Já no feminino, o Brasil sente a falta de Rebeca Andrade, mas tem Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Thaís Fidelis, Lorrane Oliveira e Letícia Costa. Com praticamente essa equipe, o Brasil foi bronze no Pan com 158,550 sem nenhuma reserva, já que Jade foi poupada, e com uma passagem desastrosa na trave.

Nesta sexta tivemos o 1º dia da qualificação feminina com 12 das 24 equipes participantes competindo. A China (que já tem vaga) fechou o dia em 1º lugar com 169,161, seguida de França (166,713), Canadá (162,922) e Alemanha (161,897). Se o Brasil repetir a pontuação do Pan, o Brasil ficaria em 6º nesta sexta-feira, brigando por uma das últimas vagas.

A equipe feminina compete na última subdivisão deste sábado, ao mesmo tempo que os Estados Unidos. Já os homens estão na subdivisão 4, a última a se apresentar no domingo. Na torcida!

Prata nas argolas na estreia do Mundial Jr

É até estranho que até este ano um mundial Jr de ginástica artística nunca tenha sido realizado. Temos mundiais de base de ginástica de trampolim, de aeróbica e de acrobática, mas não de artística ou rítmica. E ambos começam este ano.

A 1ª edição do Mundial Jr de Ginástica Artística rolou na semana passada na cidade húngaro de Gyor foi de altíssimo nível e mostrou ao mundo novos nomes da modalidade e outros que já brilharam, principalmente no ano passado nos Jogos Olímpicos da Juventude. A qualificação valeu como final do individual geral e das equipes.

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Pódio das argolas com Diogo Soares com a medalha de prata. Foto: FIG

O Brasil enviou equipe completa e teve Diogo Soares como seu maior destaque. Dono de duas medalhas no YOG de Buenos Aires-2018, Diogo pegou 3 finais por aparelhos, nas argolas, salto e barra fixa e vinha muito bem no individual geral, mas não foi brilhante no solo e caiu duas vezes no cavalo com alças, o último aparelho em que se apresentou. Ainda assim foi 10º com 77,989. Patrick Sampaio terminou em 20º no individual com 77,090 e João Vieira conseguiu vaga na final do salto.

Diogo fez ótima prova nas argolas e terminou com a prata com 13,500, atrás apenas do canadense Felix Dolci, prata no YOG, com 13,600. Diogo ainda foi 5º no salto com 13,749 e 6º na barra fixa com 13,266. João acabou em 6º na final do salto com 13,716.

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Takeru Kitazono (JPN). Foto: Getty Images

O destaque no masculino foi a equipe do Japão, que venceu por equipes com 162,74 contra 159,828 da Ucrânia e 159,179 da Itália. O Brasil terminou em 10º com 155,647. Os japoneses ficaram com as 3 primeiras colocações no individual geral com Shinnosuke Oka com 80,674, Ryosuke Doi 80,447 e Takeru Kitazono 80,264, mesma nota do ucraniano Illia Kovtun. Mas como apenas 2 por país eram considerados na final do individual, Kovtun foi bronze e Kitazono ficou sem medalha. Vale lembrar que o Kitazono dominou o YOG, saindo com 5 ouros: individual geral, solo, argolas, barras paralelas e barra fixa. No Mundial, levou ouro no cavalo com alças e nas paralelas.

Entre as mulheres, as russas desbancaram com facilidade os Estados Unidos. Elas somaram 111,654 contra 109,380 das americanas, que só ficaram com o bronze, atrás também da China com 109,497. No individual geral, Viktoria Listunova foi ouro com 55,323 e Vladislava Urazova fez a dobradinha russa com 55,298. A chinesa Ou Yushan completou o pódio com 54,931. Julia Soares foi 15ª com 50.365 e Christal Bezerra 20ª com 50,066. Por equipes, o Brasil acabou em 7º lugar com 102,231.

Julia Soares só conseguiu vaga na final da trave, terminando em 7º com 12,366 após uma queda. Nos aparelhos, as russas saíram com 3 ouros: Listunova levou o solo, Urazova as assimétricas e Elena Gerasimova a trave. Apenas no salto deu Estados Unidos com Kayla DiCello.

Ginástica feminina brilha em Cottbus

Foi uma etapa da Copa do Mundo de ginástica bem interessante na cidade alemã de Cottbus.

Rebeca Andrade, BRA - WCH Doha 2018, Oct30

Rebeca Andrade. Foto: CBG

As meninas brilharam subindo no pódio dos 4 aparelhos, totalizando 3 ouros e 3 pratas! Rebeca Andrade foi o destaque do Brasil no torneio, com ouro no salto com 14,728 (execução de 9,466 e 9,491 na final!) e na trave com 13,766 e prata nas assimétricas com 14,500. Flávia Saraiva levou o solo com 14,100 e foi prata na trave com 13,266 e Jade Barbosa fechou com prata no solo com 13,550.

O que nos deixa muito animado foi ver as notas das meninas em comparação com o Mundial de Doha, alguma semanas atrás. Com essas notas, Rebeca seria prata no salto, bronze na trave e 4ª nas assimétricas. E a Flavinha seria prata no solo. Claro que em um Mundial as exigências são muito maiores e os árbitros mais detalhistas, mas ainda assim foram excelentes notas. A única prova que não foi vencida pelas brasileiras foi as assimétricas, onde a belga campeã mundial Nina Derwael venceu com 15,100 (no Mundial fez 15,200).

Foi muito legal ver a integração das meninas com Valeri e Nastia Liukin. Ele é o novo técnico da seleção feminina e já podemos ver uma evolução espetacular. Campeã olímpica em Pequim-2008 no individual geral, Nastia Liukin virou tiete e postou tanta coisa nas redes sociais que já está virando brasileira!

Já no masculino, apenas uma final, com Arthur Nory, que terminou em 7º na barra fixa com 13,033, em prova vencida pelo campeão mundial Epke Zonderland com 14,866.

Boletim Rumo a Tóquio-2020 #4

Nas últimas semanas mais dois eventos definiram vagas olímpicas para Tóquio-2020: o Mundial de Ginástica Artística em Doha e o Campeonato das Américas de Tiro, em Guadalajara.

Ginástica Artística

Eram 3 vagas por equipe em jogo por gênero.

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Simone Biles no Mundial de Ginástica em Doha. Foto: Karim Jaafar/AFP

Na final masculina, a China ficou com o ouro com 256,634, muito pouco a frente da equipe da Rússia, com 256,585. A espetacular nota de 16,200 de Zou Jingyuan nas barras paralelas ajudaram e muito o título chinês. Com 253,744 o Japão, atual campeão olímpico e defensor do título mundial, ficou com o bronze, garantindo a 3ª vagas olímpica.

No feminino, mesmo sem uma Simone Biles inspirada e que colocou a mão na trave para se equilibrar, os Estados Unidos venceram novamente com muita folga. As americanas somaram 171,629 colocando quase 9 pontos a frente da Rússia, com 162,863. A última vaga foi pra China, bronze com 162,396. Cada equipe garante 4 vagas pros Jogos e pode até conseguir mais, caso um atleta que não esteve nesse Mundial lidere a Copa do Mundo 2019-2020.

Masculino: China (4 vagas), Japão (4), Rússia (4)
Feminino: China (4 vagas), Estados Unidos (4), Japão (1), Rússia (4)

Tiro

Foram 14 vagas em jogo no Campeonato das Américas, disputado em Guadalajara, no México, 2 na fossa masculina, 2 na feminina e 1 para cada uma das outras 10 provas individuais.

Os americanos faturaram 8 vagas e só não levaram mais porque já tinham conseguido o máximo na fossa feminina. Estados Unidos ficou com as vagas nas seguintes provas: rifle de ar 10m masculino, rifle 3 posições 50m masculino, pistola de ar 10m masculina, skeet masculino, rifle de ar 10m feminino, rifle 3 posições 50m feminino, pistola 25m feminina e fossa feminina.

Outros 6 países conseguiram uma vaga no torneio: Cuba na pistola de fogo rápido 25m masculina, Peru na fossa masculina, México na fossa masculina, Canadá na pistola de ar 10m feminina, Guatemala na fossa feminina e Chile no skeet feminino.

O Brasil ficou muito perto da vaga na pistola de fogo rápido 25m, onde Emerson Duarte foi prata, e na pistola de ar 10m masculina, onde Philipe Severo foi bronze.

Rifle de ar 10m masculino: CHN, CRO (2), JPN, RUS, USA
Rifle 3 posições 50m masculino: CHN, JPN, NOR, POL, USA (2)
Pistola de ar 10m masculina: JPN, KOR (2), RUS, UKR, USA
Pistola de fogo rápido 25m masculina: CHN (2), CUB, FRA, JPN, RUS
Fossa masculina: AUS, ESP, JPN, KUW, MEX, PER, SVK
Skeet masculino: FRA, ITA, JPN, NOR, USA (2)
Rifle de ar 10m feminino: IND (2), JPN, KOR (2), USA
Rifle 3 posições 50m feminino: CRO, GBR, GER, JPN, RUS, USA
Pistola de ar 10m feminina: CAN, CHN, GRE, JPN, KOR, SRB
Pistola 25m feminina: GER, JPN, TPE, RUS, UKR, USA
Fossa feminina: AUS, CHN, GUA, ITA, JPN, SVK, USA
Skeet feminino: CHI, JPN, SVK, RUS, USA (2)

Quotas

750 vagas já estão definidas e 49 países já estão classificados.

Entraram para a lista 4 novos países por conta das vagas no tiro: Chile, Cuba, Guatemala e México.

As equipes com pelo menos 10 vagas são:

Japão – 390
Estados Unidos – 53
Rússia – 26
China – 25
Brasil – 23
Grã-Bretanha – 22
Austrália – 18
Itália – 16
Alemanha – 15
França – 15
Nova Zelândia – 13
Holanda – 12
Espanha – 10
Suécia – 10

Teremos ainda este ano mais 3 competições classificatórias para Tóquio-2020: Copa das Nações Feminina da Oceania, que termina em 1º de dezembro, e os campeonato femininos de handebol da Europa e da África, que acabam no meio de dezembro.

Mundial de Ginástica Artística – Dias 7 e 8

A decisão da final do individual geral masculina foi para os critérios de desempate! Isso porque o russo Artur Dalaloyan e o chinês Xiao Ruoteng, que defendia o ouro, empataram com 87,598! Pro desempate, somam-se as 5 melhores notas e o russo teve 74,198 contra 73,465 do chinês.

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Os dois começaram no solo, com Dalaloyan brilhando com 14,800, 2ª melhor nota da final atrás apenas do japonês Kenzo Shirai, com 14,900. Ruoteng fez 14,133. No cavalo com alças, foi a vez do chinês brilhar com 14,700, 2º do dia, contra 13,400 do russo. Nas argolas, Dalaloyan foi o melhor da final com 14,533 contra 14,333 do chinês. No salto, Dalaloyan 15,133 e Ruoteng 14,866. Nas paralelas, o russo marcou 15,566 contra 15,333. A diferença dos dois antes da barra fixa era de apenas 0,067! Dalaloyan foi antes e fez 14,166 e o chinês, último a se apresentar, marcou 14,233, dando o empate.

O russo Nikita Nagornyy ficou com o bronze com 86,331, com destaque para 14,500 nas argolas e 14,733 no solo. O americano Sam Mikulak brigava por medalha, mas sofreu a queda na barra, seu melhor aparelho, e terminou em 5º. Caio Souza começou mal no cavalo com alças com 11,700, sofrendo a queda. Foi melhor nas argolas com 13,933 e bem no salto com 14,616. Nas paralelas, tirou médios 14,383 e foi bem na barra fixa com 13,600. Fechando no solo, foi mal com 13,566, somando 81,798, terminando no bom 13º lugar.

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Já a decisão feminina deu o esperado, com o ouro para Simone Biles. Mas com 2 quedas, não brilhou novamente. A americana de outro planeta começou no salto, caindo quase sentada, mas mesmo assim tirou 14,533, 6ª melhor nota da final. Nas assimétricas, se recuperou com ótimos 14,725, 2ª melhor atrás apenas da belga Nina Derwael com 15,100. Na trave, nova queda pra americana, que tirou 13,233. No solo, chegou a pisar fora, mas obteve espetaculares 15,000 para levar o ouro com 57,491. A prata foi pra japonesa Mai Murakami, que brigava ponto a ponto com a americana Morgan Hurd, que defendia o título. Hurd chegou a cair na trave, deixando a japonesa encostar. No solo, Murakami fez 14,000 contra 13,866 de Hurd, garantindo a prata com 55,798 e deixando o bronze pra americana com 55,732. Derwael foi 4ª com 55,699, principalmente graças à sua espetacular prova nas assimétricas.

Flavia Saraiva, BRA - WCH Doha 2018, Nov1

Flávia Saraiva na final do individual geral. Foto: CBG

Flávia Saraiva começou nas barras, tirando apenas 13,000. Na trave, fez uma boa série, mas sem brilho para tirar 13,000, muito abaixo do seu potencial. Se recuperou com um ótimo 13,833 no solo e fechou com 14,533 no salto, para somar 54,366 e terminar em 8º. Jade Barbosa acabou em 15º no geral com 52,866, sofrendo uma queda no solo.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 6

Sem nenhuma ameaça, o ouro por equipe feminino ficou com os Estados Unidos. Mesmo sem uma performance brilhante de Simone Biles, as americanas sobraram na decisão para faturar novamente o título mundial pela 4ª vez seguida.

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Elas começaram no salto e Biles marcou 15,500 com um espetacular 9,500 de execução. Morgan Hurd fez 14,633 e Grace McCallum 14,533. Nas assimétricas, 14,866 para Biles, 14,500 para Riley McCusker e 14,433 para Hurd. Na trave, queda de Biles, que colocou a mão no aparelho para não cair e tirou “apenas” 13,733, mesma nota de McCusker e Kara Eaker ficou com 14,333. Para fechar no solo, Hurd foi mal com 12,966 e McCallum tirou 13,633. Biles fechou de maneira brilhante com 14,766 e a equipe somou 171,629, quase 9 pontos acima da equipe da Rússia, medalha de prata.

As russas começaram mal no salto, tirando duas notas 13, mas foi se recuperando com ótimas apresentações nas assimétricas (14,500 de Aliya Mustafina) e uma passagem correta na trave, mas ficaram devendo no solo. Enquanto isso, a China foi pro último aparelho precisando tirar 3,5 das russas no salto, enquanto Mustafina e companhia iam pro solo, mas não foi o suficiente. A Rússia somou 162,863 contra 162,396 das chinesas, que perdera a prata na trave, com 2 quedas.

Rebeca Andrade, BRA - WCH Doha 2018, Oct30

Rebeca Andrade na final por equipes. Foto: CBG

O Brasil começou ok na trave, com uma queda de Jade Barbosa (11,466) e boas passagens de Flávia Saraiva (13,600) e Rebeca Andrade (13,300). No solo, fomos a 2ª melhor equipe da final, com 13,800 da Flavinha, 13,233 de Thais Fidelis e 13,100 de Jade. No salto, boas notas com 14,633 de Rebeca, 14,600 de Jade e 14,433 da Flávia. Nesse momento, o Brasil brigava por um 4º lugar com o Canadá e até sonhava com um bronze. Mas fechar nas assimétricas tirou toda a esperança. Com notas bem baixas incluindo uma fraca apresentação de Jade (12,233 com 6,433 de execução), 12,966 de Rebeca e 12,466 de Flávia, o Brasil terminou em 7º com 159,830, ficando a frente apenas da Alemanha.

EUA, Rússia e China já garantiram as primeiras vagas olímpicas no feminino para Tóquio, 4 vagas para cada.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 5

Foi uma grande final por equipes masculinas, decidida realmente na última nota, que deu o ouro para a China por uma margem ínfima!

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China é ouro. Foto: Divulgação

China e Rússia foram as melhores na quali e começaram juntas no solo. Enquanto a Rússia deu um show com Artur Dalaloyan (14,666) e Nikita Nagornyy (14,600), a China errava com Xiao Ruoteng (12,666), mas Deng Shudi (14,166) e Lin Chaopan (13,966) ajudavam a equipe. No cavalo com alças os chineses se recuperavam com 14,666 de Zou Jingyuan. e a Rússia levava duas quedas, uma delas do Nagornyy. Nas argolas, os 3 russos tiraram mais que 14,500 e abriram vantagem de 1,786. No salto, mais uma ótima participação russa com 15,066 de Dalaloyan e 15,033 de Nagornyy.

A virada veio no melhor aparelho chinês, as barras paralelas. Deng Shudi fez 14,800 e Lin Chaopan 15,133, mas Zou Jingyuan foi absolutamente espetacular para tirar inacreditáveis 16,200, com 9,200 de execução! Enquanto isso dois russos faziam por volta de 14,700 enquanto Dalaloyan caiu e tirou 13,800. Os chineses saíram de uma desvantagem de 1,919 para 0,948 de vantagem.

O drama veio na barra fixa. Sun Wei abriu com 14,200 enquanto David Belyavskiy tirava 13,700. Lin Chaopan fez 13,700 e Dalaloyan 13,966. A vantagem chinesa aumentou para 1,182. Fechando, Xiao Ruoteng caiu e tirou apenas 12,600 para desespero chinês. Encerrando pra Rússia, o seu principal ginasta, Nikita Nagornyy, que precisava de 13,783 para ser ouro. E ele tirou 13,733! Numa final emocionante, a China venceu com 256,634, apenas 0,049 a mais que a Rússia. Foi a 1ª medalha russa na equipe masculina em Mundiais desde 2006. E o 11º ouro chinês nos 13 últimos mundiais.

O Japão ficou com o bronze com 253,744, com destaque para uma excelente passagem na barra fixa, mas uma queda no solo de Wataru Tanigawa e nas paralelas de Yusuke Tanaka tiraram os campeões olímpicos e mundiais da disputa do ouro. Os americanos não fizeram uma boa passagem nas argolas e algumas quedas os deixaram em 4º com 251,994.

O Brasil começou muito bem nas argolas com 42,899, sendo 15,033 de Arthur Zanetti, que repetiu a nota da qualificação. Mas o salto nos atrapalhou demais, pois os 3 brasileiros pisaram foram e tiveram descontos. Nas paralelas, 3 provas ruins. Mas na barra o Brasil se recuperou com 14,200 de Arthur Nory e 13,800 de Francisco Barretto. O Brasil foi o 2º melhor país nas argolas e na barra. No solo, que tinha sido um desastre na quali, a equipe evoluiu muito. Nory fez 14,166, Caio Souza 13,900 e Zanetti 13,866.

Francisco Barreto, BRA - WCH Doha 2018, Oct29

Francisco Barretto. Foto: CBG

Neste momento, o Brasil disputava o 5º lugar com a Grã-Bretanha, mas vinha o temido cavalo com alças. Barretto fez 13,666 e Lucas Bitencourt 12,633 enquanto os britânicos marcavam 13,300 e 11,966. O último ginasta a entrar foi Nory, que sentiu muito a pressão, caiu duas vezes e tirou uma nota absolutamente horrorosa, a pior de toda a final, com apenas 9,600. A Grã-Bretanha fechou com Max Whitlock, que brilhou com 15,233, a melhor nota do aparelho na final. Os britânico somaram 248,628 e o Brasil 243,994. Só que a nota do Nory foi tão ruim que a Suíça passou o Brasil para terminar em 6º. Ainda assim, uma excelente final brasileira, que precisa melhorar no cavalo e nas paralelas se quiser realmente brigar por medalha em Tóquio.

Com as medalhas, China, Rússia e Japão também garantiram 4 vagas para Tóquio-2020.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 4

No encerramento da qualificação feminina, a China (165,497) e a Rússia (165,196) foram muito próximas e assumiram o 2º e 3º lugares por equipe, mas ainda bem longe das imbatíveis americanas, com 174,429.

Flavia Saraiva, BRA - WCH Doha 2018, Oct28

Flávia Saraiva. Foto: CBG

O Brasil fez uma ótima campanha e conseguiu o 5º lugar na qualificação com 162,529, mas poderia ter sido melhor. Justamente nosso melhor aparelho da atualidade, a trave, foi o nosso pior, com muitas quedas. Flávia Saraiva terminou o individual geral em 10º com 53,999 e pegou a final, assim como Jade Barbosa, 20ª com 52,733. Flavinha foi 10ª mesmo com quedas na trave e nas assimétricas.

E foi com ela a única vaga em final por aparelhos. Flavinha fez a 5ª nota no solo com 13,900 e está na briga por medalha. A alienígena Simone Biles ficou em 1º no aparelho com 15,333, mas a diferença entre a 2ª colocada, a japonesa Mai Murakami, e a brasileira é de apenas 0,200. O 2º melhor resultado por aparelho foi de Rebeca Andrade nas assimétricas. Ele tirou 14,333 e terminou em 10º, bem perto da final.

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Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Thais Fidelis. Foto: CBG

Após 11 anos, o Brasil volta a uma final por equipe no feminino e com ótimas chances de medalhar.

Biles terminou como 1ª no geral com 60,965, no solo com 15,333, no salto com 15,666 e na trave com 14,800. A belga Nina Derwael foi a melhor nas assimétricas com 15,066 com Biles em 2º 14,866.

Resultados das brasileiras:

Individual Geral:
10ª – Flávia Saraiva – 53,999
20ª – Jade Barbosa – 52,733

Salto:
Nenhuma brasileira fez dois saltos

Barras Assimétricas:
10ª – Rebeca Andrade – 14,333
34ª – Jade Barbosa – 13,333
37ª – Lorrane Oliveira – 13,166
64ª – Flávia Saraiva – 12,400

Trave:
17ª – Flávia Saraiva – 13,233
52ª – Rebeca Andrade – 12,633
72ª – Lorrane Oliveira – 12,066
97ª – Jade Barbosa – 11,700

Solo:
5ª – Flávia Saraiva – 13,900
19ª – Jade Barbosa – 13,200
22ª – Thais Fidelis – 13,133
28ª – Lorrane Oliveira – 13,033

Mundial de Ginástica Artística – Dia 3

A quali feminina começou neste sábado com 6 grupos e um show dos Estados Unidos, liderados por uma inacreditável Simone Biles.

As americanas terminaram o dia com 174,429 por equipe, milhas a frente do Japão, que ficou em 2º lugar com 162,180, da Alemanha em 3º com 161,071 e da Holanda, 4ª com 159,029.

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Simone Biles (USA)

Simone Biles está milênios a frente do resto e terminou em 1º no individual geral com 60,965, sendo 15,966 no salto, 14,866 nas barras assimétricas, 14,800 na trave e 15,333 no solo. E vale lembrar que ela está com uma pedra no rim!

A 2ª melhor do dia foi sua compatriota Morgan Hurd, atual campeã mundial, com 56,465 (14,600 salto, 14,466 barras, 13,466 trave e 13,933 solo). A japonesa Mai Murakami ficou em 3º com 55,632 e a belga Nina Derwael em 4º com 55,564.

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No salto, Biles ficou com média de 15,666, a sul-coreana Yeo Seojeong foi a 2ª com 14,483 e a veteraníssima Oksana Chusovitina foi a 3ª com 14,200. Nas barras, a melhor nota foi de Derwael com 15,066 com Biles em 2º com 14,866 e a alemã Elisabeth Seitz em 3º com 14,566.

Na trave, Biles na frente com 14,800, a americana Kara Eaker 2ª com 14,466 e a holandesa campeã olímpica Sanne Wevers com 14,033. E no solo, Biles 15,333 absurdamente a frente do resto. Murakami foi 2ª muito longe com 14,100.

Nunca uma ginasta venceu 5 ouros em um único Mundial, muito menos levou ouro nos 4 aparelhos. Será que a Biles quebra um desses tabus?