Arthur Nory faz história e é campeão mundial!

Estava um mundial cheio de emoções distintas para o Brasil.

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Foto: Ricardo Bufolin

Primeiro Jade Barbosa se machucou, aí o Brasil não conseguiu vaga olímpica por equipes no feminino, mas Flávia Saraiva pegava pela 1ª vez na carreira vaga em 3 finais individuais. Os meninos ficaram em 3º no 1º dia de qualificação, aí foram caindo com as apresentações do 3º dia, mas conseguiram a vaga para Tóquio. Flávia foi 7ª no individual geral, Caio Souza 13º, só que no sábado, Arthur Zanetti ficou sem medalha.

Aí veio o domingo, com 3 finais pro Brasil. Flávia Saraiva foi a última a entrar na final da trave, mas caiu no meio da prova. Ainda assim, fez uma ótima apresentação tirando 13,400. Caso não tivesse caído, tiraria no mínimo 14,400, que lhe daria o bronze. Depois veio a dramática final do solo, onde ele foi lindíssima, mas com 13,966 acabou numa frustrante 4ª posição. A comissão técnica pediu revisão, que foi rejeitada.

Para fechar o Mundial, a sempre espetacular final da barra fixa, que começou o campeão mundial de 2017, o croata Tin Srbic tirando 14,666. Em seguida veio Tang Chia-hung, de Taiwan, o melhor na quali com 14,933, mas ele sofreu uma queda e tirou apenas 12,766. O russo Artur Dalaloyan, dono de 3 ouros nesse Mundial, foi muito bem com 14,533. Em seguida veio Arthur Nory.

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Foto: Ricardo Bufolin

Bronze no solo no Rio-2016, Nory tinha ficado em 4º no Mundial de 2015. Após lesões nos membros inferiores, Nory focou nesta prova e o resultado apareceu. Após a prata no Pan de Lima, o brasileiro foi muito seguro e fez uma apresentação espetacular, com pouquíssimos erros de execução e tirou um incrível 14,900. Restando 3 atletas, veio a tensão. O japonês Daiki Hashimoto tirou 14,233 e o brasileiro garantia o bronze. Quando o australiano Tyson Bull caiu, a prata estava no colo do brasileiro. Para fechar a prova, o forte americano Sam Mikulak, que mudou sua série para aumentar a dificuldade (6,300, igual a do brasileiro), mas cometeu muitos erros de execução e acabou na 5ª colocação com 14,066.

Nory se tornou apenas o 6º brasileiro a medalhar em um Mundial de ginástica artística. O Brasil chegou a 14 medalhas, sendo 5 de ouros, 5 de prata e 4 de bronze:
Diego Hypolito: 🥇🥇🥈🥉🥉
Arthur Zanetti: 🥇🥈🥈🥈
Arthur Nory: 🥇
Daiane dos Santos: 🥇
Daniele Hypolito: 🥈
Jade Barbosa: 🥉🥉

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 5

Foi uma quarta-feira bem esvaziada de competições em Lima, já que a organização montou um calendário muito mal feito. Foram apenas 11 finais nesta quarta.

Ginástica Artistica

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Arthur Nory e Francisco Barretto. Foto: COB

E as únicas medalhas do Brasil no dia vieram no último dia da ginástica artística! O grande destaque foi na última prova, na sempre emocionante final da barra fixa. Na qualificação, os ginastas brasileiros tinham ficado com as 3 melhores notas e na final veio a dobradinha! Arthur Nory já tinha brilhado com 14,533 com a prova de maior dificuldade da final (6,300). Mas Francisco Barretto, finalista olímpico da prova, foi espetacular e, com 14,566, faturou o seu 3º ouro no Pan para formar a 2ª dobradinha brasileira em Lima! Um pouco antes, Caio Souza fez uma boa prova de paralelas com 14,366, bem inferior aos 14,850 da qualificação, e ficou com a medalha de prata, atrás do mexicano Isaac Nuñez, com 14,433. No salto, ouro pro dominicano Audrys Nin com 14,416 e Luis Porto foi 7º com 13,650.

Já no feminino, Flávia Saraiva ficou com o bronze no solo com 13,766, pouco atrás da canadense Brooklyn Moors com 13,900 e da americana Kara Eaker com 13,800. Foi o 3º bronze da Flavinha em Lima, a única a medalhar em uma prova individual. Na trave, Flavinha caiu e terminou em 5º com 12,300 em vitória de Kara Eaker com 15,266, muito a frente do resto.

Brasil encerra a ginástica artística com 4 ouros, 4 pratas e 3 bronzes, 11 medalhas no total, na melhor campanha em Pan da história.

Badminton

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Ygor Coelho. Foto: Olimpíada Todo Dia

Foi um ótimo dia pro Brasil nas disputas de quartas de final das 5 categorias do esporte. Todos que venceram já estão na semifinal e já tem pelo menos um bronze. Favorito, Ygor Coelho venceu 21-16, 21-6 o americano Timothy Lam e vai pegar o canadense Jason Ho-Shue. Nas duplas masculinas, Fabrício e Francielton Farias venceram 21-19, 19-21, 21-16 os guatemaltecas Jonathan Solis/Rodolfo Ramirez.

Nas duplas femininas, Jaqueline e Samia Lima venceram as peruanas Daniela Macias/Danica Nishimura por 15-21, 21-15 24-22 e Fabiana Silva/Tamires Santos passaram com 21-7, 21-13 pelas chilenas Ashley Montre/Constanza Naranjo. Nas mistas, Fabrício Farias/Jaqueline Lima eliminaram os dominicanos Nelson Javier/Nairoby Jimenez por 21-8 21-19. Apenas Fabiana Silva perdeu nas simples. Foi de 13-21, 21-19 21-13 para a guatemalteca Nikte Sotomayor.

Brasil tem na história 5 medalhas (2 pratas e 3 bronzes) no Pan e já chega a mais 5 medalhas.

Outros Esportes

Tivemos a estreia do handebol masculino, que venceu com tranquilidade a equipe do México por 33-23 pelo grupo B, que também teve Porto Rico 27-23 Peru. No Grupo A, Chile venceu Cuba por 38-28 e a Argentina passou com 38-25 pelos Estados Unidos.

Começou o torneio de vôlei masculino e o Brasil também venceu o México na estreia por 3-1 (25-23, 25-19, 22-25, 25-22) pelo Grupo B, mesmo sem fazer um grande jogo. Destaque para o Abouba, que marcou 20 pontos. Pelo mesmo grupo, tivemos a zebra Chile derrotando uma seleção dos Estados Unidos formada basicamente por universitários por 3-1 (25-17, 25-17, 17-25, 25-22). Pelo Grupo A, Argentina 3-0 Cuba e Porto Rico 3-1 Peru.

Como esperado no nado artístico, o Brasil terminou tanto no dueto como na equipe na 4ª colocação, ficando atrás de Canadá, México e Estados Unidos. Mas o que assusta é que a diferença do Brasil para essas 3 equipes começa a aumentar e a Colômbia começa a crescer e já ameaça o nosso 4º lugar no continente. Vale lembrar que o dueto teve que ser alterado, com Laura Micucci entrando no lugar de Maria Coutinho, suspensa por doping durante o Mundial de Esportes Aquáticos.

A americana Sarah Lockman, montando First Apple, venceu a prova individual do adestramento ao tirar 78,980 no Grand Prix Livre. João Paulo dos Santos com Carthago Comando SN foi o melhor brasileiro na 8ª posição com 72,685.

No surfe, Robson Santos e Karol Ribeiro perderam seus confrontos pela repescagem e foram eliminados. Já no longboard, Wenderson Conceição no masculino e Chloe Calmon no feminino seguem vivos e estão na 3ª fase.

Cabeça 7, João Menezes venceu 64 60 o uruguaio Franco Roncadelli na sua estreia no torneio de tênis e está nas 8as. Já Luisa Stefani perdeu na 2ª rodada 63 62 para a canadense Jada Anne Bui.

Favoritos ao ouro e à vaga olímpica, Argentina e Estados Unidos venceram suas segundas partidas pelo torneio de hóquei na grama feminino. As Leonas fizeram 3-0 no Canadá e as americanas 4-2 no Chile.

Atual campeão mundial, a Argentina segue invicta no softball masculino. Venceu nesta quarta por 7-0 os Estados Unidos e está na Grande Final, onde espera o vencedor de Estados Unidos e México na Small Final.

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
Dia 4 3 2 4 9
Dia 5 1 2 1 4
TOTAL 12 10 18 40

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Ginástica Artística 4 4 3 11
Taekwondo 2 2 3 7
Triatlo 2 2 0 4
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Handebol 1 0 0 1
Levantamento de Peso 1 0 0 1
Ciclismo 0 1 1 2
Boliche 0 1 0 1
Boxe 0 0 2 2
Tiro 0 0 2 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Hipismo 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Vôlei de Praia 0 0 2 2
TOTAL 12 10 18 40

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 3

Show no taekwondo, na ginástica artística e mais ouros no triatlo e canoagem numa bela segunda-feira pro Brasil, com 14 medalhas!

Taekwondo

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Milena Titoneli. Foto: Abelardo Mendes Jr / ABr / Divulgação CP

Que passagem brilhante do taekwondo pelo Pan! Eram 8 atletas e 7 conseguiram uma medalha! Só nesta segunda feira foram 1 ouro, 1 prata e 2 bronzes.

Milena Titoneli, bronze no Mundial este ano, sofreu nas 4as contra colombiana nos 67kg, mas venceu por 9-8, na semi passou com 10-5 por cubana e, na final, uma bela luta contra a americana medalhista olímpica Paige McPherson. A americana estava na frente, a brasileira buscou com uns socos no colete até vencer por 9-8 e conquistar o 1º ouro da história pro taekwondo brasileiro em Pans!

Vice-mundial, Ícaro Martins chegou à final dos 80kg após vencer porto-riquenho por 21-17 nas 4as e passar por dominicano por 8-7 na semifinal. Na decisão, foi um duro confronto com o colombiano Miguel Angel Trejos. A luta foi 0-0 até o 3º round, quando os dois atacaram demais, mas a vitória acabou ficando com o colombiano com 19-17 num final emocionante. O nosso medalhista olímpico Maicon Andrade venceu equatoriano por 15-4 e ficou com o bronze no +89kg, assim como Raiany Fidelis, bronze no +67kg após um 7-0 em venezuelana.

Ginástica Artística

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Arthur Nory e Caio Souza. Foto: Ricardo Bufolin / CBG

Que dobradinha maravilhosa na final do individual geral masculino! Caio Souza brilhou na decisão, começando com 13,600 no solo, 12,950 no cavalo com alças e 14,250 nas argolas. Arthur Nory vinha um pouco atrás com 14,050, 12,950 e 13,050 nos mesmo aparelhos. Melhor na quali, o americano Robert Neff não foi bem no solo, caiu do cavalo e foi fraco nas argolas, já ficando de fora da disputa de medalhas. Os canadenses Cory Paterson e René Cournoyer vinham ameaçando os brasileiros, assim como o americano Brody Malone, que tinha caído 3 vezes da barra fixa na qualificação.

Na segunda metade, Caio fez 14,600 no salto e Nory 14,650, enquanto os canadenses mal passaram de 14 pontos. Nas paralelas, Caio, que tinha sido o melhor no dia anterior, teve um erro feio numa parada de mãos e tirou apenas 13,700, muito abaixo dos 14,850 do dia anterior. Enquanto isso, Paterson tirava 14,350. A decisão foi pra sempre perigosa barra fixa. Caio foi espetacular com 14,400, mesma nota de Nory! Quando Paterson fez 13,750, o ouro estava confirmado pro brasileiro! Caio Souza somou 83,500 contra 82,950 de Nory e 82,200 de Paterson. Malone, que poderia ameaçar, caiu nas paralelas e terminou em 5º.

Na final do individual geral feminino, a medalha de bronze caiu no colo da Flávia Saraiva! Ela vinha de 14,150 no salto, 12,800 nas barras e um razoável 13,500 na trave. Mas fez uma grande prova de solo com 13,900, a melhor nota dessa final. Flávia somou 54,350. Só que logo depois, a americana Kara Eaker caiu no solo e, com apenas 12,350, somou 53,750, dando o bronze de bandeja para a brasileira. A canadense Ellie Black faturou o ouro com 55,250 contra 55,125 da americana Riley McCusker. Black ganhou o ouro graças a uma espetacular prova nas assimétricas, com 14,300.

Triatlo

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Foto: World Triathlon

Outro esporte que o Brasil surpreendeu nesse Pan. Na prova do revezamento misto, que também fará sua estreia nos Jogos de Tóquio, o Brasil foi ouro de maneira brilhante. Campeã no sábado, Luisa Baptista abriu o revezamento e entregou em 1º para Kauê Willy. O canadense Charles Paquet apertou e alcançou o time brasileiro, abrindo 10s. Mas Vittoria Lopes voou na natação e entregou para Manoel Messias fechar com uma vantagem de 34s! Aí foi só completar pro ouro com 1:20:34 contra 1:20:51 da equipe do Canadá.

Canoagem

Depois do susto no sábado com o Erlon Silva, Isaquias Queiroz voltou à raia para levar o ouro na sua principal prova, o C1 1.000m, com o tempo de 3:47.631, a frente do cubano Fernando Jorge com 3:48.574 e do canadense Drew Hodges com 3:58.454.

Ainda tivemos mais dois bronzes na canoagem! Vagner Souta fez 3:35.960 no K1 1000m atrás de argentino e canadense e Ana Paula Vergutz no K1 500m com 1:54.294 atrás de mexicana e canadense. Ainda tivemos um 4º lugar no C2 500m feminino e um 6º n K2 1.000m masculino.

Outros Esportes

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Foto: COB

Apesar de nenhum grande resultado individual, o Brasil levou o bronze no adestramento por equipes, somando 408,696 pontos, ficando a frente do México com 403,638. Com isso, o Brasil conseguiu a vaga olímpica e vai mandar 3 conjuntos para Tóquio! O Canadá deu show e levou o ouro com 440,111, a frente da sempre forte equipe americana com 437,791.

Os revezamentos do pentatlo moderno são novidade no Pan. E logo na estreia, o Brasil conseguiu o bronze no feminino com Priscila Veríssimo e Isabela de Abreu, que ficaram com 1294 pontos, atrás de Estados Unidos e Cuba. No masculino, mesmo com uma excelente prova combinada, Felipe Nascimento e Danilo Fagundes ficaram em 4º, apenas 3s atrás da dupla argentina. O ouro foi pro México.

Mariana Osmak foi bronze no wakeboard feminino, em dia de 7 finais no esqui aquático. ela tirou 62,22 pontos contra 82,67 da argentina Eugenia de Armas e 79,78 da americana Mary Howell.

O Brasil destruiu a equipe dos Estados Unidos na semifinal do handebol feminino com 34-9 e fará a final pelo ouro e pela vaga olímpica novamente contra a Argentina, que passou com 31-21 por Cuba. Brasil segue rumo ao hexa na 3ª final seguida contra as argentinas.

Beatriz Ferreira destruiu peruana na categoria 60kg e está na semifinal garantindo mais uma medalha no boxe. Hebert da Conceição venceu argentino nos 75kg numa luta super apertado por 3-2 e também está na semifinal, garantindo a 6ª medalha do Brasil no esporte. Ronaldo da Silva perdeu nos 49kg para Kevin Arias, de Nicarágua.

No começo das disputas do badminton, destaque para a vitória de Ygor Coelho sobre o salvadorenho Uriel Canjura por 22-20, 21-11. Dos outros 5 jogares brasileiros, 3 venceram nas suas estreias, além da vitória na 1ª rodada das mistas com Arthur Pomoceno e Fabiana Silva sobre jamaicanos.

Quatro derrotas nesta segunda-feira no basquete 3×3, que sai de Lima sem medalha. A equipe feminina apanhou de 21-5 das americanas nas semifinal e na disputa de bronze perdeu novamente para a República Dominicana por 20-15. No masculino, derrota na semi de 21-12 para os Estados Unidos, de quem havíamos vencido na 1ª fase. Na disputa do bronze, o Brasil chegou a ter 14-9 sobre os dominicanos e 17-14, mas bobeou demais na final e perdeu de virada por 19-17.

Serafi Veli terminou em 5º no levantamento de peso, categoria 96kg, com 365kg no total. Ele ficou com a 3ª marca no arranco com 170kg, mas só elevou 25kg pro arremesso, com 195kg, e ficou a 9kg do pódio. Os outros subiram mais de 35kg de uma prova pra outra. Marco Gregório também competiu nessa categoria e foi 7º com 358kg.

Carol Horta/Ângela chegaram a ter 7 pontos de vantagem no 1º set sobre as americanas Cook/Pardon com 16-9 e 17-10, mas conseguiram perder o set por 22-20. Aí as americanas dominaram o 2º com 21-16 para garantirem o lugar na final, enquanto as brasileiras irão disputar o bronze contra as cubanas Delís/Martínez. As americanas enfrentarão as argentinas favoritas Gallay/Pereyra. No masculino, final será a reedição do jogo de estreia, entre os primos chilenos Grimalt e os mexicanoa Virgen/Ontiveros, que eliminaram a dupla brasileira nas 4as.

Na estreia do surfe em Pans, Robson Santos venceu na 1ª rodada com 14,50 a 7,60 de equatoriano. No feminino, Karol Ribeiro venceu apertado 8,90 a 8,77 panamenha. No longboard, Chloe Calmon venceu sua bateria de 1ª rodada e Wenderson Conceição foi 2º na sua e avançou também.

Valendo vaga olímpica, o torneio de hóquei feminino começou com a Argentina fazendo 2-0 no Uruguai e o Canadá 10-0 em Cuba pelo Grupo A e EUA 5-0 no México e Chile 13-0 no Peru no B.

Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3 8
Dia 2 2 1 2 5
Dia 3 4 2 8 14
TOTAL 8 6 13 27

Por esporte:
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Esporte Ouro Prata Bronze Total
Taekwondo 2 2 3 7
Ginástica Artística 2 1 2 5
Canoagem Velocidade 1 0 2 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Ciclismo 0 1 1 2
Esqui Aquático 0 0 1 1
Hipismo 0 0 1 1
Pentatlo Moderno 0 0 1 1
Tiro 0 0 1 1
TOTAL 8 6 13 27

Jogos Pan-Americanos Lima-2019 – Dia 1

Foi um belo 1º dia pro Brasil em Lima, com 8 medalhas e 2 de ouro! Peru começa muito bem em casa, México larga na frente do quadro de medalhas e 9 países já ouviram seus hinos.

Triatlo

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Pódio no triatlo. Foto: Wagner Araujo/World Triathlon

O primeiro ouro brasileiro veio numa prova inesperada. E foi logo uma dobradinha! Vittoria Lopes abriu muito bem na natação, chegando pra transição com quase 40s de vantagem sobre o resto do pelotão. No ciclismo, seguiu isolada na frente e foi pra corrida com quase 50s de vantagem, mas na corrida Luisa Baptista recuperou a diferença para vencer com 2:00:55 contra 2:01:27 da Vittoria. O bronze foi pra mexicana Cecilia Perez com 2:02:07. Beatriz Neres terminou em 11º com 2:04:49. Vale ressaltar que Estados Unidos e Canadá não estavam com seus principais nomes e também tivemos a ausência de Flora Duffy, de Bermudas, lesionada, que só volta a competir no ano que vem.

No masculino, Manoel Messias ficou com a medalha de prata após uma excelente prova de corrida, completando a prova em 1:50:57, 16s atrás do mexicano Crisanto Grajales, que faturou o bicampeonato pan-americano.

Patinação Artística

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Bruna Wurts. Foto: Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov

Bruna Wurts superou a argentina Giselle Soler no programa longo para vencer o ouro no feminino pela 1ª vez na história pro Brasil! No programa curto, a brasileira que mora em Barcelona tinha feito 36,70 contra 38.53 de Soler, mas no longo brilhou com 71,34 no longo contra 53.62 na argentina. Wurts somou 108,04 contra 92,15 de Soler e 70,68 da equatoriana Eduarda Fuentes. Na prova masculino, Gustavo Casado começou com uma queda no programa longo, mas ainda assim foi bronze com 128,09, atrás do argentino Juan Sanchez 152,63 e do americano John Burchfield 133,17.

Ginástica Artística

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Sem Jade Barbosa, o Brasil ficou sem descartes em 3 aparelhos, mas mesmo assim conseguiu a medalha de bronze por equipes com 158,550, atrás de Estados Unidos 171,000 e Canadá 160,600. O Brasil perdeu a prata na trave, com quedas da Thais Fideis e da Flávia Saraiva. Na quali do individual geral, Flavinha avança pra final com a 4ª somatória (já excluindo uma americana, pois só podem 2 por país) com 54,000 e Thais foi 6ª com 52,000.

Lorrane Oliveira, que só faz as assimétricas nesse Pan, passa pra final do aparelho com a 4ª nota 14,000. Carolyne Pedro também pega final das barras com a 6ª nota 13,150. Na trave, mesmo com uma queda, Flávia passa em 6º com 12,900. E no solo, mais uma final pra Flavia Saraiva com a 3ª nota 13,800 e 6ª da Thais 13,300.

Taekwondo

Muita polêmica no taekwondo do Pan. Muita. Bronze no último Mundial, Paulo Souza fez uma semifinal nos 58kg tensa contra o argentino Lucas Guzman que foi pro golden score. Chegou a pontuar, mas voltaram o ponto e a vitória ficou com o argentino, que ficaria com o ouro ao vencer mexicano na final. Paulo venceu colombiano por 13-11 e ficou com um dos bronzes.

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Nos 49kg feminino, Talisca Reis venceu americana por 29-21 nas 4as, mas na semifinal outra polêmica. Contra a colombiana Andrea Ramirez, ficou no 0-0, algo raro no taekwondo, e foi pro golden score. Os juízes não se acertavam e levaram muitos minutos para definir o que tinha acontecido, se uma punição era válida, até que um bom tempo depois, deram a vitória para a brasileira. Na decisão, perdeu de 4-2 para a mexicana Daniela Souza e ficou com a prata.

Canoagem

Isaquias Queiroz e Erlon Souza vinham como favoritos no C2 1.000m e tinham os cubanos Sergey Torres/Fernando Jorge como principais adversários. Com 2000m de prova, Erlon começou a passar mal, sentindo falta de ar e a dupla parou de remar com 450m. Erlon foi resgatado de maca e saiu de cadeira de rodas, mas já passa bem, embora tenha que ficar de repouso agora. Os cubanos venceram o ouro com 3:32.276.

Antes dessa final, apenas eliminatórias e semifinais. Isaquias venceu sua eliminatórias do C1 1.000m com 4:00.985 e se garantiu na final. Vagner Souta foi 3º na sua bateria do K1 1.000m com 3:41.095 e também está na final. No K1 500m feminino, Ana Paula Vergutz venceu sua bateria com 1:57.295 e é outra direta na final. Os únicos que sofreram um pouco mais foram Vagner Souta e Edson Silva no K2 1.000m. Eles ficaram apenas em 4º na sua bateria eliminatória, mas na semifinal ficaram em 2º e estão na final.

Pentatlo Moderno

Foi uma boa prova das brasileiras. Maria Ieda Guimarães tinha feito uma ótima prova de esgrima, não foi bem natação, completando os 200m livre em 2:29.68, 18ª no geral, mas foi muito bem no hipismo, largando para a combinada na 2ª posição, 34s atrás da mexicana Mariana Arceo, que ficaria com o ouro. Maria Ieda acabou na 4ª posição, sendo ultrapassada pela americana Samantha Achterberg e pela cubana Leydi Moya, mas conquistou a vaga olímpica para Tóquio-2020 aos 18 anos! Maria Ieda esteve nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires no ano passado.

Rugby

Depois de empatar com o Chile na sexta, a seleção masculina precisaria tirar no saldo de pontos para sonhar em avançar pras semifinais. Pegou a frágil seleção da Guiana e venceu por 59-0, mas o Chile perdeu pros americanos por 20-7. Precisando do saldo, o Chile destruiu Guiana por inacreditáveis 87-7 e o Brasil precisava empatar com a forte equipe americana. E jogando muito bem, o Brasil venceu por 12-10! Abriu 5-0, EUA virou 10-5 e o Brasil conseguiu um try no 2º tempo com conversão para vencer e ainda ficar em 1º lugar no grupo! Agora pega na semifinal o Canadá, enquanto os americanos pegam a Argentina.

No feminino, o Brasil abriu o dia com 45-0 no México e disputou o 1º lugar contra o Canadá, que venceu por 26-0. Muito forte, o Canadá tem apenas uma atleta da equipe que foi bronze no Rio-2016. Na semifinal, Brasil pega Estados Unidos e o Canadá a Colômbia.

Peru começa bem!

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Os donos da casa começaram bem conquistando 3 ouros logo no 1º dia! Na maratona feminina, Gladys Tejeda disparou ainda bem cedo e venceu com 2:30:55, recorde do Pan, seguida da americana Bethany Sachtleben com 2:31:20 e da colombiana Angie Orjuela com 2:32:27. No masculino, Christhian Pacheco faturou o 2º ouro com 2:10:41, 13s a frente do mexicano Jose Luis Santana.

O 3º ouro peruano veio no squash masculino. Na final individual, Diego Elias Chehab derrotou por 3-1 (11-6, 7-11, 12-10, 11-8) o colombiano Miguel Angel Rodriguez. No 1º dia, Peru já com 3 ouros, 2 pratas e 2 bronzes, já ficando perto da campanha do Pan de 2015, quando venceram 3-3-6.

Outros Esportes

No Basquete 3×3, o Brasil surpreendeu no masculino vencendo na estreia 22-13 a República Dominicana e depois com 20-19 sobre os americanos! Já no feminino, perderam na estreia de virada 16-14 pra República Dominicana, venceram 22-20 a Venezuela e perderam de 21-7 para as americanas. Ainda podem buscar vaga na semi.

O handebol feminino venceu mais uma tranquilamente com fáceis 40-16 sobre Porto Rico e fecha 1ª fase com 3 vitórias e agora enfrenta as americanas na semifinal. Pelo grupo do Brasil, Cuba, que passa em 2º, 28-15 no Canadá. No outro grupo, Argentina 27-17 nas dominicanas e EUA 29-11 sobre o Peru.

Brasil já garantiu duas medalhas no boxe. Keno Machado venceu canadense nos 81kg e já está nas semifinais. Jucielen Romeu derrotou atleta da Nicarágua ainda no 1º round por decisão do árbitro nos 57kg e também já está na semi. Já Cosme Nascimento pegou cubano no +91kg e perdeu.

Por muito pouco Natasha Figueiredo não foi bronze no levantamento de peso. Nos 49kg, ela ficou em 4º no arranco com 80kg, mesma marca da dominicana Santa Cotes, que levantou esta marca antes, por isso ficou em 3º. Aí no arremesso, houve um problema da comissão técnica do Brasil, que não pediu pra subir o peso e a Brasil bobeou e perdeu a 1ª tentativa. Aí ela fez 96kg na 2ª tentativa e precisava de 98kg na 3ª pro bronze, já que a dominicana já tinha encerrado, mas não conseguiu e ficou em 4º com 176kg no total. Ouro para a outra dominicana da prova, Beatriz Piron, com 193kg no total. Nos 61kg masculino, dobradinha colombiana com o ouro indo para Francisco Mosquera com 170kg, e nos 67kg ouro pro mexicano Jonathan Muñoz com 168kg.

A cubana Laina Pérez venceu a 1ª final do tiro, na pistola de ar 10m feminino, com 237,1 pontos na final contra 234,7 da equatoriana Andrea Pérez e as duas conquistam vaga olímpica. Melhor na quali, a uruguaia Julieta Mautone terminou em 4º. Thais Moura foi 15ª na quali e Rachel de Castro 18ª.

Quadro de Medalhas após o 1º dia em Lima-2019

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Medalhas do Brasil:

Dia Ouro Prata Bronze Total
Dia 1 2 3 3

8

Por esporte:

Esporte Ouro Prata Bronze Total
Triatlo 1 2 0 3
Patinação Artística 1 0 1 2
Taekwondo 0 1 1 2
Ginástica Artística 0 0 1 1

 

Ginástica feminina brilha em Cottbus

Foi uma etapa da Copa do Mundo de ginástica bem interessante na cidade alemã de Cottbus.

Rebeca Andrade, BRA - WCH Doha 2018, Oct30

Rebeca Andrade. Foto: CBG

As meninas brilharam subindo no pódio dos 4 aparelhos, totalizando 3 ouros e 3 pratas! Rebeca Andrade foi o destaque do Brasil no torneio, com ouro no salto com 14,728 (execução de 9,466 e 9,491 na final!) e na trave com 13,766 e prata nas assimétricas com 14,500. Flávia Saraiva levou o solo com 14,100 e foi prata na trave com 13,266 e Jade Barbosa fechou com prata no solo com 13,550.

O que nos deixa muito animado foi ver as notas das meninas em comparação com o Mundial de Doha, alguma semanas atrás. Com essas notas, Rebeca seria prata no salto, bronze na trave e 4ª nas assimétricas. E a Flavinha seria prata no solo. Claro que em um Mundial as exigências são muito maiores e os árbitros mais detalhistas, mas ainda assim foram excelentes notas. A única prova que não foi vencida pelas brasileiras foi as assimétricas, onde a belga campeã mundial Nina Derwael venceu com 15,100 (no Mundial fez 15,200).

Foi muito legal ver a integração das meninas com Valeri e Nastia Liukin. Ele é o novo técnico da seleção feminina e já podemos ver uma evolução espetacular. Campeã olímpica em Pequim-2008 no individual geral, Nastia Liukin virou tiete e postou tanta coisa nas redes sociais que já está virando brasileira!

Já no masculino, apenas uma final, com Arthur Nory, que terminou em 7º na barra fixa com 13,033, em prova vencida pelo campeão mundial Epke Zonderland com 14,866.

Mundial de Ginástica Artística – Dias 9 e 10

Simone Biles, Artur Dalaloyan, Zou Jingyuan Nina Derwael e Epke Zonderland deram show nas finais por aparelho. Pelo Brasil, medalha com Arthur Zanetti e um quase de Flávia Saraiva.

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Pódio das Argolas. Foto: CBG

Arthur Zanetti faturou sua 4ª medalha em Mundiais ao ficar com a prata nas argolas. Ele chega a 1 ouro e 3 pratas na carreira, além de 1 ouro e 1 prata olímpicas. Novamente ele ficou atrás do atual campeão olímpico, o grego Eleftherios Petrounias, que venceu com 15,366 contra 15,100 do brasileiro. O bronze foi pro italiano Marco Lodadio com 14,900.

No solo feminino, a última final feminina, vitória tranquilíssima de Simone Biles, que mesmo pousando fora (penalidade de 0,300) venceu com 1 ponto de vantagem. A incrível americana fechou com chave de ouro o Mundial com 14,933 contra 13,933 de sua compatriota Morgan Hurd e 13,866 da japonesa Mai Murakami. Flávia Saraiva fez uma bela apresentação, as acabou pisando fora na 1ª passagem, o que lhe custou 0,100 e a nota de 13,766. Se não pisasse fora, tiraria o mesmo que Murakami, mas a brasileira ficaria com o bronze por ter melhor nota de execução. Uma pena.

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Biles medalhou nos 4 aparelhos, mas não fez um Mundial brilhante. No salto, diminuiu a dificuldade dos seus saltos, mas venceu com sobra com 15,366 contra 14,516 da canadense Shalon Olsen e 14,508 da mexicana Alexa Moreno no pódio norte-americano. Nas barras assimétricas, ficou com a prata com 14,700, atrás da belga Nina Derwael, que foi espetacular com 15,200 nua performance brilhante. Já na trave, Biles se desequilibrou e botou a mão no aparelho, o que equivale a uma queda. Ainda assim, foi bronze com 13,600, atrás da chinesa Liu Tingting com 14,533 e da canadense Ana Padurariu com 14,100. A americana chegou a 20 medalhas em Mundiais, sendo 14 ouros, 3 pratas e 3 bronzes.

No masculino, o russo Artur Dalaloyan desbancou o japonês Kenzo Shirai no solo, vencendo com 14,900 contra 14,866 de Shirai. O filipino Carlos Yulo foi bronze com 14,600 conquistando a 1ª medalha da história de seu país na ginástica. No cavalo com alças, ouro do chinês Xiao Ruoteng com 15,166, mesma nota do britânico campeão olímpico Max Whitlock,mas o chinês foi melhor na execução com 8,566 contra 8,366 do britânico.

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O norte-coreano Ri Se-gwang, campeão olímpico no Rio, venceu o salto com 14,933, seguido de Dalaloyan com  14,883 e Shirai com 14,675. Mas o grande show do Mundial foi nas paralelas. O chinês Zou Jingyuan fez uma apresentação espetacular e coloca o aparelho num outro nível. Venceu com 16,433 com inacreditáveis 9,433 de execução. Prata pro campeão olímpico do Rio, o ucraniano Oleg Verniaiev com 15,591. Fechando o Mundial, Epke Zonderland foi brilhante na barra fixa com 15,100 (6,800 de dificuldade) para faturar seu 3º título mundial no aparelho, deixando o mito Kohei Uchimura em 2º com 14,800 e o americano Sam Mikulak com o bronze com 14,533.

O próximo Mundial será em 2019 Stuttgart, valendo até 144 vagas olímpicas! Será a última chance das equipes se classificarem para Tóquio.

Mundial de Ginástica Artística – Dias 7 e 8

A decisão da final do individual geral masculina foi para os critérios de desempate! Isso porque o russo Artur Dalaloyan e o chinês Xiao Ruoteng, que defendia o ouro, empataram com 87,598! Pro desempate, somam-se as 5 melhores notas e o russo teve 74,198 contra 73,465 do chinês.

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Os dois começaram no solo, com Dalaloyan brilhando com 14,800, 2ª melhor nota da final atrás apenas do japonês Kenzo Shirai, com 14,900. Ruoteng fez 14,133. No cavalo com alças, foi a vez do chinês brilhar com 14,700, 2º do dia, contra 13,400 do russo. Nas argolas, Dalaloyan foi o melhor da final com 14,533 contra 14,333 do chinês. No salto, Dalaloyan 15,133 e Ruoteng 14,866. Nas paralelas, o russo marcou 15,566 contra 15,333. A diferença dos dois antes da barra fixa era de apenas 0,067! Dalaloyan foi antes e fez 14,166 e o chinês, último a se apresentar, marcou 14,233, dando o empate.

O russo Nikita Nagornyy ficou com o bronze com 86,331, com destaque para 14,500 nas argolas e 14,733 no solo. O americano Sam Mikulak brigava por medalha, mas sofreu a queda na barra, seu melhor aparelho, e terminou em 5º. Caio Souza começou mal no cavalo com alças com 11,700, sofrendo a queda. Foi melhor nas argolas com 13,933 e bem no salto com 14,616. Nas paralelas, tirou médios 14,383 e foi bem na barra fixa com 13,600. Fechando no solo, foi mal com 13,566, somando 81,798, terminando no bom 13º lugar.

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Já a decisão feminina deu o esperado, com o ouro para Simone Biles. Mas com 2 quedas, não brilhou novamente. A americana de outro planeta começou no salto, caindo quase sentada, mas mesmo assim tirou 14,533, 6ª melhor nota da final. Nas assimétricas, se recuperou com ótimos 14,725, 2ª melhor atrás apenas da belga Nina Derwael com 15,100. Na trave, nova queda pra americana, que tirou 13,233. No solo, chegou a pisar fora, mas obteve espetaculares 15,000 para levar o ouro com 57,491. A prata foi pra japonesa Mai Murakami, que brigava ponto a ponto com a americana Morgan Hurd, que defendia o título. Hurd chegou a cair na trave, deixando a japonesa encostar. No solo, Murakami fez 14,000 contra 13,866 de Hurd, garantindo a prata com 55,798 e deixando o bronze pra americana com 55,732. Derwael foi 4ª com 55,699, principalmente graças à sua espetacular prova nas assimétricas.

Flavia Saraiva, BRA - WCH Doha 2018, Nov1

Flávia Saraiva na final do individual geral. Foto: CBG

Flávia Saraiva começou nas barras, tirando apenas 13,000. Na trave, fez uma boa série, mas sem brilho para tirar 13,000, muito abaixo do seu potencial. Se recuperou com um ótimo 13,833 no solo e fechou com 14,533 no salto, para somar 54,366 e terminar em 8º. Jade Barbosa acabou em 15º no geral com 52,866, sofrendo uma queda no solo.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 6

Sem nenhuma ameaça, o ouro por equipe feminino ficou com os Estados Unidos. Mesmo sem uma performance brilhante de Simone Biles, as americanas sobraram na decisão para faturar novamente o título mundial pela 4ª vez seguida.

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Elas começaram no salto e Biles marcou 15,500 com um espetacular 9,500 de execução. Morgan Hurd fez 14,633 e Grace McCallum 14,533. Nas assimétricas, 14,866 para Biles, 14,500 para Riley McCusker e 14,433 para Hurd. Na trave, queda de Biles, que colocou a mão no aparelho para não cair e tirou “apenas” 13,733, mesma nota de McCusker e Kara Eaker ficou com 14,333. Para fechar no solo, Hurd foi mal com 12,966 e McCallum tirou 13,633. Biles fechou de maneira brilhante com 14,766 e a equipe somou 171,629, quase 9 pontos acima da equipe da Rússia, medalha de prata.

As russas começaram mal no salto, tirando duas notas 13, mas foi se recuperando com ótimas apresentações nas assimétricas (14,500 de Aliya Mustafina) e uma passagem correta na trave, mas ficaram devendo no solo. Enquanto isso, a China foi pro último aparelho precisando tirar 3,5 das russas no salto, enquanto Mustafina e companhia iam pro solo, mas não foi o suficiente. A Rússia somou 162,863 contra 162,396 das chinesas, que perdera a prata na trave, com 2 quedas.

Rebeca Andrade, BRA - WCH Doha 2018, Oct30

Rebeca Andrade na final por equipes. Foto: CBG

O Brasil começou ok na trave, com uma queda de Jade Barbosa (11,466) e boas passagens de Flávia Saraiva (13,600) e Rebeca Andrade (13,300). No solo, fomos a 2ª melhor equipe da final, com 13,800 da Flavinha, 13,233 de Thais Fidelis e 13,100 de Jade. No salto, boas notas com 14,633 de Rebeca, 14,600 de Jade e 14,433 da Flávia. Nesse momento, o Brasil brigava por um 4º lugar com o Canadá e até sonhava com um bronze. Mas fechar nas assimétricas tirou toda a esperança. Com notas bem baixas incluindo uma fraca apresentação de Jade (12,233 com 6,433 de execução), 12,966 de Rebeca e 12,466 de Flávia, o Brasil terminou em 7º com 159,830, ficando a frente apenas da Alemanha.

EUA, Rússia e China já garantiram as primeiras vagas olímpicas no feminino para Tóquio, 4 vagas para cada.

Mundial de Ginástica Artística – Dia 4

No encerramento da qualificação feminina, a China (165,497) e a Rússia (165,196) foram muito próximas e assumiram o 2º e 3º lugares por equipe, mas ainda bem longe das imbatíveis americanas, com 174,429.

Flavia Saraiva, BRA - WCH Doha 2018, Oct28

Flávia Saraiva. Foto: CBG

O Brasil fez uma ótima campanha e conseguiu o 5º lugar na qualificação com 162,529, mas poderia ter sido melhor. Justamente nosso melhor aparelho da atualidade, a trave, foi o nosso pior, com muitas quedas. Flávia Saraiva terminou o individual geral em 10º com 53,999 e pegou a final, assim como Jade Barbosa, 20ª com 52,733. Flavinha foi 10ª mesmo com quedas na trave e nas assimétricas.

E foi com ela a única vaga em final por aparelhos. Flavinha fez a 5ª nota no solo com 13,900 e está na briga por medalha. A alienígena Simone Biles ficou em 1º no aparelho com 15,333, mas a diferença entre a 2ª colocada, a japonesa Mai Murakami, e a brasileira é de apenas 0,200. O 2º melhor resultado por aparelho foi de Rebeca Andrade nas assimétricas. Ele tirou 14,333 e terminou em 10º, bem perto da final.

TEAM BRAZIL - WCH Doha 2018, Oct28

Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Thais Fidelis. Foto: CBG

Após 11 anos, o Brasil volta a uma final por equipe no feminino e com ótimas chances de medalhar.

Biles terminou como 1ª no geral com 60,965, no solo com 15,333, no salto com 15,666 e na trave com 14,800. A belga Nina Derwael foi a melhor nas assimétricas com 15,066 com Biles em 2º 14,866.

Resultados das brasileiras:

Individual Geral:
10ª – Flávia Saraiva – 53,999
20ª – Jade Barbosa – 52,733

Salto:
Nenhuma brasileira fez dois saltos

Barras Assimétricas:
10ª – Rebeca Andrade – 14,333
34ª – Jade Barbosa – 13,333
37ª – Lorrane Oliveira – 13,166
64ª – Flávia Saraiva – 12,400

Trave:
17ª – Flávia Saraiva – 13,233
52ª – Rebeca Andrade – 12,633
72ª – Lorrane Oliveira – 12,066
97ª – Jade Barbosa – 11,700

Solo:
5ª – Flávia Saraiva – 13,900
19ª – Jade Barbosa – 13,200
22ª – Thais Fidelis – 13,133
28ª – Lorrane Oliveira – 13,033

Boas marcas no brasileiro de ginástica

Santos recebeu no fim de semana o Campeonato Brasileiro de Ginástica.

No sábado, Lucas Bitencourt venceu no individual geral com 82,650 e Flávia Saraiva levou no feminino com 53,150, contra 53,050 de Jade Barbosa.

Já nas finais por aparelhos, Arthur Zanetti foi o grande destaque, vencendo as argolas com ótimos 15,350 e o solo com 14.550, além de ter ficado com o bronze no salto com 13,663. Felipe Ferreira foi ouro no cavalo com alças, Caio Souza venceu o salto, Péricles da Silva as barras paralelas e Francisco Barreto venceu a barra fixa.

Especialistas por aparelho, CBG, 19ago2018

Pódio da trave feminina. Foto: CBG

No feminino, bom ver alguns nomes não tão conhecidos como Isabelle Cruz, que venceu o salto. Jade Barbosa levou as barras assimétricas, Thais Fidelis o solo e Flávia Saraiva ganhou na trave com excelentes 14,300.

Lógico que não podemos comparar as notas desta competição com um Mundial ou com o Europeu duas semanas atrás, pois o nível de exigência dos árbitros é outro. Ainda assim vou juntar os resultados com o europeu de Glasgow apenas para termos uma forma de comparação. Os brasileiros teriam as seguintes colocações (apenas top-5):

1º) Trave feminina – Flávia Saraiva (14,300)
2º) Solo feminino – Thais Fidelis (13,750)
2º) Solo masculino – Arthur Zanetti (14,550)
2º) Argolas masculino – Arthur Zanetti (15,350)
2º) Barra fixa masculina – Francisco Barreto (14,600)
4º) Solo feminino – Flávia Saraiva (13,500)
5º) Trave feminina – Jade Barbosa (13,150)
5º) Barras paralelas masculinas – Péricles da Silva (14,050)

Agora os piores resultados vieram no cavalo com alças e nas barras assimétricas. O campeão do cavalo com alças foi Felipe Ferreira com 13,875, o que o colocaria em 8º no Europeu. Já nas barras assimétricas, Jade venceu com 13,200. A pior na final do europeu fez 14,066!

Valeri Liukin, campeão olímpico na barra fixa e por equipes em Seul-1988 e pai e técnico da Nastia Liukin, 5 medalhas em Pequim-2008, incluindo o ouro no individual geral, será o novo consultor da ginástica feminina brasileira. Ela deve vir bastante ao Brasil e será de enorme ajuda para a nossa ótima seleção feminina.