Mundial de Atletismo Indoor – Dia 3

Estados Unidos fatura 5 ouros, 4 recordes do campeonato são batidos e o Brasil tem um ótimo dia com sua 1ª medalha em Mundiais de 2018!

Campo

Na sessão matutina, a venezuelana Yulimar Rojas confirmou o favoritismo para levar o ouro no salto triplo. Mas quem liderou por boa parte da prova foi a jamaicana Kimberly Williams, marcando 14,37m na 1ª, 14,41m na 2ª e 14,48m na 3ª. Rojas vinha se aproximando com 14,27m na 3ª, melhorou para 14,36m na 4ª e, na 5ª, voou para 14,63m, melhor salto de 2018. Williams fez mais dois saltos acima de 14,30m, mas não ultrapassou a campeã mundial e vice olímpica Rojas. A espanhola Ana Peleteiro quase ficou de fora das top8, mas na 3ª tentativa fez 14,18m, jogando a brasileira Núbia Soares para 9ª com 14,00m, a tirando dos 3 saltos finais. Peleteiro ainda melhorou para 14,40m e levou o bronze.

No arremesso de peso masculino, o neozelandês Tomas Walsh mostrou que não veio pra brincadeira marcando excepcionais 22,13m no 1º salto, recorde da Oceania e melhor marca do ano. Ele igualou a marca na 3ª tentativa. O brasileiro Darlan Romani fez 21,23m, recorde sul-americano, e se colocou em 2º lugar. Na 4ª tentativa, o alemão David Storl e o checo Tomas Stanek fizeram 21,44m, jogando o brasileiro para 4º lugar. O brasileiro não conseguia melhorar até no último arremesso, quando fez 21,37m, novamente recorde continental, mas não o suficiente para levá-lo ao pódio. Storl ficou com a prata por ter um 2º melhor arremesso melhor que o do checo. Já com o ouro, Walsh conseguiu melhorar mais uma vez, marcando 22,31m para levar seu 3º título mundial seguido (indoor 2016, outdoor 2017 e indoor 2018).

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Almir dos Santos. Foto: IAAF

Já na sessão noturna, o salto triplo masculino foi emocionante. O brasileiro Almir dos Santos chegou com a melhor marca do ano, 17,37m. No 1º salto, o português Nelson Évora, campeão olímpico de 2008, liderava com 17,14m. No 2º, o brasileiro assumiu a ponta com 17,22m e o cubano que compete pelo Azerbaijão Alexis Copello foi pro 2º lugar com 17,17m. No 3º salto, Évora marcou 17,40m, para ir pra liderança e com o melhor salto de 2018. Mas na 4ª tentativa, o americano Will Claye, prata em Londres-2012 e no Rio-2016, marcou 17,43m para pular pra liderança e jogar o brasileiro pro 3º lugar. No 4º salto, Almir voou para 17,41m, sua melhor marca pessoal, ficando a apenas 2cm do americano, que vinha fazendo uma ótima sequencia, marcando 17,35m e 17,31m. Nem o brasileiro nem o português melhoraram a Claye ficou com o título, enquanto Almir levou a medalha de prata, a 15ª do Brasil em Mundiais Indoor!

No salto com vara feminino, a disputa ficou entre a americana Sandi Morris e a russa Anzhelika Sidorova. Mas Morris soube passar no momento decisivo pra levar o ouro. Em 4,70m, a russa passou de 1ª enquanto Morris foi de 2ª. Em 4,80m, Sidorova novamente passou de 1ª enquanto a americana apenas na 3ª. Em 4,85m, Morris errou e Sidorova foi na 1ª. Nesse momento, a grega Katerina Stefanidi vinha empatada em 2º com a americana e também errou a 1ª em 4,85m. Como a russa passou na 1ª, as outras duas foram obrigadas a ir direto para 4,90m, com apenas duas chances. E aí veio o brilho de Morris, passando na 2ª enquanto a russa passou na 3ª e a grega errou, ficando com o bronze. Em 4,95m, Sidorova errou as 3 enquanto Morris, já com o ouro, passou na 3ª. Ela ainda tentou 5,04m, que seria o recorde mundial indoor, mas não conseguiu.

No encerramento do heptatlo masculino, a disputa seguiu entre o canadense Damian Warner e o francês Kevin Mayer. Nos 60m com barreiras, Warner foi o melhor com 7.67 (1066) seguido de Mayer com 7.83 (1025) e diminuiu para apenas 4 pontos a vantagem do francês. No salto com vara, os dois fora mal, mas Mayer com 5,00m (910) abriu 34 pontos pro Warner com 4,90m (880). O holandês Eelco Sintnicolaas e o estoniano Maicel Uebo fizeram 5,30m (1004). Pra fechar, os 1.000m. Warner bem que tentou abrir pra tirar a diferença. Ele venceu a série com 2:37.12 (906), mas Mayer completou em 2:39.64 (877) e o francês venceu com 6348 contra 6343 do canadense! O estoniano Uibo ficou com o bronze com 6265.

Pista

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Chris Coleman vencendo os 60m. Foto: IAAF

Depois de bater o recorde mundial no início de fevereiro, o americano Chris Coleman confirmou o favoritismo para levar os 60m com 6.37, recorde do campeonato e apenas 0.03 pior que o WR. O chinês Su Bingtian ficou com a prata com 6.42, recorde asiático, e o americano Ronnie Baker completou o pódio com 6.44. Só num Mundial indoor para vermos mais um chinês em 4º e um iraniano em 5º numa prova de velocidade.

Nos 800m, o polonês Adam Kszczot, bicampeão europeu em pista aberta na prova, venceu com 1:47.47, com o americano Drew Windle em 2º com 1:47.99 e o espanhol Saul Ordoñez no bronze com 1:48.01. Windle havia sido desclassificado por obstrução, mas venceu o recurso e teve a prata confirmada.

Dobradinha americana nos 400m feminino com Courtney Okolo, que sobrou com 50.55, e Shakima Wimbley 51.47. A britânica Eilidh Doyle completou o pódio com 51.60. Na decisão masculina, o checo Pavel Maslak conquistou o tricampeonato indoor com 45.47, seguido do americano Michael Cherry com 45.84 e de Deon Lendore, de Trinidad & Tobago, com 46.37. A final teve duas desclassificações por correrem fora das raias.

A etíope Genzebe Dibaba levou o 2º ouro no Mundial ao vencer os 1.500m com 4:05.27, em uma prova relativamente lenta. O pódio foi o mesmo dos 3.000m, mas as outras medalhistas trocaram de lugar. A britânica Laura Muir foi prata com 4:06.23 e a holandesa Sifan Hassan bronze com 4:07.26. Nos 60m com barreiras feminino, mais uma dobradinha americana, o 5º ouro do Estados Unidos no sábado, com Kendra Harrison vencendo com 7.70, recorde do campeonato, e Christina Manning prata com 7.79. A holandesa Nadine Visser completou o pódio com 7.84.

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Mundial de Atletismo Indoor – Dia 1

Apenas 3 provas no 1º dia de disputas do Mundial Indoor de Atletismo em Birmingham, Grã-Bretanha. E foi com domínio russo no salto em altura!

Campo

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Danil Lysneko (RUS). Foto: Getty Images

A final do salto em altura masculino foi totalmente dominada pelo russo Danil Lysenko e pelo qatari Mutaz Essa Barshim, assim como tinha sido no mundial de Londres em 2017. Os dois foram perfeitos, passando sem na 1ª tentativa nas alturas iniciais, em 2,20m, 2,25m, 2,29m e 2,33m. Neste momento, eles já estavam sozinhos na prova. Em 2,36m, os dois foram errando. Barshim errou as 3 e parecia que teríamos um empate, mas na 3ª tentativa, Lysenko conseguiu um belíssimo salto e passou em 2,36m, para garantir o ouro na prova. O alemão Mateusz Przybylko fez uma prova bem suja, errando bastante, mas passou em 2,29m na 2ª chance e levou o bronze, enquanto o americano Erik Kynard só passou na 3ª tentativa e acabou em 4º.

No salto em altura feminino, a russa Mariya Lasitskene sobrou demais. Sem erros, foi a única a passar em 1,96m e garantir o ouro com folga. Foi pra 2,01m e passou na 2ª tentativa, depois tentou 2,07m, que seria o 2º melhor salto da história, mas não conseguiu. Três atletas passaram na 2ª chance em 1,93m, mas a americana Vashti Cunningham ficou com a prata por ter menos erros na provas. A italiana Alessia Trost foi bronze, também com 1,93m, mas com 2 erros em toda a prova e ficou a frente da britânica Morgan Lake, com 3 erros e o 4º lugar.

Pista

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Genzebe Dibaba (ETH). Ao fundo, Laura Muir (GBR) e Sifan Hassan (NED). Foto: Getty Images

Na única prova de pista do dia, o ritmo começou bem devagar nos 3.000m feminino. Mas no último quilometro, a etíope Genzebe Dibaba disparou para levar o ouro com 8:45.05 e faturar o tricampeonato mundial indoor da prova. Ela fez o suficiente para segurar o ouro, deixando a holandesa Sifan Hassan com a prata com 8:45.68 e a britânica Laura Muir com o bronze com 8:45.78, as 3 bem a frente do resto. Campeã mundial em 2017 nos 5.000m e prata no Rio-2016, a queniana Hellen Obiri ficou em 4º com 8:49.66.

Mundial de Atletismo – Dia 1

Cinco anos após os Jogos de Londres, o Estádio Olímpico recebe novamente os melhores do mundo no atletismo para um mundial que marca a despedida de Usain Bolt. Nesta sexta-feira, apenas uma final e a estreia do jamaicano.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Em sua despedida das pistas, Mo Farah fez mais uma vez história em casa. O somali que cresceu em terras britânicas fez aquilo que sabe melhor. Passou praticamente toda a corrida no fundo do pelotão, não deixando os africanos abrirem. Faltando duas voltas, assumiu a liderança e forçou o sprint para vencer pela 3ª vez seguida a prova em Mundiais com 26:49.51, melhor marca do mundo em 2017! Foi o 6º título mundial de Farah. Joshua Kiprui Cheptegei, de Uganda, ficou com a prata após acelerar na última reta e passar os quenianos completando com 26:49.94. O queniano Paul Tanui foi bronze com 26:50.60.

Pista

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Usain Bolt (JAM)

Usain Bolt estreou na sua última prova individual da carreira. Ele venceu a 6ª bateria da primeira rodada dos 100m com 10.07, soltando bastante nos 20m finais, suficiente para vencer, deixando o britânico James Dasaolu em 2º com 10.13. O melhor tempo da rodada foi do jamaicano Julian Forte, na 3ª bateria com 9.99. Dono do melhor tempo do ano, o americano Christian Coleman venceu a 1ª com 10.01 e Justin Gatlin levou a 5ª com 10.05 após vaias quando foi anunciado.

Nos 1.500m feminino, o melhor tempo veio na 1ª bateria, com a etíope Genzebe Dibaba, prata olímpica. Com 4:02.67, ela deixou a sul-africana Caster Semenya em 2º lugar com 4:02.84. A holandesa Sifan Hassan levou a 2ª eliminatória com 4:08.89 e a queniana Faith Kipyegon a 3ª com 4:03.09.

Campo

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Radek Juska (CZE)

Duas grandes surpresas vieram nas qualificações deste primeiro dia, ambas com americanos envolvidos. Atual campeão olímpico, Jeff Henderson ficou apenas em 17º no salto em distância com 7,84m, muito longe do seu PB de 8,52m, e ficou fora da final. A melhor maca foi do checo Radek Juska, com 8,24m. Oito saltadores conseguiram marca acima de 8,05m, que classificaria diretamente pra final. Único brasileiro a competir nesta sexta, Paulo Sérgio Oliveira fez 7,53m, foi apenas 27º, piorando em 52cm a marca que fez em junho. E ainda não quis falar com a imprensa.

A outra surpresa foi no salto com vara. Campeã olímpica neste mesmo estádio em 2012, a americana Jenn Suhr foi entrar na prova apenas em 4,55m, mas queimou as 3 e foi eliminada. Todas outras favoritas avançaram, como o pódio do Rio-2016 (grega Ekaterini Stefanidi, a americana Sandi Morris e a neozelandesa Eliza McCartney), a cubana Yarisley Silva e a sueca Angelica Bengtsson.

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Robert Harting (GER)

No lançamento de disco masculino, 6 lançaram acima dos 64,50m necessários. Melhor marca do sueco Daniel Stahl com 67,64m, seguido do lituano Andrius Gudzius com 67,01m e do alemão Robert Harting, campeão olímpico neste mesmo estádio, com 65,32m. Também avançaram os poloneses Piotr Malachowski (65,13m) e Robert Urbanek (63,67m) e o estoniano Gerd Kanter (63,61m). Prata no último mundial, o belga Philip Milanov foi 14º com 63,16m, fora da final.

Resumo Rio-2016 -Atletismo: meio-fundo e fundo

1.500m masculino

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Matthew Centrowitx (USA)

Prova bem fraca pro nível esperado. Na 1ª rodada, 2 das baterias foram com bons tempos. Na 1ª, o queniano Asbel Kiprop, um dos favoritos, venceu com 3:38.97 com Ayanleh Souleiman, de Djibuti, em 3º. Na 2ª, vitória do argelino Taoufik Makhloufi com 3:46.82. Na 3ª bateria, o melhor tempo da rodada veio com o checo Jakub Holusa com 3:38.31. A principal ausência nas semifinais foi o norueguês Filip Ingebrigtsen, campeão europeu este ano e desclassificado por obstruir outro atleta. Nas semifinais, prova um pouco mais fracas que as eliminatórias. Kiprop levou a 1ª com 3:39.73 e o queniano Ronald Kwemoi faturou a 2ª com 3:39.42.

Na final, ritmo muito fraco, com ninguém querendo assumir a liderança, que estava com os americanos Matthew Centrowitz e Ben Blakenship. Kiprop, Makhloufi e Souleiman estavam no fundo, só estudando. Primeira volta fraca com 66.83. Na 2ª volta, começou a aparecer o neozelandês Nick Willis, que assumiu a ponta. Mas logo viu o Kiprop ir pra frente e o queniano Ronald Kwemoi cair, mas ele buscou o pelotão, já que o ritmo estava bem fraco, tanto que a 2ª volta foi mais lenta ainda com 69.76. Na 3ª volta, Souleiman começou a crescer e se tornou o novo líder, mas ele manteve o ritmo, sem disparar e com isso Centrowitz passou o africano.Na última volta, o Kiprop apertou o passo para acompanhar o americano, que jogou o queniano para a raia 2, que não aguentou o ritmo do americano e teve que se segurar para que o neozelandês Willis não o passasse, mas 4 atletas o passaram no final. Vitória de Matthew Centrowitz com 3:50.00, seguido do argelino Taoufik Makhloufi com 3:50.11 e do neozelandês Nick Willis com 3:50.24. Foi a primeira vitória de um americano na prova desde Londres-1908 e ainda quebrou uma sequência de 5 ouros africanos na prova. Makhloufi, que havia vencido em Londres, caiu uma posição no pódio e Willis, prata em Pequim, volta ao pódio olímpico.

5.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Na 1ª rodada, o etíope Hagos Gebrhiwet venceu a 1ª bateria com 13:24.65 enquanto o americano Paul Chelimo levou a 2ª com 13:19.54. Aliás, os 10 primeiros da 2ª bateria fizeram tempo melhor que o etíope. Vale observar que os 3 quenianos na prova não avançaram para a final. Entretanto, outros 3 quenianos chegaram à final, mas competindo por outros países: 2 pelos Estados Unidos e 1 por Bahrain.

O britânico nascido na Somália Mo Farah queria completar o duplo-duplo (5.000m e 10.000m), tendo vencido a prova mais longa uns dias antes. A prova começou como esperado, com dois etíopes assumindo a liderança e Farah ficando por último. Mas Dejen Gebremeskel e Gebrhiwet aumentaram o ritmo seguidos do americano Paul Chelimo. Com isso, Farah teve que mudar sua tática e foi pra frente do pelotão antes do esperado. A partir da metade da prova, Farah manteve a liderança e controlava o ritmo, com uma fila indiana atrás dele. Nos últimos 600m, a corrida começou a apertar. Farah segurou a tentativa de Joshua Cheptegei, de Uganda, de abrir, mas aí apareceu o etíope Gebrhiwet, que passou por fora dos outros e por fim passou o britânico, não querendo repetir os 2 últimos mundiais, vencidos por Farah.

O etíope não aguentou e com isso o americano Chelimo forçou e ficou no meio dos dois.Os dois disputaram metro a metro na última volta, mas não alcançavam o britânico. Na última curva, Chelimo foi pra fora tentando passar Farah e Gebrhiwet e quase o conseguiu, mas o britânico aumentou o passo e venceu com 13:03.30. Paul Chelimo foi prata com 13:03.90 e Hagos Gebrhiwet completou o pódio com 13:04.35. Em sua 5ª Olimpíada, o americano Bernard Lagat com 41 anos foi 5º com 13:06.78, batendo o recorde mundial máster.

10.000m masculino

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Mo Farah (GBR)

Sem perder em uma competição importante na distância desde 2011, Mo Farah controlou a prova para levar mais um ouro. O queniano Paul Tanui foi para a frente do pelotão e Mo Farah se manteve lá o fundo, como de costume. Permaneceu no final por mais de 2km de prova. Na 7ª volta, Farah e o americano Galen Rupp se chocaram e o britânico caiu na pista. Levantando-se rapidinho, Farah alcançou o pelotão e se manteve em 4º. Com 4 voltas pro final, 6 atletas se destacavam e Farah assumiu a frente, mas sem disparar, apenas controlando a corrida.

Na última volta, o britânico seguia na frente, mas Tanui apertou para tentar passá-lo. Com 300m pro fim, o queniano abriu e passou Farah, mas na última curva o britânico ligou o turbo e deixou o etíope para trás para vencer com 27:05.17. Tanui foi prata com 27:05.64. Na briga pelo bronze, Rupp viu dois etíopes o passarem quase na chegada, mas Tamirat Tola passou com 27:06.26, apenas 1 centésimo mais rápido que Yigrem Demelash. Com 27:08.92, Rupp cruzou em 5º. Farah se tornou o 6º da história a vencer os 10.000m por duas vezes e o 5º a fazê-lo de maneira seguida. Aliás, foi o 3º atleta consecutivo a fazer a dobradinha, seguindo os mitos Haile Gebrselassie e Kenenisa Bekele.

3.000m com obstáculos masculino

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Conseslus Kipruto (KEN)

Expectativa de mais um pódio dominado pelos quenianos na prova. Mas não foi bem assim. Nas eliminatórias, o americano Hillary Bor venceu a 1ª bateria com 8:25.01 e o quenaino Ezekiel Kemboi, ouro em 2004 e 2012, foi o 3º com 8:25.51, ficando entre os 3 primeiros que passavam automaticamente para a final. Na 2ª bateria, mais um americano na frente: Evan Jager com 8:25.86. Na 3ª, a mais forte das 3, venceu o queniano Conseslus Kipruto com 8:21.40. O forte ritmo foi ótimo pro brasileiro Altobeli da Silva, que fechou em 6º com 8:26.59 e garantiu vaga na final por tempo.

Na final, realizada pela manhã do dia 17 de agosto, Conseslus Kipruto largou na frente e já havia uma fila e não um pelotão na prova. Na 2ª volta, Kipruto apertou e só foi acompanhado pelo americano Evan Jager e abriu-se um buraco na prova. O bicampeão olímpico Kemboi, o queniano campeão de Pequim Brimin Kipruto, Jacob Araptany, de Uganda, e Yemane Haileselassie, da Eritreia, se juntaram e estravam se aproximando dos líderes. Quando, no último obstáculo da 3ª volta, Araptany se desequilibrou e levou um tombo feio. Faltando 2 voltas, mais uma queda, agora com o tunisiano Amor Ben Yahia.

A corrida seguiu da mesma maneira, com Jager na frente até pouco antes do sino da última volta. No penúltimo salto sobre o rio, Kemboi passou na frente, mas no obstáculo seguinte o líder já era Kipruto e os quenianos foram lado a lado. No último salto sobre o rio, Kipruto forçou e um cansado Kemboi ficou para trás, assim, Conseslus Kipruto fechou com 8:03.28, novo recorde olímpico e o ouro. Evan Jager aproveitou o cansaço do outro queniano e o passou na reta final para levar a prata com 8:04.28, enquanto Ezekiel Kemboi passou em 3º. Bem longe, o francês Mahiedine Mekhissi-Benabbad, prata nas últimas 2 Olimpíadas, cruzou em 4º com 8:11.52.

Mas depois da corrida, a equipe da França entrou com um recurso, dizendo que Kemboi pisou fora da pista após um obstáculo. Os árbitros viram o vídeo e confirmaram a desclassificação do queniano. Com isso, o francês herdou o bronze. O brasileiro Altobeli da Silva ficou na ótima 9ª posição com 8:26.30. Kemboi anunciou sua aposentadoria após a corrida. Com a vitória de Kipruto, o Quênia agora tem uma sequencia espetacular de 9 ouros olímpicos seguidos na prova e o francês se torna o 1º atleta a subir 3 vezes seguidas ao pódio da prova.

1.500m feminino

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Faith Kipyegon (KEN)

Na 1ª rodada, sem surpresas, pois mais da metade avançava para as semifinais. O melhor tempo foi da etíope Dawit Seyaum com 4:05.33. Nas semifinais, duas provas de nível bem parecido, com a favorita etíope Genzebe Dibaba fazendo o melhor tempo com 4:03.06. Principal ausência na final seria da americana Brenda Martinez, bronze no mundial de 2013 nos 800m.

Na final, o objetivo era não deixar Genzebe Dibaba escapar. A prova começou muito lenta, com a primeira volta sendo completada em altíssimos 1:16.57, com a etíope indo pro fim da fila. Cansadas do ritmo lento, as atletas aumentaram o passo e com 700m Dibaba e a holandesa Sifan Hassan foram pra frente, mas com o pelotão colado. Quem foi pra disputa com a etíope foi a britânica Laura Muir, com 6 vindo logo atrás. No toque do sino, a queniana Faith Kipyegon chegou ao lado de Dibaba e as duas ficaram lado a lado.

Fatando 200m, Kipyegon disparou deixando a etíope pra trás para vencer com 4:08.92. A briga pelo bronze aumentou atrás com as americanas Jennifer Simpson e Shannon Rowbury, Sifan Hassan e Laura Muir. Na entrada da reta final, Simpson abriu e no sprint final quase ultrapassou Dibaba. A etíope foi prata com 4:10.27 enquanto Simpson pegou o bronze com 4:10.53.

5.000m feminino

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Vivian Cheruiyot (KEN)

Nas eliminatórias, o foco foi todo para a 2ª bateria, mas não pelos tempos das vencedoras, mas sim pelo que aconteceu entre as últimas. A americana Abbey D’Agostino e a neozelandesa Nikki Hamblin se chocaram e ambas caíram. A americana levantou antes e, ao invés de correr, parou para ajudar Hamblin. Um pouco depois, D’Agostino sentiu uma lesão e caiu novamente. Aí foi a vez de Hamblin parar para encorajar a americana a levantar e terminar a corrida. Elas foram as últimas, mas ainda assim os árbitros cederam vagas na final. Além disso, ambas receberam o prêmio de Fair Play pelo Comitê Internacional de Fair Play. O melhor tempo das eliminatórias foi da etíope Almaz Ayana nesta mesma bateria com 15:04.35.

A final começou meio confusa com os árbitros corrigindo a saída por 3 vezes. No início, as 4 quenianas na disputa (3 por Quênia e 1 pela Turquia) foram pra frente e forçaram Ayana a acelerar. A etíope disparou e abriu 25m sobre o pelotão e a distância aumentava a cada volta. No último quilometro, a distância entre Ayana e as quenianas parou de aumentar. Com 300m faltando, Vivian Cheruiyot e Hellen Obiri chegaram em Ayana e passaram a etíope. Vivian Cheruyot venceu com 14:26.17, bem a frente de Hellen Obiri com 14:29.77. Almaz Ayana sofreu para terminar e pegar o bronze com 14:33.59. As 3 correram abaixo do recorde olímpico anterior. Por incrível que pareça, esse é o 1º ouro do Quênia nos 5.000m feminino.

10.000m feminino

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Almaz Ayana (ETH)

Foi a primeira final do atletismo nos Jogos e já tivemos um recorde mundial logo na abertura! Foi na manhã do dia 12 de agosto, uma sexta-feira, que Almaz Ayana brilhou. A etíope já tinha corrido no ano para 30:07.00, melhor tempo em 7 anos, mas tinha como grandes adversárias a campeão olímpica em Londres, sua compatriota Tirunesh Dibaba, e a campeã mundial em Pequim-2015, a queniana Vivian Cheruiyot.

Eram 37 atletas na prova, mas após 2km o pelotão da frente já tinha apenas 8 corredoras: 3 quenianas, 3 etíope, a americana Molly Huddle e a turca Yasemin Can. O ritmo foi muito forte, algo inesperado para uma competição mundial, já que não há coelho. Na metade da prova, Ayana assumiu a liderança, que era da queniana Alice Nawowuna e não perdeu mais. Com o fortíssimo ritmo de 71s por volta, Ayana deu pelo menos uma volta em quase 25 atletas e completou com o incrível tempo de 29:17.45! Baixou o tempo do recorde anterior, que vinha desde 1993, em 14 segundos! Prata para Vivian Cheruiyot com 29:32.53, recorde nacional, e bronze para a etíope Tirunesh Dibaba. A prova foi tão forte que tivemos a quebra de 8 recordes nacionais! Em 8 edições olímpicas da prova, este foi o 5º ouro etíope, o 3º seguido.

3.000m com obstáculos feminino

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Ruth Jebet (BRN)

A primeira bateria das eliminatórias foi bem forte com a favorita Ruth Jebet, do Bahrain, vencendo com 9:12.62. Na 2ª, vitória da queniana Beatrice Chepkoech com 9:17.55 e na 3ª da também queniana Hyvin Jepkemoi com 9:24.61.

Na final, Jebet fez sua estratégia, que tem sido bem sucedida em outras competições. Ficou as 2 primeiras voltas com o pelotão, mas, faltando pouco mais de 5, começou a forçar e abrir. Apenas a queniana Jepkemoi e a americana Emma Coburn acompanhara o seu ritmo, e as 3 abriam cada vez mais do pelotão. Após mais 2 voltas, Jebet abriu das duas e já tinha uma boa vantagem, enquanto a queniana deixava a americana para trás. As duas travavam uma boa batalha pela prata, enquanto Jebet estava tranquila na frente. Tanto que Ruth Jebet cruzou pro ouro com 8:59.75, estabelecendo o novo recorde asiático. Na reta final, Coburn passou a queniana, que tirou do fundo energias para um sprint final para ultrapassar a americana. Hyvin Jepkemoi foi prata com 9:07.12 e Emma Coburn bronze com 9:07.63, novo recorde continental. Foi o 1º ouro da história olímpica pra o Bahrain e a 1ª medalha americana nesta prova nos Jogos. O tempo da barenita foi o 2º melhor da história, ficando a menos de 1s do recorde mundial, que ela quebraria alguns dias depois dos Jogos, em Paris.

Perfil 2016 – Genzebe Dibaba (ETH)

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Genzebe Dibaba

Atletismo

1.500m e 5.000m

Mundiais: 1 ouro e 1 bronze

 

 

Essa bela etíope de 25 anos é outra que tem medalhas olímpicas no sangue familiar. Suas irmãs mais velhas tem nome e história. Ejegayehu Dibaba foi prata nos 10.000m em Atenas-2004, Tirunesh Dibaba é um mito do esporte com 3 ouros olímpicos e 5 mundiais. Além disso, sua prima Derartu Tulu venceu os 10.000m em Barcelona-1992 e em Sydney-2000. Nas últimas 4 Olimpíadas alguém da família esteve no pódio dos 10.000m. Genezebe, entretanto, prefere corridas mais curtas.

Ela surgiu pro mundo do atletismo em 2008, ao vencer a prova juvenil do Mundial de Cross-country, feito repetido em 2009. Seu primeiro mundial adulto foi em Berlim-2009, onde disputou os 5.000m, terminando em 8º aos 18 anos. Em 2010, começou mal com um 11º lugar na prova juvenil do Mundial de Cross-Country, mas se recuperou no Mundial Juvenil vencendo os 5.000m em Moncton, no Canadá, derrotando a queniana Mercy Cherono, que havia vencido no cross-country.

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Em 2011, já nas competições adultas, Genzebe foi 9ª no Mundial de Cross-Country, mas começou a despontar nas pistas, com o 8º lugar no Mundial de Daegu. Ela começou a focar nos 1.500m e brilhou mais a cada temporada.

No ano olímpico de 2012, Genzebe venceu os 1.500m no Mundial Indoor de Istambul e quebrou o recorde etíope da prova com 3:57.77. Selecionada para os Jogos de Londres, sentiu uma lesão nas eliminatórias, onde terminou em 10º na sua bateria com altos 4:11.15 e não avançou à semifinal.

Em 2014, quebrou seu primeiro recorde mundial indoor, com 3:55.17 nos 1.500m no dia 1º de fevereiro em Karlsruhe e 5 dias depois, em Estocolmo, destruiu o recorde mundial indoor dos 3.000m com 8:16.60, melhorando o tempo anterior em 7s. A quinzena perfeita de Dibaba foi concluída em Birmingham, onde bateu o 3º recorde mundial em 15 dias com 9:00.48 na distancia de duas milhas. Dibaba se juntou a Jesse Owens e a Usain Bolt, únicos a quebrarem 3 recordes mundiais em menos de 15 dias. Mas ela foi a única a fazer em cidades diferente e em apenas provas individuais. Neste ano, foi campeã mundial indoor nos 3.000m em Sopot.

Em 2015, ela bateu o recorde mundial indoor dos 5.000m com 14:18.86 e o africano dos 1.500m outdoor com 3:54.11 em Barcelona, o melhor tempo da distância em 18 anos! Às vésperas do Mundial de Pequim, Dibaba quebrou mais um recorde mundial, nos 1.500m com 3:50.07. Em Pequim, foi um dos nomes a brilhar, vencendo a sua prova com altos 4:08.09. Ainda levou o bronze nos 5.000m. e foi eleita a atleta do ano pela IAAF.

Neste ano, bateu mais um recorde mundial, agora o da milha indoor, com 4:13.31, mais uma vez em Estocolmo.

Simpática e sempre com sorriso no rosto, Dibaba disse que buscará o ouro nos 5.000m e não nos 1.500m. E com certeza será favorita nas duas distâncias.

Temporada indoor segue animada

Dois recordes mundiais agitaram o meeting indoor em Estocolmo nesta quarta-feira.

Genzebe Dibaba em Estocolmo. Foto: Hasse Sjogren

Campeão mundial indoor nos 1.500m em 2014, Ayanleh Souleiman, do Djibouti, sobrou na pouco usual prova de 1.000m e venceu com 2:14.20 para conquistar o recorde. Já na prova de milha feminina, a grande Genzebe Dibaba estabeleceu a nova marca com 4:13.31. Favorita em duas provas no Rio-2016 (1.500m e 5.000m), Dibaba venceu a mais curta no Mundial ano passado e foi bronze na mais longa. Os dois chegarão como grandes favoritos ao Mundial Indoor, em março nos EUA e podemos ver mais recordes mundiais.

Na mesma competição, Fabiana Murer foi prata no salto com vara com 4,71m, perdendo para a grega Nikoleta Kyriakopoulou, que fez 4,81m.

Recordes Sul-Americanos

No último fim de semana, dois recordes sul-americanos para brasileiros no meeting de Berlim. Thiago Braz fez um salto espetacular e atingiu 5,93m no salto com vara, melhorando o recorde continental indoor em 17cm! Em competições outdoor, Thiago tem 5,92m. O outro recorde veio com Rosângela Santos na prova de 60m. Com o tempo de 7.17, terminou em 4º lugar e abaixou a marca anterior de 7.19.

Em competições indoor no Brasil, alguns bons resultados. Em São Caetano no sábado, Fabiana Moraes obtendo o índice pro Mundial nos 60m com barreiras. Com o tempo de 8.08, ela abaixo o recorde brasileiro da prova. Em São Bernardo no domingo, Eliane Martins fez 6,61m no salto em distância e pôs seu nome na equipe olímpica! Interessante que ela não fez índice pro Mundial indoor, que é de 6,65m.

Até o momento, apenas 8 atletas brasileiros conseguiram índice para o Mundial de Portland. No masculino João Vitor de Oliveira (60m com barreiras), Thiago Braz (vara), Augusto de Oliveira (vara) e Darlan Romani (peso). No feminino temos Ana Cláudia Lemos (60m), Rosângela Santos (60m), Fabiana Moraes (60m com barreiras) e Fabiana Murer (vara).

Mundial de Atletismo – Final

Para encerrar, o post com o último dia do mundial.

Maratona feminina

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Sem dúvida uma das maratonas mais emocionantes em um bom tempo, afinal, é difícil uma vitória no sprint final faltando poucos metros pra linha de chegada! Com 30km, o pelotão era de 12 atletas. A partir daí, um sexteto que contava com 3 quenianas começou a abrir. Chegando no Ninho do Pássaro, 4 atletas entraram juntas. No sprint final, a vitória ficou com a etíope Mare Dibaba, dona do melhor tempo do ano, cruzando com 2:27:35, apenas 1s na frente da queniana Helah Kiprop. O bronze ficou com a barenita (queniana de nascimento) Eunice Kirwa com 2:27:39.

Salto em Altura masculino

Derek Drouin.

Recorde não veio, mas um fato inédito em Mundiais aconteceu. Com sarrafo a 2,33m, apenas 7 atletas continuavam na disputa, com 4 deles passando na altura, todos de primeira. O favorito ao ouro, Mutaz Essa Barshim, queimou uma em 2,29m e terminou num inesperado 4º lugar! Em 2,36m, ninguém passou e 3 atletas estavam perfeitamente empatados, sem nenhum erro: o canadense Derek Drouin, o chinês Guowei Zhang e o ucraniano Bohdan Bondarenko, que defendia o título. A disputa foi pro desempate. Primeiro, novamente em 2,36m, com apenas uma chance, onde ninguém passou. Aí o sarrafo abaixou para 2,34m, onde apenas o canadense passou e se tornou campeão mundial! Belo ano pro Drouin, que também foi ouro no Pan. Zhang e Bondarenko dividiram a prata.

5.000m feminino

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As favoritas abriram a partir da metade da prova, com 3 etíopes e 4 quenianas na frente. Já nos 4.000m, as etíopes lideravam e Almaz Ayana foi disparando, deixando a campeã dos 1.500m Genzebe Dibaba pra trás. Ayana correu muito até completar a prova com 14:26.83, novo recorde do campeonato, o 20º tempo da história. Dibaba ia pegar a prata, mas foi cansando e viu sua compatriota passá-la na linha de chegada. Senbere Teferi fez 14:44.07 e Dibaba foi bronze com 14:44.14.

1.500m masculino

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Deu o favorito. O queniano Asbel Kiprop se tornou tricampeão mundial seguido da prova ao vencer com 3:34.40, seguido de perto pelo seu compatriota Elijah Managoi, com 3:34.63. O marroquino Abdalaati Iguider completou o pódio com 3:34.67. A chegada foi bem apertada, com 5 atletas a menos de meio segundo de diferença!

Lançamento do dardo feminino

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A liderança da prova trocou várias vezes. Após 3 séries, a alemã Kathrina Molitor era a líder com 64,74m. Na rodada seguinte, a sul-africana super favorita Sunette Viljoen se tornou nova líder com 65,79m. Aí veio a esperança chinesa com Huihui Liu fazendo 66,13m. Tudo se encaminhava pro ouro chinês. Mas Molitor, na sua última tentativa, fez 67,69m pra levar o ouro com a melhor marca de 2015! Liu foi prata e Viljoen bronze. Campeã em 2013, a alemã Christina Obergföll foi 4ª com 64,61m e decepção da checa bicampeã olímpica Barbora Spotakova com o 9º lugar.

Revezamento 4x400m feminino

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Uma equipe americana dos sonhos com Sanya Richards-Ross, Natasha Hastings, Allyson Felix e Francena McCorory. E elas perderam. Richards-Ross fez uma primeira volta péssima e viu a Jamaica disparar com Christine Day. Bronze nos 400m, Shericka Jackson manteve a liderança jamaicana, abrindo mais. Aí veio Allyson Felix, que correu muito e passou Stephanie Ann McPherson. Na última volta, McCorory manteve os EUA na frente, até a linha de chegada, quando Novlene Williams-Mills viu a americana cansar e aproveitou para passar e vencer com 3:19.13, contra 3:19.44 das americanas. Longe delas, a Grã-Bretanha foi bronze com 3:23.62.

Revezamento 4x400m masculino

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Na última prova do Mundial, os americanos não decepcionaram. Trinidad & Tobago até conseguiu brigar, se mantendo na liderança por um tempo, mas fechando com LaShawn Merritt, os americanos venceram com 2:57.82, melhor tempo de 2015. Trinidad & Tobago foi prata com 2:58.20 e a Grã-Bretanha completou o pódio com 2:58.51.

E assim, terminou o 15º Mundial de atletismo. E pela primeira vez na história, os americanos não ficaram entre os 2 primeiros países no quadro de medalhas. O Quênia saiu na frente com 7 ouros, 6 pratas e 3 bronzes, seguidos da Jamaica com 7-2-3 e dos americanos com 6-6-6. Grã-Bretanha com 4-1-2, Etiópia 3-3-2 e Polônia com 3-1-4 vem logo atrás.

Apesar disso, os americanos ganharam o maior número de medalhas (18) e lideraram a classificação por equipes com 214 pontos, seguidos do Quênia com 173 e da Jamaica com 132. Ao todo, 43 países ganharam uma medalha e 19 saíram com pelo menos um ouro.

O próximo Mundial será de 5 a 13 de agosto de 2017, em Londres, no memso estádio que recebeu os Jogos de 2012.