Dois ouros no 1ª dia em Baku

Que dia dos judocas brasileiros no forte Grand Slam de Baku, no Azerbaijão!

Foram 2 ouros e 1 bronze pra seleção brasileira, que começa a ser definida pro Mundial de Tóquio, no fim de agosto.

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Felipe Kitadai vencendo georgiano na final. Foto: IJF

O primeiro ouro veio com o medalhista olímpico em Londres-2012 Felipe Kitadai nos 60kg. Ele já havia disputado 3 Grand Prix este ano, mas não tinha medalhado. E dessa vez levou o ouro em um Grand Slam. Kitadai venceu um azeri, um russo, um georgiano, passou pelo espanhol Francisco Garrigos na semifinal e na decisão venceu o georgiano Temur Nozadze. Na semi, ele perdia por waza-ari e, faltando 30s, empatou e depois fez o ippon faltando 5s pro fim. Na final, dominou o georgiano para vencer em 1min36s.

O 2º ouro veio com a nossa campeã olímpica Rafaela Silva. Muito focada, ela passou por sérvia na estreia. Nas 4as, venceu a francesa Helene Receveaux, de quem já tinha perdido 4 vezes, mas derrotou este ano no GP de Tbilisi e agora novamente. Na semi, derrotou pela 6ª vez na carreira em 8 lutas a húngara Hedvig Karakas e, na final, uma excelente vitória sobre a japonesa Tsukasa Yoshida, atual campeã mundial! As duas levaram duas punições e, faltando 15s pro fim, Rafaela conseguiu um waza-ari, que lhe deu o título. Foi sua 1ª vitória sobre Yoshida!

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Rafaela Silva derrubando japonesa. Foto: IJF

A 3ª medalha veio nos 52kg feminino, com o bronze de Larissa Pimenta. Derrotada nas 4as pela japonesa Ai Shishime, Larissa venceu russa na repescagem e, na disputa do bronze, venceu Eleudis Valentim numa luta brasileira. Eleudis fez ótima campanha, sendo derrotada na semifinal pela francesa Amandine Buchard. Aliás, que temporada da Larissa! Foram 9 torneios internacionais disputados, com 3 ouros (Pan em Lima e dois Abertos Pan-americanos) e 4 bronzes, contando com este, o que a ajudam a se firmar como o principal nome da categoria.

Nos 48kg, Gabriela Chibana foi responsável por uma das maiores zebras do torneio, se não a maior. Nas 8as, ela venceu a japonesa Ami Kondo por estrangulamento em apenas 37s de luta. A cena foi bem forte, tanto que a japonesa chegou a desmaiar e precisou ser atendida pelos médicos, abalando a brasileira, que voltou pro tatame nas 4as e perdeu para a desconhecida portuguesa Maria Siderot. Ela votlou na repescagem vencendo francesa e perdeu na disputa do bronze para outra portuguesa, Catarina Costa.

Foi um belo dia pro judô brasileiro e um péssimo pro Japão, que saiu sem ouro mesmo com sua equipe feminina principal.

Zerado no 1º Grand Slam de Judô do ano

Brasil saiu zerado no 1º Grand Slam do ano no judô, em Paris. Mesmo contando com a equipe feminina completa.

A CBJ mandou 14 judocas, 2 por categoria, mas a única que chegou a brigar por medalha foi a nossa campeã olímpica Rafaela Silva, perdendo o bronze para sul-coreana nos 57kg.

A competição marcou o retorno de Mayra Aguiar, que não esteve no Masters em dezembro na China. Mas Mayra perdeu logo na sua luta de estreia contra chinesa. Também caíram na estreia Tamires Crude (57kg), Ketleyn Quadros (63kg), Alexia Castilhos (63kg), Maria Portela (70kg), Ellen Santana (70kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Ao todo as brasileiras fizeram 28 lutas, vencendo apenas 11 (39,3%). Mas o que chamou muito a atenção foi a quantidade de shidos levados pelas brasileiras. Foram 44 em 28 lutas, uma média de 1,57 por luta. Nada menos que 7 judocas perderam uma luta por hansokumake, que é quando um judoca é eliminado após levar 3 shidos.

Lógico que o Brasil tem que participar dessas competições fortes, mas não sei se a tática da CBJ está tão boa. Eles enviam os nossos melhores judocas para as principais competições, que costumam ter chaves muito fortes, com muitos japoneses e os brasileiros caem às vezes muito cedo, conquistando poucos pontos pro ranking mundial. A equipe principal fica de fora dos torneios mais fracos como os GPs e o Pan e acaba perdendo boas chances de pontuar. Aí num Grand Slam ou Mundial não é cabeça de chave e pode pegar logo na estreia uma pedreira.

Ainda é cedo para falar qualquer coisa, pois foi apenas a 1ª competição do ano pra maioria, mas já acendeu a luz amarela.

A equipe feminina segue agora pra Áustria, onde disputa essa semana o Aberto Europeu de Oberwart. Ótima chance de pontuar. 13 das 14 brasileiras serão cabeças de chave.

Mundial de Judô – Dia 1

Um tricampeonato japonês e um recorde histórico no feminino.

Até 60kg masculino

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Takato derrota Mshvidobadze na decisão. Foto: IJF

Os 4 líderes do ranking chegaram às semifinais, espantando qualquer zebra. Na semi de cima, encontro japonês entre o número 1 Ryuju Nagayama e Naohisa Takato. Na de baixo, entre o georgiano Amiran Papinashvili e o russo Robert Mshvidobadze, que tem origem georgiana. Takato, campeão mundial em 2013 e 2017 e bronze no Rio-2016, venceu Nagayama por wazaari enquanto Mshvidobadze derrotou Papinashvili. Na decisão, Takato derrotou o russo para faturar seu 3º título mundial e chegar a 35 lutas invicto!

O brasileiro Eric Takabatake fez excelente campanha. Venceu o chinês Shang Yi, o belga Jorre Verstraeten e o cazaque Gusman Kyrgyzbayev, mas perdeu nas 4as para Papinashvili, que fez uma wazaari e fugiu da luta, tomando 2 shidos. Na repescagem, Takabatake perdeu por ippon para o sul-coreano Lee Ha-rim. Phelipe Pelim também competiu na categoria, mas não fez nada na sua luta contra o espanhol Francisco Garrigos e caiu na estreia. Os bronzes ficaram com Papinashvili e com o Nagayama.

Até 48kg feminino

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Bilodid derrubando Tonaki na final. Foto: IJF

A ucraniana Daria Bilodid é a nova sensação do judô feminino. Com apenas 17 anos, ela está invicta no ano e chega a 32 lutas seguidas sem perder com o título conquistado nesta quinta-feira. Ela se tornou a mais jovem campeã mundial da história! No caminho pra final, ela derrotou na 2ª rodada a kosovar Distria Kraniqi, que desceu de categoria para não concorrer com a campeã olímpica Majlinda Kelmendi, e na semifinal a atual campeã olímpica, a argentina Paula Pareto. Na decisão, sobrou para derrotar a japonesa Funa Tonaki, que defendia o título mundial, com ippon aos 2min de luta. O recorde de campeã mundial mais jovem anterior era da espetacular heptacampeã mundial Ryoko Tani, que venceu seu 1º título em 1993 aos 18 anos. A altura da ucraniana impressiona para a categoria. Ela tem 1,72m e é muito mais alta que todas as suas concorrentes.

Gabriela Chibana estreou com vitória sobre a sul-africana Geronay Whitebooi com 2 wazaari, mas perdeu na 2ª rodada para a mongol naturalizada cazaque Galbadrakhyn Otgontsetseg, bronze no Rio-2016. Chibana fez um wazaari com 46s de luta, mas aí foi muito infantil e fugiu do resto da luta, tomando 3 shidos e sendo eliminada. Otgontsetseg acabou com o bronze, ao derrotar na disputa da medalha a mongol Monkhbatyn Urantsetseg, número 1 do mundo. Paula Pareto levou o outro bronze, sua 3ª medalha em Mundiais, mas chorou depois como se fosse a 1ª.

Resumo olímpico da semana

Judô

Num Grand Prix sem grandes nomes, o Brasil reinou absoluto em Cancun, vencendo 5 ouros, 2 pratas e 1 bronze.

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Mayra Aguiar

Em sua primeira competição no ano, Mayra Aguiar nem precisou se esforçar muito. Com apenas 6 judocas na chave dos 78kg, Mayra já estava direto na semifinal. Na decisão, só precisou de 1min15 e ficou com o ouro sobre a britânica Natalie Powell. Gabriela Chibana foi ouro nos 48kg, derrotando na semi a húngara medalhista olímpica Eva Csernoviczki. Os outros 3 ouros vieram com Marcelo Contini (73kg), David Moura (+100kg – também só precisou de 2 lutas) e Ketleyn Quadros (63kg).

Phelipe Pelim (60kg) e Sarah Menezes (52kg) ficaram com medalhas de prata e Victor Penalber (81kg) foi bronze. Esta foi a última competição da seleção antes da definição da equipe que irá ao Mundial, em Budapeste, no fim de agosto.

Levantamento de Peso

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Luana Madeira

Luana Madeira ganhou duas medalhas no Mundial Juvenil de levantamento de peso, em Tóquio. Na categoria 48kg, ela foi prata no arranco com 79kg atrás da tailandesa Thunya Sukcharoen, com 82kg, e bronze no total com 169kg, atrás du Sukcharoen com 179kg e de outra tailandesa, Chiraphan Nanthawong, com 174kg. No arremesso, Luana ficou em 6º com 90kg.

Em 2015, Luana já havia entrado pra história com o bronze no histórico Mundial da Juventude, quando Brasil conquistou 3 medalhas nos totais e 6 somando arranco e arremesso.

Tênis

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Jamie Murray e Bruno Soares em Stuttgart

Dois títulos de duplas na grama na semana. Bruno Soares e Jamie Murray venceram o título do ATP250 de Stuttgart com 67(4) 75 [10-5] sobre o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic. Foi o 25º título da carreira do Bruno e o 5º da dupla em 8 finais. 7º título do Bruno na grama.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot venceram no ATP250 de Den Bosch, na Holanda. Eles fizeram 63 64 e Rajeev Ram/Raven Klaasen. Também foi o 25º título do Marcelo e o 5º da dupla em 6 finais. E foi apenas o seu 1º na grama!

Outros Esportes:

Ana Sátila foi o destaque na 1ª etapa da Copa do Mundo de canoagem slalom. Ela fez a única final o Brasil, no C1, mas perdeu 4 portas seguidas e terminou em 10ª e último lugar. Pepê pegou semi do K1, onde terminou em 19º.

Maria Clara/Carol ficaram com o título do Aberto de Haia de vôlei de praia. Elas venceram as suíças Heidrich/Vergé-Depré por 21-17, 21-11. Ágatha/Duda ficaram com o bronze ao vencerem as canadenses Pavan/Humana-Paredes por 16-21, 21-13, 15-11.

– A seleção brasileira masculina encerrou a primeira fase da Liga Mundial de vôlei masculino com mais 2 vitórias e 1 derrota, assim como nas outras 2 semanas. Venceu a Bulgária por 3-0 (25-15, 25-19, 25-22), depois perdeu de 3-1 (19-25, 25-21, 25-22, 25-19) pra Argentina. Por fim, venceram 3-1 (25-22, 25-16, 17-25, 25-23) a Sérvia. O Brasil terminou em 2º no geral, atrás apenas da França (8V-1D).

Lucas da Silva Carvalho venceu prova de 400m em São Bernardo com 45.45 e baixou do índice pro Mundial de atletismo, o 1º nesta prova.

– Nenhuma final na Copa do Mundo de rifle/pistola em Gabala, no Azerbaijão. Os melhores resultados foram de Felipe Wu, 22º na pistola de ar 10m e 23º na pistola 50m.

Bruno Fratus venceu as 3 provas de 50m livre no Circuito Mare Nostrum. Em Canet, na última etapa, venceu com 21.92, nadando pela 6ª vez esse ano abaixo dos 22s.

– Confederação convoca equipe para o Mundial de BMX sem Renato Rezende. Lesão foi mesmo complicada. Irão Anderson Ezequiel, Julia Alves dos Santos, Priscilla Carnaval e Paola Santos (júnior).

– 6 brasileiros disputaram o Karate Serie A de Toledo, na Espanha. Nos 55kg, Valéria Kumizaki venceu 3 lutas até perder para argelina nas 8as. Nos 60kg, Rafael Nascimento disputou o bronze, mas perdeu para italiano por 2-1.

– Alexandre Rocha não passou do corte no Air Capital Classic, válido pelo web.com Tour de golfe, ficando a 2 tacadas de avançar.

Boxe, esgrima e remo em posts individuais.

Judô segue vencendo

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Seleção Sub-28 em Coimbra (POR)

A seleção sub-21 de judô segue em seu brilhando tour europeu. Na 3ª competição, agora em Coimbra, Portugal, a equipe conquistou 19 medalhas com 31 atletas! Foram 10 ouros, 3 pratas e 6 bronze, sendo 3 finais entre brasileiros.

Nos 60kg, Kainan Pires derrotou Renan Torres, nos 73kg Jeferson Santos Jr venceu David Lima e nos 52kg feminino, Jessica Lima passou por Maria Taba. Os outros 7 ouros vieram com: Bruno Watanabe (55kg), Tiago Pinho (81g), Arthur Barbosa (+100kg), Laura Ferreira (44kg, 2º ouro dela na Europa), Larissa Pimenta (48kg), Yanka Pascoalino (63kg) e Ellen Furtado (+78kg). Desde 2006 que o Brasil não ia tão bem uma etapa do circuito de base. Na ocasião, num torneio sub-20 em Boras, na Suécia, a equipe contava com nomes como Sarah Menezes, Ketleyn Quadros, Mayra Aguiar e Rafael Silva e levou 12 ouros.

Que essa nova geração tem muito a oferecer pro país, tem. Dificilmente neste ciclo de Tóquio, pois a maioria teria 20-21 anos, mas para os Jogos de 2024 com certeza. A equipe segue em Portugal para treinamento de campo e embarca para a Alemanha, onde disputará Copas Europeias Sub-21. Até o momento, em 3 competições das categorias de base (sub21 e Sub18), foram conquistadas 42 medalhas (16O-8P-18B).

Onze brasileiros estavam em Santiago para o Aberto Pan-Americano do Chile. Numa competição muito esvaziada, mas muito esvaziada mesmo (apenas 2 atletas no +78kg feminino, por exemplo), todos conquistaram medalha. Nada mais que o esperado. Foram 8 ouros, 1 prata e 2 bronzes.

Os títulos ficaram com Phelipe Pelim (60kg), Marcelo Contini (73kg). Eduardo Bettoni (90kg), Luciano Correa (100kg), Ruan Isquierdo (+100kg), Gabriela Chibana (48kg), Eleudis Valentim (52kg) e Ketleyn Quadros (63kg). Charles Chibana (66kg) perdeu na decisão para canadense. Equipe segue agora para Lima onde se juntará a outros 13 judocas brasileiros.

Jogos Sul-Americanos – Dia 4

Ouros na ginástica, começa o judô e pódio completo no adestramento.

Ginástica Artística

As últimas 5 provas por aparelho da ginástica foram disputadas nesta terça e o Brasil levou 3 ouros.

O destaque foi nosso atleta mais completo, Sérgio Sasaki. No salto, prova que foi finalista mundial em 2013, ele tirou 15,083 após 2 saltos e estava na frente, quando veio o último atleta, o chileno Tomás Gonzalez, 4° em Londres. E ele tirou exatamente a mesma nota média e ambos dividiram o ouro. Sasaki também conquistou o ouro na barra fixa, com 14,666, muito pouco acima do argentino Nicolas Cordoba com 14,641. Completando os ouros do dia, a veteraníssima Daniele Hypolito venceu no solo com 13,600. Jade Barbosa ficou em 4° com 13,166.

A única outra medalha veio nas barras paralelas com o bronze de Péricles Silva com 14,700. Sem medalhas na trave feminina, já que tanto Jade quanto Julin Sinmon caíram. Jade tinha tirado na quali 14,250 e venceria com muita tranquilidade. O ouro foi para Simona Castro (CHI) com 13,000.

Daniele Hypolito ganhando ouro em 2014 é mais um sinal de que a ginástica feminina brasileira vai de mal a pior e que não tivemos renovação mesmo.

O Brasil encerra a ginástica artística com 7 ouros, 5 pratas e 3 bronzes, uma boa participação dentro do esperado. A decepção ficou por conta dos meninos no individual geral e por equipe.

Judô

O judô começou e o Brasil tem uma seleção jovem e em busca de aprimoramento internacional. Uma seleção C, se me permitem. E começou muito bem.

No 52kg feminino, Jessica Pereira venceu 3 lutas e levou o ouro com um yuko em Oritia Gonzalez (ARG). No 60kg masculino, Breno Bufolin também venceu 3 lutas e na final passou pelo peruano Juan Miguel Postigos. A luta terminou zerada, mas o brasileiro tinha 2 shidos contra 3 do peruano.

No 48kg feminino, Gabriela Chibana substituiu ninguém menos que a campeã olímpica Sarah Menezes. Chibana perdeu na semifinal, mas venceu uma chilena na disputa do bronze por ippon e ficou com a medalha. 100% no primeiro dia.

Hipismo

O Brasil dominou a prova de adestramento individual. E o ouro ficou com João Victor Oliva com 70,78%. João Victor é filho da jogadora de basquete Hortência. Ele é lembrado por ser o bebê que ela levou aos Jogos de Atlanta, pouco tempo depois de dar a luz.

A prata ficou com João Paulo dos Santos com 68,94% e o bronze foi para Leandro Aparecido Silva com 68,28%. Completando a equipe, Pia Aragão foi 6ª com 65,75%.

Outros Esportes

No ciclismo de pista, que também começou nesta terça, o trio brasileiro do sprint por equipes masculino fez o 3° tempo na qualificação e na disputa do bronze venceu a Argentina por 45.609 a 45.703. Uma medalha interessante, já que a Argentina tem muito mais tradição na pista que o Brasil.

Na patinação artística, Gustavo Casado confirmou o favoritismo e venceu o ouro na prova masculina com 522,8, muito superior aos 462,9 do argentino Juan Francisco Sanchez. No feminino, Talitha Haas ficou com o bronze com 547,4 pontos.

Roberta Rodrigues ficou em 7ª na qualificação do boliche com 2.273 pontos e passou para as 4as de final. No masculino, Marcelo Suartz fez a 4ª marca com 2.573 e também avançou.

No tênis de mesa, as equipes venceram suas duas partidas. No masculino, 3-0 no Paraguai e 3-0 na Venezuela. No feminino, 3-0 no Peru e na Venezuela.

No tênis, Paula Cristina Gonçalves venceu 61 61 Victoria Bosia (ARG) e Gabriela Cé passou 61 60 em Isabel Griffiths (BOL). Já Bruno Sant’anna perdeu na estreia 63 64 para Jorge Roberto Mondaca (CHI).

No handebol feminino, as campeãs mundiais arrasaram o Paraguai com 35-8. No vôlei feminino, as meninas venceram o Uruguai por 3-0 (25-15 25-12 25-11) e só perdem o ouro com um desastre. E a seleção que está jogando é a infanto-juvenil.

No hóquei na grama, a seleção masculina perdeu para a Argentina por 6-1. Um resultado bom, considerando a força dos argentinos.

Com 121 provas disputadas, o Brasil lidera com 43 ouros, 19 pratas e 30 bronzes. a Venezuela segue em 2° com 21-12-24, seguida de Argentina 19-26-19, Colômbia 17-22-23 e Chile 13-24-24.

Nesta quarta-feira, 17 finais e o início da canoagem, esgrima, tiro, tiro com arco, vela e vôlei de praia.

Resumo do fim de semana

Medalhas nos tatames, nas areias, nas quadras num fim de semana agitado.

Mundial Junior de Judo

O Brasil já está entre os grandes do judô há alguns anos e esperavam-se grandes resultados da equipe juvenil no Mundial na Eslovênia, com 18 judocas nas disputas. Os resultados foram bons, com 7 medalhas. mas ficou aquele gostinho de quero-mais.

Afinal, faltou o tão esperado ouro, e o Brasil ficou com 2 pratas e 5 bronzes, além de um quinto lugar.

As duas finalistas vieram do feminino. No 52kg, Jéssica Pereira (foto) vencia a alemã Sappho Coban por um yuko, quando levou um. Como havia tomado um shido, perdeu a luta e ficou com a prata. Já no 78kg, Samantha Soares levou um ippon da japonesa Shiori Yoshimura.

Os cinco bronzes brasileiros vieram com: Vitor Torrente (55kg), Gabriel Mendes (73kg), Henrique Silva (90kg), Ruan Silva (acima de 100kg) e Sibilla Faccholi (acima de 78kg). Algumas decepções vieram com a cabeça-de-chave 1 Gabriela Chibana (48kg), que perdeu a semifinal por 3 shidos contra 2 da russa e perdeu o bronze por ippon para japonesa. Outra cabeça-de-chave 1 que perdeu precocemente foi Flávia Gomes (57kg), com derrota na estreia para japonesa. No 63kg, Jéssica Santos, campeã mundial cadete em 2010, perdeu na segunda luta. Nas provas por equipe, a equipe masculina perdeu na estreia para a Eslovênia e a feminina perdeu a disputa do bronze para a Alemanha.

As medalhas de ouro individuais ficaram bem espalhadas. Japão e Rússia venceram 3 provas cada, mas as outras 10 categorias foram para 10 países diferentes! No total, 25 países medalharam, uma boa distribuição.

Medalhas nas provas combinadas

Yane Marques conseguiu mais um grande resultado pro seu já excelente currículo do pentatlo moderno. Na Copa dos Campeões, disputada em Doha, Qatar, ela faturou a medalha de bronze. Com a segunda melhor prova de natação e um hipismo perfeito, fez uma corrida média e chegou 29 segundos atrás da sua eterna rival pan-americana, a american Margaux Isaksen. A prova contava com apenas 16 atletas, mas tinha a armada ucraniana e a grande nadadora francesa Elodie Clouvel.

No masculino, ouro para a o francês Christophe Patte. Danilo Fagundes ficou em 12°, 84 segundos atrás de Patte.

Na Copa do Mundo de Triatlo em Guatape, Colômbia, vitória muito significativa de Reinaldo Colucci na prova masculina! Ele faturou com 1h58min48s, 10s na frente do colombiano Carlo Forero. No feminino, Luisa Baptista ficou em 7°, há mais de 6min da campeã.

Bons resultados nas raquetes

Dizer que Bruno Soares vem fazendo excelente ano é chover no molhado. Na penúltima semana de torneios antes do Tour Finals, em Londres, Bruno e o austríaco Alexander Peya faturaram o quinto título da dupla no ano, desta vez sobre os irmãos Bryan em Valencia, com 76(3) 67(1) 13-11, em jogo de 1h46! Jogo muito longo para uma partida sem vantagem! Foi o 6° título do brasileiro no ano (ele ganhou um com Colin Fleming) e a 9ª final da dupla no ano! Ele e o Peya já tem 13 finais e 8 títulos juntos!

No tênis de mesa, Thiago Monteiro foi disputar a Copa do Mundo Masculina na Bélgica. Ele disputou apenas a rodada preliminar onde venceu o egípcio El-Sayed Lashin por 4-2 e perdeu num jogo duor para o coreano Jung Youngsik por 4-2 e não avançou para a segunda fase, onde enfrentaria os maiores jogadores do mundo. O título ficou com (nossa que surpresa!) um chinês. Xu Xin venceu 4-1 o bielorrusso Vladimir Samsonov.

No Pan de badminton, na República Dominicana, a equipe brasileira voltou com 5 bronzes. Daniel Paiola perdeu na semifinal para o americano Sattawat Pongnairat. Fabiana Silva parou na semi para a canadense Michelle Li. Nas duplas mistas, mais 2 bronzes, com Hugo Arthuso/Fabiana SIlva e Daniel Paiola/Paula Pereira. Boa performance da equipe que esse ano não disputou muitas competições no circuito. Por equipes, grande resultado com mais um bronze, mas bem significativo, pois foi sobre a forte equipe do Peru.

Vôlei de Praia

No último Grand Slam do ano, em Xiamen na China, Alison e Vitor Felipe se juntaram e faturaram o ouro, com bela vitória sobre os holandeses campeões mundiais Brouwer e Meeuwsen por 18-21 21-15 15-13. Foi o 2° título de Vítor e apenas o 1° do Alison.

No feminino, as já campeãs do circuito Talita e Taiana perderam para a dupla americana formda por April Ross e Kerri Walsh. Na volta da tricampeã olímpica Walsh, já são dois títulos seguidos em Grand Slams, após a vitória em São Paulo.

O calendário do vôlei de praia se encerra com o torneio Open apenas feminino na Tailândia esta semana e com o Open na África do Sul, em dezembro.

Semana medalhada! (parte 1)

Pan de Badminton

Disputado em Lima, começou primeiro com a disputa por equipes. Na 1ª fase, o Brasil começou com uma derrot dura de virada para o Canadá. Venceu os 2 primeiros jogos individuais, mas perdeu nas duplas masculina, feminina e mista, levando a virada. No 2º confronto, que valia a 2ª vaga para a semifinal, venceu a forte equipe do Peru por 3-2. Na semi, perdeu para os EUA por 3-1, mas na disputa do bronze, venceu o México por 3-0 e conquistou uma medalha inédita para o esporte!

De quinta a domingo, foi a vez das disputas individuais e de duplas. Com boas vitórias, o Brasil só não levou medalha nas duplas mistas. Daniel Paiola (foto) ficou com o bronze no individual (assim como fez no Pan de Guadalajara), Yasmin Cury conquistou também um ótimo bronze no individual feminino. Nas duplas femininas, Paula Pereira e Fabiana Silva também ficaram com o bronze. Já nas duplas masculinas, Daniel Paiola e Alex Tjong chegaram a final, mas perderam para uma dupla canadense e ficaram com uma excelente medalha de prata.

GP de Abu Dhabi de Judô

Com 4 mulheres que foram a Londres, o Brasil enviou uma seleção com 15 para a disputa da competição, contando com vários da nova geração, grandes promessas para o Rio-2016. E não decepcionaram: foram 10 medalhas, sendo 3 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Gabriela Chibana (-48kg), Maria Portela (-70kg, foto) e Victor Penalber (-81kg) venceram suas categorias. Já Maria Suelen Altheman (+78kg), David Moura (+100kg) e Érika Miranda (-52kg) foram prata. Completam a lista os bronzes: Taciana Lima (-48kg), Eleudis Valentim (-52kg), Ketleyn Quadros (-57kg) e Diego Santos (-60kg). Uma ótima participação da jovem equipe na competição, que contou com 131 atletas de 21 países.

O destaque negativo foi para Rafaela Silva, que subiu de categoria (da 57kg para 63kg), mas perdeu logo na 1ª rodada.

Pan de Taekwondo

Em Sucre, Bolívia, a seleção brasileira conquistou 4 medalhas, 2 bronzes com Julia Santos (-62kg) e Marcel Ferreira (-63kg), 1 prata com Kátia Arakaki (-46kg) e 1 ouro, com Guilherme Dias (-58kg, foto). Com apenas 20 anos, Guilherme foi o grande destaque, vencendo na final Heiner Moreira, da Costa Rica. Bom ver um novo nome no taekwondo, que já estava ficando carente de revelações.

No próximo post, natação, tiro esportivo, ciclismo BMX e saltos ornamentais.